Messias busca votos no centro para garantir vaga no STF em cenário indefinido/Por Redação

Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Jorge Messias
A dois dias da sabatina no Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não tem os votos necessários para ser aprovado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo levantamento, ele conta com 25 votos favoráveis e 22 contrários, enquanto 34 senadores permanecem indecisos ou sem posição pública. Para atingir os 41 votos exigidos, precisará conquistar cerca de metade desse grupo, concentrando esforços principalmente em partidos de centro como MDB e PSD. A reportagem é do jornal O Globo.

A indefinição é influenciada por fatores políticos internos do Senado, incluindo a ausência de um posicionamento claro do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, cuja sinalização poderia orientar parte dos indecisos. Apesar disso, aliados do governo avaliam que há tendência de apoio nos bastidores, embora muitos parlamentares evitem se expor publicamente antes da votação. A oposição, por outro lado, já apresenta resistência mais consolidada, especialmente dentro do PL.

Na reta final, Messias intensificou articulações diretas com senadores, ajustando seu discurso para reduzir resistências e adotar um tom mais conciliador. Ele tem defendido respeito entre os Poderes e posições moderadas em temas sensíveis, buscando ampliar sua aceitação. A expectativa de aliados é que o voto secreto no plenário favoreça a adesão de indecisos, embora o cenário ainda seja considerado apertado.

Dia Mundial da Saúde no Trabalho: Especialista alerta que mente saudável é direito garantido pela Constituição

Foto: Divulgação/Arquivo
Silva Neto
Neste Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a atenção se volta para uma ferida muitas vezes invisível: o adoecimento psíquico no ambiente laboral. O Dr. Manoel Jorge e Silva Neto, Subprocurador Geral do Trabalho e professor de Direito Constitucional, adverte que o cuidado com a mente do trabalhador não é uma escolha das empresas, mas uma obrigação ditada pela Constituição Federal. Segundo ele, o princípio da dignidade da pessoa humana é a bússola que deve guiar qualquer relação de emprego.

O escudo da Constituição e a dignidade humana

Para o jurista, a proteção começa na base da nossa lei maior, que exige a redução dos riscos no trabalho. “A Constituição promove essa proteção, seja no valor fonte de todo o sistema normativo brasileiro, que é a dignidade da pessoa humana, seja de modo específico para determinar a redução dos riscos”, explica. Dr. Manoel Jorge e Silva Neto ressalta também que falar em saúde mental não é novo: “Não se pode cogitar de pessoa humana sem proteção à sua saúde mental. O reconhecimento da saúde mental como um dado inseparável da pessoa é o que se destaca na atualidade”.

O papel do Estado

Essa rede de proteção envolve até o sistema público de saúde, pois vigiar o ambiente de trabalho é dever do Estado. “Até mesmo o SUS tem a atribuição de proteger o meio ambiente, nele compreendido o do trabalho”, afirma o Subprocurador.

Leis atuais e riscos invisíveis

Sobre os desafios modernos, como o burnout, o Brasil já possui as ferramentas necessárias, como a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). “Considero que a legislação nacional é suficiente para a proteção da saúde mental no trabalho, especificamente agora com a norma que trata dos riscos psicossociais”, defende o jurista. O grande desafio atual, portanto, é tirar essas regras do papel e garantir que sejam aplicadas de forma prática e eficaz no dia a dia das empresas.

Quando o trabalho adoece o empregado

Um dos pontos mais sensíveis é a responsabilização quando o trabalhador entra em colapso. Dr. Manoel Jorge e Silva Neto é enfático: provada a ligação entre o serviço e o problema de saúde, a responsabilidade é do patrão. “O empregador pode e deve ser responsabilizado por adoecimento psicológico, desde que haja prova de que tal adoecimento decorreu da prestação de trabalho na empresa. Sempre que houver nexo entre a doença e a atividade realizada, haverá sim a responsabilização”.

Como identificar o problema?

Para facilitar esse reconhecimento, existem mecanismos técnicos como o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). “Há na atualidade a existência do nexo técnico epidemiológico previdenciário, onde há a evidência por parte do órgão previdenciário oficial a respeito dessa doença ocupacional”, explica o Subprocurador. Isso ajuda a identificar quando um ambiente se tornou nocivo e ultrapassou os limites do aceitável para a saúde do empregado.

Um compromisso com a vida

Um ambiente saudável é um direito fundamental. Garantir que o trabalhador preserve sua sanidade é o mínimo esperado de uma sociedade que respeita a vida humana. “Garantir a saúde mental no trabalho é garantir a própria eficácia do sistema de proteção social brasileiro”, conclui o Subprocurador, reforçando que o progresso econômico não pode ignorar a dignidade de quem produz.

Por Redação

Alcolumbre e Messias têm encontro secreto e quebram gelo na indicação para o STF/Por Redação

Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na semana passada com o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado por Lula em novembro para o STF (Supremo Tribunal Federal).

O encontro, secreto, foi mediado por amigos comuns e ocorreu em Brasília. Além dos dois, estavam presentes um grupo restrito de senadores e magistrados.

A reunião é um marco na tentativa de Messias de ser aprovado pelo Senado para o cargo. Até então, Alcolumbre vinha se recusando inclusive a recebê-lo para conversar.

O presidente do Senado resistiu à indicação de Lula porque ficou contrariado com a forma como o presidente conduziu o assunto.

Alcolumbre tinha um candidato, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para o cargo. O nome contava com o endosso também de outros senadores e de ministros do STF.

Lula chegou a conversar com o presidente do Senado e com magistrados sobre a possibilidade de indicar Pacheco —mas acabou escolhendo Messias. E tornou o fato público sem qualquer aviso a Alcolumbre, que se sentiu atropelado.

Na conversa com Messias, o presidente do Senado não se comprometeu a fazer campanha para ele nem a liberar os votos de parlamentares aliados a seu favor.

Disse, no entanto, que garantiria ao advogado-geral da União um ambiente tranquilo para a sabatina, marcada para a quarta (29), e a posterior votação de seu nome pelo plenário do Senado.

Messias, por sua vez, definiu a situação com Alcolumbre como "desencontros", e sinalizou entender as razões do descontentamento do senador.

Como mostrou a coluna, o presidente do Senado manteve até agora a queda de braço com Lula e não liberou seu grupo mais próximo de parlamentares a declararem voto em Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

Ciro Nogueira
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não vê espaço para uma terceira via na disputa à Presidência enquanto Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "forem vivos". A fala aconteceu em evento na noite de segunda-feira (27) em evento em São Paulo.

"O Brasil teve quatro grandes líderes: Getúlio, Juscelino, Lula e Bolsonaro. Pela primeira vez dois se enfrentaram. Enquanto eles tiverem nesse campo, não tem espaço para terceira via", afirmou Ciro Nogueira.

Para o parlamentar, Flávio Bolsonaro tem "todas a possibilidades" de vencer a disputa presidencial em outubro, mas pode "jogar fora se for falar apenas para a extrema direita e for ouvir aquele discurso dele dos Estados Unidos".

O senador se referia a declarações que o filho mais velho de Bolsonaro deu ao participar de um evento conservador no Texas, em março. Na ocasião, Flávio acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferência na eleição vencida por Lula em 2022.

Ciro Nogueira foi questionado nesta segunda sobre a possibilidade de vitória de outros nomes da direita e centro-direita na corrida eleitoral deste ano, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que "não existe possibilidade de acontecer".

O senador do PP foi chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro e tem sido crítico de Lula desde o início do atual mandato, apesar de já ter se aliado ao petista anos antes.

Ele também defendeu um "corte radical" e a diminuição do Estado brasileiro, afirmando que o país ostenta os Poderes "mais caros do mundo". Para Ciro, a eleição de 2026 será "contra o sistema". Segundo ele, "ninguém vai se eleger senador no país sem discutir impeachment de ministros do Supremo, infelizmente".

Amigo pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador é citado em conversas obtidas no celular do ex-banqueiro.

"Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!", diz mensagem, em referência a uma PEC (proposta de emenda constitucional) apresentada pelo senador. O texto previa um aumento da cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida favoreceria as operações do Master.

As presidentes do PSOL, Paula Coradi, e do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), também estiveram presentes no jantar desta segunda, organizado pelo Esfera Brasil, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.

Abreu confirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador de São Paulo e uma candidatura própria do Podemos ao Senado no estado. Segundo ela, há uma disputa interna no partido entre o deputado federal Delegado Palumbo e Geraldo Rufino, empresário e presidente do conselho na JR Diesel.

Tarcísio, porém, já definiu que terá como candidato ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A outra vaga deve ficar com o atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL). O ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) também deve se candidatar.

Renata Abreu concordou com a fala de Ciro Nogueira sobre um possível favoritismo de Flávio e afirmou que o Podemos está, hoje, na centro-direita do espectro político.

Paula Coradi, presidente do PSOL, reafirmou o apoio do partido à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Seu partido, que está federado nacionalmente com a Rede, defende a candidatura de Marina Silva ao Senado.

Por João Pedro Abdo/Folhapress

Ipiaú: Apreensão de arma de fogo, munições e entorpecentes após confronto

A Polícia Militar da Bahia informa que, na tarde desta segunda-feira (27), guarnição do PETO da 55ª CIPM, durante diligências na zona rural de Ipiaú, localizou um veículo com ocupantes suspeitos de portar armas de fogo.

Ao ser dada voz de abordagem, os ocupantes desembarcaram e efetuaram disparos contra a guarnição, que reagiu à injusta agressão. Após o confronto, um homem foi localizado ferido, sendo imediatamente socorrido ao Hospital Geral de Ipiaú, onde teve o óbito constatado.

Na ação, foram apreendidos arma de fogo, munições, substâncias análogas a entorpecentes, balanças de precisão e um veículo utilizado pelos envolvidos.

Ipiaú/BA

Fonte: ASCOM/55ªCIPM./PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Ataque em cartório eleitoral de Camaçari termina com morte de agressor e deixa vigilante ferido /Por Política Livre

Uma situação de violência dentro de uma unidade da Justiça Eleitoral mobilizou forças de segurança e autoridades nesta segunda-feira (27), no município de Camaçari. O caso ocorreu nas dependências do Fórum Eleitoral que abriga os cartórios das 170ª e 171ª Zonas Eleitorais e terminou com a morte de um homem após confronto com um agente de segurança.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, o episódio teve início após um cidadão realizar atendimento no local. Em seguida, ele teria atacado um vigilante com uma arma branca. Diante do risco iminente à própria vida e à segurança de servidores e eleitores presentes, o agente reagiu efetuando disparos de arma de fogo, atingindo o agressor, que morreu ainda no local.

O vigilante ferido foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e, segundo o tribunal, não corre risco de morte. A ocorrência também mobilizou a Polícia Militar da Bahia, responsável pelo isolamento da área e pelos primeiros procedimentos.

Como o fato ocorreu dentro de uma unidade da Justiça Eleitoral, a Polícia Federal do Brasil foi acionada e ficará responsável pela perícia e pela condução das investigações.

Em nota, o TRE-BA lamentou o ocorrido e informou que está prestando assistência ao agente de segurança, além de acompanhar o caso junto às autoridades competentes. O órgão também reforçou o compromisso com a integridade de servidores e da população que utiliza os serviços eleitorais.

Diante do episódio, o tribunal anunciou que irá intensificar as medidas de segurança nos cartórios eleitorais e centrais de atendimento em todo o estado. Apesar da ocorrência, o atendimento no cartório de Camaçari foi mantido até as 14h desta segunda-feira.

Por fim, o TRE-BA orientou que eleitores priorizem o atendimento remoto por meio do site oficial da Justiça Eleitoral, especialmente neste período de grande demanda devido ao fechamento do cadastro eleitoral.

Governo estuda usar o dinheiro esquecido em contas bancárias para pagar o Desenrola 2.0

                             Ministério da Fazenda levou proposta ao Palácio do Planalto
Programa ajudará brasileiros endividados
O governo estuda usar o dinheiro esquecido pelas pessoas em contas bancárias para capitalizar o FGO (Fundo de Garantia de Operações), que vai garantir a renegociação dos débitos inadimplentes no âmbito do programa Desenrola 2.0.

A ideia do programa, elaborado para ajudar brasileiros endividados, é que os bancos deem um desconto de até 80% nas dívidas. Se a pessoa não honrar o acordo, o governo paga no lugar dela, com recursos do FGO.

A meta é engordar o fundo com cerca de R$ 10 bilhões para fazer frente aos compromissos.

O uso, pelo governo, de dinheiro esquecido e não reclamado pelos correntistas já havia sido previsto na lei 14.973, aprovada em setembro de 2024.

Ela dava 30 dias para que as pessoas consultassem seus cadastros, verificassem a existência do depósito em nome delas e pedissem a liberação dos recursos.

Caso ninguém aparecesse para reclamar, os saldos remanescentes junto às instituições bancárias passariam ao domínio da União e seriam apropriados pelo Tesouro Nacional.

Essa receita serviria para compor o superávit primário do governo.

Os recursos acabaram não sendo utilizados, já que o BC (Banco Central) foi contra a proposta de computá-lo no resultado primário das contas do governo.

De acordo com regras internacionais, apenas o valor obtido com esforço fiscal do Estado poderia ser computado nas contas.

Como o FGO que será usado nas garantias do Desenrola 2.0 é um fundo privado, o governo pensa em lançar um novo edital para que os correntistas tenham, novamente, a chance de consultar se têm ou não dinheiro esquecido em contas bancárias.

A ideia, que nasceu no Ministério da Fazenda, foi debatida por todo o fim de semana no Palácio do Planalto. Assessores de Lula manifestaram o temor de que a medida possa ser judicializada ou mal compreendida por setores da opinião pública.

Lula deve bater o martelo sobre o Decola 2.0 ainda nesta semana, pois pretende lançar o programa antes do feriado de 1º de Maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Ipiaú: A praça Rui Barbosa voltará a ser palco do festival

                                Ipiaú será a capital do chocolate no próximo mês de maio
A cidade de Ipiaú, no Médio Rio das Contas, será palco de um dos maiores eventos do segmento cacaueiro e do chocolate de origem do Brasil: o 8º Festival Nacional do Agrochocolate do Médio Rio das Contas, que acontecerá de 21 a 24 de maio de 2026, na Praça Ruy Barbosa.

Na ocasião esta cidade ganhará a condição de capital do chocolate neste território de identidade da Bahia.

O Festival se consolida como um importante espaço de valorização da cadeia produtiva do cacau e chocolate, reunindo produtores, empreendedores, investidores, chefs, especialistas e o público em geral em uma programação diversificada que inclui exposições, degustações, rodadas de negócios, oficinas, palestras, atrações culturais e experiências gastronômicas.

A iniciativa é da APROC – Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate de Origem do Médio Rio das Contas, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipiaú e o CODETER – Território de Identidade Médio Rio das Contas, com produção-executiva da Horizon Consultoria e Participações.

O evento conta com o apoio do SEBRAE e patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, da SDR – Secretaria de Desenvolvimento Rural e da SETUR – Secretaria de Turismo da Bahia.

Mais do que um festival, o 8º Agrochocolate se posiciona como uma vitrine nacional para o chocolate de origem da Bahia, destacando qualidade, sustentabilidade, inovação e o potencial econômico da região.

Além de fomentar o turismo e aquecer a economia local, o evento foirtalece a identidade cultural e produtiva do território do Médio Rio das Contas, consolidando Ipiaú como referência nacional no setor.

PROGRAMAÇÃO

Da programação do evento constam:  Exposição e comercialização de chocolates finos de origem e derivados do cacau; Seminário com palestras técnicas e painéis temáticos; Feira da agricultura familiar, economia criativa e cooperativismo; Arena gastronômica regional; Cozinha oficina de chocolate para crianças ( APROC CHOCOLATE KIDS); Aula show com Chefs de cozinha; Consultoria e rodadas de negócios empresarial; Shows Musicais; Atividades Culturais, sociais e esportivas;• Dia de Campo.

A expectativa é de um público expressivo ao longo dos quatro dias, com a presença de visitantes de diversas regiões da Bahia e de outros estados, gerando impacto positivo direto na economia local, especialmente nos setores de comércio, hotelaria, alimentação e serviços.

OBJETIVO

O festival objetiva incentivar a produção e comercialização do chocolate de origem; Estimular o empreendedorismo rural e urbano; Promover a agricultura familiar e os pequenos produtores; Atrair investidores e fomentar parcerias comerciais; Valorizar a cultura regional e artistas locais; Impulsionar o turismo e o comércio municipal e consolidar Ipiaú como referência nacional no segmento do agrochocolate.

Ibirataia: Prefeitura atualiza pontos de Wi-Fi gratuito e amplia acesso à internet na cidade

Atualização traz nova identidade, senha unificada e mais praticidade para a população

A Prefeitura de Ibirataia iniciou a atualização dos pontos de Wi-Fi gratuito em alguns locais do município, promovendo melhorias na conectividade e na experiência dos usuários. A ação inclui a renovação visual dos pontos e a padronização do acesso, facilitando a identificação e o uso do serviço pela população. A iniciativa reforça o compromisso da gestão com a inclusão digital e o acesso à informação.
Com a mudança, os cidadãos já podem se conectar utilizando a nova senha unificada: NoCaminhoDoProgresso. A medida garante mais praticidade no acesso à internet em espaços públicos, beneficiando estudantes, trabalhadores e visitantes. Além disso, a Prefeitura informou que outros pontos espalhados pela cidade também passarão pelo processo de atualização nos próximos dias, ampliando a cobertura do serviço.

Ipiaú: Casal fica ferido após colisão de moto com cavalo na BR-330

Foto: Giro Ipiaú
Um casal que estava em uma motocicleta ficou ferido após colidir com um cavalo na tarde deste domingo (26), em um trecho da BR-330, nas proximidades da entrada do Hotel Fazenda, na saída de Ipiaú em direção a Barra do Rocha. As vítimas foram identificadas como Carioca e Célia, moradores do bairro ACM. De acordo com informações, o acidente ocorreu por volta das 17h.
Foto: Giro Ipiaú
A mulher apresentava suspeita de fratura na perna esquerda, enquanto o condutor da motocicleta sofreu escoriações e um corte em um dos pés. Ambos foram socorridos por uma equipe do Samu e encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú. O cavalo envolvido no acidente também ficou ferido, apresentando lesão em uma das patas dianteiras. Moradores e condutores que trafegam pela rodovia alertam que a presença de animais soltos nesse trecho é recorrente há anos, aumentando o risco de acidentes e colocando em perigo a vida de motoristas e passageiros.
Por: Giro Ipiaú

Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento para pena de morte e a volta da injeção letal

Relatório do Departamento de Justiça expande métodos de aplicação da sentença e critica restrições da gestão Biden
O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) que permitirá pelotões de fuzilamento e voltará a adotar a injeção letal como parte de um esforço mais amplo para restabelecer a pena de morte nos Estados Unidos.

Em um relatório, Todd Blanche, o secretário de Justiça interino, afirmou que as decisões do ex-presidente democrata Joe Biden de recuar da pena de morte "causaram danos incalculáveis às vítimas de crimes e, em última instância, ao próprio Estado de Direito".

O Departamento de Justiça, disse ele, voltou a autorizou o uso de pentobarbital para executar presos do sistema federal e também permitirá métodos adicionais de execução, como o uso de pelotões de fuzilamento.

O relatório de 48 páginas acrescentou que o Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês) deveria seguir o exemplo de estados que expandiram seus protocolos de execução em meio a disputas sobre a legalidade e disponibilidade de drogas para injeção letal.

"Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal —todos considerados consistentes com a Oitava Emenda pela Suprema Corte", disse o relatório, referindo-se à parte da declaração de direitos que proíbe "punições cruéis e incomuns".

O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, chamou as medidas de "uma mancha na história da nossa nação".

Durbin acusou o Departamento de Justiça de "voltar no tempo ao fortalecer a prática bárbara da pena de morte federal —uma forma de punição cruel, imoral e frequentemente discriminatória".

Trump havia sinalizado as medidas em seu primeiro dia no cargo, assinando um decreto para reinstituir a pena capital no sistema prisional federal. Durante o primeiro mandato de Trump, 13 pessoas foram executadas no corredor da morte nacional.

Em 2021, o então secretário de Justiça, Merrick Garland, emitiu uma moratória sobre execuções de presos federais e suspendeu o uso de um protocolo de uso de droga letal para o pentobarbital. Em seus últimos dias no cargo, Biden comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 condenados no corredor da morte federal.

O governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Segundo a lei, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Por anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, que só permite a pena capital por injeção letal.

O Departamento de Justiça, reconhecendo essa limitação em seu relatório, recomenda que o governo federal encontre um novo local para realizar execuções, em um estado que permita outros métodos. O Mississippi, afirma o relatório, permite execuções por eletrocussão ou pelotão de fuzilamento se a injeção letal ou outros métodos não estiverem disponíveis.

O texto pediu que o Escritório de Prisões apresente um relatório "detalhando as opções para realocar ou expandir o corredor da morte federal, ou para construir uma segunda instalação de execução federal em um estado que permita métodos adicionais de execução".

O pelotão de fuzilamento raramente foi usado nos EUA, mas recentemente foi autorizado por vários estados como método alternativo caso caso as unidades federativas não consigam obter as substâncias usadas na injeção letal. Antes do ano passado, as únicas execuções por pelotão de fuzilamento no país em tempos modernos haviam sido realizadas por Utah, em 1977, 1996 e 2010, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte, um grupo de pesquisa.

Mas em 2025, a Carolina do Sul, que havia autorizado o pelotão de fuzilamento em 2021, executou três prisioneiros usando esse método.

Em seu anúncio nesta sexta-feira, o governo Trump disse que estava trabalhando em uma regulamentação destinada a reduzir o processo de apelação federal para casos de pena de morte estaduais, embora, em última instância, os tribunais tenham a palavra final.

O departamento também afirmou que planejava emitir uma regulamentação que imporia novos limites à capacidade de presos condenados à morte de buscar clemência ou indultos do governo federal.

O relatório sugeriu, ainda, expandir os tipos de crimes e os tipos de criminosos elegíveis para a pena de morte federal a fim de "corrigir lacunas e deficiências" na lei atual. O Congresso teria que aprovar qualquer mudança desse tipo com nova proposta legislativa.

Segundo o relatório, o governo federal deveria considerar propor legislação que tornaria elegíveis para a pena de morte "assassinatos de policiais; assassinatos por estrangeiros ilegalmente nos EUA; e assassinatos constituídos ou cometidos na prática de crimes de ódio, perseguição, apoio material ou violência doméstica".

Robin Maher, diretora do Centro de Informações sobre Pena de Morte, disse que o relatório parecia mais focado em queixas contra o governo Biden do que em uma análise direta do protocolo de injeção letal.

"Pareceu-me bastante desonesto no que se refere a refletir a realidade dos problemas" com o uso de pentobarbital em execuções, disse Maher.

O pentobarbital foi usado pela primeira vez em uma execução em 2010, em Oklahoma, e logo se tornou um método comum para executar prisioneiros.

Assim como outras drogas usadas em injeções letais, ela enfrentou contestações na Justiça de prisioneiros e seus advogados, que disseram que ela causava sofrimento aos prisioneiros, mas os tribunais permitiram seu uso, e vários estados a usam como método principal para execução da pena. Ainda assim, alguns estados tiveram dificuldade em obter a droga devido à pressão de grupos médicos e de defesa sobre os fabricantes de medicamentos.

Em janeiro de 2025, o Departamento de Justiça sob Garland, pouco antes de Trump assumir para seu segundo mandato, emitiu um memorando dizendo que "ainda há uma incerteza significativa sobre se o uso de pentobarbital como injeção letal causa dor e sofrimento desnecessários".
Por Folhapress

Atirador enviou mensagens à família pouco antes do ataque, dizem investigadores /Por Estadão Conteúdo

Foto: Divulgação
O homem acusado de abrir fogo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca - já identificado por autoridades de segurança como Cole Thomas Allen - enviou mensagens para membros da família minutos antes do ataque, ocorrido Washington Hilton, na noite deste sábado.
Nelas, referiu-se a si mesmo como um "Assassino do Governo", e criticou a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com isso, autoridades locais acreditam cada vez mais na tese de que as motivações para os tiros tenham sido políticas.

As mensagens faziam referências repetidas ao republicano, sem nomeá-lo diretamente, e aludiam a queixas sobre uma série de ações de sua gestão e eventos recentes, incluindo ataques dos EUA a barcos que seriam usados no contrabando de drogas na região do Pacífico oriental, disseram fontes envolvidas nas investigações.

Além dos textos enviados aos familiares, estão sendo avaliadas postagens em redes sociais feitas antes pelo atirador, além de entrevistas com membros da família, na busca por evidências mais claras em torno das possíveis motivações do suspeito.

A irmã de Allen disse aos investigadores que seu irmão havia comprado legalmente várias armas em uma loja da Califórnia e as armazenado na casa dos pais em Torrance sem o conhecimento deles Ela o descreveu ainda como propenso a tomar atitudes radicais, disseram oficiais envolvidos no tema.

Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

Desde a pandemia, a aposentada Clarice Almeida, 72, passou a enxergar sua coleção de joias de ouro de um jeito diferente.

Endividada com cartões de crédito, anéis, pulseiras e correntes viraram uma tábua de salvação. Mas, em vez de vendê-los, ela encontrou outra saída: penhorá-los na Caixa Econômica Federal, única instituição financeira do país autorizada a ofertar essa modalidade de crédito.

"Eu estava cheia de dívidas, não conseguia pagar minhas contas. Mas eu sempre tive bastante joia, e uma amiga minha penhora lá na Caixa aqui de Osasco [região metropolitana de São Paulo] e falou que era uma boa, que o juro era pouco. Penhorei e gostei também, o juro é bem mais baixo mesmo", disse ela em ligação por vídeo.

O penhor funciona como um empréstimo com garantia. O cliente leva à agência um bem de valor --joias, pratarias, relógios ou até canetas adornadas com metais preciosos-- e um especialista faz a avaliação. O crédito disponibilizado pela Caixa pode chegar a até 100% do valor da peça, e o dinheiro sai na hora.

Em troca, o cliente paga juros que rondam 2,19% ao mês, em contratos de até seis meses e passíveis de renovação. Os bens ficam guardados no cofre da Caixa até a quitação da dívida e, se o contrato não for pago integralmente ou renovado, vão a leilão.

No acumulado do último ano, o ouro avançou mais de 60% e, no processo, renovou recordes históricos em sequência. Em janeiro, chegou a ser cotado a US$ 5.600 por onça. "Em reais, o ouro à vista chegou à máxima de R$ 900 por grama", diz Mauriciano Cavalcante, especialista da Ourominas.

De lá para cá, afetada pelo conflito no Oriente Médio, a cotação caiu para US$ 4.712 por onça. "Mas a tendência ainda é de alta a curto prazo, podendo atingir novamente os patamares recordes anteriores", diz Cavalcante.

O metal precioso é visto como reserva de valor em momentos de instabilidade econômica e geopolítica. A ascensão começou ainda no fim de 2022, quando a Guerra da Ucrânia se intensificou e culminou no confisco das reservas internacionais da Rússia. No ano passado, porém, a política comercial errática do presidente Donald Trump fez o ouro mudar de status: de porto seguro para ativo indispensável nas carteiras.

O choque do tarifaço no sistema global de comércio foi tão grande que abalou a confiança no dólar e nos títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo. O ouro, assim, galgou de US$ 3.343 por onça em 1º de abril, às vésperas do "Dia da Libertação", para o pico de US$ 5.600.

Com o metal mais valorizado, as joias valem mais --e a procura pelo penhor disparou junto. Segundo a Caixa, a carteira da modalidade encerrou 2025 com saldo de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 31,24% em relação ao ano anterior. A instituição diz que a valorização do ouro é o principal motivo para o crescimento.

"Como o ouro subiu bastante, muitos clientes passaram a ter um patrimônio relevante parado nas gavetas de casa", diz Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos. "Com isso, o penhor vira uma forma rápida de acessar crédito, usando um ativo valorizado sem precisar vender. A alta do ouro permite que o cliente pegue mais dinheiro com o mesmo bem como garantia, o que melhora a relação de custo-benefício da operação."

Há outro fator em jogo. O endividamento das famílias --principal motor para que Clarice penhorasse até a aliança de casamento-- atingiu o patamar de 80,4% da população, recorde na série histórica da pesquisa conduzida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

A inadimplência também subiu, afetando 29,6% das famílias endividadas, impulsionada pela taxa Selic no maior patamar em quase duas décadas. Hoje em 14,75% ao ano, a Selic pauta as taxas de juros praticadas no mercado, do rotativo do cartão ao empréstimo pessoal, e é justamente aí que o penhor ganha espaço. "Ele tende a ser mais barato que as demais linhas tradicionais. O cliente busca o penhor como alternativa competitiva", diz Trotta.

Há ainda outro atrativo: ao contrário de um empréstimo convencional, o penhor não exige análise de crédito minuciosa. O bem dado como garantia já é suficiente. "Ele acaba sendo uma porta de entrada para pessoas com nome negativado ou dificuldade de aprovação em outras linhas", afirma o especialista.

Por esse mesmo motivo, porém, o penhor pode ser um indicativo silencioso de maior endividamento.

Como envolve uma garantia real, o empréstimo tem um peso menor no sistema financeiro, explica Trotta, já que não envolve uma análise de escore de crédito do cliente.

"Pode ser um sinal de que as famílias estão recorrendo a alternativas para gerar liquidez sem necessariamente entrar em linhas mais visíveis. Quando vemos o penhor crescendo junto com o endividamento recorde, isso reforça a ideia de que uma pressão financeira vem acontecendo fora do radar tradicional."

Comparativamente, o juro de 2,19% ao mês do penhor perde para as médias do consignado público e do vinculado ao INSS, de 2,11% e 1,76% ao mês, respectivamente, segundo dados do Banco Central. No caso do consignado privado, o piso começa em 1,63% pela securitizadora de crédito Cobuccio. A média, porém, é de 3,57% ao mês.

Para servidores públicos, diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o consignado segue sendo uma das melhores opções disponíveis. "É uma linha bastante vantajosa, já que a parcela é descontada direto no contracheque e o risco de inadimplência é baixo."

A limitação, avalia ele, é a impossibilidade de "rolar" a dívida --isto é, renovar o contrato. "Mas o consignado é uma ótima opção, considerando o cenário atual, porque não depende necessariamente de o cliente ter o bem, como no caso do penhor."

Por Tamara Nassif / Folhapres

Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

Uma empresa da família de Daniel Vorcaro chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master —a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.
O documento do Coaf cita a "troca de recursos entre empresas/pessoas do grupo, podendo representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro".

No período mencionado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, e quase todo o montante é detalhado no relatório, com informação de origem e destino dos recursos.

A partir desses dados, a reportagem identificou que pelo menos R$ 1 bilhão —ou 93% de todos esses recursos— veio de ou foi para empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou seu banco.

Constam na lista companhias, holdings e fundos de investimentos que, entre os sócios, têm familiares, pessoas que trabalham para o grupo ou companhias já citadas nas investigações.
O próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar.

A assessoria de imprensa Vorcaro disse que não vai comentar o caso. Respondendo em nome de Henrique Vorcaro —presidente da Multipar e pai do ex-banqueiro—, o advogado Eugênio Pacelli afirmou que "todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes".

O ex-banqueiro está preso, investigado devido à suspeita de ter aplicado uma fraude bilionária no mercado financeiro por meio do Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, também está em cárcere sob suspeita de integrar o esquema.

Como mostraram as investigações, o grupo utilizou uma série de fundos de investimentos e empresas de fachada para transferir ativos entre si, inclusive papéis podres, inflando artificialmente o valor de suas empresas e da instituição financeira —sem lastro na realidade.

O caso da Multipar espelha em parte esse esquema, ao circular dinheiro dentro de um escopo de empresas conectadas —justamente o motivo do alerta sobre as movimentações.

São cerca de 10 mil transações listadas, entre um grupo de pouco mais de 30 empresas de alguma forma relacionadas à família Vorcaro ou ao Master.

O documento chama especial atenção para o fundo GFS, que recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou outros R$ 15 milhões para ela.

Ele é administrado pela Reag, a mesma gestora que administrava fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para a rede de instituições ligadas ao Banco Master, com o intuito de inflar artificialmente o valor de seus ativos e seu patrimônio.

A Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios: Henrique Vorcaro, presidente, e Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel.

No último mês, a Folha tentou contato com Natália, por mensagem e ligação, mas não teve resposta.
"No meio de um contexto de tanta ilação, é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal", disse o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli.

O relatório de informações financeiras aponta que "foram identificadas movimentações relevantes entre partes relacionadas, incluindo empresa do mesmo grupo econômico, indicando possível uso da conta como canal de passagem".

Como revelou a Folha, essa empresa comprou uma fazenda no Amazonas —irregular e cujo ex-dono alega ter sofrido calote—, onde fez um projeto de estoques de carbono (um papel diferente do crédito de carbono), que foram revendidos com valor inflado artificialmente para a Global Carbon e a Golden Green.
Essas duas empresas, por sua vez, foram usadas para aumentar o patrimônio de fundos sob gestão da Reag, principal instituição utilizada para movimentar dinheiro da fraude do Banco Master.

A relação entre Alliance e Multipar repete o padrão que alertou os órgãos financeiros: milhões em transações entre o mesmo grupo econômico.

Ambas são praticamente idênticas: têm o mesmo quadro societário (Henrique e Natália Vorcaro) e a mesma área de atuação, são holdings.

A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance Participações e recebeu de volta R$ 27,1 milhões.
Corrobora esta tese a relação com a Hebron Participações, a principal parceira econômica da Multipar.

A empresa atua exatamente no mesmo ramo (ambas são holdings de instituições não financeiras) e tem como sócios Henrique Vorcaro e uma terceira holding —e também pertence ao pai do ex-banqueiro.
A Hebron aportou R$ 419,2 milhões na Multipar, em mais de mil transações registradas. No caminho inverso, foram R$ 104,3 milhões, em 352 transações.

Ela foi a empresa que mais repassou dinheiro para a Multipar no período e a que mais recebeu recursos de volta.Na rede da Multipar surge ainda outro nome já conhecido das tramas do Banco Master, a Alliance Participações.

A Alliance está no centro da suposta fraude de R$ 45 bilhões em ativos ambientais da família.

Ainda em nome de Henrique Vorcaro, o advogado Eugênio Pacelli negou qualquer irregularidade no caso dos ativos de carbono, disse que o projeto foi desenvolvido por terceiros e que, "como investidor, [ele] adotará as medidas legais cabíveis para ressarcimento dos investimentos".

O documento do Coaf mostra ainda que a Multipar fez transferências milionárias para a conta pessoal de membros da família Vorcaro.

Henrique, por exemplo, recebeu R$ 14,7 milhões dela e repassou R$ 1,4 milhão de volta para sua própria empresa.

Natália, por sua vez, recebeu R$ 6,4 milhões e devolveu R$ 1,9 milhão.

A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Vorcaro, também aparece direta ou indiretamente (por meio de sociedades, assim como os outros) na lista.

Ela recebeu, em sua conta pessoal, R$ 20,9 milhões —é o CPF que mais foi beneficiado com recursos da Multipar no período. A Folha não conseguiu localizar seu contato.
Por João Gabriel e Lucas Marchesini / Folhapress

Polícia Civil prende homem em flagrante por falsidade ideológica em Feira de Santana

Um homem foi autuado em flagrante por falsidade ideológica na tarde de sexta-feira (24), no momento em que a Polícia Civil da Bahia, por meio da 2ª Delegacia Territorial (DT/Feira de Santana), cumpria um mandado de prisão preventiva contra ele pelo crime de homicídio qualificado. Ao ser localizado no bairro Pedra do Descanso, o suspeito apresentou documento de identidade oficial com foto em nome de terceiros. O mandado foi expedido em 2013 pela Justiça do Estado de São Paulo.

Durante o cumprimento da ordem judicial, o homem alegou tratar-se de outra pessoa, afirmando que o verdadeiro alvo do mandado seria um irmão gêmeo. Foram realizadas consultas aos sistemas oficiais e procedimentos de identificação técnica que confirmaram a verdadeira identidade do suspeito.

O homem foi conduzido para a unidade policial, passou pelos exames de praxe no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Oscar Paris / Ascom-PCBA

Ipiaú: Homem com materiais de pesca é encontrado morto às margens do Rio Água Branca

 

Foto: Giro Ipiaú
O corpo de um homem identificado posteriormente como Milton Santos, de 83 anos, foi encontrado por populares na tarde deste sábado (25), em uma área próxima ao Rio Água Branca, nos fundos de um lava-jato localizado na Avenida do Contorno, no centro de Ipiaú. De acordo com informações apuradas pelo GIRO no local, populares avistaram o corpo e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou o óbito. Conhecido como seu Milton, o idoso residia na Rua Waldomiro Barreto e tinha costume de sair para pescar.

Ao lado do homem foram encontrados materiais de pesca, o que pode indicar que ele estava na localidade realizando essa atividade. Ainda conforme os primeiros levantamentos, não foram identificados sinais aparentes de violência. O Departamento de Polícia Técnica foi acionado para realizar a perícia no local e providenciar a remoção do corpo e encaminhar ao IML de Jequié. A causa da morte deverá ser esclarecida após exames mais detalhados. *Giro Ipiaú

Ibirataia: SEMED realiza Momento Cultural para valorizar história e tradições dos povos originários

Evento “Reconhecendo Raízes, Construindo Memórias” reuniu estudantes e comunidade em programação educativa e cultural

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, promoveu neste sábado, 25, o “Momento Cultural: Reconhecendo Raízes, Construindo Memórias”, na Praça Basílio Miguel de Souza (Jardim). A iniciativa contou com exposições e apresentações voltadas à história e ao modo de vida dos povos originários, fortalecendo o conhecimento e o respeito à diversidade cultural.
O evento teve a participação ativa de alunos da educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e finais) e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), proporcionando um espaço de aprendizado coletivo e valorização das raízes históricas. A ação reforça o papel da escola na formação cidadã e no incentivo à preservação das tradições culturais, promovendo integração entre comunidade e rede de ensino.
De acordo com o Secretario de Educação Caio Pina, a proposta é ampliar o olhar dos estudantes sobre a importância da cultura e da memória. “Este momento cultural é fundamental para despertar o respeito e a valorização dos povos originários, contribuindo para uma educação mais consciente e inclusiva”, destacou o secretário, reafirmando o compromisso da gestão com a formação integral dos alunos.

Suspeito de furtar equipamentos de informática é preso em Jequié

O homem tinha acesso à subseção de uma entidade de classe do município e subtraiu os objetos.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial (DT/Jequié) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) do município, unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), prendeu em flagrante um homem, de 45 anos, pela prática de furto, na quinta-feira (23), em Jequié.

Conforme o registro da ocorrência, na última terça-feira (22), funcionários da sede da subseção de uma entidade de classe de Jequié constataram a ausência de um notebook e outros equipamentos de informática disponibilizados para uso comum no local. O fato foi comunicado à polícia, dando início às investigações, que levaram à identificação de um anúncio dos equipamentos, possibilitando a localização do suspeito.

De acordo com as investigações, o homem se aproveitou do acesso ao local para furtar os materiais. Ele foi capturado ainda em posse dos objetos subtraídos e confessou o crime. O investigado utilizou redes sociais para tentar comercializar os equipamentos.

Os objetos recuperados, um notebook, um scanner, um carregador e um mouse, foram restituídos à administração local. Após a prisão em flagrante, a custódia foi convertida em prisão preventiva, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Thanize Borges / Ascom-PCBA

PF atua na prisão de foragido da operação Anomalia I

Compartilhamento de informações com DEA resultou na prisão do foragido; ele passará por audiência de custódia com a Justiça americana para avaliação de eventuais medidas de deportação
Rio de Janeiro/RJ. Nesta sexta-feira, 24/4, um agente público foragido da operação Anomalia I, deflagrada em março de 2026 pela Polícia Federal, foi preso na cidade de Orlando, nos Estados Unidos da América (EUA).

A prisão foi realizada por agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), agência federal do Departamento de Justiça dos EUA que o atuou após troca de informações e cooperação com policiais federais da Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

A operação Anomalia foi desenvolvida no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, com o objetivo de cumprir mandados do Supremo Tribunal Federal contra núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF destrói armas de fogo e munições no Amazonas

Ação destruiu 3.067 munições e 145 armas de fogo em cumprimento de decisões judiciais
Manaus/AM. A Polícia Federal realizou, nos dias 22 e 24/4, a destruição de armas de fogo e de munições, em cumprimento a decisões judiciais recentes. No total, foram destruídas 3.067 munições de diversos calibres e 145 armas de fogo, de diferentes marcas e modelos.
Os procedimentos ocorreram em instalações do Exército Brasileiro, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança e a legislação vigente aplicável à destinação de material bélico apreendido.

As destruições representam a conclusão de etapas iniciadas ainda em março, em continuidade às ações voltadas à destinação final de armamentos e de munições apreendidos no curso de investigações e de processos judiciais.
Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

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