Adversários locais se unem e declaram apoio a ACM Neto em Canavieiras: “uma demonstração de responsabilidade e compromisso com o futuro da Bahia”

O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), destacou neste domingo (12) a união de duas importantes lideranças políticas de Canavieiras, no sul do estado, durante visita ao município para participar da tradicional Lavagem das Escadarias da Igreja de São Boaventura, principal evento da festa do padroeiro da cidade. O ex-prefeito Zairo Loureiro (União Brasil) e o ex-candidato a prefeito Edmar Luz (PP), que disputaram entre si a eleição municipal de 2024, anunciaram apoio conjunto ao projeto liderado por Neto.

"Canavieiras é uma demonstração de responsabilidade e compromisso com o futuro da Bahia e de Canavieiras. A gente sabe que, por muitos anos, os grupos ficaram divididos e eu fico muito feliz de ver que agora todo mundo está dando as mãos e é assim que tem que ser. É assim que a gente vai vencer as eleições, é assim que a gente vai mudar a realidade da Bahia", afirmou ACM Neto.

O ex-prefeito de Salvador ressaltou a relação que mantém com o município e disse que, se eleito, retribuirá o gesto de apoio com trabalho.

"Canavieiras é uma cidade pela qual eu tenho um carinho enorme. Muitos amigos eu tenho a vida inteira aqui em Canavieiras, é uma cidade que sempre me acolheu de uma forma bem especial e eu pretendo retribuir tudo isso com trabalho. Se Deus me permitir ser governador do Estado, Canavieiras vai ter um governador parceiro”, assegurou

“E é claro, eu vou reconhecer e prestigiar o gesto das lideranças políticas que estão em nosso lado e deram essa demonstração de unidade e de compromisso com o nosso projeto político", acrescentou.

Por Redação/Politica Livre

Obra de megaponte na Bahia começa com pendências em projeto e desafios na engenharia

Quando o presidente Lula (PT) acionou uma perfuratriz no litoral de Vera Cruz, na primeira semana de julho, foi dada a largada oficial para a construção da ponte Salvador-Itaparica, projeto idealizado em 2009, cujo contrato foi assinado em 2020 e repactuado em 2025 com um consórcio de empresas chinesas.

Mas a estrutura acanhada do canteiro e o clima improvisado do evento organizado às pressas para atender ao calendário eleitoral contrastaram com a dimensão do projeto que vai erguer sob a baía de Todos-os-Santos aquela que será a maior ponte da América Latina, contando apenas o trecho acima da água.

A obra da ponte de 12,4 quilômetros deu seus primeiros passos com pendências no projeto executivo e um horizonte de desafios que incluem profundidades que chegam a 60 metros e um solo marinho heterogêneo, com trechos com camadas sedimentares e outros com rochas firmes.

O custo da construção será de R$ 11,6 bilhões, com um cronograma de execução em cinco anos e previsão de inauguração em junho de 2031. O projeto executivo será entregue por etapas -a primeira parte, que trata das fundações da ponte, está em fase final de revisão e aprovação.

Enquanto busca superar as pendências no projeto, a concessionária começou a instalar os canteiros de obras e a montar uma plataforma que servirá de apoio logístico para a obra, em uma estratégia para reduzir a dependência de balsas.

A plataforma provisória terá cerca de 10 quilômetros e vai ser erguida em dois braços. O primeiro será montado a partir da Ilha de Itaparica e deve ser finalizado em abril, quando começa a instalação da estrutura a partir da região da feira de São Joaquim, em Salvador.

Ao mesmo tempo em que a plataforma avançar pelo mar, a previsão é que sejam iniciadas as obras físicas de construção dos pilares da ponte. A primeira frente de ataque é o pilar 1, onde o presidente fez o ato simbólico, que fica em terra firme. Mas a expectativa é que a obra avance pelo mar nos próximos meses.

O primeiro passo é a cravação das estacas, que serão seguidas da concretagem do bloco que as une e da concretagem dos pilares. Em alguns trechos, as fundações vão alcançar até 120 metros de profundidade.

As sondagens executadas para a obra revelaram um subsolo mais heterogêneo do que o previsto inicialmente. Os estudos identificaram camadas alternadas de sedimentos e rochas friáveis, que se fragmentam com facilidade. Isso obrigou os projetistas a recalcular as fundações em parte da travessia.

Parte da complexidade está na própria formação geológica da Baía de Todos-os-Santos, que possui um canal formado há milhares de anos. Enquanto boa parte da baía possui profundidades próximas de 20 metros, esse canal chega a cerca de 60 metros, exigindo fundações muito mais profundas.

Esse cenário difere de grandes pontes chinesas utilizadas como referência para o projeto. Embora tenham extensões maiores, caso da ponte Macau e Hong Kong, as profundidades são menores.

"É um desafio tecnológico que os chineses ainda não encontraram nem lá na China, apesar de eles já terem feito pontes muito maiores", afirma Mateus Dias, secretário estadual extraordinário do Sistema Viário Oeste da gestão Jerônimo Rodrigues (PT).

A fase crítica do projeto é a construção do vão central da ponte, que ficará 85 metros acima do nível do mar e terá 692 metros de extensão. Nesta fase, qualquer atraso na execução pode comprometer a data de entrega da ponte.

A estrutura de apoio à obra começou a ser instalada. O principal canteiro funciona em São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, em uma área de aproximadamente 400 mil metros quadrados, onde serão produzidas peças pré-moldadas.

Outros dois canteiros serão implantados em Salvador e Vera Cruz. Segundo a concessionária, cerca de 5 mil toneladas de equipamentos já chegaram aos locais de trabalho. Cerca de 300 funcionários estão mobilizados na fase inicial e 27 empresas brasileiras foram contratadas para atuar no empreendimento.

Em Salvador, ainda não há mobilização para a obra. A prefeitura informou que não recebeu nenhum projeto executivo referente à construção da ponte e que a concessionária deu entrada apenas nos processos para serviços preliminares como canteiro de obras e sondagem.

O projeto prevê um sistema viário que vai além da ponte. Do lado de Salvador serão construídos 4,4 quilômetros de viadutos e túneis. Na Ilha de Itaparica será construída uma via expressa de 22 quilômetros, além da duplicação de 8 quilômetros da BA-001 até a Ponte do Funil. A duplicação do trecho até Santo Antônio de Jesus está fora da concessão e será feita pelo governo.

O objetivo do governo baiano é criar uma segunda ligação rodoviária estruturante para Salvador, hoje dependente da BR-324, e reorganizar a logística entre a capital e o interior: "A baía de Todos-os-Santos, ao mesmo tempo que é uma bênção geográfica, também representou um obstáculo econômico para essa região toda ao sul da Bahia", afirma Dias.

Encarado como estratégico para o desenvolvimento do estado, o projeto enfrenta controvérsias após uma revisão do orçamento que ampliou os aportes de recursos públicos, inquéritos que apuram os impactos da obra e estudos que apontam pressão sobre comunidades tradicionais.

No lançamento da obra, o presidente Lula cobrou responsabilidade dos gestores e pediu cuidado com o avanço da especulação imobiliária na ilha, para que os moradores não percam a tranquilidade.
Os municípios insulares de Vera Cruz e Itaparica possuem 60 mil habitantes, mas a expectativa é que a população chegue a 250 mil moradores no final do contrato de concessão, em 2060. O crescimento é considerado crucial para a viabilidade financeira da ponte, que será pedagiada.

O secretário Mateus Dias afirma que o governo tem apoiado as prefeituras na elaboração dos planos diretores e diz que a nova via expressa vai funcionar como uma barreira física para proteger a região da contracosta da ilha, onde ficam comunidades tradicionais e os biomas mais sensíveis.

Quando estiver pronta, a gestão da ponte será feita pela concessionária em um modelo de parceria público-privada. O governo da Bahia pagará contraprestações anuais de R$ 371 milhões nos primeiros 10 anos de operação da ponte e R$ 170 milhões nos 19 anos seguintes.

A concessionária é formada pelas empresas estatais China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC).

Por João Pedro Pitombo / Folhapress

Dino dá 10 dias para Hugo Motta enviar documentos de emendas sob suspeita

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que apresente, em prazo de 10 dias corridos, todos os documentos de tramitação interna das emendas parlamentares investigadas por suspeita de irregularidades e ingerência de verbas públicas.

Segundo a decisão, a Câmara deverá encaminhar a documentação de forma individualizada e organizada por emenda, para subsidiar a apuração de suspeitas de direcionamento ilícito e possível desvio de finalidade na destinação de recursos.

"Expeça-se ofício ao exmo. sr. presidente da Câmara dos Deputados, para que, no prazo corrido de dez dias, apresente todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela representação da autoridade policial, de modo individualizado e organizado por emenda", determina Dino.

A determinação vem porque os investigadores da Polícia Federal responsáveis pela Operação Transparência suspeitam que ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente do PL e ex-deputado, Valdemar Costa Neto, utilizavam uma operadora dentro da Câmara dos Deputados para influenciar a destinação de emendas parlamentares.

No despacho, o ministro determinou a intimação da Câmara, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para cumprimento, em suas esferas de competência, da suspensão imediata da execução de despesas públicas ligadas às emendas indicadas pela autoridade policial, em qualquer fase (empenho, liquidação ou pagamento).

A decisão prevê que, após a efetivação das medidas de indisponibilidade patrimonial, seja levantado o sigilo do despacho.

Por João Caires / Estadão Conteúdo

Projeto que pune denúncias sexuais falsas com até seis anos de prisão avança na Argentina sob Milei

Um projeto de lei que avançou no Senado da Argentina propõe aumentar as penas para falsas denúncias em casos de violência de gênero, abuso sexual e crimes contra menores. Se aprovado, o texto poderá levar a punições de até seis anos de prisão —uma pena superior à prevista hoje para alguns delitos sexuais no país.

A proposta provocou reação de organizações de direitos humanos, que veem a iniciativa como parte da ofensiva contra políticas de gênero durante o governo de Javier Milei.

Apresentado pela senadora Carolina Losada, o projeto modifica trechos do Código Penal. Pela proposta, a pena para quem denunciar falsamente um crime passaria da faixa de dois meses a um ano para a de um a três anos de prisão.

Nos casos envolvendo violência de gênero, crimes sexuais ou delitos contra menores, haveria um agravante, e a punição poderia chegar a seis anos. O texto também prevê o aumento das penas para falso testemunho e outros delitos relacionados quando vinculados a esse tipo de acusação.
A proposta já recebeu parecer favorável da Comissão de Assuntos Penais do Senado.

Entidades de direitos humanos afirmam que não há evidências de que denúncias falsas em casos de violência sexual ou de gênero constituam um problema relevante no país —pelo contrário.

Um levantamento do Observatório de Violência de Gênero dos Ministérios Públicos Fiscais da Argentina, que analisou mais de 8 milhões de processos penais registrados de 2023 a 2025, mostrou que investigações por denúncias falsas e falso testemunho representam apenas 0,09% do total.

Nesse universo já reduzido, 86% dos casos estavam relacionados a conflitos de tipo patrimonial, trabalhista ou de vizinhança. Apenas 8% envolviam violência de gênero ou violência intrafamiliar.

Para organizações de direitos humanos, a principal consequência da proposta seria ampliar o medo de denunciar crimes que já apresentam níveis altos de subnotificação.

"A ameaça de uma possível perseguição penal contra quem denuncia agrava essa sensação de desproteção e pode condenar as vítimas ao silêncio", afirma Lucila Galkin, diretora de gênero e diversidade da Anistia Internacional Argentina.

Segundo dados oficiais, a Argentina registrou 200 feminicídios em 2025. Em 44% dos casos havia antecedentes documentados de violência de gênero, mas apenas 18% das vítimas tinham denunciado seus agressores anteriormente.

Além disso, somente 15 vítimas possuíam medidas de proteção em vigor quando foram assassinadas. "O principal problema não é a proliferação de denúncias falsas. O problema é que a maioria das vítimas não denuncia ou não consegue obter proteção efetiva do Estado", acrescenta Galkin.

Segundo ela, a proposta cria uma distorção de proporcionalidade ao prever punições mais severas para determinadas denúncias consideradas falsas do que para alguns crimes sexuais já tipificados na legislação argentina.

Hoje, o chamado abuso sexual simples, categoria que inclui condutas como apalpamentos sem consentimento, toques em partes íntimas ou beijos forçados, sem penetração, prevê pena máxima de quatro anos de prisão. "A proposta é tão extrema que acaba reagindo com mais severidade à suposta falsidade da denúncia do que às próprias condutas de violência sexual", diz.

O debate ocorre em um contexto de recuo das políticas de gênero no país. A Argentina vive desde a chegada de Milei à Presidência um processo de desmonte dessas estruturas.

Logo após assumir o cargo, em dezembro de 2023, o presidente extinguiu o Ministério das Mulheres, ao mesmo tempo em que programas voltados ao combate à desigualdade de gênero perderam orçamento, equipes e capacidade operacional.

A Anistia denunciou a questão ao Comitê para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher da ONU. Segundo a entidade, o comitê recomendou que o governo argentino retirasse a proposta, argumentando que ela pode contrariar compromissos internacionais assumidos pelo país no combate à violência de gênero.

Galkin diz acreditar que o projeto encontrará resistência para ser aprovado, mas afirma que o seu recente avanço na comissão do Senado já é considerado algo preocupante. "Faz parte do que eles chamam de ‘batalha cultural’ e da luta contra o reconhecimento dos direitos das mulheres. Isso é extremamente grave."

Por Manoella Smith e Angela Boldrini / Folhapress

Homem de 68 anos suspeito de estupro de vulnerável é preso em Taperoá

Um homem de 68 anos, investigado por estupro de vulnerável, foi preso na manhã de sexta-feira (10) em Taperoá, no baixo sul da Bahia. O investigado foi localizado na sede do município, onde teve um mandado de prisão cumprido por equipes da Polícia Civil.

A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Taperoá, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Costa do Dendê), vinculado à 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Valença).

Após a prisão, o investigado foi encaminhado à unidade policial, passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário

Chegada de Vorcaro faz da Papudinha centro de detenção dos principais escândalos recentes do país

Um batalhão de polícia instalado originalmente para o patrulhamento de um presídio serviu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprisse parte da pena e se tornou o centro de detenção de presos dos três maiores escândalos recentes do país.

Desde o mês passado, Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, se juntou aos condenados pela tentativa de golpe e a um ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na Papudinha, como ficou conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

A chegada de envolvidos em casos de grande repercussão nacional também tem rendido ao batalhão, entre advogados e policiais, o apelido de "Tremembé de Brasília", em alusão ao presídio no interior paulista onde condenados como Suzane von Richthofen e o ex-jogador Robinho ficaram presos.

"Houve um crescimento muito grande de advogados ligados a facções, então a Vara de Execuções Penais entendeu que o batalhão se enquadraria em uma sala de estado-maior", afirma o comandante do batalhão, tenente-coronel Allenson Lopes, a respeito da mudança na função inicial do lugar.

"Aí nós começamos a receber advogados e recebemos o ex-vice-governador do Distrito Federal Benedito Domingos, em 2016. Com os advogados presos aqui, o Supremo decidiu que o ex-presidente [Bolsonaro] viria pra cá."

A ida de Bolsonaro em janeiro deste ano (em março ele obteve a prisão domiciliar) consolidou a decisão do batalhão de destinar uma ala inteira para o que tem chamado de custodiados do STF (Supremo Tribunal Federal).

Estão presos no local o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, cinco ex-coronéis da Polícia Militar do DF e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.

Paulo Henrique agora divide cela com Torres e Silvinei, enquanto Vorcaro ocupa a antiga cela de Bolsonaro. Os cinco coronéis da PM compartilham uma maior, ao lado, com capacidade para até dez pessoas.

Completam a lista da Papudinha o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, investigado pelos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Stefanutto está detido em uma cela com mais sete advogados em outra ala, onde estão os demais policiais militares que foram condenados, mas não foram expulsos da corporação.

Paulo Henrique estava sozinho na cela que havia sido ocupada por Bolsonaro —hoje em prisão domiciliar. Com a chegada de Vorcaro, a quem a Polícia Federal acusa de pagar propina para Paulo Henrique, o batalhão precisou fazer um remanejamento entre os presos.

A Polícia Militar diz que também reforçou o policiamento e criou um rodízio no intervalo do banho de sol para impedir que Vorcaro se encontre com Paulo Henrique ou os companheiros de cela dele.

Segundo relatos de três pessoas com acesso à unidade, o ex-presidente do BRB tem passado praticamente todo o dia com seus advogados em uma sala separada para tentar fechar um acordo de delação premiada, em horários autorizados pelo STF. A proposta foi oficialmente recusada pelo MPF (Ministério Público Federal).

Já Silvinei tem usado parte do tempo para estudar, assim como o ex-comandante do DOP (Departamento de Operações) da PM-DF Jorge Eduardo Naime Barreto.

Como mostrou o Painel, os cinco coronéis da Polícia Militar também fizeram uma espécie de acordo de paz na prisão e deram uma trégua nas rixas históricas, de acordo com relatos de familiares e advogados que estiveram com o grupo.

A Polícia Militar afirma que Vorcaro e Paulo Henrique têm direito à ajuda espiritual oferecida pela corporação. A capelania da PM também deu à dupla a possibilidade de participar de um curso chamado Recomeçar, em que o preso tem assistência emocional e recebe orientações financeiras para que possa retomar a vida após a prisão.

A Papudinha está dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, ao lado da Penitenciária Federal de Brasília. O batalhão, com capacidade para 60 presos, tem hoje 52, divididos em alojamentos coletivos para até quatro ou até dez pessoas.

O local é considerado um núcleo de detenção, mas a leva recente de presos que não integram a PM —como Vorcaro— fez com que a corporação reivindicasse o enquadramento do batalhão como presídio.

A PM afirma que hoje usa o próprio orçamento para arcar com todos os custos do local e que, como prisão, teria direito a recursos federais ou do Distrito Federal. Segundo a instituição, as tratativas ainda estão no início e não têm previsão de conclusão.

O direito de ficar detido numa sala de estado-maior é concedido, via de regra, a advogados e autoridades.

Apesar de Vorcaro não ter qualquer prerrogativa para ocupar um espaço assim, o ministro do STF André Mendonça afirmou que há "peculiaridades" no caso que justificariam a permanência dele na Papudinha, como "risco concreto à integridade física".

Na decisão que autorizou a transferência de Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Papudinha, o ministro também negou que esteja concedendo "privilégio, distinção indevida ou tratamento favorecido".

Antes das tratativas em torno de um acordo de delação premiada, Vorcaro estava preso na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima administrada pelo governo federal.
Enquanto os presos da Papudinha podem receber visitas dois dias na semana durante uma hora, os presos da Papuda têm metade do tempo: duas horas a cada duas semanas.

Já na Penitenciária Federal, os detentos são proibidos de ter contato físico com os visitantes. A conversa se dá por meio de uma chamada telefônica, em que o preso e o familiar ficam separados por um vidro e são ouvidos em tempo real.

Nenhum dos presos citados na reportagem tem direito a visitas íntimas, consideradas um benefício.
A perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura Carolina Lemos afirma que o Complexo Penitenciário da Papuda e o presídio federal se diferem em muitos aspectos da Papudinha.

"A situação do sistema prisional do DF é muito degradada. As pessoas têm pouca possibilidade de ter um ambiente minimamente salubre porque em muitas unidades também há a questão da superlotação", relata.

"Já a penitenciária federal tem um regime muito puxado. Banho de sol restrito, com pouquíssimas pessoas, não pode conversar. O isolamento de contato humano é muito forte. Do ponto de vista estrutural o local é comparativamente melhor, mas você não sai da cela. Basicamente não há convivência."

Por Thaísa Oliveira / Folhapress

Lindsey Graham, aliado de Trump, morre após doença repentina

Senador republicano pela Carolina do Sul desde 2003, Graham era uma das principais vozes do partido em temas de defesa e política externa e disputaria um quinto mandato nas eleições de novembro
O senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, morreu neste sábado, 11, aos 71 anos. A informação foi divulgada pelo gabinete do parlamentar e confirmada pela Associated Press.Segundo o comunicado publicado nas redes sociais, Graham enfrentou uma “doença breve e repentina”. Não foram divulgados outros detalhes sobre o problema de saúde.“A família agradece as orações, mas pede privacidade neste momento incrivelmente difícil”, afirmou o gabinete.

Equipes de emergência foram chamadas à residência do senador, em Capitol Hill, após uma ocorrência de parada cardíaca, de acordo com comunicações policiais obtidas pela NBC News.

Representante da Carolina do Sul no Senado desde 2003, Graham estava em seu quarto mandato e se preparava para disputar a reeleição em novembro. Ele presidia a Comissão de Orçamento do Senado e era uma das figuras mais conhecidas do Partido Republicano no Congresso.

O parlamentar também exercia forte influência nos debates sobre defesa e política externa. Graham defendia a presença militar dos Estados Unidos no exterior e era um dos principais apoiadores de Israel no Senado.

Durante as eleições presidenciais de 2016, o republicano chegou a fazer duras críticas a Trump. Posteriormente, porém, aproximou-se do presidente e tornou-se um de seus aliados mais fiéis no Congresso.

Em março deste ano, Graham comparou Trump ao ex-presidente Ronald Reagan ao elogiar sua atuação internacional.

“Sou um grande admirador de Ronald Reagan, mas preciso dizer que Donald Trump é o padrão de excelência para os republicanos, talvez para qualquer presidente, quando se trata de política externa”, declarou na ocasião.

Poucas semanas antes da morte do senador, Trump havia anunciado apoio à sua campanha por um quinto mandato. As eleições legislativas de novembro renovarão todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado, com potencial para alterar o equilíbrio de forças políticas em Washington.

Guarda Revolucionária anunciou o bloqueio por tempo indeterminado após abordar um navio em rota considerada irregular. Medida amplia a tensão com Washington e afeta uma das principais passagens mundiais de petróleo e gás
 por Notícias ao Minuto

Messi explode contra árbitro português; veja as fotos da discussão

Lionel Messi reclamou da arbitragem de João Pinheiro, um dos principais árbitros de Portugal, durante a vitória sobre a Suíça. O juiz também foi alvo de críticas dos suíços pela expulsão de Breel Embolo.

Lionel Messi protagonizou um momento de tensão com o árbitro português João Pinheiro durante a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Suíça, após a prorrogação, pelas quartas de final da Copa do Mundo.
João Pinheiro, um dos principais árbitros de Portugal e integrante do quadro da Fifa, foi alvo de críticas dos dois lados ao longo da partida. Os suíços contestaram principalmente a expulsão do atacante Breel Embolo, enquanto jogadores argentinos também demonstraram insatisfação com algumas decisões da arbitragem.

Em um dos momentos mais tensos do jogo, Messi discutiu com o árbitro e pediu mais respeito durante a conversa.

“Não me falte com respeito. Fale direito comigo. Eu falei direito com você”, teria dito o camisa 10, segundo a imprensa argentina.

Apesar das reclamações, a Argentina venceu por 3 a 1 na prorrogação e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo, onde enfrentará a Inglaterra em busca de um lugar na decisão.

Confira a fotogaleria e veja o momento em que Messi pede "respeito" a João Pinheiro.

Eleitor não quer presidente que precise de aval de outra liderança, diz Caiado sobre Flávio

O pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a leitura da carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado, 11. No texto, Bolsonaro escreveu que confia no filho para "resgatar o Brasil" e disse que "o momento é de arregaçar as mangas" e "deixarmos de lado as possíveis diferenças".

Na rede social X, Caiado reagiu: "Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso". O ex-governador de Goiás continuou: "Porque um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros. O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria".

Caiado prosseguiu: "Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir". Ele acrescentou: "Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate. Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra".

Por Victor Ohana / Estadão Conteúdo

Colisão entre motos deixa trabalhador morto e outro ferido em estrada rural de Lafaiete Coutinho

Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm
Um trabalhador morreu e outro homem ficou ferido após uma colisão frontal entre duas motocicletas na manhã deste sábado (11), em uma estrada vicinal de Lafaiete Coutinho, no Vale do Jiquiriçá. O acidente ocorreu na via de acesso ao povoado do Amazonas. As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

De acordo com informações preliminares, uma das motocicletas teria invadido a contramão antes da batida. As circunstâncias do acidente serão apuradas pela perícia. Com o impacto, um dos motociclistas ficou preso entre as ferragens e as duas motos pegaram fogo. Populares conseguiram socorrer um dos envolvidos, enquanto o homem identificado como Adriano morreu ainda no local.

Morador da zona rural de Lafaiete Coutinho, Adriano trabalhava em um estabelecimento voltado à criação de cavalos na região. Ele deixa esposa e filhos. O corpo foi removido pela Polícia Técnica e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié. O outro motociclista foi levado para uma unidade de saúde

Valdemar diz que 'é normal' prática de sugerir a aplicação das emendas

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou à CNN Brasil, neste sábado, 11, que sempre faz "sugestões" de aplicação de emendas parlamentares aos membros da legenda. As declarações ocorreram um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens de Valdemar por suspeitas da Polícia Federal de desvio de 21 emendas parlamentares, mesmo sem que o presidente do PL exerça mandato eletivo.

Os recursos foram liberados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2024 e 2025. Dino decidiu que a suspensão das emendas indicadas na representação policial fosse imediata, estivessem elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento. "Nós sempre fazemos sugestões dessas emendas. Veja bem, eu tenho o pleito de muitos prefeitos do Brasil, eles vão falar com a presidência (do PL) porque os recursos que os deputados têm não são suficientes", declarou Valdemar à CNN.

O presidente do PL continuou: "Então, nós sugerimos para a liderança e para as comissões, porque nós temos várias comissões, pelo tamanho da bancada - por exemplo, a comissão de Saúde é nossa, que tem verba própria também - então nós sugerimos que possa doar para esses municípios. E é nisso que eu entro. Isso é só política, não tem outra coisa".

Valdemar disse ainda que "é normal" a prática de sugerir a aplicação das emendas. "Eu tenho que receber os prefeitos e avalio onde, quem precisa mais, quem precisa menos, e dividimos uma parte. Uma parte, os deputados cedem, uma parte das emendas deles, nas comissões também", detalhou. "E aí nós indicamos, sugerimos que deem o dinheiro, que passe o dinheiro da saúde, passe dinheiro para as ações da prefeitura, para obras, para que o cidadão possa receber esses recursos. Isso é normal em todo partido político."

O presidente do PL acrescentou: "E esse pessoal, quando não tem ajuda, eles pedem para o presidente do partido, porque eu tenho mais força com os deputados. Eles deixam uma parcela para a liderança fazer. Quem faz a indicação é o líder", disse. "Então ele atende as sugestões que eu mando, as que são possíveis. E também eu não peço o impossível, porque eu tenho experiência do que eu posso pedir, onde que nós podemos chegar, para que se possa atender a esses prefeitos".

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou "inconformismo" com a decisão de Dino e disse ver intervenção indevida do Judiciário em atividade típica do Poder Legislativo.
Por Victor Ohana / Estadão Conteúdo

Wagner exalta grupo petista que “moderniza a Bahia há 20 anos” em PGP de Vitória da Conquista

O senador Jaques Wagner (PT-BA) exaltou, neste sábado (11), durante a plenária do Programa de Governo Participativo 2026 em Vitória da Conquista, a trajetória de seu grupo político na Bahia. “Nós queremos que mais pessoas se juntem ao nosso grupo pelo reconhecimento, que, com muito orgulho, eu digo: há 20 anos que esse grupo está modernizando a Bahia”, afirmou. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, Wagner atribuiu a caminhada à “escola do presidente Lula”, cuja premissa é cuidar da vida das pessoas.

Wagner definiu o grupo como uma “família política” marcada pelo acolhimento. Segundo ele, prefeitos, prefeitas e vereadores que decidiram somar forças em busca de melhorias para seus municípios sempre foram bem recebidos, independentemente de partido. “Ninguém que estava do outro lado e resolveu vir para cá teve que se humilhar ou negar o seu passado. A nossa caminhada tem sucesso porque a gente fala olhando no olho e cumprindo o que fala”, destacou.

Confiante, o senador cravou que, por conta desse modelo de governar, Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula serão reeleitos em 2026, mas fez um alerta à base. “Eleição a gente não ganha de véspera. Eu não quero que ninguém suba o salto. Vamos vestir a sandália da humildade”, disse. “A política foi feita para argumentos. Quem tem argumento, quem tem serviço para mostrar, não precisa de mais nada”, acrescentou.

O pensamento se traduz no PGP, o qual Wagner distinguiu de uma mera estratégia eleitoral. “O PGP não é uma brincadeira, não é uma campanha eleitoral. É uma ferramenta de governo”, afirmou. O senador citou alguns dos feitos que o último PGP trouxe para a região de Conquista. “A área de radioterapia do Hospital de Vitória da Conquista, sabe onde apareceu? No PGP de 2022. Várias escolas de tempo integral estão sendo feitos porque apareceram no PGP de 4 anos atrás. Então, valorizem isso aqui, porque não é pouca coisa.”

Futuro com história: legado no Sudoeste Baiano
Nos últimos vinte anos, as gestões petistas equiparam a região do Sudoeste Baiano com Policlínica Regional de Saúde, Novo Hemocentro Regional e ampliação do Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista, além da entrega de mais de 2.000 moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

A infraestrutura regional também avançou com a inauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista e com a ampliação do acesso à água para mais de 800 mil pessoas por meio do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA). 



Na área de segurança e educação, as ações resultaram na criação do Centro Integrado de Comunicação das polícias e na modernização de escolas e centros profissionais, reafirmando um trabalho concreto que leva dignidade aos baianos e baianas.

Motta manifesta 'inconformismo' com decisão de Dino de bloquear bens de Valdemar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente partidário é suspeito de ter desviado a destinação de 21 emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo.

Motta manifestou "inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento". Para o presidente da Casa, a decisão de Dino "não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política".

"Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional", afirmou.

Motta disse registrar "confiança no trabalho de seus servidores" "A autorização conferida pelos parlamentares para que as equipes que os assessoram operacionalizem as indicações segundo orientação da direção partidária insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade", disse.

Segundo a investigação da Polícia Federal, o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar a ele mesmo recursos herdados do orçamento secreto, caso revelado pelo Estadão em maio de 2021.

A defesa de Valdemar afirmou que a atuação dele, que não tem mandato como deputado ou senador, é "natural e legítima". O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou atuação seletiva da PF.

A investigação da Polícia Federal na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, aponta que Valdemar "contava com autonomia para direcionar recursos de emendas conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla".

O direcionamento das emendas, segundo a PF, era operado por Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Ela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e o início de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, partido do ex-presidente da Câmara.

Principal alvo da Operação Transparência, Mariângela Fialek teve o aparelho celular analisado pela Polícia Federal, que constatou um "arranjo decisório paralelo" para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar aparece como responsável pela definição e pelo remanejamento de emendas.

Os advogados de Valdemar, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmaram que a decisão de Dino se baseia em "premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária".
Por Levy Teles / Estadão Conteúdo

Marco Rubio assume controle político e financeiro de Caracas, diz jornal

Seis meses após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle das finanças, da distribuição de recursos naturais e da gestão governamental da Venezuela a partir de Washington, informa reportagem do jornal The New York Times. De acordo com relatos de mais de uma dúzia de funcionários de ambos os países consultados pelo jornal, Rubio atua como administrador da Venezuela, mantendo coordenação com a presidente interina Delcy Rodríguez por meio de mensagens de texto. O arranjo político consolidou-se após Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca em troca da preservação da infraestrutura nacional.

A reportagem detalha que o Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas provenientes das exportações de petróleo venezuelano - comercializadas por intermédio das empresas Trafigura e Vitol - e as libera de forma gradual por meio de bancos privados locais. Esse mecanismo permite à equipe de Rubio ditar as condições de aplicação das verbas públicas e conter desvios de fundos, oferecendo em contrapartida proteção legal contra credores internacionais da dívida externa da Venezuela. Além do monitoramento orçamentário, o secretário de Estado gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções econômicas, priorizando a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia em detrimento de operadoras europeias.

Na área de segurança e relações externas, a administração interina submete nomeações de alto escalão, como a do ministro da Defesa, ao aval de Washington, e encerrou projetos conjuntos com aliados históricos, resultando na assunção das operações antes divididas com a estatal russa Rosneft. A cooperação incluiu a detenção e o aval para a extradição do empresário Alex Saab para responder a processos por tráfico de drogas em Nova York. No mês passado, informações de inteligência fornecidas por Caracas sinalizaram um ataque de míssil norte-americano que matou Niño Guerrero, uma das lideranças da organização criminosa Trem de Aragua, no sul do território venezuelano, destaca o New York Times.

O controle operacional, diz o jornal, estendeu-se às ações de reconstrução após a ocorrência de dois terremotos na Venezuela no mês passado. Os EUA mobilizaram 900 militares, destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial e enviaram remessas de dinheiro físico para estabilizar a moeda local. A reportagem pontua que, embora Rubio aponte que o planejamento prevê uma posterior transição democrática, analistas políticos ponderam que a data para a realização de eleições livres permanece indefinida. O presidente Donald Trump, que manifestou apoio público a Rodríguez em redes sociais, sugeriu de forma informal a integração da Venezuela como o 51º estado norte-americano, alinhado à sua premissa de expansão territorial

Por Guilherme Nannini / Estadão Conteúdo

Trump ameaça dizimar o Irã com mil mísseis se sofrer tentativa de atentado Por Estadão Conteúdo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) ter ordenado que as Forças Armadas se preparem para atacar o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Donald Trump declarou que mil mísseis estão prontos para serem lançados contra o Irã. A ameaça foi publicada pelo presidente americano em sua rede social, aTruth Social.

O ataque ocorreria se o governo iraniano tentar assassinar o presidente americano. "Mil mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem lançados imediatamente em seguida", escreveu Trump.

As Forças Armadas dos EUA já receberam ordens para agir, segundo o republicano. Trump afirmou que os militares estão prontos para "dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã" por um período de um ano, que pode ser prorrogado.

ISRAEL INFORMOU EUA SOBRE SUPOSTO PLANO

Israel compartilhou com os Estados Unidos (EUA) novas informações de inteligência sobre um plano iraniano para assassinar Donald Trump. As informações são do jornal americano Wall Street Journal.

Trump fez declarações sobre o suposto plano do Irã na quarta-feira (8), em Ancara, durante a cúpula da Otan. "Eles querem eliminar o líder dos EUA, eu", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

O presidente dos EUA disse que se vê como alvo recorrente dos iranianos. "Estou em todas as listas deles. Vi hoje de manhã que estou em cada uma delas", afirmou o americano na última quarta.

A embaixada de Israel em Washington recusou-se a comentar o caso. A missão iraniana na Organização das Nações Unidas (ONU) também não respondeu ao Wall Street Journal.

Na quinta-feira, em Mashhad, no Irã, pessoas que aguardavam o cortejo fúnebre do ex-líder supremo Ali Khamenei entoaram palavras de ordem por vingança contra Trump. "Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, nós vamos matar você!", gritaram.

TENSÃO NO GOLFO

A denúncia surgiu após uma nova rodada de ataques entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz. A informação veio a público em meio à escalada militar entre os dois países.
Trump e Benjamin Netanyahu falaram por telefone na noite de quinta-feira, de acordo com o Jerusalem Post.

Trump atualizou o premiê sobre ações dos EUA no Golfo e ataques a alvos iranianos. Netanyahu alertou Trump contra a aprovação de um acordo sobre caças F-35 com a Turquia.

Jerônimo reúne cerca de 60 prefeitos e ex-prefeitos em Jequié; confira a lista/ Por Redação

Além de reunir mais de 10 mil pessoas no Programa de Governo Participativo (PGP), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) demonstrou força política ao levar cerca de 60 prefeitos e ex-prefeitos a Jequié, município administrado por Zé Cocá, pré-candidato a vice na chapa de ACM Neto (União Brasil).

A mobilização ultrapassou os limites do Médio Rio de Contas. Além dos gestores do território, caravanas e lideranças de diversas regiões da Bahia participaram do encontro, reforçando a unidade e a capilaridade política do grupo liderado por Jerônimo.

Confira a lista:

Prefeitos

Marquinhos – Itagibá
Sandro Futuca – Ibirataia
Valéria – Aiquara
Betão – Apuarema
Lucas de Aete – Boa Nova
Mari – Dário Meira
Adriano Mendonça – Gongogi
Laryssa Dias – Ipiaú
Dr. Tom – Itamari
Marcelo Pecorelli – Jitaúna
Tinho – Ubatã
Corró – Marcionílio Souza
Professor Rodson – São José da Vitória
Gel da Farmácia – Buerarema
Sandro – Santa Inês
Rick de João de Lulu – Brejões
Juraci da Saúde – Barro Preto
Rosa – Teolândia
Gabriel de Parisio – Wenceslau Guimarães
João Carlos – Mutuípe
Vitor do Povo – Santanópolis
Bira – Itiruçu
Marcos Queiroz – Milagres
Kity – Taperoá
Edas – Caetanos
Jaqueline – Nilo Peçanha
Didi – Contendas do Sincorá
Ricardo – Nova Itarana
Nelson – Maracás
Dói Rocha – Nova Canaã
Dai – Gandu
Jaci – Laje
Jé – Ibirapitanga
Márcio Tarantini – Nova Ibiá
Edione – Jaguaquara
1Sampaio – Irajuba
Paulo do Gás – Camacan
Helder Fontes – Itaju do Colônia
Marquinhos – Lajedo do Tabocal
Edinho do Maracujá – Mirante
Romi – Planaltino
Lucas – Jiquiriçá
Salomão – Ibicuí
Gracinha – Ubaitaba
Saulo – Itagi

Ex-prefeitos

Wagner Ramos – Mirante
Toinho de Dilma – Boa Nova
Aete Meira – Boa Nova
Roque – Gongogi
Delmar – Aiquara
Toninho – Iramaia
Danilo – Nova Itarana
Paulo dos Anjos – Maracás
Willian de Alemão – Dário Meira
Cascalho – Jiquiriçá
Juvenal – Jiquiriçá
Lula Brandão – Ibicaraí

Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está 'afundando'

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira, 10, sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!", escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são "farinha do mesmo saco".

"Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!", afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira, 9, Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma "candidatura dos rejeitados", em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um "jogo de revanche" entre bolsonaristas e petistas.

Na quarta-feira, 8, após o evento "Agenda dos Presidenciáveis", Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. "Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula", afirmou.

0 pré-candidato também classificou de "inaceitável" o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.
Por Guilherme Matos / Estadão Conteúdo

Lula diz a Delcy que Brasil manterá apoio a Venezuela após terremotos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve nova conversa com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nesta sexta-feira (10). Ele reforçou o apoio do Brasil ao país vizinho após os terremotos que atingiram a região.
Na ligação, Delcy afirmou que o regime venezuelano agora se prepara para a reconstrução das áreas atingidas, com especial atenção à construção de moradias para as famílias que ficaram desabrigadas.

"Ao reiterar a solidariedade do povo e do governo brasileiros, o presidente Lula reafirmou a disposição do Brasil de continuar contribuindo para os esforços de reconstrução e para apoiar a população venezuelana neste momento de adversidade", diz trecho de nota divulgada pelo Itamaraty sobre o telefonema.

"Durante a conversa, os dois líderes trataram das perdas humanas e materiais provocadas pelos graves terremotos ocorridos em 24 de junho. A presidenta Delcy agradeceu a ajuda humanitária enviada pelo Brasil e informou que as buscas pelas vítimas seguem em curso, bem como as ações de assistência à população afetada", diz o comunicado.

Na quinta (9), o governo divulgou um balanço das ações de ajuda humanitária feitas pelo Brasil à Venezuela até então. As equipes instalaram um hospital de campanha com 99 militares da área de saúde mobilizados para a região. A unidade tem capacidade para até 200 atendimentos por dia.

As equipes brasileiras de resgate encerraram os trabalhos na quinta e voltaram ao Brasil da capital Caracas nesta sexta. Uma primeira equipe havia embarcado em 26 junho, composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos.

Uma outra frente embarcou em 28 de junho, com 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e quatro toneladas de equipamento. O grupo enviado à Colômbia foi composto de equipes vindas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

De acordo com o governo brasileiro, foram mais de 1.200 atendimentos em dez dias de funcionamento, incluindo cirurgias e exames laboratoriais. Além disso, foram enviados cem purificadores, cada um com capacidade de gerar 5.000 litros de água limpa por dia.

Apesar do retorno das equipes, o hospital montado pelo governo brasileiro vai continuar funcionando, com 56 profissionais que vão chegar para substituir quem retorna agora.

Junto a isso, o Brasil encaminhou 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos e intermediou a doação de 150 toneladas de itens de alimentação, saúde e higiene por empresas privadas do país.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados na Venezuela ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram sentidos na maior parte do país. A tragédia ocorreu em um contexto de forte crise política e econômica na região, após a captura do antigo líder, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Por Mariana Brasil / Folhapress

Febraban reforça apoio ao BC e condena dossiê de Vorcaro contra CEO do Itaú: 'Extrema gravidade'

Entidade afirma que condutas que ameaçam sistema financeiro nacional devem ser punidas

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que considera "de extrema gravidade" a descoberta da Polícia Federal sobre dossiês encomendados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), a entidade reforçou seu apoio ao Banco Central na adoção de medidas para preservar o sistema financeiro nacional e afirmou que qualquer conduta que ameace a integridade do sistema deve ser apurada e, quando comprovada, ter seus responsáveis punidos.

"Mais do que atingir indivíduos específicos, essas investidas, voltadas à intimidação de executivos, jornalistas, especialistas e lideranças de instituições, representam uma tentativa de enfraquecer o ambiente de confiança, transparência e segurança no setor financeiro", diz a manifestação.

Segundo a PF, Vorcaro encomendou ao publicitário Thiago Miranda, alvo de operação policial nesta quinta-feira (9), o dossiê sobre o executivo do Itaú por ele estar "causando muito problema", segundo troca de mensagens entre eles.

A investigação aponta que, dentre os materiais compartilhados pelos dois interlocutores, "destaca-se um documento contendo informações pessoais e patrimoniais de Milton Maluhy Filho e de Camila Moretti Maluhy".

Diálogos entre o ex-banqueiro e Miranda entre março e abril de 2025 também mostraram que os dois queriam "frear" o trabalho da jornalista Malu Gaspar, realizando uma busca por seus dados privados.

A defesa de Thiago Miranda afirmou, em nota de quinta-feira (9), que o publicitário "refuta de forma categórica" a prática de qualquer ilegalidade e sustenta que sua atuação profissional sempre foi pautada pela legalidade, transparência, respeito às instituições e à liberdade de expressão.

Segundo os advogados, ele não praticou qualquer ato criminoso nem participou de condutas destinadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

A PF apreendeu celulares e demais equipamentos eletrônicos utilizados pelo publicitário em sua residência. Segundo as autoridades, a ação apura a atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil.

As investigações apuram, ainda, a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Segundo a PF, os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos.

Para a Febraban, esses fatos "geram indignação" por ocorrerem em contexto em que "autoridades, associações setoriais e agentes do mercado atuaram, com firmeza, para proteger a estabilidade do sistema financeiro, incluindo medidas relacionadas à governança e ao funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)".

Por Helena Schuster/Folhapress

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