Ibirataia: São João Raiz 2026 encerra com chave de ouro e fortalece tradição junina no município

O São João Raiz 2026 chegou ao fim nesta quarta-feira (24) em grande estilo, reunindo milhares de pessoas na Praça 7 de Setembro, em Ibirataia. O último dia dos festejos contou com uma programação diversificada, iniciada às 16h com Kal Love Hits, seguida por Netto Brito às 17h30. Às 19h, o público acompanhou em telão a partida da Seleção Brasileira que ganhou da Escócia por 3X0, em um dos momentos mais aguardados da noite. A programação oficial do encerramento ainda contou com Trio da Huanna, Kaio Oliveira, Ynho San e Lucas Love.
 
Após o jogo, a festa seguiu com muita animação ao som do Trio da Huanna, que levantou a multidão com seus sucessos. Na sequência, Caio Oliveira subiu ao palco às 22h30, seguido por Ynho San à meia-noite e Lucas Love, que encerrou a maratona de shows às 1h. O encerramento consolidou o sucesso do São João Raiz 2026, evento promovido pela Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, fortalecendo as tradições juninas, movimentando a economia local e reafirmando o município como um dos principais destinos do São João na região.
“Encerramos mais uma edição do São João Raiz com sentimento de gratidão. Foi uma festa construída com muito trabalho, valorizando nossa cultura e proporcionando momentos inesquecíveis para moradores e visitantes”, destacou o secretário de Cultura e Turismo, Sílvio Brandão.
“O sucesso do São João mostra a força do nosso povo e da nossa tradição. Tivemos uma festa organizada, segura e que fortaleceu o comércio da nossa cidade. Ibirataia está de parabéns por mais esse grande evento”, afirmou o prefeito Sandro Futuca.

PMBA conclui comm êxito o policiamento do São João de Aiquara 2026

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª Companhia Independente de Polícia Militar (55ª CIPM), concluiu com êxito a Operação São João de Aiquara 2026, realizada entre os dias 22 e 24 de junho, garantindo a segurança dos festejos juninos e proporcionando tranquilidade aos moradores e visitantes que prestigiaram o evento.

Durante os três dias de festividades, a PMBA por meio da 55ª CIPM desenvolveu um planejamento operacional voltado à prevenção de ocorrências, preservação da ordem pública e proteção da população. As ações foram coordenadas e executadas conforme a escala de serviço, com atuação integrada das equipes empregadas no evento.

Ao longo da operação, foram empregados *37 policiais militares, distribuídos em **sete patrulhas*, que realizaram policiamento ostensivo, patrulhamento motorizado e abordagens preventivas em todo o circuito da festa.

Durante os três dias de evento, foi registrado um público estimado de aproximadamente *3.300 pessoas, sendo realizadas **125 abordagens preventivas. A atuação policial resultou na manutenção da tranquilidade dos festejos, sem registro de flagrantes, conduções à Delegacia, apreensão de armas de fogo ou drogas, roubos, furtos, homicídios ou tentativas de homicídio. Foi registrada apenas **uma ocorrência de vias de fato*, prontamente atendida pelas equipes de serviço.

Os resultados refletem o comprometimento da Polícia Militar da Bahia com o planejamento operacional e a atuação preventiva, garantindo que o São João de Aiquara transcorresse em um ambiente seguro, organizado e de paz para toda a população.

A 55ª CIPM reafirma seu compromisso com a preservação da ordem pública e agradece o apoio da comunidade, dos organizadores do evento e das instituições parceiras, fatores essenciais para o sucesso da operação.

*Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!*

Ibirataia: PMBA conclui com êxito o policiamento ddo São João de Ibirataia

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª Companhia Independente de Polícia Militar (55ª CIPM), concluiu com êxito a Operação São João de Ibirataia 2026, realizada entre os dias *21 e 24 de junho*, assegurando a tranquilidade dos festejos juninos e proporcionando um ambiente seguro para moradores e visitantes.

Durante os quatro dias de programação, foi executado um planejamento operacional baseado no policiamento ostensivo, patrulhamento motorizado, instalação de pontos estratégicos e realização de abordagens preventivas, garantindo presença permanente da Polícia Militar em todo o circuito do evento. A atuação preventiva contribuiu para a preservação da ordem pública e permitiu que as festividades transcorressem de forma organizada e segura.

A operação mobilizou *89 policiais militares, distribuídos em **20 patrulhas, responsáveis pelo policiamento de um público estimado em aproximadamente **19 mil pessoas. Ao longo dos dias de festa, foram realizadas **365 abordagens preventivas*, reforçando a estratégia de prevenção adotada pela Corporação.

Os indicadores operacionais demonstram a efetividade do planejamento empregado. Durante toda a operação não houve registro de flagrantes, Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), apreensão de armas de fogo, apreensão de drogas, roubos, furtos, homicídios, latrocínios ou tentativas de homicídio. Foi registrada *uma condução à Delegacia* e *uma ocorrência de lesão corporal*, situações prontamente atendidas pelas equipes policiais, sem comprometer a tranquilidade do evento.

O resultado alcançado evidencia o comprometimento da Polícia Militar da Bahia com a segurança da população e o sucesso das ações preventivas desenvolvidas pela 55ª CIPM, reafirmando o compromisso da Corporação em garantir que grandes eventos sejam realizados em um ambiente de paz, organização e respeito aos cidadãos.

*Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!*

Operação da PMBA ggarante tranquilidade durante o São João de Itagibá

Os festejos do São João de Itagibá 2026 transcorreram com segurança graças ao planejamento operacional executado pela Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª Companhia Independente de Polícia Militar (55ª CIPM). Entre os dias 21 e 23 de junho, o policiamento foi intensificado em todo o circuito da festa, proporcionando um ambiente tranquilo para moradores e visitantes.

A operação contou com reforço do efetivo policial, patrulhamento ostensivo, abordagens preventivas e presença permanente das equipes nos principais pontos de concentração de público. O policiamento também recebeu apoio de guarnições da CIPE Central e da RONDESP, ampliando a capacidade de resposta e fortalecendo a sensação de segurança durante toda a programação.

Ao longo dos três dias de evento foram empregados *68 policiais militares, distribuídos em **19 patrulhas, responsáveis pela segurança de um público estimado em aproximadamente **15 mil pessoas. Durante a operação, **99 pessoas foram abordadas* em ações preventivas.

O resultado operacional demonstra a eficiência do planejamento da Corporação. Não houve registro de flagrantes, conduções à Delegacia, apreensão de armas ou drogas, nem ocorrências de roubos, furtos, homicídios, tentativas de homicídio, lesões corporais ou vias de fato.

A atuação integrada das equipes permitiu que a população aproveitasse os festejos com tranquilidade, reafirmando o compromisso da Polícia Militar da Bahia com a preservação da ordem pública e a proteção da sociedade.

*Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!*

PGR afirma que arma de Bolsonaro não indica falta disciplinar do ex-presidente

                      O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em sessão no STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a arma de Jair Bolsonaro (PL) apreendida com um de seus seguranças não indica falta disciplinar do ex-presidente.

Para ele, desta forma, é preciso aguardar o fim das investigações sobre o episódio para uma conclusão sobre a manutenção da domiciliar de Bolsonaro.

A manifestação foi enviada nesta quinta-feira (25) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

"A configuração de uma falta como grave exige mais do que a subsunção do fato à norma, demandando a análise dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal", disse o PGR.

Moraes pediu na quarta-feira (24) para a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviar um parecer sobre o assunto em até 48 horas. Depois, será aberto prazo de mais 48 horas para que a defesa de Bolsonaro volte a se manifestar. Só então o ministro vai tomar sua decisão sobre o futuro do ex-presidente.

De acordo com o relator, a apreensão poderia demonstrar uma "falta grave" e ensejar "a cessação da prisão domiciliar" de Bolsonaro.

O prazo da prisão domiciliar, concedida em março por motivos de saúde, se encerra nesta quinta. Como mostrou a Folha, Moraes vinha cogitando prorrogar o benefício por mais 90 dias, mas o episódio da arma acendeu um alerta no magistrado, que pode enviá-lo de volta à Papudinha.

A pistola Glock de calibre 9 milímetros, pertencente a Bolsonaro, foi apreendida na noite de 15 de junho com o militar Estácio Leite da Silva Filho, segurança do ex-presidente, após abordagem em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele estava a cerca de 33 quilômetros da casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

O ex-presidente prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça (23). Ele admitiu a propriedade da arma e afirmou que, ao detectar uma falha na pistola, pediu ao segurança que providenciasse o conserto. Bolsonaro alegou que "tem três mulheres em casa e não podia ficar desarmado" —em referência à presença na residência da esposa, Michelle Bolsonaro, da filha e de uma enteada.

Por Ana Pompeu e Luísa Martins, Folhapress

São João de Itagibá reafirma tradição, cultura e organização em mais uma edição de sucesso

O município de Itagibá viveu dias de muita celebração, cultura e valorização das tradições nordestinas durante mais uma edição do São João, que neste ano trouxe como tema “Nossa Cultura, Nosso Hexa”. O evento reuniu moradores e visitantes em uma programação diversificada, marcada pela organização, pela valorização dos artistas e pelo fortalecimento da identidade cultural local.
A programação começou com a Vila Cultural, realizada entre os dias 19 e 20 de junho, espaço dedicado às raízes juninas e às manifestações culturais da cidade. O público pôde acompanhar apresentações culturais, concursos de quadrilha, além de apreciar a rica culinária típica do período. A edição também prestou uma homenagem especial a Laudicé Sampaio, reconhecendo sua contribuição para a preservação da cultura local.

A decoração temática, cuidadosamente planejada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, chamou a atenção dos visitantes e ajudou a criar um ambiente que resgatou a essência das festas juninas. O circuito cultural recebeu elogios do público pela estrutura, segurança e pela forma como valorizou as tradições do município.

Já entre os dias 21 e 24 de junho, a movimentação seguiu na tradicional Praça do Forró, palco dos grandes shows da festa. A programação reuniu atrações de destaque nacional, como Tierry, Batista Lima e a dupla César Menotti & Fabiano, além de diversos artistas locais que garantiram a animação do público durante os dias de celebração. No dia 24, foi finalizado a festa com a transmissão ao vivo do jogo do Brasil na Copa do Mundo.

O prefeito Marquinhos Barreto destacou o êxito da edição e a receptividade da população.

“Foi mais uma edição de sucesso do nosso São João. Ficamos muito felizes com a recepção das pessoas e em ver que o público gostou da festa. Trabalhamos com dedicação para oferecer um evento organizado, seguro e que valorizasse nossa cultura. Seguiremos promovendo eventos como esse para fortalecer cada vez mais a tradição e a identidade cultural de Itagibá.”

Realizado pela Prefeitura de Itagibá, com a parceria do Governo da Bahia e Brahma, a festividade teve forte participação popular, atrações de qualidade e uma programação que uniu tradição e entretenimento, o São João de Itagibá consolidou-se mais uma vez como um dos momentos mais aguardados do calendário cultural do município.

Lula escolhe Teresa Leitão para liderar governo no Senado após saída de Jaques Wagner

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (25) a escolha da senadora Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado. Ela substituirá o senador Jaques Wagner, que deixou o cargo após o desgaste provocado pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master. A informação é do jornal O Globo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de articular a tramitação e aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo, entre eles o fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A senadora pernambucana foi escolhida após uma avaliação interna do Palácio do Planalto sobre o cenário político no Senado.

De acordo com aliados do presidente, um dos fatores que pesaram na decisão foi o fato de Teresa estar no meio do mandato e não disputar eleições neste ano, o que lhe daria maior estabilidade para exercer a função. Outra alternativa considerada era o senador Otto Alencar, mas o governo avaliou que sua permanência na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é estratégica para a articulação das pautas de interesse do Executivo.

Por Redação

Crédito consignado do INSS encolhe 40% em dois anos com biometria e endividamento dos idosos

A concessão pelos bancos de novos empréstimos consignados a beneficiários do INSS encolheu 40% nos últimos dois anos, em meio à deterioração da situação financeira dos idosos e ao endurecimento das regras de contratação, que tornou um quarto dos aposentados inelegíveis a esse tipo de crédito.

Os desembolsos de consignado, que desconta as parcelas diretamente das aposentadorias, somaram R$ 22,6 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026, contra R$ 33,7 bilhões no mesmo período de 2025 e R$ 37,7 bilhões em 2024, segundo o BC (Banco Central).

Para especialistas, o movimento é saudável porque indica uma acomodação do mercado após anos de fraudes e assédio dos bancos a aposentados. Já para as instituições financeiras, a queda é resultado de restrições excessivas, que vedam o acesso dos idosos a um dos créditos mais baratos do mercado.

A taxa de juros do consignado do INSS estava em 23,9% ao ano em abril, menos da metade da média de 63% anuais pagos por pessoas físicas em diversas modalidades de crédito, segundo os últimos dados do BC.

O recuo do consignado acontece após anos de forte crescimento do estoque de empréstimos, que mais do que dobrou entre 2020 e 2024. Em abril, último dado disponível, o saldo estava em R$ 281,7 bilhões. Cerca de 38% dos beneficiários do INSS possuem ao menos um consignado contratado, segundo o Ministério da Previdência.

Ao longo do tempo, e tendo como pano de fundo também a alta dos juros, muitos idosos foram se endividando: em dezembro do ano passado, quase metade das pessoas acima de 60 anos estava negativada, contra pouco mais de 35% no final de 2021, de acordo com números da Serasa.

Um estudo do birô de crédito feito em fevereiro deste ano também aponta para um esgotamento da capacidade dos idosos de tomar crédito: quase 80% dos aposentados comprometem entre 81% a 100% da renda com contas fixas e dívidas.

"Foram muitos anos de oferta predatória do consignado do INSS, e houve muitos aposentados contratando crédito consignado sem solicitar", diz a economista Ione Amorim, consultora do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) e autora de pesquisas que mostram ofertas abusivas dos bancos no consignado. "Houve redução das concessões porque o peso reputacional [do consignado] pegou."

Em fevereiro deste ano, o ex-presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, reportou à CPMI do INSS que houve milhares de casos em que empréstimos consignados foram concedidos a aposentados e pensionistas mortos ou por meio de descontos não autorizados.

Para combater as irregularidades, o órgão bloqueou em maio do ano passado novas contratações de consignado. Para conseguir tomar o crédito consignado, o beneficiário passou a precisar fazer a biometria pelo Meu INSS, com verificação pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Foi um novo choque para o crédito a aposentados, já que 25% deles, segundo o INSS, não possuem cadastro no tribunal eleitoral e estão, na prática, inelegíveis a essa linha, a mais barata do mercado.

Uma instrução normativa do INSS editada no fim do governo Bolsonaro já determinava o uso de biometria para validar novos empréstimos consignados, mas isso era feito nas próprias instituições, o que deixou a porta aberta para fraudes. "Muitas vezes a biometria era manipulada", diz Amorim.

Um estudo de 2025 da Universidade de São Paulo sobre litígios no setor financeiro, dos pesquisadores Lucas Lopes, Maria Paula Bertran e Evandro Saidel, mostra que bancos especializados em crédito consignado apresentam índices de processos judiciais por cliente muito superiores aos grandes bancos tradicionais, sendo réus em mais de 90% dos casos.

Para especialistas, os dados são um sintoma da gravidade das fraudes.

"Se o freio ao crédito consignado veio da obrigatoriedade da biometria, fica óbvio que as ilegalidades estavam inflando de forma insustentável e criminosa os números", diz Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas e professor da FGV Eaesp.

Ele vê uma estagnação do consignado a aposentados em patamares elevados. "Por muitos anos, esse crédito cresceu acima da expansão da economia brasileira. É natural uma acomodação."

DIFICULDADE DE ACESSO

Apesar de reconhecerem a necessidade de combater as fraudes, os bancos defendem que a exigência de biometria pelo TSE é um remédio forte demais, que inviabiliza o crédito para uma parcela significativa dos idosos.

Ivo Mosca, diretor-executivo de inovação, produtos e segurança da Febraban, diz que o processo de contratação do consignado "é o mais complexo do mundo".

"Para chegar até o desbloqueio da operação, o aposentado tem que passar por 19 telas diferentes", afirma. "Como esse processo é muito difícil, muitas vezes ele acaba contratando uma linha de crédito mais cara, muitas vezes com agiotas, já que muitos estão negativados."

Mosca argumenta que a necessidade de biometria no TSE se tornou ainda mais restritiva desde abril, já que não é possível fazer o cadastro no tribunal eleitoral pela proximidade das eleições.

É a mesma avaliação de Ricardo Andreassa, coordenador da comissão de crédito consignado da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), que lembra também que, desde dezembro, o INSS passou a bloquear o crédito todos os meses.

"A jornada de contratação hoje é muito complicada, com o desbloqueio precisando ser feito pelo Meu INSS, ferramenta que tem instabilidade", diz ele.

Ainda de acordo com Andreassa, como muitos aposentados possuem a biometria cadastrada no TSE há anos, muitas vezes o sistema não reconhece mais a face dos clientes. "Somos favoráveis a jornadas de contratação com segurança, mas do jeito que está hoje, está muito difícil."

As instituições financeiras vêm negociando junto ao governo federal mecanismos alternativos à biometria, como o uso do cadastro no Gov.br para fazer a contratação. Um dos argumentos dos bancos é a situação financeira delicada dos idosos.

Procurado, o Ministério da Previdência afirmou que o objetivo das restrições é aumentar a segurança dos beneficiários do INSS e combater fraudes e o endividamento das famílias.

O ministério disse também que cerca de 25% dos segurados ainda não possuem a biometria cadastrada. "O governo segue trabalhando na integração de bancos de dados para expandir essa cobertura e garantir que o acesso ao crédito seja cada vez mais seguro e consciente."

Gonzalez, da FGV, diz que é necessária uma discussão séria sobre um novo marco regulatório para o crédito no Brasil como forma de reduzir a inadimplência e proteger os clientes mais vulneráveis.

"É preciso discutir limites de comprometimento de renda e como as ofertas de crédito são feitas dentro das plataformas, além de melhorias na supervisão."

Por Maeli Prado/Folhapress

PF deflagra 2ª fase da Operação Disclosure

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, bem como determinação do sequestro de até R$ 54 bilhões em bens e valores
Imagem: ilustração
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões.

Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF apreende dinheiro e helicóptero em operação sobre desvio de emendas parlamentares Por Redação 25/06/2026 às 11:00

A Polícia Federal apreendeu maços de dinheiro em espécie e um helicóptero durante a Operação Afluente
A Polícia Federal apreendeu maços de dinheiro em espécie e um helicóptero durante a Operação Afluente, deflagrada nesta quinta-feira (25), para investigar um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Maranhão, incluindo endereços ligados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho. A reportagem é do jornal O Globo.

De acordo com as investigações, os recursos públicos teriam sido desviados por meio de repasses destinados à Codevasf. A Polícia Federal apura possíveis crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão empresas responsáveis pela execução de obras financiadas com verbas federais, incluindo uma companhia da qual o parlamentar é sócio.

Maranhãozinho já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção relacionada à destinação de emendas parlamentares. Segundo a acusação acolhida pela Corte, deputados teriam solicitado propina para liberar recursos a municípios maranhenses. A nova operação busca aprofundar a apuração sobre o uso irregular de verbas públicas e o eventual envolvimento de agentes políticos e empresários no esquema investigado.

Gilmar tem Mendonça como novo rival no STF, e relator do Master vê tentativa de descredibilizar investigação

Após meses de críticas contundentes direcionadas ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, o ministro Gilmar Mendes elegeu o colega André Mendonça como seu novo rival na corte, devido à postura do colega na condução do inquérito sobre o Banco Master.

Mendonça, por sua vez, disse a pessoas próximas ver as críticas públicas feitas pelo decano como uma tentativa de descredibilizar as investigações sobre as fraudes financeiras. Devido a isso, ele já antevê uma agenda de embates na Segunda Turma, onde serão julgados os próximos capítulos do caso.

Na correlação de forças do STF, Gilmar e Mendonça fazem parte de alas opostas. O decano tem o apoio dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, enquanto o relator do Master é apoiado por Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fachin. O ministro Dias Toffoli transita entre os dois grupos.

Gilmar é o único do seu grupo que integra a Segunda Turma, e por isso ficou isolado na votação em que se deliberou pela manutenção da prisão de Henrique e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na sessão do dia 16 de junho, o decano disse que delações premiadas não podem ser obtidas em ambientes de pressão e sugeriu que Mendonça teria, indevidamente, interferido nas negociações com Vorcaro. Os acordos oferecidos pelo ex-banqueiro foram rejeitados pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

"O direcionamento de uma delação premiada para atingir alvos políticos predeterminados não somente macula a voluntariedade do pretenso acordo como descredibiliza por completo qualquer produto que resulte da suposta colaboração", disse Gilmar, que compara o caso à Operação Lava Jato, marcada por questionamentos sobre a atuação das autoridades responsáveis.

O pano de fundo para a crítica de Gilmar foram notícias de que Mendonça havia rechaçado a possibilidade de homologar um acordo em que Vorcaro entregasse determinadas autoridades e poupasse outras, como ministros do Supremo. O relator do Master chegou a falar publicamente: "Perderam o pudor. Queriam fazer delação seletiva. Na minha cara".

Mendonça também respondeu a Gilmar, durante a sessão, que o processo em julgamento não tinha relação com a Lava Jato, mas com "a maior fraude financeira da história do nosso país". Ele deu razão ao decano sobre a impossibilidade de se determinar uma prisão com o objetivo de obter delação. "Seria um absurdo, e não me presto a trabalhos dessa natureza."

Em entrevista à Folha no fim de maio, Gilmar —embora sem citar nominalmente Mendonça— já havia se manifestado contra o que classifica como "autoritarismo penal-judicial", em que o regime de prisão é definido pelo juiz conforme a disponibilidade do investigado para delatar.

Com aval de Mendonça, Vorcaro foi removido do Presídio Federal de Brasília para a superintendência da PF, em um movimento à época interpretado como um aceno para o avanço das tratativas para a delação. Agora que as propostas foram negadas, está pendente de análise pelo ministro o retorno do ex-banqueiro à unidade prisional anterior.

Na segunda-feira (22), Gilmar voltou a criticar Mendonça em público. Ao ser entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, disse que o colega agiu com "impropriedade" ao receber os advogados de Vorcaro. "A lei não permite que o relator participe da delação. O acordo é entre o Ministério Público [ou a PF] e o delator. Então, aqui já há um erro crasso."

Auxiliares de Mendonça afirmam que ele recebe advogados rotineiramente, nos termos previstos na Loman (Lei Orgânica da Magistratura) e no estatuto da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e reforçam que o ministro não vai alimentar o embate público, mas seguir seu trabalho com independência .

Esses mesmos interlocutores argumentam que Gilmar pode ter infringido a Loman, que veda que magistrados se manifestem sobre processos pendentes de julgamento ou façam juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais, o que incluiria decisões de outros colegas.

Enquanto o desgaste com Mendonça escala, o decano sinalizou uma trégua com Fachin. Gilmar vinha descontente com o comportamento do presidente do STF, que não veio a público defender os pares das implicações do caso Master, defendeu o encerramento do inquérito das fake news e propôs um código de conduta para ministros.

O decano também enviou uma mensagem a Fachin cobrando o presidente da corte sobre o número de vezes em que ele havia paralisado julgamentos de relevância para a sociedade, como o da exploração mineral em terras indígenas. Pelo WhatsApp, Gilmar chegou a acusar Fachin de obstruir a pauta. Não houve resposta.

Recentemente, entretanto, ambos fizeram gestos de paz. Fachin decidiu implementar um grupo de estudos para discutir uma ampla reforma no Judiciário e obteve sinais de receptividade de Gilmar. Foram nomeados como componentes juristas próximos ao decano, a Dino e a Moraes —um aceno por consenso em uma corte dividida.

Embora Gilmar tenha criticado o código de conduta também no programa Roda Viva, a avaliação da cúpula administrativa do STF a é de que as falas foram menos ácidas do que de costume e focaram mais no "timing" da proposta do que em uma discordância sobre o mérito das regras.

Apesar dos sinais mútuos, o acordo de paz entre Gilmar e Fachin é considerado temporário. Interlocutores dos dois ministros avaliam que o atrito entre eles deve voltar a se acirrar quando começar a avançar a proposta para implementar o código de conduta no Supremo. A ministra Cármen Lúcia, designada relatora do texto, deve entregar uma proposta de minuta depois das eleições
Por Luísa Martins/Folhapress

Fraude nas Americanas: PF cumpre novos mandados, e Justiça bloqueia bens -Por Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária envolvendo as Lojas Americanas. A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e amplia o foco das apurações para verificar a possível participação de acionistas e representantes de grandes bancos privados no esquema. A informação é do G1.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, no montante de R$ 54 bilhões. Segundo a PF, esse valor corresponde ao prejuízo causado pelas fraudes identificadas por meio de laudos técnicos periciais.

De acordo com os investigadores, o grupo sob apuração é apontado como responsável pela maior fraude já registrada na história do mercado financeiro brasileiro.

PF faz operação contra Josimar Maranhãozinho por suspeita de desvio de emendas parlamentares -Por Redação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação que tem como alvo o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares, com foco em empresas contratadas para executar obras financiadas com dinheiro público. A informação é do jornal O Globo.

Segundo as investigações, entre os alvos estão empresas ligadas ao parlamentar, incluindo uma companhia da qual ele é sócio. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão para reunir provas sobre possíveis irregularidades na destinação e aplicação dos recursos.

O caso se soma a outra condenação enfrentada por Maranhãozinho. Em março deste ano, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, acusado de solicitar e receber propina em troca da liberação de emendas parlamentares para o município de São José de Ribamar, no Maranhão. As investigações da nova operação seguem em andamento.

Vereador Senival Moura é preso em SP por suspeita de envolvimento com o PCC

O vereador Senival Moura (PT), de São Paulo, foi preso na manhã desta quinta-feira (25) por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além dele, também foram presos o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião e supostos integrantes da facção criminosa.

A Folha tenta localizar a defesa do vereador.

As prisões ocorreram durante a Operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil, em uma força-tarefa. Além da capital, mandados judiciais são cumpridos na região metropolitana e em Extrema (MG).

A investigação começou a partir do assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da companhia, em 2020. Segundo o Ministério Público, foram coletadas provas sobre o uso da empresa, que teria obtido em 2025 R$ 300 milhões do sistema de transportes paulistano para a prática de lavagem de capitais.

A Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados e à companhia, assim como 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.

O Poder Judiciário também determinou o afastamento dos diretores da Transunião e a comunicação à Prefeitura de São Paulo para adoção de providências administrativas, regulatórias e contratuais, incluindo intervenção administrativa. O objetivo é garantir o atendimento aos usuários do transporte coletivo.

Segundo as investigações, há um núcleo paralelo que toma as decisões relativas à empresa de transporte, incluindo a transferência de valores para criminosos ligados ao PCC.

Além disso, a mudança societária da companhia, segundo a investigação, teve origem criminosa, com um salto no capital social de pouco mais de R$ 100 mil para uma cifra superior a R$ 50 milhões, sem que a origem desses recursos ficasse clara.

Outro fator que chamou a atenção foram pontos de contato com os esquemas investigados nas operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, esta última deflagrada pela Polícia Federal com foco no tráfico internacional de drogas envolvendo o PCC e a 'Ndrangheta, grupo mafioso sediado na Itália.

Em 2024, o Ministério Público deflagrou a Operação Fim da Linha, desarticulando duas organizações criminosas que lavavam dinheiro do PCC por intermédio da UPBUS e da Transwolff, duas empresas de ônibus responsáveis pelo transporte de cerca de quase 700 mil passageiros diariamente na maior cidade do país. Elas receberam mais de R$ 800 milhões de remuneração da Prefeitura de São Paulo em 2023.

Por Folhapress

Venezuela busca vítimas soterradas de terremoto que já matou 164; VÍDEO mostra comemoração com resgates

Mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros. Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar ajuda humanitária e mais especialistas em resgate para acelerar as buscas.


A busca por vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) - e deixaram 164 mortos e 971 feridos até o momento - continua nesta quinta-feira (25) e, segundo informações, mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros.
AO VIVO: Veja as últimas atualizações do terremoto

Imagens da imprensa e das redes sociais mostram a comemoração dos venezuelanos a cada sobrevivente encontrado com vida após os tremores (veja no vídeo acima), considerado o pior do país em 100 anos.

Até a manhã desta quinta, 164 mortes haviam sido confirmadas, mas o serviço geológico dos Estados Unidos estima que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar tanto ajuda humanitária, como produtos médicos, quanto equipes de resgates. Além do Brasil, a lista inclui vários países que já sofreram terremotos devastadores, como os Estados Unidos, a Turquia, o México e Portugal.

Segundo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que agradeceu à comunidade internacional pelo apoio recebido, os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar nas próximas horas.

O governo venezuelano cancelou aulas e suspendeu serviços não essenciais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou solidariedade e disse ter mandado todas as agências do governo americano ajudarem.

A China, que era a principal compradora do petróleo venezuelano antes da captura e prisão de Nicolás Maduro por militares americanos, afirmou que vai fazer o que for possível para ajudar.

O que se sabe sobre o terremoto devastador na Venezuela

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Os tremores foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.

Prédios e casas desabaram em Caracas e outras cidades do país. Até a última atualização desta reportagem, o governo não havia divulgado um balanço nacional de mortos e feridos. No entanto, autoridades venezuelanas confirmaram a existência de vítimas.

Os dois abalos ocorreram com menos de um minuto de diferença. O epicentro do terremoto principal foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência após os terremotos. Em pronunciamento na televisão estatal, ela afirmou que equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para atender as áreas afetadas.

Rodríguez também anunciou a suspensão de aulas e todos os serviços não essenciais para que as autoridades que se concentrem no resgate das pessoas que estão sob os escombros. Redes de gás e eletricidade foram desligadas para evitar uma tragédia maior.

👉 Veja, abaixo, o que se sabe sobre o terremoto até agora.
Como foram os terremotos?
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), um terremoto de magnitude 7,2 atingiu a região às 19h no horário de Brasília. Menos de um minuto depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, foi registrado na mesma área.

O terremoto principal ocorreu a cerca de 13 quilômetros de profundidade. A distância é considerada próxima da superfície, o que pode intensificar os efeitos dos tremores em edifícios.

Há vítimas?

Durante a madrugada desta quinta (25), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, comunicou a morte de 32 duas e 70 feridos.

O prefeito de Chacao, município da região metropolitana de Caracas, informou que houve mortes e que ao menos 16 pessoas ficaram feridas após o desabamento de duas estruturas.

Delcy Rodríguez, prestou solidariedade às famílias das vítimas ao anunciar medidas emergenciais.

Relatos de autoridades e moradores indicam que prédios e casas desabaram em Caracas e em outras cidades.

Imagens mostraram equipes de resgate trabalhando nos escombros de um edifício que desabou na capital venezuelana. Familiares também procuravam informações sobre pessoas que poderiam estar presas sob os destroços.

No litoral, um hotel de pelo menos oito andares desabou. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o edifício completamente destruído. Não há informações de mortos ou feridos.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, foi fechado após sofrer danos provocados pelos tremores, segundo o governo.

Hospitais da capital foram mobilizados para atender feridos. Em uma unidade de saúde, funcionários foram convocados para reforçar o plantão da noite.

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Sim. A Rede Sismográfica Brasileira informou que os terremotos foram registrados por estações de monitoramento no país e sentidos por moradores de cidades da Região Norte.

Houve relatos de tremores em Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, além de outros municípios desses estados.

Segundo o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, é relativamente comum que terremotos dessa magnitude sejam percebidos a grandes distâncias.

"Apesar do susto que podem causar nas pessoas por aqui, a distâncias como essa não há chance de danos para as cidades brasileiras", afirmou.

Há risco de tsunami?

Inicialmente, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso para Porto Rico e para as Ilhas Virgens americanas e britânicas. O alerta também mencionava a possibilidade de ondas perigosas em Aruba, Curaçao e Bonaire.

O aviso foi cancelado retirada cerca de uma hora depois.

Por que há terremotos na Venezuela? Os tremores foram sentidos no Brasil?Quais foram os danos? 
A Venezuela está localizada em uma área de intensa atividade sísmica, na região de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.

Segundo o USGS, cerca de 30 mil pessoas morreram em um terremoto que atingiu Caracas e Mérida em 1812.

VÍDEOS: agora no g1

Wagner se reúne com Lula e deixa liderança do governo no Senado após PF apontar 'vantagens indevidas' para atuar pelo Master

Senador é um dos aliados mais próximos de Lula e teria dito ao presidente que não tem envolvimento com o caso

O senador Jaques Wagner (PT)

O senador Jaques Wagner (PT) decidiu nesta quarta-feira (24) deixar o cargo de líder do governo no Senado. Ele estava pressionado a sair do posto depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Wagner resistia à ideia de deixar a liderança do governo. Sua saída foi consumada depois de reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula (PT). O chefe do governo estudava demitir seu aliado, mas preferia que o próprio senador tomasse a iniciativa de se afastar.

Lula, que concorrerá à reeleição neste ano, quer evitar que sua candidatura seja contaminada pelo escândalo do Banco Master.

Na última segunda-feira (22), a defesa de Wagner apresentou recurso contra decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a busca e apreensão nos endereços do senador. No pedido, a equipe negou a acusação da PF de que Wagner tenha atuado em favor do Master no Congresso Nacional e afirmou que há "erros graves" na medida.

Com o recurso, a defesa procura, por exemplo, anular as provas obtidas com a busca e apreensão em endereços do senador. Caso Mendonça negue o pedido, os advogados devem recorrer à Segunda Turma do Supremo.

A decisão de deixar o posto era esperada por parte dos aliados de Wagner. O movimento é um gesto para tentar preservar a gestão petista em meio a escândalo, que surpreendeu governistas.

Jaques Wagner ocupava o posto de líder do governo no Senado desde o início do atual mandato de Lula (PT). Foi anunciado ainda durante o governo de transição, em dezembro de 2022. Ex-governador da Bahia, ele é um dos principais nomes do PT no estado e um dos aliados mais próximos do presidente.

Lula e Wagner se conhecem há quase 50 anos e se tornaram amigos ao longo dessas décadas. O senador foi um dos principais políticos que mantiveram apoio ao hoje presidente da República quando ele foi preso, em 2018.

Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que o senador já quis entregar a liderança duas vezes após derrotas do governo no Congresso, mas Lula não teria deixado. A primeira tentativa de abandonar o cargo ocorreu com a aprovação do PL da Dosimetria, que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e, depois, quando Jorge Messias teve sua indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitada.

Agora, o governo teme que ação contra Wagner esvazie o efeito de revelações sobre o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também manteve relação com Vorcaro e chegou a pedir dinheiro ao ex-banqueiro para financiar o filme sobre seu pai.

Lula já havia questionado Wagner, em reuniões privadas, sobre notícias acerca de sua relação com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Segundo relatos, nessas ocasiões o senador tranquilizou o presidente, afirmando não haver envolvimento com o caso.

A coluna Mônica Bergamo também apurou que o presidente já estava preparado para a possibilidade de o escândalo do Banco Master atingir pessoas do núcleo de seu governo, especialmente da Bahia, e já teria inclusive ensaiado a resposta para dar.

A expectativa no Planalto é que Lula reitere discurso em favor das operações iniciadas em seu próprio governo e faça um pedido de explicações a Wagner.

A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta, apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Além de Jaques Wagner, foram alvos Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner e secretário no governo Jerônimo Rodrigues (PT).

Os investigadores identificaram um pagamento de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Lima ao "núcleo familiar" de Jaques Wagner, o que segundo o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, é uma das evidências de proximidade entre o parlamentar e o senador.

Wagner também teria recebido de Lima um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, além de viagens gratuitas em jatinhos ligados ao Master, e ingressos para assistir a um show de uma "cantora internacional" em Los Angeles, em 2023.

Em endereços ligados ao senador, agentes da Polícia Federal encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais).
Por Catia Seabra/Mariana Brasil/Isadora Albernaz/Folhapress

Ministro do PT diz que Lula deveria tirar Jaques Wagner da liderança do governo

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT)
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quarta-feira, 24, que seria compreensível que o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), deixasse temporariamente o cargo enquanto são apuradas, pela Polícia Federal (PF), suspeitas envolvendo sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Companheiro de partido de Jaques Wagner há décadas, Marinho ressaltou que tem respeito pela atuação do senador na articulação política do governo no Congresso e afirmou não saber qual será a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ainda assim, disse que, em sua avaliação pessoal, seria justificável a substituição temporária da liderança do governo no Senado.

"Às vezes, a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança. É o que eu faria. Estou falando uma avaliação pessoal. Quem decide é o presidente Lula", afirmou a jornalistas, durante evento de anúncio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - Mensal, na sede do Ministério, em Brasília (DF).

Marinho disse ainda que entrou em contato com Jaques Wagner após a operação da PF para manifestar solidariedade e evitar qualquer julgamento antecipado.

"Liguei para o Jaques um dia posterior à operação para prestar a minha solidariedade, porque eu sei que ele sofreu uma devastação em 2018 e comprovou-se sua inocência. Eu torço para que, de fato, não tenha absolutamente nada em relação a ele no caso Master.

Por João Caires, Estadão Conteúdo

Tratativas de Vorcaro com Ciro Nogueira e Jaques Wagner envolveram leis sobre bancos e transição energética

Ciro Nogueira (à esq) e Daniel Vorcaro (à dir) próximos ao Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, EUA
As tratativas dos ex-sócios do Banco Master Daniel Vorcaro e Augusto Lima com senadores como Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) envolveram projetos para alterar leis relacionadas à teia de negócios do grupo, como energias renováveis, mercado de carbono, crédito consignado e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

A relação dos políticos com os então sócios do Master, banco acusado de uma fraude bilionária ao sistema financeiro, entraram na mira da PF (Polícia Federal) pela suspeita de pagamento de propina em troca de uma atuação que favorecesse os interesses dos empresários no Congresso e em outros órgãos públicos.

Procurado, Jaques Wagner disse que a investigação contra ele fez uma confusão: a PF atribuiu ao senador um texto que, na verdade, é uma medida provisória apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). Augusto Lima, por sua fez, disse que atua dentro da lei.

Já Ciro Nogueira e a defesa de Vorcaro foram procurados entre quinta (18) e sexta (19), mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Vorcaro e sua família detinham uma série de negócios sobre estes temas. Como mostrou a Folha, seu pai, Henrique Vorcaro, é sócio de duas empresas do mercado de carbono que protagonizaram uma fraude de R$ 45,5 bilhões inflando seu patrimônio a partir de terras ilegais e títulos sem lastro.

O ex-banqueiro também era investidor em empresas de energia renovável. Foi por meio das companhias do setor Green e Trinity, por exemplo, que a PF acredita que foram pagas propinas ao senador Ciro Nogueira.

Além disso, Vorcaro e Lima tentaram, por meio de Ciro Nogueira, emplacar a chamada "emenda Master", que previa ampliar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. A medida "sextuplicaria", segundo a investigação, o negócio do banco —o texto não foi aprovado.

Segundo a PF, Vorcaro tratou com parlamentares (direta ou indiretamente) dos projetos do Paten (Programa de Aceleração da Transição Energética), do marco legal do crédito de carbono e da PEC (proposta de emenda à Constituição) que mudava regras do Banco Central, onde foi apresentada a "emenda Master".

Carbono e transição energética

Na pauta de transição energética, a Polícia Federal identificou atuação relacionada a dois projetos específicos que se tornaram leis: o 412/2022, que criou o mercado de crédito de carbono, e o 5.174/2023, que instituiu o programa de transição energética.

Nesses dois casos, a PF aponta para um "relacionamento interpessoal mantido entre os investigados e na apresentação das vantagens indevidas obtidas" com Ciro Nogueira.

Um relatório policial que chegou às mãos do STF (Supremo Tribunal Federal) narra como Vorcaro articulou para seu motorista pegar documentos em um endereço de Ciro Nogueira, deixar em um escritório e depois levá-los ao Senado, sob cuidados de um assessor do senador.

Fotos que constam nas conversas de WhatsApp dos envolvidos mostram que são papéis relacionados aos então projetos de lei do crédito de carbono e do Paten.

A movimentação ocorreu no final de novembro de 2023, um dia depois de a proposta de carbono ser aprovada no Senado e ir para a Câmara e às vésperas da urgência para o programa de transição energética ser aprovado por deputados.

A PF, porém, não detalha o teor dos documentos, nem das intenções de Vorcaro. Não há também nenhuma emenda de Ciro Nogueira aos projetos e parlamentares que atuaram na negociação de ambos afirmaram, sob reserva, que não se recordam da atuação dele.

A polícia destaca apenas que Vorcaro teve o cuidado de omitir o nome de Ciro Nogueira e do Master durante parte das conversas com seu motorista.

Em um primeiro momento, ao enviar o número do assessor para ele, o ex-banqueiro faz questão de apagar a menção a "Ciro" do contato. Depois, Vorcaro exigiu que o motorista trocasse os envelopes que estava usando, ao notar que eles tinham a logomarca do Master, para que os documentos seguissem em envelope sem identificação.

Emenda Master

Em 2024, Ciro propôs emenda para aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura de investimentos garantidos pelo FGC. O fundo era usado pelo Master para captar recursos, com a promessa de que, mesmo em caso de calote do banco, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) seriam quitados pelo FGC até esse valor.

Segundo a PF, o texto da emenda reproduzia na íntegra um documento produzido pelo Master, e mensagens apreendidas mostram que Vorcaro acompanhava a tramitação com expectativa.

A proposta foi rejeitada com oposição do governo e dos grandes bancos, que temiam um rombo maior no fundo. O FGC teve um prejuízo de mais de R$ 57 bilhões com a quebra do Master.

Consignado

Na operação da última quinta (18) contra Jaques Wagner, a PF apontou outro projeto de interesse do Master no Congresso, uma medida provisória editada no governo Bolsonaro em 2022 para permitir operações de crédito consignado por beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e do Auxílio Brasil e elevar para 40% o limite de desconto dos salários e aposentadorias.

O crédito consignado era uma área de atuação do Master, e Lima teria procurado Wagner por telefone para falar sobre esse projeto, de acordo com a PF.

No entanto, a decisão do ministro André Mendonça, do STF, é vaga sobre como foi a atuação do senador para ajudar o Master. A MP foi aprovada por unanimidade no Senado, em menos de 10 minutos de sessão, sem a aparente participação de Wagner, que era da oposição.

Emenda proposta pelo petista que foi citada na decisão impunha um teto para os juros para os empréstimos de crédito consignado, o que costuma ser criticado pelos bancos, mas seria mais alto do que o praticado para os beneficiados dos programas sociais públicos.

"Em que pese a referida emenda parlamentar tenha sido rejeitada pela Comissão Mista criada para apreciação da Medida Provisória nº 1.106, de 2022, a autoridade policial realça a justificação apresentada, por meio da qual o Senador ‘conclama expressamente os demais parlamentares à conversão da medida provisória em lei’", diz o relatório da PF, reproduzido na decisão de Mendonça.

Contudo, não houve uma comissão mista para esta MP, e o parecer foi proferido diretamente em plenário. Wagner não participou da sessão e não é possível identificar onde ele teria dito essa frase. Procurados desde quinta (18), Mendonça e a PF não comentaram.

Em nota, Wagner afirmou que a PF confundiu a emenda dele com a ementa da MP do governo Bolsonaro e que as informações "não condizem com a verdade". "A emenda (e não ementa) apresentada possui objetivo estritamente social e protetivo ao consumidor", disse. Ele pediu que o STF anule a busca e apreensão por "erros graves que comprometem a medida".

Por João Gabriel e Raphael Di Cunto, Folhapress

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