AVIVA LEM reúne grandes atrações da música gospel no maior festival do Oeste Baiano

Serão quatro dias de evento em celebração ao Dia do Evangélico na cidade de Luís Eduardo Magalhães.
Faltam poucos dias para o início do AVIVA LEM 2026. Em sua quinta edição, o festival acontecerá entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. O evento celebra o Dia do Evangélico e reunirá grandes nomes da música cristã. Com o tema “De geração em geração”, a festa contará com artistas consagrados, como Thalles Roberto, Bruna Karla, Banda Som & Louvor, Isaías Saad, entre outros.

A programação promete ser histórica e também contará com o Aviva Kids, que terá a apresentação do 3 Palavrinhas, projeto de música e entretenimento cristão voltado ao público infantil.

AVIVA LEM 2026

Data: 30 de julho a 2 de agosto
Local: Ao lado do Mercado Municipal, bairro Santa Cruz
  • Atrações:
  • Bruna Karla
  • Banda Som & Louvor
  • Thalles Roberto
  • Isaías Saad
  • Mattos Nascimento
  • Lukas Agustinho
  • FHOP Music
  • Samuel Elétério
  • Guilherme Camargo
  • 3 Palavrinhas (infantil)

Comissão do Senado cria mais de R$ 1 tri em custo extra na conta de luz em votação relâmpago

PL, que ainda precisa passar pelo plenário, traz de volta contratação compulsória de PCHs e térmicas, que demandam infraestrutura de transporte para gás

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquiv

O projeto de lei 5.017 nasceu na Câmara dos Deputados em 2019 com dois artigos para alterar uma única lei e ampliar o desconto na tarifa de energia para irrigação e poços semiartesianos. O texto encalhou no Senado até ser ressuscitado numa tramitação relâmpago no dia 14. O resultado final é uma proposta de política energética de 18 páginas que modifica sete legislações e cria um custo extra de mais de R$ 1 trilhão na conta de luz.

O cálculo foi feito pela Abrace, entidade que representa grandes empresas consumidoras de energia de setores como siderurgia, mineração, papel e celulose.

A penca de jabutis —como são chamadas essas alterações sem relação com o tema original da proposta— mexe na Lei de Desestatização da Eletrobras, na Lei do Petróleo e na legislação da micro geração distribuída, por exemplo. Como resultado, amplia subsídios, obriga a contratação de térmicas e pequenas hidrelétricas, impõe a expansão da infraestrutura de gás natural, entre outras mudanças no marco legal do setor elétrico.

Se o projeto for aprovado, as novas medidas criarão uma despesa anual inesperada de R$ 44,2 bilhões na conta de luz a partir de 2032, segundo estimativas da Abrace.

Somando flexibilizações feitas na lei de desestatização da Eletrobras, que tornam como certas despesas que dependeriam de análise e poderiam nem ocorrer, o aumento subiria para R$ 54,9 bilhões a partir de 2035.

Como a nova versão do PL 5.017 recupera antigas demandas que não foram atendidas em outras ocasiões, o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, batizou as medidas de "jabutis zumbis". Um exemplo é a exigência de construção de térmicas onde não há rede de gasoduto ou linha de transmissão.

"Eles [os jabutis] não morrem nem com estaca no coração. É um jogo difícil. Alguns já foram derrubados uma dezena de vezes e continuam voltando. A ironia é que se eles ganham uma vez, ganham para sempre. Isso não vale para os consumidores", afirma o executivo.

Os novos custos seriam aplicados ao longo do tempo, de forma escalonada, porque os prazos de cada medida variam. O aumento médio tarifário acumulado no período ficaria na casa de 11%.

Considerando o prazo de validade dos contratos, o gasto totalizaria R$ 1,2 trilhão em novas despesas adicionais, ou R$ 1,5 trilhão, incluindo as mudanças na lei da Eletrobras.

A Abrace avalia que, como esse tipo de custo no setor de energia costuma ser prorrogado, o risco é que permaneça por tempo indeterminado, elevando o chamado custo Brasil —o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que tornam mais caro e complicado produzir e investir no país.

O planejamento para expansão do setor elétrico é uma responsabilidade do Executivo. Propostas do Legislativo, nos moldes do realizado pelo PL 5.017, são vistas como uma distorção por quem conhece a área de energia pois costumam ser baseadas em lobby, sem avaliação da necessidade e do custo.

"Acho que já é a terceira tentativa de arrumar um meio de 'legalizar' um leilão para térmicas onde não tem gás. De carona, mas alicerçadas no mesmo tipo de pressão, veem as PCHs [pequenas centrais hidrelétricas]", diz Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). "É como se o Congresso estivesse a determinar a compra de energia que, além de desnecessária no cenário atual, custará caro e prejudicará a segurança e a confiabilidade."

A título de comparação, os especialistas do setor lembram que o custo criado pelo substitutivo ao PL 5.017 supera até o valor do LRCap, o Leilão de Reserva de Capacidade que foi criticado pela dimensão da cifra que envolve. Estimativas projetaram gasto de R$ 515 bilhões ao longo de 15 anos, uma média anual de R$ 34 bilhões.

O procedimento para a elaboração das medidas também foi bem diferente.

Enquanto o LRCap foi planejado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) ao longo de meses, o PL 5.017 foi alterado numa sessão da CI (Comissão de Serviços de Infraestrutura) do Senado por meio de um substitutivo que surgiu na modalidade extra pauta —ou seja, nem estava previsto.

O processo ocorreu literalmente no apagar das luzes dos trabalhos legislativos antes do recesso parlamentar, de 18 e 31 de julho. Era terça-feira, 14 de julho, e faltou luz na comissão no meio dos trabalhos. Vários senadores deixaram o local. A reunião foi reagendada para as 14h, com quórum reduzido.

A relatoria na comissão foi tortuosa. Quando o PL chegou na comissão, em 10 de março de 2023, ficou a cargo do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Mais de três anos depois, em 14 de abril deste ano, como não havia sido avaliado, entrou na lista para redistribuição. No dia 30 daquele mês, o presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), avocou a relatoria.

No dia da sessão, naquele 14 de julho, o senador Eduardo Gomes (PL-TO) foi designado relator, mas devolveu imediatamente a matéria porque estava deixando a comissão. Em seguida, a relatoria foi transferida ao senador Hermes Klann (PL-SC).

Foi Klann quem apresentou o substitutivo. Explicando que o relatório era extenso, ocupou os cinco minutos do tempo no fim da sessão para ler a síntese. O texto foi aprovado em votação simbólica, numa sala já esvaziada, e seguiu para o plenário.

"O rito legislativo foi atropelado de maneira escandalosa, para dizer o mínimo", afirma o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.

"Era humanamente impossível naquele prazo de poucas horas fazer uma análise técnica de tantas medidas sensíveis, isso sem falar que antes não foram submetidas à avaliação de órgãos técnicos do setor —e destaco dois que precisam ser ouvidos quando se fala em expansão do sistema, EPE e ONS (Operador Nacional do Sistema)."

Já houve reação. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Laércio Oliveira (PP-SE) apresentaram requerimentos solicitando que o PL seja analisado na CAE (Comissão de Assuntos Econômico). O senador Izalci Lucas (PL-DF) pleiteou que também passe pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A tendência é que uma definição venha após o recesso parlamentar.

A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa do senador Marcos Rogério para comentar as críticas. Em nota, ele afirmou que a tramitação da proposta "segue em consonância com as normas regimentais".

"A fim de conferir celeridade ao andamento de propostas, cujos relatores postergavam a entrega de seus relatórios, a presidência da CI avocou a relatoria de algumas dessas propostas, entre elas a do PL 5.017", diz Rogério na nota. "Ato contínuo, a relatoria dessa proposta foi distribuída a um novo relator, que, por sua vez, deixou a comissão. Em razão dessa alteração houve a necessidade da redistribuição da proposta a um outro integrante da CI".

Leia a seguir detalhes sobre as medidas e estimativas de custo:

Termelétricas: Ressurgiu como nova despesa na Lei da Eletrobras. Fala da contratação de 2,5 GW (gigawatt) de termelétricas a gás com inflexibilidade de 70% —ou seja, o consumidor é obrigado a pagar por esse montante, precise dele ou não. O PL ainda definiu o tamanho e onde ficariam os projetos: Goiás, RIDE (Região Integrada de Desenvolvimento) do Distrito Federal, Rondônia, Triângulo Mineiro e Região Metropolitana de São Luís (MA), cada um com 500 MW (megawatt). O custo é estimado em R$ 12 bilhões ao ano, somando R$ 301 bilhões em 25 anos.

PCHs: houve reciclagem também na contratação compulsória de 4,9 GW de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas). A obrigação já constava da Lei da Eletrobras, mas a implementação dependia de avaliação técnica. O substitutivo fixou prazos para a contratação e implantação dos empreendimentos. Segundo estimativa da Abrace, a medida acrescentaria R$ 10,7 bilhões por ano em custos quando integralmente implementada, acumulando R$ 255,4 bilhões ao longo de 25 anos de duração dos contratos.

Gás natural: A novidade mais onerosa é a obrigação de contratar termelétricas a gás natural extraído na região amazônica vinculadas a projetos estruturantes da região Norte —as hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. A ideia é utilizar as térmicas para reforçar a oferta de energia nos períodos de menor geração hidrelétrica, aproveitando a infraestrutura de transmissão existente. A medida demandaria infraestrutura para produção e transporte do gás natural. Pelo porte dos projetos, o custo adicional estimado é de R$ 31,2 bilhões por ano quando atingir a plena implementação. No acumulado dos 30 anos de vigência, os contratos custariam R$ 902,5 bilhões.

Poços artesianos: Ampliação do desconto na conta de luz para irrigantes e produtores rurais que utilizam poços semiartesianos para abastecimento humano. Segundo a Abrace, a medida acrescentaria R$ 893 milhões por ano aos subsídios da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), acumulando R$ 27,7 bilhões até 2057.

Fora da conta: A Abrace não incluiu na conta uma outra despesa que, a partir do PL pode ocorrer a qualquer momento. É a cerca de R$ 5 bilhões por ano referentes à contratação de 300 MW de eólicas na região sul, 250 MW de hidrogênio a etanol no Nordeste e 3 GW de biomassa. Esses empreendimentos já estavam previstos na Lei da Eletrobras, mas dependiam de manifestação do Conselho Nacional de Política Energética. Com a mudança, uma portaria do MME pode dar sinal verde aos empreendimentos.
Por Alexa Salomão/Folhapress

Aos 35 anos, Lei de Cotas ainda desafia empresas a promover inclusão real

                                       Especialista alerta que cumprir percentuais não basta

Trinta e cinco anos depois de ser sancionada, a Lei de Cotas continua sendo uma das principais portas de entrada das pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro. A norma, criada em julho de 1991, avançou na garantia de oportunidades, mas ainda convive com um desafio persistente: transformar contratações feitas para atender a uma obrigação legal em inclusão verdadeira, com acessibilidade, permanência e possibilidade de crescimento profissional.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) mostram que o Brasil encerrou 2025 com 759.016 vínculos formais ocupados por pessoas com deficiência ou trabalhadores reabilitados — crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior. Apesar do avanço, esse grupo representava apenas 1,27% dos quase 60 milhões de empregos formais existentes no país.

Prevista no artigo 93 da Lei nº 8.213/1991, a regra determina que empresas com 100 a 200 empregados destinem 2% dos cargos a pessoas com deficiência ou reabilitadas pela Previdência Social. O percentual sobe gradualmente até chegar a 5% nas companhias com mais de mil trabalhadores.

Para a advogada Sabrina Batista, sócia do BSF Advogados, a reserva de vagas deve ser entendida como ponto de partida, e não como objetivo final da política de inclusão. “A empresa pode estar formalmente dentro do percentual exigido e, mesmo assim, manter um ambiente excludente. A inclusão real acontece quando o profissional consegue entrar, desempenhar suas atividades com autonomia, participar de treinamentos, ser promovido e construir uma carreira em igualdade de condições”, afirma.

Contratar não é suficiente - A Lei Brasileira de Inclusão proíbe a discriminação durante o recrutamento, a contratação, a permanência no emprego e a ascensão profissional. Também assegura igualdade de remuneração e acesso a cursos, planos de carreira, promoções e benefícios.

Na prática, porém, ainda há organizações que concentram pessoas com deficiência em determinadas funções, deixam de oferecer adaptações razoáveis ou não preparam gestores e equipes para lidar com a diversidade. Além das barreiras arquitetônicas, sistemas digitais inacessíveis, falhas de comunicação e atitudes preconceituosas podem limitar o exercício profissional.

“Não basta contratar uma pessoa cadeirante sem garantir circulação segura ou admitir um profissional com deficiência auditiva sem avaliar os recursos necessários à comunicação. A empresa precisa identificar as barreiras existentes e oferecer condições compatíveis com as necessidades de cada trabalhador”, ressalta Sabrina. “As barreiras atitudinais também precisam ser quebradas, pois as maiores barreiras nem sempre são físicas. Muitas vezes estão na resistência de gestores em confiar responsabilidades relevantes às pessoas com deficiência”, completa a advogada.

A alegação de que faltam profissionais qualificados também precisa ser analisada com cuidado. Exigências desproporcionais, processos seletivos inacessíveis e falta de capacitação das lideranças podem afastar candidatos antes mesmo da contratação.

Demissão exige cuidado - A legislação estabelece que a dispensa sem justa causa de uma pessoa com deficiência ou trabalhador reabilitado, em contrato por prazo indeterminado, somente pode ocorrer após a contratação de outro profissional pertencente ao público protegido. A mesma exigência vale para contratos por prazo determinado superiores a 90 dias.

Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego analisou cerca de 36,4 mil rescisões envolvendo pessoas com deficiência ou reabilitados e identificou mais de 5,3 mil desligamentos irregulares. No mesmo período, 8,6 mil ações fiscais resultaram em aproximadamente 37,7 mil contratações e na autuação de mais de 4,2 mil empresas.

“Não é recomendável que a empresa demita primeiro para somente depois procurar um substituto. O desligamento precisa ser precedido de análise jurídica e planejamento, porque o descumprimento da regra pode gerar reintegração, autuação administrativa e responsabilização judicial”, explica Sabrina.

A especialista orienta ainda que as empresas mantenham registros das medidas adotadas para cumprir a legislação, como divulgação acessível de vagas, adaptações nos processos seletivos, contato com serviços públicos de emprego e capacitação das equipes. A alegação genérica de dificuldade para contratar não substitui a demonstração de esforços concretos.

Para Sabrina, depois de 35 anos, o principal desafio é incorporar a inclusão à cultura das organizações, com acessibilidade, acompanhamento da permanência dos profissionais e oportunidades efetivas de desenvolvimento. “A cota não pode ser tratada apenas como um número a ser completado. Pessoas com deficiência não devem ser contratadas somente para evitar multas, mas reconhecidas como profissionais capazes, produtivas e detentoras do mesmo direito de trabalhar, crescer e ocupar espaços de decisão”, conclui.

Assessoria de Imprensa: Carla Santana (71) 9 9926-6898

Comunicadores do Estado participam de formação sobre antirracismo e direitos humanos

A formação Comunicação para a Justiça Racial reuniu, nesta segunda-feira (27), comunicadores de secretarias e órgãos do Governo da Bahia, no auditório da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A iniciativa foi realizada em parceria entre a SJDH e o Instituto COMMBNE.
A atividade integrou o projeto Tramas Afrodiaspóricas: Formação e Narrativas para Direitos Humanos e Justiça Racial, desenvolvido pelo Instituto COMMBNE – Comunicação Baseada em Inovação, Raça e Etnia. A programação promoveu reflexões sobre o papel da comunicação pública na promoção dos direitos humanos, no enfrentamento ao racismo e na construção de estratégias para incorporar a perspectiva da justiça racial às práticas de comunicação institucional e governamental.

A formação teve como objetivo capacitar profissionais da comunicação do Estado para disseminar uma metodologia de comunicação antirracista, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades raciais e da discriminação. As atividades foram realizadas em turmas nos turnos da manhã e da tarde, e os participantes receberam certificado ao final do curso.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

Liderança e direitos das mulheres negras são tema de encontro promovido pelo Estado da Bahia

O Estado da Bahia realizou, nesta segunda-feira (27), no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador, o encontro “Mulheres Negras na Gestão Pública: Liderança, Representatividade e Direitos”. A iniciativa promoveu um espaço de diálogo sobre equidade racial e de gênero, com foco na ampliação da participação feminina nos espaços de decisão e no fortalecimento de ações voltadas às mulheres, especialmente negras e indígenas.
O encontro reuniu representantes de diferentes regiões do estado e integrantes da sociedade civil organizada. A programação também possibilitou a troca de experiências e reflexões sobre a presença das mulheres negras nos espaços de liderança.

A realização do evento marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados no dia 25 de julho. Entre os destaques da programação esteve a participação da pesquisadora e escritora Carla Akotirene, referência nos estudos sobre interseccionalidade.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA

Sobe para 40 o número de agentes de segurança baleados em Salvador e RMS em 2026

A capital baiana e Região Metropolitana já registraram cerca de 40 agentes de segurança baleados nos primeiros sete meses de 2026. O número foi mapeado pelo Instituto Fogo Cruzado e foi divulgado neste domingo (26). Segundo o levantamento, 11 morreram e 29 ficaram feridos.

A marca foi atingida ainda neste final de semana, quando dois agentes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) foram baleados durante uma ação no bairro de Santa Cruz, no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.

Ao todo, 4 homens foram baleados, incluindo os policiais militares, durante uma ação policial realizada na Rua Nova República. 2 dos suspeitos atingidos no conflito não resistiram aos ferimentos. Um dos agentes de segurança foi atingido no abdômen e foi encaminhado para uma unidade hospitalar em estado grave e o outro policial foi baleado no braço.

Binho Galinha envia representante para convenção do Avante e será candidato

Preso acusado de integrar um grupo miliciano acusado de lavagem de dinheiro obtido no jogo do bicho, agiotagem, extorsão e recepção qualificada, o deputado estadual Binho Galinha enviou representante na convenção do Avante, realizada nesta segunda-feira (27), no bairro da Sussuarana.

Chefe de gabinete do parlamentar, Humberto Cedraz participou e circulou no evento. Ele afirmou que nada impede a candidatura de Binho e que os supostos crimes cometidos pelo hoje parlamentar teriam sido praticados antes que ele tomasse posse na Assembleia Legislativa. Por isso, na avaliação do assessor, o deputado não pode ser julgado pelo conselho de ética.

Quem também comentou a situação de Binho Galinha foi o presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. "Vou garantir a minha palavra e manter a candidatura dele. Falei com ele. Essa questão não é do Avante, é da Justiça, do Ministério Público Eleitoral", declarou o dirigente.

Por Política Livre

Ibirataia: Secretária Municipal de Agricultura participa de capacitação sobre Licenciamento Ambiental Municipal em Salvador

A secretária municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente de Ibirataia, Laís Nascimento, participou, em Salvador, de uma capacitação promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com foco no fortalecimento do Licenciamento Ambiental Municipal.

O encontro reuniu gestores e técnicos de diversos municípios brasileiros para debater a legislação ambiental, os desafios enfrentados pelas administrações municipais e as estratégias para tornar o licenciamento ambiental mais eficiente, seguro e alinhado às normas vigentes.

A participação da Secretaria reforça o compromisso da Prefeitura de Ibirataia com a qualificação técnica da equipe e a busca por melhorias contínuas na gestão ambiental do município, visando oferecer um serviço cada vez mais eficiente à população e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Durante a capacitação, a secretária Laís Nascimento destacou a importância da troca de experiências e ressaltou os avanços conquistados pelo município na área ambiental.

"Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais a política ambiental em Ibirataia. Já avançamos significativamente com a atuação do Conselho Municipal de Meio Ambiente, realizamos ações permanentes de educação e conscientização ambiental, fortalecemos importantes parcerias com o INEMA, o CIMURC e o GAC, além de desenvolvermos atividades junto ao Curso Técnico em Meio Ambiente do Distrito de Algodão. Participar de uma capacitação como esta nos proporciona mais conhecimento para continuarmos estruturando o licenciamento ambiental municipal e oferecendo um serviço de qualidade à nossa população."

A gestão municipal segue investindo na capacitação de seus servidores e na construção de políticas públicas voltadas à preservação ambiental, ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da gestão pública.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia.

Move Brasil abre vagas para financiamento de motos sem entrada; saiba como fazer

Motociclistas e ciclistas poderão receber até 100% do valor financiado com juros abaixo do mercado

O programa Move Brasil Entregadores e MotoApp, lançado pelo governo federal, abriu vagas para financiamento de até 100% do valor de motos e bicicletas, sem entrada e com juros subsidiados, voltados para trabalhadores que utilizam esses meios de transporte como fonte de renda.

A Caixa Econômica Federal é responsável por operar a linha de crédito e oferece juros subsidiados pelo governo federal, por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), além da garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).Tudo sobre Brasil em primeira mão!

O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para profissionais que dependem do veículo para trabalhar.
Quem pode participar

Para os entregadores e motoristas de aplicativo, é necessário ter, no mínimo, seis meses de cadastro na plataforma e ter realizado pelo menos 100 corridas ou entregas.

Além deles, os profissionais com carteira assinada (CLT), motofretistas, mototaxistas e ciclistas que atuam formalmente e tenham, pelo menos, seis meses de vínculo na mesma empresa.
Quais veículos podem ser financiados

O programa contempla:Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex de até 160 cilindradas, fabricados no Brasil;Motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas com potência de até 7.500 watts, produzidos no país ou com projeto de fabricação nacional;Bicicletas elétricas com potência de até 1.000 watts.

Regras para os veículos

Para ser financiado, o veículo deve atender aos seguintes requisitos:
  • Ter motor de até 160 cilindradas ou potência de até 7.500 watts (modelos elétricos);
  • No caso das bicicletas elétricas, potência máxima de 1.000 watts;
  • Ser flex: veículos exclusivamente a gasolina ou híbridos não fazem parte do programa;
  • Ser zero quilômetro;Ser fabricado no Brasil ou possuir projeto de produção nacional em andamento.
Confira quais modelos participam do programa

Entre os modelos de moto a combustão estão:
  • Honda Biz 125 EX — R$ 16.840
  • Honda CG 160 Cargo — R$ 18.390
  • Yamaha Factor — R$ 18.490
  • Yamaha Factor DX — R$ 18.990
  • Honda CG 160 Titan — R$ 20.590
  • Honda CG 160 Fan — R$ 20.590
  • Yamaha Fazer FZ15 — R$ 21.190
  • Honda CG 160 50 Anos — R$ 21.270
  • Honda NXR160 Bros CBS — R$ 22.400
  • Yamaha Crosser 150 S ABS — R$ 22.790
  • Yamaha Crosser 150 Z ABS — R$ 22.990
  • Honda NXR160 Bros ABS — R$ 23.390
Para as motos elétricas, os modelos são:
  • Shineray SE1 — R$ 12.490
  • Shineray SE2 — R$ 12.490
  • Watts W125 — R$ 15.992
  • Shineray SHE-S — R$ 16.490
  • Yamaha Neo's — R$ 25.990
Quais são as condições do financiamento?

O programa financia 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada.

As taxas de juros são:
  • 11,5% ao ano para mulheres;
  • 12,5% ao ano para homens.
Segundo o governo federal, esses percentuais representam menos da metade da taxa média praticada pelo mercado, que chegou a 26,6% ao ano em abril de 2026, conforme dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF).

Prazo para pagamento

As condições variam conforme o perfil do beneficiário:
  • Pessoa física terá prazo até 48 meses para pagamento, com dois meses de carências;
  • Já a pessoa jurídica (apenas para estrutura de recarga ou troca de baterias) o financiamento é de até 48 meses, também com dois meses de carência, período em que são cobrados apenas os encargos financeiros.
Como fazer a inscrição

As inscrições devem ser realizadas pelo portal gov.br/movebrasil. Como o acesso é feito pela conta Gov.br, não é necessário anexar documentos, já que os dados do usuário, incluindo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), são preenchidos automaticamente.

A análise do cadastro é concluída em até cinco dias úteis, e as respostas começam a ser enviadas a partir desta segunda-feira, 27 de julho.
Por Alice Paulilo

Ipiaú: Campeonato Master: Cliosp Geder Jr Contabilidade e 73 Midia Digital estreiam com vitória.

Neste domingo (26/07) algumas equipes fizeram sua primeira partida no campeonato, com jogos bastante acirrados.

No primeiro duelo a equipe da Cliosp Geder Jr Contabilidade estreou com vitória e venceu a Farmácia Pague Pouco, somando três pontos na tabela de classificação.

Farmácia Pague Pouco 1 x 3 Cliosp e Geder Jr Contabilidade 

Gol: (01) Farmácia Pague Pouco: Cláudio 

Gols: (03) Cliosp e Geder Jr Contabilidade: Vagner Souza, Jeferson Luís e Roberto Medrado

Próximas partidas

Sexta-feira - 31/07

19:15 - Zero 73 x Cliosp e Geder Jr Contabilidade

Domingo - 02/08

07:15 - 73 Mídia Digital x Construcasa

08:30 - Pão & Cia x O Budegão

Campeonato Supermaster: após última rodada da primeira fase, jogos das semifinais foram definidas.

Neste domingo (26/07) a Consulcred que estava na segunda colocação, enfrentou a líder do campeonato Hortifruti São Luiz, e com a vitória a Consulcred pulou para a primeira colocação e deixou a Hortifruti São Luiz na segunda colocação.

No próximo domingo (02/08) acontecerão os dois jogos das semifinais.

07:15 - Consulcred x Ita Telecom

08:30 - Hortifruti São Luiz x Coxinha Real

Artilheiros Supermaster:

1. Jurandi ⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️

2. Givaldo ⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️

3. Valdir ⚽️⚽️⚽️⚽️

4. Paulo Souza ⚽️⚽️⚽️⚽️

5. Caboquinho ⚽️⚽️⚽️⚽️

6. Genesio ⚽️⚽️⚽️⚽

Fonte: Ascom/AABB

BTG/Nexus aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, configurando empate técnico entre os dois candidatos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho e ouviu 2.004 eleitores em todo o país. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026. O resultado mostra um cenário de equilíbrio na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, com os dois candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Por Redação

Cortes no orçamento do BC ameaçam segurança e inovação do Pix

Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix.
A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês.

Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers.

Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. "O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC", disse a autoridade.

Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco.

O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário.

Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.

O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema.

A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro.

Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso.

A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix.

Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.

O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado.

O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha. Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema.

RISCO DE ATAQUES HACKERS

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC.

Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços.

A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão.

Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.

Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema.

O primeiro é a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado.

Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões.

Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão.

O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura.

"Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores", diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos.

Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes.

Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. "Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo."

Por Adriana Fernandes/Folhapress

Lula e Xi falam por telefone e concordam em acelerar tratativa de acordo China-Mercosul, diz Planalto

A necessidade de acelerar o início das tratativas de um acordo entre o Mercosul e a China foi um dos principais assuntos tratados no telefonema que ocorreu neste domingo (26) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder do regime chinês Xi Jinping.

Segundo relato do Planalto, os líderes concordaram que era necessário acelerar o início da negociação, com "as flexibilidades necessárias". A publicação da mídia estatal chinesa não tratou do tema.

A conversa durou mais de uma hora e partiu do lado brasileiro.

O telefonema acontece cerca de quatro dias após o início da nova tarifa imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, criando uma alíquota adicional de 25% sobre cerca de 3.000 produtos brasileiros. A decisão do governo de Donald Trump foi tomada a partir de uma investigação da Seção 301, feita pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), que examina práticas comerciais consideradas injustas.

As informações divulgadas pelo Planalto e pela mídia estatal chinesa não afirmam se o novo tarifaço foi ou não tratado no telefonema. Ao mesmo tempo, Xi declarou que apoia o Brasil "na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial".

A fala faz eco ao posicionamento da chancelaria chinesa feito após o estabelecimento das tarifas. Na ocasião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, declarou que "as guerras tarifárias não têm vencedores e não servem aos interesses de ninguém".

"A China está pronta para trabalhar com o Brasil e outros países para defender o regime multilateral de comércio, que tem a OMC como pilar central, e para promover a equidade e a justiça internacionais", disse.

Xi e Lula também trataram do fortalecimento do Brics, com o líder chinês afirmando que a cooperação entre os membros do bloco auxilia a "manter o ímpeto da unidade, alcançar mais resultados e escrever um novo capítulo de solidariedade e autossuficiência para o Sul Global", segundo Pequim.

Ao enumerar o que faz de 2026 um ano particular para os dois países, Xi citou o 105º aniversário de fundação do Partido Comunista Chinês, o início ciclo de metas de cinco anos que organiza o planejamento econômico do país asiático, e o fato de que o Brasil terá pela frente uma agenda política doméstica decisiva –não nomeou, porém, a eleição presidencial de outubro.

Foi nesse enquadramento que o líder chinês afirmou estar disposto a reforçar a coordenação estratégica com o Brasil tanto no plano bilateral quanto no multilateral, e disse que Pequim dá alto valor à posição e à influência internacionais do país.

A nota do Planalto é mais específica sobre o conteúdo bilateral. Segundo o texto, os dois reiteraram o propósito de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, entre elas inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

O presidente brasileiro ressaltou que seu governo "segue comprometido com a diversificação de mercados e parceiros comerciais", diz o documento, no trecho em que o documento aproxima a conversa do impasse com Washington.

Os dois também destacaram os resultados do comércio bilateral, o efeito das jornadas culturais em curso neste ano nos dois países, como o ano cultural Brasil-China, e o acordo de isenção de vistos de curta duração, que segundo o Planalto deve ampliar o fluxo de turistas e as oportunidades de negócio.

Os líderes também discutiram a proliferação de conflitos no mundo e seus efeitos sobre a segurança alimentar e energética global, além das perdas humanas e materiais.

Sobre o Oriente Médio, concordaram que as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb têm efeitos negativos sobre a economia mundial, e expressaram ainda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza.

Quanto à Ucrânia, apontaram o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa lançada por Brasil e China, como caminho possível para a retomada das negociações.

Os dois líderes criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança das ONU (Organização das Nações Unidas) de responder a essas crises e observaram que o próximo secretário-geral da organização enfrentará um cenário desafiador.

Ao fim, segundo a mídia estatal chinesa, Xi ampliou o quadro. Disse que China e Brasil, como membros importantes do Sul Global, devem se posicionar firmemente do lado certo da história e do lado do progresso da civilização, e ter papel construtivo maior na reforma do sistema de governança global.

Por Victoria Damasceno/Folhapress

Policial militar morre após ser baleado durante ocorrência em Ilhéus

 

Um policial militar lotado na Companhia Independente de Policiamento Tático do Sul (CIPT Sul/Rondesp Sul) morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma ocorrência registrada na noite deste domingo (26), na zona sul de Ilhéus. A vítima foi identificada como Maurício Dantas dos Santos. Conforme informações divulgadas pelo site Ilhéus 24H, o agente foi baleado na região das costelas e levado por colegas ao Hospital Regional Costa do Cacau.

Maurício chegou à unidade em estado crítico e sofreu três paradas cardiorrespiratórias durante o atendimento. Profissionais de saúde realizaram sucessivas tentativas de reanimação, com o uso de desfibrilador e manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas o policial não resistiu.

As circunstâncias em que ocorreu o disparo ainda não foram esclarecidas oficialmente. O caso deverá ser apurado pelas autoridades responsáveis.

A morte do militar provocou forte comoção entre policiais e demais integrantes das forças de segurança do sul da Bahia. Até a última atualização, a Polícia Militar da Bahia ainda não havia divulgado um posicionamento oficial sobre o ocorrido. (Ubatã Notícias)

Caminhão tomba na BR-101 em Ubaitaba e carga de frangos é saqueada por populares

Um caminhão carregado com frangos tombou na manhã deste domingo (26) na BR-101, no trecho do município de Ubaitaba, no sul da Bahia. Após o acidente, dezenas de pessoas saquearam a carga, retirando caixas de frango do veículo antes da chegada das autoridades.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram homens e mulheres atravessando a rodovia para recolher a mercadoria espalhada após o tombamento. Enquanto o saque acontecia, outros motoristas permaneceram parados no acostamento observando a movimentação.

De acordo com as informações, o motorista teria sido fechado por outro caminhão. Ao tentar evitar a colisão, perdeu o controle da direção, saiu da pista e o veículo tombou. O condutor do outro caminhão não parou para prestar socorro e deixou o local. O motorista do caminhão acidentado sofreu apenas ferimentos leves. Apesar de escapar sem lesões graves, ele teve prejuízo com o saque da carga transportada


 (Giro em Ipiaú)

Ataque de abelhas paralisa decisão entre Bahia e Fluminense de Feira pelo Baianão Sub-20

Um enxame de abelhas interrompeu a partida de ida da final do Campeonato Baiano Sub-20 entre Fluminense de Feira e Bahia, na tarde deste sábado (25), no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. Apesar do susto, o jogo foi retomado sem registro de feridos, e os Pivetes de Aço emplacaram uma goleada por 8 a 0. O ataque aconteceu aos 11 minutos do primeiro tempo. Para evitar picadas, jogadores, integrantes das comissões técnicas, equipe de arbitragem e demais pessoas que estavam no gramado se deitaram no campo enquanto o enxame sobrevoava o estádio. A partida ficou paralisada por cerca de sete minutos. Durante a transmissão foi possível ver as abelhas se concentrando em uma das câmeras posicionadas à beira do gramado. Após os insetos deixarem o local, o confronto foi reiniciado e transcorreu normalmente.

Caiado diz que, se eleito, vai dar indulto a Bolsonaro: 'Quero pacificar o País'

Ronaldo Caiado, oficializado como candidato à Presidência pelo Partido Social Democrático (PSD) neste domingo, 26, reafirmou que pretende dar um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro caso seja eleito. "Quando disse aquilo (promessa de anistia para Bolsonaro), disse e sustento. Vou sim tomar essa iniciativa no meu primeiro dia de governo, porque quero pacificar o País", disse em entrevista à CNN.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão acusado de liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à subversão da ordem democrática.

O ex-governador de Goiás considera que o debate polarizado entre o governo atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo não traz benefícios concretos à população. Caiado reiterou críticas que fez a Flávio Bolsonaro (PL) na oficialização da sua candidatura. Ele afirmou à CNN que a queda do adversário nas pesquisas é consequência de recentes denúncias. "Ele não tem dado respostas convincentes."

Tentando colocar-se como alternativa, Caiado disse aos correligionários esta manhã que o Brasil "não pode optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional".

Candidato à Presidência pela segunda vez

Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Deputado federal por cinco mandatos, senador e duas vezes governador de Goiás, Ronaldo Caiado volta a disputar a presidência da República. Na primeira tentativa, em 1989, teve menos de 1% dos votos.

Por Aramis Merki II e Gabriel Hirabahasi, Estadão Conteúdo

Unidade Popular oficializa Samara Martins para a Presidência em chapa 100% feminina

O partido Unidade Popular (UP) oficializou, neste domingo (26), a candidatura da dentista do SUS Samara Martins à Presidência da República.

O anúncio ocorreu durante a convenção nacional da sigla, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, e reuniu filiados e 13 candidatos da legenda a governos estaduais, dos quais 11 são mulheres.

Para a disputa eleitoral, a UP apresentou uma chapa presidencial 100% feminina, confirmando a guarda-portuária paraense Raquel Brício como vice na composição. Samara, que disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, assume agora a cabeça da chapa do partido.

Durante o discurso de lançamento, Samara Martins defendeu diretrizes focadas na revisão do Orçamento da União e no fortalecimento do setor público. Entre as pautas estavam:
  • Defesa da reestatização de empresas privatizadas e o controle estatal sobre recursos e setores estratégicos do país.
  • Suspensão temporária do pagamento da dívida para redirecionar recursos diretamente a investimentos sociais e serviços públicos.
  • Ampliação do quadro de servidores públicos por meio de concursos diretos, reduzindo terceirizações.
A candidata defendeu propostas como a criminalização da misoginia, a obrigatoriedade da educação de gênero nas escolas e a regulamentação das redes sociais contra discursos de ódio. Ela também defendeu mudanças legislativas que forcem a paridade de gênero e raça nos espaços de poder, inclusive no Congresso Nacional.

FGTS decide nesta terça distribuição de lucro; veja quem recebe e como calcular o valor

Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas vinculadas ao FGTS
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decide nesta terça-feira, 28, a distribuição de cerca de R$ 13 bilhões em lucros do fundo. Se aprovada, a medida beneficia aproximadamente 138 milhões de trabalhadores, com depósito automático nas contas.

Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas vinculadas ao FGTS. Não é necessário fazer nenhuma solicitação.

A distribuição dos resultados do fundo tornou-se uma prática recorrente nos últimos anos. Em 2025, foram repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto, no ano anterior, a distribuição somou R$ 15,2 bilhões.

Quem receberá o depósito?

Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas ativas ou inativas até 31 de dezembro de 2025 recebem um valor. O cálculo varia conforme o montante existente na conta até o último dia do ano passado - ou seja, não há um valor fixo para todos os beneficiários.

Para estimar quanto poderá ser creditado, o saldo registrado no fim de 2025 deve ser multiplicado pelo índice de 0,01868341, definido na proposta apresentada ao Conselho Curador.

Como o trabalhador pode consultar os valores recebidos?

Diretamente no APP FGTS, disponível nas lojas de aplicativos Google Play e App Store, ou no Internet Banking CAIXA, para clientes do banco. Também é possível fazer a consulta presencialmente, em agências da Caixa Econômica Federal.

Os valores recebidos podem ser sacados?

Sim, nas situações previstas na Lei 8.036/90, como na aquisição da casa própria, nas situações de calamidade e doenças graves, nos casos de rescisão sem justa causa e outros. O recurso recebido não integra a base de cálculo da multa rescisória caso o trabalhador venha a ser demitido sem justa causa.

O que é a distribuição de resultado do FGTS?

É uma iniciativa criada em 2016 que incrementa a rentabilidade básica anual (TR + 3% a.a.) das contas de FGTS dos trabalhadores, por meio da distribuição de parte do lucro dos investimentos do fundo. O percentual do lucro a ser distribuído é definido pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS).

A Distribuição de Resultado é prevista na Lei nº 13.446/17.

Os trabalhadores que não tiveram seus depósitos mensais realizados pelos empregadores receberão a distribuição de resultado?

A distribuição é realizada de acordo com o saldo das contas dos trabalhadores no dia 31 de dezembro do ano em que o resultado foi auferido. A atual distribuição, que ocorre em 2026, levará em conta, portanto, o saldo do último dia de 2025.

Caso o empregador não tenha depositado os valores devidos até o último dia de 2025, eles não entrarão no cálculo do valor a ser depositado na conta do trabalhador.

Por O Estado de S. Paulo

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