Governo Lula se preparou para cenário hostil após EUA anunciar novo tarifaço

Desde o anúncio da nova etapa do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se preparou para um cenário pouco amigável por parte do governo americano e definiu pontos considerados inegociáveis para a economia brasileira.

O tom adotado pelo presidente e por sua equipe ao longo desse período insistiu no argumento de que a investigação americana é injusta nas críticas às práticas comerciais brasileiras. Com a nova investida do governo de Donald Trump, o Brasil passou a sinalizar que não estaria aberto a negociar pontos como imposto sobre o etanol e medidas relativas ao Pix.

Na terça-feira (14), o governo brasileiro comunicou ter realizado uma reunião em nível ministerial com os Estados Unidos, que vinha sendo pleiteada pelo Brasil para tratar do tema antes da nova aplicação de tarifas. Sem oferecer informações sobre os planos americanos, a gestão disse em nota ter reforçado a argumentação de que a retaliação é injusta e injustificável.

A reunião foi feita entre Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), MRE (Ministério das Relações Exteriores) e Assessoria Especial do Presidente da República com o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Como mostrou a Folha, as expectativas de integrantes e auxiliares do governo de que fosse alcançado um acordo antes da aplicação das novas tarifas eram quase nenhuma.

Técnicos e ministros brasileiros se preparavam para pedir isenções a determinados itens, mas relatavam baixa receptividade do governo americano. Também já estava sendo avaliada a possibilidade de recorrer à Lei da Reciprocidade, que prevê a tomada de medidas contra o país diante de determinadas sanções.

Essa nova fase de aplicação de tarifas contra o Brasil foi anunciada após a conclusão da investigação da seção 301, comandada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), que apurava práticas comerciais injustas no Brasil e em outros países.

A partir daí, o governo americano realizou uma audiência com representantes do setor privado do Brasil e dos Estados Unidos, da qual o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou. O objetivo era consultar o setor antes da aplicação e de publicar os resultados no relatório divulgado nesta quarta-feira (15).

A ida de Flávio reacendeu o caráter político do tarifaço americano, uma vez que o senador pediu aos EUA que a discussão fosse postergada para após as eleições brasileiras. Flávio alegou querer evitar que Lula fizesse uso político da taxação em benefício próprio durante a corrida eleitoral e os rivais passaram a trocar acusações.

Cronologia

2 DE ABRIL DE 2025

Trump anuncia o primeiro tarifaço, ao impor a tarifa global de 10% sobre produtos comprados de outros países, inclusive do Brasil. As chamadas "tarifas recíprocas" entraram em vigor dias depois, baseadas na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional).

Antes disso, Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre aço e alumínio vindos de todos os países —medida que também afetou o Brasil.

OUTUBRO-NOVEMBRO DE 2025

No dia 26 de outubro, Lula se encontrou com Trump na Malásia, onde conversam pessoalmente pela primeira vez desde o tarifaço. Semanas após essa reunião, pressionado pelo aumento da inflação nos EUA, Trump assinou a medida que retirou as tarifas de 10% sobre a importação de carne bovina, tomate, café e banana. A sobretaxa de 40% sobre o Brasil continuou em vigor.

Em 20 de novembro, Trump fez um recuo e retirou a sobretaxa de 40% sobre produtos agrícolas vendidos pelo Brasil. Estavam na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, eram mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia.

20 DE FEVEREIRO DE 2026

A Suprema Corte dos EUA derruba as tarifas globais de 10% impostas em abril. Entre outros argumentos, juízes afirmam que a IEEPA não é adequada para amparar as tarifas. Como reação à determinação judicial, o republicano impôs uma tarifa global de 10%, que expira no final de julho.

JUNHO DE 2026

No dia 1º de junho, os EUA concluem a investigação da seção 301 e propõem novo tarifaço de 25% sobre bens importados do país. Dias depois, o USTR anuncia nova análise sobre suposto uso de trabalho forçado no Brasil e propôs uma nova taxa de 12,5%, que pode ser somada à anterior.

Após o anúncio do governo Trump, a gestão brasileira emitiu uma nota em repúdio à nova decisão, elencando ponto a ponto o que o Brasil classificou como injusto na investigação do USTR.

2 DE JULHO DE 2026

No começo de julho, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou um documento aos EUA, em que pedia um adiamento da discussão do tarifaço para depois das eleições brasileiras. Flávio alegava que o tema poderia ser utilizado por Lula em benefício próprio durante as eleições. O presidente rebateu a carta de Flávio e voltou a citar pontos considerados inegociáveis para o Brasil. "O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele", dizia a publicação do petista nas redes.

7 DE JULHO DE 2026

Após a participação de Flávio na audiência do dia 7 de julho, o governo brasileiro voltou a repudiar o envolvimento do senador na discussão com os Estados Unidos, e usou a situação para relembrar a ligação de Flávio com o escândalo do banco Master. O filho mais velho de Jair Bolsonaro havia citado o caso durante a audiência, sem citar seu vínculo com o banqueiro Daniel Vorcaro.

ÚLTIMOS MOMENTOS

Enquanto buscava uma nova reunião com os representantes americanos, auxiliares e integrantes do governo entendiam que seria necessário aguardar a taxação para entender de que maneira o Brasil poderia reagir. Nessa fase, interlocutores afirmavam que seria avaliado pedir a exclusão de alguns itens da lista de taxações ou acionar a Lei da Reciprocidade, que prevê a tomada de medidas recíprocas contra o país.

Por Mariana Brasil/Folhapress

Campanha de Flávio Bolsonaro volta a questionar no TSE pesquisa da AtlasIntel

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou ao TSE (Superior Tribunal Eleitoral) um novo questionamento em relação a uma pesquisa da AtlasIntel, argumentando que o instituto divulgou o levantamento sem apresentar dados estatísticos exigidos por lei.

Em maio, Flávio já havia pedido a suspensão de uma pesquisa Atlas/Bloomberg sob o argumento de que o questionário induzia as respostas dos entrevistados. No mês seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu o senador e determinou a suspensão da divulgação do levantamento, que mostrava vantagem de Lula (PT) sobre o bolsonarista.

Desta vez, a pré-campanha de Flávio afirma que a pesquisa, registrada sob o número BR-04582/2026, não apresentou no prazo legal dados como "a identificação dos municípios e áreas, o número de eleitores pesquisados em cada setor e a composição da amostra por gênero, idade, grau de instrução e nível econômico".

No levantamento, divulgado no último dia 1º, Lula aparece à frente no segundo turno, com 48,8% ante 42,3% de Flávio.

Pelas redes sociais, o CEO da Atlas, Andrei Roman, afirmou que a impugnação da equipe de Flávio "está fundamentada em um erro do sistema do TSE".

"O arquivo de detalhamento geográfico de municípios e bairros foi devidamente submetido dentro do prazo legal. [...] A AtlasIntel não mudará sua técnica nem alterará seus estudos por conta de qualquer tipo de pressão política, econômica ou judicial", publicou.

A pré-campanha de Flávio rebateu a resposta do instituto, afirmando que a AtlasIntel não comprovou a tentativa de apresentar os dados faltantes. "A falta de apresentação, no prazo legal, dos documentos mínimos legalmente exigidos, impossibilitou qualquer mínima auditabilidade de seus resultados pela Justiça Eleitoral e pela sociedade", disse em nota.

Segundo integrantes da pré-campanha, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) também não anexou o material completo no sistema do TSE e, caso o instituto não faça a complementação dos dados a tempo, a equipe avalia impugnar o levantamento.

A legislação eleitoral permite que os institutos enviem o material que comprova os resultados em um prazo após a divulgação da pesquisa. A Genial/Quaest mostrou que Lula ampliou a vantagem sobre Flávio para oito pontos, marcando 45% a 37% no segundo turno.

A assessoria da Quaest foi procurada pela reportagem, mas não respondeu antes da publicação.

Nas redes sociais, Flávio criticou nesta quarta-feira o levantamento da Quaest e elogiou iniciativa do presidente do TSE de sugerir um "selo" para institutos que acertem os resultados da eleição —proposta que é criticada por especialistas e pelas empresas.

"Parabéns ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, pelo 'selo de acerto' para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições. Talvez se ele já existisse, teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest."

Advogados da pré-campanha de Flávio afirmam que é preciso mudar o modelo de divulgação de pesquisas, exigindo que o material possa ser verificado antes da veiculação e não depois. Segundo eles, quando são detectados problemas na metodologia dos levantamentos, já não adianta pedir sua suspensão caso os dados já tenham sido amplamente publicados.

Em paralelo, o PL pediu ao TSE critérios mais rígidos de fiscalização. Em nota, a pré-campanha de Flávio afirma que o atual sistema de controle tem fragilidades.

Kassio propôs aos institutos de pesquisa a implementação de um "selo de acurácia eleitoral", para premiar aqueles que mais acertarem os resultados do pleito, o que especialistas veem como um erro.

No pedido ao TSE, o PL afirma que as pesquisas deveriam ser divulgadas somente "após a disponibilização integral da documentação exigida pela legislação, permitindo que partidos, candidatos, Ministério Público e a própria Justiça Eleitoral tenham condições de verificar se a metodologia registrada foi efetivamente cumprida".

Por Carolina Linhares/Folhapress

Operação do MPBA e Polícia Federal desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro

Um mandado de prisão e três de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal. A operação “Versão Brasileira” desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos ilicitamente. O mandado de prisão foi cumprido contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e os de busca e apreensão nas residências de tês investigados em Salvador.

Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Durante as investigações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, foi constatado que o grupo criminoso utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores. Ainda segundo as investigações, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.

As investigações também revelaram a conversão de parte desses recursos em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos.

O nome “Versão Brasileira” faz referência ao método empregado pelos investigados, que se apropriavam das identidades de pessoas reais e produziam uma espécie de “versão paralela” dessas vítimas, utilizando documentos adulterados, imagens e dados verdadeiros para criar personagens fictícios destinados à prática das fraudes financeiras. A expressão também remete ao processo de falsificação de identidades que permitia aos criminosos atuar perante instituições financeiras como se fossem os legítimos titulares dos documentos utilizados. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Por Redação/Politica Livre

Empresários entregarão manifesto a presidenciáveis por reformas, simplificação tributária e desoneração

Expectativa é que candidatos assumam compromisso com agenda e incorporem propostas aos planos de governo

O presidente da UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), Leonardo Severini

A UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços) promoverá, em 18 de agosto, o Encontro com os Presidenciáveis — Diálogo pelo Futuro do Brasil. Nele, a entidade vai entregar um manifesto com os 14 eixos considerados prioritários pelo setor.

Entre os destaques do documento estão a defesa de uma reforma administrativa, que não destravou na Câmara, a simplificação tributária, o fortalecimento do Simples Nacional e a desoneração da folha de pagamento.

A entidade ainda cobra redução de tributos, mais crédito para micro e pequenas empresas, segurança jurídica, combate aos crimes cibernéticos e comércio ilegal, além da desburocratização dos serviços públicos.

A defesa da UNECS que representa oito organizações do setor é fortalecer o ambiente de negócios de uma área que é responsável por 60% do PIB do país.

O manifesto também vai propor políticas voltadas ao empreendedorismo feminino, incentivo ao uso da inteligência artificial e o fortalecimento da segurança pública.

O texto será entregue ao presidente Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

A expectativa é que eles assumam o compromisso com a agenda proposta e incorporem algumas propostas aos respectivos planos de governo.

Por Gabriela Echenique/Folhapress

TCU contraria área técnica e libera penduricalhos fora do teto após pressão do Congresso

                                 Fachada do Tribunal de Contas da União, TCU, em Brasília
Penduricalho é o apelido dado a valores extras pagos a servidores públicos além do salário-base, que aumentam a remuneração mensal.

O ministro-relator, Walton Alencar Rodrigues, votou para não levar a representação adiante. Decano do TCU, afirmou que entidades sindicais "não são legitimadas para representar ao tribunal, conforme no rol taxativo previsto no regimento interno do TCU".

Segundo ele, mesmo que analisasse o mérito do caso, o entendimento dos penduricalhos fora do teto "não comporta outro entendimento ao previsto na constituição federal".

Quem abriu a divergência no julgamento foi o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, que chegou ao TCU por indicação do Senado. No início do seu voto, ele afirmou que gostaria de oferecer ao TCU uma "perspectiva nova e complementar" à discussão. Ele argumentou que a representação do sindicato "não versa sobre discussão abstrata, e sim um problema concreto no TCU, Senado e Câmara, com impactos relevantes nas três casas".

Os ministros Antonio Anastasia, Bruno Dantas, Odair Cunha, Jhonatan de Jesus, Augusto Nardes, Jorge Oliveira e Marcos Bemquerer Costa, substituto, também acompanharam o entendimento do presidente Vital do Rêgo.

Segundo o presidente, há uma distinção constitucional entre a remuneração do cargo e um valor à parte pago decorrente do cargo de chefia. Assim, segundo ele, o entendimento do sindicato está em "plena harmonia com o texto constitucional", divergindo do entendimento de Walton Alencar Rodrigues.

A equipe econômica do governo Lula teme que uma decisão do TCU abra um precedente para as demais carreiras, conforme apurou a Folha. Além disso, criticam a mudança de entendimento do TCU, ao argumentarem que a corte exige rigor fiscal do Executivo, mas não adota o mesmo rigor em relação aos próprios servidores e ao Congresso.

A área técnica do TCU também recomendou o arquivamento da representação, sob o argumento de que o sindicato não possui legitimidade para utilizar esse tipo de instrumento processual. Os técnicos, além disso, sustentam que a jurisprudência do próprio tribunal e do STF (Supremo Tribunal Federal) é pacífica, já que as gratificações de função integram a remuneração sujeita ao teto constitucional.

O julgamento ocorre meses depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que reorganizou o tratamento das verbas pagas à magistratura e ao Ministério Público. Ministros do Supremo veem a decisão do TCU como um retrocesso no debate, sob o argumento de que ela atrapalha as discussões sobre penduricalhos e cumprimento do teto no STF.

Em junho, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, já havia criado uma verba indenizatória para técnicos da corte de contas que ocupam cargos de chefia, sinalizando o apoio das gratificações.

Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes, Folhapress

Receita acusa Polícia Federal de adulterar inquérito de servidor, e crise entre os órgãos se agrava

Corporação nega manipulação, aponta erro em sistema que emitiu documento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A Receita Federal acusou dois delegados da Polícia Federal de adulterarem um inquérito contra um servidor do Fisco. A acusação ocorre em meio a uma disputa entre os dois órgãos sobre as atribuições de combate ao contrabando e ao tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Um relatório da Receita obtido pelo jornal Folha de São Paulo afirma que integrantes da PF teriam alterado a credencial de um servidor para apontar que ele participou de uma operação na área restrita do aeroporto sem autorização. O órgão acusa os policiais de violação de prerrogativas e manipulação para sustentar uma investigação.

A corporação nega as acusações de manipulação e afirma que a divergência mencionada pelo Fisco ocorreu por uma falha no sistema usado para consultar as credenciais aeroportuárias. Por isso, os dados errados foram usados na investigação. A polícia tem três inquéritos abertos contra servidores da Receita por suspeita de irregularidades em Guarulhos.

O episódio agravou a crise entre a Receita e a PF em torno da atuação dos órgãos no Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Federal chegou a pedir, em fevereiro, a prisão temporária de três analistas tributários da Receita, sob suspeita de usurpação de função pública. O pedido foi negado pela Justiça.

A Receita enviou o relatório ao Ministério Público Federal e ao TCU (Tribunal de Contas da União), pedindo a investigação dos fatos e a adoção de medidas nas esferas civil, penal e administrativa. Também comunicou às corregedorias da Receita e da Polícia Federal, além da Superintendência da PF em São Paulo.

A investigação da PF afirmava que servidores da Receita acessaram clandestinamente uma área de mata no entorno do aeroporto, naquele mês, sem identificação nem comunicação prévia.

A Receita contesta o inquérito, e afirma que ele contém informações "propositalmente errôneas, ou até mesmo manipuladas", que teriam sido inseridos com "a finalidade específica de prejudicar os servidores" do órgão e a imagem da instituição "por mero capricho ou satisfação pessoal".

O Fisco aponta que a PF usou na investigação imagens de duas credenciais com prazos de validade diferentes —uma até janeiro de 2026 e outra até janeiro de 2028—, mas ambas trazem a mesma data de expedição registrada no verso: fevereiro de 2026. A inconsistência indicaria possível manipulação da prova, o que seria crime.

A PF afirma que o inquérito corre "em estrita observância aos procedimentos legais aplicáveis". Segundo integrantes da corporação, a falha foi comprovada e não houve adulteração de dados. Eles dizem ainda que o servidor não tinha autorização para participar de operação em área restrita.

A PF ainda afirmou que a Corregedoria-Geral analisou o caso e "não identificou elementos aptos a caracterizar infração funcional".

Procurada no dia 8 de julho, a Receita informou que não vai se manifestar publicamente sobre o assunto. "O assunto está sendo tratado com os órgãos através das vias adequadas", disse o Fisco federal.

O relatório da Receita com acusações à PF reúne emails, registros de deslocamento, passagens aéreas, comprovantes de estacionamento, depoimentos de funcionários e conversas de WhatsApp entre servidores da Receita e diversas instituições do aeroporto, inclusive a PF. Segundo o órgão, esses elementos demonstram cooperação permanente em operações realizadas no aeroporto.

Em uma das mensagens, a Receita aponta que a operação de fevereiro era do conhecimento do chefe da Delegacia do Aeroporto Internacional de São Paulo, Julio Cesar Baida Filho, que disse ter repassado a informação à Polícia Federal durante uma reunião informal.

No entanto, não há nenhum registro anexado mostrando comunicações com a Polícia Federal sobre aquela operação específica.

A Receita afirma no documento ter sido surpreendida pela abertura do inquérito da PF e pelo pedido de prisão dos servidores do órgão. Segundo a instituição, a equipe integrava o Núcleo de Operações Especializadas, criado para atuar em ações de repressão a ilícitos aduaneiros.

Integrantes da Polícia Federal afirmaram à reportagem que a corporação não foi comunicada previamente sobre a operação da Receita, nem mesmo pelos canais de integração entre os órgãos, como grupos de WhatsApp.

Segundo essas fontes, depoimentos colhidos na investigação indicam que servidores da Receita orientaram funcionários do aeroporto a não informar a PF sobre a ação realizada no terminal. A reportagem não teve acesso a esse documento específico.

Estes mesmos policiais sustentam que a Receita não tem competência legal para monitorar organizações criminosas nem investigar o tráfico internacional de drogas, atribuições que, segundo elas, cabem às forças de segurança. Na avaliação desses investigadores, a atuação dos servidores pode configurar usurpação de função.

No relatório sobre o caso, a Receita rebate a acusação de usurpação de função, sob o argumento de que a Constituição e a legislação federal atribuem ao órgão competência para fiscalizar o comércio exterior e atuar na repressão ao contrabando, ao descaminho e ao tráfico internacional de drogas.

A relação da Receita com a PF em Guarulhos entrou em crise em janeiro, quando a corporação proibiu as gravações do programa de televisão "Aeroporto: Área Restrita", que mostra o cotidiano de autoridades na inspeção de passageiros. Conforme a produtora responsável, foram indeferidas as credenciais da equipe em Guarulhos (SP) e cassadas as permissões de trabalho nos terminais de outras cidades.

Os atritos cresceram ao longo dos meses. Em maio, o Ministério Público Federal apontou desvios na atuação de integrantes da Receita em Guarulhos, e disse que há invasão de atribuições da polícia em operações que causam o risco de comprometer, inclusive, a segurança do tráfego aéreo.

O caso levantou desconfiança da Receita sobre a atuação do MPF em Guarulhos. Por isso, a comunicação do órgão foi enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em Brasília, alertando para a gravidade do caso de violação às competências institucionais dos servidores da Receita.

Desde então, a crise chegou a unidades dos dois órgãos em outros estados, segundo apurou a reportagem.

O TCU (Tribunal de Contas da União) já determinou a elaboração de um protocolo para evitar sobreposição de atribuições entre a PF e a Receita. Um grupo de trabalho foi formado e deve ser apresentado nos próximos dias, de acordo com pessoas a par do tema.

Os chefes da PF, Andrei Rodrigues, e da Receita, Robinson Barreirinhas, já se reuniram na tentativa de aprimorar a relação entre os órgãos, mas a crise não diminuiu e se alastra para outros locais do país colocando dois dos mais importantes e maiores órgãos de Estado do Brasil em confronto, segundo pessoas a par do tema ouvidas pela reportagem na condição de anonimato.

Por Adriana Fernandes/Raquel Lopes/Folhapress


De virada, Argentina vence a Inglaterra e enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo

Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion
Lautaro Martínez saiu do banco de reservas para selar a grande virada da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira (15), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. Todos os gols saíram no segundo tempo: Gordon abriu o placar para os ingleses, mas a seleção sul-americana buscou uma reação espetacular na reta final do confronto.

O futebol bem jogado foi um detalhe na primeira etapa do aguardado duelo desta tarde. A primeira finalização, sem grande perigo, saiu apenas aos 32 minutos, em um cabeceio para fora do zagueiro Stones, da Inglaterra, após cobrança de falta na área.

Aliás, se faltou emoção com a bola rolando, e até acréscimos, com apenas três minutos concedidos , sobrou rispidez nas divididas. Foram sete faltas cometidas pelos ingleses e 12 pelos argentinos. O árbitro Ismail Elfath, contudo, segurou os cartões, aplicando apenas dois amarelos: um para Elliot Anderson, por falta em Messi, e outro para Lisandro Martínez, por parar Morgan Rogers com falta. O primeiro tempo terminou sem nenhum chute no alvo e com apenas três tentativas de finalização no total (duas da Argentina e uma da Inglaterra).

Toda a emoção reservada para os 45 minutos finais da partida acabou definindo os rumos das duas seleções no Mundial de forma dramática.

Ibirataia: Secretaria de Educação recebe Menção Honrosa do MEC por avanços na Educação de Jovens e Adultos

Reconhecimento destaca ações desenvolvidas no município para ampliar o acesso à EJA e fortalecer o combate ao analfabetismo

A Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia foi homenageada pelo Ministério da Educação (MEC) com o Certificado de Menção Honrosa, em reconhecimento às ações voltadas à ampliação do acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA), à qualificação da modalidade e à promoção do direito à educação. A certificação integra as iniciativas do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos.
A homenagem reconhece o compromisso do município com a inclusão educacional e o fortalecimento de políticas públicas que garantem oportunidades de aprendizagem para jovens, adultos e idosos que desejam concluir seus estudos. O certificado reforça o papel da educação como instrumento de transformação social e desenvolvimento da cidadania.

O secretário municipal de Educação, Caio Pina, destacou a importância da conquista. "Essa Menção Honrosa é resultado do empenho de toda a nossa equipe e reafirma o compromisso da gestão municipal com uma educação inclusiva, de qualidade e acessível para todos os ibirataienses", afirmou.

Ibirataia: Prefeitura amplia acesso à saúde com marcação de 25 exames de ultrassonografia

Ação da Secretaria Municipal de Saúde reforça o compromisso com o diagnóstico precoce e a humanização do atendimento à população
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do setor de Regulação Municipal, realizou a marcação de 25 exames de ultrassonografia para moradores do município. Foram agendadas 20 ultrassonografias diversas e cinco ultrassonografias com Doppler, ampliando o acesso da população a exames essenciais para o diagnóstico e acompanhamento de diversas condições de saúde.
Cada agendamento representa um importante avanço no cuidado com a população, garantindo mais agilidade no atendimento e fortalecendo a prevenção de doenças por meio do diagnóstico precoce. A iniciativa reafirma o compromisso da gestão municipal em oferecer um serviço de saúde organizado, eficiente e cada vez mais humanizado.
O secretário municipal de Saúde, Elmar Lopes, destacou que a Regulação Municipal desempenha papel fundamental na garantia do acesso aos serviços. "Nosso compromisso é trabalhar diariamente para que cada cidadão tenha acesso aos exames e atendimentos de forma ágil, organizada e humanizada, assegurando mais qualidade de vida para a população de Ibirataia", afirmou.

Aliado de Jerônimo, prefeito constrange servidores por apoio eleitoral: “ou joga nesse time, ou pede pra sair”

                    O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram
Apoiador do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Érico Cardoso, cidade da Bacia do Paramirim chamada antigamente de Água Quente, Eraldo Félix, declarou que pretende exonerar servidores que não o acompanharem na campanha para reeleição do petista ao Governo da Bahia. O recado foi dado em um vídeo publicado em seu perfil do Instagram, onde ele aparece ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça, ameaçando “mandar embora” não não jogar no mesmo time.

“Não será só Eraldo e Deivison que irá às urnas, a população de Água Quente é quem vai à urna […] Para defender essa cidade aqui, as regras precisam ficar claras. Ou você joga contra o gol do adversário, ou eu não vou, não irei jamais admitir que você queira fazer gol contra”.

“Nós queremos deixar bem claro para a população de Água Quente [antigo nome de Érico Cardoso], aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede pra sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Porque aqui, só tem um técnico, Eraldo e Deivison. Ou joga de acordo o time que a gente escala, ou não faz parte do time”, iniciou o gestor, emenda.

No vídeo, o prefeito faz menção à presença de políticos na Romaria e Festa de Nossa Senhora do Carmo, nesta quarta (15). “Sejam todos bem-vindos à romaria de Nossa Senhora, agora eu vou dizer, não venham para aqui fazer política mentirosa porque não vai rolar”.

Ele ainda exibe um quadro com supostas promessas de obras do governador Jerônimo para o município, como a pavimentação asfáltica entre a sede e a comunidade do Morro do Fogo. “Já estive com Jerônimo, já tratamos do assunto e, com a permissão de Deus, haverá de chegar também esse novo sonho”.

“Portanto, eu quero deixar bem claro pra população de Água Quente, ou joga nesse time, ou pede pra sair. Porque senão, eu não quero ter a tristeza de mandar embora, mas se necessário for, pode ter certeza, farei com a maior serenidade e tranquilidade possível”, reforçou o prefeito Eraldo Félix.

Veja abaixo:

Por Política Livre

Operação investiga suposta ligação entre facções brasileiras e rede financeira ligada à Al-Qaeda

Batizada de Operação Hawala, a ação investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões
Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil apura uma possível conexão entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP) com uma estrutura financeira associada ao grupo terrorista Al-Qaeda. Batizada de Operação Hawala, a ação investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos dez mandados de prisão e 37 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além de Foz do Iguaçu (PR). Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas, e dez já foram presas. A informação é da CNN.

Segundo as investigações, uma das principais suspeitas é Bárbara Luzia Souza de Carvalho, apontada como operadora financeira do grupo e responsável por movimentar valores incompatíveis com sua renda declarada. O Ministério Público também identificou um núcleo de empresários de origem libanesa, entre eles os irmãos Reda, Yasser e Kassem Zayoun, que atuariam na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

De acordo com os investigadores, a suspeita de ligação com a Al-Qaeda surgiu após a identificação de relações comerciais entre uma empresa vinculada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por integrar uma estrutura financeira do grupo terrorista. As autoridades afirmam que a possível conexão internacional será aprofundada nas próximas etapas da investigação, com a análise do material apreendido durante a operação.
Por Redação

Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de operação sobre fraude bilionária de ICMS

Enquanto boa parte dos grandes advogados prefere atuar longe dos holofotes, Nelson Wilians escolheu o caminho oposto. Transformou a própria rotina em conteúdo para milhões de seguidores nas redes sociais, exibe viagens em jatos e helicópteros, promove festas para milhares de convidados e construiu uma marca que leva seu nome em todas as unidades do escritório espalhadas pelo país.

Nesta quarta-feira (15), porém, a exposição ganhou um novo foco. O fundador do NWADV (Nelson Wilians Advogados), uma das maiores bancas empresariais do Brasil, tornou-se alvo da Operação Distrato, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo) e pela Procuradoria-Geral do Estado para investigar um suposto esquema de comercialização de créditos irregulares de ICMS cujo montante de sonegação chega a R$ 3,8 bilhões.

Segundo a investigação, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresas um atalho para reduzir o ICMS a pagar.

Os créditos tributários, sem autorização do Fisco e sem lastro econômico, eram apresentados como parte de um planejamento tributário legítimo e lançados na escrituração fiscal das empresas. Em troca, os intermediários recebiam honorários que chegavam a 70% do valor do crédito utilizado. A Fazenda paulista afirma ter autuado 752 empresas envolvidas no esquema.

Wilians não foi denunciado nem condenado. A operação está na fase de cumprimento de mandados de busca e apreensão, e todos os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Procurado por telefone e WhatsApp, Nelson Wilians ainda não se manifestou sobre as acusações.

É a segunda investigação de grande repercussão a atingir o advogado em menos de um ano. Em setembro de 2025, ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Na época, na casa dele foram apreendidas esculturas e obras de arte. Entre as obras, estava um quadro de Di Cavalcanti, datado de 1971. Ele negou participação no esquema.

A trajetória de Wilians contrasta com a imagem que hoje projeta. Filho de agricultores de Jaguapitã, cidade de cerca de 13 mil habitantes no norte do Paraná, ele conta que ouviu do pai, ainda jovem, uma frase que nunca esqueceu: "De você, só espero o pior". Em entrevista à Folha em fevereiro do ano passado, disse que a declaração se transformou em combustível para provar que seria bem-sucedido.

Formado em direito pela ITE (Instituição Toledo de Ensino), em Bauru, fundou o escritório em 1999 e apostou em um modelo pouco comum na advocacia brasileira: crescer por escala. Hoje, segundo o próprio NWADV, a banca está presente em todos os estados e reúne mais de mil advogados.

À Folha Wilians afirmou administrar cerca de 450 mil processos e participar de cerca de 3.000 audiências por mês.

Mas foi fora dos tribunais que ele se tornou um personagem conhecido. Em vídeos produzidos com qualidade cinematográfica, mostra a rotina na mansão onde vive, os deslocamentos em aeronaves particulares, encontros com clientes e eventos promovidos pelo escritório. Seu nome aparece dos brindes distribuídos aos visitantes a um personagem inspirado nele, o "Dr. Nelsinho", criado pela cartunista Laerte.

No escritório que ocupa um dos sete andares que possui em prédio no Brooklin, zona sul de São Paulo, a televisão da recepção exibe vídeos sobre sua própria rotina.

Casado com Anne Wilians e pai de quatro filhos, o advogado costuma incluir a família em vídeos publicados nas redes sociais, gravados na casa onde vive, no Jardim Europa, na capital paulista. As postagens mostram comemorações, viagens e a rotina doméstica, sempre com produção profissional. Anne é sócia do marido e também alvo da Operação Distrato.

A estratégia de transformar a própria imagem em uma marca também rendeu ao advogado projeção fora do universo jurídico. Em 2024, Wilians foi o primeiro advogado a estampar a capa da edição brasileira da revista Forbes, em uma edição da lista "50 Over 50", que destacou empresários e executivos com mais de 50 anos de destaque em suas áreas. Na reportagem, a revista apresentou sua trajetória como a de um empreendedor que revolucionou o modelo de expansão da advocacia empresarial no país.

A exposição, no entanto, divide opiniões. Enquanto Wilians afirma que decidiu transformar sua vida em um "reality show" e costuma repetir que "não basta ser bom, tem de parecer bom", parte da advocacia vê na exposição uma ruptura com a tradição de discrição da profissão.

Entre colegas, ganhou o apelido de ostentador. Quando seus vídeos de autopromoção vão longe demais na opinião da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ele recebe notificações.

Ao longo da carreira, o advogado participou de disputas de grande repercussão, como a representação de Rose Miriam di Matteo na disputa pela herança de Gugu Liberato e de herdeiras da família Aguiar, controladora do Bradesco.

Por Folhapress

Maioria dos brasileiros acredita que Jaques Wagner agiu de forma errada no caso Master, diz Quaest .

Foto: Alessandro Dantas / Divulgação PT
A maior parte dos brasileiros não sabia sobre as investigações envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mas acredita que o petista agiu de forma errada. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15).

A pesquisa questiona inicialmente aos entrevistados sobre o domínio deles sobre o assunto. Na ocasião, 31% disseram que sabiam da investigação envolvendo o ex-governador e estavam bem informados, outros 15% responderam que sabiam mas não estavam bem informados sobre o tema. Por outro lado, a maioria dos entrevistados, 54%, disseram que não sabiam sobre o ocorrido.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, ocorreu no dia 18 de junho, no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Entre os alvos estavam o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, no Congresso Nacional.

Quando questionados sobre a avaliação das ações de Jaques Wagner, a maioria dos brasileiros, cerca de 61%, disseram acreditar que Jaques Wagner agiu de forma errada na relação com o Master. Apenas 11% acreditam que ele não agiu de forma errada e outros 28% disseram não saber ou não responderam.

A pesquisa Quaest falou com 2.004 pessoas por meio de entrevistas face a face, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma confiança de 95%. A coleta ocorreu entre os dias 10 a 13 de julho. O público alvo foram brasileiros em idade eleitoral, ou seja, com 16 anos ou mais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-071181/2026.

Entidades protocolam mais de 100 ofícios num só dia e cobram votação do PL da misoginia

Entidades e movimentos em defesa dos direitos das mulheres se articularam numa ofensiva e protocolaram mais de 100 ofícios nesta terça-feira (14) para cobrar do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação do PL da Misoginia.

O projeto inclui a misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação, e equipara ao crime de racismo.

A proposta é prioridade do governo Lula, mas ainda enfrenta muita resistência entre os parlamentares da direita.

A coordenadora do grupo de trabalho que discutiu o projeto, deputada Tábata Amaral (PSB-SP), tenta um consenso em torno do tema.

O movimento feito nesta terça busca pressionar o presidente da Casa a votar o tema ainda nesta semana, antes do recesso.

O protocolo dos mais de 100 ofícios foi feito remotamente e também de forma presencial no Salão Verde da Câmara.

A urgência do PL da Misoginia foi aprovada no dia 1° de julho e o texto está pronto para ser votado no plenário.

Nos documentos, os grupos afirmam que a aprovação do regime de urgência reconheceu a necessidade de uma resposta legislativa ao tema. "Fizemos esse apelo para que Hugo Motta ouça as mulheres mobilizadas em todo o país e coloque o PL em pauta", disse Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas.

Como o projeto já passou pelo Senado, basta que ele seja aprovado na Câmara para ir à sanção presidencial.

Por Gabriela Echenique/Folhapress

Farmacêutica obtém financiamento de R$ 115 milhões para ampliar produção

A Blanver Farmoquímica e Farmacêutica conseguiu financiamento de R$ 115 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para modernizar e ampliar a produção de medicamentos sólidos em sua indústria em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

O dinheiro foi liberado no plano Brasil Soberano, política do governo federal para incentivar as indústrias do país. A empresa se enquadra no grupo 2, destinado a setores industriais relevantes ao comércio exterior brasileiro.

A Blanver pretende comprar equipamentos para aumentar a capacidade de produção e adaptar áreas fabris, separando as etapas produtivas em espaços isolados. Essa mudança permitirá operar diversos equipamentos simultaneamente, inclusive na fabricação de medicamentos distintos.

A capacidade de produção de medicamentos sólidos deve chegar a 712,8 milhões de unidades por ano, aumento de 89,5% em relação ao volume atual.

O acréscimo de 336,7 milhões de unidades anuais está distribuído entre os diversos medicamentos sólidos já fabricados pela empresa, com maior participação de antirretrovirais destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde).

"A operação aprovada pelo BNDES, ao aumentar a produção nacional de medicamentos, contribuirá com a redução do déficit da balança comercial no setor farmacêutico, que alcançou US$ 14,5 bilhões em 2025. Por meio do Plano Brasil Soberano, já foram protocolados projetos que somam R$ 17,3 bilhões e o Banco já aprovou R$ 7,3 bilhões", explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Por Alex Sabino/Folhapress

Munique dos Santos Medeiros é a segunda vítima fatal de acidente entre carretas na BR-101 em Caravelas

Teixeira de Freitas: O grave acidente que aconteceu na madrugada desta terça-feira, 14 de julho, por volta das 4h, no km 897 da BR-101, entre Teixeira de Freitas e Posto da Mata, próximo ao distrito de Rancho Alegre, área territorial do município de Caravelas, fez mais uma vítima fatal.

O acidente

A colisão envolveu uma carreta tipo prancha (placa RDF-5H00) e outra tipo baú fechado (placa ODC-3F98). O motorista do caminhão baú evadiu-se do local antes da chegada do socorro.

Primeira vítima

Após os exames de papiloscopia (impressões digitais), a perita Margareth Lima identificou a primeira vítima fatal como o motorista Igor Bomfim da Silva, de 32 anos, morador do Assentamento Primeiro de Abril, zona rural de Prado-BA. Ele era o motorista do caminhão prancha e foi encontrado em óbito, preso nas ferragens.

Segunda vítima

A passageira do caminhão prancha, companheira de Igor, foi socorrida com vida por equipes de resgate e encaminhada ao Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB). Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo após dar entrada no hospital.

Ela foi identificada como Munique dos Santos Medeiros, de 31 anos.

Procedimentos legais

O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas. O delegado plantonista autorizou a remoção, e o corpo de Munique foi encaminhado ao IML de Teixeira de Freitas pelo servidor Milton Cândido. O corpo passará por necropsia e, posteriormente, será liberado aos familiares para velório e sepultamento.

Investigação

Foi instaurado um inquérito policial para investigar e apurar as circunstâncias do acidente. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também investiga as circunstâncias do acidente e busca identificar e localizar o motorista foragido.

Nossa equipe segue acompanhando o caso.

Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews

Matéria relacionada

RONDESP prende jovem com 146 porções de cocaína durante ação contra o tráfico em Teixeira de Freitas

Teixeira de Freitas: Uma ação da RONDESP Extremo Sul (ES) resultou na prisão de um jovem de 20 anos por tráfico de drogas na tarde desta terça-feira, 14 de julho, em Teixeira de Freitas. A ocorrência foi registrada na Rua Quintino de Lima, no bairro Jardim Caraípe, após denúncias apontarem que um homem estaria utilizando uma motocicleta para realizar a distribuição de entorpecentes na cidade.

A abordagem

De acordo com informações policiais, uma guarnição da RONDESP ES realizava ronda tática quando recebeu a denúncia. Os militares iniciaram diligências e localizaram um indivíduo com as características informadas.
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Ao perceber a aproximação da equipe, o suspeito tentou fugir, mas foi rapidamente alcançado e abordado. O homem foi identificado como Gabriel dos Anjos Amorim, de 20 anos.

Materiais apreendidos

Durante a abordagem, os policiais constataram que ele não portava Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Na revista pessoal, foram apreendidas:

· 146 porções de cocaína
· 1 porção de maconha
Também foi apreendida a motocicleta Honda/CG 160 Fan, de cor cinza, placa QPX-5516, que, segundo a investigação inicial, estaria sendo utilizada para a distribuição dos entorpecentes.

Procedimentos legais

Gabriel recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, onde a ocorrência foi apresentada ao delegado plantonista, Dr. Adriano Mascarenhas Filho.

Após ouvir os policiais e o suspeito, o delegado flagranteou Gabriel pelos crimes de:

· Tráfico de drogas (artigo 33 da Lei nº 11.343/2006)
· Dirigir veículo automotor sem habilitação, gerando perigo de dano (artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro)

Situação atual

O acusado foi encaminhado para a carceragem da Delegacia Territorial, onde permanece preso à disposição da Justiça.

Destino do material apreendido

As drogas apreendidas foram enviadas ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia e exames de constatação.

Investigação

A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para apurar a possível participação de Gabriel em uma rede de distribuição de drogas, bem como identificar eventuais comparsas e a origem dos entorpecentes apreendidos.

Por: Rafael Vedra/Liberdadenews

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