Resultado do Campeonato Super Master da AABB

 Consulcred vence duas partidas e se reabilita; Horrifruti São Luiz é líder isolado.

Na sexta-feira (12/06) a noite aconteceu o jogo entre Dancau x Consulcred, jogo que havia sido adiado no dia 24/05. Neste duelo começou a reabilitação da Consulcred que saiu vitoriosa.
  Dancau 2x4 Consulcred

Gols--Dancau: Nelson Marculino (2); Gols--Consulcred: Jurandi (2), Sidcley (01) e Solteiro(01)

No Domingo (14/06) mais dois jogos completaram o final de semana de campeonato na AABB. 

No primeiro jogo a Consulcred enfrentou a Cozinha Real e conseguiu a segunda vitória consecutiva assumindo a vice liderança do campeonato com 7 pontos.

Consulcred 4x2 Coxinha Real; Gols--Consulcred: Jurandi (3) e Guiné (01); Gols--Coxinha Real: Givaldo (2)

No segundo jogo a Hortifruti São Luiz venceu a Ita Telecom é lidera o campeonato com 12 pontos, a Ita Telecom vem na terceira colocação com 7 pontos.

Hortifruti São Luiz 1x0 Ita Telecom; Gol-Hortifruti São Luiz: Caboquinho (01)

Artilharia:

Jurandi (Consulcred): (05) Gols

Givaldo (Coxinha Real): (05) Gols

Nelson Marculino (Dancau): (03) Gols

Caboquinho (Hortifruti São Luiz): (03) Gols

Fonte: Ascom/AABB

Polícia de imigração dos Estados Unidos prende suspeito de ligação com PCC e Comando Vermelho

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don, foi detido após perseguição na Carolina do Norte

Foto: Divulgação/ICE

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla foi preso nos Estados Unidos
A polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (15) a prisão de homem apontado como suspeito de ligação com as facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), após uma perseguição no estado da Carolina do Norte, no leste do país.


Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como Don, era alvo de um mandado de busca e captura internacional emitido pela Interpol a pedido do Brasil, pelos crimes de associação criminosa e extorsão, informou o órgão em comunicado.

Segundo as autoridades, o foragido tentava fugir de carro em direção ao México quando foi abordado durante uma fiscalização de trânsito na cidade de Mooresville.

De acordo com o ICE, Dell Aquilla mantinha a própria esposa em cárcere privado dentro do veículo.

Ao tentar escapar da abordagem, o ex-líder criminoso sofreu um acidente e acabou sendo preso. No carro, os agentes encontraram uma arma de fogo, dinheiro em espécie e telefones celulares.

Em 28 de maio, os Estados Unidos classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, apesar da oposição do governo brasileiro.

As duas facções surgiram no sistema prisional brasileiro e, ao longo dos anos, expandiram sua atuação para diversas regiões do país e também para o exterior.

Atualmente, as facções são consideradas os grupos mais poderosos do crime organizado e do narcotráfico no Brasil, exercendo influência sobre amplas áreas urbanas.
Por Folhapress

Lula abre agenda no G7 com bilateral com Macron e descarta reunião com Trump

Presidentes brasileiro e francês abordam cooperação em defesa e projeto de supercomputador estratégico para IA

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira (15) sua agenda em Évian-les-Bains, na França, com uma reunião bilateral com o presidente anfitrião, Emmanuel Macron. Houve ainda encontros à margem da 52ª cúpula do G7 que tocaram em temas que vão da cooperação em defesa à soberania digital —enquanto a delegação brasileira monitorava com cautela o humor de Donald Trump e descartava qualquer encontro formal com o americano durante o encontro.

A agenda bilateral com Macron abordou a cooperação em defesa, a parceria Brasil-França na Unitaid —iniciativa de saúde global que completa 20 anos—, o projeto de supercomputador e a cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá.

Na pauta do supercomputador, a França se apresenta como possível fornecedora numa licitação que o Ministério da Gestão e Inovação deve abrir em breve, em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia. O tema tem dimensão estratégica: capacidade computacional é considerada pelo governo brasileiro uma peça central da soberania digital, sobretudo diante da corrida pela inteligência artificial.

O tema da carne brasileira suspensa pela União Europeia ficou de fora da conversa com Macron. Segundo fontes brasileiras, a questão é tratada diretamente com Bruxelas, não com as capitais europeias individualmente. O acordo Mercosul-UE, aprovado este ano, encerrou o ciclo de negociações país a país.

Para esta terça-feira (16), está prevista uma bilateral de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa —e a expectativa é que a carne esteja no topo da pauta. Costa, ouvido mais cedo por jornalistas, desviou da pergunta e disse que o tema "é assunto da Comissão".

Antes de chegar a Évian, Lula se reuniu em Genebra com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin. O encontro, solicitado pelo lado suíço, girou principalmente em torno do acordo Mercosul-EFTA —que vai a voto no Parlamento suíço na próxima quarta-feira (17).

A EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, quatro países que não fazem parte da União Europeia.

Quanto a Trump, a delegação brasileira acompanha com cautela o comportamento do presidente americano, que chegou a Évian após um dia agitado: organizou um evento de MMA na Casa Branca no domingo, seu aniversário de 80 anos, e chegou ao resort francês depois de ameaçar tarifas sobre vinhos franceses —tensão que azedou, ao menos momentaneamente, o clima com Macron antes mesmo do jantar de abertura.

Fontes brasileiras descartam qualquer reunião bilateral com Trump durante a cúpula. Não há pedido de nenhum dos dois lados, e a avaliação do Planalto é de que não faria sentido um novo encontro apenas para reiterar posições já apresentadas. Se os dois estiverem na mesma sessão, podem se cumprimentar —mas isso, ponderou uma fonte da delegação brasileira, não seria uma reunião.
Por Folhapress

Delação de Vorcaro causa briga na defesa; investigadores dizem que não vão aceitar mentiras

 Advogado afirmou a ex-banqueiro que situação deve se agravar sem confissão completa dos crimes; ex-defensor e cliente não se manifestara

Foto: Divulgação/Polícia Federal/Arquivo

A tentativa frustrada de Daniel Vorcaro de negociar uma colaboração premiada causou problemas tanto com as autoridades quanto com a própria equipe de defesa do dono do Master. Integrantes da equipe de investigadores consideraram a proposta fraca e afirmam não aceitar mentiras por parte do investigado.

Um dos pontos de desavença foi quanto à relação de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. Envolvidos nas negociações afirmaram, sob reserva, que o ex-banqueiro ainda não deu explicações satisfatórias sobre o tema, que já tem material colhido de forma independente.

Apesar de a investigação já ter alcançado o parlamentar, Vorcaro segue afirmando, segundo esses interlocutores, que manteve a relação financeira com Ciro apenas por amizade. O parlamentar nega qualquer ilícito. "Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro", disse após ser alvo de operação no mês passado.

Diante disso, duas pessoas a par da negociação afirmaram ao jornal Folha de São Paulo que a delação é uma prerrogativa de defesa mas, para funcionar, o ex-banqueiro precisa querer entregar "para valer" e não mentir.

A fragilidade dos relatos que o ex-banqueiro fez até o momento provocou também uma briga com seu advogado anterior. José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso em 22 de maio. Ele relatou a pessoas próximas uma discussão com Vorcaro pouco antes de oficializar a saída, na qual o defensor teria dito que o ex-banqueiro não havia entendido ainda a gravidade da situação em que se encontra.

Procurado no início da manhã desta segunda-feira (15), Oliveira Lima preferiu não se manifestar. A defesa de Vorcaro ainda não se pronunciou.

Na última quinta (11), a PF comunicou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a rejeição, pela segunda vez em menos de um mês, da proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro. A corporação avaliou que Vorcaro não apresentou novidades em relação ao que já foi descoberto nas investigações e não apontou crimes cometidos por parceiros.

Entre as principais suspeitas da PF está a de que o senador Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel. Além disso, de acordo com as apurações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens e caronas em avião particular.

Segundo a PF, Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.

Para assinar um acordo de delação, um investigado precisa confessar crimes e apresentar provas do que revelar às autoridades, incluindo a indicação de outras figuras importantes envolvidas, como dirigentes e políticos, e material de corroboração, como registros de conversas e documentos.

O argumento da PF é de que ainda há extenso volume de material a ser analisado, oriundo das buscas e apreensões e de quebras de sigilo. Um dos integrantes da equipe afirmou que a operação não chegou sequer à metade.

A reportagem apurou com investigadores que Mendonça informou que deve estender o prazo das investigações até a conclusão dos trabalhos.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro passado, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master. Desde então, ao menos três dos advogados mais conhecidos do país saíram de sua equipe de defesa.

Na mesma conversa em que se desentendeu com Vorcaro, Juca também teria alertado o ex-banqueiro de que a situação dele poderia se agravar caso não contasse a história completa dos crimes cometidos e dos envolvidos no esquema.

O relato chegou inclusive a gabinetes do Supremo e ao próprio relator do caso na corte, ministro André Mendonça.

Oliveira Lima atuou formalmente no caso por pouco mais de dois meses —assumiu em 13 de março e foi o último advogado a deixar a representação de Vorcaro.

Além da dificuldade com o próprio cliente, Juca sofreu a contrariedade de Mendonça. O ministro deixou de conversar com o advogado depois de uma discussão pouco antes da apresentação da primeira proposta de colaboração.

Na ocasião, o relator demonstrou aborrecimento com os rumos da negociação, e o advogado respondeu que poderia recorrer à Segunda Turma da corte. O colegiado tem quatro votantes para o caso, o que poderia gerar um empate e, assim, favorecer Vorcaro. Dias Toffoli, que integra a turma, se declarou suspeito para o caso Master.

Tanto os desentendimentos com Vorcaro quanto as portas fechadas do gabinete na corte teriam tornado a permanência de Juca no caso inviável.

O advogado já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato. Ele defendeu também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Oliveira Lima advogava para o Banco Master antes da liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro.

Além dele, Walfrido Warde foi um dos representantes do exército de escritórios que atuou para Vorcaro desde antes da deflagração da primeira operação. Em 21 de janeiro, ele se desligou da equipe. O advogado era apontado como um dos principais articuladores de uma estratégia agressiva para tentar suspender a liquidação do banco no STF ou no TCU (Tribunal de Contas da União).

Em 13 de março, foi a vez de Pierpaolo Bottini se afastar do time, quando Vorcaro partiu para a primeira tentativa de negociação. Ele alegou motivos pessoais para a decisão. Ele já a interlocutores afirmava que não participaria de negociação para delação do ex-banqueiro. Roberto Podval também deixou de advogar para Vorcaro.

Por Ana Pompeu/Folhapress

FICCO/Campinas apreende pasta base de cocaína em Americana/SP

Ação localizou galpão utilizado pelo grupo criminoso e resultou na prisão em flagrante de dois investigados.
Campinas/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Campinas (FICCO/Campinas) realizou, nesse sábado (13/6), uma ação de combate ao crime organizado no município paulista de Americana.

Durante a ação, as equipes localizaram um veículo e um galpão utilizados para atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Nas buscas, foram apreendidos 245 tijolos de pasta base de cocaína, além de aparelhos celulares que serão analisados no curso das investigações.

Dois suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à autoridade policial, permanecendo à disposição da Justiça.

A ação foi realiza de forma conjunta, com apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) da Polícia Militar.

A FICCO/Campinas é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Comunicação Social da Polícia Federal em Campinas

Funcionários da TV e Rádio Justiça iniciam greve e paralisam transmissões jornalísticas

Uma assembleia para decidir sobre o assunto ocorreu na manhã desta quarta-feira (10/6), na sede da Corte

Os profissionais da TV e Rádio Justiça iniciaram nesta segunda-feira, 15, uma greve que pleiteia o pagamento de valores devidos pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), empresa terceirizada que gere as emissoras públicas vinculadas ao Supremo Tribunal Federal (STF)

Os funcionários da Fundac cobram a quitação de salários atrasados, do tíquete alimentação, de dez meses de depósitos atrasados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos trabalhistas, como verbas rescisórias não pagas

A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. A representação sindical não informa o número de grevistas, mas afirma que a adesão é "histórica" e "abrangente".

O Estadão questionou o STF se a paralisação deve comprometer as transmissões das sessões de julgamento. A Corte afirmou 'estar organizada para manter as transmissões' Os grevistas avaliam que os funcionários da Fndac em cargos de chefia, que não aderiram à greve, devem manter a veiculação das votações.

A greve afeta, principalmente, os conteúdo jornalístico produzido pela TV e Rádio Justiça. Desde o início da manhã desta segunda-feira, a TV não transmitiu programação própria, que ocupa mais de 13 horas. Os veículos reprisam reportagens antigas e transmissões já realizadas, como a cerimônia de lançamento do Anuário da Justiça na última quarta-feira, 10, para preencher a grade.

O telejornal Justiça Agora, por exemplo, exibido diariamente às 8h na TV Justiça, não foi ao ar nesta segunda. O mesmo deve acontecer o noticiário do meio-dia. "Nenhuma transmissão ao vivo tem condições de ir ao ar dada a extensão da mobilização", afirma o sindicato, porém, sem cravar o comprometimento das sessões de julgamento.

Em julho de 2025, os funcionários das emissoras ameaçaram entrar em greve em pleno julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de membros do seu governo por envolvimento na trama golpista. Na ocasião, o STF ameaçou romper o contrato com a terceirizada, mas não adotou a medida.

A Fundac conta com aproximadamente 160 funcionários. Na última quinta-feira, 11, 100 profissionais se reuniram com o secretário de Orçamento, Finanças e Contratações do STF, Márcio Kazuaki, para discutir as medidas adotadas pelo tribunal com o objetivo de cobrar a quitação das dívidas pela terceirizada.

Segundo o sindicato, o STF se comprometeu na reunião a efetuar diretamente o pagamento dos salários e das verbas rescisórias dos profissionais vinculados ao contrato de terceirização por posto de trabalho. A Corte afirma que um fundo contratual destinado justamente a cobrir esse tipo de obrigação em caso de inadimplência da empresa contratada.

A mesma medida não se aplica aos vinculados ao contrato de terceirização por demanda. A Corte promete realizar um levantamento das notas fiscais pendentes de pagamento à Fundac e dos valores devidos a cada profissional.

Na última sexta-feira, 12, porém, a Fundac afirmou que os repasses devem ser feitos diretamente à instituição, posicionamento que contraria a promessa do STF.

"Os profissionais querem a garantia de que o Supremo irá reservar os valores devidos à Fundac e destiná-los diretamente ao pagamento das verbas rescisórias decorrentes do encerramento do contrato com a fundação, previsto para 31 de julho, já que houve clara omissão do STF na fiscalização da execução do contrato", afirmou o sindicato em nota.

Os profissionais da Fundac já haviam realizado uma primeira paralisação em 2024 após 20 dias de atraso o pagamento dos salários e do vale-alimentação. Na ocasião, foram 6 horas de interrupção da programação, o que resultou na não exibição do Jornal da Justiça - 2ª Edição. A mobilização levou o STF a aplicar multa à empresa e a promover reuniões com os trabalhadores.

Por Weslley Galzo, Estadão Conteúdo

Ibirataia: Esquenta Junino movimenta Vila Tesourinhas e reforça tradição do São João

          Evento reuniu moradores e visitantes na programação oficial dos festejos juninos

A Vila Tesourinhas recebeu neste domingo (14) a segunda edição do Esquenta Junino realizado pela prefeitura através da Secretaria de Cultura e Turismo de Ibirataia, evento que integra a programação oficial do São João do município. A festa contou com apresentações de artistas locais e reuniu moradores e visitantes em um momento de celebração da cultura nordestina.
A expectativa é que a programação junina continue reunindo grande participação popular nas próximas atividades, consolidando Ibirataia como um dos destinos de destaque durante o período de festejos na região.
"O Esquenta Junino é uma forma de valorizar nossa cultura, fortalecer as tradições do povo nordestino e levar alegria para as comunidades. Ficamos felizes em ver a participação das famílias, dos artistas locais e de todos que ajudam a manter viva a essência do São João em Ibirataia. Nosso compromisso é continuar apoiando eventos que promovam cultura, lazer e integração social para a população." – Sandro Futuca, prefeito de Ibirataia.

Valdemar aposta em apoio de Neto a Flávio e diz que caso Banco Master ainda terá impacto político no PT da Bahia

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, deverá apoiar o candidato da legenda na disputa presidencial de 2026, apesar da proximidade política do líder baiano com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Morena FM, de Itabuna, quando Valdemar comentou o cenário político baiano e as articulações para as eleições do próximo ano. Segundo o dirigente partidário, a parceria construída entre o PL e ACM Neto na Bahia tende a ser mantida, independentemente das definições nacionais.

“Eu tenho uma aproximação muito grande com o ACM Neto. Ele tem um candidato, o Caiado é um candidato, um bom candidato, não tenha dúvida. Mas eu acho que ele vai caminhar, no final, a apoiar o candidato do PL”, afirmou.

Valdemar destacou ainda o peso eleitoral da sigla e a importância da aliança para o projeto oposicionista na Bahia. Segundo ele, a presença do PL ao lado de ACM Neto fortalece a pré-candidatura ao Palácio de Ondina.

“Nós estamos junto com ele e estamos torcendo pela eleição dele. Acho que vai ser muito bom para a Bahia”, declarou.

Durante a entrevista, o presidente do PL também voltou a comentar o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que o episódio ainda deverá produzir repercussões políticas no estado.

Segundo Valdemar, o tema não foi suficientemente esclarecido devido à não instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. Ele afirmou que a legenda chegou a reunir assinaturas para a criação da comissão, mas que o processo não avançou.

“O Banco Master começou aí no governo da Bahia. E isso ainda vai dar uma discussão muito grande no Brasil”, disse.

O dirigente também argumentou que uma eventual CPI permitiria esclarecimentos públicos sobre o caso e afirmou acreditar que informações contidas em aparelhos eletrônicos apreendidos do empresário envolvido nas investigações ainda poderão gerar novos desdobramentos políticos.

“Esse negócio do Banco Master vai pesar muito ainda para o PT da Bahia, porque ele começou aí”, declarou.

Valdemar acrescentou que somente uma investigação aprofundada ou uma eventual comissão parlamentar poderia trazer à tona novos elementos relacionados ao caso.

Por Política Livre

Novo Marco do Transporte Público é sancionado por Lula; saiba o que muda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, o Projeto de Lei nº 3.278/2021, que institui o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano no Brasil, aprovado pelo Congresso Nacional em maio. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União, neste domingo (14).

A nova legislação tem como objetivo modernizar a política de transporte público no país, diversificando as fontes de financiamento, aprimorando a regulação e fortalecendo a gestão dos sistemas urbanos de mobilidade. O texto busca ainda reduzir a dependência da tarifa paga pelos passageiros como principal fonte de custeio dos sistemas de transporte coletivo.

Entre os principais do novo marco está a possibilidade de usar receitas provenientes de publicidade, exploração comercial de espaços públicos e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) para subsidiar tarifas e financiar a operação dos sistemas. A Cide é um tributo federal, criado em 2001, incidente sobre a importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus derivados.
 
O Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano também abre espaço para o debate sobre a implementação da tarifa zero em municípios que possuam condições financeiras para adotar o modelo.

O texto estabelece diretrizes para a organização, planejamento, regulação, financiamento e prestação dos serviços de transporte público coletivo urbano e de caráter urbano. Além disso, promove mudanças na Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) e no Estatuto da Cidade, fortalecendo a integração entre planejamento urbano e sistemas de transporte.

Vetos presidenciais

Ao sancionar a lei, o presidente Lula vetou dispositivos considerados pelo governo potencialmente prejudiciais à sustentabilidade fiscal e à autonomia dos entes federativos.

Um dos trechos retirados estão os que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos próprios, além de dispositivos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras. Para o governo federal, essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão orçamentária e comprometer benefícios já existentes.

Também foram vetadas propostas relacionadas às competências dos entes federativos, como a obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais e a previsão de subsídios federais para tarifas de transporte local. A justificativa apresentada foi a preservação da autonomia administrativa de estados e municípios e a prevenção da criação de novas despesas obrigatórias para a União.
Daniel Serrano

MP do frete emperra no Congresso sob pressão do agro e da indústria, e caminhoneiros ameaçam parar

Nesta semana, caminhoneiros autônomos articulam mobilização da categoria em Brasília, para pressionar o Congresso pela tramitação do texto
A fiscalização eletrônica da tabela do frete dos caminhoneiros, implantada recentemente pelo governo para ampliar o controle sobre os valores mínimos pagos no transporte de carga, se converteu em uma intensa disputa política no Congresso envolvendo agronegócio, indústria e caminhoneiros, além de abrir um flanco de batalha no STF (Supremo Tribunal Federal).

No alvo está a medida provisória (1.343/2026) editada em março pelo governo Lula para endurecer a fiscalização da tabela do frete, uma antiga reivindicação dos caminhoneiros autônomos. Com a MP, o governo conseguiu afastar as ameaças de paralisação da categoria em pleno ano eleitoral, turbinada pela alta no preço do diesel. O problema é que essa MP corre sério risco de caducar.

Nesta semana, caminhoneiros autônomos articulam mobilização da categoria em Brasília, para pressionar o Congresso pela tramitação do texto.

A medida foi publicada em 19 de março, quando passou a valer imediatamente. Como toda MP, ela precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se transformar em lei. Ocorre que o texto segue até agora sem nenhuma deliberação.

A validade inicial de 60 dias acabou e a medida foi prorrogada por mais 60 dias. Com vigência até 16 de julho, o texto nem sequer teve instalada a comissão mista responsável por analisar a medida, apesar de já ser alvo de 427 emendas parlamentares. Ainda assim, não há presidente, vice-presidente nem relator nomeados.

Lideranças dos caminhoneiros acusam lobistas e parlamentares ligados ao agronegócio e à indústria de atuarem para impedir o avanço da proposta, com o objetivo de evitar que os valores pagos aos caminhoneiros autônomos subam.

"Estão fazendo um boicote à MP, para atingir diretamente os transportadores autônomos. Esquecem que representamos 62% do transporte rodoviário de cargas do país. Já estamos mobilizados. Se o texto não virar lei, vamos parar em todo o país", diz Wallace Landim, o Chorão, presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos).

A MP nasceu em meio às pressões dos caminhoneiros para fortalecer a política do piso do frete, criada após a greve nacional da categoria, em 2018. A tabela estabelece valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas e tem como objetivo impedir que caminhoneiros aceitem fretes muito baixos, precarizando o trabalho da categoria.

O foco da tabela do frete são os autônomos, que têm menor poder de negociação do que grandes transportadoras. Enquanto empresas do setor contam com frotas, contratos permanentes e estrutura comercial para negociar preços, os autônomos geralmente dependem de um único caminhão e do negócio fechado em cada viagem.

A categoria argumenta que, sem um piso mínimo, fica vulnerável ao poder econômico de grandes embarcadores, como tradings, indústrias e frigoríficos. Por isso, vê a tabela como uma forma de proteção econômica e de equilíbrio nas negociações.

O que a MP fez foi transformar a fiscalização dessa tabela em um processo praticamente digital. A medida ampliou o uso do Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), e do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), documentos que permitem à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) cruzar automaticamente informações sobre transportadores, rotas, cargas e valores pagos.

Com isso, a estrutura de monitoramento passou a ser capaz de identificar em larga escala operações realizadas abaixo dos valores mínimos da tabela. A ANTT afirma que não existe multa automática e que os sistemas apenas geram indícios de irregularidade, posteriormente analisados por fiscais. Para o agro e a indústria, porém, o modelo se tornou um "radar eletrônico do frete".

No STF, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) puxam uma ofensiva contra a MP e a tabela do frete, sob alegação de que o governo criou uma indústria eletrônica de multas baseada no cruzamento automático de dados.

Dados da CNI apontam que a fiscalização eletrônica já gerou, até março, mais de 192 mil autuações, com potencial de R$ 2 bilhões em multas. A projeção apresentada pela entidade indica que o volume pode chegar a 390 mil autuações até o fim do ano, com R$ 4,1 bilhões em arrecadação.

Por meio de nota, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que representa a bancada ruralista no Congresso, declarou que "defende o cumprimento da legislação e a valorização do transporte rodoviário de cargas" mas que "a preocupação apresentada por entidades do setor produtivo está relacionada à metodologia adotada para o cálculo da tabela e, principalmente, ao modelo de fiscalização eletrônica implementado pela ANTT, que tem gerado elevado volume de autuações automáticas e insegurança jurídica para contratantes e transportadores".

A FPA diz que entende que a fiscalização é necessária, mas cobra uma revisão da metodologia da tabela, "considerando fatores como diferenças regionais, frete de retorno, perfil das cargas e características da frota nacional".

O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA, diz que não há revanchismo. "A discussão nunca foi contra os caminhoneiros. O que está sendo questionado é uma metodologia que não reflete a realidade do transporte e um modelo de fiscalização eletrônica que pode gerar bilhões em multas automáticas sem a transparência necessária", comentou.

Segundo o deputado, a FPA não atua no tema e nem participou da sua elaboração. "O que fizemos foi alertar formalmente o governo, desde 2025, sobre os problemas na metodologia da tabela e nos mecanismos de fiscalização. O debate não é agro contra caminhoneiro, mas a construção de um modelo que garanta remuneração adequada ao transportador sem gerar insegurança jurídica e distorções para toda a cadeia logística do país."

Parte das críticas do agro e da indústria se concentra nas punições previstas pela MP. O texto permite multas que podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões em casos de reincidência, além de outras sanções administrativas. Para os setores empresariais, as medidas criam insegurança jurídica, elevam custos logísticos e aumentam a intervenção estatal sobre relações privadas entre contratantes e transportadores.

Procuradas pela reportagem, CNI e CNA não comentaram o assunto. A Folha também questionou a ANTT, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério dos Transportes sobre o tema. Não houve resposta até a publicação deste texto.

Segundo Wallace Landim, representante dos caminhoneiros, tradings agrícolas passaram a boicotar caminhoneiros autônomos, contratando serviços de grandes transportadoras.

"Estão criando esse monopólio, esse boicote na categoria. Recebi muita ligação da região do Centro-Oeste, de pessoal que não está trabalhando. Por isso, a mobilização é nossa única forma de reagir", disse.
Por André Borges/Folhapress

Trump anuncia acordo com o Irã e reabertura do Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo a conclusão de um acordo com o Irã para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro. Segundo o republicano, o entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo, além do fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos. A assinatura oficial do memorando está prevista para a próxima semana, na Suíça, com mediação do Paquistão e do Catar. A reportagem é do jornal O Globo.

O governo iraniano confirmou avanços nas negociações e afirmou que o documento contempla pontos considerados essenciais por Teerã, incluindo questões ligadas ao programa nuclear, ao desbloqueio de recursos financeiros e à situação de segurança regional. Apesar disso, autoridades iranianas ressaltaram que ainda analisam os termos finais do acordo e que acompanharão de perto o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.

O anúncio ocorreu em meio a um cenário de forte tensão no Oriente Médio. Horas antes, Israel realizou ataques contra alvos ligados ao Hezbollah em Beirute, provocando críticas de Trump, que afirmou que a ação colocou em risco as negociações. Caso seja formalizado, o acordo poderá representar um passo importante para reduzir os confrontos na região, incluindo possíveis avanços em relação à guerra no Líbano e às disputas envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

Seis pessoas morrem após colisão de 2 helicópteros no Rio de Janeiro

Uma colisão entre dois helicópteros causou a morte de seis pessoas neste domingo (14) no Rio de Janeiro
Uma colisão entre dois helicópteros causou a morte de seis pessoas neste domingo (14) no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste da cidade, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

As duas aeronaves caíram em um pátio de estacionamento de uma concessionária da BYD, de carros elétricos.

Todas as vítimas eram tripulantes das aeronaves. Cinco delas estavam no helicóptero que ia em direção a Angra dos Reis e havia acabado de decolar.

No outro, que tinha saído do aeroporto Santos Dumont para abastecimento, havia apenas o piloto, que também morreu.

Em entrevista à GloboNews, o porta-voz dos bombeiros, Fábio Contreiras, disse que uma aeronave não explodiu e está a cerca de cem metros da outra no pátio. A outra, ainda segundo ele, atingiu em torno de 20 veículos no local.

Contreiras acrescentou que algumas peças foram encontradas a centenas de metros do local, sugerindo que o incêndio resultante da queda teve uma energia muito alta.

A identidade das vítimas ainda não foi informada pelas autoridades, mas o delegado Alan Luxardo, da Polícia Civil, afirmou que, inicialmente, todos são homens.

"Houve uma colisão no ar e as aeronaves vieram ao chão", afirmou ele em entrevista à GloboNews. "Estamos apurando a causa, a princípio parece que houve uma falha humana."

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), disse em entrevista ao canal de TV que os pilotos envolvidos no acidente eram experientes e que conhecia um deles pessoalmente. Ainda segundo ele, as famílias das vítimas já foram avisadas.

O governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, afirmou em nota que acompanha a atuação dos órgãos estaduais mobilizados para o atendimento.

"Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas da tragédia", disse o governador.

A FAB (Força Aérea Brasileira) declarou que investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foram acionados para a ação inicial de ocorrência. O órgão será o responsável por investigar as causas do acidente.

Os helicópteros envolvidos no acidente têm as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, segundo a FAB. As duas têm situação normal de aeronavegabilidade e não estão autorizadas a operar com táxi aéreo.

A aeronave de prefixo PP-MAC é um Bell 206B, de 1999.

A outra, PR-DJJ, é um modelo AS 350 B2, de 2012.

Os bombeiros foram acionados às 8h59 e atuam no local com apoio de equipes especializadas do Grupo de Operações Aéreas e Especiais (GOEsp). Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência.

Moradores relataram ter ouvido uma explosão e visto na sequência algo caindo do céu, seguido do surgimento de fumaça.
Atualização: 
Polícia identifica seis vítimas de colisão entre helicópteros no Rio de Janeiro
Oliver Tree
A Polícia Civil identificou as seis vítimas fatais do acidente envolvendo dois helicópteros ocorrido neste domingo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Entre os mortos estão os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além dos passageiros Lucas Brito Chaves, Nickel Oliver Tree, Lucas Vignale e Gaspar Prim Díaz. As aeronaves colidiram no ar e caíram sobre um pátio de veículos, provocando um incêndio que atingiu diversos carros. A reportagem é do jornal O Globo.

Entre as vítimas estavam personalidades conhecidas das redes sociais e da indústria do entretenimento. O norte-americano Oliver Tree, cantor e produtor musical com milhões de seguidores nas plataformas digitais, estava no Brasil acompanhado dos argentinos Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, influenciador e youtuber, e Lucas Vignale, diretor audiovisual que havia participado recentemente do Festival de Berlim com seu primeiro longa-metragem.

As investigações sobre as causas do acidente serão conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo informações preliminares, os dois helicópteros estavam com a documentação e as condições de aeronavegabilidade regulares. Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas e na remoção dos destroços, enquanto peritos recolheram objetos pessoais das vítimas, incluindo equipamentos de fotografia e filmagem encontrados no local.

Por Italo Nogueira e Artur Búrigo/Folhapress

Ibirataia: Esquenta Junino movimenta município e reúne grande público na Praça Basílio Miguel de Souza

Evento abriu a programação oficial do São João 2026 com shows, cultura nordestina e transmissão da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

A Prefeitura de Ibirataia realizou, neste sábado (13), o primeiro Esquenta Junino na Praça Basílio Miguel de Souza, marcando o início da programação oficial do São João 2026. O evento reuniu moradores, visitantes e lideranças políticas em uma grande celebração da cultura nordestina. Além das atrações musicais, a gestão municipal instalou um telão para que a comunidade acompanhasse a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, promovendo um momento de integração e confraternização.
A programação contou com apresentações de Arriba Saia, Pagodão das Antigas, Cupim de Ferro e Mara Magalhães, além da participação de bandas locais que animaram o público durante toda a noite. A diversidade musical foi planejada para valorizar os artistas e fortalecer as tradições juninas do município. O evento também contou com a presença do presidente da CERB, Jayme Vieira, da primeira-dama Luanna Figueiredo, vereadores, secretários municipais, lideranças políticas e representantes da comunidade.

Presente no evento, o prefeito Sandro Futuca destacou a importância de investir na cultura e na valorização das tradições locais. “O Esquenta Junino foi preparado com muito carinho para nossa população. Além de celebrar a força da cultura nordestina, proporcionamos um espaço de lazer, entretenimento e união para as famílias de Ibirataia. Esse é apenas o começo de uma programação especial que estamos realizando para fortalecer nossas tradições e movimentar a economia local”, afirmou o gestor. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a promoção da cultura, do turismo e do desenvolvimento econômico do município.

Fadiga, perda de aliados e falta de renovação desafiam novo ciclo eleitoral de Lula e do PT na Bahia

Depois de 20 anos ininterruptos governando o Estado, o PT da Bahia caminha para as urnas em 2026 acompanhado do mesmo fenômeno que ronda e desafia a pretensão de reeleição do presidente Lula (PT): a fadiga política.

A tarefa de convencer o eleitorado a renovar o contrato social do voto por mais quatro anos com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) encontra resistência tanto na dificuldade de apresentar um horizonte efetivamente novo para o futuro do Estado quanto no desgaste acumulado em temas que lideram as preocupações dos baianos, como segurança pública e saúde.

Este ano, mais uma vez o Atlas da Violência mostrou que a Bahia manteve a posição inglória de líder nacional em número absoluto de homicídios, com 6.061 mortes violentas. Na saúde, o drama da famigerada fila da regulação se acentuou, elevando em 213% o tempo de espera por atendimento, segundo relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).

Ancorada por Lula, a vitória de Jerônimo em 2022 se deu, todavia, em bases atípicas para um grupo que nutria até então uma sensação de hegemonia serena constituída com quatro disputas anteriores liquidadas em primeiro turno por Jaques Wagner e Rui Costa de 2006 a 2018.
Naquele pleito a soma dos votos de Neto e João Roma (PL) - agora unidos numa única chapa - foi maior que o total recebido por Jerônimo no primeiro turno. Foi justamente a fragmentação da oposição que levou a disputa para o segundo turno, o que tende a não se repetir.

Nos últimos anos, o arco de alianças que sustentou a longevidade do projeto petista começou a apresentar fissuras relevantes. Em 22, o então vice-governador João Leão rompeu uma parceria de mais de uma década e levou o PP para a oposição. Agora, em 2026, foi a vez do senador Angelo Coronel (ex-PSD, atualmente no Republicanos) ser excluído da chapa majoritária diante da decisão do PT de lançar uma composição puro-sangue, com Jerônimo disputando a reeleição e os ex-governadores Rui e Wagner concorrendo às duas vagas ao Senado.

Para o professor e cientista político Paulo Fábio Dantas, esse processo reflete o esgotamento de um modelo político que marcou a ascensão do PT ao poder no Estado.

“Na Bahia há um arranjo de poder que evidentemente se desgastou e caducou. O que não quer dizer que ele não tenha sido importante”, assinala o professor e cientista político Paulo Fábio Dantas em entrevista ao Política Livre.

Segundo ele, o modelo político erguido por Wagner em 2007 tinha potencial para proporcionar ao grupo uma longevidade semelhante à experimentada pelo carlismo, mas deixou de ser renovado a partir da chegada de Rui Costa ao governo.

“Eu acho que Rui cumpriu muito bem a tarefa de manter o esquema que estava ali dentro do possível. O que ele não foi capaz foi de encontrar um Rui Costa para ele, como Wagner encontrou ele. Ele tinha que preparar alguém que pudesse renovar, e não foi feito. Jerônimo foi um improviso. Porque justamente a visão da política de Rui foi a visão da política imediata, da política pequena. Da obra, da correria, de responder à conjuntura. Não houve ali uma visão larga de montagem de um esquema político que pudesse apontar a perspectiva de futuro. Então, eu acho que o arranjo político perdeu densidade, perdeu discurso, perdeu efetividade. Ele está, de fato, desgastado”, observa.

Sequelas nacionais

Na avaliação do cientista político, esse desgaste também dialoga com mudanças ocorridas no cenário nacional desde o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando o ambiente político brasileiro passou a deslocar-se para a centro-direita, ainda que o PT baiano tenha conseguido preservar alianças locais com partidos que se tornaram adversários em Brasília.

“Na eleição de Rui Costa em 2014, você passa a ter esse arranjo já na defensiva. Eles estão há 12 anos na defensiva, tentando se manter […] No momento da eleição de 2018, quando o Rui se reelegeu, já era um momento do PT começar a pensar num outro arranjo político porque aquele já tinha feito água no país”.

Mas diferente disso, Rui passou a criar arestas e “entrou num processo até de emulação, de competição com a figura do Wagner, e isso reduziu as possibilidades. Esse grupo, em vez de se ampliar, ele começa a diminuir”.

“Portanto, você tem já desde 2018, a meu ver, mas principalmente a partir de 2022, que esse sistema governista baiano precisa se renovar no sentido de voltar a jogar expectativas de renovação, de futuro, de horizonte para o Estado. Isso não está acontecendo”, prossegue Paulo Fábio.

Se por um lado o desgaste acumulado ao longo de duas décadas cria dificuldades para o PT renovar seu mandato junto ao eleitorado, por outro abre uma janela de oportunidade para a oposição voltar a disputar o governo em condições mais competitivas, desde que não cometa o pecado de se abraçar às querelas nacionais do bolsonarismo.

“Acho que o grande desafio para ele [ACM Neto] é conseguir fazer isso sem ceder à polarização nacional e não se enganchar com Flávio Bolsonaro. Porque se ele fizer isso num estado como a Bahia é um presente que o PT pediu aos céus para a ganhar a eleição”, afirma Paulo Fábio.

“Se aproximar do bolsonarismo na Bahia é um suicídio eleitoral”, frisa.

Embora não tenha anunciado oficialmente seu presidenciável, ACM Neto já afirmou que não ficará no “tanto faz” do qual foi acusado na eleição passada. A tendência mais provável é apoiar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que chegou a lançar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em Salvador ao lado de Neto e Bruno Reis, quando ainda estava no União Brasil.

Fadiga e interdependência de Lula

Lula e o PT da Bahia nutrem uma relação de interdependência de voto no Estado de modo mais marcante a partir de 2007 com a eleição de Wagner, fazendo do solo baiano um dos principais redutos petistas do país, garantindo votações expressivas nas eleições presidenciais, enquanto Lula, por sua vez, demonstrou elevada capacidade de transferência de votos para candidatos aliados nas disputas locais, como ocorreu com a eleição de Jerônimo.

Essa conexão ajuda a explicar por que o desempenho do presidente em 2026 será decisivo para as pretensões do PT baiano de permanecer no Palácio de Ondina.

Mas a despeito do passivo temporal que também desafia o Lula 3, o cientista Paulo Fábio diz que o principal problema enfrentado por ele decorre do distanciamento entre as expectativas criadas durante a campanha de 2022 e a forma como conduziu seu terceiro mandato.

Com 12 anos na presidência, Lula é o terceiro governante com mais tempo no poder no Brasil, atrás apenas de Dom Pedro II (49 anos) e Getúlio Vargas (18).

“Eu duvido é que isso tenha o peso decisivo, como o pessoal da área de marketing costuma atribuir. Claro que existe a fadiga, eu não vou negar o óbvio. Mas na minha interpretação, o que está fazendo o governo Lula e a própria reeleição dele patinar é o fato dele ter tido na mão um mandato para pacificar o país […] e ele não conseguiu realizar a missão para a qual foi eleito, que era a de virar a página daquilo que tinha acontecido no Brasil do impeachment até 2022. Ele não conseguiu fazer isso, ficou no pântano”, destaca o professor.

Nesse sentido, abre-se espaço para a hipótese de que o próprio Lula teria procedido de tal forma a fim de que seu adversário fosse novamente o bolsonarismo, sob pena de dar de ombros de pacificar o país.

“É uma promessa não cumprida. E isso tem um custo eleitoral”, salienta Dantas.

“A verdade é que Lula não governou o país nesses três anos e meio como um presidente de uma grande frente cívica nacional para tentar pacificar o país. Ele governou o país como um petista em luta contra o bolsonarismo, como alguém do campo da esquerda enfrentando uma luta contra a direita. Evidentemente que isso entra em colisão com uma expectativa geral que foi criada numa parte do eleitorado que o elegeu. Quer dizer que ele vai perder a eleição? Não, ele pode se reeleger dentro daquele jogo das rejeições”, completa.

Por Política Livre

PRF apreende Haxixe “Ice” escondido dentro de para-choque de veículo na BR-381 em Betim (MG)

Droga apreendida durante Operação Cerco Fechado seguia para região central de BH (MG)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem por tráfico de drogas, na madrugada deste sábado (13), após localizar cerca de 16,8 quilos de haxixe do tipo “Ice” escondidos em um veículo na BR-381, em Betim (MG).

A ocorrência foi registrada durante patrulhamento tático realizado pela PRF na altura do km 499 da rodovia, quando os policiais deram ordem de parada a um automóvel VW Nivus.

Durante a abordagem, o condutor apresentou nervosismo excessivo e forneceu informações contraditórias sobre a viagem, o que motivou uma fiscalização mais detalhada do veículo.

Utilizando técnicas avançadas de fiscalização, os policiais localizaram aproximadamente 16,8 quilos de Haxixe na modalidade conhecida como “Ice”, um derivado concentrado da cannabis com elevado valor no mercado ilícito. A droga estava escondida no interior do para-choque do automóvel.

Questionado sobre o transporte do entorpecente, o homem, de 44 anos, afirmou que iria entregar o veículo na região central de Belo Horizonte (MG).

Diante dos fatos, ele foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado à Central Estadual do Plantão Digital da Polícia Judiciária em Betim (MG), juntamente com o veículo e a droga apreendida.
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Justiça e Segurança

Lula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (13) para a cidade de Évian-les-Bains
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (13) para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará, como convidado, da Cúpula do G7, o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.

É a 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também participa como membro institucional.

A ida de Lula acende a expectativa para possíveis interações com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de novo tensionamento entre os dois países, duas semanas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras.

O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano pelo governo de Trump contra supostas "práticas desleais" do Brasil no comércio com os EUA. Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente" empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o WhatsApp Pay.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump. Se algum encontro entre os dois líderes ocorrer na França, será pouco mais de um mês da última reunião de ambos, na Casa Branca, em Washington, no início de maio.

Na ocasião, segundo Lula, equipes dos dois governos foram orientadas a apresentar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e da investigação comercial do USTR, o que efetivamente ainda não aconteceu.

"Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo", afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10).

Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou para a aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Veto à carne brasileira
Outro foco de atenção na viagem de Lula ao G7 passa pela relação com a União Europeia. Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial do dia 5 de junho.

Também não há definição sobre um possível encontro de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, que acompanha diretamente as tratativas.

Brasil e Japão
Enquanto não se confirmam as reuniões bilaterais de Lula durante a cúpula do G7, um encontro que já está certo na agenda será com a primeira-ministra do Japão é Sanae Takaichi. Ela fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir o principal cargo do Executivo no país asiático, tomando posse em outubro de 2025.

Este será o primeiro encontro oficial entre ambos e há uma expectativa de se abrir negociações em torno de um futuro acordo do Japão com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

A cúpula do G7 deste ano, presidida pela França, ocorre de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, o grupo convidou líderes de outros países importantes, como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Outra provável reunião bilateral de Lula deverá ser com o anfitrião do evento, o presidente francês Emmanuel Macron.

Sessões deliberativas
O Itamaraty confirmou que Lula participará de três eventos durante o G7.

O primeiro, no dia 16, é uma sessão de líderes em que o presidente brasileiro discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento. A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade.

No dia 17, em outra sessão de líderes, Lula vai abordar o tema do crescimento econômico equilibrado, ocasião em que falará com ênfase sobre a necessidade de reforma da governança global, especialmente instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA).

Por Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

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