Prefeitura de Ibirataia abre consulta pública para elaboração da LOA 2027

População poderá contribuir com a definição das prioridades do município por meio de consulta online e audiência pública

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, iniciou a divulgação da Consulta Pública para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) referente ao exercício de 2027. A iniciativa busca ampliar a participação da população no planejamento e na definição das prioridades da Administração Pública Municipal.

A consulta pública estará disponível de 4 a 18 de agosto de 2026, por meio de questionário eletrônico disponibilizado pela Administração Municipal. A participação popular integra as medidas de transparência da gestão fiscal e atende às diretrizes previstas no artigo 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que assegura a participação da sociedade na elaboração dos instrumentos de planejamento e orçamento.

Além da participação online, os moradores poderão apresentar contribuições presencialmente durante a Audiência Pública, marcada para o dia 28 de agosto de 2026, às 14h, na Câmara Municipal de Ibirataia. A Prefeitura orienta a população a participar da consulta e da audiência, contribuindo para a construção das prioridades orçamentárias do município para 2027.

Polícia prende influenciador e modelo por tráfico em Salvador

Um influenciador digital conhecido por produzir conteúdo adulto foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas no bairro de Pituaçu, em Salvador, na noite de domingo (9). Júnior Honorato, que possui cerca de 27,2 mil seguidores nas redes sociais, foi detido durante uma ação da Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico.

Nas redes sociais, ele compartilha principalmente conteúdos relacionados a exercícios físicos, aparecendo frequentemente com roupas íntimas ou peças de banho.

Segundo a Polícia Civil da Bahia (PC-BA), a prisão ocorreu quando policiais realizavam patrulhamento tático e viram três homens em atitude suspeita. Ao perceberem a aproximação dos militares, os suspeitos tentaram fugir e descartaram invólucros de drogas e celulares pelo caminho.

Fonte: Por Redação

Câmara envia ao STF depoimento de suposta armação contra vice de Flávio

A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o depoimento de um comerciante do Rio de Janeiro que alega que a acusação por crime de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL), seria uma suposta "armação".

O depoimento foi colhido pela Polícia Legislativa da Câmara de forma virtual em 23 de abril, após o próprio Gaspar acionar a corporação. O parlamentar relatou que o depoente teria ligado para seu gabinete funcional para denunciar a possível trama.

O material foi enviado ao STF em 5 de maio. O caso foi levado à Corte porque o comerciante mencionou que a "armação" teria sido planejada por pessoas ligadas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que possui foro privilegiado.

Juntamente com a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), Lindbergh apresentou, em 27 de março de 2026, uma notícia de fato alegando que o atual vice de Flávio teria estuprado uma adolescente e seria pai de uma filha fruto da suposta violência sexual.

No relatório enviado ao STF, a Polícia Legislativa informa ter colhido o depoimento de um homem identificado como "Luis Antonio Lopes", de 62 anos, proprietário de um quiosque no shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Durante a oitiva, Luis Antonio afirmou que a suposta "armação" envolvia o recrutamento de uma jovem chamada "Marcela Maria Mendes", que trabalhava em seu quiosque. O plano seria que Marcela desse entrevistas sob o nome de "Jailma", fingindo ser vítima do estupro de Gaspar.

Segundo o depoimento, Marcela teria sido recrutada por um homem chamado "Lucas", conhecido como "Doidinho". Luis Antonio relatou que Lucas se apresentava como "assessor legislativo" e posteriormente como "ligado ao contexto político" de Lindbergh.

Luis Antonio descreveu ainda que, em uma ocasião, Marcela se reuniu com uma mulher jornalista e com Lucas, que se apresentava como assessor do Legislativo e ligado ao contexto político de Lindbergh Farias. O plano era que Marcela se apresentasse sob identidade falsa e alegasse ter sido abusada sexualmente por um político, resultando em uma criança.

De acordo com Luis Antonio, o plano era divulgar a acusação de abuso sexual e, em seguida, fazer "Jailma" desaparecer. Para dar credibilidade à história, teria sido criada uma filha fictícia chamada "Eloá", supostamente fruto do estupro.

No depoimento, Luis Antonio também afirmou que Lindbergh teria participado de uma reunião virtual com Marcela e outras pessoas. Ele disse acreditar que Lindbergh tinha plena ciência do contexto fraudulento discutido nas reuniões.

O depoente afirmou ainda ter emprestado sua conta bancária para que Marcela recebesse pagamentos pela armação, citando três depósitos: R$ 4 mil, R$ 10 mil e R$ 2,5 mil, e forneceu comprovantes dos dois últimos depósitos à Polícia Legislativa.

Devido à citação de Lindbergh no depoimento, a Polícia Legislativa encaminhou o caso à Corregedoria da Câmara, liderada pelo deputado Diogo Coronel (Republicanos-BA). A Corregedoria acionou a Mesa Diretora, que enviou o material ao STF.

O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro do STF Gilmar Mendes, relator do pedido de inquérito para apurar a acusação de estupro contra Alfredo Gaspar, no dia 5 de maio de 2026.

Em resposta à coluna, Lindbergh negou veementemente as alegações feitas pelo depoente à Polícia Legislativa. Atual vice-líder do governo Lula na Câmara, ele chamou o episódio de "picaretagem" e afirmou que o depoimento foi "inventado".

Fonte: Msn

Jaques Wagner chama suposta relação com o banco Master de “marola” e diz que sempre viveu do próprio salário Por Carine Andrade, Política Livre

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) reagiu nesta segunda-feira (10), em entrevista à rádio Metrópole, às acusações de suposto favorecimento na privatização da Cesta do Povo e à posterior operação envolvendo o cartão CrediCesta, cuja operação passou a ser assumida pelo Banco Master. O petista negou qualquer irregularidade na transação e afirmou que as suspeitas são uma tentativa de atingir sua imagem às vésperas das eleições.

Wagner classificou as acusações como “marola” e afirmou que todo o seu patrimônio e sua renda podem ser verificados por meio das declarações de Imposto de Renda. Em junho, o ex-líder do governo Lula no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação apura se ele atuou politicamente no Congresso para favorecer interesses do Banco Master e de seu ex-sócio Augusto Lima, incluindo discussões em torno da chamada "Emenda Master, e de ter recebido vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros.

“Eu vivo desde que cheguei na Bahia, do meu salário. Eu nunca tive fazenda, eu nunca tive empresa, eu nunca tive nada. Trabalhei no Polo, vivi do meu salário. Depois fui eleito deputado, vivi do meu salário de deputado, fui governador, vivi do salário do governador”, afirmou.

O senador disse ainda que atualmente vive da remuneração do mandato no Senado e de aposentadorias para as quais contribuiu ao longo da vida. Para ele, a análise de suas declarações de renda seria suficiente para esclarecer a origem de seus recursos.

“É só pegar a minha declaração de Imposto de Renda, ao invés de ficar falando muito. A declaração de Imposto de Renda vai dizer de onde vem o dinheiro que você vive”, declarou.

Banco Master

Sobre a privatização da Cesta do Povo, Jaques Wagner afirmou que a venda da rede de supermercados ocorreu em 2018, durante seu governo, e que o cartão CrediCesta fazia parte da operação. Segundo ele, a decisão foi tomada porque o Estado não deveria mais manter uma rede estatal de supermercados.

“Quando nós privatizamos a Cesta do Povo, o cartão CrediCesta foi junto. Porque aquilo era um ‘trambolho’, que não cabia mais ao Estado ter uma rede estatal de supermercado”, disse.

Wagner ressaltou que o Banco Master ainda não existia quando a privatização foi realizada. Segundo ele, a venda ocorreu entre março e abril de 2018, enquanto o banco teria sido criado somente em outubro de 2019. O senador também comparou a participação do cartão CrediCesta no mercado de empréstimos consignados com a de outras instituições financeiras. Segundo ele, o produto representaria cerca de 10% dos consignados de funcionários públicos e aposentados na Bahia, enquanto o Banco do Brasil teria aproximadamente 30%.

“O trambique foi feito fora da Bahia. Aqui na Bahia, o nosso papel foi privatizar uma rede de supermercado (...). O resto, para mim, é marola para tentar atingir uma pessoa que é importante no processo eleitoral baiano e no processo eleitoral brasileiro”, pontuou.

Wagner também disse estar tranquilo em relação às investigações e afirmou que sua defesa jurídica trabalha para esclarecer os fatos. “A gente vai provar a inocência. Estou tranquilo, meu advogado está trabalhando tranquilamente”, declarou.

Por Carine Andrade, Política Livre

Festa de São Pedro aconteceu com muita animação em Córrego de Pedras

Encerrando o ciclo dos festejos juninos no município, aconteceu  na noite do último sábado, 8, a tradicional Festa de  São Pedro no distrito de Córrego de Pedras.

O evento na Praça Dr. João Viana reuniu centenas de pessoas e foi prestigiado com a presença da prefeita Laryssa Dias que então esteve acompanhada de vereadores, secretários do governo e outras lideranças.

Promovida pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo , 

a festa contou com a animação das bandas Asas Livres e  Forro Bodó, além dos artistas Luiz Terra Nova  e Dudu Ferreira, oferecendo uma variedade de ritmos que atendeu a todos os gostos do público presente.

Reconhecida como criadora e  primeira banda de arrocha do Brasil, a Asas Livres que revelou para o cenário nacional o cantor Pablo, possibilitou momentos de romantismo  com o serestão na noitada. 

A bela decoração da praça, a cargo da artista Sunelma Calhau  foi alvo de elogios por parte dos nativos e visitantes. Um eficaz esquema de segurança e uma sólida infraestrutura garantiram   a tranquilidade e o bem-estar dos participantes.

Em sua fala a prefeita Laryssa Dias expressou sua gratidão  a todos que contribuíram para o sucesso da festa.

“ Meu agradecimento a todos que fizeram essa festa acontecer: trabalhadores, ambulantes, artistas, bombeiros, Polícia Militar, seguranças, equipe de limpeza, saúde, trânsito, infraestrutura, Secretaria de Cultura e todas as equipes que cuidaram de cada detalhe deste brilhante evento”. ( José Américo Castro/Decom-PMI).

Ipiaú: Super Pão e Cliosp vencem e lideram o Campeonato Master da AABB

Neste domingo (09.08) dois ótimos jogos fecharam mais uma rodada do equilibrado Campeonato de Futebol Master da AABB.

A rodada teve início na sexta-feira (07.08) com a vitória da Pão & Cia frente a equipe da 73 Mídia Digital.

Pão & Cia 1x0 73 Mídia Digital

Gol: Pão & Cia: Bira

No domingo teve a continuidade da rodada com as vitórias da Super Pão e Cliosp frente às equipes do Zero 73 e O Budegão.

Super Pão 2x1 Zero 73

Gols: Super Pão: Juliano  Paulista (01) e Bueiro (01) Zero 73: Genival (01) (contra)

O Budegão 1x2 Cliosp

Gols: O Budegão: Jan (01), Cliops: Nei Modas (1) e Roberto Medrado (01)

Próximos jogos

Sexta-feira (14.08)

19:15 - Construcasa x Zero 73

Domingo (16.08)

07:15 - Pão & Cia x Cliops

08:30 - Farmácia Pague Pouco x 73 Mídia Digital

Deputado dos EUA publica imagem de Lula capturado como Nicolás Maduro

O deputado republicano norte-americano Carlos Gimenez voltou a direcionar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao publicar, nas redes sociais, uma montagem em que o chefe do Executivo brasileiro aparece caracterizado como o ditador venezuelano Nicolás Maduro após sua captura. A imagem foi acompanhada da legenda: "o que espera... #Brasil".

[Legenda]© Reprodução X

A publicação faz referência a uma foto divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social, em 3 de janeiro. Na ocasião, Trump afirmou que Maduro estava a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, sendo levado aos Estados Unidos, onde, segundo ele, permanece preso.

[Legenda]© @realDonaldTrump/Handout via REUTERS

A publicação faz referência a uma foto divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social, em 3 de janeiro. Na ocasião, Trump afirmou que Maduro estava a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, sendo levado aos Estados Unidos, onde, segundo ele, permanece preso.

Na fotografia original, Maduro aparece usando venda nos olhos, protetores auriculares, um agasalho cinza e preto e segurando uma garrafa de água. Na versão compartilhada por Gimenez, Lula foi inserido com a mesma aparência, mas segurando uma garrafa de cachaça.

A postagem ganhou alcance após ser republicada pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de manifestações públicas do parlamentar americano contra o presidente brasileiro. Nos últimos dias, Gimenez acusou Lula de agir com hostilidade em relação ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Em outra publicação, compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, no sábado (8), o deputado afirmou que Lula prejudicou "a forte aliança" entre Brasil e Estados Unidos.

Gimenez também classificou o presidente brasileiro como "corrupto" e "criminoso comunista condenado", além de compará-lo a líderes como Miguel Díaz-Canel, de Cuba, Daniel Ortega, da Nicarágua, e Delcy Rodríguez, apontada por ele como presidente interina da Venezuela após a captura de Maduro.

Em outra publicação, compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, no sábado (8), o deputado afirmou que Lula prejudicou "a forte aliança" entre Brasil e Estados Unidos.

Gimenez também classificou o presidente brasileiro como "corrupto" e "criminoso comunista condenado", além de compará-lo a líderes como Miguel Díaz-Canel, de Cuba, Daniel Ortega, da Nicarágua, e Delcy Rodríguez, apontada por ele como presidente interina da Venezuela após a captura de Maduro.

Fonte:
Notícias ao Minuto Brasil

PT e PL reforçam fundo eleitoral de candidatos ao Senado em meio a embates com STF e disputa na Casa

O PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do senador Flávio Bolsonaro, deram mais peso ao Senado na distribuição do Fundo Eleitoral de 2026. No partido do petista, a parcela reservada às candidaturas ao cargo mais que quadruplicou em relação a 2022. Já a sigla de Flávio deu à bancada de senadores peso próprio na repartição entre os Estados. O movimento ocorre em meio ao esforço dos partidos para ampliar suas bancadas numa Casa decisiva para a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e para a votação de pautas centrais do próximo governo.

PL e PT ficaram com as maiores parcelas do Fundo Eleitoral em 2026, com R$ 881,7 milhões e R$ 615 milhões, respectivamente. Formado por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas, o fundo é distribuído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos partidos segundo critérios previstos em lei, que levam em conta, entre outros fatores, o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado. Neste ano, a disputa pela Casa Alta ganha peso adicional porque dois terços de suas cadeiras serão renovados: cada Estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, num total de 54 dos 81 integrantes.

No PT, a parcela do fundo reservada às candidaturas ao Senado passou de 2,48% em 2022 para 10,08% neste ano. Em valores, o montante saltou de cerca de R$ 12,5 milhões para R$ 62 milhões, quase cinco vezes o destinado nas últimas eleições. A direção nacional decidirá como o dinheiro será dividido entre candidatos e Estados, e os percentuais ainda poderão ser ajustados para garantir o cumprimento das cotas legais.

No PL, por sua vez, a mudança ocorreu na própria fórmula de distribuição. Em 2022, Câmara e Senado integravam um mesmo critério, sem que a resolução informasse quanto cabia a cada Casa. Neste ano, a legenda separou as duas Casas. Dos 70% do fundo destinados à repartição entre os Estados, até 48% serão distribuídos de acordo com o tamanho da bancada na Câmara, enquanto o Senado ganhou uma faixa própria de até 15%, calculada com base no número de senadores do partido. Na prática, essa faixa corresponde a até R$ 92,6 milhões, ou 10,5% de todo o fundo recebido pelo PL. A Executiva Nacional mantém poder sobre a distribuição final e poderá levar em conta pesquisas, potencial eleitoral e a estratégia política da legenda em cada Estado.

Esse peso maior dado ao Senado na divisão dos recursos também aparece no discurso da própria cúpula do partido. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, projeta a eleição de mais 20 senadores pelo PL em outubro. “Do jeito que estão as avaliações, e mesmo de outros partidos, nós temos oito senadores hoje que não vão disputar (governo), que têm mais quatro anos de mandato. Então, nós devemos fazer mais 20 senadores”, afirma.

A aposta em ampliar a bancada também está ligada a bandeiras caras ao bolsonarismo. Durante a convenção do PL no Distrito Federal, o presidenciável Flávio Bolsonaro voltou a defender a eleição de um número maior de senadores e afirmou que uma Casa fortalecida seria necessária para fazer com que ministros do Supremo voltassem, segundo ele, a respeitar a Constituição.

A declaração ocorre em meio ao confronto do clã Bolsonaro com a Corte, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes. A ampliação da bancada também é associada pelo grupo a bandeiras como o impeachment de integrantes do STF e uma anistia “geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

A tentativa de conquistar uma bancada maior no Senado antecede a candidatura de Flávio e já era uma prioridade declarada do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de ser preso, Bolsonaro dizia que pretendia eleger ao menos 20 senadores em 2026 e associava diretamente esse avanço à capacidade de influenciar a composição do Supremo. “Com metade do Senado, vou mandar mais que o presidente da República”, afirmou em julho de 2025, ao mencionar o poder dos senadores de aprovar ou rejeitar indicados à Corte.

O PL pretende lançar candidatos ao Senado em 24 unidades da Federação. Atualmente, o partido reúne 16 senadores, dos quais 11 foram eleitos em 2022 e ainda têm quatro anos de mandato.

Para o PT, a ampliação da bancada no Senado também está entre as prioridades eleitorais do partido, seja para avançar projetos defendidos pelo governo, seja para reduzir o risco de novas derrotas políticas. “Será fundamental para o PT para o próximo ciclo formar uma boa quantidade de senadores”, resume o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do partido.

Uma das bandeiras é o fim da escala de trabalho 6x1, tratada pelo Planalto como prioridade. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio, mas ainda aguarda votação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, segurou o avanço do texto ao determinar que a proposta passasse pelas comissões antes de chegar ao plenário, apesar da pressão dos governistas para que a medida fosse aprovada antes das eleições.

Uma bancada mais numerosa também daria ao governo maior segurança na aprovação de autoridades indicadas pelo presidente da República. Cabe ao Senado sabatinar e aprovar nomes para a Procuradoria-Geral da República, o Banco Central, as agências reguladoras e as embaixadas brasileiras, além de tribunais superiores como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo.

Sem o aval dos senadores, a nomeação não se concretiza. Foi o que ocorreu em abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo, com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Foi a primeira vez em 132 anos que a Casa recusou um nome escolhido pelo presidente da República para o STF, numa das principais derrotas impostas ao governo Lula pelo Congresso neste mandato.

Nesta eleições, o PT lançou 17 nomes para disputar vagas no Senado em 2026.

O tamanho da bancada também pesa na eleição do presidente do Senado, a quem cabe decidir sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. Além disso, quanto maior o número de senadores de uma legenda ou bloco, menor sua dependência de aliados para alcançar os diferentes quóruns exigidos pela Casa. Projetos de lei ordinária são aprovados por maioria simples dos presentes, desde que haja ao menos 41 senadores na sessão. Propostas de emenda à Constituição exigem 49 votos, equivalentes a três quintos da Casa, em dois turnos. Já a condenação de um ministro do STF ou do presidente da República em processo de impeachment depende do apoio de 54 senadores, dois terços do plenário.

Para o professor do Insper Leandro Consentino, a tendência é que o peso dado ao Senado nas estratégias partidárias não seja circunstancial e aumente nas próximas eleições. Para ele, a Casa ganhou centralidade no jogo político à medida que passou a concentrar disputas antes menos presentes no debate eleitoral, impulsionadas pela polarização e pela maior politização de temas como a relação com o Supremo, a aprovação de autoridades e a agenda do governo.

“O Senado sempre teve um papel central, mas agora os partidos acordaram para sua importância estratégica. Essa valorização veio para ficar”, diz.

Por Hugo Henud/Estadão Conteúdo

Jovem que estava desaparecida é encontrada morta às margens da BA-290 em Medeiros Neto

Medeiros Neto: A informação foi publicada nas redes sociais, dando conta de que Jeandra dos Santos Nascimento, de 26 anos, moradora da zona rural de Medeiros Neto, estava desaparecida. As buscas eram intensas entre amigos e familiares.

O desaparecimento

Ainda segundo os relatos, Jeandra dos Santos teria saído da fazenda onde mora com o marido no último sábado (8), por volta das 18h30, com destino ao distrito de Nova Lidíce, para ficar na companhia dos filhos. Ela retornaria no domingo (9), mas não chegou ao destino, o que acionou o alerta entre familiares.

Preocupados, os parentes iniciaram buscas pelo trajeto que ela deveria percorrer. Foi então que encontraram o corpo da jovem na manhã deste domingo, às margens da BA-290, próximo à Usina Santa Maria.

O acidente

Segundo informações preliminares, Jeandra teria se envolvido em uma colisão com outro veículo. Com o forte impacto, a vítima foi a óbito no local, apresentando múltiplos ferimentos, incluindo uma das pernas arrancada com a força da colisão.

Até o momento, não há informações sobre o veículo envolvido, pois o motorista teria evadido-se do local sem prestar socorro.

Procedimentos legais

O delegado plantonista, William Santos Pereira, autorizou a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas para realização de exames de necropsia e, posteriormente, liberação à família para sepultamento.

Investigação

A Polícia Civil irá investigar as circunstâncias do acidente para esclarecer a dinâmica do ocorrido e identificar o motorista que fugiu do local.

Família

Jeandra dos Santos era casada e deixa dois filhos.

Por: Lenio Cidreira/Liberdadenews

Homem é encontrado morto dentro de residência em Camamuzinho

— Crédito: Tiago Santos/Ubatã Notícias

Um homem de 54 anos foi encontrado morto na noite deste domingo (9), em uma residência localizada na rua São Luiz, no distrito de Camamuzinho, município de Ibirapitanga. A vítima foi identificada como Antônio Amparo.

De acordo com informações da Polícia Militar, Antônio foi localizado sem sinais vitais na sala do imóvel. A Polícia Militar foi acionada e realizou o isolamento do local para preservar a área até a chegada dos órgãos responsáveis pelos procedimentos periciais.

A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada. Há suspeita de que o homem tenha tirado a própria vida, mas somente a perícia e a investigação poderão esclarecer as circunstâncias do ocorrido e determinar o que provocou a morte. O caso será apurado pelas autoridades competentes. (Ubatã Notícias)

Onde buscar ajuda

Pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional intenso, pensamentos de autolesão ou de suicídio devem procurar apoio e conversar com alguém de confiança. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas por dia pelo telefone 188, além de atendimento por chat. Buscar ajuda profissional nos serviços de saúde também é uma medida importante.

Fonte: Ubatã Noticias

Governador acusa ACM Neto de desrespeito; oposição cobra promessa sobre BR-324 e ponte

O embate entre os candidatos ao governo da Bahia ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a elevar o tom durante o debate da Band Bahia, neste domingo (9). O confronto começou após o candidato da oposição questionar uma declaração do chefe do Executivo sobre a situação da BR-324 e terminou com troca de acusações sobre infraestrutura, postura política e obras do governo.

ACM Neto iniciou a rodada cobrando explicações de Jerônimo sobre uma entrevista concedida no último dia 28 de julho, na qual o governador afirmou que um buraco na saída BR-324 de Salvador havia sido reparado. "No mesmo dia, várias pessoas passaram pelo local e filmaram a cratera, que acabou apelidada de 'Buraco do Jero'. O senhor mentiu para a população ou foi mal informado e mal assessorado pela sua equipe?", perguntou.

Na resposta, Jerônimo evitou tratar diretamente da rodovia e criticou a postura do adversário. O governador afirmou que ACM Neto tem uma forma desrespeitosa de fazer política e relembrou episódios envolvendo outros líderes políticos.

"Há algum tempo você disse que iria me humilhar. Essa é a sua forma de governar. O senhor me trata assim por causa da minha origem. Sou negro, filho de vaqueiro. Não quero ver a Bahia governada dessa forma, com chicote na mão. Nunca vou lhe chamar de mentiroso. O senhor foi prefeito de Salvador, foi deputado, e merece respeito", afirmou.

Jerônimo também citou o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União), ao dizer que ele teria sido tratado de maneira desrespeitosa por ACM Neto. Na réplica, o candidato do União Brasil disse que o governador perdeu o equilíbrio durante o debate e voltou a cobrar respostas sobre promessas de campanha.

"Quem está desequilibrado é o senhor, governador. Não é preciso nascer onde o senhor nasceu para conhecer a dor dos mais pobres. O senhor prometeu resolver os problemas da Bahia e o buraco continua lá. O senhor também prometeu a Ponte Salvador-Itaparica. Tirou foto com seus candidatos, mas até hoje não há uma estaca fincada. O senhor tenta se fazer de vítima, mas vítimas são os jovens que perdem a vida para a violência e as pessoas que morrem aguardando atendimento na regulação", declarou.

Na tréplica, Jerônimo defendeu a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e listou obras realizadas ou retomadas pelo governo federal na Bahia.

"O presidente Lula tem ajudado muito a Bahia. Quando o grupo político do senhor estava na Presidência, eu não vi esse empenho com o estado. Foi Lula quem retomou a BR-116, quem reativou a Fafen, que havia sido fechada no governo Bolsonaro, e quem garantiu a chegada da BYD após a saída da Ford. Também retomamos a Fiol. Diziam que o metrô não sairia e saiu. Agora fazem o mesmo com o VLT", respondeu.

Por Política Livre

ACM Neto encerra debate pedindo mudança na Bahia e promete repetir legado de Salvador

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) utilizou as considerações finais no debate promovido pela Band Bahia, neste domingo (9), para agradecer aos integrantes de sua chapa, fazer um balanço crítico da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pedir o voto dos baianos com a promessa de promover uma transformação no estado.

No início da fala, ACM Neto agradeceu ao candidato a vice-governador, Zé Cocá (PP), e aos candidatos ao Senado, João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), destacando a união do grupo político. O ex-prefeito de Salvador também fez um agradecimento especial à esposa, Mariana Barreto. Em seguida, direcionou o discurso ao eleitorado e questionou os resultados do atual governo.

"Será que Jerônimo merece mais quatro anos como governador da Bahia? Será que entregou tudo o que prometeu? Será que os baianos precisam continuar convivendo com a violência, a fila da regulação, a pior nota da educação do Brasil e obras que nunca saem do papel?", afirmou.

ACM Neto disse que pretende assumir a responsabilidade de governar o estado e afirmou que deseja deixar um legado semelhante ao que, segundo ele, construiu durante os oito anos em que administrou Salvador.

"Quero ser governador para chamar essa responsabilidade para mim e deixar um legado de transformação na Bahia, assim como fiz em Salvador. Tenho compromisso com a minha palavra, com a minha história e com o povo que eu amo", declarou.

Ao encerrar sua participação, o candidato reafirmou o objetivo de recolocar a Bahia em posição de destaque no cenário nacional. "Quero ver a Bahia grande novamente. É por isso que vou lutar todos os dias para ser governador do nosso estado e construir um futuro melhor para os baianos", concluiu.
Por Política Livre

Governo publica regras para o recesso de fim de ano dos servidores federais Por Folhapress

O Ministério da Gestão e da Inovação estabeleceu na sexta-feira (7) as regras do recesso de fim de ano para os servidores públicos federais. As determinações valem para empregados públicos, contratados temporários e estagiários vinculados ao Sipec (Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal).

Durante os dois períodos de recesso —21 a 25 de dezembro e 28 de dezembro a 1º de janeiro de 2027— os agentes públicos deverão se revezar para preservar os serviços essenciais. A adesão ao recesso é facultativa.

Segundo a portaria do MGI, as horas do recesso devem ser compensadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027. Servidores que exercem atividades presenciais e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) devem antecipar ou postergar a jornada diária, respeitando o horário de funcionamento do órgão.

A compensação é limitada a duas horas diárias para servidores, empregados públicos e contratados temporários, e uma hora diária para estagiários. O não cumprimento da compensação dentro do prazo resulta em desconto proporcional na remuneração.

Para quem participa do PGD, presencial ou virtual, a compensação será pelo cumprimento das entregas pactuadas no plano de trabalho equivalentes às horas a compensar.
  • Períodos de recesso: 21 a 25 de dezembro e 28 de dezembro a 1º de janeiro de 2027
  • Abrangência: Servidores públicos federais, empregados públicos, contratados temporários e estagiários
  • Adesão: Facultativa (opcional)
  • Compensação: Período de 1º de outubro de 2026 a 31 de maio de 2027
  • Limites: Máximo 2 horas/dia para servidores e 1 hora/dia para estagiários
  • Modalidades: Antecipação/postergação de jornada ou cumprimento de metas do PGD
  • Penalidade: Desconto na remuneração se não compensar no prazo

Trump compartilha artigo de Hillary no FT que diz não haver alternativa a plano para Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou neste domingo, 9, no Truth Social um artigo de opinião da ex-secretária de Estado Hillary Rodham Clinton, publicado no Financial Times. No texto, ela afirma que, embora "o mundo talvez não goste" do plano de Trump para Gaza, "não há alternativa" viável no momento.

Hillary diz haver "paralisia diplomática" quando governos deixam "o perfeito ser inimigo do possível" e afirma que Europa e parceiros tradicionais tratam com ceticismo o Board of Peace e o plano de 20 pontos para Gaza. "Mas não podemos. Nenhum de nós pode", escreveu.

Segundo ela, "não existe um arcabouço alternativo esperando nos bastidores" nem "uma coalizão rival" com proposta mais factível. Por isso, embora não seja o plano que muitos "teriam redigido", ela o descreve como "o único" com alavancagem, engajamento político e potencial de recursos para levar as partes à implementação.

A ex-chefe da diplomacia americana sustenta que, sem esse tipo de iniciativa, a crise tende a piorar e a reconstrução continuará paralisada. Clinton afirma que, sem desmilitarização e transição para fora do governo do Hamas, não haverá reconstrução significativa, nem perspectiva de retirada de Israel de áreas que, segundo ela, hoje somam 60% da Faixa de Gaza, tampouco um caminho para a autodeterminação palestina.

Hillary reconhece resistências a pontos do plano, incluindo a sequência política e disposições sobre governança e representação palestina, e a rejeição a um arranjo liderado pelos EUA e associado a Trump. Ainda assim, escreveu que "se até eu, uma oponente implacável do presidente Trump, posso aceitar que esta é a melhor opção em uma situação terrível, então certamente outros também podem".
Por Estadão Conteúdo

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

Por Fausto Macedo e Felipe de Paula / Estadão Conteúdo

Argentina precisa parar as agressões contra o Brasil para normalizar as relações, diz Mauro Vieira

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou ao jornal Clarín que a Argentina precisa "parar com as agressões" contra Lula para que as relações entre os dois países se normalizem.

Em longa entrevista ao diário argentino, o chanceler brasileiro afirmou que as relações entre Brasil e Argentina foram rebaixadas "devido às agressões do presidente argentino (Javier Milei) não apenas contra pessoas, mas contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o ministro do Supremo que teve papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os culpados."

Vieira ressaltou que "Milei não fez isso uma única vez, mas em várias ocasiões em menos de uma semana, a primeira delas na convenção" do PL. "As imagens daquele evento, aquela atitude do presidente argentino, com palavras graves, foram algo surpreendente para brasileiros e argentinos... Algo espantoso, que depois ele repetiu outras vezes."

Na semana passada, como revelou a Folha de S.Paulo, o Itamaraty informou ao embaixador argentino, Guillermo Daniel Raimondi, que ele poderia voltar para Buenos Aires, já que o governo passaria a fazer tratativas apenas com o encarregado de negócios argentino em Brasília. A saída de Raimondi do Brasil estava prevista para este domingo (9).

A medida de rebaixamento das relações bilaterais, que inclui também a permanência no Brasil de Julio Bitelli, embaixador brasileiro na Argentina, foi uma resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos dias.

O rebaixamento das relações é a mais grave crise em décadas com a Argentina, um dos principais parceiros comerciais e aliado histórico do Brasil.

O conflito com a Argentina começou no final de julho, quando o mandatário argentino Javier Milei atacou autoridades brasileiras durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo.

Em um discurso inflamado, o presidente argentino se referiu a Lula como ladrão e presidiário, e chamou de "lixo careca" o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que vetou uma visita do ultraliberal a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília.

No domingo (2), Milei renovou os ataques em uma entrevista à LN+, emissora do jornal La Nación. "Falam de interferência política na região. Se há alguém que interfere politicamente na região é Lula, contaminando-a por completo com as ideias imundas do socialismo", disse.

E continuou, chamando Lula de "vigarista" e "ladrão". "É um condenado. Saiu por meio de um recurso administrativo. Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em favor dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes, que negou a visita a Bolsonaro".

Na entrevista ao Clarin, Vieira foi indagado sobre o que Buenos Aires deveria fazer para uma retomada das relações. "É preciso ser muito claro em nome dessa relação: esse tipo de agressão deve parar imediatamente, para que possamos trabalhar na relação bilateral, que é tão importante", afirmou.

"Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade na relação bilateral."

Mauro Vieira está em Cali, na Colômbia, representando o presidente Lula da Silva na posse do presidente Abelardo de la Espriella, e conversou por telefone com o Clarín.

O chanceler chamou de "mentira completa" as acusações de Milei de que o Brasil estaria financiando uma campanha internacional contra a Argentina. "Isso é totalmente falso. Não é preciso ser economista para perceber o absurdo dessa história de pagamentos de bilhões".

Vieira também se disse surpreso de Milei chamar Lula de "comunista". "Surpreende porque o Brasil tem uma economia aberta, hoje com a menor taxa de inflação de toda a sua história, desemprego mínimo e um enorme comércio exterior, além de enormes reservas internacionais. É um país que opera com um modelo capitalista."

Apesar das críticas de Milei à condução que Lula faz da economia brasileira, na comparação com o Brasil, a Argentina tem inflação e desemprego superiores, e menor volume de reservas internacionais.

Vieira também abordou a crise entre Brasil e EUA e a suspensão do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, pelo governo americano. "Isso sem dúvida faz parte da ofensiva de interferência nas eleições".

O governo Trump afirmou se tratar de um ato de reciprocidade, porque o Brasil não concedeu o agrément a Daniel Perez, requisitado por Washington em 30 de junho.

"A suspensão do visto da embaixadora do Brasil teve como objetivo pressionar pela aceitação desse candidato, mas a Convenção de Viena não estabelece prazos para a concessão do agrément. Nós sequer encaminhamos o pedido ao presidente Lula, porque ele está muito ocupado a dois meses das eleições", disse o chanceler.
Por Patrícia Campos Mello / Folhapress

Partidos repetem irregularidades no uso de verba pública, mas punições são brandas

Os partidos políticos pagaram R$ 341 milhões à União nos últimos cinco anos em multas por irregularidades no manejo de recursos públicos e outras infrações eleitorais ao mesmo tempo em que continuam a ter problemas com o uso da verba.

Os números constam de diferentes planilhas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que discriminam os repasses do fundo partidário. Embora elevados, os R$ 341 milhões representam cerca de 5% dos R$ 6,6 bilhões repassados à manutenção das legendas no período.

Além do fundo partidário há também o fundo eleitoral, que repassará neste ano R$ 4,96 bilhões às legendas para financiar as campanhas de seus respectivos candidatos.

Os pagamentos à União se dão por irregularidades tanto nas contas partidárias como nas eleitorais. A lista inclui despesas não comprovadas, contratações indevidas, descumprimento a contas de gênero ou propaganda antecipada --infração da qual tanto Lula (PT) como Flávio Bolsonaro (PL) foram acusados recentemente, com multa de R$ 15 mil expedida no caso do petista.

A legislação permite que sanções do gênero sejam pagas com recursos do próprio fundo. Em geral, os pagamentos são descontados e enviados ao Tesouro Nacional no momento em que as cotas de cada partido são distribuídas.

Os valores variam porque dependem de fatores como o número de pendências ativas naquele mês e a aprovação ou não de normas que perdoam dívidas das legendas, o que ocorreu em quatro ocasiões nos últimos sete anos.

O ano com maior incidência de pagamentos se deu em 2023, quando partidos pagaram R$ 117 milhões por irregularidades, valor que caiu drasticamente nos anos seguintes ante uma anistia promulgada pelo Congresso em agosto de 2024. O projeto na época tramitou na Câmara e no Senado em menos de três meses.

Os pagamentos de julho, por exemplo, envolvem 90 processos distintos que atingem 18 dos 19 partidos com acesso ao fundo. Os casos são em sua maioria antigos --a Justiça Eleitoral tem até cinco anos para analisar as contas das legendas.

A sigla mais penalizada neste ano foi o PP, que pagou R$ 8,9 milhões de janeiro a julho. O principal débito envolvia uma punição por omitir despesas e repasses a diretórios e candidatos nas eleições de 2016, mas a sigla foi alvo de processos que resultaram em multas em 2015, 2019 e 2022.

Outro caso envolve o diretório da sigla em Cachoeira do Sul (RS). A Justiça rejeitou as contas da agremiação ao constatar saques em espécie e recibos inidôneos para justificar despesas --os documentos foram "fabricados", segundo a sentença.

A Justiça Eleitoral viu "indícios de ilícitos penais nos gastos do fundo partidário" e encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral, que não respondeu se a apuração seguiu adiante. O partido foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu.

Maior partido da Câmara, o PL recolheu R$ 4,6 milhões por irregularidades nas contas nacionais de 2011, quando ainda se chamava Partido da República, e problemas em gastos da legenda no Piauí em 2020. A sigla não respondeu às tentativas de contato feitas pela reportagem.

Segunda maior bancada, o PT devolveu R$ 2,5 milhões à União por pendências nos gastos de 2009, num caso ainda relacionado ao escândalo do mensalão. A parcela de julho, de R$ 342 mil, foi a 90ª das 150 a serem pagas. O partido também não se pronunciou a respeito.

O fundo partidário foi criado em 1965 e resulta da soma de duas fontes principais: a verba reservada no Orçamento e os valores arrecadados com multas por infrações eleitorais. "É um sistema feito para não funcionar", diz o professor de direito eleitoral da EPD (Escola Paulista de Direito) Alberto Rollo.
Na avaliação dele, de nada adianta o rigor da Justiça Eleitoral se o arcabouço legal à sua disposição privilegia os partidos. "A Justiça aplica a lei", afirma.

Nenhum dirigente partidário responde pelo prejuízo, a não ser que em caso de comprovada má-fé. A legislação só responsabiliza dirigentes das legendas por "conduta dolosa [intencional] que resulte em enriquecimento ilícito e lesão ao patrimônio do partido".

Em 2019, por exemplo, moradores da Grande São Paulo abriram uma comissão do Podemos em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior do estado, e receberam R$ 536,8 mil do fundo partidário. Repassaram os valores a terceiros e nunca prestaram contas à Justiça Eleitoral.

A sigla era presidida por Juraci Barbosa, ex-assessor do deputado Marco Feliciano (hoje PL, na época Podemos) e tinha na tesouraria Fábio de Oliveira Silva, que já prestou serviços ao parlamentar.
Entre os beneficiados, por sua vez, estava a contadora Fátima de Jesus Chaves, que por anos assinou pela contabilidade nacional do Podemos.

A sigla tentou se explicar à Justiça, mas a sentença do caso apontou que houve notas fiscais rasuradas e documentos fabricados para justificar os desvios.

Fábio e Juraci foram denunciados sob acusação de apropriação indébita e firmaram um ANPP (Acordo de Não Persecução Penal) pelo qual confessaram os desvios e devolveram os valores. Eles também prestariam serviços à comunidade, mas pagaram quatro salários mínimos em vez disso e o caso acabou encerrado.

A defesa dos dois disse que os autos foram arquivados após o cumprimento do acordo, "não gerando qualquer tipo de condenação".

A assessoria de Feliciano disse que o deputado não sabia dos fatos e nem tem vínculo com o caso. Disse também que a relação com Juraci foi "estritamente funcional e temporária". A reportagem procurou Fátima por email e telefone, mas ela não foi localizada.

Já o Podemos declarou que os envolvidos eram prestadores de serviço sem ligação direta com o partido. Afirmou também que o episódio provocou a alteração de uma série de regras de controle interno na sigla.

Há irregularidades menores.

Em abril, o TSE negou um recurso do PSD do Espírito Santo contra decisão que rejeitou suas contas de 2021. A legenda comprou três aparelhos de ar-condicionado para a sede do partido, uma sala alugada de 25 m², sendo que dois deles já refrigerariam sozinhos um ambiente de 27 m².

O diretório capixaba do PSD disse que apresentaria explicações à reportagem, mas não deu resposta.
Para estudiosos do modelo, nem todos os problemas aparecem.

"São bilhões de reais gastos num curto espaço de tempo e um número de servidores limitado, por mais qualificados que eles sejam", diz o advogado Renato Ribeiro de Almeida, doutor em direito eleitoral pela USP e autor do livro "Financiamento dos Partidos Políticos no Brasil".

Almeida diz não ser contra o fundo partidário --que para ele evita a captura da política pelo poder financeiro--, mas diz que o modelo precisa ser melhorado.

"O sistema partidário brasileiro sofre de uma fragmentação excessiva, sem ideologias claras, e os fundos acabam condicionados a interesses de conveniência ou fisiologismo", afirma. A legislação que rege as agremiações, segundo ele, é um retrato disso.

O TSE disse ter 30 servidores para analisar as contas partidárias e que há hoje 144 processos em aberto relacionados às contas dos últimos cinco anos.

Afirmou também que o período para analisar o balanço é de cinco anos, prazo que pode cair se o Senado der sequência a um projeto aprovado pela Câmara em maio que estabeleceu uma série de mudanças na Lei dos Partidos Políticos.

Além de restringir o bloqueio de recursos das siglas, o texto obriga a consultoria da Justiça Eleitoral a se manifestar sobre as contas dentro de um ano; do contrário, a aprovação é automática.

Gerente do Centro de Conhecimento Anticorrupção da ONG Transparência Internacional, Guilherme France disse depois da votação que o texto "fragiliza mecanismos de fiscalização e promove a impunidade dos partidos políticos".

Por André Fleury Moraes e Buno Ribeiro / Folhapress

Kassio Nunes defende urna e diz que desacreditar sistema de votação é desconvidar eleitor Por José Marques / Folhapress

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, voltou a defender as urnas eletrônicas neste domingo (9) e disse que "desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor a comparecer".

A fala do ministro vem na esteira de recentes manifestações do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas em um evento com diplomatas em Brasília. Depois, ele afirmou que aceitará o resultado delas e disse acreditar que o TSE será diferente de 2022.

Kassio fez a fala na Corrida Pela Democracia, evento promovido pelo tribunal eleitoral no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília.

Os participantes podiam disputar três provas: uma caminhada participativa de 2,5 km, uma corrida de 5 km ou uma corrida de 10 km.

Kassio fez o discurso de abertura e depois participou da entrega de troféus no evento, mas não correu.

A corrida encerra uma série de ações promovidas pelo TSE e pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) em defesa das urnas e do sistema de votação eletrônico.

O ministro afirmou que o TSE e nove TREs fizeram aberturas das urnas eletrônicas, para mostrar como elas funcionam, e que essa semana "foi um marco para demostrar transparência e segurança do nosso sistema de votação".

"Espero que a desinformação tenha saído menor, desapequenada nesta semana", disse Kassio.
No início de agosto, ele já havia dito a transparência do sistema eleitoral é um dos pilares da confiança da sociedade na condução das eleições.

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