Prefeitura de Ibirataia transfere feriado do Dia do Servidor Público para sexta-feira (30)

A Prefeitura Municipal de Ibirataia publicou o Decreto nº 7.112, de 27 de outubro de 2026, transferindo, no âmbito da Administração Pública Municipal, o feriado alusivo ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, para a sexta-feira, 30 de outubro. De acordo com o documento, a mudança busca garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e melhorar a organização das atividades administrativas, considerando que a data original cairia em uma quarta-feira. 
O decreto estabelece que o expediente do dia 28 será cumprido normalmente em todas as repartições públicas municipais. Serviços essenciais, como unidades de saúde de urgência e emergência, limpeza urbana, coleta de resíduos, vigilância patrimonial e demais atividades indispensáveis permanecerão funcionando conforme escalas definidas pelas secretarias responsáveis. O ato foi assinado pelo prefeito de Ibirataia, Alexsandro Freitas Silva, e entrou em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Decom/PMI

Eduardo ironiza notícia sobre suposta fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro ironizou, nesta terça-feira (27), uma reportagem do site argentino Infobae que noticiou que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina para embarcar em um voo privado com destino aos Estados Unidos. Questionado pela coluna de Mariana Sanches, do UOL, Eduardo respondeu: “Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete”. Ele também classificou a informação como falsa e afirmou que a notícia seria uma tentativa da esquerda de justificar medidas contra Flávio.

Na última sexta-feira (23), Eduardo havia declarado que o irmão deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial, resultado confirmado no domingo (25). A declaração foi usada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como justificativa para determinar que a Polícia Federal apreendesse os passaportes de Flávio. O senador afirmou ter sido “intimidado” pelos agentes, que o abordaram após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e articulou medidas do governo de Donald Trump contra o Brasil, incluindo tarifas comerciais, restrições de vistos a autoridades e sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky. A estratégia buscava pressionar por uma anistia a Jair Bolsonaro, mas não alcançou esse objetivo. Eduardo acabou condenado pelo STF por coação no curso do processo. A família Bolsonaro afirma ser alvo de perseguição judicial, enquanto o deputado cassado se define como um “dissidente político em exílio”.

PF rastreia fronteiras para verificar se Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil; aliado nega

A PF (Polícia Federal) está fazendo um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu do país.

Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.

Nesta madrugada, o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.

O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou a informação. "Não saiu", disse ele ao jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles.

Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).

Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.

A decisão de Moraes prevê ainda que ele está proibido de se comunicar com Willer Tomaz, advogado que é amigo do senador e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O contato está proibido "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa".

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que a motivação da apreensão do passaporte teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou na sexta-feira (23) que o senador deveria deixar o Brasil caso saísse derrotado das eleições.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que o filho de Jair Bolsonaro entregasse seu passaporte à PF no prazo de 24 horas.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Articulação com estados e aplicação da PEC são desafios para Lula mudar cenário na segurança pública

O governo Lula (PT), agora reeleito, vive a expectativa de que a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública mude a correlação de forças com os estados para implementar suas propostas nessa área, que lidera a lista de preocupações dos brasileiros.

A intenção é que, após a publicação do texto, mais dinheiro do orçamento federal seja enviado aos estados com a condição de que governadores adotem aquelas que são consideradas pelo governo as melhores práticas —programas para aumentar o número de homicídios solucionados, investimento nas polícias técnico-científicas, acolhimento de vítimas de violência doméstica, uso de câmeras corporais por policiais, entre outras.

Estão em jogo temas que permearam o debate eleitoral, como o combate à expansão de facções criminosas, a redução de crimes como roubo e furto em todo o país, as estratégias de prevenção contra golpes digitais e a violência contra a mulher.

Há consenso entre especialistas de que a mera aprovação da PEC não garantirá a implementação dos programas. O tamanho dos orçamentos estaduais já dedicados à segurança, a criação de um ministério dedicado à segurança pública com uma burocracia eficiente e o poder de convencimento dos técnicos do governo federal devem influenciar o resultado, eles dizem.

O objetivo principal da PEC é aumentar a coordenação entre União, estados e municípios no combate à criminalidade, dando ao governo federal mais poder na formulação da política nacional de segurança.

Essa coordenação seria feita por meio do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje já está previsto em lei. Cortes ou bloqueios nas despesas da área de segurança seriam proibidos, e 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário iriam para estados e municípios. A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal teriam competências ampliadas, e as guardas municipais seriam transformadas em polícias de fato.

Há duas semanas, o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O próximo passo é levá-lo à votação no plenário da Casa. Uma tentativa acabou frustrada em meio à campanha do segundo turno.

"A PEC sozinha não faz milagre", disse o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

Ele destacou que uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) recentemente apontou que o governo federal não avalia de forma sistemática a implementação do Plano Nacional de Segurança Pública e que há falhas na definição de metas do plano. Duas das treze metas originalmente previstas já haviam sido alcançadas antes do início da vigência do plano, e onze tinham problemas na definição de critérios para sua avaliação.

"A indução [de políticas públicas] não é automática. Formalmente isso já ocorre via Fundo Nacional de Segurança Pública, que já é condicionado às metas. Só que, se você não tem monitoramento [das metas], não tem cobrança nem indução", afirmou.

Ele argumentou que estados ricos, como São Paulo, terão menos incentivo para adotar políticas federais, pois têm capacidade de financiar a segurança pública por conta própria, ou seja, podem dispensar a ajuda da União em alguns casos.

Despolitização

Lula vai lidar com uma maioria de estados governados por partidários da direita. Cabe aos governadores comandar a grande maioria das forças policiais do país. As maiores forças estarão sob o controle dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (reeleito pelo Republicanos), do Rio, Douglas Ruas (eleito pelo PL), e Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (eleito pelo Republicanos).

Integrantes da atual gestão do MJ (Ministério da Justiça) já têm feito um esforço para despolitizar a discussão entre o governo e as secretarias estaduais de segurança pública.

Essa estratégia prevê que, se houver programas bem desenhados com base em experiências bem-sucedidas e diálogo eficiente entre as áreas técnicas de cada pasta (em Brasília e nas capitais do país), as propostas do governo ganham força mesmo sem sintonia automática entre os chefes de governo.

O assessor especial do MJ Daniel Hirata diz que esse tipo de articulação se inspira na cultura institucional do SUS (Sistema Único de Saúde).

"Você não vai ver nenhum município ou governo estadual rejeitando recursos do SUS por conta de divergência política, porque foi construído no sistema um diálogo por dentro das equipes técnicas", disse

Hirata, ressaltando que a equipe tem trabalhado dessa forma com governos à direita e à esquerda. "Isso é fundamental para que a gente minimize a influência político-ideológica ou político-partidária e garanta que o sistema funcione de forma harmônica dentro do pacto federativo."

Os acertos do sistema de saúde também servem como referência de comparação para as penitenciárias, segundo o pesquisador Sérgio Adorno, do Núcleo de Estudos da Violência da USP.

Ele defende tratar a prevenção e a punição para crimes leves e graves de forma diferenciada, separando espaços e métodos de cumprimento das sentenças conforme o tipo de crime —o que poderia evitar cooptação pelas facções que dominam as prisões.

"Isso significa que você vai criar condições para que essa pessoa possa, num prazo determinado, se recuperar. Pagar, responder pelo crime que praticou, e ao mesmo tempo ir recuperando sua história", diz Adorno.

Outro debate inevitável para o quarto governo Lula é a redução da maioridade penal. O presidente declarou-se favorável à mudança na lei para que maiores de 16 anos respondam como adultos em casos que envolvem crimes hediondos. Em junho, uma proposta que altera a regra da maioridade penal foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados.

Maria Isabel Couto, que fez parte do grupo de trabalho da campanha do PT que debateu propostas para a segurança pública, diz que é contra a medida. "A redução da maioridade penal parte de um diagnóstico errado", disse Couto, que também é diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado.

"Adolescentes respondem por uma parcela mínima dos homicídios e crimes hediondos no país e são, antes de tudo, vítimas da violência armada."

A Folha mostrou que a maioria dos estudos não aponta efeitos da redução da maioridade sobre a redução da violência.

Por Tulio Kruse/Folhapress

Ibirataia: Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia realiza V Formação EJA 2026 com foco em tecnologia, criatividade e práticas pedagógica

Encontro promoveu reflexões e atividades práticas sobre o uso da Inteligência Artificial e do Canva na construção de recursos pedagógicos para a Educação de Jovens e Adultos.

"Greiciane Reis Meira de SantanaCoordenadora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) — Ibirataia, Bahia"
A Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia, na Bahia, realizou a V Formação EJA 2026, com o tema “Tecnologia, Criatividade e Práticas Pedagógicas na EJA: do recurso digital à aprendizagem significativa”. O encontro teve como propósito fortalecer as práticas pedagógicas dos profissionais que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA), explorando possibilidades de utilização da Inteligência Artificial (IA) e de ferramentas digitais no planejamento e na produção de materiais didáticos.

A formação foi organizada a partir de uma proposta prática e colaborativa, valorizando os desafios reais vivenciados pelos estudantes e professores da EJA. Durante as atividades, os participantes refletiram sobre o perfil dos estudantes, suas diferentes trajetórias de vida, os ritmos de aprendizagem e as necessidades relacionadas à leitura, à escrita, à Matemática do cotidiano, ao trabalho e à cidadania.

Um dos destaques do encontro foi a experimentação da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio ao trabalho docente. Os participantes conheceram possibilidades de utilização da tecnologia para elaborar situações-problema, adaptar atividades, organizar sequências didáticas e produzir instrumentos de avaliação. A proposta também enfatizou a importância da revisão pedagógica, da verificação das informações e do uso responsável dessas ferramentas, com atenção especial à proteção de dados e à adequação dos materiais à realidade dos estudantes.

Na atividade prática, a temática da porcentagem foi explorada por meio de situações de compra no supermercado, aproximando os conteúdos matemáticos do cotidiano dos estudantes. A experiência demonstrou como recursos digitais podem contribuir para a elaboração de atividades contextualizadas, com linguagem acessível e diferentes níveis de complexidade.

Outro momento importante foi a utilização do Canva para a criação e adaptação de materiais visuais. Os participantes foram convidados a pensar na organização de cartazes, atividades e outros recursos pedagógicos, considerando critérios como legibilidade, clareza das instruções, acessibilidade e intencionalidade educativa.

A formação também desafiou os grupos a planejar recursos que respondessem a necessidades reais de aprendizagem. A proposta envolveu a definição do público-alvo, da etapa de ensino, dos objetivos, do contexto utilizado, da atividade a ser desenvolvida e das formas de avaliar o que os estudantes aprenderam.

Mais do que explorar ferramentas tecnológicas, o encontro reforçou que a tecnologia deve estar a serviço da aprendizagem. O uso da Inteligência Artificial e dos recursos digitais exige planejamento, sensibilidade pedagógica e acompanhamento docente, respeitando as experiências, os conhecimentos e a autonomia dos estudantes da EJA.

Com a V Formação EJA 2026, a Secretaria Municipal de Educação de Ibirataia reafirma seu compromisso com a formação continuada dos profissionais da educação e com a busca por práticas pedagógicas cada vez mais contextualizadas, inclusivas e significativas.

Planejar, experimentar, avaliar e compartilhar: um caminho para transformar possibilidades tecnológicas em experiências reais de aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos.

“A V Formação EJA 2026 representa um momento muito significativo para o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos em nosso município. Pensar a tecnologia, a Inteligência Artificial e as ferramentas digitais a partir das necessidades reais dos nossos estudantes nos permite ampliar possibilidades, inovar nas práticas pedagógicas e tornar a aprendizagem cada vez mais contextualizada, acessível e significativa. Nosso objetivo é que cada profissional possa levar essas experiências para sua sala de aula, respeitando as trajetórias dos estudantes da EJA e reconhecendo seus saberes e potencialidades. Agradecemos ao professor Marcos Santos Fernandes, que conduziu a formação com uma abordagem prática, dinâmica e reflexiva, incentivando nossos educadores a utilizar a tecnologia com intencionalidade pedagógica, criatividade e responsabilidade. Seguimos comprometidos com a formação continuada dos nossos profissionais e com uma educação que acolhe, transforma e cria novas oportunidades para todos os estudantes.”

Fonte: Decom/Prefeitura Municipal de Ibirataia 

Macaco entra em loja de conserto de celulares na Índia, sobe no colo do dono e dá abraço

Um macaco entrou em uma loja de conserto de celulares na Índia, subiu no colo do dono do estabelecimento e deu nele uma espécie de abraço. A cena foi registrada por uma câmera de segurança e viralizou nas redes sociais, com mais de 227 milhões de visualizações até o último sábado (25).

O caso aconteceu no estado de Odisha, no leste do país, segundo a imprensa local. As imagens mostram o comerciante sentado e concentrado no próprio celular quando o animal se aproxima, sobe em seu colo e o abraça. O homem permanece sentado durante toda a cena.

O macaco é um langur, espécie de cauda longa e rosto escuro, comum em várias regiões da Índia e acostumado a circular em áreas urbanas.

O vídeo foi publicado pelo próprio dono da loja, identificado apenas como Amir. A marca de 227 milhões de visualizações foi divulgada por um veículo local em reportagem de 25 de outubro e corresponde ao alcance registrado naquela data.

Lula e Flávio seguem alvos de 22 ações no TSE após eleição, com risco de multas e cassação

A disputa entre o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mesmo após o fim das eleições. Segundo levantamento da CNN Brasil, os dois são investigados em pelo menos 22 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), que apuram suspeitas de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Do total, Flávio aparece como investigado em ao menos sete processos, enquanto Lula é alvo de 15.

Entre as ações contra Flávio estão questionamentos sobre o filme Dark Horse, que retrata a trajetória da família Bolsonaro, o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio” e um suposto apoio de grupos dos Estados Unidos à candidatura. Já os processos contra Lula incluem investigações sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente, o canal digital “Exército do Lula”, ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), e o possível uso de canais do governo federal para divulgar mensagens relacionadas a programas sociais durante a campanha.

De acordo com o advogado eleitoral Jonatas Moreth, os processos seguem em tramitação mesmo após a votação e podem levar tempo até o julgamento, devido à necessidade de produção de provas, perícias e depoimentos. Em caso de condenação, Flávio pode sofrer multa e ficar inelegível por oito anos. Lula também está sujeito a essas sanções e pode ter o diploma cassado ou, caso já tenha tomado posse, o mandato. Segundo o advogado, a Justiça Eleitoral não precisa comprovar que a irregularidade alterou o resultado da eleição, mas que houve gravidade suficiente na conduta investigada.

Redação/Politica Livre

Lula deve remanejar ministros e terá desafio de abrigar no governo aliados derrotados em eleições

O agora presidente reeleito Lula (PT) deverá fazer remanejamentos no primeiro escalão de seu governo ao longo das próximas semanas. Na análise de petistas ouvidos pela Folha, haverá dificuldade devido a derrotas de seu grupo político nos estados: muitos dos aliados de peso ficaram sem mandato, e abrigá-los todos em cargos de destaque no Executivo pode ser inviável.

O senador Camilo Santana (PT-CE), que foi ministro da Educação no atual mandato de Lula, é o principal cotado para assumir a Casa Civil. Guilherme Boulos pode continuar na Secretaria Geral, mas também é especulada uma mudança para a pasta das Cidades.

Os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Vinícius Carvalho (CGU) e Wellington César (Justiça) podem deixar o governo. Dias, especificamente, tem mandato de senador. A saída dele do Executivo e sua consequente volta ao Senado fortaleceria a bancada governista na Casa, onde o bolsonarismo ganhou espaço na eleição.

Um dos que devem ser preservados na Esplanada é Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Nome de confiança do presidente, o médico já ocupou o cargo durante o governo de Dilma Rousseff (PT). A ideia de mantê-lo ficou implícita no discurso de vitória do presidente: "Vamos continuar, companheiro Padilha, fazendo a revolução do SUS", disse Lula neste domingo (25).

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é cotado para o Ministério da Fazenda e teria que abrir mão do cargo para assumi-lo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é mencionado nos bastidores como possível nome para liderar a equipe econômica. Até o início deste ano, ele acumulava a vice-presidência com a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O atual ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, não deve permanecer no cargo. A interlocutores, ele disse ter a intenção de apenas concluir o atual mandato. O mais cotado para o posto é o atual secretário de Imprensa do Planalto, Laércio Portela. Ele chegou a ocupar a Secom temporariamente nesta gestão petista.

Considerado fundamental para a reeleição de Lula pela mobilização que capitaneou nas redes sociais, o deputado federal André Janones (Rede-MG) deverá ser contemplado de alguma forma, não necessariamente com a chefia de um ministério. Aliados do presidente avaliam que Janones terá, ao menos, acesso facilitado a Lula, possivelmente com a criação de uma nova estrutura para seu trabalho.

O grupo dos aliados mais importantes de Lula que perderam suas respectivas eleições tem políticos como Fernando Haddad (PT-SP), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Paulo Pimenta (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Simone Tebet (PSB-SP), Márcio França (PSB-SP), João Campos (PSB-PE), Eduardo Paes (PSD-RJ), Carlos Fávaro (PSD-MT), Renan Filho (MDB-AL) e Marina Silva (Rede-SP).

A conjuntura política que emergiu da eleição para o Legislativo deixará os espaços no governo mais apertados. Como a oposição bolsonarista ganhou musculatura no Congresso, a tendência é que Lula precise dividir o poder com partidos que não o apoiaram durante a campanha eleitoral. O atual governo do petista já teve ministérios loteados para diversas siglas do centrão.

João Campos é o integrante do PSB cuja presença no governo é mais provável, segundo aliados de Lula. Ele é presidente do partido e foi derrotado na eleição para governador de Pernambuco. Também é um político jovem, o que vai ao encontro da ideia de renovação que Lula tem indicado buscar.

Haddad era o principal cotado para assumir a Casa Civil de um governo Lula 4, mas o cenário mudou após o primeiro turno. Ele foi derrotado em São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscava a reeleição. Ao mesmo tempo, o grupo político de Camilo Santana obteve uma vitória difícil no Ceará. Camilo se tornou um dos aliados mais próximos de Lula durante a reta final da campanha.

Assim como Wellington Dias, Renan Filho tem mais quatro anos de mandato como senador. Seu nome é cotado para assumir a liderança do governo na Casa, hoje ocupada por Teresa Leitão (PT-PE), ou no Congresso, hoje de Randolfe, que não se reelegeu. Seu nome também é lembrado para a Fazenda.

O obstáculo poderá ser Arthur Lira (PP-AL). Principal adversário político da família Calheiros, Lira foi eleito senador. Como já foi presidente da Câmara, deverá chegar ao Senado com influência junto a outros integrantes da Casa.

Além de Camilo, um dos poucos senadores aliados de Lula cotados para ocupar cargos fora da Casa é Helder Barbalho (MDB-PA). Caso ele se licencie para comandar um ministério, o suplente que assumirá o mandato de senador é Jader Barbalho (MDB), seu pai. Jader já foi presidente do Senado, cumpriu três mandatos como senador e é aliado de Lula há décadas.

Uma das prioridades do grupo político de Lula é garantir as reeleições de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. O movimento é considerado fundamental para reduzir as dificuldades que o governo petista terá ao lidar com as forças de direita que ganharam espaço no Congresso. Motta e Alcolumbre deverão participar da montagem do primeiro escalão do Executivo.

Por Caio Spechoto, Catia Seabra e Mariana Brasil/Folhapress

Emerson Penalva critica vandalismo em protesto e presença de secretário de Jerônimo: “Estão estimulando o ódio e a violência política”

O deputado estadual Emerson Penalva (PP) criticou os atos de vandalismo contra a Prefeitura de Salvador durante manifestação realizada nesta segunda-feira (26), em Salvador. O parlamentar também questionou a participação do secretário estadual Augusto Vasconcelos e dos vereadores de oposição Marta Rodrigues (PT) e Hamilton Assis (PSOL), apontando o que considera uma tentativa de transformar um protesto em instrumento de disputa política contra a Prefeitura.

“Uma coisa é o direito legítimo de protestar, de discordar e de cobrar explicações. Outra, completamente diferente, é colocar fogo em um boneco que representa uma pessoa, estimular o ódio e depredar o patrimônio público. Isso não é democracia. Isso é intolerância e violência, e não podemos aceitar que esse tipo de comportamento seja tratado como algo normal”, afirmou Penalva.

O deputado também criticou a presença de representantes políticos na manifestação. Para ele, a participação de integrantes do governo estadual e de vereadores da oposição evidencia o caráter político do movimento, que, em sua avaliação, busca atacar a administração municipal.

“É muito grave ver um secretário de Estado e vereadores da oposição participando de uma manifestação marcada por cenas de violência simbólica e vandalismo. Quem ocupa um cargo público deveria ser o primeiro a dar exemplo de respeito e responsabilidade. O que estamos vendo é uma tentativa de explorar politicamente uma situação para criar tumulto contra a Prefeitura de Salvador e estimular o ódio e a violência política. Isso não contribui em absolutamente nada para resolver os problemas da população”, declarou.

Penalva ressaltou que a presença de autoridades públicas em manifestações dessa natureza exige uma postura de responsabilidade, especialmente diante de atos que possam estimular a intolerância política.

“Hoje colocam fogo em um boneco com o rosto de um prefeito. Amanhã, qual será o limite? Que mensagem estamos passando para a sociedade quando naturalizamos esse tipo de cena? Não podemos permitir que a política se transforme em um ambiente onde o ódio e a violência sejam utilizados como instrumentos de pressão contra adversários”, questionou.

O parlamentar também defendeu a apuração dos atos de vandalismo e a responsabilização dos envolvidos, destacando que a liberdade de manifestação não autoriza a destruição de bens públicos. “O patrimônio público pertence à população. Quem picha, destrói ou depreda está prejudicando o próprio cidadão. É preciso identificar os responsáveis e garantir que respondam pelos seus atos. A democracia assegura o direito de protestar, mas não dá a ninguém o direito de praticar vandalismo”, acrescentou.

PL reconhece derrota para Lula, e Flávio Bolsonaro diz que vai liderar oposição

Senador afirmou que pretende transformar Congresso, onde direita conseguiu maioria, em 'fortaleza' contra governo

O PL de Flávio Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Lula (PT), um dia após seu candidato dizer que era "impossível aceitar o resultado" e que havia ocorrido "sacanagem".

Flávio também divulgou um vídeo nas redes sociais modulando seu discurso e dizendo agora que vai organizar a oposição para "resistir ao caos" e transformar o Congresso Nacional em uma "fortaleza".

Em nota divulgada na noite desta segunda, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi categórico em dizer que "reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral". "Mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático", afirmou.

No domingo (25), Flávio disse que a eleição "não foi normal" por causa da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação, apesar de a campanha do PL também ter feito esse mesmo pedido para alguns lugares. "Nós vamos usar o nosso jurídico, vou pedir anulação dessas eleições", declarou naquela noite.

Nesta segunda, ele anunciou que a campanha pedirá apenas a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico, como antecipou a coluna Painel.

"Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", afirmou, no vídeo.

Apesar de não admitir a derrota de forma explícita no vídeo, Flávio afirmou que pretende transformar o Congresso, onde a direita conseguiu obter maioria, em uma "fortaleza" contra o governo Lula.

"Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Foi uma vitória que vocês deram para o Brasil. Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula", disse.

"Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar, não vão me intimar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil aconteça o que acontecer. Não vamos desistir do nosso Brasil", completou.

Flávio agradeceu por ter recebido o voto de confiança de quase 60 milhões de brasileiros —um grupo que, segundo ele, queria mudança. Lula teve 64 milhões de votos no segundo turno; Flávio, 59 milhões, o que levou ao placar de 51% a 48%.

Interlocutores do senador afirmam que ele ouviu pessoas da cúpula da campanha que o aconselharam a mudar de postura. A avaliação foi a de que a fala dele na noite anterior, bem como a de aliados da ala radical que sugeriram fraude nas urnas, foi feita com o fígado.

Entre as pessoas ouvidas estavam o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os advogados liderados pela ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri.

A direção do PL também defendeu não endossar a tese de fraude ou questionar o resultado. Nos bastidores, os relatos são de que o partido preferiu agir no mundo real, ou seja questionar apenas o que veem como abuso de poder.

Aliados de Flávio afirmam não saber o teor de sua conversa com Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta segunda, mas dizem acreditar que o senador não reconheceria a derrota se não tivesse o aval do pai para isso.

A tese de fraude ou de prejuízo por causa da prorrogação da eleição acabou isolada, até porque os partidos do centrão também reconheceram a vitória de Lula.

A ideia do vídeo desta segunda foi, de acordo com auxiliares de Flávio, dizer que ele reconhece ter tido menos votos que o rival, mas acha que não houve paridade de armas na campanha.

Segundo um integrante da equipe de Flávio, a ação eleitoral vai tratar do pacote de bondades de Lula, como o aumento do Bolsa Família, da mensagem de quitação de dívidas do MEI disparadas na sexta (23), do aviso do INSS de que o voto serviria como prova de vida, e do que veem como uma máquina de fake news operada por André Janones (Rede-MG) no "Exército do Lula".

Não será incluída contestação a urnas ou ao resultado. Também não será explorada a prorrogação da votação por ordem de Zanin. A linha vai ser a de mirar apenas a atuação da campanha adversária e não a atuação do TSE.

Antes mesmo de Flávio divulgar o vídeo, aliados como o ex-ministro Adolfo Sachsida e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se posicionaram de forma democrática.

"Vocês venceram ao escolher a maioria dos governadores de direita e também uma forte bancada de direita na Câmara e no Senado. Nós estaremos lá para fiscalizar esse governo e lutar pelo país que queremos, com prosperidade e segurança", disse a senadora e ex-ministra.

O médico Cláudio Lottenberg, que foi indicado por Flávio para ser ministro da Saúde, em caso de vitória, disse à reportagem neste domingo que as urnas refletem o desejo da sociedade e que cabia a eles respeitar.

"Eu entendo que a resposta das urnas é a resposta do que é o desejo da sociedade. Especulações podem existir porque evidentemente o candidato Flávio estava com uma performance positiva à frente do candidato Lula […], portanto eu acho que [foi] inesperado. Mas, enfim, cabe a nós respeitar. E que seja pelo bem do Brasil", disse.
Por Carolina Linhares/Thaísa Oliveira/Folhapress
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Carreta com tubos para a Ponte Salvador-Itaparica tomba na BR-101 em Santo Antônio de Jesus; motorista culpa buraco

Foto: Reprodução
Uma carreta que transportava tubos de aço para as obras da Ponte Salvador-Itaparica tombou na noite desta segunda-feira (26) na BR-101, na região da Praia do Dendê, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. Segundo o motorista, o acidente foi causado por um buraco na pista.

O motorista, identificado como Arlei, contou ao Blog do Valente que o veículo saiu do Espírito Santo e seguia com o material para a obra. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre feridos nem sobre impactos no trânsito da região.

Primeira-dama de cidade baiana compartilha texto que chama eleitores de Lula de 'maconheiros' e 'cheiradores'

A primeira-dama e secretária de Saúde de Jequié, no Médio Rio de Contas, Mariana de Freitas Oliva, compartilhou nas redes sociais um texto que associa eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pessoas que “não querem trabalhar”, “maconheiros” e “cheiradores”.

A publicação foi feita neste domingo (25), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Já nesta segunda-feira (26), Mariana pediu desculpas e afirmou que compartilhou a mensagem sem ler atentamente todo o conteúdo. “Reconheço que foi uma atitude equivocada e assumo a responsabilidade pelo ocorrido”, declarou em nota.

Conforme o g1, o texto original foi publicado pelo mentor de posicionamento e imagem João Menna. A mensagem também classificava o resultado eleitoral como “um dia triste para o país” e afirmava que todos os brasileiros “pagarão a conta”.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Mariana Oliva é casada com o prefeito de Jequié, Flavinho Santana (União), que assumiu o cargo em abril, após a renúncia de Zé Cocá (PP) para disputar o governo baiano na chapa de ACM Neto (União). O atual gestor declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

REPÚDIO
Após a repercussão, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (Sinserv-Jequié) divulgou uma nota de repúdio. A entidade criticou as generalizações contra artistas, estudantes, trabalhadores e pessoas com posicionamentos políticos diferentes.

“O exercício da democracia pressupõe o respeito à pluralidade de ideias, à liberdade de expressão e à dignidade humana”, afirmou o sindicato.

A nota também destacou que artistas e estudantes não devem ser tratados como improdutivos por suas posições políticas e concluiu: “Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado”.

A prefeitura de Jequié informou que não emitirá nota institucional sobre o caso, pois a publicação não foi feita nos canais oficiais do município.

PREFEITO
Também neste domingo, Flavinho Santana publicou uma mensagem na qual manifestou insatisfação com o resultado das eleições, mas afirmou respeitar a decisão da maioria.

“Pra mim uma noite triste. O Brasil e a Bahia terão o presidente e o governador que a maioria escolheu. Eu escolhi diferente da maioria nos dois casos. Mas a democracia é saber que um lado iria vencer e seja ele qual fosse todos teríamos de aceitar”, escreveu.

Em Jequié, Lula obteve 64,87% dos votos válidos no segundo turno, contra 35,13% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o petista havia recebido 58,86%, enquanto o candidato do PL alcançou 34,70%.

DESCULPAS
Na nota de desculpas, a primeira-dama de Jequié disse: “Jamais tive a intenção de magoar, constranger ou desrespeitar quem quer que seja. Entendo, porém, que nossas atitudes podem tocar as pessoas de maneiras que nem sempre imaginamos e que reconhecer um erro, ouvir e pedir desculpas também são gestos de respeito e humanidade,” escreveu.

Mariana encerrou a manifestação afirmando lamentar o ocorrido e defendendo que o episódio sirva de aprendizado, com mais atenção, empatia e respeito ao próximo.

Rui Costa pode voltar ao governo Lula em ministério de Infraestrutura e abrir vaga para Carletto

Eleito senador pela Bahia, o ex-governador Rui Costa (PT) poderá retornar à Esplanada dos Ministérios no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. A possibilidade mais discutida nos bastidores do governo é que o baiano assuma uma pasta na área de infraestrutura, com a missão de acelerar obras e acompanhar a execução de projetos estratégicos. Caso a nomeação se concretize, sua cadeira no Senado será ocupada pelo primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante.

Rui deixou a Casa Civil para disputar o Senado nas eleições de outubro, mas manteve influência no núcleo político do presidente, inclusive durante a campanha pela reeleição. Considerado um dos principais responsáveis pelo acompanhamento das obras do governo federal, o ex-governador coordenou o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ganhou a reputação de gestor dedicado à execução de projetos.

A expectativa é que Lula aproveite essa experiência para colocar Rui à frente de um ministério com perfil mais executivo, concentrado em investimentos, infraestrutura e entregas do governo. A mudança também permitiria ao presidente reorganizar o comando da Casa Civil, considerada a pasta mais importante da Esplanada.

Para o posto, um dos nomes mais fortes é o do ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT), que comandou o estado entre 2015 e 2022 e ocupou o Ministério da Educação no terceiro mandato de Lula. Camilo é considerado uma liderança de confiança do presidente e reúne experiência administrativa e capacidade de articulação política. Principalmente no segundo turno, ele participou ativamente da campanha presidencial.

Ampla negociação - A formação do quarto governo Lula deverá envolver uma ampla negociação com os partidos do centro político, especialmente diante da composição do Congresso Nacional. No terceiro mandato, o presidente distribuiu ministérios a legendas como PP, União Brasil, MDB, PSD e Republicanos, numa tentativa de assegurar governabilidade. Por isso, empregou lideranças ligadas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A estratégia, entretanto, não impediu sucessivos embates com o Legislativo.

Agora, a tendência é que Lula procure preservar essa composição, inclusive abrindo espaço para representantes de partidos que apoiaram formalmente Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas que mantiveram setores alinhados ao governo federal. É o caso de alas do MDB e do PSD, além de lideranças nordestinas do Republicanos, PP e União Brasil.

Nesse processo, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deverão exercer influência sobre a formação da equipe. Lula tende a trabalhar pela recondução dos dois ao comando das respectivas Casas, buscando construir uma relação menos conflituosa com o Congresso.

Outro nome que poderá ganhar espaço é Guilherme Boulos (PSOL-SP), atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. O ex-deputado federal teve participação ativa na campanha pela reeleição de Lula, especialmente na mobilização da militância e dos movimentos sociais. Sua permanência no governo é considerada provável, embora não esteja descartada uma mudança de função.

A derrota de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo também deverá pesar nas decisões de Lula. Ex-ministro da Fazenda, Haddad era considerado um dos nomes mais fortes para ocupar a Casa Civil, mas perdeu espaço nas articulações após o resultado eleitoral.

Embora ainda possa ser aproveitado em alguma função estratégica, o petista já não aparece com a mesma força de antes, enquanto Camilo Santana desponta como favorito para assumir a coordenação do governo.

Na equipe econômica, a principal indefinição envolve o Ministério da Fazenda. Uma ala do governo defende a permanência de Dario Durigan, enquanto outros setores trabalham com a possibilidade de nomeação de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento, que mantém boa interlocução com o Congresso e proximidade com Lula.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também aparece entre os nomes lembrados para uma função de destaque na área econômica. Sua eventual escolha seria interpretada como um sinal de compromisso com o equilíbrio fiscal e a articulação com o setor produtivo.

Outros ministros bem avaliados poderão continuar no governo, ainda que em funções diferentes, como Esther Dweck, da Gestão, Leonardo Barchini, da Educação, e Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário. Lula também poderá aproveitar aliados derrotados nas eleições, entre eles Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Guimarães (PT-CE).

Outra mudança em discussão é a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa feita por Lula durante a campanha. A iniciativa depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, ainda em tramitação no Senado. Entre os nomes lembrados para a nova pasta está Chico Lucas, atual secretário nacional de Segurança Pública.

A primeira-dama Janja da Silva também deverá participar das conversas sobre a composição do governo, especialmente nas áreas de Cultura, Mulheres, Igualdade Racial e na estrutura de assessoramento direto à Presidência. Coube a ela, na primeira gestão de Lula, a escolha da ministra da Cultura, a baiana Margareth Menezes.

Os outros ministros baianos na Esplanada são o da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, alvo de diversas críticas durante a campanha. Aliados do presidente apostam em mudanças nas duas pastas.

Por Política Livre

BC define regra para Pix no crédito e cria alertas contra endividamento

O Banco Central aprovou, na sexta-feira (23), três resoluções ligadas a ofertas de crédito que buscam aumentar a transparência e reduzir o endividamento. A instituição só poderá oferecer crédito no ambiente do Pix se o cliente tiver dado uma autorização prévia. O chamado Pix crédito, modalidade praticada com cobrança de juros, não tinha regulamentação estruturada, segundo especialistas.

Além disso, se algum Pix for devolvido ao pagador e ele estiver com parcelas do Pix crédito em aberto, esse valor será usado automaticamente para abater a dívida.

O pacote também cria o Painel de Dívidas Consolidadas, que reunirá em aplicativos e plataformas digitais todas as dívidas do cliente e emitirá um alerta quando as parcelas comprometerem 40% da capacidade mensal de pagamento.

A terceira resolução trata da autorização seletiva. O cliente poderá escolher de quais produtos aceita receber propagandas e ofertas. Quem estiver endividado só poderá ver ofertas de renegociação e, ainda assim, desde que haja consentimento prévio.

As regras entram em vigor entre março e julho de 2027.

Pix no crédito

O Pix no crédito permite que os clientes de bancos façam uma transferência via Pix mesmo sem ter saldo na conta-corrente, usando o limite do cartão de crédito ou por meio de um empréstimo pessoal.

O pagamento pode ser feito parcelado, com juros e outras despesas previstas em contrato (multa por atraso, por exemplo). Mesmo se for parcelado pelo cliente pagador, o Pix cai na conta de que quem recebe no mesmo instante e de forma integral.

Para o usuário ter acesso a ofertas nessa modalidade de crédito, ele precisará registrar uma autorização prévia, com 24 horas de antecedência. É exigida uma única autorização, que poderá ser cancelada a qualquer momento, com efeito imediato. Ofertar ou não essa opção fica a critério do banco, que pode limitar as propostas conforme o perfil do cliente.

A resolução entra em vigor em 1º de julho de 2027.

O texto proíbe a oferta de crédito em valor superior ao da transação, em Pix agendado e em transações com finalidade de saque ou troco.

Quando as parcelas forem cobradas na fatura do cartão de crédito, o saldo devedor não poderá consumir o limite do cartão.

Se o Pix for devolvido, inclusive por meio do MED (Mecanismo Especial de Devolução), o valor deverá ser usado para antecipar a liquidação da dívida.

Além disso, as instituições devem garantir que a oferta e a contratação sigam as normas de concessão de crédito. As informações do contrato precisam ser apresentadas de forma clara e acessível.

Os aplicativos de pessoas físicas das instituições que ofertarem crédito deverão ter uma área para consultar as operações contratadas durante um Pix e um simulador das operações ofertadas.

Painel de Dívidas Consolidadas

Outra resolução obriga instituições financeiras e de pagamento a oferecer o Painel de Dívidas Consolidadas. A ferramenta ficará disponível em aplicativos e plataformas digitais para informar o cliente sobre o próprio endividamento e ajudá-lo a decidir sobre contratações de crédito.

A ferramenta reunirá informações sobre cartão de crédito, cheque especial e outras operações de crédito com pagamento futuro.

O cliente poderá filtrar por tipo de crédito e por instituição, além de ver os valores vencidos e a vencer. Gráficos mostrarão a evolução da dívida e do comprometimento da capacidade mensal de pagamento.

Para cada operação, o painel informará o saldo devedor remanescente e o número de parcelas a vencer.
Por Guilherme Matos, Folhapress

Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição

Após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições brasileiras, integrantes do governo Donald Trump procuraram aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.

Como mostrou a Folha, o governo americano decidiu adiar o reconhecimento da vitória do petista.

Segundo aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, integrantes da administração Trump optaram por aguardar uma definição sobre a postura do candidato derrotado antes de decidir como se manifestar sobre o resultado das eleições brasileiras.

O governo Trump, até o início da tarde desta segunda-feira (26), não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição. O silêncio ocorre às vésperas de uma nova rodada de contatos diplomáticos entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, na Geórgia. Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.

No domingo (25), antes da conclusão da apuração, um assessor de Trump afirmou à Folha que o presidente americano estava inclinado a reconhecer o resultado das eleições ainda naquela noite, se Flávio ganhasse.

Questionado se essa posição seria mantida em caso de vitória de Lula, o mesmo assessor disse que o cenário não havia sido discutido com o republicano.

Agora, aliados de Flávio afirmam que a possibilidade de questionamento do resultado eleitoral ainda está em discussão.

Figuras próximas a Trump também passaram a questionar o processo eleitoral brasileiro. O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticou a imprensa dos Estados Unidos por não se manifestar sobre a ampliação do horário de votação no Brasil. O advogado de Trump Martin De Luca passou boa parte do domingo publicando críticas ao processo eleitoral brasileiro nas redes sociais.

Já Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, defendeu na manhã desta segunda-feira que Trump e Rubio se pronunciassem sobre a eleição e rompessem relações diplomáticas com o Brasil.

Apesar de não ter declarado apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump elogiou o desempenho do senador no primeiro turno, quando ele terminou à frente de Lula, classificando o resultado como uma "grande vitória" e algo "impressionante".

Na ocasião, o republicano também publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração dos votos no Brasil, que usou para criticar o sistema eleitoral americano.

Já no domingo, dia do segundo turno, evitou comentar sua preferência entre os candidatos. Questionado por jornalistas, limitou-se a dizer que acompanhava a disputa. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou.

Por Isabella Menon, Folhapress

FICCO/SP apreende mais de 2 toneladas de drogas e prende dois homens em flagrante

São Paulo/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em conjunto com equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), apreendeu nesse sábado (24/10), 2.337,8 kg de drogas e prendeu dois homens em flagrante.

Na região de Palmital/SP, os policiais abordaram um caminhão que transportava uma carga lícita e encontraram 1.810,2 kg de maconha escondidos em um fundo falso no compartimento de carga. Em outra ocorrência, na região de Presidente Prudente/SP, um motorista desobedeceu à ordem de parada e fugiu, mas foi alcançado pelos policiais. Na vistoria do veículo, foram apreendidos 509,7 kg de maconha, 5,1 kg de haxixe e 12,8 kg de skunk, totalizando 527,6 kg de drogas.
Os dois homens foram presos em flagrante e conduzidos às delegacias da Polícia Federal em Marília/SP e em Presidente Prudente/SP. As drogas foram apreendidas para os procedimentos de polícia judiciária e para exames periciais. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
A FICCO/SP é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, por meio das Polícias Militar e Civil.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo