Homem de 68 anos suspeito de estupro de vulnerável é preso em Taperoá
Um homem de 68 anos, investigado por estupro de vulnerável, foi preso na manhã de sexta-feira (10) em Taperoá, no baixo sul da Bahia. O investigado foi localizado na sede do município, onde teve um mandado de prisão cumprido por equipes da Polícia Civil.
A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Taperoá, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Costa do Dendê), vinculado à 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Valença).
Após a prisão, o investigado foi encaminhado à unidade policial, passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Chegada de Vorcaro faz da Papudinha centro de detenção dos principais escândalos recentes do país
Um batalhão de polícia instalado originalmente para o patrulhamento de um presídio serviu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprisse parte da pena e se tornou o centro de detenção de presos dos três maiores escândalos recentes do país.
Desde o mês passado, Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, se juntou aos condenados pela tentativa de golpe e a um ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na Papudinha, como ficou conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A chegada de envolvidos em casos de grande repercussão nacional também tem rendido ao batalhão, entre advogados e policiais, o apelido de "Tremembé de Brasília", em alusão ao presídio no interior paulista onde condenados como Suzane von Richthofen e o ex-jogador Robinho ficaram presos.
"Houve um crescimento muito grande de advogados ligados a facções, então a Vara de Execuções Penais entendeu que o batalhão se enquadraria em uma sala de estado-maior", afirma o comandante do batalhão, tenente-coronel Allenson Lopes, a respeito da mudança na função inicial do lugar.
"Aí nós começamos a receber advogados e recebemos o ex-vice-governador do Distrito Federal Benedito Domingos, em 2016. Com os advogados presos aqui, o Supremo decidiu que o ex-presidente [Bolsonaro] viria pra cá."
A ida de Bolsonaro em janeiro deste ano (em março ele obteve a prisão domiciliar) consolidou a decisão do batalhão de destinar uma ala inteira para o que tem chamado de custodiados do STF (Supremo Tribunal Federal).
Estão presos no local o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, cinco ex-coronéis da Polícia Militar do DF e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.
Paulo Henrique agora divide cela com Torres e Silvinei, enquanto Vorcaro ocupa a antiga cela de Bolsonaro. Os cinco coronéis da PM compartilham uma maior, ao lado, com capacidade para até dez pessoas.
Completam a lista da Papudinha o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, investigado pelos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Stefanutto está detido em uma cela com mais sete advogados em outra ala, onde estão os demais policiais militares que foram condenados, mas não foram expulsos da corporação.
Paulo Henrique estava sozinho na cela que havia sido ocupada por Bolsonaro hoje em prisão domiciliar. Com a chegada de Vorcaro, a quem a Polícia Federal acusa de pagar propina para Paulo Henrique, o batalhão precisou fazer um remanejamento entre os presos.
A Polícia Militar diz que também reforçou o policiamento e criou um rodízio no intervalo do banho de sol para impedir que Vorcaro se encontre com Paulo Henrique ou os companheiros de cela dele.
Segundo relatos de três pessoas com acesso à unidade, o ex-presidente do BRB tem passado praticamente todo o dia com seus advogados em uma sala separada para tentar fechar um acordo de delação premiada, em horários autorizados pelo STF. A proposta foi oficialmente recusada pelo MPF (Ministério Público Federal).
Já Silvinei tem usado parte do tempo para estudar, assim como o ex-comandante do DOP (Departamento de Operações) da PM-DF Jorge Eduardo Naime Barreto.
Como mostrou o Painel, os cinco coronéis da Polícia Militar também fizeram uma espécie de acordo de paz na prisão e deram uma trégua nas rixas históricas, de acordo com relatos de familiares e advogados que estiveram com o grupo.
A Polícia Militar afirma que Vorcaro e Paulo Henrique têm direito à ajuda espiritual oferecida pela corporação. A capelania da PM também deu à dupla a possibilidade de participar de um curso chamado Recomeçar, em que o preso tem assistência emocional e recebe orientações financeiras para que possa retomar a vida após a prisão.
A Papudinha está dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, ao lado da Penitenciária Federal de Brasília. O batalhão, com capacidade para 60 presos, tem hoje 52, divididos em alojamentos coletivos para até quatro ou até dez pessoas.
O local é considerado um núcleo de detenção, mas a leva recente de presos que não integram a PM como Vorcaro fez com que a corporação reivindicasse o enquadramento do batalhão como presídio.
A PM afirma que hoje usa o próprio orçamento para arcar com todos os custos do local e que, como prisão, teria direito a recursos federais ou do Distrito Federal. Segundo a instituição, as tratativas ainda estão no início e não têm previsão de conclusão.
O direito de ficar detido numa sala de estado-maior é concedido, via de regra, a advogados e autoridades.
Apesar de Vorcaro não ter qualquer prerrogativa para ocupar um espaço assim, o ministro do STF André Mendonça afirmou que há "peculiaridades" no caso que justificariam a permanência dele na Papudinha, como "risco concreto à integridade física".
Na decisão que autorizou a transferência de Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Papudinha, o ministro também negou que esteja concedendo "privilégio, distinção indevida ou tratamento favorecido".
Antes das tratativas em torno de um acordo de delação premiada, Vorcaro estava preso na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima administrada pelo governo federal.
Enquanto os presos da Papudinha podem receber visitas dois dias na semana durante uma hora, os presos da Papuda têm metade do tempo: duas horas a cada duas semanas.
Já na Penitenciária Federal, os detentos são proibidos de ter contato físico com os visitantes. A conversa se dá por meio de uma chamada telefônica, em que o preso e o familiar ficam separados por um vidro e são ouvidos em tempo real.
Nenhum dos presos citados na reportagem tem direito a visitas íntimas, consideradas um benefício.
A perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura Carolina Lemos afirma que o Complexo Penitenciário da Papuda e o presídio federal se diferem em muitos aspectos da Papudinha.
"A situação do sistema prisional do DF é muito degradada. As pessoas têm pouca possibilidade de ter um ambiente minimamente salubre porque em muitas unidades também há a questão da superlotação", relata.
"Já a penitenciária federal tem um regime muito puxado. Banho de sol restrito, com pouquíssimas pessoas, não pode conversar. O isolamento de contato humano é muito forte. Do ponto de vista estrutural o local é comparativamente melhor, mas você não sai da cela. Basicamente não há convivência."
Por Thaísa Oliveira / Folhapress
Lindsey Graham, aliado de Trump, morre após doença repentina
Senador republicano pela Carolina do Sul desde 2003, Graham era uma das principais vozes do partido em temas de defesa e política externa e disputaria um quinto mandato nas eleições de novembro
O senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, morreu neste sábado, 11, aos 71 anos. A informação foi divulgada pelo gabinete do parlamentar e confirmada pela Associated Press.Segundo o comunicado publicado nas redes sociais, Graham enfrentou uma “doença breve e repentina”. Não foram divulgados outros detalhes sobre o problema de saúde.“A família agradece as orações, mas pede privacidade neste momento incrivelmente difícil”, afirmou o gabinete.
Equipes de emergência foram chamadas à residência do senador, em Capitol Hill, após uma ocorrência de parada cardíaca, de acordo com comunicações policiais obtidas pela NBC News.
Representante da Carolina do Sul no Senado desde 2003, Graham estava em seu quarto mandato e se preparava para disputar a reeleição em novembro. Ele presidia a Comissão de Orçamento do Senado e era uma das figuras mais conhecidas do Partido Republicano no Congresso.
O parlamentar também exercia forte influência nos debates sobre defesa e política externa. Graham defendia a presença militar dos Estados Unidos no exterior e era um dos principais apoiadores de Israel no Senado.
Durante as eleições presidenciais de 2016, o republicano chegou a fazer duras críticas a Trump. Posteriormente, porém, aproximou-se do presidente e tornou-se um de seus aliados mais fiéis no Congresso.
Em março deste ano, Graham comparou Trump ao ex-presidente Ronald Reagan ao elogiar sua atuação internacional.
“Sou um grande admirador de Ronald Reagan, mas preciso dizer que Donald Trump é o padrão de excelência para os republicanos, talvez para qualquer presidente, quando se trata de política externa”, declarou na ocasião.
Poucas semanas antes da morte do senador, Trump havia anunciado apoio à sua campanha por um quinto mandato. As eleições legislativas de novembro renovarão todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado, com potencial para alterar o equilíbrio de forças políticas em Washington.
Guarda Revolucionária anunciou o bloqueio por tempo indeterminado após abordar um navio em rota considerada irregular. Medida amplia a tensão com Washington e afeta uma das principais passagens mundiais de petróleo e gás
por Notícias ao Minuto
Messi explode contra árbitro português; veja as fotos da discussão
Lionel Messi reclamou da arbitragem de João Pinheiro, um dos principais árbitros de Portugal, durante a vitória sobre a Suíça. O juiz também foi alvo de críticas dos suíços pela expulsão de Breel Embolo.
Lionel Messi protagonizou um momento de tensão com o árbitro português João Pinheiro durante a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Suíça, após a prorrogação, pelas quartas de final da Copa do Mundo.
Em um dos momentos mais tensos do jogo, Messi discutiu com o árbitro e pediu mais respeito durante a conversa.João Pinheiro, um dos principais árbitros de Portugal e integrante do quadro da Fifa, foi alvo de críticas dos dois lados ao longo da partida. Os suíços contestaram principalmente a expulsão do atacante Breel Embolo, enquanto jogadores argentinos também demonstraram insatisfação com algumas decisões da arbitragem.
“Não me falte com respeito. Fale direito comigo. Eu falei direito com você”, teria dito o camisa 10, segundo a imprensa argentina.
Apesar das reclamações, a Argentina venceu por 3 a 1 na prorrogação e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo, onde enfrentará a Inglaterra em busca de um lugar na decisão.
Confira a fotogaleria e veja o momento em que Messi pede "respeito" a João Pinheiro.
Eleitor não quer presidente que precise de aval de outra liderança, diz Caiado sobre Flávio
O pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a leitura da carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado, 11. No texto, Bolsonaro escreveu que confia no filho para "resgatar o Brasil" e disse que "o momento é de arregaçar as mangas" e "deixarmos de lado as possíveis diferenças".
Na rede social X, Caiado reagiu: "Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso". O ex-governador de Goiás continuou: "Porque um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros. O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria".
Caiado prosseguiu: "Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir". Ele acrescentou: "Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate. Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra".
Por Victor Ohana / Estadão Conteúdo
Colisão entre motos deixa trabalhador morto e outro ferido em estrada rural de Lafaiete Coutinho
![]() |
| Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm |
Um trabalhador morreu e outro homem ficou ferido após uma colisão frontal entre duas motocicletas na manhã deste sábado (11), em uma estrada vicinal de Lafaiete Coutinho, no Vale do Jiquiriçá. O acidente ocorreu na via de acesso ao povoado do Amazonas. As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.
De acordo com informações preliminares, uma das motocicletas teria invadido a contramão antes da batida. As circunstâncias do acidente serão apuradas pela perícia. Com o impacto, um dos motociclistas ficou preso entre as ferragens e as duas motos pegaram fogo. Populares conseguiram socorrer um dos envolvidos, enquanto o homem identificado como Adriano morreu ainda no local.
Morador da zona rural de Lafaiete Coutinho, Adriano trabalhava em um estabelecimento voltado à criação de cavalos na região. Ele deixa esposa e filhos. O corpo foi removido pela Polícia Técnica e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié. O outro motociclista foi levado para uma unidade de saúde
Valdemar diz que 'é normal' prática de sugerir a aplicação das emendas
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou à CNN Brasil, neste sábado, 11, que sempre faz "sugestões" de aplicação de emendas parlamentares aos membros da legenda. As declarações ocorreram um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens de Valdemar por suspeitas da Polícia Federal de desvio de 21 emendas parlamentares, mesmo sem que o presidente do PL exerça mandato eletivo.
Os recursos foram liberados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2024 e 2025. Dino decidiu que a suspensão das emendas indicadas na representação policial fosse imediata, estivessem elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento. "Nós sempre fazemos sugestões dessas emendas. Veja bem, eu tenho o pleito de muitos prefeitos do Brasil, eles vão falar com a presidência (do PL) porque os recursos que os deputados têm não são suficientes", declarou Valdemar à CNN.
O presidente do PL continuou: "Então, nós sugerimos para a liderança e para as comissões, porque nós temos várias comissões, pelo tamanho da bancada - por exemplo, a comissão de Saúde é nossa, que tem verba própria também - então nós sugerimos que possa doar para esses municípios. E é nisso que eu entro. Isso é só política, não tem outra coisa".
Valdemar disse ainda que "é normal" a prática de sugerir a aplicação das emendas. "Eu tenho que receber os prefeitos e avalio onde, quem precisa mais, quem precisa menos, e dividimos uma parte. Uma parte, os deputados cedem, uma parte das emendas deles, nas comissões também", detalhou. "E aí nós indicamos, sugerimos que deem o dinheiro, que passe o dinheiro da saúde, passe dinheiro para as ações da prefeitura, para obras, para que o cidadão possa receber esses recursos. Isso é normal em todo partido político."
O presidente do PL acrescentou: "E esse pessoal, quando não tem ajuda, eles pedem para o presidente do partido, porque eu tenho mais força com os deputados. Eles deixam uma parcela para a liderança fazer. Quem faz a indicação é o líder", disse. "Então ele atende as sugestões que eu mando, as que são possíveis. E também eu não peço o impossível, porque eu tenho experiência do que eu posso pedir, onde que nós podemos chegar, para que se possa atender a esses prefeitos".
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou "inconformismo" com a decisão de Dino e disse ver intervenção indevida do Judiciário em atividade típica do Poder Legislativo.
Por Victor Ohana / Estadão Conteúdo
Wagner exalta grupo petista que “moderniza a Bahia há 20 anos” em PGP de Vitória da Conquista
O senador Jaques Wagner (PT-BA) exaltou, neste sábado (11), durante a plenária do Programa de Governo Participativo 2026 em Vitória da Conquista, a trajetória de seu grupo político na Bahia. “Nós queremos que mais pessoas se juntem ao nosso grupo pelo reconhecimento, que, com muito orgulho, eu digo: há 20 anos que esse grupo está modernizando a Bahia”, afirmou. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, Wagner atribuiu a caminhada à “escola do presidente Lula”, cuja premissa é cuidar da vida das pessoas.
Wagner definiu o grupo como uma “família política” marcada pelo acolhimento. Segundo ele, prefeitos, prefeitas e vereadores que decidiram somar forças em busca de melhorias para seus municípios sempre foram bem recebidos, independentemente de partido. “Ninguém que estava do outro lado e resolveu vir para cá teve que se humilhar ou negar o seu passado. A nossa caminhada tem sucesso porque a gente fala olhando no olho e cumprindo o que fala”, destacou.
Confiante, o senador cravou que, por conta desse modelo de governar, Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula serão reeleitos em 2026, mas fez um alerta à base. “Eleição a gente não ganha de véspera. Eu não quero que ninguém suba o salto. Vamos vestir a sandália da humildade”, disse. “A política foi feita para argumentos. Quem tem argumento, quem tem serviço para mostrar, não precisa de mais nada”, acrescentou.
O pensamento se traduz no PGP, o qual Wagner distinguiu de uma mera estratégia eleitoral. “O PGP não é uma brincadeira, não é uma campanha eleitoral. É uma ferramenta de governo”, afirmou. O senador citou alguns dos feitos que o último PGP trouxe para a região de Conquista. “A área de radioterapia do Hospital de Vitória da Conquista, sabe onde apareceu? No PGP de 2022. Várias escolas de tempo integral estão sendo feitos porque apareceram no PGP de 4 anos atrás. Então, valorizem isso aqui, porque não é pouca coisa.”
Futuro com história: legado no Sudoeste Baiano
Nos últimos vinte anos, as gestões petistas equiparam a região do Sudoeste Baiano com Policlínica Regional de Saúde, Novo Hemocentro Regional e ampliação do Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista, além da entrega de mais de 2.000 moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
A infraestrutura regional também avançou com a inauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista e com a ampliação do acesso à água para mais de 800 mil pessoas por meio do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA).
Na área de segurança e educação, as ações resultaram na criação do Centro Integrado de Comunicação das polícias e na modernização de escolas e centros profissionais, reafirmando um trabalho concreto que leva dignidade aos baianos e baianas.
Motta manifesta 'inconformismo' com decisão de Dino de bloquear bens de Valdemar
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente partidário é suspeito de ter desviado a destinação de 21 emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo.
Motta manifestou "inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento". Para o presidente da Casa, a decisão de Dino "não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política".
"Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional", afirmou.
Motta disse registrar "confiança no trabalho de seus servidores" "A autorização conferida pelos parlamentares para que as equipes que os assessoram operacionalizem as indicações segundo orientação da direção partidária insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade", disse.
Segundo a investigação da Polícia Federal, o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar a ele mesmo recursos herdados do orçamento secreto, caso revelado pelo Estadão em maio de 2021.
A defesa de Valdemar afirmou que a atuação dele, que não tem mandato como deputado ou senador, é "natural e legítima". O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou atuação seletiva da PF.
A investigação da Polícia Federal na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, aponta que Valdemar "contava com autonomia para direcionar recursos de emendas conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla".
O direcionamento das emendas, segundo a PF, era operado por Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Ela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e o início de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, partido do ex-presidente da Câmara.
Principal alvo da Operação Transparência, Mariângela Fialek teve o aparelho celular analisado pela Polícia Federal, que constatou um "arranjo decisório paralelo" para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar aparece como responsável pela definição e pelo remanejamento de emendas.
Os advogados de Valdemar, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmaram que a decisão de Dino se baseia em "premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária".
Por Levy Teles / Estadão Conteúdo
Marco Rubio assume controle político e financeiro de Caracas, diz jornal
Seis meses após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle das finanças, da distribuição de recursos naturais e da gestão governamental da Venezuela a partir de Washington, informa reportagem do jornal The New York Times. De acordo com relatos de mais de uma dúzia de funcionários de ambos os países consultados pelo jornal, Rubio atua como administrador da Venezuela, mantendo coordenação com a presidente interina Delcy Rodríguez por meio de mensagens de texto. O arranjo político consolidou-se após Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca em troca da preservação da infraestrutura nacional.
A reportagem detalha que o Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas provenientes das exportações de petróleo venezuelano - comercializadas por intermédio das empresas Trafigura e Vitol - e as libera de forma gradual por meio de bancos privados locais. Esse mecanismo permite à equipe de Rubio ditar as condições de aplicação das verbas públicas e conter desvios de fundos, oferecendo em contrapartida proteção legal contra credores internacionais da dívida externa da Venezuela. Além do monitoramento orçamentário, o secretário de Estado gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções econômicas, priorizando a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia em detrimento de operadoras europeias.
Na área de segurança e relações externas, a administração interina submete nomeações de alto escalão, como a do ministro da Defesa, ao aval de Washington, e encerrou projetos conjuntos com aliados históricos, resultando na assunção das operações antes divididas com a estatal russa Rosneft. A cooperação incluiu a detenção e o aval para a extradição do empresário Alex Saab para responder a processos por tráfico de drogas em Nova York. No mês passado, informações de inteligência fornecidas por Caracas sinalizaram um ataque de míssil norte-americano que matou Niño Guerrero, uma das lideranças da organização criminosa Trem de Aragua, no sul do território venezuelano, destaca o New York Times.
O controle operacional, diz o jornal, estendeu-se às ações de reconstrução após a ocorrência de dois terremotos na Venezuela no mês passado. Os EUA mobilizaram 900 militares, destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial e enviaram remessas de dinheiro físico para estabilizar a moeda local. A reportagem pontua que, embora Rubio aponte que o planejamento prevê uma posterior transição democrática, analistas políticos ponderam que a data para a realização de eleições livres permanece indefinida. O presidente Donald Trump, que manifestou apoio público a Rodríguez em redes sociais, sugeriu de forma informal a integração da Venezuela como o 51º estado norte-americano, alinhado à sua premissa de expansão territorial
Por Guilherme Nannini / Estadão Conteúdo
Trump ameaça dizimar o Irã com mil mísseis se sofrer tentativa de atentado Por Estadão Conteúdo
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) ter ordenado que as Forças Armadas se preparem para atacar o Irã caso o país tente assassiná-lo.
Donald Trump declarou que mil mísseis estão prontos para serem lançados contra o Irã. A ameaça foi publicada pelo presidente americano em sua rede social, aTruth Social.
O ataque ocorreria se o governo iraniano tentar assassinar o presidente americano. "Mil mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem lançados imediatamente em seguida", escreveu Trump.
As Forças Armadas dos EUA já receberam ordens para agir, segundo o republicano. Trump afirmou que os militares estão prontos para "dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã" por um período de um ano, que pode ser prorrogado.
ISRAEL INFORMOU EUA SOBRE SUPOSTO PLANO
Israel compartilhou com os Estados Unidos (EUA) novas informações de inteligência sobre um plano iraniano para assassinar Donald Trump. As informações são do jornal americano Wall Street Journal.
Trump fez declarações sobre o suposto plano do Irã na quarta-feira (8), em Ancara, durante a cúpula da Otan. "Eles querem eliminar o líder dos EUA, eu", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
O presidente dos EUA disse que se vê como alvo recorrente dos iranianos. "Estou em todas as listas deles. Vi hoje de manhã que estou em cada uma delas", afirmou o americano na última quarta.
A embaixada de Israel em Washington recusou-se a comentar o caso. A missão iraniana na Organização das Nações Unidas (ONU) também não respondeu ao Wall Street Journal.
Na quinta-feira, em Mashhad, no Irã, pessoas que aguardavam o cortejo fúnebre do ex-líder supremo Ali Khamenei entoaram palavras de ordem por vingança contra Trump. "Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, nós vamos matar você!", gritaram.
TENSÃO NO GOLFO
A denúncia surgiu após uma nova rodada de ataques entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz. A informação veio a público em meio à escalada militar entre os dois países.
Trump e Benjamin Netanyahu falaram por telefone na noite de quinta-feira, de acordo com o Jerusalem Post.
Trump atualizou o premiê sobre ações dos EUA no Golfo e ataques a alvos iranianos. Netanyahu alertou Trump contra a aprovação de um acordo sobre caças F-35 com a Turquia.
Jerônimo reúne cerca de 60 prefeitos e ex-prefeitos em Jequié; confira a lista/ Por Redação
Além de reunir mais de 10 mil pessoas no Programa de Governo Participativo (PGP), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) demonstrou força política ao levar cerca de 60 prefeitos e ex-prefeitos a Jequié, município administrado por Zé Cocá, pré-candidato a vice na chapa de ACM Neto (União Brasil).
A mobilização ultrapassou os limites do Médio Rio de Contas. Além dos gestores do território, caravanas e lideranças de diversas regiões da Bahia participaram do encontro, reforçando a unidade e a capilaridade política do grupo liderado por Jerônimo.
Confira a lista:
Prefeitos
Marquinhos – Itagibá
Sandro Futuca – Ibirataia
Valéria – Aiquara
Betão – Apuarema
Lucas de Aete – Boa Nova
Mari – Dário Meira
Adriano Mendonça – Gongogi
Laryssa Dias – Ipiaú
Dr. Tom – Itamari
Marcelo Pecorelli – Jitaúna
Tinho – Ubatã
Corró – Marcionílio Souza
Professor Rodson – São José da Vitória
Gel da Farmácia – Buerarema
Sandro – Santa Inês
Rick de João de Lulu – Brejões
Juraci da Saúde – Barro Preto
Rosa – Teolândia
Gabriel de Parisio – Wenceslau Guimarães
João Carlos – Mutuípe
Vitor do Povo – Santanópolis
Bira – Itiruçu
Marcos Queiroz – Milagres
Kity – Taperoá
Edas – Caetanos
Jaqueline – Nilo Peçanha
Didi – Contendas do Sincorá
Ricardo – Nova Itarana
Nelson – Maracás
Dói Rocha – Nova Canaã
Dai – Gandu
Jaci – Laje
Jé – Ibirapitanga
Márcio Tarantini – Nova Ibiá
Edione – Jaguaquara
1Sampaio – Irajuba
Paulo do Gás – Camacan
Helder Fontes – Itaju do Colônia
Marquinhos – Lajedo do Tabocal
Edinho do Maracujá – Mirante
Romi – Planaltino
Lucas – Jiquiriçá
Salomão – Ibicuí
Gracinha – Ubaitaba
Saulo – Itagi
Ex-prefeitos
Wagner Ramos – Mirante
Toinho de Dilma – Boa Nova
Aete Meira – Boa Nova
Roque – Gongogi
Delmar – Aiquara
Toninho – Iramaia
Danilo – Nova Itarana
Paulo dos Anjos – Maracás
Willian de Alemão – Dário Meira
Cascalho – Jiquiriçá
Juvenal – Jiquiriçá
Lula Brandão – Ibicaraí
Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está 'afundando'
Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira, 10, sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!", escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.
A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.
Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são "farinha do mesmo saco".
"Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!", afirmou Caiado em outra publicação do X.
Na quinta-feira, 9, Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma "candidatura dos rejeitados", em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um "jogo de revanche" entre bolsonaristas e petistas.
Na quarta-feira, 8, após o evento "Agenda dos Presidenciáveis", Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. "Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula", afirmou.
0 pré-candidato também classificou de "inaceitável" o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.
Por Guilherme Matos / Estadão Conteúdo
Lula diz a Delcy que Brasil manterá apoio a Venezuela após terremotos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve nova conversa com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nesta sexta-feira (10). Ele reforçou o apoio do Brasil ao país vizinho após os terremotos que atingiram a região.
Na ligação, Delcy afirmou que o regime venezuelano agora se prepara para a reconstrução das áreas atingidas, com especial atenção à construção de moradias para as famílias que ficaram desabrigadas.
"Ao reiterar a solidariedade do povo e do governo brasileiros, o presidente Lula reafirmou a disposição do Brasil de continuar contribuindo para os esforços de reconstrução e para apoiar a população venezuelana neste momento de adversidade", diz trecho de nota divulgada pelo Itamaraty sobre o telefonema.
"Durante a conversa, os dois líderes trataram das perdas humanas e materiais provocadas pelos graves terremotos ocorridos em 24 de junho. A presidenta Delcy agradeceu a ajuda humanitária enviada pelo Brasil e informou que as buscas pelas vítimas seguem em curso, bem como as ações de assistência à população afetada", diz o comunicado.
Na quinta (9), o governo divulgou um balanço das ações de ajuda humanitária feitas pelo Brasil à Venezuela até então. As equipes instalaram um hospital de campanha com 99 militares da área de saúde mobilizados para a região. A unidade tem capacidade para até 200 atendimentos por dia.
As equipes brasileiras de resgate encerraram os trabalhos na quinta e voltaram ao Brasil da capital Caracas nesta sexta. Uma primeira equipe havia embarcado em 26 junho, composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos.
Uma outra frente embarcou em 28 de junho, com 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e quatro toneladas de equipamento. O grupo enviado à Colômbia foi composto de equipes vindas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
De acordo com o governo brasileiro, foram mais de 1.200 atendimentos em dez dias de funcionamento, incluindo cirurgias e exames laboratoriais. Além disso, foram enviados cem purificadores, cada um com capacidade de gerar 5.000 litros de água limpa por dia.
Apesar do retorno das equipes, o hospital montado pelo governo brasileiro vai continuar funcionando, com 56 profissionais que vão chegar para substituir quem retorna agora.
Junto a isso, o Brasil encaminhou 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos e intermediou a doação de 150 toneladas de itens de alimentação, saúde e higiene por empresas privadas do país.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados na Venezuela ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram sentidos na maior parte do país. A tragédia ocorreu em um contexto de forte crise política e econômica na região, após a captura do antigo líder, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Por Mariana Brasil / Folhapress
Febraban reforça apoio ao BC e condena dossiê de Vorcaro contra CEO do Itaú: 'Extrema gravidade'
Entidade afirma que condutas que ameaçam sistema financeiro nacional devem ser punidas
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que considera "de extrema gravidade" a descoberta da Polícia Federal sobre dossiês encomendados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), a entidade reforçou seu apoio ao Banco Central na adoção de medidas para preservar o sistema financeiro nacional e afirmou que qualquer conduta que ameace a integridade do sistema deve ser apurada e, quando comprovada, ter seus responsáveis punidos.
"Mais do que atingir indivíduos específicos, essas investidas, voltadas à intimidação de executivos, jornalistas, especialistas e lideranças de instituições, representam uma tentativa de enfraquecer o ambiente de confiança, transparência e segurança no setor financeiro", diz a manifestação.
Segundo a PF, Vorcaro encomendou ao publicitário Thiago Miranda, alvo de operação policial nesta quinta-feira (9), o dossiê sobre o executivo do Itaú por ele estar "causando muito problema", segundo troca de mensagens entre eles.
A investigação aponta que, dentre os materiais compartilhados pelos dois interlocutores, "destaca-se um documento contendo informações pessoais e patrimoniais de Milton Maluhy Filho e de Camila Moretti Maluhy".
Diálogos entre o ex-banqueiro e Miranda entre março e abril de 2025 também mostraram que os dois queriam "frear" o trabalho da jornalista Malu Gaspar, realizando uma busca por seus dados privados.
A defesa de Thiago Miranda afirmou, em nota de quinta-feira (9), que o publicitário "refuta de forma categórica" a prática de qualquer ilegalidade e sustenta que sua atuação profissional sempre foi pautada pela legalidade, transparência, respeito às instituições e à liberdade de expressão.
Segundo os advogados, ele não praticou qualquer ato criminoso nem participou de condutas destinadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.
A PF apreendeu celulares e demais equipamentos eletrônicos utilizados pelo publicitário em sua residência. Segundo as autoridades, a ação apura a atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil.
As investigações apuram, ainda, a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.
Segundo a PF, os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos.
Para a Febraban, esses fatos "geram indignação" por ocorrerem em contexto em que "autoridades, associações setoriais e agentes do mercado atuaram, com firmeza, para proteger a estabilidade do sistema financeiro, incluindo medidas relacionadas à governança e ao funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)".
Por Helena Schuster/Folhapress
Maior apreensão de canetas emagrecedoras encontra 5.850 produtos em van na Ponte da Amizad
Motorista paraguaio simulou abrir capô e fugiu em direção ao país vizinho durante fiscalização
Van com placas do Paraguai transportava 5.850 canetas e ampolas emagrecedorasA Receita Federal registrou, nesta sexta-feira (10), a maior apreensão de canetas emagrecedoras já feita na aduana internacional da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).
Uma van com placas do Paraguai, conduzida por um motorista paraguaio e com quatro passageiros, três deles brasileiros, foi flagrada no final da tarde com 5.850 canetas e ampolas de medicamentos para emagrecimento quando tentava cruzar a ponte, na fronteira entre os dois países.
As canetas emagrecedoras estavam escondidas no capô do veículo, em condições totalmente inadequadas de transporte e próximas a fontes de calor. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, precisa ser mantida em refrigeração para ter eficácia.
Segundo a Receita Federal, os servidores do órgão abordaram a van e, aparentemente, todos os passageiros transportavam mercadorias compatíveis com a cota de viajante, de US$ 500 (R$ 2.555, ao câmbio desta sexta).
Quando, porém, os agentes de repressão ao contrabando pediram ao motorista para abrir o capô do veículo, ele teria simulado atender a ordem e fugiu em direção ao Paraguai.
O compartimento foi, então, aberto e os servidores que atuam na alfândega encontraram as 5.850 ampolas de medicamentos para emagrecimento ocultas sob o capô. Além da tirzepatida, havia também retatrutida, medicamento ainda em caráter experimental e que oficialmente não existe no mercado em nenhum país do mundo —mas já é encontrado em várias marcas no Paraguai.
Até então, a maior apreensão já registrada na região da tríplice fronteira tinha ocorrido em 29 de abril de 2024, quando 4.598 canetas emagrecedoras foram encontradas numa fiscalização na BR-277, rodovia que liga a fronteira à capital do Paraná, Curitiba.
Com isso, as apreensões neste ano já somam 115.647 canetas e ampolas, ante as 7.479 de 2025, o que representa um crescimento de 1.446,3% em comparação com o ano passado.
No último dia 3, um casal e uma criança já tinham sido flagrados com 2.707 canetas e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida e, também nesta sexta, um fundo falso no filtro de ar de uma moto do Paraguai abrigava 52 caixas de ampolas de TG, uma das marcas do "Mounjaro paraguaio".
A apreensão na van somou cerca de R$ 735 mil em medicamentos, conforme a Receita Federal, que apontou uma série de problemas. O primeiro é a irregularidade na importação, já que a entrada no Brasil de todas as marcas de tirzepatida provenientes do Paraguai é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
As canetas emagrecedoras paraguaias, porém, se espalharam pelo país devido ao preço, à facilidade de compra e à fiscalização deficiente na fronteira.
O tratamento mensal de Mounjaro de 15 mg (com quatro canetas, para aplicações semanais) custa a partir de R$ 3.499 no Brasil. Para quem compra nas farmácias de Ciudad del Este, no entanto, a versão paraguaia do medicamento custa em média R$ 430, sem a necessidade de apresentação de receita médica.
Além do ingresso ilegal do produto no país, a Receita afirmou que as canetas eram transportadas em condições incompatíveis com as recomendações da fabricante, que exigem armazenamento refrigerado. Sem isso, qualidade, eficácia e segurança ficam comprometidos.
Os passageiros foram ouvidos e liberados, enquanto as unidades de tirzepatida e o veículo foram encaminhados à alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para apreensão (da van) e armazenamento para posterior destruição (das canetas).
Fabricante do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de armazenamento, transporte e manuseio.
"Quando produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto contaminado ou ineficaz", diz a empresa.
As canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.
Entidades médicas apontam riscos à saúde com o uso de medicamentos que não têm aval da Anvisa. Há duas apresentações do medicamento no Paraguai: em canetas e em ampolas, que ocupam menos espaço e por isso têm a preferência de pequenos e grandes contrabandistas para ingresso no Brasil.
Por Marcelo Toledo/Folhapress
Câmara declara perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt após retotalização
Mudança no cálculo dos votos ocorre após cassação de outros parlamentares
A Câmara dos Deputados declarou, nesta quinta-feira (09), a perda de mandato de Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE), após retotalização dos votos em razão da cassação de outros parlamentares. A medida foi tomada após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que rejeitaram recursos dos deputados.
Assumem as vagas Priscila Costa (PL-CE) e Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL).
No caso de Bittencourt, a alteração se deu porque ela havia sido eleita com auxílio dos votos do então deputado Heitor Freire (PL-CE), cassado por uso irregular de recursos públicos.
Em maio deste ano, o TSE manteve a cassação e anulou os votos recebidos por ele, o que, por consequência, inviabilizou a eleição da deputada.
Em nota à imprensa, a assessoria da deputada criticou a decisão. "Dayany perde o mandato em virtude de uma estranha recontagem de votos ocorrida após 3 anos e 9 meses da eleição. Dayany nunca respondeu por corrupção, desvio de recursos públicos ou qualquer crime contra a administração", afirmou.
Os advogados da deputada estão estudando apresentar ações no TSE ou no STF (Supremo Tribunal Federal).
Priscila Costa (PL-CE), que assume o cargo, ganhou destaque nacional nas últimas semanas após sua pré-candidatura pelo Senado no Ceará se tornar o estopim da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Contatada por mensagem via Whatsapp, a deputada não respondeu.
Já Paulão (PT-AL) será substituído por Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). O petista deixará a Câmara em razão da anulação dos votos de João Catunda (PP-AL), cassado por captação ilícita por usar recursos do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Saúde de Maceió.
A assessoria de imprensa do PT na Câmara disse que o deputado é "vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas".
O partido afirmou ainda que apresentará um mandado de segurança no STF "na expectativa de que o voto favorável ao pleito de manutenção do mandato do deputado Paulão, dado pelo ministro Dias Toffoli, seja confirmado pela maioria do Colegiado na volta do recesso do Judiciário, em agosto".
"Não sou réu, o processo [correu] em sigilo de justiça, não tive ampla defesa nem o contraditório", disse o petista à imprensa. Ele afirmou ainda que acredita que o STF pode votar favorável à volta do mandato e chamou a situação de vexatória e monstruosa.
Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) já aparece como "em exercício" no site da Câmara. A reportagem entrou em contato com o parlamentar por meio do e-mail do gabinete, mas não recebeu retorno.
Nos dois casos, os deputados que perderam o mandato foram afetados porque haviam sido eleitos com base nas sobras eleitorais de outros parlamentares.
As sobras são as vagas no Legislativo que restam após a divisão dos assentos pelo quociente eleitoral — o total da divisão dos votos válidos em um estado pelo número de vagas.
Por Laura Scofield/Folhapress
Volkswagen anuncia que cortará pela metade produção de carros, sem impacto imediato no Brasil
Iniciativa não tem impacto imediato no Brasil, onde a montadora mantém plano de investir R$ 16 bi até 2028
Foto: Diulgação/Volkswagen
Fábrica da Volkswagen no Brasil
A Volkswagen informou nesta quinta-feira (9) que reduzirá até pela metade o número de modelos da montadora para cortar custos e aumentar sua competitividade com empresas chinesas. A empresa alemã não disse o que essas mudanças significariam para os trabalhadores, que já vêm se preparando para grandes cortes de empregos e fechamento de fábricas há algum tempo.
A montadora afirmou, em nota, que a iniciativa não tem impacto imediato nas operações no Brasil, onde as atividades seguem normalmente. A empresa disse também que segue com o plano de investir R$ 16 bilhões até 2028 no Brasil e o desenvolvimento de 17 novos carros para o mercado nacional, com nove deles já lançados.
"Como uma próxima etapa, trabalharemos junto à nossa matriz, na Alemanha, para avaliar se haverá necessidade de ajustes em nível local", acrescentou a Volkswagen. O Brasil é o 3º maior mercado em volume de vendas para a marca no mundo, atrás apenas da China e Alemanha. Em 2025, a Volkswagen do Brasil produziu 538.657 veículos em suas três fábricas no país.
O plano global, divulgado após uma reunião do conselho, pareceu reconhecer que a empresa ficou grande e complicada demais e precisa enxugar para sobreviver à transição global dos carros a combustível fóssil para veículos elétricos, mudança que abalou muitas montadoras consolidadas e permitiu a ascensão das fabricantes chinesas.
Nos últimos dias, vários veículos de mídia afirmaram que a empresa estava se preparando para demitir 100 mil trabalhadores até o final da década e fechar quatro fábricas na Alemanha.
Cortes tão drásticos seriam atípicos para a Volkswagen e para a indústria alemã, que tendem a preferir mudanças graduais. Representantes dos trabalhadores e líderes políticos do estado alemão da Baixa Saxônia têm maioria no conselho de supervisão da empresa e haviam sinalizado que não apoiavam cortes profundos.
Mesmo assim, uma redução parece inevitável. A empresa disse que buscaria produzir 9 milhões de carros por ano, em comparação com uma meta de 12 milhões antes da pandemia e 10 milhões mais recentemente. Em um comunicado em vídeo, o CEO Oliver Blume declarou que havia necessidade de "eliminar o excesso de capacidade", sugerindo que a empresa ainda poderia fechar fábricas.
"A situação geopolítica se tornou mais crítica nos últimos 12 meses", comentou Blume. "Os próximos anos decidirão quem terá um papel decisivo na indústria automotiva", destacou.
Mas ele forneceu poucos detalhes, incluindo se ou como a empresa pretenderia continuar sendo a segunda maior montadora do mundo depois da Toyota, medida pelo número de carros vendidos. "As questões urgentes não foram respondidas pelo conselho de supervisão hoje", disse Ferdinand Dudenhöffer, diretor do Center Automotive Research em Bochum, na Alemanha.
A Volkswagen tem 111 instalações de produção em todos os continentes, exceto Austrália e Antártida, de acordo com o site da empresa. Suas marcas incluem Audi, Porsche, Skoda, Lamborghini e Bentley. A Volkswagen também possui 88% da Traton, que fabrica caminhões MAN, Scania e International.
Algumas das marcas da Volkswagen oferecem carros muito semelhantes com designs e recursos ligeiramente diferentes, uma prática que pode aumentar custos e complexidade. A General Motors e a Ford aposentaram marcas como Pontiac, Oldsmobile, Saturn e Mercury anos atrás para simplificar a produção e o marketing.
Em Neckarsulm, no sudoeste da Alemanha, onde cerca de 15 mil trabalhadores montam modelos para a marca de luxo Audi da Volkswagen, os moradores temem o impacto que o fechamento de uma fábrica teria para a economia local, construída em torno dos ritmos dos turnos da fábrica.
"Se a Audi morrer, tudo aqui morre", lamentou Cayli Halin, 54, que trabalha no centro de testes da fábrica.
O anúncio desta quinta deixou em aberto quantos dos 657 mil funcionários da Volkswagen em todo o mundo poderiam perder seus empregos à medida que a empresa reduz a produção. O lucro caiu 28% no primeiro trimestre para 1,6 bilhão de euros (R$ 9,33 bilhões), e suas vendas caíram 2%.
A unidade Porsche da Volkswagen, que geralmente fornece uma grande parcela dos lucros, sofreu com as tarifas de 25% do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre carros importados. Os modelos esportivos e utilitários esportivos da Porsche são fabricados na Alemanha e exportados para os EUA, um dos mercados mais importantes da marca.
Os problemas da Volkswagen são um sinal preocupante para montadoras ocidentais e japonesas. Em graus variados, todas elas estão lidando com mudanças tecnológicas e concorrência de fabricantes chinesas como BYD e Geely, que estão vendendo carros repletos de recursos de luxo por preços relativamente baixos.
Na União Europeia e no Reino Unido, as montadoras chinesas coletivamente venderam mais veículos em maio do que as fabricantes japonesas, de acordo com dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.
Incentivadas por subsídios governamentais, as montadoras chinesas começaram a focar em veículos elétricos anos atrás, investimentos que lhes deram uma forte vantagem à medida que mais europeus compram esses modelos. Cerca de 1 em cada 5 veículos novos vendidos na Europa é elétrico, e as vendas dispararam este ano por causa do aumento nos preços dos combustíveis causado pela guerra com o Irã.
A Volkswagen é particularmente vulnerável porque, por muitos anos, grande parte de seu lucro veio da venda de carros na China, onde já foi a principal montadora. As vendas da empresa na China despencaram 20% no primeiro trimestre, após quedas significativas por vários anos.
Os temores de fechamento de fábricas abalaram a Alemanha, onde a indústria automobilística —e a Volkswagen em particular— ocupam espaços sagrados na consciência nacional e são um pilar da economia nacional.
O governo do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, tentou impulsionar a indústria com novos subsídios e pressionando autoridades da UE em Bruxelas para flexibilizar algumas regulamentações automotivas, entre outras medidas, na esperança de ajudar as montadoras alemãs a competir melhor com as rivais chinesas.
Merz não abordou os rumores de demissões na Volkswagen antes da reunião do conselho desta quinta, mas o porta-voz, Stefan Kornelius, disse a repórteres na semana passada que "nosso objetivo é evitar o fechamento de fábricas na Alemanha".
Ali Alp Cagan, 31, trabalha com tecnologia da informação na Audi há quase dois anos e não está pessoalmente preocupado com demissões, porque considera suas perspectivas de emprego fortes. "No geral, porém, a situação já está tensa", afirmou.
Cagan e outros trabalhadores que saíam da fábrica em uma recente troca de turno culparam a empresa, dizendo que ela falhou em inovar e que a China agora fabrica carros mais baratos e melhores.
Por Folhapress
Assinar:
Postagens (Atom)
Destaques
Supermercado Pague Levinho do Bairro ACM
Berilo: Beleza que vem da natureza
Supermercado DI Mainha
Mercadinho Deus te Ama
Ótica São Lucas
Divulgue aqui sua empresa (73) 9-8200-7563
Sua marca em destaque






.webp)







.jpg)


