Primeira-dama de cidade baiana compartilha texto que chama eleitores de Lula de 'maconheiros' e 'cheiradores'

A primeira-dama e secretária de Saúde de Jequié, no Médio Rio de Contas, Mariana de Freitas Oliva, compartilhou nas redes sociais um texto que associa eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pessoas que “não querem trabalhar”, “maconheiros” e “cheiradores”.

A publicação foi feita neste domingo (25), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Já nesta segunda-feira (26), Mariana pediu desculpas e afirmou que compartilhou a mensagem sem ler atentamente todo o conteúdo. “Reconheço que foi uma atitude equivocada e assumo a responsabilidade pelo ocorrido”, declarou em nota.

Conforme o g1, o texto original foi publicado pelo mentor de posicionamento e imagem João Menna. A mensagem também classificava o resultado eleitoral como “um dia triste para o país” e afirmava que todos os brasileiros “pagarão a conta”.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Mariana Oliva é casada com o prefeito de Jequié, Flavinho Santana (União), que assumiu o cargo em abril, após a renúncia de Zé Cocá (PP) para disputar o governo baiano na chapa de ACM Neto (União). O atual gestor declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

REPÚDIO
Após a repercussão, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (Sinserv-Jequié) divulgou uma nota de repúdio. A entidade criticou as generalizações contra artistas, estudantes, trabalhadores e pessoas com posicionamentos políticos diferentes.

“O exercício da democracia pressupõe o respeito à pluralidade de ideias, à liberdade de expressão e à dignidade humana”, afirmou o sindicato.

A nota também destacou que artistas e estudantes não devem ser tratados como improdutivos por suas posições políticas e concluiu: “Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado”.

A prefeitura de Jequié informou que não emitirá nota institucional sobre o caso, pois a publicação não foi feita nos canais oficiais do município.

PREFEITO
Também neste domingo, Flavinho Santana publicou uma mensagem na qual manifestou insatisfação com o resultado das eleições, mas afirmou respeitar a decisão da maioria.

“Pra mim uma noite triste. O Brasil e a Bahia terão o presidente e o governador que a maioria escolheu. Eu escolhi diferente da maioria nos dois casos. Mas a democracia é saber que um lado iria vencer e seja ele qual fosse todos teríamos de aceitar”, escreveu.

Em Jequié, Lula obteve 64,87% dos votos válidos no segundo turno, contra 35,13% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o petista havia recebido 58,86%, enquanto o candidato do PL alcançou 34,70%.

DESCULPAS
Na nota de desculpas, a primeira-dama de Jequié disse: “Jamais tive a intenção de magoar, constranger ou desrespeitar quem quer que seja. Entendo, porém, que nossas atitudes podem tocar as pessoas de maneiras que nem sempre imaginamos e que reconhecer um erro, ouvir e pedir desculpas também são gestos de respeito e humanidade,” escreveu.

Mariana encerrou a manifestação afirmando lamentar o ocorrido e defendendo que o episódio sirva de aprendizado, com mais atenção, empatia e respeito ao próximo.

Rui Costa pode voltar ao governo Lula em ministério de Infraestrutura e abrir vaga para Carletto

Eleito senador pela Bahia, o ex-governador Rui Costa (PT) poderá retornar à Esplanada dos Ministérios no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. A possibilidade mais discutida nos bastidores do governo é que o baiano assuma uma pasta na área de infraestrutura, com a missão de acelerar obras e acompanhar a execução de projetos estratégicos. Caso a nomeação se concretize, sua cadeira no Senado será ocupada pelo primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante.

Rui deixou a Casa Civil para disputar o Senado nas eleições de outubro, mas manteve influência no núcleo político do presidente, inclusive durante a campanha pela reeleição. Considerado um dos principais responsáveis pelo acompanhamento das obras do governo federal, o ex-governador coordenou o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ganhou a reputação de gestor dedicado à execução de projetos.

A expectativa é que Lula aproveite essa experiência para colocar Rui à frente de um ministério com perfil mais executivo, concentrado em investimentos, infraestrutura e entregas do governo. A mudança também permitiria ao presidente reorganizar o comando da Casa Civil, considerada a pasta mais importante da Esplanada.

Para o posto, um dos nomes mais fortes é o do ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT), que comandou o estado entre 2015 e 2022 e ocupou o Ministério da Educação no terceiro mandato de Lula. Camilo é considerado uma liderança de confiança do presidente e reúne experiência administrativa e capacidade de articulação política. Principalmente no segundo turno, ele participou ativamente da campanha presidencial.

Ampla negociação - A formação do quarto governo Lula deverá envolver uma ampla negociação com os partidos do centro político, especialmente diante da composição do Congresso Nacional. No terceiro mandato, o presidente distribuiu ministérios a legendas como PP, União Brasil, MDB, PSD e Republicanos, numa tentativa de assegurar governabilidade. Por isso, empregou lideranças ligadas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A estratégia, entretanto, não impediu sucessivos embates com o Legislativo.

Agora, a tendência é que Lula procure preservar essa composição, inclusive abrindo espaço para representantes de partidos que apoiaram formalmente Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas que mantiveram setores alinhados ao governo federal. É o caso de alas do MDB e do PSD, além de lideranças nordestinas do Republicanos, PP e União Brasil.

Nesse processo, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deverão exercer influência sobre a formação da equipe. Lula tende a trabalhar pela recondução dos dois ao comando das respectivas Casas, buscando construir uma relação menos conflituosa com o Congresso.

Outro nome que poderá ganhar espaço é Guilherme Boulos (PSOL-SP), atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. O ex-deputado federal teve participação ativa na campanha pela reeleição de Lula, especialmente na mobilização da militância e dos movimentos sociais. Sua permanência no governo é considerada provável, embora não esteja descartada uma mudança de função.

A derrota de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo também deverá pesar nas decisões de Lula. Ex-ministro da Fazenda, Haddad era considerado um dos nomes mais fortes para ocupar a Casa Civil, mas perdeu espaço nas articulações após o resultado eleitoral.

Embora ainda possa ser aproveitado em alguma função estratégica, o petista já não aparece com a mesma força de antes, enquanto Camilo Santana desponta como favorito para assumir a coordenação do governo.

Na equipe econômica, a principal indefinição envolve o Ministério da Fazenda. Uma ala do governo defende a permanência de Dario Durigan, enquanto outros setores trabalham com a possibilidade de nomeação de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento, que mantém boa interlocução com o Congresso e proximidade com Lula.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também aparece entre os nomes lembrados para uma função de destaque na área econômica. Sua eventual escolha seria interpretada como um sinal de compromisso com o equilíbrio fiscal e a articulação com o setor produtivo.

Outros ministros bem avaliados poderão continuar no governo, ainda que em funções diferentes, como Esther Dweck, da Gestão, Leonardo Barchini, da Educação, e Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário. Lula também poderá aproveitar aliados derrotados nas eleições, entre eles Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Guimarães (PT-CE).

Outra mudança em discussão é a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa feita por Lula durante a campanha. A iniciativa depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, ainda em tramitação no Senado. Entre os nomes lembrados para a nova pasta está Chico Lucas, atual secretário nacional de Segurança Pública.

A primeira-dama Janja da Silva também deverá participar das conversas sobre a composição do governo, especialmente nas áreas de Cultura, Mulheres, Igualdade Racial e na estrutura de assessoramento direto à Presidência. Coube a ela, na primeira gestão de Lula, a escolha da ministra da Cultura, a baiana Margareth Menezes.

Os outros ministros baianos na Esplanada são o da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, alvo de diversas críticas durante a campanha. Aliados do presidente apostam em mudanças nas duas pastas.

Por Política Livre

BC define regra para Pix no crédito e cria alertas contra endividamento

O Banco Central aprovou, na sexta-feira (23), três resoluções ligadas a ofertas de crédito que buscam aumentar a transparência e reduzir o endividamento. A instituição só poderá oferecer crédito no ambiente do Pix se o cliente tiver dado uma autorização prévia. O chamado Pix crédito, modalidade praticada com cobrança de juros, não tinha regulamentação estruturada, segundo especialistas.

Além disso, se algum Pix for devolvido ao pagador e ele estiver com parcelas do Pix crédito em aberto, esse valor será usado automaticamente para abater a dívida.

O pacote também cria o Painel de Dívidas Consolidadas, que reunirá em aplicativos e plataformas digitais todas as dívidas do cliente e emitirá um alerta quando as parcelas comprometerem 40% da capacidade mensal de pagamento.

A terceira resolução trata da autorização seletiva. O cliente poderá escolher de quais produtos aceita receber propagandas e ofertas. Quem estiver endividado só poderá ver ofertas de renegociação e, ainda assim, desde que haja consentimento prévio.

As regras entram em vigor entre março e julho de 2027.

Pix no crédito

O Pix no crédito permite que os clientes de bancos façam uma transferência via Pix mesmo sem ter saldo na conta-corrente, usando o limite do cartão de crédito ou por meio de um empréstimo pessoal.

O pagamento pode ser feito parcelado, com juros e outras despesas previstas em contrato (multa por atraso, por exemplo). Mesmo se for parcelado pelo cliente pagador, o Pix cai na conta de que quem recebe no mesmo instante e de forma integral.

Para o usuário ter acesso a ofertas nessa modalidade de crédito, ele precisará registrar uma autorização prévia, com 24 horas de antecedência. É exigida uma única autorização, que poderá ser cancelada a qualquer momento, com efeito imediato. Ofertar ou não essa opção fica a critério do banco, que pode limitar as propostas conforme o perfil do cliente.

A resolução entra em vigor em 1º de julho de 2027.

O texto proíbe a oferta de crédito em valor superior ao da transação, em Pix agendado e em transações com finalidade de saque ou troco.

Quando as parcelas forem cobradas na fatura do cartão de crédito, o saldo devedor não poderá consumir o limite do cartão.

Se o Pix for devolvido, inclusive por meio do MED (Mecanismo Especial de Devolução), o valor deverá ser usado para antecipar a liquidação da dívida.

Além disso, as instituições devem garantir que a oferta e a contratação sigam as normas de concessão de crédito. As informações do contrato precisam ser apresentadas de forma clara e acessível.

Os aplicativos de pessoas físicas das instituições que ofertarem crédito deverão ter uma área para consultar as operações contratadas durante um Pix e um simulador das operações ofertadas.

Painel de Dívidas Consolidadas

Outra resolução obriga instituições financeiras e de pagamento a oferecer o Painel de Dívidas Consolidadas. A ferramenta ficará disponível em aplicativos e plataformas digitais para informar o cliente sobre o próprio endividamento e ajudá-lo a decidir sobre contratações de crédito.

A ferramenta reunirá informações sobre cartão de crédito, cheque especial e outras operações de crédito com pagamento futuro.

O cliente poderá filtrar por tipo de crédito e por instituição, além de ver os valores vencidos e a vencer. Gráficos mostrarão a evolução da dívida e do comprometimento da capacidade mensal de pagamento.

Para cada operação, o painel informará o saldo devedor remanescente e o número de parcelas a vencer.
Por Guilherme Matos, Folhapress

Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição

Após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições brasileiras, integrantes do governo Donald Trump procuraram aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.

Como mostrou a Folha, o governo americano decidiu adiar o reconhecimento da vitória do petista.

Segundo aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, integrantes da administração Trump optaram por aguardar uma definição sobre a postura do candidato derrotado antes de decidir como se manifestar sobre o resultado das eleições brasileiras.

O governo Trump, até o início da tarde desta segunda-feira (26), não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição. O silêncio ocorre às vésperas de uma nova rodada de contatos diplomáticos entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, na Geórgia. Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.

No domingo (25), antes da conclusão da apuração, um assessor de Trump afirmou à Folha que o presidente americano estava inclinado a reconhecer o resultado das eleições ainda naquela noite, se Flávio ganhasse.

Questionado se essa posição seria mantida em caso de vitória de Lula, o mesmo assessor disse que o cenário não havia sido discutido com o republicano.

Agora, aliados de Flávio afirmam que a possibilidade de questionamento do resultado eleitoral ainda está em discussão.

Figuras próximas a Trump também passaram a questionar o processo eleitoral brasileiro. O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticou a imprensa dos Estados Unidos por não se manifestar sobre a ampliação do horário de votação no Brasil. O advogado de Trump Martin De Luca passou boa parte do domingo publicando críticas ao processo eleitoral brasileiro nas redes sociais.

Já Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, defendeu na manhã desta segunda-feira que Trump e Rubio se pronunciassem sobre a eleição e rompessem relações diplomáticas com o Brasil.

Apesar de não ter declarado apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump elogiou o desempenho do senador no primeiro turno, quando ele terminou à frente de Lula, classificando o resultado como uma "grande vitória" e algo "impressionante".

Na ocasião, o republicano também publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração dos votos no Brasil, que usou para criticar o sistema eleitoral americano.

Já no domingo, dia do segundo turno, evitou comentar sua preferência entre os candidatos. Questionado por jornalistas, limitou-se a dizer que acompanhava a disputa. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou.

Por Isabella Menon, Folhapress

FICCO/SP apreende mais de 2 toneladas de drogas e prende dois homens em flagrante

São Paulo/SP. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em conjunto com equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), apreendeu nesse sábado (24/10), 2.337,8 kg de drogas e prendeu dois homens em flagrante.

Na região de Palmital/SP, os policiais abordaram um caminhão que transportava uma carga lícita e encontraram 1.810,2 kg de maconha escondidos em um fundo falso no compartimento de carga. Em outra ocorrência, na região de Presidente Prudente/SP, um motorista desobedeceu à ordem de parada e fugiu, mas foi alcançado pelos policiais. Na vistoria do veículo, foram apreendidos 509,7 kg de maconha, 5,1 kg de haxixe e 12,8 kg de skunk, totalizando 527,6 kg de drogas.
Os dois homens foram presos em flagrante e conduzidos às delegacias da Polícia Federal em Marília/SP e em Presidente Prudente/SP. As drogas foram apreendidas para os procedimentos de polícia judiciária e para exames periciais. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
A FICCO/SP é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, por meio das Polícias Militar e Civil.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

‘O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita’: imprensa mundial repercute reeleição de Lula

Presidente Lula (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e se tornou o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.

A imprensa mundial deu amplo destaque à reeleição do presidente Lula (PT) nesta segunda-feira (26), no dia seguinte ao pleito. Os jornais destacaram o aspecto surpreendente da virada inédita e projetam o panorama para seu novo governo.

Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação no domingo, o que marcou a primeira vez na história em que um candidato é eleito após ter ficado em 2º lugar no primeiro turno. O presidente obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 48,21%.

O New York Times, dos Estados Unidos, destacou o poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freia avanço da direita";
O Le Monde, da França, afirmou que o resultado foi uma "surpresa para todos";
O La Nación, da Argentina, falou em "reviravolta no Brasil" e "virada inédita";
A BBC, do Reino Unido, também destacou a "vitória surpreendente" de Lula;
A CNN Internacional, dos Estados Unidos, afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita";
O The Telegraph, do Reino Unido, afirmou que a "guerra no Brasil continua", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.

The New York Times, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal The New York Times, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The New York Times

O jornal norte-americano "The New York Times" destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e o panorama do resultado da eleição brasileira.

Em reportagem, o jornal deu evidência ao poder de Lula para a virada: "O líder político mais influente da América Latina freou o avanço da direita".

O jornal afirmou que Lula alcançou uma "recuperação memorável e espetacular", além de destacar o tamanho da vitória do presidente brasileiro frente à pressão exercida pelo governo Trump.

"A improvável vitória de Lula no Brasil representou uma impressionante rejeição ao avanço da direita, dando novo fôlego a um movimento de esquerda que parecia à beira da extinção na América Latina. (...) Lula ofereceu um exemplo raro de resistência à estratégia de Washington de projetar seu poderio militar e econômico na região, enfrentando Trump enquanto o presidente americano tentava pressionar o Brasil com tarifas e sanções", escreveu.

Le Monde, França

Reportagem do jornal Le Monde, da França, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/Le Monde

O francês "Le Monde" afirmou que a reeleição de Lula ocorreu "para surpresa de todos", porque as pesquisas eleitorais indicavam Flávio Bolsonaro à frente apesar de projetarem cenários de empate técnico.

"O presidente brasileiro de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, foi reeleito neste domingo, conquistando, contra todas as expectativas, um quarto mandato inédito, mas seu rival conservador, Flávio Bolsonaro, anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito", afirmou a reportagem.

Em artigo de opinião, o "Le Monde" também afirmou que "a extrema direita foi derrotada no Brasil", em referência ao bolsonarismo, e destacou que Lula terá uma tarefa difícil para reduzir a desigualdade e defender as instituições brasileiras" diante de um Congresso dominado pela extrema direita".

La Nación, Argentina

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial do jornal La Nación, da Argentina, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/La Nación

O jornal argentino "La Nación" também destacou a reeleição de Lula no topo de sua página inicial e falou que o pleito representou uma "reviravolta no Brasil". Também destacou que Lula obteve uma "virada inédita".

O veículo também mencionou a polêmica com denúncias de ambos os partidos e com a extensão de votação e destacou que Flávio Bolsonaro vai pedir a anulação dos resultados.

BBC, Reino Unido

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da rede britânica BBC em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/BBC

A rede britânica BBC também destacou no topo de sua página inicial a reeleição de Lula e falou em "vitória surpreendente" do petista.

"A eleição foi marcada por uma disputa acirrada e contraria uma tendência regional mais ampla de ascensão de líderes de direita, escreve nosso editor para a América Latina", escreveu.

O veículo também afirmou que Lula enfrentará um Congresso "hostil" e um país dividido.

CNN Internacional, Estados Unidos

Reeleição do presidente Lula destacada na página inicial da TV CNN Internacional, dos Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/CNN Internacional

A TV CNN Internacional afirmou que "o Brasil se mantém à esquerda enquanto a América Latina vira à direita".

The Telegraph, Reino Unido

Reportagem do tablóide The Telegraph, do Reino Unido, sobre a reeleição de Lula em 26 de outubro de 2026. — Foto: Reprodução/The Telegraph

O tablóide britânico "The Telegraph" afirmou que "Lula ganhou, mas a guerra continua para o Brasil", em referência à polarização que permanece no país e o Congresso brasileiro avesso ao petista.
Por Redação g1

Alcolumbre e Motta ligam para Lula, oferecem apoio e pedem que ele atue para unir o Brasil

Foto: Divulgação
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), parabenizaram o presidente Lula (PT) pela vitória neste domingo (25).
Os dois telefonaram para o petista para prometer espaço para que as promessas feitas na campanha sejam efetivadas e afirmaram que o ele ganhou uma nova oportunidade de tentar unir o Brasil.

Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno "Temos Brasil dividido, que passou infelizmente os quatro anos radicalizdao, e com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de poder conciliar o país, de poder olhar para frente e conciliar todos os brasileiros", afirmou Motta, que cumprimentou também Flávio Bolsonaro (PL) pela disputa.

Alcolumbre destacou que parte dos estados brasileiros votou no candidato adversário, que teve quase 60 milhões de votos. "Precisamos todos nós ter a compreensão de que o nosso país dividido não é bom para o povo brasileiro, não é bom para as instituições republicanas, não é bom para o futuro do Brasil", disse. "Passou a eleição. O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que precisam das respostas do Estado", disse.

Motta pediu que Lula faça uma avaliação dos acertos da campanha, "mas também dos erros cometidos". "Somos humanos e precisamos neste momento fazer uma auto avaliacao daquilo que precisa er melhorado", disse.

Os dois exaltaram o sistema eleitoral brasileiro e a democracia, e afirmaram que o Congresso estará à disposição para votar os projetos que tragam desenvolvimento econômico e melhore a segurança pública.

"O Congresso brasileiro não se furtará a debater todos os temas, não se furtará em fazer os enfrentamentos necessários para buscar na agenda do Parlamento brasileiro uma agenda de resposta a que a sociedade espera do Poder Legislativo", disse Alcolumbre.

O presidente do Senado disse que cabe ao presidente reeleito unir o Brasil e que o clima de agressões dos apoiadores de ambos os lados não é positivo. Ele e Motta citaram que o Legislativo atuará de forma independente, mas harmônica com o Executivo.

Motta fez campanha pela reeleição de Lula, mas seu partido declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e ele ficou mais ausente na segunda etapa.

Também pesou nesse afastamento o fato do petista ter pedido votos para um adversário do pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que acabou derrotado para Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na disputa pelo Senado na Paraíba.

O presidente da Câmara, no entanto, auxilou o petista ao colocar em votação rapidamente um pacote de medidas para o MEI (Microempreendedor Individual). O texto aumentará o teto de faturamento anual de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 e perdoou cerca de R$ 15 bilhões em dívidas tributárias desse grupo.

Já Alcolumbre não fez campanha abertamente por nenhum dos candidatos à Presidência, mas ajudou Lula ao colocar em votação às vésperas do segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de trabalho 6x1. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, pediu votos para o petista.

Alcolumbre e Motta buscarão a reeleição para o comando das duas Casas do Congresso, e devem contar com apoio do governo Lula nessa empreitada, para evitar que a direita vença a disputa. A eleição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.

No Senado, Alcolumbre deve enfrentar a concorrência de Rogério Marinho (PL-RN) e de Tereza Cristina (PP-MS). O PL elegeu a maior bancada da Casa, com 29 senadores, que se somam aos três do partido Novo em oposição ao atual presidente. Alcolumbre já conta com adesão de PSD e MDB à sua candidatura.

Na Câmara, Motta reuniu em torno de si o apoio de dez partidos do centrão, do PDT e do PSB. O PT também deve votar nele, mas aguardava o fim do segundo turno da eleição presidencial antes de decidir.

Por Raphael Di Cunto / Folhapress

Kassio diz que decisão de Zanin de prorrogar votação não provocou 'nenhuma alteração' na eleição

Presidente do TSE fez pronunciamento após proclamar resultado do segundo turno neste domingo

Foto: Leobark Rodrigues/TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25), após a confirmação da vitória do presidente Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), que a prorrogação do prazo de fechamento das urnas não causou problemas na totalização dos votos.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial", disse.

Mais cedo, em uma decisão inédita, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques determinaram que a votação fosse estendida até as 19h (em Brasília) em seções em que a votação ainda não havia sido concluída e em que as urnas permanecem abertas.

Segundo o magistrado, a decisão liminar proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral. Kassio disse ter recebido o pedido por volta das 15h30, quando buscou informações técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as prefeituras e as equipes do próprio TSE, por não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação.

"Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação. Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advino de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração. Registo que essas palavras não se interessam a absolutamente nenhuma crítica a uma decisão judicial, mas as indagações que circulam na rede social do porquê que eu teria demorado para proferir uma decisão", disse.

O ministro voltou a dizer não se tratar de uma decisão convencional. O TSE ainda não divulgou formalmente quantas seções eleitorais foram fechadas às 17h e quantas seguiram abertas recebendo eleitores.

"Não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada. Hoje, estamos felizes e orgulhosos da nossa equipe técnica que evitou eventuais problemas. Tivemos que fazer um bloqueio para não receber boletins de urna para que nenhum servidor da Justiça Eleitoral, nenhum membro desse tribunal tivesse acesso a nenhum conteúdo de boletim", disse.

Dentre as dificuldades, o ministro citou a incerteza sobre a capacidade de armazenamento de todos os dados. Milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas, o que impede a reabertura, mas os boletins de urnas tiveram de ser bloqueados até o novo horário final.

O presidente do TSE também relatou ter telefonado aos dois candidatos à Presidência da República para confirmar o resultado definitivo. No pronunciamento, também direcionou uma palavra a ambos.

"Ao candidato Flávio Bolsonaro, que pela primeira vez disputou a eleição presidencial e conquistou votação expressiva, parabenizo pela campanha", disse.

"Ao Presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. Participou como candidato de 8 eleições, tendo vencido 4 delas", afirmou.

Kassio também ressaltou a queda na abstenção de presenças nas urnas. De acordo com ele, os mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar neste segundo turno, com 99,9% das urnas apuradas, compareceram mais de 128 milhões. "O percentual de abstenção foi de 19,21%, menor do que no primeiro turno, que registrou cerca de 21,08% de abstenção".

Por Isadora Albernaz/Ana Pompeu/Luísa Martins/Folhapress

Do ajuste fiscal à desaceleração da atividade, Lula enfrentará desafios na economia

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará a partir de 2027 uma série de desafios na economia: necessidade de ajuste fiscal, atividade em desaceleração, inflação e juros altos e endividamento em patamar recorde estão entre os principais, dizem analistas.

Resolvê-los, segundo eles, passa por desatar o nó das contas públicas, em um momento em que a dívida bruta do Brasil já chega a quase 83% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior nível em cinco anos.

Apenas estabilizá-la requer um ajuste de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, como mostrou a Folha, forma de garantir que a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75% ao ano, continue caindo.

Economistas ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do Banco Central, esperam que a taxa seja reduzida a 12% ao ano no final de 2027, mas essa conta embute a expectativa de que algum ajuste fiscal acontecerá.

"O quadro fiscal é frágil, com o déficit primário [receitas menos despesas antes do pagamento de juros] estacionado em torno de 0,4% do PIB [considerando projeção para 2026], mas com gastos elevados de juros e dívida alta e crescente", diz o economista-chefe e sócio da Warren Investimentos, Felipe Salto.

Chegar ao ajuste necessário, de acordo com ele, envolve conter a alta dos pisos da saúde e da educação, a correção da previdência separada do salário mínimo e uma redução do percentual de contribuição do governo federal ao Fundeb (Fundo da Educação Básica).

Salto aponta ainda a necessidade do fim em etapas do abono salarial, a redução de 50% das emendas parlamentares e um corte de 25% nos gastos tributários.

"Tudo isso precisa ser distribuído em quatro anos, mas com um plano aprovado desde logo. O efeito da aprovação célere se verificará na curva de juros futuros e na própria Selic, além de evitar aprofundar a desaceleração econômica que já está contratada para o ano que vem", afirma Salto.

O Boletim Focus mostra que economistas do mercado financeiro esperam que o PIB cresça 1,83% neste ano e 1,32% no ano que vem. O consumo, que aumentou em média 3,3% nos últimos cinco anos, deve perder ritmo para em torno de 1% neste ano e abaixo disso no ano que vem, cenário decorrente dos juros altos e do endividamento da população.

Em setembro, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do PIB em 2026. Para 2027, a estimativa baixou de 2,5% para 2,3%. Apesar da redução, as previsões continuam acima das expectativas do mercado.

"Para a economia crescer de forma sustentável, é necessário uma redução da taxa de juros reais. Mas isso passa, evidentemente, pela necessidade de um ajuste fiscal gradual, com mudanças nas regras de concessão de benefícios, na indexação e por desvincular os gastos em saúde e educação da receita corrente líquida", afirma Silvia Matos, pesquisadora e coordenadora do Boletim Macro do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O boletim do FGV Ibre espera avanço de somente 0,9% da economia no ano que vem, cenário influenciado pela perda de fôlego do consumo das famílias e do governo, além da menor contribuição para o crescimento de setores como agropecuária e indústria extrativa.

"O consumo das famílias, que já está em processo de desaceleração, deve crescer ainda menos em 2027. As famílias, principalmente as de níveis de renda mais baixa, vão precisar honrar suas dívidas, e não haverá mais espaço fiscal para novas rodadas de medidas de estímulo ao consumo."

Há 83,9 milhões de inadimplentes no Brasil, segundo os últimos dados da Serasa, e a inadimplência das famílias no crédito livre, em que as condições são livremente pactuadas entre bancos e clientes, atingiu novo recorde, chegando a 8% em agosto, conforme o BC.

As empresas também enfrentam um cenário cada vez mais desafiador e vêm recorrendo a recuperações judiciais e extrajudiciais.

"A causa do endividamento alto das empresas e pessoas físicas são os juros altos, que incomodam principalmente as empresas. O que vai fazer a taxa de juros baixar? Uma expectativa de inflação menor, a sinalização de um crescimento menor e um ajuste fiscal mais sério", aponta Rafael Schiozer, professor titular de finanças da FGV.

A expectativa é que os preços continuem incomodando no ano que vem, em meio ao cenário externo adverso, com conflitos geopolíticos, e ao fenômeno climático El Niño. O Focus prevê que o IPCA, índice oficial de preços, subirá 4,32% em 2027, acima do centro da meta de inflação, de 3%, e abaixo do teto, de 4,5%.

"O mercado fica na expectativa que tenha algum tipo de ajuste fiscal, mas se isso não acontecer, as expectativas de inflação não cedem e retroalimentam uma inflação mais alta. E, nesse cenário, o Banco Central não pode cortar juros", aponta Ivo Chermont, economista-chefe e sócio da gestora Quantitas. "O dólar está forte no mundo todo e pode atrapalhar."

Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, também chama a atenção para o quadro das contas públicas e cita a falta de um plano de ajuste crível e consistente. "Temos alguns problemas na economia brasileira, e o principal hoje é a questão fiscal."

COMÉRCIO EXTERIOR

O novo governo Lula terá outro desafio no comércio exterior, com o aumento do protecionismo no mundo e o clima de embate entre China e Estados Unidos, aponta Welber Barral, sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados.

"Serão anos desafiadores. O Brasil vai continuar exportando bastante commodities, que continuarão valorizadas e ajudarão a balança comercial, mas há o grande desafio de exportar bens manufaturados", afirma.

Barral diz que a diversificação de destinos comerciais amorteceu o impacto das tarifas americanas. "O desafio será não voltar à dependência dos Estados Unidos, já que a política unilateralista americana vai se manter pelos próximos anos", afirma. "A pressão americana com relação a minerais críticos e ao comércio digital vai aumentar, é importante que o governo saiba identificar o interesse nacional para reduzir essas pressões."

Na visão de Agostini, o Brasil pode ser protagonista em terras raras e minerais críticos, desde que essa agenda seja bem conduzida. Para 2027, ele também vê incertezas no cenário econômico internacional e riscos climáticos.

O El Niño altera a distribuição das chuvas, o que desafia a produção da agropecuária. Em caso de perdas no campo, há risco de repasses para os preços finais dos alimentos —ponto considerado sensível para a popularidade dos governos.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Lula também terá de administrar o primeiro ano de implementação da reforma tributária.

A principal mudança está marcada para 1º de janeiro, quatro dias antes da cerimônia de posse, quando haverá a substituição de PIS, Cofins, IOF sobre seguros e parte do IPI (imposto sobre industrializados) pela CBS, a nova contribuição federal sobre bens e serviços.

Antes disso, durante a transição, está prevista a definição da alíquota desse tributo e também a edição de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e de uma medida provisória, que vão tratar do Imposto Seletivo sobre bens e serviços classificados como prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Há ainda uma série de pendências que devem ser administradas ao longo do próximo ano, o que inclui adaptações na legislação que serão discutidas em conjunto com estados e municípios e o auxílio às empresas na alteração de documentos fiscais.

Outra pendência é a implementação do split payment, sistema de arrecadação previsto para funcionar no segundo semestre, que será opcional e utilizado apenas em operações entre empresas (B2B).

Os tributos envolvidos na reforma respondem por cerca de um terço da arrecadação administrada pela Receita Federal.

Por Maeli Prado, Leonardo Vieceli e Eduardo Cucolo/Folhapress

Apoio de ACM Neto não impede Lula de ampliar vantagem sobre Flávio em 654 mil votos na Bahia - Por Política Livre

Foto: Divulgação/Arquivo
O apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial não foi suficiente para reduzir a vantagem do presidente Lula (PT) na Bahia. Pelo contrário. Apesar da participação ativa do ex-candidato a governador na campanha bolsonarista, a diferença entre os dois presidenciáveis aumentou em mais de 654 mil votos no estado. O resultado coloca em discussão o peso político do líder oposicionista e sobretudo, sua capacidade de transferir votos para aliados.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 2.442.585 votos na Bahia, o equivalente a 28,53% dos válidos. Lula, por sua vez, conquistou 5.664.771 votos (66,17%), estabelecendo uma vantagem de 3.222.186 votos sobre o adversário.

Três semanas depois, com ACM Neto engajado na campanha do candidato do PL, Flávio chegou a 2.608.761 votos (28,69%), enquanto Lula alcançou 6.485.258 (71,31%). Isso significa que o bolsonarista ganhou 166.176 votos entre os dois turnos, enquanto o petista ampliou sua votação em 820.487 votos. A diferença entre os dois candidatos saltou para 3.876.497 votos, um crescimento de 654.311 votos favorável ao presidente reeleito.

Os números mostram que o crescimento de Flávio foi modesto diante da mobilização realizada por ACM Neto e seus aliados. Embora não seja possível determinar quantos votos o ex-prefeito efetivamente transferiu ao candidato do PL, o resultado demonstra que sua participação não conseguiu alterar a correlação de forças no estado.

Aposta em Brasília - ACM Neto anunciou apoio a Flávio Bolsonaro logo após sofrer sua segunda derrota consecutiva na disputa pelo governo da Bahia. No primeiro turno, o ex-prefeito recebeu 3.625.227 votos (43,72%), contra 4.626.509 (55,80%) do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito com uma vantagem superior a um milhão de votos.

A adesão à candidatura presidencial do PL foi oficializada em Brasília, no dia 7 de outubro. Além de tentar fortalecer o campo oposicionista na Bahia, a decisão também alimentou especulações sobre uma eventual participação de ACM Neto no primeiro escalão de um governo Flávio Bolsonaro. Sem ocupar cargo público desde que deixou a Prefeitura de Salvador, em dezembro de 2020, o ex-prefeito era apontado por aliados como possível ministro, caso o senador vencesse a disputa presidencial.

ACM Neto, entretanto, negou ter negociado cargos. Neste domingo (25), ao votar em Salvador, afirmou que não havia tratado da possibilidade de assumir um ministério e que caberia exclusivamente a Flávio definir a composição de um eventual governo.

A postura adotada no segundo turno contrastou com a campanha do primeiro. Na ocasião, ACM Neto declarou apoio ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), mas não realizou uma mobilização ostensiva em favor do presidenciável na Bahia. Não houve, por exemplo, um grande ato de campanha com Caiado em Salvador.

Durante a disputa pelo governo estadual,  ACM Neto também evitou confrontos diretos com Lula, enquanto parte de seus apoiadores estimulava o chamado voto cruzado, combinando o apoio ao petista para presidente e ao candidato do União Brasil para governador. No segundo turno, o ex-prefeito mudou radicalmente, participando, inclusive, de atos de campanha ao lado de Flávio. 

Campanha nas ruas - ACM Neto não se limitou a declarar apoio ao candidato do PL. Participou de atos de campanha em Salvador e em municípios do interior, mobilizando prefeitos, deputados e lideranças políticas que integraram sua campanha ao governo estadual.

Em Salvador, esteve ao lado de Flávio Bolsonaro no ato realizado no Farol da Barra, no dia 17 de outubro. O evento reuniu o prefeito Bruno Reis (União), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além de parlamentares e outras lideranças da oposição baiana.

Na véspera, ACM Neto havia participado de uma caminhada em Campo Formoso, no norte do estado, ao lado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL), do deputado federal Elmar Nascimento (União), do deputado estadual Júnior Nascimento (União) e de prefeitos da região. O ex-prefeito liderou ainda atos bolsonaristas em Feira de Santana, Porto Seguro e Itapetinga. Flávio não ganhou em nenhuma dessas cidades. 

Mais eleitores - Outro dado que chama a atenção é a redução da abstenção no segundo turno. Enquanto aproximadamente 2,26 milhões de baianos deixaram de votar no primeiro turno, o número caiu para cerca de 1,89 milhão na votação deste domingo.

A diferença representa aproximadamente 368 mil eleitores a menos ausentes das urnas. Também houve redução dos votos brancos e nulos, que passaram de cerca de 493 mil para 328 mil. O aumento da participação eleitoral ampliou o universo de votos válidos, mas beneficiou principalmente Lula, que conquistou quase cinco vezes mais votos adicionais do que Flávio Bolsonaro.

O desempenho representa também uma vitória política para o governador Jerônimo Rodrigues, que mobilizou prefeitos, deputados e lideranças de sua base com o objetivo declarado de ampliar a vantagem do presidente na Bahia.

Imagens mostram pessoas aplicando adesivos partidários em ônibus nas garagens em Salvador

Imagens de câmeras de segurança registraram um grupo de homens aplicando adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) em ônibus do transporte público dentro de garagens de Salvador, na madrugada deste domingo (25). A ação foi apontada pela administração municipal como o motivo do atraso e da retenção de veículos para higienização e remoção do material antes de entrarem em circulação.

Sobre o episódio, o prefeito Bruno Reis declarou que o atraso no envio dos veículos às ruas envolveu uma questão logística decorrente das intervenções nos ônibus. Por sua vez, o sindicato da categoria declarou que não possui responsabilidade sobre os atos registrados pelas câmeras nas garagens.

Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia noticias

Eleições 2026: Lula vence em 64 países e Flávio Bolsonaro lidera em 37 nas parciais

Os quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior votam neste domingo. Pelo mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 64 países, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), em 37. No primeiro turno das eleições, Flávio saiu à frente na disputa, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Cerca de 918.876 brasileiros que residem no exterior estão aptos para votar no segundo turno das eleições de 2026. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado do país, estimado em aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. A Nova Zelândia foi o prmeiro país a encerrar o pleito. Lá, as urnas ficaram abertas das 8h às 17h (das 16h de sábado a 1h de domingo).

O resultado integral da votação deverá ser divulgado após a conclusão da apuração, marcada para ocorrer às 17:00 e interrompida seis minutos depois após a decisão do TSE de prorrogar o pleito em todo o país por mais duas horas.

Confira os resultados parciais levantados pelo Poder360::

OCEANIA: AUSTRÁLIA Lula (PT) – 6.017 votos (63,46%);
Flávio (PL) – 3.465 (36,54%).
No 1º turno, Lula teve 4.562 votos e Flávio, 2.579.

NOVA ZELÂNDIA Lula (PT) – 418 votos (80,54%);
Flávio (PL) – 101 votos (19,46%).
No 1º turno, Lula teve 234 votos e Flávio, 64.

COREIA DO SUL
Lula (PT) – 148 votos válidos (64,35%);
Flávio (PL) – 82 votos (35,65%).
No 1º turno, Lula teve 123 votos e Flávio, 72.

CHINA
Lula (PT) – 375 votos (73,67%);
Flávio (PL) – 134 votos (26,33%).
No 1º turno, Lula teve 367 votos e Flávio, 203.

TAIWAN
Lula (PT) – 94 votos (41,96%)0;
Flávio (PL) – 130 votos (58,04%).
No 1º turno, Flávio teve 107 votos e Lula, 77.

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26....

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26.

JAPÃO
Flávio (PL) – 28.538 votos (80,08%);
Lula (PT) – 7.098 votos (19,92%).
No 1º turno, Flávio teve 24.601 votos e Lula, 5.234.

MALÁSIA
Flávio (PL) – 44 votos (51,76%);
Lula (PT) – 41 votos (48,24%)
. No 1º turno, Lula teve 44 votos e Flávio, 27.

SINGAPURA
Lula (PT) – 213 votos válidos (63,77%);
Flávio (PL) – 121 votos (36,23%).
No 1º turno, Lula teve 190 votos e Flávio, 92.

INDONÉSIA
Lula (PT) – 15 votos válidos (39,47%);
Flávio (PL) – 23 votos válidos (60,53%).
No 1º turno, Lula teve 8 votos e Flávio, 19.

TAILÂNDIA
Lula (PT) – 56 votos válidos (48,28%);
Flávio (PL) – 60 votos válidos (51,72%)
. No 1º turno, Lula teve 40 votos e Flávio, 51.

EMIRADOS ÁRABES
Flávio (PL) – 772 votos (54,56%);
Lula (PT) – 643 votos (45,44%).
No 1º turno, Lula teve 512 votos e Flávio, 659.

ARÁBIA SAUDITA
Lula (PT) – 49 votos (61,25%);
Flávio (PL) – 31 votos (38,75%). No 1º turno,
Lula teve 52 votos e Flávio, 22.

KUWAIT
Lula (PT) – 62 votos (78,48%);
Flávio (PL) – 17 votos (21,52%).
No 1º turno, Lula teve 54 votos e Flávio, 12.

JORDÂNIA
Lula (PT) – 725 votos (90,51%);
Flávio (PL) – 76 votos (9,49%).
No 1º turno, Lula teve 675 votos e Flávio, 59.

QATAR
Flávio (PL) – 195 votos (55,08%);
Lula (PT) – 159 votos (44,92%).
No 1º turno, Lula teve 147 votos e Flávio, 185.

SÍRIA
Lula (PT) – 106 votos (90,60%);
Flávio (PL) – 11 votos (9,40%).
No 1º turno, Lula teve 97 votos e Flávio, 7.

LÍBANO
Lula (PT) – 2.736 votos (68,20%);
Flávio (PL) – 1.276 votos (31,80%).
No 1º turno, Lula teve 2.538 votos e Flávio, 1.138.

PALESTINA
Lula (PT) – 1.000 votos (95,60%);
Flávio (PL) – 46 votos (4,40%).
No 1º turno, Lula teve 1.078 votos e Flávio, 46.

ISRAEL
Flávio (PL) – 699 votos (80,81%);
Lula (PT) – 166 votos (19,19%).
No 1º turno, Lula teve 92 votos e Flávio, 523.

TURQUIA Lula (PT) – 98 votos (77,17%);
Flávio (PL) – 29 votos (22,83%).
No 1º turno, Lula teve 114 votos e Flávio, 37.

QUÊNIA
Lula (PT) – 29 votos (64,44%);
Flávio (PL) – 16 votos (35,56%).
No 1º turno, Lula teve 26 votos e Flávio, 17.

MOÇAMBIQUE
Flávio (PL) – 117 votos (52,00%);
Lula (PT) – 108 votos (48,00%).
No 1º turno, Lula teve 89 votos e Flávio, 113.

ÁFRICA DO SUL
Flávio (PL) – 256 votos (57,92%);
Lula (PT) – 186 votos (42,08%)
. No 1º turno, Lula teve 152 votos e Flávio, 230.

MARROCOS
Lula (PT) – 31 votos
(83,78%); Flávio (PL) – 6 votos (16,22%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 6.

CHIPRE
Lula (PT) – 29 votos (53,70%);

Flávio (PL) – 25 votos (46,30%).
No 1º turno, Lula teve 24 votos e Flávio, 20.

GRÉCIA
Flávio (PL) – 311 votos (54,95%);
Lula (PT) – 255 votos (45,05%).
No 1º turno, Lula teve 196 votos e Flávio, 230.

FINLÂNDIA
Lula (PT) – 550 votos (74,83%);
Flávio (PL) – 185 votos (25,17%).
No 1º turno, Lula teve 475 votos e Flávio, 155.

ESTÔNIA
Lula (PT) – 160 votos (82,90%);
Flávio (PL) – 33 votos (17,10%).
No 1º turno, Lula teve 142 votos e Flávio, 19.

CROÁCIA
Lula (PT) – 31 votos (54,39%);
Flávio (PL) – 26 votos (45,61%).
No 1º turno, Lula teve 29 votos e Flávio, 17.

ESLOVÊNIA
Lula (PT) – 67 votos (70,53%);
Flávio (PL) – 28 votos (29,47%).
No 1º turno, Lula teve 61 votos e Flávio, 25.

REPÚBLICA TCHECA
Lula (PT) – 304 votos (77,95%);
Flávio (PL) – 86 votos (22,05%).
No 1º turno, Lula teve 279 votos e Flávio, 70.

POLÔNIA
Lula (PT) – 268 votos (75,07%);
Flávio (PL) – 89 votos (24,93%).
No 1º turno, Lula teve 183 votos e Flávio, 65.

SÉRVIA
Lula (PT) – 35 votos (72,92%);
Flávio (PL) – 13 votos (27,08%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 13.

ESLOVÁQUIA
Lula (PT) – 47 votos (77,05%);
Flávio (PL) – 14 votos (22,95%).
No 1º turno, Lula teve 35 votos e Flávio, 13.

BÉLGICA
Lula (PT) – 3.064 votos (58,72%);
Flávio (PL) – 2.154 votos (41,28%).
No 1º turno, Lula teve 2.516 votos e Flávio, 1.959.

HUNGRIA
Lula (PT) – 355 votos (75,21%);
Flávio (PL) – 117 votos (24,79%).
No 1º turno, Lula teve 331 votos e Flávio, 93.

DINAMARCA
Lula (PT) – 1.383 votos (85,06%);
Flávio (PL) – 243 votos (14,94%).
No 1º turno, Lula teve 1.166 votos e Flávio, 195.

SUÉCIA
Lula (PT) – 2.127 votos (78,26%);
Flávio (PL) – 591 votos (21,74%).
No 1º turno, Lula teve 1.770 votos e Flávio, 505.

NORUEGA
Lula (PT) – 820 votos (76,78%);
Flávio (PL) – 248 votos (23,22%).
No 1º turno, Lula teve 592 votos e Flávio, 198.

ÁUSTRIA
Lula (PT) – 1.178 votos (74,98%);
Flávio (PL) – 393 votos (25,02%).
No 1º turno, Lula teve 979 votos e Flávio, 311.

ALEMANHA
Lula (PT) – 16.549 votos (79,09%);
Flávio (PL) – 4.374 votos (20,91%).
No 1º turno, Lula teve 13.525 votos e Flávio, 3.532.

PAÍSES BAIXOS
Lula (PT) – 5.578 votos (80,13%);
Flávio (PL) – 1.383 votos (19,87%).
No 1º turno, Lula teve 4.387 votos e Flávio, 983.

REINO UNIDO
Lula (PT) – 10.968 votos (63,34%);
Flávio (PL) – 6.349 votos (36,66%).
No 1º turno, Lula teve 8.640 votos e Flávio, 5.366.

IRLANDA
Lula (PT) – 7.194 votos (80,20%);
Flávio (PL) – 1.776 votos (19,80%).
No 1º turno, Lula teve 6.025 votos e Flávio, 1.559.

FRANÇA
Lula (PT) – 10.676 votos (83,96%);
Flávio (PL) – 2.039 votos (16,04%).
No 1º turno, Lula teve 9.253 votos e Flávio, 2.276.

ESPANHA
Lula (PT) – 9.293 votos (68,42%);
Flávio (PL) – 4.289 votos (31,58%).
No 1º turno, Lula teve 7.263 votos e Flávio, 3.338.

PORTUGAL
Lula (PT) – 34.319 votos (59,42%);
Flávio (PL) – 23.433 votos (40,58%).
No 1º turno, Lula teve 20.844 votos e Flávio, 13.818.

ITÁLIA
Lula (PT) – 7.921 votos (59,99%);
Flávio (PL) – 5.283 votos (40,01%).
No 1º turno, Lula teve 6.148 votos e Flávio, 4.386.

SUÍÇA
Lula (PT) – 7.089 votos (56,68%);
Flávio (PL) – 5.419 votos (43,32%).
No 1º turno, Lula teve 5.194 votos e Flávio, 4.525.