PF, MPPB e CGU atuam contra esquema de desvio de recursos públicos na Paraíba

Operação Cítrico cumpre 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares pessoais
Paraíba/PB. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e com a Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta terça-feira (14/4), a Operação Cítrico, com o objetivo de cumprir medidas cautelares expedidas no âmbito de investigação que apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, a desvio de recursos públicos, à lavagem de dinheiro e a possível financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo/PB.
Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas a grupo criminoso, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, além de circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e de utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, de influência territorial e de blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre os suspeitos, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, de desvio de recursos públicos, de lavagem de dinheiro e de financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

CPI do Crime Organizado: Relator pede indiciamento de ministros do STF

Parecer inclui Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet.
O senador Alessandro Vieira apresentou, nesta terça-feira (14), o relatório final da CPI do Crime Organizado com pedidos de indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.

Segundo o relatório, os pedidos de indiciamento se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções, como suspeição em julgamentos, possíveis conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações. No caso do procurador-geral, o texto aponta omissão diante de indícios considerados relevantes.
Entre os pontos abordados, o documento cita o caso Banco Master, com referência a indícios de irregularidades financeiras e possível relação com esquemas de lavagem de dinheiro. O tema, segundo o relator, deve ser aprofundado em investigação específica.

O documento, com mais de 200 páginas, consolida os trabalhos da comissão ao longo de 120 dias, com 18 reuniões realizadas, 312 requerimentos apresentados e análise de 134 documentos. A CPI investigou a atuação, estrutura e expansão de organizações criminosas no país.

O relatório também registra decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pela comissão, converteram convocações em convites e restringiram o acesso a informações financeiras.

O texto apresenta ainda propostas legislativas voltadas ao combate ao crime organizado, como ampliação de instrumentos de bloqueio de ativos, aumento de penas para lavagem de dinheiro e medidas de transparência financeira.
O relatório será encaminhado aos órgãos competentes para análise e eventuais providências.
Fonte: CNN

Demitido do INSS culpa ministério por fila no órgão

Agência do INSS
O agora ex-presidente do INSS Gilberto Waller Junior, exonerado nesta segunda-feira (13), diz que o Ministério da Previdência deveria ser responsabilizado pelo tamanho da fila atual de beneficiários do órgão.

"Se for a fila, quem teria quer ser exonerado não era ninguém do INSS. A maioria dos que esperam há mais de 45 dias depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério", disse ao Painel.

A fala é uma resposta ao Ministério da Previdência Social, que diz que a troca no comando do órgão vai "acelerar a análise de benefícios".

Waller discorda e afirma que quase zerou a fila das pessoas que esperam há mais de 45 dias por um benefício.

Segundo dados do INSS, a maior parte das pessoas nesta situação ainda depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério. São mais de 821 mil pessoas.

Atualmente, 2,7 milhões de pessoas aguardam por um benefício. O presidente Lula prometeu zerar a fila ainda neste mandato, mas ainda sem sucesso.

Agora fora do órgão, Waller fez um balanço da gestão, disse que reduziu a fila desde quando chegou e que fez uma "limpeza" no órgão em meio às fraudes.

"Estou tranquilo, saio de consciência tranquila. Hoje, a fila é menor do que quando assumi, em abril de 2025, mesmo com aumento de requerimentos por mês. E deixo o órgão sem problemas no sistema", afirmou ao Painel.

Waller disse que o órgão bateu um recorde histórico de concessões num único mês, com 890 mil benefícios em março.

Além disso, no mesmo mês, foram concluídas as análises de 1,6 milhão de benefícios.

Como antecipou o Painel, Waller foi comunicado da demissão pelo secretário-executivo do ministério da Previdência, Felipe Cavalcante.

Nem o ministro, Wolney Queiroz (PDT-PE), nem o presidente Lula entraram em contato com ele. Apenas o advogado-geral da União, Jorge Messias, que o indicou no ano passado.

Em nota, o Ministério da Previdência afirmou que a redução da fila, em março, é reflexo do trabalho que vem sendo feito pela pasta e citou ações como mutirões, a contratação de 500 peritos, perícia por telemedicina e o novo Atestmed.
Por Gabriela Echenique/Folhapress

Datafolha: Moraes é ministro do STF mais conhecido; Mendonça e Cármen têm melhor avaliação

Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes é, de longe, o mais conhecido membro do STF (Supremo Tribunal Federal), aponta pesquisa Datafolha.

Aqueles que têm melhor índice de avaliação, por sua vez, segundo cálculo do instituto, são os ministros André Mendonça, Cármen Lúcia e, na sequência Luiz Fux. Enquanto os que pontuam pior, neste quesito, são Dias Toffoli e Gilmar Mendes, seguidos pelo próprio Moraes.

Foram entrevistadas pelo instituto 2.004 pessoas de 7 a 9 de abril, em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro para a amostra total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-03770/2026.

Relator de diversos inquéritos que miram o bolsonarismo, alvo preferencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e agora também dono de um dos principais tetos de vidro da corte diante do caso do Banco Master, Moraes, que está no tribunal desde 2017, é conhecido por 89% da população, segundo o levantamento.

Cármen Lúcia vem na sequência. No STF por quase o dobro de tempo de Moraes, desde 2006, a ministra é conhecida por 68% dos entrevistados. Ela é seguida pelo decano, o ministro Gilmar Mendes, que tomou posse em 2002 e é conhecido por 62%.

Seis dos 10 ministros são conhecidos, ao menos só de ouvir falar, pela maioria da população.

Como essas perguntas foram realizadas pela primeira vez pelo instituto, não há dados comparativos anteriores.

Entre os menos conhecidos estão também, de modo geral, aqueles com menos tempo no Supremo.

Os indicados pelo ex-presidente Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, no STF desde o fim de 2020, e André Mendonça, desde o fim de 2021, são conhecidos por 30% e 42% da população, respectivamente. Enquanto Cristiano Zanin, penúltimo indicado por Lula (PT) a tomar posse, em 2023, marca 37%.

Todos esses são os percentuais medidos nas respostas estimuladas, em que os nomes dos integrantes do tribunal foram citados um a um. Na pergunta espontânea, em que os entrevistados eram instados a dizer quais nomes de ministros vinham à mente, 49% lembraram o nome de pelo menos um membro da corte.

Na pergunta espontânea, de modo semelhante ao que foi medido na questão estimulada, Moraes foi disparado o mais lembrado. No agregado, ele foi citado por 39% dos respondentes, seguido por Cármen, com 10%, e Flávio Dino, com 8%.

Aqueles que disseram conhecer determinado ministro também foram questionados sobre como avaliavam seu desempenho. Como as amostras para cada pergunta foram distintas, a depender do nível de conhecimento de cada magistrado, também variam as margens de erro.

A partir de conta que considera a taxa de menções positivas menos a taxa de menções negativas, o Datafolha calculou um índice de avaliação dos magistrados.

André Mendonça, apesar de não ser tão conhecido, é quem tem o melhor índice de avaliação, com 26. Para 39% dos que o conhecem, ele é ótimo ou bom, enquanto apenas 13% o classificam como ruim ou péssimo.

Sorteado em fevereiro para assumir a relatoria do processo sobre o Banco Master, após semanas de desgaste que culminaram na saída de Dias Toffoli da condução do caso, Mendonça foi quem ordenou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fosse preso novamente.

Seu antecessor no posto, Toffoli é avaliado como ótimo ou bom por apenas 19% e como ruim ou péssimo por 35%, tendo o pior índice de avaliação, de -16.

Apesar de ter sido um dos principais motivos de críticas contra a corte recentemente, devido às suspeitas de suas ligações com o Master e que colocaram em dúvida sua parcialidade para estar à frente do processo, Toffoli é conhecido por pouco mais da metade da população, 54% —patamar bastante inferior ao de Moraes.

Também sob pressão no caso Master, especialmente depois da revelação de que o escritório de sua esposa tinha um contrato milionário com banco e de mensagens suas com Vorcaro, o que o ministro nega, Moraes ainda sustenta um nível de avaliação melhor do que o de Toffoli: com 33% de ótimo ou bom e 41% de ruim ou péssimo, tem um índice de -8.

No STF desde 2017, Moraes passou a ter grande relevo público com o protagonismo assumido em medidas em defesa do tribunal e de seus membros e em investigações mirando o bolsonarismo.

Entre os entrevistados que declaram intenção de votar em Lula nas eleições deste ano, o percentual de ótimo ou bom de Moraes vai para 66%, enquanto o de ruim ou péssimo cai para 7%.

Cenário invertido se dá entre os que dizem que votarão em Flávio Bolsonaro (PL): nesse grupo, a avaliação positiva de Moraes é de 7%, enquanto a negativa atinge 74%. Entre quem afirma que vai votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o índice de ruim ou péssimo é de 37%, contra 21% de bom ou ótimo.

Entre os que declaram voto em Flávio, os ministros mais bem avaliados são Mendonça, com 50% de ótimo ou bom, seguido por Luiz Fux, que chega a 32%, e que foi o único a votar a favor do pai dele em julgamento da trama golpista na Primeira Turma do STF. Kassio Nunes Marques, por sua vez, tem 18% de avaliação positiva neste grupo.

Única mulher na corte e no final de seu mandato com presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cármen Lúcia tem o segundo melhor índice de aprovação geral, com 42% de avaliação positiva, e 25% de ruim ou péssimo, formando um índice de 17. Entre os que votam em Flávio, sua avaliação positiva cai para 13%, enquanto é de 72% entre os que preferem Lula.
Por Renata Galf/Folhapress

José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

José Guimarães
José Guimarães (PT-CE) assume nesta terça-feira (14) a Secretaria de Relações Institucionais com o desafio de azeitar a articulação política do governo Lula (PT) e rearranjar as forças no Planalto. O novo ministro deve levar o aconselhamento ao presidente para o centro, em contraponto ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), de perfil mais à esquerda e combativo.

Deputado federal em quinto mandato, Guimarães é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que validou o novo ministro. Líderes do centrão elogiaram a escolha, pois consideram que o novo articulador político é conhecido no Congresso, cumpre acordos e não dá "cavalo de pau", nas palavras de um integrante do grupo. Guimarães assume o posto no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

Lideranças partidárias destacam, também, que a ausência no Planalto de Rui Costa (PT), que deixou a Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia, dará mais força a Guimarães. Eles lembram que, por vezes, acordos costurados pelo líder do governo eram desfeitos ao passarem pela Casa Civil.

A avaliação entre lideranças do PT e do Congresso é que, após a saída de Rui Costa e Gleisi Hoffmann, Boulos ficou sem concorrentes de outras linhas ideológicas no Planalto. Ele rapidamente assumiu uma posição de prestígio, integrando até o grupo da pré-campanha eleitoral, que se reúne semanalmente no Alvorada.

Auxiliares do governo apontam que duas decisões recentes do governo tiveram a digital de Boulos e geraram um conflito com o Legislativo: a posição contrária à última versão do projeto de regulamentação dos aplicativos e o envio de um projeto com urgência constitucional para acabar com a escala de trabalho 6x1.

Lula confirmou na última semana o envio do projeto para acabar com a escala 6x1. A decisão tinha sido anunciada por Boulos, mas contestada por parlamentares e até mesmo integrantes do governo. O presidente da Câmara decidiu fazer a tramitação do tema via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que tem trâmite mais lento.

A regulamentação dos trabalhos por app foi uma iniciativa da esquerda, mas mudanças feitas pelo relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), fizeram o governo bater cabeça e recuar no apoio. O parecer derruba a taxa mínima por viagem para motoristas e cria, para entregadores, dois modelos: um com remuneração básica de R$ 8,50 e outro com um pagamento por hora trabalhada.

O Planalto entendeu que essa versão atraiu rejeição e poderia furar a aproximação de Lula com os entregadores, tendo deixado de fora demandas originais do governo no tema. O centrão entende que o governo, que defendia uma taxa mínima de R$ 10, desistiu da ideia porque poderia encarecer o serviço e quis deixar o ônus com a Câmara.

Guimarães indicou a aliados ter uma posição contrária em ambos os casos. Sobre a 6x1, segundo aliados, ele defendeu que o governo não enviasse o projeto com urgência constitucional ou que, pelo menos, aguardasse uma conversa com Motta antes de oficializar o envio.

Na questão dos aplicativos, Guimarães fez sua primeira articulação após ser anunciado ministro. Articulou com o relator a retirada pauta da proposta, que seria votada nesta terça-feira (14) na comissão especial. Se fosse à análise, a expectativa era que a oposição e o centrão somassem forças para desgastar o governo e colocar no Planalto a conta de um eventual aumento de custo de entregas e corridas.

Aliados afirmam que Guimarães, além de oferecer a Lula um contraponto a Boulos, terá também como desafio inicial estabelecer um canal de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador teria simpatia pelo deputado, de quem foi colega na Câmara, mas algo longe da relação próxima como a que o petista tem com Motta.

O governo tem encontrado dificuldades na relação com Alcolumbre desde que o presidente do Senado rompeu relações com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). Caberá a Guimarães, nesse caso, reaproximar o senador do Planalto, principalmente às vésperas da votação da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula inverteu sua estratégia de articulação política no fim deste terceiro mandato. Quando escolheu Alexandre Padilha (PT) e Gleisi para as Relações Institucionais, o presidente demonstrou que preferia ter um ministro "linha dura" e menos amigo do Congresso no Planalto.

Agora, Lula coloca Guimarães no Planalto e escolheu para a liderança do governo na Câmara o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O gaúcho é visto como um petista mais "linha dura", com tendência ao embate em plenário.

Por Augusto Tenório e Caio Spechoto/Folhapress

Caso Master: Cezar Leite chama Rui Costa de "cínico" e "covarde"

O vereador Cezar Leite (PL)
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária desta segunda-feira (13) da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Cezar Leite (PL) rebateu o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), após ele atribuir o escândalo do Banco Master ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

Na oportunidade, o edil chamou o petista de “covarde” e o responsabilizou pelo escândalo envolvendo o caso.

“Vou falar sobre o cinismo do Rui Costa e também a covardia dele. Cinismo porque todo mundo sabe que o caso do Master começou com o CredCesta, quando ele era governador. Ele facilitou toda a entrada dessa corja que roubou o servidor público aqui na Bahia”, declarou.

Declaradamente bolsonarista, Leite reiterou que a culpa é do ex-chefe do Palácio de Ondina e seus aliados. “Então, tudo isso é culpa do Rui e da equipe dele. E covarde porque ele coloca a culpa no Bolsonaro, que ele sabe que não pode falar nada. Desonesto, cínico e covarde”, concluiu.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

‘Rui Costa trocou um supermercado que ajudava o povo pobre por um cartão que superendividou o servidor’, diz deputado

O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil)
O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou as declarações do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), que defendeu a privatização da rede Cesta do Povo ao classificá-la como um “supermercado falido”.

Rui afirmou que a estatal acumulou cerca de R$ 1 bilhão em prejuízo e justificou a venda como uma necessidade fiscal. A fala provocou reação do parlamentar da oposição, que questionou a lógica da decisão. “A Cesta do Povo não nasceu para ter lucro, nasceu para ajudar o povo pobre. Sempre foi assim, para que as pessoas pudessem comprar produtos mais baratos”, afirmou Luciano Ribeiro.

O deputado ressaltou ainda o papel social e econômico da rede ao longo dos anos. “A Cesta do Povo era um regulador de preços, ajudava a controlar a ganância dos grandes supermercados, oferecia produtos de qualidade e ainda gerava milhares de empregos no Estado”, disse.

Ele também criticou o histórico da gestão petista em relação ao programa e disse que a decisão de extinguir a rede não condiz com o discurso social adotado pelo ex-governador. “É inacreditável que um ex-ministro que diz que gosta de cuidar de gente, que gosta do povo, dê uma declaração como essa, depois de ter sucateado e acabado com a Cesta do Povo”, afirmou.

Luciano Ribeiro ainda associou a privatização ao surgimento de mecanismos como o Credcesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos, e fez críticas ao modelo. “Então ele está dizendo que a solução que encontrou foi essa? Superendividar os servidores do Estado com esse negócio de Credcesta, com Banco Master?”, questionou.

Na avaliação do parlamentar, há uma contradição entre o fim de um programa social e a criação de alternativas que, segundo ele, prejudicam os servidores. “Na cabeça dele, acabar com um supermercado que vendia produtos mais baratos para as pessoas mais pobres era ruim, e bom foi superendividar o servidor do Estado? Essa conta não está fechando”, concluiu.

Por Redação/Politica Livre

Oposição tenta unificar candidaturas de direita ao TCU e Motta pressiona por voto em petista

Reuniões contam com participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e buscam aglutinar indicações para apoiar parlamentar de direita “melhor posicionado”
Plenário da Câmara dos Deputados
Faltando um dia para os deputados federais escolherem o próximo ministro do Tribunal de Contas da União, a oposição tenta unificar os seis nomes de direita que disputam a vaga para impor uma derrota ao petista Odair Cunha (MG), apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Motta tenta impedir traições ao petista e cumprir acordo feito com o PT em 2024 em troca de apoio à sua candidatura à Presidência da Câmara. Nos últimos dias, Motta ligou para parlamentares para pedir voto em Odair, segundo deputados ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o influenciador Pablo Marçal, recém-filiado ao União, entraram em campo para tentar convencer os deputados menos competitivos a desistirem de suas candidaturas. Enquanto a sigla de Flávio apoia Soraya Santos (PL-RJ), a de Marçal está com Elmar Nascimento (União Brasil).

Flávio deve se reunir com os deputados na noite desta segunda-feira, 13, para articular o movimento. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que mapeia os deputados indicados que teriam disposição para abrir mão da candidatura em nome daquele que estiver “melhor posicionado”.

“Alguns já concordaram em se juntar e vão se submeter à decisão do Flávio Bolsonaro”, afirmou, sem citar nomes. “Mas hoje faremos novas reuniões.”

Elmar Nascimento defendeu a unificação das candidaturas: “Senta o líder do PL, o líder do meu partido, do PSDB, do Podemos, do Novo, de todos os que estão divergindo desse acordo. E eu acato o que decidirem para que a gente se una em torno de apenas uma candidatura, para dar ao Brasil uma candidatura independente de verdade".

Já Marçal telefonou para um dos candidatos nos últimos dias, segundo relato feito à reportagem, para pressionar pela desistência. O movimento aconteceu dias após ele vir a Brasília para uma reunião com a bancada e os dirigentes de seu novo partido.

O influenciador entrou com tudo na campanha. Ele publicou no fim de semana um vídeo para cobrar os parlamentares a impedirem que o governo Lula consiga emplacar Odair. A publicação atingiu 35 milhões de visualizações nesta segunda-feira.

“Você que é líder de partido, de bancada, de maioria, você precisa se posicionar porque se não vai ficar aí sobre as suas costas. O voto é secreto, mas a gente nunca vai esquecer da sua covardia, tá?”, diz no vídeo.

A eleição no plenário está marcada para esta terça-feira, 14. Nesta segunda, a Comissão de Finanças e Tributação sabatinou os sete indicados à vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

Além de Odair e Elmar, concorrem Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). As candidaturas foram aprovadas por unanimidade pelos parlamentares que participaram da sabatina, em votação que ocorreu em bloco. Foram 37 votos a favor e nenhum contrário.

Em seu discurso, Odair, apoiado por 12 partidos, tentou se distanciar da polarização e afirmou que sua candidatura “não pertence ao governo, não pertence ao meu partido, não pertence à oposição”.

“Não podemos fazer falsos dilemas quando estamos tratando de um órgão técnico e sério, como o Tribunal de Contas da União. Esta candidatura pertence ao conjunto dos senhores deputados e deputadas que eu espero que votem majoritariamente em mim amanhã”, afirmou.

O acordo firmado por Motta foi atacado por candidatos. Danilo Forte reconheceu que acordos políticos são importantes e necessários para a vida pública, mas ressaltou que “precisam passar pelo universo das instituições”. “As próprias instituições estão em jogo, enfraquecidas diante de uma disputa de poder que é presente no Brasil de hoje”, disse.

Elmar Nascimento, por sua vez, afirmou entender o posicionamento de Motta e disse entender que ele “está cumprindo esse acordo de empenhar o seu apoio. “Mas eu não concordo. Nós estamos tratando de um cargo que é vitalício", afirmou.

Soraya Santos fez menção ao acordo ao questionar se as mulheres participaram da negociação.

“A representatividade feminina é uma exigência da justiça, porque ela qualifica a avaliação de impactos sociais nas decisões de controle”, disse. “Ela fortalece a capacidade constitucional e aprimora o diálogo do colegiado. A diversidade, portanto, contribui para um controle externo mais abrangente, responsivo e alinhado com as demandas contemporâneas da sociedade”.

Gilson Daniel, do Podemos, buscou se apresentar como um candidato independente. “Nós temos hoje um grande conflito ideológico no nosso País. Eu me apresento como candidato fora das questões ideológicas, capaz de atender à esquerda, à direita e ao centro”, afirmou.

Candidata do Novo, Adriana Ventura também ressaltou sua eventual independência no cargo. “Aqui eu quero também frisar que, na fiscalização, não se escolhe governo. A gente fiscalizou tanto o governo passado, que foi o meu primeiro mandato, como este governo”, disse.

O histórico do PT nas últimas eleições ao TCU é desfavorável a Odair. O próprio Cedraz (PFL) foi eleito em 2006 em uma disputa que tinha um petista como candidato do governo – Paulo Delgado (PT-MG). Ele obteve 172 votos, ante 148 do adversário.

Em 2005, Augusto Nardes (PP-RS) recebeu 203 votos, enquanto José Pimentel (PT-CE) obteve 137.

Como não há segundo turno na eleição e a vitória se dá por maioria simples, a leitura é que muitas candidaturas de direita contra uma do PT poderiam pulverizar os votos e sacramentar a vitória de Odair Cunha.

O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros. Seis deles são indicados pelo Congresso Nacional; os outros três são nomeados pelo Palácio do Planalto. A Corte é responsável, entre outras coisas, por analisar a prestação de contas do presidente da República e realizar inspeções e auditorias das contas da Câmara e do Senado.

Por Danielle Brant/Guilherme Caetano/Estadão

Polícia Civil cumpre mandado de prisão por descumprimento de medida protetiva em Ipiaú

O acusado passou a se aproximar da ex-companheira, mesmo com a determinação judicial

A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta segunda-feira (13), mandado de prisão contra um homem, de 44 anos, acusado de descumprir medida protetiva no bairro Aparecida, na cidade de Ipiaú. Contra o investigado pesam acusações de agressão física, ameaças, difamação e extorsão.

Apesar da determinação judicial, o homem passou a se aproximar da ex-companheira, também de 44 anos, o que motivou a decretação da prisão preventiva. Após diligências da equipe da Delegacia Territorial (DT/Ipiaú), o autor foi localizado na Avenida Aparecida, naquele município, e encaminhado à unidade policial. O investigado permanece à disposição do Poder Judiciário.
Fonte
Henrique Coelho / Ascom-PCBA

Leilão judicial de veículos apreendidos em investigações da Polícia Civil supera R$ 2 milhões

Alienação antecipada integra estratégia de recuperação de ativos vinculados ao crime organizado

Cerca de 40 veículos, entre automóveis e motocicletas apreendidos em operações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), foram destinados a novos proprietários nesta segunda-feira (13), após leilão judicial que arrecadou mais de R$ 2 milhões. Os bens foram apreendidos no âmbito de investigações relacionadas a crimes patrimoniais e financeiros, incluindo as operações Falsas Promessas e Primus.

Entre os veículos alienados estão bens de alto valor de mercado, como um Tesla, um Camaro e uma caminhonete Silverado equipada com sistema de som automotivo, além de motocicletas e outros automóveis vinculados a investigações sobre lavagem de dinheiro. A retirada dos veículos ocorreu no Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana, e também na sede da Polícia Civil, no Largo da Piedade, em Salvador.

Quarenta lotes foram arrematados, totalizando mais de R$ 2 milhões em recursos provenientes da alienação antecipada de bens relacionados a crimes de lavagem de dinheiro.

Recuperação de ativos fortalece o combate ao crime organizado

A recuperação de ativos consiste na identificação, bloqueio judicial e posterior destinação de bens e valores vinculados a práticas criminosas. O objetivo é impedir que o patrimônio obtido de forma ilícita continue financiando atividades criminosas e, ao mesmo tempo, converter esses recursos em investimentos que contribuam para o fortalecimento da segurança pública.

O procedimento segue etapas definidas pela legislação e por normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que priorizam a alienação antecipada de bens sujeitos à depreciação ou que gerem custos elevados de manutenção. Entre as fases do processo estão a investigação patrimonial para identificação de bens vinculados à atividade
criminosa, a apreensão ou o sequestro judicial dos ativos, a avaliação do risco de deterioração ou perda de valor, a autorização judicial para alienação antecipada e o depósito judicial dos valores arrecadados.

Os recursos obtidos podem ser destinados ao Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Civil da Bahia, possibilitando reinvestimentos em tecnologia, capacitação profissional e melhorias estruturais. Conforme a Resolução nº 558/2024 do CNJ e a Lei Estadual nº 14.648/2023, a destinação desses valores fortalece a persecução penal e contribui para maior eficiência na gestão dos ativos apreendidos, além de reduzir custos ao Estado.

Descapitalização de organizações criminosas

Somente neste ano, a Polícia Civil da Bahia obteve autorização judicial para bloqueio de cerca de R$ 13 bilhões em bens e valores relacionados a investigações criminais. A estratégia de recuperação de ativos busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas, retirando delas a capacidade de reinvestir recursos ilícitos em novas atividades delituosas.

Além de reduzir o poder econômico de grupos criminosos, a alienação antecipada permite que os valores retornem à sociedade por meio de investimentos em estrutura, inteligência policial, capacitação e modernização tecnológica, reforçando a atuação estratégica da Polícia Civil no enfrentamento à criminalidade organizada.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Itagibá: Suspeito de participação em homicídio é preso um dia após o crime

Um homicídio foi registrado na noite deste domingo (12), no município de Itagibá, e, já nesta segunda-feira (13), um dos suspeitos de envolvimento no crime foi preso pela Polícia Militar. A vítima, identificada como Wesley de Jesus Santos, de 20 anos, foi encontrada sem vida no bairro Jequitibá, com marcas de disparos de arma de fogo. O local foi isolado para a realização da perícia, e o caso passou a ser investigado pela policia.

Na tarde desta segunda-feira, durante patrulhamento na cidade, equipes da ROTAM e do PETO avistaram um indivíduo em atitude suspeita. Ao perceber a presença das viaturas, ele demonstrou nervosismo, o que levou à abordagem. O suspeito teria admitido aos policiais que estava presente no momento do homicídio. Segundo ele, o autor dos disparos seria um homem já identificado pela polícia.

Ainda conforme o relato, ele teria sido chamado para buscar uma arma e drogas junto com a vítima, ocasião em que o crime aconteceu. O suspeito foi conduzido à delegacia de Itagibá, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil seguirá com as investigações para localizar o autor apontado e esclarecer completamente o caso. *Giro Ipiaú

Cármen Lúcia reconhece tensão no STF em meio a caso Master e diz: 'Eu não faço nada errado'

'Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei', declarou a magistrada
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal)
Em um momento em que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) recebem atenção pública pelo comportamento em casos como do Banco Master e de relatos de estranhamento entre os magistrados, a ministra Cármen Lúcia disse ter ciência da tensão que a corte vive e que, embora não possa falar em nome de todo o Supremo por não ser a presidente, consegue assegurar que ela não faz nada fora da lei.

"Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei", afirmou nesta segunda-feira (13), durante palestra na Fundação FHC, no centro de São Paulo.

"Eu não faço nada errado", completou. "Tenho ciência da tensão que vivemos".

Cármen disse que o Brasil vive um momento de desconfiança generalizada, o que justifica em parte a crise do tribunal. Declarou, entretanto, que o STF precisa "mostrar ao povo que estamos ali para servir" e falou da necessidade de transparência das ações dos ministros fora de Brasília.

A ministra avalia ser saudável que os magistrados saiam de seus gabinetes para ouvir a sociedade, mas que o movimento precisa ser divulgado e explicado. "Tem que saber como sair, para onde ir e como torna isso transparente. Todo mundo sabe, no Brasil hoje, que eu estou aqui agora de manhã. Minhas agendas são públicas", exemplificou.

A magistrada falou que essa transparência ajuda o Poder Judiciário, o STF e, principalmente, a convivência entre os ministros. "Nesse momento de maior tensão, em que se questiona tanto o próprio Supremo na sua dinâmica, uma parte do que eu escuto é fato: mais tenso, muito mais difícil a vida de todos".

Cármen Lúcia disse que a corte vive fase de "questionamento". Afirmou também receber, como ministra, "críticas ácidas" e que nesses momentos repete para si mesma: "Cármen, lembra, você faz direito, não milagres".

A magistrada afirmou também ser alvo de discurso "sexista, machista e desmoralizante" e que familiares já sugeriram que deixasse o cargo.

Questionada sobre sugestão de mudanças no STF reunidas por especialistas em um documento organizado pela Fundação FHC e entregue à corte, a ministra sinalizou que algumas propostas podem não ser condizentes com os desafios internos do tribunal, marcado pelo excesso de demanda.

Ela criticou o volume de ações que chegam ao Supremo, dizendo que a corte tem rotina marcada por muitas atribuições. Citou também mudanças tecnológicas, como as redes sociais, para explicar que os juízes não têm respostas prontas para problemas inéditos, o que aumentaria o desafio da corte na atualidade. "Cada manhã nós temos uma indagação nunca feita antes na história da humanidade. Por exemplo, sobre as redes sociais".

A ministra falou ainda sobre a dificuldade no exercício de ser presidente do STF. "Sei o que é estar na presidência tentando acertar. Não é simples. Não tem facilidade nenhuma".

A fala da magistrada se deu durante palestra na Fundação FHC, em evento que faz parte de um ciclo de debates com lideranças públicas sobre os desafios do Brasil. Mediaram a conversa Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores, Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP e colunista da Folha, e o cientista político Sergio Fausto.
Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapess

'Além de ingrato, é ignorante', afirma Carballal ao rebater críticas de Zé Cocá sobre obras na Bahia

Presidente da CBPM reagiu a falas do aliado de ACM Neto
As recentes críticas do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, ao Governo da Bahia provocaram reação do presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal. “Além de ingrato, é ignorante”, disparou o aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), após o pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil) afirmar, em entrevista, que “nenhuma grande obra foi feita na Bahia nos últimos quatro anos”.

Segundo Carballal, declaração de Cocá ignora avanços relevantes para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “Eu não vou nem responder Zé Cocá sobre as grandes obras do governo porque isso já foi muito bem respondido. Minha resposta para ele é a mineração, que trouxe para a Bahia a primeira fábrica de vidro solar do mundo fora da China, em Belmonte; que viabilizou a produção subterrânea de níquel em Itagibá; que consolidou a mina de vanádio em Maracás”, destacou.

Terras raras

Carballal ressaltou, ainda, os recentes projetos da CBPM com foco em minerais estratégicos. Segundo o dirigente da estatal, o município de Jequié está inserido em iniciativas voltadas à atração de investimentos em terras raras, consideradas essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética.

“Na própria região dele, em Jequié, o Governo do Estado, por meio da CBPM, desenvolveu projetos e está pronto para atrair grandes investimentos em terras raras, colocando a Bahia no centro da nova economia global”, afirmou.

Por Redação/Politica Livre

Estamos avançando com propósito, planejamento e compromisso com a nossa gente.

Por meio do Avança Ipiaú, temos estruturado programas que chegam na vida das pessoas — fortalecendo a zona rural, ampliando o acesso à educação, melhorando a mobilidade, incentivando os estudos e garantindo mais qualidade de vida para todos.

Cada ação representa um passo concreto no desenvolvimento da nossa cidade.

Cada entrega carrega responsabilidade, escuta e cuidado.

Seguimos trabalhando, todos os dias, para construir uma Ipiaú mais forte, mais justa e cheia de oportunidades.

Laryssa Dias/ Prefeita de Ipiaú 

Acompanhe publicação: https://www.instagram.com/p/DXFTIisFFdp/?igsh=N2V4dXJwZXl0bjNz

Trump bloqueia estreito de Hormuz; Irã desafia a medida

Donald Trump
A confusa ordem do presidente Donald Trump para o bloqueio naval do estreito de Hormuz fez cessar o tráfego que já era mínimo na via que, antes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, escoava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mercado.

O bloqueio começou às 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. Antes dele, segundo monitores de tráfego marítimo, apenas 2 navios ligados ao Irã tentaram fazer o trânsito na região, ante 4 na véspera e até 140 antes do conflito que vive um incerto cessar-fogo desde a terça passada (7).

No domingo (12), o presidente americano determinou a medida para qualquer navio que tenha pagado o pedágio imposto pelo Irã na semana passada. Em vez de reabrir a passagem como havia sido combinado na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que diz evitar minas colocadas pela teocracia e passa por suas águas territoriais.

Com isso, um petroleiro precisa pagar em criptomoedas US$ 1 por barril de óleo transportado, por exemplo. Diante do fracasso da rodada de negociações diretas entre EUA e Irã no Paquistão no fim de semana, Trump então anunciou o bloqueio.

Já quem irá executá-lo, a Marinha sob o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, disse que irá interceptar navios de quaisquer países que estejam vindo ou indo a portos iranianos, que é algo diferente de um hipotético petroleiro de bandeira panamenha com produto do Kuwait que tenha aceitado pagar a taxa do Irã.

Em uma segunda postagem sobre o tema nesta madrugada de segunda, Trump falou em bloqueio envolvendo portos iranianos. Nesta manhã, nota da Marinha a navegadores disse que "o bloqueio não vai impedir o trânsito neutro pelo estreito para ou de destinações não iranianas".

Segundo os EUA, navios neutros ora em portos iranianos poderão deixar a área "por um período limitado" sem serem importunados.

Na prática, navios de guerra dos EUA patrulham áreas de trânsito e avisam, por rádio, que estão interditadas. Se a embarcação comercial não parar ou der meia-volta, ela pode ser abordada por lanchas e helicópteros e apreendida. Em casos extremos, uso da força pode ocorrer.

Trump escreveu nesta manhã, sempre em sua rede Truth Social, que se alguma lancha de ataque iraniana que tenha sobrevivido às cinco semanas de combate tentar atacar um navio americano, será "eliminada".

Do ponto de vista legal, o bloqueio é previsto em caso de conflitos caso não puna a população civil. A questão é que os EUA estão em uma trégua com o Irã, o que torna nebulosa sua ação sob o direito internacional.

Em tempos de paz, cerca de 90% da produção de petróleo iraniana é destinada à China, que tem no país seu terceiro maior fornecedor por meio de esquemas para driblar sanções internacionais, intermediando as compras pela Malásia e outros. É incerto quanto óleo iraniano conseguiu deixar a região desde o início da guerra.

Trump disse que teria ajuda de outros países em seu bloqueio, sem os nominar. O Reino Unido e a França farão uma reunião para debater a situação, mas o premiê britânico, Keir Starmer, voltou a dizer "esta não é nossa guerra" e que não irá participar de missões ofensivas.

O republicano, que busca deixar a impopular guerra que iniciou em 28 de fevereiro, disse que o cessar-fogo está valendo, exceto que os iranianos ataquem algum navio "pacífico" ou americano. Ele disse que "não se importa" se haverá ou não novas negociações com o Irã, abrindo uma janela para deixar o conflito congelado.

Já a Marinha de Teerã disse, em comunicado, considerar o bloqueio ridículo e que manterá o esquema com sua rota ilegal com pedágio. A Força reafirmou que irá considerar qualquer movimentação militar em Hormuz uma violação do cessar-fogo.

E assim segue a disputa narrativa, com ambos os lados buscando dizer estar em vantagem. O controle de Hormuz é a principal ficha de barganha de Teerã no conflito, devido ao impacto nos preços globais de energia.

Na vizinhança imediata de Hormuz há pelo menos dois navios de guerra americanos, os destróieres USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy.

No sábado, os EUA disseram que ambos os navios navegaram por Hormuz com apoio de drones subaquáticos, visando identificar e destruir minas. O Irã não comentou a afirmação, e o fato é que não se sabe quais as atuais capacidades costeiras do país após os intensos bombardeios a que foi submetido.

Há pelo menos outros seis navios deste tipo, armados com sistemas antimísseis, na região próxima do lado "de fora" de Hormuz, o golfo de Omã, que leva ao oceano Índico. A Marinha iraniana em si parece ter sido dizimada pelos EUA, que afirmaram ter destruído cerca de 160 de suas embarcações.

Mas o perigo para navios está nas minas e no emprego de drones e mísseis pelos iranianos. Os aviões robôs podem fazer grandes danos em petroleiros e cargueiros civis, mas são os modelos de cruzeiro antinavios que preocupam os rivais: eles mal foram vistos em ação na guerra, o que faz supor que Teerã os guardou.

O alcance máximo dos modelos iranianos do tipo é 700 km, e em médio atingem alvos a 300 km. Isso levou o grupo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, operando na guerra, a se proteger mais ao sul da costa de Omã, por exemplo.

Enquanto a novela naval se desenrola, a guerra continua na frente libanesa, onde Israel não incluiu o combate ao Hezbollah no cessar-fogo. Nesta segunda, houve bombardeios que mataram ao menos nove pessoas no país vizinho, e as forças de Binyamin Netanyahu anunciaram que irão tomar controle da cidade de Bint Jbeil, perto da fronteira.

Por Igor Gielow/Folhapress

Governo Lula demite presidente do INSS e anuncia servidora no comando do órgão

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu demitir o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Jr., que havia assumido o órgão no fim de abril de 2025, após a Operação Sem Desconto, voltada à investigação de fraudes nos descontos associativos de beneficiários.

A troca foi anunciada em nota pelo ministro Wolney Queiroz (Previdência) nesta segunda-feira (13). O INSS é formalmente ligado ao Ministério da Previdência, mas Queiroz e Waller Jr. mantiveram uma relação conturbada no tempo em que conviveram em seus respectivos cargos.

Para substituí-lo, o ministro anunciou Ana Cristina Viana Silveira. Segundo a pasta, "ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto".
Por Idiana Tomazelli/Folhapress

PRF apreende fuzil, carregadores e centenas de munições no Sul Fluminense

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um fuzil, carregadores e centenas de munições, na sexta-feira (10), em uma ação conjunta com a Guarda Civil Municipal de Resende, com apoio das polícias militar e civil. O caso aconteceu em Resende, no Sul Fluminense, e resultou na prisão de dois homens.

Por volta das 19h, policiais rodoviários federais da 7ª Delegacia (Resende) receberam informações da Guarda Civil sobre um carro furtado circulando na região. A equipe da PRF localizou o veículo e deu ordem de parada, na Dutra (BR-116), mas o condutor desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade na direção do bairro Nova Liberdade.

Os policiais viram os ocupantes do carro jogando objetos pela janela, enquanto fugiam, mas conseguiram abordá-los após colidirem com o veículo em um poste. Dois homens, de 19 e 35 anos, estavam no automóvel.

Com apoio de equipes da PM e da Polícia Civil, os policiais rodoviários federais localizaram os objetos jogados pelos fugitivos. Foram encontrados um fuzil - calibre 5,56mm -, dez carregadores e 263 munições do mesmo calibre. O carro também possuía registro de furto, ocorrido em 9 de fevereiro.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil (89ª DP).

PRF na Paraíba autua responsáveis por posto de combustíveis após panes em viatura e em outro veículo na BR-230

Fiscalização identificou combustível adulterado com presença de água em estabelecimento às margens da rodovia.
Campina Grande/PB, 13/04/2026 - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba identificou um crime contra as relações de consumo e a ordem econômica após uma viatura da instituição e um veículo particular apresentarem falhas mecânicas severas. A ação ocorreu após a viatura oficial ser abastecida com Diesel S10 em um posto local. Logo ao iniciar o deslocamento, o veículo sofreu pane total, com o sistema de diagnóstico de bordo acusando a presença de água no combustível.
A ação se desenvolveu no município de Campina Grande, por volta das 10h22 da manhã do último sábado (11), na BR-230. No decorrer da ação, um segundo veículo, um ônibus modelo VW/Neobus 8.180E, que abasteceu na mesma bomba de combustível que a viatura havia abastecido, também apresentou parada repentina de funcionamento menos de 100 metros após iniciar o deslocamento. Diante das evidências de vício de qualidade, a equipe policial retornou ao estabelecimento para realizar os testes de aferição conforme as normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os exames de comparação visual, temperatura e densidade confirmaram que o combustível estava em total desacordo com os padrões vigentes de limpidez e densidade estabelecidos pela agência reguladora.

As responsáveis pelo estabelecimento, duas mulheres de 41 e 45 anos (proprietária e gerente), foram identificadas como autoras da conduta tipificada na Lei 8.176/91, que trata de crimes contra a ordem econômica por revenda de combustíveis em desacordo com as normas legais, além de crime contra as relações de consumo. Diante dos fatos e da constatação técnica da irregularidade, foi lavrado o Boletim de Ocorrência e iniciados os procedimentos administrativos e legais cabíveis para o encaminhamento do caso às autoridades competentes.
Categoria
Justiça e Segurança

Operação Artemis da FICCO Bahia alcança 75 criminosos na sua 3ª fase

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em conjunto com forças estaduais e federais da Bahia e de outros estados da Federação, deflagrou mais uma fase da Operação Artemis, resultando na captura de 75 (setenta e cinco) criminosos de alta periculosidade. Trata-se de uma ação continuada, com o objetivo estratégico de localizar e capturar foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, especialmente aqueles vinculados a facções criminosas com atuação no estado da Bahia.

As ações operacionais e de inteligência foram desenvolvidas entre os meses de fevereiro e abril de 2026 e resultaram do trabalho integrado de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, coordenadas entre as forças policiais que compõem a FICCO/BA, com apoio de FICCOs de outros estados. Esse modelo de atuação conjunta permitiu elevar a eficiência das operações e ampliar o alcance das ações de captura.

As prisões ocorreram em diversos municípios baianos, entre eles Salvador, Feira de Santana, Jequié, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Itapetinga, Ipiaú, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé e Alagoinhas. Houve, ainda, ações bem-sucedidas em outros estados da Federação, com prisões realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins, evidenciando a capilaridade e a articulação interestadual da operação.

Observa-se que integrantes de facções criminosas, especialmente lideranças com elevado grau de periculosidade, frequentemente se evadem para outros estados na tentativa de frustrar a atuação policial. Mesmo à distância, continuam a ordenar crimes violentos e a exercer controle sobre o tráfico de drogas e armas. Diante desse cenário, foram desencadeadas ações específicas voltadas à localização e captura desses indivíduos fora do território baiano.

Destacam-se, ainda, prisões internacionais de foragidos da Justiça baiana. Criminosos de alta periculosidade que acreditavam estar fora do alcance da persecução penal foram localizados em outros países por meio de ações integradas realizadas fora do Brasil, especialmente na Bolívia. Essas operações demonstram o alcance da cooperação policial internacional e a capacidade de articulação das forças que integram a FICCO/BA.

As capturas tiveram como foco indivíduos procurados pela prática de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos majorados, tráfico de drogas e organização criminosa, reforçando o compromisso permanente das instituições de segurança pública com a retirada de circulação de criminosos violentos e com a redução dos índices de criminalidade.

Cada mandado de prisão cumprido representa o resultado de uma investigação qualificada, devidamente instruída com elementos probatórios suficientes para o convencimento do Poder Judiciário e a consequente decretação da privação da liberdade do investigado, prevenindo a reiteração criminosa. A integração das forças policiais em ações operacionais, de inteligência e investigativas revela-se indispensável para a efetividade do enfrentamento ao crime violento e organizado.

A FICCO Bahia é atualmente composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia, constituindo um modelo exitoso de cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado.
Fonte: Ascom PF

Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

O presidente Lula (PT) enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Dados de pesquisas Datafolha, feitas a cerca de seis meses do pleito, nos anos de 2002, 2006 e 2022, mostram que a diferença do petista em relação ao seu principal opositor nunca foi tão estreita.

Em 2002, primeira vez em que Lula foi eleito presidente da República, o político tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, o tucano José Serra.

No pleito seguinte, quando se reelegeu, o petista estava, segundo pesquisa de junho, 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, então seu principal opositor pelo PSDB.

Quando voltou para concorrer em 2022, em cenário já marcado pela polarização com o bolsonarismo, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra o político com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 35%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

"Esses dados são muito simbólicos porque mostram uma redução consistente da margem de liderança em comparação com os ciclos anteriores", analisa o cientista político Elias Tavares.

Segundo ele, o cenário é reflexo de um eleitorado mais dividido e um ambiente mais competitivo para o petista, que não conseguiu emplacar grandes marcas ou programas que o reconectassem com a população, como foi o "Fome Zero", de combate à insegurança alimentar, no início dos anos 2000.

"Em 2002, Lula vinha numa onda de mudança, com discurso novo e expectativa alta. Em 2006, mesmo com o desgaste do mensalão, ainda tinha uma liderança relativamente confortável. Em 2022, apesar da polarização, conseguiu sustentar uma vantagem consistente, muito também porque havia uma rejeição elevada ao Jair Bolsonaro, e o Lula soube ocupar esse espaço como principal contraponto a um governo que enfrentava insatisfação relevante naquele momento", analisa Tavares.

Segundo o especialista, a perda de folga obriga o pré-candidato, desgastado pelos longos anos na política, a "disputar o voto o tempo inteiro, sem margem para erro".

Pesa no cálculo também o fato de a oposição começar mais consolidada do que os adversários de anos anteriores, reflexo de uma "polarização mais imediata e com menos espaço para crescimento" para Lula, avalia Tavares.

Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), também coloca na polarização parte da justificativa que gera cenário mais apertado para o petista, o que para o especialista torna o pleito imprevisível.

Nesse contexto, afirma, ganha peso a exploração do voto útil, usado no segundo turno pelo eleitor mais para evitar que o opositor vença o pleito do que para apoiar um candidato. "É uma eleição em que o voto útil deve imperar de novo, o que é comum em países polarizados como Brasil e Estados Unidos."

Lula e Flávio têm índices de rejeição similares. Segundo o último Datafolha, o petista tem 48% de rejeição, contra 46% de Flávio. Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, têm 17% e 16% respectivamente, mas são menos conhecidos.

Em 2022, marcado também pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, o petista tinha rejeição menor, de 33% a 40%, frente a uma variação de 51% a 55% de Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisas Datafolha de maio a outubro daquele ano.

Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o cenário mais apertado para Lula reflete um governo marcado pelo desgaste e desidratação, além da "dificuldade de articular com uma base social e eleitoral mais ampla, para além das fronteiras do petismo".

Ainda assim, há espaço para movimentação a seu favor ao longo da corrida eleitoral, avalia Teixeira, sobretudo pela falta de experiência de Flávio Bolsonaro em um cargo no Executivo. "Enfrentar um processo eleitoral não é fácil, basta lembrar, por exemplo, o desmaio de Flávio no debate eleitoral para a prefeitura do Rio de Janeiro", diz Teixeira, para quem pode pesar também contra o pré-candidato o escrutínio relacionado a acusações de corrupção.

Flávio desmaiou durante um debate transmitido ao vivo na TV, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio. O vídeo foi recuperado nas redes sociais desde que o político anunciou ser pré-candidato à Presidência.

Também é preciso considerar, na comparação entre os pleitos analisados, o alto número de votos em branco e de indecisos, parcela que pode ser decisiva para definir o rumo das eleições, avalia Teixeira.

Para Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), o resultado da mais recente pesquisa aponta cenário em que Lula pode ser ultrapassado "caso a economia piore e a maré de escândalos ganhe maiores proporções".

Lavareda avalia que o maior problema do petista é no segundo turno, quando empata tecnicamente com os adversários em todos os cenários testados pelo Datafolha. Ele diz que Lula precisa de "uma gordura estatística de três ou quatro pontos de margem, por conta da abstenção diferenciada no seu caso, devido à concentração de seus votos na base da pirâmide social, onde está a maioria dos ausentes das urnas".

Para Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha, a comparação entre as pesquisas aponta um cenário em que Lula tem menor vantagem mesmo sem dividir votos com outros nomes da esquerda. Ela compara com o quadro de 2002, que tinha mais candidatos considerados à época como alinhados ao campo, exemplo de Garotinho e Ciro Gomes.

No pleito atual, a dispersão está na direita, com Flávio, Caiado, Zema e outros políticos de menor expressão. "Vamos ter que observar o comportamento dos eleitores que hoje estão votando nos pré-candidatos de direita [fora Flávio Bolsonaro], que somados têm 13% das intenções de voto", afirma.

Já a favor de Lula pesaria o fato de ele estar na Presidência, uma vez que as pesquisas mostram que o candidato à reeleição tende a melhorar sua avaliação à medida que o pleito avança, diz Chong.

O resultado de abril de 2026 vem de pesquisa Datafolha feita com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades, de terça (7) a quinta (9). Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

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