FGTS deve distribuir R$ 13 bilhões em lucros aos trabalhadores; entenda quem terá direito

Trabalhadores com saldo em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no fim de 2025 devem receber, até 31 de agosto, uma parcela do lucro obtido pelo fundo no ano passado. A proposta, que será analisada pelo Conselho Curador do FGTS na próxima terça-feira, 28, prevê a distribuição de R$ 13,04 bilhões entre cerca de 138,2 milhões de cotistas.

Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas vinculadas ao FGTS.

Não será necessário fazer nenhuma solicitação para receber o crédito. O pagamento contemplará trabalhadores que possuíam saldo em contas ativas ou inativas em 31 de dezembro de 2025.

O valor varia conforme o montante existente em cada conta naquela data, o que significa que não haverá um valor fixo para todos os beneficiários. A distribuição prevista corresponde a 89% do lucro registrado pelo FGTS em 2025, estimado em cerca de R$ 14,6 bilhões.

Para estimar quanto poderá ser creditado, o saldo registrado no fim de 2025 deve ser multiplicado pelo índice de 0,01868341, definido na proposta apresentada ao Conselho Curador. O valor efetivamente creditado, no entanto, varia conforme o saldo existente em cada conta vinculada ao fundo.

Segundo a proposta, o repasse elevará a rentabilidade das contas para aproximadamente 6,9% no ano, desempenho superior à inflação oficial de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,26%.

Desde decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a reposição da inflação oficial, calculada pelo IPCA.

A distribuição dos resultados do fundo tornou-se uma prática recorrente nos últimos anos. Em 2025, foram repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto, no ano anterior, a distribuição somou R$ 15,2 bilhões.

há 1 hora por Estadao Conteudo

Jaques Wagner diz que foi orientado a não falar sobre intimação da Polícia Federal

O senador e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), evitou falar com a imprensa nesta terça-feira (22) sobre a intimação da Polícia Federal (PF) envolvendo seu nome e disse que seguirá a orientação de sua defesa.


Ao ser indagado sobre a intimação da PF, o parlamentar afirmou que não irá tratar do assunto publicamente e que todas as manifestações sobre o caso serão feitas por seu advogado.

“Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema. Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independentemente dessa agitação que está agora”, declarou.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

PF intima senador Jaques Wagner a depor sobre caso Master

Depoimento está marcado para 7 de agosto. Senador foi alvo de operação da PF que investiga relação entre ele e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a depor no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A oitiva está marcada para 7 de agosto e será presencial, na sede da Superintendência da PF em Brasília.

Jaques Wagner é apontado pela PF como "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais".

Segundo a investigação, o senador é próximo do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição financeira que também foi liquidada pelo Banco Central (BC).

Compliance Zero

O senador foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal em 18 de junho, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Endereços ligados a ele em Salvador (BA) e e Brasília foram alvos de mandados de busca e apreensão.

A PF investiga se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada "Emenda Master".
Há também suspeitas em torno da compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar. Ele nega ter cometido irregularidades.

Dias depois da operação, ele teve uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada e anunciou que deixaria o cargo de líder do governo no Senado.

"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", escreveu Wagner, à época.

Nesta terça-feira (21), o senador vai anunciar os nomes escolhidos para compor sua chapa de suplentes na campanha pela reeleição ao Senado, durante evento na sede do PSD na Bahia.

Por Isabela Camargo, TV Globo e g1 — Brasília

Ataque a tiros deixa um homem um morto a tiros e outro é baleado no Subúrbio Ferroviário de Salvador

Um homem morreu durante um ataque a tiros no bairro de São Tome de Paripe, em Salvador, na noite desta segunda-feira (20). O caso foi registrado em uma localidade conhecida como Rua Santa Filomena, no bairro de São Tomé de Paripe, em Salvador.

Na ocasião, outro homem ficou ferido durante o ataque. Segundo o Alô Juca, a vítima foi identificada como André Marques, de 34 anos. Ele foi atingido por diversos disparos e morreu ainda no local.

O outro homem, identificado como Welder Carlos, de 24 anos, foi baleado e socorrido por populares para o Hospital do Subúrbio. Ainda não se sabe o estado de saúde dele.

Os dois estavam em uma motocicleta quando foram abordados por homens armados, que efetuaram os disparos. Ainda não se sabe a motivação e autoria do crime.

Operação prende 6 membros de grupo investigado por movimentar R$ 25 milhões em empréstimos ilegais na Bahia

Seis pessoas foram presas na madrugada desta terça-feira (21) durante a Operação Eldorado, que combate uma organização criminosa investigada por extorsão, agiotagem e associação criminosa.

A ação foi realizada em Campo Formoso e Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru; e São José do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe. Segundo a Polícia Civil, ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão.
O grupo teria movimentado mais de R$ 25 milhões nos últimos anos por meio de um esquema de concessão de empréstimos ilegais, com cobrança de juros abusivos e uso de ameaças e constrangimentos contra as vítimas.

PRISÕES
Em Senhor do Bonfim, um homem, de 40 anos, foi preso no bairro Monte Alegre II. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam três aparelhos celulares, joias, cadernos de anotações, R$ 6.117 em dinheiro, cédulas em moeda estrangeira, Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) de terceiros e cartões bancários.

Outro mandado foi cumprido no povoado de Itatiaia do Alto Bonito, distrito de São José do Jacuípe, onde um homem, de 38 anos, foi preso.

Já em Campo Formoso, a Polícia Civil efetuou outras quatro prisões. Um homem, de 31 anos, foi localizado no bairro Caminho das Árvores. Com ele, foram apreendidos um notebook, um iPhone, folhas de anotações, documentos de veículos, recibos de compra e venda de imóveis e cartões bancários.

Além dele, um homem, de 27 anos, e outros dois investigados, ambos de 29 anos, foram presos no bairro Raulino Saturnino.

De acordo com as investigações, a organização criminosa mantinha um esquema estruturado de empréstimos ilegais, utilizando cobrança de juros considerados abusivos e práticas de intimidação contra os devedores.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia recolheu dinheiro em moeda nacional e estrangeira, joias, aparelhos celulares e diversos documentos relacionados às atividades investigadas.

O material apreendido será submetido à perícia. Já os seis presos foram encaminhados ao Conjunto Penal de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Operação Eldorado contou com o apoio da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (19ª Coorpin/Senhor do Bonfim) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Centro-Norte e Piemonte Norte), mobilizando mais de 30 policiais civis.

Podcast explora demandas de Ipiaú e entorno: assista agora

A segunda temporada do podcast "A Bahia quer o quê?" chega ao oitavo episódio nesta terça-feira (21). O convidado desta vez é Rober Matos, do site Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias, que cobre a cidade e o entorno da mesma. Veja abaixo a conversa na íntegra:

 

O território conta com municípios como Ibirataia, Itagibá, Ubatã, Dário Meira, Manoel Vitorino, entre outros.

Apresentado pelo jornalista Francis Juliano, o podcast parte da pergunta que dá nome à série: o que a Bahia deseja e precisa para avançar em áreas estratégicas, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Ao longo da segunda temporada, o programa reúne representantes de diferentes regiões do estado para discutir demandas locais, desafios estruturais e temas que devem influenciar o debate público e o cenário político baiano nas eleições de 2026.

Além das questões relacionadas ao processo eleitoral, os episódios abordam assuntos ligados à qualidade dos serviços públicos, desenvolvimento econômico, mobilidade, segurança, geração de emprego e outras reivindicações apresentadas pelas comunidades do interior baiano.

Os episódios da nova temporada são publicados sempre às terças-feiras e quintas-feiras, por volta das 11h, nas plataformas do Bahia Notícias.

A proposta do podcast é aproximar o público das diferentes realidades das regiões baianas e contribuir para uma compreensão mais ampla dos principais desafios e perspectivas para o desenvolvimento do estado. Fonte: Bahia noticia

Estados adotam escuta em presídios locais para combater facções, e governo Lula prevê expansão

Estados como Goiás e Ceará adotaram o monitoramento das conversas de lideranças de facções criminosas nos parlatórios de determinados presídios estaduais. A medida, prevista na Lei Raul Jungmann (Lei Antifacção), deverá ser expandida pelo governo Lula (PT).

Os parlatórios são áreas reservadas dos presídios destinadas ao contato entre presos e visitantes, como advogados e familiares. Esses espaços garantem a comunicação sem contato físico direto e sob regras específicas de segurança.

As escutas têm permitido às forças de segurança identificar ordens para homicídios, extorsões e outros crimes articulados por lideranças que continuam exercendo influência mesmo dentro das unidades prisionais, impactando diretamente a segurança pública fora do sistema.

No Ceará, o monitoramento começou em novembro de 2025, no presídio de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza.

As escutas subsidiaram investigações que culminaram, em junho deste ano, na Operação Mensageiros do Crime, do Ministério Público do Ceará. Foram cumpridos mandados de prisão contra 12 advogados suspeitos de atuar como intermediários de organizações criminosas.

Segundo o promotor de Justiça Oscar Stefano, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ceará, integrantes de facções criminosas se aproveitavam da prerrogativa de visitas sem limitação de quantidade para utilizar advogados como intermediários na transmissão de recados.

Segundo o promotor, alguns desses advogados também atuaram na cooptação de integrantes de facções rivais para o Comando Vermelho e, em alguns casos, recebiam cerca de R$ 500 por visita.

Esse movimento contribuiu para o fortalecimento da facção no Ceará, que hoje exerce influência sobre cerca de 85% a 90% do território do estado. A expansão se intensificou a partir de meados de 2025, com a migração de integrantes e lideranças de grupos rivais, como a Guardiões do Estado e a Massa Carcerária.

"A importância do monitoramento nos parlatórios é fundamental para desarticular a capacidade de comando do crime organizado, uma vez que a comunicação é essencial para a coordenação de atividades ilícitas [fora do sistema]", disse o promotor.

As apurações tiveram início após decisão do Tribunal de Justiça do Ceará, em novembro de 2025, que autorizou a captação de áudio e vídeo nos parlatórios da unidade de segurança máxima.

Segundo o secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará, Luís Mauro Albuquerque Araújo, o sistema prisional faz um filtro prévio das conversas e encaminha apenas diálogos com indícios de crimes.

O monitoramento é restrito aos 118 presos da unidade de seguranças máxima considerados lideranças de organizações criminosas pelo serviço de inteligência. "Os alvos são indivíduos identificados como lideranças cujo grau de nocividade à sociedade e a ligação com o crime organizado já foram comprovados", afirmou.

A experiência cearense teve como referência o modelo implementado em Goiás, onde as escutas nos parlatórios começaram em 2020.

Segundo o diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires Nicolau do Nascimento, o sistema funciona em duas unidades de segurança máxima, uma em Goiânia e outra em Planaltina, com capacidade para 390 presos e ocupação atual inferior a 150 internos.

De acordo com ele, a permanência nessas unidades segue critérios objetivos, como condenação por organização criminosa, tempo de pena, histórico de transferências entre presídios e informações produzidas pelo setor de inteligência.

As escutas também resultaram em investigações relevantes. Em 2022, a Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Gravatas e prendeu 16 advogados sob suspeita de integrar ou colaborar com organizações criminosas.

Há resistência de alguns setores, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A entidade é contrária à interceptação, gravação ou qualquer outra forma de monitoramento das comunicações entre advogados e clientes em parlatórios ou por meios virtuais.

"O sigilo profissional é garantia indispensável ao devido processo legal e ao direito de defesa. O sigilo profissional é uma garantia do cidadão e da sociedade. Os órgãos estatais devem utilizar outros meios de investigação", disse a OAB em nota.

Pela Lei Raul Jungmann, aprovada em março de 2026, conversas em parlatórios ou por videoconferência entre integrantes de facções, milícias ou grupos paramilitares e seus visitantes poderão ser monitoradas a pedido da polícia, do Ministério Público ou da administração penitenciária.

Se o diálogo for entre advogado e cliente, porém, a gravação dependerá de autorização judicial e de indícios de que o profissional esteja colaborando com a organização criminosa.

Segundo o secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, o sistema prisional está passando por uma mudança cultural e estratégica focada no isolamento e no controle rigoroso de lideranças de facções criminosas.

A gravação de atendimentos entre visitantes e presos em parlatórios antes era utilizada apenas nas cinco unidades do sistema penitenciário federal.

A intenção é elevar o padrão de segurança e implementar o monitoramento nos parlatórios em 138 unidades de todos os estados brasileiros, onde as lideranças devem estar concentradas.

O governo federal fornecerá tecnologia, infraestrutura e capacitação, enquanto os estados ficarão responsáveis pela execução operacional da medida.

"[O monitoramento] é voltado para presos com vínculo comprovado com facções criminosas e que ocupem posição de liderança. A estratégia foca no isolamento desse 1% a 3% da população carcerária que efetivamente comanda o crime", disse.

O presidente do Consej (Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária), Helton Edi Xavier da Silva, avalia positivamente a proposta e afirma que os estados estão dispostos a fazer o que for necessário para combater as facções criminosas.

Ele diz, no entanto, que os estados ainda enfrentam dificuldades para implantar esse tipo de monitoramento. Um dos principais desafios é a classificação dos presos para fundamentar e justificar a medida. Na maioria dos casos, essa classificação é feita pelos setores de inteligência do sistema penitenciário.

Por Raquel Lopes/Folhapress

VÍDEO: O Kannalha se emociona ao falar sobre Preta Gil e amigos apontam pagodeiro como última paixão da cantora

O cantor baiano Danrlei Orrico, conhecido pelo público como O Kannalha, não conteve a emoção ao falar sobre a relação com Preta Gil no documentário 'Preta - Eu Não Ando Só', exibido na última segunda-feira (20) pela Globo.

Danrlei, que foi visto como um último "affair" da artista, se tornou um grande amigo de Preta e esteve ao lado da cantora durante o tratamento contra o câncer. No documentário, o pagodeiro relembrou o início da relação.

"A gente se conheceu; ela foi a um show do Kannalha na Bahia, um verão da Bahia. Tudo aconteceu muito rápido e naturalmente", disse.

 

 Segundo relato de amigos e familiares, Danrlei foi a última paixão da cantora. Um dos registros do documentário mostrou uma surpresa feita por Malu Borges, amiga de Preta, que teve a ideia de levá-lo de surpresa para visitar a amiga e a fez sorrir de orelha a orelha com a presença do artista.


"Quando ele chegava, ela ficava tão feliz... e ele tinha muito cuidado com ela", relembrou a DJ Jude Paulla.

O pagodeiro foi uma das visitas mais constantes de Preta durante o internamento após a descoberta do retorno do câncer. "Minhas últimas felicidades de poder ficar feliz é fazê-la comer, ela ficava tão feliz", contou.

O artista também falou brevemente sobre a intimidade do casal e brincou com o fato de Preta ser uma mulher "quente".

"Preta fez 50 ali mas era danada demais... Aquela negona era quente, se tratando do assunto, amava. Amava uma uma sacanagenzinha, uma coisinha... Tem muita história engraçada, estou aqui pensando, 'será que essa dá pra contar'."

Homem flagrado se masturbando atrás de mulher em academia de condomínio na Bahia é educador físico

O homem flagrado se masturbando dentro da academia de um condomínio em Feira de Santana foi identificado como Pedro Henrique 24 anos, de acordo com informações divulgadas pela TV Record. O caso aconteceu na manhã de domingo (19), na Avenida Antônio Ribeiro Marques, e é investigado pela Polícia Civil.

Pedro Henrique é morador do condomínio onde o crime aconteceu. Nas redes sociais, ele se apresenta como um educador físico e diz atender pelo apelido de ‘El Pedrito’. A vítima fazia caminhada na esteira quando o suspeito praticou o ato obsceno. Ela, no entanto, não percebeu a situação naquele momento.

O crime só foi descoberto mais tarde, quando a jovem assistiu ao vídeo que havia gravado durante o próprio treino. Nas imagens, que passaram a circular nas redes sociais, é possível ver Pedro Henrique ao fundo da academia retirando o órgão genital do short enquanto observa a vítima.

A Polícia Militar da Bahia foi acionada por meio de equipes do 25º Batalhão (BPM). No entanto, quando os policiais chegaram ao condomínio, o suspeito já havia deixado o local. Os militares realizaram buscas na região, mas não conseguiram localizar Pedro Henrique. A vítima foi orientada a registrar um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil desse início às investigações e adotasse as medidas cabíveis.

O caso é apurado como suspeita de importunação sexual. Até o momento, não há informações sobre a localização do investigado. Vale destacar que a identificação do suspeito não representa condenação, e ele terá direito à ampla defesa e ao contraditório no decorrer da investigação. (Correio 24h)

Amapá admitiu rombo de quase R$ 1 bi no caixa 44 dias após tomar crédito com garantia da União

O governo do Amapá admitiu um rombo de quase R$ 1 bilhão no caixa apenas 44 dias após contratar um empréstimo de R$ 536 milhões com garantia do Tesouro Nacional, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência.

A informação não era conhecida pelo Tesouro quando a operação foi negociada. Se fosse, a condição seria suficiente para o rebaixamento imediato da nota de crédito do estado para C, o que impediria a concessão do aval soberano. Hoje, o Amapá detém nota A, a melhor na classificação do governo federal.

Sem saber do buraco no caixa, o Ministério da Fazenda abriu uma exceção para destravar o empréstimo, como mostrou a Folha. A operação foi autorizada apenas três meses após o estado dar calote em outras dívidas garantidas pela União.

Na prática, a Fazenda acabou facilitando o crédito a um estado que, além de ter ficado inadimplente, nem poderia receber garantia da União devido à deterioração de suas condições financeiras.

Em nota, o ministério disse que a operação foi contratada "em conformidade com os critérios técnicos vigentes à época" e que "eventuais mudanças supervenientes na situação fiscal do ente são acompanhadas por meio dos instrumentos de monitoramento e das contragarantias contratuais previstas, que resguardam a União em caso de inadimplência". Em outras palavras, o governo conta com o bloqueio de recursos do estado em caso de novo calote.

A disponibilidade de caixa é um importante termômetro da saúde financeira dos entes. Ela é medida a partir do volume de recursos não vinculados disponíveis, descontadas as obrigações assumidas no passado e que ainda precisarão ser pagas no futuro.

A lógica é simples: o estado ou município precisa ter dinheiro em caixa para honrar as contas a pagar. É uma regra que, inclusive, evita que determinado governo jogue a fatura de seu mandato no colo dos sucessores.

O Tesouro se concentra nos recursos não vinculados porque são os únicos que podem ser manejados livremente pelos gestores. Dinheiro carimbado para áreas como Previdência, saúde ou educação não pode ser deslocado para cobrir buraco em outras frentes.

No início de julho, o Amapá declarava ter encerrado 2025 com R$ 236,4 milhões não vinculados em caixa, valor insuficiente para honrar os R$ 931,1 milhões comprometidos em obrigações de anos anteriores. Com isso, a disponibilidade líquida já estava negativa em R$ 694,7 milhões.

Quando considerados outros R$ 270,1 milhões em compromissos contraídos no próprio ano de 2025, o rombo chega a R$ 964,8 milhões.

Questionados pela Folha sobre a razão de abrir exceção para um estado com furo no caixa, técnicos do governo ouvidos sob reserva demonstraram surpresa com a informação. Descobriram, então, que o Amapá havia feito uma retificação em 10 de maio —44 dias após a contratação do empréstimo— e incluído valores "bem diferentes", nas palavras de um dos interlocutores.

A assessoria do Ministério da Fazenda não informou quais eram os valores anteriores, apesar de reiterados pedidos. Mas a Folha conseguiu recuperar a informação de uma tabela consultada em 24 de fevereiro de 2026 para outra reportagem.

Na ocasião, o Amapá informava ter R$ 4,9 bilhões em recursos no caixa, quase 21 vezes o valor verdadeiro. Descontadas as obrigações, sobrava uma disponibilidade líquida de R$ 3,96 bilhões. Eram essas as informações que o Tesouro tinha quando autorizou o empréstimo.

O governo do Amapá disse, em nota, que a retificação decorreu de um "aperfeiçoamento técnico da forma de apresentação das informações fiscais" para se adequar à metodologia do Tesouro. "Não houve alteração da realidade financeira do estado."

Um dos técnicos reconheceu que, se tivesse declarado o caixa negativo no início do ano, o estado seria rebaixado imediatamente para nota C e ficaria sem a garantia da União —que só é fiadora de quem tem classificação A ou B.

Agora, o dinheiro do empréstimo, embora esteja legalmente vinculado a investimentos, poderá ajudar o estado a melhorar seu caixa momentaneamente, admitiu um integrante da equipe econômica sob reserva.

A retificação de dados por si só não constitui irregularidade. O mecanismo pode ser usado a qualquer tempo pelos entes para qualificar suas informações. No entanto, chamou a atenção a elevada discrepância entre os dados e, sobretudo, a inversão de sinal —que muda totalmente a análise sobre a saúde financeira do estado.

Três técnicos de fora do governo que já trabalharam com o tema avaliam que é o caso de investigar se o estado praticou fraude contábil. Para um deles, a conduta deveria motivar a suspensão imediata da nota do Amapá e o envio de ofício ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) para esclarecimentos.

O resultado da avaliação anual da capacidade de pagamento dos estados geralmente é divulgado em setembro de cada ano, mas o Tesouro pode fazer revisões extraordinárias se detectar sinais de deterioração financeira. Questionada sobre eventual mudança na nota do Amapá, a Fazenda não respondeu sobre esse ponto.

A reportagem procurou a assessoria de comunicação do TCE-AP em 9 de julho, por email, mas não obteve resposta.

O secretário de Fazenda do Amapá, Jesus Vidal, negou à Folha que o estado passe por dificuldades financeiras. Segundo ele, os dois primeiros anos de gestão do atual governador, Clécio Luís (União Brasil), foram de "organização". "Essa sempre foi a minha meta: estabilizar, organizar o estado e preparar ele para os próximos anos. Então, nós não estamos com dificuldade financeira", disse.

Nos primeiros quatro meses de 2026, porém, o Amapá honrou apenas 20% do saldo de R$ 1,93 bilhão em gastos herdados de anos anteriores. É o pior índice entre as 27 unidades da federação. O segundo pior é Roraima, com 36% (ou seja, quase o dobro). O melhor resultado é do Distrito Federal, com 81%. Os dados são declarados pelos próprios entes ao Tesouro.

O Amapá tem um histórico de dificuldades de caixa. No fim de 2022, chegou a ser excluído do PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal), que facilitava o acesso a crédito em troca de medidas de ajuste, justamente porque descumpriu as metas nesse quesito.

No ano seguinte, o Amapá manteve a nota de crédito C. Embora tivesse baixo endividamento, o estado tinha um buraco de R$ 642,8 milhões no caixa no fim de 2022. Quem apontou o saldo negativo foi o próprio Tesouro, que ajustou os valores declarados pelo estado diante das inconsistências com outras fontes de dados.

A partir de 2024, porém, o Amapá conseguiu melhorar sua nota. Subiu primeiro para B e alcançou a nota máxima A em 2025.

Na última avaliação, o Tesouro não fez nenhum ajuste nas informações. Segundo técnicos, o Amapá declarou ter saneado seus problemas de conciliação de caixa e apresentou os mesmos valores em todas as bases. No entanto, os mesmos técnicos reconhecem que o sistema é frágil a ponto de permitir alterações e ponderam que o Tesouro não tem atribuição de auditar as contas dos estados.

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

Lula avalia faltar a debates na TV durante a campanha, e tema divide cúpula do PT

Prestes a oficializar sua candidatura à reeleição, o presidente Lula (PT) avalia faltar a todos os debates com os demais candidatos promovidos no primeiro turno por emissoras de televisão e outros veículos de imprensa.

O tema divide a cúpula petista. Parte dos aliados mais poderosos de Lula teme que, como atual presidente é o único candidato de esquerda na disputa, ele fique muito exposto a ataques no confronto com os adversários, alinhados à direita e em busca do título de opositor.

Prováveis candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) são do campo antipetista e, se tiverem oportunidade, tentarão desgastar Lula. Como não deverá haver outro candidato alinhado à esquerda nos debates, o presidente precisaria enfrentar sozinho todos os adversários.

Outro grupo do partido de Lula defende que ele participe dos encontros para não perder oportunidades de entrar em embates com Flávio Bolsonaro, que será seu principal adversário.

Por lei, as emissoras têm obrigação de convidar, além do petista e do pré-candidato do PL, apenas Caiado e Augusto Cury (Avante). A legislação determina que é obrigatório o convite para os candidatos cujos partidos tenham mais de cinco representantes no Congresso. O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ano passado que o cálculo será feito com base no resultado da eleição de 2022, sem considerar as mudanças de partido ocorridas depois.

Se Lula não comparecer, há uma avaliação de que Flávio Bolsonaro também pode faltar aos debates, e não terá de responder sobre sua relação com o escândalo do Banco Master. Em maio, foi divulgado um áudio em que o senador pede dinheiro ao antigo dono do banco, Daniel Vorcaro, para concluir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos principais pontos da estratégia eleitoral de Lula é justamente aumentar a rejeição do eleitorado a Flávio usando o caso Master e o tarifaço do governo americano contra produtos brasileiros, por causa da afinidade do grupo político bolsonarista com Donald Trump.

A ausência de presidentes em debates durante campanhas à reeleição é uma estratégia conhecida. Em 2006, quando concluía seu primeiro mandato, Lula decidiu não comparecer aos encontros do primeiro turno, confiando na ampla vantagem que tinha sobre o segundo colocado –o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB, à época no PSDB).

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também não compareceu a debates. A eleição foi vencida por ele já no primeiro turno.

Neste ano, apesar de a tendência ser Lula não participar dos debates do primeiro turno, aliados ressalvam que a decisão não está tomada. Além disso, poderão ser feitas avaliações caso a caso. Por exemplo: se Lula julgar que foi muito atacado em um debate do qual tenha se ausentado, pode decidir ir ao encontro seguinte para responder aos adversários.

A dúvida mais imediata é sobre o comparecimento do petista ao debate da Band, tradicionalmente o primeiro do período eleitoral. O evento está marcado para 16 de agosto.

Lula quer promover, também em 16 de agosto, o ato de lançamento de sua candidatura. Pode ser inviável participar dos dois, uma vez que debates televisionados demandam preparação prévia dos candidatos junto de suas equipes de comunicação. Além disso, é conveniente que o participante esteja descansado.

O presidente e seu grupo político pretendem realizar o ato de lançamento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Havia dúvidas sobre a possibilidade por causa de um jogo marcado para a mesma data –São Bernardo contra Botafogo de Ribeirão Preto, pela série B do Campeonato Brasileiro.

Na última terça-feira (14), aliados informaram a Lula que a partida seria antecipada, abrindo caminho para o ato de lançamento. Fontes próximas da cúpula petista avaliam ainda ser possível o adiamento do evento político para permitir que o presidente participe do debate da Band, mas a direção do partido trabalha para ser mesmo realizado no dia 16.

O estádio da Vila Euclides é um dos locais mais significativos da trajetória política do presidente. No final dos anos 1970, quando começava a se tornar uma figura conhecida, Lula era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e presidiu assembleias de grevistas no estádio.

A ideia do PT é que o lançamento da candidatura conte a história política de Lula, que, aos 80 anos, disputará sua última eleição. O partido agora se organiza para levar apoiadores suficientes para encher o estádio, uma operação mais difícil do que a de organizar atos políticos tradicionais.

O presidente da República também busca reforçar sua presença em São Paulo, estado que tem o eleitorado mais numeroso do país. Sua aliança local terá o ex-ministro Fernando Haddad (PT) como candidato a governador. Ele disputará contra o atual chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito e com chances de vencer no primeiro turno.

Lula lidera as pesquisas eleitorais. Levantamento da Quaest divulgado quarta-feira (15) mostra o petista com 40% das intenções de voto para o primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Para o segundo turno, o petista tem 45% contra 37% do provável adversário. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Por Catia Seabra e Caio Spechoto/Folhapress

Ortega, que governa Nicarágua há quase 20 anos, diz que 'não haverá mais eleições' no país

Sem entrar em detalhes, ditador diz que trabalhará com a Assembleia para construir 'um bloqueio contra os golpistas'
O ditador Daniel Ortega reapareceu em uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista neste domingo (19), após mais um período de ausência pública, para afirmar que "não haverá mais eleições" na Nicarágua, país que governa há quase 20 anos.

"Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder", afirmou, em referência ao que chama de "partidos políticos criados pelos ianques".

A estratégia, disse, sem entrar em detalhes, será impor limites aos partidos políticos. Para isso, trabalhará com a Assembleia Nacional, dominada por aliados, "para que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas, os traidores".

"A história de partidos instalados pelos ianques, instalados pelo regime de Somoza, chegando ao poder, acabou. [...] Não importa quanto dinheiro os ianques deem, eles não conseguirão", afirmou, em referência ao ditador Anastasio Somoza Debayle, derrotado pela revolução da qual participou em 1979 antes de se tornar ele mesmo um líder autoritário.

Na prática, a ausência de eleições não seria uma grande mudança. Fraudes nas votações são denunciadas desde 2008, e o último pleito presidencial, em 2021, ocorreu após todos os opositores com chances de derrotar Ortega serem presos. Atualmente, aliás, grande parte dos críticos do regime nem sequer está no país ou tem nacionalidade nicaraguense —uma punição por serem considerados "traidores da pátria".

Mesmo assim, a declaração representa uma nova escalada autoritária, aproximando ainda mais o país de regimes sem eleições, caso de Cuba ou da Coreia do Norte. A ameaça ocorre no momento em que o governo de Donald Trump aumenta seu poder de influência na América Latina.

A última medida dos Estados Unidos contra o regime de Ortega foi anunciada no início de junho: uma restrição de vistos a mais de cem autoridades nicaraguenses dias após a morte sob custódia do líder indígena Brooklyn Rivera. O ativista estava preso desde setembro de 2023.

"Os EUA estão ao lado do povo nicaraguense que, assim como Rivera, aspira a ver uma Nicarágua livre", afirmou Marco Rubio, secretário de Estado americano, na ocasião.

Nos últimos meses, Ortega viu o ditador Nicolás Maduro ser detido após um ataque dos EUA à Venezuela e Cuba ser estrangulada com um bloqueio de combustível, mas passou praticamente ileso por Trump, que parece ter outras prioridades na região.

Ainda não está claro se a declaração de domingo pode mudar esse cenário. As promessas que o ditador faz em seus discursos costumam orientar a aparelhada Assembleia Nacional da Nicarágua —foi assim com a reforma constitucional que deu à sua mulher e vice, Rosario Murillo, o cargo de copresidente.

A mudança, que entrou em vigor em 2025, também estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e determinou que os dois líderes seriam responsáveis por supervisionar órgãos do Legislativo e do Judiciário, administrações regionais e municipais, e mecanismos de controle e fiscalização (incluindo os relativos às eleições), antes considerados independentes.

Dar o mesmo poder para ambos parece ser uma forma de manter a família de Ortega no poder. Os seguidos períodos de ausência do ditador de 80 anos costumam ser creditados à sua saúde frágil —antes da aparição deste domingo, ele havia sumido por 61 dias, de acordo com a imprensa local.
Por Daniela Arcanjo/Folhapress

Lula desafia Marco Rubio a montar comitê eleitoral para Flávio no Brasil: 'Vamos derrotar todos'

Evento reuniu pré-candidatos a cargos públicos para as eleições deste ano

O presidente Lula (PT) rebateu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um dos principais representantes da imposição do tarifaço contra o Brasil, nesta segunda-feira (20). O auxiliar do presidente americano, Donald Trump, acusou a gestão petista de má-fé nas negociações contra taxação.

A fala de Lula ocorreu na convenção nacional do PDT, evento com reiteradas menções à soberania nacional e combate à extrema direita no Brasil e no mundo. No evento, o partido confirmou o apoio à candidatura de Lula à Presidência da República neste ano.

"Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que monte um comitê e venha, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país", declarou.

"Mais uma vez espero que a gente esteja junto na construção da nossa proposta política. Se depender de mim, vamos ganhar as eleições no primeiro turno".

Com a presença de pedetistas e nomes do PT, o evento marca o anúncio das candidaturas do partido a cargos públicos e é o primeiro evento de campanha em que Lula participa. Em discurso, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que é o momento de "superar divergências" e combater a extrema direita.

"Temos que buscar muito mais aquilo que nos une do que nossas divergências", afirmou ele. "Por isso não tem eleição mais importante que essa, porque a vitória de Lula significa sinalizarmos para América Latina que é possível vencer a ultradireita".

Nas últimas duas eleições presidenciais, a sigla lançou Ciro Gomes, hoje no PSDB. Na convenção, o líder do PDT na Câmara, o deputado André Figueiredo (CE), criticou comentários que afirmavam que o partido "morreu" após a saída de Ciro. "Morreu nada. Voltamos a ser quem éramos", declarou.

O PDT foi um dos partidos da base de Lula atingidos nas investigações da Polícia Federal acerca dos desvios em benefícios do INSS. Carlos Lupi, então ministro da Previdência, foi afastado do cargo após indícios mostrarem omissão de sua parte frente à revelação das irregularidades.

O caso representou uma das principais crises do terceiro mandato de Lula, que na época, também mudou o comando do INSS. Lupi retornou à presidência do PDT após deixar o governo.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), um dos candidatos à reeleição pela sigla, foi apontado como suposto sócio oculto e beneficiário final da organização criminosa comandada por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

"Quando o PDT toma decisão política e estratégica de apoiar a reeleição de Lula, não é posição de abrir mão de seus projetos e da construção de ser protagonista de uma bandeira para o Brasil. Isso nós teremos em um momento, e sonharemos em ver o PT apoiando esse projeto", declarou em discurso nesta segunda.

No jingle do partido e nos discursos desta segunda-feira, os representantes reforçaram mensagens mais alinhadas ao governo Lula, como a defesa do fim da escala 6x1, soberania nacional e recados contrários a Donald Trump e à extrema direita. Também criticaram penduricalhos do Judiciário.

Os ministros do governo filiados ao partido Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Wolney Queiroz (Previdência) participaram do evento após às 18h, horário em que é permitido que os ocupantes de cargos públicos podem comparecer a eventos de partidos.

Ex-ministro de Lula, Celso Sabino também esteve no evento, enquanto pré-candidato ao Senado pelo Pará. Sabino era filiado ao União Brasil e foi demitido do governo em 2025 após Lula romper com a sigla, depois de uma série de conflitos com o presidente do partido, Antônio Rueda.

O governo endureceu a cobrança aos ministros quanto às regras previstas pelo chamado defeso eleitoral neste ano. Lideranças do partido que discursaram deram destaque ao fato durante as falas, reforçando a chegada dos ministros após o horário permitido.

Os anúncios foram feitos durante a convenção partidária da sigla nesta segunda, em Brasília. O evento comandado por Lupi, também teve a participação de Lula.

As candidaturas estaduais precisam ser formalizadas até o dia 5 de agosto. Caso não haja consenso, a palavra final será das siglas conforme previsto em seus estatutos, o que pode variar entre disputa na convenção ou decisão do diretório nacional.

Até então, já estavam encaminhadas as candidaturas do partido no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola para o governo do estado, com o apoio do PT, e em Minas Gerais, com Alexandre Kalil para governador. Os demais pleitos estaduais ainda devem ser definidos nas convenções de cada estado.

Veja pré-candidatos anunciados pelo PDT

Senado:

Weverton Rocha – Maranhão (reeleição)
Leila do Vôlei – Distrito Federal (reeleição)
Acir Gurgacz – Rondônia
Marília Arraes – Pernambuco
Celso Sabino — Pará
Edvaldo Nogueira — Sergipe

Câmara:

Roberto Requião – Paraná
Felix Mendonça – Bahia
Martha Rocha – Rio de Janeiro
André Figueiredo — Ceará
Dorinaldo Malafaia — Amapá

Governo estadual:

Juliana Brizola - Rio Grande do Sul
Requião Filho — Paraná
Por Mariana Brasil/Folhapress

Michelle reacende crise com Flávio por aliança com Ciro: ‘Direita do Ceará está vendida’

Negociação de aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará foi principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo acusando enteado de maltratá-la

Foto: Divulgação/Arqivo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a negociação de uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará e mostrou que a crise com o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), não está superada. O imbróglio foi a principal queixa que levou Michelle a gravar um vídeo no mês passado acusando o enteado de maltratá-la.

“A direita do Ceará está vendida”, disse Michelle ao comentar nesse domingo, 19, uma declaração de Ciro de que votaria em Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), ignorando Flávio.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle nesse domingo, 19, ao comentar uma publicação que dizia: “Ciro Gomes afirma que apoiará Caiado ou Renan Santos”.

No sábado, 18, Ciro Gomes apontou Caiado e Santos como opções de voto. O pré-candidato ao governo cearense ignorou Flávio Bolsonaro, que costura uma aliança com os tucanos no Estado governado por Elmano de Freitas (PT), que tenta a reeleição.

Ciro Gomes foge de associação com Flávio Bolsonaro, que tenta aliança

Ciro tem dito a aliados que não quer a imagem associada a Flávio Bolsonaro. Flávio participou, no último dia 10, de um evento em Fortaleza para oficializar Alcides Fernandes como pré-candidato ao Senado. Fernandes é pai do deputado André Fernandes, presidente do PL cearense e principal articulador da aliança entre PL e PSDB no Estado. Ciro Gomes estava em São Paulo e não encontrou o senador.

O entorno de Ciro alega que a associação entre o tucano e Flávio Bolsonaro é uma tentativa do PT de enfraquecer a campanha do pré-candidato ao governo do Ceará. E que o tucano não quer aparecer ao lado do senador, o que poderia “queimar o filme” do tucano, especialmente depois de vir a público a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro.

Michelle diz que foi humilhada por Flávio Bolsonaro: ‘Uma punhalada’

No vídeo publicado no mês passado, a ex-primeira-dama reclamou da aliança do PL com o PSDB no primeiro turno e defendeu o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) para o Senado, uma das escolhas pessoais de Michelle. Michelle disse ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” pelo enteado.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle. E completou:

“Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou Michelle no vídeo, falando em “uma punhalada”.

Na última semana, Flávio disse não ter mais relação com a madrasta. “Eu não tenho mais relação com ela, ainda mais agora que eu tô proibido de falar com o meu pai, eu ia lá na casa de vez em quando. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também”.
Por Eduardo Barretto/Estadão

Suspeita de intoxicação alimentar no Hospital Roberto Santos leva a cobranças por investigação; Sesab afirma que exames não apontaram contaminação

Os recorrentes episódios de suspeita de intoxicação alimentar envolvendo refeições servidas no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, voltaram a gerar preocupação entre servidores da unidade. O caso mais recente, em que profissionais relataram mal-estar após consumirem alimentos fornecidos pelo serviço de nutrição do hospital, reacendeu questionamentos sobre a qualidade da alimentação oferecida e motivou cobranças por uma apuração técnica dos fatos.

O serviço de alimentação do Hospital Geral Roberto Santos é prestado pela empresa LGBS – Líder Brasileira em Grupos e Serviço, contratada por meio de licitação pública. Segundo informações chegadas a este Política Livre, o contrato para a prestação do serviço gira em torno de R$ 4 milhões por mês, valor custeado com recursos públicos. Fontes ouvidas por este site apontaram que médicos, enfermeiros e outros funcionários relataram diarréia, dor de cabeça e mal-estar após ingerir alimentação na unidade.

Diante da repercussão dos episódios, surgiram cobranças para que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realize uma investigação detalhada, com o objetivo de esclarecer as causas dos casos de mal-estar, verificar o cumprimento das exigências sanitárias e contratuais e, caso sejam identificadas irregularidades, adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.

A avaliação é de que, diante do volume de recursos investidos no contrato, a segurança alimentar, a qualidade das refeições e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias são requisitos indispensáveis para garantir a assistência adequada a servidores, pacientes e acompanhantes.

Sesab diz que alimentos analisados não apresentaram contaminação

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou que a empresa responsável pelo fornecimento da alimentação foi contratada por meio de processo licitatório, em conformidade com a legislação vigente e observando todos os critérios técnicos e legais.

Segundo a pasta, após relatos de que alguns profissionais teriam apresentado mal-estar relacionado ao consumo das refeições, o fiscal responsável pelo contrato notificou a empresa sobre o ocorrido.

A Sesab informou ainda que a empresa encaminhou amostras dos alimentos para análise laboratorial e que os testes realizados não identificaram inconformidades ou contaminação nos alimentos analisados.

De acordo com a secretaria, a direção do Hospital Geral Roberto Santos mantém um fiscal responsável por acompanhar o cumprimento dos protocolos exigidos na prestação do serviço de alimentação dentro da unidade hospitalar.

Por fim, a Sesab afirmou que permanece acompanhando a execução do contrato e reiterou seu compromisso com a segurança alimentar e a qualidade da assistência prestada tanto aos pacientes quanto aos profissionais de saúde, destacando que continuará monitorando permanentemente os serviços oferecidos pela empresa contratada.

Por Política Livre

Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro

O Cartão de Residência Permanente, comumente conhecido como green card, de Eduardo Bolsonaro
         O governo de Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O documento permite que um cidadão estrangeiro viva, trabalhe e estude nos EUA por tempo indeterminado, e sem a necessidade de qualquer autorização especial.

A concessão do documento, que dá a Eduardo Bolsonaro uma série de garantias, ocorre em um momento especialmente tenso das relações entre o Brasil e os EUA.

Na semana passada, Trump baixou um novo tarifaço contra os produtos do país, de 25%. Na primeira medida econômica contra o país, em 2025, o presidente norte-americano vinculou as tarifas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro a Jair Bolsonaro.

Além disso, o filho de Bolsonaro foi condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.

De acordo com o STF, ficou comprovado que o filho de Jair Bolsonaro atuou nos EUA para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia, ele mesmo afirmou ter feito gestões para que o governo Trump impusesse sanções a autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país.

"Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz o jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar que, como ele, vive nos EUA. "Qualquer ação de perseguição ou censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil", segue.

A extradição para que Eduardo Bolsonaro cumprisse a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota pelos magistrados da Corte, já que o governo norte-americano sempre sinalizou apoio a Eduardo Bolsonaro.

Com o green card, ela fica ainda mais distante.

Eduardo Bolsonaro já fez diversas declarações afirmando que sofre perseguição política de um sistema "covarde e desumano" e disse que saiu do Brasil para não se submeter a um "regime de exceção".

Para conseguir a residência permanente, diz Figueiredo, o ex-deputado teve que provar que preenchia diversos requisitos.

Com o green card, Eduardo passará a viver nos EUA com praticamente os mesmos direitos que um cidadão norte-americano. Mas ele não poderá, por exemplo, votar.

O pedido foi feito há mais de um ano, segundo o jornalista Paulo Figueiredo, que é amigo e aliado do ex-parlamentar. Neste mês, ele conseguiu o documento.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

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