Ex ministro Waldeck Ornelas realizará programa voltado ao desenvolvimento de Ipiaú

Convocado pela prefeita Laryssa Dias, o consultor do Instituto Desenvolve Bahia, Waldeck Ornélas, especialista em planejamento urbano regional,

esteve em Ipiaú para iniciar conversações sobre a elaboração de um programa estratégico de desenvolvimento que visa colocar a cidade no rumo de um grande progresso.

A iniciativa também objetiva preparar o município para as comemorações do centenário da sua emancipação política, em 2 de dezembro de 2033.

A proposta encontra-se embasada na lógica de aproveitar a influência da mineração do níquel sulfetado para transformar Ipiaú numa cidade modelo, criando oportunidades de grandes transformações urbanas e consolidando a localidade como um polo habitacional de suma importância no Estado da Bahia.
Nesse sentido, realizou-se, no dia 2 deste mês, no auditório do Complexo Poliesportivo Cultural Salvador da Matta, um Fórum Econômico com a participação do empresariado local e representantes da mineradora pertencente à empresa multinacional Atlantic Nikel. A Prefeitura Municipal esteve representada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Miranda Silva,
A partir desse encontro começou a ser traçado um plano de trabalho para a arrancada do programa desenvolvimentista.

O Fórum Econômico aconteceu em duas sessões. A primeira, abordando o tema Mineração e Inovação, envolveu a gestão da mina Santa Rita e seus terceirizados, para que fossem identificadas as necessidades que eles têm e o que Ipiaú precisa responder.

Na outra sessão, ouviu-se das lideranças empresariais locais, suas necessidades, dificuldades que enfrentam e a percepção que eles têm sobre o desenvolvimento da cidade. As informações obtidas elencarão os projetos a serem executados.

GRANDES OPORTUNIDADES

Waldeck Ornélas acredita que grandes oportunidades se vislumbram com a implantação da mina subterrânea da Atantic Nikel que envolverá um investimento de R$ 3.300 bilhões nos próximos anos, na região de Ipiaú.

A lavra a céu aberto vai se exaurir daqui a dois anos. A mineração subterrânea é uma aposta crescente do setor.

Diante disso é necessário que Ipiaú, por meio dos seus empresários e empreendedores, esteja atento para desenvolver os seus negócios, caso contrário virão empresários de outros centros, ou tais oportunidades serão atendidas fora de Ipiaú, o que é pior para a economia local.

“Ipiaú tem a sorte de ser o ponto de apoio urbano para essa mina”, ressalta Ornélas.

O consultor do Instituto Desenvolve Bahia observa a urgente necessidade de expansão urbana. “Precisamos de mais leitos no setor da hotelaria para atender a demanda crescente, mais ofertas na prestação de serviços. Ipiaú se destaca pela existência de 130 estabelecimentos de saúde, com equipamentos modernos, e ainda assim, comporta maior complexidade, mais avanços”.
Dentre outras propostas do programa a ser executado, também se busca uma solução para a questão da mobilidade, com melhorias no trânsito de veículos. “A mobilidade é fundamental, tendo em vista que a cidade se encontra estrangulada. De um lado é o Rio de Contas, do outro a rodovia BR-330. A cidade precisa crescer”.

Paradoxalmente o atual crescimento de Ipiaú se verifica em Japomirim, que é como se fosse um bairro ipiauense no território de Itagibá. As pessoas moram em Japomirim, mas suas atividades são em Ipiaú.” É preciso criar condições para que as pessoas optem por habitarem nesta cidade”, destaca o consultor.

CONTRIBUIÇÃO

Waldeck Ornélas disse que fica muito feliz pela oportunidade de contribuir com sua terra, através desse projeto que a Prefeitura encomendou e que vem sendo elaborado.

A sua trajetória profissional e política impôs rumos distantes da terra natal, entretanto ele não deixou de ter Ipiaú como foco. A comunidade no seu radar. Mostra-se sempre atento para resolver os problemas da cidade.

Waldeck contribuiu com a construção do Terminal Rodoviário, com a pavimentação da BA-120, rodovia estadual que se estende de Ipiaú a Gandu, interligando as BRs 330 e 101, além da construção do prédio sede da Prefeitura Municipal e da requalificação da agência do INSS, dentre outras realizações.

PERFIL
Nascido em Ipiaú Waldeck Ornélas é especialista em planejamento urbano regional. Graduado em Direito pela UFBA, tem especialização pela Universidad Nacional de Ingeniería (Lima, Peru), onde foi bolsista da OEA, e formação em Desenvolvimento Econômico pela CEPAL/ILPES.

Em Salvador, coordenou o Plandurb nos anos 1970 e executou o Programa de Recuperação do Pelourinho, entre 1992 e 1994. Foi Constituinte em 1988, deputado federal por dois mandatos, senador da República de 1995 a 2003, secretário de Planejamento da Bahia em dois momentos e Ministro da Previdência e Assistência Social no governo Fernando Henrique Cardoso.

Hoje é consultor no Instituto Desenvolve Bahia que encabeçará uma retomada no desenvolvimento de Ipiaú.
(José Américo Castro/Decom-PMI).

Ibirataia: Prefeitura realiza patrolamento e cascalhamento na Região do Riacho Dantas

Serviços de manutenção buscam melhorar tráfego, segurança e mobilidade na zona rural do município

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, realizou nesta terça-feira (09) os serviços de patrolamento e cascalhamento das estradas na região Riacho Dantas. A ação faz parte do cronograma de manutenção das estradas vicinais e tem como objetivo melhorar as condições de tráfego para moradores, produtores rurais e veículos que circulam pela localidade.
Os trabalhos executados incluem nivelamento da via e aplicação de cascalho, proporcionando mais segurança, mobilidade e melhores condições de acesso para a população rural. A iniciativa também contribui para o escoamento da produção agrícola e o fortalecimento das atividades econômicas da região.
Segundo o secretário Weligton Souza da Silva Sobrinho, a gestão municipal segue comprometida com a melhoria da infraestrutura rural do município. “Estamos trabalhando continuamente para garantir estradas mais seguras e trafegáveis, oferecendo melhores condições de deslocamento para os moradores e fortalecendo o desenvolvimento das comunidades rurais”, destacou.
Fonte: Ascom/PMI

PT lança carta a evangélicos, critica 'manipulação da fé' e acena a igrejas

Militantes do PT se reuniram em Brasília nesta segunda-feira (8) no "4º Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do Partido dos Trabalhadores" e lançaram uma carta aberta. O documento é um aceno a cristãos neopentecostais e traz considerações sobre programa de governo de Lula (PT), que tenta reeleição em 2026.

A carta trata de temas variados, como a violência contra a mulher, as ações da gestão petista e a defesa da democracia. Não há, porém, menções a questões de gênero, a direitos da população LGBTQIA+ e à descriminalização do aborto, pontos que costumam gerar discodâncias entre evangélicos e a esquerda.

"Rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política, e denunciamos aqueles que usam do Evangelho como negócio", diz a carta, que traz trechos dos livros bíblicos de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.

A carta também cita preocupação com notícias falsas e discursos de ódio. "A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum."

Também defende que evagélicos não formam um bloco político único, mas afirma não ter a pretensão de "falar por todas a denominações". A fé cristã também é associada a pautas progressistas, como a reforma agrária, a proteção dos vulneráveis e à justiça social.

Petistas neopentecostais afirmam que temas como esses "fazem parte da mensagem de Jesus e da melhor tradição evangélica".

O segmento evangélico tem sido um dos mais desafiadores para o PT em todas as últimas eleições presidenciais. Em pesquisas de intenção de voto, a vantagem do bolsonarismo nesse campo é constante.

O presidente do PT, Edinho Silva, discursou no evento, que levou o nome de "Mishpat: Fé, Justiça, Democracia e as Eleições 2026". A palavra Mishpat pode ser lida como justiça em hebráico.

Edinho elogiou Lula. "O presidente que mais de forma efetiva respeitou a comunidade evangélica foi o presidente Lula. Nenhum presidente fez tanto para reconhecer a comunidade evangélica quanto o presidente", disse.

No mesmo encontro, a primeira-dama Janja da Silva fez críticas ao pastor Silas Malafaia, membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e cabo eleitoral bolsonarista.

"Eu também não chamo ele [Malafaia] de pastor. Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante", disse.

Por João Pedro Abdo/Folhapress

Otto Lobo retira sete superintendentes em primeiro ato à frente da CVM

O recém-empossado presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo, retirou sete nomes de cargos de confiança em seu primeiro ato à frente da autarquia nesta segunda-feira (8). As mudanças afetam áreas que não são responsáveis diretas pela fiscalização do mercado de valores mobiliários.

Segundo comunicado da CVM, os novos indicados serão anunciados em breve e os servidores que ocupavam as posições até então permanecerão no quadro permanente da autarquia.

A renovação, segundo nota da CVM, é fruto de uma análise que apontou a possibilidade de melhor aproveitamento de pessoal. "Analisei com cuidado o funcionamento da autarquia e cheguei à conclusão de que determinadas áreas estratégicas precisam de novos olhares para desbloquear o potencial que existe aqui dentro", disse Lobo no comunicado.

Foram substituídos: o superintendente-geral, Florisvaldo Justino Machado Gonçalves; o superintendente de tecnologia da informação, Carlos Cesar Valentim Alves; a superintendente administrativo-financeira, Cíntia de Miranda Moura; o superintendente seccional de desenvolvimento e modernização institucional, Daniel Valadão de Sousa Corgozinho; o superintendente de desenvolvimento de inteligência, Geraldo Pinto de Godoy Junior; a superintendente de planejamento e inovação, Vera Lucia Simões Alves Pereira de Souza e o chefe da assessoria de análise econômica, gestão de riscos e integridade, Bruno Barbosa de Luna.

A CVM agradeceu os servidores dispensados "pelos serviços prestados ao órgão e ao país, sendo certo que eles continuarão a contribuir para o avanço do mercado de capitais brasileiro".

Os superintendentes da CVM ocupam cargos de confiança sob indicação direta do presidente da autarquia. A nova liderança terá o desafio de enfrentar a transformação digital do mercado de capitais e a necessidade de que a CVM esteja equipada para supervisioná-lo à altura, afirmou o órgão.

O mandato de Lobo, indicado à autarquia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciou esta semana e vai até 14 de julho de 2027. Quando Lula encaminhou a indicação ao Senado, em janeiro, o nome do advogado foi mal-recebido no mercado financeiro por tomar decisões favoráveis ao dono do Master, Daniel Vorcaro, quando era presidente interino da CVM e diretor da autarquia.

Uma semana após assumir o cargo, na contramão da área técnica do órgão, Lobo tomou uma decisão favorável ao Banco Master, que livrou o banco e os empresários Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Junior de um inquérito que apurava suposta ação orquestrada para elevar o preço das ações da Ambipar, empresa de gestão de resíduos.

Lobo ocupou a presidência da CVM de forma interina até dezembro de 2025, após a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento do comando da autarquia, em julho de 2025. O advogado está na CVM desde 2022, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por Folhapress

Eleição em MG desafia Lula e Flávio Bolsonaro, e campanhas procuram candidatos a governador


Considerado um estado decisivo para as eleições presidenciais, Minas Gerais se tornou o principal desafio do PT e do PL na montagem de palanques estaduais para o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência.

A dois meses do prazo final para as convenções partidárias, Lula e Flávio ainda não conseguiram definir quem serão seus candidatos a governador no segundo maior colégio eleitoral do país e, agora, testam nomes que antes apareciam como plano B.

Flávio queria cumprir a agenda da semana passada em Minas —que vinha sendo planejada há mais de um mês—, ao lado de seu candidato ao governo, mas a ideia acabou frustrada em meio a impasse com o senador Cleitinho (Republicanos).

Integrantes do PL afirmam que o apoio a Cleitinho é hoje a principal aposta do partido e admitem que a candidatura do empresário Flávio Roscoe (PL), recém-filiado, só deve ser lançada caso o senador decida não concorrer.

Um dos articuladores do palanque do PL em Minas, o deputado federal Zé Vitor (PL-MG) diz que não foi possível definir o candidato a governador a tempo do giro de Flávio Bolsonaro pelo estado, mas nega haver prejuízos para a campanha.

"O foco agora é estar em Minas, sentir Minas. Este momento exige escuta, presença e construir algo sólido para o país a partir de Minas Gerais", diz, acrescentando que a chapa de Flávio pode ser lançada futuramente em um bom evento.

Flávio visitou a Megaleite, feira voltada para produtores rurais, foi homenageado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte e participou de um encontro com pré-candidatos do PL mineiro na terça-feira (2).

Na quarta (3), Flávio visitou as obras do Aeroporto de Betim, na região metropolitana, e seguiu para Patos de Minas, no interior do estado, onde acontece a Festa Nacional do Milho, Fenamilho.

Cleitinho ficou em Brasília e não participou da agenda do pré-candidato a presidente. Pessoas próximas ao senador afirmam que, apesar do favoritismo, ele está inclinado a não concorrer. Quando questionado, diz que a decisão será anunciada até julho.

Associado a dois outros pré-candidatos a presidente, o governador Mateus Simões (PSD) foi descartado no mês passado pela campanha de Flávio. Simões foi vice-governador de Romeu Zema (Novo) e é do partido de outro postulante ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD).

Integrantes do PT e do PL em Brasília hoje admitem que a prioridade dos dois partidos não é governar o estado, mas sim construir um bom palanque para Lula e Flávio, respectivamente.

Em 2024, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizou os números para as eleições municipais, Minas Gerais tinha 16 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo, com 33 milhões.

Além disso, tradicionalmente o candidato a presidente mais votado em Minas é vitorioso também no cômputo nacional. A última exceção ocorreu em 1950 —com Getúlio Vargas.

Lula gostaria de inaugurar mais obras em Minas, mas tem evitado viagens ao estado diante da falta de uma aliança consolidada. Há o receio de declarações ou gestos do petista afastarem grupos políticos que ainda poderiam se associar à candidatura dele à reeleição.

O chefe do governo alimentou por meses a ideia de lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como candidato a governador. Pacheco não só não aceitou disputar o cargo, como também decidiu encerrar sua carreira política.

Após sua recusa, o senador chegou a defender o nome do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB) como candidato a governador. O movimento incomodou uma ala do PT.

O presidente da República passou a cogitar lançar a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado, como candidata a governadora.

O diretório do partido em Minas defende uma candidatura própria no estado. Marília Campos, porém, prefere ser candidata ao Senado e aparece nas pesquisas com boas chances de vitória. Diante desse cenário, parte dos aliados do presidente avalia que ele poderá não forçar a candidatura de Marília ao governo.

Para esse grupo, é possível que o candidato lulista a governador seja o empresário Josué Gomes da Silva. Ele é filho do ex-vice-presidente José Alencar, é próximo de Lula e se filiou ao PSB a tempo de concorrer. Ele teve uma conversa preliminar com o presidente do PT, Edinho Silva, na semana passada.

Aliados do presidente da República em Minas ponderam, no entanto, que os negócios poderão demandar a atenção de Josué e atrapalhar uma eventual candidatura. Ele é dono da Coteminas, empresa têxtil que entrou em recuperação judicial. Além disso, há o receio de que a situação atual da companhia seja usada em discursos de adversários políticos para tentar desqualificá-lo perante o eleitorado.

Uma outra possibilidade seria uma aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato a governador. O pedetista, porém, tem demonstrado resistência a uma chapa com Lula.

Kalil foi candidato em 2022 pelo PSD e apoiou o petista. Depois, afastou-se do presidente e se sentiu preterido por ele nos anos seguintes. Também fez uma série de críticas ao PT e ganhou a antipatia dos integrantes do partido no estado.

No fim de semana, o pré-candidato a governador discutiu o assunto com Edinho —responsável por negociar alianças políticas em nome de Lula. Interlocutores relataram à Folha que a conversa melhorou o clima das negociações, mas foi inconclusiva. Kalil disse a Edinho que, se não for possível uma aliança no primeiro turno, apoiaria Lula no segundo turno contra Flávio.

O ex-prefeito planeja se colocar como uma terceira via na disputa pelo governo estadual. A cúpula do PDT, porém, trabalha para que a aliança com Lula seja concretizada. A avaliação é de que o país está polarizado e que uma terceira via ficaria esmagada entre o lulismo e o bolsonarismo.

De acordo com petistas a par das conversas, há dois principais obstáculos para a aliança. Primeiro, a preferência inicial de Lula por Pacheco teria aprofundado em Kalil a percepção de que foi preterido. Segundo, porque agora o tempo até as convenções partidárias, quando as candidaturas são definidas, está ficando curto.

Em reuniões com petistas, Edinho tem insistido para que se considere uma aliança com Kalil, sob o argumento de que a rivalidade com bolsonarismo fará com que se reaproximem.

Internamente, Marília Campos tem defendido uma chapa com o pré-candidato a governador e ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Azevedo e Edinho conversaram sobre a possibilidade de aliança na última semana.

Por Thaísa Oliveira, Caio Spechoto e Catia Seabra/Folhapress

Bahia Farm Show: Obras viárias e novo Laboratório de Algodão fortalecem economia e escoamento da produção no Oeste baiano

Participação do governador na maior feira agropecuária do Norte e Nordeste reuniu ações voltadas à expansão e fortalecimento da competitividade do setor
A entrega da pavimentação da BA-461, no trecho entre o entroncamento da BA-460, no distrito de Bela Vista, e a comunidade da Bungue, além da inauguração do novo Laboratório do Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), marcaram a agenda do governador Jerônimo Rodrigues durante a abertura da Bahia Farm Show 2026, nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães. As iniciativas reforçam os investimentos em infraestrutura, logística e inovação para o fortalecimento do agronegócio baiano.
“Hoje entregamos o laboratório da Abapa, uma estrutura altamente qualificada que vai muito além da análise do algodão. É uma ferramenta que auxilia os produtores nas decisões de comercialização e exportação, garantindo transparência e qualidade. Estamos falando de um equipamento capaz de realizar cerca de 40 mil análises em um curto período, fortalecendo ainda mais a cotonicultura baiana”, destacou o governador.
Na ocasião, também foram entregues certificados a produtores das cadeias da fruticultura e de outras atividades produtivas, iniciativa que contribui para fortalecer a qualidade dos produtos, ampliar oportunidades de mercado e valorizar o trabalho desenvolvido no campo. Na cerimônia de abertura da maior feira do agronegócio do Norte e Nordeste, também foram destacadas a entrega da pavimentação em TSD e microrrevestimento da Estrada da Linha Branca, com investimento de aproximadamente R$ 87 milhões.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vivaldo Góis, ressaltou os investimentos realizados pelo Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura e ampliar a competitividade do agronegócio baiano. “Além dos investimentos em estradas e aeroportos, o Estado apoia o setor por meio do Fundeagro e do Prodeagro. De 2003 a 2026, foram investidos quase R$ 240 milhões pelo Prodeagro, fortalecendo a produção agropecuária e impulsionando o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Laboratório do Algodão
Outro destaque da agenda foi a inauguração do novo Laboratório do Centro de Análise de Fibras da Abapa, considerado o maior da América Latina. A estrutura, com uma área construída de 5,7 mil metros quadrados, tem capacidade para processar até 40 mil análises de amostras por dia e foi projetada para atender à expansão da produção de algodão na região do Matopiba.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, os investimentos em infraestrutura são fundamentais para ampliar a competitividade do setor e melhorar o escoamento da produção agrícola baiana. “O algodão depende de melhorias em infraestrutura para continuar crescendo. Rodovias, ferrovias e outros modais são fundamentais para ampliar o escoamento da produção e fortalecer a logística do setor no estado”, destacou.
O governador Jerônimo Rodrigues assinou ainda ordem de serviço para a execução das obras de pavimentação e microrrevestimento da Estrada da Linha do Ouro, no trecho entre o entroncamento da BA-459 e a Estrada de Cariparé, no município de Riachão das Neves. Com investimento de R$ 68 milhões, por meio de parceria entre a Seagri, a Secretaria de Infraestrutura, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e produtores locais, a intervenção contribuirá para melhorar a mobilidade e fortalecer a logística regional.

Encerrando a agenda do dia, o governador participou do jantar que celebra a abertura da Bahia Farm Show, reunindo autoridades, lideranças do agronegócio, produtores rurais e representantes de instituições ligadas ao setor. O encontro marcou oficialmente o início da programação da feira e reforçou a importância estratégica do evento para a economia baiana e nacional, consolidando a Bahia como uma das principais produtoras agrícola do país.

Repórter: Leo Moreira/ GOVBA

Preço da carne e dos produtos in natura pressionam, e inflação dos alimentos aumenta no ano

                   Itens têm alta de 3,9% no acumulado de 2026, acima do 1,9% da inflação geral
Os alimentos voltaram a pressionar a inflação, e a taxa de maio atingiu 1,14%, acima do 0,81% de abril. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a alimentação ficou 3,9% mais cara para os consumidores, enquanto a taxa média de inflação subiu 1,9%. Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e se referem à cidade de São Paulo.

As maiores pressões vêm das carnes e dos produtos in natura. A principal alta no setor de proteína animal ocorre nos bovinos, que, em alguns cortes, já acumulam elevação de 17% no ano. Há uma oferta apertada de carne bovina no mundo, e a demanda continua elevada. Essa pressão externa faz o preço da arroba do boi ser negociado na casa dos R$ 350 no mercado paulista, acima da média para este período do ano.

Como o Brasil é um dos poucos países que têm bom volume de carne bovina para comercializar no mercado externo, os exportadores brasileiros aproveitaram este início de ano, ainda sem a taxa extra de 55% cobrada pela China, para aumentar o volume enviado para aquele país asiático.

As carnes de frango e suína não têm o mesmo ritmo de alta da bovina. A oferta interna aumentou, e, embora as exportações estejam em patamares recordes, os preços deste ano ficam abaixo dos praticados no mesmo período do ano passado.

O cenário para as carnes nos próximos meses está bastante incerto. O Brasil já completou a cota de 1,1 milhão de toneladas exportadas para a China livre da taxa extra de 55%. Agora, as exportações somam esse percentual mais os 12% já existentes, e os chineses podem pisar no freio nas compras, uma vez que o produto ficará bem mais caro com a taxa total de 67%. De janeiro a maio deste ano, o Brasil exportou 632 mil toneladas de carne bovina para a China, 25% a mais do que em igual período de 2025. As receitas somaram US$ 3,78 bilhões, 52% a mais.

A partir de setembro, se o Brasil não se ajustar às exigências da União Europeia, o país perderá força também nas exportações de carnes bovina e de frango para aquele mercado. Neste ano, as exportações de carne bovina para o bloco foram de 43 mil toneladas, 16% a mais do que em igual período do ano passado. As receitas subiram para US$ 377 milhões, 32% a mais. No caso das receitas de carne de frango, o aumento em maio foi de 62% em relação a 2025. Esses mercados podem mexer com os preços.

Outro item de peso na inflação vem sendo os hortifrútis, que tiveram forte aceleração em maio em relação a abril. A batata subiu 41% para o consumidor; o tomate, 25%, e a cebola, 21%, segundo a Fipe.

Instabilidade climática, doenças, perda de produtividade reduziram a oferta desses produtos, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Pesam ainda no bolso do produtor os reflexos da guerra no Oriente Médio, devido aos aumentos de fertilizantes, custos de produção e fretes.

Outro foco de pressão é o leite, que teve a quarta alta seguida no campo. Só em abril, o aumento foi de 10%. A alta ocorre devido à sazonalidade atual, que gera oferta menor e uma disputa mais acirrada pelo produto por parte das indústrias.

Nem tudo é pressão. O café, com a perda de 38% nos preços nas lavouras em 12 meses, após as estimativas de uma safra recorde, acumula queda de 8,5% no ano nos supermercados. O arroz, com oferta melhor, devido ao término da safra, está estável, e o óleo de soja, com o aumento da moagem interna, acumula queda de 10% no ano. O açúcar, refletindo a retração dos preços no mercado externo, cai 14% no ano.
Por Mauro Zafalon/Folhapress

Avião com ACM Neto perde altitude após despressurização durante voo para Livramento de Nossa Senhora

A aeronave que transportava o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) sofreu uma despressurização e perdeu altitude durante um voo com destino a Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, nesta segunda-feira (8).

O incidente provocou momentos de tensão entre os ocupantes da aeronave, que precisou perder altitude rapidamente após o problema. No avião também estavam os pré-candidatos ao Senado Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), sua esposa, a deputada federal Roberta Roma (PL) e o deputado estadual Nelson Leal (PP) - que é um dos coordenadores da majoritária.

Apesar do susto generalizado, até do próprio piloto, o grupo conseguiu pousar com segurança. Não há registro de feridos.

Por Política Livre

Ala de corte militar deve rever provas do Supremo para manter patentes de condenados pelo 8/1

Análise deve ocorrer só após as eleições; tendência é que Augusto Heleno e Paulo Sérgio preservem fardas

Foto: Divulgação/Superior Tribunal Militar
Plenário do Superior Tribunal Militar

Uma ala de ministros do STM (Superior Tribunal Militar) deve rever as provas do processo da trama golpista de 2022 para manter patentes dos réus do núcleo central do caso. Esse caminho deve ser adotado para tentar conservar as fardas dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.

O tribunal militar vai avaliar cinco casos, que incluem ainda Jair Bolsonaro (PL), que é capitão reformado, Walter Braga Netto e Almir Garnier. A tendência é que esses percam sua condição de oficiais.

Nos bastidores, os relatores dos processos já afirmaram a colegas do tribunal que devem analisar os autos condenatórios, que reúnem as provas do caso, para formar suas posições. A avaliação é que o aviso reforça a perspectiva de que alguns magistrados devem manter certas fardas.

Ainda em decorrência dessa opção, os julgamentos devem ficar para depois das eleições, já que o material é extenso.

Os arquivos enviados pela Polícia Federal aos advogados em 17 de maio do ano passado somam cerca de 77 terabytes (cada terabyte corresponde a 1.024 gigabytes). O acórdão do julgamento tem 1.991 páginas.

A reportagem ouviu três ministros, assessores de outros magistrados e advogados dos casos sob reserva. Eles avaliam que a discussão sobre os critérios para julgar representações desse tipo deve ser suscitada tanto pelas defesas quanto por ministros, nos seus votos.

Em análises desse tipo, não cabe à Justiça Militar reanalisar a decisão condenatória, apenas definir se aqueles atos e crimes impedem a manutenção da condição de oficiais. Há na corte, no entanto, uma divisão quanto aos critérios para conduzir esses julgamentos.

Um grupo de ministros entende que a avaliação das condenações, em si, basta para a formação de juízo. Por outro lado, há aqueles que compreendem que, para alcançar essa conclusão, é preciso rever os atos condenatórios.

Por fim, o STM ainda tem ministros considerados novatos, que não julgaram casos do tipo desde que tomaram posse. Há, na composição atual, quatro indicados no atual mandato do presidente Lula (PT).

O STM é composto por 15 ministros: 5 civis e 10 militares (quatro do Exército, três da Marinha e três da Aeronáutica). Entre eles, estão colegas de farda e ex-subalternos dos militares da trama golpista.

O julgamento será inédito porque envolve generais do topo da carreira das Forças Armadas.

Não haverá a chamada instrução dos processos, isto é, a fase de produção de provas para embasar um veredito, com depoimentos, perícias, diligências, reunião de documentos e provas. Os julgamentos serão baseados na condenação já expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Um ministro disse, sob reserva, que julgamentos sobre indignidade são fundamentados nas consciências dos próprios magistrados, não em um regramento claro sobre o tema. A declaração vai ao encontro da avaliação de um assessor, segundo a qual as análises terão um fator político importante.

O caso de Heleno, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro, é considerado o mais delicado. Ministros avaliam que a palavra "indignidade" tem um peso muito forte para um general com um elevado grau de admiração interna, premiado e considerado uma referência. Segundo um magistrado, declará-lo indigno seria declarar a indignidade do próprio Exército.

A avaliação é que o longo período de serviços prestados às Forças Armadas pode contar a favor de Heleno e Paulo Sérgio, considerando a inexistência de registros anteriores de desvio de conduta e uma participação na tentativa de golpe considerada menor que as do ex-presidente e do general Braga Netto.

Bolsonaro foi considerado por anos persona non grata no Exército, e a imagem só foi totalmente restabelecida no período que antecedeu a campanha de 2018.

Garnier, por sua vez, é bem quisto na Marinha, mas a Força tem menos votos na corte. Contra o almirante também pesam os depoimentos dos comandantes do Exército e da Aeronáutica no processo da trama golpista. Contra Braga Netto pesa o fato de ele ter feito ataques a militares.

Os indícios públicos dos posicionamentos dos ministros só devem ser conhecidos durante o julgamento. No STF, houve mais etapas por meio das quais os magistrados anteciparam alguns entendimentos, ainda que não tivessem votado no mérito.

Cabe à presidência do STM marcar as sessões destinadas à análise do caso. A presidente da corte, Maria Elizabeth Rocha, já afirmou que, assim que receber os votos dos responsáveis pelos casos, vai pautar os processos para julgamento.

Há expectativa, ainda, de que não haja pedido de vista dos processos. Mas os julgamentos podem ter andamentos diferentes, tanto pelo fato de os casos serem distribuídos a relatores diferentes quanto pelo desentendimento recente entre ministros envolvendo discussão sobre participação de militares em golpe de Estado.

A corte vai avaliar se aquelas condutas têm o potencial de causar um efeito negativo sobre as tropas, como exemplos ruins na cadeia de hierarquia e disciplina e se aquelas condenações e posturas mancham a moral das Forças Armadas como um todo.

Após a conclusão e esgotamento dos recursos, o STM comunica a decisão ao comandante da Força respectiva. A partir daí, os militares passam por processo administrativo e podem ser expulsos das Forças e declarados "mortos fictícios", deixando pensão para os familiares.

Estão sujeitos a esse tipo de ação oficiais das Forças Armadas condenados, sem mais direito a recursos, a pena privativa de liberdade superior a dois anos por crime militar ou comum. Por causa desse recorte, não será analisado o caso do delator Mauro Cid, tenente-coronel que recebeu pena de dois anos no STF.


Por Ana Pompeu/Folhapress

Por unanimidade, TRE-BA derruba cassação e garante permanência de Laryssa e Orlando nos cargos

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu, por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (8), dar provimento ao recurso apresentado pela prefeita de Ipiaú, Laryssa Andrade Santos Fernandes Dias, e pelo vice-prefeito Orlando dos Santos Ribeiro, reformando a sentença da 24ª Zona Eleitoral que havia determinado a cassação dos mandatos da chapa eleita nas eleições municipais de 2024.

Com a decisão da Corte Eleitoral baiana, Laryssa Dias e Orlando Santos permanecem nos cargos para os quais foram eleitos, e fica afastada, neste momento, a realização de novas eleições no município.

O processo teve origem em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida por adversários políticos, que apontava suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social durante o período eleitoral. Em primeira instância, a Justiça Eleitoral havia julgado a ação procedente, determinando a cassação dos diplomas e mandatos, além da inelegibilidade da prefeita e do vice-prefeito por oito anos.

Durante o julgamento dos recursos, os desembargadores eleitorais analisaram os argumentos apresentados pela defesa, que questionou a consistência das provas utilizadas na condenação. Entre os pontos levantados esteve a ausência dos arquivos originais de áudio e vídeo que teriam dado origem às degravações juntadas ao processo, além da alegada insuficiência de elementos capazes de comprovar a gravidade necessária para caracterizar abuso dos meios de comunicação.

A defesa também sustentou que os conteúdos questionados correspondiam a uma parcela reduzida da programação da emissora de rádio mencionada na ação e que não possuíam potencial para comprometer a igualdade de condições entre os candidatos na disputa eleitoral.

O julgamento contou ainda com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF), que se manifestou pela reforma da sentença. Ao final, os membros do TRE-BA acolheram os recursos e reformaram integralmente a decisão de primeiro grau.

Apesar da decisão favorável à prefeita e ao vice-prefeito, o processo ainda poderá ser objeto de recursos às instâncias superiores da Justiça Eleitoral, a exemplo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão desta segunda-feira representa uma importante reviravolta no cenário político de Ipiaú, mantendo a atual gestão municipal e afastando, por enquanto, a possibilidade de novas eleições no município.
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Eleições 2026: TRE-BA divulga orientações sobre registros de candidaturas /Por Redação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), por meio da Seção de Gerenciamento de Registro de Dados Partidários e de Candidatos (SERPAC), disponibilizou, no último dia 30 de maio, orientações sobre o registro de candidaturas para candidatas(os), partidos, federações e coligações.

As publicações estão disponíveis no portal do Tribunal e incluem checklists de documentos necessários, além de um tutorial temático do procedimento. Para acessar os documentos, pessoas interessadas devem buscar pelo endereço tre-ba.jus.br, clicar no menu “Eleições” no topo da página, depois em “Eleições 2026” e, por fim, escolher a opção “partidos-candidatos e contas eleitorais”.

Como determina a legislação eleitoral, de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, partidos e federações realizam convenções partidárias para decidirem sobre coligações e definir candidatas e candidatos. Após a deliberação, os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto.

Sabatina de Camila Vasquez para o TCM é marcada para esta terça (09) na Assembleia

                Camila Vasquez será sabatinada para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)
A sabatina da integrante do Ministério Público de Contas (MPC) Camila Vasquez para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) foi marcada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, deputado Robinson Almeida (PT), para esta terça-feira (09), a partir das 11h, no plenário do colegiado. O relator será o deputado Luciano Ribeiro (União), que integra o bloco oposicionista.

A indicação de Camila, que é esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB), foi feita no final de semana pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), e deve ser publicada no Diário Oficial do Legislativo nesta segunda (08), em edição extra, ou terça-feira (09). Ela assume no lugar deixado pelo sogro, Mário Negromonte, que deixou o TCE há cerca de um ano.

Ao aceitar o nome da procuradora, Jerônimo analisou uma lista tríplice enviada pelo tribunal e composta pelos nomes de outros dois integrantes do MPC: Guilherme Costa Macêdo e Aline Paim Monteiro do Rego.

Nos bastidores, a demora do governador em efetuar a escolha teve como objetivo aguardar o posicionamento político de Mário Júnior, que, antes de migrar para o PSB, estava no PP, partido que ficou ao lado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).

Atualmente, um conselheiro do TCM recebe salário-base de R$ 37.589,95 por mês. Com adicionais e outras vantagens previstas em lei, a remuneração pode ultrapassar R$ 80 mil mensais.

Antes de assumir o cargo, Camila precisa ser aprovada pelos deputados estaduais em duas etapas. Na primeiro, na CCJ, ela será sabatinada pelos integrantes da comissão e precisará obter a maioria dos votos. Depois, no plenário da Assembleia, a indicação será submetida a votação secreta e precisará receber pelo menos 32 votos favoráveis dos 63 deputados estaduais.

Convoquei reunião extraordinária para amanhã às 11h e designei o deputado Luciano Ribeiro para ser o relator
Por Política Livre

Maioria dos usuários de plano de saúde fica fora do reajuste de 5,11%

                  Percentual definido pela ANS beneficia apenas contratos individuais e familiares

O anúncio do reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), trouxe alívio para parte dos consumidores. No entanto, a medida está longe de representar a realidade da maioria dos beneficiários da saúde suplementar no país. Isso porque o índice vale apenas para contratos individuais e familiares, que atualmente correspondem a uma parcela minoritária do mercado.

Na prática, milhões de brasileiros vinculados a planos coletivos por adesão ou empresariais poderão enfrentar aumentos superiores ao percentual anunciado, uma vez que essas modalidades não estão sujeitas ao teto de reajuste definido anualmente pela agência reguladora.

Mercado mudou - Dados da ANS mostram que os planos coletivos concentram a maior parte dos beneficiários da saúde suplementar. Ao longo dos últimos anos, a oferta de planos individuais diminuiu significativamente, levando consumidores a migrarem para contratos coletivos, que seguem regras distintas para definição dos reajustes.
Para a advogada especialista em Direito da Saúde, Marina Basile, a divulgação do percentual pode gerar uma falsa sensação de proteção para grande parte da população. “Muitas pessoas acreditam que seus contratos estarão protegidos pelo limite de 5,11%, quando, na verdade, estão vinculadas a modalidades que seguem regras diferentes e podem sofrer reajustes muito superiores”, afirma.

Aumentos maiores - Segundo a especialista, a redução gradual da oferta de planos individuais ampliou a exposição dos consumidores a reajustes mais elevados. “Nos últimos anos, observamos uma redução significativa da oferta de planos individuais. Como consequência, milhões de consumidores migraram para contratos coletivos, que possuem regras distintas e frequentemente apresentam reajustes muito acima da inflação e da capacidade financeira das famílias”, destaca.

O cenário ocorre em um momento de aumento dos custos assistenciais, incorporação de novas tecnologias e envelhecimento da população, fatores que têm pressionado as despesas do setor de saúde suplementar.

Direitos do consumidor - Embora o reajuste de 5,11% seja aplicado exclusivamente aos contratos individuais e familiares, Marina Basile ressalta que os beneficiários de todas as modalidades contam com mecanismos legais para questionar cobranças consideradas abusivas. “Para os consumidores que possuem planos individuais e familiares, o índice anunciado pela ANS também representa um importante parâmetro de proteção. Dependendo da análise do contrato e do histórico de reajustes aplicados, é possível discutir judicialmente a adequação dos percentuais cobrados quando houver indícios de abusividade”, explica.

A especialista destaca que a discussão judicial pode envolver não apenas a revisão dos reajustes futuros, mas também a recuperação de valores pagos indevidamente. “Em muitos casos, além da revisão dos reajustes, o consumidor pode buscar a restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos três anos, devidamente corrigidos. É um direito pouco conhecido, mas que pode representar uma recuperação financeira significativa para famílias que suportaram aumentos excessivos ao longo do tempo”, afirma.
Efeito em cadeia - Os reajustes sucessivos dos planos de saúde produzem impactos que vão além do orçamento doméstico. O aumento das mensalidades tem levado parte dos consumidores a cancelar seus contratos, pressionando ainda mais a rede pública de saúde. “Quando os reajustes se tornam incompatíveis com a renda dos consumidores, muitos acabam cancelando seus planos de saúde. Isso gera um efeito em cadeia: aumenta a pressão sobre o SUS, amplia a judicialização da saúde e reduz o acesso da população à assistência privada”, observa Marina Basile.

Para a advogada, a discussão sobre os reajustes dos planos de saúde precisa avançar para além do percentual divulgado anualmente pela ANS. “Estamos diante de uma discussão sobre sustentabilidade, transparência e acesso à saúde. O consumidor precisa compreender que os 5,11% não refletem a realidade da maioria dos contratos existentes no mercado. É fundamental ampliar o debate sobre os reajustes dos planos coletivos e garantir mecanismos mais efetivos de proteção aos usuários”, conclui.

Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão (71) 99964-5552

Carla Santana (71) 99926-6898

PF cumpre buscas contra desembargador suspeito de venda de decisões em MT

A Polícia Federal cumpriu medidas de busca e apreensão nesta segunda-feira (8) em endereços de um desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspeito de participar de um esquema de venda de decisões judiciais.

Os mandados foram expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A operção, de acordo com a PF, tem o objetivo de aprofundar "investigações relacionadas à suposta comercialização de decisões judiciais e à prática de lavagem de dinheiro" no TJ-MT.

O magistrado que é alvo da medida é Dirceu dos Santos, que foi afastado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) do cargo em março. Também foi alvo o deputado estadual Faissal Calil (PL). A reportagem tenta localizar as defesas de ambos.

As apurações tentam identificar se há suspeitas de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

A investigação foi iniciada após a extração de dados em aparelhos celulares de investigados e em compartilhamento de informações com o CNJ, que apontaram a possibilidade de que o desembargador usava o parlamentar como o seu operador financeiro para recebimento de valores de forma indevida.

A PF diz que há suspeitas de "quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias simuladas com terceiros ("laranjas"). As condutas buscavam conferir aparência de licitude ao proveito dos crimes".

"O avanço da análise bancária descortinou uma vultosa movimentação marginal e paralela, incluindo o trânsito de valores em espécie que superam os R$ 3,2 milhões em depósitos e saques", diz a PF, em nota.

"A investigação ainda apontou repasses sem lastro negocial justificado, oriundos de empresas do agronegócio que possuíam litígios agrários em trâmite no tribunal. "

Em março, Dirceu foi afastado pelo CNJ, que apontava que ele movimentou mais de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos.

Segundo o conselho, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do magistrado mostrou uma variação patrimonial "em patamar incompatível" com os rendimentos do juiz.

Na ocasião, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso afirmou, por email, que colabora com as investigações.

Por José Marques/Folhapress

Pataxós bloqueiam estrada no Extremo Sul baiano contra desocupação de área

Indígenas da comunidade Pataxó Aldeia Velha voltaram a interditar a Estrada da Balsa, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro. O fato ocorre desde as 5h da manhã desta segunda-feira (8).

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o bloqueio ocorre em um trecho próximo ao parque aquático, após a Ladeira da Santa, e, até a última atualização, não havia previsão para a liberação da via.

 

Ao site, o cacique Reinaldo Pataxó declarou que a manifestação foi organizada em protesto contra uma decisão da Justiça Federal que determinou a desocupação da Fazenda Santo Amaro, área atualmente ocupada pela comunidade indígena.

 

O líder indígena afirmou ainda que o grupo considera a medida judicial injusta e defende que o território pertence historicamente ao povo Pataxó


“Estamos fechando a Estrada da Balsa em protesto contra a liminar concedida pela Justiça que determina a desocupação da nossa terra, a Aldeia Velha. Consideramos essa decisão injusta, porque a área pertence ao nosso povo. É preciso respeitar os direitos dos indígenas”, declarou.

 

A decisão foi proferida pelo juiz federal Pablo Baldivieso, da Subseção Judiciária de Eunápolis, no âmbito de uma ação movida pela empresa Cosvar Agropecuária Ltda. A área objeto da disputa tem quase 1,2 mil hectares e está localizada no distrito de Arraial d’Ajuda.

 

SEGUNDA OCUPAÇÃO
Esta é a segunda interdição promovida pela comunidade indígena em menos de uma semana em razão do mesmo conflito fundiário. Na noite do último dia 2 de junho, integrantes da Aldeia Velha também bloquearam a Estrada da Balsa em protesto contra a decisão judicial que determinou a desocupação da área.

 

Na ocasião, os manifestantes informaram que o ato tinha como objetivo chamar a atenção para a disputa territorial envolvendo a área reivindicada pelos Pataxó e contestar a ordem de reintegração de posse.

Por: Bahia noticias

Salvador, Feira, Juazeiro, Camaçari, Eunápolis e Jequié estão no top 30 de cidades com maiores reduções de mortes em 2026

As cidades de Salvador, Feira de Santana, Jauzeiro, Camaçari, Eunápolis e Jequié estão no top 30 das cidades baianas com maiores reduções de mortes violentas em 2026.

Entre janeiro e maio, a Polícia registrou uma queda de 20,3% dos crimes graves contra a vida (homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte) em toda a Bahia.

A capital baiana apresentou diminuição de 30,7%, Camaçari contabilizou queda de 41,8%, Feira de Santana fechou com redução de 12,9 e, em Juazeiro, as mortes violentas recuaram 49%.

No Extremo Sul da Bahia, a Polícia registrou redução de 58,6% em Eunápolis e, na região do Médio Rio de Contas, diminuição de 28,6% no município de Jequié.

“A integração entre as Forças Policiais, atuando orientadas pela inteligência, garantido um combate permanente contra as facções, além das ações transversais do Programa Bahia Pela Paz foram fundamentais neste processo contínuo de diminuição das mortes violentas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

REDUÇÕES DE 100%

As cidades de Senhor do Bonfim, São Sebastião do Passé, Acajutiba, Nova Soure e Igrapiúna apresentaram reduções de 100% das mortes violentas entre janeiro e maio de 2026.

Ações integradas das Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública resultaram em zero crime letal nos municípios.

OUTRAS CIDADES

Completam a lista das 30 cidades baianas com maiores quedas de mortes violentas em 2026, Dias D’Ávila, Paulo Afonso, Santo Amaro, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Ibotirama, Camamu, Valença, Ilhéus, Candeias, Alcobaça, Cachoeira, Iaçu, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Capim Grosso, Coaraci, Correntina e Serrinha.

Esta é uma ação do Bahia pela Paz, Programa estratégico do Governo da Estado para prevenção e redução da violência letal, voltado a crianças., adolescentes e jovens, em situação de alta vulnerabilidade social, e suas famílias.
Fonte: ASCOM SSP

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