ACM Neto assina carta de compromisso com evangélicos e faz caminhada em Conquista

ACM Neto assinou uma carta-compromisso em encontro com evangélicos em Vitória da Conquista
Candidato ao Governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) está neste sábado (29) em Vitória da Conquista, onde teve uma reunião com evangélicos e assinou uma carta-compromisso com diretrizes que pretende defender e promover, caso seja eleito. Além disso, ele fez uma caminhada pelas ruas do centro ao lado da prefeita do município, Sheila Lemos (União), e de outras lideranças políticas.

A carta é um compromisso de intenções assegurando que os evangélicos serão ouvidos e terão condições de trabalho em um eventual futuro governo de ACM Neto. O ex-prefeito também leu um trecho do programa de governo garantindo que irá assegurar uma participação decisiva ao grupo na construção de políticas públicas em áreas como educação, cultura, direitos humanos, segurança pública e promoção da cidade, fortalecendo os vínculos comunitários e familiares.

Em um dos momentos do discurso, o ex-prefeito ficou com a voz embargada e quase chorou. "Tenho certeza que tudo vai valer a pena. Vai ser por um propósito maior. Que Deus possa abençoar a cada um de vocês, que todos tenhamos um sábado de luz, de paz e de muitas bençãos", declarou o candidato, ao lembrar das dificuldades impostas pela campanha eleitoral.

O encontro, chamado de "Café com Lideranças Evangélicas da Bahia", contou ainda com as presenças dos demais integrantes da chapa. Estiveram presentes o senador Angelo Coronel (Republicanos) e o ex-deputado federal João Roma (PL), postulantes ao Senado, e Zé Cocá (PP), candidato a vice-governador.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), também participou do evento, assim como diversos políticos e lideranças evangélicas da Bahia, inclusive o presidente do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho. Também estava presente o candidato a deputado estadual apoiado por Sheila Lemos, Wagner Alves (União), marido da prefeita.

Depois do evento evangélico, ACM Neto e a chapa majoritária participaram de uma caminhada pelas ruas da cidade. Conversou com comerciantes e com a população em geral, posando para fotografias. O ex-prefeito também ouviu palavras de carinho e de apoio.
Por Política Livre

PT de Ubatã oficializa apoio à candidatura de Marcel deputado estadual

Decisão foi anunciada durante encontro com o presidente municipal da legenda, José Mendes, e o vice-presidente Gilson

O Partido dos Trabalhadores de Ubatã oficializou apoio à candidatura de Marcel a deputado estadual. A decisão foi anunciada durante um encontro com o presidente municipal da legenda, José Mendes, e o vice-presidente Gilson, fortalecendo a construção de um projeto político comprometido com a representação regional.

Para as lideranças partidárias, Marcel reúne a experiência, a proximidade com a população e o conhecimento necessários para representar o Médio Rio das Contas na Assembleia Legislativa da Bahia. Filho da terra, ele mantém uma relação construída ao longo de mais de uma década de atuação profissional e empresarial na região.

Sua trajetória é marcada pela presença constante nos municípios, pela participação em eventos, projetos e encontros estratégicos e pela contribuição em iniciativas voltadas ao desenvolvimento do território.

“Marcel conhece de perto a realidade da nossa gente, está presente e já demonstrou empenho e dedicação pela região. É um nome preparado para defender os interesses de Ubatã e de todo o Médio Rio das Contas”, destacaram as lideranças.

Ao agradecer o apoio, Marcel reafirmou o compromisso de realizar uma campanha próxima das pessoas, baseada na escuta e na construção coletiva.

“Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Ubatã faz parte da minha caminhada e terá uma voz presente, acessível e comprometida com o seu desenvolvimento. Vamos juntos trabalhar para que o nosso território tenha a representação que merece”, afirmou Marcel.

Presidente reúne o PIB brasileiro para uma conversa sobre economia

Entre os convidados estão o empresário Joesley Batista, da J&F; e os banqueiros André Esteves, do BTG Pactual; Milton Maluhy, presidente do Itaú Unibanco; e Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou, para esta segunda-feira, um encontro com os principais nomes do empresariado e do sistema financeiro brasileiro em um jantar no Palácio da Alvorada. A reunião objetiva a abertura de um canal direto de diálogo entre o governo e representantes de peso do chamado PIB brasileiro.

Entre os convidados estão o empresário Joesley Batista, da J&F; e os banqueiros André Esteves, do BTG Pactual; Milton Maluhy, presidente do Itaú Unibanco; e Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco. A conversa ocorre em um momento de intensificação do debate sobre os rumos da economia brasileira e permitirá a Lula apresentar diretamente ao setor privado sua visão para o próximo ciclo de desenvolvimento do país.

Empresariado

A realização do jantar reforça a estratégia de interlocução do presidente com diferentes segmentos da economia. Lula tem defendido uma política econômica baseada na combinação entre responsabilidade fiscal, crescimento, investimentos públicos e privados, reindustrialização e aumento da renda dos trabalhadores.

O presidente também vem afirmando que pretende transformar o Brasil em uma das economias mais ricas e poderosas do mundo, com maior investimento em ciência e tecnologia e agregação de valor aos recursos naturais brasileiros.

Nesse contexto, a participação dos grandes empresários é considerada fundamental para ampliar investimentos e acelerar projetos estratégicos.

Alvorada

A presença de André Esteves, Milton Maluhy e Luiz Carlos Trabuco dará ao encontro um peso especial no diálogo entre o governo e o sistema financeiro, em um momento em que as dívidas tomam a maior parte dos rendimentos de mais de 80% das famílias brasileiras, em um ambiente no qual os juros estratosféricos consomem a sobrevivência das pessoas.

Os três estão entre os nomes mais relevantes do setor bancário brasileiro e deverão ter a oportunidade de discutir diretamente com Lula temas relacionados à conjuntura econômica, crédito, investimentos e perspectivas para o país. Esteves, Maluhy e Trabuco também participaram recentemente de um encontro com Flávio Bolsonaro, ou filho ’01’ como também é conhecido o candidato do PL à Presidência da República.

O jantar no Alvorada, no entanto, integra a interlocução institucional de Lula com líderes empresariais e financeiros e deverá ter como foco as perspectivas econômicas e os desafios do Brasil.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

Com mais de 600 mortos, Nepal diz precisar de bilhões de dólares para reconstrução sábado,

O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, disse neste sábado (29) que o país pode precisar de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para se reconstruir após as enchentes desta semana, um custo equivalente a quase um décimo da economia do país.

"Esta é apenas uma estimativa", afirmou Wagle à agência de notícias Reuters. "Precisaremos de muito menos do que foi necessário após o terremoto de 2015. As perdas e os danos estão sendo avaliados."

O número de mortos após o deslizamento de terra no norte do Nepal, na fronteira com a região do Tibete, na China, subiu para 616, informou a polícia nepalesa neste sábado (29). Pequim havia informado anteriormente sobre sete mortes em seu território, elevando o total da catástrofe para pelo menos 623 mortos.

Quase 3.000 pessoas continuam desaparecidas -cerca de 2.426 no Nepal e pelo menos 554 no condado de Gyirong, no Tibete, incluindo pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus vindos da Índia.

O ministro das Finanças não explicou por que se espera que o custo da reconstrução seja inferior aos US$ 9 bilhões gastos após o terremoto de magnitude 7,8 de 2015, o pior desastre já registrado no Nepal. O terremoto matou quase 9.000 pessoas, destruiu mais de 500 mil residências e causou prejuízos estimados em cerca de um terço da economia nepalesa.

Ainda assim, as enchentes de quarta-feira (29) representarão um prejuízo para uma economia dependente de remessas de trabalhadores no exterior, do turismo e da energia hidrelétrica, ao danificar projetos de geração que respondem por mais de 12% da capacidade nacional.

O Nepal suspendeu as operações de busca e resgate neste sábado devido ao mau tempo e afirmou precisar de ajuda técnica estrangeira para lidar com a enchente devastadora.

"As operações de busca e resgate foram temporariamente interrompidas porque está chovendo e o tempo está com neblina", disse à Reuters Narendra Pariyar, principal autoridade administrativa do distrito de Rasuwa.

Autoridades disseram que alguns corpos recuperados agora estavam em processo de decomposição a ponto de não poderem ser reconhecidos. Eles serão sepultados após o cumprimento das formalidades legais, devido aos riscos à saúde e ao temor de epidemias.

"Serão coletadas amostras de DNA, e os corpos serão sepultados em um espaço aberto", informou a administração do distrito de Chitwan em um comunicado.

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse que o país não precisa de ajuda nas operações de busca e resgate, mas de apoio técnico.

Dentre as necessidades, estão assistência para retirar pessoas presas em túneis, restabelecer as ligações de transporte e comunicação em locais onde pontes foram destruídas, identificar os mortos, realizar testes de DNA e armazenar corpos por períodos mais longos.

"Já fizemos pedidos por esses serviços especializados e por assistência técnica em áreas nas quais não temos experiência e conhecimento técnico suficientes", disse.

Por Folhapress

Lídice critica nudez de jovens em ato de Neto e contrapõe: “Jerônimo trouxe Lula e propostas para a Bahia”

        Mulheres seminuas, com os corpos pintados nas cores da campanha de ACM Neto
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) criticou a presença de duas jovens seminuas, com os corpos pintados nas cores da campanha de ACM Neto, em um carro de som que acompanhou a passeata promovida pelo candidato do União Brasil ao Governo da Bahia.

Para a parlamentar, a política precisa ser tratada com seriedade e não cabe a exploração da nudez de jovens como instrumento para chamar a atenção do público. “O povo quer saber de propostas, de projetos e de ações que possam melhorar efetivamente a sua vida”, afirmou.

Lídice ressaltou que o episódio representa também um desrespeito às mulheres e uma redução do seu papel na vida política. “Temos pautas importantes que precisam ser discutidas e resolvidas, como o feminicídio, e ações desta natureza, que apenas sexualizam as mulheres, contribuem para o agravamento do problema”, declarou.

A deputada defendeu que a campanha eleitoral deve ser um espaço de debate sobre os desafios reais da Bahia, com discussão de políticas públicas capazes de promover emprego, renda, educação, saúde, segurança e oportunidades para a população.

Lídice contrapôs o episódio ao que classificou como uma grande demonstração de mobilização política durante a passeata de Jerônimo Rodrigues (PT) no bairro da Liberdade, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a parlamentar, o ato reuniu uma multidão em torno de um projeto político comprometido com o futuro da Bahia e com propostas concretas para ampliar o desenvolvimento social e econômico do estado.

“A presença de Lula reforça essa parceria com Jerônimo e o compromisso de continuar trabalhando pela Bahia. É com diálogo, propostas e ações concretas que se constrói uma campanha e se responde ao que a população realmente espera dos seus governantes”, concluiu Lídice.

Politica livre

Campanhas miram combate às bets de olho nas pesquisas e com discurso de proteção ao bolso do eleitor

Estratégia aparece em entrevistas e planos de governo de candidatos ao governo de São Paulo e à Presidência da República

Logo no início das campanhas eleitorais, as bets ganharam espaço nos discursos dos candidatos e capítulo nos planos de governo. A estratégia tem servido ao propósito de marcar posição diante de um fenômeno que aparece com destaque negativo em pesquisas de opinião e de confortar as inseguranças financeiras dos eleitores.

As propostas mais radicais, como a de proibição geral das casas de apostas, costumam vir desacompanhadas de explicações sobre viabilidade ou efeito prático, e por isso são consideradas populistas pelo mercado de apostas.

Mas esse tipo de postura eleitoral tem um respaldo técnico. As casas de apostas são mencionadas em pesquisas sobre o eleitorado como nocivas e fortemente associadas ao endividamento, o que obrigou o tema a ganhar prioridade na agenda dos candidatos.

Apontadas como vilãs da renda, as bets retiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz). A PF também tem feito operações que vinculam empresas a crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Nesta sexta-feira, 28, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Jogo de Sombras para desarticular um suposto esquema ligado ao grupo empresarial NSX, responsável por sites de apostas esportivas como Betnacional, Mr. Jackbet e PagBet.

As sondagens eleitorais têm indicado que não demarcar distância das empresas de apostas pode prejudicar na corrida por votos. A pesquisa Latam Pulse Brasil, elaborada pela AtlasIntel, indicou que 86,7% dos brasileiros enxergam as apostas online como nocivas à sociedade. E nesse grupo 63,2% afirmam que a atividade traz “somente prejuízos”, enquanto 23,5% entendem haver “mais prejuízos do que benefícios”.

A percepção negativa em alguma medida se converte para as campanhas. E os eleitores atribuem uma parte das responsabilidades aos candidatos. Uma pesquisa da More in Common em parceria com a Ipsos-Ipec apontou que 33% dos brasileiros acham que o governo Lula e o governo Bolsonaro são igualmente responsáveis pelo aumento das bets.

Já 18% dizem que a culpa é “mais de Lula”, contra 4% que apontam que é “mais de Bolsonaro”. A pesquisa mostrou também que 24% dos entrevistados disseram que teriam mais vontade de votar em um candidato que defende restringir bets.

Uma das conclusões da pesquisa foi a de que, do ponto de vista meramente político-eleitoral, Jair Bolsonaro (PL) acertou ao não encaminhar a regulação das bets. Uma lei de 2018, no governo de Michel Temer (MDB), legalizou as apostas online. A regulamentação só foi aprovada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023. Nesse intervalo, as bets se popularizaram sem obrigações e sem recolher impostos.

A disputa de “batata quente” apareceu na campanha de São Paulo. Candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas (Republicanos) responsabilizou o adversário, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), pelo alastramento das bets.

“As pessoas estão endividadas, estão gastando o seu dinheirinho com as bets, que foram regulamentadas aí no governo Lula, pelo Haddad”, afirmou, em sabatina da Jovem Pan News.

Haddad devolveu a responsabilidade. “O governo Bolsonaro, do qual o atual governador Tarcísio de Freitas fazia parte, não estava nem aí pra saber o que estava acontecendo. Quem botou a mão na ‘cumbuca’ foi eu, como ministro da Fazenda. Quando eu vi o tamanho do buraco, eu já chamei de epidemia e disse: ‘é melhor proibir’. Não tem arrecadação que justifique o estrago que isso faz para a sociedade”, disse na sabatina à mesma emissora.

Para o coordenador do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, Lauro Gonzalez, as bets entraram firme na agenda eleitoral porque se tornaram um fenômeno com tamanho impossível de ser ignorado.

Além disso, elas têm potencial de impactar a percepção geral sobre índices macroeconômicos que alcançaram patamares positivos, como crescimento real da renda e baixo desemprego.

“Uma série de analistas, eu inclusive, têm se surpreendido com o fato de os bons indicadores macroeconômicos do País não estarem apontando uma aprovação do governo maior do que a que tem. E nesse cenário duas coisas vêm à tona: superendividamento e bets. Não são a única explicação, mas minha percepção é que esses dois fatores jogam areia em dados positivos”, comentou.

Gonzalez destaca que o impacto das bets cresce em complexidade porque o endividamento é pior para as famílias com faixa de renda mais baixa. “Na baixa renda, a renda disponível é muito mais importante do que a renda bruta. E o endividamento e as bets drenam parcela da renda desse segmento”, frisou.

Todos os principais candidatos passaram a defender a proibição total ou pelo menos maiores restrições ao funcionamento das bets. A postura é criticada por representantes do mercado de empresas de apostas por classificarem a proposta como populista, que despreza possíveis efeitos negativos. Seria acabar com a oferta de serviços de empresas regulares, desconsiderando que existe uma sólida demanda, alegam.

O argumento do setor é o de que uma proibição levaria milhões de apostadores para o mercado ilegal, que não segue as regras da regulação e não recolhe impostos. Em 2025, o primeiro ano de funcionamento do mercado regulado de bets, o governo arrecadou delas cerca de R$ 9 bilhões.

O que os principais candidatos falam sobre bets

Com a proximidade do período eleitoral, o presidente Lula, candidato à reeleição, passou a subir o tom contra as bets. O petista tem defendido acabar com as empresas de apostas. “Se ninguém me mostrar uma razão social dessas bets continuarem, nós temos que acabar com elas”, disse, em entrevista no último dia 14.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal concorrente de Lula, é o único que evita falar abertamente sobre o tema, mas a campanha dele defende restrições.

“Ainda não tem uma posição definida sobre a proibição total, mas tem (posição) sobre a regulamentação ser revisitada e ser realmente uma regulamentação que proteja as famílias brasileiras”, afirmou o candidato a vice, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). “Eu, pessoalmente, acho que nós temos que dar um freio de arrumação absoluto nisso.”

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que as bets estão “empobrecendo” as pessoas. Ele não fala em proibição das empresas, mas promete “mão pesada” e duras restrições às propagandas. “As pessoas não têm dinheiro nem para cesta básica, tamanha essa dependência do jogo”, declarou durante o evento com o setor comercial, no dia 18.

O candidato Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem afirmado que acabar com as bets será seu primeiro ato de governo, se eleito. A medida, entretanto, depende do Congresso.

“É uma praga, é um câncer que nós temos hoje dentro do Brasil”, afirmou o presidenciável, na semana passada.

O candidato Renan Santos (Missão) disse que, embora tenha sido um liberal na forma de ver a economia, pretende interferir nas bets. Ele promete

“Garanto para você, vou acabar com as bets, absolutamente todas. O brasileiro está gastando dinheiro com besteira, e essas empresas estão sendo usadas para lavar dinheiro”, disse em vídeo nas redes sociais gravado em frente a endereço da Pixbet, empresa da Paraíba alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Por Vinícius Valfré/Estadão

EUA firmam acordo com Venezuela e controlarão 65 bilhões de barris de petróleo, afirma Trump

                       Presidente anunciou o acordo em publicação na rede social Truth Socia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que o país firmou um acordo petrolífero com a Venezuela.

"Por minha orientação, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Guerra, Pete Hegseth, trabalhando em estreita colaboração com a respeitadíssima presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e por meio de uma parceria com a iniciativa privada, garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano", escreveu Trump na Truth Social.

Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Também pelas redes sociais, Rubio afirmou que o acordo demonstra que a política externa do governo Trump serve para garantir reservas estáveis, petróleo de baixo custo no hemisfério e reduzindo "os preços da gasolina aqui em casa".

"Para o povo venezuelano, este acordo trará quase US$ 100 bilhões em investimentos privados, apoiará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia da Venezuela", afirmou ele.

Na quinta-feira (27), o site Axios já havia revelado que o governo Trump negociava com a gestão interina de Delcy Rodríguez uma participação americana em campos de petróleo venezuelanos. Segundo a reportagem, as conversas envolviam mais de uma dúzia de campos, com cerca de 90 bilhões de barris em reservas comprovadas, e eram lideradas por Rubio e Delcy.

A dimensão do acordo ganha relevância diante do tamanho das reservas venezuelanas. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês), a Venezuela tinha cerca de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo em 2023, o equivalente a aproximadamente 17% das reservas mundiais e o maior volume de qualquer país.

A abundância de petróleo no subsolo, porém, contrasta com a capacidade de produção do país. Apesar de concentrar 17% das reservas globais, a Venezuela respondia por apenas 0,8% da produção mundial em 2023.

Grande parte das reservas está na Faixa do Orinoco e é composta por petróleo extrapesado, cuja extração exige maior capacidade técnica e investimentos. Segundo a EIA, sanções internacionais, restrições orçamentárias da estatal PDVSA, falta de profissionais qualificados e baixo investimento estrangeiro também prejudicaram o desenvolvimento da indústria de petróleo e gás venezuelana.

Desde que os EUA capturaram e retiraram do poder o ditador Nicolás Maduro, em janeiro, Washington vem tentando garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas.

Ao mesmo tempo, também promove investimentos dos EUA na deteriorada indústria energética venezuelana, que atualmente produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia.

O governo Trump está sob pressão diante das eleições de meio de mandato em novembro, por causa da alta dos preços da gasolina, que poderia ser atenuada com o fornecimento de petróleo mais barato e o aumento da produção.

Os EUA também vêm buscando soluções para recompor sua reserva estratégica, incluindo a possibilidade de realizar permutas de petróleo bruto com produtores americanos.
Por Folhapress

Mendonça não vê margem para trégua com PF no caso Lulinha, e Fachin tenta evitar escalada da crise

Ministro se queixa de demora da PF na investigação, e corporação reclama de interferência indevida

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou a auxiliares que não vê margem para uma trégua com a Polícia Federal nas tensões que envolvem os inquéritos contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

A situação tem preocupado o presidente da corte, Edson Fachin, que articula um modo de evitar o agravamento da crise. A interlocutores ele disse que é seu dever preservar as instituições e, com discrição, tentar dialogar com todos os envolvidos.

O assunto mobilizou os bastidores do Supremo ao longo desta semana, em um cenário classificado por um magistrado aliado de Mendonça como "um corre-corre para baixar a temperatura".

Mendonça se queixa da demora da PF em apurações sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e vê uma tentativa de impedir que elas avancem sobre aliados e familiares do presidente Lula (PT), candidato à reeleição em 2026.

Já a corporação vê intromissões do relator na sua autonomia para conduzir os trabalhos, ao determinar, por exemplo, que qualquer mudança na equipe de investigadores lhe seja comunicada de antemão.

Integrantes da cúpula da PF afirmam que o pedido de abertura de três frentes de investigação contra Lulinha e uma operação policial contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) —no caso do Banco Master— demonstram que não há uso político das apurações.

Também dizem que Mendonça levou menos tempo para autorizar diligências contra Wagner do que contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o presidente do PP Ciro Nogueira e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Fachin se reuniu na semana passada com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em reuniões descritas por um interlocutor como "audiências para aparar arestas".

Nos dias seguintes, contudo, cresceu o receio de que Mendonça pudesse proferir decisões drásticas, aptas a ampliar a erosão interna que já predomina no STF pelo menos desde o início do ano.

Um ministro chegou a alertar Fachin sobre a possibilidade de Mendonça estar sendo influenciado pelos delegados da PF que estão lotados em seu gabinete, e que são críticos da postura de Andrei como diretor-geral.

O relator da Operação Sem Desconto, por outro lado, afirma a pessoas próximas que atua com cautela e independência e que seu objetivo principal é garantir a integridade das investigações, respeitando o devido processo legal.

A mobilização de Fachin continuou nesta semana, quando ele se encontrou novamente com Lima e Silva e com o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, para tratar do assunto, mas não houve encaminhamentos concretos.

No início de agosto, Messias intermediou uma audiência entre Mendonça e o ministro da Justiça, que se dispôs a atuar como ponte para a recomposição da relação. Na ocasião, o magistrado do STF se mostrou disposto a isso, mas agora tem dito não ver mais espaço.

O entorno de Messias avalia que, devido ao perfil conciliador e republicano de Fachin, o presidente do Supremo pode ser um bom intermediador na busca de uma solução para esses conflitos.

O filho do presidente Lula (PT) é suspeito de cometer tráfico de influência no âmbito do governo. A defesa dele afirma que setores bolsonaristas da PF apresentaram um "quebra-cabeças de ilações" para tentar prejudicar a campanha do seu pai à reeleição.

Os atritos entre Mendonça e o diretor-geral da PF vêm desde o início das apurações da Operação Sem Desconto. Mendonça reclamou, por exemplo, de mudanças feitas na equipe e na estrutura da investigação sem o seu conhecimento prévio.

Uma troca na coordenação dos inquéritos, que levou a uma mudança dos delegados responsáveis, desagradou o ministro, assim como a saída de um perito e supostos atrasos na juntada de materiais resultantes de ordens de quebra de sigilo.

O magistrado decidiu determinar que todos os atos da investigação sejam imediatamente anexados pela PF ao processo que tramita em seu gabinete, o que incomodou a cúpula da PF.

Os 27 superintendentes lançaram uma nota em apoio ao diretor-geral, afirmando ser "indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades".

Andrei também pediu que a AGU entre em cena para impedir as medidas ordenadas por Mendonça, por entender que elas representam uma intromissão do magistrado e uma violação à autonomia e à independência da corporação.

Messias, no entanto, resiste a apresentar um recurso formal em nome da PF contra a decisão de Mendonça. O advogado-geral avalia, segundo um auxiliar, que a saída para o atrito não passa por um ato jurídico, mas por uma construção política.

Nesta sexta-feira (28), o diretor-geral da PF disse que "a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político é o que nos permite defender a instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha". Ele não citou Mendonça.

Em entrevista à TV Globo na quinta (27), Lula disse que as investigações sobre tráfico de influência são "ilações tiradas de telefonemas", mas que Lulinha precisa se defender. Afirmou, ainda, que não haverá interferências do seu governo para blindar o filho.
Por Luísa Martins/Catia Seabra/Ana Pompeu/Folhapress

Trump ameaça grandes frigoríficos em meio à alta da carne nos EUA; JBS e Marfrig podem ser afetadas

Quatro grandes processadoras de carne tornam a vida dos produtores americanos 'miserável', disse Trump em sua rede social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 28, que está preparando uma ordem para permitir que agricultores e pecuaristas tenham o direito de processar os próprios alimentos. O Estadão entrou em contato com a JBS e a Marfrig, duas das maiores empresas de frigoríficos do mundo, que podem ser afetadas pela medida: a Marfrig afirmou que não vai comentar e a JBS não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Segundo a Reuters, quatro empresas são responsáveis por 85% do processamento de carne dos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e a subsidiária da Marfrig, National Beef Packing Co.

Sem citar as empresas, Trump afirmou que quatro grandes processadoras tornam a vida dos produtores americanos “miserável”. “Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto”, escreveu o presidente em sua rede social, Truth Social.

Trump ainda afirmou que pretende quebrar esse “monopólio poderoso, cuja maior parte está baseada fora dos EUA”, autorizando a elaboração de documentos legais que devem permitir que agricultores e pecuaristas tenham o direito de processar os próprios alimentos. Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas afirmou que isso deve acontecer rapidamente.

Em resposta, a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, publicou no X que está trabalhando em sete pontos para tornar o mercado norte-americano mais competitivo e prometeu novos anúncios a partir de segunda-feira.

“Nossos excelentes pecuaristas AMERICANOS produzem a carne bovina da mais alta qualidade e mais incrível do mundo, e é uma questão de segurança nacional que possamos nos alimentar e abastecer”, escreveu.

Entre as medidas anunciadas por Brooke estão o apoio a pequenos processadores, a desburocratização do processamento e a revogação de diretrizes.

https://www.msn.com/
Publicidade:

Forbes divulga lista dos maiores bilionários do Brasil em 2026; veja quem são

Com uma fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões, o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, lidera pelo quarto ano consecutivo a lista dos maiores bilionários do Brasil, divulgada pela revista Forbes na quinta-feira, 27.
Saverin tem 44 anos e é natural de São Paulo, mas mora em Singapura desde 2012. Ele cofundou o Facebook com seu colega de Harvard, Mark Zuckerberg, em 2004.

Hoje, a maior parte de sua riqueza ainda vem de sua pequena, porém valiosa, participação na Meta. Em 2015, Saverin lançou o fundo de capital de risco B Capital, que tem mais de US$ 12 bilhões em ativos sob gestão.

No mês passado, ele anunciou a criação do fundo de venture capital Ascent Fund III, que captou US$ 500 milhões para investir em startups de inteligência artificial com foco em saúde e energia na América do Norte e na Ásia.

Apesar de se manter na ponta do ranking, Saverin viu seu patrimônio cair 28,24% na comparação com o ano passado, quando sua fortuna foi estimada em R$ 227 bilhões. Segundo a Forbes, a queda está relacionada ao aumento da competição entre as empresas de IA, que provocou uma queda de cerca de 16% nas ações da Meta nos 12 meses até junho de 2026.

Em segundo lugar aparece Vicky Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra e herdeira do Banco Safra, com um patrimônio de R$ 130,6 bilhões, o que representa um aumento de 8,38% em relação a 2025.

Vicky, que nasceu na Grécia e cresceu no Brasil, herdou cerca de metade da fortuna do marido, que chegou a ser o banqueiro mais rico do mundo. Os demais herdeiros são os filhos do casal: Jacob, Esther, Alberto e David. Em 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco.

A terceira colocação é ocupada por Jorge Paulo Lemann, cofundador da empresa de private equity 3G Capital, conhecida por seus investimentos na Anheuser-Busch InBev (AB InBev), a maior empresa cervejeira do mundo, e na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da Tim Hortons. O patrimônio dele é de R$ 103,5 bilhões neste ano - um acréscimo de 17,61% na comparação com o ano anterior.

Segundo a Forbes, o Brasil tem 255 bilionários em 2026, com uma fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão. O valor corresponde a apenas 41,5% do patrimônio do fundador da SpaceX, Elon Musk, considerado a pessoa mais rica do mundo, com fortuna de cerca de US$ 870 bilhões (cerca de R$ 4,49 trilhões na cotação atual).

A maioria dos bilionários ficou ainda mais rica neste ano: dos 255, 151 aumentaram a fortuna no período, 77 perderam riqueza e 27 mantiveram o patrimônio.

A revista afirmou que considera várias fontes para elaborar a lista, mas que a informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026. Segundo a Forbes, como o ranking considera apenas informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados.

Veja o top 10 dos maiores bilionários do Brasil em 2026

1. Eduardo Saverin
  • Patrimônio: R$ 162,9 bilhões
  • Variação: -28,24%
  • Empresa: Meta/Facebook
2. Vicky Safra e família
  • Patrimônio: R$ 130,6 bilhões
  • Variação: +8,38%
  • Empresa: Banco Safra
3. Jorge Paulo Lemann e família
  • Patrimônio: R$ 103,5 bilhões
  • Variação: +17,61%
  • Empresa: AB InBev/3G Capital
4. André Santos Esteves
  • Patrimônio: R$ 66,1 bilhões
  • Variação: +29,61%
  • Empresa: BTG Pactual
5. Fernando Roberto Moreira Salles
  • Patrimônio: R$ 50,3 bilhões
  • Variação: +25,12%
  • Empresa: Itaú Unibanco/Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração
6. Pedro Moreira Salles
  • Patrimônio: R$ 46,6 bilhões
  • Variação: +22,63%
  • Empresa: Itaú Unibanco/Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração
7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles
  • Patrimônio: R$ 38,8 bilhões
  • Variação: +32,42%
  • Empresa: AB InBev/3G Capital
8. Miguel Gellert Krigsner
  • Patrimônio: R$ 35,7 bilhões
  • Variação: +4,39%
  • Empresa: O Boticário
9. Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família
  • Patrimônio: R$ 35,4 bilhões
  • Variação: -9,46%
  • Empresa: AB InBev/3G Capital
10. Ricardo Castellar de Faria
  • Patrimônio: R$ 35,1 bilhões
  • Variação: +79,08%
  • Empresa: Granja Faria
https://www.msn.com/

Lula faz campanha na Bahia e evita questionamentos sobre ação de Lulinha em seu governo

Quer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!
SALVADOR – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, 28, de ato político de campanha na capital da Bahia. O petista desfila em carro aberto ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição. No mesmo carro está o ex-líder do PT no Senado Jaques Wagner, que deixou o cargo após ter seu nome envolvido com o Banco Master.

Antes do evento, a equipe de campanha avisou que Lula iria dar uma entrevista junto com os demais candidatos que o apoiam na Bahia. A entrevista acabou não acontecendo.

Ao invés de responder perguntas de jornalistas, o presidente fez um pronunciamento com elogios ao seu próprio governo em que listou as ações que fez em benefício da Bahia, como a criação de instituições de ensino superior.

Lula acabou evitando perguntas sobre as ações de seu filho Fábio Luís e da lobista Roberta Lechsinger no governo petista.

Na noite de quinta-feira, em sabatina na TV Globo, Lula havia declarado que não conhecia a lobista, nunca havia se encontrado com ela. Há, no entanto, inúmeras fotos em redes sociais postadas por Roberta ao lado de Lula. A assessoria do presidente chegou a divulgar uma nota nesta sexta-feira tentando remendar a declaração afimando que o fato de tirar foto ao lado de alguém não é prova de ligação porque o petista participa de muitos eventos públicos.
“O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política. Foi esse o sentido da resposta dada pelo presidente na entrevista ao Jornal Nacional: Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela”, diz a nota.

Durante o pronunciamento em Salvador, Lula afirmou que foi até a Bahia para participar de um ato das campanhas petistas para ajudar nas eleições para o governo de Jerônimo Rodrigues, e ao Senado de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner. Lula disse o evento não foi feito para discursos, e sim para uma “caminhada pela liberdade”. Liberdade é, também, o nome do bairro em que ocorre o evento.

“Sou um homem de debate, decidi trabalhar por nossos candidatos a governador e ao Senado”, afirmou. Lula criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmando que, em 2023, ele tirou o Brasil de uma “lama”. Segundo ele, a ida para a Bahia serve para mostrar os feitos do governo local para os eleitores do Estado.

Sobre economia, o presidente disse também que recebeu um déficit fiscal de 2,8% e, agora, entrega um orçamento com superávit de 0,1%.

Lula destacou que 20 dos 24 campi universitários baianos foram feitos durante as gestões petistas e que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou R$ 112 bilhões ao Estado, sendo que R$ 52 bilhões já foram executados. Os recursos restantes, segundo o presidente, serão executados até 2029.

O presidente também destacou os planos de governo dele para a área de tecnologia, mirando minerais críticos e afirmou que é preciso formar profissionais na área. O presidente disse ter o desejo de produzir carros, baterias, chips e celulares no Brasil. Ele também destacou a importância da aprovação do PL do Redata, previsto para a semana que vem no Senado, que pode atrair R$ 500 milhões em investimentos.

“Não queremos apenas exportar minerais, queremos transformá-los em produtos no Brasil”, disse.

Ao final do discurso, Lula se despediu e convidou os presentes a participarem com ele de uma caminhada no bairro da Liberdade, em Salvador. “Beijo no coração, depois vocês perguntam”, disse o presidente.
https://www.msn.com/

Bruno Dantas antecipa saída do TCU e abre caminho para Pacheco

                            O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas decidiu renunciar ao cargo. Pelo critério da idade, o magistrado só precisaria deixar a corte em 2053, quando completa 75 anos. A informação foi revelada pela Veja e confirmada pela Folha.

Bruno Dantas já comunicou sua decisão ao presidente do TCU, o ministro Vital do Rêgo Filho, e deve tornar a saída pública nos próximos dias. O ministro vai trabalhar na iniciativa privada, mas ainda não indicou onde.

Segundo pessoas próximas a Dantas, o magistrado conversa com três empresas, incluindo um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Outra opção também é a Avibras, empresa da indústria de guerra comprada pela J&F dos irmãos Batista.

A saída de Dantas repercute no Congresso, que é responsável por indicar parte dos ministros. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou interesse em indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.

Pacheco era o favorito de Alcolumbre para o STF (Supremo Tribunal Federal), mas foi preterido pelo presidente Lula (PT), que indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, derrotado em abril. O senador anunciou a saída da política e não concorrerá a nada este ano.

De acordo com integrantes do TCU, se a renúncia for oficializada até a próxima semana, o Senado pode votar a indicação do novo nome já no esforço concentrado da próxima semana. Caso contrário, a votação ocorrerá somente após a eleição.

Por causa das eleições, o Congresso só retomará votações na semana de 31 de agosto a 4 de setembro, no chamado esforço concentrado.

Por Guilherme Pimenta e Augusto Tenório, Folhapress

ACM Neto se emociona na estreia na TV; Jerônimo Rodrigues fala sobre mudança

O início da propaganda eleitoral gratuita na televisão, nesta sexta-feira (28), mostrou estratégias distintas dos dois principais candidatos ao governo da Bahia. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) apostou na defesa do legado dos quase 20 anos de gestões petistas, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) investiu em um programa mais intimista, marcado por relatos pessoais e momentos de emoção.

O primeiro a aparecer na programação foi Jerônimo. A propaganda começou com uma locução destacando avanços da Bahia nos últimos anos em áreas como saúde, educação, segurança pública e geração de empregos e renda. Segundo o comercial, a transformação do estado começou com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder.

"A Bahia mudou com o time de Lula e vai mudar muito mais. Sei disso porque a vida me ensinou que mudança não aceita retrocesso", declarou Jerônimo, citando obras como o novo VLT e a rodoviária de Salvador. Depois, o governador falou sobre a trajetória desde a infância, como indígena, falando sobre a saída da zona rural e da abertura de caminhos ao chegar aonde chegou.

"Não esqueço de onde vim e muito menos por que trabalho. Mas é preciso fazer muito mais. Estou pronto para continuar mudando a Bahia", frisou Jerônimo Rodrigues, que não citou ACM Neto em nenhum momento no comercial, deixando a tarefa para os candidatos a deputado estadual.

Emoção na tela - Sem mencionar o governador, ACM Neto adotou um tom mais pessoal na estreia de sua propaganda. O programa foi construído a partir de depoimentos do próprio candidato, que falou sobre sua trajetória política, a ligação com a Bahia, o desejo de governar o Estado e também falou sobre o avô.

Logo na abertura, afirmou que, após transformar Salvador, pretende repetir a experiência em todo o território baiano. "Quero ter a oportunidade de fazer a mesma coisa pela Bahia, então respeitem essa zorra aqui", pontuou.

Durante o programa, ACM Neto se emocionou ao recordar momentos marcantes de sua gestão como prefeito, entre eles as mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram Salvador em 2015 e o enfrentamento da pandemia da Covid-19, em 2020.

O candidato também relembrou sua evolução eleitoral na capital. "Na eleição de 2012, eu perdi em praticamente todas as zonas eleitorais das áreas mais pobres. Em 2016, quatro anos depois, foi exatamente nessas seções onde eu tive a maior votação", afirmou.

Na reta final da propaganda, ACM Neto voltou a apresentar suas principais propostas de governo e disse que pretende enfrentar os problemas da violência e da fila da regulação.

Segundo o candidato, seu objetivo é livrar a Bahia da "pouca vergonha da insegurança", reduzir o tempo de espera por atendimento na saúde, fortalecer o atendimento no interior do estado e promover mudanças na educação pública.

Por Política Livre

Vorcaro afirma à PF que não corrompeu servidores do BC e volta a acenar com delação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro, em Brasília
Em depoimento de quase quatro horas à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse que não houve ato de corrupção cometido por servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro.

Ele também voltou a acenar à possibilidade de fazer um acordo de delação premiada. Em nota, a defesa do ex-banqueiro afirma que ele externou "plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar".

O depoimento começou por volta das 10h30. Segundo os advogados, Vorcaro "respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento".

"Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso."

"Foi finalmente assegurada a primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito", disseram os advogados na nota. A equipe de defesa de Vorcaro é comandada atualmente por Sérgio Leonardo e Daniel Bialski.

Vorcaro, que está preso na chamada Papudinha, no Distrito Federal, falou no inquérito que trata de suspeitas sobre servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro.

Na investigação, são apuradas suspeitas sobre Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Os dois servidores já afirmaram, por meio de suas defesas, que não adotaram medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.

Segundo investigações, os servidores do BC são suspeitos de terem atuado como consultores informais de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. A evolução patrimonial dos ex-gestores foi o gatilho para a abertura de uma investigação interna no BC.

O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro do ano passado. Hoje, os bens estão sob controle do liquidante designado pela autoridade. Os custos da quebra do banco superam os R$ 57 bilhões até o momento.

Por José Marques, Folhapress

Lulinha e 'Dark Horse' colocam Dino e Mendonça como principais antagonistas em racha interno do STF

                          Ministros Flávio Dino e André Mendonça em solenidade no STF
As investigações sobre a produção do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, e os inquéritos contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, colocaram os ministros Flávio Dino e André Mendonça como os principais antagonistas na divisão interna do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ambos têm em seus gabinetes processos tramitando sobre os dois assuntos, considerados as principais armas das campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula (PT). Um interlocutor dos ministros chegou a classificá-los como os atuais "cabeças de chave" de suas respectivas alas na corte.

Na cúpula do Supremo, a leitura é a de que são altas as chances de Dino e Mendonça terem entendimentos jurídicos distintos sobre uma mesma matéria. Com isso, o ritmo e os métodos adotados por um podem interferir no andamento dos processos do outro, agravando os pontos de atrito.

Ambos colecionam divergências em julgamentos no Supremo. Nas ações penais sobre os ataques de 8 de Janeiro, por exemplo, Mendonça votou para absolver acusados ou aplicar penas menores, enquanto Dino foi um dos magistrados mais firmes em defesa das condenações.

O antagonismo entre eles ganha ainda mais peso no contexto eleitoral, uma vez que as eventuais decisões dos ministros nos casos Lulinha e "Dark Horse" podem ter impactos positivos ou negativos para as campanhas de Lula ou de Flávio. Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Dino chegou à corte nomeado pelo petista.

Na sexta-feira (21), por exemplo, Dino autorizou o acesso da Polícia Federal às provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre Bolsonaro. O material vai turbinar a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares ao longa-metragem, que está sob sua relatoria.

A PF ainda não fez o mesmo pedido a Mendonça, responsável pelo inquérito que apura repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao filme. A investigação foi aberta após vir à tona um áudio em que Flávio pede R$ 61 milhões ao empresário para finalizar a obra.

Segundo uma pessoa a par das duas investigações, o compartilhamento de dados autorizado por Dino eleva a possibilidade de que o processo que está sob a sua relatoria, sobre as emendas supostamente enviadas ao filme, seja concluído mais rápido que o de Mendonça.

O fato de os dois ministros terem sob a sua responsabilidade inquéritos que apuram um suposto tráfico de influência por parte de Lulinha também tem gerado um impasse sobre o destino desses processos —se ficam no Supremo ou se serão enviados à primeira instância.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) fez o pedido a Mendonça, responsável por duas investigações contra o filho de Lula. Não há informações sobre um requerimento semelhante feito ao gabinete de Dino, que é relator de um terceiro inquérito sobre Lulinha. Mas a expectativa é a de que a decisão do primeiro influencie na do segundo.

Mendonça sinalizou a pessoas próximas que planeja negar o pedido da PGR e manter os inquéritos sob a sua relatoria. Ele entende que as conversas interceptadas pela PF ainda podem apontar para a participação de pessoas com foro especial, o que justifica a tramitação do caso no Supremo.

Já Dino, segundo um auxiliar, inicialmente seria a favor de enviar ao primeiro grau por não ver envolvimento de autoridades com foro. Porém, como os casos são parecidos, ele se preocupa com uma possível falta de uniformidade no tratamento. Por isso, se Mendonça mantiver seus processos na corte, Dino também pretende fazê-lo.

O senador nega irregularidades quanto ao financiamento do filme, diz que o assunto é uma "página virada" na campanha e que a produtora já demonstrou que "estava tudo certinho". A defesa de Lulinha afirma que as suspeitas de tráfico de influência são "um quebra-cabeças de ilações". Em entrevista à Record, Lula disse que seu filho não está acima da lei e que a PF tem liberdade para investigá-lo.

A relação entre Dino e Mendonça é classificada por interlocutores de ambos como cordial na convivência pessoal, mas conflituosa em termos jurídicos. No ano passado, ambos tiveram uma discussão acalorada em plenário ao discutir se as penalidades deveriam ser mais duras em caso de crimes contra a honra de servidores públicos.

Mendonça disse que chamar alguém de ladrão é expressar uma opinião e afirmou que servidores públicos, como ministros do STF, não são distintos dos demais cidadãos. Dino rebateu: "Se um advogado subisse nessa tribuna e dissesse que Vossa Excelência é ladrão, ficaria curioso sobre a reação de Vossa Excelência". Prevaleceu o voto de Dino.

Ambos também discordaram em julgamentos como o do marco temporal da demarcação de terras indígenas (Mendonça a favor; Dino contra) e o da responsabilização das plataformas digitais. Mendonça disse ver um "forte efeito inibidor sobre a liberdade de manifestação", e Dino divergiu, chamando a atenção para os crimes que são cometidos pelas redes sociais.

O episódio mais recente do atrito foi na semana passada, mas ficou limitado às entrelinhas. Ao determinar que o vazamento de informações sobre o inquérito contra Lulinha fosse apurado, Mendonça defendeu a "irrestrita observância à garantia constitucional da preservação do sigilo da fonte".

A frase foi compreendida por ministros do STF como um recado a Dino e ao ministro Alexandre de Moraes, que dias antes, em sessão da Primeira Turma, haviam dito que o sigilo da fonte não era um direito absoluto e não poderia ser utilizado como escudo para a prática de crimes.

As discussões sobre o sigilo da fonte têm mobilizado os bastidores do Supremo desde a operação autorizada por Moraes contra informantes de um jornalista do Maranhão que publicou textos sobre Dino. Pablo Luís Conceição Almeida é suspeito de monitorar Dino ilegalmente. À Folha, ele negou irregularidades e defendeu o livre exercício profissional.

Por Luísa Martins e José Marques, Folhapress

Postagem em destaque

Postagens mais visitadas