Vorcaro promoveu festa com garotas de programa para Kassio, diz revista

Ministro diz que nunca pediu nada ao ex-banqueiro e não pode se responsabilizar por conversas de terceiros

Foto: Victor Piemonte/STF/Arquivo

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro custeou e promoveu em seu tríplex no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo, uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 28 de fevereiro de 2025, segundo reportagem da revista piauí publicada nesta quinta-feira (15).

As mensagens não deixam claro se o dono do Banco Master participou do evento. Segundo mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no celular do ex-banqueiro, ele cuidou de todos os detalhes e envolveu sete pessoas —dois motoristas, um chef de cozinha, um mordomo, uma faxineira, um arquiteto e uma agenciadora de garotas de programa— na organização do encontro entre o magistrado e as mulheres.

As despesas com a festa para 15 convidados somaram R$ 27 mil, sendo cerca de R$ 21,1 mil em carnes e caviar. No mesmo dia da festa, Vorcaro conversava com um interlocutor que seria Paulo Sergio Souza, ex-diretor do Banco Central, sobre o uso do depósito compulsório, verba que as instituições financeiras devem destinar a uma conta no BC, para garantir o funcionamento do Master, descumprindo as regras para operar no país.

Conforme diálogo entre Vorcaro e o mordomo contratado, cujo nome estava salvo como "Michael" nos contatos do ex-banqueiro, um quarto do tríplex foi emprestado ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a cinco mulheres por volta das 20h50. Mais tarde, às 22h08, Michael escreveu: "Pessoal tudo pelado na piscina. Uma passou mal vomitou mais tá bem já".

"Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora acabou de falar que está renovando para começar tudo novamente", acrescentou o mordomo. Segundo ele, Nunes Marques teria ido embora por volta das 23h15. Depois, Michael enviou a Vorcaro fotos que mostravam três preservativos usados sobre um tapete e uma calcinha de renda preta encontrada embaixo de um travesseiro.

Questionado sobre a festa e o impacto do evento sobre sua atuação como relator do caso Master, o magistrado enviou nota ao jornal Folha de São Paulo afirmando que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros.

"O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro", diz a nota.

Na terça-feira (13), reportagem do site UOL revelou que Vorcaro financiava uma rede de prostituição de alcance internacional desde 2023, na qual aplicou ao menos R$ 4,3 milhões e envolveu intermediários, uma casa noturna em São Paulo e mulheres russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas —que eram chamadas pelo ex-banqueiro e por um promotor de eventos de "escravas" e "kengas".

O dono do Master negou em nota o envolvimento com a exploração sexual de mulheres. "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei", disse.
Por Marina Costa/Folhapress

PRF apreende mais de R$ 870 mil em espécie durante fiscalização na BR-381, em Minas Gerais

Na madrugada desta quarta-feira (14/10), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de R$ 870 mil em espécie, durante uma fiscalização na BR-381, no município de Perdões/MG. A apreensão ocorreu após a equipe PRF receber uma solicitação da Central de Comando e Controle para abordar um veículo com placas de Belo Horizonte que trafegava no km 679 da rodovia.

No decorrer da fiscalização, os policiais localizaram uma mala com aproximadamente R$ 870.570 (oitocentos e setenta mil, quinhentos e setenta reais), no interior do porta-malas do veículo. Questionado a respeito da origem e da finalidade do dinheiro transportado, o motorista declarou que se tratava de dinheiro relacionado a política, sem fornecer maiores esclarecimentos sobre a procedência, a titularidade ou a destinação dos valores.

Informou também que seria remunerado para realizar o transporte do dinheiro de Ponta Porã/MS até um shopping na cidade de Belo Horizonte, onde deveria entregar a mala. Alegando receio de sofrer represálias, o homem não quis informar nomes ou outras informações relativas à identificação dos envolvidos responsáveis pela entrega e pelo recebimento da quantia.

Por conta das circunstâncias, a ocorrência foi apresentada à Polícia Judicíária em Varginha/MG, que é a autoridade competente para adoção das demais providências. No local, o motorista foi devidamente qualificado e liberado, assim como o veículo utilizado no transporte.
Categorias: Justiça e Segurança

“Não vejo hipótese”, diz Ademir Ismerim sobre revogação de título de Cidadão Soteropolitano de Flávio Bolsonaro

                            "O advogado especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim"
Em entrevista exclusiva ao Política Livre nesta quinta-feira (15), o advogado especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim afirmou que não acredita na possibilidade de revogação do título de Cidadão Soteropolitano concedido ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a concessão da honraria seguiu todos os trâmites legais na Câmara Municipal de Salvador (CMS).


“Eu não vejo hipótese de revogar o título, até porque quando a Câmara deu o título, inclusive por iniciativa da mesa, ela seguiu todo o procedimento que a lei exige. Então é um ato jurídico perfeito, que eu acho que não pode ser revogado. Ele só poderia ser revogado, no meu entendimento, quando você tem defeito processual. Não há defeito processual”, declarou.

No entanto, a homenagem provocou críticas de ativistas sociais, militantes e outros setores da população. Um abaixo-assinado online, criado por Magali de Jesus Domingos, circula nas redes sociais e já conta com quase 175 mil assinaturas. O documento pede a suspensão da homenagem, sob o argumento de que o parlamentar não representa adequadamente a população da capital baiana, além de questionar a concessão da honraria diante de acusações de corrupção e de posições políticas rejeitadas pelos signatários. Uma ação popular também foi ajuizada na Justiça baiana com pedido de revogação do título. Para o especialista, porém, essas manifestações têm motivação política.

“O que está acontecendo é uma questão de pura política, onde as pessoas, alguns que são contra Flávio Bolsonaro, querem revogar esse título para efeito político, que inclusive é uma coisa deselegante, na medida em que quem concedeu o título a ele foi a cidade de Salvador. A Câmara representa a cidade, então é deselegante isso, procurar essas medidas, só porque há uma divergência política”, acrescentou.

Para concluir, Ismerim reiterou que não acredita na revogação da honraria e ressaltou que, em sua avaliação, o Judiciário deverá analisar a legalidade da concessão, e não o mérito da homenagem.

“Inclusive a lei, a ação que propuseram também, uma ação popular, não tem, ao meu sentido, nenhuma viabilidade para que um juiz conceda uma liminar, porque também o que ele vai apreciar? Ele não vai apreciar a questão de mérito, se é bom ou ruim, ele vai apreciar a questão legal. E do ponto de vista legal eu não vejo nenhuma falha que possa ter ocorrido nessa concessão de título a Flávio Bolsonaro”, finalizou.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

Lula aborta ideia de líder do PT sobre redução de maioridade penal e orienta acelerar PEC da Segurança

O senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou seus aliados a votarem a PEC (proposta da emenda à Constituição) da segurança pública sem emendas para acelerar a tramitação.

A determinação de Lula interrompe o movimento do líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE). O senador cearense articulava uma emenda à proposta que reduziria a maioridade penal em caso de crimes mais graves.

O chefe do governo comunicou sua decisão ao relator da PEC, o senador Rogério Carvalho (PT-SE). A ideia havia rachado a bancada do PT no Senado e alvoroçado a base social do partido, historicamente contrária a mudanças na maioridade penal.

Lula quer que a proposta seja aprovada e entre logo em vigor para poder sinalizar a criação do Ministério da Segurança Pública ainda antes do segundo turno, possivelmente por meio do envio de um projeto de lei. Se houver uma alteração na PEC, ela precisará de nova deliberação da Câmara, o que atrasaria o processo.


A discussão sobre maioridade penal, porém, não deve ser encerrada. Fontes do partido e do governo admitem a possibilidade de o tema ser retomado em uma nova PEC em um futuro próximo, ainda que não apoiem a proposta. Não deverá haver digitais do partido no projeto.

Camilo articulou uma emenda que baixaria a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. Seria uma forma de driblar a tentativa bolsonarista de emplacar, dentro da PEC, a redução total da maioridade, com agravante que poderia diminuir a idade para 14 anos.

Petistas afirmam que a manobra também tinha participação do presidente do partido, Edinho Silva, e do ministro Sidônio Palmeira (Secom). A lógica é que o movimento impediria que a oposição monopolizasse o discurso do endurecimento da segurança pública.

Camilo, Edinho e Sidônio são parte da cúpula da campanha de reeleição de Lula. O petista disputa a presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o mais votado do primeiro turno.

Pegou especialmente mal na bancada petista o fato de Camilo Santana ser líder do partido, e não do governo. Isso caracterizaria a proposta como uma iniciativa do partido, não do governo. Ao mesmo tempo, a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), era uma das principais vozes contrárias à ideia nas discussões internas.
Por Folhapress

Prefeitura de SP mantinha Credcesta, ligado ao Banco Master, até setembro Por Stéfanie Rigamonti, Folhapress

Ação protocolada na Justiça de São Paulo no mês passado acusa Master de práticas abusivas no cartão e cobranças recentes
Uma servidora aposentada moveu ação no mês passado na Justiça de São Paulo contra a prefeitura da capital paulista, o Banco Master e o Will Bank por venda casada de cartão consignado do Credcesta —um convênio que a instituição financeira de Daniel Vorcaro fez com estados e prefeituras, assim como com o INSS posteriormente, para a oferta de um cartão consignado a servidores públicos.

O processo começa destacando que o Credcesta vem sofrendo críticas, revisões e até auditorias, e lembra que seu operador, o Banco Master, é acusado de "corromper ativamente até mesmo as mais altas autoridades do país".

A servidora, que tem empréstimo consignado junto ao Credcesta desde 2022 e que ainda recebia cobranças até a ação ser protocolada na Justiça, em setembro deste ano, diz no processo ser vítima de uma série de práticas abusivas e falhas de prestação de serviços no Credcesta.

Consultada por e-mail, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou. A Seges (Secretaria Municipal de Gestão), da Prefeitura de São Paulo, disse à coluna que a PKL One Participações S.A., instituição que já era responsável pela administração do Credcesta antes de o Banco Master ser liquidado, está descredenciada como consignatária da Prefeitura desde 24 de setembro deste ano, "por não atender aos requisitos normativos exigidos".

A secretaria, porém, não deu mais explicações sobre quais normas não foram cumpridas pela empresa. A Seges acrescentou que, por decisão administrativa, desde dezembro de 2025, ou seja, logo após a liquidação do Master, a instituição já estava impedida de realizar novas operações.

Afirmou também que a contratação de crédito consignado é uma relação direta entre o servidor e a instituição financeira cadastrada. "No caso em questão, não houve qualquer ação ou omissão que possa ser atribuída à Prefeitura", disse a secretaria em nota.

Na ação, protocalada na 3ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital, a servidora aposentada afirma que, em 2022, ao notar a insistente oferta de cartões de crédito em seu portal de consignados, solicitou formalmente à Seges a remoção de tais ofertas, mas obteve como resposta que a disponibilização da margem para cartão era obrigatória, "ignorando o direito da servidora de não ser assediada com produtos não solicitados".

Após a insistência na oferta, ela diz no processo que acabou realizando saque vinculado ao cartão. Depois de quitar essa primeira operação sem maiores problemas, porém, ela efetuou nova contratação, mas ao tentar liquidar antecipadamente o segundo contrato acabou vivenciando "um calvário", segundo consta na ação.

O processo relata dificuldades de acesso ao Banco Master mesmo antes da liquidação e a um boleto para pagamento. Segundo consta no processo, a quitação exigia biometria facial por link de SMS. Sem encontrar respostas, a servidora tentou novamente contato com a Seges, mas diz que esta se isentou de resolver o problema e apenas a encaminhou o email do Master.

A servidora ficou sem resposta até maio de 2026, quando se dirigiu a uma agência do Banco Will em Pinheiros, sob a promessa de que haveria um posto de atendimento do Banco Central para resolver os problemas com o Banco Master. No local, foi surpreendida por uma funcionária que se apresentou como representante da instituição de Vorcaro e lhe entregou dois boletos de cobrança, um no valor de R$ 7.951,44 e outro de R$ 558,59, sem qualquer extrato ou explicação sobre a origem e evolução da dívida.

Na ação, a servidora pede uma indenização de R$ 8 mil, além da devolução em dobro de valores descontados em sua aposentadoria, somando um total de quase R$ 16 mil. Também pede a nulidade do cartão por venda casada ou, como alternativa, juros limitados à média do consignado. Por fim, quer a responsabilização solidária da prefeitura, por falha na escolha e na fiscalização do conveniado.

A ação se soma a diversas reclamações ao Credcesta por descontos não reconhecidos e ligações insistentes, já noticiados pela Folha.

Em março, o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Júnior, afirmou à Folha que o Credcesta é um cartão de benefício consignado com operação irregular, sem amparo legal e com possibilidade de incidência de juros sobre juros nos contratos firmados.

Criado em 2018 por Augusto Lima, que depois se tornou sócio de Vorcaro, o produto se expandiu após ser operado pelo Master e foi um dos grandes motores de crescimento do banco.

O MPF (Ministério Público Federal) no DF, que investiga os consignados do Master por meio de um inquérito civil público, afirma que o salto exponencial do cartão consignado se deu "sem explicação econômica-empresarial evidente".

Por Stéfanie Rigamonti, Folhapress

Como votaram em Flávio Bolsonaro e Lula as cidades mais e menos eficientes do Brasil; confira a sua

Foto: Leandro Chemalle/Thenews2/Arquivo
Ferramenta interativa permite explorar a relação entre a votação de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com o Ranking de Eficiência dos Municípios - Folha (REM-F), elaborado em parceria com o Datafolha.

O ranking considera indicadores de educação, saúde e saneamento em relação aos recursos financeiros disponíveis. A ferramenta apresenta os resultados da votação em 5.276 municípios (95% do total), além da posição de cada cidade nos indicadores.

Entre os 25 mais bem colocados, Flávio liderou em 23 municípios; Lula, em 2. Entre os 25 piores, Lula ficou à frente em 14 cidades; Flávio, em 11. Os percentuais consideram os votos dos dois candidatos, excluindo os demais concorrentes, brancos e nulos.

Procure em "Buscar Cidade", no topo da ferramenta, seu município. Veja como ele aparece no ranking de eficiência e na distribuição dos votos presidenciais. Confira também o REM-F completo.

Por Fernando Canzian e Irapuan Campos, Folhapress

Advogados baianos divulgam carta de apoio à reeleição de Lula no segundo turno- Por Política Livre

Foto: Divulgação
Um grupo de advogadas e advogados baianos declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma carta dirigida à advocacia e à sociedade brasileira. No documento, os signatários defendem o voto no petista no segundo turno e apresentam a preservação da Constituição de 1988, da soberania nacional e dos direitos humanos como motivos para a decisão.

Intitulado “Carta às advogadas, aos advogados e à sociedade brasileira”, o manifesto sustenta que a disputa eleitoral exige atenção à manutenção do Estado Democrático de Direito. O grupo também manifesta preocupação com ameaças comerciais estrangeiras e com o que considera tentativas de desmonte do Estado e da legislação de proteção à população.

“Diante da conjuntura e das candidaturas postas, a reeleição do presidente Lula é a única capaz não só de dialogar, como também de resistir às tentativas de desmonte do Estado brasileiro”, afirmam os autores.

A carta destaca a defesa de direitos da classe trabalhadora, de consumidores, mulheres, população negra, povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, povos de terreiro, população LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, entre outros grupos historicamente vulnerabilizados.

Os signatários também apontam como prioridades a preservação do Sistema Único de Saúde (SUS), da Previdência Social, do trabalho decente e da educação pública com amplo acesso.

Na segurança pública, o grupo defende instituições com autonomia, livres da influência de grupos armados e milicianos e comprometidas com a preservação da vida, especialmente da juventude negra e periférica. O texto também associa o apoio a Lula à defesa do funcionamento e da autonomia dos órgãos responsáveis pelo controle e pelo combate à corrupção.

Ao final, os autores convocam colegas da advocacia e a sociedade a votar em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais. A versão apresentada da carta não informa os nomes nem o número de signatários.

Ibirataia: Secretaria de Agricultura recebe coordenação do Projeto Parceiros da Mata para reconhecimento de áreas rurais

A Prefeitura Municipal de Ibirataia, por meio da Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEAMA), recebeu a equipe de coordenação do "Projeto Parceiros da Mata" para uma visita técnica de reconhecimento de áreas rurais do município.

A agenda teve como objetivo conhecer as características das propriedades, identificar potencialidades e avaliar áreas que poderão ser contempladas pelas ações do projeto, visando ao fortalecimento da agricultura familiar, à conservação ambiental e ao desenvolvimento rural sustentável.

Durante a visita, foram observadas áreas de produção agrícola, com destaque para a cacauicultura, atividade de grande importância econômica e social para o município.

A secretária municipal de Agricultura, "Laís Nascimento", destacou a importância da aproximação entre o município e iniciativas que promovam oportunidades para os produtores rurais.

Com apoio de Geraldo Júnior, deputado tenta tomar MDB dos Vieira Lima na Bahia Por Política Livre

Uma articulação nacional que teve início de forma tímida após o primeiro turno das eleições visa tirar o MDB das mãos dos irmãos Vieira Lima e assegurar o controle do partido na Bahia ao deputado federal Ricardo Maia, único representante baiano da sigla no Congresso Nacional. O objetivo é assumir os cargos no âmbito estadual indicados pelo comando da legenda, sobretudo as secretarias de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), capitaneada por Marise Chastinet, e de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), chefiada por José Castro.

As conversas, ainda em caráter embrionário, acontecem entre Ricardo Maia e lideranças do partido na Câmara Federal e já teriam chegado ao presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (MDB). Na Bahia, contariam com o aval do vice-governador reeleito Geraldo Júnior (MDB), que sempre se colocou como aliado fiel dos Vieira Lima, mas agora almeja voos mais altos.

Procurada pelo site, o comando do MDB disse desconhecer a articulação e afirmou estar empenhada na reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno. O mesmo informou a assessoria do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que só vai tratar de cargos e espaços no segundo governo após o pleito. Ricardo Maia não respondeu às mensagens do site.

Esta não seria a primeira vez que Ricardo Maia tenta assumir o comando do MDB na Bahia. Logo após ser eleito deputado federal, ele teria feito incursões dentro da legenda com o objetivo de sondar lideranças nacionais sobre uma eventual mudança, mas a ideia naufragou. Agora, diante da fragilidade de Geddel e Lúcio Vieira Lima, que não conseguiram eleger o primo Jayme Vieira Lima para a Câmara Federal, o parlamentar decidiu fazer novas sondagens.

O apoio de Geraldo Júnior teria como objetivo facilitar uma articulação com o governador. O vice também busca um espaço para o filho, o deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), na próxima gestão. O parlamentar não conseguiu se reeleger.

Nacionalmente, Ricardo Maia indicou, no governo Lula, o presidente do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara, ex-vereador de Ribeira do Pombal, cidade da qual o deputado já foi prefeito. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial, deverá promover mudanças no órgão baiano. Daí a necessidade de o parlamentar, que declarou apoio à reeleição do presidente, buscar alternativas no governo de Jerônimo.

Além das duas secretarias, o MDB da Bahia, que segue com dois deputados estaduais, comanda também a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento (Cerb), que antes da eleição era chefiada por Jayme e agora está sob o comando de Larissa Moraes, e a Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), presidida por Ramon de Almeida Bagano Guimarães.

PF e PM/PB prendem homem e apreendem meia tonelada de maconha

Patos/PB. A Polícia Federal e a Polícia Militar da Paraíba prenderam em flagrante, nesta quarta-feira (14/10), um homem que transportava volumes de substância com características semelhantes às da maconha. A abordagem ocorreu nas proximidades do município de Água Branca/PB.

A ação contou com o apoio da ROTAM de Patos/PB e do 20º Batalhão da Polícia Militar de Princesa Isabel/PB, a partir de informações compartilhadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em Mossoró/RN.
Durante a fiscalização do veículo, as equipes localizaram uma carga de, aproximadamente, 520kg de maconha. O suspeito e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Patos para a formalização dos procedimentos legais.

As investigações prosseguirão para esclarecer a origem e o destino da carga, bem como identificar outros possíveis envolvidos.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

FICCO Bahia e DHPP localizam traficante foragido da Justiça de Santa Catarina

Criminoso foi encontrado na manhã desta quarta-feira (14), no bairro de Águas Claras, em Salvador.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil localizaram na manhã desta quarta-feira (14), um traficante foragido da Justiça de Santa Catarina.

O criminoso foi encontrado no bairro de Águas Claras, em Salvador, durante mais uma fase da Operação Artemis (ação integrada permanente que tem como objetivo capturar autores de crimes graves).

Ações de inteligência indicaram que o traficante se preparava para fugir de Salvador para um outro destino ainda não confirmado.

O indivíduo foi conduzido para a Polinter, onde foi cumprida a ordem judicial expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Jaraguá do Sul (TJSC).
Fonte: Alberto Maraux/ Ascom SSP

FICCO Bahia e PF alcançam faccionado que atirou em Forças Federais no Aeroporto Internacional de Guarulhos

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, a 27ª CIPM e a Polícia Federal de São Paulo capturaram na tarde desta quarta-feira (14), na cidade baiana de Governador Mangabeira, um faccionado que atirou em Forças Federais no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O crime ocorreu no dia 31 de de julho deste ano.

Após ações de inteligência, as Forças Federais e Estadual da Bahia e de SP localizaram o criminoso que possuía dois mandados de prisão.

A captura foi resultado de ação integrada envolvendo o Grupo de Investigações Sensíveis da Polícia Federal em São Paulo (GISE/SP), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) e a 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (27ª CIPM).

Durante a diligência, o faccionado tentou fugir utilizando um veículo modelo Montana, mas acabou cercado e preso.

“A atuação em rede, com o compartilhamento das Agências de Inteligência, garante um combate cada vez mais qualificado contra o crime organizado. Este faccionado escolheu o estado errado para tentar se esconder”, comentou o coordenador da FICCO Bahia, delegado federal Eduardo Badaró.
Fonte
Alberto Maraux/SSP

Dois suspeitos de sequestrar bebê de 11 meses em Firmino Alves são presos na região de Ibicuí

Foto: Divulgação

Dois homens suspeitos de envolvimento no sequestro de um bebê de 11 meses, ocorrido no município de Firmino Alves, no sul da Bahia, foram presos na noite desta quarta-feira (14), na região de Ibicuí, no centro-sul do estado. Conforme as informações iniciais, os suspeitos estavam no mesmo veículo que teria sido utilizado para levar a criança. O automóvel havia sido registrado por câmeras de segurança, cujas imagens auxiliaram nas investigações.

Foto: Redes Sociais

A prisão foi resultado de uma operação conjunta envolvendo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv) de Itabuna e a 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin). Durante a abordagem, os policiais apreenderam o veículo suspeito de ter sido utilizado no crime, além de uma arma de fogo. Os dois homens foram detidos e encaminhados para os procedimentos legais. Um terceiro envolvido está foragido.

Suspeitos presos

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a localização e o estado de saúde do bebê. A polícia deverá apresentar novos detalhes sobre a operação e as circunstâncias do sequestro nas próximas horas.

Informações: Giro Ipiaú

Dupla rouba celulares de mulheres em Ipiaú, moto quebra durante fuga e suspeitos são detidos pela PM

Dois adolescentes de 17 anos, suspeitos de assaltar duas mulheres na noite desta quarta-feira (14), no bairro Constança, em Ipiaú, foram apreendidos pela Polícia Militar poucos minutos após o crime. A dupla, que é da cidade de Itagi, foi localizada às margens da BR-330, na saída de Ipiaú em direção a Jitaúna, após a motocicleta utilizada no assalto apresentar um defeito mecânico.

O roubo ocorreu por volta das 22h00, na Rua A, quando duas mulheres chegavam em casa e foram surpreendidas por dois indivíduos em uma motocicleta de cor dourada. Durante a abordagem, um dos suspeitos aparentava estar armado. As vítimas tiveram roubados um iPhone 13 e um Motorola Edge 70 Fusion.

Defeito na motocicleta facilitou apreensão

Conforme as informações apuradas pelo GIRO, uma guarnição da Polícia Militar retornava de Jequié, onde havia apresentado uma ocorrência de tráfico de drogas, quando avistou os dois adolescentes sentados nas proximidades de um imóvel, às margens da rodovia.

Pouco mais adiante, os policiais perceberam uma motocicleta dourada, com características semelhantes às do veículo utilizado no assalto. Durante a abordagem, foram encontrados com os adolescentes os dois aparelhos celulares roubados das mulheres.

Nenhuma arma de fogo foi localizada com a dupla, levantando a possibilidade de que os adolescentes tenham apenas simulado estar armados para intimidar as vítimas durante o roubo.

Ainda segundo informações obtidas pelo GIRO, os dois jovens são moradores de Itagi e estariam aguardando apoio de outros possíveis envolvidos quando foram surpreendidos pelos policiais.

Os adolescentes, juntamente com o material recuperado, foram conduzidos e apresentados na delegacia de plantão em Jequié, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. Por: Giro Ipiaú

Suspeita de tráfico é presa no Japomirim com maconha, cocaína e crack

Uma mulher foi presa por suspeita de tráfico de drogas na noite desta quarta-feira (14), na localidade conhecida como Quatro Casas, no distrito do Japomirim, município de Itagibá. A ação foi realizada por guarnições do PETO e do PETO Motopatrulhamento, da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

De acordo com informações da PM, por volta das 19h30, as equipes foram acionadas após uma denúncia recebida pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), indicando que um casal estaria comercializando entorpecentes na região.

Ao chegarem ao endereço informado, os policiais avistaram uma mulher carregando uma bolsa e uma sacola. Ao perceber a aproximação das guarnições, ela teria arremessado a bolsa para o interior de uma residência.
Material apreendido com a suspeita
Durante a averiguação, os militares encontraram 30 pinos de substância semelhante à cocaína dentro da sacola. Na bolsa, foram localizados aproximadamente 459 gramas de material análogo à maconha, uma balança de precisão e dinheiro em espécie. Ainda durante a ação, foram apreendidas duas pedras de substância semelhante ao crack, três aparelhos celulares, uma máquina de cartão e R$ 404 em dinheiro.
Suspeita passou mal durante a prisão

No momento em que recebeu voz de prisão, a mulher apresentou um mal-estar, sendo necessário acionar uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após avaliação médica, foi constatado um quadro de hipertensão arterial. A suspeita foi encaminhada ao Hospital Geral de Ipiaú (HGI), onde recebeu atendimento.

Depois de receber alta hospitalar, a mulher foi conduzida, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia Territorial de Jequié, vinculada à 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), para a adoção das medidas legais cabíveis.
Por: Giro Ipiaú

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1, em trunfo para Lula a 11 dias da eleição

       Alteração na Constituição reduz jornada semanal para 40 horas sem cortar salários

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, o texto-base da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1, uma importante vitória do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 11 dias da eleição.

A oposição, alinhada a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador que disputa o segundo turno contra Lula, tentou evitar que a votação fosse concluída ainda nesta sessão. No entanto, um requerimento de calendário especial foi aprovado por maioria de votos. O PL liberou a bancada para a votação.

A PEC foi aprovada com 75 votos em primeiro turno. Somente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra. Eram necessários apoios de 49 dos 81 parlamentares.

Pelas regras de tramitação de emendas constitucionais, esse tipo de proposta precisa ser votada em dois turnos, com um intervalo de cinco dias úteis e três sessões de discussão entre eles. Ou seja, pelo trâmite original, seria impossível votá-la antes da eleição.

O calendário especial foi solicitado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e teve o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

No domingo (11), Lula afirmou que a votação da PEC antes da eleição já estava acordada com Alcolumbre.

O presidente do Senado disse, ao abrir a sessão, que a inclusão da PEC na pauta desta quarta é o cumprimento de compromisso feito por ele de que a votação aconteceria depois da eleição. "Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso".

ENTENDA A PROPOSTA

A PEC aprovada pelo Senado nesta quarta reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração.

A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais. O relator da PEC no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as emendas e manteve o texto da Câmara. No plenário, Aziz defendeu o texto aprovado em setembro na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas disse considerar urgente a discussão de uma regulamentação que trate de categorias com jornadas específicas, como a de trabalhadores de plataformas e do setor aéreo.

Senadores da oposição apresentaram uma emenda minutos antes de a última sessão de discussão começar. Assinada pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e recebeu apoio de 21 senadores.

O texto previa que as jornadas especiais iguais ou inferiores a 40 horas semanais previstas em lei não terão redução proporcional quando a regra da PEC entrar em vigor. Segundo Guimarães, a emenda busca evitar insegurança jurídica a categorias como bancários, jornalistas e operadores de telemarkenting. Antes da votação começar, o autor retirou a emenda.

A oposição tentou resistir, mesmo após o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é senador, mudar de posição e declarar voto favorável ao fim da escala 6x1.

Por fim, o PL encaminhou voto favorável à aprovação da PEC.

Flávio Bolsonaro apoia de fato uma outra PEC, proposta pelo seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Líder da oposição, o congressista defende a criação de um novo regime de trabalho, com pagamento por hora, ao invés do fim da escala 6x1.

A oposição reconhece a popularidade do fim da escala de trabalho que dá apenas um dia de folga semanal aos trabalhadores. Pesquisa Datafolha de março apontou apoio de 71% dos brasileiros à proposta.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defendeu que o governo federal, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, crie medidas para mitigar o impacto da PEC para os empregadores, entre elas a desoneração da folha.

"Se para o empregado está bom o fim da 6x1, para o empregador também vai ter que ficar bom em alguma medida, senão vai faltar emprego", disse.

"Lógico que vai ter impactos e, para mitigar, o setor produtivo pode voltar com o instrumento da desoneração da folha para tentar reequilibrar essa relação", completou.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que em 2015 propôs uma PEC para reduzir a jornada semanal para 36 horas, se emocionou ao discursar na sessão plenária. O parlamentar relembrou lutas anteriores pela redução da jornada, citou canções e homenageou escritores abolicionistas em um comparativo entre a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão, e o fim da jornada de 44 horas semanais.

"Não lembrarei dos escravocratas, mas lembro dos abolicionistas. Escritores como Joaquim Nabuco, André Rebouças, Luís Gama Castro Alves, Maria Firmino dos Reis e Machado de Assis, que antes da Lei Áurea travaram um debate contra a escravidão", afirmou o senador.

ESCALA 6X1 E ELEIÇÕES

O PL e outros partidos da oposição a Lula trabalharam para evitar a votação antes do segundo turno, para evitar desgaste eleitoral.

Como mostrou o Painel, Lula vai explorar o tema na propaganda de TV. No vídeo que vai ao ar nesta quarta-feira, ele explora o tema. "O fim da escala 6x1 é para dar mais conforto para o povo trabalhador", diz o petista no vídeo.

"Trabalhar seis dias e folgar apenas um ameaça seu trabalho", diz outro trecho da propaganda. "Só Lula garante o fim da escala 6x1".

Flávio Bolsonaro afirmava que a discussão da PEC do fim da escala 6x1 era oportunista e insistiu na proposta de remuneração por hora. Na terça, a 12 dias da eleição, ele mudou de posição: "A maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da 6x1, então vou votar a favor", disse o senador.

A declaração de apoio desmobilizou parte da oposição, que se viu sem condições de votar de outra forma.

Quando a PEC foi discutida na Câmara, o PL alardeou inicialmente o viés eleitoral do fim da escala 6x1 e tentou adiar a discussão da proposta na comissão especial, adotando estratégia de "dobrar a aposta" para constranger o governo.

O partido apresentou requerimento para adoção da escala 4x3, de quatro dias de trabalho para três de folga, e para que a PEC entrasse em vigor imediatamente, sem transição. A estratégia não deu certo e, no fim, a maior parte do partido votou a favor da proposta do governo Lula.

Por Augusto Tenório/Fernanda Brigatti/Carolina Linhares/Folhapress

Polêmica! Ana Elisa, defensora da luta contra o racismo, se cala sobre música de Gilberto Gil: “Nega, tu é feia que parece macaquinha”

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após uma publicação questionar sua posição sobre a música “Minha Nega na Janela”, interpretada por Gilberto Gil. O perfil @felipealves.rn, no Instagram, compartilhou uma montagem com imagens da parlamentar e do cantor, destacando um trecho da composição que compara uma mulher negra a uma macaca. A postagem provocou comentários de internautas que questionaram a coerência entre a atuação da jovem no combate ao racismo e a ausência de um posicionamento conhecido sobre a canção.


Na publicação, o responsável pelo perfil, que possui mais de 200 mil seguidores, criticou o que considera uma diferença de tratamento nas discussões sobre racismo, dependendo de quem esteja envolvido. “Interessante como o discurso contra o racismo costuma ser tão alto, mas, quando envolve determinados nomes, o silêncio fala mais alto. Será que a indignação é para todos ou depende de quem está do outro lado? A coerência também precisa sair do discurso e aparecer na prática!”, escreveu.

A montagem também reproduz parte da letra de “Minha Nega na Janela”, samba composto por Germano Mathias e Doca e posteriormente gravado por Gilberto Gil. A música contém uma comparação racista, além de referências à violência física.

Ana Elisa ganhou projeção nas redes sociais ao abordar temas como racismo, feminismo e direitos sociais. Eleita deputada federal em 2026, a parlamentar recebeu 524.219 votos em Minas Gerais e passou a colaborar com a comunicação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
https://www.msn.com/

Homem passa 36 horas em ônibus para encontrar mulher e descobre que ela não existe; foi criada por IA

Homem passa 36 horas em ônibus para encontrar mulher e descobre que ela não existe; foi criada por IA

Uma viagem de mais de 2 mil quilômetros, uma promessa de romance e uma mulher que nunca existiu. Esses são os elementos da história de Edimar Rocha Martins, um pedreiro de 49 anos que saiu de Imperatriz, no Maranhão, em direção a Belo Horizonte, Minas Gerais, após se apaixonar por uma personagem criada por inteligência artificial.

Edimar acreditava ter encontrado uma companheira pelas redes sociais. A mulher, que se apresentava como Jéssica, aparecia em vídeos gravados em uma fazenda e fazia convites para que ele fosse morar com ela.

Acreditando na possibilidade de começar uma nova vida, o pedreiro embarcou em uma viagem de ônibus que durou mais de 36 horas. Entretanto, ao chegar à capital mineira, descobriu que havia algo muito diferente do que imaginava por trás das imagens e das mensagens que recebia.

Veja a história do homem que atravessou o Brasil por uma mulher criada por IA

 

Flávio Bolsonaro faz agenda no RS em dia de votação sobre escala 6x1 e ignora assunto em comício

Candidato a presidente pelo PL cumpriu agenda na capital do Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (14)

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda de campanha nesta quarta-feira (14) no Rio Grande do Sul sem falar publicamente sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6x1, que começou a ser votada no Senado no final da tarde.

No mesmo horário, Flávio Bolsonaro fazia um comício no centro de Porto Alegre dando ênfase à emenda apresentada pelo PL dentro da PEC da Segurança Pública e que reduz a maioridade penal para 16 anos, uma das bandeiras da sua campanha.

"A PEC que o Lula mandou para o Congresso, da segurança pública, era para combater a polícia. E a gente no Congresso já mudou ela. Ela vai ser para proteger os cidadãos ordeiros, as pessoas inocentes", discursou ele aos apoiadores.

Durante a agenda, Flávio Bolsonaro não fez menções à PEC do fim da escala 6x1, que é uma das bandeiras do seu adversário neste segundo turno, o presidente Lula (PT).

O candidato do PL evitou ao longo da campanha o tema, mas, nesta terça-feira (13), diante da possibilidade de se enfraquecer para as urnas, declarou que votaria a favor da PEC. No Senado, a expectativa é que ela seja aprovada ainda na noite desta quarta em dois turnos de votação. Senadores podem votar de forma eletrônica, sem necessidade de presença no plenário.

Apesar do recuo do presidenciável do PL, aliados dele admitem que, se eleito, Flávio deverá propor uma alteração. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), antecipou que a ideia seria aprovar em 2027 a PEC do "pagamento por hora trabalhada". Com esse modelo, o profissional poderia escolher um contrato em que folga dois dias por semana –mas, neste caso, não recebe pelos dias em que não trabalha.

A PEC do fim da escala 6x1 que está sendo votada nesta quarta reduz a jornada semanal de 44 horas para 40 horas, 14 meses após a promulgação, e determina que todos os trabalhadores terão dois dias de descanso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução de salários.

Na agenda no Rio Grande do Sul, Flávio estava acompanhado dos governadores eleitos dia 4 de outubro na região Sul, Sergio Moro (Paraná), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), todos do PL. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou, além de alguns senadores eleitos.

Durante o comício, Flávio Bolsonaro também tentou reagir às manifestações de eleitores do Lula de que os Bolsonaros representam uma ameaça à democracia.

"Eu vou governar para todo mundo, até para os petistas. Porque eles irão ver que, com Bolsonaro, a democracia está garantida", afirmou Flávio, cujo pai cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe.

O presidenciável também falou sobre o ex-presidente e o resultado do primeiro turno eleitoral. "Eles tentaram enterrar Jair Bolsonaro vivo. Condenado covardemente pelos seus próprios inimigos. O maior perseguido político desse Brasil fez uma revolução", disse Flávio.

O PL terá a partir do ano que vem as maiores bancadas do Congresso.

O primeiro evento de campanha em Porto Alegre, por volta das 16h, ocorreu sob vento e chuva fina em um campo de futebol no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pela tragédia climática de maio de 2024 na capital gaúcha.

O local fica ao lado de um dique que precisou ser parcialmente reconstruído após o rompimento de trechos da estrutura.

Cerca de 26 mil moradores do bairro foram afetados pela inundação, que chegou até o segundo andar de casas da região. A enchente atingiu ao menos 8.000 prédios no bairro, segundo a Prefeitura de Porto Alegre. Nesta agenda, Flávio estava acompanhado do prefeito Sebastião Melo (MDB).

No mês de agosto, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Flávio Bolsonaro disse que os eventos climáticos extremos "são cíclicos" e que "não acho que isso tem a ver diretamente só com a influência do ser humano no meio ambiente".

Questionado na ocasião sobre como pretendia proteger a população dos eventos extremos, ele respondeu que "a melhor forma que nós temos de proteger o meio ambiente é oferecendo saneamento básico".

Por Catarina Scortecci/Carlos Villela/Folhapress

Câmara aprova aumento do teto e perdão de dívidas do MEI em vitória para Lula a 11 dias do 2º turno

Deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA) foi escolhido relator e incluiu medidas anunciadas pelo governo
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto de lei que aumenta o teto de faturamento anual do MEI (microempreendedor individual) e perdoa dívidas desse grupo, em uma vitória para o presidente Lula (PT) a 11 dias do segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O texto vai ao Senado.

O placar foi de 461 votos a favor e apenas quatro contra. A proposta foi incluída na pauta nesta tarde depois de um acordo da gestão petista com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo apurou a reportagem, o Ministério da Fazenda também foi favorável à articulação.

Se virar lei, o limite do MEI passará de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O governo estima um impacto de R$ 8,1 bilhões entre 2027 e 2029.

Além do reajuste no teto de faturamento do microempreendedor, o projeto permite que o MEI possa contratar até dois empregados, que devem receber um salário mínimo ou o piso da categoria a qual ele pertence. Hoje, o limite é de apenas um funcionário.

O texto também libera a contratação temporária para substituir empregados que estejam afastados. Ainda, aumenta o valor mínimo de licitações exclusivas para micro e pequenas empresas, de R$ 80 mil para cerca de R$ 100 mil.

Rubens Pereira Jr. foi escolhido nesta quarta depois de o relator da comissão especial para discutir a proposta, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), rejeitar a posição por não concordar que o teto do Simples Nacional ficasse de fora do texto.

Goetten defendia aumentar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.

Em discurso no plenário, Hugo Motta afirmou que a comissão, presidida por Any Ortiz (PP-RS), vai seguir discutindo esse ponto, mas defendeu que o texto com mudanças só em relação aos microempreendedores deveria ser analisado. Mencionou que não há cálculo do impacto de uma mudança no Simples Nacional –que seria maior do que o do MEI.

"Penso que não é justo segurarmos um reajuste que está pactuado com o governo e tem espaço fiscal para o ano que vem, em detrimento de uma outra demanda", afirmou.

O presidente da Casa também se alinhou ao discurso do governo Lula ao afirmar que o reajuste do teto do MEI seria uma medida de justiça tributária e relacionou a necessidade da votação com a possível aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 no Senado.

"Com a perspectiva de aprovação de aprovação da 6x1 nós deveríamos, até para não prejudicar os pequenos e por termos apenas 60 dias de transição depois da promulgação da PEC, que não sabemos ainda quando será, pode ser inclusive hoje, [...] nós deveríamos avançar com a questão do MEI", disse.

A discussão no plenário foi iniciada sem um parecer do relator e foi contaminada pelo debate eleitoral. Houve reclamação de deputados de oposição, como Kim Kataguiri (Missão-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP), que tentaram retirar o texto da pauta e acusaram a medida de ser populista e eleitoreira.

"Essa Casa já dispensou dívida de tanta gente, inclusive dos grandes, e não vejo essa reclamação", rebateu Rubens Pereira Jr. em seu discurso. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (RS), já havia afirmado que defenderia na reunião de líderes da terça (13) que o texto fosse votado.

O último reajuste do MEI aconteceu em 2018, quando o teto de faturamento anual passou para R$ 81 mil. O aumento desse limite faz parte do esforço do governo Lula para melhorar sua avaliação entre os empreendedores.

Na terça (13), como parte de um pacote batizado de "Prospera MEI", Lula também anunciou um perdão das dívidas que deve beneficiar 3,6 milhões de MEIs que devem cerca de R$ 12,6 bilhões. A estimativa foi apresentada pelo ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo).

O governo afirmou que, para garantir e manter o perdão da dívida, o titular do MEI precisará pagar em dia as suas contribuições mensais (boletos do MEI) durante os seis meses seguintes, bem como desistir de ações judiciais contra a União que questionem a dívida.

Regras atuais para ser MEI
  • Exercer atividades que estejam na lista de ocupações permitidas para o MEI;
  • Contratar, no máximo, um empregado que receba o piso da categoria ou um salário mínimo;
  • Não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa;
  • Não ter ou abrir filial de outra empresa;
  • Ter faturamento anual de até R$ 81 mil ou até R$ 251.600 para o transportador autônomo de cargas que tenha como ocupação profissional exclusiva o transporte rodoviário de cargas.
Por Isadora Albernaz/Raphael Di Cunto/Guilherme Pimenta/Folhapress