RONDESP apreende submetralhadora e revólver com grupo que invadiu e ocasionou morte de criança no Engenho Velho da Federação

Divulgação SSP
A RONDESP Atlântico apreendeu na madrugada deste sábado (2), submetralhadora e revólver com grupo criminoso que invadiu a casa do garoto David, no Engenho Velho da Federação, ocasionando a morte da criança e deixando ferida a tia do jovem.

O flagrante aconteceu na Travessa Engenho Velho, durante ações de combate às facções. No momento das incursões, os militares foram atacados com disparos de arma de fogo.

Após o confronto, dois integrantes de uma facção acabaram feridos e os outros componentes do bando conseguiram escapar. Com a dupla foram apreendidos uma submetralhadora calibre 9mm, um revólver calibre 38, carregadores, munições e 800 porções de drogas.

O patrulhamento continuará intensificado por tempo indeterminado na região. Informações sobre criminosos podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia). O anonimato é garantido por lei.
Fonte: Alberto Maraux/SSP

Traficante envolvido em morte de criança possuía passagens pelo presídio e foi colocado em prisão domiciliar

Maverique Souza da Silva liderava uma facção com atuação no Engenho Velho da Federação, envolvida com mortes violentas, tráficos de drogas e armas, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.

Foto: Divulgação/SSP
O traficante e homicida Maverique Souza da Silva, o “Mavi”, envolvido diretamente na morte de David e tentativa de homicídio da tia do garoto, no Engenho Velho da Federação, possuía passagens pelo sistema prisional e estava na rua, após ser colocado em prisão domiciliar. O criminoso, que liderava uma facção envolvida com mortes violentas, tráficos de drogas e armas, corrupção de menores e lavagem de dinheiro, acumulava prisões por homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa.

Na madrugada de sexta-feira (2), Mavi e outros comparsas atiraram em equipes do BPATAMO. Feridos, os criminosos invadiram a casa onde estavam David e a sua tia. Antes da Polícia chegar para iniciar a negociação, tia e sobrinho foram feridos no momento em que os integrantes de facção entraram na residência. As Polícias Civil e Militar investigam a ocorrência e reforçam, por tempo indeterminado, as ações ostensivas e de inteligência no Engenho Velho da Federação.
Fonte: Alberto Maraux/SSP

Flávio Dino mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/Arquivo
Decisão cita risco de interferência em investigação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino manteve, por tempo indeterminado, o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), investigado por suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos da saúde. A decisão foi tomada neste sábado (2) em caráter monocrático, sem depender de outros ministros.

No despacho, o ministro apontou que o retorno do vice-prefeito ao cargo poderia comprometer o andamento das investigações. Segundo ele, há risco de interferência direta nos trabalhos, além da possibilidade de uso da função pública para obtenção de vantagens indevidas.

Dino atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. Na decisão, o ministro ressaltou que a prorrogação do afastamento não tem prazo definido e permanecerá válida até que cessem os fatores que justificaram a medida cautelar.
Outros afastados

A decisão também mantém afastados a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré, e o presidente da comissão de licitação, Walmiglisson Ribeiro. Os investigados seguem proibidos de acessar prédios públicos e sistemas da administração municipal.

O descumprimento das medidas pode levar à adoção de novas restrições, incluindo eventual prisão preventiva, segundo o ministro.

Operação Paroxismo

Mário Neto está afastado desde março, após a segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na área da saúde.

Entre os elementos considerados na decisão estão pagamentos considerados atípicos, realizados após o afastamento da cúpula da prefeitura, que somam cerca de R$ 3,3 milhões a empresas. Também foram citados relatos de retirada de equipamentos, dificuldades de acesso a documentos e alterações administrativas que teriam prejudicado a gestão interina.

A Operação Paroxismo tem como um dos principais focos a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, orçada em cerca de R$ 70 milhões. A Polícia Federal investiga se contratos ligados à obra foram manipulados para favorecer empresas e gerar enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.

Também há apuração sobre o possível desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao município entre 2020 e 2024.

Contexto político

Mário Neto está afastado do cargo desde o início de março, após a segunda fase da Operação Paroxismo. Na ocasião, Dino também retirou do cargo o então prefeito de Macapá, Antônio Furlan.

Após o afastamento, Furlan renunciou à prefeitura para concorrer a governador do Amapá nas eleições deste ano. A Constituição determina a renúncia do cargo de prefeito como exigência legal para disputar a chefia do Executivo do Estado. Sem o prefeito e o vice, a administração municipal segue sob comando interino do presidente da Câmara de Vereadores.

Por Agência Brasil

Para reforçar acusação de corrupção, campanha de Flávio vai chamar presidente de 'pai do Lulinha'

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha".

A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha".

A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção.

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi citado nas investigações que apuram o desvio de recursos de aposentadorias e pensões como um possível elo com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema.

A defesa do filho do presidente confirma a relação com Antunes, mas diz que ela se refere à prospecção de negócios comerciais legítimos.

As acusações contra Lulinha não se limitam ao INSS. O filho do presidente já foi citado em uma operação no âmbito da Lava Jato, em 2019.
Por Gabriela Echenique, Folhapress

Lula testa mote para reeleição enquanto acumula tropeços no Congresso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Lula (PT) ensaia um mote para sua campanha de reeleição em um momento de dificuldades na relação com o Congresso Nacional. Ele sofreu duas derrotas importantes no Legislativo na última semana. Uma delas, a rejeição de seu indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), inédita desde o fim do século 19.

O petista instruiu auxiliares a encontrarem um novo cardápio de propostas que possam ser apresentadas como eixos para um quarto mandato. Na avaliação de Lula, a retomada de programas sociais e outras medidas econômicas adotadas nesses últimos anos falharam em alavancar sua popularidade.

Uma prévia do que pode ser seu discurso de campanha foi vista no pronunciamento em rede nacional de TV em alusão ao 1º de Maio. No vídeo, Lula criticou o "sistema", defendeu a redução da jornada semanal e o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso –mencionando que o projeto agora está com o Congresso– e anunciou o novo Desenrola, reedição do programa de regularização de dívidas.

Ele também se colocou contra as empresas de apostas esportivas (conhecidas como bets), acenou a mulheres e ao público religioso e defendeu as medidas de seu governo para conter a alta dos preços dos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio. Além disso, falou em defender a soberania e as riquezas do país.

O petista sofreu derrotas políticas tanto no dia em que o programa foi ao ar quanto na véspera.

Na quinta (30), o Congresso derrubou seu veto ao PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados no processo da trama golpista. No dia anterior, o Senado rejeitava a indicação do nome de Jorge Messias ao STF, o que também tornou mais difícil uma das alianças mais importantes de Lula.

O presidente quer que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) seja seu candidato a governador em Minas Gerais, segundo estado com mais eleitores no país. Além de Pacheco até o momento não ter confirmado sua candidatura, setores lulistas desconfiam que ele tenha trabalhado contra Messias e perdido a vontade de apoiá-lo.

Na campanha, Lula não vai deixar de exaltar a área social, uma vez que as trajetórias tanto do partido quanto do próprio presidente são muito identificadas com essas ações. O diagnóstico, no entanto, é que serão necessárias novas bandeiras para a campanha à reeleição.

O presidente e seus aliados já vinham testando alguns tópicos, mas tanto o programa de governo quanto a linha central que será adotada na campanha ainda estão em fase de elaboração.

Nas últimas semanas, Lula deu sinais de que buscará reciclar seu discurso de defesa da soberania nacional, com objetivo de explorar o alinhamento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) com os Estados Unidos. A ideia é se beneficiar da imagem negativa que Donald Trump tem no Brasil.

O melhor momento de popularidade do petista no atual mandato foi no segundo semestre do ano passado, quando usou tal discurso como resposta ao tarifaço imposto pelos EUA a produtos brasileiros.

Na campanha de 2022, uma das linhas mestras do discurso de Lula foi a retomada de programas sociais após o que teria sido um desmonte no governo Bolsonaro.

Em seu atual mandato, o petista consolidou o Bolsa Família em R$ 600 e criou um adicional de R$ 150 por filho de até seis anos das famílias beneficiárias. Também instituiu o Pé-de-Meia, que paga R$ 200 mensais a estudantes pobres do ensino médio para reduzir a evasão escolar, entre outras ações na área social.

Mesmo com o aumento de gastos nessa área, Lula não conseguiu impulsionar sua popularidade. As pesquisas apontam que ele e seu principal adversário estão empatados em intenção de voto para o segundo turno.

Os petistas também consideraram frustrantes os dividendos de popularidade produzidos pela entrada em vigor da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês.

Até agora, Lula tem dado mais espaço a bandeiras que já foram usadas na última campanha ou durante este terceiro mandato. Uma delas envolve a comparação de obras de sua gestão com as do mandato de Bolsonaro.

Em outra frente, tem dado declarações em série condenando a violência contra as mulheres, num esforço para recuperar terreno no eleitorado feminino, que foi decisivo para sua eleição em 2022.

O petista também pretende implantar o fim da escala 6x1. Lula quer o projeto aprovado pelo Congresso antes da eleição. A redução da jornada poderia se tornar uma marca da gestão do petista.

O governo gostaria de ter regulamentado o trabalho por meio de aplicativos, mas não conseguiu chegar a um acordo com empresas, motoristas e motociclistas envolvidos, e a ideia, por ora, foi engavetada.

Em um dos assuntos com potencial de ter centralidade na eleição deste ano, a segurança pública, Lula tem defendido a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que reorganiza as atribuições dos entes federativos. O projeto, no entanto, está em debate há mais de um ano.

O presidente condiciona à aprovação desse projeto a criação de um Ministério da Segurança Pública —promessa de sua campanha em 2022.

Uma possibilidade apontada por aliados é que o programa de governo de Lula tenha foco em desenvolvimento tecnológico. O PT elaborou um documento com propostas de diretrizes. Coordenador dessas discussões dentro do partido, Cristiano Silveira afirmou à Folha que o objetivo seria reduzir a dependência brasileira de tecnologias vindas de fora.

Lula escalou o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli para cuidar da elaboração de seu programa –mesclando ideias do PT e de outras forças políticas aliadas. Ele é parte do núcleo duro da pré-campanha junto com nomes como o presidente do PT, Edinho Silva, e do ex-prefeito de Diadema (SP) José de Filippi Jr.

Por Caio Spechoto, Folhapress

Deputado do Novo diz que sofreu tentativa de intimidação de general e pede processo administrativo

O deputado federal Marcel Van Hattem, na tribuna da Câmara
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou que vai pedir instauração de processo disciplinar no Exército contra o general Emílio Ribeiro, chefe da assessoria da força terrestre no Congresso Nacional.

O parlamentar, que é pré-candidato ao Senado, diz ter sido intimidado pelo general após participar de uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (29).

Van Hattem também anunciou que vai registrar boletim de ocorrência contra o militar na Polícia Legislativa da Câmara.

O deputado foi abordado pelo general após fazer um pronunciamento crítico na comissão ao comandante do Exército, general Tomás Paiva, a quem chamou de ajudante de ordens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Van Hattem critica o Exército por não demonstrar solidariedade com militares condenados por Moraes no julgamento da trama golpista.

Na saída da comissão, o deputado foi questionado pelo general Emilio e houve um diálogo ríspido. Van Hattem chegou a chamar o assessor e o comandante do Exército de "frouxos", por se dobrarem a Moraes.

O parlamentar diz que foi alvo de uma tentativa de constrangimento por parte do oficial do Exército.

"É inacreditável que alguns representantes do generalato do Exército busquem ameaçar parlamentares dentro da Câmara por causa de suas opiniões. A censura feita por Alexandre de Moraes passou a ser ensinada ao comandante Tomás e a seus subordinados imediatos de ocasião? Essa postura mancha a reputação e a história do Exército brasileiro sobre o qual respeito como instituição", declarou o deputado.

A liderança da oposição na Casa divulgou nota em solidariedade a Van Hattem.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Regiões Nordeste e Sul têm alertas de temporais e ventos intensos

"Previsão indica chuvas no Sul, Norte e Nordeste e seca no Centro-Oeste"
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de grau laranja, neste sábado (2), que sinalizam perigo devido às chuvas intensas para áreas de riscos nos seguintes estados:
  • Ceará: regiões Norte, Noroeste, Metropolitana de Fortaleza, Jaguaribe e Sertões cearenses;
  • Maranhão: regiões Leste, Norte e Oeste maranhense;
  • Paraíba: regiões Agreste Paraibano, Mata Paraibana e Borborema;
  • Pernambuco: regiões Metropolitana de Recife, da Mata Pernambucana e Agreste pernambucano;
  • Piauí: região Norte piauiense;
  • Rio Grande do Norte: regiões Oeste, Central, Leste e Agreste potiguar;
  • Rio Grande do Sul: regiões Serrana, Nordeste, Noroeste rio-grandense;
  • Santa Catarina: Vale do Itajaí e regiões Serrana, Oeste e Norte catarinense;
  • Paraná: regiões Serrana, Sudoeste, Sudeste, Oeste, Centro-Sul paranaense.
O aviso para as áreas afetadas do Nordeste é valido para todo o sábado e indica chuvas que podem atingir 100 milímetros (mm) por dia, com ventos intensos – de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Já o alerta para os estados da região Sul teve início às 10h deste sábado e tem vigência de 24 horas

Ventos costeiros

O terceiro aviso laranja deste sábado está relacionado a ventos costeiros na Região Sul e no estado de São Paulo (litoral Sul).

No Rio Grande do Sul, o alerta abrange as regiões Noroeste, Nordeste, Sudeste, Centro Ocidental e Centro Oriental rio-grandense e região metropolitana de Porto Alegre.

Em Santa Catarina, atenção para os moradores das regiões Norte e Sul do estado, além do Vale do Itajaí. Por fim, no Paraná, a área de atenção é a região metropolitana da capital, Curitiba.

Este alerta de ventos costeiros para os estados da região Sul teve início às 10h de hoje e terminará em 24 horas.

Previsão do tempo

Para o fim de semana, o Inmet prevê temporais na Região Sul do Brasil; chuvas intensas no Norte e Nordeste; e tempo seco no Centro-Oeste.

No Sul, a atuação de uma frente fria provoca temporais com ventos fortes e possibilidade de granizo até este sábado, no Rio Grande do Sul.

No domingo (3), com o avanço da frente fria, é prevista a entrada de uma massa de ar seco pelo Rio Grande do Sul, diminuindo as temperaturas mínimas para valores entre 0 e 4 graus Celsius (°C).

A partir de amanhã, as chuvas intensas avançam em direção aos estados de Santa Catarina, Paraná e litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os acumulados de chuvas podem chegar a 60mm por dia e, pontualmente, podem ultrapassar os 100mm no Rio Grande do Sul.

A umidade relativa mínima do ar deverá ficar em torno de 35% na região.

Nas regiões Norte e Nordeste do país, ainda há previsão de chuvas intensas. São previstos acumulados expressivos, em torno de 70 mm/dia, principalmente entre os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco e entre os estados do Amapá e Pará.

Para hoje, há previsão de volumes expressivos de chuvas no litoral da Paraíba, que avançará para o interior do estado, com destaque para as cidades de Campina Grande, Sapé e Areia, com volumes que podem alcançar até 80 mm/dia.

O governador da Paraíba, já decretou situação de emergência nas áreas afetadas pelas chuvas no estado.

No restante do litoral do Nordeste, a previsão é de chuvas fracas, que não devem acumular 10 mm.

Para o fim de semana, nas áreas centrais do Brasil, o que inclui as regiões Centro-Oeste e Sudeste, não há previsão de chuva ao longo dos próximos dias, diz o Inmet.

São esperadas baixa umidade relativa do ar – variando entre 30% e 40% no período vespertino – e altas temperaturas. As máximas podem chegar 34°C e 36°C, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso.

Por Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Petrobras anuncia reajuste de 19,2% no preço do gás natural às distribuidoras

"Vista das instalações para extração de petróleo e gás de rochas na região de Vaca Muerta, na Argentina; o chamado gás de xisto é um tipo de gás natural"
A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (1º), um aumento de 19,2% no preço de venda às distribuidoras da molécula de gás natural em relação aos valores praticados no trimestre anterior. A nova tarifa será aplicada apenas ao gás encanado e começou a valer na ocasião do anúncio.

De acordo com a estatal, o reajuste é uma questão contratual. Os contratos de venda de gás natural às distribuidoras determinam atualizações trimestrais do preço da molécula de gás. O reajuste segue as oscilações do petróleo Brent, a taxa de câmbio entre real e dólar e, desde o início do ano, a variação do Henry Hub —um índice ligado à oferta de gás natural.

No período avaliado, o valor de referência do petróleo Brent subiu 24,3% sob influência do conflito entre EUA, Israel e Irã. A disponibilidade de gás no mercado caiu 14% enquanto o real se valorizou em 2,5% frente ao dólar.

Daí vem a contabilidade da alta de quase 20%, que já era antecipada pelas distribuidoras.

O diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça, disse, na quinta-feira (30), que o Brasil não deveria estar exposto a impactos geopolíticos, uma vez que a produção nacional, hoje em alta com a abertura de novos poços de exploração, atende à demanda brasileira.

A entidade também pediu programas de subvenção para o gás canalizado, nos moldes que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) já anunciou para o gás de cozinha e o combustível de aviação.

"A gente vê algumas medidas que beneficiam combustíveis mais poluentes, em vez de gás natural. A gente vê dentro dessa agenda o esquecimento do gás natural, privilegiando o diesel, que tem maior pegada de carbono," afirmou Mendonça em evento do setor.

De acordo com a Petrobras, o preço médio do gás natural para as distribuidoras acumula, desde 2022, uma redução da ordem de 26%, incluindo o efeito desta atualização mais recente.

Ainda conforme a Petrobras, a variação efetiva do preço final para o consumidor, que recebe o gás sem intermédio de botijões, dependerá dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados pelas distribuidoras. A petroleira oferece prêmios de incentivo à demanda e ao desempenho.

"Os contratos de venda de gás natural celebrados pela Petrobras com as distribuidoras já contam com dispositivo comercial, a média trimestral de variação dos índices, que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação", disse a empresa.

Por Pedro S. Teixeira, Folhapress

PRF apreende pistola e carga de confecção sem nota fiscal em Garanhuns

Veículo que transportava mercadoria havia saído de Santa Cruz do Capibaribe em direção a Feira de Santana
Uma grande carga de confecção que era transportada sem nota fiscal foi apreendida, na noite de sexta-feira (1), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 423, em Garanhuns, no Agreste. Na cabine da carreta que transportava a mercadoria também foi apreendida uma pistola 9mm com 24 munições do mesmo calibre
O flagrante foi realizado durante a abordagem a uma carreta que havia saído de Santa Cruz do Capibaribe em direção a Feira de Santana, na Bahia. Aos policiais, o motorista informou que não possuía a documentação fiscal da mercadoria, que ocupava um baú com cerca de 30m³.

Ao verificar a parte de trás do banco do passageiro, foi encontrada a pistola municiada e outro carregador com mais 12 munições. O passageiro disse que a arma havia sido deixada na cabine pelo dono do veículo. Já o motorista relatou que o passageiro seria o segurança da carga.

O passageiro foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Garanhuns. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) foi acionada, para adotar as medidas legais sobre a carga.
Categoria
Justiça e Segurança

PRF apreende 35 kg de Maconha dentro de Fiat Uno na BR-262 em Nova Serrana (MG)

Casal detido pelo tráfico da droga levava criança de 3 anos no veículo
Na tarde de sexta-feira (01/05), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu aproximadamente 35 kg de Maconha, durante ação de combate ao crime, realizada no Km 428 da BR-262, no município de Nova Serrana (MG).

A ação ocorreu após a Central da Operações da PRF-MG emitir um indicativo de análise de risco, para um veículo que trafegava pela rodovia.

No decorrer da abordagem, os policiais perceberam um forte odor característico de Maconha, no interior do veículo, o que acabou por motivar uma fiscalização mais minuciosa no Fiat/Uno.

Ao fiscalizarem o interior do porta-malas, os policiais acabaram por localizar 29 tabletes de Maconha, que pesarm 35 kg no total, confirmando a suspeita.

O automóvel era conduzido por um homem de 40 anos, que estava acompanhado de uma mulher de 24 anos e uma criança de 03 anos.

Diante dos fatos, o casal foi detido em flagrante, pelo crime de Tráfico de Drogas, e encaminhado juntamente com a Maconha e o veículo para Depol de Nova Serrana (MG).

A criança foi entregue ao Conselho Tutelar de Nova Serrana (MG), assegurando sua proteção conforme prevê a legislação.
Categoria
Justiça e Segurança

Município de Ibirataia adere ao Pacto da Transparência e reforça compromisso com gestão pública aberta

Município integra projeto estadual que busca ampliar acesso à informação e fortalecer controle social

O município de Ibirataia aderiu ao Protocolo de Intenções do Pacto da Transparência, iniciativa ligada ao Projeto Transparência em Rede, com apoio de órgãos de controle como Ministério Público da Bahia, CGU e tribunais de contas. A ação visa melhorar os portais públicos, fortalecer a transparência ativa e passiva e ampliar a participação no ciclo 2026 do PNTP. 

Representantes destacaram que a adesão reforça o compromisso com a gestão responsável, a confiança da população e a busca por reconhecimento institucional. Durante o evento, também foram realizadas palestras sobre governança, integridade e boas práticas administrativas.

“Estamos assumindo um compromisso sério com a transparência e a responsabilidade na gestão. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso claro às informações e confie cada vez mais na administração pública”, afirmou o Secretario de Planejamento, Orçamento e Gestão Onasses Santos da Silva.
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Avenida Principal do Bairro ACM, Equina do Caminho,10 Ipiaú-BA

PF prende motorista transportando 235 kg de drogas em caminhão na Via Dutra

A ação de fiscalização foi realizada em barreira policial montada com apoio da PRF em razão da proximidade do feriado do Dia do Trabalhador, com foco na prevenção e repressão à entrada de armas e substâncias entorpecentes no Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro/RJ. Nesta sexta-feira, 1/5, a Polícia Federal prendeu um homem transportando cerca de 235 kg de drogas, sendo 209 kg de cocaína e 26 kg de haxixe, durante abordagem realizada na Rodovia Presidente Dutra (BR‑116), na altura do município de Piraí/RJ.

Por volta das 2h da manhã, os policiais abordaram um caminhão que vinha do estado de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro, transportando, formalmente, uma carga de gesso. Durante a fiscalização no compartimento de carga, a equipe identificou caixas de papelão que destoavam do restante da carga lícita. Ao verificar o conteúdo, foram encontradas substâncias ilícitas, posteriormente identificadas como cocaína e haxixe.

Diante da constatação do transporte de entorpecentes, o motorista foi preso em flagrante, sendo também apreendidos aparelhos celulares e o veículo utilizado no transporte da droga. De acordo com as investigações preliminares, a droga tinha como destino comunidades do estado do Rio de Janeiro, sob influência de organizações criminosas.

O preso, o veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante.

A ação materializa as diretrizes da Força-Tarefa Missão Redentor II, no escopo da ADPF 635 (STF), que estabelece como prioridade a desarticulação logística e financeira das facções criminosas, interceptando os insumos entorpecentes antes de seu ingresso nas áreas urbanas conflagradas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
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Avenida Principal do Bairro ACM-Ipiaú-BA

Folha de S. Paulo: Vídeo explica como emendas parlamentares estão sendo usadas para desmatar a Amazônia

A Amazônia tem assistido a uma proliferação de máquinas compradas com emendas parlamentares que vêm sendo utilizadas por governos locais para abrir estradas na floresta.

Com base nessa constatação, a Folha percorreu diversos municípios da região para entender como os recursos da União têm sido executados na ponta por prefeituras de estados amazônicos.

O cenário encontrado foi de disseminação de obras ilegais pelo território, que não seguem o devido rito de licenciamento ambiental e contribuem para a degradação do meio ambiente.

Nesta vídeo-reportagem, parte da série "Poder e Devastação", a pavimentação de uma rodovia estadual no interior do Amazonas, viabilizada por emendas do senador Omar Aziz (PSD-AM), serve como fio condutor para mostrar como ações do poder público e de alguns de seus representantes têm auxiliado na consolidação desses caminhos ilegais abertos na floresta.

Leia a matéria completa de Henrique Santana, Flávio Ferreira e Júlia Gouveia (com paywall):

                                         

 

Inflação de alimentos põe em xeque bondades eleitorais de Lula

Consultorias elevam projeções de alta para grupo alimentar em 2026
Como incumbente visando ficar no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repete Jair Bolsonaro (PL) e Dilma Rousseff (PT) com pacotes de bondades aos eleitores. A cinco meses do primeiro turno, no entanto, o petista mantém 40% de avaliação ruim/péssimo pelo Datafolha e está empatado com Flávio Bolsonaro (PL) nas projeções de segundo turno.

Além do alto endividamento das famílias, boa parte da explicação, segundo especialistas, está nos preços dos alimentos —que ofuscam tanto a recente recuperação da renda média quanto o desemprego em níveis historicamente baixos.

"Jair Bolsonaro perdeu a eleição pelo choque de preços dos alimentos no pós-pandemia. A popularidade de Joe Biden [nos EUA] também sofreu muito com isso. Para Lula, a agenda do custo de vida será decisiva", afirma Christopher Garman, diretor-geral para as Américas do Eurasia Group.

Embora o Brasil tenha tido alguns meses de deflação nos preços de alimentos e bebidas no ano passado, eles voltaram a acelerar em 2026. "Para o brasileiro, segue a percepção de que tudo ficou mais caro e de que ele não avança na vida", diz Garman.

Segundo o Datafolha, mesmo entre os mais pobres —com renda familiar mensal até dois salários mínimos e que tendem a ser mais favoráveis a Lula— a taxa de ruim/péssimo subiu de 24%, em dezembro de 2024, para 33%, em abril deste ano. No mesmo período, o percentual avançou de 22% para 27% no Nordeste, sua fortaleza eleitoral.

Pesquisa Genial/Quaest de abril mostrou que 72% acham que os preços dos alimentos subiram, ante 58% que disseram o mesmo em março. Os que afirmaram que seu poder de compra caiu em relação ao ano passado subiram de 64% em março para 71% em abril.

Apesar de dados positivos no emprego, a renda disponível das famílias após gastos com itens essenciais, impostos e pagamento de dívidas encontra-se no nível mais baixo desde 2011, segundo a Tendências Consultoria.

Há também um movimento de precarização do mercado de trabalho, em que o dinamismo na área formal e informal esconde a primazia na criação de vagas que pagam menos que a média salarial da economia.

Em fevereiro, a massa de renda disponível das famílias após gastos essenciais era de 21%, segundo a Tendências. No início de 2024, chegava a 23,6%. É uma deterioração expressiva em pouco tempo, diz Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia da consultoria.

"A inflação de alimentos no domicílio aumentou 12% desde que Lula assumiu. Não à toa isso tem relação com sua popularidade", diz Ribeiro. "A renda média subiu no período, mas alguns gastos específicos aumentaram mais."

Na consultoria MB Agro, a projeção para a inflação de alimentos para este ano dobrou, de 2,5% para 5%, sobretudo por pressões nos preços de fertilizantes e outros insumos causadas pela guerra no Oriente Médio. Há também expectativa de impacto do El Niño no campo.

Relatório do Banco Mundial de abril também projeta inflação de alimentos três pontos percentuais maior para este ano e o próximo ante estimativa feita em janeiro.

Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV-Ibre, o cenário otimista para a inflação geral e de alimentos fica cada vez mais distante. "Com o petróleo se sustentando acima de US$ 100 o barril, as pressões vão se acumulando."

Num cenário mais pessimista, a inflação geral deste ano chegaria a 5,4% (o teto da meta é 4,5%), e a de alimentação no domicílio, 6,6%.

Braz lembra que em abril o preço médio das matérias-primas brutas no IGP-M da FGV acelerou 5,78%, ante 0,67% em março. "Isso ainda não chegou aos bens finais ou intermediários, mas chegará em caso de continuidade da guerra."

Do ponto de vista macroeconômico, Lula mantém estratégia parecida com a de Dilma para tentar segurar preços, embora tenha sido atropelado pela guerra do Irã, que encareceu a cadeia do petróleo e os fertilizantes.

Com a taxa real de juros interna elevada (9,2% acima da inflação), o Brasil tem atraído dólares de investidores de fora, o que torna as importações mais baratas e ajuda a segurar preços de commodities. Lula também está turbinando uma série de programas para aliviar o aperto orçamentário das famílias.

O presidente tomou medidas para desonerar o diesel, anunciou R$ 20 bilhões no Fundo Social para a habitação e promove um pacote visando diminuir o endividamento de famílias e empresas. Segundo levantamento da Folha, o conjunto de ações pode injetar mais de R$ 100 bilhões na economia.

"O governo quer faturar a curto prazo, custe o que custar", afirma Renato Fragelli, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV. "Gastos e juros elevados beneficiam triplamente os pobres. Pelo bem-estar dos agraciados [por benesses eleitorais], pela valorização cambial que barateia bens e pelo fato de o baixo desemprego encarecer o preço do trabalho [porque gastos aumentam a atividade]."

Fragelli afirma que, em 2014, Dilma conquistou a reeleição com combinação semelhante de gastos e juros elevados. "A recessão que se seguiu foi a maior desde 1929, com a diferença de que a dívida bruta estava em 59% do PIB, muito abaixo dos 80% atuais", diz.

Por Fernando Canzian, Folhapress

Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

O presidente Lula (PT) e o advogado-geral da União, Jorge Messias
Lideranças evangélicas lamentaram a reprovação de Jorge Messias no STF (Supremo Tribunal Federal), mas colocaram o episódio na conta do presidente Lula (PT).

O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.

Lideranças evangélicas haviam declarado apoio à nomeação, apesar de o nome do AGU dividir religiosos com mandato. A divergência vinha pelo fato de ele ser próximo a Lula e ser lido pelo segmento, majoritariamente à direita, como alinhado à esquerda.

O bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, afirma que Messias se saiu bem na sabatina, mas enfrentou contra si a insatisfação com o governo Lula. "Caíram no colo dele todas as insatisfações, todas as promessas não cumpridas do governo", afirma Rodovalho.

Ele diz entender que Messias "se explicou bastante durante a sabatina" sobre ações que tomou como advogado-geral. No encontro com os senadores, o indicado de Lula disse ser totalmente contra o aborto, tema levantado por conservadores em razão de um parecer da AGU contra uma norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que vetava um procedimento necessário para o aborto legal em gestações avançadas.

Na sabatina, Messias também justificou pedidos de prisão durante ataques golpistas do 8 de Janeiro, assunto também levantado pela oposição. "Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém, eu fiz por obrigação, por dever de ofício. [...] Não fiz com alegria, fiz com dor", afirmou.

Apesar de ter defendido a nomeação, Rodovalho diz que as lideranças evangélicas veem com tranquilidade a rejeição, pois "não obstante os méritos do Messias, ele é muito posicionado à esquerda".

"Agora surge a possibilidade de que o próximo presidente possa indicar essa vaga. E pode não ser o Lula", afirmou Rodovalho, que também é presidente do Concepab (Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil).

O apóstolo César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida, diz lamentar a rejeição, por não levar a mais um evangélico ao STF, mas avalia que a derrota maior é do governo Lula.

"Acho que as pessoas não votaram contra a capacidade jurídica ou a pessoa do Messias, ainda que ele tenha posicionamentos que alguns conservadores não entendem, mas votaram contra a ação do presidente Lula."

O pastor diz que mais um evangélico no Supremo seria importante para o segmento, mas que "a vida continua".

"Não deu, não deu. Agora é tocar o barco para frente. A derrota maior é do governo Lula, com certeza."

Para o pastor Silas Malafaia, presidente da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), "a derrota de Messias não é propriamente dele, é a derrota acachapante de Lula", porque a indicação é um direito do presidente.

"Quem foi derrotado foi Lula, e com recado para o STF", afirmou Malafaia à Folha. O pastor disse acreditar que qualquer indicado do político seria derrotado. "Não tem nada a ver com Messias, tem tudo a ver com Lula, com esse momento político e de intromissão do Judiciário em tudo que é lugar, se tornando uma instituição terrivelmente política."

Antes da derrota, Malafaia havia criticado Messias, a quem chamou de "esquerdopata gospel", mas não se contrapôs à indicação por, segundo ele, uma questão de coerência e respeito à prerrogativa do presidente.

O pastor pentecostal William Douglas, por sua vez, que é juiz federal no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) e professor de direito constitucional, se disse "profundamente triste" com o resultado.

Apesar do perfil conservador, ele afirma não considerar correto misturar "divergência ideológica com avaliação de capacidade".

"Na minha avaliação, o Senado errou", declarou em nota. "A Constituição confere ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal, cabendo ao Senado rejeitar apenas quando ausentes os requisitos constitucionais —e não por razões políticas, circunstanciais ou de conveniência."

William Douglas, que já foi cotado para uma vaga no Supremo na gestão de Jair Bolsonaro (PL), concorda que a rejeição não foi direcionada a Messias, mas ao contexto político envolvendo o presidente Lula.

Segundo ele, decisões como a de quarta-feira "não atingem o nome de quem foi rejeitado, mas revelam os critérios que prevaleceram na sua rejeição —e isso deixa marcas no padrão de Justiça que a República escolhe para si".

Por Ana Gabriela Oliveira Lima, Folhapress

‘Especialidade da esquerda é atacar sem prova’, diz Diego Castro sobre fala de Daniela Mercury

O deputado estadual Diego Castro (PL) e a cantora Daniela Mercury
O deputado estadual Diego Castro (PL) se manifestou sobre a polêmica envolvendo os cantores Daniela Mercury e Edson Gomes durante o Troféu Armandinho & Irmãos Macedo, realizado em Salvador, na noite desta terça-feira (28).

Durante a cerimônia, Daniela Mercury fez um discurso contra a violência de gênero e dirigiu uma fala diretamente a Edson Gomes, pedindo que o cantor fosse “carinhoso” com a esposa e afirmando que não se aceita violência contra nenhuma mulher. O comentário gerou reação imediata do artista, que subiu ao palco e cobrou explicações públicas da cantora, criando um momento de tensão ao vivo.

“É inaceitável atacar alguém sem prova. Não se pode transformar palco em tribunal e reputação em alvo de discurso. Quem acusa precisa ter responsabilidade, porque expor uma pessoa sem evidência é uma injustiça e não contribui em nada para o enfrentamento da violência”, afirmou Diego Castro.

O deputado também criticou o que considera incoerência de setores políticos ao tratar do tema. “Tem gente que se diz defensora dos direitos, mas na prática ignora princípios básicos quando convém. Vale tudo para atingir quem está do outro lado, até abrir mão de prova, de investigação e do direito de defesa. Isso não é justiça, é uso político de uma pauta séria”, acrescentou o bolsonarista.

Por Redação

Após derrota no Congresso, governo aposta em pressão dos trabalhadores para tentar derrubar escala 6x1

Ministros pedem que sociedade se mobilize para forçar Congresso a votar propostas por jornada menor

Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro pede fim da escala 6x1
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na pressão dos trabalhadores para que o Congresso vote o fim da escala 6x1 antes das eleições. Integrantes da cúpula governista pediram, em atos em São Paulo e no Rio neste 1º de Maio, que a sociedade entre em campo para pressionar deputados e senadores em prol da redução da jornada de trabalho.

A pauta é a esperança de o governo retomar fôlego após duas derrotas legislativas: o bloqueio da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrubada do veto de Lula ao PL (projeto de lei) da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por tentativa de golpe.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o Planalto cumpriu seu papel de provocar o debate sobre o fim da escala 6x1, enviando projeto de lei ao Congresso, mas que a responsabilidade de pressionar para a aprovação da redução da jornada de trabalho é da sociedade.

"A manifestação da sociedade é muito importante nesse processo, porque o Congresso nós conhecemos, sabemos o Congresso que é. Então, é preciso que a sociedade entre em campo, continue em campo, exigindo que essa deva ser uma conquista deste momento para a classe trabalhadora", afirmou no ato de 1º de Maio organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Marinho disse acreditar que a escala 6x1 estará "enterrada" ainda neste ano. Segundo ele, o modelo prejudica em especial as mulheres. Para o ministro, não há conflito entre diferentes propostas em tramitação, como o projeto de lei de Lula e as duas PECs (propostas de emenda à Constituição).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também disse acreditar que a jornada atual de trabalho, de até 44 horas semanais, estará "enterrada" até julho, já que o projeto de lei enviado por Lula tem regime de urgência e, caso não seja votado, tranca a pauta do Congresso.

"Estamos trabalhando para que este seja o último 1º de Maio com escala 6x1 no Brasil. Essa é a importância histórica dessa data", disse, lembrando que o país não reduz a jornada de trabalho há 38 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988.

A proposta defendida pelo governo prevê jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de pelo menos dois dias de descanso por semana. De acordo com o ministro, há forte articulação política e sindical para viabilizar a mudança no primeiro semestre.

Alinhado ao discurso do governo, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sergio Nobre, também afirmou que o principal foco das mobilizações deste 1º de Maio é pressionar o Congresso pela redução da jornada, com votação pelo fim da escala 6x1 ainda neste mês. Ele considera a atual organização do trabalho no Brasil ultrapassada e incompatível com o século 21.

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo do Estado de São Paulo, endossou a convocação da população contra a escala 6x1em seu discurso no ABC. "Revisão da jornada 6x1 já está no Congresso e se não houver mobilização da classe trabalhadora, isso vai sendo adiado", disse ao subir no palco.

A região central da capital paulista também recebeu mobilizações contra a escala 6x1 no Palácio dos Trabalhadores e na praça Roosevelt —esta última convocada pelo VAT (Vida Além do Trabalho), o grupo que iniciou as reivindicações por maior tempo de descanso.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também afirmou que a PEC contrária à escala 6x1, que ganhou atenção popular, deve ser votada no plenário neste mês. O público se aglomerou em torno da deputada, que levou cerca de 40 minutos para conseguir deixar o local.

O VAT também convocou um ato no Rio de Janeiro, base política do seu fundador, o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ). Lá, entregadores de aplicativos se juntaram a movimentos sociais no ato em Copacabana, zona sul. O grupo chegou à manifestação em uma marcha ao som de buzinas de motos e campainhas de bicicletas. Trabalhadores gritaram pedindo respeito à categoria.

Na capital paulista, o ato da Força Sindical, no Palácio dos Trabalhadores, foi puxado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com sorteios de Pix, barris de chope e de bicicletas, além de discursos de Fernando Haddad, Simone Tebet (ex-ministra do Planejamento) e Marina Silva (ex-ministra do Meio Ambiente).

Tebet negou que a redução da jornada traria prejuízos à economia. "Garanto para vocês que o Brasil não quebra. Como não quebrou com o 13º e o salário mínimo, e não vai quebrar com o aumento da licença paternidade".

Marina Silva reforçou as demandas das trabalhadoras e disse que escala 6x1 não garante a restauração biológica do corpo e, para as mulheres, não representa nem um dia de descanso na prática. "Nós mulheres, no dia de descanso, é quando a maioria trabalha mais e volta na segunda-feira mais cansada do que na sexta".

O peso maior do trabalho sobre as mulheres, que acumulam jornadas trabalho dentro e fora de casa, foi retratado em cartazes. A vendedora Ana Carla Dias de Oliveira, 49, que compareceu ao ato da Força na capital paulista, relata que trabalha domingo sim, domingo não. "A gente que é mãe e dona de casa não tem tempo para nada".

A direita teve um ato esvaziado na avenida Paulista, na frente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Um grupo formado por bolsonaristas, religiosos e conservadores ocupou uma faixa da Paulista como forma de evitar que a via, disputado endereço de manifestações políticas de São Paulo, fosse usada por manifestantes de esquerda. O ato teve trio elétrico e carro de som de apoio, mas ambos ficaram vazios. A reportagem contou cerca de cem pessoas no local no começo da tarde, quando atingiu sua lotação máxima.

Seu organizador, o empresário Mario Malta, evitou adotar posição clara sobre a redução da escala 6x1. "Não somos nós que vamos determinar o que acontecerá", afirmou Jones. Durante o ato político, os organizadores não trataram da redução da jornada. O foco dos manifestantes de direita foi liberdade para Bolsonaro.

Conflitos pontuais entre participantes e forças de segurança aconteceram na Paulista e no ABC.

Na Paulista, uma mulher não identificada teria insultado os manifestantes de direita e foi afastada pela Polícia Militar. Ela disse à reportagem que registraria boletim de ocorrência por agressão.

Na festa do ABC, a reportagem presenciou a GCM de São Bernardo agredindo um participante dentro do carro da guarda. A Guarda informou para a reportagem, no local, que ele teria tentado entrar na área VIP, agredido um agente e tentado pegar sua arma. Procurada a assessoria da guarda não respondeu.


Por Folhapress
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Atenção Ipiaú e Região...Ele está de volta!!!

 

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