Confira os candidatos a deputado estadual e federal mais votados em Ipiaú

Os eleitores de Ipiaú também definiram, no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4), suas preferências para as vagas de deputado estadual e deputado federal. Os números da apuração municipal mostram a concentração de votos em candidatos com atuação política em Ipiaú e na região.

Na disputa para deputado estadual, Niltinho (PSD) terminou na primeira colocação no município, com 3.754 votos. Logo depois aparecem Sandro Régis (União Brasil), com 3.325 votos, e Patrick Lopes (Avante), que recebeu 2.633 votos. Os dados divulgados a partir da apuração do TSE confirmam ainda Diego Castro com 477 votos, completando os dez primeiros.

Deputados estaduais mais votados em Ipiaú
  1. Niltinho (PSD) – 3.754 votos
  2. Sandro Régis (União Brasil) – 3.325 votos
  3. Patrick Lopes (Avante) – 2.633 votos
  4. Eduardo Alencar (PSD) – 1.893 votos
  5. Marcel (PT) – 1.187 votos
  6. Rowenna (PT) – 901 votos
  7. Hassan de Zé Cocá (PP) – 698 votos
  8. Andrea Castro (PSD) – 633 votos
  9. Jurailton Santos (Republicanos) – 487 votos
  10. Diego Castro (PL) – 477 voto
Já para deputado federal, o mais votado em Ipiaú foi Antonio Brito (PSD), que recebeu 3.933 votos. Mario Negromonte Jr. (PSB) ficou em segundo lugar, com 2.596 votos, seguido por Robinho (União Brasil), com 1.705 votos.

Deputados federais mais votados em Ipiaú:
  1. Antonio Brito (PSD) – 3.933 votos
  2. Mario Negromonte Jr. (PSB) – 2.596 votos
  3. Robinho (União Brasil) – 1.705 votos
  4. Leur Lomanto Junior (União Brasil) – 1.645 votos
  5. Jorge Solla (PT) – 1.166 votos
  6. Sandro Filho (PP) – 935 votos
  7. Vanuza do Cacau (Republicanos) – 878 votos
  8. Paulo Magalhães (PSD) – 839 votos
  9. Dal Barreto (União Brasil) – 729 votos
  10. Léo Prates (Republicanos) – 699 votos
Os números representam exclusivamente a votação registrada em Ipiaú e, portanto, não significam necessariamente que os candidatos tenham sido eleitos. Para os cargos de deputado estadual e federal, a definição das vagas ocorre pelo sistema proporcional, levando em consideração também o desempenho dos partidos e federações.

Na votação para deputado federal em Ipiaú também foram registrados 1.097 votos em branco e 958 nulos. Para deputado estadual, foram 1.138 brancos e 952 nulos.
Por: Giro Ipiaú

União Brasil-PP sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

A cúpula da federação União Brasil-PP sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da disputa presidencial por considerar que a eleição já está definida. A expectativa é de que outros partidos do chamado centrão sigam o mesmo caminho a partir desta segunda-feira (5).

A performance de Flávio Bolsonaro surpreendeu lideranças desse grupo político, que esperavam vantagem de Lula (PT) no 1º turno, ainda que apertada. Com 99,93% das urnas apuradas, o senador conquistou 47,05% dos votos válidos, enquanto o petista teve 45,14%.

Eventuais apoios do centrão a Flávio Bolsonaro apontam uma expectativa de poder no novo governo. Tradicionalmente, partidos que chegam primeiro às alianças tendem a ser privilegiados na partilha de espaços, como ministérios e outras fatias da máquina pública.

Para o candidato, receber o apoio fortalece a candidatura e pavimenta uma futura aliança para a governabilidade. União Brasil e PP, que estão federados e funcionam como um só partido, projetam eleger cerca de 115 deputados e poderiam oferecer a um eventual governo bolsonarista maioria na Câmara.

A federação convocou uma reunião em Brasília para a próxima terça-feira (6), às 16h, com as bancadas de deputados e senadores eleitos. A ideia é ouvir as lideranças regionais, com tendência a apoiar Flávio Bolsonaro e liberar, sem punição, diretórios estaduais para apoiar Lula.

Os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira devem participar. Ambos estão propensos a apoiar Flávio Bolsonaro, especialmente Nogueira. Senador pelo Piauí, ele foi derrotado neste domingo graças a uma participação direta de Lula no estado, que tem tendência petista.

Nogueira tinha um pacto de não agressão com Lula no Piauí. O acordo, revelado pela Folha, foi rompido quando o petista foi ao estado, chamou o presidente do PP indiretamente de "vira-lata" e apoiou os agora senadores eleitos Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).

Segundo aliados, Rueda e caciques do União Brasil têm mantido mais cautela. O grupo quer condicionar eventual aliança com Flávio Bolsonaro a um apoio do PL à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado, em fevereiro de 2027. Nogueira, a partir de fevereiro sem mandato, também precisa de um espaço e pode negociar a participação num ministério, dizem aliados.

Enquanto isso, o cenário no MDB é incerto. O partido tendia à neutralidade, mantida graças ao poder da ala ligada ao presidente Lula. As urnas, porém, enfraqueceram esse grupo: o senador Renan Calheiros (AL) perdeu a reeleição, Renan Filho foi derrotado na disputa ao governo de Alagoas e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho, não conseguiu eleger um sucessor, apesar de ter vencido a disputa pelo Senado.

O grupo lulista contou com algumas vitórias, porém, com as reeleições dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (PB), Marcelo Castro (PI) e Eduardo Braga (MDB). A ala bolsonarista é liderada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que já pediu votos por Flávio no primeiro turno.

Já o Republicanos vive uma encruzilhada. Flávio Bolsonaro tem uma relação fria com o presidente do partido, o deputado Marcos Pereira (SP). O candidato sequer procurou o dirigente nas semanas que antecederam o primeiro turno, segundo pessoas próximas.

O partido abriga uma forte ala bolsonarista, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ao mesmo tempo, tem o presidente da Câmara, Hugo Motta, que fez campanha para Lula na Paraíba. O pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), não teve apoio de Lula e foi derrotado para o Senado.

A tendência é a neutralidade, com a liberação para cada diretório apoiar qualquer um dos candidatos. A ideia é proteger o presidente da Câmara, que enfrentou dificuldades com os bolsonaristas e se aproximou de Lula para fortalecer sua base de apoio na Casa.

O Solidariedade e o PRD, que estão numa federação e disputaram juntos a eleição, se reuniram nesta semana para decidir se continuam neutros ou declaram apoio a Flávio.

Um apoio formal dos partidos no segundo turno tem efeitos mais simbólicos que práticos. No primeiro turno, o tamanho da chapa influencia no tempo de TV e rádio. Na disputa direta, essa divisão é feita de maneira igualitária entre os dois candidatos.

Por Augusto Tenório e Raphael Di Cunto/Folhapress

Novo vai declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Partido se junta às legendas de centro que também devem declarar apoio ao bolsonarista
"O partido Novo vai declarar, nos próximos dias, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno."

A legenda, de Romeu Zema, vai se juntar aos partidos de centro que também devem anunciar apoio ao bolsonarista nesta semana, como o PP e o União Brasil.

O partido ainda conquistou 15 cadeiras em Assembleias Legislativas espalhadas pelo país.

Zema obteve pouco mais de 300 mil votos nas eleições - apenas 0,27% do total. A legenda já não esperava um resultado tão expressivo, mas integrantes do partido reconhecem que o resultado na disputa presidencial ficou muito aquém do esperado.

O partido, no entanto, conseguiu cumprir a cláusula de barreira, que era o principal objetivo da legenda. O Novo elegeu 10 deputados e três senadores. A meta era eleger até 20 parlamentares no Congresso Nacional.

Para o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, o resultado consolida a presença nacional do partido. "Mais do que cumprir uma exigência legal, o resultado mostra que o Novo ampliou sua presença pelo país", declarou.

Por Gabriela Echenique, Folhapress

Filho de Geraldo Júnior, Matheus Ferreira perde reeleição para a Assembleia; veja a lista de eleitos

O deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), filho do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), não conseguiu renovar o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições deste domingo (4). Com 41.855 votos, ele ficou na quarta colocação entre os candidatos do partido.

À frente dele ficaram Bete de Zé de Agdônio, irmã do atual prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio (MDB), que recebeu 44.723 votos, mas também não foi eleita; Carlinhos Sobral, ex-prefeito de Coronel João Sá, eleito com 73.274 votos; e Rogério Andrade, que renovou o mandato com 93.451 votos.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, o MDB conseguiu eleger apenas Ricardo Maia, que renovou o mandato com 147.981 votos.

Jayme Vieira Lima, primo do ex-ministro Geddel Vieira Lima e ex-presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), ficou de fora da Câmara mesmo após alcançar mais de 115 mil votos.

Confira a lista dos deputados estaduais eleitos pela Bahia:
  1. Ivana Bastos (PSD)
  2. Diego Castro (PL)
  3. Rowenna (PT)
  4. Dr. Thiago Gilleno (Republicanos)
  5. Denise Menezes (PSD)
  6. Elinaldo (União Brasil)
  7. Rosemberg (PT)
  8. Alex da Piatã (PSD)
  9. Pedro Tavares (União Brasil)
  10. Rogério Andrade (MDB)
  11. Luciano Pinheiro (PDT)
  12. Sandro Régis (União Brasil)
  13. Osni (PT)
  14. Cinthya Marabá (PL)
  15. Angelo Almeida (PT)
  16. Samuel Júnior (PL)
  17. Andrea Castro (PSD)
  18. Vilma Reis (PT)
  19. Marcinho Oliveira (PDT)
  20. Tancredo Isidório (Avante)
  21. Léo de Neco (Avante)
  22. Igor (PL)
  23. Niltinho (PSD)
  24. Júlio Pinheiro (PT)
  25. Jânio Natal Júnior (PL)
  26. Juvenilson Passos (PT)
  27. Hassan de Zé Cocá (PP)
  28. Zé Raimundo (PT)
  29. Ricardo Rodrigues (PSD)
  30. Junior Muniz (PT)
  31. Carlinhos Sobral (MDB)
  32. Eduardo Alencar (PSD)
  33. Junior Nascimento (União Brasil)
  34. Cláudia Oliveira (PSD)
  35. Bobô (PCdoB)
  36. Dr. Pitágoras (PP)
  37. Angelo Coronel Filho (Republicanos)
  38. Kleber Rosa (PSOL)
  39. Vitor Azevedo (Avante)
  40. Silva Neto (Avante)
  41. Tiago Correia (PSDB)
  42. Paulo Câmara (PL)
  43. Fabrício (PCdoB)
  44. Penalva (PP)
  45. Roberto Carlos (PV)
  46. Ludmilla Fiscina (PSD)
  47. Robinson (PT)
  48. Fátima Nunes (PT)
  49. Eduardo Salles (PV)
  50. Tagner (PT)
  51. Jurailton Santos (Republicanos)
  52. Luciano Simões Filho (União Brasil)
  53. Zó do Sertão (PCdoB)
  54. Marquinho Viana (PV)
  55. João de Furão (Avante)
  56. Neusa Cadore (PT)
  57. Euclides Fernandes (PT)
  58. Neto Coelho (PDT)
  59. Soldado Prisco (PL)
  60. José de Arimateia (Republicanos)
  61. Jordavio Ramos (PSDB)
  62. Josafá Marinho (PDT)
  63. Cacau da Mata (PDT)
Por Política Livre

Senado terá ao menos 49 congressistas a favor de impeachment no STF, 5 abaixo do mínimo

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas, segundo levantamento da Folha. Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

Hoje, 14 senadores que têm mais quatro anos de mandato já se posicionaram a favor da abertura de processos por crimes de responsabilidade contra ministros do Supremo. A partir do próximo ano, eles se somarão aos 35 que foram eleitos neste domingo (4) e que também endossam a medida.

É o caso, por exemplo, de Michelle Bolsonaro (PL) e de Bia Kicis (PL), eleitas com recorde de votos pelo Distrito Federal, e de Guilherme Derrite (PP), por São Paulo, e Carlos Portinho (PL), pelo Rio de Janeiro.

Entre os recém-eleitos, 29 foram apoiados pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que terminou a primeira etapa da disputa ao Planalto à frente de Lula (PT). O filho de Jair Bolsonaro (PL) divulgou uma lista com 48 nomes —ou seja, Flávio conseguiu emplacar 60% dos aliados.

Os dados levam em consideração a troca de mandato de Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR). Eles apoiam o impeachment de ministros do STF, mas foram eleitos governadores em seus estados e seus suplentes não têm declarações públicas sobre o tema.

O PL também terá a maior bancada no Senado a partir do próximo ano, com 28 congressistas. Elegeu 19 só neste domingo e, com isso, terá cerca de três vezes mais representantes na Casa do que o PT, que é o segundo maior partido nessa lista, com nove senadores —foram eleitos seis neste ano.

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segura os pedidos de impeachment contra ministros do STF. Além disso, num aceno a Lula, pautou para esta terça (6) a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. O petista quer colocar Flávio Bolsonaro contra a parede, forçando o senador a se posicionar sobre o projeto.

O grupo político bolsonarista trabalha com a ideia de eleger o coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), ou a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS), para a presidência do Senado.

Marinho é favorito do bolsonarismo, por ser mais alinhado às pautas ideológicas do grupo. Já Tereza Cristina é vista como um nome capaz de angariar apoio de uma ala maior do centrão, mas ela não se manifestou de maneira clara sobre apoiar ou não o impeachment de ministros do STF.

Alcolumbre tem mandato de senador até 2030 e trabalha para conter deserções do centrão para o bolsonarismo. Também busca apoio da base do presidente Lula para se reeleger para a cúpula do Senado na próxima legislatura. O senador havia rompido com o Palácio do Planalto ao articular a rejeição de Jorge Messias ao STF.

Levantamento da Folha indicou que 116 dos 207 candidatos mais competitivos ao Senado apoiavam o impeachment de ministros do STF.

O principal alvo dos bolsonaristas é o ministro do STF Alexandre de Moraes. Relator do processo da trama golpista, ele foi o condutor do julgamento que levou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro —condenado pelo Supremo a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Caso Master

Embora a retirada de ministros do principal tribunal do país tenha sido abraçada principalmente pela base bolsonarista, a pauta também passou a ser defendida por candidatos mais moderados e até mesmo de esquerda.

A mudança foi motivada pelas revelações ligando ministros do STF a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No ano passado, Vorcaro foi preso por liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Até o momento, 3 dos 10 ministros do Supremo tiveram algum tipo de relação com o ex-banqueiro, conforme mostram mensagens obtidas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro —além de Moraes, os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

De acordo com relatório da corporação, Moraes editou contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Master. Além disso, ele é apontado como possível interlocutor de Vorcaro, tendo o empresário perguntado ao ministro se deveria sair do país dois dias antes de ser preso pela PF.

Sobre Dias Toffoli, a Folha revelou que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes.

Além de Moraes e Toffoli, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, também do STF, aparece como um dos nomes revelados recentemente na lista de conexões de Vorcaro.

Chama a atenção o contrato de R$ 427 milhões firmado entre o Master e a advogada Camilla Ramos, esposa do juiz federal Newton Ramos, que é ligado a Kassio. Além disso, o conteúdo do celular do ex-banqueiro revelou mensagens sobre supostos pagamentos de Vorcaro ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques.

Por Augusto Tenório, Anna Júlia Lopes e Isadora Albernaz/Folhapress

Eleição para a Câmara dos Deputados deixa de fora ‘figurões’ da política baiana; veja os eleitos /Por Política Livre

Lídice da Mata (PSB), Arthur Maia (União), Bacelar (PV) e Paulo Magalhães (PSD), que estão entre os mais tradicionais deputados federais da Bahia, não conseguiram renovar os mandatos na eleição deste domingo (4), que teve como uma das marcas a renovação de 23,1% das 39 cadeiras reservadas ao estado.

Além deles, também não conseguiram se reeleger nomes como Jorge Araújo (PP), que retorna à Câmara Municipal de Salvador, e Marcelo Nilo (Republicanos). Outros que pretendiam voltar, como o ex-secretário de Governo da Prefeitura de Salvador Cacá Leão (PP), também ficaram pelo caminho, apesar do alto investimento político e do apoio da vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT).

Entre os novatos, destaque para Sandro Filho (PP), vereador de Salvador que cresceu na reta final da campanha e se tornou o deputado federal mais jovem eleito pela Bahia, com apenas 21 anos. Foi o único representante do Legislativo municipal da capital eleito neste pleito.

Outros que chegam pela primeira vez à Câmara são Lucas Reis (PT), assessor do senador reeleito Jaques Wagner (PT); Ditinho Avivip (União), empresário de Santo Antônio de Jesus; e Manuel Rocha (União), que era deputado estadual e vai assumir o mandato no lugar do pai, o deputado federal José Rocha (União), que se aposenta da política.

Filho do senador Otto Alencar (PSD), Daniel Alencar (PSD) também foi eleito, embora não como o mais votado, como esperava. Ele ficou na quarta colocação, com pouco mais de 192 mil votos. O primeiro foi Pastor Sargento Isidório (Avante), com mais de 248 mil.

No PSB, entrou Mário Negromonte Júnior e saiu Lídice da Mata. No PL, a novidade foi a eleição da bolsonarista Raissa Soares, conhecida como “doutora Cloroquina”. Candidato de Flávio Bolsonaro (PL), Leandro de Jesus (PL) ficou de fora.

Abaixo a lista completa dos eleitos e reeleitos.

Federação União-Progressista
  1. Sandro Filho (PP)
  2. Elmar Nascimento (União)
  3. Dal Barreto (União)
  4. Ditinho Avivip (União)
  5. Cláudio Cajado (PP)
  6. Leur Lomanto Júnior (União)
  7. Paulo Azi (União)
  8. Manuel Rocha (União)
PSD
  1. Antonio Brito
  2. Daniel Alencar
  3. Gabriel Nunes
  4. Sergio Brito
  5. Raimundo da Costa
  6. Charles Fernandes
PDT
  1. Félix Mendonça Júnior
MDB
  1. Ricardo Maia
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV
  1. Lucas Reis (PT)
  2. Ivoneide Caetano (PT)
  3. Jorge Solla (PT)
  4. Valmir Assunção (PT)
  5. Afonso Florence (PT)
  6. Maria Marighella (PT)
  7. Joseildo (PT)
  8. Daniel (PCdoB)
  9. Olivia Santana (PCdoB)
  10. Alice Portugal (PCdoB)
PSDB
  1. Carlos Muniz - NOVO
  2. Adolfo Viana
Avante
  1. Pastor Sargento Isidório
  2. Neto Carletto
  3. Elmo Vaz - NOVO
PSB
  1. Mario Negromonte Jr
Republicanos
  1. Diego Coronel
  2. Léo Prates
  3. Márcio Marinho
PL
  1. Doutora Raissa Soares - NOVA
  2. Roberta Roma
  3. Capitão Alden
  4. João Bacelar

5º Boletim: confira as principais informações das eleições neste domingo (4)

Acesse a íntegra do 5º Boletim Informativo do 1º turno das Eleições 2026: 

Jerônimo Rodrigues (PT) é reeleito governador da Bahia no 1º turno

Com 99,99% das urnas apuradas, Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia no 1º turno. Ele obteve 4.626.265 votos, o equivalente a 55,80% dos votos válidos. Seu vice na chapa é Geraldo Júnior, atual vice-governador do estado.

Jerônimo Rodrigues é indígena, natural de Aiquara (BA) e tem 61 anos. Atua como engenheiro agrônomo, professor universitário e servidor público estadual. Ao longo da carreira, ocupou vários cargos, entre eles o de secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento Agrário, secretário de Desenvolvimento Rural e secretário da Educação. Em 2022, foi eleito governador do estado em sua primeira disputa eleitoral. Concorreu à reeleição pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil (PDT/MDB/PSB/PSD/Avante/Federação Brasil da Esperança).

JC/JP/DB

ACM Neto critica campanha de Jerônimo após derrota no primeiro turno

Com 99,99% das urnas apuradas até 0h11 desta segunda-feira (5), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o 2º turno para a Presidência da República nas Eleições Gerais 2026.

Flávio recebeu 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.876.617 votos, o que corresponde a 45,16%.

Foram registrados 2.300.781 votos brancos (1,84%) e 3.674.149 votos nulos (2,93%). O total de votos válidos corresponde a 125.272.513.

Perfis

Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, ex-deputado estadual e atual senador pelo Rio de Janeiro. Natural de Resende (RJ), disputa o cargo pela primeira vez e tem como candidato a vice-presidente o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), de 56 anos.

Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, é natural de Garanhuns (PE). Foi presidente da República entre 2003 e 2010 e, atualmente, exerce seu terceiro mandato (2023-2026). Candidato à reeleição, tem como candidato a vice-presidente o médico e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), de 73 anos.

MC/JP/DB

Com 10,3% das urnas baianas apuradas, Rui Costa e Jaques Wagner lideram a disputa para o Senado Federal domingo, Por Ronne Oliveira

Foto Montagem: Reprodução / Bahia Notícias
As urnas das 417 cidades baianas estão sendo contadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (4º) de eleições ordinárias de 2026. A Bahia conta com um eleitorado de 11,3 milhões de pessoas. Com a apuração de 10% das seções totalizadas até o momento, os candidatos Rui Costa (PT) e XXXX (X) estão à frente da disputa, com 28,65% e 26,11% dos votos, respectivamente.

Embora ainda falte contabilizar a maior parte dos votos, os primeiros resultados mostram a consolidação das posições iniciais. Os votos registrados para os candidatos que disputam as vagas no Senado apresentam a seguinte configuração parcial:

CADEIRAS FICARAM COM:
  • Rui Costa (PT – 133): 28,65% (391.501 votos)
  • Jaques Wagner (PT – 130): 26,11% (356.898 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS – 100): 20,95% (286.346 votos)
  • João Roma (PL – 222): 20,95% (286.281 votos)
  • Professora Delliana (PSOL – 500): 2,35% (32.085 votos)
  • Marcelo Carvalho (REDE – 180): 0,53% (7.244 votos)
  • Carlos Sodré (MOBILIZA – 333): 0,17% (2.317 votos)
  • Gregorio Gould (UP – 800): 0,13% (1.733 votos)
  • Marcelo Santtana (DC – 277): 0,11% (1.540 votos)
  • Marcelo Millet (PCO – 290): 0,05% (716 votos)
DADOS GERAIS
  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314
  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 96.782
  • Comparecimento: 77.252 (79,82%)
  • Abstenção: 19.530 (20,18%)
  • Votos em Branco: 19.630 (12,71%
  • Anulados Sub Judice: 10.539 (6,82%)
  • Nulos: 0
É possível acompanhar a evolução dos votos e os comentários ao vivo com os editores do Bahia Notícias (BN) logo abaixo. Confira logo abaixo:

Dilma Rousseff é vaiada ao chegar para votar em Belo Horizonte Por O Estado de S. Paulo

A ex-presidente Dilma Rousseff, de 78 anos, foi vaiada enquanto votava em Belo Horizonte (MG) neste domingo, 4. As vaias começaram enquanto Dilma aguardava na fila, quando eleitores vestidos com a camisa da seleção brasileira começaram os insultos.

Em defesa da ex-presidente, eleitores vestidos de vermelho começaram a gritar: "Olê, olê, olê, olá, Dilma. Dilma". Houve um princípio de empurra-empurra, que foi logo apartado por apoiadores da ex-presidente. Dilma foi chamada de "ladra" por opositores e de "mãe da pátria brasileira" por simpatizantes. Quando parecia que a situação poderia escalar, ela foi levada para a sala de votação.

Vestida de vermelho, Dilma cumprimentou os mesários de sua seção eleitoral no Colégio Santa Marcelina, na Pampulha. A economista estava acompanhada do sobrinho-neto Pedro Rousseff (PT), que é candidato a deputado federal.

Dilma Rousseff foi eleita presidente duas vezes, em 2010 e 2014. Ela sofreu impeachment em 2016.
Por O Estado de S. Paulo

Marcel Hohlenwerger vota em Ipiaú e reafirma compromisso com o Médio Rio de Contas e toda a Bahia

Candidato votou na manhã deste domingo (4), na Escola Municipal Professora Celestina Bittencourt, acompanhado da esposa, Carolina Maria Hohlenwerger, e destacou o desejo de trabalhar pelo povo
O candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger (PT-13073) dirigiu-se à fila da seção 117 para registrar seu voto.

“Hoje exerço o ato máximo da democracia e da cidadania, com gratidão e esperança. Essa missão carrega o desejo de trabalhar pelo povo e para o povo do nosso território e de toda a Bahia, ouvindo as pessoas e construindo oportunidades para transformar vidas”, afirmou Marcel.

Marcel também declarou confiança na reeleição de Lula e Jerônimo Rodrigues no primeiro turno.

Durante a passagem pelo local de votação, Marcel foi cumprimentado por eleitores e recebeu manifestações de apoio e desejos de vitória.
Fábio Rodella/Assessor de imprensa
DRT 5776/BA

Ipiaú: Jovem é baleado após criminosos invadirem residência no bairro Aparecida

 

Foto: Giro Ipiaú
Uma tentativa de homicídio foi registrada na madrugada deste domingo (04), em Ipiaú. Segundo informações apuradas pelo GIRO, criminosos invadiram uma residência na Rua das Flores, no bairro Aparecida, e tentaram matar um morador. Moradores da localidade relataram ter ouvido vários disparos. Um jovem identificado como Carlos Daniel Santana, de 20 anos, foi atingido por um tiro em uma das pernas e no pé direito. 

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Ipiaú (HGI) e, posteriormente, transferido para o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié. No momento do atentado, Daniel estava no imóvel com outro irmão. 

Os criminosos fugiram por um matagal na localidade. A Polícia Militar esteve no local, colheu informações sobre os suspeitos e realizou rondas na tentativa de localizá-los. Até a publicação desta matéria, porém, ninguém havia sido preso. A autoria e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil.

PF divulga balanço parcial da atuação nas Eleições 2026

Até às 15h10 deste domingo (4/10), foram apreendidos R$789.828,50 em bens e valores, sendo R$ R$383.627,50 em espécie
Brasília/DF. A Polícia Federal atua, em todo o território nacional, na prevenção e repressão a crimes eleitorais e na apuração de fatos de competência da Justiça Eleitoral, durante as Eleições Gerais de 2026.

Até às 15h10 deste domingo (4/10), foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática de crimes eleitorais

As ocorrências foram registradas nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina e Piauí e no Distrito Federal.

Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas, e foram apreendidos R$789.828,50 em bens e valores, sendo R$ R$383.627,50 em espécie.

Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.

A Polícia Federal ressalta que os valores de bens e dinheiro em espécie apresentados neste balanço são preliminares e ainda passarão por validação.

Dados de 2026

Até às 15h10 deste domingo (4/10), a Polícia Federal havia instaurado 1.300 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.

O valor de bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou mais de R$ 46,5 milhões, dos quais cerca de R$ 30,6 milhões correspondem a apreensões de dinheiro em espécie.

Os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.

Acompanhe em tempo real as ações da Polícia Federal no combate a crimes eleitorais pelo painel BI: https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZjBhMDkyY2UtMjY1Zi00Mjg5LTgyNjUtNjYyZmQyNzNiMzdiIiwidCI6IjU2YzFlMmZiLTg3YzEtNGRlMC1hNmFjLWQwNTY2YzA4Y2U2NiJ9

Balanço atualizado às 15h10.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

PF prende homem em flagrante por suspeita de compra de votos em Manaus

Manaus/AM. A Polícia Federal lavrou, neste sábado (3/10), prisão em flagrante de um homem por crimes após condução realizada por equipe da Polícia Militar.

A ocorrência teve início durante abordagem a um veículo, quando os policiais militares localizaram a quantia de R$ 70.800,00 em espécie, além de grande quantidade de material de propaganda eleitoral ("santinhos") de candidatos e uma lista contendo nomes e números de telefone de terceiros.

Diante dos elementos encontrados e após análise da situação pela Polícia Federal, um dos conduzidos teve sua condução convertida em prisão em flagrante pela suposta prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.

O preso foi encaminhado para os procedimentos de polícia judiciária e permanecerá à disposição da Justiça Eleitoral. O material apreendido será submetido à análise no âmbito das investigações, que prosseguem para apurar todas as circunstâncias dos fatos e eventual participação de outras pessoas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

PF deflagra a Operação Desassoreamento para apurar suspeita de compra de votos no Piauí


Teresina/PI. A Polícia Federal deflagrou, neste domingo (4/10), a Operação Desassoreamento, com o objetivo de apurar a possível prática de captação ilícita de sufrágio, conhecida como compra de votos, e de outros crimes eleitorais relacionados às eleições estaduais no Piauí.

Na ação deste domingo de eleições, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, todos localizados em Teresina, além de busca pessoal e veicular. As medidas foram expedidas pelo 1º Juízo das Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral.

Já neste sábado (3/10), a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão em imóvel e veículo.

A investigação teve início após o recebimento de denúncia indicando que um imóvel estaria sendo utilizado como ponto de apoio para a distribuição de valores destinados à cooptação de eleitores.

Durante as diligências preliminares, policiais federais identificaram intensa movimentação de pessoas no local, algumas delas transportando volumes, além da presença frequente de carros com propaganda eleitoral. Também foram registradas visitas de um candidato investigado ao imóvel. Os elementos reunidos subsidiaram a representação pelas medidas de busca e apreensão, posteriormente autorizadas pela Justiça Eleitoral.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais de propaganda eleitoral, cestas básicas, listas contendo nomes de lideranças políticas e possíveis eleitores, além de documentos e outros objetos de interesse para a investigação.

Todo o material arrecadado será submetido às análises pericial e investigativa, com a finalidade de esclarecer sua origem e destinação, bem como sua eventual relação com os fatos apurados.

As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar eventuais responsabilidades.

Comunicação Social da Polícia Federal no Piauí

Apesar de momento favorável, percepção negativa sobre economia estanca votos em Lula

A percepção sobre a economia ajuda a explicar o teto rebaixado das intenções de voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final do primeiro turno e o aumento das chances de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo especialistas, embora a economia atravesse um momento macroeconômico favorável, o governo tem falhado em converter esses indicadores em capital político, abrindo caminho para a reação da oposição.

Na avaliação de Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados e colunista da Folha, a economia vive um bom momento em termos de atividade, emprego e geração de renda, oferecendo dados concretos que poderiam sustentar uma percepção positiva do eleitorado.

Esse diagnóstico vai ao encontro da análise do cientista político Antônio Lavareda, para quem o principal erro do governo foi não ter disputado a narrativa econômica.

Ao deixar que notícias sobre endividamento, inadimplência e preços elevados dominassem o debate, o Palácio do Planalto permitiu que a percepção sobre a economia ficasse significativamente pior do que a avaliação que os brasileiros fazem de suas próprias vidas e, principalmente, do otimismo com o futuro.

"O governo nunca enfrentou a narrativa da oposição de que a economia está no rumo errado. Esse tipo de propaganda não existiu", diz Lavareda.

A oposição, por outro lado, teria sido eficiente em explorar a percepção de que a comida continua cara, com Flávio Bolsonaro aparecendo em supermercados e usando spots na internet e na televisão.

Para Vale, essa estratégia, somada à disseminação de fake news nas redes sociais, dificulta que a população perceba a melhora dos indicadores.

Ele afirma ainda que há um certo "cansaço" em relação a Lula, que acabou prejudicado também com a recente crise envolvendo o STF. Vale compara esse ambiente a um "mini 2013" institucional, referência aos protestos no país naquele ano. "Neste cenário, a economia de Lula pode muito, mas não pode tudo", diz.

Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, apesar dos bons indicadores de emprego e renda, o endividamento das famílias tem pesado fortemente na percepção econômica do eleitor.

"Houve uma disseminação do crédito com a maior bancarização, que vem desde o governo Jair Bolsonaro. Essa conta chegou", diz. "Há também um cansaço em relação ao discurso de Lula, até mais na forma do que no conteúdo."

Dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostram que 82% das famílias tinham dívidas a vencer em agosto, o maior nível da série histórica iniciada em 2010. O índice era de 79% no mesmo mês de 2022. A parcela de famílias inadimplentes chegou a 29,9%.

Em termos de percepção econômica, embora 43% dos brasileiros avaliem como ótima ou boa a própria situação financeira, quase metade a considera regular, e uma parcela semelhante afirma que o dinheiro disponível não é suficiente para manter o orçamento.

Segundo pesquisa Datafolha, 45% classificam a situação financeira pessoal e familiar como regular, enquanto 12% dizem que ela é ruim ou péssima.

Quando a pergunta trata especificamente da renda, 34% afirmam que o dinheiro que ganham, somado ao da família, não é suficiente e às vezes falta. Outros 15% dizem que a renda é muito baixa e traz muitas dificuldades. Ao todo, portanto, 49% relatam algum grau de insuficiência financeira.

O quadro é particularmente desfavorável entre os segmentos que concentram a maior parte do eleitorado. Apenas 36% dos entrevistados com ensino fundamental consideram sua situação financeira ótima ou boa. O percentual cai para 33% entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos e para 32% nas classes D e E.

Há, porém, um paradoxo importante: mesmo entre os grupos que pior avaliam a própria situação atual, predomina a expectativa de melhora: 65% dos integrantes das classes D e E acreditam que sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses, assim como 62% dos entrevistados com ensino fundamental. No conjunto da população, 71% esperam alguma melhora.

Em relação aos preços dos alimentos, fator que pesa entre eleitores mais pobres, segundo levantamento do economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, o poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica melhorou desde 2022.

Em agosto de 2026, o salário mínimo de R$ 1.621 comprava o equivalente a 1,8 cesta básica em São Paulo, contra 1,62 em agosto de 2022.

O mesmo ocorre com a renda do trabalho. O rendimento médio brasileiro chegou a R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor comprava 4,07 cestas básicas, acima das 3,54 de agosto de 2022.

Na última pesquisa Datafolha antes da votação, Lula aparece com 47% dos votos totais no segundo turno, contra 46% de Flávio, em empate dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, o petista tinha 48%, e o adversário, 45%.

A curva de Flávio, porém, é ascendente. Em cerca de dez dias, o candidato avançou de forma consistente em praticamente todos os grupos considerados mais sensíveis pelo bolsonarismo, entre eles classe média, Sudeste, homens e evangélicos.
Lula Por Fernando Canzian/Folhapress

Veja o que você precisa saber para votar com tranquilidade neste domingo (4)

Confira horários, documentos, ordem de votação, regras para a cabine e outras orientações para o 1º turno
Neste domingo (4), mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores poderão ir às urnas no 1º turno das Eleições Gerais de 2026. Serão escolhidos presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Confira as principais orientações para votar com tranquilidade.

Horário de votação

A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila até o horário de encerramento poderá votar.

Nos estados com diferença de fuso horário, a votação ocorrerá da seguinte forma nos horários locais:
  • Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima: das 7h às 16h;
  • Acre: das 6h às 15h;
  • Amazonas: das 6h às 15h em 11 municípios e das 7h às 16h em outras 51 cidades.
Documentos para votar

O eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O e-Título também pode ser usado como documento de identificação, desde que o aplicativo apresente a foto do eleitor, o que depende do cadastro biométrico.

Consulte o local de votação

Antes de sair de casa, confira o local e a seção eleitoral no e-Título ou nos portais do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Ordem de votação

Na urna, a ordem para votar será:

1. deputado federal;
2. deputado estadual ou distrital;
3. senador – 1ª vaga;
4. senador – 2ª vaga;
5. governador;
6. presidente da República.

Para evitar erros, o eleitor pode treinar no Simulador de Votação e levar uma colinha de papel com os números das candidaturas.

Atenção ao uso de celular

Não é permitido levar celular, câmera, filmadora ou qualquer outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto para a cabine, mesmo que esteja desligado.

Antes de votar, o aparelho deve ser deixado em local indicado pela mesa receptora.

Quem tem preferência para votar?

Pessoas com mais de 80 anos têm prioridade absoluta. Também têm preferência candidatos, juízes e auxiliares eleitorais em serviço, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais, policiais militares em serviço, pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo, doadores de sangue e pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, obesidade, doença ou transtorno do espectro autista.

O que pode e o que não pode?

No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência por candidato, partido ou federação, por meio de bandeiras, broches, adesivos e camisetas.

É proibido realizar manifestações coletivas ou ruidosas, aglomerações com propaganda, abordagem ou aliciamento de eleitores, distribuição de camisetas e derrame de santinhos.

Também são crimes o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comícios e carreatas, a propaganda de boca de urna e a divulgação de propaganda de partido ou candidato.

Na internet, não é permitido publicar novos conteúdos nem impulsionar propaganda no dia da eleição. Conteúdos publicados anteriormente podem continuar disponíveis.

Como justificar a ausência?

Quem estiver fora do domicílio eleitoral pode justificar a ausência no dia da eleição pelo e-Título ou em uma mesa receptora de votos, com o Requerimento de Justificativa Eleitoral.

Se não justificar no dia, o eleitor terá até 60 dias após cada turno para apresentar a justificativa pelo e-Título ou pelo Sistema Justifica.

Acompanhe a apuração

A apuração e a totalização dos votos começam após o encerramento da votação, a partir das 17h, pelo horário de Brasília.

Os resultados podem ser acompanhados em tempo real pelo sistema Resultados, no Portal do TSE.

Cuidado com a desinformação

Antes de compartilhar uma mensagem sobre as eleições, confirme se a informação é verdadeira.

Conteúdos suspeitos ou falsos sobre as eleições podem ser denunciados pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).

OA/JP/DB

Presidente do TSE afirma que Justiça Eleitoral está preparada para uma das eleições mais tranquilas e exitosas

Ministro Kassio Nunes Marques votou em trânsito no Colégio Perpétuo Socorro, no Lago Sul, em Brasília, e acompanhou a emissão da zerésima antes do início da votação
Após votar às 8h deste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para que o país tenha uma das eleições “mais tranquilas e exitosas”.

O ministro solicitou voto em trânsito e votou no Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, em Brasília, na 18ª Zona Eleitoral, seção 167.

Kassio Nunes Marques destacou que os incidentes registrados até a véspera da eleição foram contornados e que a Justiça Eleitoral também adotou providências para enfrentar os impactos das condições climáticas nas diferentes regiões do país.

“As questões climáticas estão administradas, tanto nos locais mais extremos, que é o Norte do Brasil, com as secas, quanto em relação às chuvas que chegaram fortemente à Região Sul”, afirmou.

Segundo o presidente do TSE, houve necessidade de deslocamento de urnas e de seções eleitorais em razão dessas situações, mas as providências foram tomadas previamente. “Amanhecemos o dia hoje com a segurança de que as eleições vão transcorrer na maior normalidade”, ressaltou.

Zerésima comprova inexistência de votos na urna
"Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mostra a zerésima da seção 167, no Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro."
Antes de votar, Nunes Marques acompanhou a emissão da zerésima na seção eleitoral. O documento, impresso pela urna eletrônica antes do início da votação, comprovou que não havia nenhum voto registrado no equipamento. A zerésima contém a identificação da urna e a relação das candidaturas, com os respectivos registros de votação zerados, e integra os mecanismos de transparência e auditoria do processo eleitoral.

O procedimento ocorre antes do primeiro voto. Após a impressão, o documento é assinado pelos integrantes da mesa receptora e pelos fiscais presentes e permanece disponível na seção para acompanhamento e fiscalização.

Na seção 167, o presidente do TSE assinou a zerésima juntamente com a presidente da seção, Ana Cláudia Lustosa, as mesárias Ivanete Chaulet, Nina Fariese de Assis e Larissa Horrara de Almeida, e o fiscal do Partido Progressista, Joaquim Ximenes.

Médico com especialização em emagrecimento: conheça vítima que morreu próximo a motel famoso em Salvador domingo, 04/10/2026 - Redação

O médico nutrólogo, de 35 anos, identificado como Vinicius Ramon Aguilera, morreu na manhã do último sábado (3) , nas redondezas do Motel Del Rey, em Jardim Armação, na capital baiana. O paulista teria saído do motel e percorrido as ruas pedindo ajuda antes de ser contido nas proximidades de uma oficina, por volta das 10h50.

Natural da capital paulista, Vinicius tinha formação em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e atuava na área de Nutrologia. Na área da saúde, o homem se apresentava como especialista em emagrecimento e saúde integral. Ele também era fundador do Instituto Aguilera, voltado à atuação profissional na área.

De acordo com testemunhas do local, o médico teria apresentado um comportamento alterado dentro do motel e, em seguida, saído correndo pelas dependências do estabelecimento. Duas pessoas que estavam com Vinicius foram presas no local após a polícia encontrar drogas no quarto onde o grupo estava. Não foram divulgados quais entorpecentes teriam sido apreendidos. Um terceiro homem, que também estaria envolvido na ocorrência, conseguiu fugir antes ou durante a ação policial.

Segundo informações da Polícia Civil (PC-BA) repassadas ao Aratu On, o profissional teria apresentado uma crise convulsiva em via pública. Uma enfermeira presente no local percebeu que o médico estava taquicárdico e tentou mantê-lo em segurança com o proprietário da oficina até a chegada do Samu, mas o homem não resistiu e sofreu uma parada cardiorrespiratória, morrendo ainda no local.

Lula vence em quatro países e Flávio Bolsonaro lidera nas Filipinas em primeiros resultados de votação no exterior

As primeiras votações de brasileiros no exterior nas Eleições 2026 já foram encerradas neste domingo (4). Em resultados divulgados de cinco países da Ásia e Oceania, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos em Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia e Singapura. Nas Filipinas, a maior votação foi de Flávio Bolsonaro (PL).

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 234 votos entre os 332 contabilizados, enquanto Flávio Bolsonaro teve 64. O petista alcançou 70,48% dos votos registrados, contra 19,28% do candidato do PL.

Na Coreia do Sul, Lula somou 123 votos, equivalentes a 56,94% do total contabilizado. Flávio recebeu 72 votos, ou 33,33%.

A vantagem do atual presidente também foi registrada na Malásia. Lula recebeu 44 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 27. Em Singapura, foram 190 votos para o candidato do PT e 92 para o representante do PL.

O cenário foi diferente nas Filipinas. Flávio Bolsonaro recebeu 33 votos, correspondentes a 53,23% do total contabilizado, enquanto Lula teve 26 votos, ou 41,94%.

Os números correspondem aos resultados divulgados pelas seções eleitorais nesses países. A totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a ser divulgada a partir das 17h, pelo horário de Brasília.

Confira os resultados:

Nova Zelândia
  • Lula (PT): 234 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 64 votos
Coreia do Sul
  • Lula (PT): 123 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 72 votos
Malásia
  • Lula (PT): 44 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 27 votos
Singapura
  • Lula (PT): 190 votos
  • Flávio Bolsonaro (PL): 92 votos
Filipinas
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33 votos
  • Lula (PT): 26 votos
BRASILEIROS VOTANDO NO EXTERIOR
Nas Eleições 2026, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país. O eleitorado está distribuído por 186 cidades e, no exterior, participa exclusivamente da escolha para presidente e vice-presidente da República. Os Estados Unidos concentram o maior contingente de eleitores brasileiros fora do território nacional, seguidos por Portugal e Japão.

Até a manhã deste domingo, o TSE havia recebido cerca de 124 mil justificativas de ausência de eleitores no exterior feitas pelo aplicativo e-Título.

Entre os maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país está Lisboa, com 78.833 pessoas aptas a votar. Também aparecem entre as cidades com maior número de eleitores Boston, Porto, Nagóia, Miami e Nova York.

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