Ibirataia: Secretaria de Saúde promove capacitação em oncologia e fortalece combate ao câncer

Formação qualifica profissionais da rede municipal e amplia ações de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado humanizado à população
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma capacitação em oncologia voltada aos profissionais da rede pública, reforçando as ações de prevenção, diagnóstico e assistência aos pacientes com câncer no município. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento da atenção básica e busca ampliar a qualificação técnica das equipes para um atendimento mais eficiente e humanizado.
Durante a formação, foram abordados temas essenciais como identificação precoce de casos suspeitos, fluxo de encaminhamento na rede de atenção oncológica e estratégias de acompanhamento contínuo aos pacientes. A capacitação visa garantir que os profissionais estejam preparados para atuar de forma integrada, contribuindo para o diagnóstico precoce e para melhores resultados no tratamento.
O secretário Elmar Lopes destacou a importância da iniciativa para a melhoria da assistência prestada à população. “Investir na capacitação dos nossos profissionais é fortalecer o cuidado com a vida. Essa ação reafirma o compromisso da gestão municipal em oferecer uma saúde cada vez mais qualificada, humanizada e preparada para enfrentar desafios como o câncer”, afirmou.
Fonte: Ascom/PMI

Prefeitura de Itagibá anuncia mais três atrações para o melhor São João tradicional do interior

Itagibá segue aumentando a expectativa para um dos festejos juninos mais aguardados da região. A
Prefeitura Municipal anunciou nesta quinta feira (28), mais três atrações que irão compor a programação do São João 2026: Seu Mastruz, Latitude 10 e Mikael Santos.

O tradicional São João de Itagibá será realizado entre os dias 21 e 23 de junho, iniciando nos 19 e 20 com a Vila Cultural, o festejo promete reunir milhares de pessoas em uma grande celebração marcada pelo forró, pela cultura nordestina e pela valorização das tradições juninas.

Com uma programação diversificada, o evento vem se consolidando como um dos principais festejos do interior da Bahia, atraindo visitantes de diversas cidades da região do Médio Rio de Contas e fortalecendo o turismo e a economia local.

Além dos shows, a festa contará com decoração temática da copa do mundo, comidas típicas, apresentações culturais e uma ampla estrutura preparada para receber moradores e turistas com segurança e organização.

O evento conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da SUFOTUR, fortalecendo os festejos juninos e incentivando a cultura popular em toda a Bahia.

A gestão municipal reforça que novas atrações e novidades ainda serão divulgadas nos próximos dias, aumentando ainda mais a expectativa para o São João 2026.

PRF apreende 100 kg de maconha na BR-364, em Mineiros (GO)

Droga estava escondida nas portas e no para-choque do veículo e tinha como destino a capital goiana
Na tarde desta quarta-feira (27), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 100 quilos de maconha durante fiscalização na BR-364, no município de Mineiros (GO).

A droga foi localizada em um Chevrolet Classic abordado pelos agentes. Durante a vistoria no veículo, os policiais localizaram diversos tabletes escondidos no interior das portas e também no para-choque traseiro do automóvel.

Além do entorpecente, os policiais encontraram com o condutor uma quantia em moeda estrangeira do Paraguai.

O motorista, um homem de 52 anos, informou que pegou a droga na divisa entre os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul e que a transportava para Goiânia.

O condutor, o veículo e a droga foram encaminhados à Polícia Civil.

PRF apreende cerca de 40 kg de maconha na BR-050, em Catalão (GO)

Droga estava em carro ocupado por dois homens que seguiam de Uberlândia (MG) para Brasília (DF)
Nesta quarta-feira (27), uma equipe da Polícia Rodoviária Federal realizava fiscalização de rotina na Unidade Operacional da PRF, localizada no km 286 da BR-050, em Catalão (GO), quando abordou um Fiat Palio, com placas de Brasília (DF).

O automóvel era conduzido por um homem de 29 anos e tinha como passageiro um homem de 26 anos. Aos policiais os suspeitos informaram que seguiam de Uberlândia (MG) para Brasília (DF).

Durante os procedimentos de fiscalização, os agentes perceberam um forte odor característico de maconha vindo do interior do veículo. Ao realizarem buscas no porta-malas, foram encontradas dois sacos contendo 36 tabletes da droga, totalizando aproximadamente 40 kg.

Diante dos fatos, os abordados, o veículo e a substância apreendida foram encaminhados à Polícia Civil de Catalão (GO) para os procedimentos cabíveis.
Categoria
Crimes

Desemprego sobe a 5,8% no trimestre até abril, abaixo das projeções

A taxa de desemprego subiu a 5,8% no Brasil no trimestre até abril, após marcar 5,4% nos três meses encerrados em janeiro, que servem de base de comparação, afirmou nesta quinta-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O patamar de 5,8%, contudo, é o menor para o intervalo até abril na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento começou em 2012.

O novo resultado também ficou levemente abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, que era de 6%, segundo a agência Bloomberg.

O desemprego costuma aumentar nos meses iniciais do ano. Isso é explicado pelo retorno à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias em parte das atividades da iniciativa privada e do serviço público.

A coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, disse que o resultado não indica uma piora do cenário e é "relativamente natural" para o período.

"O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais, que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores", afirmou a técnica.

A desocupação já estava em 6,1% até março, mas o IBGE evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos. É o caso dos intervalos finalizados em março e abril.

A Pnad abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros. As estatísticas consideram a população de 14 anos ou mais.

Uma pessoa sem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada na pesquisa. Não basta só não trabalhar.

O IBGE estimou a população desempregada em 6,3 milhões. Isso representa um crescimento de 8% (ou mais 471 mil pessoas) na comparação com o trimestre até janeiro (5,9 milhões).

O cenário é diferente no confronto com igual trimestre do ano passado (7,1 milhões). Nessa comparação, houve queda de 11,3% (menos 809 mil).

Já a população ocupada com algum tipo de trabalho foi de 102,3 milhões até abril.

Teve redução de 0,3% (menos 338 mil) frente ao trimestre até janeiro (102,7 milhões) e aumentou 1,1% (mais 1,1 milhão) em relação ao mesmo intervalo do ano anterior (101,3 milhões).

Na média, a renda habitual de todos os trabalhos foi estimada em R$ 3.732 por mês até abril. É a segunda maior de toda a série histórica, atrás apenas da registrada até março deste ano (R$ 3.750).

O rendimento subiu 0,3% frente ao trimestre até janeiro (R$ 3.719) e mostrou crescimento de 5,3% ante igual período do ano anterior (R$ 3.542).

Analistas afirmam que o desemprego baixo reflete uma combinação de fatores. O principal, segundo eles, é o desempenho positivo da atividade econômica em meio a medidas de estímulo do governo federal nos últimos anos.

Outra questão citada é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação. Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego.

O mercado ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia. Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual.
POSSÍVEL FIM DA ESCALA 6X1

A divulgação da Pnad ocorre em um momento no qual o Brasil discute o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso na semana).

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), em dois turnos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com essa modalidade. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, em dois turnos, antes de ser promulgado.

O projeto divide opiniões. É celebrado por representantes dos trabalhadores, mas encontra resistência de parte do empresariado.

Enquanto alguns estudos apontam elevação de custos para as empresas e risco de eliminação de vagas formais, outras análises indicam que não haveria desemprego significativo, que o aumento de despesas ocorreria uma única vez e que a alta poderia ser diluída com planejamento.
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE DESEMPREGO

O que é o desemprego?
O desemprego se refere às pessoas de 14 anos ou mais que não estão trabalhando, mas que estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Para alguém ser considerado desempregado, não basta não possuir emprego. É preciso que essa pessoa também procure oportunidades de trabalho.

Como funciona a Pnad Contínua?
É o principal instrumento para monitorar a força de trabalho do país. Conforme o IBGE, sua amostra corresponde a 211 mil domicílios, em todos os estados e no DF, que são visitados a cada trimestre. Cerca de 2.000 entrevistadores atuam na coleta da pesquisa.

Como é medida a taxa de desemprego?
É a porcentagem das pessoas na força de trabalho que estão desempregadas. A força de trabalho é composta pelos desempregados e pelos ocupados. Os ocupados, por sua vez, são aqueles que estão trabalhando de modo formal ou informal —ou seja, com ou sem carteira assinada ou CNPJ.

O que explica o desemprego baixo?
Ele se explica principalmente por um mercado de trabalho aquecido, reflexo da atividade econômica no país nos últimos anos. Mudanças demográficas e tecnológicas também contribuem para uma taxa baixa, conforme analistas.

Por Leonardo Vieceli/Folhapress

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem 46,5% e Flávio Bolsonaro, 41,4% no segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, 28. O petista tem 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do primogênito de Jair Bolsonaro (PL).

Considerando o limite da margem de erro, que é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a vantagem de Lula pode variar de apenas 0,1 ponto percentual (44% a 43,9%) a 10,1 pontos percentuais (49% a 38,9%).

O resultado representa uma mudança de cenário. A rodada anterior da pesquisa, divulgada no dia 5 de maio, apontava empate técnico: Flávio tinha 45,3% das intenções de voto contra 44,7% de Lula.

Em menos de um mês, o pré-candidato do PL perdeu 3,9 pontos percentuais em meio ao desgaste causado pela divulgação do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Bolsonaro.

Lula também aparece à frente dos demais pré-candidatos. Em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista tem 46% contra 40% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos representam 7%, mesmo percentual de indecisos. Nos demais cenários, Lua teria 46% a 37% contra Romeu Zema (Novo); 46% a 31% contra Renan Santos (Missão); e 46% a 26% contra o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC).

Primeiro turno

A pesquisa também testou cenários de primeiro turno. Porém, os resultados não são comparáveis com as rodadas anteriores porque foram incluídos na lista de pré-candidatos o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa.

Dessa forma, não é possível tirar conclusões sobre a variação no desempenho de Flávio Bolsonaro ou qualquer outro nome testado.

Lula leva vantagem com 38,5% das intenções de voto contra 31,5% de Flávio. Caiado tem 5,5%, seguido de Zema com 2,4% e Renan Santos com 2,1%.

Indecisos são 10,5% e os que disseram votar em branco, nulo ou em ninguém, 5,1%. Os demais candidatos somados têm 4,4%. O instituto não divulgou o desempenho individual deles. Além de Aécio e Joaquim Barbosa, a lista inclui Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hert Diaz (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP).

A pesquisa também simulou a substituição de Flávio por outros nomes à direita. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), marcou 29,6% contra 38% de Lula. Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) registrou 15,9% contra 38,1% do atual presidente.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-02918/2026.

Por Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo/Estadão Conteúdo

Ibirataia é premiada com Projeto Agricultura Itinerante e se destaca em evento estadual

O reconhecimento reforça protagonismo da Secretaria Municipal de Agricultura e valoriza ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar

O município de Ibirataia conquistou destaque estadual ao ser premiado com o Projeto Agricultura Itinerante, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Agricultura e apresentado durante a FEAGRI e o Prêmio INOVAAGRO, em Salvador. A iniciativa foi reconhecida por promover inovação, descentralização dos serviços e fortalecimento da agricultura familiar no município, ampliando o acesso dos produtores rurais à assistência técnica e políticas públicas.

Representando o município, a secretária de Agricultura, Laís Nascimento, destacou que a premiação simboliza o compromisso da gestão com o desenvolvimento rural sustentável. “Esse reconhecimento mostra que Ibirataia está no caminho certo, investindo em inovação e aproximando cada vez mais os serviços da Secretaria dos nossos agricultores. O Agricultura Itinerante nasceu para fortalecer o campo e garantir mais dignidade e oportunidades aos produtores rurais”, afirmou.
Além do reconhecimento pelo projeto, o município também recebeu um tablet entregue pelo secretário da SEAGRI, Vivaldo Gois de Oliveira, como forma de incentivo e fortalecimento das ações da pasta. O equipamento será utilizado para otimizar os serviços da Secretaria de Agricultura, garantindo mais eficiência no atendimento aos produtores rurais. O Projeto Agricultura Itinerante tem levado atendimento técnico, orientações sobre crédito rural e suporte especializado diretamente às comunidades, consolidando Ibirataia como referência em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do campo.
Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia

INSS desconhece tamanho de fraudes do Master e diz que não atuará por prioridade a aposentados

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) afirmou, em um documento elaborado no último dia 18 e obtido pela Folha, que não tem elementos suficientes para dimensionar "a existência, a extensão e a liquidez" de créditos de aposentados e pensionistas vítimas de fraudes perpetradas pelo Banco Master na área de consignados.

Essa limitação é ainda pior, conforme o documento, no caso dos contratos do Credcesta, um cartão de crédito consignado que incluía benefícios –como desconto em farmácia e auxílio-funeral– e funcionou como um carro-chefe do banco de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, há casos de suspeita de descontos indevidos, fraudes em contratos e dúvidas sobre consentimento dos beneficiários.

Um acordo de cooperação técnica com o INSS permitiu ao Master operar junto a aposentados e pensionistas do regime geral de previdência entre setembro de 2020 e setembro de 2025. Essas operações incluíam beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada). O Credcesta era o principal produto ofertado na área de consignados.

No documento, o INSS disse que não tem competência para fazer a representação legal de beneficiários lesados nem para atuar com "cobrança de valores em nome de terceiros", e que não buscará a habilitação de créditos concursais ou extraconcursais em nome de aposentados, no âmbito da liquidação do Master, decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.

A habilitação de créditos extraconcursais, em nome de vítimas de fraudes, colocaria esses beneficiários no topo das prioridades de pagamentos pelos liquidantes do banco. Foi o que recomendou o MPF (Ministério Público Federal) no começo de fevereiro, em um documento enviado aos liquidantes do Master –designados pelo BC– e ao INSS.

A Procuradoria da República no DF pediu que o órgão federal atuasse pela habilitação dos créditos de aposentados com descontos indevidos e com contratos inválidos –que esses segurados fossem priorizados, portanto, nos pagamentos a cargo do Master após a liquidação. Isso deveria ocorrer diante de uma alta probabilidade de insuficiência de dinheiro no banco, conforme o MPF.

No documento do dia 18, direcionado à Procuradoria, o INSS afirmou ser impossível atender à recomendação nos termos propostos.

"O INSS informa que não promoverá, diretamente, a habilitação de créditos concursais ou extraconcursais em nome de aposentados e pensionistas no âmbito da liquidação extrajudicial do Banco Master", disse o órgão, em documento assinado por Leonardo Bittencourt, diretor substituto de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão.

O MPF afirmou à reportagem que ainda analisará a resposta para avaliar se a justificativa é pertinente.

Em nota, o INSS reiterou o que afirmou no documento, no que diz respeito à não representação de aposentados na habilitação de créditos.

"Os contratos de empréstimos consignados e cartões de crédito consignado são feitos diretamente entre os beneficiários e os bancos, sendo relações de natureza privada", disse. "O INSS não possui competência legal para atuar em nome de aposentados e pensionistas na liquidação extrajudicial do Master."

A defesa de Vorcaro diz que o banco respeitou normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS.

Um inquérito civil público, em tramitação na Procuradoria da República no DF, investiga as fraudes do Master no crédito consignado a aposentados e pensionistas.

Em abril, o MPF afirmou que existem "indícios de fraude massiva" no consignado operado pelo banco de Vorcaro. Isso levou à não renovação do acordo de cooperação por parte do INSS, em setembro de 2025, à retenção dos valores equivalentes aos descontos feitos nos contracheques de aposentados (sem repasses ao Master) e à interrupção de descontos futuros, conforme a Procuradoria.

"A urgência e a gravidade da situação são reforçadas pelo fato de que o próprio INSS já identificou aproximadamente 250 mil contratos com indícios de irregularidade ou fraude envolvendo o conglomerado Master", disse o MPF em abril. "Sem o reconhecimento definitivo da invalidade desses contratos, os segurados permanecem em situação de vulnerabilidade jurídica e financeira."

Reportagem publicada pela Folha em 13 de fevereiro mostrou que a base de dados usada pelo INSS registra uma explosão da quantidade de contratos do Credcesta via Master, de 104,8 mil contratos em 2022 para 2,75 milhões em 2024, um aumento de mais de 2.500%. O próprio órgão descreve em documentos um "padrão de desconformidades" e riscos aos beneficiários com esses créditos.

A Procuradoria da República pediu que a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana, apresentasse "a lista definitiva e pormenorizada contendo a identificação dos beneficiários e os respectivos contratos reconhecidos como inválidos".

Com o vencimento do prazo dado na recomendação expedida em fevereiro, o MPF também solicitou uma posição sobre a orientação dada.

Foi nesse contexto que o INSS enviou o documento elaborado no último dia 18. Segundo o órgão, o documento se baseou numa nota técnica e num parecer da área jurídica.

Servidora de carreira, Ana Cristina substituiu Gilberto Waller Júnior no cargo, em meados de abril. Ele é procurador federal e foi designado presidente do INSS –função exercida por 11 meses– em razão da crise desencadeada pela descoberta do esquema de descontos indevidos de aposentadorias e pensões.

"As relações jurídicas decorrentes da contratação de empréstimos consignados e cartões de crédito consignado são estabelecidas diretamente entre os beneficiários e as instituições financeiras, possuindo natureza privada", argumentou o INSS ao MPF.

No caso do Credcesta, dimensionar os contratos inválidos e créditos existentes é ainda mais difícil porque faltam informações que não integram as "bases operacionais" do órgão federal, como faturas mensais, utilização efetiva do crédito, contraprestação financeira e encargos, cita o documento.

Uma decisão da Justiça Federal, que obriga o INSS a fazer depósitos em juízo dos valores que seriam repassados ao Master, "demanda cautela quanto à adoção de quaisquer providências", afirmou o órgão federal. O INSS disse que manterá providências administrativas e cooperação com MPF, Justiça e BC.

Por Vinicius Sassine/Folhapress

PEC do fim da 6x1 chega ao Senado com incerteza sobre Alcolumbre e oposição dividida

Davi Alcolumbre
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, aprovada na Câmara nesta quarta-feira (27), chega ao Senado com futuro incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dado sinais de que não travará o projeto, mas causa receio na base do presidente Lula (PT) ao não detalhar como será a tramitação da principal aposta eleitoral do Planalto no Legislativo este ano.

Enquanto isso, a oposição está dividida sobre qual será a postura adotada diante da pauta. Há divergência no partido. Enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário à PEC do fim da 6x1, uma ala da sigla defende adotar a mesma estratégia dos bolsonaristas na Câmara: dobrar a aposta e defender a escala 4x3 sem transição alguma, visando blindagem eleitoral.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, tem conversado com Alcolumbre para convencê-lo a pautar logo a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O articulador político do governo Lula afirmou estar dialogando "todo dia" com o presidente do Senado e acredita numa votação na Casa, "no máximo", na próxima semana.

Esse panorama não deve prosperar, no entanto, porque há um feriado na semana que vem e também porque Alcolumbre tem dito que dará uma "tramitação normal" à PEC do fim da 6x1. Ela deve apenas começar a tramitar na próxima semana, sem comissão especial, podendo passar, além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conversou com Alcolumbre na terça-feira (26), após a reunião do presidente do Senado com empresários. Os representantes do setor patronal tentaram enterrar a PEC e pediram, no mínimo, que a votação só ocorra após a eleição de outubro.

De acordo com interlocutores, Alcolumbre garantiu a Motta que não travará a discussão, mas sem dar mais detalhes. O deputado é um dos fiadores do fim da escala 6x1. Aliados do presidente da Câmara afirmam que o placar expressivo de aprovação, de 472 votos a 22 no primeiro turno, faz com que o texto chegue com mais força ao Senado e pressione os senadores a avançar com o tema.

É esperada uma nova conversa de Guimarães com Alcolumbre até esta quinta-feira (28) para acertar a votação. A esquerda prepara uma operação nas redes para pressionar os senadores a aprovarem logo a PEC.

O presidente do Senado está em maus termos com o presidente Lula desde a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). Alcolumbre articulou contra a escolha e impôs ao petista uma derrota histórica, mas depois passou a sinalizar desejo de pacificar a relação.

Após a rejeição de Messias, Lula avançou nas pesquisas após o escândalo do Master atingir o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida pela Presidência. Fortalecido, o petista tem dito que aguarda um gesto de Alcolumbre para recebê-lo pessoalmente. Segundo interlocutores, pautar a PEC do fim da escala 6x1 pode, justamente, ser essa sinalização de bandeira branca.

Além de apelar a Alcolumbre, o governo acredita também na popularidade do fim da escala 6x1. Segundo pesquisa Quaest de 8 a 11 de maio, 68% dos brasileiros apoiam a proposta, tornando a resistência de parlamentares um provável flanco eleitoral para os senadores que precisam se reeleger este ano ou se candidatar a outros cargos.

O governo aposta na boa vontade de Alcolumbre para pautar o fim da 6x1, mas também contabiliza ganhos caso o presidente do Senado trave a votação. A base do presidente Lula acredita que poderá reeditar na campanha o mote "Congresso inimigo do povo", que rendeu ao petista ganho na opinião pública no ano passado.

Justamente pelo apelo eleitoral da proposta, a oposição tem se dividido. O líder do grupo no Senado, Rogério Marinho, afirmou à Folha ser contrário à PEC. "Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho", disse. O senador chegou a procurar a bancada do PL na Câmara para convencer os deputados a votarem contra, mas foi vencido.

No Senado, o PL pode seguir o mesmo caminho. Os senadores, que se consideram mais suscetíveis à retaliação do eleitorado por estarem em menor número, podem divergir do líder da oposição e "dobrar a aposta" como fez o partido na Câmara, votando a favor de uma escala de trabalho de quatro dias de trabalho e três de descanso, mesmo que isso contrarie posições anteriores da bancada.

Por outro lado, o grupo prefere mesmo que a PEC não chegue ao plenário. Pelo regimento, a proposta deverá passar apenas pela CCJ e, depois, fica pronta para ser votada pelos senadores. A oposição, porém, tem defendido uma discussão maior, em mais comissões.

Parte da base bolsonarista defende até a possibilidade de criação de uma comissão especial para atrasar a votação. O grupo procura precedentes na história do Senado para permitir a Alcolumbre a abertura de um colegiado do tipo.

A oposição teme travar ou votar contra, inclusive, porque na Câmara o grupo não arriscou. A proposta foi aprovada nos dois turnos com mais de 460 votos favoráveis. O governo mapeava que, se conseguisse mais de 450 deputados, o Senado não conseguiria segurar a PEC.
Por Augusto Tenório, Carolina Linhares e Raphael Di Cunto/Folhapress

Presidente da ANPC é acusada de oferecer dinheiro para funcionária de instituto confirmar vírus em viveiros de cacau na Bahia

Uma acusação de tentativa de suborno envolvendo a presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, veio à tona nesta quarta-feira (27), após a divulgação de um áudio pelo programa Jornal Interativa News, da Rádio Interativa FM, em Itabuna. O trecho divulgado, atribuído à chefe da associação, revela uma suposta negociação para que uma funcionária testemunhasse contra Instituto Biofábrica da Bahia, que produz mudas de cacau.

De acordo com informações do Políticos do Sul da Bahia, o episódio ocorre poucos dias depois da repercussão causada pela invasão de uma área de biossegurança máxima da Biofábrica, em Banco do Pedro, distrito de Ilhéus. A ação ocorreu depois de denúncias sobre uma suposta presença do vírus do mosaico nos viveiro , informação que, segundo a instituição, não possuía qualquer comprovação técnica. A Biofábrica afirma que a entrada não autorizada colocou em risco a produção de mudas utilizadas por milhares de produtores rurais.

No áudio divulgado, é possível ouvir uma mulher de nome Vanuza oferecendo R$ 5 mil à funcionária, além de propor a transferência da família dela para Minas Gerais. Segundo o relato, após a negativa da servidora, teriam ocorrido intimidações. Ela afirma ter sido coagida a confirmar a presença de uma praga nos viveiros da instituição.

A servidora registrou boletim de ocorrência na delegacia do município. Em depoimento, ela afirmou ter recebido mensagens e ligações atribuídas à equipe de Vanuza para que ela confirmasse as acusações envolvendo a Biofábrica. Ela também relatou ameaças relacionadas à divulgação de um suposto vídeo, além da oferta de vantagens financeiras em troca de declarações contra a instituição. O Instituto Biofábrica da Bahia informou que o caso já foi encaminhado às autoridades e que medidas judiciais estão sendo adotadas.

VANUZA NEGA ACUSAÇÕES

Ao Bahia Notícias, a presidente negou as acusações e afirmou que o áudio foi “tirado de contexto”. Vanuza alegou que já havia trocado informações com a servidora outras vezes e ela havia confirmado a presença do vírus no local, mas temía pela sua integridade caso expusesse a empresa. “Eu não a subornei, jamais faria isso. Inclusive ela me confirmou a presença do [vírus] mosaico e disse que a praga foi identificada desde o ano passado, mas a empresa não agiu”, justificou.

VÍDEO: Edson Gomes desabafa e comenta episódio com Daniela Mercury: “Meu senhor me ensina a não devolver a ofensa”

O cantor Edson Gomes desabafou sobre o ocorrido entre ele e a cantora Daniela Mercury, durante um evento do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, que celebra o carnaval da Bahia, em abril deste ano. Em um vídeo publicado, nesta quarta-feira (27), pelo pianista Scooby, componente da banda Cão de Raça, que acompanha Edson, o cantor aparece conversando com o público sobre um episódio entre ele e “uma colega”.

“Todo mundo, onde eu vou cantar, espera eu falar alguma coisa em relação ao episódio que aconteceu lá em Salvador com a colega [Daniela], mas eu não vou falar nada sobre esse assunto. Nada”, afirma.

Além de não querer falar sobre o tema, o artista soteropolitano de reggae garante que o caso não terá repercussões jurídicas: “E também não vou processá-la. Não vou processá-la. O meu senhor me ensina a não devolver a ofensa. Aquilo que ele diz, quando bater de um lado para o outro é o seguinte: te ofendeu, você deixa para lá, deixa para ele resolver. Eu não quero ganhar dinheiro de ninguém”.

 

Modelo de reestruturação dos Correios pode ferir legislação, afirma TCU, que pede ajustes

         Processo para apurar responsabilidades de servidores do Tesouro terá continuidade

O TCU (Tribunal de Contas da União) alertou a equipe econômica do governo Lula que o plano de reestruturação dos Correios, aprovado no final do ano passado, não seguiu todos os ritos necessários, mas permitiu que ajustes sejam feitos para corrigir irregularidades. Do contrário, pode haver descumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Paralelamente, o TCU dará andamento a um processo que vai apurar responsabilidades de agentes do Tesouro no caso.

A análise do TCU é considerada decisiva para o futuro das negociações com a empresa, que ainda precisa de mais R$ 7 bilhões para executar o plano. Uma das determinações impostas pela Corte é a implementação de mecanismos de acompanhamento e controle sobre a obrigação de realizar o novo aporte.

Além de responsabilizar servidores em seu CPF, um eventual descumprimento da legislação fiscal pode ter impactos na análise anual das contas de governo, que dependem de um parecer prévio do TCU antes de serem apreciadas pelo Congresso Nacional.

Em julgamento nesta quarta-feira (27), o ministro Benjamin Zymler, que relatou o caso, avaliou que a análise da reestruturação financeira foi genérica e não detalhada, mas apontou que há tempo de correção, principalmente caso a equipe econômica faça uma reestruturação no processo de garantias de estatais que não dependem do orçamento da União.

O plenário do tribunal analisou dois processos relativos à reestruturação dos Correios nesta quarta. O primeiro diz respeito à atuação do Ministério da Fazenda na concessão da garantia à primeira operação, de R$ 12 bilhões, do fim do ano passado.

Caso os Correios não paguem o empréstimo, a União terá de honrar os pagamentos. A equipe econômica ainda terá 120 dias para implementar, no âmbito do plano, instrumentos de acompanhamento do risco fiscal do empréstimo já realizado.

Já no segundo processo, o Tribunal analisou o plano de reestruturação em si e determinou a elaboração de relatórios consolidados sobre a execução das ações previstas para a estatal, bem como alternativas em caso de fracasso.

O ministro apontou que o governo demorou em dar início ao plano para reestruturar a empresa. Depois, segundo ele, não cumpriu todos os pré-requisitos necessários por meio do Tesouro, da Secretaria de Estatais, do Ministério da Gestão e Inovação, e pelo Ministério das Comunicações.

"Desde 2024, os Correios figuram na lista de alto risco da Corte pelas demonstrações contábeis e pela existência de passivos importantes", apontou Zymler em seu voto. Ainda segundo ele, houve insuficiência na análise da empresa, pela equipe econômica, na hora de dar garantia ao plano. "A análise se deu sem nenhuma análise prévia de cunho material", criticou.

O relator afirmou que não houve nenhuma análise detalhada das premissas do plano de reestruturação. Segundo ele, tudo o que foi colocado pela empresa foi aceito pelas instâncias revisoras, principalmente se o fluxo de receitas no plano de reestruturação é factível, razoável, embasado e justificado.

O ministro Walton Alencar Rodrigues, decano do TCU, apontou que as falhas no plano de reestruturação da estatal são "estarrecedoras" para os órgãos responsáveis pela fiscalização. "Os Correios encabeçam a lista de entidades de maior risco da administração pública, e ainda são considerados não dependentes do Estado, mesmo em face de empréstimos seguidos, segurados pela União", declarou o decano.
Por Guilherme Pimenta/Folhapress

Kassio pede que PGR se manifeste em até 20 dias sobre revisão criminal de Bolsonaro

Ministro do STF dá prazo maior do que o usual por entender que análise é complexa por envolver um ex-presidente da República

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (27) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste em até 20 dias a respeito do pedido de revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em despacho, o relator citou que o Código de Processo Penal estabelece que, em ações como a protocolada pela defesa de Bolsonaro, a PGR deve ter dez dias para apresentar seu parecer. No entanto, Kassio entendeu ser necessário mais tempo para a análise por envolver um ex-presidente.

"Diante da complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República, entendo necessário estender o prazo previsto para manifestação do Ministério Público Federal", escreveu o ministro em sua decisão.

Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em documento de 90 páginas enviado ao STF em 8 de maio, eles afirmam que o fundamento do pedido "é a reparação do erro judiciário".

Indicado por Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques foi sorteado relator da revisão criminal em 11 de maio e deixou para analisar o caso após sua posse na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo apurou a reportagem, o ministro não deve impor ritmo acelerado e pretende analisar com calma o material entregue a seu gabinete.

Um advogado aliado de Bolsonaro afirmou, sob reserva, esperar que o caso tenha andamento semelhante ao de uma ação penal e que, nas mãos de Kassio, tramite em cerca de um a dois anos.

Depois da manifestação do Ministério Público, responsável pela acusação, abre-se uma instrução para saber se há provas a serem produzidas ou não, e posteriormente se marca a pauta para a análise colegiada da revisão pedida.

O julgamento deverá ser feito, em tese, pelo plenário completo da corte. O regimento interno do STF fala que a revisão será feita pelo "tribunal", mas isso ainda deverá ser consolidado mais à frente, sobretudo pelas mudanças no entendimento sobre as competências do plenário e das turmas.

Para a definição do relator, apenas os integrantes da Segunda Turma foram incluídos no sistema de escolha de relatoria do tribunal. Por ter participado de toda a tramitação da ação do núcleo central da trama golpista de 2023, Luiz Fux ficou de fora.

No pedido de revisão criminal, a defesa do ex-presidente requer também, por exemplo, a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e, assim, a nulidade de todas as provas decorrentes da colaboração do tenente-coronel.

A pendência de revisão criminal, no entanto, não impede a execução da condenação penal, de acordo com entendimento do próprio Supremo.

Atualmente, Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar. A medida foi concedida inicialmente por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, para que o ex-presidente se recupere de uma pneumonia bilateral que causou sua internação no fim de março.
Por Isadora Albernaz/Ana Pompeu/Folhapress

Presidente da comissão da 6x1 diz que mudança pode ficar 'só no papel' sem mais auditores do trabalho

Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
Em um ofício enviado ao Ministério da Gestão, o presidente da comissão que discute o fim da escala 6x1, deputado Alencar Santana (PT-SP), alertou para o risco de a redução da jornada de trabalho ficar "apenas no papel".

Ele cobrou da ministra Esther Dweck um reforço do quadro de auditores fiscais do trabalho, com a convocação do cadastro reserva do CNU (Concurso Nacional Unificado). Hoje, 1.800 aprovados estão no cadastro.

"Sem fiscalização efetiva, o risco é que a redução da jornada exista apenas no papel, enquanto milhões de trabalhadores continuem submetidos à intensificação do trabalho e ao adoecimento provocado pelo excesso de horas trabalhadas", diz o documento.

O pedido é feito porque, segundo o parlamentar, o número de cargos de auditores permanece o mesmo desde 1990, com 3.664 totais, sendo apenas 2.680 preenchidos. Além disso, quase 300 auditores já estão em condições de se aposentar.

São eles os responsáveis por fazer auditorias e verificar se as normas trabalhistas estão sendo cumpridas. O problema é que menos de 3% dos estabelecimentos passíveis de fiscalização são inspecionados no país.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, em 2024 apenas 169.372 estabelecimentos foram inspecionados, de um total de mais quase 6 milhões de espaços.

"A convocação das vagas imediatas do concurso, sem a convocação do cadastro reserva, não supre o déficit da carreira", disse o deputado no ofício enviado ao governo.

Por Gabriela Echenique, Folhapress

Seminário reúne gestores municipais para fortalecer atividade nas 13 zonas turísticas da Bahi

Foto: Tatiana Azeviche/Ascom-Setur
Gestores municipais das 13 zonas turísticas da Bahia e representantes do trade turístico se reuniram nesta quarta-feira (27), em Salvador, durante o 3º Seminário de Gestão em Turismo da Bahia, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA). O encontro reforçou estratégias de integração entre Estado e municípios para o fortalecimento do setor e o desenvolvimento sustentável do turismo baiano. 

 “Este seminário, que vem acontecendo anualmente, tem o objetivo de sensibilizar gestores municipais sobre as competências que os municípios têm no incremento da atividade turística. O Governo do Estado tem trabalhado nas 13 zonas turísticas com capacitação de mão de obra, obras de infraestrutura, promoção do destino Bahia e captação de voos, promovendo a geração de emprego e renda e movimentação da economia. Assim, a Bahia continua se mantendo na liderança da atividade no Brasil”, afirmou o secretário de Turismo, Maurício Bacelar.
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom-Setur
Entre os temas discutidos estiveram os impactos positivos da atividade turística e as responsabilidades dos gestores públicos na estruturação dos destinos. Questões como uso e ocupação do solo, coleta de resíduos sólidos, mobilidade urbana, iluminação pública e urbanização foram apontadas como fatores determinantes para o desenvolvimento do setor.

A cidade de Esplanada, inserida na zona turística da Costa dos Coqueiros, tem fortalecido seu potencial turístico com apoio do Governo do Estado. O prefeito José Naldinho destacou o crescimento do fluxo de visitantes e a diversidade de eventos locais. “Em Esplanada, temos um fluxo significativo durante a Sexta-feira Santa, com a Paixão de Cristo — o maior espetáculo a céu aberto do Litoral Norte — que este ano reuniu cerca de 10 mil pessoas. Temos ainda os festejos juninos, o 2 de Julho e nosso litoral, que recebe turistas o ano inteiro”, afirmou.

Representando a Câmara Regional de Turismo da Costa do Descobrimento, a presidente Patrícia Martins ressaltou a importância do seminário para a consolidação da Bahia como destino nacional. “Não existe atividade turística sem uma boa gestão, e o Estado está de mãos dadas com os municípios, investindo em infraestrutura, segurança e promoção dos destinos. O seminário é uma oportunidade de conversar, fazer contatos, aprender e ensinar”, pontuou.

Interiorização do turismo e novas tendências

O fortalecimento do turismo no interior também ganhou destaque no encontro. O secretário de Turismo de Itiúba, na Chapada Diamantina, Ângelo Costa, reforçou o movimento de interiorização da atividade turística no estado. “Estamos muito firmes junto ao Governo do Estado nessa questão. Muita gente dos grandes centros está querendo viver uma experiência mais próxima da rotina do interior, do produtor rural, algo mais intimista. Isso tem feito muito sucesso e fortalecido nossos destinos”, afirmou.

Festejos juninos

Com a aproximação dos festejos juninos, que movimentam a Bahia ao longo de todo o mês de junho, o seminário também foi uma oportunidade de alinhar estratégias para potencializar a atração de turistas durante o período. “Estamos mostrando aos gestores todas as condições que o Governo do Estado está oferecendo para que possamos realizar o maior e melhor São João do mundo, fortalecendo a transversalidade da atividade turística com o trade baiano”, concluiu o secretário Maurício Bacelar.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto

Brasília/DF. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagram, nesta quarta-feira (27/5), nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.
Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal.
Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
imprensa@pf.gov.br

Arma e drogas são apreendidas pela PM no Arraial do Retiro

Na tarde desta segunda-feira (26), policiais militares da 23ª apreenderam arma e drogas no Arraial do Retiro, em Salvador.
A guarnição fazia reforço de policiamento naquela localidade e, na Rua Avenida Oliveira, deparou-se com um grupo de indivíduos que, ao visualizarem as guarnições, fugiram, deixando os pertences para trás.

Na ação, foram apreendidos um fuzil cal. 5.56 com dois carregadores do mesmo calibre, dois carregadores alongados cal. 9 mm, carregador caracol calibre 5.55, 49 munições de calibres variados, um tablete de 1 kg de cocaína e 975 pinos da mesma substância, 2.805 porções de maconha e um pacote de 300 g da mesma substância, 480 comprimidos de droga sintéticas MDMA, 200 pedras de crack, um porta carregador de pistola, duas balanças de precisão, quatro peças de roupa camuflada, uma câmera de monitoramento e dinheiro em espécie.

Rondas foram realizadas no local, porém sem êxito na captura dos suspeitos.

Os materiais apreendidos foram apresentados à Central de Flagrantes para registro do fato e adoção das medidas cabíveis.
Fonte
DCS/PMBA

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