VÍDEO: O Kannalha se emociona ao falar sobre Preta Gil e amigos apontam pagodeiro como última paixão da cantora

O cantor baiano Danrlei Orrico, conhecido pelo público como O Kannalha, não conteve a emoção ao falar sobre a relação com Preta Gil no documentário 'Preta - Eu Não Ando Só', exibido na última segunda-feira (20) pela Globo.

Danrlei, que foi visto como um último "affair" da artista, se tornou um grande amigo de Preta e esteve ao lado da cantora durante o tratamento contra o câncer. No documentário, o pagodeiro relembrou o início da relação.

"A gente se conheceu; ela foi a um show do Kannalha na Bahia, um verão da Bahia. Tudo aconteceu muito rápido e naturalmente", disse.

 

 Segundo relato de amigos e familiares, Danrlei foi a última paixão da cantora. Um dos registros do documentário mostrou uma surpresa feita por Malu Borges, amiga de Preta, que teve a ideia de levá-lo de surpresa para visitar a amiga e a fez sorrir de orelha a orelha com a presença do artista.


"Quando ele chegava, ela ficava tão feliz... e ele tinha muito cuidado com ela", relembrou a DJ Jude Paulla.

O pagodeiro foi uma das visitas mais constantes de Preta durante o internamento após a descoberta do retorno do câncer. "Minhas últimas felicidades de poder ficar feliz é fazê-la comer, ela ficava tão feliz", contou.

O artista também falou brevemente sobre a intimidade do casal e brincou com o fato de Preta ser uma mulher "quente".

"Preta fez 50 ali mas era danada demais... Aquela negona era quente, se tratando do assunto, amava. Amava uma uma sacanagenzinha, uma coisinha... Tem muita história engraçada, estou aqui pensando, 'será que essa dá pra contar'."

Homem flagrado se masturbando atrás de mulher em academia de condomínio na Bahia é educador físico

O homem flagrado se masturbando dentro da academia de um condomínio em Feira de Santana foi identificado como Pedro Henrique 24 anos, de acordo com informações divulgadas pela TV Record. O caso aconteceu na manhã de domingo (19), na Avenida Antônio Ribeiro Marques, e é investigado pela Polícia Civil.

Pedro Henrique é morador do condomínio onde o crime aconteceu. Nas redes sociais, ele se apresenta como um educador físico e diz atender pelo apelido de ‘El Pedrito’. A vítima fazia caminhada na esteira quando o suspeito praticou o ato obsceno. Ela, no entanto, não percebeu a situação naquele momento.

O crime só foi descoberto mais tarde, quando a jovem assistiu ao vídeo que havia gravado durante o próprio treino. Nas imagens, que passaram a circular nas redes sociais, é possível ver Pedro Henrique ao fundo da academia retirando o órgão genital do short enquanto observa a vítima.

A Polícia Militar da Bahia foi acionada por meio de equipes do 25º Batalhão (BPM). No entanto, quando os policiais chegaram ao condomínio, o suspeito já havia deixado o local. Os militares realizaram buscas na região, mas não conseguiram localizar Pedro Henrique. A vítima foi orientada a registrar um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil desse início às investigações e adotasse as medidas cabíveis.

O caso é apurado como suspeita de importunação sexual. Até o momento, não há informações sobre a localização do investigado. Vale destacar que a identificação do suspeito não representa condenação, e ele terá direito à ampla defesa e ao contraditório no decorrer da investigação. (Correio 24h)

Amapá admitiu rombo de quase R$ 1 bi no caixa 44 dias após tomar crédito com garantia da União

O governo do Amapá admitiu um rombo de quase R$ 1 bilhão no caixa apenas 44 dias após contratar um empréstimo de R$ 536 milhões com garantia do Tesouro Nacional, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência.

A informação não era conhecida pelo Tesouro quando a operação foi negociada. Se fosse, a condição seria suficiente para o rebaixamento imediato da nota de crédito do estado para C, o que impediria a concessão do aval soberano. Hoje, o Amapá detém nota A, a melhor na classificação do governo federal.

Sem saber do buraco no caixa, o Ministério da Fazenda abriu uma exceção para destravar o empréstimo, como mostrou a Folha. A operação foi autorizada apenas três meses após o estado dar calote em outras dívidas garantidas pela União.

Na prática, a Fazenda acabou facilitando o crédito a um estado que, além de ter ficado inadimplente, nem poderia receber garantia da União devido à deterioração de suas condições financeiras.

Em nota, o ministério disse que a operação foi contratada "em conformidade com os critérios técnicos vigentes à época" e que "eventuais mudanças supervenientes na situação fiscal do ente são acompanhadas por meio dos instrumentos de monitoramento e das contragarantias contratuais previstas, que resguardam a União em caso de inadimplência". Em outras palavras, o governo conta com o bloqueio de recursos do estado em caso de novo calote.

A disponibilidade de caixa é um importante termômetro da saúde financeira dos entes. Ela é medida a partir do volume de recursos não vinculados disponíveis, descontadas as obrigações assumidas no passado e que ainda precisarão ser pagas no futuro.

A lógica é simples: o estado ou município precisa ter dinheiro em caixa para honrar as contas a pagar. É uma regra que, inclusive, evita que determinado governo jogue a fatura de seu mandato no colo dos sucessores.

O Tesouro se concentra nos recursos não vinculados porque são os únicos que podem ser manejados livremente pelos gestores. Dinheiro carimbado para áreas como Previdência, saúde ou educação não pode ser deslocado para cobrir buraco em outras frentes.

No início de julho, o Amapá declarava ter encerrado 2025 com R$ 236,4 milhões não vinculados em caixa, valor insuficiente para honrar os R$ 931,1 milhões comprometidos em obrigações de anos anteriores. Com isso, a disponibilidade líquida já estava negativa em R$ 694,7 milhões.

Quando considerados outros R$ 270,1 milhões em compromissos contraídos no próprio ano de 2025, o rombo chega a R$ 964,8 milhões.

Questionados pela Folha sobre a razão de abrir exceção para um estado com furo no caixa, técnicos do governo ouvidos sob reserva demonstraram surpresa com a informação. Descobriram, então, que o Amapá havia feito uma retificação em 10 de maio —44 dias após a contratação do empréstimo— e incluído valores "bem diferentes", nas palavras de um dos interlocutores.

A assessoria do Ministério da Fazenda não informou quais eram os valores anteriores, apesar de reiterados pedidos. Mas a Folha conseguiu recuperar a informação de uma tabela consultada em 24 de fevereiro de 2026 para outra reportagem.

Na ocasião, o Amapá informava ter R$ 4,9 bilhões em recursos no caixa, quase 21 vezes o valor verdadeiro. Descontadas as obrigações, sobrava uma disponibilidade líquida de R$ 3,96 bilhões. Eram essas as informações que o Tesouro tinha quando autorizou o empréstimo.

O governo do Amapá disse, em nota, que a retificação decorreu de um "aperfeiçoamento técnico da forma de apresentação das informações fiscais" para se adequar à metodologia do Tesouro. "Não houve alteração da realidade financeira do estado."

Um dos técnicos reconheceu que, se tivesse declarado o caixa negativo no início do ano, o estado seria rebaixado imediatamente para nota C e ficaria sem a garantia da União —que só é fiadora de quem tem classificação A ou B.

Agora, o dinheiro do empréstimo, embora esteja legalmente vinculado a investimentos, poderá ajudar o estado a melhorar seu caixa momentaneamente, admitiu um integrante da equipe econômica sob reserva.

A retificação de dados por si só não constitui irregularidade. O mecanismo pode ser usado a qualquer tempo pelos entes para qualificar suas informações. No entanto, chamou a atenção a elevada discrepância entre os dados e, sobretudo, a inversão de sinal —que muda totalmente a análise sobre a saúde financeira do estado.

Três técnicos de fora do governo que já trabalharam com o tema avaliam que é o caso de investigar se o estado praticou fraude contábil. Para um deles, a conduta deveria motivar a suspensão imediata da nota do Amapá e o envio de ofício ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) para esclarecimentos.

O resultado da avaliação anual da capacidade de pagamento dos estados geralmente é divulgado em setembro de cada ano, mas o Tesouro pode fazer revisões extraordinárias se detectar sinais de deterioração financeira. Questionada sobre eventual mudança na nota do Amapá, a Fazenda não respondeu sobre esse ponto.

A reportagem procurou a assessoria de comunicação do TCE-AP em 9 de julho, por email, mas não obteve resposta.

O secretário de Fazenda do Amapá, Jesus Vidal, negou à Folha que o estado passe por dificuldades financeiras. Segundo ele, os dois primeiros anos de gestão do atual governador, Clécio Luís (União Brasil), foram de "organização". "Essa sempre foi a minha meta: estabilizar, organizar o estado e preparar ele para os próximos anos. Então, nós não estamos com dificuldade financeira", disse.

Nos primeiros quatro meses de 2026, porém, o Amapá honrou apenas 20% do saldo de R$ 1,93 bilhão em gastos herdados de anos anteriores. É o pior índice entre as 27 unidades da federação. O segundo pior é Roraima, com 36% (ou seja, quase o dobro). O melhor resultado é do Distrito Federal, com 81%. Os dados são declarados pelos próprios entes ao Tesouro.

O Amapá tem um histórico de dificuldades de caixa. No fim de 2022, chegou a ser excluído do PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal), que facilitava o acesso a crédito em troca de medidas de ajuste, justamente porque descumpriu as metas nesse quesito.

No ano seguinte, o Amapá manteve a nota de crédito C. Embora tivesse baixo endividamento, o estado tinha um buraco de R$ 642,8 milhões no caixa no fim de 2022. Quem apontou o saldo negativo foi o próprio Tesouro, que ajustou os valores declarados pelo estado diante das inconsistências com outras fontes de dados.

A partir de 2024, porém, o Amapá conseguiu melhorar sua nota. Subiu primeiro para B e alcançou a nota máxima A em 2025.

Na última avaliação, o Tesouro não fez nenhum ajuste nas informações. Segundo técnicos, o Amapá declarou ter saneado seus problemas de conciliação de caixa e apresentou os mesmos valores em todas as bases. No entanto, os mesmos técnicos reconhecem que o sistema é frágil a ponto de permitir alterações e ponderam que o Tesouro não tem atribuição de auditar as contas dos estados.

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

Lula avalia faltar a debates na TV durante a campanha, e tema divide cúpula do PT

Prestes a oficializar sua candidatura à reeleição, o presidente Lula (PT) avalia faltar a todos os debates com os demais candidatos promovidos no primeiro turno por emissoras de televisão e outros veículos de imprensa.

O tema divide a cúpula petista. Parte dos aliados mais poderosos de Lula teme que, como atual presidente é o único candidato de esquerda na disputa, ele fique muito exposto a ataques no confronto com os adversários, alinhados à direita e em busca do título de opositor.

Prováveis candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) são do campo antipetista e, se tiverem oportunidade, tentarão desgastar Lula. Como não deverá haver outro candidato alinhado à esquerda nos debates, o presidente precisaria enfrentar sozinho todos os adversários.

Outro grupo do partido de Lula defende que ele participe dos encontros para não perder oportunidades de entrar em embates com Flávio Bolsonaro, que será seu principal adversário.

Por lei, as emissoras têm obrigação de convidar, além do petista e do pré-candidato do PL, apenas Caiado e Augusto Cury (Avante). A legislação determina que é obrigatório o convite para os candidatos cujos partidos tenham mais de cinco representantes no Congresso. O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ano passado que o cálculo será feito com base no resultado da eleição de 2022, sem considerar as mudanças de partido ocorridas depois.

Se Lula não comparecer, há uma avaliação de que Flávio Bolsonaro também pode faltar aos debates, e não terá de responder sobre sua relação com o escândalo do Banco Master. Em maio, foi divulgado um áudio em que o senador pede dinheiro ao antigo dono do banco, Daniel Vorcaro, para concluir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos principais pontos da estratégia eleitoral de Lula é justamente aumentar a rejeição do eleitorado a Flávio usando o caso Master e o tarifaço do governo americano contra produtos brasileiros, por causa da afinidade do grupo político bolsonarista com Donald Trump.

A ausência de presidentes em debates durante campanhas à reeleição é uma estratégia conhecida. Em 2006, quando concluía seu primeiro mandato, Lula decidiu não comparecer aos encontros do primeiro turno, confiando na ampla vantagem que tinha sobre o segundo colocado –o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB, à época no PSDB).

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também não compareceu a debates. A eleição foi vencida por ele já no primeiro turno.

Neste ano, apesar de a tendência ser Lula não participar dos debates do primeiro turno, aliados ressalvam que a decisão não está tomada. Além disso, poderão ser feitas avaliações caso a caso. Por exemplo: se Lula julgar que foi muito atacado em um debate do qual tenha se ausentado, pode decidir ir ao encontro seguinte para responder aos adversários.

A dúvida mais imediata é sobre o comparecimento do petista ao debate da Band, tradicionalmente o primeiro do período eleitoral. O evento está marcado para 16 de agosto.

Lula quer promover, também em 16 de agosto, o ato de lançamento de sua candidatura. Pode ser inviável participar dos dois, uma vez que debates televisionados demandam preparação prévia dos candidatos junto de suas equipes de comunicação. Além disso, é conveniente que o participante esteja descansado.

O presidente e seu grupo político pretendem realizar o ato de lançamento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Havia dúvidas sobre a possibilidade por causa de um jogo marcado para a mesma data –São Bernardo contra Botafogo de Ribeirão Preto, pela série B do Campeonato Brasileiro.

Na última terça-feira (14), aliados informaram a Lula que a partida seria antecipada, abrindo caminho para o ato de lançamento. Fontes próximas da cúpula petista avaliam ainda ser possível o adiamento do evento político para permitir que o presidente participe do debate da Band, mas a direção do partido trabalha para ser mesmo realizado no dia 16.

O estádio da Vila Euclides é um dos locais mais significativos da trajetória política do presidente. No final dos anos 1970, quando começava a se tornar uma figura conhecida, Lula era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e presidiu assembleias de grevistas no estádio.

A ideia do PT é que o lançamento da candidatura conte a história política de Lula, que, aos 80 anos, disputará sua última eleição. O partido agora se organiza para levar apoiadores suficientes para encher o estádio, uma operação mais difícil do que a de organizar atos políticos tradicionais.

O presidente da República também busca reforçar sua presença em São Paulo, estado que tem o eleitorado mais numeroso do país. Sua aliança local terá o ex-ministro Fernando Haddad (PT) como candidato a governador. Ele disputará contra o atual chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito e com chances de vencer no primeiro turno.

Lula lidera as pesquisas eleitorais. Levantamento da Quaest divulgado quarta-feira (15) mostra o petista com 40% das intenções de voto para o primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Para o segundo turno, o petista tem 45% contra 37% do provável adversário. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Por Catia Seabra e Caio Spechoto/Folhapress

Ortega, que governa Nicarágua há quase 20 anos, diz que 'não haverá mais eleições' no país

Sem entrar em detalhes, ditador diz que trabalhará com a Assembleia para construir 'um bloqueio contra os golpistas'
O ditador Daniel Ortega reapareceu em uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista neste domingo (19), após mais um período de ausência pública, para afirmar que "não haverá mais eleições" na Nicarágua, país que governa há quase 20 anos.

"Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder", afirmou, em referência ao que chama de "partidos políticos criados pelos ianques".

A estratégia, disse, sem entrar em detalhes, será impor limites aos partidos políticos. Para isso, trabalhará com a Assembleia Nacional, dominada por aliados, "para que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas, os traidores".

"A história de partidos instalados pelos ianques, instalados pelo regime de Somoza, chegando ao poder, acabou. [...] Não importa quanto dinheiro os ianques deem, eles não conseguirão", afirmou, em referência ao ditador Anastasio Somoza Debayle, derrotado pela revolução da qual participou em 1979 antes de se tornar ele mesmo um líder autoritário.

Na prática, a ausência de eleições não seria uma grande mudança. Fraudes nas votações são denunciadas desde 2008, e o último pleito presidencial, em 2021, ocorreu após todos os opositores com chances de derrotar Ortega serem presos. Atualmente, aliás, grande parte dos críticos do regime nem sequer está no país ou tem nacionalidade nicaraguense —uma punição por serem considerados "traidores da pátria".

Mesmo assim, a declaração representa uma nova escalada autoritária, aproximando ainda mais o país de regimes sem eleições, caso de Cuba ou da Coreia do Norte. A ameaça ocorre no momento em que o governo de Donald Trump aumenta seu poder de influência na América Latina.

A última medida dos Estados Unidos contra o regime de Ortega foi anunciada no início de junho: uma restrição de vistos a mais de cem autoridades nicaraguenses dias após a morte sob custódia do líder indígena Brooklyn Rivera. O ativista estava preso desde setembro de 2023.

"Os EUA estão ao lado do povo nicaraguense que, assim como Rivera, aspira a ver uma Nicarágua livre", afirmou Marco Rubio, secretário de Estado americano, na ocasião.

Nos últimos meses, Ortega viu o ditador Nicolás Maduro ser detido após um ataque dos EUA à Venezuela e Cuba ser estrangulada com um bloqueio de combustível, mas passou praticamente ileso por Trump, que parece ter outras prioridades na região.

Ainda não está claro se a declaração de domingo pode mudar esse cenário. As promessas que o ditador faz em seus discursos costumam orientar a aparelhada Assembleia Nacional da Nicarágua —foi assim com a reforma constitucional que deu à sua mulher e vice, Rosario Murillo, o cargo de copresidente.

A mudança, que entrou em vigor em 2025, também estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e determinou que os dois líderes seriam responsáveis por supervisionar órgãos do Legislativo e do Judiciário, administrações regionais e municipais, e mecanismos de controle e fiscalização (incluindo os relativos às eleições), antes considerados independentes.

Dar o mesmo poder para ambos parece ser uma forma de manter a família de Ortega no poder. Os seguidos períodos de ausência do ditador de 80 anos costumam ser creditados à sua saúde frágil —antes da aparição deste domingo, ele havia sumido por 61 dias, de acordo com a imprensa local.
Por Daniela Arcanjo/Folhapress

Lula desafia Marco Rubio a montar comitê eleitoral para Flávio no Brasil: 'Vamos derrotar todos'

Evento reuniu pré-candidatos a cargos públicos para as eleições deste ano

O presidente Lula (PT) rebateu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um dos principais representantes da imposição do tarifaço contra o Brasil, nesta segunda-feira (20). O auxiliar do presidente americano, Donald Trump, acusou a gestão petista de má-fé nas negociações contra taxação.

A fala de Lula ocorreu na convenção nacional do PDT, evento com reiteradas menções à soberania nacional e combate à extrema direita no Brasil e no mundo. No evento, o partido confirmou o apoio à candidatura de Lula à Presidência da República neste ano.

"Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que monte um comitê e venha, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país", declarou.

"Mais uma vez espero que a gente esteja junto na construção da nossa proposta política. Se depender de mim, vamos ganhar as eleições no primeiro turno".

Com a presença de pedetistas e nomes do PT, o evento marca o anúncio das candidaturas do partido a cargos públicos e é o primeiro evento de campanha em que Lula participa. Em discurso, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que é o momento de "superar divergências" e combater a extrema direita.

"Temos que buscar muito mais aquilo que nos une do que nossas divergências", afirmou ele. "Por isso não tem eleição mais importante que essa, porque a vitória de Lula significa sinalizarmos para América Latina que é possível vencer a ultradireita".

Nas últimas duas eleições presidenciais, a sigla lançou Ciro Gomes, hoje no PSDB. Na convenção, o líder do PDT na Câmara, o deputado André Figueiredo (CE), criticou comentários que afirmavam que o partido "morreu" após a saída de Ciro. "Morreu nada. Voltamos a ser quem éramos", declarou.

O PDT foi um dos partidos da base de Lula atingidos nas investigações da Polícia Federal acerca dos desvios em benefícios do INSS. Carlos Lupi, então ministro da Previdência, foi afastado do cargo após indícios mostrarem omissão de sua parte frente à revelação das irregularidades.

O caso representou uma das principais crises do terceiro mandato de Lula, que na época, também mudou o comando do INSS. Lupi retornou à presidência do PDT após deixar o governo.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), um dos candidatos à reeleição pela sigla, foi apontado como suposto sócio oculto e beneficiário final da organização criminosa comandada por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

"Quando o PDT toma decisão política e estratégica de apoiar a reeleição de Lula, não é posição de abrir mão de seus projetos e da construção de ser protagonista de uma bandeira para o Brasil. Isso nós teremos em um momento, e sonharemos em ver o PT apoiando esse projeto", declarou em discurso nesta segunda.

No jingle do partido e nos discursos desta segunda-feira, os representantes reforçaram mensagens mais alinhadas ao governo Lula, como a defesa do fim da escala 6x1, soberania nacional e recados contrários a Donald Trump e à extrema direita. Também criticaram penduricalhos do Judiciário.

Os ministros do governo filiados ao partido Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Wolney Queiroz (Previdência) participaram do evento após às 18h, horário em que é permitido que os ocupantes de cargos públicos podem comparecer a eventos de partidos.

Ex-ministro de Lula, Celso Sabino também esteve no evento, enquanto pré-candidato ao Senado pelo Pará. Sabino era filiado ao União Brasil e foi demitido do governo em 2025 após Lula romper com a sigla, depois de uma série de conflitos com o presidente do partido, Antônio Rueda.

O governo endureceu a cobrança aos ministros quanto às regras previstas pelo chamado defeso eleitoral neste ano. Lideranças do partido que discursaram deram destaque ao fato durante as falas, reforçando a chegada dos ministros após o horário permitido.

Os anúncios foram feitos durante a convenção partidária da sigla nesta segunda, em Brasília. O evento comandado por Lupi, também teve a participação de Lula.

As candidaturas estaduais precisam ser formalizadas até o dia 5 de agosto. Caso não haja consenso, a palavra final será das siglas conforme previsto em seus estatutos, o que pode variar entre disputa na convenção ou decisão do diretório nacional.

Até então, já estavam encaminhadas as candidaturas do partido no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola para o governo do estado, com o apoio do PT, e em Minas Gerais, com Alexandre Kalil para governador. Os demais pleitos estaduais ainda devem ser definidos nas convenções de cada estado.

Veja pré-candidatos anunciados pelo PDT

Senado:

Weverton Rocha – Maranhão (reeleição)
Leila do Vôlei – Distrito Federal (reeleição)
Acir Gurgacz – Rondônia
Marília Arraes – Pernambuco
Celso Sabino — Pará
Edvaldo Nogueira — Sergipe

Câmara:

Roberto Requião – Paraná
Felix Mendonça – Bahia
Martha Rocha – Rio de Janeiro
André Figueiredo — Ceará
Dorinaldo Malafaia — Amapá

Governo estadual:

Juliana Brizola - Rio Grande do Sul
Requião Filho — Paraná
Por Mariana Brasil/Folhapress

Michelle reacende crise com Flávio por aliança com Ciro: ‘Direita do Ceará está vendida’

Negociação de aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará foi principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo acusando enteado de maltratá-la

Foto: Divulgação/Arqivo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a negociação de uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará e mostrou que a crise com o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), não está superada. O imbróglio foi a principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo no mês passado acusando o enteado de maltratá-la.

“A direita do Ceará está vendida”, disse Michelle ao comentar nesse domingo, 19, uma declaração de Ciro de que votaria em Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), ignorando Flávio.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle nesse domingo, 19, ao comentar uma publicação que dizia: “Ciro Gomes afirma que apoiará Caiado ou Renan Santos”.

No sábado, 18, Ciro Gomes apontou Caiado e Santos como opções de voto. O pré-candidato ao governo cearense ignorou Flávio Bolsonaro, que costura uma aliança com os tucanos no Estado governado por Elmano de Freitas (PT), que tenta a reeleição.

Ciro Gomes foge de associação com Flávio Bolsonaro, que tenta aliança

Ciro tem dito a aliados que não quer a imagem associada a Flávio Bolsonaro. Flávio participou, no último dia 10, de um evento em Fortaleza para oficializar Alcides Fernandes como pré-candidato ao Senado. Fernandes é pai do deputado André Fernandes, presidente do PL cearense e principal articulador da aliança entre PL e PSDB no Estado. Ciro Gomes estava em São Paulo e não encontrou o senador.

O entorno de Ciro alega que a associação entre o tucano e Flávio Bolsonaro é uma tentativa do PT de enfraquecer a campanha do pré-candidato ao governo do Ceará. E que o tucano não quer aparecer ao lado do senador, o que poderia “queimar o filme” do tucano, especialmente depois de vir a público a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro.

Michelle diz que foi humilhada por Flávio Bolsonaro: ‘Uma punhalada’

No vídeo publicado no mês passado, a ex-primeira-dama reclamou da aliança do PL com o PSDB no primeiro turno e defendeu o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) para o Senado, uma das escolhas pessoais de Michelle. Michelle disse ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” pelo enteado.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle. E completou:

“Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou Michelle no vídeo, falando em “uma punhalada”.

Na última semana, Flávio disse não ter mais relação com a madrasta. “Eu não tenho mais relação com ela, ainda mais agora que eu tô proibido de falar com o meu pai, eu ia lá na casa de vez em quando. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também”.
Por Eduardo Barretto/Estadão

Suspeita de intoxicação alimentar no Hospital Roberto Santos leva a cobranças por investigação; Sesab afirma que exames não apontaram contaminação

Os recorrentes episódios de suspeita de intoxicação alimentar envolvendo refeições servidas no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, voltaram a gerar preocupação entre servidores da unidade. O caso mais recente, em que profissionais relataram mal-estar após consumirem alimentos fornecidos pelo serviço de nutrição do hospital, reacendeu questionamentos sobre a qualidade da alimentação oferecida e motivou cobranças por uma apuração técnica dos fatos.

O serviço de alimentação do Hospital Geral Roberto Santos é prestado pela empresa LGBS – Líder Brasileira em Grupos e Serviço, contratada por meio de licitação pública. Segundo informações chegadas a este Política Livre, o contrato para a prestação do serviço gira em torno de R$ 4 milhões por mês, valor custeado com recursos públicos. Fontes ouvidas por este site apontaram que médicos, enfermeiros e outros funcionários relataram diarréia, dor de cabeça e mal-estar após ingerir alimentação na unidade.

Diante da repercussão dos episódios, surgiram cobranças para que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realize uma investigação detalhada, com o objetivo de esclarecer as causas dos casos de mal-estar, verificar o cumprimento das exigências sanitárias e contratuais e, caso sejam identificadas irregularidades, adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.

A avaliação é de que, diante do volume de recursos investidos no contrato, a segurança alimentar, a qualidade das refeições e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias são requisitos indispensáveis para garantir a assistência adequada a servidores, pacientes e acompanhantes.

Sesab diz que alimentos analisados não apresentaram contaminação

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou que a empresa responsável pelo fornecimento da alimentação foi contratada por meio de processo licitatório, em conformidade com a legislação vigente e observando todos os critérios técnicos e legais.

Segundo a pasta, após relatos de que alguns profissionais teriam apresentado mal-estar relacionado ao consumo das refeições, o fiscal responsável pelo contrato notificou a empresa sobre o ocorrido.

A Sesab informou ainda que a empresa encaminhou amostras dos alimentos para análise laboratorial e que os testes realizados não identificaram inconformidades ou contaminação nos alimentos analisados.

De acordo com a secretaria, a direção do Hospital Geral Roberto Santos mantém um fiscal responsável por acompanhar o cumprimento dos protocolos exigidos na prestação do serviço de alimentação dentro da unidade hospitalar.

Por fim, a Sesab afirmou que permanece acompanhando a execução do contrato e reiterou seu compromisso com a segurança alimentar e a qualidade da assistência prestada tanto aos pacientes quanto aos profissionais de saúde, destacando que continuará monitorando permanentemente os serviços oferecidos pela empresa contratada.

Por Política Livre

Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro

O Cartão de Residência Permanente, comumente conhecido como green card, de Eduardo Bolsonaro
         O governo de Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O documento permite que um cidadão estrangeiro viva, trabalhe e estude nos EUA por tempo indeterminado, e sem a necessidade de qualquer autorização especial.

A concessão do documento, que dá a Eduardo Bolsonaro uma série de garantias, ocorre em um momento especialmente tenso das relações entre o Brasil e os EUA.

Na semana passada, Trump baixou um novo tarifaço contra os produtos do país, de 25%. Na primeira medida econômica contra o país, em 2025, o presidente norte-americano vinculou as tarifas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro a Jair Bolsonaro.

Além disso, o filho de Bolsonaro foi condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.

De acordo com o STF, ficou comprovado que o filho de Jair Bolsonaro atuou nos EUA para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia, ele mesmo afirmou ter feito gestões para que o governo Trump impusesse sanções a autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país.

"Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz o jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar que, como ele, vive nos EUA. "Qualquer ação de perseguição ou censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil", segue.

A extradição para que Eduardo Bolsonaro cumprisse a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota pelos magistrados da Corte, já que o governo norte-americano sempre sinalizou apoio a Eduardo Bolsonaro.

Com o green card, ela fica ainda mais distante.

Eduardo Bolsonaro já fez diversas declarações afirmando que sofre perseguição política de um sistema "covarde e desumano" e disse que saiu do Brasil para não se submeter a um "regime de exceção".

Para conseguir a residência permanente, diz Figueiredo, o ex-deputado teve que provar que preenchia diversos requisitos.

Com o green card, Eduardo passará a viver nos EUA com praticamente os mesmos direitos que um cidadão norte-americano. Mas ele não poderá, por exemplo, votar.

O pedido foi feito há mais de um ano, segundo o jornalista Paulo Figueiredo, que é amigo e aliado do ex-parlamentar. Neste mês, ele conseguiu o documento.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Eleições 2026: Prioridade processual e força-tarefa de fiscalização começam nesta segunda (20)

Regras do Calendário Eleitoral mobilizam órgãos para garantir decisões rápidas e combater ilícitos até a diplomação dos eleitos
A engrenagem das Eleições Gerais de 2026 entra em sua fase mais dinâmica a partir desta segunda-feira (20). Conforme estabelecido pelo Calendário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a data aciona três marcos temporais restritivos que alteram a rotina da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e de diversos braços do Poder Executivo e de controle da União, dos estados e dos municípios.

As medidas visam blindar o processo eleitoral contra a morosidade e garantir que denúncias de irregularidades e a definição da situação jurídica de candidaturas ocorram em tempo hábil, antes que o eleitorado compareça às urnas ou que os eleitos sejam diplomados.

Prioridade na tramitação judicial

Do dia 20 de julho até o dia 30 de outubro de 2026, todos os processos eleitorais passam a ter preferência total na tramitação e no julgamento por parte dos magistrados de todas as Justiças e instâncias, bem como na atuação dos membros do Ministério Público Eleitoral (MPE).

A determinação, disposta no art. 94 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e replicada no art. 61 da Resolução-TSE nº 23.608/2019, cria uma blindagem contra o perecimento de direitos e a perda de prazos em ações que envolvam o pleito.

Exceções constitucionais

A legislação ressalva expressamente apenas as ações de habeas corpus e mandado de segurança. O motivo é estritamente jurídico: tais mecanismos constitucionais tutelam a liberdade imediata de locomoção e a proteção contra atos ilegais flagrantes, não podendo ser postergados sob qualquer pretexto.

Na prática, juízes federais, estaduais e do trabalho, além de desembargadores e ministros de tribunais superiores, devem reorganizar suas pautas para dar vazão prioritária aos feitos eleitorais, assegurando a entrega rápida da prestação jurisdicional em período de propaganda e disputa partidária.

Força-tarefa contra delitos eleitorais

Para coibir o abuso de poder econômico, o uso da máquina pública e os crimes que possam comprometer a lisura do voto, o parágrafo 3º do art. 94 da Lei nº 9.504/1997 também é ativado nesta segunda. Até 30 de outubro de 2026, uma rede interinstitucional de fiscalização atuará sob regime de prioridade em auxílio à Justiça Eleitoral.

A mobilização engloba:

Polícias Judiciárias (Federal e Civis): agilidade na instauração e conclusão de inquéritos policiais eleitorais;

Fiscos (Receitas Federal, Estaduais e Municipais): rapidez no cruzamento de dados e no fornecimento de informações fiscais estratégicas;

Órgãos de contas (TCU, TCEs e TCMs): prioridade no fornecimento de relatórios de auditoria e análises de conformidade de agentes públicos.

Essa cooperação técnica mútua ganha precedência sobre as atribuições regulares dessas instituições. O objetivo é acelerar o fluxo de informações investigativas, permitindo que o Ministério Público e os juízes eleitorais disponham de subsídios robustos para julgar denúncias de caixa dois, corrupção eleitoral ou fraudes no financiamento de campanha com a rapidez que o período exige.

Registros de candidatura

O terceiro prazo que se inicia nesta segunda-feira desenha o rito processual dos Registros de Candidatura (RRC) e estende-se até o dia 18 de dezembro de 2026, data-limite para a diplomação dos eleitos.

Buscando conferir o máximo de celeridade e evitar manobras protelatórias que retardem a definição das listas de candidatos, o rito de comunicação dos atos processuais passa a ser imediato. A partir de agora, as partes (candidatos, partidos políticos, federações e coligações) e o Ministério Público Eleitoral serão considerados intimados dos acórdãos que tratam de registros diretamente na própria sessão de julgamento quando a decisão for publicada pelo respectivo colegiado do tribunal.

A sistemática, detalhada na Resolução-TSE nº 23.609/2019, desobriga a Justiça Eleitoral da necessidade de emissão de notificações eletrônicas ou publicação em diário oficial para o início da contagem dos prazos recursais, que passam a fluir imediatamente após o encerramento da sessão em que o caso foi julgado.

Radiografia dos prazos

20/07 a 30/10 - Prioridade absoluta de tramitação e pareceres em processos eleitorais.

20/07 a 30/10 - Auxílio investigativo e fiscal com precedência sobre as funções de rotina.


20/07 a 18/12 - Intimação automática de decisões sobre registros de candidatura na sessão de julgamento.

Reflexos nas urnas

A ativação coordenada desses três dispositivos legais é o que garante a estabilidade do processo democrático. Ao encurtar os tempos de resposta investigativa com o auxílio das Receitas e polícias, acelerar o trâmite interno nos gabinetes e otimizar as comunicações processuais dos registros de candidatura, a Justiça Eleitoral assegura um cenário seguro e ágil.

O resultado desse esforço concentrado é permitir que o eleitorado exerça o direito ao voto sabendo com precisão quais candidatos preencheram integralmente os requisitos legais de elegibilidade, fortalecendo a segurança jurídica e a legitimidade do pleito.

As Eleições Gerais de 2026 ocorrem em outubro. O primeiro turno ocorre no dia 4, e o segundo turno, no dia 25. Neste ano, 155 milhões de eleitores estão aptos a votar.

OA//GO/MM

Eleições 2026: Justiça Eleitoral vai aferir representação partidária para tempo de rádio e TV e debates

Verificação, prevista no Calendário Eleitoral, ocorrerá na próxima segunda (20) e seguirá os resultados das Eleições 2022
Na próxima segunda-feira (20), a Justiça Eleitoral verificará a representação de cada partido político na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional. A medida está prevista no Calendário das Eleições 2026 e servirá de base para definir o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além da participação das agremiações nos debates promovidos por emissoras, conforme estabelecem a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.610/2019.

A aferição levará em conta o resultado da última totalização das Eleições Gerais de 2022, registrada até o dia 20 de julho, e servirá de base para a elaboração da tabela oficial que será publicada pelo TSE até 4 de agosto.

Calendário Eleitoral

A aferição da representação partidária integra as etapas preparatórias das Eleições 2026 previstas no Calendário Eleitoral. O procedimento assegura a aplicação dos critérios definidos na legislação eleitoral para a distribuição do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão e para a participação das legendas nos debates eleitorais.

NL/LC/FP

Ibirataia: Prefeitura reforma unidade de saúde para melhorar atendimento à população

Obra na USF Celso dos Santos Miranda inclui melhorias estruturais e faz parte dos investimentos na saúde pública
A Prefeitura de Ibirataia está realizando a reforma da Unidade de Saúde da Família (USF) Celso dos Santos Miranda para ampliar a qualidade do atendimento à população. A obra inclui manutenção do telhado, troca de cerâmicas, pintura e outros serviços estruturais, com acompanhamento técnico da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Segundo a administração, a iniciativa faz parte do plano de modernização dos equipamentos públicos e busca oferecer mais conforto, segurança e melhores condições de trabalho para os profissionais e usuários do SUS.

Violência marca finais das Copas de 2014 e 2026 em Ubatã

— Crédito: Ubatã Notícias

Uma triste coincidência marcou os dias das finais das Copas do Mundo de Futebol de 2014 e 2026 em Ubatã. Há exatos 12 anos, no dia 13 de julho de 2014, quatro homens foram mortos em uma chacina na Rua da Várzea. Já neste domingo, 19 de julho de 2026, três pessoas foram baleadas durante um atentado no bairro 31 de Março. Duas das vítimas eram inocentes.

Na noite da final da Copa de 2014, homens armados chegaram em um veículo de passeio e efetuaram diversos disparos contra um grupo que estava próximo a um bar, às margens da BR-330. Alef, Pezão e Isaías morreram no local (lembrar). Uma quarta vítima chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal de Ubatã, mas não resistiu.

Um dos homens ainda tentou fugir, porém caiu e morreu alguns metros depois. Conforme informações da época, os criminosos utilizaram uma pistola calibre 380 e uma espingarda calibre 12. Apesar de o ataque ter sido presenciado por várias pessoas, nenhuma informação que levasse à identificação dos autores foi repassada às autoridades.

— Crédito: Ubatã Notícias

Doze anos depois, também durante uma final de Copa do Mundo, a violência voltou a assustar os moradores. Um jovem de 18 anos, apontado como o possível alvo do atentado, foi perseguido até uma confraternização no bairro 31 de Março, onde várias pessoas jogavam dominó (lembrar).

Um dos criminosos, que estaria encapuzado, efetuou diversos disparos. O jovem tentou se proteger atrás de um veículo, mas acabou atingido. Ele ainda correu até a Praça João Dudu, onde buscou abrigo e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Na mesma ação criminosa, dois homens que, segundo a Polícia Militar, não teriam qualquer envolvimento com o atentado também foram baleados. Entre eles está um ex-candidato a vereador de Ubatã. Uma das vítimas foi atingida nas duas coxas e a outra sofreu um ferimento no pé.

Os três feridos foram encaminhados ao Hospital César Monteiro Pirajá. Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre os estados de saúde das vítimas. A autoria e a motivação do ataque serão investigadas pela Polícia Civil. (Ubatã Notícias)

Perseguição na BA-290 termina em confronto com a RONDESP; dois homens são baleados e morrem no HECB em Teixeira de Freitas

Medeiros Neto: A intervenção policial aconteceu na madrugada desta segunda-feira, 20 de julho, por volta das 0h10, na BA-290, rodovia que liga os municípios de Teixeira de Freitas a Medeiros Neto-BA.

A denúncia e a perseguição

De acordo com as informações, policiais militares da RONDESP/Extremo Sul receberam denúncia de que dois indivíduos em uma motocicleta, cor preta, haviam acabado de cometer uma tentativa de homicídio no distrito de Cachoeira do Mato.

De posse dos relatos, foi feito o deslocamento na BA-290 sentido Medeiros Neto, quando uma motocicleta passou em alta velocidade pelos policiais.

O confronto

Foi realizado acompanhamento aos suspeitos, que, ao perceberem a aproximação da viatura, começaram a disparar contra os policiais. Houve o revide, e os suspeitos adentraram uma área de mata às margens da rodovia.

Os policiais iniciaram o procedimento de aproximação ao local, quando iniciou uma segunda troca de tiros. Ao cessar o confronto, foi feita a varredura no local, momento em que foram encontrados dois indivíduos alvejados e ambos com armas de fogo próximas ao corpo.

Socorro e óbito

De imediato, foi prestado o devido socorro aos envolvidos para o Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB). Não resistindo aos ferimentos, os resistentes vieram a óbito na unidade hospitalar.

Material apreendido

Todo o material apreendido na ação foi apresentado ao delegado plantonista, que encaminhou ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para exames periciais:

· 01 revólver calibre .38
· 01 submetralhadora calibre .380
· 01 motocicleta Honda (placa não totalmente identificada)

Procedimentos legais

A ocorrência foi registrada na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas. Os corpos dos resistentes, ainda não identificados oficialmente, foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas para realização de exames de medicina legal e, posteriormente, liberação às famílias para sepultamento.

Por: Lenio Cidreira/Liberdadenews

Convenções partidárias começam nesta segunda e definem candidaturas para as eleições na Bahia /Por Política Livre

Começa nesta segunda-feira (20) o período das convenções partidárias para as eleições deste ano. Até o próximo dia 5 de agosto, os partidos deverão oficializar os candidatos à Presidência da República, à Vice-Presidência, aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas, além de deliberar sobre coligações e homologar as chapas proporcionais. Na Bahia, praticamente todas as legendas já definiram as datas de seus encontros.

A convenção do União Brasil está marcada para a próxima quarta-feira (22), às 14h44, no Centro de Convenções de Salvador. O ex-prefeito da capital ACM Neto terá o nome oficializado como candidato ao governo da Bahia. A chapa majoritária será formada ainda pelo senador Angelo Coronel (Republicanos) e pelo ex-ministro João Roma (PL) na disputa pelas duas vagas ao Senado, além do ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) como postulante a vice-governador.

As demais legendas que integram a aliança de ACM Neto — Republicanos, PL, PP, PSDB, Novo, Podemos, Solidariedade e PRD — também realizarão suas convenções no mesmo dia. Já Solidariedade e PRD, que formam uma federação e deixaram recentemente a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), promoverão uma segunda convenção destinada às candidaturas proporcionais no próximo dia 30, em local e horário ainda a serem definidos. Os dois partidos terão apenas candidatos a deputado federal.

As convenções também servirão para confirmar os nomes dos suplentes ao Senado. Na chapa oposicionista, o senador Angelo Coronel deve anunciar como primeiro suplente o ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho, presidente estadual do Podemos, e como segunda suplente a vereadora de Serrinha Edylene Ferreira (PSD).

Do lado governista, a convenção que oficializará a candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) está prevista para o dia 1º de agosto, das 9h às 14h, no Parque de Exposições de Salvador. A expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participe do evento. Na ocasião, também serão homologadas as candidaturas ao Senado, o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro Rui Costa (PT), além do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que tentará a reeleição.

Em relação às suplências, já está definido que o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) será o primeiro suplente de Rui Costa. Já o senador Jaques Wagner deverá ter como primeiro suplente o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito (PSD). Os nomes dos segundos suplentes ainda seguem em negociação entre os partidos da base.

Os partidos aliados ao governador — PSD, MDB, PDT, PSB, PCdoB, PV e Avante — participarão da convenção conjunta da chapa majoritária, embora algumas legendas realizem encontros específicos para homologar seus candidatos proporcionais. É o caso de PSD, PDT, Avante, PCdoB e PV, que programaram dats próprias para os dias 20, 21, 27 e 31 de julho, respectivamente.

Já a federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade realizará sua convenção no próximo dia 24, às 14h30, no Fiesta Bahia Hotel, no Itaigara, em Salvador. A chapa majoritária terá Ronaldo Mansur como candidato ao governo da Bahia, Meire Reis como postulante a vice-governadora e Delliana Ricelli como candidata ao Senado. A segunda vaga para o Senado será indicada pela Rede Sustentabilidade. A expectativa é de que o encontro reúna dirigentes, militantes e apoiadores das duas siglas de diversas regiões do estado.

Calendário eleitoral - No dia 15 de agosto termina o prazo que os partidos políticos, federações e coligações têm para registrarem formalmente os seus candidatos junto a Justiça Eleitoral. Ou seja, é o prazo oficial para que os nomes confirmados em convenção sejam apresentados. Já do dia 28 de agosto a 1º de outubro é o período de exibição do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Destaques