Trump admite indultos preventivos a aliados e promete vetos se democratas vencerem eleição

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 2, que poderá conceder ""indultos preventivos" a integrantes de seu governo se considerar necessário protegê-los de eventuais ações de democratas. Em entrevista ao podcast Pod Force One, ele também prometeu vetar propostas da oposição caso os republicanos percam o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato (midterms) desta terça-feira, 3.

Questionado sobre a possibilidade de perdoar antecipadamente aliados diante de ameaças de investigações, Trump citou o antecessor Joe Biden. "Foi o que Biden fez. Ele concedeu indultos a todo mundo", disse. Ao ser questionado se adotaria a mesma estratégia, respondeu: "Eu faria, se fosse necessário. Claro".

Sobre a possibilidade de estender a medida a todos que trabalharam para ele, Trump acrescentou: "Nem pensaria duas vezes. Eu faria. Fiz isso pelos envolvidos no 6 de janeiro", disse em referência à invasão do Capitólio em 2021.

Na véspera da votação que renovará a Câmara dos Representantes e parte do Senado, Trump pediu votos para preservar as maiorias republicanas. Pesquisas apontam risco de avanço democrata, sobretudo na Câmara.

Em outro momento da entrevista, o republicano afirmou que, diante de um Congresso sob comando democrata, se tornaria o "Sr. Veto". "Não vou deixar que eles governem. E, em algum momento, provavelmente faremos acordos", declarou. Na visão do presidente, uma sequência de vetos acabaria obrigando a oposição a negociar com a Casa Branca.

Ele mencionou o trilionário Elon Musk, alegando que democratas discutem prendê-lo, confiscar as suas fábricas ou nacionalizar a SpaceX. "Teremos de proteger essas pessoas", disse.

Por Pedro Lima / Estadão Conteúdo

Internada, Márcia Goldschmidt preocupa fãs após receber resultados inesperados de exames

Foto: Reprodução / Instagram @marcia.golds
A apresentadora Márcia Goldschmidt deixou seguidores preocupados ao compartilhar atualizações sobre seu estado de saúde durante o fim de semana.

Internada, ela publicou um vídeo neste domingo (1º) em que contou que provavelmente precisará permanecer no hospital após receber resultados de exames diferentes do que esperava.

Aos 64 anos, Márcia apareceu na gravação deitada em uma cama hospitalar e aproveitou para agradecer às pessoas que têm acompanhado sua situação. Apesar de demonstrar preocupação com os resultados, ela destacou o carinho recebido dos seguidores e disse se sentir amparada pelas mensagens de apoio.

"Gente, ainda estou aqui e, pelo jeito, vou ficar. Só queria agradecer a vocês. Estou aqui no hospital, mas me sentindo tão acompanhada por vocês. Muito obrigada. Os resultados não são lá o que eu gostaria que fossem, mas obrigada. Estou sentindo que vocês estão torcendo por mim", afirmou.

A publicação provocou uma série de perguntas sobre o que teria levado à internação. Alguns seguidores quiseram saber se a apresentadora enfrentava uma doença grave, enquanto outros preferiram deixar mensagens de incentivo e desejar uma recuperação rápida. Márcia curtiu um dos comentários, mas não esclareceu publicamente o motivo de sua hospitalização.

Entre as manifestações de carinho, a atriz Erika Januza escreveu uma mensagem desejando saúde à apresentadora. Astrid Fontenelle também deixou um recado breve: "Melhoras". Outros internautas demonstraram preocupação e pediram notícias sobre a evolução do quadro.

Na madrugada desta segunda-feira (2), Márcia voltou a usar as redes sociais para atualizar o público. Por meio dos stories, contou que atravessava um momento difícil e agradeceu novamente pelas mensagens e pela torcida dos seguidores.

A apresentadora não informou qual problema de saúde motivou a internação nem divulgou detalhes sobre os exames realizados. Procurada pela reportagem para comentar a situação, ela não havia respondido até a publicação do texto.
Por Folhapress

Fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA após derrota leva militares a abraçarem Tarcísio

Foto: Divulgação
Quando Jair Bolsonaro (PL) partiu para os Estados Unidos sem reconhecer a derrota após a eleição de 2022, muitos militares criticaram o gesto. Essa fatia da sociedade vinha votando em peso nele desde 2018, e alguns dos seus integrantes participaram da trama golpista para tentar impedir a posse de Lula (PT).

Quatro anos depois, mesmo os que criticavam Bolsonaro voltaram a apertar 22, com adesão maciça da chamada "família militar" -integrantes ativos e inativos das Forças Armadas e seus parentes, incluindo pensionistas- à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), até porque do outro lado estava Lula, e o antipetismo segue inabalável na caserna.

O desfecho da campanha de 2026, com outra fuga de um Bolsonaro para os EUA após ser derrotado, nova contestação do resultado eleitoral e uma carta golpista e fantasiosa, provocou uma onda ainda maior de críticas entre seus apoiadores fardados.

Ao mesmo tempo, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já era o nome favorito dos militares para uma candidatura presidencial, começou a se descolar do bolsonarismo e admitiu, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que considera tentar o Planalto ao final de seu novo mandato, em 2030.

Os dois movimentos bastaram para instalar entre militares uma adesão entusiasmada e campanha antecipada pelo governador de São Paulo, capitão da reserva do Exército que trocou a farda pelo serviço público em 2008 e entrou para a política em 2018, para ser ministro de Bolsonaro.

A reportagem ouviu integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, incluindo ex-comandantes de Forças e oficiais que trabalharam em diferentes governos nas duas últimas décadas. Eles falaram sob anonimato, alegando que o momento político continua instável e que suas manifestações poderiam provocar ruídos.

Um oficial-general que atuou no Congresso e em diferentes governos sintetizou a revolta com a fuga de Flávio, criticada por todos os entrevistados: deixar o país sem reconhecer a derrota nem dar satisfação aos milhões que votaram nele corresponde ao gesto do comandante que abandona sua tropa, atitude imperdoável para um militar.

Para outro oficial, a indignação com a atitude do candidato derrotado não é uma questão de política ou ideologia, mas de valores como caráter, honra, lealdade e gratidão. Uma terceira fonte disse que a decepção é maior do que o suposto heroísmo que ele tentou imprimir ao alegar que era perseguido político.

Um ex-comandante de Força declarou esperar que Lula tenha a "sabedoria de tentar pacificar o país" e cunhou uma boutade que resume o sentimento pós-eleitoral na caserna: "Menos Janja, mais Alckmin. Menos Bolsonaro, mais Tarcísio".

O governador de São Paulo é apontado pelos entrevistados como o político mais alinhado aos valores conservadores da "família militar" e ao mesmo tempo o mais preparado para um voo presidencial, por ter servido a três diferentes governos (Dilma, Temer e Bolsonaro) e comandar o estado mais rico e populoso do país.

Mas, num meio tão corporativo e endógeno, o que sobressai na adesão a Tarcísio é seu passado militar. Como lembra um coronel recém-transferido à reserva, enquanto Bolsonaro deixou o Exército como persona non grata (livrou-se por um triz de ser expulso) e "saiu pela porta dos fundos, o Tarcísio saiu pela porta da frente, passando em concurso público".

Para esse mesmo oficial, a formação de Tarcísio no IME (Instituto Militar de Engenharia) após concluir a Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) e a atuação numa companhia de engenharia na Minustah (a missão de paz da ONU no Haiti liderada militarmente pelo Brasil) tornam o governador de São Paulo mais ligado ao Exército do que Bolsonaro e seus filhos.

Apesar de Tarcísio ter sido ungido por Bolsonaro e até hoje ter evitado confrontar seu padrinho político, militares apostam que o rompimento se dará no próximo ciclo eleitoral.

Na caserna vigora a avaliação de que, como em todos os estratos do bolsonarismo, os integrantes mais radicais da "família militar" optarão por continuar abraçados aos Bolsonaros, seja qual for seu líder. Mas a aposta é que, concretizada uma cisão com Tarcísio, a maioria deve aderir ao governador de São Paulo.

Mesmo oficiais que reconhecem os dois primeiros mandatos de Lula como o melhor momento das Forças Armadas no passado recente -dada a situação orçamentária que permitiu investimentos em projetos estratégicos de Exército, Marinha e Aeronáutica- optaram por Flávio na eleição recém-encerrada.

Ao antipetismo atávico se somou a revolta dos militares com o STF (Supremo Tribunal Federal), cuja atuação no julgamento da trama golpista foi considerada enviesada e alinhada ao governo Lula. Uma queixa recorrente é de que o 8 de Janeiro não teria sido um movimento golpista, mas uma "baderna" como a que movimentos sociais de esquerda já promoveram em Brasília sem consequências semelhantes.

Outra é em relação à dosimetria. Mesmo os oficiais que concordam que deveria ter havido punição aos colegas envolvidos com ruptura institucional consideram que as penas aplicadas foram excessivas.

Tarcísio também faz seus acenos aos ex-colegas de farda. Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o governador elogiou o trabalho do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, benquisto entre os militares e louvado na caserna por atuar pela pacificação das relações civis-militares mesmo após a trama golpista ter tido o envolvimento de integrantes das Forças Armadas.

Dos 29 condenados pelo STF no processo principal da trama golpista, 21 são militares das Forças Armadas (dois deles tiveram as penas substituídas por multas), e a maioria dos restantes era oriunda das Polícias Federal, Civil e Rodoviária Federal -isso sem contar os cinco coronéis da cúpula da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) condenados e presos por omissão nos ataques do 8 de Janeiro.

O dano à imagem das Forças Armadas decorrente desse processo levou Múcio e os atuais comandantes a trabalhar para coibir manifestações políticas e candidatura de militares da ativa, que diminuíram em relação às últimas eleições.

De toda forma, a militarização da política, crescente desde a ascensão do bolsonarismo, segue uma realidade. Como mostrou a Folha, o número de militares e policiais de forças de segurança eleitos (incluindo da reserva e reformados) cresceu em 2026 e retomou o nível recorde atingido com Bolsonaro.

Enquanto isso, continua parada no Congresso a PEC que tenta evitar que militares da ativa das Forças Armadas sejam candidatos, forçando que, ao registrarem a candidatura, sejam automaticamente transferidos para a reserva. A proposta tem forte resistência na caserna.

Por Fabio Victor / Folhapress

Filha de brasileiros era copilota de avião que caiu na Flórida e deixou 9 mortos

 Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto aos 17 anos. Jovem sonhava em trabalhar na aviação comercial.

A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do avião particular que caiu no domingo (1º) em Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, matando as nove pessoas que estavam a bordo. A informação foi confirmada ao g1 por familiares da jovem.

A aeronave, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. O avião caiu em uma área residencial e explodiu após atingir o solo. Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy.

Nathalia ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a habilitação para dirigir.

Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e foi entrevistada pela emissora americana CBS12 News sobre sua trajetória na aviação.
Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões.

“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora.

O interesse pela aviação começou cedo. Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio.

Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha.

A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular.
Nathalia Filgueiras aparece nos controles de uma aeronave durante voo, em imagem compartilhada nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes sociais
Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço.

A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio.

Em entrevista à CBS12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro.

“Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse.

Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano.
Nathalia Filgueiras aparece na cabine de um avião Learjet 60, em foto compartilhada nas redes sociais em março de 2026 — Foto: Reprodução/Threads
🔎 Nos EUA, a idade mínima para obter uma licença de piloto particular é de 17 anos, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA). Para isso, o candidato precisa cumprir os requisitos de treinamento, acumular pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular de formação e ser aprovado em exames teóricos e práticos.

Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo.

Para atuar como copilota de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, que variam conforme a aeronave e o tipo de operação.

Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares.

Nas redes sociais, Nathalia também compartilhava momentos de sua rotina na aviação e comemorava conquistas profissionais.

Em uma publicação de março de 2026, a jovem apareceu na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento.


“Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu na legenda.
Por Redação g1 — São Paulo

Rogério Marinho vai defender que direita divulgue voto em estratégia para derrotar Alcolumbre

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que defenderá que os senadores de direita divulguem seus votos publicamente na eleição para a presidência da Casa em 1º de fevereiro de 2027, numa estratégia para evitar que integrantes do grupo votem secretamente pela reeleição do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

"Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?", disse à reportagem.
A intenção de Marinho é garantir que os votos dos senadores eleitos pela direita sejam de fato direcionados para a candidatura de oposição. Além dele, Tereza Cristina, do PP, quer concorrer. O voto é secreto e Alcolumbre aposta neste sigilo para obter o apoio de parte da direita.

Os senadores do PL vão se reunir na quarta-feira (4) para definir a estratégia contra Alcolumbre e devem lançar a candidatura de Marinho à Presidência.

Parte da sigla argumenta que é melhor abrir negociações com o atual presidente após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para evitar que a legenda fique sem espaços no Senado. Outro grupo prefere desafiá-lo, com a tese de que há votos suficientes para vencer.

A direita cresceu no Senado e será maioria na Casa. A oposição somará 29 senadores do PL e mais três do partido Novo. Além disso, Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão mais 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. Para eleger o presidente do Senado, é preciso o voto de 41 dos 81 senadores.

Alcolumbre e Marinho dizem ter 48 votos cada, o que significa que as duas contagens incluem alguns dos mesmos senadores. O presidente do Senado tem uma extensa lista de favores e relação de amizade com os atuais parlamentares, e aposta nisso para obter o apoio de parte da direita.

O voto aberto, na visão de bolsonaristas, pode ajudar a evitar traições e garantir a vitória. Os eleitos pela direita disputaram a eleição com discurso baseado em críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), e Alcolumbre é contrário ao impeachment de ministros, o que o tornou alvo de ataques.

O próprio presidente do Senado apostou nessa estratégia do voto aberto quando foi eleito pela primeira vez, em 2019, com apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, ele tentava se aproveitar do desgaste de Renan Calheiros (MDB-AL) e da chegada de novos senadores eleitos na onda contrária à política tradicional.

A manobra de Alcolumbre para que o voto fosse aberto daquela vez foi derrubada pelo STF, numa liminar do ministro Dias Toffoli proferida no meio da madrugada, mas senadores declararam seus votos de forma voluntária e mostraram a cédula de votação antes de levá-la à urna.

Parte dos aliados de Alcolumbre nos partidos de direita deve enfrentar agora o mesmo problema que outros políticos sofreram naquela ocasião. Esses parlamentares admitem que, publicamente, é difícil declarar voto no atual presidente do Senado devido à pressão dos eleitores.

Na última terça-feira (27), a federação formada por União Brasil -partido de Alcolumbre- e PP lançou sua candidatura à reeleição, mas a maioria dos senadores ou senadores eleitos desses partidos não se manifestou. Alguns, como Tereza e Guilherme Derrite (PP-SP), criticaram o anúncio nas redes sociais.

Em 2023, Marinho foi candidato e acabou derrotado pelo então presidente Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O vencedor obteve 49 votos contra 32 do candidato de oposição. Com isso, o PL ficou sem a presidência de comissões relevantes e sem cargos na mesa diretora por dois anos. Em 2025, a sigla decidiu apoiar Alcolumbre em troca de postos mais relevantes, como a vice-presidência do Senado.

No entanto, os bolsonaristas afirmam que Alcolumbre atendeu mais ao governo Lula (PT) do que à oposição em sua gestão. Eles o criticam especialmente por atenuar as articulações por uma anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, trocando-a por uma redução de penas que até hoje não se efetivou.

Outro motivo de críticas da direita ao presidente do Senado é por travar a abertura de impeachment de ministros do Supremo, o que se transformou numa das principais bandeiras do grupo na eleição.

Durante a campanha, Alcolumbre ainda ajudou Lula ao colocar em votação a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga, a jornada 6x1. A pauta foi uma das principais bandeiras do petista e deu fôlego a ele no segundo turno.
Por Raphael Di Cunto / Folhapress

Flávio Bolsonaro participa de culto evangélico nos EUA em primeira aparição pública após deixar o Brasil

      O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo
Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto evangélico neste domingo (1º), na Flórida, em sua primeira aparição pública desde que deixou o Brasil. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. O parlamentar também posou ao lado dos pastores Alice Fernandes, conhecida como Mãezona, e José Maurício Fernandes, o Paizão, responsáveis pela igreja.

Durante a celebração, o pastor José Maurício fez uma referência à derrota eleitoral do senador, sem mencionar diretamente a disputa. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, afirmou. A igreja integra o Ministério Celeiro, fundado no Brasil pelo pastor André Fernandes, que deixou a liderança da Igreja Lagoinha Alphaville em 2025, após desentendimentos com André Valadão.

Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes. Segundo a reportagem de O Globo, o senador passou pela Argentina e pelo Equador antes de seguir para os Estados Unidos. A viagem teria sido feita em uma aeronave fretada por Jason Miller, assessor do presidente americano Donald Trump, conforme informações publicadas pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal. O parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Inadimplência bate recorde e atinge 84,2 milhões de pessoas, mostra Serasa

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O número de inadimplentes no Brasil atingiu a marca histórica de 84,2 milhões de pessoas no mês de setembro. Os dados integram o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado nesta segunda-feira (2). O contingente de negativados registrou alta em relação a agosto, quando a Serasa contabilizou 83,9 milhões de pessoas nessa situação.

Segundo informações do Mapa da Inadimplência divulgadas pela Serasa, o volume total de débitos acumulados no sistema financeiro nacional alcançou R$ 597,4 bilhões, o que representa uma elevação de 0,90% em comparação com o mês anterior. O valor médio da dívida por inadimplente é de R$ 7.093,83.

Pela primeira vez no levantamento, as financeiras assumiram a segunda posição no ranking dos principais credores, somando 20,66% dos débitos e ultrapassando as contas básicas de água, luz e gás (20,32%). Os bancos e cartões de crédito lideram a lista, concentrando 27,16% das pendências.

Em termos demográficos, as mulheres representam 50,5% do total de endividados, enquanto os homens equivalem a 49,5%. A faixa etária entre 41 e 60 anos concentra a maior fatia dos inadimplentes (35,7%), seguida por pessoas de 26 a 40 anos (33,2%), idosos acima de 60 anos (20,1%) e jovens de 18 a 25 anos (11%).

Para conter o avanço do endividamento, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) a edição do Feirão Limpa Nome, reunindo mais de 3,3 mil empresas parceiras com ofertas de negociação e descontos que podem chegar a 99%.

Por: Bahia noticias

Deputado federal Neto Carletto se casa com filha do senador Otto Alencar em cerimônia intimista no sul da Bahia

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O deputado federal Neto Carletto (Avante) e a empresária Isadora Alencar oficializaram a união neste domingo (1º), em uma cerimônia intimista realizada em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia. A celebração foi conduzida por Edgar Abbehussen e reuniu familiares e convidados próximos, sem grande alarde.

Isadora é filha mais nova do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, que celebrou o casamento nas redes sociais. “A felicidade invadiu o meu coração”, escreveu o parlamentar na legenda de uma fotografia publicada no Instagram.

O casal estava noivo desde abril deste ano, quando realizou uma celebração no Horto Florestal, em Salvador.

Neto Carletto é sobrinho de Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante e suplente do senador Rui Costa (PT). O deputado integra uma família com tradição na política baiana, especialmente no interior do estado.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Nas eleições de 2026, Neto Carletto foi reeleito para a Câmara dos Deputados pela Bahia, com 197.240 votos, o equivalente a 2,38% dos votos válidos no estado.
Por Redação/Bahia noticias

Destino procurado por bolsonaristas, Paraguai abre mutirão de migração nesta segunda Por Folhapress

O governo do Paraguai fará, a partir da próxima segunda-feira (2), um mutirão para atender estrangeiros interessados em obter residência no país. O serviço será oferecido em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR), em um contexto de aumento da procura de brasileiros por informações sobre como se mudar para a nação vizinha após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 25.

A iniciativa, chamada MigraMóvil, será realizada pela Direção Nacional de Migrações (DNM) até 6 de novembro, das 8h às 16h. A equipe receberá pedidos de residência temporária e permanente, inclusive pelo acordo do Mercosul, além de solicitações de certidões, renovações e prorrogações de documentos. É a primeira edição do mutirão após o segundo turno da eleição brasileira.

Elogiado por apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), o Paraguai é governado desde 2023 por Santiago Peña, de direita. Mais de 263 mil brasileiros vivem em território paraguaio, o que faz do país a terceira maior comunidade brasileira no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal, de acordo com o governo brasileiro.

Nas horas seguintes à vitória de Lula, as buscas por "como morar no Paraguai" cresceram 1.700%, segundo dados do Google Trends. Nas redes, influenciadores apresentam o país vizinho como alternativa para quem busca impostos menores e custo de vida mais baixo. O mutirão poderá ajudar a dimensionar se esse interesse se traduzirá em pedidos formais de residência.

Em março, uma única rodada do serviço em Ciudad del Este recebeu 1.487 pedidos de residência, a maioria de brasileiros, conforme dados do governo. Outra edição está prevista para Pedro Juan Caballero, de 16 a 20 de novembro, também na fronteira com o Brasil.

Neste ano, o país recebeu quase 50 mil pedidos de residência, um recorde, disse o diretor da DNM, Jorge Kronawetter ao jornal paraguaio ABC Color. Mais de 70% das solicitações foram feitas por brasileiros.

O diretor atribui o movimento à situação econômica do Paraguai e afirma que os interessados têm perfis variados, de empresários e empreendedores a estudantes. Kronawetter evitou relacionar a procura pela residência de seu país ao resultado das urnas e classificou como especulativas as versões que associam a migração à eleição brasileira.

A procura já vinha em alta antes da eleição. Em 2025, a DNM recebeu 47.687 solicitações, crescimento de 63% em relação ao ano anterior, e concedeu 40,6 mil autorizações, de acordo com dados do governo paraguaio. Desse total, 23.526 foram destinadas a brasileiros.

Escritórios que trabalham com cidadania e migração para outros países também registraram aumento na procura após a reeleição de Lula.

A empresa Espanha Fácil, especializada em assessoria para imigração e nacionalidade, registrou 418 contatos em 24 horas no dia seguinte à votação, uma alta de 345% ante uma média de 94 por dia no período anterior à eleição.

Segundo levantamento da própria empresa, as consultas sobre cidadania e nacionalidade foram as que mais cresceram, com avanço de 743%. Também aumentou a procura pelo visto de nômade digital, destinado a trabalhadores remotos (350%), pelo visto de trabalho (273%) e pelo de estudante (135%).

De acordo com Renata Barbalho, CEO e fundadora da Espanha Fácil, 79% dos contatos eram de pessoas que ainda não tinham procurado a empresa; os outros 21% já mantinham algum relacionamento com a assessoria. Em dois dias, 55 solicitações foram concluídas, e a empresa estima que novos negócios sejam fechados nos dias seguintes.

Nos Estados Unidos, escritórios de advocacia especializados em imigração também relataram à Folha aumento na procura de brasileiros interessados em emigrar.

A Piquet Law Firm, uma das mais conhecidas de Miami, na Flórida, recebeu 700 consultas de potenciais novos clientes ao longo da segunda-feira (26), segundo seu fundador, Alexandre Piquet. Em um mês normal, o escritório recebe de 500 a 600 consultas.

Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL

O modelo da reforma eleitoral em discussão na Câmara para frear um possível crescimento do PL nas próximas eleições divide os deputados federais e ameaça implodir o acordo costurado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) com o centrão para implantar o voto distrital misto a partir de 2034.

A proposta prevê que metade das vagas da Casa seja direcionada a regiões previamente delimitadas. O eleitor vota no candidato do seu distrito, e esse voto conta também para os partidos preencherem a outra metade das cadeiras de acordo com uma lista preestabelecida.

O apoio formal de presidentes e líderes do grupo a esse desenho não significa adesão dos deputados dessas legendas. Parlamentares já se movimentam para aprovar, no lugar, o "distritão", em que os mais votados serão eleitos para a Câmara, não importa os votos da legenda.

Outros grupos de partidos do centrão, como Podemos e Solidariedade, participaram do anúncio a favor do distrital misto, mas prefere outro modelo, o "distritão misto". A essas divisões soma-se ainda o voto contrário da oposição, que disse que seus 103 deputados votarão contra alterações no sistema eleitoral.

O modelo atual para eleger deputados e vereadores é o voto proporcional de lista aberta, que faz com que candidatos muito bem votados puxem outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.

Esse modelo fez com que o PL ganhasse espaço na Câmara em cima de candidatos do centrão. Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram eleitos com mais de 3 milhões de votos cada. O mineiro garantiu, sozinho, mais 13 deputados, e o vereador paulista levou mais sete colegas. Outros deputados do PL tiveram papel semelhante nos demais estados.

Para frear isso, o centrão fechou um acordo para aprovar o sistema distrital misto, que aumenta o poder das cúpulas partidárias sobre quem será eleito.

A intenção é aprovar a mudança até dezembro, antes da posse dos novos deputados e senadores, quando o PL estará maior no Congresso. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Atualmente, eles são 103 na Câmara, número que saltará para 131 a partir de fevereiro.

Mas até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares ou pessoas próximas a eles. A tese é que esses políticos terão um contato direto com os eleitores. Outro receio é que governadores dizimem a oposição ao controlar os votos nos distritos.

O deputado Igor Timo (Podemos-MG) tem rodado as bancadas atrás de apoio para aprovar o distritão, em que os candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral. "É o sistema mais representativo. Um parlamentar com votação expressiva eleger outros com votação ínfima é incompatível com a democracia."

Esse modelo, no entanto, costuma enfrentar resistência dos senadores e dos dirigentes partidários, por enfraquecer a coesão partidária. Cientistas políticos também costumam criticá-lo, por entender que torna o mandato mais individual e dificulta a formação de coalizões e a identidade partidária.

Igor Timo rebate dizendo que as cúpulas dos partidos continuarão com força, ao definir quem vai receber dinheiro do fundo eleitoral, aparecer na propaganda eleitoral na TV e rádio e, no limite, até quem poderá sair candidato.

Outro grupo que se julga sob ameaça com o voto distrital misto são os parlamentares representantes de classe. Com a divisão do estado em distritos, dificilmente um representante dos professores, por exemplo, conseguiria angariar uma base concentrada numa parcela específica do território para garantir sua eleição. Outro temor é o dos candidatos com perfil mais ideológico ou ligados a um tema específico.

Com 80 deputados, a federação de PT e PCdoB ainda não debateu formalmente as mudanças. Parte dos petistas afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados.

"E essa eleição por distritos, territorializada, é um problema com o aumento da participação de facções criminosas e milícias na política", diz um dos vice-líderes do PT, o deputado Lindbergh Farias (RJ).

A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Para evitar uma reversão, ele combinou que a mudança ocorrerá por PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige o voto favorável de 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores –e torna mais difícil alguma alteração depois.

Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato. O Republicanos sugeriu, por exemplo, impedir a existência de puxadores de votos no atual sistema, estabelecendo que candidatos que superarem o quociente eleitoral elejam apenas a si próprios.

Já o Podemos quer aprovar para 2030 o "distritão misto", em que metade das cadeiras vai para os mais votados em todo o estado, e a outra metade é preenchida por uma lista indicada pelos partidos com o maior número de votos. Seria como o distrital misto, mas com a divisão territorial por estado.

"Os partidos foram de acordo em aprovar o distrital misto para 2034, o que não tem acordo é o modelo de transição", diz o deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do projeto e que conduzirá as negociações da PEC. "Esse é o modelo que mais aproxima o eleitor do deputado e permite uma maior cobrança", afirma.

A reforma política em discussão na Câmara pretende alterar apenas o formato de eleição dos deputados, sem mexer na disputa pelo Senado, prefeituras, governos ou Presidência.

Por Raphael Di Cunto e Augusto Tenório/Folhapress

Câmara discute reforma eleitoral para frear puxadores de voto como Nikolas; veja modelos e debates Por Folhapress

A reforma eleitoral em discussão na Câmara dos Deputados divide partidos e parlamentares sobre qual modelo deve ser adotado. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou um acordo com dirigentes do centrão para adotar o voto distrital misto a partir de 2034.

Como mostrou a Folha, a proposta enfrenta resistências dentro das próprias legendas que participaram das negociações, e ainda não há consenso sobre o modelo a ser seguido.

A mudança tem como pano de fundo o avanço do PL na Câmara. No sistema atual, candidatos com votação expressiva ajudam a eleger outros integrantes da mesma legenda, mesmo que tenham recebido menos votos. Foi o caso de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que ultrapassaram 3 milhões de votos cada um e contribuíram para a eleição de outros parlamentares do partido.

A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato.

Entenda os modelos e debates sobre reforma eleitoral na Câmara.

Sistemas eleitorais
Proporcional de lista aberta
Proporcional de lista fechada
Distrital
Distrital misto
Distritão
Distritão misto

Proporcional de lista aberta

Como é:
Modelo atual, no qual candidatos muito bem votados puxam outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.

Interesses envolvidos:
Partidos do centrão são contra o modelo porque atribuem a ele o crescimento de candidatos bem posicionados nas redes sociais e que puxam muitos votos para legendas como o PL. O grupo argumenta que a eleição de deputados com votação muito alta acaba levando ao Congresso outros nomes com desempenho eleitoral bastante inferior.

Proporcional de lista fechada

Como é:
O eleitor vota apenas no partido, e não em um candidato específico. As vagas são proporcionais à quantidade de votos de cada sigla e preenchidas seguindo a ordem escolhida pela direção da legenda.

Interesses envolvidos:
Defensores do fortalecimento dos partidos e da organização coletiva das candidaturas são favoráveis ao modelo. Já parlamentares que defendem a escolha direta dos representantes pelo eleitor criticam a concentração de poder nas direções partidárias.

Distrital

Como é:
Eleitor escolhe um candidato para representar sua região, em votação majoritária.

Interesses envolvidos:
Dizem preferir o modelo aqueles que defendem uma conexão da disputa eleitoral com questões locais. Para eles, o desenho poderia facilitar a cobrança sobre os representantes. Já candidatos com atuação em temas específicos, representantes de categorias profissionais e de grupos ideológicos, ou com eleitorado espalhado pelo estado, podem ter mais dificuldade para conquistar uma cadeira.

Distrital misto

Como é:
Metade das cadeiras vai para os mais votados num determinado território; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida de acordo com uma lista escolhida pela sigla.

Interesses envolvidos:
Hugo Motta e dirigentes do centrão tentam aprovar este modelo, que conteria os puxadores de votos. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares.

Parte dos integrantes do PT afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados. O domínio de facçõess sobre parte dos territórios também é citado como argumento contra esse desenho.

Distritão

Como é:
Candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral.

Interesses envolvidos:
É criticado por enfraquecer os partidos, estimular campanhas personalistas e impedir a renovação do Parlamento. Uma consequência também pode ser criar campanhas milionárias, em detrimento da diversidade da representação política.

Distritão misto

Como é:
Metade das cadeiras é definida pelos mais votados do estado; a outra metade é distribuída entre os partidos mais votados e preenchida com base em uma lista escolhida pela direção da sigla.

Interesses envolvidos:
Partidos como Podemos e Solidariedade, que participaram das articulações em torno da reforma, se dizem favoráveis ao modelo.

CPAC pode marcar largada dos irmãos Bolsonaro na oposição a Lula no exterior

Eduardo está confirmado no encontro em Mar-a-Lago; expectativa é de que Flávio o acompanhe na aproximação com lideranças conservadoras
Os irmãos Bolsonaro poderão ter em Mar-a-Lago o palco para iniciar uma atuação conjunta de oposição ao governo Lula no exterior. Eduardo Bolsonaro está confirmado no encontro do CPAC de 5 de novembro, em Palm Beach, na Flórida. A expectativa é de que esteja acompanhado de Flávio Bolsonaro, embora o nome do senador ainda não apareça na programação oficial.

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Se confirmada, a participação de Flávio dará ao encontro uma dimensão brasileira: a possibilidade de os dois irmãos se apresentarem juntos a um público de políticos, apoiadores e representantes do conservadorismo internacional. O evento poderá funcionar como o pontapé dessa articulação, mas ainda não há anúncio de uma agenda conjunta dos dois.

Entre os palestrantes divulgados estão os senadores republicanos Rick Scott e Mike Lee, a deputada americana Kat Cammack e a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss. A relação também inclui Matt Schlapp, Mercedes Schlapp e o ator Jim Caviezel. São nomes anunciados para a programação completa, sem indicação de que todos participarão da mesma atividade.

O CPAC, sigla em inglês para Conferência de Ação Política Conservadora, nasceu nos Estados Unidos e se apresenta como um fórum global de intercâmbio de ideias. Reúne autoridades, parlamentares, jornalistas, intelectuais e ativistas em torno de pautas como liberdade, soberania nacional, responsabilidade individual e tradição. Ao longo de mais de meio século, tornou-se um espaço de encontro e projeção de lideranças conservadoras.

A trajetória de Donald Trump também passa por esse palco. Segundo o histórico publicado pelo CPAC Action PAC, ele estreou na conferência em 2011 e escolheu o evento para seu primeiro discurso público depois de deixar a Casa Branca, em 2021. Essa relação ajuda a explicar a associação política entre Trump e o movimento, mas sua participação no encontro de novembro não está confirmada.

Em Mar-a-Lago, as atividades vão de 4 a 7 de novembro. No dia 5, a reunião anual do CPAC Circle será restrita a convidados, seguida de um jantar de gala. A programação prevê debates sobre o cenário americano após as eleições de meio de mandato, a disputa de 2028, combate ao comunismo e o que os organizadores descrevem como uso político de processos judiciais.

É nesse ambiente que uma aparição conjunta dos irmãos poderá ganhar peso. A aproximação com participantes do encontro poderá abrir espaço para apresentar suas posições sobre o Brasil e buscar interlocutores para uma agenda de oposição no exterior. Por enquanto, o compromisso oficialmente confirmado é o de Eduardo; mas a presença de Flávio e os desdobramentos políticos dessa participação permanecem como grande expectativa.
Fonte: Jovem Pan/Eliseu Caetano



Advogado Afonso Mendes classifica como “aberração jurídica” pedido de liminar para suspender eleição da Câmara de Ipiaú

A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que derrubou, na manhã do último sábado (31), a liminar que havia suspendido a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ipiaú repercutiu nos meios políticos e jurídicos da cidade. A eleição foi realizada após uma intensa atuação da equipe jurídica do Legislativo, que conseguiu reverter a decisão de primeira instância.

Para compreender os fundamentos da controvérsia, a reportagem do GIRO em Ipiaú procurou o advogado Afonso Mendes, doutorando em Direito, com forte atuação em Direito Público e experiência em Direito Constitucional, Direito Tributário e Processo Legislativo. O profissional integrou a equipe responsável pela virada judicial, juntamente com o assessor jurídico da Câmara, Dr. Sandro Macedo, e o advogado e consultor Dr. Thiago Fontoura.

Ao comentar a liminar concedida pela magistrada plantonista, Afonso não poupou críticas à fundamentação adotada. “Foi uma das maiores aberrações jurídicas que já presenciei. A magistrada chegou ao ponto de entender que não existia motivação suficiente para a convocação de uma sessão extraordinária, adentrando em uma competência que pertence à Presidência da Câmara Municipal. O Judiciário não pode substituir o juízo de conveniência institucional de outro Poder, sobretudo quando estamos diante de atos amparados pela legislação e pelo Regimento Interno”, afirmou.

Segundo o advogado, a decisão contrariava a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.120 da repercussão geral, segundo a qual, na ausência de violação constitucional, não cabe ao Poder Judiciário substituir as Casas Legislativas na interpretação e aplicação de suas normas meramente regimentais.

“A Constituição estabelece a independência e a harmonia entre os Poderes. O Supremo Tribunal Federal já delimitou expressamente os limites da intervenção judicial nas questões internas dos parlamentos. Em nossa avaliação, a decisão de primeira instância ultrapassou esses limites, chegando a questionar a própria motivação da convocação extraordinária, matéria que deve ser examinada à luz das competências institucionais da Presidência da Câmara”, explicou.

Afonso Mendes também chamou atenção para outro aspecto que considera especialmente grave: a interferência judicial preventiva em procedimentos regimentais que poderiam ser discutidos e resolvidos pelos próprios vereadores durante a sessão.

“O Regimento Interno estabelece os instrumentos adequados para questionar procedimentos legislativos. Os vereadores podem apresentar requerimentos e suscitar questões de ordem, que são apreciados pela Presidência e podem, conforme as disposições regimentais, ser submetidos à deliberação soberana do Plenário. Não é juridicamente razoável impedir previamente a realização de uma eleição para discutir questões procedimentais que sequer haviam sido submetidas aos mecanismos internos de controle da própria Câmara”, destacou.

O advogado ressaltou que a defesa apresentou documentos, atas de eleições anteriores, registros de publicidade e comprovantes de convocação dos parlamentares, demonstrando que o procedimento adotado seguia as práticas institucionais da Casa.

Equipe jurídica atuou em múltiplas frentes

Afonso revelou ainda que a estratégia jurídica não se limitou à apresentação do agravo de instrumento que resultou na reversão da liminar pelo TJBA. “Diante da gravidade da situação e da proximidade do horário da eleição, nossa equipe adotou uma estratégia de atuação simultânea em diversas frentes judiciais. Além do agravo de instrumento, protocolamos outras medidas processuais, inclusive perante o Supremo Tribunal Federal, buscando assegurar a autonomia do Poder Legislativo e evitar que uma decisão que considerávamos manifestamente equivocada comprometesse o funcionamento institucional da Câmara”, relatou.

Segundo ele, o trabalho exigiu atuação intensa durante a madrugada, com a elaboração de peças processuais, organização de documentos e fundamentação baseada em precedentes dos tribunais superiores. “Foi um trabalho jurídico muito intenso, desenvolvido em conjunto, com responsabilidade e profundo estudo das questões constitucionais e regimentais envolvidas. Atuamos em múltiplas frentes porque tínhamos convicção da consistência dos nossos fundamentos. Graças a Deus, tivemos êxito e conseguimos assegurar a realização da eleição”, afirmou.

Apesar das críticas contundentes à decisão inicial, Afonso destacou que a divergência jurídica não representa desrespeito ao Poder Judiciário. “O respeito à magistratura é indispensável ao Estado Democrático de Direito. Entretanto, decisões judiciais estão sujeitas ao controle pelas instâncias superiores, especialmente quando envolvem competências constitucionais de outro Poder. Foi exatamente isso que buscamos demonstrar, utilizando os instrumentos processuais previstos em nosso ordenamento jurídico”, ponderou.

Eleição ocorreu com todos os vereadores presentes

Após a decisão favorável do TJBA, a eleição foi realizada no sábado (31), às 11h, com a presença dos 13 vereadores de Ipiaú. Duas chapas tiveram seus registros deferidos e participaram da disputa.

A chapa liderada pelo vereador Lucas de Vavá venceu por oito votos a cinco, elegendo Lucas para a presidência da Câmara no biênio 2027–2028, Edson Marques para a vice-presidência e Robson Moreira para a primeira-secretaria.

A sessão foi transmitida pelo canal oficial da Câmara Municipal no YouTube. Segundo os registros legislativos, a eleição transcorreu sem apresentação de questões de ordem ou recursos regimentais contra os procedimentos adotados.

Para Afonso Mendes, o desfecho reforça a importância da preservação das competências institucionais do Legislativo. “O resultado mais importante, sob o ponto de vista jurídico, foi assegurar que a Câmara Municipal pudesse exercer suas competências constitucionais, sem interferências indevidas em suas questões internas. A eleição foi realizada, todos os vereadores participaram e a vontade da maioria foi expressa dentro do procedimento legislativo. É isso que deve prevalecer em um Estado Democrático de Direito”, concluiu.

Por: Giro Ipiaú

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