Concurso da Polícia Militar e Bombeiros é suspenso após pedido do MPBA -Por Política Livre
A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia, a Justiça determinou a suspensão do concurso destinado ao preenchimento de vagas para o quadro de oficiais de saúde da Polícia Militar da Bahia (PMBA) e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). A decisão atende a uma ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Andrea Borges, que questionou a vedação da reserva de vagas destinadas às pessoas com deficiência prevista no edital. O MPBA também apontou a ausência de previsão de avaliação biopsicossocial, adaptações razoáveis e tecnologias assistivas, que promovem a inclusão social de pessoas com deficiência, nas etapas do concurso.
A decisão liminar da 6ª Vara da Fazenda Pública determina que o edital deve ser retificado para reservar 5% das vagas às pessoas com deficiência, incluir a avaliação biopsicossocial e garantir adaptações e tecnologias assistivas em todas as fases do certame. Também deverão ser reabertos os prazos de inscrição e de solicitação de isenção da taxa, pelo mesmo período originalmente previsto. Antes do ajuizamento da ação, o MPBA havia expedido recomendação aos órgãos responsáveis para adequação do edital, que não foi acatada pelos órgãos.
De acordo com a promotora de Justiça, a vedação à reserva de vagas e a não previsão de avaliação biopsicossocial e uso de adaptações razoáveis e tecnologias assistivas pelo edital do concurso contraria normas constitucionais, federais e estaduais que asseguram a inclusão e a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência no acesso ao serviço público. "A reserva de vagas é uma política pública voltada à promoção da igualdade material e da inclusão social”, ressaltou Andrea Borges.
TSE: ministros ordenam que Lula e Janja removam vídeos contra Flávio
Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), determinaram a remoção de vídeos na internet que alertam para um possível corte radical em programas sociais caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição presidencial.
Nunes Marques ordenou a remoção, em até 24 horas, de um vídeo publicado em perfis das redes sociais da primeira-dama Janja Lula da Silva, segundo o qual Flávio teria a intenção de impor jornada de trabalho de sete dias por semana e acabar com programas assistenciais como o Farmácia Popular.
Já Mendonça deu três horas para a remoção de um vídeo publicado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, que alerta para um possível corte radical em programas sociais caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição. “Se o Flávio vence, você perde”, diz o mote da propaganda.
O vídeo, publicado nos perfis de Lula nas redes sociais, destaca os cortes de R$ 200 bilhões que Flávio já declarou que pretende fazer no orçamento, e diz que isso resultará na redução de recursos “no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no gás do povo”.
“Não vão dar aumento do salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para os aposentados”, diz o vídeo em outro trecho.
Liberdade de expressão
Ambos os ministros do TSE reconheceram que parte dos vídeos está protegida pela liberdade de expressão e de crítica política, mas que afirmações sobre cortes em programas específicos não encontram “lastro mínimo” na realidade, seja no programa de Flávio Bolsonaro ou em declarações do candidato.
Para Mendonça, a intervenção da Justiça Eleitoral se justifica pelo fato de a propaganda “atribuir ao adversário propostas específicas que não encontram respaldo nos elementos objetivos disponíveis”.
O ministro destacou que o programa de governo de Flávio menciona especificamente a manutenção de programas sociais.
As decisões monocráticas (individuais) de remoção de conteúdo ainda devem ser submetidas a julgamento pelo plenário do TSE.
Faltam 16 dias: horário eleitoral gratuito recomeça nesta sexta-feira (9)
Propaganda será exibida até o dia 23 de outubro, no rádio e na TV, para as disputas à Presidência da República e aos governos estaduais, onde houver
A propaganda eleitoral do 2º turno das Eleições 2026 começa nesta sexta-feira (9), nas emissoras de rádio e de televisão. A veiculação ocorre em blocos de horário fixo e em inserções distribuídas ao longo da programação, até 23 de outubro, antevéspera da votação. Em todo o Brasil, mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar retornam às urnas no dia 25 de outubro.
A propaganda será transmitida de segunda-feira a sábado, em blocos de dez minutos. No rádio, os programas irão ao ar às 7h e às 12h. Na televisão, a exibição ocorre às 13h e às 20h30. O tempo é dividido igualmente entre os dois candidatos.
Além dos programas em rede, cada candidatura também terá direito a 25 inserções de 30 segundos, nos intervalos da programação, totalizando 12 minutos e 30 segundos.
Divisão igualitária do tempo
De acordo com a legislação eleitoral, a exibição se dará de maneira alternada, começando pelo candidato que obteve a maior votação no 1º turno. Na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 56,1 milhões de votos e Lula da Silva (PT) 53,8 milhões.
A divisão do tempo ficou assim:
Propaganda em rede
Partido Liberal (PL): cinco minutos
Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança – FE Brasil (PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL Rede: cinco minutos
Propaganda por inserções
Partido Liberal (PL): 12 minutos e 30 segundos
Coligação Brasil Pronto Pra Mais: 12 minutos e 30 segundos
Propaganda para governador
No Distrito Federal e nos estados onde também haverá 2º turno para o cargo de governador, a propaganda eleitoral será exibida logo após a exibição da propaganda presidencial.
Grupo de emissoras
O pool de emissoras instalado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua responsável por receber e transmitir a propaganda dos candidatos à Presidência da República.
A resolução do plano de mídia foi aprovada pelo Plenário do TSE em sessão realizada na última terça-feira (6) e está disponível na página do Pool de Mídia das Eleições 2026.
Quem deve transmitir
A legislação eleitoral determina que as emissoras de rádio e televisão transmitam a propaganda eleitoral em rede nos horários e nas condições estabelecidos.
No rádio, a transmissão inclui as emissoras comunitárias e, na televisão, os canais que operam em VHF e UHF, inclusive canais por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das câmaras municipais.
DV/JP/DB
TSE manda retirar do ar vídeos com uso de IA publicados por Flávio Bolsonaro
Conteúdos foram questionados como suposta propaganda eleitoral antecipada negativa contra Lula
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, a remoção de três publicações feitas por Flávio Nantes Bolsonaro na rede social X. A decisão foi tomada no julgamento de representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que apontou suposta prática de propaganda eleitoral antecipada negativa contra Luiz Inácio Lula da Silva.
As publicações foram feitas nos dias 30 e 31 de maio de 2026. Uma delas utilizou inteligência artificial (IA) para simular a imagem de Lula em uma situação inexistente. As outras duas, segundo a representação, associaram o então pré-candidato a organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Uso de inteligência artificial
Relator do processo, o ministro André Mendonça reconsiderou decisão anterior que havia negado o pedido de tutela de urgência. Para o ministro, embora a primeira publicação apresentasse aparência caricatural e fantasiosa, o conteúdo não estava identificado como produzido com inteligência artificial.
Segundo o relator, a ausência da identificação exigida pelo artigo 9º-B da Resolução-TSE nº 23.610/2019 configura descumprimento do dever de transparência e autoriza a remoção da publicação. A norma determina que conteúdos políticos ou eleitorais fabricados ou manipulados com uso de inteligência artificial sejam identificados de forma expressa, destacada e acessível.
Associação com organizações criminosas
Em relação às outras duas publicações, o ministro considerou a jurisprudência mais recente do Tribunal sobre propaganda eleitoral antecipada negativa. Conforme o entendimento aplicado ao caso, a associação de candidato a organização criminosa, quando não há substrato fático mínimo, ultrapassa os limites da crítica política e pode caracterizar grave descontextualização.
Com a decisão, as três publicações deverão ser removidas no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária. Flávio Bolsonaro também deverá se abster de republicar ou difundir as mídias analisadas ou conteúdos substancialmente idênticos. O provedor responsável pela plataforma X deverá ser comunicado para cumprir a determinação.
SM/GO/DB
Processo relacionado: Rp nº 0600955-65.2026.6.00.0000
Vorcaro acusa ter pago R$ 30 milhões por fora para financiar documentário sobre Lula
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em áudio e documentos obtidos pela revista Veja ter destinado cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para custear despesas de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o relato, os pagamentos teriam sido negociados com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto e realizados fora dos canais oficiais. Vorcaro também mencionou valores adicionais repassados diretamente ao instituto, sem especificar a quantia. A reportagem é da Veja.
De acordo com o banqueiro, a articulação teria envolvido seu então sócio e ex-CEO do Master, Augusto Lima, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), apontado como intermediário no primeiro encontro com Vaccari. Em contrapartida, os recursos teriam sido vinculados à tentativa de obter credenciamento junto a fundos de pensão de servidores federais ligados ao Banco do Brasil, à Caixa Asset e à Previ. O documentário citado é Lula, dirigido por Oliver Stone, que reúne depoimentos de amigos e aliados do presidente.
Vorcaro afirmou ter reunido as informações em um anexo encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho, mas o caso não avançou. Segundo a reportagem, a Procuradoria justificou a decisão pela falta de provas dos pagamentos, que teriam sido feitos em espécie. A defesa do banqueiro argumentou que existiriam mensagens, registros de saques e informações sobre as rotas utilizadas nas entregas. As acusações relatadas pela revista não constituem, por si só, comprovação de irregularidades por parte dos citados.
Por Redação/Politica Livre/A reportagem é da Veja.
TCE/BA encaminhou para cobrança extrajudicial R$ 32,6 milhões de débitos imputados a gestores Por Redação
Em cumprimento ao papel constitucional de zelar pelo bom uso dos recursos públicos e garantir o ressarcimento ao erário estadual dos valores de débitos imputados aos gestores, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia emitiu, no último trimestre de julho a setembro), mais de 80 certidões e títulos de débito, que totalizaram R$ 32.691.555,57 (trinta e dois milhões, seiscentos e noventa e um mil, quinhentos e cinquenta e cinco reais e cinquenta e sete centavos). As dívidas foram remetidas à central de protestos para cobrança extrajudicial dos títulos, e os cidadãos com títulos protestados deverão se dirigir ao tabelionato competente, indicado na intimação, para realizar o pagamento do débito e regularizar a sua situação retirando as restrições ao seu nome.
Disciplinada pela Resolução Normativa 125/2018, a cobrança extrajudicial dos títulos executivos decorrentes de decisões condenatórias atua como uma ferramenta ágil e eficiente de cobrança das dívidas, além de aumentar o índice de recuperação dos valores e reduzir a necessidade de litígios judiciais, que são, em geral, mais demorados e caros. Desde que foi implementada a cobrança extrajudicial, em 2018, tem aumentado, de forma substancial, o volume da recuperação dos recursos devidos ao erário estadual.
Decorrido o prazo de 90 dias contados a partir da formalização do protesto sem que tenha havido o pagamento integral do débito ou o seu parcelamento, o TCE/BA envia a Certidão de Débito para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), via cadastro no Sigant (Sistema Integrado de Gerenciamento do Crédito Não Tributário). A Procuradoria, então, se encarrega de promover a respectiva ação judicial de execução do título, o que pode acarretar outras sanções previstas em lei, como a penhora de bens e o bloqueio de contas.
Os débitos e multas são imputados aos gestores considerados responsáveis por falhas ou irregularidades graves nas prestações de contas dos órgãos ou na execução de convênios, contratos e outros ajustes financiados pelas unidades da administração estadual. A fiscalização do uso dos recursos públicos é uma das ações principais do TCE, ao lado das atividades orientadoras e educacionais, que se destinam justamente a evitar que os gestores cometam ou reincidam falhas na execução dos objetos conveniados.
Vorcaro financiou startup de filha de Otto Alencar e negociou obras de arte com aliado de Jaques Wagner
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro indicam que o ex-banqueiro tratou de negócios com pessoas ligadas aos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) no período anterior à deflagração da Operação Compliance Zero, que levou à prisão do dono do Banco Master em novembro de 2025.
As conversas mostram que Isadora Alencar, filha de Otto, negociou com Vorcaro um investimento na Ecoari, startup com atuação em Salvador. Segundo o site da empresa, a Ecoari premia com dinheiro quem descarta lixo em pontos selecionados de reciclagem.
Documentos obtidos pela Folha apontam que a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, alertou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em três ocasiões de que a empresa de Isadora tinha ativos custodiados pelo Master que eram incompatíveis com o porte da companhia.
Nas mensagens trocadas entre Vorcaro e Isadora, o então banqueiro dá dicas e comemora a relação com a "família querida".
Procurada, Isadora Alencar afirma que "a mencionada movimentação financeira diz respeito a um empréstimo regular [junto ao Master], obtido pela empresa e dentro das regras previstas em lei".
"As conversas apresentadas possuem conteúdo profissional e a Ecoari mantém sua atuação orientada pela legalidade, integridade, transparência e governança", diz.
No início de setembro de 2024, Isadora enviou uma mensagem a Vorcaro dizendo que havia recebido seu contato por meio de uma pessoa chamada Ciro —provável referência ao advogado Ciro Soares, que trocava mensagens constantes com Vorcaro e é próximo à família Alencar.
Na mensagem em que se apresenta, Isadora pede uma reunião para tratar dos "próximos passos da aquisição da Ecoari". À Folha ela diz que a compra não se concretizou.
O encontro foi marcado para dia 17, mesma data em que ela envia a Vorcaro uma lista com nomes de empresas e pessoas —mensagem que não é respondida.
Uma semana depois, ela comemora: "Deu tudo certo com a abertura da conta! Ainda não assinamos o contrato, mas permaneço à disposição para a entrega de qualquer documentação complementar necessária".
Isadora também menciona parcerias com outras empresas, bancos e multinacionais do ramo de alimentos. "Assinamos o contrato e o banco já fez o repasse do valor! Gostaria de agradecer muito pela confiança e parceria, tenho certeza que será longeva e de muito sucesso", celebra ela cinco dias depois.
Vorcaro comemora, e Isadora pergunta então se poderia entrar em contato com alguém do banco para traçar "uma estratégia de investimento de parte do recurso".
O dono do Master indica uma pessoa e diz que o ideal é deixar em "CDB com liquidez" para "não travar nada que você precisar".
As conversas continuam pelo segundo semestre de 2024. Isadora relata citações à Ecoari em revistas, eventos em Brasília e parcerias com outras empresas. Vorcaro usa poucas palavras, em comentários curtos como "parabéns" e "que bacana!"
Nesse mesmo período, o Coaf foi alertado duas vezes (em outubro e novembro) de que a startup tinha mais de R$ 9 milhões custodiados no Banco Master.
O registro aponta para uma pessoa jurídica de porte reduzido, "cuja soma do saldo total dos ativos custodiados" estavam "incompatíveis com o seu patrimônio estimado a partir de todas as ocupações informadas no cadastro B3 e Ministério do Trabalho".
Em setembro de 2025 —ou seja, após o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília), e já com suspeitas contra Vorcaro aparecendo no noticiário—, houve novo alerta ao Coaf, desta vez com um valor bem menor, de R$ 2,8 milhões.
Naquele mês, um dia após seu aniversário, ela manda uma mensagem de agradecimento a Vorcaro.
"Gostaria de agradecer pela presença ontem, de verdade! Também agradeço muito pela delicadeza nos presentes! Jamais vi tamanha delicadeza e carinho! Que Deus te abençoe muito e só te proporcione o melhor", diz.
Ele responde. "Fiquei muito feliz de estar com vocês! Você merece tudo de bom desse mundo! Família querida! Que seja um ciclo maravilhoso para você".
CONVERSAS COM ALIADO DE JAQUES
Em outras conversas, Guilherme Sodré, o Guiga —apontado pela Polícia Federal como uma das pessoas de confiança de Jaques Wagner— negocia com Vorcaro a compra de obras de artistas como Candido Portinari (1903-1962) e Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). Ele também enviou o número de telefone do senador petista ao então dono do Master.
Segundo a PF, Guiga era um homem de confiança e articulador de Jaques Wagner e teria atuado para aproximar o núcleo empresarial do Banco Master e o entorno do senador.
Além da relação próxima e de longa data, os dois têm laços familiares. Guiga é pai de Eduardo Sodré , enteado do senador e hoje secretário de Meio Ambiente da Bahia.
Jaques era o líder do governo Lula (PT) e deixou o cargo em junho, após ser alvo de operação que o apontou como suspeito de receber pagamentos relacionados ao Master. Ele foi reeleito ao Senado no último domingo (4).
À época, disse que sua relação era com Augusto Lima, ex-sócio do banco, e que viu Vorcaro duas vezes na vida.
Já Otto, que é aliado de Jaques e foi vice do petista em seu segundo mandato no governo da Bahia (2011-2014), disse ao jornal O Globo em 19 de setembro que não esteve com Vorcaro.
Procurada, a defesa de Jaques Wagner diz que não houve conversa com ele na ocasião do envio do número. "O senador reitera que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e nunca atuou em favor dos interesses do Banco Master. Vale reforçar que o senador não pode responder por conversas de terceiros, da qual não participou e desconhece o contexto em que ocorreu", disse o advogado Pablo Domingues.
Procurados pela Folha por WhatsApp na última terça-feira (6), Otto Alencar e Guiga Sodré mas não se manifestaram
Em julho de 2024, Guiga envia a Vorcaro informações sobre obras de arte como "Ouro Preto", do pintor Alberto Guignard, e "Casamento na Roça", de Cândido Portinari.
"Maravilhosas!", diz Vorcaro ao receber as imagens das pinturas. "Ao vivo são ainda mais lindas", responde Guiga.
Há outros convites para visitas a galerias, cafés e encontros em eventos relacionados a pinturas. Em agosto, após um telefonema de dois minutos, ele encaminha o telefone de Jaques Wagner, e deseja boa sorte ao ex-banqueiro.
Por José Marques e João Gabriel/Folhapress
Fux fechou cerco a atos de Moraes na trama golpista após se irritar com reunião entre ministro e chefe da PF
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), fechou o cerco aos atos do ministro Alexandre de Moraes no caso da trama golpista após se irritar com uma reunião secreta realizada entre o colega o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A interlocutores Fux sinalizou que o encontro foi inadequado, já que ainda pairam no ar suspeitas sobre uma atuação enviesada por parte de Andrei na crise do Banco Master, no sentido de blindar Moraes de investigações.
Já aliados de Moraes entendem que a decisão foi um aceno a Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem do ICL Notícias, a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro do STF, é uma das cotadas para uma vaga na corte caso o senador vença a eleição contra Lula (PT).
A assessoria de Fux negou a correlação e afirmou que se trata de intriga para minimizar a seriedade da decisão. Já Andrei afirmou que a atuação da PF tem ocorrido "em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais".
Nesta quinta-feira (8), Fux pediu acesso integral a processos relatados por Moraes, como os inquéritos das fake news, das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado, para analisar possíveis irregularidades na condução desses casos.
A ordem foi proferida mais de dois anos depois do pedido do PP, ajuizado em abril de 2024, e vem em meio à divisão interna do STF, em que Fux e Moraes estão em alas opostas. O avanço também coincide com a proximidade do julgamento da revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, como revelou a Folha.
A reunião entre Andrei e Moraes ocorreu na terça (6) no gabinete do ministro, sem divulgação nas agendas oficiais do Supremo ou da PF. Além do diretor-geral, estavam presentes o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, e o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali.
O incômodo de Fux é com o fato de ainda estar em aberto o debate sobre a validade do relatório da PF que embasou as alegações de abuso de autoridade que Moraes fez contra o ministro André Mendonça, relator do caso Master.
Em conversas com auxiliares, Fux lembrou que foi esse relatório que levou a Segunda Turma a formar maioria para afastar o diretor-geral das funções (com votos dele, de Mendonça e de Kassio Nunes Marques).
Na ocasião, houve um pedido de vista de Gilmar Mendes. Posteriormente, veio uma decisão do ministro Flávio Dino determinando que Andrei fosse reintegrado ao cargo. Fux entende que ainda não houve uma decisão colegiada definitiva sobre o chefe da PF, e que por isso a reunião com Moraes foi indevida.
Embora tenha pedido informações para poder analisar possíveis ilegalidades de Moraes nos inquéritos, Fux tem afirmado a pessoas de sua equipe que só vai tomar decisões após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25.
O PP, autor do pedido, é representado pelo advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno. Ele solicita a Fux que declare a nulidade de todos os atos e provas do inquérito sobre a trama golpista. De acordo com o partido, Moraes não teria agido de forma imparcial, pois em tese seria uma vítima dos fatos em apuração.
A sigla também alega que a investigação foi indevidamente derivada dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, para que Moraes concentrasse poder. Outro questionamento é quanto à falta de investigados com foro por prerrogativa de função.
Fux afirmou que não tem elementos suficientes para analisar o pedido de liminar do PP e que não pode tomar uma decisão com base em inferências ou levando em conta apenas o que o partido argumenta. Por isso, considera fundamental o acesso integral aos autos dos processos.
Um dos pontos que o ministro vai analisar é se o processo em que foi autorizada a Operação Tempus Veritatis foi "uma investigação autônoma travestida de petição" ou se houve ampliação indevida das diligências requeridas pela PF.
Na ação penal sobre a trama golpista, Fux foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro, vencido pelos ministros Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, que votaram por condenar o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Depois do isolamento, ele pediu transferência para a Segunda Turma.
Por Luísa Martins/Folhapress
Douglas Ruas deve ser declarado governador eleito do RJ sob investigação
O presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), deve ser declarado governador eleito já sob investigação. A Procuradoria-Geral da Justiça instaurou em julho um procedimento para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e organização criminosa.
A base da investigação são as transações milionárias realizadas por ele e a empresa dele nos últimos três anos, reveladas pela Folha em abril. Também fazem parte da apuração uma auditoria realizada pelo governo estadual na Secretarias de Cidades, comandada por Ruas na gestão Cláudio Castro (PL).
Procurado, a assessoria de Ruas não comentou. Após o debate da TV Globo, na semana passada, o deputado disse que tem tranquilidade com a investigação e disse que ela será arquivada.
"O Ministério Público recebe as informações e tem que apurar para ver se há veracidade naquilo que está sendo entregue. Recentemente o Ministério Público já arquivou uma dessas acusações, porque foram inverdades. E eu nem fui chamado para prestar quaisquer esclarecimentos. Tenho certeza que essa outra será arquivada. Estou à disposição, mas como são mentiras tão grotescas, que eu acredito que vai seguir o mesmo caminho que seguiu a outra", disse ele.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (8) considerar definitivamente nulos os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. A decisão abre caminho para a proclamação de sua vitória no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que disputaria o segundo turno com Ruas caso os votos fossem validados, pediu recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), negado pelo ministro Cristiano Zanin. Ele, então, reconheceu a derrota no pleito estadual.
O procedimento contra Ruas foi aberto com base numa denúncia anônima enviada ao Ministério Público e enviada ao Tribunal de Justiça, foro especial do presidente da Assembleia. A apuração está sob sigilo. Caso seja mantida até a posse de Ruas, ela deve ser enviada à Procuradoria-Geral da República.
Como a Folha mostrou, Ruas, a esposa, Mariana Barbosa, e empresas do casal realizaram uma série de aquisições imobiliárias e de precatórios nos últimos três anos. Os bens adquiridos estão avaliados, segundo escrituras, em mais de R$ 16 milhões.
As transações começaram em janeiro de 2023, quando Ruas havia sido eleito com a segunda maior votação do estado. Elas se intensificaram após setembro do mesmo ano, quando assumiu a Secretaria de Cidades.
Na ocasião, o deputado disse em nota que a empresa da qual é proprietário tem "sólida atuação no mercado de logística". Declarou que, a partir de 2023, "passou a atuar no mercado imobiliário e na aquisição de ativos financeiros, incluindo precatórios". Disse também que a mulher "atua no ramo varejista há dez anos".
O portal Metrópoles revelou, em setembro, que a firma de Ruas recebeu R$ 1,58 milhões da pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), um de seus padrinhos políticos, que foi subcontratada por empresa que executava obra da Secretaria de Cidades.
Ruas afirmou que não mistura suas atividades privadas com sua atuação política. Ele declarou que os serviços prestados por sua empresa não relação direta nem indireta com obras públicas.
"Sei muito bem separar a vida pública da vida privada. Com muita tranquilidade, nós esclarecemos todos os fatos e defendemos que todos os órgãos de controle que possam fiscalizar e atuar pelo zelo dos recursos públicos", disse Ruas.
Outra suspeita se deve a uma auditoria realizada pelo governo interino do desembargador Ricardo Couto nos contratos da Secretaria Estadual de Cidades, comandada por Ruas de setembro de 2023 até março deste ano.
O principal achado foi um aditivo de 45% feito a um contrato 17 dias depois do início de sua execução. Um dos fornecedores do serviço foi a mineradora da família de Altineu.
Ruas declarou, em nota, que a secretaria "não interfere na escolha dos fornecedores de insumos pelas empresas contratadas". Disse também que a nova lei de licitações não impõe o limite de 25% nos aditivos de valores, como aponta a auditoria.
Em nota, Altineu afirmou que a mineradora Santa Edwiges "é uma empresa privada que nunca participou de nenhuma licitação com o Governo do Estado e só vende para clientes privados". Afirmou ainda que a empresa pratica preços menores do que a tabela do governo.
O presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), deve ser declarado governador eleito já sob investigação. A Procuradoria-Geral da Justiça instaurou em julho um procedimento para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e organização criminosa.
A base da investigação são as transações milionárias realizadas por ele e a empresa dele nos últimos três anos, reveladas pela Folha em abril. Também fazem parte da apuração uma auditoria realizada pelo governo estadual na Secretarias de Cidades, comandada por Ruas na gestão Cláudio Castro (PL).
Procurado, a assessoria de Ruas não comentou. Após o debate da TV Globo, na semana passada, o deputado disse que tem tranquilidade com a investigação e disse que ela será arquivada.
"O Ministério Público recebe as informações e tem que apurar para ver se há veracidade naquilo que está sendo entregue. Recentemente o Ministério Público já arquivou uma dessas acusações, porque foram inverdades. E eu nem fui chamado para prestar quaisquer esclarecimentos. Tenho certeza que essa outra será arquivada. Estou à disposição, mas como são mentiras tão grotescas, que eu acredito que vai seguir o mesmo caminho que seguiu a outra", disse ele.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (8) considerar definitivamente nulos os votos dados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. A decisão abre caminho para a proclamação de sua vitória no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que disputaria o segundo turno com Ruas caso os votos fossem validados, pediu recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), negado pelo ministro Cristiano Zanin. Ele, então, reconheceu a derrota no pleito estadual.
O procedimento contra Ruas foi aberto com base numa denúncia anônima enviada ao Ministério Público e enviada ao Tribunal de Justiça, foro especial do presidente da Assembleia. A apuração está sob sigilo. Caso seja mantida até a posse de Ruas, ela deve ser enviada à Procuradoria-Geral da República.
Como a Folha mostrou, Ruas, a esposa, Mariana Barbosa, e empresas do casal realizaram uma série de aquisições imobiliárias e de precatórios nos últimos três anos. Os bens adquiridos estão avaliados, segundo escrituras, em mais de R$ 16 milhões.
As transações começaram em janeiro de 2023, quando Ruas havia sido eleito com a segunda maior votação do estado. Elas se intensificaram após setembro do mesmo ano, quando assumiu a Secretaria de Cidades.
Na ocasião, o deputado disse em nota que a empresa da qual é proprietário tem "sólida atuação no mercado de logística". Declarou que, a partir de 2023, "passou a atuar no mercado imobiliário e na aquisição de ativos financeiros, incluindo precatórios". Disse também que a mulher "atua no ramo varejista há dez anos".
O portal Metrópoles revelou, em setembro, que a firma de Ruas recebeu R$ 1,58 milhões da pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), um de seus padrinhos políticos, que foi subcontratada por empresa que executava obra da Secretaria de Cidades.
Ruas afirmou que não mistura suas atividades privadas com sua atuação política. Ele declarou que os serviços prestados por sua empresa não relação direta nem indireta com obras públicas.
"Sei muito bem separar a vida pública da vida privada. Com muita tranquilidade, nós esclarecemos todos os fatos e defendemos que todos os órgãos de controle que possam fiscalizar e atuar pelo zelo dos recursos públicos", disse Ruas.
Outra suspeita se deve a uma auditoria realizada pelo governo interino do desembargador Ricardo Couto nos contratos da Secretaria Estadual de Cidades, comandada por Ruas de setembro de 2023 até março deste ano.
O principal achado foi um aditivo de 45% feito a um contrato 17 dias depois do início de sua execução. Um dos fornecedores do serviço foi a mineradora da família de Altineu.
Ruas declarou, em nota, que a secretaria "não interfere na escolha dos fornecedores de insumos pelas empresas contratadas". Disse também que a nova lei de licitações não impõe o limite de 25% nos aditivos de valores, como aponta a auditoria.
Em nota, Altineu afirmou que a mineradora Santa Edwiges "é uma empresa privada que nunca participou de nenhuma licitação com o Governo do Estado e só vende para clientes privados". Afirmou ainda que a empresa pratica preços menores do que a tabela do governo.
Por Italo Nogueira/Folhapress
João Roma descarta negociação para filiação de Bruno Reis ao PL, mas não fecha portas para o futuro
O presidente do PL na Bahia, João Roma, descartou, neste momento, qualquer negociação para a filiação do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), à legenda. O ex-ministro, no entanto, não fechou as portas para uma eventual mudança partidária no futuro e admitiu que o cenário poderia ser diferente caso Bruno estivesse interessado em disputar o Governo da Bahia.
“Não tem conversas nesse momento sobre filiação partidária. Teria se Bruno fosse candidato a governador, por exemplo, já que ele não pode ser prefeito novamente, mas no momento não”, afirmou Roma, ao comentar as especulações de que o prefeito poderia ingressar no PL e assumir o comando estadual da sigla.
Segundo Roma, os rumores podem ter surgido após uma viagem a Brasília nesta semana, quando esteve acompanhado de Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto (União) para tratar do apoio à Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A aproximação dos três políticos teria alimentado especulações sobre uma possível reorganização partidária na Bahia.
A possibilidade de Bruno Reis assumir o PL baiano ganhou repercussão nos bastidores políticos nos últimos dias. A eventual mudança colocaria o prefeito à frente de uma das principais estruturas partidárias da direita no estado, ampliando sua influência política e provocando uma reacomodação de forças no grupo de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
João Roma também comentou as especulações sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028. O presidente estadual do PL confirmou que já manifestou interesse em administrar a capital baiana, mas ressaltou que não existe qualquer decisão tomada sobre a disputa.
“Manifestei desejo de ser prefeito de Salvador sim. Mas quem não quer. Sou figura pública. Mas nada concreto. Por enquanto sigo presidente do PL. Não houve convite a mim”, salientou.
Fonte: Politica Livre
João Roma acusa PT de “terrorismo eleitoral” e afirma que Flávio Bolsonaro vai ampliar investimentos na Bahia- Por Redação
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| Foto: Divulgação/Arquivo |
O presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o que chamou de “terrorismo eleitoral” do PT contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo, o ex-ministro da Cidadania rebateu uma fake news espalhada pelo grupo político sobre uma suposta interrupção de investimentos da montadora BYD na Bahia caso Flávio seja eleito e defendeu que o debate se concentre nos problemas enfrentados pela população.
“O PT, no desespero, querendo vender medo para as pessoas. O verdadeiro medo do cidadão hoje é fazer as compras no supermercado e o dinheiro não dar, é andar nas ruas e perder a vida por causa de um celular”, afirmou.
Roma citou uma nota divulgada pela BYD esclarecendo que a empresa não havia solicitado reunião com autoridades para tratar dos investimentos na Bahia.
“A gente tem que lutar para trazer mais investimentos para a Bahia, e é isso que Flávio vai fazer para a Bahia e para o Nordeste”, declarou.
Segundo Roma, o compromisso com o Estado foi reafirmado por Flávio durante uma reunião em Brasília, com a participação de ACM Neto. O dirigente do PL disse acreditar que uma eventual gestão do candidato vai ampliar investimentos, reduzir impostos e criar oportunidades para os baianos.
“Ele vai ser o melhor presidente para o Nordeste do Brasil e vai cuidar da nossa Bahia. Isso é o que ele me prometeu lá em Brasília”, disse.
Ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro, Roma também comparou os ataques atuais às fake news feitas pelo PT durante a gestão anterior sobre a continuidade dos programas sociais. Roma destacou que as previsões caluniosas de encerramento dos benefícios não se confirmaram, e o valor destinado às famílias foi ampliado.
“Diziam que Bolsonaro ia acabar o Bolsa Família. Nós mais do que triplicamos o valor e ajudamos de verdade na área social, para ajudar o cidadão necessitado”, afirmou.
Roma defendeu que a proteção social seja acompanhada de medidas que permitam às famílias conquistar melhores condições de vida. “Além da estrutura de suporte social, a gente vai dar oportunidade para que as pessoas possam, sim, melhorar de vida”, concluiu.
Paulo Azi acusa PT de fazer terrorismo eleitoral na Bahia com “verdadeira fábrica de fake news”: “Desespero e irresponsabilidade”
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| Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados |
O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) acusou, nesta quinta-feira (8), lideranças do PT na Bahia de promoverem uma campanha de terrorismo eleitoral e disseminação de notícias falsas após o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) anunciar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o parlamentar, os petistas estão tentando espalhar medo entre os eleitores com informações sem fundamento sobre o futuro de investimentos e obras no estado.
Azi citou como exemplo as declarações da deputada federal Ivoneide Caetano (PT), que afirmou que a montadora chinesa BYD estaria preocupada com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e poderia deixar Camaçari. As afirmações, no entanto, foram contestadas pela própria BYD. Em nota, a montadora negou ter solicitado qualquer encontro com autoridades para tratar das eleições e reafirmou seus planos de expansão das operações no Brasil.
“Estamos vendo uma verdadeira fábrica de fake news montada pelo PT na Bahia. É terrorismo eleitoral puro. Eles inventam histórias, espalham medo e tentam assustar a população porque estão desesperados com a possibilidade de Lula perder a eleição para Flávio Bolsonaro”, afirmou Paulo Azi.
O parlamentar ainda lembrou que o governo petista deixou a Ford sair de Camaçari, prejudicando a economia da Bahia. “Isso sim é verdade, ao contrário dessa onda de mentiras que eles estão fazendo. É uma irresponsabilidade sem tamanho”, salientou.
Paulo Azi também rebateu declarações de integrantes do PT sobre o futuro da Ponte Salvador-Itaparica, que passou a ser mencionada por lideranças governistas como um projeto supostamente ameaçado por uma eventual vitória da oposição na eleição presidencial.
“Quem está há quase duas décadas prometendo essa ponte sem conseguir tirá-la do papel? Quem fez propaganda, anunciou prazo, gastou dinheiro e até hoje não entregou a obra? Foram os próprios governos do PT. Agora querem colocar na conta de Flávio Bolsonaro uma responsabilidade que é inteiramente deles. É uma inversão absurda da realidade”, declarou.
Flávio Bolsonaro realiza comício no Farol da Barra no dia 17 de outubro- Por Política Livre
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| Foto: Divulgação |
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, realiza no sábado (17) um comício no Farol da Barra, em Salvador. O ato está marcado para começar às 15h22 e vai reunir lideranças da oposição na Bahia.
Entre os nomes confirmados para participar do evento estão o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), além de deputados, vereadores e outras lideranças políticas da oposição no estado.
Dallagnol grava vídeo chorando e diz que eleição para o Senado no Paraná já valeu
| Foto: Bruno Spada/Bruno Spada/Câmara dos Deputados |
O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) publicou nesta quinta-feira, 8, um vídeo nas redes sociais em que aparece chorando e relembra os últimos dias de sua campanha ao Senado pelo Paraná. Na gravação, ele afirma que teve a campanha restringida na reta final, mas conseguiu vencer a disputa nas urnas, e atribui o resultado a Deus.
Dallagnol também acusou o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo que questiona sua candidatura, de ter contribuído para as restrições. “Eles me tiraram tudo, o ministro Floriano de Azevedo Marques, escolhido por Lula, amigo de Moraes, amigo de Toffoli, desde a década de 80, ele me proibiu de fazer campanha”, disse.
Dallagnol relacionou as medidas à possibilidade de a petista Gleisi Hoffmann avançar na disputa pelo Senado. “Eu fui amarrado porque assim Gleisi podia me passar, porque a Gleisi teria a chance de ser eleita, porque os aliados de Moraes poderiam ser eleitos, porque eu estava no topo de praticamente todas as pesquisas de intenção de voto”, afirmou.
O ex-procurador disse que considerava difícil vencer diante das limitações impostas à campanha, mas afirmou que o resultado contrariou suas expectativas. Segundo ele, a campanha ficou impedida de gastar recursos, distribuir materiais e utilizar espaços de rádio e televisão, além de não poder impulsionar conteúdos nas redes sociais.
“Minha campanha não podia mais gastar mais R$ 1. Eu tive que rescindir 50 contratos, fui proibido de distribuir materiais, tirado do horário de TV e de rádio, eu não podia mais impulsionar conteúdos no Instagram”, disse.
Dallagnol afirmou ainda que as restrições impostas à sua campanha o impediram de pedir votos e de divulgar seu número eleitoral. “Eles me proibiram até do direito político mais básico, pedir voto. Eu não podia estar aqui com o meu número 300 mostrando para vocês, tive que tirar tudo da minha rede social. Eu fui censurado”, declarou.
Julgamento no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que definirá a validade da candidatura de Dallagnol ao Senado. O processo estava previsto para ser analisado nesta quinta-feira, 8, mas não foi chamado para julgamento. Ainda não há nova data definida.
Dallagnol recebeu o total de 2.904.594 votos no primeiro turno no Paraná, o equivalente a 25,14% dos votos válidos. Porém, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) já havia deferido o registro da candidatura dele. O entendimento foi de que Dallagnol não teria solicitado exoneração do cargo de procurador da República com o objetivo de evitar a aplicação de uma causa de inelegibilidade. O recurso apresentado ao TSE pede o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa majoritária.
Na véspera do primeiro turno, Floriano de Azevedo Marques havia acolhido individualmente o pedido que contestava a candidatura e determinado que os votos recebidos por Dallagnol fossem considerados nulos. A decisão foi posteriormente suspensa pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques.
Ao suspender os efeitos da decisão, Nunes Marques considerou que não seria razoável que uma determinação individual provocasse uma alteração de grande proporção a menos de um dia da abertura das urnas. Também apontou o risco de impacto relevante sobre a ordem eleitoral.
Com a suspensão, os votos de Dallagnol voltaram a ser contabilizados. A situação permanece pendente de uma decisão definitiva do plenário do TSE.
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Malafaia sobrevive a avalanche eleitoral que vitimou lideranças religiosas e 'elege' 27
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| Foto: Marcos Correa/PR/Arquivo |
O pastor Silas Malafaia, um dos maiores aliados da família Bolsonaro no meio evangélico, sobreviveu à avalanche de falta de votos que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares deste ano.
De acordo com contabilidade feita por seus aliados, ele apoiou 36 candidatos ao Senado. Destes, 20 foram eleitos. O religioso apoiou também candidatos à Câmara dos Deputados e a assembleias legislativas.
Foram reeleitos os deputados federais pastor Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO).
Três deputados estaduais que triunfaram nas urnas também receberam o apoio de Malafaia: Lisboa, eleito pelo PL, Sargento Neto, que concorreu pelo mesmo partido na Paraíba, e Alexandre Isquierdo Malafaia —que não é parente do pastor, mas adotou o sobrenome dele nas urnas por razões eleitorais. Ele será o substituto de Samuel Malafaia, que cumpriu cinco mandatos e não concorreu neste ano.
As eleições de 2026 produziram resultados distintos para líderes religiosos e políticos ligados a grandes igrejas do país.
Com 31 integrantes, a Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por exemplo, perdeu dez parlamentares que não conseguiram se reeleger.
Candidatos à Câmara dos Deputados também fracassaram nas urnas.
Em São Paulo, foram derrotados Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira.
Como mostrou o site UOL, a derrota de candidatos da igreja reacendeu rixa entre Assembleias de Deus.
Um dia após o primeiro turno das eleições, o pastor José Wellington Júnior, líder da Assembleia de Deus Ministério do Belém, comemorou a vitória dos candidatos indicados por sua denominação e aproveitou o discurso para mandar indiretas aos adversários.
"Andaram dizendo por aí que iam ensinar o [Ministério do] Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não", afirmou o pastor.
A declaração teria sido direcionada para um outro ramo da Assembleia de Deus —o Ministério Madureira, que é liderado em São Paulo pelo bispo Samuel Ferreira.
Enquanto o Ministério do Belém garantiu a reeleição do deputado federal Paulo Freire (PL) e da deputada estadual Marta Costa (PSD), o grupo de Madureira não conseguiu reeleger Cezinha e Oseias, nem emplacar os estreantes Elias e Rogério (todos do PL).
As duas igrejas são as principais representantes da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do país. Apesar da origem comum, os dois ministérios travam há anos uma disputa pela liderança da vertente religiosa —embate que se reflete na busca por espaço e representatividade no xadrez político.
Por Mônica Bergamo/Folhapress
Fux pede acesso a processo de Bolsonaro para analisar supostas irregularidades em atos de Moraes Por Luísa Martins, Folhapress
Ministro atua em ação ajuizada por advogado de Bolsonaro, que questiona atos do relator do inquérito
Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu acesso integral aos processos que resultaram na abertura da investigação sobre a trama golpista, pela qual foram condenados o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Fux analisa uma ação do PP que alega irregularidades na condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes. O partido é representado pelo advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, e pede a nulidade de todos os atos e provas do inquérito.
Além do processo que deu origem à ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, a área técnica do STF deverá fornecer a Fux os volumes de outros inquéritos, como o das fake news e o das milícias digitais, também relatados por Moraes.
A ordem foi proferida nesta quinta-feira (8) —mais de dois anos depois do pedido original do PP, ajuizado em abril de 2024— e vem na esteira da divisão interna do STF, em que Fux e Moraes fazem parte de alas opostas.
O andamento dado por Fux à ação do partido também coincide com o momento em que a revisão criminal do caso da trama golpista está próxima de ser julgada pelo plenário do Supremo, conforme revelou a Folha.
Por Luísa Martins, Folhapress
Moraes determina início de pena de Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes
Relator declara trânsito em julgado e autoriza execução imediata da sentença
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, nesta quarta-feira (7) o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pela atuação nos Estados Unidos pelo crime de coação para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.
O relator declarou o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recursos e a partir de quando é possível executar a pena fixada.
O relator abriu o inquérito em 26 de maio a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter cometido os crimes ao atuar, nos EUA, junto a autoridades estrangeiras contra integrantes do Supremo, da PGR e da PF.
A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia contra o então parlamentar em 15 de novembro.
Em nota conjunta divulgada após a denúncia, a dupla disse que a acusação revelava a "perseguição política em curso". Eles ainda dizem que a acusação é "fajuta" e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de "lacaios de Moraes".
O crime de coação consiste em "usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial".
Na denúncia, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros do presidente Donald Trump e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.
No julgamento, Moraes disse que "não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país". Ainda, que a "desinformação" levada por Eduardo e por Figueiredo ao governo de Donald Trump, que resultou na aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, prejudicou todo o Brasil com o intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas "não amedrontou essa corte".
Por Ana Pompeu e Luísa Martins, Folhapress
Suplente de Moro se filia ao PL e número de senadores pró impeachment de ministros do STF chega a 50
Flávio Bolsonaro (PL), Luis Felipe Cunha (PL), Valdemar Costa Neto (PL), Sergio Moro (PL) e Rogério Marinho (PL) mostram ficha de filiação
O primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), Luis Felipe Cunha, se filiou ao PL, nesta quinta-feira (8), durante um evento do partido com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e com governadores eleitos, inclusive o paranaense.
Luis Felipe Cunha afirmou à Folha que tem a mesma opinião favorável da bancada do PL no Senado em relação a impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), medida que Flávio Bolsonaro tem defendido durante a campanha.
Com isso, o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 50 congressistas que defendem o impedimento de integrantes da Suprema Corte, ainda que com ressalvas, segundo levantamento da Folha. Para aprovar o impeachment são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.
"Vejo abusos cometidos pelo STF, principalmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Há um cenário favorável ao impeachment", disse o suplente de Moro.
Com a filiação de Luis Felipe Cunha, o PL soma 29 das 81 cadeiras da próxima legislatura —é a maior bancada do Senado.
O suplente diz ainda que vai manter em seu mandato as prioridades definidas por Moro em respeito ao eleitor, como combate à corrupção e segurança pública. Não está definido se ele assume o mandato de Moro antes ou apenas quando o senador assumir o Governo do Paraná, em 5 de janeiro.
Luis Felipe Cunha foi o coordenador da campanha de Moro, eleito em primeiro turno no domingo (4). Assim como o senador, ele estava filiado ao União Brasil e foi convidado para se filiar ao PL.
Por Carolina Linhares, Folhapress
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