PF prende homem com R$ 1 milhão em espécie no Amazonas

                Diligência teve início após denúncia anônima sobre crimes eleitorais

Manaus/AM. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (24/9), um homem por porte irregular de arma de fogo de uso restrito e apreendeu, aproximadamente, R$ 1 milhão em espécie durante ação de combate a crimes eleitorais em Manaus.

A diligência teve início após denúncia anônima sobre crimes eleitorais. Levantamentos realizados pela PF corroboraram as informações e permitiram o acompanhamento da movimentação.

Durante a abordagem, os policiais localizaram o valor em espécie e uma arma de fogo. O dinheiro foi apreendido para apuração de sua origem e destinação.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

PF, PRF e PM/PR apreendem 4 toneladas de maconha em Cambé/PR

Londrina/PR. Nessa quinta-feira (24/9), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar do Paraná, por meio da 11ª Companhia Independente de Polícia Militar (11ª CIPM), apreenderam, aproximadamente, 4 toneladas de entorpecentes na BR-369, no município de Cambé/PR.

A ação foi desencadeada após trabalho de análise que identificou um veículo oriundo da região de fronteira, com suspeita de transporte de ilícitos.

Durante a abordagem, os policiais localizaram cerca de 4.000 kg de substância com características de maconha, ocultada sob uma carga lícita.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Londrina para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária.

Comunicação Social da Polícia Federal em Londrina

PF desarticula esquema de comércio de armas e segurança privada irregular

          Ação cumpriu três mandados de busca e apreensão no Paraná e em Santa Catarina
Cascavel/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (25/9), a Operação Arsenal Oculto, com o objetivo de desarticular um esquema de locação de armas de fogo, exercício não autorizado de atividade de segurança privada armada e comercialização irregular de armamentos. A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Ponta Grossa/PR, o município de Joinville/SC.

No decorrer das investigações, foram encontrados indícios de que uma empresa de segurança privada armada teria locado armamentos para pessoas residentes em Joinville/SC, as quais exerciam essa atividade sem a devida autorização.
Há indícios, ainda, de que a empresa estaria exercendo atividade de segurança privada armada de forma clandestina, uma vez que não possui autorização para funcionar em Santa Catarina.
Apura-se também se a empresa estaria comercializando parte de seu arsenal de armas tendo em vista que, durante uma das fiscalizações realizadas, armas registradas em seu nome não foram localizadas, tampouco tiveram suas localizações esclarecidas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de aluguel e comércio ilegal de arma de fogo e exercício não autorizado de atividade de segurança privada armada.

Comunicação Social da Polícia Federal em Cascavel

Itagibá: Homem que se apresentava como pastor é preso durante investigação de crimes sexuais contra enteada


A Polícia Civil da Bahia cumpriu, na manhã desta sexta-feira (25), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 42 anos investigado por suspeita de crimes contra a dignidade sexual no âmbito familiar. A ação ocorreu por volta das 6h, no bairro Jorge Neiva, em Itagibá, e foi realizada pela Delegacia Territorial do município.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após uma denúncia apontar que o investigado, que se apresentava como pastor e é padrasto da vítima, teria praticado atos de natureza sexual contra ela dentro da residência da família. Os nomes foram preservados para evitar a identificação da vítima.

No decorrer da investigação, depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos pela polícia indicaram que os supostos abusos teriam começado quando a vítima ainda era menor de idade e, conforme a apuração, teriam continuado posteriormente. A polícia também investiga a conduta da mãe da vítima, companheira do suspeito, que teria conhecimento dos fatos.

Ainda conforme a Polícia Civil, durante um procedimento na delegacia, a mulher teria rasgado o termo de declaração prestado pela própria filha e danificado o celular dela. A suspeita é de que as ações tenham ocorrido com a finalidade de destruir, ocultar ou dificultar a preservação de possíveis provas. A Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão em relação à mulher.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão nesta sexta-feira, o investigado teria tentado fugir ao perceber a chegada dos policiais e arremessado o próprio celular na tentativa de descartá-lo. De acordo com a polícia, ele ainda entrou em confronto físico com a equipe, deixando um dos agentes ferido. O homem foi contido e preso.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos fatos, individualizar as condutas dos envolvidos e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito. Por Giro Ipiaú

Grupo de Jaques Wagner na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês, diz Vorcaro

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, afirmou que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT) na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês em propina. A acusação consta de uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por insuficiência de elementos de corroboração.

Vorcaro diz não ter presenciado o suposto acerto, mas tomado conhecimento por seu ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.

Segundo o ex-banqueiro, havia duas modalidades de pagamento que somariam R$ 3 milhões mensais.

Cerca de R$ 2 milhões eram repassados por meio de um contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta, cartão de crédito consignado destinado aos servidores da Bahia. O R$ 1 milhão restante era pago em espécie, ainda de acordo com a proposta de delação.

Vorcaro afirma ainda que havia outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos e contratos fictícios.

Segundo ele, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One.

A Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), estatal que detinha a operação do Credcesta, foi vendida em um leilão no qual a PF apura suspeitas de fraude e direcionamento à empresa de Augusto Lima. O certame ocorreu quando Wagner era secretário de governo da Bahia durante a gestão de Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e hoje candidato a senador.

A proposta de delação obtida pelo UOL foi rejeitada. A PF deixou a negociação duas vezes e a PGR recusou o acordo por avaliar que os relatos não vinham acompanhados de elementos de corroboração suficientes.

As defesas de Jaques Wagner e de Augusto Lima refutaram as alegações e ressaltaram que a delação não apresentou provas suficientes. Já a defesa de Vorcaro disse repudiar a divulgação dos anexos e afirmou não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

O que disse Vorcaro

Segundo a proposta de delação, no centro da operação estava a PKL One, empresa com os direitos de exploração do Credcesta e que, de acordo com Vorcaro, era controlada por laranjas de Augusto Lima e de políticos.

Vorcaro afirma no documento que o "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa recebia vantagens indevidas de diferentes formas:cerca de R$ 2 milhões mensais pagos pelo Banco Master à PKL ou a prestadores indicados pela empresa, valor que Vorcaro afirma ter sido destinado a contratos fictícios e pagamentos em dinheiro;
distribuição de lucros e dividendos da PKL One, na qual Vorcaro afirma que pessoas ligadas ao grupo político tinham participação oculta;
R$ 1 milhão em espécie por mês após a saída de Guilherme Sodré, descrito por Vorcaro como "operador de confiança de Jaques", do quadro de sócios indiretos da PKL;
contratos que Vorcaro afirma serem fictícios e terem sido firmados com pessoas indicadas por Wagner, incluindo um contrato entre uma filha do senador e uma empresa offshore ligada a João Carlos Falbo Mansur.

O acerto, segundo Vorcaro, teria sido feito em 2018, quando o Master comprou uma participação na empresa que geria o cartão Credcesta, produto de consignado criado no âmbito da Ebal.

"O produto tinha acesso a um percentual da renda dos servidores públicos que as demais instituições financeiras não tinham acesso, tornando-o extremamente valioso", diz trecho do documento, reproduzindo o relato de Vorcaro.

Segundo a proposta de delação, Augusto Lima "se uniu com políticos baianos para fraudar a privatização da Ebal, por meio do direcionamento do processo de leilão e do escamoteamento do produto Credcesta".

O documento aponta como operador de Wagner o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, pai de um enteado do senador, que teria influenciado o processo de privatização.

No leilão, a NGV Empreendimentos arrematou a Ebal por R$ 15 milhões. Segundo Vorcaro, Augusto Lima era o dono de fato da empresa, que estava formalmente em nome do investidor espanhol Ignácio Morales, apontado como "interposta pessoa".

Dezesseis dias depois do leilão, dois decretos assinados pelo então governador Rui Costa ampliaram as possibilidades de exploração do Credcesta e alteraram seu enquadramento no regime de consignações. A NGV transferiu posteriormente os direitos de exploração do cartão à PKL One Participações.

A participação na PKL era estruturada por uma cadeia de fundos de investimento. Segundo a proposta de delação, os beneficiários finais incluíam Augusto Lima, Guiga —representando Jaques Wagner, na versão de Vorcaro— e representantes de outros políticos.

Documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado sobre cotistas de fundos de investimentos mostram que Guilherme Sodré detinha 22,45% do Gardênia, fundo que tinha participação indireta na PKL One, até 31 de dezembro de 2018.

De maio de 2019 em diante, segundo os documentos e o relato de Vorcaro, a participação aparece em um fundo da Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro.

Os documentos confirmam a presença de Sodré na estrutura societária, mas não demonstram que ele tivesse essa participação em nome de Wagner.

O Master fechou a parceria com o Credcesta em 2018, segundo o documento. Pagou R$ 30 milhões pelo acordo com a PKL e combinou dividir metade dos lucros.

Foi nessa negociação, diz Vorcaro, que soube do suposto esquema.

"Augusto Lima informou ao colaborador que precisou corromper os políticos baianos para adquirir a operação do Credcesta, razão pela qual cedeu a políticos participação societária na PKL", afirma o documento.

O contrato de parceria entre a PKL e o Master previa pagamento mensal de cerca de R$ 2 milhões "em valores livres de impostos" a título de "despesas operacionais". Vorcaro afirma que esses valores eram usados para o pagamento de vantagens indevidas aos políticos.

Segundo ele, o dinheiro chegava depois aos beneficiários por contratos fictícios de consultoria firmados com "interpostas pessoas" e por empresas que forneciam recursos em espécie.

Vorcaro afirma ainda que um segundo acordo foi feito posteriormente. Com a expansão do Credcesta para outros estados, ele e Augusto Lima teriam concluído que manter Guiga na estrutura societária representava um risco.

Em seu lugar entrou a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior. Vorcaro descreve como fictício o contrato de compra dessa participação.

Nessa ocasião, segundo o ex-banqueiro, foi acertado o pagamento de R$ 1 milhão por mês em espécie a Guiga, que teria continuado até a liquidação do Banco Master.

Para conseguir dinheiro em espécie, havia, segundo Vorcaro, contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários parceiros de Augusto Lima. Ele cita a empresa Blue Pay, que devolveria a diferença a pessoas ligadas ao sócio.

A empresa The Pay também vendeu notas comerciais de R$ 80 milhões a fundos da Reag, gestora ligada ao Master, e, segundo o relato de Vorcaro, parte dos recursos foi transformada em dinheiro vivo.

A entrega dos valores em espécie era feita ao motorista de Vorcaro, "que não sabia do que se tratava, mas que repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", diz o documento.

Além das duas parcelas mensais, a proposta de delação cita distribuição de lucros e dividendos da PKL e contratos que Vorcaro afirma terem sido usados para beneficiar pessoas indicadas por Wagner.

Entre eles estaria um contrato entre uma filha do senador e uma empresa no exterior ligada a João Carlos Falbo Mansur, dono da Reag.

O que os documentos mostram

O contrato entre a PKL One e o Master confirma a previsão de pagamentos mensais de cerca de R$ 2 milhões a título de despesas operacionais. O documento, porém, não identifica Wagner ou outro político como beneficiário nem demonstra, por si só, que o valor fosse destinado ao pagamento de propina.

Documentos sobre a estrutura de fundos da PKL confirmam que Guilherme Sodré teve participação no Gardênia, fundo que detinha participação indireta na empresa. Eles não demonstram que Sodré representasse Wagner nessa participação.

Vorcaro também apresentou documentos relativos à The Pay e à Blue Pay, empresas que, segundo seu relato, participavam de operações destinadas a produzir dinheiro em espécie. O material descrito na proposta de delação, porém, não mostra o dinheiro sendo entregue a Wagner.

Também foram apresentados trocas de mensagens sobre o Credcesta e um contrato envolvendo uma empresa offshore e uma filha de Wagner.

Reportagem do UOL já havia mostrado que na cadeia de fundos da PKL One apareciam pessoas ligadas ao senador, entre elas o advogado Ângelo Rezende e Guilherme Sodré.

A The Pay aparece em investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal como empresa suspeita de ter sido utilizada em desvios de recursos do Master.

Outras suspeitas investigadas pela PF

Separadamente das acusações feitas na proposta de delação, Wagner foi alvo de busca e apreensão no caso do Master em junho.

A PF investiga se o senador atuou em favor de interesses do banco e recebeu vantagens em troca, entre elas viagens em aeronaves ligadas ao Master, ingressos para shows e um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões.

Uma empresa de sua nora também fechou contrato de R$ 12 milhões com o Master.

Essas suspeitas integram outra frente da investigação e, por si só, não comprovam os pagamentos mensais descritos por Vorcaro na proposta de delação.

O que a delação não esclarece

Vorcaro não explica a relação de Rui Costa com o suposto esquema. O capítulo atribui os pagamentos ao "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa", mas as formas de repasse descritas apontam para pessoas supostamente ligadas a Wagner.

Costa é citado cinco vezes no capítulo: na lista de envolvidos, como o governador que assinou os decretos, em encontros sociais com Vorcaro, na expressão "grupo de Jaques Wagner e Rui Costa" e na lista final. Nenhum valor, intermediário ou contrato é atribuído diretamente a ele.

Vorcaro também diz não ter presenciado o suposto acerto político. Afirma que soube do esquema por Augusto Lima. A origem da acusação, portanto, é um relato que Vorcaro atribui ao ex-sócio, que nega tê-lo feito.

O documento não esclarece tampouco qual ato concreto Wagner teria praticado como contrapartida pelos supostos pagamentos nem como teria interferido no leilão ou nas decisões do governo estadual.

O caminho do dinheiro em espécie também não está claro. Pelo relato, o operador financeiro entregava os pacotes ao motorista, que "repassava os pacotes ao colaborador ou a Augusto Lima", mas não há descrição de como os recursos teriam chegado a Wagner ou a integrantes de seu grupo político.

Sobre a Blue Pay, o texto diz que a empresa "repassava parte dos valores pagos a maior diretamente para pessoas interpostas de Augusto Lima", sem identificar integrantes do grupo político entre os destinatários.

O contrato dos R$ 2 milhões apresentado pelo ex-banqueiro também não nomeia beneficiários políticos. A cláusula reproduzida na proposta de delação prevê pagamento "à PKL e/ou a prestadores de serviços indicados pelos atuais controladores da PKL".

Sobre a parcela de R$ 1 milhão em espécie, o capítulo diz que ela foi paga "até a liquidação do Banco Master em novembro de 2025", mas não informa quando os pagamentos começaram.

A proposta também não calcula quanto teria sido pago ao longo de todo o período nem apresenta uma relação consolidada das parcelas, datas e destinatários.

A distribuição de lucros e dividendos da PKL mencionada por Vorcaro não tem valor, data ou beneficiário individualizado no capítulo.

Por fim, sobre o contrato com a filha de Wagner, a proposta não informa no texto o nome da filha, o nome da empresa ligada a Mansur, o valor, a data, o objeto ou quais serviços teriam sido prestados. Segundo o documento, essas informações estariam em um anexo ao qual o UOL não teve acesso.

Outro lado

A defesa de Daniel Vorcaro disse que "repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada".

"A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas."

"O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade. A defesa reafirma que Daniel Vorcaro possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades."

A defesa do senador Jaques Wagner afirma que "tais declarações são completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições".

"Reafirma também que ele não tem conhecimento sobre contratos fictícios da PKL One e nunca teve nenhuma relação com essa empresa."

"Além disso, a mentira vem de uma pessoa que está presa, criando factoides na tentativa de ter de volta a sua liberdade."

"Vale reforçar, ainda, que o senador nunca teve qualquer vínculo com Daniel Vorcaro, nunca atuou em favor das pautas do Banco Master no Congresso Nacional e sempre votou contra os interesses do banco."

A defesa de Augusto Lima disse que "considera as informações apresentadas um completo absurdo, mentirosas, desconexas da realidade e delirantes". Classificou o relato como "uma obra de ficção já rechaçada pelas autoridades competentes".

"A defesa desde já nega de forma veemente que tenha acontecido qualquer ato funcional praticado pelo senador Jaques Wagner e muito menos pelo ex-ministro Rui Costa em benefício de Augusto Lima ou do banco Master. Quanto ao contrato mencionado, da PKL com o Banco Master, os serviços foram efetivamente prestados, não havendo ilicitude alguma."

"Causa indignação a divulgação de trechos de uma suposta proposta de delação, que não podem sequer serem levados em consideração uma vez que já foram rejeitados."

"O vazamento de supostos trechos de uma colaboração reiteradamente recusada pelas autoridades constitui proceder criminoso, cuja conduta, pela sua gravidade, exige investigação rigorosa."

"Tais informações, que deveriam ser sigilosas, não passam de uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, utilizada apenas para lançar suspeitas sobre terceiros."

"A defesa reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima qualquer ato ilícito e confia que a investigação comprovará sua inocência."

Por Natália Portinari, Fabio Serapião e Cézar Feitoza/UOL


Lula tinha 14 pontos de vantagem para Bolsonaro em 2022 a 10 dias da eleição Por Tamara Nassif/Folhapress

A dez dias do primeiro turno das eleições, o presidente Lula (PT) registra quatro pontos de vantagem sobre o principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).

O dado contrasta com o levantamento realizado a dez dias do primeiro turno de 2022, quando Lula tinha uma dianteira de 14 pontos sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e marcou 47% das intenções de voto —o então presidente, 33%.

A margem de erro, nos dois levantamentos do Datafolha, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Há quatro anos, Lula vivia a expectativa de liquidar a eleição já na primeira votação. No cálculo dos votos válidos, que excluem os nulos, em branco e os eleitores indecisos, o petista tinha 50% das intenções, segundo o instituto.

Nas urnas, ele obteve 48,4% dos votos válidos, ante 43,2% de Bolsonaro, e a decisão foi para a segunda rodada. Lula acabaria eleito com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do rival, com a menor diferença proporcional desde a redemocratização.

O movimento da base de apoiadores do presidente é similar, hoje, ao visto na eleição passada: diante da possibilidade de um eventual segundo turno muito concorrido, eleitores de Lula têm intensificado o apelo pelo voto útil já no próximo dia 4 de outubro.

Nas redes sociais, o apelo é direcionado aos eleitores de Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), candidatos de esquerda.

Pesquisas de 2018

Há oito anos, quando Bolsonaro se elegeu presidente, o quadro a dez dias do primeiro turno era de vantagem e ascensão do então deputado federal do PSL.

O então candidato do PSL se recuperava de uma facada sofrida em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) e liderava o levantamento do Datafolha com 28% das intenções de votos totais, contra 22% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado.

Ciro Gomes (então no PDT) e Geraldo Alckmin (à época no PSDB) estavam tecnicamente empatados no terceiro posto, com 11% e 10%, respectivamente. A margem de erro também era de dois pontos percentuais.

Havia uma diferença importante, no entanto: as pesquisas mostravam Bolsonaro em desvantagem em simulações de segundo turno. Haddad marcava 45% ante 39% do rival —também em intenções de votos totais.

Nas urnas, o então candidato do PSL obteve 46% dos votos válidos na primeira votação, contra 29,3% do petista. Na segunda rodada, se elegeu presidente com 55,1% dos votos válidos.

Cenários

Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a chance de esta eleição presidencial terminar no primeiro turno é baixa.

"O ambiente lembra 2018, quando crises como a Lava Jato e o impeachment de Dilma abriram espaço para candidaturas disruptivas. A crise do STF [Supremo Tribunal Federal], hoje, cumpre papel parecido", diz Renato Dorgan Filho, cientista político e especialista em pesquisas qualitativas e quantitativas.

A comparação do desempenho de Lula em pesquisas eleitorais de 2022 com o de 2026 indica um enfraquecimento das principais bases eleitorais, mas não um quadro de reversão.

Embora reduzida, a força do petista segue residindo nos mais pobres. Entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos, Lula marca, hoje, 46% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. Na eleição passada, ele tinha 57%, contra 24% de Jair Bolsonaro.

Na faixa de renda de 2 a 5 mínimos, Lula se mantém aquém do principal rival: marcava 36% das intenções de voto na campanha passada ante 43% de Bolsonaro; agora, tem 33% e Flávio, 41%.

Entre mulheres, o atual presidente segue na dianteira: tinha 49% das intenções de voto, e agora tem 42%. Bolsonaro tinha 29%, e Flávio tem 33%.

Já em rejeição, a fotografia também era mais vantajosa para Lula em 2022 do que é em 2026. À época, 39% diziam não votar de jeito nenhum no petista; hoje, o patamar é de 45%, o mesmo de Flávio. Bolsonaro registrava 52% há quatro anos.

Em aprovação de governo, 40% consideram a gestão Lula 3 ruim ou péssima, ante 34% que a qualificam como ótima ou boa. Bolsonaro em 2022 registrou 44% e 32% nessas amostras, respectivamente.

A defesa do voto útil tem ocorrido também na base bolsonarista. "O eleitor tem adiantado para o primeiro turno uma escolha que normalmente só faz no segundo. Isso ocorre mais na direita, onde os candidatos menores já mostram uma pequena queda nas pesquisas, mas não o suficiente para que a eleição termine na primeira votação", diz Beto Vasques, diretor de relações institucionais do Instituto Democracia em Xeque.

Nesta rodada, o Datafolha ouviu 2.002 eleitores, na terça (22) e na quarta (23), em 125 municípios. O trabalho, encomendado pela Folha e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.

Por Tamara Nassif/Folhapress

Noivos deixam festa de casamento de helicóptero, mas passeio termina em tragédia

               Noivos deixam festa de casamento de helicóptero, mas passeio termina em tragédia
Jesni Sam entrou com uma ação por homicídio culposo quase quatro meses após um acidente de helicóptero matar seu marido, Dave Fiji, de 25 anos, na noite do casamento dos dois, na Geórgia, nos Estados Unidos. A ação, apresentada na terça-feira (22), alega que o voo realizado em 29 de maio deveria ter sido cancelado devido às condições meteorológicas e que a noiva, gravemente ferida, permaneceu presa nos destroços por quase seis horas com o corpo do marido sobre ela.

O acidente aconteceu poucos minutos depois de Jesni e Dave deixarem a festa de casamento de helicóptero. O piloto Nikhil Nargundkar, de 28 anos, também morreu. Jesni sobreviveu com ferimentos graves.
O casal havia se casado diante de centenas de convidados no The Revere, espaço para casamentos e eventos em Dawsonville. A recepção terminou por volta das 21h30 e os recém-casados embarcaram no helicóptero com destino ao Aeroporto Peachtree-DeKalb, de onde seguiriam para passar a noite em um hotel de Atlanta.

Antes da decolagem, Dave, que era piloto da Delta, manifestou preocupação com as condições meteorológicas. “Ele disse: eu não voaria, nós não voaríamos com essa visibilidade”, contou o pai dele, George Fiji, à WSB. Segundo George, o piloto informou que pretendia voar em uma altitude maior.
Minutos depois da decolagem, o helicóptero caiu em uma área de mata. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes informou anteriormente que “os sinais iniciais de impacto mostram que o helicóptero atingiu árvores altas, seguido por um impacto com o terreno em uma área densamente arborizada”.

A investigação sobre as causas do acidente continua. Segundo o órgão, a causa provável e possíveis fatores contribuintes serão apresentados no relatório final, previsto para ser concluído entre 12 e 24 meses.

Na ação, os advogados de Jesni alegam que o passeio de helicóptero organizado pelo The Revere e operado pela Prestige Helicopters não deveria ter acontecido devido às “condições meteorológicas perigosas”. Eles também afirmam que o local não possuía padrões de segurança adequados nem um plano para cancelar a decolagem em caso de mau tempo. “Esta tragédia era totalmente evitável”, afirmaram os advogados, que atribuíram o acidente à “consequência de uma série de atos e omissões negligentes por parte dos responsáveis”.

Após a queda, Jesni ficou presa nos destroços até a chegada das equipes de resgate. “Por quase seis horas, Jesni permaneceu presa nos destroços, com o corpo sem vida do homem com quem havia se casado poucas horas antes sobre ela”, afirma a ação.

Jim George, tio de Jesni, também relatou anteriormente o que ela viveu após o impacto. “Quando ela tocou o rosto, ela… sentiu o corpo frio de Dave”, contou.

Andrew Robb, advogado que representa Jesni, afirmou que a ação busca esclarecimentos sobre o que aconteceu. “Em questão de minutos, Jesni passou de celebrar o dia mais feliz de sua vida para vivenciar algo quase impossível de compreender”, declarou.

“A ação de Jesni busca respostas e responsabilização pelo que aconteceu com ela e seu marido. E ela lutará para garantir que nenhum casal recém-casado passe por algo assim novamente”, acrescentou.

O The Revere não comentou o processo, enquanto a Prestige Helicopters não respondeu imediatamente ao pedido de manifestação.

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Avião que prendeu Maduro pousa em base aérea brasileira

Uma das aeronaves utilizadas para a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro está na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul, para participar de um exercício operacional.
A informação foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP) : “A aeronave HC-130J, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), encontra-se na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul (MS)“, diz em nota.

O Lockheed Martin HC-130J Combat King II é uma versão especializada de busca e salvamento em combate da aeronave Hércules.

O Exercício Operacional Conjunto Tápio 2026 é um treinamento militar realizado entre os dias 14 de agosto e 24 de setembro. As atividades ocorrem nos municípios de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.

De acordo com a Lockheed Martin, fabricante da aeronave, o HC-130J Combat King II “é a única plataforma de resgate de pessoal dedicada da Força Aérea dos EUA, operada pelo Comando de Combate Aéreo (ACC)”

“Esta variante do C-130J é especializada em perfis táticos e em operações de resgate e evasão em ambientes hostis. O Comando de Educação e Treinamento Aéreo também opera HC-130Js, treinando tripulações para missões operacionais”, diz a empresa.

A Força Aérea dos Estados Unidos diz que o HC-130J Combat King II atua como a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente a operações de resgate e recuperação de pessoal do inventário da Força Aérea americana.
Projetada pela Lockheed Martin como uma variante de alcance estendido do cargueiro C-130J Hércules, a aeronave executa missões em quaisquer condições meteorológicas, operando em lançamentos de paraquedistas e suprimentos, evacuações aeromédicas e abastecimentos de helicópteros no ar ou em solo em zonas avançadas.

Segundo a fabricante, a propulsão do quadrimotor é composta por quatro turbopropulsores Rolls-Royce AE2100D3, capazes de gerar quatro mil quinhentos e noventa e um cavalos de potência por eixo em cada motor.

O sistema de combustível garante um alcance operacional superior a 6.430 quilômetros, expansível por meio de um receptáculo superior para reabastecimento em voo.

A operação exige uma tripulação básica composta por cinco militares: três oficiais — piloto, copiloto e oficial de sistemas de combate — e dois graduados responsáveis pelo gerenciamento e lançamento de carga.

A aeronave conta com sistemas integrados de navegação inercial e GPS, sensores infravermelhos de visão frontal, receptores de alerta de aproximação de mísseis e “dispensadores de despistadores do tipo chaff e flare”.

Para evitar a detecção por radares e armamentos inimigos, as tripulações realizam voos predominantemente noturnos, em baixa ou média altitude, mantendo silêncio de comunicações e iluminação externa apagada. Os sistemas de iluminação interna e externa da aeronave são compatíveis com óculos de visão noturna.

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Mensagens apontam relação de proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro

        Procurado por meio da assessoria de imprensa, presidente do Senado não respondeuMensagens extraídas pela Polícia Federal mostram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve uma relação de amizade com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, segundo informações publicadas pela revista Veja e confirmadas pelo jornal Folha de São Paulo nesta quinta-feira (24).

Na data em que foi eleito para o comando da Casa, em fevereiro de 2025, Vorcaro parabenizou Alcolumbre, chamando-o de amigo, desejando os "melhores anos" e sucesso na "empreitada". O senador, então, respondeu: "Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!".

"Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!", completou o presidente do Senado, segundo a publicação. Vorcaro retornou com corações e correspondeu às declarações de amizade: "E eu seu [irmão]. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer". O ex-banqueiro enviou também uma sequência com cinco emojis de coração.

O jornal Folha de São Paulo procurou, por mensagem, a assessoria de imprensa de Davi Alcolumbre nesta quinta para obter um posicionamento. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Menções a Alcolumbre também aparecem em conversas de outubro de 2023 em que Vorcaro, o ex-ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro (PL) Fábio Faria e outros interlocutores falam sobre festas em um grupo nomeado "Macallan", em referência ao uísque, de acordo com as mensagens divulgadas pela Veja.

"Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina", diz Faria após o ex-banqueiro afirmar que "Aquela de 3 metros" estaria lá, em uma possível referência às mulheres que eram chamadas para suas festas. "Kkkkkk. Bonde do tigrão", respondeu Vorcaro ao ex-ministro. "Davi falou q está com dança nova", afirma ainda Faria.

O material obtido pela revista, com teor confirmado pela Folha, aponta que, em 28 de março de 2024, Vorcaro enviou mensagens para Faria tratando da contratação de mulheres para um evento paralelo a um fórum para discutir o cenário jurídico no Brasil, que seria realizado em Londres, em abril. O ex-banqueiro admitiu na conversa que estava preocupado com a discrição do evento e que parte dos convidados estaria lá apenas por conta das mulheres.

"To achando que não vai dar pra fazer off la viu. To com receio. Foda que tem nego que ta indo so pra isso ne kkkk", diz Vorcaro, ao que Faria responde: "Daquele jeito da. Fazemos pros caras e ficamos de boa. E depois vamos pra um menor. Pegar uma suíte em outro hotel. Deixa umas quatro lá". O ex-ministro completa dizendo que faria um pacto com Alcolumbre para que apenas o "careca" soubesse.

Embora o "careca" não tenha sido citado nominalmente na conversa, diálogos anteriores de Vorcaro e Faria mostram que era dessa forma que ambos se referiam ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também aparece nos diálogos com Vorcaro.

Uma das mensagens é de julho de 2025, quando o Banco Central vetou a venda do Master para o BRB. Na conversa, o então banqueiro diz que havia tentado contato com Alcolumbre, mas que o presidente do Senado não tinha informações sobre a negociação.

Na ocasião, Motta respondeu afirmando que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, havia combinado de ir até a casa de Alcolumbre após uma reunião.

"Galípolo ficou de ir lá para casa de Davi quando encerrasse a reunião", diz o presidente da Câmara. "Eu tava (sic) decolando quando o Davi me ligou para dizer isso", acrescentou.

As mensagens reveladas não dão mais detalhes sobre como foi a reunião entre Alcolumbre e Galípolo, e nem sobre o que o presidente do Banco Central tinha para conversar com o senador.

A Folha de São Paulo também procurou, por mensagem, Fábio Faria, Hugo Motta e Gabriel Galípolo para se manifestarem, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

Por Ana Pompeu/Anna Júlia Lopes/Isadora Albernaz/Folhapress

Crise do STF abre debate sobre sucessão de Fachin e ameaça tradição de 57 anos de rodízio entre ministros

Próximos da fila para ocupar presidência e vice seriam Moraes e Kassio, ambos no foco da crise do Master por elos com Daniel Vorcaro
A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) abriu um debate sobre a sucessão do ministro Edson Fachin na presidência da corte, e ministros já prospectam a possibilidade de uma tradição de quase 60 anos —um rodízio por ordem de antiguidade— ser quebrada no próximo ano.

Os próximos da fila para assumir a presidência e a vice seriam, respectivamente, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, ambos no foco do caso Master por supostos elos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Prevista para agosto de 2027, a eleição costuma ser simbólica, mas, sendo a votação secreta, ministros de alas rivais não descartam surpresas.

Um ministro do grupo de Kassio afirma que, se a eleição ocorresse hoje, não se sentiria à vontade para votar em Moraes como novo presidente, assim como um aliado de Moraes tem afirmado que não votaria em Kassio para vice. Apesar disso, ambos avaliam que a eleição ainda está distante e que é preciso aguardar o desenrolar das apurações.

Um ponto de inflexão, segundo esses dois magistrados e auxiliares de outros dois, é esperado para fevereiro, quando o Congresso Nacional inicia os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora no Senado Federal, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a pedidos de impeachment contra ministros.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) diz confiar que seu partido conseguirá eleger um presidente do Senado alinhado à pauta do impeachment de ministros do STF. Já o atual dirigente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve contar com apoio do governo Lula (PT) e do centrão para continuar no cargo a partir de 2027. Ele é contra dar sequência ao afastamento de magistrados.

Mesmo que os processos não avancem no Senado, a leitura de ministros do Supremo é de que a eleição de Moraes e Kassio vai depender do estágio dos inquéritos do Master e da decisão do plenário sobre a abertura de investigação contra seus próprios integrantes. No momento, essa análise está interrompida por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Atualmente, Moraes é apoiado por Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, enquanto Kassio está na ala de André Mendonça (relator do Master), Luiz Fux e Fachin. A ministra Cármen Lúcia é considerada mais neutra, mas, na sessão de 15 de setembro, votou com Mendonça. Dias Toffoli transita entre os dois grupos.

O regimento interno do STF prevê que a escolha de seus dirigentes deve ocorrer no mês anterior ao do fim do mandato em curso —Fachin entrega o cargo em setembro do ano que vem—, com quórum mínimo de oito ministros. Para serem eleitos, os novos presidente e vice precisam de número de votos superior à metade dos membros do tribunal.

A regra de eleger o mais antigo que ainda não tenha presidido o STF não está expressa no regimento, mas é considerada um hábito institucional de décadas. A sequência de presidentes empossados por ordem de antiguidade está documentada na corte pelo menos desde 1969, ou seja, há 57 anos.

Quando o Supremo está com o quórum completo de 11 ministros, as duas votações (para presidente e vice) costumam terminar em dez votos a um, já que um magistrado não pode votar em si próprio. Com a escalada maior das tensões, no entanto, ministros entendem que há espaço para um placar diferente.

Ainda assim, interlocutores de Fachin afirmam que o presidente do STF vai atuar para evitar esse tipo de ruptura. Esses auxiliares apostam que, independentemente das circunstâncias do Master ou das erosões internas da corte, a institucionalidade deve falar mais alto, com maioria de votos para preservar os moldes tradicionais de sucessão.

Um ministro disse reservadamente ao jornal Folha de São Paulo que, em um conjunto de dez integrantes (o STF está com um membro a menos desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso), é fácil descobrir aqueles que eventualmente descumprirem o acordo tácito —e que, como os votos são lidos pelo presidente em sessão pública, ninguém quer estar sujeito a essa exposição.

No cenário de Moraes e Kassio eleitos, o desafio da dupla seria buscar um mínimo de alinhamento para a gestão, já que fazem parte de grupos opostos na correlação de forças do STF. Aliados dos dois temem que esse antagonismo acabe gerando novos desgastes e prejudicando a condução dos trabalhos.

Moraes está no centro do desgaste da corte por ter sido identificado pela PF (Polícia Federal) como interlocutor de Vorcaro, a quem o ex-banqueiro perguntou se deveria fugir do país. O ministro nega as mensagens, que constam em relatório solicitado por Mendonça —gênese de uma série de embates, com acusações mútuas de abuso de autoridade.

Já Kassio virou alvo mais recentemente, quando o portal Metrópoles revelou um contrato de R$ 427 milhões do Master com a chamada "Turma do KN" (iniciais que remetem ao ministro do STF) para destravar precatórios bilionários de interesse de Vorcaro. O ministro nega ter trocado mensagens com o ex-banqueiro ou autorizado terceiros a falar em seu nome.
Por Luísa Martins/Augusto Tenório/Folhapress

CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) realiza nesta quinta (24) uma operção no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

A PF (Polícia Federal) participa, em apoio à Corregedoria Nacional de Justiça, que é vinculada ao CNJ.

Ramos é citado em diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como integrante da "Turma do KN", uma referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques.

A mulher do magistrado, Camila Ramos, firmou um contrato de R$ 470 milhões com o Banco Master para defender os interesses da instituição relacionados a precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. Ela visita Vorcaro regularmente na prisão.

O casal é amigo íntimo de Kassio. Diálogos mostram que o ministro viajou em uma aeronave de Vorcaro para celebrar o aniversário da advogada em Alagoas. Já o desembargador Newton Ramos aparece em diálogos pedindo a reserva de quartos em hotel de luxo para o magistrado.

Kassio Nunes Marques diz que nunca trocou mensagens com o banqueiro e que nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.

Ramos é alvo de um procedimento no CNJ que apura a conduta dele em casos de interesse do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, o desembargador proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Jequiá da Praia, Alagoas.

Em recuperação judicial, a empresa busca definir o valor da indenização devida pela União por supostos prejuízos causados pela política de preços do setor sucroalcooleiro.

Nas operações da corregedoria do CNJ são recolhidos materiais de computadores e outros documentos para embasar os procedimentos de investigação contra magistrados.

O advogado Kevin Marques, 25, filho do ministro Kassio, também é citado no celular de Vorcaro, em diálogos em que o ex-banqueiro trata de pagamentos que seriam destinados a ele.

Eles seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária e envolveriam casos igualmente relacionados a precatórios de interesse do Master.

As mensagens foram trocadas entre Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, e o ex-banqueiro. Nelas, Rennó fala em pagamentos mensais de R$ 500 mil.

Em uma das mensagens, Rennó repassa a Vorcaro, no dia 1 de outubro de 2024, a informação de que o STF tinha tomado uma decisão favorável à destilaria Alcídia, de Teodoro Sampaio, que reconhecia a responsabilidade da União sobre prejuízos causados a usinas do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990.

Com isso, a União teria que pagar indenizações bilionárias às usinas. Vorcaro tinha negócios e interesse na área, já que o Banco Master mantinha em seu balanço carteira de precatórios do setor estimada em R$ 10 bilhões.

Votaram a favor da tese os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Ficaram vencidos Gilmar Mendes e André Mendonça.

Nunes Marques inicialmente se declarou impedido de votar, mas depois reviu a posição e desempatou o julgamento a favor da destilaria.

Em seguida, Rennó envia o print com os contatos de Kevin Marques, e embaixo a legenda: "Dominado aqui".

No ano seguinte, em 4 de julho de 2025, Rennó volta a falar do assunto com Vorcaro. Ele envia o print com os mesmos contatos de Kevin Marques e escreve: "Esse aqui _ 500 mil mês - mantém? Kkkkkkkkk. Então esse aqui já era, né?". Vorcaro responde: "Kkkkkkk".

Em 8 de agosto de 2025, Rennó diz a Vorcaro: "Dos pagamentos essenciais está faltando a Consult". Em seguida, envia o mesmo print com os contados de Kevin Marques, e escreve: "Aqui. Esse aí. Único 'meu' que faltou".

Procurado, o ministro Kassio Nunes Marques não se manifestou, na época, sobre os diálogos que citam Kevin Marques.

A assessoria do filho do magistrado afirmou por meio de nota que "o advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal".

Por Mônica Bergamo, Folhapress

Em Lajedão, Robinho reafirma compromisso com o município e destaca apoio da liderança Jader de Zezito

Em ritmo de campanha e fortalecendo alianças no extremo sul da Bahia, o deputado Robinho esteve cumprindo agenda política no município de Lajedão, onde destacou a importância das parcerias locais e o fortalecimento do grupo político na região.

Durante a visita, Robinho agradeceu publicamente o apoio do empenhado líder político Jader de Zezito (@jaderdezezito) e de todo o grupo de amigos e correligionários que caminham juntos no projeto rumo à Câmara Federal.

"Grande Jader de Zezito, liderança de Lajedão, muito obrigado por caminhar comigo e acreditar no nosso trabalho, juntos com os demais amigos. Essa é a família 4444! Lajedão tem representantes de verdade" — declarou o deputado.

A caminhada reforça o compromisso de Robinho em continuar levando investimentos, representatividade e trabalho prestado para o povo de Lajedão e de toda a Bahia, ao lado de ACM Neto.

Por: Radialista Zegomes-DRT-0008135BA


Operação Legado: investigação em Ibirataia não tem relação com a gestão do prefeito Sandro Futuca

A Operação Legado, deflagrada nesta quinta-feira (24), incluiu o município de Ibirataia entre as cidades com cumprimento de mandados. No entanto, conforme esclarecido pelo portal Amarelinho Notícias, a investigação não tem qualquer relação com a atual administração do prefeito Sandro Futuca.

De acordo com a publicação, informações que circularam nas redes sociais associando a operação ao governo municipal em exercício são incorretas. O portal reforça que a atual gestão não é alvo das investigações, que tratam de fatos sem vínculo com a administração do prefeito Sandro Futuca.

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