‘O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita’: imprensa mundial repercute reeleição de Lula

Presidente Lula (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e se tornou o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.

A imprensa mundial deu amplo destaque à reeleição do presidente Lula (PT) nesta segunda-feira (26), no dia seguinte ao pleito. Os jornais destacaram o aspecto surpreendente da virada inédita e projetam o panorama para seu novo governo.

Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação no domingo, o que marcou a primeira vez na história em que um candidato é eleito após ter ficado em 2º lugar no primeiro turno. O presidente obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 48,21%.

O New York Times, dos Estados Unidos, destacou o poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita";
O Le Monde, da França, afirmou que o resultado foi uma "surpresa para todos";
O La Nación, da Argentina, falou em "reviravolta no Brasil" e "virada inédita";
A BBC, do Reino Unido, também destacou a "vitória surpreendente" de Lula;
A CNN Internacional, dos Estados Unidos, afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita";
O The Telegraph, do Reino Unido, afirmou que a "guerra no Brasil continua", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.

The New York Times, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal The New York Times, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The New York Times

O jornal norte-americano "The New York Times" destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e o panorama do resultado da eleição brasileira.

Em reportagem, o jornal deu evidência ao poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freou o avanço da direita".

O jornal afirmou que Lula alcançou uma "recuperação memorável e espetacular", além de destacar o tamanho da vitória do presidente brasileiro frente à pressão exercida pelo governo Trump.

"A improvável vitória de Lula no Brasil representou uma impressionante rejeição ao avanço da direita, dando novo fôlego a um movimento de esquerda que parecia à beira da extinção na América Latina. (...) Lula ofereceu um exemplo raro de resistência à estratégia de Washington de projetar seu poderio militar e econômico na região, enfrentando Trump enquanto o presidente americano tentava pressionar o Brasil com tarifas e sanções", escreveu.

Le Monde, França

Reportagem do jornal Le Monde, da França, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/Le Monde

O francês "Le Monde" afirmou que a reeleição de Lula ocorreu "para surpresa de todos", porque as pesquisas eleitorais indicavam Flávio Bolsonaro à frente apesar de projetarem cenários de empate técnico.

"O presidente brasileiro de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, foi reeleito neste domingo, conquistando, contra todas as expectativas, um quarto mandato inédito, mas seu rival conservador, Flávio Bolsonaro, anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito", afirmou a reportagem.

Em artigo de opinião, o "Le Monde" também afirmou que "a extrema direita foi derrotada no Brasil", em referência ao bolsonarismo, e destacou que Lula terá uma tarefa difícil para reduzir a desigualdade e defender as instituições brasileiras" diante de um Congresso dominado pela extrema direita".

La Nación, Argentina

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal La Nación, da Argentina, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/La Nación

O jornal argentino "La Nación" também destacou a reeleição de Lula no topo de sua página inicial e falou que o pleito representou uma "reviravolta no Brasil". Também destacou que Lula obteve uma "virada inédita".

O veículo também mencionou a polêmica com denúncias de ambos os partidos e com a extensão de votação e destacou que Flávio Bolsonaro vai pedir a anulação dos resultados.

BBC, Reino Unido

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da rede britânica BBC em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/BBC

A rede britânica BBC também destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e falou em "vitória surpreendente" do petista.

"A eleição foi marcada por uma disputa acirrada e contraria uma tendência regional mais ampla de ascensão de líderes de direita, escreve nosso editor para a América Latina", escreveu.

O veículo também afirmou que Lula enfrentará um Congresso "hostil" e um país dividido.

CNN Internacional, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da TV CNN Internacional, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/CNN Internacional

A TV CNN Internacional afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita".

The Telegraph, Reino Unido

Reportagem do tablóide The Telegraph, do Reino Unido, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The Telegraph

O tablóide britânico "The Telegraph" afirmou que "Lula ganhou, mas a guerra continua para o Brasil", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.
Por Redação g1

Alcolumbre e Motta ligam para Lula, oferecem apoio e pedem que ele atue para unir o Brasil

Foto: Divulgação
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), parabenizaram o presidente Lula (PT) pela vitória neste domingo (25).
Os dois telefonaram para o petista para prometer espaço para que as promessas feitas na campanha sejam efetivadas e afirmaram que o ele ganhou uma nova oportunidade de tentar unir o Brasil.

Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno "Temos Brasil dividido, que passou infelizmente os quatro anos radicalizdao, e com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de poder conciliar o país, de poder olhar para frente e conciliar todos os brasileiros", afirmou Motta, que cumprimentou também Flávio Bolsonaro (PL) pela disputa.

Alcolumbre destacou que parte dos estados brasileiros votou no candidato adversário, que teve quase 60 milhões de votos. "Precisamos todos nós ter a compreensão de que o nosso país dividido não é bom para o povo brasileiro, não é bom para as instituições republicanas, não é bom para o futuro do Brasil", disse. "Passou a eleição. O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que precisam das respostas do Estado", disse.

Motta pediu que Lula faça uma avaliação dos acertos da campanha, "mas também dos erros cometidos". "Somos humanos e precisamos neste momento fazer uma auto avaliacao daquilo que precisa er melhorado", disse.

Os dois exaltaram o sistema eleitoral brasileiro e a democracia, e afirmaram que o Congresso estará à disposição para votar os projetos que tragam desenvolvimento econômico e melhore a segurança pública.

"O Congresso brasileiro não se furtará a debater todos os temas, não se furtará em fazer os enfrentamentos necessários para buscar na agenda do Parlamento brasileiro uma agenda de resposta a que a sociedade espera do Poder Legislativo", disse Alcolumbre.

O presidente do Senado disse que cabe ao presidente reeleito unir o Brasil e que o clima de agressões dos apoiadores de ambos os lados não é positivo. Ele e Motta citaram que o Legislativo atuará de forma independente, mas harmônica com o Executivo.

Motta fez campanha pela reeleição de Lula, mas seu partido declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e ele ficou mais ausente na segunda etapa.

Também pesou nesse afastamento o fato do petista ter pedido votos para um adversário do pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que acabou derrotado para Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na disputa pelo Senado na Paraíba.

O presidente da Câmara, no entanto, auxilou o petista ao colocar em votação rapidamente um pacote de medidas para o MEI (Microempreendedor Individual). O texto aumentará o teto de faturamento anual de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 e perdoou cerca de R$ 15 bilhões em dívidas tributárias desse grupo.

Já Alcolumbre não fez campanha abertamente por nenhum dos candidatos à Presidência, mas ajudou Lula ao colocar em votação às vésperas do segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de trabalho 6x1. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, pediu votos para o petista.

Alcolumbre e Motta buscarão a reeleição para o comando das duas Casas do Congresso, e devem contar com apoio do governo Lula nessa empreitada, para evitar que a direita vença a disputa. A eleição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.

No Senado, Alcolumbre deve enfrentar a concorrência de Rogério Marinho (PL-RN) e de Tereza Cristina (PP-MS). O PL elegeu a maior bancada da Casa, com 29 senadores, que se somam aos três do partido Novo em oposição ao atual presidente. Alcolumbre já conta com adesão de PSD e MDB à sua candidatura.

Na Câmara, Motta reuniu em torno de si o apoio de dez partidos do centrão, do PDT e do PSB. O PT também deve votar nele, mas aguardava o fim do segundo turno da eleição presidencial antes de decidir.

Por Raphael Di Cunto / Folhapress

Kassio diz que decisão de Zanin de prorrogar votação não provocou 'nenhuma alteração' na eleição

Presidente do TSE fez pronunciamento após proclamar resultado do segundo turno neste domingo

Foto: Leobark Rodrigues/TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25), após a confirmação da vitória do presidente Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), que a prorrogação do prazo de fechamento das urnas não causou problemas na totalização dos votos.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial", disse.

Mais cedo, em uma decisão inédita, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques determinaram que a votação fosse estendida até as 19h (em Brasília) em seções em que a votação ainda não havia sido concluída e em que as urnas permanecem abertas.

Segundo o magistrado, a decisão liminar proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral. Kassio disse ter recebido o pedido por volta das 15h30, quando buscou informações técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as prefeituras e as equipes do próprio TSE, por não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação.

"Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação. Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advino de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração. Registo que essas palavras não se interessam a absolutamente nenhuma crítica a uma decisão judicial, mas as indagações que circulam na rede social do porquê que eu teria demorado para proferir uma decisão", disse.

O ministro voltou a dizer não se tratar de uma decisão convencional. O TSE ainda não divulgou formalmente quantas seções eleitorais foram fechadas às 17h e quantas seguiram abertas recebendo eleitores.

"Não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada. Hoje, estamos felizes e orgulhosos da nossa equipe técnica que evitou eventuais problemas. Tivemos que fazer um bloqueio para não receber boletins de urna para que nenhum servidor da Justiça Eleitoral, nenhum membro desse tribunal tivesse acesso a nenhum conteúdo de boletim", disse.

Dentre as dificuldades, o ministro citou a incerteza sobre a capacidade de armazenamento de todos os dados. Milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas, o que impede a reabertura, mas os boletins de urnas tiveram de ser bloqueados até o novo horário final.

O presidente do TSE também relatou ter telefonado aos dois candidatos à Presidência da República para confirmar o resultado definitivo. No pronunciamento, também direcionou uma palavra a ambos.

"Ao candidato Flávio Bolsonaro, que pela primeira vez disputou a eleição presidencial e conquistou votação expressiva, parabenizo pela campanha", disse.

"Ao Presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. Participou como candidato de 8 eleições, tendo vencido 4 delas", afirmou.

Kassio também ressaltou a queda na abstenção de presenças nas urnas. De acordo com ele, os mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar neste segundo turno, com 99,9% das urnas apuradas, compareceram mais de 128 milhões. "O percentual de abstenção foi de 19,21%, menor do que no primeiro turno, que registrou cerca de 21,08% de abstenção".

Por Isadora Albernaz/Ana Pompeu/Luísa Martins/Folhapress

Do ajuste fiscal à desaceleração da atividade, Lula enfrentará desafios na economia

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará a partir de 2027 uma série de desafios na economia: necessidade de ajuste fiscal, atividade em desaceleração, inflação e juros altos e endividamento em patamar recorde estão entre os principais, dizem analistas.

Resolvê-los, segundo eles, passa por desatar o nó das contas públicas, em um momento em que a dívida bruta do Brasil já chega a quase 83% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior nível em cinco anos.

Apenas estabilizá-la requer um ajuste de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, como mostrou a Folha, forma de garantir que a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75% ao ano, continue caindo.

Economistas ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do Banco Central, esperam que a taxa seja reduzida a 12% ao ano no final de 2027, mas essa conta embute a expectativa de que algum ajuste fiscal acontecerá.

"O quadro fiscal é frágil, com o déficit primário [receitas menos despesas antes do pagamento de juros] estacionado em torno de 0,4% do PIB [considerando projeção para 2026], mas com gastos elevados de juros e dívida alta e crescente", diz o economista-chefe e sócio da Warren Investimentos, Felipe Salto.

Chegar ao ajuste necessário, de acordo com ele, envolve conter a alta dos pisos da saúde e da educação, a correção da previdência separada do salário mínimo e uma redução do percentual de contribuição do governo federal ao Fundeb (Fundo da Educação Básica).

Salto aponta ainda a necessidade do fim em etapas do abono salarial, a redução de 50% das emendas parlamentares e um corte de 25% nos gastos tributários.

"Tudo isso precisa ser distribuído em quatro anos, mas com um plano aprovado desde logo. O efeito da aprovação célere se verificará na curva de juros futuros e na própria Selic, além de evitar aprofundar a desaceleração econômica que já está contratada para o ano que vem", afirma Salto.

O Boletim Focus mostra que economistas do mercado financeiro esperam que o PIB cresça 1,83% neste ano e 1,32% no ano que vem. O consumo, que aumentou em média 3,3% nos últimos cinco anos, deve perder ritmo para em torno de 1% neste ano e abaixo disso no ano que vem, cenário decorrente dos juros altos e do endividamento da população.

Em setembro, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do PIB em 2026. Para 2027, a estimativa baixou de 2,5% para 2,3%. Apesar da redução, as previsões continuam acima das expectativas do mercado.

"Para a economia crescer de forma sustentável, é necessário uma redução da taxa de juros reais. Mas isso passa, evidentemente, pela necessidade de um ajuste fiscal gradual, com mudanças nas regras de concessão de benefícios, na indexação e por desvincular os gastos em saúde e educação da receita corrente líquida", afirma Silvia Matos, pesquisadora e coordenadora do Boletim Macro do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O boletim do FGV Ibre espera avanço de somente 0,9% da economia no ano que vem, cenário influenciado pela perda de fôlego do consumo das famílias e do governo, além da menor contribuição para o crescimento de setores como agropecuária e indústria extrativa.

"O consumo das famílias, que já está em processo de desaceleração, deve crescer ainda menos em 2027. As famílias, principalmente as de níveis de renda mais baixa, vão precisar honrar suas dívidas, e não haverá mais espaço fiscal para novas rodadas de medidas de estímulo ao consumo."

Há 83,9 milhões de inadimplentes no Brasil, segundo os últimos dados da Serasa, e a inadimplência das famílias no crédito livre, em que as condições são livremente pactuadas entre bancos e clientes, atingiu novo recorde, chegando a 8% em agosto, conforme o BC.

As empresas também enfrentam um cenário cada vez mais desafiador e vêm recorrendo a recuperações judiciais e extrajudiciais.

"A causa do endividamento alto das empresas e pessoas físicas são os juros altos, que incomodam principalmente as empresas. O que vai fazer a taxa de juros baixar? Uma expectativa de inflação menor, a sinalização de um crescimento menor e um ajuste fiscal mais sério", aponta Rafael Schiozer, professor titular de finanças da FGV.

A expectativa é que os preços continuem incomodando no ano que vem, em meio ao cenário externo adverso, com conflitos geopolíticos, e ao fenômeno climático El Niño. O Focus prevê que o IPCA, índice oficial de preços, subirá 4,32% em 2027, acima do centro da meta de inflação, de 3%, e abaixo do teto, de 4,5%.

"O mercado fica na expectativa que tenha algum tipo de ajuste fiscal, mas se isso não acontecer, as expectativas de inflação não cedem e retroalimentam uma inflação mais alta. E, nesse cenário, o Banco Central não pode cortar juros", aponta Ivo Chermont, economista-chefe e sócio da gestora Quantitas. "O dólar está forte no mundo todo e pode atrapalhar."

Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, também chama a atenção para o quadro das contas públicas e cita a falta de um plano de ajuste crível e consistente. "Temos alguns problemas na economia brasileira, e o principal hoje é a questão fiscal."

COMÉRCIO EXTERIOR

O novo governo Lula terá outro desafio no comércio exterior, com o aumento do protecionismo no mundo e o clima de embate entre China e Estados Unidos, aponta Welber Barral, sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados.

"Serão anos desafiadores. O Brasil vai continuar exportando bastante commodities, que continuarão valorizadas e ajudarão a balança comercial, mas há o grande desafio de exportar bens manufaturados", afirma.

Barral diz que a diversificação de destinos comerciais amorteceu o impacto das tarifas americanas. "O desafio será não voltar à dependência dos Estados Unidos, já que a política unilateralista americana vai se manter pelos próximos anos", afirma. "A pressão americana com relação a minerais críticos e ao comércio digital vai aumentar, é importante que o governo saiba identificar o interesse nacional para reduzir essas pressões."

Na visão de Agostini, o Brasil pode ser protagonista em terras raras e minerais críticos, desde que essa agenda seja bem conduzida. Para 2027, ele também vê incertezas no cenário econômico internacional e riscos climáticos.

O El Niño altera a distribuição das chuvas, o que desafia a produção da agropecuária. Em caso de perdas no campo, há risco de repasses para os preços finais dos alimentos —ponto considerado sensível para a popularidade dos governos.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Lula também terá de administrar o primeiro ano de implementação da reforma tributária.

A principal mudança está marcada para 1º de janeiro, quatro dias antes da cerimônia de posse, quando haverá a substituição de PIS, Cofins, IOF sobre seguros e parte do IPI (imposto sobre industrializados) pela CBS, a nova contribuição federal sobre bens e serviços.

Antes disso, durante a transição, está prevista a definição da alíquota desse tributo e também a edição de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e de uma medida provisória, que vão tratar do Imposto Seletivo sobre bens e serviços classificados como prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Há ainda uma série de pendências que devem ser administradas ao longo do próximo ano, o que inclui adaptações na legislação que serão discutidas em conjunto com estados e municípios e o auxílio às empresas na alteração de documentos fiscais.

Outra pendência é a implementação do split payment, sistema de arrecadação previsto para funcionar no segundo semestre, que será opcional e utilizado apenas em operações entre empresas (B2B).

Os tributos envolvidos na reforma respondem por cerca de um terço da arrecadação administrada pela Receita Federal.

Por Maeli Prado, Leonardo Vieceli e Eduardo Cucolo/Folhapress

Apoio de ACM Neto não impede Lula de ampliar vantagem sobre Flávio em 654 mil votos na Bahia - Por Política Livre

Foto: Divulgação/Arquivo
O apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial não foi suficiente para reduzir a vantagem do presidente Lula (PT) na Bahia. Pelo contrário. Apesar da participação ativa do ex-candidato a governador na campanha bolsonarista, a diferença entre os dois presidenciáveis aumentou em mais de 654 mil votos no estado. O resultado coloca em discussão o peso político do líder oposicionista e sobretudo, sua capacidade de transferir votos para aliados.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 2.442.585 votos na Bahia, o equivalente a 28,53% dos válidos. Lula, por sua vez, conquistou 5.664.771 votos (66,17%), estabelecendo uma vantagem de 3.222.186 votos sobre o adversário.

Três semanas depois, com ACM Neto engajado na campanha do candidato do PL, Flávio chegou a 2.608.761 votos (28,69%), enquanto Lula alcançou 6.485.258 (71,31%). Isso significa que o bolsonarista ganhou 166.176 votos entre os dois turnos, enquanto o petista ampliou sua votação em 820.487 votos. A diferença entre os dois candidatos saltou para 3.876.497 votos, um crescimento de 654.311 votos favorável ao presidente reeleito.

Os números mostram que o crescimento de Flávio foi modesto diante da mobilização realizada por ACM Neto e seus aliados. Embora não seja possível determinar quantos votos o ex-prefeito efetivamente transferiu ao candidato do PL, o resultado demonstra que sua participação não conseguiu alterar a correlação de forças no estado.

Aposta em Brasília - ACM Neto anunciou apoio a Flávio Bolsonaro logo após sofrer sua segunda derrota consecutiva na disputa pelo governo da Bahia. No primeiro turno, o ex-prefeito recebeu 3.625.227 votos (43,72%), contra 4.626.509 (55,80%) do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito com uma vantagem superior a um milhão de votos.

A adesão à candidatura presidencial do PL foi oficializada em Brasília, no dia 7 de outubro. Além de tentar fortalecer o campo oposicionista na Bahia, a decisão também alimentou especulações sobre uma eventual participação de ACM Neto no primeiro escalão de um governo Flávio Bolsonaro. Sem ocupar cargo público desde que deixou a Prefeitura de Salvador, em dezembro de 2020, o ex-prefeito era apontado por aliados como possível ministro, caso o senador vencesse a disputa presidencial.

ACM Neto, entretanto, negou ter negociado cargos. Neste domingo (25), ao votar em Salvador, afirmou que não havia tratado da possibilidade de assumir um ministério e que caberia exclusivamente a Flávio definir a composição de um eventual governo.

A postura adotada no segundo turno contrastou com a campanha do primeiro. Na ocasião, ACM Neto declarou apoio ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), mas não realizou uma mobilização ostensiva em favor do presidenciável na Bahia. Não houve, por exemplo, um grande ato de campanha com Caiado em Salvador.

Durante a disputa pelo governo estadual,  ACM Neto também evitou confrontos diretos com Lula, enquanto parte de seus apoiadores estimulava o chamado voto cruzado, combinando o apoio ao petista para presidente e ao candidato do União Brasil para governador. No segundo turno, o ex-prefeito mudou radicalmente, participando, inclusive, de atos de campanha ao lado de Flávio. 

Campanha nas ruas - ACM Neto não se limitou a declarar apoio ao candidato do PL. Participou de atos de campanha em Salvador e em municípios do interior, mobilizando prefeitos, deputados e lideranças políticas que integraram sua campanha ao governo estadual.

Em Salvador, esteve ao lado de Flávio Bolsonaro no ato realizado no Farol da Barra, no dia 17 de outubro. O evento reuniu o prefeito Bruno Reis (União), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além de parlamentares e outras lideranças da oposição baiana.

Na véspera, ACM Neto havia participado de uma caminhada em Campo Formoso, no norte do estado, ao lado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL), do deputado federal Elmar Nascimento (União), do deputado estadual Júnior Nascimento (União) e de prefeitos da região. O ex-prefeito liderou ainda atos bolsonaristas em Feira de Santana, Porto Seguro e Itapetinga. Flávio não ganhou em nenhuma dessas cidades. 

Mais eleitores - Outro dado que chama a atenção é a redução da abstenção no segundo turno. Enquanto aproximadamente 2,26 milhões de baianos deixaram de votar no primeiro turno, o número caiu para cerca de 1,89 milhão na votação deste domingo.

A diferença representa aproximadamente 368 mil eleitores a menos ausentes das urnas. Também houve redução dos votos brancos e nulos, que passaram de cerca de 493 mil para 328 mil. O aumento da participação eleitoral ampliou o universo de votos válidos, mas beneficiou principalmente Lula, que conquistou quase cinco vezes mais votos adicionais do que Flávio Bolsonaro.

O desempenho representa também uma vitória política para o governador Jerônimo Rodrigues, que mobilizou prefeitos, deputados e lideranças de sua base com o objetivo declarado de ampliar a vantagem do presidente na Bahia.

Imagens mostram pessoas aplicando adesivos partidários em ônibus nas garagens em Salvador

Imagens de câmeras de segurança registraram um grupo de homens aplicando adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) em ônibus do transporte público dentro de garagens de Salvador, na madrugada deste domingo (25). A ação foi apontada pela administração municipal como o motivo do atraso e da retenção de veículos para higienização e remoção do material antes de entrarem em circulação.

Sobre o episódio, o prefeito Bruno Reis declarou que o atraso no envio dos veículos às ruas envolveu uma questão logística decorrente das intervenções nos ônibus. Por sua vez, o sindicato da categoria declarou que não possui responsabilidade sobre os atos registrados pelas câmeras nas garagens.

Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia noticias

Eleições 2026: Lula vence em 64 países e Flávio Bolsonaro lidera em 37 nas parciais

Os quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior votam neste domingo. Pelo mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 64 países, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), em 37. No primeiro turno das eleições, Flávio saiu à frente na disputa, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Cerca de 918.876 brasileiros que residem no exterior estão aptos para votar no segundo turno das eleições de 2026. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado do país, estimado em aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. A Nova Zelândia foi o prmeiro país a encerrar o pleito. Lá, as urnas ficaram abertas das 8h às 17h (das 16h de sábado a 1h de domingo).

O resultado integral da votação deverá ser divulgado após a conclusão da apuração, marcada para ocorrer às 17:00 e interrompida seis minutos depois após a decisão do TSE de prorrogar o pleito em todo o país por mais duas horas.

Confira os resultados parciais levantados pelo Poder360::

OCEANIA: AUSTRÁLIA Lula (PT) – 6.017 votos (63,46%);
Flávio (PL) – 3.465 (36,54%).
No 1º turno, Lula teve 4.562 votos e Flávio, 2.579.

NOVA ZELÂNDIA Lula (PT) – 418 votos (80,54%);
Flávio (PL) – 101 votos (19,46%).
No 1º turno, Lula teve 234 votos e Flávio, 64.

COREIA DO SUL
Lula (PT) – 148 votos válidos (64,35%);
Flávio (PL) – 82 votos (35,65%).
No 1º turno, Lula teve 123 votos e Flávio, 72.

CHINA
Lula (PT) – 375 votos (73,67%);
Flávio (PL) – 134 votos (26,33%).
No 1º turno, Lula teve 367 votos e Flávio, 203.

TAIWAN
Lula (PT) – 94 votos (41,96%)0;
Flávio (PL) – 130 votos (58,04%).
No 1º turno, Flávio teve 107 votos e Lula, 77.

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26....

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26.

JAPÃO
Flávio (PL) – 28.538 votos (80,08%);
Lula (PT) – 7.098 votos (19,92%).
No 1º turno, Flávio teve 24.601 votos e Lula, 5.234.

MALÁSIA
Flávio (PL) – 44 votos (51,76%);
Lula (PT) – 41 votos (48,24%)
. No 1º turno, Lula teve 44 votos e Flávio, 27.

SINGAPURA
Lula (PT) – 213 votos válidos (63,77%);
Flávio (PL) – 121 votos (36,23%).
No 1º turno, Lula teve 190 votos e Flávio, 92.

INDONÉSIA
Lula (PT) – 15 votos válidos (39,47%);
Flávio (PL) – 23 votos válidos (60,53%).
No 1º turno, Lula teve 8 votos e Flávio, 19.

TAILÂNDIA
Lula (PT) – 56 votos válidos (48,28%);
Flávio (PL) – 60 votos válidos (51,72%)
. No 1º turno, Lula teve 40 votos e Flávio, 51.

EMIRADOS ÁRABES
Flávio (PL) – 772 votos (54,56%);
Lula (PT) – 643 votos (45,44%).
No 1º turno, Lula teve 512 votos e Flávio, 659.

ARÁBIA SAUDITA
Lula (PT) – 49 votos (61,25%);
Flávio (PL) – 31 votos (38,75%). No 1º turno,
Lula teve 52 votos e Flávio, 22.

KUWAIT
Lula (PT) – 62 votos (78,48%);
Flávio (PL) – 17 votos (21,52%).
No 1º turno, Lula teve 54 votos e Flávio, 12.

JORDÂNIA
Lula (PT) – 725 votos (90,51%);
Flávio (PL) – 76 votos (9,49%).
No 1º turno, Lula teve 675 votos e Flávio, 59.

QATAR
Flávio (PL) – 195 votos (55,08%);
Lula (PT) – 159 votos (44,92%).
No 1º turno, Lula teve 147 votos e Flávio, 185.

SÍRIA
Lula (PT) – 106 votos (90,60%);
Flávio (PL) – 11 votos (9,40%).
No 1º turno, Lula teve 97 votos e Flávio, 7.

LÍBANO
Lula (PT) – 2.736 votos (68,20%);
Flávio (PL) – 1.276 votos (31,80%).
No 1º turno, Lula teve 2.538 votos e Flávio, 1.138.

PALESTINA
Lula (PT) – 1.000 votos (95,60%);
Flávio (PL) – 46 votos (4,40%).
No 1º turno, Lula teve 1.078 votos e Flávio, 46.

ISRAEL
Flávio (PL) – 699 votos (80,81%);
Lula (PT) – 166 votos (19,19%).
No 1º turno, Lula teve 92 votos e Flávio, 523.

TURQUIA Lula (PT) – 98 votos (77,17%);
Flávio (PL) – 29 votos (22,83%).
No 1º turno, Lula teve 114 votos e Flávio, 37.

QUÊNIA
Lula (PT) – 29 votos (64,44%);
Flávio (PL) – 16 votos (35,56%).
No 1º turno, Lula teve 26 votos e Flávio, 17.

MOÇAMBIQUE
Flávio (PL) – 117 votos (52,00%);
Lula (PT) – 108 votos (48,00%).
No 1º turno, Lula teve 89 votos e Flávio, 113.

ÁFRICA DO SUL
Flávio (PL) – 256 votos (57,92%);
Lula (PT) – 186 votos (42,08%)
. No 1º turno, Lula teve 152 votos e Flávio, 230.

MARROCOS
Lula (PT) – 31 votos
(83,78%); Flávio (PL) – 6 votos (16,22%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 6.

CHIPRE
Lula (PT) – 29 votos (53,70%);

Flávio (PL) – 25 votos (46,30%).
No 1º turno, Lula teve 24 votos e Flávio, 20.

GRÉCIA
Flávio (PL) – 311 votos (54,95%);
Lula (PT) – 255 votos (45,05%).
No 1º turno, Lula teve 196 votos e Flávio, 230.

FINLÂNDIA
Lula (PT) – 550 votos (74,83%);
Flávio (PL) – 185 votos (25,17%).
No 1º turno, Lula teve 475 votos e Flávio, 155.

ESTÔNIA
Lula (PT) – 160 votos (82,90%);
Flávio (PL) – 33 votos (17,10%).
No 1º turno, Lula teve 142 votos e Flávio, 19.

CROÁCIA
Lula (PT) – 31 votos (54,39%);
Flávio (PL) – 26 votos (45,61%).
No 1º turno, Lula teve 29 votos e Flávio, 17.

ESLOVÊNIA
Lula (PT) – 67 votos (70,53%);
Flávio (PL) – 28 votos (29,47%).
No 1º turno, Lula teve 61 votos e Flávio, 25.

REPÚBLICA TCHECA
Lula (PT) – 304 votos (77,95%);
Flávio (PL) – 86 votos (22,05%).
No 1º turno, Lula teve 279 votos e Flávio, 70.

POLÔNIA
Lula (PT) – 268 votos (75,07%);
Flávio (PL) – 89 votos (24,93%).
No 1º turno, Lula teve 183 votos e Flávio, 65.

SÉRVIA
Lula (PT) – 35 votos (72,92%);
Flávio (PL) – 13 votos (27,08%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 13.

ESLOVÁQUIA
Lula (PT) – 47 votos (77,05%);
Flávio (PL) – 14 votos (22,95%).
No 1º turno, Lula teve 35 votos e Flávio, 13.

BÉLGICA
Lula (PT) – 3.064 votos (58,72%);
Flávio (PL) – 2.154 votos (41,28%).
No 1º turno, Lula teve 2.516 votos e Flávio, 1.959.

HUNGRIA
Lula (PT) – 355 votos (75,21%);
Flávio (PL) – 117 votos (24,79%).
No 1º turno, Lula teve 331 votos e Flávio, 93.

DINAMARCA
Lula (PT) – 1.383 votos (85,06%);
Flávio (PL) – 243 votos (14,94%).
No 1º turno, Lula teve 1.166 votos e Flávio, 195.

SUÉCIA
Lula (PT) – 2.127 votos (78,26%);
Flávio (PL) – 591 votos (21,74%).
No 1º turno, Lula teve 1.770 votos e Flávio, 505.

NORUEGA
Lula (PT) – 820 votos (76,78%);
Flávio (PL) – 248 votos (23,22%).
No 1º turno, Lula teve 592 votos e Flávio, 198.

ÁUSTRIA
Lula (PT) – 1.178 votos (74,98%);
Flávio (PL) – 393 votos (25,02%).
No 1º turno, Lula teve 979 votos e Flávio, 311.

ALEMANHA
Lula (PT) – 16.549 votos (79,09%);
Flávio (PL) – 4.374 votos (20,91%).
No 1º turno, Lula teve 13.525 votos e Flávio, 3.532.

PAÍSES BAIXOS
Lula (PT) – 5.578 votos (80,13%);
Flávio (PL) – 1.383 votos (19,87%).
No 1º turno, Lula teve 4.387 votos e Flávio, 983.

REINO UNIDO
Lula (PT) – 10.968 votos (63,34%);
Flávio (PL) – 6.349 votos (36,66%).
No 1º turno, Lula teve 8.640 votos e Flávio, 5.366.

IRLANDA
Lula (PT) – 7.194 votos (80,20%);
Flávio (PL) – 1.776 votos (19,80%).
No 1º turno, Lula teve 6.025 votos e Flávio, 1.559.

FRANÇA
Lula (PT) – 10.676 votos (83,96%);
Flávio (PL) – 2.039 votos (16,04%).
No 1º turno, Lula teve 9.253 votos e Flávio, 2.276.

ESPANHA
Lula (PT) – 9.293 votos (68,42%);
Flávio (PL) – 4.289 votos (31,58%).
No 1º turno, Lula teve 7.263 votos e Flávio, 3.338.

PORTUGAL
Lula (PT) – 34.319 votos (59,42%);
Flávio (PL) – 23.433 votos (40,58%).
No 1º turno, Lula teve 20.844 votos e Flávio, 13.818.

ITÁLIA
Lula (PT) – 7.921 votos (59,99%);
Flávio (PL) – 5.283 votos (40,01%).
No 1º turno, Lula teve 6.148 votos e Flávio, 4.386.

SUÍÇA
Lula (PT) – 7.089 votos (56,68%);
Flávio (PL) – 5.419 votos (43,32%).
No 1º turno, Lula teve 5.194 votos e Flávio, 4.525.

Tarcísio diz que Lula faz acusação sem prova sobre transporte e busca subterfúgio para justificar derrota

     Governador de SP afirma que sistema está normalizado no estado e atende à demanda

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz acusações sem provas sobre problemas no transporte público do estado e que tenta criar um "subterfúgio" para justificar a derrota eleitoral que terá neste domingo (25).

"Estou vendo as declarações do Lula. Quando um político faz acusações sem provas, a imprensa sempre pergunta onde estão as provas. Quero ver se vão fazer isso com o Lula também. Ele está fazendo acusações sem provas", disse Tarcísio ao Painel.

Segundo o governador, o sistema de transporte público no estado está normalizado, atendendo à demanda por passageiro.

"Tudo está sendo monitorado pelo Smart Sampa, pela central de monitoramento do transporte. Você vê os ônibus funcionando, os trens, o metrô. Não há terminal lotado, fila de espera, aglomeração, a oferta está dando conta da demanda", afirmou. "Aqui só tem gente séria", acrescentou.

Como exemplo do comprometimento do estado com o transporte público, ele citou o acidente deste sábado (24) com a linha 15 do metrô, em que um trem se chocou com um guindaste. "A gente trabalhou a noite toda para restabelecer a linha e o funcionamento. Isso mostra nossa atitude".

Ele também rebateu as acusações de que há ônibus parados em garagens, dizendo que isso é normal.

"Não tem cabimento num domingo à tarde colocar toda a frota nas ruas, ela tem de ser adequada à demanda. E isso está ocorrendo. Sempre haverá ônibus na garagem, até por uma questão de reserva técnica", afirmou.

Tarcísio também se disse contrário à extensão da votação, afirmando que apenas uma questão climática séria justificaria essa medida.

"Tem uma variável, como chuva e alagamento, que poderia justificar. Isso aconteceu em alguns estados do Sul. Mas considerando o sistema de transporte, é um pretexto falacioso, um argumento que não existe. Ele [Lula] faz acusação sem prova, jogando palavras ao vento", disse.

"Ele acha que se der mais duas horas de votação, vai ter uma virada. Mas não vai ter virada".

Para o governador, Lula está buscando justificar a derrota. "Ele está mal orientado, assim como sua campanha foi uma zorra. Passou quatro anos desorientado. Tudo que ele fala é falso, é só narrativa, é tentar criar subterfúgio", declarou.
Por Fábio Zanini/Folhapress

Bruno Reis explica atraso nos ônibus, aponta propaganda eleitoral irregular e afirma que frota foi ampliada em Salvador neste domingo (25)

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), concedeu uma entrevista coletiva neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, para esclarecer os problemas registrados na operação do transporte público da capital baiana nas primeiras horas da manhã. O gestor atribuiu os atrasos à necessidade de retirada de propagandas eleitorais irregulares colocadas em ônibus, afirmou que a frota foi normalizada até as 10h30 e garantiu que a quantidade de veículos em circulação foi ampliada, superando a oferta registrada em eleições anteriores.

Durante a entrevista, Bruno também criticou a tentativa de politização do episódio, defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, alvo de uma determinação de prisão pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), e assegurou que a Prefeitura adotou todas as providências necessárias para garantir o deslocamento dos eleitores.

O prefeito ressaltou que Salvador já oferecia transporte gratuito nos dias de votação antes mesmo de a medida se tornar uma obrigação estabelecida pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, o serviço foi disponibilizado em todas as eleições realizadas durante sua gestão e também em pleitos anteriores, sem que houvesse problemas semelhantes.

“Nós nunca tivemos qualquer problema. Em nenhuma outra operação do serviço público houve qualquer problema. O que está ocorrendo hoje, por quê?”, questionou.

Propaganda irregular – De acordo com Bruno Reis, o problema teve início durante a madrugada, quando uma grande quantidade de ônibus apareceu nas garagens das empresas concessionárias com adesivos de propaganda de um dos candidatos à Presidência da República.

O prefeito explicou que a resolução da Justiça Eleitoral que determina a gratuidade do transporte público também estabelece, no artigo 88, parágrafo 3º, que o serviço deve ser oferecido sem distinção entre eleitores e sem veiculação de propaganda partidária ou eleitoral.

“Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou ao atraso da operação”, explicou.

Segundo o gestor, assim que a administração municipal percebeu que a retirada do material comprometeria a saída dos veículos, determinou que os ônibus fossem colocados em circulação imediatamente, mesmo com a propaganda eleitoral, para evitar maiores prejuízos à população.

Bruno associou a adesivagem à atuação de integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, embora tenha ponderado que ainda não é possível identificar individualmente os responsáveis. Ele lembrou a ligação política histórica da entidade com o PT e afirmou que a colocação dos adesivos precisa ser investigada.

“Se tiver câmeras nas garagens, algumas têm, tem como identificar. Isso ocorreu durante a madrugada. Eu não posso afirmar quem foram os responsáveis. O sindicato, como vocês sabem, tem vinculação política com o PT, sempre teve. E o que os empresários alegam é que houve propaganda irregular no dia da eleição”, declarou.

Frota normalizada e ampliada – O prefeito assegurou que os problemas foram solucionados ainda durante a manhã e que, diante das dificuldades registradas inicialmente, determinou inclusive a ampliação da frota para atender à demanda dos eleitores. Segundo ele, a operação estava normalizada por volta das 10h, com todos os veículos necessários em circulação até as 10h30.

“A frota, até as 10 horas da manhã, foi normalizada. E, diante da pressão que está existindo, da tentativa de levar isso para o campo da política, nós determinamos, inclusive, que a frota fosse ampliada. A frota está rodando hoje, no segundo turno, inclusive maior do que nas outras eleições em que nós não tivemos problema”, afirmou.

O prefeito também explicou que a presença de veículos nas garagens não significa necessariamente que houve descumprimento da determinação, uma vez que as empresas precisam manter uma frota reserva para atender a eventuais necessidades operacionais. “Não adianta ir agora para a garagem filmar um ou outro ônibus, porque tem ônibus que estão lá e fazem parte da frota reserva. As empresas são obrigadas a ter pelo menos 10% de frota reserva”, explicou.

Ele lembrou ainda que Salvador recebeu mais de 330 ônibus novos recentemente, o que também resulta na presença de veículos antigos retirados de circulação nas garagens das concessionárias. “O decreto determina que os ônibus devem circular atendendo à demanda. Se houve descumprimento, foi por parte das empresas. A gente não pode afirmar que houve”, acrescentou.

Gratuidade – Durante a coletiva, Bruno Reis apresentou os decretos publicados pela Prefeitura para assegurar a gratuidade do transporte público nos dois turnos das eleições de 2026. Segundo ele, a administração municipal cumpriu integralmente as exigências estabelecidas pela Justiça Eleitoral, garantindo o benefício aos usuários dos diferentes sistemas municipais de transporte.

A gratuidade contempla os ônibus convencionais, o BRT, os micro-ônibus do Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC), o transporte hidroviário municipal e os ascensores públicos, incluindo o Elevador Lacerda.

Decisão judicial - Bruno Reis também saiu em defesa do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após a determinação de prisão expedida pela Justiça Eleitoral neste domingo. O prefeito classificou a situação como desproporcional, especialmente porque, segundo ele, o problema operacional já havia sido solucionado e a Prefeitura havia adotado todas as providências para garantir o transporte dos eleitores.

Bruno destacou que Pablo é um profissional de perfil técnico, sem filiação partidária, e com experiência na organização de operações de transporte em grandes eventos internacionais.

“O secretário de Mobilidade, Pablo, é um quadro técnico, sem qualquer vinculação político-partidária, sem estar filiado a qualquer partido. Já trabalhou para a FIFA, já trabalhou para a Conmebol, já esteve coordenando operações de transporte público durante a Copa do Mundo e a Copa América”, afirmou.

O prefeito ressaltou que não houve qualquer orientação da administração municipal para reduzir ou impedir a circulação dos ônibus. “Não houve, por parte da Prefeitura, qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida. E aí, de forma injustificada, tendo em vista que a operação já foi corrigida, começa a se explorar isso politicamente”, criticou.

O prefeito também esclareceu que Pablo Souza está na França, onde participa de uma agenda institucional relacionada ao transporte público e às tratativas para a aquisição de ônibus elétricos para Salvador. Segundo Bruno, a viagem ocorreu a partir de um convite oficial e envolveu encontros com autoridades francesas do setor de mobilidade.

Bruno afirmou que Pablo deixou todas as determinações administrativas necessárias para a operação do transporte no segundo turno antes de viajar. O decreto que garantiu a gratuidade, por exemplo, foi publicado no dia 21, antes do início da agenda internacional.

Polarização política - Bruno Reis criticou o que considera uma tentativa de transformar um problema operacional pontual em uma disputa político-partidária. O prefeito afirmou que sua gestão sempre respeitou os resultados eleitorais e que sua prioridade é garantir o funcionamento dos serviços públicos, independentemente das preferências políticas da população.

“Vocês sempre me viram distante de qualquer polêmica, de qualquer disputa que esteja estimulando esse radicalismo e essa polarização. Eu sempre fiz gestão e entreguei o melhor para o cidadão. E vou respeitar, seja qual for a decisão do eleitor da cidade de Salvador, da Bahia e do Brasil esta noite, sem questionamento”, declarou.

Bruno lembrou que a gratuidade do transporte já foi garantida em eleições anteriores, inclusive em disputas municipais acirradas, sem registros de problemas semelhantes. “Tenho a consciência tranquila de que oferecemos o transporte público, que, mesmo antes de ser uma obrigação, a Prefeitura já fazia isso. Nós nunca tivemos problemas. Quem trouxe problemas hoje? Essa é a pergunta a ser respondida”, disse.

O prefeito também sugeriu que a Justiça Eleitoral verificasse a situação efetiva dos locais de votação, especialmente a existência de filas ou de eleitores que eventualmente não conseguiram chegar às seções eleitorais. Segundo ele, reportagens publicadas ainda no início da tarde já mostravam a circulação de ônibus e o funcionamento do transporte em estações como a da Lapa.
Por: Politica Livre

Amiga de Lulinha, lobista diz que votou em Flávio Bolsonaro no segundo turno

A lobista Roberta Luchsinger declarou que votou no senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições neste domingo (25).
"No primeiro turno, votei nulo. Neste segundo turno, decidi votar em Flávio, 22, com a esperança de que o Brasil possa iniciar um novo ciclo", afirmou Roberta em post do seu perfil no Instagram. "O Brasil precisa olhar para a frente. Chega dessa insistência em alimentar conflitos entre classes sociais, dividir a população e transformar divergências em confrontos permanentes", comentou.

Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.

"Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado. Meu voto foi consciente", encerrou a lobista.

Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.

"Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado. Meu voto foi consciente", encerrou a lobista.

Por Folhapress

Justiça Eleitoral manda prender secretário de Bruno Reis após denúncia do PT- Por Política Livre

                                  "O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza"
A Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncia apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, por problemas na circulação de ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial. Segundo a denúncia, a quantidade de coletivos disponibilizados foi insuficiente para atender aos eleitores.

O secretário alegou que os atrasos ocorreram porque havia determinado a retirada de adesivos do PT dos veículos. Posteriormente, desistiu da medida, mas os ônibus já estavam atrasados.

A federação também pediu à Justiça Eleitoral a prisão do prefeito Bruno Reis (União). De acordo com a Prefeitura, os ônibus devem circular hoje com frota máxima

Rui Costa diz que PT pedirá prisão de Bruno Reis por falta de ônibus nas ruas na eleição

Bruno Reis diz que senador petista é 'vagabundo' e que saída de veículos da garagem atrasou por culpa de sindicalistas

O senador eleito Rui Costa (PT), que coordena a campanha de Lula a presidente, afirmou à coluna Mônica Begamo, do jornal Folha de São Paulo, que o PT pedirá a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) por, segundo ele, retirar ônibus de circulação em Salvador, impedindo que eleitores cheguem aos locais de votação.

O TRE-BA (Tribunal Regional da Bahia) atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e determinou o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus em Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

A pena para a desobediência será de R$ 1 milhão

A federação pediu ainda que o tribunal atenda a um pedido de prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador Pablo Souza.

"Ele está cometendo um crime eleitoral, dificultando que o eleitor exerça sua vontade soberana", diz Rui Costa. "Precisa ser preso", segue ele.

O prefeito Bruno Reis afirmou à coluna em resposta que "esse Rui Costa é um vagabundo" e está mentindo.

"A gente sempre colocou transporte gratuito aqui, independente de lei. Agora foi que virou lei, recomendação e decisão do STF. Objetivamente nunca tivemos problemas e Lula sempre venceu as eleições em Salvador", afirma ele.

O prefeito admite, no entanto, que 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa pela manhã. E culpa "sindicalistas do PT", pelo atraso.
"Foram para a porta da empresa de ônibus e colocaram adesivos do PT nas janelas. É uma concessionária de transporte público que não pode cometer esse crime eleitoral de propaganda. Por isso os ônibus foram retidos até a retirada dos adesivos. Mas já estão circulando nas ruas", afirma.
Por Mônica Bergamo/Folhapress