Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento
O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver.
A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos.
A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto.
O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio.
Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros —a decisão final depende do aval de Trump.
Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo "Tariflávio" para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador.
Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.
Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil "atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro".
Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.
A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula.
Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de "traição à pátria" e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas.
Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado.
Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL.
"Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história", diz uma das mensagens. "Fake news", diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): "Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo".
O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos.
O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico.
Por Laura Intrieri/Folhapress
Master teve empréstimos consignados sem validação da identidade, e reparação a aposentados do INSS emperra
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) afirmou não ter elementos suficientes para dimensionar as fraudes do Banco Master, mesmo com a existência de uma auditoria interna sobre contratos inválidos, de uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) e de um acordo prévio para apuração dos danos e cobrança dos valores em benefício de aposentados e pensionistas.
Esse acordo era costurado no âmbito da Procuradoria da República no Distrito Federal, que instaurou um inquérito civil público para investigar as fraudes do Master no crédito consignado a aposentados e pensionistas. Pelo acerto desenhado na Procuradoria, caberia ao INSS apurar o tamanho do dano, e à DPU (Defensoria Pública da União) cobrar do Master a reparação aos aposentados.
O acordo não é mais objeto de negociação, e há uma indefinição sobre o ressarcimento a aposentados lesados pelo banco de Daniel Vorcaro. Contratos foram assinados mesmo sem validação satisfatória da identidade de beneficiários e sem a entrega de documentos equivalentes ao INSS.
A operação de consignado junto a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) só foi possível em razão da existência de um acordo de cooperação técnica entre Master e INSS, que vigorou entre 2020 e 2025.
Segundo as investigações, há suspeita de descontos indevidos, fraudes em contratos e dúvidas sobre consentimento dos beneficiários. Os casos envolvem empréstimos consignados, especialmente os operados pelo Credcesta, um cartão que incluía benefícios –como desconto em farmácia e auxílio-funeral– e funcionou como carro-chefe do banco de Vorcaro.
Uma auditoria sigilosa da CGU chegou a precisar a quantidade de contratos com indícios de irregularidades. O documento foi usado nas investigações da CPI Mista do INSS, encerrada em março no Congresso.
Conforme a CGU, 96,6 mil contratos de empréstimo consignado foram validados pelo Master sem reconhecimento biométrico suficiente para confirmar a identidade dos beneficiários, entre 2023 e 2025. Isso equivale a 62,4% dos contratos assinados no período.
No mesmo relatório, a CGU afirmou que 155,1 mil operações do Master, entre 2021 e 2023, foram efetivadas sem o envio necessário dos documentos ao INSS, o equivalente a 84,3% das operações feitas no período. O problema persistiu em 2024 e em 2025.
O próprio INSS apontou falhas graves em mais de 250 mil contratos de crédito consignado entre o Master e aposentados e pensionistas do regime geral de previdência.
No último dia 18, o órgão federal afirmou em um documento enviado ao MPF que não tem elementos suficientes para dimensionar "a existência, a extensão e a liquidez" de créditos de aposentados vítimas de fraudes perpetradas pelo Master na área de consignados, como mostrou a Folha em reportagem veiculada no dia 28.
Essa limitação é ainda pior, conforme o documento, no caso dos contratos do Credcesta, o principal produto ofertado na área pelo banco de Vorcaro.
O INSS disse que não tem competência para fazer a representação legal de beneficiários lesados nem para atuar com "cobrança de valores em nome de terceiros", e que não buscará a habilitação de créditos concursais ou extraconcursais em nome de aposentados, no âmbito da liquidação do Master, decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.
A habilitação de créditos extraconcursais, em nome de vítimas de fraudes, colocaria esses beneficiários no topo das prioridades de pagamentos pelos liquidantes do banco. A Procuradoria da República no DF fez uma recomendação nesse sentido, em fevereiro.
Em nota, o INSS afirmou que não existe registro de acordo com MPF e DPU para busca por reparação a aposentados. "Contudo, o INSS segue trabalhando em parceria com o MPF e a DPU dentro das competências legais da instituição."
Uma apuração interna avalia a quantidade de operações irregulares, com respeito ao direito ao contraditório e à ampla defesa, disse o órgão. "O INSS segue avaliando todos os indícios de irregularidades apontados pela CGU. O processo ainda não foi finalizado."
A DPU afirmou, em nota, que beneficiários que se sentirem prejudicados podem procurar o órgão para tratamento individual junto a instituições financeiras. "A Defensoria atua desde 2024 para melhorias no sistema de concessão de empréstimos consignados para aposentados. O objetivo é evitar fraudes, especialmente para a população vulnerável."
Uma ação civil pública e uma recomendação ao INSS cobram responsabilização por práticas lesivas, disse a DPU.
A defesa de Vorcaro diz que o banco respeitou normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS.
O acordo que vinha sendo desenhado para reparação a aposentados e pensionistas envolveu a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão), que funciona no âmbito da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Entre participantes das tratativas existe o entendimento de que, sem um acordo, beneficiários podem ficar na mão, sem reparação por fraudes do Master. Também há um risco de a União ter de arcar com esses prejuízos, segundo o mesmo entendimento, uma vez que o INSS pode ser acusado de não ter fiscalizado a execução do acordo de cooperação nem ter exigido cópias dos contratos.
A base de dados usada pelo INSS registra uma explosão da quantidade de contratos do Credcesta via Master, de 104,8 mil contratos em 2022 para 2,75 milhões em 2024, um aumento de mais de 2.500%. O próprio órgão descreve em documentos um "padrão de desconformidades" e riscos aos beneficiários com esses créditos.
A Procuradoria da República pediu que a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana, apresente "a lista definitiva e pormenorizada contendo a identificação dos beneficiários e os respectivos contratos reconhecidos como inválidos". Ela assumiu o cargo em abril, em substituição ao procurador federal Gilberto Waller Júnior, que exerceu o cargo por 11 meses.
Por Vinicius Sassine/Folhapress
55ª CIPM realiza instrução sobre arma eletroeletrônica de incapacitação neuromuscular
Nos dias 02 e 03/06 a 55ª CIPM promoveu instrução voltada ao emprego da arma eletroeletrônica de incapacitação neuromuscular (TASER X2), destinada ao efetivo da Unidade.
A capacitação foi ministrada pelo SD PM Cruz, que abordou conceitos, características operacionais, técnicas de utilização e o amparo legal para o emprego de instrumentos de menor potencial ofensivo.
As atividades foram realizadas no auditório do Sindicato Rural e no Dojo da Academia Shirokuma, em Ipiaú, proporcionando aos policiais militares atualização técnica e aperfeiçoamento profissional para o uso adequado da ferramenta no serviço operacional.
A iniciativa reforça o compromisso da Unidade com a qualificação contínua da tropa e com a prestação de um serviço policial cada vez mais técnico, eficiente e alinhado aos princípios da legalidade.
Fonte: ASCOM/55ªCIPM
PMBA, uma Força a serviço do cidadão!
https://www.instagram.com/reel/DZIq1VUvWep/?igsh=MWd4MGV6czJxZ2xuNA==
PMBA recupera motocicleta com restrição de roubo em Dário Meira
A Polícia Militar da Bahia informa que policiais militares do 4º Pelotão da 55ª CIPM recuperaram uma motocicleta com restrição de roubo na tarde desta quarta-feira (03), no município de Dário Meira.
O veículo foi localizado abandonado às margens da BA-650 e, após consulta aos sistemas policiais, foi identificado como sendo a motocicleta roubada no município de Itagibá no último dia 23 de maio.
A motocicleta foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: ASCOM/55ªCIPM. PMBA, uma Força a serviço do cidadão!
Apenas 20% das rodovias brasileiras oferecem alto nível de segurança, diz pesquisa
Em Roraima e e no Amapá, levantamento da CNT não achou tem nenhum km seguro
No Brasil, apenas duas de cada dez rodovias têm alto índice de "perdão aos motoristas", ou seja, que oferecem nível maior de segurança em caso de acidentes de trânsito.
No outro lado da estatística, em cerca de 38% das estradas esse indicador é baixo, ou seja, a estrutura viária oferece perigo maior —o risco é médio em metade das rodovias analisadas.
Os dados, analisados em 2025, fazem parte de um recorte da Pesquisa CNT Rodovias chamado de Índice de Perdão nas Rodovias.
A pesquisa completa, que avalia as condições das estradas brasileiras, é realizada anualmente pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e publicada no fim do ano.
O extrato mostrado nesta quarta-feira (3) avalia o quanto as características físicas das rodovias podem influenciar na gravidade dos acidentes.
Ao todo foram avaliados pouco mais de 114 mil km em todo o país.
A metodologia da CNT se baseia em um conceito internacional das "rodovias que perdoam".
Conforme a confederação, o estudo indica o potencial de a infraestrutura atenuar ou agravar os impactos dos sinistros para os usuários das vias.
Quanto menos graves forem as consequências, maior é o nível de perdão atribuído à rodovia.
Entre os elementos analisados estão dispositivos de contenção (defensas e barreiras), acostamentos, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros equipamentos de segurança passiva.
Do total da malha rodoviária pesquisada, 19,9% (22.694 km) foram classificados com alto índice de perdão; 42,7% (48.733 km), com risco médio e em 37,5% (44.770 km), o perigo é maior.
Na comparação com os dados de 2024, houve uma leve redução no percentual de trechos classificados como alto perdão (-0,4 ponto percentual) e aumento da faixa intermediária (0,9 ponto percentual).
"Esse cenário mostra que mais de 80% da extensão analisada continua apresentando média ou alta probabilidade de que falhas de infraestrutura, somadas a erros de condução ou problemas mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves", diz a pesquisa.
São Paulo tem a malha mais segura. Em 70% dos quase 11 mil km de estradas paulistas avaliados há elevado padrão de segurança —somente em 518 km foram constatados riscos elevados.
Há casos, como do Amapá e de Roraima, em que não há nenhum quilômetro com a maior avaliação na análise do levantamento.
Os piores percentuais de baixo perdão são do Amazonas (74,7%) e do Maranhão (74,3%).
No Amazonas, onde o risco é maior, foram avaliados apenas 989 km de estradas (menos de 10% na comparação com São Paulo) e no Maranhão, 4.724.
Em nota, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do governo federal, afirma que acompanha mensalmente as condições de trafegabilidade dos trechos rodoviários sob sua responsabilidade, por meio do ICM (Índice de Condição da Manutenção), considerando aspectos como a situação da pista, a sinalização, o funcionamento dos dispositivos de drenagem, entre outros itens.
O ICM, uma metodologia própria do DNIT, é dividido em quatro faixas de classificação: bom, regular, ruim e péssimo.
O levantamento mais recente, de abril, apontou que em todo o país, dos cerca de 58 mil km de rodovias sob responsabilidade do departamento, 75% foram classificados como bom, 15% como regular, 8% ruim e 2% como péssimo.
Segundo o órgão federal, no Amapá 51% das rodovias estão classificadas como bom e 24% como regular. Em Roraima 66% têm índice bom e 17%, regular.
"O diagnóstico do DNIT ainda aponta que no Amazonas 51% do segmento está classificado como bom e 24% como regular. Já no Maranhão o bom está em 61% da malha do estado e o regular está em 20%."
"Esse resultado é reflexo das ações contínuas e nos investimentos em serviços rotineiros de manutenção e em intervenções corretivas de restauração do pavimento", diz trecho do texto. "Além disso, o departamento mantém contratos continuados para a realização dos serviços de implantação, manutenção e conservação de dispositivos de segurança e sinalização horizontal."
O órgão ainda cita ações de educação de trânsito, entre outros.
Procurados por email, os governos do Amazonas, Maranhão, Amapá e Roraima não responderam até a publicação deste texto.
Os trechos com alto índice de perdão concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões.
Norte, Nordeste e Centro-Oeste registram corredores com médios e baixos índices, inclusive em rotas usadas para transporte de cargas e passageiros.
Mas há casos como Minas Gerais. Das 85 rodovias listadas, oito tem 100% do índice de perdão baixo. Todas são públicas, gerenciadas pelo estado ou pelo governo federal.
São Paulo conta com apenas duas estradas na faixa vermelha, de 106 pesquisadas, a SP-613 (rodovia Arlindo Béttio, na região de Presidente Prudente) e SPA-074, uma estrada de acesso na região de Araraquara, ambas são administradas pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem), do governo estadual.
Na malha paulista, 28 receberam índice azul de alto padrão —a SP 091, rodovia Francisco Von Zuben, também conhecida como Campinas-Valinhos, é a única pública neste grupo.
O levantamento mostra que, no geral no país, rodovias sob concessão privada são mais seguras. Conforme os dados, 62% (18.670 km) apresentam alto índice de perdão, enquanto em apenas 2,4% (718 km), o risco é o mais elevado.
Nas rodovias públicas, ou seja, administradas por governos, metade delas (42.052 km) têm nível de segurança baixo e só em 4,8% (4.024 km) as consequências dos acidentes podem ser menores devido às condições da estrada.
O percentual de estradas sob gestão públicas com alto perdão caiu de 6,2%, em 2024, para 4,8%, enquanto as concedidas mantiveram patamar de desempenho superior.
"A terceira edição do painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes", diz a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende.
"Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais, reforçando a necessidade de ampliar investimentos em segurança viária, especialmente nas rodovias sob gestão pública", afirma.
Por Fábio Pescarini/Folhapress
Governo Lula diz que nova ameaça de tarifa dos EUA é protecionista e fala em reciprocidade
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como protecionista e unilateral a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros feita pelos Estados Unidos, liderados por Donald Trump. Em nota divulgada nesta quarta-feira (3), o governo brasileiro também mencionou a possibilidade de recorrer à reciprocidade, e disse ter a expectativa de que a proposta de novas tarifas não seja efetivada.
A gestão Trump divulgou na madrugada desta quarta a possibilidade diversos países, incluindo o Brasil, terem uma tarifa de 12,5%. A proposta veio depois de investigação comercial sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia.
Foi a segunda ameaça de tarifas americanas na mesma semana. Antes, o governo do país já havia proposto uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros como forma punir supostas práticas comerciais injustas do Brasil. A adoção ou não das novas tarifas depende de decisão de Trump.
"É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais", afirma a nota do governo brasileiro.
"O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional", afirma o texto.
O governo brasileiro também diz ser "um absurdo" associar a competitividade da economia do país a violações da dignidade humana. "A Organização Internacional do Trabalho reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado", diz a nota da gestão Lula.
Na terça-feira (2), quando respondia à primeira ameaça de tarifas da semana, o governo brasileiro também mencionou que pode recorrer a medidas de reciprocidade.
Desde que tomou posse em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fez diversos movimentos para aumentar tarifas de importação de produtos de diferentes países.
No Brasil, essas medidas se tornaram também um assunto de política interna por causa do alinhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sua família a Trump. No primeiro tarifaço, em 2025, as autoridades americanas mencionaram como motivo "ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos" e citou o processo que, meses depois, condenaria Bolsonaro a prisão.
As novas ameaças de tarifa vêm poucos dias depois de o filho mais velho de Bolsonaro, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ter reuniões com Trump e outras autoridades americanas. Além disso, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, onde tenta jogar o governo americano contra a gestão Lula.
O petista tem buscado usar o alinhamento da família Bolsonaro com Trump como forma de desgastar seus adversários políticos. Em reunião nesta quarta, Lula instruiu seus principais auxiliares a reproduzir a interpretação de que Flávio e seu grupo traem o país.
Flávio Bolsonaro deverá ser o principal adversário de Lula na eleição de outubro deste ano, quando ele tentará obter mais um mandato como presidente da República.
As críticas aos Bolsonaros fazem parte também da manifestação oficial divulgada pelo governo na terça-feira.
"Essa investigação [que culminou na proposta de novas tarifas] teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington", afirma a nota.
A mais recente pesquisa Datafolha mostrou Lula numericamente à frente nas intenções de voto para segundo turno, mas empatado no limite da margem de erro com Flávio Bolsonaro. O petista tem 47% contra 43% do filho de Jair Bolsonaro.
Por Caio Spechoto/Folhapress
PRF inaugura nova sede da Superintendência na Bahia e consolida um dos mais modernos complexos da instituição no país
Cerimônia reuniu autoridades, homenageou servidores e marcou a entrega de novas viaturas para reforço das atividades operacionais no estado.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inaugurou, na manhã desta quarta-feira (03), a nova sede da Superintendência da PRF na Bahia, em uma cerimônia marcada pela presença de autoridades federais, estaduais e municipais, representantes das forças de segurança pública, gestores de órgãos parceiros e servidores da instituição.
O evento foi conduzido pelo Diretor-Geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, e pelo Superintendente da PRF na Bahia, Vagner Gomes, que receberam autoridades e convidados para a solenidade que simboliza um novo capítulo na história da instituição no estado.
Entre as autoridades presentes estiveram o Vice-Governador da Bahia, Geraldo Júnior; o Secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner; os deputados federais Alice Portugal, Zé Neto, Rogéria Santos e Gabriel Nunes; o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia, Coronel Magalhães; o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Coronel BM Aloísio Mascarenhas Fernandes; o Comandante da 6ª Região Militar, General de Divisão Marcelo Yoshida; o Inspetor-Geral da Guarda Civil Municipal de Salvador, Marcelo Silva; representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Civil da Bahia, DETRAN-BA, AGERBA, SEDUR, SINPRF, além de integrantes da Polícia Rodoviária Estadual, ANTT, Transalvador e diversas outras instituições parceiras.
Durante os pronunciamentos, as autoridades destacaram a relevância da Polícia Rodoviária Federal para a segurança pública brasileira, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelos servidores da instituição e ressaltando a importância dos investimentos destinados ao fortalecimento das estruturas operacionais e administrativas da PRF.
Estrutura Moderna para novos desafios
Com mais de 8.600 metros quadrados de área construída, distribuídos em quatro pavimentos, a nova sede foi concebida dentro de um moderno padrão de infraestrutura, oferecendo melhores condições para o desenvolvimento das atividades administrativas, operacionais e estratégicas da instituição.
O complexo reúne espaços voltados à gestão administrativa, capacitação, atendimento ao cidadão, preservação da memória institucional, treinamento, atividades esportivas e bem-estar dos servidores, além de contar com estrutura operacional capaz de garantir maior autonomia, segurança e suporte às atividades da PRF no estado.
Entre os principais diferenciais da nova sede estão um auditório com capacidade para 250 pessoas, estande de tiro indoor de última geração, heliponto, espaço de atendimento ao cidadão, museu institucional, áreas esportivas e ampla capacidade logística, consolidando-se como uma das estruturas mais completas da Polícia Rodoviária Federal no país.
Mais do que uma sede administrativa, o empreendimento representa um investimento em gestão, planejamento, integração institucional, valorização dos servidores e fortalecimento da capacidade operacional da PRF na Bahia.
Reconhecimento aos responsáveis pela concretização do projeto
A solenidade também foi marcada por homenagens e reconhecimentos a pessoas que contribuíram diretamente para a concretização do projeto.
Foi registrado o reconhecimento à gestão do ex-Superintendente da PRF na Bahia, Virgílio de Paula Tourinho, que esteve à frente das tratativas iniciais para viabilização da nova sede, liderando os primeiros esforços institucionais e impulsionando os processos administrativos necessários para o desenvolvimento do projeto.
Também foi homenageado o policial rodoviário federal Marcelo Calazans, que atuou no setor de infraestrutura predial da Superintendência e participou ativamente da condução de diversos projetos estruturantes da regional, incluindo a construção da nova sede.
Outro reconhecimento foi direcionado ao agente da Polícia Federal Emanuel Ribeiro Liberato de Mattos, que atuou na Polícia Rodoviária Federal entre os anos de 2003 e 2009 e contribuiu de forma decisiva nas primeiras tratativas relacionadas à obtenção do terreno e ao desenvolvimento inicial do projeto.
Auditório recebe nome de Martha Maria dos Santos
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a homenagem à policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos, falecida em 2025.
Em reconhecimento à sua trajetória de dedicação à instituição e à defesa dos policiais rodoviários federais, o auditório da nova sede passou a se chamar “Auditório Martha Maria dos Santos”.
Ingressa na PRF em 1994, Martha atuou nas Superintendências da Bahia e de Sergipe. Após a aposentadoria, permaneceu exercendo importante papel na representação da categoria, presidindo o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais na Bahia e atuando como Diretora de Direitos Humanos e Políticas Sociais da FenaPRF.
A homenagem eterniza sua memória e reconhece o legado de liderança, compromisso institucional e defesa dos valores humanos que marcaram sua trajetória.
Entrega de viaturas fortalece atuação da PRF na Bahia
Durante a solenidade, também foi realizada a entrega de nove novas viaturas que passam a integrar a frota operacional da Polícia Rodoviária Federal na Bahia.
Os veículos foram adquiridos por meio de emendas parlamentares destinadas pelos deputados federais Zé Neto, Neto Carletto, Adolfo Viana, Ricardo Maia, Sargento Isidório, Alice Portugal, Gabriel Nunes e Rogéria Santos.
Na ocasião, a PRF registrou agradecimento aos parlamentares pelo apoio institucional e pelo empenho na destinação dos recursos, que contribuirão diretamente para o fortalecimento da capacidade operacional da instituição, ampliando a presença policial, a fiscalização e o atendimento à sociedade nas rodovias federais baianas.
Fortalecimento institucional
Encerrada com o descerramento da placa inaugural, a cerimônia simbolizou não apenas a entrega de uma nova estrutura física, mas a consolidação de um importante projeto institucional voltado ao fortalecimento da Polícia Rodoviária Federal na Bahia.
A nova sede representa um avanço significativo na capacidade de gestão, integração e atuação da PRF, reafirmando o compromisso da instituição com a segurança pública, a excelência na prestação do serviço público e a proteção da sociedade brasileira.
Categoria
Justiça e Segurança
PRF apreende anabolizantes, medicamentos para emagrecimento e mercadorias estrangeiras durante fiscalização na BR-262, em Juatuba (MG)
Casal que seguia de Foz do Iguaçu (PR) para Belo Horizonte (MG) transportava medicamentos sem acondicionamento adequado e produtos importados sem comprovação fiscal
Durante fiscalização realizada, no km 362, da BR 262, como parte da Operação Cerco Fechado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um casal e apreendeu medicamentos proibidos e mercadorias sem nota fiscal durante abordagem a um veículo Chery Tiggo 7 que seguia de Foz do Iguaçu (PR) para Belo Horizonte (MG).
Os dois ocupantes, um homem de 45 anos e uma mulher de 44, informaram que realizaram compras no Paraguai e autorizaram a fiscalização do veículo. Na inspeção do compartimento de cargas e do interior, os policiais localizaram diversos produtos de origem estrangeira.
Entre os itens encontrados estavam 100 ampolas de tirzepatida 15 mg/0,5 mL, 11 ampolas de Lipoless 15 mg, cinco canetas de retatrutida, 20 ampolas de testosterona, dois cigarros eletrônicos, além de 110 unidades de seringas e agulhas utilizadas para aplicação dos medicamentos.
Os produtos estavam fora das embalagens originais e sem as condições adequadas de refrigeração exigidas para o transporte desse tipo de substância. Parte dos medicamentos também estava ocultada entre pertences pessoais dos ocupantes, enquanto as caixas originais foram encontradas separadamente em outras áreas do veículo.
Além dos medicamentos, a equipe apreendeu diversos produtos eletrônicos, bebidas, perfumes, cosméticos e vestuário adquiridos no exterior, sem a documentação fiscal exigida para a importação regular, caracterizando o crime de descaminho.
As mercadorias classificadas como descaminho foram encaminhadas ao pátio da Receita Federal, juntamente com o veículo, que foi lacrado. Já os medicamentos e os ocupantes do automóvel foram encaminhados à Polícia Federal, em Belo Horizonte, para os procedimentos cabíveis.
Categoria
Justiça e Segurança
Mais de 50 quilos de drogas são apreendidos após fuga na BR-101 em Joinville
Agentes da Polícia Rodoviária Federal, como apoio de policiais militares, apreenderam mais de 50 quilos de maconha na tarde desta terça-feira (02) após o motorista fugir da fiscalização e bater contra um poste na BR-101 em Joinville.
Ao receber ordem de parada dos policiais, o condutor de um GM/Corsa desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade. Durante a tentativa de escape, ele colocou em risco a vida de motoristas e pedestres que circulavam pela região. Após percorrer uma grande distância, o homem colidiu em outro veículo, colidiu na viatura da PRF, perdeu o controle do carro e bateu contra um poste às margens da estrada.
Ao vistoriarem o interior do veículo, placas de São José dos Pinhais/PR, os policiais encontraram 51 quilos de maconha divididos em tabletes.
Logo após o impacto, o motorista abandonou o automóvel e correu em direção a uma área de vegetação densa.
A partir daí, uma operação de busca foi montada na região com o apoio da Polícia Militar de SC. O homem foi localizado pelas equipes em meio à mata. Houve um novo confronto armado e, na troca de tiros com os policiais militares, o suspeito foi atingido e morreu no local.
O carregamento de entorpecente e o automóvel utilizado pelo criminoso foram levados para a Central de
Flagrantes de Joinville.
Categoria
Justiça e Segurança
PRF apreende 220 caixas de medicamentos emagrecedores na divisa entre São Paulo e Paraná
Trio transportava medicamentos emagrecedores escondidos no painel frontal do veículo
Na tarde de ontem (02), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu três pessoas em flagrante por contrabando de medicamentos emagrecedores no km 525 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Barra do Turvo/SP.
A ação ocorreu após a equipe abordar um veículo Renault Logan. Durante a entrevista, os ocupantes informaram que haviam saído de Foz do Iguaçu/PR com destino ao Rio de Janeiro/RJ. No entanto, apresentaram versões contraditórias sobre detalhes da viagem, o que motivou uma fiscalização mais minuciosa.
Durante a inspeção, os policiais identificaram indícios de manipulação no painel frontal do veículo. Ao removerem a tampa do compartimento, localizaram diversas embalagens ocultas contendo medicamentos emagrecedores à base de tirzepatida, sem documentação fiscal e sem autorização dos órgãos competentes de vigilância sanitária. Ao todo, foram apreendidas 220 caixas do medicamento, totalizando cerca de 880 ampolas.
Diante dos fatos, o condutor e as duas passageiras foram presos em flagrante e encaminhados, juntamente com os produtos apreendidos e o veículo, à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jacupiranga/SP para os procedimentos legais cabíveis.
Categoria
Crimes
2ª Festa Literária de Ipiaú destaca memória, território e tradição cultural
Evento acontece de 17 a 19 de junho, com programação gratuita reunindo escritores, oficinas, lançamentos de livros e apresentações artísticas
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| Foto: Janaina Castro |
A literatura, a oralidade e as diferentes formas de preservação da memória estarão no centro da programação da 2ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú), que acontece de 17 a 19 de junho, com acesso gratuito. O evento será realizado no Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade, inaugurando o espaço reformado pela prefeitura, parceira da Flipiaú.
O tema “Um Rio de Memórias” propõe um mergulho na identidade ipiauense. O nome Ipiaú vem do tupi e significa “Rio Novo”, um lugar moldado pelo encontro das correntezas, das histórias e das pessoas. A 2ª Flipiaú reunirá escritores, artistas, educadores, estudantes e leitores em mesas de debate, oficinas, lançamentos de livros, atividades infantojuvenis e apresentações culturais. A programação inclui debates sobre oralidade, patrimônio, território, juventude, ancestralidade e apagamento social, além de atividades voltadas para crianças e adolescentes.
Até o dia 19, o público poderá participar de mesas e painéis com convidados como Ruy Póvoas, Alba Darabi, Lívia Natália, Rita Santana, Silvana Carvalho, Bell Puã, Má Reputação, Emília Nuñez, Brisa Aziz, Olinda Tupinambá, Ane Pataxó, Kelner Atikun-Pankará, Hawk, Murilo Araújo e José Américo Castro.
Oficinas artísticas e culturais![]() |
| Foto: Janaina Castro |
As oficinas integram diferentes linguagens artísticas e culturais: contação de histórias, poesia, bordado, preservação de vinis, confecção de máscaras, entre outros. As atividades serão conduzidas por convidados como Henrique Filho, Chrys Santos, Paulinho Barbosa, Silvia Clícia Soares e Fagner Alves.
O espaço infantojuvenil contará com ações da Fundação Pedro Calmon por meio de atividades de leitura, contação de histórias e do projeto “Leve e Leia”, além da presença do Robozão — uma parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (SECTI). O incentivo à formação de leitores também estará presente nos lançamentos de livros e nos estandes de editoras e autores.
Além da programação literária, a Flipiaú contará com feira de artesanato, praça de alimentação e apresentações artísticas de stand-up, música, teatro, dança, cultura popular e circo. Entre as atrações confirmadas estão Negro Freeza, Boi Estrela e o Coletivo Nós no Mundo.
O evento reafirma a proposta de aproximar a literatura das comunidades do Médio Rio de Contas, promovendo encontros entre diferentes gerações. A programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais da Flipiaú.
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| Foto: Janaina Castro |
A 2ª Flipiaú - Festa Literária de Ipiaú é uma realização da Voo Audiovisual, Sangue Novo e Casa da Cultura de Ipiaú, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipiaú.
O projeto conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia, do Programa Bahia Literária, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e da Fundação Pedro Calmon. O projeto tem ainda o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria da Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.SERVIÇOO que: 2ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú) - Um Rio de MemóriasQuando: 17 a 19 de junhoOnde: Mercado da Economia Criativa Cleraldo Andrade (Praça Salvador da Matta)Acesso gratuito
Site: www.flipiau.com.br/Instagram: @flipiau
Assessoria de imprensa/Jane Fernandes (71) 99162-1311
Alcolumbre sugere “melhorar” 6x1 e quer passar PEC por comissões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 terá que tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve melhorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados.
“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse Alcolumbre.
Ele quebrou o silêncio sobre a tramitação da PEC após questionamento, em plenário, do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN), que pediu uma previsão de data para votação da matéria.
O presidente do Senado defendeu que a PEC do fim da 6x1 seja votada “sem pressa”, ouvindo todos os setores da sociedade. Segundo ele, a definição do processo de tramitação será após reunião de líderes na próxima semana.
“Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma”, completou.
Alcolumbre criticou a pressão para analisar a PEC do fim da 6x1 e da redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas “do dia para a noite”, acrescentando que não é “a favor nem contra a PEC, mas sim “a favor do debate”.
“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara”, ressaltou.
Lideranças governistas têm defendido que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara. Se alterada pelo Senado, a PEC precisa voltar para nova análise dos deputados.
Por Lucas Pordeus León/Agência Brasil
Seção 301 já foi usada para pressão, e há espaço para Brasil negociar com EUA, dizem especialistas
A conclusão da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil elevou a pressão sobre o governo Lula e reacendeu o debate sobre o futuro das relações entre os dois países. Mas, para especialistas ouvidos pela Folha, há espaço para negociar.
Em relatório divulgado nesta terça-feira, o governo americano recomendou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após uma análise sob a seção 301. O processo dá espaço para comentários do setor privado e do governo brasileiro, além de uma audiência marcada para o dia 6 de julho.
O fim do processo está previsto para o dia 15 de julho e, só então, a proposta que agora será analisada pelo presidente Donald Trump, responsável pela decisão final.
Apesar do endurecimento da posição americana, especialistas ouvidos pela Folha afirmam que é possível negociar antes de uma eventual decisão da Casa Branca.
Para Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, a principal diferença em relação ao episódio do ano passado é que, desta vez, existe um canal de diálogo aberto entre Brasília e Washington. Segundo ele, as conversas entre os dois governos se intensificaram nas últimas semanas e ainda há margem para a construção de um entendimento que evite a implementação das tarifas.
No ano passado, afirma, o anúncio de sobretaxas de 50% sobre produtos do Brasil ocorreu em um contexto de ausência quase total de interlocução entre os dois governos. O diálogo só começou a ser retomado meses depois, a partir de encontros bilaterais realizados à margem da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Agora, segundo o executivo, as negociações já estão em curso e foram reconhecidas pelo próprio governo americano na divulgação do relatório.
Abrão avalia que a possibilidade de um acordo dependerá sobretudo de disposição política dos dois lados. Na visão dele, o processo não se resume a uma negociação tarifária tradicional, mas à construção de uma agenda mais ampla de convergências.
Entre os temas que poderiam ser colocados na mesa estão reduções tarifárias em alguns produtos industriais, medidas ligadas à propriedade intelectual, combate à pirataria, comércio digital e cooperação na área de minerais críticos.
A interpretação de que a investigação funciona como instrumento de pressão também é compartilhada por Bruna Santos, diretora do Brazil Institute. Segundo ela, procedimentos conduzidos sob a seção 301 historicamente servem menos como um fim em si e mais como mecanismos para ampliar o poder de barganha dos Estados Unidos em negociações comerciais.
"O principal ponto é que esse é um mecanismo frequentemente utilizado para criar alavancagem. Você sinaliza um custo potencial e tenta obter algum tipo de concessão do outro lado", afirma.
Na avaliação da especialista, a inclusão do Pix entre os temas abordados na investigação deve ser lida sob essa lógica. Como os Estados Unidos não têm instrumentos para interferir diretamente no funcionamento do sistema de pagamentos brasileiro, a ameaça de tarifas serviria para ampliar a pauta de negociação em temas regulatórios.
"A questão do Pix entra muito mais como uma forma de ampliar a mesa de negociação com o Brasil e ganhar espaço para discutir mudanças regulatórias. Há precedentes de acordos desse tipo", diz.
Para Ryan Cummings, economista-chefe do gabinete do Instituto para Pesquisa de Política Econômica de Stanford, o relatório americano também revela uma série de contradições. Ele argumenta que parte das críticas feitas por Washington reproduz práticas adotadas pelo próprio governo dos Estados Unidos, citando como exemplos as acusações relacionadas ao Pix, à corrupção e até mesmo às questões ambientais.
Na avaliação do economista, o documento parece menos uma análise técnica e mais uma tentativa de ampliar o poder de barganha americano nas negociações com o Brasil.
Cummings afirma que a inclusão do Pix é especialmente reveladora porque o sistema brasileiro se tornou uma alternativa pública eficiente e de baixo custo.
Apesar do tom duro adotado pelo governo americano, o economista avalia que a implementação efetiva das tarifas ainda enfrenta obstáculos políticos e jurídicos. Ele lembra que empresas americanas afetadas pelo aumento dos custos de importação podem contestar as medidas na Justiça e afirma que o relatório carece de evidências robustas para sustentar algumas de suas acusações.
Além disso, observa que Washington ainda não deixou claro quais concessões espera obter do Brasil, o que dificulta o avanço das negociações e aumenta a incerteza sobre os próximos passos da disputa comercial.
Por Isabella Menon/Folhapress
No domingo (31/05) aconteceram mais dois jogos do Campeonato Supermaster (50+) da AABB Ipiau.
No primeiro jogo do dia a Ita Telecom venceu sua primeira partida e pulou para a vice liderança do campeonato no duelo frente a equipe da Consulcred.
Consulcred 1x3 Ita Telecom
Gol: Consulcred: Lindomar
Gols: Ita Telecom: Darinho, Elias e Robson
Na segunda partida do dia a Dancau se recuperou da última derrota e venceu a equipe da Coxinha Real e avançou para a terceira colocação na competição.
Dancau 2x1 Coxinha Real
Gols: Dancau: Nanau e Nelson Marculino
Gol: Coxinha Real: Genésio
Artilharia: Givaldo (03) Gols
Genésio (02) Gols
Caboquinho (02) Gols
Lindomar (02) Gols
No próximo domingo (07/06) mais dois jogos movimentam a tabela de classificação:
07:00 - Dancau x Ita Telecom
08:15 - Consulcred x Hortifruti São Luiz
Fonte: Ascom/AABB_Ipiaú
EUA concluem investigação sobre trabalho forçado e propõem mais uma tarifa contra Brasil
Após a conclusão da investigação da seção 301 que prevê um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) divulgou na madrugada desta quarta-feira (3) uma nova análise que também inclui o Brasil. Trata-se do caso investigado sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia.
A tarifa aplicada nesse caso será de 12,5%. Não está claro se as penalidades seriam somadas. A proposta será submetida a consulta pública. Interessados poderão solicitar participação nas audiências até 22 de junho e enviar contribuições por escrito até 6 de julho.
As audiências estão marcadas para 7 de julho. A decisão sobre aplicação ou não das tarifas cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo o relatório, embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, "essas disposições não vedam legalmente a importação, para comercialização no mercado doméstico, de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países".
Assim, o USTR indica que a conduta do Brasil em relação ao trabalho forçado é injustificável e impõe obstáculos ou restrições ao comércio dos EUA.
Pela decisão desta quarta, o Brasil está na categoria dos países que, segundo o USTR, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado e também não fiscalizam efetivamente esse tipo de importação. Nesta categoria, estão outros 53 países.
Já outras seis economias, como Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia, estão em uma categoria diferente. Segundo o escritório, eles já possuem algum tipo de proibição ou mecanismo legal contra a importação de produtos produzidos com trabalho forçado, mas não fazem a fiscalização de forma eficaz. O problema, nesse caso, seria a implementação, não a ausência de legislação. Para estes países, eles devem ser taxados em 10%.
Segundo Jamieson Greer, representante dos EUA para o comércio, "a falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável". "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais essa disparidade."
O caso para investigar o suposto uso de trabalho forçado foi aberto logo após o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), que foi usada pelo governo Trump para taxar dezenas de países, ser considerada ilegal pela Suprema Corte dos EUA, em março.
Como reação à determinação judicial, o republicano impôs uma tarifa global de 10%, que expira no final de julho e o Brasil entrou na mira de outra ação do USTR, iniciada neste ano, para analisar se produtos fabricados com trabalho forçado estão entrando no mercado americano.
Na abertura deste processo, Greer afirmou que "por muito tempo, trabalhadores e empresas americanos foram obrigados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida pelo flagelo do trabalho forçado".
Normalmente, as investigações sob a seção 301 têm duração de um ano. Porém, os EUA já tinham sinalizado que gostariam que este processo fosse rápido.
Greer sinalizou, em março, que as conclusões aconteceriam "em meses" e poderiam apontar para a necessidade de acordos bilaterais. "Se os países não quiserem negociar, poderemos impor novas tarifas ou multas", afirmou.
O Brasil respondeu contra a abertura do processo. No documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o governo afirmou que eventuais sanções unilaterais seriam desproporcionais e injustas contra um país que considera referência global no combate ao trabalho escravo.
"Esta investigação da Seção 301, e quaisquer ações dos Estados Unidos que possam dela resultar, ameaçam minar o progresso alcançado por tais iniciativas brasileiras e, portanto, comprometer os objetivos do USTR ao iniciar esta investigação", disse o texto.
O governo também sustentou que a Seção 301 é um instrumento unilateral incompatível com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), que deveria ser o foro adequado para a solução de controvérsias comerciais.
Vieira afirmou ainda que o Brasil possui um sistema jurídico robusto que vai além das normas internacionais. O Código Penal brasileiro faz uso do conceito de "condição análoga à de escravo", que é mais amplo do que a definição de trabalho forçado da OIT (Organização Internacional do Trabalho), incluindo condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de locomoção.
Entre os instrumentos citados está a chamada lista suja do trabalho escravo, que impõe restrições reputacionais e financeiras a empresas flagradas em irregularidades, além da exclusão de infratores de licitações públicas.
O ministro apresentou ainda dados de 2025, como a realização de 1.594 inspeções que resultaram no resgate de 2.772 trabalhadores, argumentando que altos números de detecção são sinais de um sistema de fiscalização proativo e não de uma alta incidência do problema.
O Brasil também alega que suas políticas não prejudicam o comércio americano e que o país não representa risco relevante como destino de produtos barrados pelos Estados Unidos por questões trabalhistas.
Veja a lista dos países:Argélia
- Angola
- Argentina
- Austrália
- Bahamas
- Bahrein
- Bangladesh
- Brasil
- Camboja
- Canadá
- Chile
- China
- Colômbia
- Costa Rica
- República Dominicana
- Equador
- Egito
- El Salvador
- União Europeia
- Guatemala
- Guiana
- Honduras
- Hong Kong, China
- Índia
- Indonésia
- Iraque
- Israel
- Japão
- Jordânia
- Cazaquistão
- Kuwait
- Líbia
- Malásia
- México
- Marrocos
- Nova Zelândia
- Nicarágua
- Nigéria
- Noruega
- Omã
- Paquistão
- Peru
- Filipinas
- Catar
- Rússia
- Arábia Saudita
- Singapura
- África do Sul
- Coreia do Sul
- Sri Lanka
- Suíça
- Taiwan
- Tailândia
- Trinidad e Tobago
- Turquia
- Emirados Árabes Unidos
- Reino Unido
- Uruguai
- Venezuela
- Vietnã
Por Isabella Menon/Folhapress
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