Netanyahu promete ofensiva na Cisjordânia 'como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias'
Conflito árabe-israelense ocorreu 1967 e terminou com a ocupação israelense da Cisjordânia. Exército prepara bloqueio total enquanto militares vasculham bairros e casas de Hebron
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu nesta sexta-feira (23) uma operação militar de grande escala na Cisjordânia ocupada e a retirada de moradores de Hebron, depois que um ataque a tiros dois soldados israelenses em um posto de controle na cidade. O episódio ocorre a quatro dias das eleições legislativas de 27 de outubro, nas quais está em jogo a sobrevivência política do premiê.
Em visita a Hebron após o ataque, Netanyahu falou em uma ofensiva "como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias", em referência ao conflito árabe-israelense de 1967, no qual Israel ocupou a Cisjordânia. "As Forças de Defesa estão prontas para executá-la, e nós definiremos o momento, mas ela está a caminho", afirmou.
O episódio ocorre a quatro dias das eleições legislativas que poderá mudar o governo do país. Netanyahu também ordenou o "fechamento imediato" de Hebron e pediu ao Exército que se prepare para impor um "fechamento total" da Cisjordânia.
Hebron é dividida em dois setores: um sob controle das autoridades palestinas e outro, onde vivem colonos israelenses, sob controle do Exército. O ataque ocorre em meio ao recrudescimento das tensões na Cisjordânia.
No início desta manhã, dois homens vestidos de preto, um armado com um fuzil e o outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de militares em um cruzamento ao norte de Hebron, no sul do território, antes de serem mortos em um intenso tiroteio.
O Exército identificou os israelenses mortos como os sargentos Ron Yonatan Roytman, 23, e Yuval Shai Svilem, 20. Outros três militares ficaram levemente feridos.
"[Os militares] entrarão no bairro de onde vieram os terroristas, retirarão os moradores, vasculharão as casas uma a uma, apreenderão as armas e destruirão a infraestrutura terrorista", disse o premiê, que lidera o governo mais à direita da história de Israel, segundo seu gabinete.
O grupo terrorista Hamas, que tem base na Faixa de Gaza Gaza e realizou o ataque de 7 de outubro de 2023, celebrou o atentado e lamentou a morte dos dois agressores. O ataque foi uma "resposta natural e legítima aos crimes e ataques brutais que continuam sendo cometidos contra o nosso povo", afirmou em comunicado o Hamas, rival do Fatah, facção que governa a Autoridade Palestina.
Netanyahu afirmou que os militares aplicariam um modelo usado anteriormente em campos de refugiados no norte da Cisjordânia. Uma operação militar de grande escala batizada de "Muro de Ferro", lançada em janeiro de 2025, deslocou à força dezenas de milhares de pessoas de vários campos de refugiados, segundo a ONU.
Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, os moradores de todos os bairros de clãs de onde saíram os atiradores serão retirados, e a infraestrutura "terrorista" será "neutralizada e desmantelada". Os clãs, grandes famílias com forte influência, têm peso na vida política e social de Hebron.
O ministro das Finanças, o extremista Bezalel Smotrich, disse ter ordenado a demolição de edifícios próximos ao local do ataque. O ataque abalou a campanha eleitoral, e Netanyahu, que busca um novo mandato, pediu ao Likud, seu partido, que cancele todos os eventos previstos para esta sexta.
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Às vésperas do 2º turno, 60% esperam melhora na economia do país, aponta Datafolha
Indicador de expectativa positiva atinge o maior nível desde pesquisa que antecedeu a disputa final em 2022
A percepção dos brasileiros sobre a economia do país, às vésperas do segundo turno no próximo domingo (25), aponta que 60% esperam que a situação econômica do país melhore, 19% que fique como está e 12% que piore, com 8% que não opinaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A expectativa otimista é a mais alta desde outubro de 2022, dias antes do segundo turno das eleições daquele ano, quando chegou a 62%, e a de piora é a menor de toda a série, iniciada em 2019.
Há pouco mais de quatro meses, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas aos brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho, 36% consideraram que a economia brasileira iria melhorar nos próximos meses. Quando refletiam sobre sua situação pessoal, 51% dos entrevistados afirmaram acreditar em melhora.
Nesta rodada, o instituto entrevistou 2.520 pessoas em 154 cidades sob encomenda do jornal Folha de São Paulo e da TV Globo. O trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-09709/2026.
A expectativa de melhora do país é observada nos dois campos políticos: entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 60% esperam melhora, 14% imaginam uma piora, 18% dizem que ficará como está e 8% não souberam responder.
Já no eleitorado de Lula (PT), o percentual de melhora é 66%, 7% esperam uma piora, 19% dizem que ficará como está e 7% não responderam. Em ambos os casos, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.
O otimismo também é maior entre quem tem ensino fundamental (67%) do que entre quem tem curso superior (51%), e também varia regionalmente: no Centro-Oeste e Norte é 68%, no Nordeste, 66%, no Sudeste, 56%, e no Sul, 55%.
Quando refletem sobre sua situação econômica pessoal, 66% dizem esperar que ela melhore nos próximos meses, 25% avaliam que ficará como está, e 5% preveem piora. Em junho, eram 51% de expectativa de melhora, 35% de estabilidade e 12% de piora.
A expectativa de melhora pessoal é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (72%) do que entre os que têm 60 anos ou mais (56%), e entre os homens (69%) do que entre as mulheres (63%). Na parcela de eleitores de Lula, é de 70%, e entre os de Flávio Bolsonaro, de 65%.
No entanto, na avaliação dos últimos meses, 43% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país piorou, 31% avaliam que ficou como estava, e para 25% houve melhora. Em junho deste ano, 22% viam melhora, 45%, piora, e 32% indicavam estabilidade.
A percepção de piora da economia do país é de 77% entre eleitores de Flávio Bolsonaro, ante 7% no eleitorado de Lula.
Também é mais alta entre evangélicos (60%) do que entre católicos (35%), e cresce com a escolaridade (de 33% entre quem tem ensino fundamental a 51% entre quem tem curso superior), e com a renda familiar (de 35% entre quem ganha até 2 salários mínimos a 54% entre quem ganha mais de 5 salários mínimos), acima das margens de erro.
Sobre a situação econômica pessoal nos últimos meses, 38% dizem que ficou como estava, 33% que melhorou e 29% que piorou. A parcela que vê melhora supera a que vê piora, inversão em relação a junho, quando 29% apontavam melhora e 31%, piora (em março eram 30% e 33%).
Na visão de economistas ouvidos pela reportagem, a divisão do eleitorado se reflete na percepção da economia nos últimos meses e tende a se inverter, a depender dos resultados eleitorais do próximo domingo.
Quanto ao futuro da economia, o eleitorado coincide em entender que estará melhor com a vitória do candidato que o representa.
"O que acontece é que as pessoas não estão mais avaliando a economia em si, de uma maneira relativamente isenta. Cada pessoa veste os seus óculos, que obviamente dependem do seu time", diz Bráulio Borges, diretor da LCA Consultores e pesquisador-associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas).
"Mas aí, quando você pergunta da situação individual das pessoas, muitos dizem que está muito boa ou boa. Então, é mais uma evidência dessa polarização afetiva, que, na prática, me faz cada vez mais considerar que é preciso buscar captar confiança das pessoas de uma maneira um pouco diferente", diz.
Segundo Borges, a situação econômica brasileira não é ruim, mas há desequilíbrios que precisam ser corrigidos, principalmente a questão fiscal.
"Os dois lados esperam melhora, pois os dois candidatos prometem que o dia seguinte vai ser melhor e cada eleitor espera que o seu lado ganhe", diz o professor do Departamento de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Pedro Paulo Zahluth Bastos.
O levantamento atual é feito no contexto de uma disputa acirrada pela Presidência da República, às vésperas do segundo turno.
A mesma pesquisa do Datafolha aponta que Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão empatados na corrida presidencial. Tanto o senador quanto o presidente têm 50% dos votos válidos —50,47% a 49,53%, respectivamente, antes do arredondamento.
Na reta final da campanha, promessas dos candidatos e entregas do governo Lula na economia movimentaram as últimas semanas.
A aprovação do fim da escala 6x1, bandeira do atual presidente em sua busca pela reeleição, ocorreu durante a campanha do segundo turno e foi comemorada pela campanha petista.
Flávio Bolsonaro, que antes se manifestava contra a redução, votou a favor e disse ter sido convencido por eleitores.
Em outros movimentos recentes, o petista anunciou um aumento de 15% do Bolsa Família, que representa a variação da inflação de março de 2023, quando o programa foi recriado, a agosto de 2026. O custo é de R$ 22,7 bilhões em 2027.
Outro dado explorado por ambas as campanhas foi o aumento do endividamento. O petismo colocou na mesa uma terceira versão do programa de renegociação de dívidas, na qual o governo prevê a compra de carteira de débitos bancários e não bancários com desconto de, no mínimo, 90%.
O governo também vai perdoar débitos de MEIs (microempreendedores individuais) inscritos na dívida ativa da União e pretende lançar, no ano que vem, uma política para transferir R$ 5.000 em recursos para os microempreendedores. O Congresso já aprovou também a ampliação do limite de faturamento dos MEIs.
Do lado de Flávio Bolsonaro, o candidato da oposição falou em uma retomada do Perse, programa criado na pandemia de Covid-19 que zerava quatro impostos federais para o setor de eventos.
Flávio falou em reajuste e mudanças no Bolsa Família, retomando o prazo de dois anos de permanência no programa de transferência quando houver aumento de renda, e disse que pretende reajustar o benefício.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também promete comprar dívidas em atraso de famílias e pequenas empresas, além de ter anunciado um plano de recompensa em parceria com a Caixa Econômica Federal que prevê que uma parte do pagamento de boletos, prestações, taxas e outras despesas volte para o pagador, via Pix.
Ao longo da campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro repetiu que o governo Lula não conseguiu conter a alta da inflação, enquanto o petista rebateu que a inflação de seu governo é mais baixa que a do de Jair Bolsonaro.
Nesta sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) ficou abaixo das projeções do mercado financeiro em outubro. A inflação medida pelo indicador desacelerou a 0,32%, após marcar 0,7% em setembro.
O presidente Lula também defende que conseguiu manter o desemprego baixo em seu terceiro mandato, enquanto seu adversário promete gerar mais empregos com maior remuneração.
No trimestre até agosto, a taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3%, o menor patamar para esse intervalo na série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.
Os críticos do governo rebatem que a alta do endividamento da população e a trajetória de elevação da dívida pública —e seus efeitos sobre outros indicadores, como juros futuros— enfraqueceram o alcance da percepção de dados positivos, como o baixo desemprego.
Bastos avalia que o aumento do otimismo entre uma pesquisa e outra também se deve às recentes iniciativas de política econômica do governo.
"O governo soltou o que o arcabouço fiscal estava segurando: o reajuste do Bolsa Família, o fim da jornada 6x1 foi aprovada no Senado e agora pode ser associada ao passe livre no final de semana. Para o trabalhador e sua família, é uma dinâmica inteiramente nova”.
Por Douglas Gavras/Folhapress
“Maternidade não é sinônimo de felicidade plena”, alerta fundadora do Maio Furta-cor durante visita a Salvador
Patrícia Piper participa do SIAPARTO 2026, aborda a ansiedade perinatal e defende a identificação precoce do sofrimento psíquico durante a gestação e o pós-parto
A romantização da maternidade e a dificuldade de reconhecer o sofrimento emocional das mulheres durante a gestação e o pós-parto estarão entre os temas debatidos pela médica Patrícia Piper, fundadora da Campanha Maio Furta-cor, durante sua participação no Simpósio Internacional de Assistência ao Parto - SIAPARTO 2026, em Salvador. Com mais de 15 anos de atuação na área de psiquiatria perinatal, a especialista estará na capital baiana entre 29 de outubro e 3 de novembro para palestrar sobre ansiedade perinatal e ministrar uma capacitação voltada à identificação precoce de problemas de saúde mental durante o pré-natal.
Para Patrícia, a expectativa social de que a maternidade seja uma experiência de felicidade e realização pode dificultar o reconhecimento de sentimentos que não correspondem a esse ideal.
“A maternidade ainda é muito romantizada. Acreditamos que a mulher, ao se tornar mãe, está plena, feliz e realizada. Quando partimos desse pressuposto ao conversar com as mães, deixamos de perguntar e de ouvir o que ela está sentindo de fato”, afirma.
Segundo a especialista, sentimentos ambivalentes, medos e inseguranças também fazem parte da experiência materna e precisam encontrar espaço de escuta e acolhimento. A identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico é fundamental para que as intervenções ocorram no momento adequado, especialmente em uma fase marcada por intensas transformações emocionais e familiares.
“O puerpério é o período em que a mãe e o bebê estão desenvolvendo vínculos, aprendendo a se comunicar e estabelecendo uma nova dinâmica entre as relações. Quando tudo isso é atravessado pelo adoecimento mental, toda a dimensão é afetada”, explica.
Cuidado com a mãe precisa ir além da saúde física
Além da palestra sobre ansiedade perinatal, Patrícia ministrará, ao lado de Ana Brandino, o minicurso “Capacitação prática para triagem pré-natal em saúde mental”, no dia 30 de outubro, das 8h às 12h, na Faculdade Unime Anhanguera, localizada no terceiro piso do Shopping Paralela, em Salvador.
A atividade, com quatro horas de duração, é exclusiva para participantes inscritos no congresso e busca contribuir para a formação de profissionais no reconhecimento de vulnerabilidades emocionais durante a gestação.
Patrícia chama atenção para uma lacuna na assistência materna: a concentração dos cuidados no desenvolvimento do bebê e nas condições físicas da gestante, enquanto aspectos emocionais e psicológicos podem receber menos atenção.
“Os profissionais de saúde ainda estão muito voltados aos cuidados com o bebê e com o corpo físico da mãe, esquecendo que um bebê também nasce no psiquismo materno. Essa mulher também é sujeito de desejos, ambivalências, medos e dores que não anulam o amor pelo bebê”, destaca.
Para a médica, a capacitação dos profissionais deve ir além da aplicação de instrumentos de rastreamento. É necessário desenvolver uma escuta qualificada, capaz de reconhecer as particularidades de cada mulher e o contexto em que ela vivencia a maternidade.
“O pré-natal é uma oportunidade privilegiada para construir vínculos de confiança, identificar vulnerabilidades, reconhecer sinais precoces de sofrimento psíquico e oferecer intervenções antes que esse sofrimento se agrave”, ressalta.
Saúde mental materna como parte essencial da assistência
Fundadora da Campanha Maio Furta-cor e diretora da Associação Maio Furta-cor, Patrícia Piper atua na promoção da saúde mental materna e na defesa da construção de políticas públicas voltadas às mães e famílias brasileiras.
Sua trajetória profissional reúne atividades de ensino, pesquisa e formação nas áreas de saúde mental perinatal, trauma, neurociências, maternidade, direitos reprodutivos e violências de gênero.
A participação no SIAPARTO 2026 reforça a discussão sobre a necessidade de incorporar a saúde mental ao acompanhamento das mulheres desde a gestação, reconhecendo que a chegada de um bebê também representa um período de profundas mudanças para quem se torna mãe.
“Cuidar da saúde mental materna não é apenas prevenir doenças. É reconhecer que, enquanto um bebê nasce, uma mulher também atravessa uma profunda transformação — e que ela merece ser cuidada, não apenas porque é mãe, mas porque é uma pessoa”, conclui Patrícia.
Serviço
Evento: SIAPARTO 2026
Data: 31 de outubro a 2 de novembro de 2026
Local: CECBA COSTA AZUL
Participação: Patrícia Piper — palestra sobre ansiedade perinatal e minicurso de triagem pré-natal em saúde mental
Minicurso: Capacitação prática para triagem pré-natal em saúde mental
Ministrantes: Patrícia Piper e Ana Brandino
Data: 30 de outubro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 8h às 12h
Local: Faculdade Unime Anhanguera — 3º piso do Shopping Paralela, Avenida Luís Viana Filho, 8544, Salvador (BA)
Carga horária: 4 horas
Valor: R$ 380,00
Inscrições: Minicurso exclusivo para participantes inscritos no congresso
Informações: https://www.siaparto.com.br/2026/
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Dirpin Leste realiza mais de 300 prisões durante a Operação Malhas da Lei
Resultado representa 29,3% das capturas realizadas pelo DEPIN em todo o estado; três Coorpins da região ficaram entre as quatro primeiras no ranking estadual
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| Foto: Ascom-PCBA |
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Diretoria Regional de Polícia do Interior da Região Leste (Dirpin/Leste), efetuou 306 prisões na região durante o segundo ciclo da Operação Malhas da Lei. A ação teve como objetivo localizar e capturar foragidos da Justiça investigados ou condenados por crimes como homicídio, latrocínio, estupro, tráfico de drogas, participação em organizações criminosas e violência doméstica.
O número corresponde a 29,3% das 1.045 prisões contabilizadas pelo Departamento de Polícia do Interior (DEPIN) em todo o estado durante a operação, o que coloca a Dirpin Leste no primeiro lugar do ranking.
Entre as Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) que integram a Dirpin/Leste, a 15ª Coorpin/Serrinha alcançou o maior número de capturas, com 90 registros. Na sequência, aparecem a 1ª Coorpin/Feira de Santana, com 81, e a 4ª Coorpin/Santo Antônio de Jesus, com 73. Já a 2ª Coorpin/Alagoinhas contabilizou 50 prisões, enquanto a 3ª Coorpin/Santo Amaro somou 12.
No ranking estadual, a 15ª Coorpin/Serrinha conquistou o primeiro lugar, seguida pela 1ª Coorpin/Feira de Santana, que ocupou a terceira posição, e pela 4ª Coorpin/Santo Antônio de Jesus, em quarto lugar, considerando o número de mandados de prisão cumpridos.
“Cada prisão resulta de investigação, planejamento, diligências e compromisso com o cumprimento da lei. Por trás desses números estão profissionais que enfrentam desafios diariamente para oferecer respostas à sociedade”, afirmou o diretor da Dirpin/Leste, delegado Yves Correia, ao agradecer às equipes envolvidas na operação.
Fonte
Rose Amorim/Ascom-PCBA
BC anuncia medidas para coibir abusos nas ofertas de crédito que favoreçam superendividamento
Segundo órgão, objetivo é trazer mais transparência antes da contratação de empréstimos
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| Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo |
O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno das eleições, três medidas para proteger os consumidores contra abusos nas ofertas de crédito e trazer mais transparência antes da contratação de empréstimos.
O objetivo, segundo a autoridade monetária, é proteger os clientes e reduzir situações que possam favorecer o endividamento excessivo dos consumidores.
A partir de 31 de março de 2027, as instituições deverão oferecer um mecanismo claro para bloqueio de propagandas e ofertas ativas. A norma prevê proteção reforçada para clientes em situação de maior vulnerabilidade financeira ou risco de endividamento excessivo.
As ofertas de crédito dependerão de autorização prévia dos consumidores e devem ter como única finalidade melhorar as condições financeiras desse público. É o caso, por exemplo, de ofertas de renegociações, portabilidade ou migração para produtos mais vantajosos, sem oferecer novos recursos.
O BC ponderou, nesse caso, que a medida não restringe a iniciativa do cliente de pesquisar por conta própria e contratar produtos financeiros.
Outra novidade é que as instituições deverão oferecer aos clientes um painel de dívidas consolidadas a partir de 1º de julho de 2027. Nesse painel, estarão reunidas informações sobre todas as operações de crédito já contratadas pelo cliente, ampliando a visibilidade sobre o nível de endividamento do cidadão e sobre o comprometimento da capacidade de pagamento dele.
Antes de novas contratações, as instituições deverão também apresentar simulações dos custos da operação e de seu impacto financeiro, além de alertas para situações de maior risco.
Inicialmente, o painel vai trazer apenas operações mantidas na própria instituição. Para permitir uma visão mais abrangente do endividamento, posteriormente, serão incorporados dados do SCR (Sistema de Informações de Créditos) e do open finance –ecossistema que permite o compartilhamento de dados pessoais, bancários e financeiros entre instituições, mediante autorização do cliente.
O BC também estabeleceu novas regras para a oferta de crédito durante a iniciação de transações via Pix. A partir de 1º de julho de 2027, as instituições deverão disponibilizar informações e ferramentas como simulador de crédito e ambiente para consulta das operações contratadas.
A oferta de crédito dependerá de consentimento prévio do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. A regulamentação também determina restrições para algumas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.
Apesar das mudanças, a autoridade monetária disse que o Pix continuará sendo recebido de forma instantânea e integral pelo beneficiário da transação.
"As normas inauguram um conjunto de medidas voltadas a ampliar a proteção dos cidadãos nas relações de crédito, promover o bem-estar financeiro das famílias e mitigar os riscos associados à participação de modalidades de crédito mais onerosas na composição de suas dívidas", disse o BC em nota.
Em setembro, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse estar preocupado com a oferta de crédito "agressivo ou até predatório" e defendeu medidas preventivas e de transparência contra o endividamento, especialmente no caso de linhas mais arriscadas, com custo mais elevado, geralmente sem garantias.
O anúncio do BC ocorreu em meio ao endividamento dos brasileiros em patamar recorde. A inadimplência das famílias no crédito livre, em que as condições são livremente pactuadas entre bancos e clientes, chegou ao recorde de 8% em agosto, segundo dados do BC.
É o maior nível da série histórica, iniciada em março de 2011. Isso significa que a cada R$ 100 emprestados nesse segmento, R$ 8 estão com pagamento em atraso há mais de 90 dias.
O superendividamento da população brasileira estava entre as preocupações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano eleitoral. Para alavancar a popularidade do presidente às vésperas do pleito, o governo apostou em novas etapas do programa Desenrola Brasil, de renegociação de dívidas.
Um aperto nas regras de capital das instituições financeiras também está no radar do mercado após sinalização do BC. Uma das ações esperadas por dirigentes do setor é a alteração do chamado FPR (Fator de Ponderação de Risco) para as operações de cartão de crédito e empréstimo pessoal sem garantia (não consignado).
Por Nathalia Garcia/Folhapress
Ibirataia: Assinatura dos contratos do PAA fortalece a agricultura familiar no município
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| Foto: Divulgação/PMI |
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente (SEAMA) e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEDESC), realizou nesta sexta-feira (23), na sede da SEAMA, a assinatura dos contratos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação reuniu agricultores familiares da Associação dos Pequenos Produtores do Córrego do Algodão (ASPECA) e de diversas comunidades rurais do município, marcando mais uma etapa de fortalecimento da agricultura familiar e incentivo à produção local.
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| Foto: Divulgação/PMI |
O programa promove a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, contribuindo para a geração de renda no campo e para a segurança alimentar da população.
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| Foto: Divulgação/PMI |
Durante o encontro, os produtores receberam orientações sobre a execução dos contratos e o funcionamento do programa, que incentiva a comercialização da produção agrícola por meio das compras públicas. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento rural sustentável, ampliando as oportunidades para os agricultores familiares e valorizando o trabalho realizado nas comunidades do município.
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| Foto: Divulgação/PMI |
A secretária municipal de Agricultura, Laís Nascimento, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do setor. "A assinatura desses contratos representa mais do que um compromisso formal; é a garantia de oportunidade, geração de renda e valorização do agricultor familiar. O PAA fortalece quem produz no campo, movimenta a economia local e assegura que alimentos de qualidade cheguem às famílias que mais precisam. Seguiremos trabalhando para ampliar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural de Ibirataia", afirmou.
Fonte: Ascom/PMI
PF prende duas mulheres por descaminho no Aeroporto do Galeão/RJ
Ação localizou aparelhos eletrônicos e cosméticos importados irregularmente; passageiras desembarcavam de um voo proveniente de Foz do Iguaçu/PR
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| Foto: Polícia Federal |
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (22/10), duas mulheres que transportavam aparelhos eletrônicos e cosméticos importados irregularmente no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, no Galeão.
Durante fiscalização de rotina, policiais federais localizaram os produtos nas bagagens despachadas, sem o recolhimento regular dos tributos devidos. As passageiras desembarcavam de um voo proveniente de Foz do Iguaçu/PR, com conexão no Rio de Janeiro e destino final em Fortaleza/CE.
Após os procedimentos de polícia judiciária, as mulheres foram encaminhadas à Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, onde foram indiciadas pelo crime de descaminho.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
PMBA mobiliza 30 mil policiais militares para o 2º turno
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| Foto: Alan Dantas |
A Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Operações Policiais Militares (COPPM), mobiliza 30 mil policiais militares na Operação Eleições 2026 para garantir o livre exercício da democracia dos eleitores que irão escolher o presidente do Brasil neste 2º turno, que acontece no próximo domingo (25).
As equipes da PM irão realizar o policiamento ostensivo nas ruas e entorno dos 9.305 locais de votação da Bahia, o 4º maior colégio eleitoral do Brasil. Os policiais militares empregados também irão escoltar as urnas, fazer a guarda dos locais de votação para impedir a violação dos equipamentos, realizar a escolta reversa para os polos de transmissão de dados dos tribunais eleitorais até o término da contagem de votos.
Assim como ocorreu no primeiro turno, a PM disponibilizará patrulhas inclusivas para prestar apoio às Pessoas com Deficiência (PcD), cadastradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que irão votar na capital. A Bahia possui o registro 101.799 eleitores PcD.
No dia do pleito, o efetivo irá se posicionar a 100 metros dos locais de votação, lembrando que o acesso de policiais no perímetro interno ou nas seções eleitorais só ocorre com requisição formal do Juiz Eleitoral, do Ministério Público ou do Presidente da Mesa, salvo para coibir um crime que esteja ocorrendo ou para votar.
O trabalho da PM iniciou em abril e participou de todas as etapas pré-eleitorais, a exemplo das campanhas, showmícios, comícios, carreatas e eventos até a escolta das urnas. Após o encerramento do pleito, às 17h, os discos com a totalização de cada urna serão escoltados até o local de apuração e transmissão, onde o policiamento permanecerá até o término dos trabalhos e nos locais de comemoração, última fase da operação.
O COPPM coordena a atuação dos três Comandos Regionais da Capital e dos 14 Comandos Regionais no interior do estado. Em cada um dos 417 municípios foi designado um oficial da PMBA para acompanhamento do sufrágio.
Entre as ações da PM, serão prevenidos e fiscalizados crimes eleitorais como propaganda de boca de urna (partidos políticos e candidatos), transporte de eleitores, compra de votos, desordem que prejudique os trabalhos eleitorais, entre outros crimes. Em casos de flagrante, a PM encaminhará os acusados para a delegacia ou Polícia Federal, além do contato constante com o juiz eleitoral.
Rodovias - O Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv) irá intensificar as fiscalizações nas rodovias estaduais com intuito de oferecer mais segurança ao eleitor, que se deslocará para votar em outro município.
O objetivo é prevenir e reprimir crimes eleitorais, como transporte irregular de eleitores e propaganda eleitoral irregular, bem como infrações de trânsito nas rodovias estaduais, reforçando a segurança viária e a integridade do pleito.
Fonte
ASCOM\PMBA
Bancada evangélica cresce puxada por influenciadores como Nikolas e Pavanato Por Anna Virginia Balloussier, Folhapress
Levantamento do Iser mostra mostra pequeno salto, de 15,8% para 18,9% dos deputados eleitos
Com três dos cinco deputados mais votados do país, mais um filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a bancada evangélica na Câmara vai aumentar a partir de 2027.
Foto: Vittor Sales/Divulgação/PL/Arquivo
A próxima legislatura tem 97 parlamentares que se declaram evangélicos, 16 a mais do que os eleitos em 2022. O grupo passou de 15,8% para pelo menos 18,9% das 513 cadeiras, segundo levantamento do Iser (Instituto de Estudos da Religião) que mapeou a identidade religiosa do novo Parlamento.
Católicos tiveram a maior expansão absoluta: de 237 deputados em 2022 (46,2%) para 270 em 2026 (52,6%). Houve também uma redução de parlamentares classificados como cristãos sem denominação, de 81 para 64, e daqueles cuja identidade religiosa não foi identificada, de 96 para 68. Os deputados sem religião caíram de 12 para 6.
A representação evangélica pode ter dilatado, mas permanece aquém da proporção desse segmento no país. No Censo de 2022, crentes eram 26,9% da população com 10 anos ou mais. A percepção entre membros da bancada é a de que há espaço para avançar ainda mais.
"Continuamos subrepresentados no Congresso", diz Sóstenes Cavalcante, ex-presidente desse bloco e líder do PL na Câmara. "Espero que, com a renovação, a gente consiga uma bancada ainda mais aguerrida e eficaz, para que possamos trazer bons resultados das nossas lutas por valores morais no Parlamento."
A repaginada foi marcada pelo desgaste da velha guarda tradicional das igrejas. Dos cinco deputados que se revezaram no comando do bloco evangélico desde 2018, apenas um se reelegeu: Sóstenes, respaldado no pleito por seu pastor, Silas Malafaia.
A nova composição vem impulsionada por uma juventude com altíssimo engajamento digital. Os dois deputados mais votados do Brasil são evangélicos: Nikolas Ferreira (PL-MG), 30, e Lucas Pavanato (PL-SP), 28. O quarto melhor colocado, André Fernandes (PL-CE), 28, também é.
Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), caçula dos filhos homens do ex-presidente e batizado em 2024 na igreja Sara Nossa Terra, estreia em Brasília. Novos nomes surgiram apoiados por pautas de costumes e redes virtuais, a exemplo de Guilherme Kilter (Novo-PR), 24. Líder de jovens na Primeira Igreja Batista de Curitiba, ele disse à Folha que a bancada evangélica "parou no tempo" e "não consegue mais se comunicar de forma clara", com "um posicionamento meio simplista". Quer ajudar a modernizar essa turma que é hoje liderada pelo decano Gilberto Nascimento (Pode-SP), 70 —não reeleito.
Também ficaram de fora ou na suplência os ex-presidentes da bancada Cezinha de Madureira (PL-SP), Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-TO), que tentou vaga no Senado. Pastor Eurico (PSDB-PE), capelão de muitos dos cultos semanais da bancada no Congresso, foi outro barrado nas urnas.
Herdeiros de grandes denominações saíram derrotados das urnas. Nenhum dos filhos do missionário R.R. Soares foi eleito.
A Universal do Reino de Deus reelegeu alguns quadros, entre eles Marcos Pereira, presidente do Republicanos, costela partidária da igreja. Já parentes do bispo Edir Macedo malograram na missão: nem o sobrinho Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que concorria a senador, nem a irmã Edna Macedo (Republicanos-SP). Ela disputou um sexto mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo e pediu "a todos que caminharam" ao seu lado para que "não fiquem tristes", pois confia "nos propósitos de Deus".
Entre os 97 evangélicos mapeados, 55 foram reeleitos, o equivalente a 56,7% do grupo. O número está abaixo do percentual de reeleição geral, de 60,62%, conforme levantamento da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.
O PL de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno presidencial contra Lula (PT), concentra a maior parcela, com 42 deputados crentes. Em seguida aparecem Republicanos, com 14, e União Brasil, PSD e PP, 7 cada, e Podemos, com 6 eleitos.
São sete parlamentares de partidos à esquerda: três no PT, dois no PSB, o pastor Henrique Vieira pelo PSOL e André Janones, que comanda uma tropa digital com seu "Exército do Lula", na Rede. Aos 31 anos, a petista Camila Jara, que militava nas pastorais da Igreja Católica até se converter ao evangelicalismo, foi a deputada mais bem votada em Mato Grosso do Sul.
O Sudeste reúne o maior contingente evangélico: 39 deputados evangélicos, o equivalente a 21,8% da bancada da região. O Centro-Oeste tem o maior peso proporcional entre o total de deputados eleitos (24,4%), e o Nordeste, a menor (12,6%).
A antropóloga Livia Reis, que coordenou a pesquisa, aponta uma mudança significativa na forma como a identidade cristã foi instrumentalizada pelos candidatos, "de uma forma mais difusa, sem necessidade de vinculação a igrejas específicas". Entram aí influenciadores digitais cristãos, aceleradores da renovação política —Nikolas ajudou a eleger vários, como Pavanato em São Paulo e Julia de Castro (PL) no Rio.
Reis também vê uma sobreposição da chamada bancada BBB: Boi (agro), Bala (segurança pública) e Bíblia (evangélica, que pode se associar com católicos conservadores). "A quase totalidade dos deputados militares ou vinculados às polícias é cristã, revelando o sucesso eleitoral da articulação entre pautas punitivistas e cristãs conservadoras."
Os dados congregados pelo Iser não devem ser confundidos com a composição oficial da futura FPE (Frente Parlamentar Evangélica). A classificação considera a religião declarada dos deputados, enquanto a participação na bancada depende de inscrição voluntária e conta, inclusive, com colegas de outras crenças —que não necessariamente atuam no bloco, mas ajudam a viabilizá-lo, já que é preciso um mínimo de 171 signatários para que uma frente parlamentar seja formalizada.
A primeira FPE coincidiu com o primeiro ano de Lula na Presidência, 2003, embora informalmente a bancada evangélica exista desde a Assembleia Nacional Constituinte, que pariu a Constituição de 1988.
Senado 95% cristão
A cartografia religiosa traçada pelo Iser revelou um Senado 95% cristão. A maioria é católica: 58 de 81 senadores (71,6%). Há 15 autodeclarados evangélicos (18,5%), além de quatro parlamentares que se apresentam com um genérico "cristão".
O PL, a principal morada partidária do bolsonarismo, concentra mais da metade do grupo, com 8 evangélicos. Os demais dividem-se entre Republicanos (2), Novo (2), União Brasil (1), PP (1). A representante solo da esquerda é Samanda Alves de Freitas (PT-RN), a Samanda de Lula.
Entre os estreantes na Casa há nomes como Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). A minoria não cristã tem dois senadores com filiação religiosa não identificada, Romário (PL-RJ) e Styvenson Valentim (Pode-RN), além dos judeus Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado, e Jaques Wagner (PT-BA).
Por Anna Virginia Balloussier, Folhapress
Jaques Wagner pede a deputados do nordeste que acionem Nikolas Ferreira no Conselho de Ética da Câmara
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| Foto: Reprodução |
O senador Jaques Wagner (PT) acusou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de reforçar estereótipos e demonstrar preconceito contra a população nordestina após a gravação de um vídeo em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Em entrevista à rádio Metrópole, nesta sexta-feira (23), o petista criticou a abordagem do parlamentar aliado de Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu que o caso seja levado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
“Mais um mineiro, carioca, paulista, sulista que quer desfazer de nós, nordestinos, que quer dizer que eles são superiores a nós”, afirmou Wagner, ao criticar o que considera uma postura de superioridade de políticos de outras regiões em relação ao Nordeste.
O senador também mencionou declarações anteriores de outros nomes ligados ao campo conservador sobre a Bahia e os baianos, incluindo o próprio Flávio Bolsonaro. Segundo ele, esse tipo de discurso reforça preconceitos contra a população nordestina.
A crítica de Wagner se concentrou no vídeo produzido por Nikolas em Luís Eduardo Magalhães, município que registrou vitória de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Na gravação, o deputado aborda dificuldades supostamente enfrentadas por moradores da região e faz críticas à situação socioeconômica do Nordeste.
O vídeo provocou reações após a divulgação de imagens dos bastidores, que mostram integrantes da equipe discutindo enquadramentos e a apresentação dos cenários. Um dos homens que aparecem no vídeo, inclusive, é apontado como proprietário de uma caminhonete de luxo, modelo Hilux SW4.
“Eu pedi [apuração] se não é um caso de falsidade ideológica”, afirmou o cacique do PT na Bahia, ao mencionar a possibilidade de medidas jurídicas.
Por Carine Andrade, Política Livre
Ibirataia: Prefeitura fortalece lazer e qualidade de vida com obras de revitalização da Praça 10 de Novembro
A Prefeitura Municipal de Ibirataia está realizando a qualificação da Praça 10 de Novembro, com um investimento de quase R$ 700 mil destinado à criação de um espaço mais moderno, acessível e voltado ao bem-estar da população. O projeto contempla melhorias estruturais, implantação de pista de cooper e academia ao ar livre, oferecendo novas opções de lazer, prática esportiva e convivência para moradores de todas as idades.
Além da revitalização da Praça 10 de Novembro, o município também será contemplado com a construção de duas novas praças, uma no bairro João Paulo e outra no bairro Ponto Chic 3. As iniciativas integram o planejamento da gestão municipal para ampliar os espaços públicos de convivência e proporcionar mais qualidade de vida às comunidades beneficiadas.
O prefeito Sandro Futuca destacou que os investimentos representam um compromisso da administração com o desenvolvimento urbano e social de Ibirataia. “Estamos trabalhando para entregar espaços que sejam verdadeiros pontos de encontro para as famílias, incentivando a prática de atividades físicas, o lazer e a convivência comunitária. Cada obra realizada tem como objetivo melhorar a vida das pessoas e fortalecer o sentimento de pertencimento pela nossa cidade”, afirmou o gestor.
Trump pode gostar mais de outro candidato, mas vai respeitar resultado se Lula vencer, diz Celso Amorim
A três dias do segundo turno, o assessor especial de Lula (PT) e ex-chanceler Celso Amorim afirma que não vê risco de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não reconheça eventual reeleição do petista. "Acho que o presidente Trump vai respeitar. Não significa que vai sair correndo para reconhecer e dizer ‘que bom’, mas vai respeitar na prática", afirmou Amorim em entrevista à Folha.
"Não sei se ele vai elogiar ou não, se vai dizer 'viva o Lula'. Ele desejou boa sorte ao Lula em telefonema. Ele pode gostar mais de alguém ou de outro, mas respeita o presidente Lula", disse.
Em resposta recente a parlamentares democratas, o Departamento de Estado americano afirmou apoiar o direito dos brasileiros a eleições livres e justas, mas não assumiu expressamente o compromisso, solicitado pelos parlamentares, de respeitar o processo eleitoral.
O republicano não esconde sua preferência por Flávio Bolsonaro (PL) em comentários sobre a política brasileira e tem pressionado o governo Lula em meio a tensões que envolvem sanções a autoridades, tarifaço e a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington. Mas Trump tem sido evasivo e não declarou apoio explícito a um ou outro candidato desde o primeiro turno, que chamou de "grande vitória" após Flávio terminar à frente de Lula.
Amorim também classificou como "muito grave" o caso de prejuízo a perfis de Lula e impulsionamento algorítmico de contas relativas a Flávio pela Meta e disse que o incidente, "uma interferência que já deixa uma marca, qualquer que seja o resultado", provocou "danos irreparáveis".
Big techs como a Meta, também importante empresa de inteligência artificial americana, são próximas do governo Trump. "Isso é uma prova clara de que as grandes redes podem e por vezes interferem nas decisões políticas dos outros países", disse o assessor especial, que, no entanto, não classificou o caso como uma interferência que partiu da Casa Branca.
"Você teria que entrar numa discussão de saber se as elites do poder lá se interconectam ou não. Eu tenho a impressão que sim, mas eu não posso fazer uma acusação", afirmou.
O nome mais vocal do entorno de Flávio sobre a política externa brasileira é seu irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que hoje vive nos EUA e é próximo do governo Trump. Eduardo chegou a sugerir que seria chanceler de eventual governo do irmão, que rejeitou essa possibilidade.
Eduardo, no entanto, tem feito ataques ao Itamaraty e prometido uma "faxina" no ministério, inclusive ameaçando diplomatas que se posicionaram politicamente e são ideologicamente próximos do governo Lula, além de reformas do Serviço Exterior brasileiro.
"Não vejo risco [ao Itamaraty] porque eu acho que [Flávio] não vai ganhar. Mas, se fosse isso, ou se houvesse influência desse tipo de ideia, seria uma coisa terrível", disse Amorim.
A demanda de que alguma reforma seja feita na estrutura do ministério é também interna, em meio a insatisfação de diplomatas com a progressão na carreira, atrasos de reembolsos, problemas de orçamento e falta de avanço em questões relativas a ações afirmativas de gênero e raciais.
Amorim não quis comentar a gestão do ministro Mauro Vieira à frente da pasta, mas elogiou o colega e defendeu a atuação do Itamaraty durante todos os mandatos petistas. Ele ressaltou o aumento dos concursos e do número de diplomatas na pasta e reconheceu que há gargalos que dificultam a progressão de carreira.
Pouco depois do primeiro turno, Flávio afirmou que, se eleito, o Brasil vai passar a integrar o Escudos das Américas, iniciativa americana com aliados ideológicos no continente para combate ao narcotráfico, mas visto por críticos como estratégia de dominação de Washington no hemisfério.
Em outra entrevista recente, Amorim classificou a iniciativa como um "cerco" ao Brasil. "Você viu o que aconteceu no Caribe [ataques dos EUA a embarcações], e não estou falando nem da Venezuela, que já é uma coisa mais complexa. Ninguém sabe quantas pessoas foram mortas, ninguém se preocupou em provar nada. Nós não queremos ter esse tipo de risco conosco, isso não tem cabimento", afirmou o assessor especial.
Um dos principais aliados de Trump e apoiador de primeira hora do Escudo das Américas é o presidente argentino, Javier Milei, que tem feito ofensas a Lula e ao Poder Judiciário brasileiro. O governo brasileiro retirou seu embaixador da Argentina por tempo indeterminado.
Amorim classificou as manifestações de Milei como "lamentáveis". "Não são dignas de um presidente, para falar a verdade. Mas espero que seja passageiro, que a gente possa recuperar, porque a relação Brasil-Argentina é muito importante."
A campanha de Lula tem usado cenas negativas sobre a economia da Argentina sob Milei para vincular as propostas de Flávio ao cenário no país vizinho. Perguntado se esse uso não passa um sinal contrário a uma tentativa de normalização das relações, Amorim defendeu a atuação do Itamaraty e do governo.
"Depois de ter sido xingado 300 vezes e de ter aguentado não sei quanto tempo, alguma coisa sai em uma campanha eleitoral. Mas o Brasil agiu diplomaticamente, dando a resposta diplomática adequada, e o Itamaraty fez muito bem de retirar o nosso embaixador por tempo indefinido", afirmou o ex-chanceler.
Por Guilherme Botacini/Folhapress
Datafolha: PT fala em onda pró-Lula, e aliados de Flávio citam força da direita na véspera de eleições
Após a divulgação da pesquisa Datafolha que mostrou empate na eleição presidencial a três dias do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ressaltou a resistência dele aos ataques do rival, e a de Lula (PT) destacou dados sobre avaliação de governo e rejeição.
A pesquisa mostrou o senador e o presidente com 50% dos votos válidos, que excluem brancos e nulos e são a forma como a Justiça Eleitoral divulga o resultado final.
Nos votos totais, Flávio marca 47% ante 46% de Lula. Dizem que vão votar branco ou nulo 5% e os indecisos somam 2%.
A margem de erro do levantamento, feito de terça-feira (20) a quinta (22), é de dois pontos para mais ou para menos.
A avaliação do governo, celebrada pelos petistas, oscilou dentro da margem de erro. O índice dos que aprovam a gestão passou de 48% para 49%, e o dos que desaprovam foi de 50% para 48%.
A parcela que diz considerar o governo ótimo ou bom variou de 35% para 36%. O índice de avaliação negativa oscilou de 41% para 39%, e o de avaliação regular, de 23% para 24%.
Apesar da variação na margem de erro, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que todos os dados são bons e que "o clima é de virada". Ele também citou a oscilação positiva da rejeição de Flávio Bolsonaro, de 44% para 46%, dentro da margem de erro. A de Lula variou de 46% para 45%.
Vice-presidente do PT, Jilmar Tatto disse acreditar que a variação positiva na avaliação de governo tem relação com a oscilação negativa de Flávio em votos válidos —ele tinha 51% na semana passada.
Tatto mencionou os atos de rua em favor de Lula como fatores para o chefe do governo ter empatado numericamente, além da mobilização em ambientes virtuais. "A gente está ganhando nas redes, que era onde eles sempre ganhavam", declarou o petista.
Coordenador do programa de governo da candidatura de Lula, Sergio Gabrielli afirmou que, mais relevante que a avaliação da gestão, é "a percepção da sociedade do risco que seria o [Flávio] Bolsonaro".
"Está tendo uma visão clara das pessoas que não votaram ou que estavam indecisas de que a eleição de Bolsonaro é um risco muito grande para o país. Essas pessoas estão começando a se posicionar", declarou.
Integrantes do PT avaliam que há uma onda pró-Lula nesses últimos dias. Por essa avaliação, o presidente da República poderá ganhar a eleição se conseguir passar pelo debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), sem grandes desgastes.
Já integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro afirmam manter a confiança na vitória apesar do empate técnico.
Segundo um auxiliar do senador, o cenário medido pelo Datafolha não pode ser considerado negativo para Flávio e positivo para Lula, pelo contrário, já que a pesquisa ainda mostra o candidato do PL à frente numericamente em votos totais a três dias da eleição — com 47% ante 46% de Lula.
Os interlocutores de Flávio também afirmam que as pesquisas não têm captado o voto de chegada da direita, ou seja, o antipetismo que costuma impulsionar o bolsonarismo às vésperas da votação. Segundo essa lógica, o senador vai terminar a eleição ainda mais descolado de Lula.
Estrategistas de Flávio também citam a mobilização de rua em diversas capitais, principalmente no Nordeste, por meio de bloquinhos capitaneados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Eles afirmam ainda que a campanha tem tido um discurso assertivo e dialogado não apenas com o antipetista, mas com o eleitor de centro que quer mudança.
Aliados do senador celebraram, por fim, o que veem como resiliência de Flávio em se manter favorito mesmo diante do que chamam de campanha de fake news do PT, com alertas de que o bolsonarista acabaria com benefícios sociais.
Dois presidentes de partidos de centro avaliaram à Folha, sob reserva, que o empate é insuficiente para Lula. Esses caciques reconhecem o novo fôlego do petista com sua campanha digital, mas calculam que ele precisa chegar no domingo com pelo menos três pontos de vantagem sobre Flávio, pois dizem esperar que o bolsonarismo tenha novamente um impulso às vésperas da eleição.
Um desses presidentes de partido diz que somente um fato novo antes da eleição poderia pôr em xeque o favoritismo de Flávio Bolsonaro. Outro do grupo aponta que o debate da Globo nesta sexta-feira e a exploração da crise dos sigilos bancários serão decisivos para Lula consolidar ou não uma virada.
Já o presidente do PDT, Carlos Lupi, aliado de Lula, faz um contraponto à análise do voto de chegada bolsonarista. "Não concordo, a presença maciça de jovens nas ruas e o empate nas pesquisas mostram uma reversão da vantagem que Bolsonaro tinha. Isto é fato, e a tendência é uma vitória de Lula de forma irreversível", disse.
O líder do Republicanos na Câmara, Augusto Coutinho (PE), segue a mesma linha. "O jogo está embolado. Dilma virou sobre Aécio em 2014, e foi na chegada. O que está demonstrado é que Lula vem crescendo lentamente, a tendência é um fato, enquanto Flávio ficou estagnado. A eleição parecia de fato perdida, mas agora Lula pode surpreender no domingo e ganhar", disse o deputado.
Por Augusto Tenório , Caio Spechoto , Carolina Linhares , Catia Seabra , Mariana Brasil e Thaísa Oliveira/Folhapress
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