Garis e margaridas voltam gradativamente após avanços em negociações com empresas

Trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana voltam ao trabalho de forma gradativa na Bahia
A greve nacional dos garis e margaridas para pressionar a votação do PL 4146 no Senado Federal termina na Bahia, seguindo assembleia de sindicatos do país. No estado baiano, o SindilimpBA informa que há avanços em negociações com empresas para garantia de benefícios, mas que a greve acabou.

Nesta terça-feira (23), a coordenadora-geral do sindicato Ana Angélica Rabello confirmou que a greve avançou com a conquista de benefícios, que os trabalhadores e trabalhadoras não tinham no período junino.

"A greve acabou, mas precisamos apoiar os garis e margaridas e reforçar a valorização deles como profissionais e garantir os direitos trabalhistas. Salário base, carga horária definida, índice de insalubridade, aposentadoria especial entre outros benefícios como qualquer trabalhador deste país. É um reparo histórico que precisa ser reconhecido urgente no Senado", volta a cobrar Ana Angélica.

Ela também apresentou alguns avanços para os trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana na Bahia. Segundo Ana, o SindilimpBA conseguiu avanços. Ana diz ainda que a varrição volta, e que nas assembleais os trabalhadores aceitaram as conquistas.

"Na verdade o que avançamos foi horas extras no dia do São João, além de uma folga, que não tinha, e a escala 5x2, continua na mesa de negociação. Tem ainda 40% para o trabalhador da especial, que continua na luta. A briga para aprovação do PL dos Garis e Margaridas segue no Senado", completa Ana.

Por Redação/Politica Livre

Polícia prende servidores do BRB por golpe contra mais de 3.500 aposentados

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira (23) três servidores do BRB (Banco de Brasília) por suspeita de envolvimento em descontos associativos feitos sem autorização em contas de aposentados e pensionistas.

As prisões foram realizadas na Operação Parasitas, que apura descontos ilegais a aposentados e pensionistas. A ação aponta que associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários.

Segundo as investigações da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes) da Polícia Civil, mais de 3.500 contas podem ter sido atingidas, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões. As vítimas relataram não ter autorizado os descontos.

Outros 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Além das prisões preventivas, também foram realizadas buscas nas sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema. Os mandados são cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais.

O BRB afirma em nota que a ação foi originada em denúncia do próprio banco. A instituição financeira aponta que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração e reforça que qualquer irregularidade será punida com os "procedimentos normativamente estabelecidos".

Afirma, ainda, que os servidores foram afastados das funções em medida administrativa. Segundo o banco, o desligamento persistirá até a conclusão das investigações e a verificação de eventual responsabilidade dos profissionais.

"O BRB repudia quaisquer práticas criminosas, em especial aquelas que violem direitos de públicos vulneráveis, e reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e sua colaboração permanente e integral com as autoridades competentes", reforçou o banco.

A participação de terceiros também é investigada pelos agentes. A investigação aponta que outras pessoas estão ligadas à operacionalização dos descontos e à manutenção do modelo de arrecadação investigado.
Por Folhapress

Polícia Civil desarticula laboratório de drogas e apreende fuzil e mais de 160 quilos de cocaína em Cafarnaum

Operação Timeline, desdobramento da Operação Strike, causou prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões ao crime organizado.
Um laboratório de drogas foi desarticulado na noite de segunda-feira (22), no município de Cafarnaum, durante diligências da Operação Timeline. Na ação, foram apreendidos um fuzil calibre 7.62, além de aproximadamente 160 quilos de cocaína, entre pasta base e insumos utilizados na fabricação da droga.

A operação é um desdobramento da Operação Strike, que investiga uma organização criminosa atuante nos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios e lavagem de dinheiro na região de Jacobina. As apurações indicam ainda a atuação do grupo em áreas da Chapada Diamantina, com atividades de distribuição, armazenamento e comercialização de entorpecentes.

Após ações de inteligência, a Polícia Civil da Bahia antecipou a deflagração da Operação Timeline e localizou um imóvel utilizado como laboratório de drogas no povoado de Grama 1, zona rural de Cafarnaum.

Durante a incursão, também foram apreendidos nove quilos de cocaína em tabletes, cerca de 10 mil sementes de maconha, aproximadamente 2.143 munições de diversos calibres (7.62, 5.56, .40, 9 mm, .380 e 12), além de carregadores de fuzil e três prensas hidráulicas utilizadas na produção dos entorpecentes.

A ação foi realizada por policiais civis do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Chapada), da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê).

Com a apreensão do material, a Polícia Civil estima um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao grupo criminoso. As diligências seguem em andamento para identificar e localizar os demais envolvidos.
Fonte
Guilherme Santos/Ascom PCBA

Irmão de Adolpho Loyola seria um dos donos de empresa acusada de dar calote em artistas

Uma matéria veiculada pelo Jornal da Manhã, exibido pela Rede Globo, revelou, através de entrevista com diversos artistas, que o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Teixeira de Freitas, David Loyola, seria um dos proprietários da empresa Usina Mix, acusada de dar calote em diversos artistas, além de superfaturamento em contratação de artistas através de cachês milionários, em sua maioria superfaturados.

Segundo o Jornal da Manhã, através da empresa Usina Mix, contratos milionários eram assinados com artistas, através de shows e eventos, que recebiam até 800 vezes menos dos valores que constavam nas notas fiscais.

Um esquema envolvendo produtoras de shows, que durou pelo menos de 2015 a 2024, superfaturou em milhões os cachês de artistas pagos com verba pública e sem licitação, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur).

David Loyola é irmão de Adolpho Loyola, secretário da Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia. Segundo a matéria exibida pela Rede Globo na sexta-feira (19), no Extremo Sul da Bahia diversas prefeituras contrataram a empresa acusada de promover as fraudes, a Usina Mix, para realização de eventos e shows.
Por Política Livre

Lula: 'Não me candidatei a presidente para fazer coisa para rico, rico não precisa do governo'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 23, que não se candidatou à Presidência da República para destinar iniciativas aos mais ricos. Na fala de tom eleitoral e voltada para pessoas de menor renda, o presidente afirmou que quem precisa do governo federal são os pobres e a classe média.

"Não me candidatei a presidente da República para fazer coisa para rico, o rico não precisa do governo. Quem precisa do governo são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias profissionais", declarou o presidente durante a inauguração de um trecho da Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.

Como costume nas agendas pelo País, Lula disse que foram os governos petistas que forneceram mais investimentos para os Estados, neste caso, para o Rio de Janeiro. "Queria que vocês pesquisassem para saber se, na história da República, houve um presidente que colocou mais dinheiro no Rio de Janeiro do que eu e a Dilma Rousseff. (...) Eu duvido que algum governador tenha recebido de algum presidente mais ajuda do que receberam nos governos Lula e Dilma", declarou.

Lula inaugurou nesta terça, a primeira etapa das obras do trecho da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. Foram lançados quatro quilômetros de pista de subida. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão.
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi/Estadão Conteúdo

Saiba mais sobre o banco do bispo Edir Macedo- Por Júlia Moura/Folhapress

Alvo de nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, da Polícia Federal, nesta terça-feira (23), o Digimais teve seu controle adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2020. Antes, o banco se chamava Renner e pertencia à família que fundou a varejista de roupas.

Segundo interlocutores, o dono da Record TV e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus buscava, com a instituição, canalizar a parte financeira de suas operações, em especial da Igreja Universal.

Com a aquisição, o nome mudou para Digimais, a sede foi transferida do Rio Grande do Sul para São Paulo e Macedo colocou o bispo João Luiz Urbaneja para comandar a instituição.

Até então, o foco era o financiamento de veículos no estado gaúcho, mas a nova direção começou a diversificar a receita, comprando carteiras de crédito e títulos e valores mobiliários. Segundo dados de março de 2026, divulgados pela plataforma IF Data do Banco Central, o banco tinha R$ 10 bilhões em ativos.

Mais recentemente, o banco também passou a originar crédito consignado, com contratos com a Prefeitura de São Paulo. Porém, a carteira de crédito de R$ 1,57 bilhão ainda é em sua maioria de financiamento de veículos, seguida de consignado.

No primeiro trimestre, a instituição reportou um prejuízo líquido de R$ 108,35 milhões. No ano passado, o balanço apontou lucro líquido de R$ 31 milhões.

Há anos o banco enfrenta deterioração financeira e Edir Macedo precisou injetar recursos na instituição, ao passo que começou a tentar vendê-lo.

O estresse financeiro se refletiu na alta rentabilidade dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) oferecidos pelo Digimais, que chegou a 130% do CDI, acima da média do mercado, levantando alertas.

Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, chegou a anunciar a aquisição em janeiro de 2025, em troca de uma injeção de R$ 800 milhões no Digimais, mas o negócio foi cancelado dois meses depois, com o avanço das investigações sobre Quadrado.

Para facilitar a venda, Macedo deu a administração do banco para um executivo com mais experiência no setor. Desde o fim de 2025, a instituição é comandada por Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, que tem a missão de deixar a casa em ordem e vendê-la. Já o bispo Urbaneja ficou no comando do conselho de administração.

Em abril deste ano, o BTG Pactual anunciou acordo para adquirir a instituição. A informação foi confirmada pelo banco de André Esteves em comunicado ao mercado. O Digimais não se pronunciou. Procurado nesta terça, o BTG disse que não iria comentar.

A Folha apurou com pessoas próximas ao assunto que a conclusão da transação dependia de uma série de tratativas, inclusive um acerto com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para financiar a transação. Outras instituições financeiras interessadas no Digimais também poderiam entrar em uma eventual disputa pelo banco de Edir Macedo com patrocínio do fundo. Na prática, outros proponentes poderiam fazer uma oferta de compra do banco.

No comunicado, o BTG afirmou que o objetivo da disputa é estabelecer um valor de referência para a alienação da totalidade das ações do Digimais, "em um processo competitivo a ser oportunamente lançado". Entre outros fatores, será necessária a aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Nos bastidores, a venda era vista com bons olhos por ser uma forma de evitar uma eventual liquidação do Digimais, cujos depósitos teriam que ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a alienação para outro banco, a tendência é que as perdas do fundo sejam menores, mesmo que o FGC tenha que cobrir parte do passivo.

RAIO-X | Digimais em 2025

Fundação: 1981
Lucro líquido: R$ R$ 31 milhões
Patrimônio líquido: R$ 787,3 milhões
Concorrentes: Santander, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil

Bilionário e fundador da Igreja Universal; conheça Edir Macedo, dono de banco alvo da PF

O Banco Digimais, alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23) pertence ao bispo Edir Macedo, 81. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono do Grupo Record de comunicação, tem patrimônio estimado de R$ 9,6 bilhões, segundo lista de bilionários da Forbes.

Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 1945. Criado em família católica, tornou-se protestante aos 19. No início da vida adulta, trabalhou em órgãos públicos do estado natal. Criou, em 1975, a instituição Cruzada Religiosa do Caminho Eterno.

Dois anos depois, ao lado do cunhado Romildo Ribeiro Soares —conhecido como R. R. Soares— deu início à Universal. Em 1980, a parceria foi rompida e Soares fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Nos primeiros oito anos, a Universal chegou a 195 templos em 15 estados brasileiros, segundo a própria instituição. Quando Edir Macedo iniciou a compra da TV Record, em 1989, somava 571 espaços religiosos dentro e fora do Brasil. Hoje a igreja de Macedo está em 150 países, segundo a Universal, e prega o evangelho em 102 línguas.

O bispo adquiriu a TV Record por US$ 45 milhões em valores da época (cerca de R$ 620 milhões hoje). A rede de televisão pertencia antes ao grupo Sílvio Santos e à familia Machado de Carvalho. Para garantir a operação, Macedo não participou das negociações.

Em 1992, o bispo foi preso em São Paulo sob acusação de charlatanismo. O Ministério Público de São Paulo alegava que o patrimônio de Macedo bispo seria proveniente, na maioria, da atividade à frente da Igreja Universal. A prisão durou 11 dias e terminou após pressão de fieis e artistas, e o caso foi arquivado.

Na política, sempre esteve próximo do poder. Apoiou todos os presidentes eleitos desde a redemocratização. Em 2022, declarou voto em Jair Bolsonaro (PL), mas declarou logo após o resultado do segundo turno que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito por vontade de Deus.

A entrada de Edir Macedo no mundo financeiro se deu em 2020, quando ele comprou o antigo banco Renner, ligado à família que fundou a varejista de roupas. Com a aquisição, o nome mudou para Digimais, a sede foi transferida do Rio Grande do Sul para São Paulo. Macedo, por meio do grupo Record, já era acionista minoritário do banco desde 2009.
Por Folhapress

Digimais replicou tática do Master de superavaliar ativos com rentabilidade desproporcional, diz PF

A Polícia Federal (PF) acusa o Banco Digimais de ter replicado a tática usada pelo Banco Master
A Polícia Federal (PF) acusa o Banco Digimais de ter replicado a tática usada pelo Banco Master, aproveitando da confiança dos depositantes na proteção institucional proporcionada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Assim, a direção do banco teria superavaliado ativos “mediante a emissão de títulos com rentabilidade desproporcionais aos indicadores de mercado”.

De acordo com os policiais responsáveis pela investigação sobre o banco do bispo Edir Macedo, o desdobramento das operações financeiras sob investigação culmina na proposta de alienação do controle societário do Banco Digimais ao Banco BTG Pactual. Trata-se, segundo os federais, de “uma transação de mercado que, segundo informações oriundas de fontes abertas , encontra-se estritamente condicionada à injeção estrutural de recursos por parte do FGC”.

A necessidade de aporte para a concretizar a venda seria de R$ 7 bilhões, montante que seria destinado a cobrir o déficit do Digimais. Para os federais, isso significa que o prejuízo seria repassado em larga medida ao FGC, evidenciando a “concretização da transferência do risco inerente à atividade bancária, uma vez que permite aos operadores e administradores do Banco Digimais eximirem-se da obrigação de suportar o passivo resultante das suas condutas de gestão, consolidando a terceirização do ônus financeiro para a referida entidade garantidora”.

Ou seja, cria-se desta forma uma “dinâmica”, na qual os “causadores da insolvência” repassam “a integralidade do prejuízo para o sistema de proteção, logrando isolar os seus respectivos patrimônios dos resultados da atividade desempenhada e afastando-se da operação sem arcar com a responsabilidade pecuniária pelas obrigações contraídas”. Caso a operação com o BTG não se concretiza, afirmaram os federais a liquidação do banco der Macedo poderia ser decretada.

Para os federais, assim, a direção do banco preservaria seus patrimônios pessoais, transferindo o ônus do desequilíbrio contábil da instituição para o sistema de proteção institucional. Para a PF, isso configuraria um “desvio da finalidade da norma e da própria instituição garantidora”.

É assim que os federais concluem no documento enviado à Justiça que “o uso dos instrumentos de assistência em cenários de delitos de autoria de controladores ou de administradores culminaria na blindagem de pessoas que operam à margem da lei, fato que se opõe ao propósito de resguardar as poupanças de cidadãos e a manutenção de confiança no sistema”.

Histórico do banco e a liquidação do Master

Os federais analisaram ainda o histórico do Banco Digimais, desde quando ele ainda se chamava Banco Renner. Fundado em 1981 na cidade de Porto Alegre, ele pertencia à família Renner, direcionando as suas atividades para a concessão de crédito para o segmento de empréstimos consignados e para o financiamento de veículos, estruturando uma carteira de clientes voltada ao varejo.

Em 2009, o grupo Record comprou 40% das ações do Renner. Mas a formalização dessa operação de ingresso de novos acionistas só obteve a confirmação do Banco Central em 2013, quando foi adquirido o montante de 49% do Renner por Edir Macedo e sua mulher, Ester Bezerra. A compra do restante do banco pelo casal aconteceu em 2020, com a mudança do nome do banco para Digimais.

“Nos anos subsequentes, a administração do banco Digimais implementou rotinas de captação de recursos e de cessão de crédito que, conforme documentado pelas autoridades de fiscalização, resultaram em descompassos nos balanços contábeis e na apuração de um patrimônio líquido a descoberto na ordem de bilhões de reais no início de 2026″, afirmaram os federais.

E foi, de acordo com a PF, em razão da ausência de liquidez para honrar compromisso que em abril de 2026 Macedo concordou em vender seu banco para o BTG. Segundo a PF, pós a liquidação do banco Master, “evidenciou-se uma exposição de aproximadamente de R$ 600 milhões do banco Digimais a carteiras de crédito” do Master, “cujos ativos passaram a ser objeto de questionamentos quanto à qualidade, lastro e regularidade documental”.

Em janeiro de 2025, houve uma tentativa de aquisição do Digimais por Maurício Quadrado, executivo egresso do Master, por meio do Bluebank, mas a operção foi vetada pelo BC. De acordo com informação policial produzida pela PF, “uma controversa operação de cessão de créditos no montante estimado de R$ 660 milhões ao fundo FIDC EXP 1, ocorrida em março de 2025, resultou em um litígio judicial motivado pela denúncia de que os títulos cedidos pelo Digimais apresentavam inconsistências e ausência de lastro documental exigível”.

A denúncia do BC

Foi nesse contexto que a PF recebeu do Banco Central o processo eletrônico 303924 de supervisão bancária no qual a fiscalização do banco dizia ter identificado a existência de irregularidades cometidas por gestores do Digimais, “as quais configurariam fatos criminosos. O BC informava que havia encaminhado tudo ao Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a notícia do BC, constatou manobras de contabilidade perpetradas pelos diretores Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e por Rodrigo Ruggero, este último diretor de contabilidade da instituição financeira, “em conluio com a pessoa jurídica B.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES, na qualidade de controladora da instituição de finanças”.

A engrenagem, a engrenagem teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados, cujos valores foram registrados nos balanços da instituição pelo montante de R$ 741.348.945,70. Ao mesmo tempo, o fundo é detentor de direitos de crédito originados de uma ação de indenização ajuizada no ano de 1967 por herdeiros da Família Villela em face da União, tratando-se de direitos que foram adquiridos em etapas mediante a utilização de veículos de investimento.

Em fevereiro de 2023, ocorreu a primeira etapa de aquisições, quando o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizado adquiriu 7,7% do crédito de indenização pela quantia de R$ 9 milhões. Em seguida, Em seguida, essa parcela foi transferida para o Fundo Guidare, momento em que ocorreu uma reavaliação do ativo para R$ 100 milhões, baseado em pareceres de direito, com a integralização no RIO DOCE FIDC NP.

A operação não terminou aí. Na sequência, em junho de 2023, repetiu-se o procedimento com outra parcela de 9,25%, adquirida por R$ 22 milhões e reavaliada para R$ 130 milhões, de modo que os ativos totais adquiridos por R$ 31 milhões passaram a figurar nos registros de patrimônio por R$ 230 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais S.A. em função da valorização das cotas do fundo”, afirmaram os federais.

Ainda segundo a PF, com base no documento do BC, em uma segunda etapa da operação, realizada no mês de setembro de 2023 diretamente no âmbito do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditório Não-Padronizados, “concretizaram-se mais duas compras de direitos de crédito junto aos membros da Família Villela, cada uma no importe de R$ 20 milhões”.

Segundo a PF, novamente, as aquisições passaram por procedimento de reavaliação e atingiram a monta de R$ 174.590.281,80 cada, o que elevou o registro de patrimônio do fundo para o patamar de R$ 741.348.945,70, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”.

No curso de suas atividades de auditoria de contas, o BC constatou a infração “às normas nas reavaliações de patrimônio e, por intermédio de termo de comparecimento lavrado no dia 26 de outubro de 2023, determinou a reversão das rendas com o objetivo de que os valores das cotas retornassem ao custo de aquisição de R$ 71 milhões”. O Digimais então solicitou o parcelamento do impacto na contabilidade do banco ao longo de cinco anos.

Mas, a despeito da determinação do BC, no dia 29 de dezembro de 2025, o Digimais celebrou contrato de compra e venda a prazo das cotas de fundos com a sua controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações, pelo valor total de R$ 741.348.945,70, sem que houvesse ingresso de recursos no caixa da instituição financeiras. Havia ainda previsão de pagamento estipulada para o ano de 2032 e, segundo a PF, “com a reversão das provisões que haviam sido determinadas pelo Banco Central”.

Em razão disso, a equipe de fiscalização do BC verificou que o contrato de alienação de cotas resultou na manutenção dos valores gerados pelas reavaliações de ativos nos demonstrativos de contabilidade do Digimais, com o registro “sob a rubrica de valores a receber do controlador, o que funcionou como via de burla à determinação de correção outrora proferida”.

Por isso, no relatório encaminhado à PF, o BC foi taxativo: “a operação suplantou os limites de exposição de crédito previstos nas normativas do Conselho Monetário Nacional (Resolução CMN nº 4.693/2018, que regulamenta o art. 34 da Lei nº 4.595/1964), visto que a transação excedeu o teto de 10% do PLA (patrimônio líquido ajustado) da instituição, o que gerou uma extrapolação de limite na ordem de R$ 699.635.653,47″.

Além disso, o documento do Banco Central apontou que a operação financeira previu a incidência de IPCA + 0,5% ao ano, o que “caracteriza a remuneração de capital no tempo e transmuta a operação em um financiamento ao controlador, reforçando os indícios de operação vedada pelo art. 17 da Lei 7492/86 (Lei de Crimes do Colarinho Branco)″. A razão disso é que a “adoção de um indexador inflacionário somado a juros reais caracteriza típica remuneração de capital no tempo, elemento essencial das operações de crédito”.

É a famosa operação ‘Zé com Zé’, conforme publicado pelo Estadão. Ou nas palavras da PF: “o Banco estaria financiando o controlador no tempo, assumindo o risco de crédito decorrente do prazo, passando o controlador a ser devedor do Banco”. Assim, o Digimais manteria a aparência de boa saúde de suas finanças em seus balanços, induzindo a erro investidores do mercado e o próprio BC.

Ou ainda segundo a investigação da PF, “a articulação em sucessão de fundos de investimentos para mascarar a aquisição de direitos creditórios por valores em inferioridade aos declarados no passo de avaliação, com a utilização de pareceres com o intuito de inflar o patrimônio da instituição de finanças, configura indícios de crime de gestão fraudulenta, delito previsto no artigo 4º da Lei nº 7.492/1986″.

Os federais concluíram que a inserção e a manutenção de elementos em desconformidade com a realidade de patrimônio nos demonstrativos de contabilidade, após a determinação de correção por parte da autarquia monetária, “alinham-se ao tipo de penalidade do artigo 10 da mesma Lei nº 7.492/1986, visto que a manobra de venda a prazo das cotas objetivou manter a aparência de riqueza nos balanços da instituição financeira”.

Por fim, a venda das cotas em estrutura que beneficia a empresa controladora, com desrespeito aos tetos de limite de crédito e com previsão de remuneração de capital em prazo de anos, amolda-se à conduta tipificada no artigo 17 da Lei nº 7.492/1986, que veda a concessão de empréstimos e de adiantamentos a partes com relação de controle.

Por Luiz Vassallo, Marcelo Godoy e Fausto Macedo/Estadão Conteúdo

São João no Pelourinho reúne multidão com shows de Canários do Reino, Mastruz com Leite, Falamansa e outras atrações nesta segunda-feira

O São João da Bahia segue movimentado no Centro Histórico de Salvador e atraindo milhares de pessoas ao Pelourinho. Nesta segunda-feira (22), baianos e turistas lotaram largos e praças para acompanhar uma programação marcada pelo forró tradicional, pela diversidade musical e pelo clima típico dos festejos juninos.

No Largo do Pelourinho, um dos espaços mais disputados da festa, os shows de Canários do Reino, Mastruz com Leite e Falamansa embalaram o público com sucessos que atravessam gerações. Entre casais dançando forró e grupos cantando em coro os clássicos do gênero, a noite reafirmou a força da tradição nordestina no principal palco junino da capital baiana.

A estudante Mariana Oliveira, de Feira de Santana, visitou o evento pela primeira vez e aprovou a experiência. “É a primeira vez que venho ao São João do Pelourinho e estou achando tudo muito organizado. Os shows são ótimos, a energia do lugar é diferente e dá vontade de ficar a noite toda”, afirmou.
Para os artistas, a festa cumpre um papel importante na valorização da cultura popular e na democratização do acesso aos festejos. “É muito importante ver uma festa desse tamanho aberta para todos, valorizando nossa cultura e aproximando as pessoas do São João”, destacou Aline Fernandes, da banda Canários do Reino.

O cantor Vaqueiro Karkará também ressaltou a importância do investimento público para fortalecer as tradições nordestinas. “Esse incentivo fortalece a tradição e permite que baianos e turistas aproveitem gratuitamente grandes apresentações”, disse o vocalista da Canários do Reino.

A programação segue ao longo da noite em diferentes espaços do Centro Histórico. Na Praça Quincas Berro D’Água, Gerônimo e Carla Cristina comandam a festa com repertórios que dialogam com diferentes vertentes da música baiana. No Terreiro de Jesus, Arnaldo Neto e Forró Casa Nova mantêm vivo o autêntico clima junino. Já na Praça Tereza Batista, Luciano Calazans e João Vaqueiro levam ao público mais uma noite dedicada à música nordestina.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA

São João de Serrinha movimenta economia, fortalece tradições e atrai milhares de visitantes

Com apoio do Governo do Estado, festa reúne grandes atrações, gera renda para trabalhadores locais e reforça a cultura junina no interior baiano


Tradição, geração de renda e valorização da cultura popular fazem de Serrinha um dos principais destinos do São João da Bahia 2026. Com uma programação que reúne artistas regionais e grandes nomes da música nacional, a cidade atrai milhares de visitantes e mantém viva a essência dos festejos juninos. Nesta segunda-feira (22), o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou a festa na cidade.
Durante a visita, o governador destacou a importância dos festejos para a preservação das tradições nordestinas e para o desenvolvimento dos municípios. “Até agora, estamos tendo um São João de muita paz e tranquilidade. É importante fortalecer as nossas tradições, valorizar a cultura e manter vivo o forró raiz. Espero que este São João possa gerar renda para as pessoas que trabalham, fortalecer o comércio e movimentar a economia dos municípios”, afirmou Jerônimo.

O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, ressaltou que os festejos juninos representam uma das maiores expressões da diversidade cultural baiana. “Dos eventos mais intimistas aos grandes festejos, o São João fortalece as tradições e movimenta a economia. Em Serrinha, o Governo do Estado está presente, apoiando a cultura e garantindo ações para que baianos e turistas aproveitem a festa com segurança”, destacou.

Neste ano, o Governo do Estado destinou mais de R$ 146 milhões para o apoio direto aos municípios que realizam festejos juninos. A expectativa é que as celebrações movimentem entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bilhões em toda a Bahia, impulsionando setores como comércio, turismo, serviços, transporte e economia informal.
Para quem trabalha durante o período, o impacto é percebido na prática. Há mais de 30 anos vendendo milho e amendoim em Serrinha, Romilda dos Santos comemora a oportunidade de uma renda extra. “A época do São João é muito boa porque as vendas aumentam com a chegada dos turistas e a cidade fica cheia de movimento. Tem muita atração boa e a expectativa é grande para os próximos dias de festa”, contou.

A programação diversificada e a combinação entre tradição e atrações contemporâneas também têm atraído visitantes de diversas cidades da região. Moradora de Conceição do Coité, Renata Góis escolheu Serrinha para viver os festejos deste ano e já planeja retornar. “Foi a primeira vez que eu vim e me apaixonei. Tem atrações para todos os gostos, um clima tranquilo e uma festa muito bonita. Agora vou vir todos os anos”, afirmou.

A programação desta segunda-feira contou com atrações de destaque, como Bell Marques, Tarcísio do Acordeon, Tayrone, Eric Land, Alcymar Monteiro, Forró dos Plays, Panda, Nalldo Motta e Grupo Benzadeus.

Repórter: Leo Moreira/GOVBA

Gilmar diz que houve 'entusiasmo juvenil' com código de ética e vê falta de diálogo com Fachin

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes voltou a criticar a proposta de código de ética defendida pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (22).

O decano do tribunal afirmou que houve um "entusiasmo juvenil" em torno "código do Fachin". Ele também criticou a falta de diálogo interno sobre as regras de conduta.

Para Gilmar, Fachin conversou mais com juristas de fora do tribunal do que com os próprios membros da corte. "Ele se reuniu talvez mais com pessoas que o aconselharam, aqui de São Paulo, e menos com os colegas."

O decano também reclamou do momento em que a proposta foi tornada pública, no contexto das acusações contra os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

"Obviamente que isso não ia reunir o colegiado, não ia reunir votos", disse.

"Aguardemos", afirmou ao ser perguntado sobre o melhor momento para a aprovação da proposta.

A discussão sobre a proposta coincidiu com a revelação de suspeitas sobre a relação de dois ministros com o Master. O banco pagou R$ 80 milhões em dois anos ao escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes. Além disso, um fundo com ligação com a instituição financeira comprou participação em resort no Paraná no qual Dias Toffoli tinha sociedade.

Gilmar afirmou que Fachin "não foi feliz" na escolha do momento e que "nessas circunstâncias" não se aprovaria um projeto.

O presidente da corte tem na proposta de código de conduta uma bandeira de sua gestão no tribunal e anunciou a ministra Cármen Lúcia como relatora de projeto a respeito em fevereiro. Desde então, a discussão pouco andou.

O decano da corte disse ser amigo do presidente do tribunal e que desavenças estão superadas. "Não tenho medo de código de ética coisa nenhuma."

Também disse não se opor a medidas de transparência e afirmou que a legislação permite que os ministros tenham participação em empresas, desde que não integrem a direção.

O ministro é o organizador do Fórum de Lisboa, apelidado de "Gilmarpalooza", evento que reúne autoridades dos três Poderes e empresários.

Com 24 anos de Supremo, comemorados na quinta-feira (18), o ministro é o membro com maior tempo de casa.

Sobre o caso do Banco Master, o ministro criticou a atuação de André Mendonça e chamou de "erro crasso" a discussão de acordo de colaboração do relator diretamente com advogados de Daniel Vorcaro.

O ministro demonstrou receio, em geral, com o modelo de negociação de delações adotado no Brasil e disse que o país pode não ter "cultura" para o instrumento jurídico. "Não temos doutrina sobre isso. Tanto é que há um grupo razoável de advogados que se recusa a trabalhar a ideia de delação", disse.

Sobre um possível impedimento de Toffoli no caso Master, ele afirma que não houve razão para o reconhecimento e disse o ministro deixou o caso após consenso entre os membros da corte.

Questionado sobre uma atuação excessiva do STF e sobre uma sobreposição de competência com o Executivo e Legislativo, Gilmar apontou o que chamou de omissão dos demais Poderes, o que justificaria a atuação no tribunal em determinados temas. Ele lembrou da atuação da corte pandemia do coronavírus.

Ele também voltou a criticar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que tentou indiciar Gilmar, Moraes e Toffoli no relatório da CPI do Crime Organizado e chamou de "curioso" que o parlamentar não tenha apontado nomes do Congresso e de organizações criminosas conhecidas em seu voto, rejeitado pela comissão.

Gilmar foi responsável pela decisão liminar, ainda sem análise em plenário, que restringiu as regras de impeachment para ministros do Supremo. Ele defendeu que a medida tenha sido tomada no contexto de crise na imagem da corte.Por João Pedro Abdo/Folhapress

Talentos da Nossa Terra: Andinho Brito vai abrir o São Pedro de Ipiaú com muito forró e tradição

Caberá ao sanfoneiro e vocalista Andinho Brito abrir a programação de shows do São Pedro de Ipiaú 2026. Sua apresentação acontece às 19h deste sábado (27), em um dos palcos da Praça de Eventos Álvaro Jardim. O artista promete um repertório repleto de clássicos nordestinos, músicas autorais e releituras de grandes sucessos que marcaram gerações.

A proposta é proporcionar uma experiência musical completa, valorizando as raízes da cultura nordestina sem abrir mão de uma identidade moderna e envolvente. No repertório, ritmos como xote, baião, xaxado e arrasta-pé prometem animar o público, com o forró tradicional dando o tom da noite.

Para esta apresentação, Andinho Brito contará com uma banda formada por músicos experientes e apaixonados pelo gênero. Além de cantar e tocar sanfona, ele será acompanhado por Janine Brito (backing vocal), Max (bateria), Luciano (zabumba), Artur (triângulo e efeitos), Mateus (contrabaixo) e Su (percussão).

Natural de Itabuna e morando em Ipiaú há quase uma década, Andinho Brito vem se consolidando como um dos músicos mais atuantes da região. Foi na cidade que desenvolveu de forma mais intensa seu talento artístico e descobriu sua vocação para a sanfona, instrumento que impulsionou sua trajetória e contribuiu para consolidá-lo como um dos nomes do forró regional.

Sua história com a música começou ainda na infância, na Igreja Católica, onde integrou um coral infantil. Aos 14 anos, teve o primeiro contato com o violão e, pouco tempo depois, passou a integrar uma banda de pagode. O encontro com o forró aconteceu em seguida, quando foi convidado para tocar contrabaixo em uma banda voltada à música nordestina. Foi o início de uma paixão que mudaria sua trajetória.

A sanfona entrou em sua vida já na fase em que seguia carreira solo e residia em Ipiaú. Diante da dificuldade de encontrar um sanfoneiro para acompanhá-lo, decidiu assumir o desafio por conta própria. Com dedicação e persistência, logo dominou o instrumento e passou a puxar o fole, transformando a sanfona em sua principal marca artística. (Giro / José Américo Castro)

55ª CIPM reforça segurança nos festejos juninos da região

A segunda noite dos festejos de São João nos municípios de Ibirataia e Itagibá, e a primeira noite da festa em Aiquara, contaram com forte presença da Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª CIPM.

Com policiamento empregado nos circuitos dos eventos e em seus respectivos entornos, a Unidade intensificou as ações preventivas e ostensivas para garantir a tranquilidade de moradores e visitantes durante as celebrações.

As ações contaram ainda com o reforço operacional da RONDESP Médio Rio de Contas (RONDESP-MRC) e da CIPE Central, ampliando a capacidade de atuação das forças de segurança e proporcionando maior sensação de segurança ao público presente.

A atuação integrada entre as unidades especializadas e a 55ª CIPM reafirma o compromisso da PMBA com a preservação da ordem pública e a segurança dos festejos juninos em toda a região.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM

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Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca e apreensão em residência

Foto: Política Livre/Arquivo
A defesa do senador Jaques Wagner (PT) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22), um recurso para anular a decisão que autorizou a realização de busca e apreensão em sua residência. Segundo os advogados, a medida foi baseada em equívocos que comprometem sua validade.

De acordo com a defesa, o parlamentar nunca atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master. Os advogados argumentam que a única emenda apresentada por Wagner sobre o tema, no âmbito da Medida Provisória 1106/2022, tinha como objetivo limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores, posição que, segundo eles, contrariava os interesses da instituição financeira.

A defesa também afirma que o senador se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, apresentada por outro parlamentar durante a tramitação da PEC 65/2023. Os advogados destacam que essas manifestações e atuações são públicas. Em nota, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da proposta, declarou que nunca foi procurado por Jaques Wagner para tratar do assunto.

Em relação aos valores em espécie apreendidos, os advogados de Wagner sustentam que todos possuem origem lícita e comprovada. Segundo a defesa, parte dos recursos corresponde a diárias pagas pelo Senado para missões oficiais no exterior, enquanto outra parcela foi obtida por meio de operações regulares junto a instituição financeira, devidamente registradas.

Os advogados acrescentam que o próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens e afirma que não há qualquer irregularidade a ser ocultada.

Na última quinta-feira, 18, a Polícia Federal a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner como principal alvo.

A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.

Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

A PF também investiga se Jaques Wagner usou a atuação parlamentar para defender pautas de interesse do Banco Master no Congresso. Segundo os investigadores, o senador teria tratado diretamente com o ex-sócio da instituição, Augusto Ferreira Lima, de propostas que poderiam beneficiar o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Prefeita Laryssa Dias sanciona lei que institui Corpus Christi como feriado municipal em Ipiaú

A prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, sancionou hoje a Lei Municipal nº 2.636/2026, de autoria do vereador Cláudio Nascimento, que institui oficialmente o Dia de Corpus Christi como feriado municipal no município.

O ato de sanção foi realizado com a presença do padre Joelson, da Paróquia São Roque, e do padre Bruno, representantes da paróquia São José Operários, reforçando a importância religiosa e cultural da celebração para a comunidade ipiauense.

Ao sancionar a nova legislação, a prefeita destacou o significado da data para milhares de fiéis e reafirmou o compromisso da gestão municipal com o respeito às tradições religiosas e culturais da população.

“Corpus Christi é uma celebração de profunda fé para o povo católico. A sanção desta lei representa o reconhecimento da importância dessa tradição para a nossa cidade e para a história do nosso povo”, destacou a gestora.

O autor da proposta, vereador Cláudio Nascimento também presente no ato, comemorou a aprovação e sanção da matéria, ressaltando que o feriado municipal atende a um desejo antigo da comunidade católica e fortalece a valorização das manifestações religiosas no município.

A celebração de Corpus Christi é uma das datas mais importantes do calendário católico, marcada por missas, procissões e manifestações de fé que reúnem centenas de fiéis todos os anos em Ipiaú.

Com a sanção da Lei nº 2.636/2026, Corpus Christi passa a integrar oficialmente o calendário de feriados municipais, consolidando o reconhecimento institucional da relevância religiosa, histórica e cultural da data para a população ipiauense.

Jaques Wagner resiste em se afastar da liderança do governo, mas Lula deve recomendar saída

Lula e o senador Jaques Wagner durante cerimônia de entrega de ambulâncias do Samu em Salvador
Apesar da articulação deflagrada para convencê-lo a se afastar da função, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem reiterado a aliados que não pretende se licenciar imediatamente do cargo, exceto se houver um pedido do presidente Lula (PT).

Uma conversa entre os dois é esperada para quarta-feira (24), quando o senador deverá retornar a Brasília. A expectativa é que Lula peça para Wagner entregar o cargo, caso o líder do governo não tome essa iniciativa antes do encontro.

Mesmo que inclinados a favor do afastamento do amigo, aliados de Wagner têm sugerido um acordo pelo qual ele só entregue a liderança após uma visita de Lula à Bahia, programada para 2 de julho, e sob a justificativa de que o senador precisa se dedicar à campanha no estado.

Após Wagner ser alvo de operação da PF em investigação do caso do Banco Master, a avaliação dentro do governo foi de que seria necessário blindar o presidente e estancar logo essa discussão, que interrompeu uma sucessão de notícias positivas para Lula.

Emissários da gestão petista tentam convencer Wagner de que a permanência na liderança é o que mantém sobre ele os holofotes, o que dificultaria até mesmo sua defesa.

Uma ala do governo já defendia a troca de Wagner após falhas na articulação, como na derrota da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). Ele também ficou com má relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Dessa forma, aliados já defendiam que ele alegasse necessidade de focar a campanha para deixar a liderança.

Ainda segundo relatos, Lula gosta de Wagner e não quer passar a impressão de que não confia nele, mas ficou contrariado com o fato de o senador ter falado em seu nome durante entrevista na semana passada. Essas declarações levaram o problema do senador para dentro do Palácio do Planalto.

Wagner, por sua vez, tem insistido no argumento de que sua fragilização pode prejudicar a campanha do presidente na Bahia, estado fundamental para sua eleição em 2022.

Mas interlocutores de Lula dizem que a exposição do caso pode municiar o discurso de defesa de Flávio Bolsonaro (PL), que foi flagrado em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para obtenção de recursos para um filme sobre do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Integrantes do grupo político do senador contam que Wagner tem ouvido opiniões favoráveis e contrárias ao seu afastamento da função. Entre eles, ganha força o apoio à proposta de licença, desde que o senador não saia abatido do cargo.

Dentro do governo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, é um dos defendem essa blindagem a Lula, por considerar injusto que o presidente seja abalado pelo esquema que combateu. A estratégia seria manter o caso dentro das fronteiras da Bahia, lembrando não haver qualquer ação do governo para favorecimento do Master.

A tática governista é ressaltar que o escândalo só veio à tona graças a investigações no governo Lula, as
Na quinta-feira (18), depois de a Polícia Federal deflagrar a operação na Bahia relacionada ao Banco Master, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Segundo aliados do presidente, nas duas conversas, não puderam discutir uma sucessão na liderança do governo devido ao abalo emocional do senador.

Ministros afirmam que esse gesto de solidariedade do presidente não deve ser entendido como garantia de manutenção no cargo de líder, mas um aceno para que Wagner assuma a saída como uma iniciativa pessoal, sob o argumento de que precisa se dedicar à sua defesa.

Ainda segundo esses aliados, foi Lula quem sugeriu que ele concedesse uma entrevista para dar explicações. Mas, dentro do governo, a avaliação é de que elas foram insuficientes.

Na entrevista à Band News TV, o líder do governo no Senado citou o telefonema do presidente. "Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", afirmou.

Wagner também disse continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem. "A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim."

Aliados do presidente classificaram a entrevista como acima do tom, além de envolvê-lo no caso.

Por Catia Seabra e Augusto Tenório, Folhapress

Greve nacional da limpeza urbana mobiliza trabalhadores em municípios baianos e amplia pressão pela aprovação do PL dos Garis e Margaridas

Trabalhadores da limpeza urbana entram em greve e movimentam municípios baianos em defesa do PL da categoria
Com ruas, avenidas e serviços de limpeza urbana paralisados em diversas cidades da Bahia, a Greve Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Limpeza Urbana teve início nesta segunda-feira (22), mobilizando a categoria em protesto contra a demora do Senado Federal em pautar o Projeto de Lei 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas. A mobilização conta com o apoio do SindilimpBA, que tem atuado ao lado dos trabalhadores e servido como principal articulador na defesa das reivindicações da categoria.

O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue aguardando inclusão na pauta do Senado, mesmo após o pedido de urgência assinado por 60 parlamentares. A categoria afirma que a falta de avanço na tramitação tem ampliado a insatisfação e fortalecido o movimento de paralisação em diferentes regiões do estado.

Na Bahia, a greve atinge municípios como Salvador, Camaçari, Itabuna, Simões Filho, Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Lauro de Freitas, Barreiras, Jequié, Paulo Afonso, Ilhéus e Ilha de Maré. Em várias dessas localidades, os trabalhadores relatam a suspensão total dos serviços de coleta e varrição.

Com a interrupção das atividades, ruas e espaços públicos já registram acúmulo de resíduos em diversas cidades, gerando preocupação entre moradores e gestores municipais. O cenário evidencia o impacto imediato da paralisação na rotina urbana e na manutenção da limpeza pública.

Em Salvador, as mobilizações têm maior visibilidade, com atos realizados em pontos como o bairro do Bonfim e a orla de Ondina. Organizados em grupos, os trabalhadores utilizam faixas, cartazes e palavras de ordem para chamar atenção às reivindicações da categoria, com o SindilimpBA acompanhando de perto cada ação e reforçando o apoio às mobilizações.

*Greve amplia pressão e escancara impasse no Senado*
O principal foco da greve é pressionar pela aprovação do PL dos Garis e Margaridas, que trata da valorização profissional e da ampliação de direitos trabalhistas dos trabalhadores da limpeza urbana. A categoria destaca que o projeto representa um avanço importante na garantia de dignidade e reconhecimento da função.

Entre os principais pontos previstos no projeto estão o Piso Salarial Nacional, que estabelece um valor mínimo base para a categoria em todo o país, evitando grandes diferenças regionais; a Profissão Regulamentada, que define e reconhece oficialmente as atribuições dos garis e das margaridas, termo utilizado para as mulheres que atuam na limpeza urbana; e a Aposentadoria Especial, que busca consolidar regras mais justas de aposentadoria, considerando a alta insalubridade e o desgaste físico da função.

O avanço da greve também levanta preocupação sobre os impactos nos serviços essenciais, especialmente na saúde pública e na qualidade de vida da população. Municípios afetados já relatam dificuldades operacionais e risco de agravamento do cenário.

Em nota, o SindilimpBA reforça que "permanece ao lado dos trabalhadores durante toda a mobilização, atuando como ponte entre a categoria e as autoridades, além de intensificar a cobrança pela inclusão imediata do projeto na pauta do Senado Federal". A entidade afirma ainda que seguirá acompanhando o movimento em todo o estado.

A coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, comentou a mobilização e destacou a dimensão do movimento neste momento de paralisação em diversas cidades do estado. “Essa greve mostra a força dos trabalhadores da limpeza urbana. Estamos lutando por respeito, valorização e pela aprovação de um projeto que representa justiça para toda a categoria. Não estamos apenas parando atividades, estamos cobrando dignidade, reconhecimento e condições mais justas para quem mantém as cidades funcionando todos os dias”, afirma.

Por Redação

Em meio à crise do Master, Otto prioriza “churrasco junino” e presta solidariedade tardia a Wagner quatro dias após operação da PF

Senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar
Senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar fez, nesta segunda-feira (22), sua primeira manifestação pública de solidariedade ao colega Jaques Wagner (PT), quatro dias após ele ter sido alvo de mandados de busca e apreensão na última quinta (18), na nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

“Nada resiste ao trabalho. Vamos juntos, companheiro!”, escreveu Otto em uma publicação no Instagram, resgatando uma imagem em que ambos aparecem se cumprimentando na rampa de acesso à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) anos atrás.

A mensagem não faz nenhuma alusão ao caso Master nem à ofensiva da Polícia Federal, mas foi reconhecida e agradecida pelo ainda líder do governo Lula no Senado.

“Obrigado pelo apoio e parceria, meu amigo @ottoalencar. Estamos juntos!”, respondeu Wagner nos comentários. Ao que Otto interagiu: “@jaqueswagner sempre, meu amigo!”.

Três dias atrás, quando Wagner estava sob os holofotes da PF e das novas revelações que vinham à tona no noticiário nacional, Otto se dedicava aos preparativos do churrasco que pretende fazer neste São João, segundo fez questão de compartilhar em vídeo também no Instagram.

“Preparando a carne de sol, uma tradição do nosso sertão que não pode faltar nas festas de São João”, distraía-se o pessedista, enquanto cortava pedaços de carne “prontas para serem levadas à brasa. Churrasco na brasa, churrasqueira campeã de audiência”.

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