Feira Saúde Mais Perto atende moradores da Liberdade com exames e consultas gratuitas

Triagem para Mamoplastia redutora não estética é novidade entre os serviços oferecidos durante ação

Foto: Thuane Maria/GOVBA

A Feira Saúde Mais Perto realizou, nesta quinta-feira (10), o primeiro dia de atendimentos no bairro da Liberdade, em Salvador. A ação oferece consultas, exames e outros serviços gratuitos à população no Centro Social Urbano (CSU), com atendimento organizado por ordem de chegada. Realizada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia, a programação segue nesta sexta-feira (11), na Liberdade, e chega a Cajazeiras no sábado (12) e domingo (13).
Foto: Thuane Maria/GOVBA
Entre os serviços disponíveis estão ultrassonografias de abdômen total, tireoide, transvaginal, vias urinárias, região pélvica, próstata por via abdominal e bolsa escrotal, além de eletrocardiograma, preventivo, coleta laboratorial e consultas de ginecologia. O atendimento ocorre por ordem de chegada e segue os critérios estabelecidos para cada serviço, das 8h às 16h. É necessário apresentar CPF, RG, Cartão do SUS e solicitação médica.
Foto: Thuane Maria/GOVBA
Nesta edição, a Feira Saúde Mais perto oferece pela primeira vez a triagem para a cirurgia de mamoplastia redutora não estética. O procedimento é destinado exclusivamente a pacientes previamente agendados pelo Sistema de Lista Única e pelo canal Sesab Atende, da região de saúde de Salvador. Para esse serviço, não haverá atendimento por demanda espontânea

Repórteres: Namíbia Yakini e Tácio Santos/GOVBA

Escolas estaduais recebem novos espaços para aprendizagem, esporte e cultura em Salvador

Unidades no Nordeste de Amaralina e no Cassange ganham ambientes para ensino, alimentação, esporte, cultura e atendimento educacional

Fotos: Géssica Fontana/GOVBA e Feijão Almeida/GOVBA
Unidades de ensino da rede estadual em Salvador foram inauguradas nesta quarta-feira (9), após obras que renovaram os espaços destinados aos estudantes. As intervenções realizadas pelo Estado da Bahia foram executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com a Secretaria da Educação (SEC), e atendem a mais de 2,8 mil alunos de dois colégios.
Fotos: Géssica Fontana/GOVBA e Feijão Almeida/GOVBA
No Nordeste de Amaralina, o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Saúde e Tecnologia da Informação Carlos Corrêa de Menezes Sant'Anna ganhou teatro, restaurante estudantil, quadra poliesportiva coberta, campo de futebol society, laboratórios e áreas de convivência. No Cassange, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Heloísa Costa recebeu 16 salas climatizadas, restaurante estudantil, laboratórios, biblioteca, quadra coberta, campo de futebol society e teatro.
Fotos: Géssica Fontana/GOVBA e Feijão Almeida/GOVBA
A intervenção também contemplou a reforma e requalificação do prédio existente, que conta com 32 salas de aula, nove laboratórios, cinco salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), biblioteca, sala de artes, sala de dança, sala de jogos, sala de vivências corporais, sala multiuso, sala de vídeo e sala de grêmio, entre outros ambientes.

O novo teatro tem capacidade para 168 pessoas, enquanto o restaurante estudantil pode atender até 200 estudantes. A unidade também recebeu vestiários, guarita, área de paisagismo e espaços destinados à prática esportiva, ampliando as possibilidades de aprendizagem, cultura, convivência, alimentação e esporte no ambiente escolar.

Na formação técnica, são ofertados cursos de Nutrição e Dietética, Enfermagem, Análises Clínicas, Segurança do Trabalho e Informática. A unidade também oferece atividades como boxe, capoeira e percussão.

Já no Cassange, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Heloísa Costa pode atender até 1.405 estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA Médio.

A unidade conta com restaurante estudantil, 16 salas climatizadas, laboratórios de ciências e informática, a Biblioteca Edilene Leite, salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), quadra poliesportiva coberta, campo de futebol society e teatro com capacidade para 200 pessoas.

Repórteres: Leo Moreira/GOVBA e Namíbia Yakini/GOVBA

Eleições acendem alerta para assédio eleitoral no ambiente de trabalho

                    Pressões, ameaças e promessas de vantagens podem gerar responsabilização
A menos de um mês do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, as discussões políticas tendem a ganhar espaço também nos ambientes de trabalho. Conversas sobre candidatos, troca de opiniões e até recomendações entre colegas fazem parte do cotidiano. O problema começa quando o debate deixa de ser espontâneo e passa a envolver pressão, constrangimento ou interferência na liberdade de escolha do trabalhador.

Neste ano, o tema ganhou um reforço normativo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu expressamente nas regras para as eleições de 2026 a proibição de propaganda ou assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado. A norma estabelece ainda que pode responder pela prática tanto quem lhe der causa quanto quem permitir sua ocorrência.

Para o advogado Fábio Freire, sócio do BSF Advogados, é fundamental diferenciar o direito individual de manifestar uma opinião política do uso da relação profissional como instrumento de influência eleitoral. “O empregador possui poder diretivo para organizar o trabalho, estabelecer metas e cobrar resultados, mas esse poder não alcança a consciência política do empregado. A escolha do voto pertence exclusivamente ao cidadão e não pode ser condicionada, direta ou indiretamente, à relação de emprego”, afirma.
Da opinião à pressão - Entre colegas, uma conversa pontual sobre eleições ou a manifestação de preferência por determinado candidato não configura, por si só, assédio eleitoral. A situação muda, porém, quando surgem insistência, intimidação, hostilidade, discriminação ou constrangimentos destinados a influenciar a posição política de outra pessoa. O próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) ressalta que o assédio pode partir não apenas de superiores hierárquicos, mas também de colegas.

“A liberdade de expressão precisa conviver com a liberdade do outro de discordar, não declarar seu voto e até não querer participar da conversa. Entre colegas, essa fronteira pode ser percebida quando a recomendação deixa de ser uma opinião e passa a funcionar como cobrança, perseguição ou tentativa reiterada de constranger quem pensa diferente”, explica Fábio Freire. Ainda segundo o sócio do BSF Advogados, “além das possíveis repercussões trabalhistas e criminais, determinadas condutas podem também caracterizar captação ilícita de sufrágio”. O artigo 41-A da Lei nº 9.504/1997 considera ilícito “o ato de candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, com o objetivo de obter-lhe o voto”.

A atenção deve ser ainda maior quando a manifestação parte de proprietários, gestores ou superiores hierárquicos. A relação de trabalho é naturalmente marcada por uma diferença de poder, e mensagens sobre possíveis demissões, perda de benefícios ou dificuldades para a empresa caso determinado candidato vença ou perca podem ser interpretadas como formas de pressão. Prometer vantagens, folgas ou benefícios em troca de apoio político também está entre as práticas apontadas pelo MPT como exemplos de assédio eleitoral.
Empresas também precisam prevenir - Reuniões convocadas para orientar politicamente empregados, exigência de participação em atos de campanha, imposição do uso de símbolos de candidatos e tratamento diferenciado por posicionamento político são outras situações de risco. Para Fábio Freire, as empresas precisam adotar uma postura preventiva, inclusive em relação a grupos corporativos de mensagens e à atuação das lideranças.

“Não basta que a direção da empresa deixe de praticar o assédio diretamente. A regra do TSE chama atenção também para a responsabilidade de quem permite sua ocorrência. Por isso, diante de situações de pressão ou constrangimento entre trabalhadores, a organização não deve simplesmente tratar o problema como uma discussão pessoal. É recomendável ter regras claras, canais seguros para relatos e atuação rápida para preservar um ambiente profissional respeitoso”, orienta.

Além das repercussões trabalhistas e da possibilidade de indenização, determinadas condutas podem gerar atuação do Ministério Público do Trabalho e alcançar também a esfera eleitoral. O Código Eleitoral prevê, por exemplo, crimes relacionados à oferta de vantagens para obtenção de voto e ao uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinada candidatura.

“Em período eleitoral, divergências são naturais. O que não pode ser naturalizado é transformar emprego, salário, promoção, convivência profissional ou medo de retaliação em instrumentos para interferir no voto. A melhor orientação para empresas e trabalhadores é simples: política pode ser debatida, mas a liberdade de escolha precisa ser preservada”, conclui Fábio Freire.

Assessoria de Imprensa: Carla Santana (71) 9 9926-6898

Ibirataia: Prefeitura através da SEINFRA intensifica recuperação de estradas vicinais que ligam o Encontramento a região do Oricó e Santa Rosa

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, está realizando o patrolamento e o cascalhamento das estradas vicinais que ligam o Entroncamento ao Ponto de Firmo, seguindo em direção às regiões do Oricó e Santa Rosa. A iniciativa faz parte do cronograma permanente de manutenção da malha viária rural, garantindo melhores condições de tráfego, mais segurança e mobilidade para moradores, produtores e estudantes que utilizam diariamente essas vias.
O responsável pela manutenção das estradas da zona rural, Cláudio Goiabeira, destacou que o trabalho está sendo executado com planejamento para atender as localidades que mais necessitam de recuperação. “Nossa equipe está empenhada em oferecer estradas de qualidade, facilitando o deslocamento da população e o escoamento da produção agrícola, sempre buscando atender as demandas das comunidades rurais”, afirmou.
O prefeito Sandro Futuca ressaltou que os investimentos na infraestrutura rural representam um compromisso da gestão com o desenvolvimento do município. “Estamos trabalhando para manter nossas estradas em boas condições durante todo o ano, garantindo mais segurança, fortalecendo a economia local e oferecendo melhores condições de acesso para quem vive e produz na zona rural de Ibirataia”, declarou.

Robinho reforça compromisso com Senhor do Bonfim e destaca acolhimento no município

Em recente agenda na região, o candidato a Deputado Federal Robinho (4444) celebrou a recepção calorosa que teve ao visitar o município de Senhor do Bonfim. A passagem pela cidade foi marcada por encontros com lideranças locais e apoiadores, fortalecendo a aliança política para as próximas eleições.

Durante sua visita, o candidato destacou o carinho recebido pela população bonfinense e reiterou sua disposição em trabalhar ativamente em prol do desenvolvimento da cidade na Câmara dos Deputados.

"Foi surpreendente a minha passagem por Senhor do Bonfim. Não imaginei receber tanto acolhimento. Ficam os registros desse município maravilhoso, ao lado de pessoas que acreditam na mudança e confiam no nosso trabalho. Senhor do Bonfim tá com Robinho e Robinho vai trabalhar muito por Senhor do Bonfim!", declarou.

Foco em recursos e emendas parlamentares

Entre as prioridades assumidas pela equipe do candidato, destaca-se a articulação política para atrair investimentos e direcionar emendas parlamentares destinadas a suprir as reais demandas da comunidade local e da região norte do estado.

Com o apoio de importantes lideranças políticas baianas, como ACM Neto, Robinho reafirma sua candidatura ao cargo de deputado federal sob o número 4444, propondo um mandato focado em projetos estruturantes, melhorias nos serviços públicos e forte presença nos municípios baianos.

Moraes preparou defesa pública, mas adiou fala após conselho de aliados e operação sobre 'Dark Horse'

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), preparou uma defesa pública a respeito das suspeitas que o colocaram como um dos vértices da crise institucional da corte, mas adiou o pronunciamento após ser aconselhado por magistrados aliados.

Os colegas recomendaram que Moraes aproveitasse as atenções voltadas à operação da PF (Polícia Federal) sobre o filme "Dark Horse", autorizada pelo ministro Flávio Dino nesta quinta-feira (10), e aguardasse mais um tempo para se manifestar.

Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF.

Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponderou que tudo o que ele eventualmente deixasse sem explicação poderia assombrá-lo até a sessão da próxima terça (15), quando o plenário vai se reunir para discutir a crise pela primeira vez.

Também foi considerada a possibilidade de que as falas de Moraes pudessem agravar as tensões com Mendonça e levar o presidente do STF, Edson Fachin, a cancelar a sessão desta quinta-feira, assim como fez na quarta (9).

Um ministro defendeu que um pouco de normalidade institucional em meio ao caos poderia vir a calhar, com o julgamento regular dos processos tributários da pauta. No entanto, Fachin acabou de fato cancelando a sessão mais uma vez.

De acordo com auxiliares do presidente da corte, ele avaliou que haveria um risco real de a sessão desta quinta ser utilizada para antecipar debates que já estão planejados para ocorrer na próxima terça. Na disposição das cadeiras do plenário, Moraes e Mendonça sentam lado a lado.

A assessoria de imprensa do STF informou às 7h40 que Moraes faria um pronunciamento às 11h. Às 8h45, no entanto, um novo comunicado foi divulgado, apontando para o cancelamento da fala, com remarcação "para data oportuna".

Pressionado a achar uma solução para a crise inédita do STF, Fachin decidiu, entre outras medidas, tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news e proibir Mendonça de avançar em investigações com potencial de atingir integrantes da corte.

O presidente do Supremo marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão pública para que os ministros analisem o relatório da PF que apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Master, e o pedido de nulidade do documento feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Os diálogos foram tornados públicos por Mendonça. Moraes contra-atacou, usando o inquérito das fake news para pedir que o colega responda por abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

O fato de Moraes ter usado um "relatório de inteligência" da PF para embasar sua solicitação levou Mendonça à tréplica, determinando o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação. Por fim, Dino, que é aliado de Moraes, deu nova decisão reintegrando o diretor-geral ao cargo.

Fachin suspendeu as duas decisões sobre o diretor-geral da PF e, na prática, manteve Rodrigues nas funções. O presidente do STF citou "comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública".

Nesta quinta, Dino autorizou operação da PF contra 29 pessoas que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para o filme "Dark Horse", que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), autor das emendas, e a produtora do filme, Karina Gama. Ambos negam irregularidades na destinação ou na execução dos recursos.
Por Luísa Martins, Folhapress

AVISO DE LICITAÇÃO CONCORRÊNCIA ELETRONICA

 

N.o 006/2026
O Agente de Contratação e sua equipe de apoio da Prefeitura Municipal de Itagibá, Estado da Bahia,

torna público que realizará em sua sede no dia 16/10/2026 às 09h00min, CONCORRÊNCIA ELETRÔNICO

N.o 006/2026, conforme autorização contida no Processo Administrativo de no 127/2026 – Regido pela

Lei Federal no 14.133, de 01 de Abril de 2021 e demais normas regulamentares aplicáveis à espécie e

suas alterações; Decreto Municipal no 5.727 de 28 de Julho de 2022 e suas alterações. Tendo como

objeto a contratação de empresa de engenharia especializada para execução, sob o regime de

empreitada por preço global, das obras de pavimentação em piso intertravado de diversas ruas do

Bairro Kleber Barreto, na sede do Município de Itagibá/BA, incluindo terraplenagem, drenagem

superficial (meio-fio e sarjeta), passeios com acessibilidade e sinalização viária vertical e horizontal,

contemplando o fornecimento de materiais, mão de obra, equipamentos, infraestrutura, instalações e

demais serviços necessários à plena execução do objeto, conforme condições, quantitativos e

especificações estabelecidos no instrumento convocatório e seus anexos. A Concorrência, na forma

Eletrônica será realizado em sessão pública, por meio da INTERNET, mediante condições de segurança -

criptografia e autenticação - em todas as suas fases através do Sistema de Concorrência, na Forma

Eletrônica (licitações) da Bolsa Nacional de Compras. Os trabalhos serão conduzidos pelo Agente de

Contratação, funcionário da Prefeitura Municipal de Itagibá/BA, mediante a inserção e monitoramento

de dados gerados ou transferidos para o aplicativo “Licitações” constante da página eletrônica da Bolsa

Nacional de Compras (www.bnc.org.br). Edital na sede da Prefeitura Municipal de Itagibá, das 08h00min

às 12h00min, pelo e-mail: licitaitagiba@gmail.com. Divulgação dos demais atos do certame no Diário

Oficial do Município: www.itagiba.ba.gov.br ou pelo Telefone (73) 3244-2121.

Itagibá-BA, 10 de Setembro de 2026.

Fabio Nery de Souza

Agente de Contratação

Portaria 1.054/2025

Itagibá anuncia grande obra de pavimentação para transformar o Bairro Kleber Barreto

Licitação prevê pavimentação de diversas ruas, drenagem, acessibilidade e sinalização, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores

A Prefeitura de Itagibá acaba de dar um passo histórico para transformar a infraestrutura urbana do Bairro Kleber Barreto. Foi publicada a Concorrência Eletrônica nº 006/2026 para contratação da empresa que executará uma ampla obra de pavimentação em diversas ruas da comunidade.

A obra é fruto de convênio firmado entre o Município de Itagibá e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia — CONDER, resultado da articulação da gestão do prefeito Marquinhos junto ao Governo do Estado para viabilizar investimentos que melhorem a vida da população.

Criado durante a gestão do prefeito Marquinhos, em 2015, o Bairro Kleber Barreto representou a realização do sonho da moradia para muitas famílias itagibenses. Agora, a comunidade se prepara para viver um novo e importante capítulo de sua história: a urbanização das ruas e a melhoria definitiva de sua infraestrutura.

O projeto vai muito além da pavimentação. Conforme o edital, os serviços incluem pavimento em piso intertravado, terraplenagem, drenagem superficial, instalação de meios-fios e sarjetas, construção de passeios com acessibilidade e implantação de sinalização viária vertical e horizontal.

Será uma intervenção completa, planejada para proporcionar mais mobilidade, segurança, acessibilidade, valorização dos imóveis e qualidade de vida. Com a execução do projeto, problemas enfrentados diariamente pela população, como poeira no período seco, lama nos dias de chuva e dificuldades de circulação, darão lugar a ruas estruturadas, acessíveis e mais dignas.

A publicação da licitação representa uma resposta concreta a uma das maiores reivindicações dos moradores. É uma conquista construída com planejamento, diálogo e parceria institucional entre a Prefeitura de Itagibá e a CONDER.

Pela dimensão e pelo conjunto de serviços previstos, a iniciativa integra a maior obra de pavimentação da história de Itagibá, ampliando a infraestrutura urbana e levando desenvolvimento a uma comunidade que aguardava ansiosamente por esse investimento.

A sessão pública da licitação está marcada para o dia 16 de outubro de 2026, às 9 horas, por meio da plataforma da Bolsa Nacional de Compras. O certame integra o Processo Administrativo nº 127/2026 e será realizado de acordo com a Lei Federal nº 14.133/2021.

O Bairro Kleber Barreto nasceu em 2015 como um projeto de futuro. Agora, esse futuro começa a ganhar ruas pavimentadas, acessibilidade, segurança e mais qualidade de vida.

É a parceria entre o Município e o Governo do Estado transformando uma antiga reivindicação em conquista e fazendo Itagibá continuar avançando.

ACM Neto chama de “crime eleitoral” reportagem sobre suposta delação no caso Master

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) reagiu a uma reportagem que aponta a existência de uma suposta proposta de colaboração premiada envolvendo o Banco Master. Segundo a publicação, integrantes do União Brasil, entre eles o ex-prefeito de Salvador, teriam sido mencionados em relatos relacionados a contratos de previdência privada.

ACM Neto negou as acusações e classificou a divulgação das informações como um “crime eleitoral”. Para o candidato, o conteúdo seria utilizado com o objetivo de provocar desgaste político durante a reta final da campanha pelo Palácio de Ondina.

“O ambiente político não pode ser ‘vale tudo’”, declarou Neto. Ele também afirmou que as informações divulgadas são “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.

De acordo com a reportagem do UOL, as citações constariam de uma proposta de colaboração apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O documento, contudo, não representa um acordo de delação homologado pela Justiça, e as alegações ainda dependeriam de comprovação.

A publicação sustenta que ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam sido mencionados em supostas articulações para facilitar o acesso do Banco Master a institutos de previdência. Neto rejeitou qualquer participação em irregularidades.

O candidato disse ainda que, desde março de 2026, quando começaram a circular as primeiras informações relacionadas ao Banco Master, colocou-se à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar os esclarecimentos necessários.

Ao contestar a reportagem, ACM Neto defendeu que denúncias dessa natureza sejam tratadas com responsabilidade e dentro dos canais institucionais. Segundo ele, acusações sem comprovação não podem ser utilizadas como instrumento de disputa eleitoral.

Por Política Livre

Campanha de deputados é interrompida para encontro fluido com Jerônimo,

As pesquisas estão mostrando que o presidente Lula (PT) é a principal vítima da escalada da crise no Supremo Tribunal Federal, deflagrada com a decisão do ministro André Mendonça de publicizar os diálogos impertinentes entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, à qual se seguiram um conjunto de ofensivas e contraofensivas que colocaram o STF no patamar de uma frente de guerra aberta entre facções políticas. De fato, se Moraes virou sinônimo, no STF, de defensor do petista, e os ataques contra ele partem agora de um colega com base em suas alegadas relações pouco republicanas com um fraudador do sistema financeiro, o desgaste de um rebate no outro, turbinado pelos interesses eleitorais em jogo.

A tentativa do presidente da Corte, Edson Fachin, de avocar para si a solução do conflito, suspendendo ontem as últimas decisões que transformaram o STF numa seara de disputa sem regras em torno das investigações contra Vorcaro e Lulinha, filho do presidente, pode, se for bem sucedida, encerrar o foco dos conflitos, mas o estrago certamente já está feito sobre a imagem do líder petista. A pergunta agora é saber se Lula poderá se recuperar até a eleição de 4 de outubro do efeito da crise sobre seu projeto reeleitoral, para o qual o eleitor de centro, que lhe foi imensamente útil em 2022, ampliou sua resistência, dada a identificação entre o petista e Moraes e a balbúrdia em que os ministros transformaram o Supremo nos últimos dias.

Se, entre as candidaturas ao governo, a do petista Jerônimo Rodrigues é considerada uma das mais dependentes do desempenho de Lula no Estado, seria natural que os articuladores do governador estivessem preocupados com sua repercussão em território baiano e articulando formas de enfrentá-la o quanto antes. Era o que se esperava, por exemplo, de um encontro marcado ontem entre o governador, deputados e candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Mas não foi, para espanto geral, o que se viu no evento, em que o assunto predominante foi a crise no Supremo, depositada, naturalmente, pelos líderes esquerdistas, nas costas de Mendonça em discursos que se alongaram para além do esperado.

Mas este não foi o único assunto do encontro, para o qual deputados foram obrigados a comparecer interrompendo suas campanhas no interior. Conduzida pelo assessor de comunicação da campanha, Bruno Monteiro, eles também tiveram que assistir a uma palestra a respeito das programações para o próximo dia 13, em que se pretende promover uma homenagem ao presidente da República aproveitando o mote da data com que o PT e seus candidatos são identificados, utilizando-se, basicamente, das redes sociais, as quais devem ser usadas pelos políticos que apoiam Jerônimo para defender o presidente e o governador. Não é preciso dizer que parte dos deputados saiu do evento frustrado, dada a complexidade da dificuldade que a campanha estadual começa a enfrentar.

Com uma disputa acirradíssima entre Jerônimo e seu opositor, ACM Neto (União Brasil), especialmente os mandatários tinham em mente que deixariam o encontro com missões definidas para alavancar o nome do governador. Mas saíram de lá com o mesmo sentimento com que entraram. Falta uma coordenação que dê eixo efetivo à campanha do PT na Bahia num momento em que Lula, principal alavanca que elegeu todos os petistas ao governo baiano, começa ele próprio a enfrentar problemas para enfrentar os adversários ao seu projeto de se reeleger. Pelo menos uma promessa foi ouvida para quem reclamou da falta de propósito do encontro: o clima vai melhorar quando os prefeitos vestirem a camisa do governo a partir desta semana. A conferir!

*Artigo do Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

por Raul Monteiro Por Raul Monteiro*

Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta 5ª

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a greve é nacional. No Banco do Brasil, apenas parte dos trabalhadores aderiu à paralisação. Os demais aceitaram o acordo da categoria.

O Sindicato dos Bancários assinou convenção coletiva de trabalho nesta quarta-feira (9) garantindo reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual será aplicado nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Haverá ainda PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

O impasse entre os trabalhadores e os dois bancos públicos está ligado ao custeio do plano de saúde.

Segundo Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, não foi possível chegar a uma negociação, em especial no caso da Caixa.

O entrave no plano de saúde ocorre porque, hoje, os bancários pagam 3,5% do salário-base de convênio, mais R$ 480 por mês por dependente. Se o dependente tiver entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800. A proposta da Caixa elevava o percentual para 5,5%, o valor por dependente para R$ 870 e para os maiores, o valor mensal ira para R$ 1.050.

Eles rejeitaram a proposta e decidiram entrar em greve, mas aceitaram voltar a negociar a partir da noite desta quarta (9). Na assembleia, 93 bases sindicais decidiram pela paralisação. Em outras 35, houve rejeição, mas opção por negociar. Nas demais, a proposta foi aprovada.

"A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A principal preocupação é com o Saúde Caixa, uma questão que precisa ser tratada com a complexidade e o cuidado que necessita", diz Neiva.

Em nota, a Caixa afirma que "mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho", com renegociações reabertas nesta quarta.

"O objetivo é construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade", diz o banco público.

No caso do Banco do Brasil, também há um impasse quanto ao custeio do plano de saúde, que estaria pesando para a instituição. Nas assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro deste ano, entre eles, São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).

A maioria (60 sindicatos), no entanto, rejeitou e decidiu pela retomada das negociações, dentre eles Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Pernambuco e Florianópolis (SC). Mas 27 sindicatos optaram pela greve a partir desta quinta, incluindo Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.

O Banco do Brasil diz participar da mesa única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), com presença de todos os bancos, e ter mesa específica para debater demandas de seus funcionários.

"Para a data-base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país", diz a nota.

O banco orienta os clientes a realizar atendimento por aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e telefone, nos números 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do WhatsApp (61 4004-0001).

Neiva diz que as instituições financeiras devem orientar seus clientes sobre as alternativas disponíveis para o pagamento de contas, boletos, tributos e demais compromissos financeiros durante a greve, já que a greve é um direito do trabalhador.

"A greve é um direito constitucional dos trabalhadores e não deve resultar em prejuízos aos clientes."

"Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da convenção coletiva de trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária", diz Neiva, que agora quer discutir questões relacionadas à saúde mental conforme regras da NR-1 (Norma Regulamentadora 1).

Reajuste salarial

O índice de correção dos salários dos bancários será conhecido na sexta (11), e corresponde à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro de 2025 a agosto de 2026 mais 0,6% de aumento real.

No caso da PLR, não há valor fixo, pois depende do salário do trabalhador e do lucro obtido pelo banco. O benefício é composto por duas partes: a chamada regra básica, calculada a partir de 90% do salário-base e das verbas salariais fixas, acrescida de uma parcela fixa, mais a parcela adicional, que corresponde à distribuição de 2,2% do lucro líquido do banco, em partes iguais entre os empregados elegíveis.

Existem limites individuais e limites relacionados ao lucro de cada banco.

A PLR referente a 2026 será paga até o final de março de 2027, mas haverá uma antecipação ainda neste mês. Segundo o Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, essa antecipação também terá uma parte calculada sobre o salário e outra vinculada ao lucro do banco no primeiro semestre.

Os valores fixos e os limites previstos na fórmula serão atualizados pelo reajuste.

Por Cristiane Gercina e Gabriela Cecchin/Folhapresss

Aliados aconselham Lula a se afastar de Moraes e o veem como 'zumbi'

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado por aliados a lentamente se distanciar de Alexandre de Moraes, que teve dupla derrota nesta quarta-feira (9), com a perda do inquérito das fake news e a marcação de uma sessão do STF para decidir pela abertura de investigação sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A avaliação do governo é que a chance maior hoje é de a investigação ser aberta, especialmente numa sessão pública. Neste caso, Moraes se tornará um fardo político pesado e vai virar, na prática, uma espécie de ministro-zumbi.

Segundo um interlocutor de Lula, o presidente precisa começar de imediato um processo de desvinculação com o ministro do STF, uma vez que as imagens de ambos ficaram muito próximas desde o a eleição de 2022.

Moraes também foi o relator do processo da trama golpista que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por Fábio Zanini/Folhapress

Polícia Civil prende suspeito de estuprar criança de 10 anos em Guanambi, no interior da Bahia

Foto: Reprodução
Um homem, de 26 anos, investigado por estupro de vulnerável, crime cometido contra pessoa incapaz de consentir, no caso uma criança de 10 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (9), em Guanambi. Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o crime ocorreu em contexto familiar, de maneira reiterada, por aproximadamente 3 meses.

Após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, o investigado passou pelos procedimentos legais de praxe e permanece custodiado, à disposição da Justiça. A vítima foi encaminhada para acompanhamento pelo serviço de atendimento psicossocial do município, conforme as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A prisão aconteceu no âmbito da Operação Malhas da Lei e foi realizada por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Semiárido) e da Delegacia Territorial (DT/Guanambi), unidades vinculadas à 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Guanambi).

"Reino Oculto": Polícia Civil e MP-BA deflagram operação contra tráfico de drogas e lavagem de R$ 4 mi

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Reino Oculto para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. A força tarefa cumpre mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

As ações, que contam com apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), são baseadas em investigações iniciadas em março deste ano nas quais foi identificado que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo.

O grupo é suspeito de atuar nas práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.

 

Foto: Divulgação / Polícia Civil (PC-BA) da Bahia

Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada.

As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil (PC-BA), além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Informações Bahia Noticias

ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências do Banco Master, diz Vorcaro em proposta de delação

Foto: Tauan Alencar / União Brasil
Uma proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro apontou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto e o dirigente do União Brasil, Antonio Rueda, teriam atuado para viabilizar aportes de recursos públicos no Banco Master em troca de vantagens indevidas.

As inforções divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (10) indica que os dois políticos receberam 10% sobre valores captados junto a institutos de previdência e empresas públicas. No entanto, a delação rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de dados inéditos e ausência de garantias de devolução de valores, voltou a chamar atenção depois que o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou relatório de inteligência da PF sobre a investigação.

A proposta teria indicado que o vice-presidente do União Brasil, e Rueda, presidente nacional da legenda, teriam aberto portas para o Master em institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

Além disso, Vorcaro teria dito que o suposto ato teria permitido ao Master captar R$ 2 bilhões. A versão do banqueiro afirma que a aplicação de uma alíquota de 10% geraria uma obrigação de R$ 200 milhões com os dois representantes do União Brasil. Contudo, o documento não informa quanto teria sido efetivamente pago. A proposta de Daniel ainda diz que, para “cada grupo político que captasse o investimento, seria destinado 10% do valor da aplicação ou 1% por ano que o recurso ficasse investido no Banco Master”.

Entretanto, Vorcaro não explicou como era definida a forma de cálculo. Um dos anexos da delação abordou sobre a “captação de recursos públicos promovida por Antônio Carlos Magalhães Neto e Antônio de Rueda”. Nesse trecho, o ex-banqueiro do Master diz que os pagamentos aos dois eram recorrentes a ponto de o banco ter criado uma espécie de controle interno de valores a receber.

“Uma vez que ACM Neto e Antônio de Rueda intermediaram diversos negócios para o Banco Master, como o Credcesta, captação de investidores institucionais e intermediação junto ao BRB, sempre mediante o pagamento de vantagens indevidas, ambos passaram a ter uma espécie de conta corrente gerencial de valores a receber junto ao Banco Master”, informa um trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Vorcaro ainda relatou diferentes formas que, segundo ele, teriam sido usadas para os repasses. No caso de ACM, os pagamentos ocorreriam em espécie por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, dono da Entre Investimentos e Participações; por contratos de consultoria entre a A&M Consultoria Ltda. e o Banco Master; por contratos entre a A&M e a Reag; e por contratos firmados com a B6 Capital, gestora ligada ao ex-prefeito de Salvador.

Já sobre Rueda, Vorcaro afirmou que os repasses teriam ocorrido em espécie, também por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, e por contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados. Esses contratos teriam alcançado a quantia de R$ 3 milhões por mês, segundo o documento.

Vorcaro teria apresentado também na proposta algumas mensagens como forma de elementos de sustentação. Os conteúdos são com com funcionários do Master, além de contratos com a A&M Consultoria Ltda. e com o escritório de advocacia de Rueda.

O CEO do Master ainda chegou a dizer que se reuniu com ACM e Rueda na sede do banco, ao lado de seu então sócio Augusto Lima, para “monitorar o andamento das demandas” relacionadas às “contrapartidas”. Nas mensagens citadas, há uma enviada por Vorcaro a uma funcionária do Master em 13 de novembro de 2023. No conteúdo, ele diz que pediu a inclusão de um encontro com Rueda em sua agenda, às 17h30.

Já em outro episódio, a funcionária teria escrito: “Daniel, o Nando está perguntando sobre helicóptero para o ACM e Rueda. Se está tudo certo?”. Vorcaro respondeu que sim.

Rueda teria convidado Vorcaro para uma reunião em Brasília, em junho de 2024, com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro teria ocorrido na casa do candidato a deputado federal pelo RJ.

Outro trecho diz que um outro pagamento indevido seria dividido em 3 partes, sendo beneficiados Rueda Paulo Henrique e o ex-gestor da capital baiana.

“Os pagamentos indevidos seriam divididos em 3 partes e beneficiariam diretamente Rueda, Paulo Henrique e ACM Neto”, diz outro trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Vorcaro indicou que seu relato poderia ser confirmado por João Carlos Mansur, dono da Reag, pela obtenção de contratos que ele classifica como fictícios e por trocas de mensagens em seu WhatsApp.

A delação de Mansur também apresentou um anexo sobre ACM Neto, que investiu R$ 7,9 milhões em um fundo administrado pela Reag. Outro ponto apresentado diz que a quebra de sigilo do Master já havia revelado contratos de consultoria firmados pelo banco com ACM Neto e contratos de advocacia com Rueda. Vorcaro mostrou que esses documentos serviriam para justificar contabilmente parte dos pagamentos.

Na versão dele, os contratos existiriam apenas para “dar aparência formal às comissões destinadas aos políticos”. Mesmo com as acusações, a proposta de delação deixa pontos em aberto e sem esclarecimento. O documento não apresenta quanto teria sido repassado a ACM Neto e Rueda. Das seis formas de pagamento descritas por Vorcaro, apenas uma traz valor específico: os contratos com o escritório Rueda & Rueda Advogados, que somariam cerca de R$ 3 milhões mensais.

Ainda há divergência entre o volume de recursos citado por Vorcaro e os dados já conhecidos sobre os aportes. Os quatro investidores que ele atribui à atuação de Rueda e ACM Neto aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Master: R$ 2,97 bilhões do Rioprevidência, R$ 400 milhões da Amprev, R$ 200 milhões da Cedae e R$ 50 milhões da Amazonprev. O montante é superior aos R$ 2 bilhões mencionados pelo ex-banqueiro, sem que a proposta explique a diferença.

A delação não detalha quanto cada fundo teria aplicado nem cita dirigentes específicos dessas instituições. O documento também não informa atos concretos de ACM Neto ou Rueda junto aos fundos, limitando-se a afirmar que ambos “intermediaram” os investimentos.

Relatórios do Coaf e dados de quebra de sigilo bancário e fiscal do Master enviados à CPI do Crime Organizado indicam que Vorcaro repassou R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025. O valor é inferior ao descrito na proposta de delação. A empresa de consultoria de ACM Neto aparece nas planilhas com R$ 5,4 milhões recebidos entre 2023 e 2025. Segundo o UOL, pagamentos de outras instituições financeiras ligadas ao Master, como os mencionados por Vorcaro, não aparecem no relatório.

A PGR, porém, se manifestou contra a realização de busca e apreensão contra Rueda, alegando fragilidade das provas. O relatório da PF aponta que Mendonça decidiu separar a investigação sobre Rueda e ACM Neto. Rueda afirmou ao Uol ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso” e negou irregularidades. Já ACM Neto afirmou que as “insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.

Informações: Bahia noticias

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