Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta 5ª

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a greve é nacional. No Banco do Brasil, apenas parte dos trabalhadores aderiu à paralisação. Os demais aceitaram o acordo da categoria.

O Sindicato dos Bancários assinou convenção coletiva de trabalho nesta quarta-feira (9) garantindo reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual será aplicado nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Haverá ainda PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

O impasse entre os trabalhadores e os dois bancos públicos está ligado ao custeio do plano de saúde.

Segundo Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, não foi possível chegar a uma negociação, em especial no caso da Caixa.

O entrave no plano de saúde ocorre porque, hoje, os bancários pagam 3,5% do salário-base de convênio, mais R$ 480 por mês por dependente. Se o dependente tiver entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800. A proposta da Caixa elevava o percentual para 5,5%, o valor por dependente para R$ 870 e para os maiores, o valor mensal ira para R$ 1.050.

Eles rejeitaram a proposta e decidiram entrar em greve, mas aceitaram voltar a negociar a partir da noite desta quarta (9). Na assembleia, 93 bases sindicais decidiram pela paralisação. Em outras 35, houve rejeição, mas opção por negociar. Nas demais, a proposta foi aprovada.

"A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A principal preocupação é com o Saúde Caixa, uma questão que precisa ser tratada com a complexidade e o cuidado que necessita", diz Neiva.

Em nota, a Caixa afirma que "mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho", com renegociações reabertas nesta quarta.

"O objetivo é construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade", diz o banco público.

No caso do Banco do Brasil, também há um impasse quanto ao custeio do plano de saúde, que estaria pesando para a instituição. Nas assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro deste ano, entre eles, São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).

A maioria (60 sindicatos), no entanto, rejeitou e decidiu pela retomada das negociações, dentre eles Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Pernambuco e Florianópolis (SC). Mas 27 sindicatos optaram pela greve a partir desta quinta, incluindo Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.

O Banco do Brasil diz participar da mesa única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), com presença de todos os bancos, e ter mesa específica para debater demandas de seus funcionários.

"Para a data-base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país", diz a nota.

O banco orienta os clientes a realizar atendimento por aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e telefone, nos números 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do WhatsApp (61 4004-0001).

Neiva diz que as instituições financeiras devem orientar seus clientes sobre as alternativas disponíveis para o pagamento de contas, boletos, tributos e demais compromissos financeiros durante a greve, já que a greve é um direito do trabalhador.

"A greve é um direito constitucional dos trabalhadores e não deve resultar em prejuízos aos clientes."

"Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da convenção coletiva de trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária", diz Neiva, que agora quer discutir questões relacionadas à saúde mental conforme regras da NR-1 (Norma Regulamentadora 1).

Reajuste salarial

O índice de correção dos salários dos bancários será conhecido na sexta (11), e corresponde à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro de 2025 a agosto de 2026 mais 0,6% de aumento real.

No caso da PLR, não há valor fixo, pois depende do salário do trabalhador e do lucro obtido pelo banco. O benefício é composto por duas partes: a chamada regra básica, calculada a partir de 90% do salário-base e das verbas salariais fixas, acrescida de uma parcela fixa, mais a parcela adicional, que corresponde à distribuição de 2,2% do lucro líquido do banco, em partes iguais entre os empregados elegíveis.

Existem limites individuais e limites relacionados ao lucro de cada banco.

A PLR referente a 2026 será paga até o final de março de 2027, mas haverá uma antecipação ainda neste mês. Segundo o Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, essa antecipação também terá uma parte calculada sobre o salário e outra vinculada ao lucro do banco no primeiro semestre.

Os valores fixos e os limites previstos na fórmula serão atualizados pelo reajuste.

Por Cristiane Gercina e Gabriela Cecchin/Folhapresss

Aliados aconselham Lula a se afastar de Moraes e o veem como 'zumbi'

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado por aliados a lentamente se distanciar de Alexandre de Moraes, que teve dupla derrota nesta quarta-feira (9), com a perda do inquérito das fake news e a marcação de uma sessão do STF para decidir pela abertura de investigação sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A avaliação do governo é que a chance maior hoje é de a investigação ser aberta, especialmente numa sessão pública. Neste caso, Moraes se tornará um fardo político pesado e vai virar, na prática, uma espécie de ministro-zumbi.

Segundo um interlocutor de Lula, o presidente precisa começar de imediato um processo de desvinculação com o ministro do STF, uma vez que as imagens de ambos ficaram muito próximas desde o a eleição de 2022.

Moraes também foi o relator do processo da trama golpista que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por Fábio Zanini/Folhapress

Polícia Civil prende suspeito de estuprar criança de 10 anos em Guanambi, no interior da Bahia

Foto: Reprodução
Um homem, de 26 anos, investigado por estupro de vulnerável, crime cometido contra pessoa incapaz de consentir, no caso uma criança de 10 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (9), em Guanambi. Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o crime ocorreu em contexto familiar, de maneira reiterada, por aproximadamente 3 meses.

Após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, o investigado passou pelos procedimentos legais de praxe e permanece custodiado, à disposição da Justiça. A vítima foi encaminhada para acompanhamento pelo serviço de atendimento psicossocial do município, conforme as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A prisão aconteceu no âmbito da Operação Malhas da Lei e foi realizada por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Semiárido) e da Delegacia Territorial (DT/Guanambi), unidades vinculadas à 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Guanambi).

"Reino Oculto": Polícia Civil e MP-BA deflagram operação contra tráfico de drogas e lavagem de R$ 4 mi

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Reino Oculto para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. A força tarefa cumpre mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

As ações, que contam com apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), são baseadas em investigações iniciadas em março deste ano nas quais foi identificado que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo.

O grupo é suspeito de atuar nas práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil (PC-BA) da Bahia

Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada.

As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil (PC-BA), além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Informações Bahia Noticias

ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências do Banco Master, diz Vorcaro em proposta de delação

Foto: Tauan Alencar / União Brasil
Uma proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro apontou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto e o dirigente do União Brasil, Antonio Rueda, teriam atuado para viabilizar aportes de recursos públicos no Banco Master em troca de vantagens indevidas.

As inforções divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (10) indica que os dois políticos receberam 10% sobre valores captados junto a institutos de previdência e empresas públicas. No entanto, a delação rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de dados inéditos e ausência de garantias de devolução de valores, voltou a chamar atenção depois que o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou relatório de inteligência da PF sobre a investigação.

A proposta teria indicado que o vice-presidente do União Brasil, e Rueda, presidente nacional da legenda, teriam aberto portas para o Master em institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

Além disso, Vorcaro teria dito que o suposto ato teria permitido ao Master captar R$ 2 bilhões. A versão do banqueiro afirma que a aplicação de uma alíquota de 10% geraria uma obrigação de R$ 200 milhões com os dois representantes do União Brasil. Contudo, o documento não informa quanto teria sido efetivamente pago. A proposta de Daniel ainda diz que, para “cada grupo político que captasse o investimento, seria destinado 10% do valor da aplicação ou 1% por ano que o recurso ficasse investido no Banco Master”.

Entretanto, Vorcaro não explicou como era definida a forma de cálculo. Um dos anexos da delação abordou sobre a “captação de recursos públicos promovida por Antônio Carlos Magalhães Neto e Antônio de Rueda”. Nesse trecho, o ex-banqueiro do Master diz que os pagamentos aos dois eram recorrentes a ponto de o banco ter criado uma espécie de controle interno de valores a receber.

“Uma vez que ACM Neto e Antônio de Rueda intermediaram diversos negócios para o Banco Master, como o Credcesta, captação de investidores institucionais e intermediação junto ao BRB, sempre mediante o pagamento de vantagens indevidas, ambos passaram a ter uma espécie de conta corrente gerencial de valores a receber junto ao Banco Master”, informa um trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Vorcaro ainda relatou diferentes formas que, segundo ele, teriam sido usadas para os repasses. No caso de ACM, os pagamentos ocorreriam em espécie por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, dono da Entre Investimentos e Participações; por contratos de consultoria entre a A&M Consultoria Ltda. e o Banco Master; por contratos entre a A&M e a Reag; e por contratos firmados com a B6 Capital, gestora ligada ao ex-prefeito de Salvador.

Já sobre Rueda, Vorcaro afirmou que os repasses teriam ocorrido em espécie, também por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, e por contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados. Esses contratos teriam alcançado a quantia de R$ 3 milhões por mês, segundo o documento.

Vorcaro teria apresentado também na proposta algumas mensagens como forma de elementos de sustentação. Os conteúdos são com com funcionários do Master, além de contratos com a A&M Consultoria Ltda. e com o escritório de advocacia de Rueda.

O CEO do Master ainda chegou a dizer que se reuniu com ACM e Rueda na sede do banco, ao lado de seu então sócio Augusto Lima, para “monitorar o andamento das demandas” relacionadas às “contrapartidas”. Nas mensagens citadas, há uma enviada por Vorcaro a uma funcionária do Master em 13 de novembro de 2023. No conteúdo, ele diz que pediu a inclusão de um encontro com Rueda em sua agenda, às 17h30.

Já em outro episódio, a funcionária teria escrito: “Daniel, o Nando está perguntando sobre helicóptero para o ACM e Rueda. Se está tudo certo?”. Vorcaro respondeu que sim.

Rueda teria convidado Vorcaro para uma reunião em Brasília, em junho de 2024, com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro teria ocorrido na casa do candidato a deputado federal pelo RJ.

Outro trecho diz que um outro pagamento indevido seria dividido em 3 partes, sendo beneficiados Rueda Paulo Henrique e o ex-gestor da capital baiana.

“Os pagamentos indevidos seriam divididos em 3 partes e beneficiariam diretamente Rueda, Paulo Henrique e ACM Neto”, diz outro trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Vorcaro indicou que seu relato poderia ser confirmado por João Carlos Mansur, dono da Reag, pela obtenção de contratos que ele classifica como fictícios e por trocas de mensagens em seu WhatsApp.

A delação de Mansur também apresentou um anexo sobre ACM Neto, que investiu R$ 7,9 milhões em um fundo administrado pela Reag. Outro ponto apresentado diz que a quebra de sigilo do Master já havia revelado contratos de consultoria firmados pelo banco com ACM Neto e contratos de advocacia com Rueda. Vorcaro mostrou que esses documentos serviriam para justificar contabilmente parte dos pagamentos.

Na versão dele, os contratos existiriam apenas para “dar aparência formal às comissões destinadas aos políticos”. Mesmo com as acusações, a proposta de delação deixa pontos em aberto e sem esclarecimento. O documento não apresenta quanto teria sido repassado a ACM Neto e Rueda. Das seis formas de pagamento descritas por Vorcaro, apenas uma traz valor específico: os contratos com o escritório Rueda & Rueda Advogados, que somariam cerca de R$ 3 milhões mensais.

Ainda há divergência entre o volume de recursos citado por Vorcaro e os dados já conhecidos sobre os aportes. Os quatro investidores que ele atribui à atuação de Rueda e ACM Neto aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Master: R$ 2,97 bilhões do Rioprevidência, R$ 400 milhões da Amprev, R$ 200 milhões da Cedae e R$ 50 milhões da Amazonprev. O montante é superior aos R$ 2 bilhões mencionados pelo ex-banqueiro, sem que a proposta explique a diferença.

A delação não detalha quanto cada fundo teria aplicado nem cita dirigentes específicos dessas instituições. O documento também não informa atos concretos de ACM Neto ou Rueda junto aos fundos, limitando-se a afirmar que ambos “intermediaram” os investimentos.

Relatórios do Coaf e dados de quebra de sigilo bancário e fiscal do Master enviados à CPI do Crime Organizado indicam que Vorcaro repassou R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025. O valor é inferior ao descrito na proposta de delação. A empresa de consultoria de ACM Neto aparece nas planilhas com R$ 5,4 milhões recebidos entre 2023 e 2025. Segundo o UOL, pagamentos de outras instituições financeiras ligadas ao Master, como os mencionados por Vorcaro, não aparecem no relatório.

A PGR, porém, se manifestou contra a realização de busca e apreensão contra Rueda, alegando fragilidade das provas. O relatório da PF aponta que Mendonça decidiu separar a investigação sobre Rueda e ACM Neto. Rueda afirmou ao Uol ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso” e negou irregularidades. Já ACM Neto afirmou que as “insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.

Informações: Bahia noticias

Polícia Federal deflagra operação sobre financiamento do filme “Dark Horse”; deputado Mário Frias está entre alvos

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta (10) operação contra 29 pessoas que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas para o filme "Dark Horse", sobre a vida de Jair Bolsonaro.

A medida foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino no âmbito da investigação de desvio de emendas paralamentares para o filme.

Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme, Karina Gama.

Em conversa com a coluna, Karina Gama afirmou que a aplicação dos recursos foi correta. "Não tenho nada para delatar", afirmou.

Estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão.

Investigado em outro processo, sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio Bolsonaro não é alvo da operação.

Dino avocou também para o STF a investigação que a Polícia Civil de São Paulo já fazia sobre o filme.

Em agosto, ele autorizou a PF a ter acesso a dados da investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme "Dark Horse". Karina Gama é a dona da empresa.

A suspeita é de que hove desvio de finalidade das emendas. Recursos destinados formalmente a uma atividade

Na decisão em que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao comando da PF, na quarta (9), Dino citou o impacto do afastamento do diretor-geral sobre as investigações do caso.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

OAB pede que Gonet seja afastado de ação sobre mensagens de Vorcaro

Conselho Federal da instituição quer que outro membro do Ministério Público atue no caso, já que o procurador-geral foi citado no material

Foto: Victor Piemonte/STF/Arquivo
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu nesta quarta-feira, 9, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja substituído por outro integrante do Ministério Público na ação sobre as mensagens trocadas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

O pedido foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Ele marcou para a próxima terça-feira, 15, uma sessão extraordinária do Plenário para analisar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

“Considerando que o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, foi pessoalmente chamado a prestar esclarecimentos na PET 16.704/DF acerca de fatos relacionados ao complexo submetido à apreciação desta Corte, que Sua Excelência se abstenha de oficiar na PET 16.662/DF, sem prejuízo da regular atuação do Ministério Público Federal por seu substituto legal, nos termos do art. 27 da Lei Complementar nº 75/1993”, pediu a OAB.

Segundo relatório da Polícia Federal, Vorcaro conversou com Moraes sobre meios de barrar a Operação Compliance Zero contra ele. Em um dos diálogos, o banqueiro teria questionado o ministro se não seria possível “reverter isso com Paulo ou Andrei?”. De acordo com os investigadores, Paulo é uma referência ao procurador-geral da República.

O relatório aponta ainda que Gonet conversou por telefone e trocou mensagens com Vorcaro. Os contatos foram intermediados pelo advogado Ciro Soares, que era emissário nas conversas entre eles. Nos diálogos, Gonet diz que sente saudades e chama o dono do banco Master de “máquina” após aceitar convite para degustação de uísque em Londres e de pedir que o filho fosse convidado ao evento.
Por Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

Fachin marca para dia 15 julgamento sobre diálogos entre Moraes e Vorcaro

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, convocou uma sessão extraordinária na próxima terça-feira (15) para o plenário decidir sobre o relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Em decisões tomadas nesta quarta (9), o presidente também tirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu as decisões conflitantes de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da PF.

"É atribuição da presidência zelar para que o desempenho das funções jurisdicionais por todos os ministros seja realizado sem perturbações indevidas e cabe a ela, também, resguardar para que sejam apurados os fatos que possam comprometer o desempenho da jurisdição", disse Fachin.

Fachin já havia decidido abrir um procedimento para esclarecer as nulidades alegadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), solicitando a todos os envolvidos, inclusive a Moraes e Mendonça, manifestações em até cinco dias úteis.

Depois de os ministros seguirem dando liminares e escalando a crise, Fachin fez uma série de despachos para tentar estancar a crise.

"É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste tribunal quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta presidência", disse o presidente.

Até ao menos a próxima terça, portanto, o trâmite da investigação conduzida por Mendonça contra Moraes fica suspenso. O presidente do STF também proibiu todo e qualquer procedimento que trate de potencial apuração contra integrantes da corte e determinou que qualquer medida nesse sentido seja submetida a ele antes.

As decisões foram tomadas depois de Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi afastado do cargo por Mendonça na terça (8). Na mesma data, o próprio Fachin havia dado 72 horas para o relator se manifestar, mas Dino o atravessou em outra ação.

Fachin despachou no pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Já Dino respondeu a pedido de Andrei na investigação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL).

Na tarde do último domingo (6), Fachin reuniu auxiliares para tratar do conflito. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo dirigiria o momento inédito.

Na última sexta (4), Fachin defendeu o fim do inquérito das fake news, aberto em 2019 e nas mãos de Moraes desde então, e a aprovação da proposta de um código de ética no tribunal. No Palácio do Planalto, o ministro disse que "não haverá precipitação, mas tampouco omissão" para solucionar o conflito.

"A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça".

Por Ana Pompeu/Luísa Martins/Folhapress
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CDL Ibirataia presente na 58ª Convenção Nacional do Comércio Lojista

Entre os dias 27 e 29 de agosto, o presidente da CDL Ibirataia @carlospagueleves , acompanhado de sua esposa @juciara_aragao_ds , esteve em João Pessoa (PB), participando da 58ª Convenção Nacional do Comércio Lojista – OmniVarejo 2026.

Um dos grandes encontros do movimento lojista brasileiro, a convenção reuniu empresários, dirigentes, lideranças e especialistas de diferentes regiões do país em uma programação marcada por conhecimento, inovação, tecnologia, relacionamento e novas perspectivas para o varejo.

Mais do que participar de um grande evento, estar presente em uma convenção nacional representa buscar conhecimento para trazer novas ideias, experiências e possibilidades para o nosso comércio.

Em um cenário de constantes transformações, acompanhar as tendências do mercado, entender o comportamento do consumidor, conhecer novas tecnologias e fortalecer conexões é fundamental para construir um comércio cada vez mais preparado para o futuro.

A participação do presidente representa também o compromisso da CDL Ibirataia em continuar buscando caminhos para fortalecer os empresários, valorizar o comércio local e contribuir para o desenvolvimento de nossa cidade.

Conhecimento que chega de longe, para fortalecer o comércio daqui.

Comércio forte, Ibirataia gigante!

               

Ibirataia: SEMED realiza visitas técnicas para fortalecer o planejamento pedagógico com resultados do SAEB e SABE 2025

Secretaria Municipal de Educação promove devolutivas nas escolas e transforma dados das avaliações em estratégias para melhorar a aprendizagem dos estudantes

A Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia realizou, durante o mês de agosto, visitas técnicas às unidades da Rede Municipal de Ensino para apresentar e discutir os resultados do SAEB 2025 e do SABE 2025. A iniciativa teve como objetivo aproximar a equipe técnica das escolas e utilizar os indicadores das avaliações como ferramenta para o fortalecimento do planejamento pedagógico e da qualidade da educação.
Durante os encontros, gestores, coordenadores pedagógicos e professores participaram da análise dos resultados de forma contextualizada, considerando as particularidades de cada unidade escolar. Foram discutidos aspectos como níveis de proficiência, desempenho dos estudantes, habilidades avaliadas e os principais desafios identificados, permitindo reconhecer avanços e definir prioridades para as próximas ações pedagógicas.

As devolutivas também se consolidaram como espaços de diálogo, escuta e construção coletiva. Além da apresentação dos indicadores, a equipe técnica da Secretaria ouviu os profissionais da educação, conheceu as diferentes realidades das escolas e debateu estratégias voltadas ao fortalecimento do ensino e da aprendizagem, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento dos estudantes.

A ação reafirma o compromisso da Secretaria Municipal de Educação com uma gestão pedagógica baseada em evidências, acompanhamento sistemático e planejamento colaborativo. Ao transformar os resultados do SAEB 2025 e do SABE 2025 em instrumentos de reflexão e intervenção, a rede municipal fortalece a tomada de decisões e mantém o foco no que realmente importa: garantir uma educação cada vez mais eficiente e uma aprendizagem significativa para os estudantes de Ibirataia
Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia

Fachin suspende decisões de Dino e Mendonça sobre chefia da PF e investigações sobre ministros

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin
                    Troca de liminares dos últimos dias ampliou tensão e expôs disputa inédita na corte

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) suspender as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Fachin afirmou que Moraes e Mendonça estavam deliberando sobre questões correlatas, com base em provas comuns, o que evidencia "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual".

A decisão ocorreu depois de Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi afastado do cargo por Mendonça na terça (8). Na mesma data, o próprio Fachin havia dado 72 horas para o relator se manifestar, mas Dino o atravessou em outra ação.

Fachin despachou no pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Já Dino respondeu a pedido de Andrei na investigação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL).

Fachin reuniu auxiliares na tarde de domingo (6) para tratar do conflito. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo deverá dirigir o momento inédito.

Nos últimos dias, a crise escalou ainda mais, com uma troca de liminares —decisões provisórias— em que os magistrados desautorizam decisões anteriores de colegas e as do próprio presidente.

No fim da manhã, Fachin cancelou a sessão plenária prevista para a tarde, que julgaria processos da pauta ordinária da corte. Na terça (8), Luiz Fux também cancelou a sessão da Segunda Turma da corte, depois de o colegiado começar a julgar remotamente a manutenção de Andrei Rodrigues na chefia da PF.

O Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.
Por Luísa Martins/Ana Pompeu/Folhapress

PF manda intimar Galípolo, Campos Neto e André Esteves para prestar depoimento sobre Banco Master

Eles serão ouvidos na condição de testemunhas após terem sido mencionados por ex-diretor do BC afastado por relação com Vorcaro

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A Polícia Federal determinou a intimação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto para prestarem depoimento sobre a fiscalização do Banco Master. A PF também ordenou a intimação do dono do BTG Pactual, André Esteves. Por último, os investigadores também vão tomar um novo depoimento do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino.

Procurada, a defesa de Campos Neto afirmou que ainda não foi intimada e criticou o vazamento da informação. “A defesa de Roberto Campos Neto esclarece que jamais foi intimada e sequer tinha conhecimento da existência do alegado despacho de 3 de agosto. Se, de fato, existe determinação para que Roberto Campos Neto seja ouvido, é lamentável que tal informação tenha sido vazada à imprensa. Sem acesso ao documento, a defesa não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor”, afirmam os advogados Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti.

O BTG disse que não iria comentar. O Banco Central não respondeu.

A princípio, todos eles serão ouvidos na condição de testemunhas e, por isso, terão a obrigação de falar a verdade sobre os fatos.

As intimações foram determinadas pela PF no dia 3 de agosto, dentro do inquérito que apura suspeitas de que o banqueiro Daniel Vorcaro cooptou dois servidores do BC, Belline Santana e Paulo Sérgio Souza - respectivamente, ex-chefe e ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central.

Eles foram alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero e afastados das suas funções, por suspeita de terem recebido pagamentos de propina de Vorcaro em troca de fornecer informações internas do BC sobre a fiscalização do Master e prestar uma assessoria informal ao banqueiro para a defesa dentro da própria autarquia. Os dois negam favorecimento indevido ou envolvimento em irregularidades.

“Expeça-se ofício ao Banco Central do Brasil, solicitando a apresentação dos servidores seguintes na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme pauta cartorária, para audiências por videoconferência na condição de testemunhas: a) Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; b) Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, para reinquirição”.

De acordo com pessoas que acompanham a investigação, os depoimentos ainda não foram colhidos porque havia outros interrogatórios na fila para serem realizados no mesmo caso. O próprio Daniel Vorcaro prestou depoimento no último dia 28 de agosto.

Os investigadores avaliaram que seria necessário ouvir Galípolo e esses outros personagens após terem sido mencionados pelo ex-diretor Paulo Sérgio Souza em seu depoimento. O Estadão teve acesso a detalhes do documento.

Menções a reuniões com Galípolo e Campos Neto

Paulo Sérgio negou ter recebido propina de Vorcaro em troca de repassar informações sigilosas ao dono do Master e afirmou que Galípolo resistiu a enviar uma comunicação de crime ao Ministério Público Federal sobre as suspeitas envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

“Relata que comunicou ao diretor Ailton a necessidade de fazer a comunicação ao Ministério Público, e que a comunicação estava pronta”, contou à PF. Paulo Sérgio relatou duas reuniões com Galípolo para tratar do assunto. Segundo o servidor, na primeira reunião, ele comunicou que o Banco Master já tinha deixado de recolher todo o compulsório (reserva obrigatória que fica depositada no próprio BC) e seria necessário liquidá-lo ou encontrar uma solução de mercado com o BTG Pactual.

“Naquela primeira reunião, o diretor Galípolo pediu um voto de confiança para a solução do BRB, por volta do final de fevereiro ou início de março; que, na segunda reunião, no final de junho, o diretor Galípolo afirmou que não faria comunicação ao Ministério Público por gestão temerária, pois a informação que havia recebido internamente era de que havia fraude na carteira”, afirmou.

Paulo Sérgio disse ainda que, quando Galípolo estava sendo submetido à sabatina de sua indicação no Senado, recebeu de Ailton a orientação de “jogar parado”.

O diretor afastado também mencionou um episódio sobre o Banco Master envolvendo o BTG e Roberto Campos Neto. Segundo Paulo Sérgio, em novembro de 2024, Ailton lhe informou que o BTG havia encerrado uma due diligence (diligência prévia a uma negociação) no Master e comunicou ter descoberto uma fraude de R$ 32 bilhões.

“Relata que a comunicação do BTG foi verbal, feita por telefone no dia 29 de novembro, e que o diretor Ailton lhe disse para ir a São Paulo na segunda-feira, pois na terça-feira o BTG faria uma apresentação; que a apresentação foi realizada no dia 3 de dezembro de 2024, estando presentes o presidente Roberto Campos Neto (...); que o BTG não entregou documentação na reunião”, afirmou Paulo Sérgio.

Como o Estadão revelou, em novembro de 2024, o Master recebeu uma espécie de ultimato do BC sob a gestão de Campos Neto - um ano antes de ser liquidado, em novembro de 2025.

Uma comunicação enviada pelo Banco Master ao Banco Central em 7 de novembro de 2024 mostra que Vorcaro se comprometeu a adotar uma série de medidas para melhorar a governança corporativa do Master e a recompor a saúde financeira do banco em seis meses, até maio de 2025.

Por Aguirre Talento/Felipe de Paula/Fausto Macedo/Estadão

Flávio Bolsonaro lidera doações eleitorais com R$ 44 mi; Lula recebeu R$ 35,9 mi

              Augusto Cury arrecadou R$ 317 mil, dos quais 78% vieram dele próprio
Foto: Vittor Sales/Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera até o momento a arrecadação de doações eleitorais na disputa pela Presidência da República, com R$ 44,3 milhões em recursos captados. O escritor Augusto Cury (Avante) é quem menos arrecadou do grupo dos seis principais presidenciáveis, com R$ 317 mil –deste montante, R$ 250 mil, ou 78%, vieram dele próprio.

Os dados foram coletados no sistema Divulgacand do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite de terça-feira (8) e são atualizados de hora em hora.

Ao todo, a soma das doações para as campanhas de Flávio, Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) é de cerca de R$ 92 milhões.

Partidos e candidatos têm desta quarta-feira (9) até o próximo domingo (13) para enviar à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas, com identificação de doadores e valores arrecadados. Os recursos podem ser arrecadados até o dia da eleição, mas as despesas e as receitas das campanhas datadas a partir desta quarta só entrarão na prestação completa, cujo prazo final de envio termina em 14 de novembro.

Segundo o TSE, o dinheiro arrecadado pode ser usado em despesas da campanha, como produção de material gráfico, propaganda eleitoral, aluguel de espaços para eventos, deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês de campanha, contratação de pessoal e utilização de carros de som, entre outros gastos.

Flávio, com R$ 44,3 milhões em doações, tem como principal financiador o próprio PL, que aportou R$ 42 milhões do Fundo Especial do partido –isto é, a verba pública distribuída exclusivamente em anos eleitorais e destinada apenas ao custeio das campanhas.

Outro doador relevante é Erasmo Carlos Battistella, apelidado de "rei do biodiesel". O empresário fundou e preside a Be8, uma das maiores produtoras do combustível no país. Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 10 bilhões. Battistella doou R$ 500 mil à campanha de Flávio –e outros R$ 500 mil também à campanha de Lula, segundo o TSE.

Flávio também recebeu doações de R$ 500 mil de Fernando de Castro Marques, CEO da União Química Farmacêutica. Outros R$ 400 mil vieram de Ângelo Calmon de Sá, ex-ministro da Indústria e do Comércio durante o governo de Ernesto Geisel e banqueiro do Banco Econômico, liquidado em 1996 pelo Banco Central devido a um rombo financeiro bilionário. O candidato do PL ainda entrou com recursos próprios e investiu R$ 12,2 mil na sua candidatura.

A campanha de Lula vem em segundo lugar no ranking, com R$ 35,9 milhões arrecadados. Destes, R$ 35 milhões, ou 97%, vieram do PT através do Fundo Especial. O partido ainda aportou R$ 150 mil na campanha de reeleição do presidente pelo Fundo Partidário.

Além de Battistella, a candidatura petista recebeu R$ 115 mil de uma campanha de financiamento coletivo. Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro, subsidiária da Petrobras, e Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães, doutoranda em enfermagem pela USP (Universidade de São Paulo), contribuíram com R$ 40 mil cada.

Ronaldo Caiado completa o pódio, com R$ 6,6 milhões em recursos doados. O perfil de arrecadação da candidatura do PSD é diferente: a maioria (cerca de 62%) advém de doações feitas para o próprio partido em vez de para o candidato. A prática cria uma camada entre o doador e o candidato e vem sendo adotada para ocultar o elo eleitoral de grandes empresários.

Entre as maiores doações, está a de R$ 1 milhão de Ricardo Fleury Cavalcanti de Albuquerque Lacerda, fundador e presidente do banco de investimentos BR Partners. João Carlos Paes Mendonça, presidente do grupo JCPM, aportou R$ 500 mil. Outros nomes, como Pedro Passos, cofundador da Natura, e os irmãos bilionários Salo e Helio Seibel, donos da holding Ligna, também constam entre os doadores para a direção nacional do PSD.

A maior quantia veio de Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, de R$ 2,3 milhões. Ele é proprietário do fundo de investimentos Polaris, da imobiliária e construtora CH Empreendimentos Imobiliários e de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga (DF).

Romeu Zema, com R$ 3,4 milhões, vem em quarto lugar. Destes, R$ 3 milhões vieram do fundo partidário do Novo, e R$ 100 mil foram doados para a direção nacional do partido por Guilherme Vidigal Andrade Gonçalves, membro do conselho da química Nitro e da Globo Pharma. Os irmãos Seibel também doaram para a campanha de Zema, com R$ 50 mil cada.

Renan Santos, do Missão, soma R$ 1,3 milhão vindos quase que exclusivamente de doações de apoiadores. 92% do montante vem de financiamento coletivo, e a maior quantia até o momento é de R$ 4.014,14, de Rômulo Couto Araújo, empresário de Brasília de uma companhia que compra e vende imóveis.

Já Augusto Cury entrou com R$ 250 mil para a própria campanha, cerca de 78% do total doado para a candidatura do Avante. O partido aportou R$ 50 mil via fundo especial, e outros 5% vieram de doações de pessoas físicas. O deputado estadual Noraldino Lucio Dias Junior (PSB-MG) doou R$ 15 mil à campanha.

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido de Flávio (33%), Cury (8%), Caiado, (4%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (2%). Samara (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1%. Os demais não pontuaram. Declaram voto branco ou nulo 6%, e 3% se dizem indecisos.
Por Tamara Nassif/Folhapress

André Mendonça revoga prisão do filho do Careca do INSS= Por José Marques, Folhapress

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva (sem tempo determinado) de Romeu Carvalho Antunes, o filho do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ele determinou que Romeu use tornozeleira eletrônica e proibiu o contato com outros investigados da Operação Sem Desconto, que trata de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

O ministro também proibiu Romeu de frequentar entidades sob suspeita de participarem do esquema. Procurada, a defesa diz que após "nove meses de prisão preventiva que não se sustentava sob qualquer aspecto, a Justiça reconheceu sua desnecessidade".

"A inocência de Romeu Antunes será demonstrada na investigação", afirmam os advogados Leandro Raca e Danyelle Galvão.

O Careca, que é apontado como um dos operadores centrais do esquema, continua preso. As investigações tratavam Romeu como o sucessor do pai.

Desde esta terça-feira (8), Mendonça tem flexibilizado medidas contra alvos da operação que já foram indiciados pela Polícia Federal.

As decisões foram dadas em meio a discussões feitas, nos bastidores, pelo presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para repensar as relatorias dos casos INSS e Master e conter a crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes.

O ministro também determinou a soltura do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Ele estava preso preventivamente e passará a usar tornozeleira eletrônica e fica proibido de ter contato com demais envolvidos no caso e de deixar o país.

STJ decide que FGTS deve ser repartido na divisão de bens de divórcio

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que valores de FGTS depositados durante o casamento podem entrar na divisão de bens em caso de divórcio, mesmo que o dinheiro ainda não tenha sido sacado

OSTJ (Superior Tribunal de Justiça) teve um novo entendimento na divisão do patrimônio de casais que se separam. Agora, os valores depositados non FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) durante o casamento ou a união estável podem ser considerados em partilha de bens, mesmo que ainda não tenha sacado o dinheiro.

A decisão foi unânime entre os ministros da Terceira Turma do STJ, sob relatoria do ministro Moura Ribeiro. Para a Justiça, o que será considerado é o valor acumulado durante o período do casamento ou da união estável.

Vale lembrar que o saque do FGTS depende de situações específicas previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição da casa própria e algumas condições de saúde. Se nenhuma dessas situações tiver acontecido no momento da separação, o valor pode ser reservado para um saque futuro.

O outro cônjuge recebe a parte a que tem direito apenas depois da verificação dos valores acumulados durante o tempo juntos. O valor correspondente à parte que será destinada ao outro cônjuge pode ser reservado em uma conta vinculada específica. Porém, é necessário o envio de um ofício à Caixa Econômica Federal, responsável pelas contas do FGTS. O beneficiário poderá fazer o saque posteriormente, desde que esteja dentro de uma das situações autorizadas pela legislação. A quantidade pode ser reservada e retirada após, quando houver uma hipótese legal para o saque.
Confira seu saldo

Para consultar o saldo do FGTS, acesse o aplicativo do FGTS, que permite verificar o saldo e o histórico de depósitos da conta vinculada. Confira o passo a passo:Abra o aplicativo FGTS no celular
Acesse sua conta com CPF e senha

Na tela inicial, selecione o saldo do FGTS referente à empresa que deseja consultar
Clique em “Gerar extrato PDF” e verifique as datas dos depósitos para identificar os valores correspondentes ao período da união
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Governo identifica 97 médicos falsos de IA no Youtube e AGU aciona Google

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis que usam Inteligência Artificial (IA) no Youtube para simular médicos e outros profissionais de saúde. Os perfis seriam responsáveis por disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica.

“Os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações”, diz nota do Ministério da Saúde (MS).

Segundo informações da Agência Brasil, a pasta identificou os perfis por meio do programa Saúde com Ciência, que analisa desinformação na internet relacionada à Saúde. “Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos”, acrescentou o MS.

Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta terça-feira (9), o Google, que controla o Youtube, para que remova essas contas e alerte os usuários sobre os riscos à saúde que correm ao seguir recomendações de falsos profissionais.

A notificação da AGU pede que o Youtube remova, em até 72 horas, os conteúdos identificados, ou adotem medidas de rotulagem e contextualização que deixem explícita a natureza artificial dos personagens.

“A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material”, explicou, em nota.

Além da pasta da Saúde, a iniciativa conta com a participação da AGU, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Ciência e Tecnologia (MCTI)

Bornhausen cobra filiados do PSD a pedir voto em Caiado e critica liberação de apoio a outros candidatos

Ex-senador e um dos cardeais do PSD, Jorge Bornhausen divulgou uma manifestação interna no partido em que critica filiados por não estarem se dedicando à campanha presidencial de Ronaldo Caiado, candidato da legenda.

Segundo ele, "os filiados do PSD estão esquecendo de pedir votos para o candidato do partido, Ronaldo Caiado e, com isso, a disputa eleitoral está se tornando um confronto entre duas quadrilhas".

A referência é às campanhas dos dois líderes nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que enfrentam acusações de corrupção.

Para Bornhausen, é preciso que os filiados do partido "acordem" para ajudar Caiado, que vem patinando nas pesquisas, com patamares inferiores a 5%.

Ex-integrante do antigo PFL, Bornhausen se juntou ao PSD e hoje é uma espécie de conselheiro do presidente do partido, Gilberto Kassab.

O incômodo dele é com o fato de diversos candidatos da legenda estados estarem apoiando outras candidaturas presidenciais, seguindo autorização concedida pelo próprio Kassab.

Entre os lulistas da legenda estão, por exemplo, os governadores de Pernambuco, Raquel Lyra, e Sergipe, Fábio Mitidieri, além do candidato no Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Em Minas Gerais, Mateus Simões faz campanha para Romeu Zema (Novo), enquanto diversos parlamentares do partido estão com Flávio. Caiado tem apoio, entre outros, dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR).

Ao Painel, Bornhausen disse que a autorização de apoio a outros candidatos dada por Kassab se justificava quando o partido não tinha candidato presidencial.

"Temos 446 mil filiados, milhares de vereadores, prefeitos, vice-prefeitos e governadores que estão na nossa legenda e têm a obrigação de seguir o partido. Os que não estão apoiando não respeitam as diretrizes e deveriam se afastar. A política não é lugar para covardes", afirmou.

Ele também diz ter conversado com Kassab para que dê uma nova diretriz interna, obrigando os filiados a apoiarem Caiado. "É imprescinsível que isso seja feito. Temos ainda tempo".

Segundo Bornhausen, o que o levou a se manifestar foi o "descalabro moral, a crise fiscal, a falta de autoridae e o fato de o crime organizado estar avançando na nossa sociedade".

Por Fábio Zanini/Folhapress

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