Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL

O modelo da reforma eleitoral em discussão na Câmara para frear um possível crescimento do PL nas próximas eleições divide os deputados federais e ameaça implodir o acordo costurado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) com o centrão para implantar o voto distrital misto a partir de 2034.

A proposta prevê que metade das vagas da Casa seja direcionada a regiões previamente delimitadas. O eleitor vota no candidato do seu distrito, e esse voto conta também para os partidos preencherem a outra metade das cadeiras de acordo com uma lista preestabelecida.

O apoio formal de presidentes e líderes do grupo a esse desenho não significa adesão dos deputados dessas legendas. Parlamentares já se movimentam para aprovar, no lugar, o "distritão", em que os mais votados serão eleitos para a Câmara, não importa os votos da legenda.

Outros grupos de partidos do centrão, como Podemos e Solidariedade, participaram do anúncio a favor do distrital misto, mas prefere outro modelo, o "distritão misto". A essas divisões soma-se ainda o voto contrário da oposição, que disse que seus 103 deputados votarão contra alterações no sistema eleitoral.

O modelo atual para eleger deputados e vereadores é o voto proporcional de lista aberta, que faz com que candidatos muito bem votados puxem outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.

Esse modelo fez com que o PL ganhasse espaço na Câmara em cima de candidatos do centrão. Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram eleitos com mais de 3 milhões de votos cada. O mineiro garantiu, sozinho, mais 13 deputados, e o vereador paulista levou mais sete colegas. Outros deputados do PL tiveram papel semelhante nos demais estados.

Para frear isso, o centrão fechou um acordo para aprovar o sistema distrital misto, que aumenta o poder das cúpulas partidárias sobre quem será eleito.

A intenção é aprovar a mudança até dezembro, antes da posse dos novos deputados e senadores, quando o PL estará maior no Congresso. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Atualmente, eles são 103 na Câmara, número que saltará para 131 a partir de fevereiro.

Mas até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares ou pessoas próximas a eles. A tese é que esses políticos terão um contato direto com os eleitores. Outro receio é que governadores dizimem a oposição ao controlar os votos nos distritos.

O deputado Igor Timo (Podemos-MG) tem rodado as bancadas atrás de apoio para aprovar o distritão, em que os candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral. "É o sistema mais representativo. Um parlamentar com votação expressiva eleger outros com votação ínfima é incompatível com a democracia."

Esse modelo, no entanto, costuma enfrentar resistência dos senadores e dos dirigentes partidários, por enfraquecer a coesão partidária. Cientistas políticos também costumam criticá-lo, por entender que torna o mandato mais individual e dificulta a formação de coalizões e a identidade partidária.

Igor Timo rebate dizendo que as cúpulas dos partidos continuarão com força, ao definir quem vai receber dinheiro do fundo eleitoral, aparecer na propaganda eleitoral na TV e rádio e, no limite, até quem poderá sair candidato.

Outro grupo que se julga sob ameaça com o voto distrital misto são os parlamentares representantes de classe. Com a divisão do estado em distritos, dificilmente um representante dos professores, por exemplo, conseguiria angariar uma base concentrada numa parcela específica do território para garantir sua eleição. Outro temor é o dos candidatos com perfil mais ideológico ou ligados a um tema específico.

Com 80 deputados, a federação de PT e PCdoB ainda não debateu formalmente as mudanças. Parte dos petistas afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados.

"E essa eleição por distritos, territorializada, é um problema com o aumento da participação de facções criminosas e milícias na política", diz um dos vice-líderes do PT, o deputado Lindbergh Farias (RJ).

A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Para evitar uma reversão, ele combinou que a mudança ocorrerá por PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige o voto favorável de 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores –e torna mais difícil alguma alteração depois.

Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato. O Republicanos sugeriu, por exemplo, impedir a existência de puxadores de votos no atual sistema, estabelecendo que candidatos que superarem o quociente eleitoral elejam apenas a si próprios.

Já o Podemos quer aprovar para 2030 o "distritão misto", em que metade das cadeiras vai para os mais votados em todo o estado, e a outra metade é preenchida por uma lista indicada pelos partidos com o maior número de votos. Seria como o distrital misto, mas com a divisão territorial por estado.

"Os partidos foram de acordo em aprovar o distrital misto para 2034, o que não tem acordo é o modelo de transição", diz o deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do projeto e que conduzirá as negociações da PEC. "Esse é o modelo que mais aproxima o eleitor do deputado e permite uma maior cobrança", afirma.

A reforma política em discussão na Câmara pretende alterar apenas o formato de eleição dos deputados, sem mexer na disputa pelo Senado, prefeituras, governos ou Presidência.

Por Raphael Di Cunto e Augusto Tenório/Folhapress

Câmara discute reforma eleitoral para frear puxadores de voto como Nikolas; veja modelos e debates Por Folhapress

A reforma eleitoral em discussão na Câmara dos Deputados divide partidos e parlamentares sobre qual modelo deve ser adotado. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou um acordo com dirigentes do centrão para adotar o voto distrital misto a partir de 2034.

Como mostrou a Folha, a proposta enfrenta resistências dentro das próprias legendas que participaram das negociações, e ainda não há consenso sobre o modelo a ser seguido.

A mudança tem como pano de fundo o avanço do PL na Câmara. No sistema atual, candidatos com votação expressiva ajudam a eleger outros integrantes da mesma legenda, mesmo que tenham recebido menos votos. Foi o caso de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que ultrapassaram 3 milhões de votos cada um e contribuíram para a eleição de outros parlamentares do partido.

A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato.

Entenda os modelos e debates sobre reforma eleitoral na Câmara.

Sistemas eleitorais
Proporcional de lista aberta
Proporcional de lista fechada
Distrital
Distrital misto
Distritão
Distritão misto

Proporcional de lista aberta

Como é:
Modelo atual, no qual candidatos muito bem votados puxam outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.

Interesses envolvidos:
Partidos do centrão são contra o modelo porque atribuem a ele o crescimento de candidatos bem posicionados nas redes sociais e que puxam muitos votos para legendas como o PL. O grupo argumenta que a eleição de deputados com votação muito alta acaba levando ao Congresso outros nomes com desempenho eleitoral bastante inferior.

Proporcional de lista fechada

Como é:
O eleitor vota apenas no partido, e não em um candidato específico. As vagas são proporcionais à quantidade de votos de cada sigla e preenchidas seguindo a ordem escolhida pela direção da legenda.

Interesses envolvidos:
Defensores do fortalecimento dos partidos e da organização coletiva das candidaturas são favoráveis ao modelo. Já parlamentares que defendem a escolha direta dos representantes pelo eleitor criticam a concentração de poder nas direções partidárias.

Distrital

Como é:
Eleitor escolhe um candidato para representar sua região, em votação majoritária.

Interesses envolvidos:
Dizem preferir o modelo aqueles que defendem uma conexão da disputa eleitoral com questões locais. Para eles, o desenho poderia facilitar a cobrança sobre os representantes. Já candidatos com atuação em temas específicos, representantes de categorias profissionais e de grupos ideológicos, ou com eleitorado espalhado pelo estado, podem ter mais dificuldade para conquistar uma cadeira.

Distrital misto

Como é:
Metade das cadeiras vai para os mais votados num determinado território; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida de acordo com uma lista escolhida pela sigla.

Interesses envolvidos:
Hugo Motta e dirigentes do centrão tentam aprovar este modelo, que conteria os puxadores de votos. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares.

Parte dos integrantes do PT afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados. O domínio de facçõess sobre parte dos territórios também é citado como argumento contra esse desenho.

Distritão

Como é:
Candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral.

Interesses envolvidos:
É criticado por enfraquecer os partidos, estimular campanhas personalistas e impedir a renovação do Parlamento. Uma consequência também pode ser criar campanhas milionárias, em detrimento da diversidade da representação política.

Distritão misto

Como é:
Metade das cadeiras é definida pelos mais votados do estado; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida com base em uma lista escolhida pela direção da sigla.

Interesses envolvidos:
Partidos como Podemos e Solidariedade, que participaram das articulações em torno da reforma, se dizem favoráveis ao modelo.

CPAC pode marcar largada dos irmãos Bolsonaro na oposição a Lula no exterior

Eduardo está confirmado no encontro em Mar-a-Lago; expectativa é de que Flávio o acompanhe na aproximação com lideranças conservadoras
Os irmãos Bolsonaro poderão ter em Mar-a-Lago o palco para iniciar uma atuação conjunta de oposição ao governo Lula no exterior. Eduardo Bolsonaro está confirmado no encontro do CPAC de 5 de novembro, em Palm Beach, na Flórida. A expectativa é de que esteja acompanhado de Flávio Bolsonaro, embora o nome do senador ainda não apareça na programação oficial.

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Se confirmada, a participação de Flávio dará ao encontro uma dimensão brasileira: a possibilidade de os dois irmãos se apresentarem juntos a um público de políticos, apoiadores e representantes do conservadorismo internacional. O evento poderá funcionar como o pontapé dessa articulação, mas ainda não há anúncio de uma agenda conjunta dos dois.

Entre os palestrantes divulgados estão os senadores republicanos Rick Scott e Mike Lee, a deputada americana Kat Cammack e a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss. A relação também inclui Matt Schlapp, Mercedes Schlapp e o ator Jim Caviezel. São nomes anunciados para a programação completa, sem indicação de que todos participarão da mesma atividade.

O CPAC, sigla em inglês para Conferência de Ação Política Conservadora, nasceu nos Estados Unidos e se apresenta como um fórum global de intercâmbio de ideias. Reúne autoridades, parlamentares, jornalistas, intelectuais e ativistas em torno de pautas como liberdade, soberania nacional, responsabilidade individual e tradição. Ao longo de mais de meio século, tornou-se um espaço de encontro e projeção de lideranças conservadoras.

A trajetória de Donald Trump também passa por esse palco. Segundo o histórico publicado pelo CPAC Action PAC, ele estreou na conferência em 2011 e escolheu o evento para seu primeiro discurso público depois de deixar a Casa Branca, em 2021. Essa relação ajuda a explicar a associação política entre Trump e o movimento, mas sua participação no encontro de novembro não está confirmada.

Em Mar-a-Lago, as atividades vão de 4 a 7 de novembro. No dia 5, a reunião anual do CPAC Circle será restrita a convidados, seguida de um jantar de gala. A programação prevê debates sobre o cenário americano após as eleições de meio de mandato, a disputa de 2028, combate ao comunismo e o que os organizadores descrevem como uso político de processos judiciais.

É nesse ambiente que uma aparição conjunta dos irmãos poderá ganhar peso. A aproximação com participantes do encontro poderá abrir espaço para apresentar suas posições sobre o Brasil e buscar interlocutores para uma agenda de oposição no exterior. Por enquanto, o compromisso oficialmente confirmado é o de Eduardo; mas a presença de Flávio e os desdobramentos políticos dessa participação permanecem como grande expectativa.
Fonte: Jovem Pan/Eliseu Caetano



Advogado Afonso Mendes classifica como “aberração jurídica” pedido de liminar para suspender eleição da Câmara de Ipiaú

A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que derrubou, na manhã do último sábado (31), a liminar que havia suspendido a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ipiaú repercutiu nos meios políticos e jurídicos da cidade. A eleição foi realizada após uma intensa atuação da equipe jurídica do Legislativo, que conseguiu reverter a decisão de primeira instância.

Para compreender os fundamentos da controvérsia, a reportagem do GIRO em Ipiaú procurou o advogado Afonso Mendes, doutorando em Direito, com forte atuação em Direito Público e experiência em Direito Constitucional, Direito Tributário e Processo Legislativo. O profissional integrou a equipe responsável pela virada judicial, juntamente com o assessor jurídico da Câmara, Dr. Sandro Macedo, e o advogado e consultor Dr. Thiago Fontoura.

Ao comentar a liminar concedida pela magistrada plantonista, Afonso não poupou críticas à fundamentação adotada. “Foi uma das maiores aberrações jurídicas que já presenciei. A magistrada chegou ao ponto de entender que não existia motivação suficiente para a convocação de uma sessão extraordinária, adentrando em uma competência que pertence à Presidência da Câmara Municipal. O Judiciário não pode substituir o juízo de conveniência institucional de outro Poder, sobretudo quando estamos diante de atos amparados pela legislação e pelo Regimento Interno”, afirmou.

Segundo o advogado, a decisão contrariava a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.120 da repercussão geral, segundo a qual, na ausência de violação constitucional, não cabe ao Poder Judiciário substituir as Casas Legislativas na interpretação e aplicação de suas normas meramente regimentais.

“A Constituição estabelece a independência e a harmonia entre os Poderes. O Supremo Tribunal Federal já delimitou expressamente os limites da intervenção judicial nas questões internas dos parlamentos. Em nossa avaliação, a decisão de primeira instância ultrapassou esses limites, chegando a questionar a própria motivação da convocação extraordinária, matéria que deve ser examinada à luz das competências institucionais da Presidência da Câmara”, explicou.

Afonso Mendes também chamou atenção para outro aspecto que considera especialmente grave: a interferência judicial preventiva em procedimentos regimentais que poderiam ser discutidos e resolvidos pelos próprios vereadores durante a sessão.

“O Regimento Interno estabelece os instrumentos adequados para questionar procedimentos legislativos. Os vereadores podem apresentar requerimentos e suscitar questões de ordem, que são apreciados pela Presidência e podem, conforme as disposições regimentais, ser submetidos à deliberação soberana do Plenário. Não é juridicamente razoável impedir previamente a realização de uma eleição para discutir questões procedimentais que sequer haviam sido submetidas aos mecanismos internos de controle da própria Câmara”, destacou.

O advogado ressaltou que a defesa apresentou documentos, atas de eleições anteriores, registros de publicidade e comprovantes de convocação dos parlamentares, demonstrando que o procedimento adotado seguia as práticas institucionais da Casa.

Equipe jurídica atuou em múltiplas frentes

Afonso revelou ainda que a estratégia jurídica não se limitou à apresentação do agravo de instrumento que resultou na reversão da liminar pelo TJBA. “Diante da gravidade da situação e da proximidade do horário da eleição, nossa equipe adotou uma estratégia de atuação simultânea em diversas frentes judiciais. Além do agravo de instrumento, protocolamos outras medidas processuais, inclusive perante o Supremo Tribunal Federal, buscando assegurar a autonomia do Poder Legislativo e evitar que uma decisão que considerávamos manifestamente equivocada comprometesse o funcionamento institucional da Câmara”, relatou.

Segundo ele, o trabalho exigiu atuação intensa durante a madrugada, com a elaboração de peças processuais, organização de documentos e fundamentação baseada em precedentes dos tribunais superiores. “Foi um trabalho jurídico muito intenso, desenvolvido em conjunto, com responsabilidade e profundo estudo das questões constitucionais e regimentais envolvidas. Atuamos em múltiplas frentes porque tínhamos convicção da consistência dos nossos fundamentos. Graças a Deus, tivemos êxito e conseguimos assegurar a realização da eleição”, afirmou.

Apesar das críticas contundentes à decisão inicial, Afonso destacou que a divergência jurídica não representa desrespeito ao Poder Judiciário. “O respeito à magistratura é indispensável ao Estado Democrático de Direito. Entretanto, decisões judiciais estão sujeitas ao controle pelas instâncias superiores, especialmente quando envolvem competências constitucionais de outro Poder. Foi exatamente isso que buscamos demonstrar, utilizando os instrumentos processuais previstos em nosso ordenamento jurídico”, ponderou.

Eleição ocorreu com todos os vereadores presentes

Após a decisão favorável do TJBA, a eleição foi realizada no sábado (31), às 11h, com a presença dos 13 vereadores de Ipiaú. Duas chapas tiveram seus registros deferidos e participaram da disputa.

A chapa liderada pelo vereador Lucas de Vavá venceu por oito votos a cinco, elegendo Lucas para a presidência da Câmara no biênio 2027–2028, Edson Marques para a vice-presidência e Robson Moreira para a primeira-secretaria.

A sessão foi transmitida pelo canal oficial da Câmara Municipal no YouTube. Segundo os registros legislativos, a eleição transcorreu sem apresentação de questões de ordem ou recursos regimentais contra os procedimentos adotados.

Para Afonso Mendes, o desfecho reforça a importância da preservação das competências institucionais do Legislativo. “O resultado mais importante, sob o ponto de vista jurídico, foi assegurar que a Câmara Municipal pudesse exercer suas competências constitucionais, sem interferências indevidas em suas questões internas. A eleição foi realizada, todos os vereadores participaram e a vontade da maioria foi expressa dentro do procedimento legislativo. É isso que deve prevalecer em um Estado Democrático de Direito”, concluiu.

Por: Giro Ipiaú

FICCO/PR apreende 32 kg de maconha e um adolescente em Ponta Grossa

Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) realizou, neste sábado (31/10), uma ação que resultou na apreensão de 32 kg de maconha e de um adolescente de 17 anos, no Terminal Rodoviário de Ponta Grossa/PR.

Após informações repassadas pela FICCO/PR, as equipes da Polícia Federal e Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio de equipes do CHOQUE, abordaram um ônibus interestadual que fazia a linha Porto Velho/RO a Criciúma/SC. Durante as diligências, foram localizadas duas malas contendo entorpecentes embalados a vácuo.

O adolescente relatou que havia embarcado em Cuiabá/MT e receberia dinheiro para transportar a droga até Curitiba/PR.

O adolescente e os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Operação da PRF reforça policiamento preventivo e combate condutas perigosas nas rodovias de Vitória da Conquista

Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Nos primeiros 9 meses de 2026, a PRF na Bahia registrou mais de 300 acidentes nas rodovias federais que cortam Vitória da Conquista. Nessas ocorrências 373 pessoas ficaram feridas e 41 perderam a vida.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia iniciou na última quinta-feira (28/10), em Vitória da Conquista (BA), uma grande operação de segurança viária com foco no policiamento preventivo e a intensificação da fiscalização com o objetivo de garantir a fluidez no trânsito, prevenir acidentes e coibir condutas perigosas ao volante.

Durante as atividades que segue até o dia 11 de novembro, o esforço operacional vai se concentrar nas situações que mais impactam na segurança viária envolvendo veículos de passeio, caminhões, ônibus, vans, transporte de escolares e motocicletas, além de coibir ocorrências criminais e o cometimento de infrações relacionadas a esses veículos.

A operação contará com policiais rodoviários federais da Bahia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Sergipe A presença das equipes se dará em trechos estratégicos, nos considerados pontos críticos, onde observa-se maior incidência de acidentes, criminalidade e infrações.

Nas abordagens, os policiais intensificarão a fiscalização sobre as infrações mais registradas entre elas está a falta do uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção obrigatórios, excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas em trechos de pista simples, à embriaguez e ao uso do celular ao volante. Serão realizados ainda comandos com foco na travessia segura de pedestres, no pedal legal para os ciclistas, segurança no transporte de cargas e passageiros.

A PRF irá realizar também o trabalho de prevenção em ações de educação para o trânsito. Durante as abordagens serão trabalhadas a educação e conscientização dos usuários das rodovias de forma transversal em todas as ações, com o objetivo de mobilizar a sociedade para adotar comportamentos que promovam um trânsito mais pacífico, consciente e seguro.

Estatística de acidentes (trechos de Vitória da Conquista)

A PRF na Bahia registrou, de janeiro a setembro deste ano, 307 acidentes de trânsito nas rodovias que cortam o município de Vitória da Conquista. Nessas ocorrências 373 pessoas ficaram feridas e 41 mortas. Quando comparado ao mesmo período de 2025, verifica-se que o número total de acidentes teve uma redução de 5,83% ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando foram atendidos 326 sinistros que tiveram 91 feridos (aumento de 5,07%) e 35 perderam a vida como consequência (aumento de 17,14%). Chama a atenção para o aumento considerável de sinistros graves (27,47%), saindo de 91 registros em 2025 para 116 ocorrências em 2026.

As estatísticas apontam que as motocicletas foram o tipo de veículo que mais se envolveram em acidentes no período, com 156 registros no período, confirmando a vulnerabilidade de quem utiliza duas rodas. A combinação de alta exposição do condutor e práticas de risco, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, uso do celular, transitar pelo corredor entre veículos e falta de equipamentos de proteção, contribuem para a gravidade das lesões e aumentam os índices de letalidade nesse tipo de ocorrência. Por isso, a programação da operação prioriza os motociclistas e a PRF buscará reforçar a importância do uso correto de equipamentos de segurança, do respeito aos limites de velocidade e da direção defensiva.

Acessar a via sem observar a presença de outros veículos, Reação tardia ou ineficiente do condutor; ausência de reação do condutor ocupam o topo do ranking das causas de sinistros na Bahia, seguidas de deixar de manter distância de segurança entre os veículos e demais falhas mecânicas ou elétricas.

Esses números indicam que, embora o desafio de reduzir os acidentes ainda seja grande, as ações de fiscalização, aliadas às campanhas educativas e ao engajamento da sociedade, têm contribuído diretamente para salvar vidas.

Estatística de Infrações (trechos de Vitória da Conquista)

Apesar de todo o esforço da PRF nas ações estratégicas de fiscalização e conscientização, flagramos ainda muitos condutores e passageiros contrariando as leis de trânsito e consequentemente algumas dessas infrações estão entre as que mais provocam acidentes e ceifam vidas nas nossas estradas.

Fiscalizada e combatida permanentemente, a imprudência do motorista ainda é a grande vilã e responsável pelas irregularidades de trânsito registradas nas rodovias. Vale ressaltar que existem infrações que podem causar até mesmo a suspensão do direito de dirigir.

Entre janeiro e setembro de 2026 a PRF BA emitiu 30.645 autuações em trechos das rodovias federais baianas que cortam o município de Vitória da Conquista.

Os controladores de velocidade (radares) flagraram 6.873 veículos em velocidades até 20% superiores ao limite máximo. Outros 2.145 trafegavam de 20% a 50% acima do limite.

No mesmo período, as equipes da PRF em Vitória da Conquista flagraram 3.075 condutores realizando ultrapassagens proibidas. A infração de ultrapassar em faixa amarela contínua é infração gravíssima, com multa de R$ 1.467,35 e rende 7 pontos na carteira. Em caso de reincidência em 12 meses, a multa é dobrada.

2.079 notificações foram emitidas por conduzir o veículo com equipamento do sistema de iluminação e de sinalização alterados.

Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes somaram 1.295 autuações. Os flagrantes de veículos flagrados com licenciamento atrasado somaram 1.111 autuações.

Em 920 abordagens, o condutor não era habilitado para dirigir o veículo.

Vale ressaltar, quem for flagrado dirigindo sem ter CNH estará cometendo uma infração de natureza gravíssima, segundo o Artigo 162 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A penalidade é multa multiplicada três vezes, chegando ao valor de R$ 880,41. Além disso, há a medida administrativa de retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado. E dirigir com a CNH suspensa pode causar a cassação do documento.
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Rui Costa prefere ministério ao Senado e pode assumir pasta de entregas no novo governo Lula -Por Política Livre

Eleito senador pela Bahia no último dia 4 de outubro, o ex-governador Rui Costa (PT) pode abrir mão de exercer o mandato no Congresso Nacional para assumir um ministério no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de janeiro de 2027. Segundo informações publicadas pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, aliados próximos avaliam que o petista tem mais perfil para ocupar cargos no Executivo do que para atuar no Legislativo.

Rui, que comandou a Casa Civil até abril deste ano, estaria cotado para assumir um ministério com forte capacidade de execução de obras, investimentos e entrega de resultados à população. A ideia seria aproveitar sua experiência administrativa, adquirida durante os oito anos em que governou a Bahia e na passagem pelo Palácio do Planalto.

Apesar das especulações, Lula ainda não teria conversado com Rui Costa sobre a possibilidade de seu retorno à Esplanada dos Ministérios. O assunto também não teria sido tratado pelo presidente com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), principal aliado político do senador eleito na Bahia.

De acordo com a publicação de O Globo, pessoas próximas ao ex-governador afirmam que ele preferiria comandar praticamente qualquer ministério a assumir uma cadeira no Senado, sobretudo diante da perspectiva de uma composição mais conservadora da Casa na próxima legislatura.

Na avaliação de um aliado ouvido pelo jornal, Rui é mais talhado para o Executivo do que para o Legislativo, uma questão de perfil político e administrativo. O ex-governador construiu sua trajetória como gestor e tem preferência por funções que lhe permitam executar projetos e apresentar resultados concretos.

O retorno à Casa Civil, entretanto, é considerado pouco provável. Embora Rui continue contando com a confiança de Lula, sua atuação como principal articulador e defensor do presidente no governo anterior teria provocado desgastes e acumulado resistências entre integrantes da própria administração federal.

Por isso, uma eventual volta à Esplanada poderia ocorrer em uma pasta com perfil mais executivo, voltada à realização de obras e à implementação de políticas públicas, em vez de um ministério responsável pela articulação política e pela coordenação dos demais órgãos do governo.

Caso Rui Costa seja nomeado ministro, a cadeira conquistada por ele no Senado deverá ser ocupada por seu primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente do Avante na Bahia. A possibilidade interessa diretamente ao partido, que ampliaria sua presença no Congresso Nacional e ganharia maior protagonismo nas negociações com o governo federal.

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Esquerda quer regulação das redes e mobilização digital permanente após eleição de Lula

O engajamento digital da esquerda veio para ficar. Ao menos é o que garantem lideranças, influenciadores e o próprio presidente Lula (PT) diante da mobilização nas redes sociais na campanha de segundo turno das eleições.

O deputado federal André Janones (Rede-MG), com comandos de "urgente" e "explode", reuniu mais de 10 milhões de pessoas no "Exército do Lula", no WhatsApp, e liderou a tropa digital que foi apontada por Lula como corresponsável pela virada sobre Flávio Bolsonaro (PL).

O petista derrotou o adversário por 51,8% dos votos, ante 48,2%, sendo o primeiro presidente do país a vencer uma eleição após ter terminado em segundo lugar no primeiro turno —ele havia ficado atrás do bolsonarista na primeira etapa, com 45,2% dos votos ante 47% do rival..

A atuação digital virou modelo de sucesso mundo afora, rendendo a Janones convites para auxiliar em campanhas de esquerda em outros países, como na tentativa de reeleição do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O deputado disse à Folha que o "Exército" será mantido para servir como ferramenta de pressão popular a favor de Lula no próximo mandato.

"O grande objetivo desse ‘Exército’, pós-eleição, é compensar a minoria que o presidente Lula vai ter na Câmara e no Senado, porque a extrema direita está com uma maioria esmagadora", disse ele. "O ‘Exército do Lula’ tem como missão, a partir de agora, dar governabilidade ao presidente", acrescentou.

No discurso de vitória, no domingo, o presidente agradeceu a Janones. Destacou a atuação do parlamentar na mobilização digital da campanha, chamou-o de general e disse que "teve um papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa".

Por insistência de Janones e de outros aliados, Lula aderiu ao uso do smartphone na reta final da campanha, após anos de resistência à tecnologia, e prometeu estabelecer um canal direto de diálogo com a população, sem depender de intermediários.

"Já estou aprendendo a conversar com o meu general e podem ficar certos que, daqui para frente, vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia, diretamente. Não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalistas com má-fé. Não vou. Eu vou dizer o que eu penso, o que eu faço", disse em seu discurso da vitória no domingo.

Assim como Janones, outros políticos com alto engajamento nas redes sociais ganharam destaque na campanha durante o segundo turno, como os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG), Jones Manoel (PSOL-PE) e Guilherme Cortez (PSOL-SP).

Cortez, com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, defendeu que a esquerda precisa manter a estrutura de mobilização digital ativa. Segundo ele, o campo progressista demorou a compreender a importância das redes sociais para a disputa política, mas recuperou terreno nesse segundo turno.

"A direita chegou antes, se desenvolveu nesse terreno, beneficiada por uma série de coisas, inclusive pelo algoritmo das redes sociais", disse o deputado eleito. "Para ganhar eleição foi preciso que a gente tomasse ofensiva nesse terreno, e conseguimos, mesmo com todas as comprovadas tentativas de boicotar nossa campanha pelos aplicativos."

A campanha deste ano foi marcada por acusações de interferência de plataformas digitais na eleição. Como mostrou a Folha, em mensagens internas da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp), funcionários reconheceram prejuízo a contas de Lula e benefício às de Flávio. A empresa negou ingerência.

Teste feito pelo jornal também identificou diferenças de tratamento nas respostas da ferramenta de inteligência artificial da big tech a pedidos de criação de imagens de campanha dos dois candidatos. No primeiro turno, a reportagem mostrou que modelos de IA burlavam a Lei Eleitoral ao promoverem rankings entre os presidenciáveis.

Como mostrou a Folha, integrantes do governo e parlamentares pretendem correr para votar até dezembro o projeto de lei da regulamentação concorrencial das big techs. A percepção é a de que há uma janela favorável para aprovação agora, que ficará mais estreita no próximo ano, quando o novo Congresso Nacional tomará posse.

Cortez defende a manutenção da mobilização digital acompanhada da regulamentação das plataformas, sem que uma exclua a outra. Ele afirmou que o modelo de regulação ainda deve ser discutido com outros atores, mas levantou a possibilidade de um que ofereça a opção de "desligar" o algoritmo.

A ideia seria oferecer a possibilidade de feeds de rede social sem recomendação algorítmica. Nesse molde, o que apareceria no feed seria o conteúdo de conhecidos ou perfis seguidos, e não mais o que a plataforma entende que vai prender a atenção do usuário.

Lula, também no discurso da vitória deste domingo, sinalizou que a regulação das redes estará entre as suas prioridades. O presidente disse que precisou "vencer a intromissão vinda de fora", em referência também ao tratamento desigual da do pela Meta na campanha.

"Essa eleição foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real", afirmou o petista.

O presidente acrescentou que não é possível que empresas bilionárias não paguem impostos enquanto tentam "direcionar o resultado eleitoral" do Brasil.

Na campanha de 2022, Lula já havia sinalizado interesse em regulamentar as redes sociais. O governo chegou a trabalhar em propostas para enquadrar as plataformas, mas não conseguiu avançar com o tema durante o mandato.

Por Arthur Guimarães de Oliveira e Juliana Arreguy/Folhapress

Quando o décimo terceiro vai cair na conta? Veja data da 1ª e 2ª parcela

A primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do 13º salário. Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador

Os trabalhadores brasileiros já podem se organizar para receber o 13º salário de 2026. Neste ano, a segunda parcela será antecipada para 18 de dezembro, uma sexta-feira, porque o prazo legal de 20 de dezembro cai em um domingo. A primeira parte do benefício deverá ser depositada até 30 de novembro, segunda-feira.

A antecipação não representa uma alteração na legislação trabalhista. A data foi ajustada em razão do calendário, respeitando a exigência de que o pagamento seja realizado dentro do prazo previsto para a gratificação natalina.
Como funciona o pagamento das parcelas?

A primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do 13º salário. Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador.

Já na segunda parte, a empresa desconta o valor antecipado e aplica os encargos legais, incluindo a contribuição previdenciária e o Imposto de Renda, quando cabíveis. Por esse motivo, o trabalhador pode receber um segundo depósito menor que o primeiro.
Quem tem direito ao 13º salário?

O benefício é destinado aos trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e rurais, além de aposentados e pensionistas da Previdência Social, conforme as regras de cada categoria.

No caso dos empregados, cada mês trabalhado conta para o cálculo quando há pelo menos 15 dias de atividade no período. Quem não trabalhou durante os 12 meses do ano recebe o valor proporcional.

Pessoas afastadas por licença-maternidade ou por doença e acidente também podem ter direito à gratificação, de acordo com as regras aplicáveis. Na demissão sem justa causa, o 13º proporcional deve integrar as verbas rescisórias. Na dispensa por justa causa, esse pagamento proporcional pode não ser devido.
Como calcular o valor do benefício?

Quem trabalhou o ano inteiro e recebe salário fixo geralmente tem direito a um 13º bruto equivalente à remuneração mensal de referência. Para calcular o valor proporcional, divide-se o salário por 12 e multiplica-se o resultado pela quantidade de meses contabilizados.

Por exemplo, quem recebe R$ 2.400 mensais e tem direito aos 12 meses receberá R$ 2.400 brutos. A primeira parcela será, em regra, de R$ 1.200, enquanto a segunda corresponderá ao saldo, descontados os encargos aplicáveis.

VÍDEO: Casa comprada há um mês é destruída por incêndio em Livramento de Nossa Senhora

Foto: Reprodução / WhatsApp / Achei Sudoeste
Um incêndio destruiu praticamente toda a estrutura de uma casa neste sábado (31), na 7ª Travessa da Estocada, em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. O imóvel havia sido comprado pela proprietária há pouco mais de um mês.

Segundo o site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias (BN), as chamas se espalharam rapidamente pelos cômodos e consumiram móveis, eletrodomésticos e pertences pessoais. Vizinhos se mobilizaram para conter o fogo, e um caminhão-pipa foi enviado ao local para auxiliar no combate.

A Secretaria Municipal de Assistência Social foi acionada para prestar acolhimento e oferecer auxílio emergencial à moradora, que ficou desabrigada.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e não houve registro de feridos.
 

PT trava disputa interna e abre debate sobre futuro do partido no pós-Lula

A cúpula do PT enfrenta disputa interna motivada por insatisfações acumuladas ao longo da eleição e já debate sobre o futuro do partido após a aposentadoria do presidente Lula.

Diante de críticas à condução da campanha, petistas se articularam, na última semana, pela convocação de uma reunião presencial do Diretório Nacional, instância máxima do partido. O objetivo é fazer uma avaliação da disputa e articular a realização de um congresso no ano que vem sobre renovação partidária e outros temas.

Na quinta-feira (29), uma ala do partido chegou a boicotar uma reunião da Executiva Nacional do PT, instância decisória anterior do partido, sob o argumento de que aquele não era o fórum adequado para avaliação da campanha. Sob pressão, o presidente do partido, Edinho Silva, convocou o diretório para o dia 13 de novembro.

No PT, a expectativa é que ele ouça críticas à condução da campanha eleitoral, da qual foi coordenador. Dirigentes do partido se queixam de concentração de decisões. Líderes estaduais cobram mais autonomia para decidir sobre o destino de recursos da legenda.

O próprio Lula externou crítica ao presidente do partido em fala à militância divulgada acidentalmente em canal da sigla. "Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta", declarou.

Edinho também contrariou aliados ao se lançar à Câmara dos Deputados, valendo-se do protagonismo à frente do partido para atrair eleitores em detrimento de candidatos de São Paulo.

Reclamando de desorganização, candidatos contam que tiveram que redimensionar seus gastos após uma revisão do valor de recursos repassados já no curso da disputa.

Parlamentares eleitos também reivindicam maior controle sobre recursos do PT, o que provoca grande reação de dirigentes locais e defensores do rejuvenescimento partidário.

A discussão sobre o funcionamento da sigla poderá influenciar no médio prazo a ascensão de novos nomes. Um dos argumentos usados pelos dirigentes locais para cobrar mais poder sobre os recursos da sigla é que são eles que conhecem as conjunturas estaduais. Por isso, teriam mais condições para identificar candidatos com potencial que devem receber mais dinheiro para fazer campanha.

Um exemplo seria a campanha de Cadu de Lula ao governo do Rio Grande do Norte. Ele era um candidato forte e foi eleito, mas teve apenas R$ 1,5 milhão do Diretório Nacional do partido para fazer campanha nos dois turnos. Diversos candidatos a deputado federal receberam da direção nacional do PT mais recursos de campanha que Cadu.

Mesmo que haja uma alteração na forma como o partido planeja suas candidaturas para a maioria dos cargos, é consenso que Lula é quem conduzirá sua própria sucessão. A vitória na eleição da semana passada deu a ele ainda mais força para controlar esse processo, reduzindo o risco de rachas entre grupos petistas na disputa pelo posto de candidato a presidente em 2030.

Aliados do presidente listam o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador Rafael Fonteles (PT-PI) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT-SP) como possíveis herdeiros do chefe do governo. Mas ressalvam que ele não deve antecipar essa discussão. Sinalizar um sucessor imediatamente deslocaria a perspectiva de poder para um novo nome e diminuiria a autoridade do atual chefe de governo.

Camilo e Fonteles fizeram suas carreiras no Nordeste. Caso um dos dois seja escolhido, a região ganhará poder dentro do PT. Lula nasceu em Pernambuco, mas entrou na política em São Paulo.

O atual chefe de governo foi o candidato petista em 7 das 10 eleições presidenciais disputadas pelo partido e participou das articulações das outras 3. Ele terá 85 anos quando seu próximo mandato, que começa em 5 de janeiro, acabar. Não deverá mais disputar eleições.

Apesar de já haver nomes considerados favoritos, aliados de Lula afirmam que esse quadro pode mudar até o momento de escolher um candidato para a próxima eleição. O exemplo, citado por diversos petistas, é a eleição de 2010. Os ministros José Dirceu e Antonio Palocci eram apontados como prováveis sucessores de Lula em seus primeiros mandatos. Os dois foram atingidos por escândalos, e Lula lançou Dilma Rousseff (PT).

Há anos petistas do Nordeste reclamam do poder de políticos paulistas sobre o partido, que tem em estados como Bahia, Ceará e Piauí seus melhores resultados eleitorais. Mas o número de filiados do partido em São Paulo desequilibra as votações internas em favor dos paulistas.

Em conversas com dirigentes do partido, Edinho Silva tem dito que a legenda precisa mudar sua organização interna, renovar quadros e reformular sua maneira de se comunicar.

Diretriz política aprovada pela Executiva petista na quinta-feira toca nesses assuntos.

"O PT precisa abrir suas portas, renovar suas formas de participação e construir, com os jovens, novos caminhos de organização política. Orientamos a realização de uma ampla campanha de filiação de jovens ao Partido dos Trabalhadores", afirma o texto.

"O partido deve incorporar novas formas de organização e mobilização, renovar sua comunicação e ampliar sua presença nos territórios, transformando o apoio eleitoral em força social organizada", afirma o texto.
Por Catia Seabra e Caio Spechoto | Folhapress

Governo tenta aprovar regras para inteligência artificial e big techs ainda em 2026

O governo federal articula a aprovação, ainda neste ano, de projetos que estabelecem novas regras para o funcionamento das grandes plataformas digitais e o uso da inteligência artificial (IA) no Brasil. A estratégia do Executivo é avançar com as propostas antes da mudança na composição do Congresso, prevista para a próxima legislatura, diante da avaliação de que uma maior presença de parlamentares alinhados à direita pode dificultar a tramitação. A agenda legislativa até dezembro, porém, é um dos obstáculos para acelerar as votações. A reportagem é do jornal O Globo.

Uma das prioridades é o Marco Legal da Inteligência Artificial, já aprovado pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O texto prevê obrigações de transparência, responsabilização por danos e limites ao uso de conteúdos protegidos por direitos autorais, além de multas de até R$ 50 milhões e possibilidade de suspensão de sistemas. Outra frente é o projeto de regulação concorrencial das plataformas digitais, que fortalece a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e estabelece regras prévias para empresas consideradas de relevância sistêmica. A proposta está pronta para votação em plenário, mas ainda depende de acordo entre as lideranças da Câmara.

Pelo projeto antitruste, poderão ser enquadradas as plataformas com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões no Brasil e R$ 50 bilhões no mercado global, desde que também atendam a critérios relacionados à concentração de mercado, controle de dados e dependência de terceiros. O objetivo é permitir que o Cade atue com mais eficiência diante do poder econômico das big techs. O governo afirma que as duas propostas não tratam da regulação de conteúdo, em uma tentativa de evitar resistências baseadas no argumento de risco de censura. Enquanto isso, o Executivo trabalha na implementação das regras decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a responsabilidade das plataformas por conteúdos publicados por terceiros.

Governo tenta derrubar obrigação de oferecer curso de direitos humanos na Polícia Rodoviária Federal

O governo Lula (PT) recorreu de uma decisão judicial que determina que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) restabeleça o funcionamento de comissões regionais de direitos humanos e inclua o tema entre as disciplinas do curso de formação dos policiais.

A sentença emitida no início de outubro pelo juiz Paulo Ernane Moreira Barros, da 6ª Vara Cível de Goiás, manteve uma liminar concedida em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro. Ela foi dada no contexto da morte de Genivaldo de Jesus Santos, durante uma abordagem policial.

O juiz determina a revogação de uma portaria de 2022 para restabelecer as competências das comissões de direitos humanos no âmbito da PRF, além da inclusão da disciplina "Direitos Humanos e Cidadania" no curso de formação da categoria.

A Justiça obriga a corporação a tratar de temas que envolvam protocolos de abordagem policial a grupos vulneráveis, com carga horária de 30 horas/aula.

A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu, alegando que a ação é administrativa e de competência exclusiva da União. Além disso, questionou a "intervenção judicial" em políticas públicas.

"A relevância de cada um desses conteúdos não está em discussão. O que está em discussão é se cabe ao Judiciário, sem base legal específica e sem prova técnica, definir a estrutura pedagógica de um curso de formação policial", afirmou a AGU.

O órgão ainda afirma que o modelo anterior não é compatível com a atual estrutura da PRF e que não há "ausência ou deficiência grave do serviço" que justifique a decisão judicial.

"Sem omissão atual, um comando judicial definitivo sobre os meios não acrescenta proteção ao direito, apenas retira da administração a possibilidade de aperfeiçoá-los", afirmou.

Entidades de defesa dos direitos humanos que haviam comemorado a sentença repudiaram o recurso do governo e afirmam que é preciso atuar para coibir mortes cometidas por policiais.

"O recurso da AGU é um equívoco técnico e político. Não há lógica neste tipo de recurso, que baixa o sarrafo da importância do mérito do processo tratando-o como mais um litígio a ser vencido", disse Carlos Nicodemos, advogado do Movimento Nacional de Direitos Humanos.
Por Gabriela Echenique/Folhapress

Trump diz não ter plano de encontrar Flávio Bolsonaro, mas que senador pode ficar quanto quiser nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) não ter planos de se encontrar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas que o senador brasileiro pode permanecer no país "o tempo que quiser".

O republicano falou a jornalistas em Mar-a-Lago, sua residência em Palm Beach, na Flórida. Um repórter perguntou se ele tinha planos de se encontrar com Flávio enquanto estivesse no estado. "Sem planos de encontrar, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então ele pode ficar aqui o tempo que quiser", respondeu.

Questionado em seguida se havia conversado com o senador, Trump repetiu a declaração. "Bolsonaro? Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. Foi tratado muito mal. Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha. Ele foi tratado muito mal, e pode ficar aqui o tempo que quiser", disse, repetindo adjetivo sobre a eleição brasileira dito por ele anteriormente.

Flávio chegou a Miami, também na Flórida, na quarta-feira (28), após descumprir decisão de entregar o passaporte no Brasil. Ele e a família receberam autorização condicional para permanecer nos EUA.

O secretário de Estado, Marco Rubio, também tratou do assunto no sábado, em entrevista coletiva em Atlanta, durante a reunião de chanceleres do G20.

"Não facilitamos nada", disse em relação a possível ajuda para a fuga do senador brasileiro. "Ele já tinha um visto anteriormente, e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país", afirmou Rubio, acrescentando que o governo americano não esteve "diretamente envolvido" nos arranjos feitos pelo senador para deixar o Brasil.

Por Folhapress

Ibirataia: Prefeitura intensifica manutenção no Cemitério São João Batista para o Dia de Finados

A Prefeitura de Ibirataia realiza serviços de manutenção, pintura e pequenas reformas no Cemitério Municipal São João Batista como parte dos preparativos para o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro. As intervenções visam proporcionar um ambiente mais organizado, limpo e acolhedor para receber a população que comparecerá ao local para prestar homenagens e recordar seus entes queridos.
De acordo com o coordenador do Cemitério Municipal, Darlan Bispo, as equipes trabalham para garantir que toda a estrutura esteja em boas condições para a data. "Estamos empenhados em deixar o cemitério organizado e preparado para receber as famílias com respeito, conforto e dignidade, em um momento de fé, saudade e reflexão", destacou o coordenador.
O prefeito Sandro Futuca ressaltou que a conservação dos espaços públicos reflete o compromisso da gestão com o bem-estar da população. "Cuidar do Cemitério Municipal é também demonstrar respeito às famílias ibirataenses e preservar um espaço de memória e homenagem. Convidamos toda a comunidade para participar da missa de Finados, que será celebrada no dia 2 de novembro, às 7h da manhã, no Cemitério São João Batista", afirmou o gestor.
Fonte: Decom/PMI

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