PF e PM/PR apreendem mais de 4,5 toneladas de maconha no Paraná

Entorpecente teria sido carregado em Foz do Iguaçu e tinha como destino final a cidade de São Paulo
Cascavel/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná, apreendeu, nessa quinta-feira (14/5), 4.572 kg de maconha em meio a uma carga lícita em um veículo que trafegava nas proximidades de Santa Tereza do Oeste, no Paraná.
Na ação conjunta, os agentes realizaram buscas na carga de feno, na qual a droga estava escondida. O suspeito foi preso em flagrante. Ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e relatou que o destino final do entorpecente era a cidade de São Paulo/SP. Ainda conforme o depoimento, a droga teria sido carregada em Foz do Iguaçu/PR.
O entorpecente apreendido, o veículo e o suspeito foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Cascavel, para os procedimentos cabíveis.
Comunicação Social da Polícia Federal em Cascavel

PF prende suspeita com 6,8 kg de cocaína no Aeroporto de Recife

Recife/PE. A Polícia Federal prendeu, nessa quinta-feira (14/5), uma mulher transportando cerca de 6,8kg de cocaína durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife. A droga foi encontrada durante inspeção e estava escondida no interior de um objeto localizado na bagagem da passageira.

A investigada foi encaminhada à audiência de custódia e poderá responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.

Comunicação Social da Polícia Federal em Recife

Fundo de aliado de Eduardo que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive

Eduardo Bolsonaro
Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, estado americano onde vive o ex-deputado federal.

O Mercury Legacy Trust, que adquiriu o imóvel por R$ 3,6 milhões, é um fundo privado de gestão de patrimônio, instrumento comum nos Estados Unidos para deter bens em nome de terceiros.

Calixto também é o administrador do Havengate Development Fund, que recebeu uma parte dos R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025 a pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador dizia que os recursos seriam investidos no filme "Dark Horse", sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro.

A PF (Polícia Federal) está investigando o destino dos recursos repassados ao Havengate pelo dono do Banco Master por suspeitar que parte deles foi transferida, na verdade, para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

A PF investiga se a estrutura financeira no Texas serviu para burlar bloqueios judiciais impostos pelo (STF) Supremo Tribunal Federal às contas de Eduardo Bolsonaro no Brasil.

Além do Mercury Legacy Trust, André Porciuncula aparece nos documentos como um dos responsáveis pela entidade que comprou a casa do Texas.

Porciuncula é apontado por aliados de Eduardo como uma espécie de representante operacional do ex-deputado nos Estados Unidos. Ex-PM, ele atuou no governo Bolsonaro como braço direito de Mario Frias, então secretário da Cultura e idealizador do filme sobre o ex-presidente.

Nesta semana, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro a Vorcaro, mas negou que os valores sustentaram o irmão nos EUA.

Uma reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelou que o pré-candidato à Presidência da República solicitou os recursos ao dono do Master dizendo que ele seria investido integralmente no filme.

Os depósitos foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Parcelas atrasaram, e Flávio voltou a cobrá-lo em novembro, um dia antes de Vorcaro ser preso. A empresa usada por pelo dono do Master para fazer as transferências foi a Entre Investimentos e Participações.

Procurados, Eduardo Bolsonaro e Paulo Calixto não retornaram às chamadas da Folha. Ao atender a ligação, uma secretária afirmou que Calixto não vai falar com a imprensa e também não forneceu um contato dele.

A reportagem conseguiu contato com André Porciuncula. Por meio de mensagens, ele afirmou que a residência adquirida pelo fundo Mercury não tem "nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro" e nem com o banco Master. "

A casa não tem relação com nenhum dos dois", afirmou. A reportagem questionou para quem a residência foi adquirida e Porciuncula afirmou que "esta informação não é de interesse público".

Nas redes sociais, Eduardo negou que tenha sido beneficiado com o dinheiro de Vorcaro e disse que a suspeita da PF é "tola". Disse que seu status migratório nos Estados Unidos não permitiria o recebimento de dinheiro de fundos de investimento e que, se isso tivesse ocorrido, as próprias autoridades americanas o teriam punido.

Afirmou também que explicou a origem de todos os seus recursos às autoridades dos Estados Unidos no processo de imigração, sem qualquer problema.

Sobre o advogado Paulo Calixto, Eduardo disse que ele não é um simples escritório de migração: tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado, e atua há mais de uma década na gestão de patrimônio e fundos de investimento. A migração, segundo Eduardo, seria apenas um departamento do escritório, criado para atender clientes que precisam transferir capital e residência para onde investem.

Em relação ao filme, afirmou que nem ele nem sua família são donos da produção — os donos seriam mais de uma dezena de investidores. Disse que apenas apresentou Calixto a Mário Frias, que procurava investidores, por conhecer a competência do advogado.

Sobre o investimento ter sido feito nos Estados Unidos e não no Brasil, Eduardo argumentou que a produção foi americana, com elenco americano, e que nenhum investidor arriscaria apoiar no Brasil um filme sobre Jair Bolsonaro, pois seria "perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe".

Por fim, questionou qual vantagem sua família poderia oferecer a qualquer investidor no período em que as negociações teriam ocorrido: com o pai preso, ele mesmo no exílio e o irmão ainda sem planos de candidatura, concluiu que as acusações não passam de "assassinato de reputação".

Paulo Calixto é advogado com mais de 20 anos de atuação nos Estados Unidos, especializado em ajudar clientes a estruturar patrimônio e a obter vistos e autorizações de imigração. É descrito como próximo a Eduardo Bolsonaro e participa diretamente dos processos de imigração ligados ao ex-deputado.

Documentos societários mostram que ele controla uma série de empresas no Texas e na Flórida. Uma delas é a própria Havengate, que foi aberta em 2020, de acordo com documentos da Secretaria do Estado do Texas.

Por Mônica Bergamo e Isabella Menon/Folhapress

Ibirataia: SEMUS fortalece Atenção Básica com entrega de novos tablets para Agentes de Saúde

Equipamentos irão modernizar o atendimento domiciliar e garantir mais eficiência na coleta de dados das famílias acompanhadas pela saúde municipal
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta quinta-feira, 15 de maio, a entrega da primeira remessa de substituição dos tablets destinados aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os equipamentos serão utilizados nas microáreas durante as visitas domiciliares, permitindo mais agilidade na coleta e atualização das informações das famílias acompanhadas pela Atenção Básica.
A entrega contou com a presença da advogada Helena Taiara e do coordenador do Núcleo de Informações, Fábio Nery, reforçando o compromisso da gestão municipal com a modernização dos serviços públicos de saúde. A iniciativa busca oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais que atuam diretamente no atendimento à população, ampliando a eficiência e a qualidade dos serviços prestados.

Segundo a gestão municipal, os novos dispositivos irão fortalecer o monitoramento das ações de saúde e garantir mais segurança e rapidez no registro das informações em tempo real. “Estamos investindo em tecnologia para fortalecer a Atenção Básica e proporcionar um atendimento mais humanizado e eficiente para nossa população”, destacou o Secretario Municipal de Saúde Elmar Lopes.
Fonte: Ascom/ Prefeitura de Ibirataia

Ao GIRO, vereador Cláudio Nascimento fala sobre acidente envolvendo veículo da Câmara em Maraú

Um acidente envolvendo um veículo locado pela Câmara Municipal de Ipiaú tem repercutido nos últimos dias e levantado questionamentos sobre o uso de carros oficiais por parlamentares. O caso aconteceu por volta das 22h do dia 1º de maio, na Península de Maraú, um dos principais destinos turísticos do sul da Bahia, mas ganhou maior destaque nesta semana após ser comentado no programa apresentado pelo radialista Geni Souza, na Nova FM.

A colisão envolveu um veículo modelo Fiat Argo, que estava sob a responsabilidade do vereador Cláudio Nascimento, e uma motocicleta ocupada por dois homens. Os ocupantes da moto ficaram feridos, sendo que um deles permaneceu internado e recebeu alta médica nesta semana. A situação passou a gerar questionamentos sobre o motivo da viagem do parlamentar ao destino turístico e também sobre quem conduzia o veículo no momento do acidente.

Câmara instaura sindicância para apurar o caso

Diante da repercussão, a Câmara Municipal de Ipiaú divulgou, na tarde desta sexta-feira (15), uma nota oficial informando a instauração de uma Sindicância Administrativa, por meio de portaria específica, para apurar detalhadamente os fatos e as circunstâncias do acidente. Segundo o comunicado, o procedimento também irá verificar a regularidade da utilização do veículo oficial e eventual responsabilidade administrativa, “em estrita observância aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e interesse público”.

Vereador nega que filho dirigia o veículo

A reportagem do GIRO entrou em contato com o vereador Cláudio Nascimento, que respondeu aos principais questionamentos relacionados ao caso. O parlamentar afirmou que viajou para Maraú para cumprir um compromisso pessoal e garantiu que ele próprio conduzia o veículo no momento da colisão.

Cláudio também informou que no carro estava apenas um jovem identificado como Felipe Araponga. Ao ser questionado sobre rumores de que o motorista seria seu filho, Davi, o vereador negou a informação e disse que o filho estava em Jequié naquele dia. “Meu filho este dia estava em Jequié, nem pra lá ele viajou com a gente. Quem estava no carro foi Felipe Araponga, que tem uma certa semelhança com Davi”, declarou.

Dinâmica do acidente

Sobre o acidente, o vereador relatou que o veículo seguia em sua mão de direção quando a motocicleta teria atravessado repentinamente a pista. “O carro estava na via correta quando a dupla na motocicleta vinha na outra via e, do nada, atravessaram na diagonal e bateram de frente com o carro”, afirmou. Cláudio Nascimento disse ainda que prestou toda a assistência necessária aos ocupantes da motocicleta após a colisão.

Vereador afirma que Câmara não terá prejuízo

O parlamentar também assegurou que a Câmara Municipal não terá prejuízo financeiro relacionado ao acidente. Segundo ele, os custos da franquia do veículo estão sendo pagos com recursos próprios, assim como o combustível utilizado na viagem. “A Câmara não recebeu nenhum prejuízo. O combustível foi do meu bolso, estou pagando a franquia. A Câmara não vai desembolsar nenhum centavo por conta disso”, pontuou. Ainda em entrevista ao GIRO, o vereador afirmou que pretende apresentar, na próxima sessão legislativa, uma proposta para que todos os veículos locados pela Câmara passem a ter identificação visual indicando “Uso Exclusivo da Câmara”.

Cláudio também alegou que outros acidentes envolvendo carros locados pela Câmara teriam ocorrido ao longo de 2025 e questionou a repercussão dada exclusivamente ao seu caso. “Por que só esse meu que aconteceu agora foi destacado? Cadê o relatório dos outros acidentes?”, questionou o vereador.

Nota da Câmara Municipal

"A Mesa Diretora da Câmara Municipal informa que recebeu comunicação formal acerca de acidente envolvendo o veículo Fiat Argo, placa policial RVA8B99, automóvel locado por este Poder Legislativo e disponibilizado para utilização em atividades parlamentares institucionais.

A Administração da Câmara Municipal foi cientificada de que, no momento do ocorrido, o referido veículo encontrava-se sob a condução do Exmo. Sr. Vereador Cláudio Manoel Costa Nascimento, tendo o próprio parlamentar encaminhado documento denominado “Registro de Acidente”, no qual relata que o automóvel trafegava regularmente em sua mão de direção quando teria sido atingido frontalmente por uma motocicleta, cujo condutor teria se evadido do local após o sinistro.

Conforme as informações preliminares apresentadas, o acidente teria ocorrido no dia 01/05/2026, por volta das 00h30min, no Município de Maraú/BA, nas imediações do trevo de Taipu de Fora, em Barra Grande, próximo a um posto de combustíveis, sendo indicada, no referido registro, a motocicleta de placa policial PJW7083 como supostamente envolvida no evento.

Tão logo tomou conhecimento dos fatos, a Mesa Diretora da Câmara determinou a adoção imediata das providências administrativas pertinentes, incluindo o acionamento da empresa responsável pela locação do veículo, para fins de abertura de sinistro e remoção do automóvel.

Ademais, foi instaurada Sindicância Administrativa, mediante Portaria específica, com a finalidade de promover a apuração detalhada dos fatos, das circunstâncias do acidente, da regularidade da utilização do veículo oficial e de eventual responsabilidade administrativa, em estrita observância aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e interesse público. 

A Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a transparência administrativa, com a correta utilização do patrimônio público e com o integral esclarecimento dos fatos perante a sociedade."
Por: Giro Ipiaú

PGR denuncia Romeu Zema sob acusação de calúnia em caso de vídeos contra Gilmar Mendes

Presidenciável do Novo diz que não vai 'recuar um milímetro' e que 'intocáveis não aceitam críticas'
O procurador-gera da República, Paulo Gonet
A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, sob a acusação de calúnia no caso da série de vídeos contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

A peça, assinada pelo chefe do Ministério Público, Paulo Gonet, foi apresentada nesta quinta-feira (14) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), e não no Supremo, como pedia o decano da corte. Isso porque quando Zema publicou os vídeos ele ainda ocupava a chefia do Executivo mineiro e usou canais institucionais.

Gilmar enviou a Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador mineiro pedindo a inclusão dele no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso. Moraes enviou o material à PGR para manifestação.

Pouco depois da denúncia, Zema afirmou, por meio de nota, que não pretende recuar no caso.

"Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro", disse.

Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede "só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana", referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Por Ana Pompeu/Isadora Albernaz/Folhapress

Ex-presidente do STF Joaquim Barbosa se filia ao partido DC, que quer lançá-lo à Presidência

               Ex-presidente do STF seria candidato com bandeira da ética e da reforma no Judiciário
                                          O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa
O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa filiou-se no início de abril ao partido DC (Democracia Cristã). A legenda pretende lançá-lo candidato a presidente da República.

O DC, presidido pelo ex-deputado federal João Caldas (AL), apresentou no início do ano a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo, que não decolou nas pesquisas. Foi oferecida a Aldo a possibilidade de disputar outro cargo.

Procurado pela reportagem, Barbosa, 71, não quis comentar.

Em 11 anos na corte, ele presidiu o Supremo e foi relator do caso do mensalão. Aposentou-se em 2014 e hoje se dedica a dar pareceres jurídicos. Na eleição de 2018, quando estava filiado ao PSB, chegou a flertar com uma disputa presidencial, mas acabou desistindo.

Dessa vez, o DC acredita que a disposição dele será diferente. O partido fez pesquisas qualitativas testando o nome do ex-ministro, e o resultado foi considerado positivo, com uma forte identificação com a bandeira da ética.

Outro tema forte da campanha seria a pauta das reformas do Judiciário, com criação de regras de conduta de ministros do STF e limites para penduricalhos. O STF vive uma crise de imagem sem precedentes em razão da associação com o escândalo do Master.

Também é considerado um ativo eleitoral a história pessoal de Barbosa, nascido numa família pobre de Minas Gerais, e que chegou à presidência do STF.

A prioridade da legenda é dar estrutura de campanha para o ex-ministro, tendo em vista que o DC é uma legenda pequena, com poucos recursos e sem tempo de TV, nem direito de participar de debates.

O presidente do partido, João Caldas, já fez contatos com dirigentes de outras siglas propondo alianças. A aposta também é que Barbosa pontue bem nas próximas pesquisas e assim atraia o interesse de possíveis aliados.
Por Fábio Zanini/Folhapress

III Encontro da Jovem Advocacia de Ipiaú confirma Desembargador José Aras como palestrante

O III Encontro da Jovem Advocacia de Ipiaú já começa a movimentar o cenário jurídico regional e promete realizar uma das maiores edições do evento. A organização confirmou a participação do desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia, Dr. José Aras, como palestrante oficial da programação.

Com o tema do evento é  “Entre algoritmos e tribunais: o novo cenário da advocacia”, a palestra abordará os impactos da tecnologia, da inteligência artificial e das transformações digitais no exercício da advocacia contemporânea.

O evento acontece nos dias 11 e 12 de junho, na Câmara Municipal de Ipiaú, reunindo advogados, estudantes de Direito, membros do Judiciário e representantes da classe jurídica de toda a região.

A palestra do desembargador José Aras será realizada no dia 11 de junho, às 18h, e é considerada um dos momentos mais aguardados da programação.

A presença do magistrado reforça a importância do encontro, que vem se consolidando como um dos principais espaços de debate, atualização profissional e fortalecimento da jovem advocacia no interior da Bahia.

Segundo a organização, a proposta desta edição é promover reflexões sobre inovação, ética, comunicação digital e os novos desafios enfrentados pela advocacia diante das transformações tecnológicas e sociais.

O III Encontro da Jovem Advocacia de Ipiaú é promovido pela OAB Subseção Ipiaú, Comissão da Jovem Advocacia e ESA Bahia, e deve reunir um grande público para dois dias de conhecimento, conexão e fortalecimento da advocacia regional.

As inscrições estão sendo realizadas pelo link: 

https://www.esaoabba.org.br/Cursos/Detalhe/1544/IIIEncontrodaJovemAdvocaciaEntreAlgoritmoseTribunaisonovocenriodaadvocacia

Chapada Diamantina recebe programa de desenvolvimento e nova etapa de pavimentação da BA-245

Programa Avança Chapada reúne Estado, Governo Federal e Sistema FIEB em ações voltadas à infraestrutura, desenvolvimento sustentável, geração de emprego e fortalecimento da economia regional

Com foco na integração regional, no fortalecimento da economia e na ampliação da infraestrutura da Chapada Diamantina, o governador Jerônimo Rodrigues participou, nesta sexta-feira (15), em Mucugê, do lançamento do Programa Avança Chapada. Durante a agenda, também foi autorizada a publicação do edital de licitação para pavimentação da rodovia BA-245, no trecho entre o entroncamento da BA-142, em Mucugê, e o distrito de Nova Colina, no município de Boninal. A obra contará com investimento superior a R$ 46,8 milhões e integra o conjunto de ações estruturantes voltadas ao desenvolvimento da região.
Com um dos maiores potenciais turísticos e produtivos da Bahia, a Chapada Diamantina inicia uma nova etapa voltada ao desenvolvimento sustentável da região. Construído em parceria entre o Governo do Estado, o Sistema FIEB e o Governo Federal, por meio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Programa Avança Chapada pretende fortalecer a economia regional, estimular investimentos e ampliar oportunidades para a população dos 24 municípios do território.
Durante a abertura institucional, Jerônimo Rodrigues assinou o Termo de Parceria do Programa e destacou a importância da articulação entre os diferentes entes para potencializar o desenvolvimento regional. “A Chapada tem uma potência econômica, turística e ambiental muito forte. O Avança Chapada chega para planejar e integrar ainda mais os municípios, ouvir as demandas da população e transformar todo esse potencial em desenvolvimento, com geração de emprego, renda e sustentabilidade”, afirmou o governador.

Ao longo de oito meses, o programa realizará atividades presenciais nos municípios de Mucugê, Seabra, Piatã, Morro do Chapéu e Lençóis, envolvendo representantes dos 24 municípios da Chapada Diamantina. A iniciativa prevê escuta ativa dos diversos setores econômicos, como indústria, agroindústria, mineração, energia, turismo e serviços, para definição de prioridades e construção de diretrizes comuns voltadas ao desenvolvimento regional.
A diretora de Turismo do município de Iraquara, Silvânia Nascimento, destacou a expectativa positiva em relação aos impactos do programa. “Acredito que será um grande marco para o turismo da Chapada Diamantina, que deve avançar cada vez mais em relação aos receptivos e à infraestrutura”, afirmou.

A iniciativa também contempla ações de capacitação, estímulo a práticas sustentáveis e estudos sobre novas oportunidades econômicas em áreas como biomassa, biogás e novos produtos, ampliando as possibilidades de crescimento e geração de renda para a população local.

Infraestrutura e saúde
Sobre a obra autorizada, o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, ressaltou os impactos logísticos e econômicos da intervenção. “Já entregamos 18 quilômetros entre Boninal e Nova Colina e agora autorizamos mais 39 quilômetros até a BR-242, formando um corredor de 55 quilômetros que vai transformar a Chapada. Isso significa fortalecer o escoamento da produção, reduzir custos, aumentar a renda das famílias e impulsionar o turismo, com quase 100 quilômetros de economia para quem vem do Planalto Central”, pontuou.

Durante a agenda, o Governo do Estado também contemplou a área da saúde, com a entrega de uma ambulância para reforçar a assistência à população de Mucugê.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA
Mucugê. Foto: Thuane Maria/GOVBA

José Dirceu é diagnosticado com linfoma após internação em São Paulo

               Ex-ministro e ex-deputado deu entrada no hospital Sírio-Libanês no último dia 10

O ex-ministro José Dirceu (PT-SP)

O ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP) foi internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no último dia 10, para exames que apontaram o diagnóstico de linfoma (câncer no sistema linfático). De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital nesta sexta-feira, 15, Dirceu se encontra em boas condições clínicas, mas permanecerá internado para iniciar o tratamento para a doença.

O petista ficará sob os cuidados dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

No final de março, o ex-ministro comemorou 80 anos em um restaurante do Lago Sul de Brasília, ocasião em que convocou o PT a ir às urnas para eleger Lula. Ministros do governo Lula e parlamentares de vários partidos, da esquerda, da direita e do centrão, participaram do evento.

Cassado em 2005 pela Câmara, após envolvimento no escândalo do Mensalão - pelo qual seria depois condenado e preso - Dirceu decidiu concorrer novamente a uma vaga na Casa Legislativa. Na festa de 80 anos, até um jingle de campanha chegou a ser apresentado.

De acordo com a assessoria de Dirceu, ele vai gravar um vídeo e manter a campanha à Câmara dos Deputados.
Por Estadão

'Não tenho que justificar nada para ninguém', diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro

                  Senador diz que não deveria ter avisado aliados sobre relação com banqueiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não tinha obrigação de avisar antecipadamente seus aliados sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e a cobrança por valores destinados, segundo ele, ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando Vorcaro circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava entre autoridades. Era uma pessoa até cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época que ele topou fazer um investimento privado num filme privado. Não tem nada além disso", afirmou o senador.

A declaração foi dada no quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde o senador realizou a entrega de armamentos e viaturas adquiridas por emenda parlamentar de sua autoria.

Flávio disse não considerar o aporte de Vorcaro um tema sensível.

"Sensível por quê? Foram investimentos privados. Você comprou um carro, tem que falar para todo mundo? Você investiu um rendimento no seu banco tem que falar para todo mundo?", disse.

O fato de ele ter dito publicamente e reservadamente, em março, que não conhecia Vorcaro levou a uma quebra de confiança entre aliados e integrantes da direita.

O problema, avaliam seus aliados, foi Flávio mentir para os próprios correligionários e também publicamente sobre não ter nenhuma relação com Vorcaro. O áudio revelado mostra o pré-candidato chamando o dono do Master de "irmão". Mensagens também demonstram proximidade, inclusive conversa sobre um jantar na casa do ex-banqueiro.Por Italo Nogueira/Folhapress

Barroso era mais elegante que você', diz Gilmar a Fachin sobre 'saber perder' no STF

Presidente do tribunal adotou medida que irritou decano, e foi cobrado por suspender votações em que pode ser derrotado

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Edson Fachin tiveram um diálogo ríspido na sala de café da Corte, na quinta (14), em torno do andamento de processos.

Presidente do tribunal, Fachin abordou Gilmar para dizer que ele estava interpretando de forma equivocada algumas de suas decisões.

O decano da Corte rebateu reafirmando mensagem enviada a Fachin em que dizia que o presidente, ao ver que suas teses seriam derrotadas, interrompia julgamentos de grande impacto ou tomava medidas para protelar a decisão final.

"Está ficando muito feio, Fachin. O [ex-presidente do STF Luís Roberto] Barroso não gostava de perder, mas era mais elegante do que você. Reconhecia o resultado", afirmou Gilmar Mendes na presença de outros magistrados, segundo relatos feitos à coluna por duas pessoas que estavam na sala.

"Você, não. É mau perdedor. Interrompe o jogo e leva a bolinha para casa ao ver que vai ser derrotado", seguiu o decano.

Fachin insistiu que ele se equivocava. Procurada, a assessoria do STF ainda não se manifestou.

A nova discórdia entre os dois começou depois que o presidente do STF estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados devem ser validadas pela presidência do STF antes de serem enviadas ao gabinete do ministro relator.

A decisão foi entendida como um recado a Mendes, que reagiu e cobrou de Fachin, por WhatsApp, menos interrupções de julgamentos de grande impacto.

Em fevereiro, Gilmar deu decisão a favor da Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, no âmbito de um procedimento da CPI da Covid que estava engavetado havia três anos.

O presidente do STF quer evitar que essa situação se repita, pois entende que esse tipo de polêmica desgasta ainda mais o tribunal em meio às repercussões do caso Master.

Na mensagem enviada a Fachin, o ministro Gilmar Mendes cita quatro processos de repercussão_ entre eles, a revisão da vida toda do INSS _e diz que "impressiona o número de processos importantes paralisados por sua iniciativa, é o 'filibuster' aplicado ao STF. A não decisão de temas relevantes vai se tornando a marca de sua Presidência".

"Filibuster" é uma tática legislativa de obstrução usada no Senado dos EUA na qual um parlamentar prolonga o debate para atrasar ou impedir a votação de um projeto de lei do qual discorda.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Centrão repensaaliança com Flávio Bolsonaro após áudios que mostram proximidade com Vorcaro

Grupo reconhece desgaste para pré-candidato e quer aguardar pesquisas antes de decisão
          O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
A ala do centrão que caminhava para uma aliança com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agora prega cautela e quer postergar ao máximo a decisão sobre formar ou não uma coalizão em torno do oposicionista. O grupo ligou alertas após a divulgação de áudios do pré-candidato do PL pedindo dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

É consenso no centrão que a revelação prejudicará o filho de Jair Bolsonaro (PL). Há ceticismo, porém, sobre o tamanho do impacto na intenção de votos do pré-candidato.

Dessa forma, lideranças de partidos do centrão, como União Brasil, PP e Republicanos, avaliam que é a hora de esperar —primeiro as pesquisas e, depois, se novas revelações virão à tona.

A federação União Brasil-PP estava em forte negociação com Flávio Bolsonaro e tendia a uma aliança formal, com liberação de filiados em estados onde a associação ao presidente Lula (PT) é mais conveniente. No Republicanos, diversos diretórios pressionavam por apoio ao filho de Bolsonaro, mas nessa sigla o senador encontra mais dificuldade de diálogo.

Neste momento, Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise de confiança interna. Integrantes do PL dizem que em mais de uma ocasião o senador afirmou, internamente, que não teria esqueletos no armário sobre o caso Master. Dessa forma, aliados que fazem parte da campanha reclamam que foram pegos de surpresa, sem qualquer tipo de plano estabelecido.

Longe de condenar moralmente a relação de Flávio com o Master, o centrão —que também tem integrantes na mira da investigação da fraude— quer esperar para não ser ainda mais tragado para a crise ou morrer abraçado a um candidato que pode enfraquecer. Seus integrantes também preferem observar de longe o desenrolar da crise no PL.

Lideranças do centrão perceberam o clima de "barata voa" após a divulgação do áudio e acompanharam com atenção as repercussões. Há relatos de discussões e suspeitas de vazamentos internos. Ninguém quer ser convidado para a casa de uma família em conflito, brincou uma dessas lideranças sobre a situação.

Trata-se de uma mudança de postura num curto intervalo de tempo. No fim de abril, aliados de Flávio Bolsonaro e uma ala expressiva do centrão avaliavam que o senador havia se tornado o favorito para vencer a eleição. As pesquisas de intenção de voto e a rejeição histórica do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) colaboraram para o clima.

Uma série de fatores, porém, mudou o panorama do petista nas últimas duas semanas. Lula emendou um encontro bem-sucedido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o anúncio de um pacote de bondades que enfrenta o endividamento do eleitorado, contém o preço da gasolina e derruba a "taxa das blusinhas". Além disso, viu um princípio de recuperação na última pesquisa Quaest.

Aliados do presidente Lula em partidos de centro afirmam ser cedo para celebrar, mesmo com o esperado desgaste de Flávio. Eles dizem que a eleição será apertada de qualquer maneira, partindo do pressuposto que o adversário conseguiu incorporar rapidamente o eleitorado do pai, cujo piso é alto.

O ÁUDIO

De acordo com informações reveladas pelo site The Intercept Brasil e confirmadas pela Folha de São Paulo com duas pessoas ligadas à investigação, Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção de "Dark Horse" (que significa "azarão"). Após a divulgação do áudio, Flávio disse a aliados que não haveria mais conteúdo para ser vazado sobre o assunto.

A Go Up Entertainment, produtora do filme, no entanto, afirma que não recebeu verbas de Vorcaro para o projeto. O deputado federal Mario Frias (PL), produtor executivo do filme, disse que Flávio "não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora".

À reportagem interlocutores de Flávio relatam desconfiança com a garantia do pré-candidato e apontam que será difícil desfazer a imagem de mentiroso perante o eleitorado. Internamente, consideram que a quebra de confiança também é irreversível. A mensagem que fica, segundo descreve um correligionário, é que, se ele escondeu isso, pode ter escondido muito mais.Por Augusto Tenório/Folhapress

Ministério Público da Bahia faz recomendação para aplicar Lei Antibaixaria no interior baiano

O São João de Euclides da Cunha entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão voltou os olhos para a apresentação do cantor Robyssão durante os festejos juninos, dentro de uma recomendação para cumprimento da chamada Lei Antibaixaria.

O MP-BA recomendou à Prefeitura, que organiza o Arraiá do Cumbe, a adoção de medidas de fiscalização durante os festejos juninos para garantir o cumprimento da legislação. A recomendação prevê monitoramento das apresentações artísticas e possibilidade de interrupção de shows caso sejam identificadas músicas, coreografias ou performances consideradas incompatíveis com a legislação estadual.

No documento, o MP-BA cita o cantor Robyssão, afirmando que o artista é conhecido por repertório com letras e coreografias que, segundo o órgão, “banalizam a agressão e a violência contra a mulher”. As promotoras Sabrina Bruna Rigaud e Lissa Aguiar Rosal afirmam que esse tipo de conteúdo pode incentivar a inferiorização feminina e, em determinadas situações, configurar apologia ao crime.

A Lei Estadual nº 12.573/2012, conhecida como Lei Antibaixaria, proíbe o uso de recursos públicos para contratação de artistas que promovam músicas com conteúdo que desvalorize mulheres, incentive a violência, contenha manifestações discriminatórias ou faça apologia ao uso de drogas ilícitas.
Por Política Livre

PF apreende R$ 580 mil em espécie na casa de um policial civil em operação sobre Refi

Outros alvos das buscas são o ex-governador Cláudio Castro (PL) e Ricardo Magro, dono da Refit
A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 580 mil em dinheiro nesta sexta-feira (15) na casa do policial civil do Rio de Janeiro Maxwell Fernandes, um dos alvos da operação Sem Refino, que tem como principal alvo a refinaria Refit.

Maxwell é um dos alvos de mandados busca e apreensão, que foram ordenados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

Outros alvos das buscas são o ex-governador Cláudio Castro (PL) e Ricardo Magro, dono da Refit.

Moraes expediu mandado de prisão contra Magro. Como o empresário vive no exterior, o ministro determinou a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades das empresas investigadas.

Em nota, a defesa de Castro diz que foi surpreendida com a operação e que o ex-governador "está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura".

"Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes", diz a nota.

A Refit e Magro, também em nota, negam ter falsificado declarações fiscais para ter vantagens fiscais ou ter fornecido combustível para o crime organizado

Por José Marques/Folhapress

Polícia Federal troca delegado que pediu investigação contra Lulinha e chefiava inquérito de desvios no INSS

Procurada, Polícia Federal não respondeu se a troca foi uma decisão da direção da corporação ou se foi um pedido do próprio delegado

Fachada da sede da Polícia Federal

A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pediu a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. Procurada, a direção da PF não respondeu se a troca ocorreu a pedido do próprio delegado ou se foi por uma definição do comando da corporação.

O delegado Guilherme Figueiredo Silva era chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal e foi o responsável por coordenar e conduzir as investigações sobre o INSS depois que o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Foi ele quem pediu, por exemplo, a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios de aposentadorias.

Essa troca no caso motivou uma reunião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com a equipe da PF nesta sexta-feira, 15. O ministro pediu esclarecimentos sobre o assunto.

Guilherme deixou o caso no início do mês e redistribuiu os inquéritos para outros delegados. Ele não participou, por exemplo, da rodada de depoimentos dos investigados realizada nas últimas semanas.

A condução do caso do INSS vinha gerando críticas da defesa de Lulinha, que afirmava em declarações públicas que não havia fundamentos para que a investigação tomasse medidas contra o filho do presidente.

A PF solicitou, por exemplo, a quebra do sigilo bancário de Lulinha, que foi autorizado por André Mendonça, e produziu relatórios apontando suspeitas em movimentações financeiras de uma amiga dele, a empresário Roberta Luchsinger. As defesas deles negam o envolvimento com irregularidades.
Por Aguirre Talento/Carolina Brígido/Estadão

Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e ex-auditor são acusados de organização criminosa pelo MP-SP

O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) denunciou, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas sob acusação de integrar uma organização criminosa para um esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS na Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo). São empresários, executivos, doleiros e fiscais implicados na fraude.

Entre os denunciados estão Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado pelos promotores como o principal articulador da estrutura que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas para liberar créditos tributários fraudulentos de ICMS a grandes empresas do varejo.

O Ministério Público pede a adoção de medidas cautelares contra o empresário, como uso de tornozeleira eletrônica, apreensão do passaporte, comparecimento mensal à Justiça e proibição de deixar a comarca onde reside. Se a acusação for aceita pela Justiça, os empresários viram réus no caso da fraude do ICMS.

As defesas do empresário e do ex-auditor fiscal foram procuradas às 6h30 por email.

Esta é a segunda denúncia criminal apresentada neste ano contra Oliveira no âmbito da Ícaro. Desde fevereiro, ele responde por crime de corrupção. Procurada à época, a defesa do empresário não se manifestou sobre essa acusação.

A denúncia foi apresentada no âmbito da Operação Ícaro, conduzida pelo Gedec (Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos).

Segundo os promotores, Sidney Oliveira integrava o núcleo empresarial da organização criminosa. Para os promotores, a atuação do empresário não foi pontual, mas uma adesão "estável e permanente" ao esquema entre 2021 e 2025, período em que, segundo a investigação, a Ultrafarma teria pago propinas para obter vantagens na liberação de créditos tributários de ICMS.

De acordo com o MP-SP, o dono da Ultrafarma era responsável por autorizar os pagamentos destinados aos auditores fiscais envolvidos no esquema e mantinha contato direto com Silva Neto. Em mensagens interceptadas pela investigação, o ex-auditor aparece identificado como "amigo" ou "king".

A Promotoria afirma ainda que o empresário coordenava a logística das entregas de dinheiro vivo por meio de uma assistente pessoal. Conversas extraídas de celulares mostram, segundo os investigadores, ordens diretas para separação e entrega de valores aos fiscais.

Nas mensagens, a propina era tratada pelo codinome "vinho". Em um dos diálogos citados na denúncia, de maio de 2024, após ser avisado de que o "amigo" precisava de recursos, Sidney teria autorizado a entrega de "50" —valor interpretado pelo MP-SP como referência a R$ 50 mil em espécie.

Segundo a investigação, os pagamentos costumavam ocorrer na própria sede administrativa da Ultrafarma, em Santa Isabel, na Grande São Paulo. Dados de geolocalização do celular de Silva Neto, analisados pelos investigadores, indicariam a presença frequente do ex-auditor no local nas datas mencionadas nas conversas.

Em um dos episódios citados na denúncia, Silva Neto teria recebido R$ 250 mil em espécie dentro da sede da Ultrafarma.

Preso temporariamente em agosto de 2025 na deflagração da Operação Ícaro, Oliveira foi solto dias depois e teve todas as medidas cautelares revogadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, porque ainda não havia acusação formal apresentada contra ele naquele momento.

A nova denúncia amplia o alcance da investigação. Segundo os promotores, o grupo atuava dentro e fora da máquina pública, conectando auditores fiscais, consultorias tributárias, empresários e operadores financeiros especializados em lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação do Gedec, o articulador central do esquema de corrupção e da organização criminosa era Silva Neto, enquanto ocupava o cargo de supervisor fiscal da Diretoria de Fiscalização (Difis) na Sefaz-SP, que permitia que ele supervisionasse o deferimento de créditos tributários e a cessão desses créditos a terceiros. Ele foi exonerado em agosto do ano passado e segue preso preventivamente no interior de São Paulo. O MP-SP pede a manutenção da prisão preventiva.

A nova defesa do ex-fiscal nunca se manifestou sobre o tema à reportagem.

Silva Neto era o responsável por manter contato direto com as varejistas, apresentar as ofertas de serviços ilícitos e ajustar os valores das propinas. Além disso, ele gerenciava a alocação de demandas entre os demais auditores fiscais do grupo criminoso.

Segundo a denúncia, Silva Neto mantinha planilhas com a relação completa das empresas atendidas, identificando inspetores e agentes fiscais vinculados a cada caso. Ele próprio se referia aos demais denunciados como a "sua equipe", de acordo com documentos obtidos pela Ícaro.

Silva Neto utilizaria a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., registrada em nome de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, como base operacional e financeira para recebimento e circulação das propinas.

A evolução patrimonial de Kimio é tratada pela Promotoria como um dos principais indícios de lavagem de dinheiro. Professora aposentada e sem atuação conhecida na área tributária, ela declarou patrimônio de R$ 411 mil em 2021. Dois anos depois, os bens vinculados a ela ultrapassavam R$ 2 bilhões.

O MP-SP sustenta que Kimio não era apenas uma "laranja" passiva, mas participava ativamente das movimentações financeiras e operações de lavagem de dinheiro sob orientação do filho. Os promotores pedem a adoção de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte. A reportagem não localizou a defesa de Kimio.

Uma funcionária de Silva Neto, apontada como responsável por receber o material das varejistas e pagar parte das propinas, também foi denunciada.

Também foi denunciado o casal Celso Eder Gonzaga de Araújo e sua mulher, Tatiane da Conceição Lopes de Araújo, integravam o núcleo financeiro e de lavagem de dinheiro da organização criminosa. Os promotores descrevem o casal como "lavadores profissionais" a serviço do grupo liderado pelo ex-auditor

Diante do risco de fuga e da existência de ativos de fácil ocultação e transporte, como joias e criptomoedas, o MP-SP pediu a prisão preventiva do casal. No momento da denúncia, ambos já estavam em prisão domiciliar em razão de outras frentes da investigação. .

Segundo a denúncia, a organização era dividida em quatro núcleos: agentes públicos, técnico-operacional, empresarial e financeiro. Entre os denunciados estão também os auditores fiscais Marcelo de Almeida Gouveia, solto na última quarta-feira (13), e Alberto Toshio Murakami —considerado foragido nos Estados Unidos, vivendo em uma casa no Tennessee avaliada em R$ 7 milhões, segundo os investigadores. Sua prisão foi decretada e ele está na Difusão Vermelha da Interpol. O Ministério Público pede a decretação de nova prisão preventiva.

Segundo o MP-SP, ambos usavam cargos estratégicos na Sefaz-SP nos postos fiscais de Osasco e Butantã para facilitar a tramitação dos créditos tributários suspeitos. Há registro documental apresentado na denúncia de que Murakami acompanhou Silva Neto pessoalmente à sede da Ultrafarma para o recebimento de propina em dinheiro vivo.

Segundo a Promotoria, parte da estrutura continuou operando mesmo após a primeira fase da Operação Ícaro, em 2025. Em março deste ano, segundo os investigadores, a contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara foi encontrada com computadores da Sefaz-SP e certificados digitais vinculados a auditores fiscais.

Ela está presa. A reportagem não localizou a defesa de Maria Hermínia.

A crise provocada pela Operação Ícaro também atingiu a estrutura interna da Secretaria da Fazenda paulista. Segundo a Sefaz-SP, estão em aberto 61 procedimentos administrativos para investigar envolvimento nas irregularidades citadas na Ícaro, entre eles 11 disciplinares em andamento, 37 apurações preliminares para investigar desvios de conduta e cinco processos estão em fase avançada e podem resultar em demissões.

No dia 29 do mês passado, a Sefaz-SP anunciou a demissão de cinco auditores fiscais envolvidos em irregularidades. A secretaria diz ainda que novas apurações podem ser instaladas conforme o avanço das investigações.

Além da Ultrafarma, aparecem na investigação empresas como a Fast Shop e a Rede 28, rede de postos de combustíveis. Apenas no caso da Fast Shop, o prejuízo estimado aos cofres paulistas chega a R$ 1,04 bilhão, segundo a Promotoria.

EMPRESAS CONFESSARAM PARTICIPAÇÃO NA FRAUDE

Em acordos firmados com o MP-SP para evitar ações penais, sócios-proprietários e um diretor da Fast Shop admitiram participação no esquema e se comprometeram a devolver R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Em paralelo, na última segunda-feira (11), a varejista de eletrônicos foi condenada pelo governo de São Paulo a pagar R$ 1,04 bilhão por corrupção, fraude tributária do ICMS, a maior penalidade já aplicada no país com base na Lei Anticorrupção.

A Fast Shop está recorrendo da multa e, por meio de nota, diz que "o processo administrativo mencionado está em curso e que não há decisão definitiva sobre o caso".

A Rede 28 Postos de Combustíveis, que atua em São Paulo e no Paraná, também confessou ter participado do esquema, pagando mais de R$ 6,6 milhões em propinas para obter vantagens em créditos indevidos do ICMS. A rede firmou um acordo de não persecução penal com o MP, em 2025, no valor de R$ 5 milhões, para livrar os executivos da denúncia criminal.

Por Ana Paula Branco/Folhapress

Quem é Ricardo Magro, alvo de operação da Polícia Federal

O empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, no Rio, voltou a ser alvo de operação sobre fraudes no setor de combustíveis nesta sexta-feira (15). Magro vive em Miami e foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.

Na ação desta sexta, a PF (Polícia Federal) apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria. Em novembro de 2025, o Grupo Refit já havia entrado na mira de uma das maiores operações de combate à sonegação realizadas contra uma única empresa no setor, com a investigação de uma teia de pessoas físicas e empresas direta ou indiretamente ligadas aos negócios de Magro.

Em entrevista à Folha no início de setembro, logo após a megaoperação Carbono Oculto intensificar o combate ao crime organizado no setor de combustíveis, Magro declarou que trabalhava na legalidade e que é perseguido. Magro disse que não era sonegador contumaz, apenas tinha discussões sobre o pagamento de impostos com o Fisco.

O empresário conduz seus negócios a partir de Miami, nos Estados Unidos, onde fixou residência em 2016.

Na vida privada, Magro segue tradições africanas. É adepto da umbanda, jogou capoeira e, na cena musical, atua como o DJ de afro house Orgam —um anagrama de seu nome. Admira esportes e a cultura, por causa disso, a Refit já fez doação para escola de samba, parceria com o UFC e patrocínio oficial para a NFL no Brasil.

Na cidade praiana americana, Magro vive com conforto. A Folha teve acesso ao seu processo de separação. A discussão ocorreu entre 2019, quando ele saiu de casa, e 2021, com a assinatura de um acordo, mas dá uma ideia do padrão de vida no exterior.

A residência do casal era um imóvel com mais de 9.000 metros quadrados e o valor tributável, então, superava US$ 3,5 milhões (R$ 18,7 milhões em valores de hoje). Na época, a então esposa dirigia um Range Rover, e Magro, um Maserati.

Eles ainda precisaram discutir a partilha de um barco Azimut de 60 pés, marca de luxo italiana. O processo destacava que vários outros imóveis tinham sido adquiridos durante o casamento, em áreas nobres da Flórida, como Sunny Isles, Park Grove, Coconut Grove e Key Biscayne, uma linda ilha na região.

Quando saiu de casa, Magro se mudou para uma propriedade alugada. Pelo que a esposa contou no processo, antes de vencer o contrato de locação, ele alugou uma casa, também em Miami, que pertencia ao jogador americano de basquete LeBron James —uma mansão luxuosa com cozinha de chef, adega de sommelier, cinema personalizado e muitos outros recursos, que custava entre US$ 35 mil e US$ 40 mil (R$ 187 mil e R$ 213 mil) por mês.

Apesar de conhecido na cena carioca, Magro é nascido e criado em São Paulo. Ele conta que o pai foi dono da antiga rede de postos Tigrão, então da bandeira Esso, e que usava aquele macacão da marca. Diz que o negócio praticamente quebrou depois de a petroleira mudar o modelo e apostar em revendas menores. Entre 1997 e 2004, a família, então, passou a atuar na distribuição, quando sofreu novo revés, e decidiu se mudar para o Rio de Janeiro.

Não muito tempo depois, Magro inicia uma relação comercial com Manguinhos. Em 2008, adquiriu a refinaria, por R$ 7 milhões na época, quando estava à beira da falência. Dali para frente foi só controvérsia, com Magro imerso em discussões judiciais, tributárias e policiais.

Em 2012, por exemplo, o governo de Sergio Cabral chegou a decretar a desapropriação devido a denúncias de sonegação e inadimplência de impostos, forçando a interrupção das atividades.

Na política, é conhecido por transitar bem seja qual for a ideologia. No passado, era lembrado como alguém à esquerda. No final da década de 2000, o ex-secretário de Comunicação do PT e assessor da Casa Civil durante a gestão do ex-ministro José Dirceu, Marcelo Sereno, teve cargos em Manguinhos.

Agora, é associado à direita, por causa da proximidade com o senador Ciro Nogueira (Progressistas) e políticos do PL —especialmente no Rio de Janeiro—, mas nega conhecer a família Bolsonaro.

Em nota enviada em novembro, a Refit afirma que os débitos tributários apontados pela Secretaria da Fazenda de São Paulo são alvo de questionamento judicial, "exatamente como fazem inúmeras empresas brasileiras". Por isso, a empresa nega tentativa de ocultar receitas ou fraudar o recolhimento de tributos.

Por Alexa Salomão e Nicola Pamplona/Folhapress

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