FICCO/SP apreende 21 armas e prende 2 homens em flagrante

Ação integrada com o TOR e com o CME da PM/PR localizou 14 fuzis e 7 pistolas ocultados em um veículo
São Paulo/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em conjunto com equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e do CME da Polícia Militar do Paraná (PM/PR), apreendeu 21 armas de fogo e prendeu 2 homens em flagrante, nesse domingo (18/10).

Durante abordagem a um veículo suspeito, os policiais identificaram peso anormal nas portas e a impossibilidade de acionamento dos vidros. Após desmontarem as estruturas, localizaram peças de armamento escondidas no interior das portas, envoltas em plástico e espuma de colchão. Após a montagem, foram identificados 14 fuzis e 7 pistolas.

Os dois ocupantes do veículo foram conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Bauru/SP, onde foram autuados em flagrante. O armamento foi apreendido e encaminhado para os procedimentos de polícia judiciária.
A FICCO/SP é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, por meio das polícias Militar e Civil.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

Faltam 6 dias: prazo para registrar pesquisas eleitorais termina nesta segunda-feira (19)

Registro deve ser feito no PesqEle. Sistema recebeu melhorias para ampliar transparência e detalhamento metodológico dos levantamentos
Esta segunda-feira (19) é o último dia para que os institutos registrem pesquisas de opinião relativas ao 2º turno das Eleições 2026. O registro deve ser feito no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). O prazo está previsto no calendário eleitoral.

De acordo com a Resolução-TSE nº 23.600/2019, pesquisas realizadas antes do dia das eleições podem ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no próprio dia da votação, desde que respeitado o prazo de cinco dias.

Divulgação dos resultados

Ao divulgar os resultados de uma pesquisa eleitoral, é obrigatório informar:

I - o período de realização da coleta de dados;

II - a margem de erro;

III - o nível de confiança;

IV - o número de entrevistas;

V - o nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou;

VI - o número de registro da pesquisa.

O registro da pesquisa não implica a obrigatoriedade da divulgação dos resultados. A Justiça Eleitoral também não realiza qualquer controle prévio sobre os dados nem é responsável pela divulgação.

Transparência nos levantamentos

Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implementou melhorias no PesqEle para ampliar o detalhamento metodológico e a transparência dos levantamentos eleitorais. As mudanças foram baseadas em parecer técnico elaborado por um grupo de trabalho após reunião entre o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e representantes de empresas do setor.

A atualização não cria novas obrigações, mas aprimora a forma de apresentação das informações já exigidas pela Resolução-TSE nº 23.600/2019. O objetivo é facilitar a compreensão dos métodos utilizados e ampliar a confiança nos dados divulgados.

Detalhamento metodológico

Além dos campos já existentes, os institutos de pesquisa deverão informar: 

representatividade e amostra – descrição da população representada, classificação do plano amostral, tamanho projetado da amostra, nível de confiança e margem de erro máxima esperada; 

procedimentos de campo – base ou método utilizado para acessar o eleitorado e indicação sobre o uso de mídias (como áudios, vídeos ou imagens) na aplicação da entrevista; 

estrutura do questionário – informações sobre a ordem de apresentação das perguntas aos entrevistados.

Dados após a divulgação 

Depois do prazo previsto na Resolução-TSE nº 23.600/2019 para a divulgação da pesquisa, as empresas deverão complementar os dados no PesqEle com informações efetivamente apuradas durante o trabalho de campo, como: 
  • período da coleta – datas e horários exatos de início e término das entrevistas; 
  • amostra efetiva – número de entrevistas realizadas e tratamento dado a perdas, recusas e substituições de entrevistados; 
  • método e precisão – forma de coleta, plataforma utilizada, procedimento de ponderação, medidas de precisão estatística e indicação de eventual divulgação por subgrupos; 
  • transparência de dados – cálculo da taxa de resposta e relatório sobre limitações metodológicas.  

  • Consulta pública
O PesqEle permite consultar as pesquisas de intenção de voto registradas no país e reúne as informações exigidas pela legislação eleitoral. A ferramenta pode ser acessada por cidadãos, jornalistas, partidos e candidatos. 

É possível consultar dados como metodologia, período de realização, tamanho da amostra, margem de erro, estatístico responsável e o questionário completo utilizado. 

O cadastro prévio no PesqEle é obrigatório para os institutos e permite verificar a regularidade das pesquisas e acessar informações que favorecem a transparência dos levantamentos eleitorais.
DV/JP/DB

Congresso promulga aposentadoria especial para agentes de saúde e de combate a endemias

 Pelas novas regras, as duas categorias poderão se aposentar aos 57 anos se mulher, e 60 anos se homem, com 25 anos de contribuição e de atividade

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional 140/26, que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE).

O texto é originário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21, aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025 e pelo Senado Federal neste ano.

Pelas novas regras, as duas categorias poderão se aposentar aos 57 anos, se mulher, e aos 60 anos, se homem, com 25 anos de contribuição e de atividade. Atualmente, é aplicada a norma geral estabelecida pela reforma da Previdência: idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

A mudança valerá tanto para quem estiver vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), aplicável a servidores públicos, quanto para quem estiver no regime geral, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao discursar sobre a PEC, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ressaltou que a medida é uma resposta do Estado à longa espera e ao histórico de insegurança dos agentes.

"Esses profissionais levam o Estado brasileiro para locais onde muitas vezes o atendimento não chega. A aposentadoria especial é o reconhecimento de uma vida inteira de trabalho e de cuidado”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados , Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a atuação desses profissionais na prevenção e no combate a doenças como a dengue e disse que a conquista foi construída com “escuta, responsabilidade e atenção ao equilíbrio do sistema previdenciário”.

Durante a solenidade, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a medida é “importante, necessária e justa” e que a promulgação atende à reivindicação popular.

Lula parabenizou a atuação do Congresso. “O que estamos fazendo hoje foi obedecer à vontade de um povo que foi para a rua, que cobrou e exigiu de nós”, declarou. Na mesma solenidade foi promulgada a Emenda Constitucional 141/26,  que acaba com a escala de trabalho 6x.

Regras de transição

A nova emenda constitucional cria regras de transição para quem se tornou agente comunitário de saúde ou de combate às endemias até a promulgação.

Uma delas exige os mesmos 25 anos de contribuição e atividade se a pessoa tiver as seguintes idades:

  • até 31 de dezembro 2030: 50 anos para a mulher e 52 anos para o homem;
  • até 31 de dezembro de 2035: 52 anos para a mulher e 54 anos para o homem;
  • até 31 de dezembro de 2040: 54 anos para a mulher e 56 anos para o homem; e
  • a partir de 1 de janeiro de 2041: 57 anos para a mulher e 60 anos para o homem.

Idade e contribuição

Outra transição possível para os que já atuam na área é a soma de pontos de idade e tempo de contribuição.

A idade mínima para mulher será de 60 anos; e para o homem, 63 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos, sendo 10 anos de efetivo exercício como agente. Além disso, será necessário atingir 83 pontos para mulheres e 86 pontos para homens, somando idade e tempo de contribuição.

Também serão considerados o período de afastamento para exercício de mandato classista e o tempo de readaptação em outra função, desde que decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho.

Impacto orçamentário

De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto da emenda constitucional no Orçamento federal será de R$ 3 bilhões por ano.

O texto prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento de despesas nos regimes próprios de previdência, além de determinar o repasse de recursos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.

Com informações da Agência Senado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil Por Agência Brasil

                                           "Portal da ANM mostra dados da indústria extrativa"
As atividades relacionadas ao setor de minerais críticos e estratégicos (MCE) para o Brasil somaram 129.423 empregos, em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos da indústria extrativa mineral do país.

Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.

Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado na última semana pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

As unidades da federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).

Além dos dados sobre empregos, o painel permite consultar informações sobre o perfil dos trabalhadores, remuneração média e as 21 substâncias relacionadas a essas atividades, entre elas, alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio.

A análise do mercado formal de trabalho da indústria extrativa mineral da plataforma foi realizada a partir dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Perfil dos trabalhadores

De acordo com os dados do portal, a participação masculina (100.765 empregos) equivale a 78% do total de empregos relacionados a minerais críticos e estratégicos (129.423). As mulheres ocupam os 22% restantes, 28.658 postos.

No gráfico de empregos, relacionados aos MCE, 51.714 são de mão de obra qualificada, o equivalente a 23% de todos os empregos.

Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, que representa 14%. Destes mais de 30 mil postos de trabalho, 19.060 são ocupados por homens e 11.647, por mulheres.

Quando considerados os empregos gerados por tipo de mineral, o extrativismo que mais emprega é do ferro (70.027 postos de trabalho). Seguido por metais preciosos que somam 21.313 empregos.

Remuneração

Em 2025, as remunerações médias dos trabalhadores de níveis de escolaridade fundamental, médio e superior foram respectivamente de R$ 3.218; R$ 4.142 e R$ 11.856.

Localidades

O portal também mostra a distribuição territorial dos municípios produtores com um mapa geoespacial.

Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.

Em Parauapebas, são 8.234 trabalhadores (71,4% do gênero masculino e 28,6% do gênero feminino), sendo 1.851 com nível superior.

Em Nova Lima, dos 8.218 empregados (63,3% do gênero masculino e 36,7% do gênero feminino), 4.776 tem nível superior.

Em Congonhas, são 7.114 trabalhadores (73,2% do gênero masculino e 26,8% gênero feminino), sendo 1.234 trabalhadores com nível superior.

Produção

Para contribuir com a transparência e a divulgação de informações sobre o desempenho da mineração no país, o site apresenta informações de exploração, valor investido e produção e comércio exterior.

De acordo com os indicadores, em 2025 o país tinha 1.012 áreas em produção que resultaram em R$ 250,4 bilhões ao país.

Por Agência Brasil

Polícia investiga suspeita de explosivos em carro de Flávio, mas ameaça é descartada

Após o fim do debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na Band, a Polícia Militar precisou investigar uma suspeita de bomba no carro que trouxe o senador aos estúdios da emissora.

Cães farejadores apontaram a possibilidade de haver um artefato no veículo, o que levou o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da PM-SP examinar o carro. A informação chegou à Polícia Legislativa, que faz a segurança de Flávio, durante o debate.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) acabou deixando a sede da emissora no carro do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O comandante do esquadrão antibomba do Gate, Vitor Capello Haddad, afirmou que o grupo foi chamado após pedido da Polícia Legislativa, que reportou ter recebido ameaça de bomba.

Dois cães farejadores vistoriaram o carro de Flávio e ambos indicaram a presença de algum produto químico associado a explosivo.

Contudo, quando os especialistas fizeram a vistoria, constataram que a sinalização dos cães foi um falso positivo: não havia explosivos.

O capitão afirmou que a falha pode ter sido decorrente de algum produto químico do carro, possivelmente usado para sua limpeza, o que poderia ter feito com que os cães se confundissem.

Por Fábio Zanin di Bruno Ribeiro/Folhapress

Giro no Mundo: Padre morre atingido por cruz de madeira que cai durante missa transmitida ao vivo

Um padre morreu neste sábado (17) após ser atingido por uma cruz de madeira que se desprendeu da parede de uma igreja durante a celebração de uma missa, na cidade de Guayaquil, no Equador. A vítima foi identificada como Patricio Alfredo Sánchez Molinari, pároco da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e integrante da Congregação do Santíssimo Redentor.

A celebração estava sendo transmitida ao vivo pelas redes sociais do religioso. As imagens mostram o momento em que a cruz se solta da parede, atrás do altar principal, e cai sobre o padre, que conduzia a cerimônia. Logo após o acidente, pessoas que acompanhavam a missa correram para prestar socorro ao religioso. A Arquidiocese de Guayaquil confirmou a morte do sacerdote por meio de um comunicado oficial, no qual lamentou o ocorrido.

Lula e Flávio Bolsonaro fazem o primeiro debate do 2º turno

Encontro promovido pela Band ocorre uma semana antes da votação, marcada para 25 de outubro, em cenário de empate técnico nas pesquisas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participam na noite deste domingo (18) do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026.

O debate estava previsto para começar às 20h, mas começou por volta das 20h15.

O encontro r, a uma semana da votação que vai definir o próximo presidente da República, marcada para 25 de outubro.

É o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio nesta etapa da campanha (veja temas debatidos abaixo).

Os dois não participaram do primeiro debate presidencial promovido pela Band, em 23 de agosto, ainda durante o primeiro turno.

Primeiro bloco

No primeiro bloco, Lula e Flávio responderam a perguntas dos apresentadores e, na sequência, participaram de um confronto direto.

Pelas regras apresentadas pela Band, cada candidato tem um banco de 15 minutos no confronto para administrar como preferir.

1) Segurança pública

A primeira pergunta do debate foi sobre segurança pública. Os candidatos foram questionados sobre o avanço do crime organizado, o domínio de territórios por facções e milícias e a redução da maioridade penal.

Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai declarar “guerra ao narcoterrorismo” e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. A classificação faz parte do plano de governo do candidato.

O candidato disse ainda que pretende recuperar territórios dominados pelas organizações criminosas e endurecer o tratamento contra integrantes de facções. Citou a lei antifacção e afirmou que líderes dessas organizações poderão ficar até 80 anos presos.

“Eu vou recuperar cada metro. Eu vou recuperar cada rua. Eu vou recuperar cada bairro. Eu vou recuperar cada cidade. Eu vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

O senador disse ainda que criminosos serão “presos ou neutralizados pelas nossas polícias” e acusou o atual governo de adotar uma política de desencarceramento.

Lula foi o segundo a falar. Ele afirmou que a segurança pública é responsabilidade dos estados pela Constituição de 1988 e disse que a PEC da Segurança Pública ampliará a participação da União na área.

O presidente afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública.

Lula também citou a Lei Antifacção e disse que seu governo pretende combater o crime organizado tanto nos territórios dominados pelas facções quanto entre integrantes de maior poder econômico.

A lei contra facções foi sancionada por Lula em março e ampliou penas e instrumentos de investigação.

O presidente defendeu ainda uma atuação conjunta de União, estados e municípios para recuperar territórios dominados por organizações criminosas e milícias.

“Para o trabalhador e para a comunidade, proteção. Para o bandido, prisão”, afirmou Lula.

Ele encerrou a resposta afirmando que seu governo fez, nos últimos quatro anos, “muito mais” no combate ao crime organizado do que havia sido feito anteriormente no país.

2) Economia

Na segunda pergunta do primeiro bloco, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foram questionados sobre o baixo crescimento da economia brasileira, a dívida pública, os juros, a carga tributária e a recuperação do grau de investimento.

Primeiro a responder, Lula disse que o país precisa estimular o crescimento por meio da circulação de renda e do incentivo aos pequenos negócios.

O presidente citou políticas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e afirmou que pretende ampliar os incentivos ao setor para gerar emprego e desenvolvimento. O governo anunciou recentemente um pacote de medidas voltadas aos MEIs.

Lula também afirmou que o país está próximo de recuperar o grau de investimento e defendeu investimentos nas economias digital, verde e criativa.

Na sequência, Flávio Bolsonaro questionou a situação econômica das famílias e citou os preços dos alimentos.

“A sua vida melhorou ou piorou? A comida está mais cara ou está mais barata?”, perguntou Flávio Bolsonaro.

O candidato afirmou que o resultado do primeiro turno, no qual terminou à frente de Lula, provocou queda nas taxas de juros futuros.

Flávio Bolsonaro também criticou o crescimento da dívida pública e atribuiu o aumento do endividamento ao que chamou de “gastança” do atual governo.

Ele afirmou que pretende controlar os gastos para abrir espaço no Orçamento e disse que usaria os recursos tanto para reduzir a dívida pública quanto para ajudar famílias endividadas.

O plano econômico do candidato prevê um ajuste fiscal com cortes de gastos, embora parte das medidas ainda não tenha sido detalhada.

“Eu vou ajudar você a pagar a sua dívida. Eu vou ajudar o governo a pagar a própria dívida”, afirmou.

O candidato encerrou a resposta dizendo que pretende combater a corrupção e afirmou que tirar Lula da Presidência seria “o primeiro passo” para controlar o Orçamento.

Confronto direto

No primeiro confronto direto, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre um voto dado pelo então deputado estadual, em 2009, contra a ampliação da licença-maternidade de servidoras.

Flávio afirmou que não tem “absolutamente nada contra as mulheres”, mas não explicou o voto.

Em seguida, questionou Lula sobre a empresária e lobista Roberta Luchsinger e sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Roberta e Fábio Luís são investigados pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência; ambos negam irregularidades.

O embate passou então para acusações de corrupção.

Flávio citou o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS e acusou o governo Lula de não proteger os aposentados.

Lula afirmou que o esquema foi descoberto e combatido em seu governo. A Polícia Federal indiciou 48 pessoas na primeira investigação sobre as fraudes.

Lula também cobrou explicações de Flávio sobre os R$ 134 milhões negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Flávio afirmou que já havia explicado o caso e negou irregularidades. A Polícia Federal investiga o financiamento da produção.

Na sequência, Flávio Bolsonaro voltou à economia, criticou os juros e acusou o presidente de usar o Bolsa Família com objetivo eleitoral.

Lula, por sua vez, retomou a segurança pública e questionou o adversário sobre posições relacionadas à política de armas e a casos de violência no Rio de Janeiro.

Lula também questionou Flávio sobre o fim da escala 6x1 e perguntou se o adversário pretendia propor mudanças na medida. Flávio afirmou que não. O candidato do PL votou a favor do fim da escala 6x1 no Senado, depois de ter se posicionado contra a proposta.

Na reta final do confronto, Lula questionou Flávio sobre sua proximidade com o presidente da Argentina, Javier Milei, e perguntou se pretendia adotar no Brasil o modelo econômico argentino. Flávio não respondeu diretamente e afirmou que governos de direita precisam “consertar” problemas deixados por governos de esquerda.

Flávio afirmou ainda que pretende fazer um “tesouraço” na corrupção do governo Lula.

➡️Segundo bloco

1) Saúde

O segundo bloco começou com uma pergunta sobre saúde. Os candidatos foram questionados sobre as filas para consultas com especialistas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS), além do financiamento necessário para ampliar o atendimento.

Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende criar um prontuário eletrônico único, com informações das redes municipal, estadual, federal e privada integradas pelo CPF.

O candidato também defendeu o uso de telemedicina, tecnologia e inteligência artificial para agilizar o atendimento.

Flávio disse ainda que pretende levar ao SUS o que chamou de “padrão Einstein” e voltou a afirmar que, se eleito, escolherá o médico Claudio Luiz Lottenberg para comandar o Ministério da Saúde.

Na sequência, Lula criticou a gestão da saúde no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid e questionou se a proposta de Flávio significaria privatizar o SUS.

O presidente afirmou que seu governo trabalha para recuperar o sistema público de saúde e criticou a escolha de Claudio Luiz Lottenberg.

Lula disse que o adversário não conhece a saúde pública e cobrou a escolha de pessoas com experiência no setor.

2) Saída temporária de presos

No confronto direto do segundo bloco, Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre a saída temporária de presos.

O candidato citou dois crimes cometidos por detentos beneficiados pela medida e perguntou se Lula era favorável à manutenção do benefício.

Lula defendeu a saída temporária para presos com bom comportamento como instrumento de ressocialização, mas afirmou que pessoas que cometeram crimes violentos não devem receber o benefício. O presidente disse que o sistema prisional deve buscar recuperar os presos.

Na sequência, Flávio voltou ao tema da escala 6x1 e afirmou que mudou de posição após ouvir trabalhadores durante a campanha.

Lula respondeu com críticas ao histórico profissional do adversário e disse que pretende continuar aumentando o salário mínimo acima da inflação.

3) Saúde volta ao confronto

Na segunda pergunta do confronto, Lula voltou ao tema da saúde e criticou novamente a gestão do governo Bolsonaro durante a pandemia.

O presidente defendeu o SUS e citou a ampliação do número de médicos e medidas para reduzir o tempo entre diagnóstico e tratamento de câncer.

Flávio reconheceu que a saúde não foi uma área em que o governo de Jair Bolsonaro teve “o melhor resultado”, atribuiu parte das dificuldades à pandemia e afirmou que o ex-presidente “deu o seu melhor”.

Em seguida, voltou a falar de economia e apresentou uma proposta para renegociação de dívidas de pessoas e empresas.

➡️Terceiro bloco

1) Produtividade

O terceiro bloco começou com uma pergunta sobre a baixa produtividade da economia brasileira e as medidas que os candidatos pretendem adotar para aumentar a produção e a renda no país.

Primeiro a responder, Lula afirmou que o aumento da produtividade depende de investimentos das empresas em inovação.

O presidente citou a Nova Indústria Brasil e defendeu investimentos em economia digital, data centers, economia criativa e economia verde, além da formação de profissionais em áreas como engenharia e matemática.

Flávio afirmou que pretende tratar a internet como infraestrutura e conectar escolas, hospitais e aldeias indígenas.

Disse ainda que pretende criar uma plataforma que conecte trabalhadores às áreas de recursos humanos de empresas, além de oferecer capacitação e financiamento por meio da Caixa para pessoas que queiram abrir o próprio negócio.

2) Estados Unidos e terras raras

No confronto direto, Lula questionou Flávio sobre sua relação com os Estados Unidos e perguntou se, em um eventual governo, o candidato entregaria a exploração de terras raras brasileiras aos americanos.

Flávio negou ter atuado para que empresas brasileiras fossem atingidas por tarifas americanas e afirmou que foi aos Estados Unidos para defender empresas e produtos brasileiros.

Lula insistiu no tema e acusou a família Bolsonaro de subordinação aos interesses americanos. Na sequência, propôs que os dois candidatos abram suas contas bancárias e seus sigilos telefônicos para análise antes da eleição.

Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder” e defendeu cooperação entre países das Américas contra organizações criminosas e maior atuação das Forças Armadas nas fronteiras.

3) Maioridade penal e segurança pública

Na última rodada do confronto, Flávio defendeu a castração química de estupradores, a redução da maioridade penal e o endurecimento das penas para crimes como roubo de celular.

Flávio afirmou que defende a redução para 14 anos em casos de crimes graves e hediondos. Na reta final da campanha, Lula também passou a defender a redução da maioridade penal, mas para 16 anos e somente em crimes hediondos. Essa posição do presidente foi apresentada em entrevista à Globo antes do debate.

Lula respondeu citando medidas de seu governo relacionadas a celulares roubados e voltou à economia. O presidente defendeu políticas de crédito e renegociação de dívidas e afirmou que o crescimento econômico é a melhor maneira de reduzir o peso da dívida pública.

Ao final da rodada, Lula repetiu o desafio para que Flávio abra suas contas bancárias e o conteúdo de seu celular.

Considerações finais

Lula foi o primeiro a fazer as considerações finais. No início, houve interrupções, e os mediadores pediram a Flávio e à plateia que permitissem que o presidente falasse.

Lula agradeceu aos apoiadores e defendeu a continuidade de seu governo. Disse que o Brasil está preparado para crescer mais e citou como prioridades a recuperação da indústria. Também criticou privatizações e defendeu estatais “fortes e produtivas”.

Flávio afirmou, nas considerações finais, que não fará promessas que não puder cumprir e voltou a defender a criação do Ministério da Prosperidade e suas propostas para a segurança pública. Disse que pretende colocar o cidadão no “centro do governo” e pediu votos para o segundo turno.

Após as duas falas, os mediadores encerraram o primeiro debate do segundo turno.

Disputa apertada

O debate ocorre em meio a uma disputa apertada pela Presidência. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (15) mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto e Lula com 45%.

Já levantamento Quaest divulgado na quarta (14) apontou Flávio com 46% e Lula com 44%. Nos dois casos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com cerca de 2,2 milhões de votos a mais que Lula, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Na reta final da campanha, as duas candidaturas apostam nos debates e na mobilização nas ruas para conquistar votos.

A campanha de Lula pretende destacar medidas de apelo popular, enquanto aliados de Flávio planejam intensificar as respostas aos ataques do presidente e dar mais espaço às propostas do senador.

Por Redação g1 — Brasília

Vantagem de Lula sobre os Bolsonaro cai em 98% das cidades do Nordeste

Lula mantém força, mas militância de direita ganha ruas e reforça campanha no interior
Na rodovia que leva ao centro de Dom Macedo Costa, município de 4.407 habitantes do Recôncavo Baiano, bandeiras verde e amarelas estão penduradas nas portas das casas. Um comitê instalado na praça central, junto à prefeitura, distribui adesivos a apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL).

A cena era inimaginável em 2022, quando Lula (PT) chegou a 71,5% dos votos na cidade contra 23,5% de Jair Bolsonaro (PL). Mas o cenário eleitoral local foi reconfigurado: Lula ainda ganhou em 2026, com 59,3% dos votos, mas Flávio chegou a 35%. Uma diferença que era de 48 pontos caiu para 23,7.

O cenário se repetiu em outras cidades nordestinas. Levantamento da Folha aponta que a diferença de votos entre Lula e os candidatos da família Bolsonaro caiu em 98% dos municípios do Nordeste, comparando os primeiros turnos das eleições de 2022 e 2026.

A região segue como principal reduto do petista, que teve 21,5 milhões de votos nos nove estados nordestinos. Mas Flávio cresceu comparado a Jair e chegou a 10,4 milhões de votos, um avanço de 18,3%.

A diferença de Lula frente aos Bolsonaro teve uma queda maior em cidades pequenas e médias com influência do agronegócio. A queda de Lula e ascensão de Flávio também aconteceram em municípios que passaram a ser comandados por prefeitos de oposição do PT.

Foi o caso de Caldeirão Grande, de 13 mil habitantes, no sertão baiano, onde o prefeito Pedro Henrique Bezerra (PP) apoiou Flávio Bolsonaro e o ajudou a ampliar sua votação comparada à do pai.

Há quatro anos, Lula teve quase 79,5% na cidade, ante 15,5% de Jair Bolsonaro. Agora, o petista teve 68%, contra 28,5% de Flávio. Assim, a vantagem que era de 64 pontos percentuais caiu para 39.

O cenário foi parecido em localidades com a influência do agronegócio. A vantagem petista caiu em municípios como Formosa do Rio Perto e Baianópolis, produtoras de grãos no oeste do estado, e em Barra da Estiva, cidade da Chapada Diamantina conhecida pela produção de morangos.

Em Dom Macedo Costa, no Recôncavo, o prefeito Tote Fróes (União Brasil) apoiou Flávio no primeiro turno e agora trabalha para ampliar o percentual de votos do aliado na cidade.

"Graças a Deus a gente fez um bom trabalho. E também tem o desgaste do PT, são 20 anos no poder e tudo tem um limite, né? Agora está na hora de mudar", afirmou o prefeito. Ele foi eleito para a prefeitura em 2024 após um ciclo de oito anos de gestão do PT na cidade.

Prefeito de 2017 a 2024, o agente comunitário de saúde Guito (PT) afirma que o crescimento de Flávio na cidade foi impulsionado pelo poder econômico do adversário. "Esse grupo político tem muito dinheiro. A gente não tem recurso e fez uma campanha de porta em porta, conversando com as pessoas", afirma.

Dom Macedo Costa é uma cidade com as contas públicas fortemente dependentes de transferências governamentais. Em 2025, a prefeitura teve receita de R$ 35,1 milhões, sendo R$ 1,1 milhão com a arrecadação com impostos e taxas municipais.

A base da economia é a pecuária, a agricultura de subsistência. Ao todo, 850 famílias da cidade são atendidas pelo programa Bolsa Família.

Na zona urbana, o eleitorado é mais conservador. O mecânico Manuel Fróes, 40, que trabalha com venda de autopeças, votou no PT até 2006, quando passou a se alinhar com candidatos da direita. Era uma minoria entre os eleitores de Dom Macedo Costa, mas agora vê uma cidade mais dividida.

"O que falta é gente com peito dizer assim: ‘minha posição é essa’. Porque o petista tem a posição dele, bota a bandeira dele, a estrela, e sai. A direita também tem que botar a sua bandeira", avalia.

Na comunidade Pinga Fogo, na zona rural da cidade, eleitores do PT têm adesivos do partido colados na parede de suas casas. A lavradora Jacilene Oliveira dos Santos, 38, diz que o voto em Lula é uma escolha consolidada na família, associada à redução da pobreza.

Ela demonstra preocupação com eventuais cortes de benefícios sociais e diz que os mais jovens não compreendem os efeitos de um possível retorno da família Bolsonaro à Presidência: "Essa mocidade é inocente, não sabe nem o que é a vida ainda. Temos que olhar pelos nossos filhos."

No mesmo povoado, a dona de casa Eliete Bahia, 45, votou em Flávio Bolsonaro por desejar mudanças nas políticas de segurança pública. Beneficiária do Bolsa Família, ela diz não temer que o programa seja interrompido caso Lula deixe a Presidência: "Quem entrar, continua tudo a mesma coisa".

Na casa vizinha, Mércia Pires Oliveira, 40, tem uma bandeira do PT hasteada na porta de sua casa, mas votou em Flávio Bolsonaro no primeiro turno —o petista da família é o marido dela. Agora, diz que vai votar em branco. "Não quero me responsabilizar por nada que aconteça", afirma.

No centro da cidade, o comitê do União Brasil que fez campanha para o candidato ao governo ACM Neto foi transformado no quartel-general de Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira (14), o prefeito recebeu deputados aliados e prometeu engajamento na campanha.

Ao todo, somente 9 dos 417 prefeitos da Bahia apoiaram Flávio no primeiro turno. Agora, o número de gestores municipais aliados passa de 40, aponta o presidente estadual do PL, João Roma, ex-ministro de Bolsonaro.

Por João Pedro Pitombo, Marina Pinhoni e Nicholas Pretto, Folhapress

Com 5.606 armas apreendidas em 2026, Forças de Segurança da Bahia superam número de 2025

A retirada dos armamentos garantiu, no mês de setembro, o registro do menor número de mortes violentas dos últimos 14 anos.

Com 5.606 armas apreendidas em 2026, as Forças de Segurança Pública da Bahia superaram o número contabilizado no mesmo período de 2025. Os armamentos ilícitos foram localizados em ações das Polícias Militar e Civil, além das operações integradas com a Polícia Federal, a FICCO Bahia e a Polícia Rodoviária Federal.

A retirada dos armamentos garantiu, no mês de setembro, o registro do menor número de mortes violentas dos últimos 14 anos. No acumulado do ano, a Polícia registra redução de 20% das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.

Em números percentuais, na comparação entre os meses janeiro e setembro, o aumento das apreensões de armas de fogo é de aproximadamente 1%. No ano passado foram encontradas 5.566 armas de fogo no mesmo período.

"A implantação da doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI) e a integração entre as Forças Estaduais, Federais e Municipais proporcionaram esse aumento de produtividade e, consequentemente, a redução das mortes violentas na Bahia”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

O delegado federal acrescentou ainda que o combate às facções continuará intensificado em todo o território baiano, com ações também em outros estados e países. “O nosso trabalho é incansável. Estamos atentos e operando diuturnamente", enfatizou Werner.
Fonte
Alberto Maraux

Capitais têm atos pró-Lula uma semana antes do segundo turno

                     "Ato pró-Lula ocorre no Largo da Batata, em São Paulo, neste domingo (18)"
Apoiadores da reeleição do presidente Lula (PT) promovem atos a favor do candidato em cidades brasileiras e, neste domingo (18), dezenas de mobilizações estão previstas no país.

Em Brasília, Maceió e Rio de Janeiro, as manifestações já começaram pela manhã. Apoiadores em Salvador e Curitiba começam a se reunir no início desta tarde.

O cantor e compositor Chico Buarque participou do ato a favor de Lula no centro do Rio de Janeiro. O público ocupa um quarteirão da avenida Presidente Vargas, na altura da igreja da Candelária. O artista foi saudado pelo público no local.

"Estamos aqui contra a truculência e contra a subserviência. Viva os estudantes, viva a democracia e viva o presidente Lula", afirmou.

O ato é organizado pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e tem apoio de partidos como PT e PDT.

No Rio, um segundo ato acontece às 16h na zona sul da cidade. A mobilização está sendo chamada de "ato musical em defesa da democracia" e foi convocada pelo cantor Caetano Veloso em Copacabana.

Na capital federal, manifestantes se concentraram na Esplanada dos Ministérios. A aglomeração de apoiadores ocorre em frente ao Museu da República, que fica próximo da rodoviária central e da catedral de Brasília.

Por volta das 12h, o grupo passou a seguir em caminhada até o Congresso Nacional, em meio ao forte calor.

A mobilização ocorre uma semana antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), e integra uma sequência de manifestações populares em apoio ao petista pelo país.

Na última terça-feira (13), milhares de pessoas já haviam ocupado a Esplanada em um ato convocado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UnB (Universidade de Brasília), com apoio da UNE.

A Secretaria de Segurança Pública disse à Folha que não realiza estimativas de público nestes atos.

Atos também estão marcados em cidades de outros estados, como Acre, Amapá, Pará, Tocantins, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais.

Em Salvador, os cantores Gilberto Gil e Daniela Mercury, além de outros artistas, também participarão de um ato em apoio a Lula, no Clube Espanhol. A mobilização já começou neste início de tarde.

Outras duas capitais, Curitiba e Porto Alegre, também fazem atos pró-Lula. Na capital do Paraná, a concentração começou às 13h na praça 19 de Dezembro.

Na capital do Rio Grande do Sul, o ato está marcado para as 14h, na Redenção, e também terá apresentações de artistas.

Mobilizações semelhantes, nas ruas, estão acontecendo em diferentes cidades do país desde o resultado das urnas em 4 de outubro, quando o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) obteve mais votos do que Lula.

O eleitorado do petista começou a se organizar pelas redes sociais —parte expressiva da iniciativa veio de grupos de estudantes— e surpreendeu o meio político.

Um dos principais atos foi na avenida Paulista, dia 11 de outubro, e contou com a presença de Lula. A via chegou a ser ocupada por 12 quarteirões, na maior parte de seus 2,8 km.

Em São Paulo, grupos petistas devem se concentrar em atos nas periferias da cidade, a partir das 15h. O mote é "Botar pra virar! Domingo é nas periferias!".

Por Catarina Scortecci e André Borges Yuri Eiras, Folhapress

Vídeo: Mau tempo impede viagem de ACM Neto e vice de Flávio Bolsonaro para carreata em Jequié Por Política Livre

ACM Neto explicou que as condições climáticas desfavoráveis inviabilizaram o deslocamento aéreo
O mau tempo impediu, neste domingo (18), a viagem de ACM Neto (União), do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), e de outras lideranças políticas para Jequié, no sudoeste baiano, onde participariam de uma carreata em apoio ao presidenciável.

Em vídeo gravado ao lado de Alfredo Gaspar, João Roma (PL), do senador Angelo Coronel (Republicanos) e do deputado federal Leur Lomanto Júnior (União), ACM Neto explicou que as condições climáticas desfavoráveis, com o tempo fechado em Salvador, inviabilizaram o deslocamento aéreo. Segundo ele, não havia teto suficiente para o pouso da aeronave em Jequié.

Apesar da ausência do grupo, a carreata foi realizada, sob a liderança do ex-prefeito e candidato a vice da oposição Zé Cocá (PP), que mobilizou apoiadores de Flávio Bolsonaro na cidade.

Veja vídeo:

Por Política Livre