PF deflagra operação para reprimir lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho

Angra dos Reis/RJ. Nesta quarta-feira, 6/5, a Polícia Federal deflagrou a Operação Centelha, com apoio do GAECO/MPF, visando desarticular uma organização criminosa dedicada à sonegação fiscal e lavagem de patrimônio oriundo de contravenção, por meio de uma rede de postos de gasolina e da utilização de “laranjas”.

Policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios empresariais situados nas cidades do Rio de Janeiro e de Mangaratiba/RJ.

Além disso, a Justiça também determinou o sequestro de bens dos investigados – incluindo três policiais civis e um policial militar –, tanto em nome próprio como em nome de "laranjas". Imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e pelo menos 16 embarcações estão entre os alvos da medida.

As apurações da PF revelaram que se tratava de uma série de estabelecimentos secretamente administrados pelos investigados, constituindo um grupo econômico operante no ramo de postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Em ano eleitoral, Congresso avança com pisos e aposentadorias a custo bilionário

Congresso Nacional
Pisos salariais, jornadas reduzidas, aposentadorias antecipadas e regras de reajustes integram uma espécie de pacote de bondades do Congresso Nacional que pode deixar uma bomba fiscal bilionária para União, governo estaduais e prefeituras.

O tamanho da conta a ser paga é incerto, uma vez que a maioria dos projetos tramita sem cálculo e sem apontar a fonte de custeio. A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) projeta que apenas a criação ou o reajuste de pisos salariais pode custar R$ 49 bilhões ao ano às prefeituras.

A ofensiva de categorias na Câmara e no Senado nas últimas semanas surtiu efeito, levando projetos de lei e propostas de emenda à Constituição serem pautados, encaminhados e aprovados em comissões.

Um desses casos é o de agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. Representantes das categorias são vistos com frequência nos corredores da Câmara e Senado. A PEC 14 de 2021 foi aprovada na Câmara no ano passado, sob intensa pressão desses trabalhadores, em geral identificados por seus coletes amarelos.

Eles voltaram ao Congresso em 2026 para pedir que o Senado colocasse a proposta para andar e conseguiram que o projeto fosse à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

A proposta é chamada de "contrarreforma da Previdência" no governo Lula porque afrouxa regras de aposentadorias e efetiva vínculos temporários desses profissionais. O relator da PEC na Câmara, deputado Antonio Brito (PSD-BA), diz que o impacto é de R$ 5,5 bilhões até 2030.

Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, contesta o cálculo e diz que o déficit atuarial das prefeituras em seus regimes próprios pode chegar a R$ 69 bilhões se houver a paridade de salários, o afrouxamento das aposentadorias e a incorporação dos temporários ao serviço. A PEC prevê que a União assuma, via Previdência Social, o impacto das aposentadorias especial.

Segundo a CMN, além do gasto com aposentadorias, integralidade e paridade, há ainda o efeito da antecipação do benefício, o que vai tirar de oito a dez anos de contribuição previdenciária que seria feito por esses servidores.

O senador Irajá (PSD-TO), relator da PEC, disse ainda estar definindo um calendário para a proposta. Nas últimas semanas, após bater à porta mais de uma vez do gabinete do senador, representantes dos agentes comunitários conseguiram um aceno de que o relatório fica pronto "em breve".

A pauta da CCJ é disputada e a maioria dos projetos colocados em votação chega a esse estágio por meio de acordo. A expectativa do governo é que o senador Otto Alencar, presidente do colegiado, segure o andamento dessa PEC.

Na Comissão de Assuntos Econômicos, um piso de R$ 13,6 mil para médicos e cirurgiões dentistas foi aprovado em abril. Diante de uma sala abarrotada de profissionais da categoria, nenhum senador foi contrário ao texto.

A conta da benesse é alta. Quando o projeto ainda previa um piso de R$ 10 mil, o Ministério da Gestão e Inovação calculou que ele custaria R$ 25 bilhões para União, a quem caberia bancar também as despesas de estados e municípios.

O mesmo ocorreu na CCJ, por onde passou uma PEC para reduzir a carga horária dos profissionais da enfermagem para 36 horas semanais, sem redução de salário, e a previsão de reajuste anual do piso pela inflação. É mais uma alteração com potencial de pauta-bomba ao elevar o custeio. A estimativa da CNM é de um gasto de R$ 2,4 bilhões por ano.

Procurado, o Ministério da Fazenda recomendou que as pastas específicas fossem acionadas. O Ministério da Saúde disse que acompanha atentamente a tramitação dos projetos de lei, priorizando a continuidade da assistência à população e a valorização dos trabalhadores.

A pasta não informou se calcula o impacto das propostas sobre o orçamento do SUS, e disse que mantém "espaço adequado para o diálogo constante" desde que a mesa nacional de negociação do SUS foi retomada em 2023.

A situação repete, em termos, o que se viu no Congresso em 2022, outro ano eleitoral. Em um mesmo dia, a Câmara aprovou um piso salarial de R$ 4.750 para o setor de enfermagem, enquanto o Senado aprovou remuneração mínima de dois salários mínimos (ou seja, R$ 2.424) a agentes comunitários de saúde.

O piso da enfermagem chegou a ser suspenso pelo STF (Supremo Tribunal Federal) porque a proposta não tinha cálculos de impacto para os cofres públicos e não apontou a fonte de custeio.

O imbróglio levou Lula, ainda no início de seu terceiro mandato, a assinar um projeto para liberar R$ 7,3 bilhões para o Ministério da Saúde bancar o pagamento com recursos do superávit financeiro do Fundo Social em 2022.

O Fundo Social é também a fonte de financiamento apontada para custear o piso de R$ 3.036 e o pagamento de um adicional de 40% de insalubridade para trabalhadores da limpeza urbana. Aprovado na Câmara, o projeto depende agora do encaminhamento do presidente do Senado.

Segundo senadores da base do governo, a estratégia prioritária é empurrar todas as pautas para depois das eleições. Ninguém quer ser lembrado como contrário à valorização dessa ou daquela categoria –e nisso esquerda e direita, governo e oposição sentam do mesmo lado.

Quando o adiamento não for possível, a ideia é chegar a um meio-termo, por meio do qual o governo apresentaria uma proposta com impacto menor sobre as contas, mas que ainda atenda as categorias.

O presidente do Congresso indicou um "freio de arrumação" nessas pautas. Ele defendeu que a decisão do que vai ou não ser deliberado no plenário seja tomada em conjunto e que isso inclua os governos federal, estaduais e municipais.

"Se nós tivéssemos condições de pagar esse salário, eu colocaria todos os pisos para votar", disse Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). "A gente tem que saber se esses municípios vão ficar bem quando não tiverem, no segundo mês, o recurso para pagar aquele servidor que, por uma lei, será obrigado a ter um piso."

A CNM entregou a todos os deputados e senadores e aos presidentes das Casas um estudo de 50 páginas apontando os impactos desses pisos e jornadas diferenciadas sobre as prefeituras.

Na educação, dois projetos passaram a ser alvo de preocupação, um que reduz para 30 horas a carga horária do magistério e outra que reconhece o direito ao adicional de insalubridade aos profissionais da educação.

O Ministério da Educação diz que as propostas devem ser analisadas com atenção. De um lado, afirma a pasta, elas dialogam com a valorização dos profissionais, mas também "demandam análise técnica e orçamentária consistente ao longo da tramitação legislativa".

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB-RS), recém-empossado na Frente Nacional dos Prefeitos, que representa as capitais, diz que a entidade se opõe a quaisquer projetos que resultem em despesas aos caixas dos municípios. Segundo ele, não está descartado judicializar leis que imputem gastos às prefeituras.

Por Fernanda Brigatti/Folhapress

STF tende a validar PL da Dosimetria, mas com recados sobre combate a atos antidemocráticos

O STF (Supremo Tribunal Federal) tende a validar a redução de penas para condenados do 8 de Janeiro e da trama golpista, mas com uma série de recados sobre a necessidade de combater com rigor qualquer novo ataque à democracia.

Parte dos ministros discorda do PL da Dosimetria por entender que a medida significa um incentivo a novos atos antidemocráticos, mas mesmo entre esses magistrados há um consenso de que a definição das penas é uma prerrogativa do Congresso Nacional.

A leitura desse grupo é de que a severidade das punições era uma espécie de vacina contra um novo atentado às sedes dos três Poderes, risco que, em ano eleitoral, a área de segurança do Supremo não despreza.

Ao mesmo tempo, os magistrados avaliam que, se as punições foram altas, isso se deve ao próprio Congresso, já que a dosimetria foi calculada com base nas penalidades previstas em lei (ou seja, definidas anteriormente pelo Legislativo) para cada tipo de crime.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), disse à Folha que, assim que a lei for promulgada, o partido vai entrar com uma ação no Supremo pedindo que a norma seja declarada inconstitucional. A judicialização já era esperada pelos magistrados da corte.

O processo será sorteado a um ministro relator, que vai avaliar se é o caso de conceder uma liminar para suspender temporariamente a lei (sujeita a referendo do plenário) ou se será adotado um rito abreviado, para julgamento de mérito direto no colegiado.

Segundo um ministro do STF e interlocutores de outros quatro ouvidos pela Folha, o cenário que se desenha é de uma maioria pela manutenção da lei, por respeito ao princípio constitucional da separação dos Poderes.

Nos gabinetes dos magistrados, houve comentários sobre uma possível afronta à impessoalidade, já que o projeto avançou para beneficiar um determinado grupo de pessoas.

Porém, a percepção é de que o momento institucional do Judiciário, que enfrenta a sua mais grave crise de credibilidade em meio às repercussões do caso Banco Master, é considerado delicado demais para qualquer interpretação mais ousada.

A ala que prega um Supremo mais autocontido em relação às iniciativas do Congresso —caso, por exemplo, de André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Edson Fachin, presidente da corte— deve votar pela constitucionalidade da lei que diminui as punições.

O decano, ministro Gilmar Mendes, já declarou publicamente que o Congresso tem atribuição para reduzir as penas, ponderando que a situação seria diferente caso a deliberação fosse por conceder anistia ampla aos condenados, o que seria inconstitucional.

Flávio Dino também já se posicionou. "O Congresso pode mudar [a lei penal]? Pode. Eu, particularmente, espero que não o faça, porque considero que a lei vigente é boa", disse ele em outubro passado, durante evento em São Paulo.

O relator das investigações sobre atos antidemocráticos, Alexandre de Moraes, chegou a dizer em dezembro, em sessão da Primeira Turma, que "atenuar as penas seria um recado à sociedade de que o Brasil tolera ou tolerará novos flertes contra a democracia".

No entanto, ele sinalizou a uma pessoa próxima que, se essa foi a opção do Congresso, cabe a ele apenas aplicar as mudanças a pedido das defesas, pois alterações legais que sejam mais benéficas aos réus devem obrigatoriamente retroagir.

Moraes só negou o pedido feito pela cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como "Débora do Batom", porque a lei ainda não está em vigor. Na quinta-feira (30), o Congresso derrubou o veto de Lula ao projeto, mas até agora não houve a promulgação da norma.

Como mostrou a Folha, Moraes foi um dos ministros do STF a manter um canal de diálogo com parlamentares sobre os contornos do projeto de lei, dando até sugestões concretas para a redação do texto.

Assessores e auxiliares de ministros avaliam que a vigência do projeto de lei da dosimetria pode ajudar a arrefecer as tensões, ao mesmo tempo em que preserva o poder do STF na execução das penas.

Isso porque a aplicação efetiva das novas regras ainda ficará a cargo de Moraes, que vai analisar os requerimentos das defesas caso a caso. Cinco advogados de condenados pela trama golpista relataram à Folha que já estão preparando os pedidos de recálculo.

O ministro deve deixar claro no julgamento da ação do PT que, apesar de os réus terem direito à lei mais benéfica, não vai recuar no enfrentamento a atos antidemocráticos e que as investigações sobre milícias digitais vão prosseguir com a devida firmeza.

De acordo com relatório divulgado por Moraes em 26 de abril, 1.402 réus já foram responsabilizados pelo 8 de Janeiro e pela trama golpista, dos quais 850 foram condenados a penas privativas de liberdade. Deles, 419 tiveram pena convertida em serviços comunitários.

Afora os ANPPs (Acordos de Não Persecução Penal), firmados com o Ministério Público, a penalidade mínima foi de três meses de prisão e a máxima, de 27 anos e três meses, caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. A maior parte dos réus (404 casos) foi condenada a um ano.

Com a nova lei, a pena de Bolsonaro pode ser reduzida para 22 anos e um mês, com progressão de regime mais rápida. Atualmente, a previsão é de cinco anos e 11 meses em regime fechado, prazo que pode diminuir para três anos e três meses.

Por Luísa Martins/Folhapress

Polícia Civil cumpre mandados em investigação de fraude milionária em Canudos e Senhor do Bonfim

Alvos são investigados por participação em esquema interestadual com prejuízo estimado em R$ 64 milhões


Mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos nesta terça-feira (5), nos municípios de Senhor do Bonfim e Canudos, no âmbito de investigação que apura uma fraude milionária contra uma instituição financeira. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, em ação integrada com a Polícia Civil do Paraná.

As investigações apontam o envolvimento de dois suspeitos, de 29 e 35 anos, que atuavam como funcionários de uma instituição financeira na unidade de Canudos. Um deles exercia função de chefia. Ambos são investigados por possível participação em um esquema criminoso interestadual, responsável por um prejuízo estimado em R$ 64 milhões.

De acordo com a apuração, o grupo criminoso atuava de forma estruturada e teria cooptado os investigados para viabilizar as fraudes. O caso teve início após o registro da ocorrência no estado do Paraná, onde está sediada a instituição financeira, após serem percebidos indícios de depósitos fraudulentos em contas de terceiros.

Foram apreendidos aparelhos celulares, tablets, notebooks, pendrives, maquinetas de cartão, documentos e a quantia de R$ 5.970 em espécie. Todo o material apreendido será encaminhado para a unidade policial responsável pela investigação no Paraná, onde passará por análise pericial. As diligências seguem em andamento para identificação de outros envolvidos e aprofundamento das apurações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, expedidas pela Vara Criminal de Ivaiporã (PR), equipes das 25ª e 19ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (COORPIN/Euclides da Cunha e COORPIN/Senhor do Bonfim) participaram da ação.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Investigado por estelionato digital e lavagem de capitais é preso em Jaguaquara

A operação intitulada Espelho Turvo já cumpriu medidas nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina

Nesta terça-feira (5), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/Jaguaquara), cumpriu mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem, de 31 anos, investigado por integrar uma organização criminosa especializada na prática de estelionato digital e lavagem de capitais, responsável por fraudes eletrônicas cometidas contra vítimas no estado de Minas Gerais.]

O suspeito foi capturado quando desembarcava na Rodoviária de Jaguaquara, vindo da cidade de Valença. “No esquema criminoso, ele seria um dos responsáveis pelo sistema de pagamentos, se passando por autarquia estadual com o objetivo de enganar as vítimas”, afirmou o delegado da DT de Jaguaquara, Chardison Castro, responsável pela operação.

A ação faz parte da colaboração da Polícia Civil da Bahia na operação intitulada “Espelho Turvo”, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais, em 29 de abril deste ano, por intermédio da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), unidade vinculada ao Departamento de Operações Especiais (DEOESP) da PCMG, e que já cumpriu medidas nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o esquema criminoso era baseado na criação de websites fraudulentos que simulavam portais oficiais do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/MG) e da Secretaria de Estado da Fazenda, com o objetivo de enganar e induzir vítimas ao pagamento de taxas.

Os valores eram desviados para contas vinculadas ao grupo criminoso. Estima-se que, de janeiro de 2024 até o momento, aproximadamente 1.200 pessoas tenham caído no golpe da organização, que contabiliza vantagem ilícita estimada em mais de R$ 20 milhões.
Fonte
Thanize Borges / Ascom-PCBA

Pista segue totalmente bloqueada na BR-330 após tombamento de carreta com carga de gás entre Ubatã e trevo de Ubaitaba

O trecho da BR-330, no km 885, na cabeceira da ponte na região do Oricó, permanece totalmente interditado nesta terça-feira (5), após o tombamento de uma carreta carregada com gás GLP, considerado produto inflamável e de alto risco. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o tráfego está completamente bloqueado nos dois sentidos da rodovia e, até o momento, não há previsão para liberação da pista. A medida foi adotada devido ao risco causado pela carga de gás, que pode apresentar perigo de explosão ou vazamento.

Equipes da PRF das unidades de Itabuna e Jequié atuam de forma conjunta nos dois lados do local do acidente, realizando o isolamento da área e garantindo a segurança de motoristas e moradores da região. A orientação é para que os condutores evitem trafegar pelo trecho e busquem outras rotas até que o veículo seja retirado e a situação normalizada. Uma das alternativas é via a cidade de Ibirapitanga, através da BA-652, que liga a cidade à BR-101 e a BR-330.

Neste acidente um jovem cliclista morador da região acabou morrendo após ser atingido pela carreta. O motorista do veículo foi socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado a uma unidade hospitalar. Não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde. *Por Giro Ipiaú

Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira

                    Antes, brasileiro havia falado de uma reunião em março, que não foi realizada

Os presidentes Lula e Donald Trump
A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (5), o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro está marcado para esta quinta-feira (7) e a expectativa, segundo aliados do petista, é que ele viaje nesta quarta e retorne na sexta.

A visita foi confirmada por meio de um funcionário da Casa Branca ao jornal Folha de São Paulo. Segundo ele, o presidente Trump vai receber Lula para "discutir assuntos econômicos e de segurança de importância compartilhada".

Lula tinha falado sobre a possibilidade do encontro no início do ano e chegou a anunciar uma visita em março, que não foi adiante. Após o início da guerra contra o Irã, diplomatas afirmam que as conversas para uma reunião entre os líderes perderam fôlego.

Apesar da confirmação da Casa Branca à imprensa, o governo brasileiro ainda aguarda a confirmação oficial da reunião. Às vésperas do encontro, integrantes do governo Lula já se encontram em Washington para preparar a visita do presidente.

Nesta terça, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo brasileiro deverá buscar um acordo de combate ao crime organizado transnacional durante o encontro.

"Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump, e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais, ao crime organizado transnacional", disse Alckmin em entrevista à Globonews.

"Nós podemos fazer muita parceria nessa área, controle de fluxo financeiro, investigação. Esse é um tema extremamente relevante”.

Por Isabella Menon/Folhapress

Fiscalização em Jataí resulta na apreensão de 30 kg de maconha

Na manhã desta terça-feira (5), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 30 kg de maconha durante uma fiscalização de rotina, na BR-364, em Jataí.

A equipe abordou um veículo Renault/Logan que apresentava avarias compatíveis com envolvimento em sinistro de trânsito. Durante a fiscalização, os policiais perceberam forte odor de maconha vindo do interior do automóvel.

Ao realizarem a verificação, foram encontrados diversos tabletes da droga no porta-malas, totalizando aproximadamente 30 quilos.

O condutor, de 58 anos, informou que pegou o entorpecente em Campo Grande (MS) e que o transportaria até Rio Verde (GO), onde receberia a quantia de R$ 2.000,00 pelo serviço. No veículo também havia um passageiro.

Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.
Categoria
Crimes

PRF apreende 169 Kg de maconha em Nova Andradina (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 169 quilos de maconha, nesta terça-feira (5), em Nova Andradina (MS).

Durante fiscalizações na BR-376, os policiais deram ordem de parada a um Chevrolet/Celta, porém o condutor não obedeceu e iniciou fuga. Durante o acompanhamento tático, o motorista parou e foi abordado.

No veículo os policiais encontraram os tabletes de maconha. O homem disse que levaria a droga de Ponta Porã até o interior de São Paulo. Ele foi preso e encaminhado à Polícia Civil em Ivinhema (MS).

Categoria
Justiça e Segurança

PRF em Rondônia apreende mais de 30 kg de entorpecentes na BR-364

Rondônia, 05 de maio de 2026 - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia apreendeu, na manhã de ontem (04), 30,80 kg de substância análoga à cocaína no KM 352 da BR-364, município de Ji-Paraná/RO.

Ação ocorreu por volta das 10h00, quando um veículo de passeio realizou manobra perigosa para adentrar em perímetro rural, o que ensejou a abordagem para averiguação da conduta suspeita. Uma vez dada a ordem de parada, esta foi prontamente atendida, e, durante os procedimentos de fiscalização, constatou-se que o motorista transportava entorpecentes no veículo.

Foram localizados, no porta-malas, dois sacos contendo substância entorpecente análoga à pasta base de cocaína. Em razão dos fatos, o motorista foi preso em flagrante e responderá pelo cometimento, em tese, do crime previsto no art. 33 da Lei de Drogas.

O suspeito, o veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Ji-Paraná/RO para os demais procedimentos cabíveis.
Categoria
Justiça e Segurança

Deputados do governo faltam a sessão e urgência de empréstimo de R$ 5,5 bilhões da Embasa não é aprovada

Foto: Política Livre
Em sessão realizada nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a expectativa era de aprovar a urgência do projeto de lei que autoriza a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) captar cerca de R$ 5,5 bilhões em empréstimo para investimento em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o Estado.

Após uma interrupção de duas horas e dois pedidos de verificação de quórum feitos pela oposição, a matéria enviada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no final de março, não chegou a ser apreciada por conta da ausência de deputados da base governista que, na Casa, são maioria.

Pelo regimento, pelo menos, 32 deputados precisam registrar presença para que o projeto de lei entre em votação. Na sessão desta terça, no entanto, apenas 31 parlamentares confirmaram seus nomes, fato que frustrou a presidente da Casa, deputada Ivana Bastos (PSD), e o líder da bancada do governo, Rosemberg Pinto (PT).

Coincidentemente, também pela ausência de um deputado, o projeto de lei que estabelece o piso de 5,3% para os professores da rede estadual também não foi votado, na primeira quinzena de abril. A matéria, contudo, somente foi aprovada na sessão da semana passada.

Perguntada por este Política Livre sobre suas impressões acerca da baixa assiduidade dos deputados governistas em plenário, a presidente Ivana Bastos atribuiu, única e exclusivamente, a responsabilidade aos deputados faltosos.

"Eu acho que é falta de interesse do deputado. Nós estamos num ano de eleição, o deputado está mirando exclusivamente o compromisso da sua reeleição. Nós tivemos aqui deputados de bancada, deputados do governo, faltou um deputado, não é a primeira vez que falta um deputado. Hoje pela manhã, nós nos reunimos, fizemos as contas e a gente tinha o quórum suficiente. O líder do governo fez a sua parte. Agora, nós temos aqui deputados, todos de maior, vacinados, independentes. Então, aí, a responsabilidade é exclusiva dos deputados que faltaram", frisou.

Já o líder do governo, Rosemberg Pinto, afirmou que vai entrar em contato com os deputados, sobretudo os que estavam na Casa e não desceram para o plenário, para tentar entender o motivo da ausência.

"Eu vou conversar com os parlamentares que não puderam estar presentes hoje, para saber as motivações. Alguns, inclusive, que estavam na Casa e que não desceram para votar. Não sei, obviamente, qual é a motivação. Uma coisa eu posso ter certeza, não é por conta de mim, porque temos uma relação de carinho, de lealdade muito grande. Então, tem alguma motivação. Nós precisamos detectar, buscar uma solução e, na próxima semana, a gente votar aqui. É um projeto importante esse, porque não é um projeto qualquer. É um projeto que traz as condições de pactuações entre a Embasa e os municípios para construir as condições de melhorar o fornecimento de água tratada", destacou.

Por Carine Andrade, Política Livre

Ipiaú: Programa Raízes da Terra garante a multiplicação do cultivo da mandioca

Multiplicar o cultivo da mandioca de mesa (aipim) na zona rural de Ipiaú, é um dos  objetivos do Programa Raizes da Terra desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Ipiaú, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

A proposta de fomentar o desenvolvimento da cadeia produtiva da mandiocultura  consiste na implantação de maniveiros  que garantirão novos plantios e consequentemente  mais produção nas safras seguintes.

O ciclo consolidará o sucesso de uma das culturas mais exploradas pela agricultura familiar no município. 

O programa teve início no  mês de agosto de 2025 quando o Governo do Estado através da Biofábrica, CAR/BAHIATER entregou 10 mil mudas  de quatro variedades altamente produtivas, para a Associação  dos Agricultores Familiares Volta Esperança, na região da Sapucaia.

Na ocasião do lançamento do programa  os agricultores  familiares receberam 10 mil mudas  de aipim , de quatro variedades altamente produtivas e  destinaram    um  espaço para a multiplicação de manivas (mudas de mandioca).

Com isso, além da colheita do aipim, a comunidade local  teve a  capacidade de produzir novas mudas, que posteriormente foram   distribuídas para agricultores familiares de outras regiões do município.

Dando continuidade ao Programa Raízes da Terra, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, repassou aos agricultores familiares da região do Braço Pequeno a mesma quantidade de mudas de aipim doadas ao pessoal da Sapucaia.

O ato de entrega contou com as presenças da prefeita Laryssa Dias  e do secretário  da Agricultura e Meio Ambiente, Poleandro Silva.

A prefeita aproveitou a ocasião para dialogar com a comunidade local , ouvindo suas demandas e reafirmando o compromisso da gestão municipal com quem vive e produz no campo. A gestão municipal reafirma seu compromisso com o fortalecimento do setor agrícola e com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

O cultivo, realizado por agricultores familiares com o apoio técnico da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, evidencia o potencial do município em ampliar a oferta de alimentos, gerar  renda e movimentar o mercado local.

Esse apoio, segundo o secretário Poleandro Silva, envolve desde o preparo do solo com trator agrícola, passando pela doação de mudas e insumos, implantação de maniveiros, assim como acompanhamento técnico, até o acompanhamento da colheita  e comercialização do produto.

Boa parte do aipim descascados destina-se à merenda escolar subsidiada pelo PAA(Programa de Aquisição de Alimentos) do Governo Federal. (José Américo Castro/Decom-PMI).

Ibirataia: Secretaria de Saúde emite nota de esclarecimento sobre atendimento no SUS

Órgão reforça compromisso com transparência, qualidade dos serviços e assistência à população

A Secretaria Municipal de Saúde de Ibirataia divulgou uma nota oficial de esclarecimento à população acerca de informações recentemente publicadas em um blog, que mencionam suposta falha no atendimento a paciente neurodivergente. Segundo o órgão, até o momento, não há registro formal da referida demanda nos canais oficiais, como a Ouvidoria do SUS, reforçando que todos os meios institucionais estão disponíveis para acolhimento, registro e encaminhamento das solicitações da comunidade.
No documento, a Secretaria destaca que vem desenvolvendo ações contínuas para assegurar um atendimento adequado e humanizado, com atenção especial às crianças neurodivergentes. Além disso, informa que existem registros documentais de atendimentos e encaminhamentos realizados, todos devidamente formalizados e disponíveis para consulta pelos órgãos competentes, respeitando os critérios legais de sigilo e proteção de dados.

A gestão municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a qualidade dos serviços prestados à população. A Secretaria de Saúde também se coloca à disposição para prestar esclarecimentos adicionais, reforçando que segue alinhada às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e empenhada em garantir um atendimento digno, eficiente e acessível para todos os cidadãos.

Fonte: Ascom/PMI

55% dos brasileiros não confiam no STF, aponta pesquisa

A maior parte dos brasileiros não confia no Supremo Tribunal Federa (STF), de acordo com pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira, 5. Mais de metade (55%) dos entrevistados disseram não confiar na Corte, enquanto 36% afirmaram confiar e 9% não souberam ou preferiram não responder.

O dado aparece em meio ao desgaste do tribunal, alvo de críticas recorrentes da direita bolsonarista e de parte do Congresso Nacional, além da repercussão do caso Banco Master, que envolve menções a ministros da Corte.

Entre os elos com o escândalo do Master está um contrato milionário entre o banco e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, o Master e a empresa JBS repassaram R$ 18 milhões a uma consultoria que fez pagamentos ao filho do ministro Kassio Nunes Marques, conforme revelou o Estadão.

Em outra frente, como mostrou o Estadão, uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio recebeu dinheiro de um fundo ligado ao banco em negócio envolvendo o resort Tayayá, no Paraná. Toffoli deixou a relatoria da investigação e, depois, se declarou suspeito para julgar o caso.

Em meio às críticas, o atual presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, tem defendido a criação de um código de ética para os membros da Corte, como “medida de defesa” em resposta à crise de imagem e para aumentar a credibilidade e confiança pública.

Os dados da pesquisa mostram que a rejeição ao STF varia conforme o candidato em que os entrevistados pretendem votar nas eleições deste ano. São mencionados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ); Ronaldo Caiado (PSD); Ciro Gomes (PSDB), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Entre eleitores dos candidatos mais associados à direita, os índices de desconfiança à Corte são mais elevados: 78% entre os que apoiam Renan Santos, 73% entre os de Zema, 64% entre os de Flávio Bolsonaro e 63% entre os de Caiado.

No grupo de eleitores do presidente Lula, 42% disseram não confiar no STF e 45% afirmaram confiar. Já entre os eleitores de Ciro Gomes, os percentuais de confiança e desconfiança aparecem empatados, em 46%.

Demais instituições avaliadas

O Congresso Nacional, por sua vez, registra o maior índice de desconfiança entre as instituições testadas na pesquisa: 62% afirmam não confiar no Legislativo, ante 32% que dizem confiar e 6% que não sabem ou não responderam. A desconfiança atinge 80% entre os que pretendem votar em Renan Santos, candidato do partido do MBL, e 76% entre apoiadores de Zema. Para eleitores dos outros pré-candidatos, os índices oscilam em torno dos 60%.

A imprensa também aparece com saldo negativo: 52% dos entrevistados dizem não confiar nos veículos de comunicação, enquanto 40% afirmam confiar e 8% não sabem. A maior rejeição está entre eleitores de Flávio Bolsonaro: 58% não confiam e 33% confiam; outros 9% que não souberam responder.

As Forças Armadas são a única instituição avaliada com índice de confiança superior ao de desconfiança: 48% dizem confiar nos militares, ante 44% que afirmam não confiar. Outros 8% que não sabem ou não opinaram.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o País entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03627/2026.

Por Geovani Bucci e Raisa Toledo/Estadão Conteúdo

Presidente do TST quer cortar salário de juiz que faltar a sessão para dar palestra remunerada

O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), afirmou que pretende cortar o salário de colegas de corte que faltarem a sessões para ministrar palestras pagas sobre como advogar no tribunal.

"Tem ministros do tribunal dando palestras em cursos pagos por advogados ensinando como advogar no tribunal. Isso é completamente antiético. É completamente conflituoso", afirmou Vieira de Mello Filho ao jornal O Estado de S.Paulo, em entrevista publicada nesta terça-feira (5).

"Para não falar que pretendo fazer uma coisa grosseiramente, pretendo passar um ofício para todos os ministros pedindo para serem absolutamente claros [sobre as palestras]. Se não tiver justificativa, vai impactar no subsídio", disse.

Segundo o presidente da corte, há um curso coordenado pelo vice-presidente do tribunal, Guilherme Caputo Bastos. Ele diz também ter recebido slides do ministro Ives Gandra Martins Filho em uma palestra sobre como fazer sustentação oral no tribunal.

Ao Estadão, Vieira de Mello Filho buscou explicar sua fala sobre a divisão entre 'juízes vermelhos e azuis', durante discurso em Brasília no dia 1º de maio –na ocasião, disse que "nós vermelhos temos causa, não temos interesse".

Ele diz que essa caracterização foi feita primeiro pelo ministro Ives Gandra Filho –filho do jurista conservador Ives Gandra– em um curso para advogados. "E a quem ele atribui o azul e o vermelho? A quem defende a Justiça do Trabalho e quem defende uma visão multiempresarial do direito do trabalho", disse o presidente do tribunal.

Vieira de Mello Filho afirma ter "trazido para si" a "pancadaria" ao repetir a caracterização feita por Gandra Filho. "Eu estou dizendo: se vermelho é defender o direito do trabalho e o que a Constituição nos atribui como competência, então que eu seja."

Também na entrevista, o presidente do TST rejeitou proibir cursos e palestras, mas disse que espera regular isso em um código de conduta. Afirmou que tem pedido que os ministros não ofereçam palestras pagas para "segmentos econômicos" que geram, segundo ele, um "conflito generalizado".

"Para mim é o seguinte: quer fazer palestra? Pode fazer, só me diz aonde e quem paga", disse.

Em entrevista à Folha, Vieira de Mello Filho já havia defendido a transparência de palestras e viagens pagas a juízes, para permitir que as partes de um processo peçam impedimento do juiz por conflito de interesses.

"O senhor deu uma palestra para a empresa tal, recebeu isso, recebeu aquilo, então eu não quero que o senhor julgue o meu processo, quero que o senhor se dê por suspeito", afirmou.

Ele também reconheceu que o escândalo do Master, que até agora já envolveu pelo menos dois juízes da Suprema Corte, respinga na magistratura como um todo, e defendeu que ministros não julguem causas levadas por escritórios de parentes.

"Em 2023, não aprovaram [a proposta de dar transparência às palestras]. Eu levei a proposta e não foi aprovada por um voto. Poderia ser aprovada e talvez não tivéssemos nem vivendo muitas situações que encontramos hoje", disse.

Por Marcos Hermanson/Folhapress

Prefeitura de Itagibá anuncia Iguinho e Lulinha e confirma apoio do Governo do Estado para o São João 2026

A Prefeitura de Itagibá deu início oficial à divulgação do São João 2026 com o anúncio da primeira grande atração: a dupla Iguinho e Lulinha. A confirmação foi feita por meio das redes sociais institucionais e já movimenta a expectativa do público para os festejos juninos deste ano.

O evento será realizado entre os dias 21 e 23 de junho, com abertura no dia 19 de junho, quando começa a programação da tradicional Vila Cultural, espaço dedicado à valorização das raízes nordestinas, com gastronomia típica, decoração temática e apresentações culturais.

A apresentação de Iguinho e Lulinha está marcada para o dia 21 de junho, abrindo oficialmente a grade de shows do São João de Itagibá, que promete reunir grande público e consolidar o município como um dos principais destinos juninos do interior da Bahia.

Outro destaque importante é o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da SUFOTUR, que reforça a realização do evento. A parceria contribui para a ampliação da programação, fortalecimento do turismo e incentivo à economia local.

Além do entretenimento, o São João de Itagibá movimenta o comércio, gera empregos temporários e aquece diversos setores, sendo considerado um dos períodos mais importantes para a economia do município.

A Prefeitura informou ainda que novas atrações serão anunciadas em breve, ampliando a expectativa para mais uma edição da festa.

Com tradição, organização e grandes nomes da música, Itagibá se prepara para viver mais um São João de destaque no interior baiano.

Comitiva de empresários tenta 'última cartada' para barrar fim da escala 6x1

Esplanada dos Ministérios
Presidentes de grandes associações ligadas ao comércio e aos serviços do estado de São Paulo e lideranças empresariais dos dois setores fazem uma caravana nesta terça-feira (5) ao Congresso Nacional na tentativa de barrar o avanço da proposta de fim da escala de trabalho 6x1.

Se a proposta passar, eles vão cobrar dos parlamentares o compromisso com a aprovação de um modelo de compensação de perdas.

Os organizadores da comitiva, capitaneada pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), falam em "cartada final" contra a mudança e buscam o apoio de parlamentares para manter o modelo de negociação coletiva da escala de horário.

A maioria dos encontros agendados é com deputados da oposição e membros da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1.

Nesse regime de trabalho, o empregado trabalha seis dias consecutivos e tem direito a um dia de folga. Ela é mais comum em setores como comércio e serviços.

A ideia do movimento é expandir a ofensiva para levar ao Congresso dirigentes de todos os estados do país na próxima semana.

Em reunião na semana passada, os empresários do setor acertaram a estratégia de mostrar o impacto da proposta sobre as finanças das prefeituras. Como os municípios têm muitos serviços terceirizados, o alerta é que o custo do trabalho vai aumentar e elas vão ter que pagar mais pelos contratos.

O foco é reforçar que a jornada de trabalho, mudada por lei, vai enrijecer as relações de trabalho
e que as negociações coletivas são justas e já promovem redução de jornada.

Outro argumento é que a União, se quiser aprovar o projeto, precisará colocar dinheiro para que as empresas não tenham muito prejuízo, segundo um organizador da caravana.

Participam da comitiva pelo menos 18 presidentes de associações. Eles buscam uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Eles vão aproveitar um jantar de lançamento de um manifesto sobre o Simples Nacional e o MEI (Microempreendedor Individual), na Casa da Liberdade, da Frente Parlamentar do Livre Mercado em Brasília. A avaliação é que esse evento será estratégico para fazer um corpo a corpo com os parlamentares para abordar o tema da escala 6x1.

No fim de abril, Motta anunciou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da comissão especial da PEC. O presidente do colegiado é o petista Alencar Santana (SP).

A comissão especial pode durar até 40 sessões do plenário para analisar a PEC. A expectativa, porém, é que a Câmara vote o fim da escala 6x1 ainda até o final do mês de maio, de acordo com o presidente da Casa. Motta afirmou ser favorável à proposta, mas defendeu mais tempo para construção do texto.

O presidente da Câmara seguiu com a tramitação da proposta que acaba com a escala 6x1 por meio de PEC, deixando de lado o projeto de lei enviado pelo governo com urgência constitucional.
Por Adriana Fernandes/Folhapress

Rejeição a Messias sinaliza isolamento de Lula na eleição e aliança restrita à esquerda

A rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) foi lida por lideranças partidárias como um sinal do isolamento do presidente Lula (PT) nesta eleição. A avaliação é que está em curso uma reorganização de forças em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está empatado com o presidente nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno.

O cálculo é que a rejeição não tira votos do petista, mas o episódio ilustra como partidos do centrão se afastaram de Lula, que nesta eleição deve contar com uma aliança restrita a partidos de esquerda. Esse cenário, sim, teria capacidade de prejudicá-lo eleitoralmente a longo prazo.

Do lado petista, a avaliação é a que o presidente deverá reforçar o discurso antissistema que tenta emplacar para a campanha eleitoral. Por esse raciocínio, Lula poderia dizer ao eleitorado que o Senado o impediu de colocar uma pessoa íntegra no STF. A corte está pressionada por causa do escândalo do Banco Master.

Políticos próximos a Lula avaliam também que a derrota de seu indicado ao Supremo poderá ter influência sobre a aliança do petista em pelo menos dois estados.

O presidente gostaria que seu candidato a governador em Minas Gerais fosse Rodrigo Pacheco (PSB-MG), mas parte dos governistas avalia que ele atuou para derrotar Messias. Isso deixaria a aliança ainda mais difícil –sem contar que Pacheco nunca assumiu publicamente uma candidatura.

Outro possível desdobramento é no Maranhão. Aliados de Lula acreditam que a rejeição de Messias também teve participação do ministro do STF Flávio Dino, que governou o estado por oito anos. Parte dos petistas defende que, confirmada a participação de Dino, o partido apoie Orleans Brandão (MDB) para o governo maranhense. Ele é sobrinho do atual governador, Carlos Brandão, que rompeu com o ministro do Supremo.

Neste terceiro mandato, Lula conseguiu atrair alas de legendas como União Brasil, PP e Republicanos oferecendo ministérios e cargos. Tal operação, porém, deixou de ser interessante, e os partidos, diante de uma perspectiva de possível vitória de Flávio, têm pouca iniciativa de ajudar Lula.

O presidente tentou atrair o MDB para sua coligação na disputa presidencial deste ano, mas não obteve sucesso. A tendência é que tenha ao seu lado, além da esquerda, apenas setores de partidos de centro que podem se beneficiar eleitoralmente de uma proximidade com o petista. Por exemplo, políticos da Bahia e outros estados onde o presidente é popular.

Demonstrações de força de Flávio e da oposição poderão reduzir a capacidade do presidente da República de atrair o apoio desses setores partidários.

Por mais que a rejeição de Messias não tire votos de Lula diretamente, a classe política entende que a derrota é sintoma da dificuldade que o PT terá para garantir palanques para Lula, já que há menos parlamentares dispostos a se associar ao governo.

A derrota também mostrou que o petista não conseguiu contar com a boa vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chefe de uma Casa que era considerada pelo governo a mais segura do Legislativo. Ele trabalhou pela rejeição de Messias, embora negue publicamente.

Líderes políticos, porém, acreditam que a derrota de Messias não tirará votos de Lula por dois fatores. O primeiro, que o fato político ocorre mais de cinco meses antes da eleição de outubro. O segundo, que o episódio se restringe a um assunto do Legislativo.

Nessa ótica, a opinião dos senadores não refletiria o pensamento médio do brasileiro, que pouco acompanharia o rito de indicações à Suprema Corte. Ou seja, o clamor pela rejeição de Messias ao STF estaria restrita apenas ao eleitorado bolsonarista.

Petistas ouvidos pela reportagem acreditam que o tema não chegará à eleição. O eleitorado teria mais interesse em projetos como o novo Desenrola e outras ações ligadas a temas econômicos.

Além disso, integrantes do partido avaliam que a rejeição de Messias pelo Senado dá ao presidente da República e a seu grupo político uma deixa para tentar colar no centrão escândalos de corrupção, tentando atingir Flávio Bolsonaro.

Aliados do petista avaliam que ele costuma se fortalecer depois de situações de crise.

Citam como exemplo a reação do governo depois de o Congresso derrubar a tentativa do Executivo de aumentar o IOF (imposto sobre operações financeiras), em 2025. O grupo político do presidente adotou um discurso de "ricos contra pobres" que o ajudou a sair das cordas e, meses depois, foi importante para Lula recuperar a própria popularidade.

Um sinal de que o presidente pretende se apresentar como um andidato antissistema foi dado na noite de quinta-feira (30), no pronunciamento de Lula divulgado em rede nacional de TV. "Cada vez que damos um passo adiante para melhorar a vida do povo brasileiro, o sistema joga contra. O andar de cima, os bilionários, a elite que só pensa em manter privilégios às custas do povo. Se dependesse do sistema, nem a escravidão teria sido abolida no Brasil", disse o presidente.

Integrantes de outros partidos avaliam que isso poderá ser um tiro no pé do governo porque afastará outras forças políticas de Lula. Ficaria mais difícil para o presidente obter apoio para seus projetos no Congresso até o fim do mandato e também para atrair novos deputados e senadores para sua base de apoio.

Aliados do presidente, porém, destacam que a medidas importantes do governo em termos de popularidade também não devem ser afetadas pela derrota recente. Petistas apostam que o apelo do fim da escala 6x1 não deixará Alcolumbre postergar a pauta e que o Desenrola 2.0 está sendo executado via MP (Medida Provisória), sem necessidade de aval do Congresso.

Por Augusto Tenório e Caio Spechoto/Folhapress

Dois suspeitos são presos em flagrante por tráfico de drogas em Arraial d’Ajuda

Ação integrada entre Polícia Civil e Polícia Militar resultou na apreensão de entorpecentes, veículo e materiais utilizados no tráfico

Dois suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas, na tarde desta segunda-feira (4), em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro. A ação foi realizada por equipes da Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial (DT/Santa Cruz Cabrália), com apoio da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) do 8º Batalhão da Polícia Militar.

A operação ocorreu após informações obtidas durante investigações conduzidas pela unidade policial, corroboradas por denúncias sobre atividade de tráfico de drogas na localidade.

Durante a ação, foram apreendidos 794 pinos de cocaína, 360 pedras de crack, 5,7 gramas de skank, 121 gramas de cocaína em pacote, uma balança de precisão, três aparelhos celulares, duas correntes de ouro, um relógio, um veículo e embalagens utilizadas para acondicionamento de entorpecentes.

Um dos suspeitos já era alvo de investigações da Delegacia Territorial de Santa Cruz Cabrália e ambos possuem registros criminais por tráfico de drogas.

Os conduzidos e todo o material apreendido foram apresentados na 2ª Delegacia Territorial de Arraial d’Ajuda (2ª DT/Arraial d’Ajuda), onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante por tráfico de drogas. Eles permanecem à disposição da Justiça.
Fonte
Kaliane Almeida / Ascom-PCBA

Suspeito de feminicídio é preso em flagrante após ação integrada entre Polícia Civil e Militar em Jequié

        Acusado foi encontrado com ferimento na cabeça; polícia também investiga autoria da agressão

A vítima, identificada como Patrícia dos Santos, de 49 anos, foi encontrada em uma residência no bairro Joaquim Romão, sem sinais vitais e com perfurações provocadas por arma branca.

De acordo com informações da ocorrência, a equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/Jequié) foi acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações (CICOM) para apurar o crime. Durante o levantamento cadavérico, a equipe da DEAM/Jequié foi informada de que o suspeito poderia estar em uma rua próxima.

Com o apoio da Polícia Militar, a equipe da unidade especializada localizou o suspeito caído ao chão, com ferimento na cabeça. Uma equipe do SAMU foi acionada e conduziu o homem para uma unidade hospitalar, onde permanece sob cuidados médicos e custódia policial.

Guias para remoção do corpo e perícia foram expedidas, conforme os procedimentos legais, e o conduzido permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Henrique Coelho / Ascom-PCBA

Suspeito troca tiros com Serviço Secreto dos Estados Unidos nas proximidades da Casa Branca

Agentes teriam abordado homem que parecia carregar uma arma, fugiu ao ser confrontado e foi atingido por tiros

Casa Branca
O Serviço Secreto dos EUA disse nesta segunda-feira (4) que agentes confrontaram um "indivíduo suspeito" armado perto da Casa Branca, que posteriormente atirou contra eles antes de fugir a pé e ser baleado pelas forças de segurança. O incidente levou a um breve bloqueio na Casa Branca.

Agentes que patrulhavam o perímetro externo do complexo da sede do Executivo americano e residência do presidente Donald Trump identificaram, segundo o vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, um "indivíduo suspeito que aparentava estar com uma arma de fogo". O suspeito, que não foi identificado, não chegou a entrar na área da Casa Branca.

O suspeito fugiu a pé após ser abordado por agentes do Serviço Secreto e atirou na direção deles, segundo Quinn. Os agentes, então, atiraram no suspeito, que foi atingido e posteriormente hospitalizado, acrescentou o vice-diretor.

A comitiva do vice-presidente J. D. Vance passou pela área pouco antes do incidente, ainda segundo Quinn. Não havia indicação de que o suspeito pretendia se aproximar da comitiva de Vance.

Um menor de idade que estava no local foi atingido pelo suspeito, mas não sofreu ferimentos com risco de morte e estava sendo tratado em um hospital.

As forças de segurança estão em alerta nos últimos dias na capital dos EUA após uma tentativa de atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado, pelo qual um homem foi preso. Trump e Vance, assim como outras autoridades do governo, estavam no evento.

Quinn foi questionado se o incidente desta segunda-feira estava ligado a "outras tentativas recentes" contra a vida de Trump —o presidente estava na Casa Branca quando o incidente ocorreu. "Se foi ou não direcionado ao presidente, eu não sei, mas vamos descobrir", disse Quinn.

O vice-diretor do Serviço Secreto confirmou que uma arma foi recuperada do suspeito, mas não deu mais detalhes. O Departamento de Polícia de Washington investiga o caso.

Por Folhapress

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