Ibirataia: Prefeitura capacita profissionais para oferecer Implanon na rede municipal de saúde

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma capacitação com médicos e enfermeiros da Atenção Básica para habilitar os profissionais na inserção do Implanon, método contraceptivo de longa duração, seguro e altamente eficaz. A iniciativa integra a campanha + Saúde pra Elas e prepara a rede municipal para disponibilizar o serviço gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as opções de planejamento reprodutivo para as mulheres.

Durante a capacitação, o secretário municipal de Saúde, Elmar Lopes, destacou que o investimento na qualificação das equipes fortalece a saúde pública e amplia o acesso da população a serviços especializados. “Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais a saúde pública de Ibirataia. Capacitar nossos profissionais para oferecer o Implanon é garantir que as mulheres tenham acesso a um método moderno, seguro e gratuito. Estamos trabalhando para ampliar os serviços e proporcionar um atendimento cada vez mais humanizado e de qualidade”, afirmou.

A coordenadora da Saúde da Mulher, Bruna Lima, ressaltou que a implantação do novo serviço representa um avanço para o atendimento à população feminina. Segundo ela, a iniciativa amplia as alternativas contraceptivas disponíveis na rede pública e reforça o compromisso da gestão municipal com a promoção da saúde da mulher, por meio de ações voltadas à prevenção, ao acolhimento e à melhoria contínua da qualidade dos serviços oferecidos às ibirataenses.

Prefeito de Sítio do Mato grava vídeo anunciando rompimento com Jerônimo e apoio a ACM Neto -Por Política Livre

O prefeito de Sítio do Mato, Alfredo de Oliveira Magalhães Júnior, o Alfredinho (União Brasil), anunciou na noite desta quinta-feira (16) o rompimento político com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio ao projeto liderado pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). O posicionamento foi divulgado por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do gestor.

Na gravação, Alfredinho afirmou que a decisão foi motivada pelo que classificou como abandono do interior baiano e pelo descumprimento de compromissos assumidos pelo Governo do Estado em áreas consideradas prioritárias para a população, como saúde, infraestrutura, segurança pública e habitação.

Segundo o prefeito, a falta de investimentos estaduais tem prejudicado diretamente o município e dificultado o atendimento de demandas históricas da população.

Entre os principais pontos citados estão a demora na regulação de pacientes para atendimento especializado, a situação das rodovias estaduais BA-161 e BA-576, além da ausência de avanços em obras prometidas para Sítio do Mato.

Durante o pronunciamento, Alfredinho afirmou que diversos compromissos anunciados pelo governador durante visitas ao município nunca foram executados. Ele mencionou a prometida reforma do hospital de pequeno porte da cidade, intervenções nas rodovias que cortam a região e a construção de moradias destinadas às famílias atingidas por enchentes.

O prefeito também declarou que a administração municipal precisou realizar, com recursos próprios, obras de pavimentação asfáltica que, segundo ele, haviam sido prometidas pelo Governo da Bahia.

Ao oficializar o rompimento, Alfredinho anunciou apoio à pré-candidatura de ACM Neto ao Palácio de Ondina e disse acreditar em uma mudança na condução administrativa do Estado.

"Agora é momento de mudança. ACM Neto, futuro governador da Bahia, se Deus quiser. Neto, conte comigo. Sítio do Mato irá caminhar com você de mãos dadas", afirmou o prefeito.

Cuidadora é presa suspeita de desviar mais de R$ 100 mil de idosa acamada em Eunápolis

Eunápolis: Uma cuidadora de 53 anos foi presa em flagrante na manhã desta quinta-feira (16), em Eunápolis, suspeita de desviar dinheiro da conta bancária de uma idosa de 70 anos, aposentada e acamada após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com familiares, o prejuízo pode ultrapassar R$ 130 mil. De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para definir o valor exato.

Segundo familiares, a vítima é analfabeta, possui nome sem restrições e tinha crédito aprovado pelas instituições financeiras. A suspeita, identificada como Luzia dos Santos Santana, trabalhava como cuidadora da idosa havia cerca de dois anos.

Conforme relato da família, a fraude foi descoberta na quarta-feira (15), após uma parente afirmar que a mesma mulher teria aplicado um golpe semelhante contra a sogra. A partir da informação, familiares analisaram extratos bancários e identificaram diversas movimentações financeiras consideradas suspeitas. O sobrinho da vítima registrou a ocorrência na delegacia.

Ainda de acordo com os familiares, a cuidadora teria aberto contas em bancos digitais, contratado empréstimos e solicitado cartões de crédito em nome da idosa. Eles também afirmam que havia transferências via Pix para a conta da suspeita e compras realizadas com o cartão da aposentadoria da vítima, incluindo transações em uma máquina de cartão pertencente à oficina do marido da investigada. Conforme os relatos, a mulher chegou a dizer que utilizava parte do dinheiro em apostas no chamado “jogo do tigrinho”.

A Polícia Civil informou que equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) foram até a residência da vítima, no bairro Itapuã, após o registro da ocorrência, e prenderam a suspeita enquanto ela exercia as atividades de cuidadora.

Segundo o delegado Mateus Paladini, a mulher aproveitava o livre acesso à residência para realizar transferências bancárias e, em alguns casos, utilizava o reconhecimento facial da idosa para autorizar operações financeiras e contratar empréstimos consignados sem autorização. Durante a ação, os policiais apreenderam um telefone celular e recuperaram o cartão de aposentadoria da vítima, que, conforme a polícia, estava retido com a investigada.

Em depoimento, de acordo com a Polícia Civil, Luzia confessou os desvios financeiros e afirmou que utilizava os valores para quitar dívidas relacionadas a apostas online.

Ela foi autuada pelos crimes de apropriação de bens ou rendimentos de pessoa idosa e retenção de cartão magnético de conta bancária, previstos no Estatuto da Pessoa Idosa. A suspeita permanece presa e à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar todas as operações realizadas e apurar o prejuízo total causado à vítima.

Fonte: Radarnews

Multa para quem não vota é de R$ 3,51, valor que não é reajustado desde 1993

Sem reajuste desde 1993, a multa aplicada ao eleitor que não vota nem justifica a ausência varia de R$ 1,05 a R$ 3,51 por turno, conforme arbitramento da Justiça Eleitoral. Se o valor máximo tivesse sido corrigido pela inflação acumulada medida pelo IPCA desde então, a penalidade hoje seria cerca de R$ 27.

No passado, o sistema de multas eleitorais foi atrelado a diferentes formas de atualização econômica, do salário mínimo à UFIR (Unidade Fiscal de Referência), espécie de indexador usado no sistema federal.

Com a extinção da UFIR, em 2000, a Justiça Eleitoral manteve a base de cálculo congelada em R$ 35,13. Pela regra herdada do Código Eleitoral e normatizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a multa por ausência às urnas corresponde a entre 3% e 10% desse montante, cabendo ao juiz eleitoral arbitrar o valor final. Desse modo, a taxa regulamentar varia de R$ 1,05 a R$ 3,51 por turno.

No dia a dia dos cartórios, porém, as guias de recolhimento ou pagamentos via Pix são emitidas automaticamente no valor máximo de R$ 3,51. Essa padronização é respaldada por portarias de juízes eleitorais para acelerar o serviço de balcão e atende à exigência de aplicar o teto para quem regulariza a situação pela internet ou fora do seu domicílio eleitoral.

O economista e advogado André Meerholz avalia que a mudança no valor da multa não avança no Congresso por ser impopular. "O político que encampasse a ideia possivelmente sofreria repercussões negativas na mídia e nas redes sociais."

De acordo com Meerholz, uma multa alta desconsidera a diferença de renda no Brasil. "O impacto seria leve para quem ganha muito, mas pesaria demais para quem ganha pouco", diz.

O cientista político Antonio Lavareda avalia que a multa baixa sobrevive para blindar o Congresso, mas que a existência da lei dita o comportamento social. "A obrigatoriedade do voto torna a abstenção uma conduta reprovável, o que transparece nas pesquisas quando mais de 90% dos eleitores declaram que vão comparecer às seções eleitorais", explica.

O não comparecimento às urnas no país tem registrado patamares elevados e em escalada gradual. No primeiro turno das eleições gerais de 2022, o índice de abstenção superou 31 milhões de pessoas, correspondendo a 20% de todo o eleitorado apto, a maior porcentagem registrada em um primeiro turno desde 1998.

Nas eleições municipais de 2024, as ausências aumentaram: o índice foi de 21,71% no primeiro turno e deu um salto no segundo turno, quando chegou a 29,26%, o que significa que cerca de 3 em cada 10 eleitores deixaram de comparecer às urnas nas cidades que estenderam o pleito.

Como a abstenção costuma ser maior nas faixas de renda mais baixa, uma queda nessa taxa em 2026 beneficiaria provavelmente o presidente Lula (PT), que tem preferência mais expressiva nessa população.

Para Lavareda, o foco do debate público deveria sair da punição financeira e migrar para a derrubada de barreiras físicas. Medidas como a oferta de transporte gratuito e a abertura de creches públicas para apoiar mães chefes de família seriam, para ele, mais importantes.

O Novo Código Eleitoral (PLP 112/2021), que aguarda votação no plenário do Senado, propõe reajustar a penalidade por ausência para R$ 5.

A modernização tecnológica facilitou a quitação do débito. Hoje, o aplicativo e-Título permite pagar a multa via Pix diretamente pelo celular.

Para o advogado eleitoral Alberto Rollo, a facilidade traz uma contradição: "Não dá mais para falar em voto obrigatório com esse tipo de sanção. Seria mais fácil fazer uma emenda constitucional e mudar logo o artigo para voto facultativo", diz.

Pela legislação, o eleitor em débito fica impedido de obter passaporte, inscrever-se em concurso público, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial e receber salário de emprego público. Além disso, quem acumula três ausências consecutivas sem regularização tem o título cancelado, o que pode gerar a irregularidade do CPF.

Dados compilados pelo cientista político Jairo Nicolau a partir das estatísticas oficiais do TSE da eleição de 2022 mostram que a diferença de presença nas urnas entre analfabetos e eleitores com diploma universitário chega a 37 pontos percentuais.

A distância também se reflete na regularização. Entre os eleitores faltosos do primeiro turno de 2022, os registros do tribunal mostram que apenas 17% daqueles com ensino fundamental incompleto justificaram a ausência.

O índice salta para 47% entre os universitários, que recorrem às plataformas digitais para evitar os gargalos com o Estado. Para as populações mais vulneráveis, fora do radar de passaportes ou certidões de concursos, o cancelamento do título é uma ameaça quase invisível no cotidiano.

Por Mariana Grasso/Folhapress

Alvo de fiscalização do MP-BA, Anvisa multa Internacional Travessias em R$ 600 mil por falhas de higiene no ferry-boat

Fotos: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil / Internacional Travessia
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aplicou uma multa de R$ 600 mil contra a empresa Internacional Travessias Salvador, responsável pelo sistema ferry-boat que faz a ligação entre a capital baiana e a Ilha de Itaparica. A decisão foi publicada oficialmente na última segunda-feira (13) pela Coordenação de Julgamento de Infrações Sanitárias do órgão federal. A medida acontece paralelamente ao Bahia Notícias (BN) mostrar que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) segue investigando a empresa por irregularidades na prestação de serviços,

Essa punição é o resultado final de um processo administrativo, que investigou irregularidades sanitárias na operação do serviço. E não é a primeira vez que a concessionária é punida pelo órgão federal por falta de higiene. Em 2024, a Internacional Travessias já havia sido multada pela Anvisa em R$ 300 mil.

Naquela ocasião, uma fiscalização conjunta envolvendo o MP-BA e outros órgãos de defesa do consumidor flagrou condições higiênico-sanitárias graves, acúmulo de lixo e até falhas no controle de pragas (vetores de doenças) nos ferries Ivete Sangalo e Dorival Caymmi.

IRREGULARIDADES NA EMPRESA
Em denúncias apresentadas desde 2025, o Coletivo Ativista Alê Okan, que segue na justiça desde o fim do ano passado, as embarcações apresentam condições inadequadas nos sanitários, o que engloba a falta de água corrente, ausência ou deficiência de limpeza, acúmulo de lixo e resíduos, equipamentos danificados, ventilação precária e odores intensos.

Com a publicação do despacho, a decisão se torna pública, e a concessionária terá que arcar com a penalidade financeira. Até o momento, a Internacional Travessias não se pronunciou sobre a punição.
Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira

Casal morre em acidente na Av. Dorival Caymmi; testemunhas alegam suposto assalto

Duas pessoas morreram após um acidente de moto na Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã, na manhã desta sexta-feira (17). Os corpos do motorista e a passageira foram encontrados próximo ao canteiro central da via. Segundo informações da TV Bahia, a cena do acidente apontam para o fato de que o motorista perdeu o controle do veículo.

No entanto, no local, testemunhas apontam que o acidente poderia ter sido provocado por uma tentativa de assalto. A informação ainda não foi confirmada pelas forças de segurança, que já estão posicionadas no local.

Ao BN, a Polícia Civil informou que, até o momento, o caso está em fase de registro. A avenida foi parcialmente interditada apenas na região do acidente para análise do caso e retirada dos corpos e veículo.

Por: Bahia noticias

Sefaz-BA abre processo de demissão de coordenador preso com R$ 250 mil em operação contra sonegação

A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) deu um passo decisivo para demitir e responsabilizar o auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva, que ocupava o cargo de coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis do Estado. O processo foi anunciado em portaria publicada no Diário Oficial ainda nesta quinta-feira (15), com a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar formalmente a conduta do servidor, que já havia sido preso na Operação Khalas, deflagrada em maio deste ano pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia.

Durante essa ação policial, os investigadores encontraram cerca de R$ 250 mil em dinheiro vivo (incluindo notas de moedas estrangeiras) em posse do servidor. O caso é considerado um grande escândalo fiscal recente no estado da Bahia.

RELEMBRE O ESQUEMA
Com a abertura do processo interno de demissão, novos detalhes sobre como o ex-coordenador agia por debaixo dos panos vieram à tona. O Bahia Notícias (BN) teve acesso ao procedimento do caso por meio de documento da Secretaria e despachos judiciais sobre o investigado.

Nos documentos, as investigações apontam três graves irregularidades cometidas por ele entre 2021 e 2025. Foram elas:
  • Vazamento de dados sigilosos: O auditor usava o próprio e-mail de trabalho para enviar informações fiscais secretas para empresários e pessoas de fora do governo ligadas ao setor de combustíveis;
  • Cobrança de propina: Ele é suspeito de cobrar e receber vantagens financeiras indevidas (a famosa propina) calculadas diretamente sobre o valor dos impostos que as empresas de combustíveis deviam ao Estado. Em troca do dinheiro, o coordenador atrasava ou simplesmente não realizava as fiscalizações tributárias;
  • Dono de empresa "por baixo dos panos": Desde 2021, Olavo atuava como sócio-administrador de uma empresa privada, atividade que é expressamente proibida pela lei baiana para qualquer funcionário público.
INFLUÊNCIA NO PODER
Além dessas acusações graves que o auditor deve responder, há uma clara relação entre as ações policiais. Afinal, Operação Khalas não surgiu do nada: ela é um desdobramento direto da Operação Primus, realizada em outubro de 2025 para combater a sonegação fiscal no mesmo setor de combustíveis na Bahia.

As investigações da Primus revelaram indícios de que empresários e operadores continuavam atuando mesmo após as primeiras prisões. A partir desse material, os investigadores aprofundaram as apurações e identificaram a suspeita de participação de um servidor da Sefaz-BA, o então coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis, Olavo Oliva.

Foi nesse contexto que nasceu a Operação Khalas, voltada a apurar a suposta atuação de Olavo dentro do esquema. Segundo as investigações, ele teria usado o cargo para favorecer empresas do setor, mediante pagamento de propina, além de vazar informações fiscais sigilosas e retardar ou deixar de realizar fiscalizações tributárias.

A conexão entre as duas operações também aparece entre os investigados. Uma das rés da Operação Khalas foi presa e é apontada como esposa do empresário conhecido como "Jaú", preso durante a Operação Primus. Para os investigadores, isso indica que a organização criminosa permaneceu em atividade mesmo após a primeira fase da investigação, mantendo a atuação de empresários e, posteriormente, contando com a participação de um agente público.

Além dos crimes de colarinho branco, a polícia encontrou outra irregularidade durante as buscas na casa de Olavo Oliva. Os policiais apreenderam um revólver calibre .38 e 52 munições na residência de Olavo, localizada no nobre bairro do Itaigara, em Salvador. Na ocasião, ele alegou que mantinha a arma há dez anos apenas para proteção pessoal. Embora a Justiça tenha concedido liberdade para a acusação da arma, ele permaneceu na prisão devido ao mandado preventivo da Operação Khalas.

Os bastidores jurídicos da prisão de Olavo também chamam atenção. Inicialmente, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) não havia pedido a prisão preventiva do auditor fiscal, solicitando apenas medidas mais brandas, como o afastamento do cargo público e a proibição de que ele entrasse nos prédios da Sefaz-BA.
Contudo, a juíza da 2ª Vara de Feitos Criminais da Comarca de Feira de Santana decidiu agir por conta própria, o que no meio jurídico se chama de decisão "de ofício". A magistrada determinou a prisão preventiva de Olavo, alegando que o simples afastamento do cargo não seria suficiente para neutralizar a forte influência e o poder que ele exercia.

"Mesmo afastado, [Olavo] poderia influenciar subordinados, acessar pessoas ainda no exercício de funções e utilizar sua rede de relações construída ao longo dos anos no órgão fazendário. Ele [tem] capacidade concreta de interferência na produção probatória" e que o "afastamento funcional isolado não neutralizaria a rede de influência do investigado", estabeleceu a juíza.

DEFESA E FUTURO
A principal estratégia da defesa do auditor nos tribunais tem sido focar em sua saúde debilitada. Aos 69 anos, Olavo Oliva possui uma extensa lista de doenças graves e crônicas. Ele sofre de diabetes tipo 2 (com dependência diária de insulina), hipertensão, cirrose, doença arterial coronariana e hiperplasia prostática, fazendo uso contínuo de mais de dez medicamentos por dia.

A defesa vem tentando, de modo repetitivo, reverter a prisão em regime fechado para prisão domiciliar. Até o momento, no entanto, todos os pedidos foram negados pela Justiça baiana, que entendeu que o sistema prisional tem condições de oferecer a assistência médica e os remédios necessários para o tratamento do acusado.

No âmbito do governo, a Sefaz escalou uma comissão de peso para tocar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O grupo é formado por três auditores fiscais de carreira: Eduardo Dutra Freitas (que preside a comissão), Eduardo Veloso dos Reis e Shimpei Yoshida. Eles têm o prazo de 60 dias (que podem ser prorrogados por mais 60) para concluir o relatório final.

Caso as acusações de corrupção, vazamento de dados e gerência de empresa privada sejam confirmadas ao final desse processo interno, Olavo José Gouveia Oliva perderá definitivamente o cargo público, ou seja, será demitido. Paralelamente, ele segue preso e respondendo ao processo criminal na Justiça de Feira de Santana por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira-Bahia noticias

STF diz que não cederá a pressão externa após governo Trump criticar Justiça brasileira em tarifaço

Nota assinada por Fachin diz que tribunal respeita a autonomia das instituições de todas as nações e espera igual respeito

O STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou nesta quinta-feira (16) que continuará atuando "com firmeza" e sem ceder a influências ou pressões de natureza externa, após decisões da Justiça brasileira terem motivado o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros imposto pelo governo de Donald Trump.

Em nota, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse que o tribunal respeita a autonomia das instituições de todas as nações e "espera igual respeito".

"Divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos próprios do Direito Internacional, jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional", escreveu.

Entre os motivos que levaram os EUA a taxar itens do Brasil estão o fato de que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas determinando que empresas americanas de tecnologia removam determinados conteúdos políticos.

Além disso, o governo americano diz que as empresas passaram a enfrentar multas diárias elevadas em caso de descumprimento dessas decisões e, em determinadas circunstâncias, podem até ser obrigadas a interromper suas operações no Brasil.

A decisão dos americanos foi divulgada na noite de quarta (15) e encerrou a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, iniciada em julho do ano passado e conduzida pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA).

O órgão investigou desde temas que são motivo de atrito com os EUA há anos, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até queixas mais novas, como o Pix –empresas americanas de cartão de crédito alegam que o Banco Central concede tratamento preferencial ao sistema de pagamento instantâneo, o que o governo Lula (PT) nega.

No comunicado, Fachin defendeu que o Supremo segue a Constituição brasileira e que as decisões da corte são públicas e estão fundamentadas e submetidas "unicamente ao império" das leis brasileiras.

"A independência do Poder Judiciário constitui princípio estruturante do Estado Democrático de Direito e garantia fundamental da cidadania. É a salvaguarda indispensável da liberdade, da igualdade e da proteção dos direitos fundamentais de todas as pessoas", afirmou.

A nota do tribunal brasileiro diz ainda que o respeito à independência judicial é um "parâmetro incontornável" para guiar as relações entre os países.

"O Supremo Tribunal Federal permanecerá exercendo, com serenidade, independência e firmeza, a missão que lhe foi confiada pela Constituição da República, sem qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa, preservando a integridade da ordem constitucional, a separação dos Poderes, a democracia e o Estado de Direito".

Integrantes do STF se tornaram alvo do governo Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca. O ministro Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane Barci, chegaram a figurar por cinco meses e meio na lista de indivíduos sancionados com base na Lei Magnitsky, voltada a acusados de graves violações de direitos humanos.

A medida foi adotada pela administração Trump após articulações de aliados de Jair Bolsonaro (PL), principalmente do filho e deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em uma tentativa de engajar a Casa Branca numa operação para salvar o ex-presidente da condenação por liderar a trama golpista.

Em junho, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos EUA, onde vive desde o ano passado, para intimidar o Judiciário brasileiro.

Por Isadora Albernaz/Folhapress

Comissão da Câmara aprova adicional de 5% na aposentadoria do INSS para mulher com filho; veja quem pode receber

Benefício é limitado a até três filhos, o que garante mais 15% a quem engravida ou adota

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante adicional de 5% na aposentadoria ou pensão da mulher que tenha filho. O percentual é limitado a até três filhos —pode chegar a 15%— e vale apenas para seguradas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A proposta tem caráter conclusivo, o que significa que não precisa ser aprovada em plenário, mas ainda precisa ser analisada em outras três comissões, incluindo a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). O parecer deve ser aprovado sem mudanças para que não vá a plenário.

A medida não limita o pagamento do adicional ao valor do benefício e poderá contemplar beneficiárias da Previdência Social que ganham do salário mínimo, hoje em R$ 1.621, ao teto de R$ 8.475,55, e se assemelha ao adicional de 25% pago na aposentadoria por invalidez a segurados que precisam da ajuda permanente de um cuidador.

Segundo o projeto de lei 6.841 de 2025, a segurada do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) terá direito a adicional de 5% sobre o valor do benefício de aposentadoria ou pensão, por filho nascido ou adotado, limitado a até três filhos, desde que comprove "dedicação direta ao cuidado".
  • A proposta considera como dedicação direta ao cuidado a segurada que:Tenha exercido maternagem direta, incluindo gestação ou adoção
  • Não tenha perdido o poder familiar
  • Apresente documentação que comprove o direito
A medida deverá entrar em vigor após 180 dias da sua publicação e o governo terá 90 dias para regulamentar a nova regra. Será preciso informar quais documentos serão usados para comprovar a dedicação direta ao cuidado e como o pagamento do valor extra será feito.

O adicional só se aplicará a benefícios concedidos após a lei entrar em vigor, não pode se incorporar ao salário de contribuição para qualquer fim e não dá direito a revisão de benefícios. Mulheres que já estão aposentadas não receberão o valor.

A mudança não precisa ser feita por PEC (proposta de emenda à Constituição), por se tratar de um adicional e não interferir no cálculo da média salarial, que consta na Constituição Federal e foi alterado na reforma da Previdência de 2019.

Apresentado pelo deputado Duda Ramos (Pode-RR), o projeto não detalha os gastos futuros da Previdência com a medida. Em sua justificativa, o parlamentar diz que a medida aperfeiçoaria os gastos da Previdência Social, "reconhecendo o impacto social, econômico e laboral decorrente da dedicação ao cuidado com filhos".

"A medida busca enfrentar uma desigualdade estrutural que se reflete em menor tempo de contribuição, maior informalidade e benefícios previdenciários reduzidos para as mulheres", afirma.

A deputadora relatora, Fernanda Melchiona (PSOL-RS) cita estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da OIT (Organização Internacional do Trabalho) apontando que as mulheres brasileiras dedicam, em média, o dobro das horas semanais ao trabalho doméstico e de cuidado em relação aos homens.

"Essa assimetria tem consequências diretas e mensuráveis sobre a trajetória previdenciária feminina: menor tempo de contribuição, maior incidência de informalidade, interrupções contributivas concentradas no período de criação dos filhos e, ao final da vida laboral, benefícios previdenciários sistematicamente inferiores aos dos homens com histórico contributivo equivalente", diz.

Como conseguir o adicional de 15% na aposentadoria?

O projeto ainda precisa ser aprovado e publicado para passar a valer. Além disso, o governo deverá editar normas para conceder o adicional. O percentual, no entanto, só será válido nos caso de mulheres que têm direito ao benefício de aposentadoria da Previdência Social, ou seja, precisam ter trabalhado e contribuído, ou ao menos ter pago contribuição como dona de casa de baixa renda.

No caso da pensão por morte, o direito ao acréscimo valeria para mulheres que ficaram viúvas e tinham direito à pensão do INSS por estarem aposentadas ou por terem contribuído. Não foi especificado, no entanto, se a pensão deixada pela mulher para os filhos, caso ela seja segurada da Previdência e morra, teria o mesmo adicional.

Adicional para mulheres chegou a ser debatido na reforma

O adicional na aposentadoria de mulheres com filhos chegou a ser debatido na reforma da Previdência de 2019. As discussões sobre a possibilidade começaram um pouco antes, em 2017, no governo de Michel Temer (MDB), que também chegou a propor mudanças no INSS, mas não avançaram.

A ideia seria igualar a idade da aposentadoria das mulheres à dos homens, que se aposentam por idade aos 65 anos, e alguns grupos defendiam pagar o adicional, já que a mulher tem menor salário no mercado de trabalho e baixas contribuições por deixar a profissão para cuidar de filhos.

O problema, porém, esbarrava em questões fiscais, já que as mulheres vivem mais do que os homens e recebem o benefício do INSS por mais tempo. Depois disso, articulação da bancada feminina do Congresso fez com que a idade de aposentadoria da mulher seguisse menor do que a dos homens, em 62 anos. Antes, porém, as mulheres podiam se aposentar por idade aos 60 anos.
Por Cristiane Gercina/Folhapress

Donald Trump anuncia medidas para restringir duração de vistos para jornalistas e estudantes

Medida entra em vigor 60 dias após publicação no Registro Federal, mas está sujeita à revisão do Congresso

Foto: Reprodução/Instagra

O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (16) medidas para restringir a duração dos vistos concedidos a estudantes estrangeiros, participantes de programas de intercâmbio cultural e jornalistas.

Pela nova regra do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), os vistos F, destinados a estudantes internacionais; os vistos J, que permitem que participantes de programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; e os vistos I, concedidos a profissionais da imprensa, passarão a ter prazo fixo de validade.

Hoje, esses documentos permanecem válidos durante toda a duração do curso, do programa de intercâmbio ou do vínculo empregatício. Pela nova regulamentação, a validade dos vistos de estudante e de intercâmbio será limitada a, no máximo, quatro anos.

Já os vistos para jornalistas —que atualmente podem permanecer válidos por vários anos— terão duração de até 240 dias ou, no caso de cidadãos chineses, de até 90 dias.

Pela nova regra, quem desejar permanecer no país após o término desse período terá de solicitar uma prorrogação ao DHS ou deixar os EUA e pedir uma nova admissão ao retornar.

As novas regras proíbem estudantes de pós-graduação de alterar seus "objetivos educacionais" em qualquer momento do curso ou de realizarem transferência para outra instituição de ensino sem autorização.

Além disso, reduzem de 60 para 30 dias o prazo que os estudantes têm para deixar os EUA após concluírem seus estudos. David J. Bier, diretor de estudos sobre imigração do Instituto Cato, afirmou que não há base legal para as restrições relativas aos estudos e às transferências entre instituições previstas na nova regulamentação.

"Estudantes internacionais, muitos dos quais terão passado anos nos EUA, agora terão apenas 30 dias para encontrar um empregador disposto a contratá-los ou serão imediatamente transformados em imigrantes ilegais. Essas pessoas não têm nenhuma compreensão de como a vida funciona?", questionou.

A medida entrará em vigor 60 dias após sua publicação no Registro Federal, sujeita à revisão do Congresso.

Trump, do Partido Republicano, iniciou uma ampla ofensiva contra a imigração desde que retornou à Casa Branca em janeiro de 2025. A medida mais recente cria novos obstáculos para estudantes e jornalistas estrangeiros.

O governo justificou a medida afirmando que houve um aumento expressivo no número de documentos emitidos. Segundo o órgão, foram registradas mais de 1,8 milhão de admissões com vistos de estudante em 2024, um aumento superior a 11% em relação ao ano anterior.

A Casa Branca também informou que os EUA concederam vistos a mais de 500 mil participantes de programas de intercâmbio e a 37.300 profissionais da imprensa no ano fiscal de 2024, iniciado em 1º de outubro de 2023.

De acordo com o DHS, o crescimento significativo no número desses visitantes "representa um desafio para a capacidade do departamento de monitorar e supervisionar" essas pessoas no país.

O órgão afirmou ainda que possui diversos exemplos de estudantes e participantes de programas de intercâmbio que permaneceram no país por décadas utilizando esses vistos.

A administração Trump também intensificou o escrutínio sobre a imigração legal, revogando vistos de estudantes e cartões de residência permanente de universitários em razão de suas posições ideológicas, além de retirar o status legal de centenas de milhares de imigrantes.
Por Folhapress

MPE instaura processo contra prefeito que ameaçou servidores ao cobrar apoio a Jerônimo

Foto: Reprodução
O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um processo para investigar o prefeito Eraldo Félix (Republicanos) de Érico Cardoso, na Bahia, após a publicação de um vídeo nas redes sociais onde ameaça servidores a seguirem seu alinhamento político ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O promotor de Justiça, Victor de Araújo Fagundes, com atuação na Comarca de Paramirim afirma que encaminhou o procedimento ao Procurador Regional Eleitoral para adoção de medidas judicias cabíveis.

“O Ministério Público reafirma seu compromisso institucional com a proteção do livre exercício do direito constitucional ao voto, mecanismo essencial à preservação do regime democrático brasileiro”, diz a nota.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor disse que quem “não jogasse junto ao time” que ele escalou, estaria fora do grupo.

"Aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Porque a hora é agora. Para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Aqui só tem um técnico. Ou joga de acordo com o time que a gente escala ou não faz parte do time”, declarou.

Por Redação/Politica Livre

Ibirataia: Prefeitura fortalece a cacauicultura com retirada de mudas em parceria com a Biofábrica e o CIMURC

A Prefeitura Municipal de Ibirataia, por meio da Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, realizou a retirada de mudas de cacau no Instituto Biofábrica, em mais uma importante ação voltada ao fortalecimento da cacauicultura no município.

A iniciativa faz parte da parceria entre a Prefeitura, o Consórcio Intermunicipal do Médio Rio das Contas (CIMURC) e o Instituto Biofábrica, que tem como objetivo incentivar a produção de cacau, ampliar a produtividade das propriedades rurais e promover o desenvolvimento sustentável da agricultura local.

A distribuição dessas mudas representa um investimento no futuro da produção agrícola de Ibirataia, oferecendo aos produtores acesso a material genético de qualidade e contribuindo para a renovação e expansão das áreas cultivadas com cacau.

A Secretaria de Agricultura tem desenvolvido ações contínuas para fortalecer a cadeia produtiva da cacauicultura, com assistência técnica, incentivo à diversificação da produção, acesso a programas e parcerias estratégicas que beneficiam diretamente os agricultores familiares e produtores rurais do município.

Para a secretária de Agricultura, Laís Nascimento, investir na cacauicultura é investir no desenvolvimento econômico e social de Ibirataia. "Seguimos trabalhando para criar oportunidades, fortalecer o campo e garantir que nossos produtores tenham acesso às melhores tecnologias e políticas públicas, impulsionando uma atividade que faz parte da história e do potencial do nosso município."

A gestão municipal reafirma seu compromisso com o desenvolvimento rural, buscando parcerias que gerem resultados concretos para quem vive e produz no campo, fortalecendo a agricultura e promovendo mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais.

Prefeitura de Ibirataia esclarece cronograma de ocupação das 61 casas populares e desmente informações falsas

Administração municipal rebate informações falsas e explica que a ocupação das 61 moradias segue etapas de instalação de hidrômetros, ligações de energia e vistorias antes da mudança dos beneficiários.

A Prefeitura de Ibirataia esclarece à população que são falsas as informações que circulam nas redes sociais afirmando que as 61 casas populares não foram entregues às famílias beneficiadas.

As unidades habitacionais foram oficialmente entregues na última quarta-feira (08), durante uma solenidade que também marcou a inauguração dos dois novos galpões da Feira Livre Municipal, importantes obras executadas pela gestão do prefeito Sandro Futuca e que representam investimentos nas áreas de habitação, infraestrutura e fortalecimento da economia local.

É importante destacar que a cerimônia de entrega das casas marcou a conclusão da obra e o início da etapa de ocupação dos imóveis. No entanto, a mudança das famílias segue um cronograma técnico e organizado, necessário para garantir que todas as residências sejam ocupadas com segurança e em conformidade com as exigências dos órgãos responsáveis.

Todos os beneficiários já foram orientados sobre os procedimentos necessários para a ligação individual dos serviços de água e energia elétrica. No caso da energia, a Neoenergia Coelba já realizou a maior parte das ligações. Já a Embasa está concluindo a instalação dos hidrômetros, etapa indispensável para que o abastecimento de água seja disponibilizado em cada residência.

Após a instalação dos hidrômetros, as equipes técnicas da Prefeitura, juntamente com a engenharia responsável pela obra, realizam a vistoria final dos imóveis. Com a aprovação dessa inspeção, as chaves são liberadas e as famílias passam a ser convocadas para realizar a mudança.

Como se trata de 61 famílias, a ocupação das moradias ocorrerá de forma gradativa e organizada, garantindo que todo o processo seja acompanhado pelas equipes responsáveis e que cada beneficiário receba o suporte necessário durante essa etapa.

A Prefeitura reforça que não existe qualquer impedimento na entrega das moradias, uma vez que elas já foram oficialmente entregues. O que está em andamento é apenas o cumprimento dos procedimentos técnicos e administrativos indispensáveis para que cada residência esteja com água, energia e todas as condições necessárias para ser ocupada com segurança e tranquilidade.

A gestão municipal reafirma seu compromisso com a transparência e orienta a população a buscar informações exclusivamente nos canais oficiais da Prefeitura, evitando a disseminação de notícias falsas que possam gerar dúvidas ou desinformação entre os beneficiários e toda a comunidade.

Prefeita Laryssa Dias saúda comerciantes de Ipiaú e reafirma parceria do município com o setor

A prefeita Laryssa Dias celebra nesta quinta-feira, 16 de julho, o Dia do Comerciante. Ela considera a data como uma das mais importantes do calendário comemorativo nacional  e destaca a grandeza de quem se coloca à frente dos estabelecimentos que respondem como uma  das maiores forças da economia no município. 

“ Quem empreende acredita no futuro. Quando um comerciante abre as portas do seu negócio, ele também abre oportunidades, gera empregos, movimenta a economia e ajuda a construir uma cidade mais forte”, citou a gestora na mensagem que direcionou aos representantes do setor.

Na mensagem a gestora acrescenta: “Hoje celebramos quem acredita em Ipiaú e faz a nossa cidade crescer. Meu abraço e minha gratidão a todos os comerciantes que, com coragem e dedicação, geram empregos, movimentam a economia e fortalecem o nosso município”.

Laryssa informa  que  858 novos CNPJs foram registrados em Ipiaú entre janeiro de 2025 e junho de 2026, demonstrando a confiança de quem escolhe investir no comércio local. Somente nesta semana foram inaugurados dois empreendimentos que se somam aos tantos outros existentes . Os novos estabelecimento são voltados ao setores automotivo e de cosméticos e perfumaria. 

Esse crescimento também é resultado de uma gestão que acredita em quem empreende. A Sala do Empreendedor, na Prefeitura,  realiza atendimento diário aos comerciantes e empreendedores, oferecendo orientação, apoio e serviços que facilitam a formalização e o desenvolvimento dos negócios.

Além disso, a gestão  municipal  tem  fortalecido o  setor por meio de parcerias promovendo capacitações, consultorias e ações permanentes de aperfeiçoamento profissional, porque entende que investir nas pessoas é investir no crescimento da  economia.

A prefeita expressa sua gratidão à Câmara de Dirigentes Lojistas- CDL- de Ipiaú e  à Associação Comercial de Ipiaú, classificando as duas entidades como “grandes parceiras do desenvolvimento local”, e parabeniza  a todos os comerciantes locais.

 Na conclusão da mensagem a prefeita Laryssa Dias reafirma: “Contem sempre com uma gestão parceira, que trabalha para criar um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo, à geração de empregos e ao desenvolvimento da nossa cidade. Nosso comércio cresce. Nossa economia se fortalece. E Ipiaú avança com quem acredita no trabalho”. (José Américo Castro).

Congresso entra em recesso sem votar 6x1, taxa das blusinhas e PEC da segurança

Câmara não conseguiu avançar com IA e misoginia, enquanto Senado sob Alcolumbre travou mudança na jornada de trabalho

O Congresso Nacional entra em recesso a partir desta sexta-feira (17) sem votar pautas como o fim da escala 6x1 e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da segurança pública, além dos projetos sobre criminalização da misoginia, minerais críticos e regulação da inteligência artificial.

Com o recesso e o funcionamento reduzido do Legislativo durante a campanha eleitoral, a análise das propostas deve ficar apenas para depois do pleito de outubro, apesar da pressão do governo para que alguns dos temas sejam analisados antes.

Um dos pontos pendentes é a medida provisória que acabou com a "taxa das blusinhas", o imposto sobre compras no e-commerce internacional. A proposta nem sequer começou a tramitar, por divergências entre o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o presidente Lula (PT).

A cobrança do tributo voltará a partir de 11 de setembro, no meio da campanha eleitoral, caso a MP não seja aprovada pela comissão mista do Congresso (que ainda nem foi criada) e pelos plenários da Câmara e do Senado até essa data.

Em razão do calendário eleitoral, só haverá mais duas semanas com votações no plenário da Câmara e do Senado até o início de novembro: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. Líderes partidários afirmam que ainda não houve debate sobre quais projetos serão votados, mas a tendência é de que apenas temas que não gerem polêmica entrem em pauta.

Entre as propostas citadas está a atualização do limite de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual), caso ocorra acordo entre o governo Lula e os deputados para aumentar também o teto do Simples, regime tributário das pequenas e microempresas.

Para os governistas, a principal pendência é a PEC do fim da escala 6x1. O Planalto pressiona pela votação antes da eleição com o objetivo de se beneficiar com a medida na disputa.

A pauta tem sido postergada por Alcolumbre, que disse não ter pressa na tramitação e nem sequer enviou a proposta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Aliados do presidente do Senado avaliam que o texto fica para depois das eleições.

A PEC da Segurança, uma das principais propostas do governo para responder às críticas na área, está travada no Senado desde o início de março, quando foi aprovada pela Câmara.

O marco legal para exploração de minerais críticos e terras raras, que prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais, foi chancelado em maio pelos deputados.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) tentou encaminhar a aprovação do projeto de lei da misoginia, mas a votação foi adiada por falta de consenso. O texto criminaliza a prática, indução ou incitação de violência, de restrição de direitos ou ofensa à dignidade da mulher.

A relatora da proposta, Tabata Amaral (PSB-SP), diz que buscará aprovar o texto nas semanas anteriores à eleição, mas o PL (Partido Liberal) e a bancada evangélica resistem.

Na última semana de trabalho dos deputados antes do recesso, a pauta foi resumida a textos consensuais. A semana foi encerrada nesta quarta (15) após acordo entre os partidos.

O projeto dos mercados digitais, que cria no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma superintendência para evitar práticas anticoncorrenciais, também não foi ao plenário, apesar de tramitar em urgência desde março. Nas últimas semanas, big techs e a embaixada dos Estados Unidos intensificaram a pressão contra o texto, e não houve acordo entre os líderes.

Já o projeto que regula a inteligência artificial não avançou nem na comissão especial, apesar de Motta ter anunciado que a votação no colegiado seria em 9 de junho.

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta, diz que só apresentará o parecer quando os senadores se comprometerem a votá-la. Ele, entretanto, ainda não respondeu a uma das principais questões: o que será feito da regulação de direitos autorais.

A resistência de Ribeiro ecoa o trauma do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), que se soma às propostas paralisadas no Senado. O projeto que prevê R$ 5,2 bilhões em incentivos fiscais para instalação de data centers no Brasil foi relatado pelo deputado e aprovado na Câmara em fevereiro.

Outra pendência diz respeito ao possível encontro entre Lula e Alcolumbre, defendido por governistas para destravar matérias de interesse do governo no Senado.

"Esse diálogo vai ocorrer, mas é importante destacar que não ter havido uma conversa formal não está impedindo que a agenda do governo avance", afirma o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). O encontro vem sendo anunciado há semanas, mas não se concretizou.

O clima esquentou ainda mais na última semana, quando o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), disse que Alcolumbre se tornaria o "inimigo dos trabalhadores" se não avançasse com a 6x1 até esta semana. O presidente do Senado classificou a fala como uma ameaça e declarou que não aceitará tentativas de intimidação.

Randolfe afirmou que o fim da 6x1 é prioridade absoluta do governo e não descarta votar a PEC em agosto. "Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente", disse.

Para integrantes do governo e líderes partidários ouvidos pela Folha, a votação das propostas depende das eleições, do perfil dos eleitos em outubro e do tom da campanha neste ano.

O líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), por exemplo, diz que a regulação da IA pode ser destravada se a campanha eleitoral registrar um elevado uso da tecnologia para fomentar desinformação. "Vai ser um caos e vai ficar provado que é preciso regulamentar", afirmou.

Já a PEC 6x1 deve depender de quem for eleito para a Presidência. Enquanto Lula encampa a pauta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou e apresentou outra PEC, que permite o pagamento por hora trabalhada. O texto foi apoiado pelas associações empresariais.

Por Laura Scofield, Carolina Linhares e Raphael Di Cunto, Folhapress

Polícia desarticula organização criminosa que movimentou R$ 110 milhões entre Bahia e Pernambuco

Policiais civis cumprem 14 mandados de prisão e outros 10 de busca e apreensão na capital baiana, em Juazeiro, no Sertão do São Francisco, e cidades pernambucanas desde as primeiras horas desta quinta-feira (16).

As ações fazem parte da Operação Ludus, deflagrada para combater uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 110 milhões entre janeiro de 2024 e outubro do ano passado.

De acordo com a Polícia Civil, a organização atuava principalmente nas cidades vizinhas de Juazeiro e Petrolina. A operação ainda atua nos municípios pernambucanos de Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada.

Dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça, seis foram cumpridos em Juazeiro e quatro em Petrolina. Conforme a investigação, a organização era liderada por um homem apontado como responsável pela coordenação do tráfico de drogas sintéticas, cocaína e maconha na região do Vale do São Francisco.

Em Juazeiro, um homem, de 28 anos, e a companheira dele, de 25, foram presos no bairro Expedito Nascimento. No imóvel, os policiais apreenderam um veículo, drogas, munições e R$ 28 mil em espécie. Ainda no mesmo bairro, outro investigado, de 27 anos, foi preso em posse de uma arma de fogo.

Um terceiro suspeito, de 39 anos, foi localizado e preso no Residencial Mairi. Outro integrante da organização teve o mandado de prisão cumprido enquanto já se encontrava custodiado. Dois investigados continuam foragidos.

Em Petrolina, um casal de 21 e 25 anos foi preso no bairro Dom Avelar. Também foi preso um homem, de 34 anos, em um condomínio localizado no bairro Cohab Massangano, onde foram apreendidas munições. Outros dois mandados foram cumpridos nas cidades de Serra Talhada e Salgueiro.

SÃO PAULO

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que os entorpecentes eram adquiridos no estado de São Paulo. Integrantes da organização viajavam até o estado para negociar e coordenar o transporte das drogas para o Vale do São Francisco.

Os investigadores também identificaram negociações de maconha em grande escala com produtores localizados em áreas de cultivo no estado de Pernambuco. As apurações também revelaram a existência de um núcleo financeiro responsável por administrar os recursos obtidos com o tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo recolhia os lucros das atividades criminosas e distribuía os valores em diversas contas bancárias de pessoas utilizadas como "laranjas", com o objetivo de dificultar a identificação da origem do dinheiro pelos órgãos de fiscalização.

Entre janeiro de 2024 e outubro de 2025, o esquema teria movimentado quase R$ 110 milhões. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias até o limite desse valor.

Segundo o delegado Thiago Pessoa, da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Norte), a investigação foi desenvolvida ao longo de aproximadamente um ano.

"A Operação Ludus teve por objetivo desarticular uma organização criminosa que vinha atuando em Juazeiro na prática do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro. A investigação, que durou aproximadamente um ano, contou com o apoio da Inteligência da Polícia Civil, possibilitando a identificação de 14 integrantes do grupo criminoso e atendendo às diretrizes da Polícia Civil de combate ao crime organizado e de asfixia financeira das organizações criminosas", afirmou.

VEÍCULOS DE ALTO VALOR

Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil apreendeu dois veículos avaliados em quase R$ 300 mil.

A Operação Ludus foi coordenada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Norte), em Juazeiro, no âmbito da Operação Protetor das Divisas, iniciativa interestadual voltada ao combate ao crime organizado.

Ao todo, cerca de 80 policiais civis participaram da ação, considerada de grande impacto operacional e financeiro.

A operação contou com o apoio do Núcleo de Investigação (NI) da 17ª Coorpin/Juazeiro, dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI Sede, Norte, Conselheiro, Nordeste e Centro-Norte), da Delegacia de Homicídios (DH/Juazeiro), da 7ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Juazeiro), da Delegacia Territorial (DT/Juazeiro), da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco (Ficco/PE).
Informações: Bahia noticia

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