Asteroide "Deus do Caos" está em direção à Terra; saiba quando

O asteroide 99942 Apophis fará uma aproximação histórica da Terra em 13 de abril de 2029, quando passará a cerca de 32 mil quilômetros do planeta. Com diâmetro médio de 340 metros e eixo longitudinal de 450 metros, o corpo celeste tem dimensões comparáveis às da Torre Eiffel. Segundo dados oficiais da NASA, será uma aproximação sem precedentes, já que um objeto desse tamanho nunca chegou tão perto da Terra na história da humanidade.

Apesar de ter sido inicialmente apelidado de “Deus do Caos”, em referência à divindade egípcia Apep, o Apophis não representa risco de colisão. A NASA afirma que não há possibilidade de impacto com a Terra ou com satélites em órbita pelos próximos 100 anos.

Para os cientistas, a passagem representa uma oportunidade excepcional de estudo. Patrick Michel, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, resumiu a importância da aproximação: “Pela primeira vez, a natureza nos traz um asteroide e realiza o experimento para nós.”

O Apophis surgiu há cerca de 4,6 bilhões de anos, no cinturão principal de asteroides localizado entre Marte e Júpiter. A influência gravitacional dos planetas gigantes fez com que o objeto fosse atraído para regiões próximas à Terra.

Classificado como um asteroide do tipo S, o corpo é composto principalmente por silicatos e metais, como níquel e ferro. Durante a passagem de 2029, a gravidade terrestre deverá exercer forças de torção, tração e compressão sobre a rocha. Essas alterações podem modificar sua rotação ou provocar deslizamentos em sua superfície.

O acompanhamento dessas reações será importante para os estudos sobre a estrutura interna do asteroide. A observação das mudanças poderá ajudar os pesquisadores a compreender melhor a composição desses corpos celestes.
Missões vão acompanhar a aproximação

Agências espaciais e cientistas de diferentes países preparam missões para acompanhar o Apophis durante o encontro com a Terra. A NASA utilizará a missão OSIRIS-APEX, que redirecionou a sonda que anteriormente visitou o asteroide Bennu para um encontro com Apophis depois de sua maior aproximação.

A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, desenvolve a missão Ramses. O objetivo será acompanhar o asteroide durante sua trajetória e observar em tempo real possíveis mudanças em sua órbita e estrutura.

“Esta missão demonstrará que a humanidade pode lançar uma missão de reconhecimento em apenas alguns anos para se encontrar com um asteroide em seu caminho”, afirmou Richard Moissl, chefe do Escritório de Defesa Planetária da ESA.

Atualmente, o Apophis completa sua órbita ao redor do Sol em 0,9 ano e pertence à categoria dos objetos Aten. Depois da interação gravitacional com a Terra em 2029, sua trajetória deverá se expandir, fazendo com que passe a ser classificado como um objeto Apollo, com período orbital de 1,2 ano.
Observação poderá ser feita da Terra

A aproximação também poderá ser observada diretamente por habitantes do Hemisfério Oriental, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. Não será necessário utilizar instrumentos complexos para visualizar o asteroide.

O fenômeno será acompanhado por uma rede internacional de observatórios e radares de alta precisão. Esses equipamentos vão monitorar as variações no brilho e na orientação espacial do Apophis.

Embora o asteroide não represente ameaça à Terra, os especialistas consideram fundamental ampliar a capacidade de detectar e estudar objetos que passam próximos ao planeta. A aproximação de 2029 será considerada um marco técnico e científico por permitir o aprimoramento dos modelos utilizados na defesa planetária contra possíveis riscos futuros.

Luciano pede orações para André Mendonça durante show com Zezé Di Camargo

A dupla Zezé Di Camargo e Luciano manifestou publicamente apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante um show realizado em Blumenau, Santa Catarina. No palco, Luciano pediu que o público fizesse uma oração pelo magistrado e destacou a relação de proximidade entre os dois.

Durante a apresentação, o cantor afirmou que Mendonça é um homem que não teme expor suas convicções e revelou que o ministro é pastor da igreja que frequenta em São Paulo.

“Vamos pedir uma oração para este homem. Um homem que não tem medo de colocar aquilo que ele crê, aquilo que ele acredita. Pastor da igreja que eu congrego em São Paulo e que está, assim, fazendo diferença neste país”, declarou Luciano.

A fala foi recebida com aplausos de Zezé Di Camargo e de parte da plateia. Na sequência, Luciano reforçou o pedido aos espectadores.

“Então, um carinho para ele e as orações de vocês. Se assim vocês puderem”, acrescentou o cantor.


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Empresário Marcelo Medrado e vereador Lucas de Vavá declaram apoio a Robinho para deputado federal

O empresário Marcelo Medrado e o vereador Lucas de Vavá declararam apoio à candidatura de Robinho a deputado federal. As adesões integram as articulações eleitorais em Ipiaú e ampliam a presença do candidato junto a lideranças políticas e empresariais do município.

Marcelo Medrado afirmou que a decisão foi motivada pela busca por maior representação de Ipiaú e dos municípios da região na Câmara dos Deputados. “Meu apoio a Robinho é uma decisão consciente e baseada na confiança. Acredito que Ipiaú e nossa região precisam de uma representação forte, alguém que conheça nossas necessidades e esteja disposto a lutar por elas”, declarou.

O vereador Lucas de Vavá também confirmou apoio ao candidato. Com a adesão do parlamentar, Robinho passa a contar com mais uma liderança do Legislativo municipal em sua articulação política na cidade. “Decidi apoiar Robinho porque acredito que Ipiaú e toda a nossa região precisam fortalecer sua representação em Brasília. Conhecemos de perto as necessidades da população e precisamos de um deputado que mantenha diálogo com os municípios e esteja comprometido em buscar investimentos e oportunidades para a nossa região”, afirmou Lucas de Vavá.

Os apoios ocorrem em meio à formação de alianças para as eleições deste ano. Segundo Marcelo, a intenção é contribuir para ampliar o diálogo da candidatura com diferentes setores da população. “Ipiaú precisa ser ouvida e respeitada. Queremos ajudar a construir uma representação que tenha compromisso com nossa cidade e com toda a região”, afirmou.

Com as novas adesões, Robinho busca ampliar sua base eleitoral em Ipiaú e fortalecer sua presença no Médio Rio das Contas durante a disputa por uma vaga na Câmara Federal.

AGU chama pedido da PF contra medidas de Mendonça de 'intervenção processual' sem precedente

Órgão diz que atuação na esfera criminal foge de atribuição legal e que decisão contrária não é omissão

O advogado-geral da União, Jorge Messias, com o presidente Lula e o presidente do STF, Edson Fachin

A AGU (Advocacia-Geral da União) chamou nesta sexta-feira (4) a tentativa da Polícia Federal de que o órgão entrasse com uma ação contra o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de intervenção processual e afirmou não ter identificado justificativa para a medida.

"A instituição concluiu que, além da ausência de competência legal para atuar na esfera criminal nos termos solicitados, uma intervenção processual nas condições pretendidas poderia gerar riscos jurídicos e institucionais para as próprias investigações em curso no STF", disse, por meio de nota.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse, por meio do texto, não haver precedente na medida pedida pela PF. Portanto, a negativa da AGU não foi inércia, mas análise técnica e jurídica, afirma a nota.

Integrantes da cúpula da Polícia Federal dizem ver omissão da AGU na crise que culminou na ordem de Mendonça para elaboração de um relatório que expôs trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

O órgão comandado por Messias, por sua vez, já vinha apontando que a PF propôs medidas com potencial de resultar na anulação de investigações sobre o Banco Master e as fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O embate começou quando a PF passou a demandar que a AGU atuasse perante o Supremo para tentar reduzir o controle do ministro Dias Toffoli sobre os inquéritos do qual ele era relator.

A AGU, responsável por representar juridicamente a União, tem se manifestado de forma contrária esse tipo de demanda.

Na nota desta sexta, Messias voltou a dizer não ter atribuição legal para atuar em aspectos relacionados à persecução penal nos termos pretendidos pela corporação. O AGU voltou a reafirmar, também a opção pela tentativa de uma conciliação entre os envolvidos.

"Na condição de interlocutor perante o STF, conforme previsto no art. 35, IV, da lei nº 14.600/2023, o advogado-geral da União atuou concretamente na busca de uma solução institucional, procurando viabilizar que as questões apresentadas pela Polícia Federal fossem encaminhadas diretamente ao ministro-relator", disse.

Messias tentou articular uma solução consensual para o conflito e marcou em agosto uma reunião entre Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não esteve no encontro.

De acordo com a nota, ao longo dos meses de julho e agosto, autoridades e representantes da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da PF se reuniram várias vezes para identificar mecanismos adequados para o atendimento das demandas da PF.

Interlocutores do MJSP afirmaram, sob reserva, que o trabalho se deu sobre os autos do processo que foram tornados públicos e com o objetivo de observar se Mendonça havia extrapolado os limites da atuação de juiz no caso. A resposta da análise foi negativa.

"Por dever legal e compromisso institucional, a AGU continuará buscando, com responsabilidade e sem precipitações casuísticas, soluções pacíficas e dialogadas para eventuais conflitos, contribuindo, dentro de suas atribuições constitucionais e legais, para a preservação da harmonia entre os Poderes da República", diz a nota.

Os debates entre PF, AGU e o STF vêm desde o início do ano. Em janeiro, a corporação pediu que a AGU acionasse o Supremo para questionar a decisão de Toffoli de definir os peritos que atuariam na análise das provas do caso.

À época, a AGU argumentou não caber a ela tratar de assuntos de competência criminal e que o caso Master não era um tema de governo.

Em fevereiro, Mendonça assumiu o caso Master, além do INSS, já em seu gabinete. Reservadamente, ele passou a manifestar desconfianças sobre investigadores. As resistências com a condução das investigações também se deram em medidas como pela restrição do acesso da cúpula da PF a informações dos inquéritos na medida em que as investigações avançavam sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

As medidas foram interpretadas na PF como uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências da corporação. A polícia pediu à AGU que encontrasse algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro, o que não aconteceu.
Por Ana Pompeu/Folhapress

Fachin conversa com Lula e indica que levará casos de Moraes e Mendonça ao plenário do STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, sinalizou ao presidente Lula (PT) a intenção de dar andamento às acusações levantadas nos últimos dias entre ministros e levar os casos da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça ao plenário da corte.

O chefe do Judiciário demonstrou insatisfação com os meios escolhidos pelos colegas para seguir com as medidas de cada lado e se mostrou disposto a ir em frente com o esclarecimento das condutas e marcar o debate final sobre a crise em sessão plenária.

A conversa ocorreu no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4), com as presenças ainda do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Luis Felipe Salomão, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Um interlocutor a par do diálogo afirmou ter notado, de início, um clima difícil entre Fachin e Gonet. A leitura foi a de que o PGR já pediu a anulação do relatório da PF que incluiu o nome de Moraes no caso Master, enquanto o presidente do STF tem dito que ainda precisa de informações sobre as circunstâncias e dados levantados.

O grupo esteve reunido antes do início de uma cerimônia de sanção de projetos relacionados ao Judiciário.

Na roda de autoridades, Fachin fez afirmações semelhantes àquelas ditas em seguida, na solenidade. Ele afirmou a Lula e demais presentes que os assuntos são muito sérios e precisam ser tratados com o critério devido.

O presidente do STF disse não pretender deixar de apreciar nenhum dos temas levados a ele, acrescentando que tomará o tempo necessário para isso.

Da mesma forma, Lula também defendeu que respostas sejam dadas e que elas não deixem dúvidas à sociedade sobre as providências tomadas.

A sensação aos demais foi de uma convergência entre Fachin e Lula sobre a necessidade de ação rigorosa e cuidadosa diante da crise estabelecida no STF e os riscos à institucionalidade como um

Por Ana Pompeu, Luísa Martins e Caio Spechoto/Folhapress

União Europeia reage à ameaça do governo Lula e nega discriminar carne do Brasil


“Nossa abordagem é proporcional e não discriminatória”, disse o porta-voz para Comércio da UE, Olof Gill. “Demos tempo suficiente aos nossos parceiros e todas as informações que eles precisam para se ajustar.”

Gill afirmou que as autoridades da Comissão Europeia trabalham de forma construtiva com o País para garantir a conformidade das exportações com as regras sanitárias e fitossanitárias, atualizando os requisitos.

“Uma vez que eles possam mostrar conformidade, as exportações para a União Europeia desses produtos do Brasil poderão retornar”, reiterou Gill.

O porta-voz disse que a UE quer garantir que todo o potencial do acordo comercial com Mercosul seja “desbloqueado”. O tratado, em vigor provisório desde 1º de maio, prevê uma cota para os países do Mercosul de 99 mil toneladas de carne bovina com tarifa reduzida de 7,5%.

Segundo ele, as regras valem para todos - desde ontem para terceiros países (fora da UE) e desde 2022 para os europeus. Gill afirmou que a UE transmitiu informações e ajudou países parceiros a se adaptarem às novas regras.

“Nossas regras sobre resistência antimicrobiana se aplicam igualmente e sem discriminação para todos os produtores europeus e para todos que desejam vender seus produtos no nosso mercado único”, afirmou Gill.
Nesta quinta-feira, dia 3, passou a valer a exclusão do Brasil da lista de países exportadores de carnes e outros produtos de origem animal aceitos no mercado da UE. O motivo é a aplicação da legislação europeia de controle do uso de antimicrobianos, entre eles certos antibióticos, inclusive para melhoria de desempenho e crescimento de animais. O objetivo é combater a resistência bacteriana.


O Brasil reagiu por meio de uma nota conjunta dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Itamaraty. O governo Lula manifestou “preocupação” e afirmou que está politicamente e tecnicamente engajado com a UE. E se queixou de não ter sido informado antes do embargo ter sido anunciado, em 12 de maio, na UE.

“Caso as tratativas não conduzam tempestivamente a solução satisfatória, o governo brasileiro reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade previstas no ordenamento jurídico nacional, bem como aos mecanismos pertinentes previstos no Acordo Mercosul-União Europeia e no sistema multilateral de comércio”, disse o governo Lula.

O embaixador do Brasil na UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, deu entrevistas em tom duro à imprensa europeia. Ele reclamou da campanha contra o agro brasileiro e disse que as coisas não podem ser confundidas.

O embaixador disse ao Estadão que os europeus prometeram acelerar os trâmites das auditorias no terreno que fizeram, concluída nesta sexta-feira, sobre as cadeias de frango e mel no Brasil.

O resultado deve ser informado ao País, para eventual manifestação brasileira, até a primeira quinzena de setembro. O relatório deve ficar pronto e ser apresentado até o fim do mês. Os europeus preveem levar o caso do Brasil ao comitê responsável (Scopaff) em novembro.

A diplomacia brasileira também questiona a decisão de fazer essas auditorias - sob o argumento de que não foram realizadas em outros países - e a previsão de que a cadeia de bovino somente seja avaliada em 2028.

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Mendonça rechaça acusação de tentativa de prejudicar Lula

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem rechaçado a acusação de que atuou para tentar prejudicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Em conversas reservadas, o magistrado tem afirmado que não atuou para favorecer ou prejudicar ninguém e que sempre priorizou critérios técnicos.

Um relatório de inteligência da Polícia Federal, obtido pela CNN, sugere que Mendonça favoreceu políticos de direita e atuou contra um grupo majoritário no Supremo.

O entorno do magistrado nega as acusações e críticas. Segundo relatos feitos à CNN, Mendonça fez chegar ao Palácio do Planalto a avaliação de que as acusações contra ele não são verdadeiras.

Pessoas próximas do ministro reconhecem que ele tem passado por um momento difícil. Mas que não
 
vai recuar de sua postura firme e favorável a investigações. O ministro é o relatos dos casos sobre o Banco Master e sobre as fraudes no INSS.

Mendonça já conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, e tem tentado buscar apoios dentro da Suprema Corte.

Neste momento, porém, ele está isolado. O único ministro apontado com apoio irrestrito ao magistrado é Luiz Fux.

A expectativa é de que ele converse, em breve, com Lula. O objetivo é refutar qualquer acusação. O advogado-geral da União, Jorge Messias, é hoje a ponte de diálogo entre ambos.

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Leandro de Jesus participa de ato “Fora Moraes” em Salvador e reforça pedido de prisão de ministro do STF

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) participou, nesta sexta-feira (4), de um ato no Jardim de Alah, em Salvador, que pediu o impeachment e a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Batizada de “Fora Moraes”, a mobilização reuniu apoiadores da direita e foi marcada por um buzinaço e pela exibição de faixas com críticas ao magistrado e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de Leandro, participaram da manifestação o vereador de Salvador Cézar Leite, candidato a deputado estadual, e os também candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Rocheane Rocha e Davy Jackson.

A participação de Leandro ocorre poucos dias depois de o parlamentar baiano adotar uma medida formal relacionada a Moraes. Na última terça-feira (1º), o deputado protocolou no Supremo uma manifestação solicitando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de requerer a prisão preventiva do ministro. A iniciativa foi tomada após a divulgação de novos elementos das investigações envolvendo o Banco Master.

O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e solicita que os fatos sejam submetidos à PGR, responsável por analisar eventual abertura de investigação e medidas cautelares. Além da possibilidade de prisão preventiva, Leandro pediu que sejam avaliadas alternativas como afastamento cautelar de Moraes das funções, proibição de contato com investigados, apreensão de dispositivos eletrônicos e suspensão do passaporte.

“Diante da gravidade do que veio a público, esses fatos precisam ser investigados com rigor e transparência. Ninguém pode estar acima da lei”, declarou Leandro na ocasião.

O episódio está inserido em um momento de tensão no STF em torno do caso Master. Nesta sexta-feira (4), foi noticiado que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deu prazo de cinco dias úteis para que Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em procedimento aberto para apurar possíveis irregularidades relacionadas às investigações.

No ato realizado em Salvador, Leandro voltou a defender o afastamento de Alexandre de Moraes e reforçou a mobilização política para que o Senado analise pedidos de impeachment contra o ministro.

Por Redação

Entenda a escalada da crise no STF, provocada por revelações de elos entre ministros e Vorcaro

Apurações sobre Master evidenciaram contato do banqueiro com Moraes, Mendonça e negócios da família de Toffoli

As investigações sobre o Banco Master por fraudes ao sistema financeiro expuseram conexões entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e figuras públicas, como deputados, senadores e magistrados, e culminaram em uma crise que especialistas apontam como sem precedentes na história do STF (Supremo Tribunal Federal).

O embate coloca frente a frente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, divide o plenário em alas, reacende a discussão sobre um código de ética para o Supremo e ganha desdobramentos na disputa eleitoral.

A menos de uma semana do ato de 7 de Setembro, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a unir críticas a Lula (PT) e a Moraes sob o mote "fora, Lula; fora, Moraes", e bolsonaristas como Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia intensificaram pedidos de impeachment e prisão de Moraes.

Lula, sem citar os ministros, disse nesta sexta (4) que "ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal". O petista tenta não sofrer desgaste de imagem por causa da crise do STF, Tribunal com o qual teve proximidade durante os anos de seu atual mandato.

Mendonça retira sigilo de relatório da PF sobre Moraes

O novo capítulo da crise começou na terça-feira (1º), com a revelação de que o dono do Master mantinha contato com uma pessoa apontada como sendo o ministro Alexandre de Moraes. As mensagens vieram à tona depois que Mendonça pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre um relatório enviado pela Polícia Federal ao STF.

Os diálogos, recuperados do celular do banqueiro, indicam que ele perguntou a Moraes, dois dias antes de ser preso, em 17 de novembro de 2025, se deveria deixar o país. Mostram ainda que o ministro fez edições num contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e que os dois se encontraram pelo menos seis vezes desde 2024.

Na avaliação de Mendonça, as mensagens comprovam que o banqueiro sabia antecipadamente da decisão de sua prisão e buscava "intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nos respectivos processos decisórios".

Gonet pede anulação do relatório

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reagiu horas depois pedindo a anulação do relatório da PF. Segundo ele, Mendonça "se valeu da polícia" para "impor a investigação" de Moraes, exercendo "atividades que não lhe foram assinaladas".

Um ministro do STF só pode ser investigado após autorização dos próprios colegas da corte. Para Gonet, o relatório produzido pela PF a pedido de Mendonça constitui, por si só, uma investigação, e por isso, deveria ser invalidado.

Gonet, porém, também é citado nas mensagens de Vorcaro —um advogado do banqueiro chegou a encaminhar a ele diálogos atribuídos ao procurador-geral, e o filho de Gonet aparece no material. Ele não comentou publicamente as citações a seu respeito.

Mendonça recebeu Vorcaro para conversa

Na quarta (2), o ICL Notícias revelou que Mendonça recebeu Vorcaro para uma conversa em março de 2025. A aproximação foi articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Mensagens extraídas do celular do dono do Master mostram que ele recebeu de Ciro uma fotografia ao lado de Mendonça e que o advogado levou o ministro a uma alfaiataria.

"Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno", disse Ciro em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025.

Em nota, Mendonça afirmou que o encontro tratou de um processo sobre precatórios de interesse do Master e que votou contra o empresário no julgamento.

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliaram que a conduta de Mendonça de determinar diretamente à PF a identificação do interlocutor de Vorcaro, sem levar o tema ao plenário, também foi problemática, ainda que a maioria reconheça que a apuração sobre Moraes deveria seguir adiante. Não há consenso entre eles sobre se isso torna o relatório da PF nulo.

Moraes pede a Fachin investigação contra Mendonça

Em resposta à ação de Mendonça, Moraes pediu nesta quinta (3) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a abertura de uma investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social)

Segundo Moraes, o colega direcionou alvos "por motivos pessoais e políticos" —ele próprio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, seriam os alvos— e chegou a ameaçar afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet.

No mesmo dia, o presidente do STF também determinou que Mendonça e Moraes —além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ambos mencionados em trocas de mensagens de Vorcaro— deem informações em até cinco dias sobre o relatório da PF que trata das mensagens que teriam Moraes como interlocutor.

Fachin retira pedido do inquérito das fake news

Nesta sexta (4), Fachin retirou o pedido de Moraes contra Mendonça do inquérito das fake news —onde havia sido protocolado— e o incorporou ao mesmo processo que já tratava do relatório sobre as mensagens.

Abriu também prazo de cinco dias úteis para a PGR se manifestar sobre a admissibilidade do pedido e outros cinco para Mendonça se defender, caso queira. Segundo o despacho, as medidas não antecipam juízo sobre o mérito.

Ao lado de Lula no Palácio do Planalto, Fachin defendeu, como resposta à crise, a aprovação de um código de ética para os ministros e o fim do inquérito das fake news —hoje relatado por Moraes—, além da modernização do sistema de Justiça. "Não haverá precipitação, mas tampouco omissão", disse.

Fachin defende a criação do código, que ainda é centro de uma divergência interna no tribunal e hoje está sob a responsabilidade da ministra Cármen Lúcia, que deve entregar a primeira versão do texto depois das eleições.

Plenário se divide

Segundo apuração do jornal Folha de São Paulo, o único apoio certo a Mendonça no plenário, neste momento, é do ministro Luiz Fux.

Do lado de Moraes estão os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que propôs a Fachin vetar delegados da PF nos gabinetes de ministros, alegando risco de interferência nas investigações.

As dúvidas recaem sobre o ministro Kassio Nunes Marques, a ministra Cármen Lúcia e o próprio Fachin. Na divisão atual da corte, os três estão no grupo de Mendonça —em defesa, por exemplo, da implementação de um código de conduta. Seus interlocutores, contudo, dizem que o alinhamento ao relator do Master não é irrestrito.

A ala pró-Moraes defende que Fachin afaste Mendonça temporariamente da condução dos casos Master e INSS enquanto durar a apuração sobre ele, para evitar nulidades futuras. Pessoas próximas a Mendonça rejeitam a ideia e cobram que o fim do inquérito das fake news também entre na negociação.

Quando a crise começou

Os questionamentos sobre a corte começaram em dezembro de 2025, quando o ministro Dias Toffoli se tornou relator do caso Master no STF após a defesa de Vorcaro pedir que as investigações sobre o ex-banqueiro fossem levadas ao Supremo devido à ligação com políticos com foro por prerrogativa de função, chamado de foro especial.

A atuação do magistrado acumulou críticas. No mesmo mês em que assumiu a supervisão do inquérito, Toffoli determinou siglo máximo à solicitação da defesa do ex-banqueiro de que as apurações fossem transferidas ao STF sob o argumento de que a ação era necessária para evitar vazamentos.

Com a apreensão do celular de Vorcaro, a PF teve acesso a mensagens em que o dono do Master e seu cunhado, Fabiano Zettel, discutiram pagamentos a uma empresa que tem Toffoli como sócio. A corporação aponta um conflito de interesses direto, embora o ministro afirme que os valores recebidos são lícitos e declarados.

A PF apontou em 11 de fevereiro, após encontrar as menções a Toffoli nos diálogos entre Vorcaro e Zettel, a suspeição do magistrado como relator das investigações sobre o Master.

O ministro deixou a relatoria no dia seguinte, depois de uma reunião fechada de mais de duas horas com os demais colegas do STF, na qual ouviu apelos para que se afastasse do caso em nome da preservação do tribunal, que também passou a ser alvo de questionamentos. A supervisão do inquérito foi atribuída a Mendonça.

Por Luana Lisboa/Marina Costa/Folhapress

Angelo Coronel defende mandato de dez anos para ministros do STF- Por Reinaldo Oliveira, Política Livre



Foto: Reprodução/YouTube
O senador e candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos) voltou a defender mudanças estruturais no Judiciário brasileiro. Em entrevista à Band Bahia nesta sexta-feira (4), o parlamentar propôs a fixação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a necessidade de responsabilização em caso de desvios no cargo.

“No caso do Supremo Tribunal Federal, defendo eleições a cada dez anos, com direito a uma reeleição. Chega dessa perenidade e perpetuação das pessoas no poder. Quem quer se perpetuar no poder, vá para as urnas”, declarou.

O republicano ainda aproveitou a ocasião para criticar a postura de magistrados que, em sua avaliação, extrapolam suas atribuições constitucionais ao adotar papéis legislativos em vez de limitarem-se ao julgamento das leis.

Ao ser indagado em relação aos desdobramentos e repercussões envolvendo o Banco Master na opinião pública e nas instâncias políticas, o senador manteve uma postura neutra quanto a pré-julgamentos, porém cobrou rigor nas apurações.

“Pelo que estou sentindo, isso ainda está no início, puxando o novelinho agora. Quem tem problema que se vire para se defender. Não sou pré-julgador, mas se tiver errado, tem que ser julgado e condenado. Não dá para ficar passando a mão na cabeça”, finalizou.

Ibirataia: Secretaria de Educação promove desfile cívico e fortalece valores de cidadania no distrito de Algodão

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A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta sexta-feira (4) o Desfile Cívico no Distrito de Algodão. A programação teve como ponto de partida a Escola Mauro Barreira de Alencar e reuniu estudantes, profissionais da educação, famílias e moradores da comunidade. O evento destacou valores como civismo, educação, cultura e respeito aos símbolos nacionais. A iniciativa também proporcionou um momento de integração e participação da comunidade local.

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O prefeito Sandro Futuca destacou a importância de promover ações que aproximem a educação da comunidade e valorizem o sentimento de pertencimento. “O Desfile Cívico representa um momento especial de união, valorização da nossa história e demonstração do orgulho de ser brasileiro. É muito importante ver nossas famílias e estudantes participando desse momento”, afirmou o gestor. A atividade reforçou o compromisso da administração municipal com iniciativas que contribuam para a formação cidadã. O evento também valorizou a participação das escolas e dos profissionais envolvidos na organização.

— Crédito: Divulgação

Para o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Caio Pina, a realização do desfile demonstra a importância da educação na construção da cidadania. “A educação também se faz por meio da cultura, da história e da participação da comunidade. Foi uma alegria acompanhar nossos estudantes e profissionais celebrando o civismo e mostrando o talento da nossa rede de ensino”, declarou. A Prefeitura agradeceu a todos que participaram da programação no Distrito de Algodão. A gestão municipal reforçou que ações como essa fortalecem os vínculos entre escola, família e comunidade.

Grupo do STF quer Mendonça fora do caso Master durante apuração sobre abuso de autoridade

A ala do STF (Supremo Tribunal Federal) que apoia o ministro Alexandre de Moraes defende que o presidente da corte, Edson Fachin, tire temporariamente André Mendonça da condução das investigações sobre o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A avaliação do grupo é a de que, enquanto houver qualquer tipo de dúvida sobre os métodos de Mendonça à frente dos dois casos, classificados por Moraes como abuso de autoridade, o magistrado não pode seguir autorizando medidas judiciais e acessando provas das investigações.

Pessoas próximas a Mendonça, por outro lado, defendem a integridade das apurações e dos atos do ministro. Elas afirmam que o fim do inquérito das fake news, que tem Moraes como relator, também deve ser colocado na mesa como forma de solucionar as tensões.

Fachin afirmou nesta sexta-feira (4) que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa" e que os "acontecimentos recentes" demonstram o acerto das metas de sua gestão, entre elas o encerramento do inquérito das fake news, a adoção de um código de ética e a modernização do Judiciário.

O presidente do STF abriu a instrução do processo que vai analisar a admissibilidade do pedido para que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. A regularidade do próprio ato de Moraes também será examinada.

Na noite de quinta (3), Fachin também determinou que os dois ministros rivais, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre o relatório que aponta um elo entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

O argumento de aliados de Moraes é que manter Mendonça como responsável pelas investigações do Master e do INSS, sendo que o vice-presidente do STF formalizou um pedido para que se apurem supostas irregularidades, pode gerar nulidades futuras.

A leitura desse grupo é que Fachin precisa "organizar a casa" e que isso passa pelo afastamento temporário de Mendonça dos dois casos. Se eventualmente houver uma deliberação de que não houve abuso ou de que o pedido de Moraes é incabível, o ministro poderia voltar a atuar.

Ainda não está claro, contudo, quais seriam os meios regimentais que o presidente do STF poderia utilizar para tomar uma providência dessa natureza. Fachin tem conversado com todos os integrantes da corte individualmente para medir a temperatura e tentar costurar uma solução.

Desde que Mendonça sinalizou disposição para levar ao plenário a possibilidade de investigar Moraes pelas interlocuções com Vorcaro, o grupo alinhado ao vice-presidente do STF passou a articular uma ofensiva para expor os métodos alegadamente abusivos do relator do Master.

Nessas discussões, esses magistrados citam as interlocuções que o próprio Mendonça ou seus intermediários tiveram com Vorcaro, como o encontro entre ambos no Instituto Iter, em março de 2025, e o depoimento que o ex-banqueiro prestou ao gabinete sem a presença de representante da PF.

O anúncio feito por Mendonça nesta quinta de que deixaria a sociedade do instituto, que ele próprio fundou, foi interpretado por seus opositores como uma tentativa de o ministro se precaver de futuros questionamentos.

Mesmo antes de vir à tona o relatório de inteligência que embasou o pedido de Moraes para que se apure abuso de autoridade por parte de Mendonça, os ministros já manifestavam preocupação com o fato de o relator do Master e do INSS ter determinado à PF o envio dos arquivos brutos das apurações.

A PF diz no relatório de inteligência que, com essa medida, Mendonça ficou apto a explorar a íntegra do acervo de provas, podendo selecionar, suprimir ou manipular as documentações que sustentam os inquéritos. Moraes avalia que Mendonça enviesou as investigações "por motivos pessoais e políticos".

Além disso, a ala pró-Moraes suspeita de vazamentos ilegais e da interferência indevida de delegados da PF lotados no gabinete de Mendonça, e que são críticos da gestão de Rodrigues. Como revelou a Folha, o ministro Gilmar Mendes propôs a Fachin que delegados da PF sejam proibidos de atuar como assessores.

Além de Gilmar, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin tendem a apoiar Moraes. Apesar das dúvidas sobre como as alianças do STF serão reconfiguradas em meio à crise, pessoas próximas a Moraes dizem que o ministro confia que convencerá os colegas de que os expedientes de Mendonça são preocupantes.

Esse seria o impasse dos ministros como Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fachin, segundo auxiliares, que veem como graves as mensagens entre Vorcaro e Moraes, mas não ignoram que Mendonça possa ter atropelado os ritos formais.

O entorno de Mendonça nega que tenha havido qualquer ato investigatório por parte do ministro, apenas uma determinação para que a PF identificasse um interlocutor de Vorcaro que até então era desconhecido, e que poderia integrar a rede de influência do banqueiro.

Mendonça afirma a pessoas próximas que atua com cautela e independência e que não está sujeito a pressões. O ministro costuma dizer que sua motivação é "fazer o que é certo" e que quer garantir a integridade das investigações, respeitando o devido processo legal.

Em relação ao encontro com Vorcaro, o ministro afirmou, em nota, que o assunto da reunião foi um julgamento sobre precatórios, e que ele acabou por votar contra a posição defendida pelo dono do Banco Master. Também disse que o depoimento do ex-banqueiro sem a PF não foi ilegal.

A saída da sociedade do Instituto Iter, segundo Mendonça, se deu para "evitar ruídos". Em nota, o ministro disse que a instituição vai virar uma entidade sem fins lucrativos e que "jamais auferiu lucro". O ministro seguirá prestando serviços acadêmicos, como professor.

Por Luísa Martins, Folhapress

Conselho do MPF abre procedimento sobre Gonet, que deve negar interferência no caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, nesta quinta-feira (3), um procedimento para apurar as menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O pedido foi feito pelo partido Novo e terá o subprocurador Francisco de Assis Sanseverino como relator.

O PGR quer utilizar o caso para rebater alegações de suspeição.

Nos bastidores, integrantes próximos a Gonet avaliam que a medida é oportuna para que o Conselho marque uma sessão e o chefe da Procuradoria possa se manifestar. Gonet deve negar interferências na investigação e relação de proximidade com o ex-dono do Banco Master.

Como mostrou a Folha, há um desconforto generalizado na classe com o episódio, tanto entre aqueles que preferiam vê-lo afastado do comando do caso como entre procuradores que o apoiam e não veem problema no que foi divulgado até aqui. Os dois grupos entendem que, em qualquer cenário, pode haver prejuízo coletivo à reputação da categoria.
Por Ana Pompeu, Folhapress

Fachin promete fim do inquérito das fake news, aberto no STF há 7 anos sob relatoria de Moraes

Edson Fachin e Lula durante encontro para sanção da lei que cria o Fundo Especial da Justiça Federal e o Fundo Especial do STJ
Ministro comentou a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) durante a última semana. Disse que a resposta será 'firme e rigorosa' e prometeu a adoção de um Código de Ética para a Corte.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que a crise recente na Corte demonstra a urgência do cumprimento de três metas da gestão dele: a adoção de um código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

O ministro também destacou que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.

"A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa".

"Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", prosseguiu Fachin.

O Inquérito das Fake News é uma investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 para apurar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra o STF, seus ministros e familiares. Ele está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Fachin deu a declaração durante evento no Palácio do Planalto sobre fundos direcionados ao sistema de Justiça, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do procurador-geral da República, Paulo Gonet e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Crise 'Master' no STF

A fala de Fachin faz referência à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal em torno das investigações relacionadas ao Banco Master.

Mais cedo, o presidente do STF retirou do inquérito das fake news o pedido de investigação apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes contra o também ministro André Mendonça.

Com isso, os dois inquéritos que envolvem ministros da Corte passam a ser conduzidos por Fachin.

Dias depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça, após um documento da PF, sem caráter probatório, indicar que houve assimetria em ações do ministro contra políticos no âmbito do caso Master.

O pedido de Moraes havia sido feito no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator. No entanto, como os dois ministros pediram que o presidente da Corte tome providências sobre os fatos apresentados, os dois casos passaram a ser responsabilidade de Fachin.

Isso significa que é o presidente da Corte quem vai definir os procedimentos que devem ser adotados. Por exemplo, se os casos serão, de fato, levados ao plenário como pedido dos ministros; e qual vai ser o rito para essas análises.

Pedido de investigação

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou na noite dessa quinta-feira (3) ao presidente da Corte um pedido de investigação contra o Mendonça.

Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.

No entanto, ele cita um relatório da PF em que os investigadores apontam a ressalva de que o documento é de uso restrito, não tem poder de decisão, não pode ser usado como prova e não pode ser usado para fundamentar representação ou ser citado "como fonte em documento externo".

Na prática, isso indica que o material de inteligência produzido pela PF não teria validade legal para servir como prova de um processo. Isso porque não cumpriria requisitos formais.

Relatórios de inteligência em geral, por sua natureza, não são feitos para serem usados em processos judiciais. É por isso que, nesse caso, seu conteúdo é tratado como indício.

Mas, com base nas informações citadas pela PF, Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos", a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados.

Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.

Deputada federal denuncia empresário por estelionato e venda de emendas na Bahia; saiba detalhes

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) também denunciou o empresário e administrador Uryel Victor Lima de Santana na Polícia Civil por um crime relacionado a estelionato. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, na manhã desta sexta-feira (4), com interlocutores, Uryel teria tentado vender emendas parlamentares da deputada baiana.

Ele ainda teria pedido dinheiro aos amigos da ex-prefeita de Salvador como uma tentativa de “ajudá-la” e conseguir os recursos. De acordo com informações apuradas pelo site, a parlamentar chegou a prestar uma queixa-crime contra Uryel.

Ele é acusado ainda de tentar aplicar golpes ao apresentar um suposto documento falso do Governo Federal à Prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, e solicitar pagamentos para que o município recebesse recursos provenientes da União.

A Polícia Civil revelou ao BN que investiga o caso envolvendo o administrador. A situação foi registrada como estelionato, no dia 16 de junho deste ano. A PC disse que “oitivas e outras diligências investigativas são realizadas para o esclarecimento do caso”.

O Bahia Notícias fez contato com Uryel, na tarde desta quinta-feira (3), mas não obteve nenhuma resposta.

ENTENDA AS DENÚNCIAS

A situação envolvendo Uryel teria ocorrido quando o homem procurou a gestão municipal apresentando um suposto ofício que informava a destinação de recursos federais para a realização de obras de pavimentação asfáltica na cidade. Durante a negociação, segundo a prefeitura, ele teria solicitado o pagamento antecipado de 20% do valor, sob a justificativa de que a quantia seria necessária para “agilizar” a liberação dos recursos. O episódio, no entanto, levantou suspeitas e levou o município a procurar diretamente o Ministério das Cidades para verificar a autenticidade da documentação.

Conforme relato do prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), o órgão confirmou que o documento não era verdadeiro e que a suposta destinação de mais de R$ 7 milhões não existia. O caso motivou um alerta aos prefeitos e gestores públicos de toda a Bahia.

A suposta atuação do homem utilizava diferentes formas. Ele teria utilizado de uma abordagem convincente para cooptar prefeitos, em municípios para os quais viajava presencialmente. Em uma cidade do interior baiano, ele teria desembarcado inclusive, utilizando um avião para entregar em mãos documentos com timbragens, que seriam adulteradas do Governo Federal.

Para dar credibilidade na ação, o administrador alegava ter "conchavos" e trânsito livre nos bastidores de Brasília, em uma tentativa de pressionar os gestores a efetuarem pagamentos adiantados antes que a falsidade dos papéis fosse checada nos órgãos oficiais.

A estratégia se baseava em criar uma falsa ilusão de burocracia concluída para cobrar valores ou vantagens antecipadas dos municípios sob o pretexto de viabilizar o repasse final dos recursos.

A estrutura da ação seria realizada em três formas:
  • Uso de Documentação Adulterada: Criação de ofícios falsos atribuídos ao Ministério das Cidades para simular aportes financeiros;
  • Abordagem Direta: Contato com prefeitos (presencialmente ou por meio de intermediários) apresentando a falsa oportunidade de verbas;
  • Mediação com Ministério: Alegação de articulação política interna para passar ar de legitimidade às negociações;
  • Objetivo Financeiro: Tentativa de obter valores antecipadamente para suposta "liberação burocrática" do recurso.
Ao Bahia Notícias, o prefeito de Cipó confirmou o mecanismo utilizado por Uryel e deu detalhes a respeito do modus operandi que o homem utilizava no estado. Segundo ele, o suspeito utilizava documentos falsos, alegando serem do Ministério das Cidades, com a promessa de liberar recursos e verbas federais para os municípios.

Ele procurava os gestores municipais utilizando contatos ou intermediários ("conchavo"). No entanto, em algumas cidades, a exemplo de Cipó, não conseguia liberar os valores. Segundo o administrador municipal, os órgãos federais confirmaram que os documentos eram falsificados, montados pelo próprio suspeito e não possuíam qualquer registro oficial.

“Ele começou desde o ano passado e ele vem insistindo. Depois que fiz as denúncias, ele não me ligou mais. No entanto, isso está sendo frequente. Ele forjou um documento dizendo que era do Ministério das Cidades disponibilizando recursos. Só que fui a Brasília e verifiquei com a equipe da pasta. Eles disseram que esse documento não tinha nada a ver com o ministério não, que seria dele [Uryel], ele que fez, não tinha nada a ver”, afirmou ao BN.

O caso foi encaminhado para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local.

“Eu liguei para o delegado pra registrar o Boletim, mas ainda falta ir na delegacia para preencher lá os dados”, explicou.

O mesmo caso teria ocorrido também na cidade de Nova Soure, no Nordeste baiano. Ao site, o prefeito Alan de Cassinho (PSD) revelou que o contato inicial ocorreu entre três e quatro meses antes atrás. O gestor reforçou a versão e apontou que o empresário teria oferecido a intermediação para verbas do Ministério das Cidades, prometendo recursos para pavimentação asfáltica. Além disso, ele ainda teria ofertado outras demandas municipais em nome da pasta.

Para viabilizar a suposta liberação dos recursos, o indivíduo exigiu o adiantamento de valores financeiros. O suspeito também encaminhou um ofício com teor semelhante ao enviado para Cipó para formalizar a proposta. Uma segunda pessoa, que alegava ser do Ministério das Cidades, também entrou em contato com o prefeito.

Porém, o gestor desconfiou das propostas e não efetuou nenhum pagamento ou avanço nas negociações. Ele disse que aguardava o desfecho das tratativas de Cipó antes de tomar qualquer medida.

“Foi essa mesma pessoa. Ele chegou a enviar um ofício também na mesma situação da cidade de Cipó. Mas eu não avancei porque aguardava ver se a situação lá iria se desenvolver. Mas ele chegou a fazer outras propostas também, não só asfalto, mas outras demandas”, contou.

“Foi algo para o Ministério das Cidades também. Até uma outra pessoa entrou em contato dizendo ser do Ministério das Cidade. Mas aí eu sou um pouco desconfiado, não avancei não".

Por Maurício Leiro / Victor Hernandes

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