Operação Sombras da Madrugada prende investigados pelas mortes de vereador e assessor parlamentar em Santo Amaro

Dois homens investigados pelas mortes do vereador Gleiber da Mota Fernandes e do assessor parlamentar Diego Castro Reis, ocorridas em Santo Amaro, foram presos na manhã desta quarta-feira (28), durante a Operação Sombras da Madrugada, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.

Os mandados de prisão temporária foram cumpridos em Camaçari e Salvador. Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Santo Amaro e Camaçari, que resultou na apreensão de uma pistola, três aparelhos celulares e um veículo. O duplo homicídio ocorreu em novembro de 2025, em Santo Amaro, quando as vítimas foram encontradas com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo em uma propriedade rural.

A operação foi realizada pela 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Amaro), com o apoio de equipes da 1ª Coorpin/Feira de Santana, da 4ª Coorpin/Santo Antônio de Jesus e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), além do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Fonte
Ascom PCBA

Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos

Senador e 3 familiares viajaram ao país em jatinho particular que saiu da Argentina e fez parada no Equador. O voo não cruzou o espaço aéreo brasileiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28).
Em uma operação secreta, o senador, que descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, viajou aos EUA após entrar por terra na Argentina, embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador, de acordo com as fon

Segundo dados do site de monitoramento de voos Flight Aware, o avião, um jatinho particular Gulfstream G400, aterrisou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami.

Voo LV-JQW aterrissa em Miami, nos Estados Unidos, em 28 de outubro de 2026. — Foto: NBC

Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado após a fuga até a última atualização desta reportagem.
Voo

O governo da Argentina confirmou que a família embarcou em um avião particular que partiu da Argentina na noite de terça-feira (27).

O comunicado do governo argentino, divulgado na madrugada desta quarta, afirmou que Flávio Bolsonaro entrou na Argentina junto da família na noite de terça — foi a primeira confirmação oficial de que o senador deixou o Brasil, após um dia de rumores.

O voo de Flávio decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.
 
A aeronave LV-JQW, um jatinho particular Gulfstream G400 que leva Flávio e três familiares, partiu de Puerto Iguazú, na Argentina, próximo à tríplice fronteira, e fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os EUA.

O voo não cruzou espaço aéreo brasileiro — sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru, segundo o FlightAware.

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil à revelia de ordem do STF que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seu passaporte. O senador, derrotado nas eleições presidenciais no último domingo (25), e sua família cruzaram a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), pouco antes das 23h, segundo informou a Direção Nacional de Migrações argentina (leia mais abaixo).

CNJ pune cinco magistrados do TJBA e determina encaminhamento para ação de perda de cargo

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, aplicar a pena de disponibilidade a cinco magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) investigados na Operação Faroeste. No julgamento realizado nesta terça-feira (27), o plenário também determinou o encaminhamento dos autos à Advocacia-Geral da União (AGU), que terá 30 dias para ajuizar ação civil de perda definitiva dos cargos perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão alcança os desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel e Maria do Socorro Barreto Santiago, além dos juízes Marivalda Almeida Moutinho e Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. Todos os conselheiros acompanharam integralmente o voto do relator, Rodrigo Badaró. A perda definitiva dos cargos dependerá da análise da ação judicial.

O colegiado rejeitou o pedido da defesa de Marivalda para suspender o processo e instaurar incidente de insanidade mental, fundamentado em diagnóstico de Alzheimer em estágio avançado.

Ao analisar a atuação de Sérgio Humberto, Badaró apontou que o juiz utilizou uma decisão judicial para reproduzir os efeitos de uma portaria suspensa pelo CNJ, favorecendo José Walter Dias em uma disputa possessória em Formosa do Rio Preto, no oeste baiano. A medida incluiu multa diária de R$ 100 mil.

“A estratégia é evidente: o que o CNJ suspendeu na via administrativa foi repetido com decisão judicial de sua própria lavra em favor das mesmas pessoas”, afirmou o relator.

Badaró também citou gravações de conversas do magistrado com o advogado Júlio César Cavalcante Pereira, delator da Faroeste, sobre minutas de decisões, divisão de terras e percentuais de lucro. Segundo o voto, Sérgio Humberto movimentou mais de R$ 14 milhões entre 2013 e 2019, com R$ 900 mil sem comprovação de origem e destino, e utilizou a conta bancária de um agricultor para movimentar recursos.

No caso de Marivalda, o relator destacou a rapidez na condução de processos complexos e a existência de decisões elaboradas ou editadas por pessoas externas ao gabinete. Segundo Badaró, a magistrada confirmou uma liminar de Sérgio Humberto e julgou um incidente de suspeição apresentado contra ela própria, aplicando à parte multa de R$ 1 milhão por litigância de má-fé.

A atuação da ex-presidente do TJBA Maria do Socorro Barreto Santiago foi questionada pela designação de magistrados sem submissão ao Tribunal Pleno. O relator também apontou descumprimento de restrições de contato com servidores e orientações transmitidas por familiares para impedir a apreensão de telefones pela Polícia Federal.

Sobre o patrimônio da desembargadora, Badaró mencionou joias, dinheiro em diferentes moedas e um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 500 mil, apontado pela acusação como entregue por Adailton Maturino.

Em relação a Maria da Graça Osório Pimentel, o voto destacou a interferência da sobrinha Karla Janaína Leal Vieira na rotina do gabinete e em assuntos processuais. Segundo o relator, foram encontrados com ela documentos do tribunal, minutas de discursos e o crachá funcional da desembargadora.

Badaró também apontou falta de fundamentação concreta em uma decisão que resultou na abertura de dezenas de matrículas de imóveis rurais. O voto mencionou mais de 90 comunicações entre telefones de Maturino e os da magistrada e de sua sobrinha em um período considerado sensível para o processo.

Quanto a José Olegário Monção Caldas, o relator afirmou que sua atuação no Conselho da Magistratura contribuiu para manter uma portaria posteriormente anulada pelo CNJ, contrariando alertas técnicos. Também citou registros de viagens e passeios com Maturino, além de 76 empréstimos considerados sem lastro, em uma movimentação total de R$ 22,3 milhões.

O juiz Márcio Reinaldo Miranda Prado foi absolvido por unanimidade. Nesse ponto, o plenário acompanhou Badaró e divergiu do Ministério Público Federal, que havia pedido a aplicação de disponibilidade por suposta negligência.

Segundo o relator, Márcio Reinaldo exercia função administrativa na coordenação de um centro de conciliação e não tinha competência jurisdicional para homologar acordos. Badaró ressaltou a ausência de provas de participação em negociações ilícitas, contatos com os envolvidos ou movimentação financeira atípica.

O processo contra o ex-presidente do TJBA Gesivaldo Nascimento Brito foi extinto em razão de sua morte, informada nos autos. Por cautela, o relator determinou que o tribunal confirme a autenticidade da certidão de óbito junto ao cartório de registro civil antes do arquivamento definitivo.

Por: Politica Livre

Avião que levaria Flávio Bolsonaro e família chega ao Equador após senador deixar o Brasil pela Argentina

                               Imagem do voo em que estaria o senador Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas entraram na Argentina na noite desta terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, segundo informações da Direção Nacional de Migrações da Argentina.

"A Direção Nacional de Migrações informa que às 22h50 do dia 27/10 ingressaram pelo passo fronteiriço da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, os cidadãos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, que o fizeram com documentação hábil de viagem sem nenhum impedimento legal para o ingresso no país. Os trânsitos foram registrados pela autoridade de aplicação sem incidentes", diz o comunicado.

Pouco depois, às 23h30, a comitiva teria embarcado em um voo privado da companhia Baires Fly S.A. com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, de acordo com o plano. Pouco antes das 6h, a aeronave pousou no Equador, de acordo com a plataforma Flight Radar.

Segundo o piloto Mauro Mattosinho, que monitora a movimentação de aeronaves na Argentina desde a madrugada desta terça, o avião que decolou rumo ao Equador é o mesmo Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela Baires Fly S.A., em cuja lista de passageiros constaria o nome de Flávio Bolsonaro na véspera.

O senador, porém, não apareceu no horário previsto para o embarque na noite anterior, e a aeronave teria permanecido na pista até por volta da 0h20 desta quarta-feira (28), quando decolou.

Mattosinho disse que o plano de voo previa uma escala em Guayaquil para reabastecimento. O Gulfstream tem autonomia para alcançar os Estados Unidos na rota direta para o norte. A aeronave, porém, teria adotado um trajeto alternativo, que evita o espaço aéreo brasileiro e exige maior consumo de combustível.

A empresa Baires Fly foi procurada pela agência AFP, mas não respondeu de imediato sobre o fretamento do voo.

Segundo a Flight Radar, durante a madrugada o voo ficou em primeiro lugar em número de pessoas acompanhando ao vivo. Quase 4.000 pessoas acompanhavam o deslocamento por volta das 5h30.

Mais cedo, o canal de TV argentino C5N havia afirmado que o senador, ao contrário do que disseram seus aliados à imprensa brasileira, estava em Porto Iguaçú, na província de Misiones, até o começo da madrugada desta quarta.

Veículos de comunicação argentinos noticiaram a chegada de uma van branca ao aeroporto da cidade no final da noite de terça, mas não foi possível identificar os ocupantes do veículo.

O presidente Donald Trump afirmou na noite desta terça que aprovaria a entrada nos Estados Unidos do senador, mas não sabe o paradeiro do aliado.

"Ouvi dizer que ele estava na Argentina, mas não sei onde está agora", declarou. "Mas eu certamente me aproximaria bastante dele."

Mais cedo, uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederá vistos a Flávio e a seus familiares, autorizando a entrada e permanência nos Estados Unidos.

O coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), também afirmou nesta terça desconhecer o paradeiro do candidato derrotado à Presidência da República. Aliados acreditavam que ele teria ido para os Estados Unidos em busca de asilo.

Após a derrota histórica para o presidente Lula (PT) no domingo (25), Flávio afirmou que pediria a anulação das eleições. O pleito foi marcado por problemas de transporte de eleitores e decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin para prorrogar o horário de votação.

Na segunda-feira (26), no entanto, o senador gravou um vídeo indicando desistência do questionamento. Ele reclamou da ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que entregasse os passaportes, mas afirmou que ficaria no Brasil e lideraria a oposição.

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia criminal ao Ministério Público Federal de Porto Iguaçú, à jurisdição da Ponte Internacional Tancredo Neves e do Aeroporto Internacional da cidade para que a Justiça argentina investigue a entrada do senador no país e a suposta operação montada para levá-lo aos Estados Unidos.

"Se ele entrou, alguém o deixou entrar. A fronteira argentina não é um corredor VIP de ninguém, e as decisões da Justiça de um país parte do Mercosul merecem respeito e cooperação, não cumplicidade", disse.
Por Cristina Camargo e Alexa Salomão/Folhapress

Alcolumbre planeja articular indulto ou anistia a Bolsonaro em busca de votos da direita para se reeleger

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai propor um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do apoio da direita à sua reeleição para o comando do Senado, de acordo com dois aliados. O movimento busca também estancar a pressão pelo impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A nova bancada de direita que chegará ao Senado em fevereiro foi eleita com um discurso baseado nos ataques ao STF e na defesa do afastamento de ministros da corte, principalmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro. Alcolumbre é contra o impeachment e procura uma forma de contornar isso para se manter no cargo por mais dois anos.

O plano dele é envolver os três Poderes numa "pacificação do país" após a eleição presidencial. Ele afirmou a aliados que vai conversar com o presidente Lula (PT) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado. O tema ainda não foi tratado na primeira conversa que tiveram nesta segunda (26), logo após a votação.

Alcolumbre disse a parlamentares que vai esperar a eleição decantar para procurar Lula e defender o indulto –um ato de clemência que depende apenas do petista. Aliados afirmam que o plano também deve aguardar as consequências da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil antes de ser colocado em prática.

Se Lula não concordar com o perdão humanitário a Jair Bolsonaro, o presidente do Senado afirmou a parlamentares que trabalhará então para que uma anistia seja aprovada pelo Congresso.

A oposição cobrou dele a votação desse perdão durante a atual legislatura, mas ele articulou uma alternativa mais branda, que permite a redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e foi aprovada no fim do ano passado. Na época, a discussão ocorreu paralelamente ao julgamento de Bolsonaro e outros líderes da trama golpista pelo STF.

Essa lei está suspensa desde maio por decisão de Alexandre de Moraes, até que o pleno do STF decida sobre sua legalidade. O primeiro passo para convencer os bolsonaristas, segundo um aliado de Alcolumbre, é convencer o Supremo a reconhecer, nos próximos dias, a constitucionalidade da dosimetria na forma aprovada pelo Congresso, o que ajudaria a acalmar os ânimos.

No caso de um projeto de anistia passar nas duas Casas, aliados afirmam que é necessário um acordo com Lula para evitar que ele mobilize a base de esquerda contra o texto ou que o vete —medidas que aumentariam o embate em torno do tema. O argumento é o de que é preciso apaziguar os ânimos para evitar que isso centralize novamente o debate no Legislativo e amplie as tensões na população.

Uma preocupação de aliados de Alcolumbre é modular a anistia para evitar que o perdão libere o ex-presidente para concorrer novamente nas eleições. Atualmente, ele está inelegível até pelo menos 2060 devido à condenação pelo STF na trama golpista. Há divergências no mundo jurídico sobre se a anistia atinge a esfera eleitoral e a ideia é negociar um texto que deixe claro que os efeitos serão apenas sobre a parte penal, para tirá-lo da prisão domiciliar.

Com a anistia ou indulto a Bolsonaro, Alcolumbre quer o compromisso da direita de que não pressionaria mais pelo impeachment dos ministros do STF e de que os parlamentares se concentrariam numa reforma mais estrutural do Poder Judiciário.

A percepção entre aliados dele é que o impeachment já se tornou mais improvável com a vitória de Lula, e por isso a oposição teria mais motivos para aceitar um acordo deste tipo. Ao menos 49 dos 81 senadores da nova legislatura defendem o impeachment, mas muitos fazem isso com ressalvas. Para aprovar o afastamento de magistrados, são necessários 54 votos, ou seja, dois terços do Senado.

Alcolumbre disputa com dois senadores de oposição a presidência do Senado em 2027 e conta com a adesão da esquerda e do centro à sua candidatura. Esses votos, no entanto, são insuficientes, e ele conta com amizades construídas nos partidos de centro-direita e até no PL para alcançar mais um mandato no comando da Casa. O voto é secreto, o que facilita traições à orientação partidária.

Já Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) apostam na maioria eleita pela direita para desbancá-lo. O PL terá a maior bancada, com 29 senadores, que se somam às três cadeiras do Novo na oposição. Siglas do centrão, como PP e Republicanos, também são mais ligadas à oposição do que ao governo.

Por Raphael Di Cunto/Folhapress

Ibirataia: Prefeitura através da SEMEC avança em parceria para implantação de polo do IF Baiano no município

Parceria entre Prefeitura, Governo Federal e Instituto Federal Baiano prevê atendimento inicial para 200 estudantes e amplia oportunidades de qualificação profissional no município

O município de Ibirataia avança nas tratativas para receber um polo do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), resultado da parceria entre a gestão do prefeito Sandro Futuca, o secretário municipal de Educação e vice-prefeito Caio Pina, e o Governo Federal. A iniciativa prevê a oferta de cinco cursos técnicos, com capacidade inicial para atender cerca de 200 estudantes, ampliando o acesso à educação profissional e tecnológica na região.

Entre os cursos previstos estão Secretaria Escolar, Multimeios Didáticos, Técnico em Vendas, Informática e Redes de Computadores. O polo deverá funcionar nas instalações do Colégio Paulo Souto, que passará por adequações para receber as atividades educacionais. Vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o IF Baiano atua na formação técnica e profissional, e Ibirataia poderá contar com o único polo da instituição nesta etapa de implantação na região.

O prefeito Sandro Futuca destacou a importância do projeto para o futuro educacional do município. “Estamos buscando novas oportunidades para nossos jovens e para todos aqueles que desejam se qualificar profissionalmente sem precisar sair de Ibirataia. A chegada do IF Baiano representa um avanço importante para a educação e para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou o gestor. As tratativas contaram com a participação de representantes do instituto, incluindo os professores Joaldo, coordenador pedagógico; Josué, coordenador administrativo; e João Vitor, coordenador do polo EaD de Uruçuca. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a formação profissional e contribua para novas oportunidades de emprego na região.

Governo Trump dará visto a Flávio Bolsonaro após fuga do Brasil

                 Pessoas próximas do senador do PL dizem que ele já chegou nos EU
O governo Donald Trump está ciente da ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e vai conceder vistos ao senador do PL e sua família, autorizando sua permanência no país.

A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Folha. Mais cedo, aliados da família Bolsonaro afirmavam que os EUA concederiam asilo ao senador.

Duas pessoas ligadas ao clã disseram que Flávio chegou aos EUA nesta terça-feira (27) por volta das 16h20. Ele teria viajado com a mulher, Fernanda, e as duas filhas.

Segundo um americano ligado ao governo Trump e uma pessoa próxima de Flávio que acompanhou a movimentação do senador, a operação para tirá-lo do Brasil teve participação ativa do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A possibilidade de Flávio sair do Brasil caso perdesse já tinha sido ventilada pelo irmão Eduardo Bolsonaro na semana passada. Em entrevista ao episódio do podcast "Louder with Crowder", Eduardo justificou a posição citando que Lula durante debate presidencial na Band, no dia 18 de outubro, disse que Flávio Bolsonaro perderia a imunidade caso não fosse eleito.

Flávio deixou o Brasil dois dias após perder a eleição presidencial para Lula (PT). O empresário Paulo Generoso, que mora em Dallas e é amigo da família Bolsonaro, publicou um post no Instagram agradecendo Rubio pelo "apoio ao patriota Flávio Bolsonaro. Chupa Xandão".

Ainda de acordo com um aliado, o senador não teria saído pela Argentina, que foi a primeira hipótese aventada por autoridades brasileiras pela manhã.

No começo do dia, pessoas próximas a Flávio diziam desconhecer o paradeiro do senador e ironizaram a possibilidade de uma fuga para os Estados Unidos. "Só se ele estiver louco" ou "está vindo de foguete do Elon Musk" foram algumas das respostas.

Mais cedo, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos falou sobre a fuga. Ele afirmou que não tinha detalhes, mas disse que o senador "tem o dever de proteger" sua esposa e filhas. "Então eu espero, sim, que ele tenha saído do país. Eu não tenho nenhuma informação com certeza, mas eu espero que o Flávio possa ter saído do Brasil."

Outro a comentar a fuga foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). "Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa (supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?", escreveu nas redes sociais.

A decisão de ir aos EUA teria sido tomada na segunda (26), após o ministro do STF Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes brasileiro e italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.

A Polícia Federal cancelou o documento brasileiro de Flávio após o senador não cumprir a decisão judicial. Mas a identidade italiana segue válida. A PF emitiu um alerta para vigiar as fronteiras, mas pode ter sido tarde.

INVESTIGAÇÕES CONTRA FLÁVIO BOLSONARO

Flávio é investigado em duas ações criminais, sob suspeita de corrupção no âmbito do caso do Banco Master e dos desvios no INSS.

Caso fosse eleito, Flávio teria uma imunidade temporária durante o mandato —presidentes não podem ser processados criminalmente por fatos anteriores ao mandato e que não tenham relação com o cargo.

Além disso, perderá o foro especial, ao ver terminar o seu mandato como senador, em fevereiro. É a primeira vez, desde a sua primeira eleição para deputado estadual, em 2002, que ele ficará sem cargo eletivo.

O primeiro inquérito do qual Flávio é alvo trata do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, sob a justificativa de financiar o filme "Dark Horse", sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Assim como Vorcaro, o senador é investigado sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O candidato derrotado negou qualquer irregularidade e disse que o filme só tem recursos privados.

Como mostrou o site The Intercept Brasil, Flávio negociou diretamente com Daniel Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção do longa.

Outra investigação trata das relações de Flávio com o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato derrotado. É apurada suspeita de lavagem de dinheiro.

Willer teve o celular apreendido na Operação Sem Desconto, que trata de fraudes relacionadas ao INSS, e a análise do conteúdo do aparelho revelou movimentações financeiras suspeitas.

Foi nesse inquérito que Moraes determinou, nesta segunda, a apreensão dos passaportes de Flávio. Também proibiu o contato do senador com Willer.

O fluxo sob investigação inclui plataformas de bets, holdings no exterior e outras empresas vinculadas –formalmente ou com sócios de fachada– ao advogado. A Polícia Federal afirma ter encontrado "diversos elementos que evidenciam uma relação de proximidade entre Willer e Flávio Bolsonaro".
Por Isabella Menon/Julia Chaib/Folhapress

EXCLUSIVO! Saída de Flávio do Brasil foi coordenada pelos EUA e Trump não vai reconhecer eleições

Foto: Divulgação
A operação para retirar Flávio Bolsonaro do Brasil teria sido coordenada pelos Estados Unidos, segundo relato de um importante aliado do senador ao Informe Baiano. A fonte também afirmou que o presidente Donald Trump não deverá reconhecer a vitória de Lula e previu pressão internacional sobre o Brasil.

A articulação teria sido coordenada por Marco Rubio, secretário de

Estado dos Estados Unidos. A fonte atribui à operação um planejamento sigiloso, com diferentes estratégias para despistar as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o aliado, o avião identificado na Argentina seria apenas uma das estratégias utilizadas para despistar as autoridades brasileiras. A principal suspeita mencionada pela fonte, ainda sem confirmação, é de que Flávio Bolsonaro teria seguido para Caracas, na Venezuela, antes de chegar ao destino final. A rota efetivamente utilizada, porém, não foi confirmada.

Outubro Rosa em Ibirapitanga terá testes rápidos, vacinação, aferição de pressão e sorteio de brindes

Atividade acontece a partir das 8h, na Praça Ivan Lima, e contará com testes rápidos, aferição da pressão arterial, vacinação e sorteio de brindes

A Prefeitura de Ibirapitanga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta quarta-feira (28) uma ação especial em alusão à campanha Outubro Rosa. A atividade começa às 8h, na Praça Ivan Lima, com uma programação voltada à promoção da saúde, à prevenção e ao bem-estar da população.

Durante a iniciativa, serão oferecidos serviços como testes rápidos, aferição da pressão arterial, teste de glicemia e atualização da caderneta de vacinação. A programação também contará com dinâmicas e sorteio de brindes.

A ação integra a mobilização do Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de mama e à importância do diagnóstico precoce. A iniciativa também busca incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a saúde e a procurarem os serviços de atendimento quando necessário.

A organização convida os participantes a vestirem uma peça de roupa rosa para marcar a participação na campanha.

A atividade é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Governo de Ibirapitanga, com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços de saúde e fortalecer as ações de prevenção no município

PRF realiza a terceira maior apreensão de cocaína de 2026

PRF realiza a terceira maior apreensão de cocaína de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 726 quilos de cocaína nesta terça-feira (27), em Corumbá (MS). Também foram apreendidos 418 quilos de skunk, 13 quilos de haxixe e duas pistolas.

Durante fiscalizações na BR-262, os policiais abordaram um caminhão. Questionado sobre a viagem, o motorista declarou que o veículo estava vazio devido a uma pane mecânica que impossibilitou o carregamento, mas apresentou contradições nas respostas quando os policiais solicitaram mais detalhes. Diante da suspeita, a equipe aprofundou a busca no veículo e, ao abrirem o compartimento de carga, encontrou diversos sacos pretos contendo os entorpecentes.

Ao todo, foram apreendidos 726 quilos de cocaína, sendo 347,9 kg de pasta base e 378,9 kg de cloridrato, além de 418 quilos de skunk, 13,2 quilos de haxixe e duas pistolas calibre 9mm.

O motorista afirmou que teria recebido o material ilícito em Corumbá (MS) e que o destino da entrega seria Miranda (MS). Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá (MS).
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Aliados recebem informação de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil

Segundo interlocutores, a informação inicial era de que o senador pretendia seguir para a Argentina e, depois, para os Estados Unidos
Pessoas próximas do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República em 2026, receberam nesta terça-feira (27) a informação de que o parlamentar deixou o Brasil. A informação foi divulgada pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada pela coluna.

Segundo interlocutores, até o momento, só o chamado “núcleo duro” de Flávio foi avisado. Até então, eles receberam a confirmação de que Flávio pretendia seguir para a Argentina e, depois, viajar para os Estados Unidos. O local exato em que o senador está é desconhecido.

Grande parte dos aliados de Flávio foram pegos de surpresa com a notícia. A Jovem Pan apurou que só dois tinham noção do ocorrido. Procurados pela manhã, como mostrou a coluna, muitos não conseguiram contato com o senador e negavam qualquer tipo de intenção de fuga.

Enquanto ele não aparecia, nos bastidores, uma ala do PL e outras autoridades próximas começaram uma movimentação para que ele aparecesse, por meio de nota ou vídeo, para acabar com os rumores de fuga. A avaliação é que o movimento pode prejudicar especialmente o bolsonarismo no país.

Pela manhã, a expectativa era que Flavio se encontrasse com seus advogados para entregar seu passaporte, conforme pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A reunião não aconteceu.

Flávio Bolsonaro descumpre determinação de Moraes e não entrega passaporte à PF Por José Marques, Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não entregou nenhum passaporte à Polícia Federal até as 11h desta terça-feira (27), como havia determinado o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O descumprimento da determinação será informado pela PF em ofício ao ministro do Supremo. Os passaportes nacionais emitidos em nome do senador, que foi derrotado pelo presidente Lula (PT) na disputa à Presidência da República, estão cancelados.

Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela PF na manhã desta segunda (26) a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.

A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O contato está proibido "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa".

Nesta terça, o site argentino Infobae publicou que o sendor teria cruzado a fronteira com seu RG e que pretendia viajar da cidade de Puerto Iguazú, na região da tríplice fronteira, para os Estados Unidos.

Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, a PF rastreia pontos de fronteira do Brasil para verificar se ele saiu do país. No entanto, não há registro formal de que ele tenha saído do país.

Autoridades argentinas também foram consultadas e afirmaram que não há registro de passagem do senador.

O porta-voz do presidente argentino Javier Milei afirmou, segundo a agência Bloomberg, que Flávio Bolsonaro não entrou na Argentina.

Por José Marques, Folhapress

Prefeitura de Ibirataia transfere feriado do Dia do Servidor Público para sexta-feira (30)

A Prefeitura Municipal de Ibirataia publicou o Decreto nº 7.112, de 27 de outubro de 2026, transferindo, no âmbito da Administração Pública Municipal, o feriado alusivo ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, para a sexta-feira, 30 de outubro. De acordo com o documento, a mudança busca garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e melhorar a organização das atividades administrativas, considerando que a data original cairia em uma quarta-feira. 
O decreto estabelece que o expediente do dia 28 será cumprido normalmente em todas as repartições públicas municipais. Serviços essenciais, como unidades de saúde de urgência e emergência, limpeza urbana, coleta de resíduos, vigilância patrimonial e demais atividades indispensáveis permanecerão funcionando conforme escalas definidas pelas secretarias responsáveis. O ato foi assinado pelo prefeito de Ibirataia, Alexsandro Freitas Silva, e entrou em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Decom/PMI

Eduardo ironiza notícia sobre suposta fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro ironizou, nesta terça-feira (27), uma reportagem do site argentino Infobae que noticiou que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina para embarcar em um voo privado com destino aos Estados Unidos. Questionado pela coluna de Mariana Sanches, do UOL, Eduardo respondeu: “Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete”. Ele também classificou a informação como falsa e afirmou que a notícia seria uma tentativa da esquerda de justificar medidas contra Flávio.

Na última sexta-feira (23), Eduardo havia declarado que o irmão deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial, resultado confirmado no domingo (25). A declaração foi usada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como justificativa para determinar que a Polícia Federal apreendesse os passaportes de Flávio. O senador afirmou ter sido “intimidado” pelos agentes, que o abordaram após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e articulou medidas do governo de Donald Trump contra o Brasil, incluindo tarifas comerciais, restrições de vistos a autoridades e sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky. A estratégia buscava pressionar por uma anistia a Jair Bolsonaro, mas não alcançou esse objetivo. Eduardo acabou condenado pelo STF por coação no curso do processo. A família Bolsonaro afirma ser alvo de perseguição judicial, enquanto o deputado cassado se define como um “dissidente político em exílio”.

PF rastreia fronteiras para verificar se Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil; aliado nega

A PF (Polícia Federal) está fazendo um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu do país.

Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.

Nesta madrugada, o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.

O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou a informação. "Não saiu", disse ele ao jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles.

Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).

Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.

A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O contato está proibido "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa".

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que a motivação da apreensão do passaporte teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou na sexta-feira (23) que o senador deveria deixar o Brasil caso saísse derrotado das eleições.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que o filho de Jair Bolsonaro entregasse seu passaporte à PF no prazo de 24 horas.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Articulação com estados e aplicação da PEC são desafios para Lula mudar cenário na segurança pública

O governo Lula (PT), agora reeleito, vive a expectativa de que a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública mude a correlação de forças com os estados para implementar suas propostas nessa área, que lidera a lista de preocupações dos brasileiros.

A intenção é que, após a publicação do texto, mais dinheiro do orçamento federal seja enviado aos estados com a condição de que governadores adotem aquelas que são consideradas pelo governo as melhores práticas —programas para aumentar o número de homicídios solucionados, investimento nas polícias técnico-científicas, acolhimento de vítimas de violência doméstica, uso de câmeras corporais por policiais, entre outras.

Estão em jogo temas que permearam o debate eleitoral, como o combate à expansão de facções criminosas, a redução de crimes como roubo e furto em todo o país, as estratégias de prevenção contra golpes digitais e a violência contra a mulher.

Há consenso entre especialistas de que a mera aprovação da PEC não garantirá a implementação dos programas. O tamanho dos orçamentos estaduais já dedicados à segurança, a criação de um ministério dedicado à segurança pública com uma burocracia eficiente e o poder de convencimento dos técnicos do governo federal devem influenciar o resultado, eles dizem.

O objetivo principal da PEC é aumentar a coordenação entre União, estados e municípios no combate à criminalidade, dando ao governo federal mais poder na formulação da política nacional de segurança.

Essa coordenação seria feita por meio do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje já está previsto em lei. Cortes ou bloqueios nas despesas da área de segurança seriam proibidos, e 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário iriam para estados e municípios. A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal teriam competências ampliadas, e as guardas municipais seriam transformadas em polícias de fato.

Há duas semanas, o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O próximo passo é levá-lo à votação no plenário da Casa. Uma tentativa acabou frustrada em meio à campanha do segundo turno.

"A PEC sozinha não faz milagre", disse o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

Ele destacou que uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) recentemente apontou que o governo federal não avalia de forma sistemática a implementação do Plano Nacional de Segurança Pública e que há falhas na definição de metas do plano. Duas das treze metas originalmente previstas já haviam sido alcançadas antes do início da vigência do plano, e onze tinham problemas na definição de critérios para sua avaliação.

"A indução [de políticas públicas] não é automática. Formalmente isso já ocorre via Fundo Nacional de Segurança Pública, que já é condicionado às metas. Só que, se você não tem monitoramento [das metas], não tem cobrança nem indução", afirmou.

Ele argumentou que estados ricos, como São Paulo, terão menos incentivo para adotar políticas federais, pois têm capacidade de financiar a segurança pública por conta própria, ou seja, podem dispensar a ajuda da União em alguns casos.

Despolitização

Lula vai lidar com uma maioria de estados governados por partidários da direita. Cabe aos governadores comandar a grande maioria das forças policiais do país. As maiores forças estarão sob o controle dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (reeleito pelo Republicanos), do Rio, Douglas Ruas (eleito pelo PL), e Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (eleito pelo Republicanos).

Integrantes da atual gestão do MJ (Ministério da Justiça) já têm feito um esforço para despolitizar a discussão entre o governo e as secretarias estaduais de segurança pública.

Essa estratégia prevê que, se houver programas bem desenhados com base em experiências bem-sucedidas e diálogo eficiente entre as áreas técnicas de cada pasta (em Brasília e nas capitais do país), as propostas do governo ganham força mesmo sem sintonia automática entre os chefes de governo.

O assessor especial do MJ Daniel Hirata diz que esse tipo de articulação se inspira na cultura institucional do SUS (Sistema Único de Saúde).

"Você não vai ver nenhum município ou governo estadual rejeitando recursos do SUS por conta de divergência política, porque foi construído no sistema um diálogo por dentro das equipes técnicas", disse

Hirata, ressaltando que a equipe tem trabalhado dessa forma com governos à direita e à esquerda. "Isso é fundamental para que a gente minimize a influência político-ideológica ou político-partidária e garanta que o sistema funcione de forma harmônica dentro do pacto federativo."

Os acertos do sistema de saúde também servem como referência de comparação para as penitenciárias, segundo o pesquisador Sérgio Adorno, do Núcleo de Estudos da Violência da USP.

Ele defende tratar a prevenção e a punição para crimes leves e graves de forma diferenciada, separando espaços e métodos de cumprimento das sentenças conforme o tipo de crime —o que poderia evitar cooptação pelas facções que dominam as prisões.

"Isso significa que você vai criar condições para que essa pessoa possa, num prazo determinado, se recuperar. Pagar, responder pelo crime que praticou, e ao mesmo tempo ir recuperando sua história", diz Adorno.

Outro debate inevitável para o quarto governo Lula é a redução da maioridade penal. O presidente declarou-se favorável à mudança na lei para que maiores de 16 anos respondam como adultos em casos que envolvem crimes hediondos. Em junho, uma proposta que altera a regra da maioridade penal foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados.

Maria Isabel Couto, que fez parte do grupo de trabalho da campanha do PT que debateu propostas para a segurança pública, diz que é contra a medida. "A redução da maioridade penal parte de um diagnóstico errado", disse Couto, que também é diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado.

"Adolescentes respondem por uma parcela mínima dos homicídios e crimes hediondos no país e são, antes de tudo, vítimas da violência armada."

A Folha mostrou que a maioria dos estudos não aponta efeitos da redução da maioridade sobre a redução da violência.

Por Tulio Kruse/Folhapress

Ibirataia: Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia realiza V Formação EJA 2026 com foco em tecnologia, criatividade e práticas pedagógica

Encontro promoveu reflexões e atividades práticas sobre o uso da Inteligência Artificial e do Canva na construção de recursos pedagógicos para a Educação de Jovens e Adultos.

"Greiciane Reis Meira de SantanaCoordenadora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) — Ibirataia, Bahia"
A Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia, na Bahia, realizou a V Formação EJA 2026, com o tema “Tecnologia, Criatividade e Práticas Pedagógicas na EJA: do recurso digital à aprendizagem significativa”. O encontro teve como propósito fortalecer as práticas pedagógicas dos profissionais que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA), explorando possibilidades de utilização da Inteligência Artificial (IA) e de ferramentas digitais no planejamento e na produção de materiais didáticos.

A formação foi organizada a partir de uma proposta prática e colaborativa, valorizando os desafios reais vivenciados pelos estudantes e professores da EJA. Durante as atividades, os participantes refletiram sobre o perfil dos estudantes, suas diferentes trajetórias de vida, os ritmos de aprendizagem e as necessidades relacionadas à leitura, à escrita, à Matemática do cotidiano, ao trabalho e à cidadania.

Um dos destaques do encontro foi a experimentação da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio ao trabalho docente. Os participantes conheceram possibilidades de utilização da tecnologia para elaborar situações-problema, adaptar atividades, organizar sequências didáticas e produzir instrumentos de avaliação. A proposta também enfatizou a importância da revisão pedagógica, da verificação das informações e do uso responsável dessas ferramentas, com atenção especial à proteção de dados e à adequação dos materiais à realidade dos estudantes.

Na atividade prática, a temática da porcentagem foi explorada por meio de situações de compra no supermercado, aproximando os conteúdos matemáticos do cotidiano dos estudantes. A experiência demonstrou como recursos digitais podem contribuir para a elaboração de atividades contextualizadas, com linguagem acessível e diferentes níveis de complexidade.

Outro momento importante foi a utilização do Canva para a criação e adaptação de materiais visuais. Os participantes foram convidados a pensar na organização de cartazes, atividades e outros recursos pedagógicos, considerando critérios como legibilidade, clareza das instruções, acessibilidade e intencionalidade educativa.

A formação também desafiou os grupos a planejar recursos que respondessem a necessidades reais de aprendizagem. A proposta envolveu a definição do público-alvo, da etapa de ensino, dos objetivos, do contexto utilizado, da atividade a ser desenvolvida e das formas de avaliar o que os estudantes aprenderam.

Mais do que explorar ferramentas tecnológicas, o encontro reforçou que a tecnologia deve estar a serviço da aprendizagem. O uso da Inteligência Artificial e dos recursos digitais exige planejamento, sensibilidade pedagógica e acompanhamento docente, respeitando as experiências, os conhecimentos e a autonomia dos estudantes da EJA.

Com a V Formação EJA 2026, a Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia reafirma seu compromisso com a formação continuada dos profissionais da educação e com a busca por práticas pedagógicas cada vez mais contextualizadas, inclusivas e significativas.

Planejar, experimentar, avaliar e compartilhar: um caminho para transformar possibilidades tecnológicas em experiências reais de aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos.

“A V Formação EJA 2026 representa um momento muito significativo para o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos em nosso município. Pensar a tecnologia, a Inteligência Artificial e as ferramentas digitais a partir das necessidades reais dos nossos estudantes nos permite ampliar possibilidades, inovar nas práticas pedagógicas e tornar a aprendizagem cada vez mais contextualizada, acessível e significativa. Nosso objetivo é que cada profissional possa levar essas experiências para sua sala de aula, respeitando as trajetórias dos estudantes da EJA e reconhecendo seus saberes e potencialidades. Agradecemos ao professor Marcos Santos Fernandes, que conduziu a formação com uma abordagem prática, dinâmica e reflexiva, incentivando nossos educadores a utilizar a tecnologia com intencionalidade pedagógica, criatividade e responsabilidade. Seguimos comprometidos com a formação continuada dos nossos profissionais e com uma educação que acolhe, transforma e cria novas oportunidades para todos os estudantes.”

Fonte: Decom/Prefeitura Municipal de Ibirataia