EUA estão trabalhando com vice do regime da Venezuela, diz Trump

Presidente americano disse que secretário de Estado conversou com Delcy Rodríguez e que ela está disposta a fazer o que consideram necessário
O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos estão trabalhando com a vice do regime venezuelano, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro.

Questionado por repórteres sobre sua disposição em trabalhar com Rodríguez, Trump disse que ela tomou posse, mas que foi “escolhida por Maduro”

O americano destacou que o secretário de Estado Marco Rubio “acabou de conversar com ela, e ela está essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”.

Ele acrescentou mais tarde que Rodríguez “teve uma longa conversa com Marco, e ela disse: ‘Faremos o que for preciso’. … Acho que ela foi bastante gentil, mas na verdade não tem escolha”.

Nicolás Maduro foi capturado por forças especiais dos Estados Unidos neste sábado (3). Ele deve realizar uma breve escala na base militar de Guantánamo, em Cuba, antes de ser transferido para Nova York.
Trump afirmou que os EUA governarão o país sul-americano até que possam "fazer uma transição segura, adequada e sensata".

Ele também publicou uma foto de Maduro a bordo do navio de guerra que está levando o ditador para Nova York.

Captura de Maduro durou 47 segundos, diz Donald Trump

As forças dos Estados Unidos demoraram 47 segundos para capturar o ditador Nicolás Maduro e sua mulher em um complexo na capital da Venezuela, Caracas, segundo disse o presidente Donald Trump.

Chamada de Operação Determinação Absoluta, a ação foi o ponto culminante de uma operação de guerra sem precedentes que vinha sendo montada havia meses no Caribe. Os poucos detalhes disponíveis foram dados por Trump e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto americano, general Dan Caine.

Segundo o militar, há semanas as forças americanas esperavam uma janela no tempo caribenho para empreender o ataque. Ela veio na sexta (2), quando Trump deu a ordem para a ação. Eram 22h46 no horário da Flórida, onde o presidente estava —23h46 em Caracas e 0h46 em Brasília.

Um contingente de 150 aeronaves foi mobilizado a partir de 20 pontos, incluindo o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, e o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, um dos pontos centrais da operação.

Segundo Caine, caças F/A-18 do Ford e F-22 vindos dos EUA participaram da primeira onda de ataque, ao lado de bombardeiros estratégicos B-1B, também saídos de bases americanas. Sua função era formar um corredor de ataque direto do Caribe até Caracas.

A reação venezuelana foi mínima, elevando as suspeitas de que possa ter havido algum acordo entre os militares do país e o governo Trump para entregar Maduro. Ainda assim, houve ataques coordenados a pelo menos cinco pontos em três estados do país caribenho.

"O objetivo era abrir caminho e proteger os helicópteros", disse, em referência aos modelos MH-60 Seahawk e CH-47 Chinook que foram filmados por moradores voando impunemente enquanto as bombas caíam sobre a capital venezuelana.

Aberto o corredor, o que segundo Caine ocorreu com a supressão de defesas aéreas com o uso de drones e de caças de guerra eletrônica EA-18G Growler, uma fila de helicópteros com os soldados da Delta Force, unidade de elite do Exército, entrou em Caracas. Eles voaram a 30 metros de altura sobre o mar e o solo.

Às 2h01 no horário local (3h01 em Brasília), os soldados que haviam formado um perímetro em torno do bunker de Maduro entraram no local. Trump disse ter assistido tudo em tempo real. "Parecia um programa de TV, inacreditável", afirmou.

Maduro tentou alcançar um quarto seguro com portas de aço, mas em 47 segundos foi rendido. Caine disse que "houve muito tiroteio", mas que nenhum americano foi ferido. Venezuelanos, não se sabe ainda.

Logo o ditador e sua esposa estavam em um dos helicópteros rumo ao Iwo Jima. Ele vestia um abrigo esportivo e, em foto divulgada por Trump, estava algemado, com um óculos escuro e abafador de sons nos ouvidos.

Segundo Caine, ele pousou no Iwo Jima às 3h29 já no horário americano, ou 5h29 em Brasília. "Nós achávamos que seria necessária uma segunda onda [de ataques], mas não foi. Estamos prontos se for preciso", disse o presidente.

A ação foi o que se chama em jargão militar de exfiltração de alvos, no caso o casal Maduro. Ela foi combinada com uma ação de supressão de defesa antiaérea e não configurou uma invasão, como temiam alguns analistas dado o risco de perdas maiores.

"Poderia ter dado errado", disse Trump. Segundo Caine, apenas um helicóptero americano foi atingido por tiros quando se aproximou do esconderijo de Maduro, mas permaneceu em condições de voar. Não se sabe ainda quantos militares e civis venezuelanos morreram ou foram ferido

A mobilização militar, iniciada em agosto, foi a maior da história americana na América Latina. Houve outras ações grandes, como a captura do líder panamenho Manoel Noriega para julgamento nos EUA em 1989, mas nunca com tanto poder de fogo envolvido.

O centro logístico da ação foi Porto Rico. No território americano fica a antiga base de Roosevelt Roads, que estava desativada havia duas décadas. Ela rapidamente se transformou em ponto de encontro de caças, helicópteros, aviões de transporte, espionagem e reabastecimento.

Os bombardeios B1-B, voando a partir dos EUA, treinaram diversas incursões nos meses que precederam o ataque deste sábado. Segundo o relato de Caine, não foram empregados mísseis Tomahawk, armas de primeiro ataque presentes em pelo menos nove embarcações na região.

Houve pouca ou nenhuma resistência local. Em Higuerote (norte), uma enorme explosão seguida por estouros secundários no aeroporto local sugere que foi atingido um sistema de mísseis antiaéreos da Venezuela, provavelmente os mais capazes deles, S-300 de fabricação russa.

Em Caracas, uma das imagens mais impressionantes era a do que parecia ser um helicóptero de ataque AH-64 Apache disparando mísseis Hellfire contra o Forte Tiuna, o comando central das Forças Armadas do país.

O aparelho tem um alcance de menos de 500 km, o que sugere que ele chegou lá a partir de algum dos navios e não da vizinha Trinidad e Tobago, que sediou exercícios de forças especiais americanas em novembro mas fica a 650 km da capital venezuelana.

Helicópteros são a marca registrada de assaltos de forças especiais, que segundo Trump já operavam infiltradas na Venezuela havia meses.

Sua base de operações é o navio M/V Ocean Trader, na prática um porta-helicópteros e centro de comando. Mas no ataque deste sábado, o papel central foi do USS Iwo Jima, bem mais capaz de coordenar ações.

O transporte dos soldados é feito pelo 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, unidade do Exército que dá apoio a missões de fuzileiros navais e outros pelo mundo.

As forças venezuelanas prometeram resistir, mas sem soldados americanos em solo após a captura de Maduro, seus recursos para causar danos são bastante limitados. Pode haver tentativas de atacar navios americanos com mísseis russos ou chineses à disposição do regime.

Isso parece remoto agora, dada a decapitação da ditadura e a demonstração de força contra suas unidades militares. Há também um fator vital: os gritos de celebração ouvidos em Caracas quando Trump anunciou a captura de Maduro.

Por Igor Gielow | Folhapress

Duas mulheres morrem carbonizadas em imóvel no norte da Bahia; ex de uma das vítimas é principal suspeito

Duas mulheres foram encontradas mortas após um incêndio atingir uma residência na madrugada desta sexta-feira (2), no município de Remanso, no norte da Bahia. Um homem, identificado como Igor Galvão de Sousa, de 31 anos, também foi encontrado morto no interior do imóvel e é considerado o principal suspeito.

As vítimas, identificadas inicialmente como Micaela e Kacymyra, morreram carbonizadas, segundo informações da Polícia Civil (PC) ao g1. Conforme a PC, as mulheres ainda não foram identificadas formalmente. Informações preliminares indicam que Micaela e Kacymyra mantinham um relacionamento e, na ocasião, foram surpreendidas por Igor, ex-companheiro de uma delas, que teria provocado o incêndio no quarto onde as vítimas estavam.

Segundo a Polícia Militar, equipes da 25ª Companhia Independente (CIPM) foram acionadas após a informação de um incêndio em um imóvel localizado na Avenida José Dias Ribeiro. No local, os militares debelaram, com o apoio de moradores, as chamas.

Os agentes acessaram o imóvel e localizaram as três pessoas sem vida. Os órgãos competentes foram acionados para a adoção das medidas cabíveis. Guias para perícia e remoção dos corpos foram expedidas, e o caso segue sob investigação pela Delegacia Territorial de Remanso.

A Polícia Civil informou que oitivas e diligências estão em andamento para identificar oficialmente as vítimas e esclarecer as circunstâncias do crime. A principal suspeita é Igor tenha tirado a própria vida após atentar contra o casal. As informações são do g1.

María Corina diz que EUA fizeram justiça contra Maduro e fala em tomar o poder; leia íntegra

Líder da oposição na Venezuela e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado afirmou em uma carta publicada neste sábado (3) que o ditador Nicolás Maduro enfrentará justiça "pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos" e defendeu que Edmundo González assuma o poder imediatamente.

González foi o candidato de oposição que, segundo organizações internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024. "Estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder", escreveu ela horas após a captura de Maduro e o ataque de Donald Trump contra o país latino-americano.

María Corina afirmou que os Estados Unidos "cumpriu a sua promessa" e que "chegou a hora da liberdade". Ela também instou os venezuelanos que permaneçam "vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática".

"Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. Seguimos todos atentos e em contato. A Venezuela será livre."

Trump disse que Maduro e a esposa, a poderosa Cilia Flores, estão em um navio militar americano no Caribe, de onde partirão para Nova York para serem julgados por narcoterrorismo e crimes relacionados a tráfico de drogas.

O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada.

Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As Forças Armadas do país foram mobilizadas.

Leia, abaixo, a íntegra da carta publicada por María Corina :

"Nicolás Maduro, a partir de hoje, enfrenta a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações. Diante de sua negativa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei.

Chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional prevalecerem em nosso país. Vamos colocar ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa.
Lutamos por anos, entregamos tudo, e valeu a pena. O que tinha que acontecer está acontecendo.

Esta é a hora dos cidadãos. Dos que arriscamos tudo pela democracia em 28 de julho. Dos que elegemos Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente como Comandante em Chefe da nação. Estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática. Uma transição que precisa de todos nós.

Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam prontos para colocar em marcha o que, no momento oportuno, comunicaremos por meio de nossos canais oficiais.

Aos venezuelanos que estão no exterior, precisamos que estejam mobilizados, acionando os governos e os cidadãos do mundo e comprometendo-os desde já com a grande operação de construção da nova Venezuela.

Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. Seguimos todos atentos e em contato.

A Venezuela será livre!

Vamos de mãos dadas com Deus, até o final."

Maduro será julgado em Nova York por narcoterrorismo e outros crimes

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados na Justiça de Nova York por crimes de narcoterrorismo e tráfico de drogas depois de serem capturados pelos Estados Unidos neste sábado (3) durante ataque americano contra o país caribenho.
De acordo com Pam Bondi, a secretária de Justiça do governo Donald Trump, Maduro, Flores e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de fogo e conspiração para portar armas de fogo. Washington abriu um novo indiciamento contra o ditador, que já tinha uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 271 milhões) por sua captura.

A acusação inclui também o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e Nicolás Ernesto Maduro, filho do ditador venezuelano, e diz que os réus conspiraram em conjunto com organizações como as Farc, na Colômbia, e o cartel de Sinaloa, no México, para traficar cocaína.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, uma das principais vozes na Casa Branca por trás da intervenção na Venezuela, disse neste sábado que Maduro era um "fugitivo da Justiça americana". Embora Washington acuse o ditador de comandar o chamado cartel dos sóis, especialistas negam a existência do grupo.

De acordo com a acusação, enquanto esteve no poder, Maduro buscou "enriquecer a si mesmo e aos membros [do cartel], ampliar seu próprio poder e inundar os Estados Unidos com cocaína com o objetivo de aplicar os efeitos danosos e viciantes da droga contra americanos". A Venezuela não é uma grande produtora de cocaína, e as rotas de tráfico que saem do país costumam ter como destino portos europeus.

Na acusação, o governo Trump diz ainda que Maduro utilizou a cocaína como "arma contra a América", retórica que se assemelha a outras ações recentes do republicano como quando classificou o fentanil, principal responsável pela crise de opioides nos EUA, de uma arma de destruição em massa.

O vice-presidente, J. D. Vance, disse que o ditador venezuelano "não pode esperar que iria fugir da Justiça por tráfico de drogas nos EUA só porque vive em um palácio em Caracas". Vance afirmou ainda que Washington ofereceu "uma série de alternativas" a Maduro, sem entrar em detalhes, e que a Venezuela precisa "devolver o petróleo roubado" dos EUA, afirmação já feita por Trump no passado.
Não está claro a que roubo o governo Trump se refere.

O governo americano indiciou Maduro por tráfico de drogas pela primeira vez em 2020, no primeiro governo Trump, acusando o ditador de "conspiração narcoterrorista" e colaboração com as Farc, da Colômbia.

Os EUA, principal mercado consumidor de cocaína nas Américas, têm longo histórico de buscar a extradição de líderes de facções criminosas latino-americanas para julgamento e prisão em solo americano.

Washington já julgou inclusive líderes de países da América Central por acusações de tráfico, como o panamenho Manuel Noriega, alvo da última intervenção armada americana na América Latina, e o hondurenho Juan Orlando Hernández este último, perdoado por Trump em dezembro de 2025 sob a justificativa de que foi alvo de "perseguição política".

Por Victor Lacombe / Folhapress

PRF flagra contrabando de pneus em borracharia de Cascavel

Carretas paraguaias entram no Brasil com pneus novos e troca é feita por outros sem condições de rodagem
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou a prática de contrabando de pneus em uma borracharia localizada às margens da BR-277, no bairro Presidente, em Cascavel (PR), nesta sexta-feira (02).

A PRF em Cascavel tem flagrado constantemente carretas paraguaias retornando ao país vizinho com pneus em mau estado de conservação, possivelmente utilizados em esquemas de contrabando. Multas de trânsito são aplicadas e os veículos recolhidos até a regularização das condições de segurança. Porém, na ocorrência de hoje, foi possível flagrar o contrabando.

Durante rondas na região, os policiais perceberam movimentação incomum no estabelecimento. Na verificação, foi constatado que pneus de origem estrangeira estavam sendo desmontados, enquanto outros usados e sem condições de rodar seriam colocados em uma carreta paraguaia.

O motorista, de 31 anos, morador de Santa Rita, no Paraguai, revelou que trouxe os pneus do país de origem rodando no próprio veículo e realizava a troca por pneus usados na borracharia. Os produtos contrabandeados seriam entregues a clientes em território nacional.

A carreta não transportava carga e, segundo o condutor, retornaria ao Paraguai vazia com os pneus usados.

Na borracharia estavam apenas montadores, que informaram estar realizando exclusivamente a desmontagem e a montagem dos pneus no veículo.

Ao todo, 20 pneus foram apreendidos e entregues à Receita Federal, que acompanhou a ação da PRF. O motorista foi qualificado e deve responder pelo crime de contrabando.

Categoria
Justiça e Segurança

Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

Políticos da esquerda brasileira condenaram neste sábado (3) os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela. O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro.

Em publicações nas redes sociais, deputados afirmaram que a ofensiva fere direitos internacionais e se solidarizaram com a população civil do país.

"O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque à América do Sul que viola todas as regras do direito internacional", afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.

Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou o ataque como "inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina". "Trump já deixou claro: quer as reservas de petróleo da Venezuela, não tem interesse em aprofundar a democracia naquele país, tampouco em combater o narcotráfico", afirmou ainda.

Já o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou uma manifestação do presidente Lula. "Isso é terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo. É fundamental a condenação de toda comunidade internacional a esse a crime gravíssimo e sem precedentes. A manifestação do presidente Lula nesse sentido é imprescindível e urgente", escreveu.

A Venezuela afirmou que sofreu uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

Por Folhapress

'Maduro está sob acusação de levar drogas aos EUA', diz Marco Rubio

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu os ataques à Venezuela e a captura de Nicolas Maduro e sua esposa. Ele afirma que o regime do líder venezuelano não é legítimo.

Rubio diz que Maduro não é o presidente da Venezuela. Em publicação no X, o secretário de Estado afirma que o líder venezuelano é "chefe do Cartel de Los Soles., uma organização narco-terrorista que tomou posse de um país". Ele afirma ainda que Maduro "está sob acusação por levar drogas aos Estados Unidos".

Declaração de Rubio ocorre após ataques ao país. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, Nicolas Maduro e sua esposa foram capturados da Venezuela. Ele afirma que os dois foram "levados para fora do país".
Por Folhapress

Kassio chega à presidência do TSE em 2026 com influência e ministros aliados

Sucessor de Cármen Lúcia na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques irá comandar as eleições de 2026 em uma corte ocupada por uma parcela de ministros com quem tem boa relação e que podem reforçar os seus poderes durante o mandato.

Kassio deve ser empossado à frente do tribunal no fim de maio ou início de junho deste ano, antes das convenções eleitorais, que se iniciam em julho.

Ele tem afirmado internamente que deseja que sua presidência seja de mínima intervenção do Judiciário em disputas políticas e que sua gestão atuará para distensionar o acirramento político no país.

Nesse aspecto, o estilo deve ser o oposto ao de Alexandre de Moraes nas eleições de 2022. Kassio, porém, também afirma que sua intenção é de que o TSE mantenha vigilância sobre eventuais excessos.

O TSE sempre é presidido por um dos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que compõem o seu quadro de titulares. Além disso, há dois integrantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois da chamada classe de juristas, composta por membros da advocacia. As vagas são rotativas.

Kassio assume o lugar de Cármen e terá como vice-presidente o ministro André Mendonça. Ambos foram indicados ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e costumam votar de forma similar em processos de interesse dos bolsonaristas na corte constitucional.

Até as vésperas do primeiro turno das eleições, o TSE terá como corregedor-geral o ministro Antonio Carlos Ferreira, do STJ, que também se aproximou de Kassio nos últimos anos e com quem mantém boa interlocução.

Os outros membros tribunal durante a campanha serão o ministro Dias Toffoli, do STF, o ministro do STJ Ricardo Villas Bôas Cueva e os advogados Floriano de Azevedo Marques (próximo a Alexandre de Moraes) e Estela Aranha (próxima a Cármen Lúcia e Flávio Dino).

A prova de fogo deste ano será a condução de uma eleição que pode colocar o presidente Lula (PT) frente a frente com um membro da família Bolsonaro.

O ex-presidente, que está preso após ser condenado por uma tentativa de golpe depois da derrota de 2022, deu aval para que um dos seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se lance candidato.

Embora tenha sido indicado por Bolsonaro, Kassio também se aproximou do governo Lula nos últimos anos e tem sido um ministro influente em escolhas do governo para ministros de outros tribunais, como o STJ e o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Ele é um dos padrinhos de Carlos Pires Brandão, juiz piauiense nomeado por Lula em maio do ano passado para o STJ. Além de Kassio, que também é do Piauí, Brandão tinha o apoio do governador Rafael Fonteles (PT).

Kassio também é um dos ministros que têm atuado para quebrar resistências no Senado à indicação para o Supremo de Jorge Messias, o advogado-geral da União do governo Lula.

Nos últimos anos, Kassio tem transmitido tanto em discursos públicos como a pessoas próximas que durante a sua gestão no TSE deve prevalecer uma postura de pouca interferência.

Ele tem dito que isso vale tanto para decisões tomadas durante a disputa quanto no período posterior à votação, com intenção de evitar "terceiros turnos" no Judiciário após as eleições.

Em junho de 2023, no julgamento que tornou Bolsonaro inelegível devido à reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, Kassio fez um voto no qual defendia o sistema eletrônico de votação, mas disse que não viu gravidade suficiente na ação que merecesse a condenação do ex-presidente.

Pela ordem de sucessão, Kassio chegará à chefia do TSE no primeiro semestre de 2026, antes do início da campanha, e ficará no posto até maio de 2027. Seu sucessor na presidência, pela tradição do tribunal, será André Mendonça.

Quando se tornou vice-presidente do TSE, em junho de 2024, ele afirmou que o papel da Justiça Eleitoral é preservar a vontade popular e fazer com que ela seja "sempre a última voz", e que esse sempre foi o seu posicionamento.

Também disse querer que a sociedade fique tranquila ao colocar nos postos de agentes públicos as pessoas que elegeu.

Antes das eleições deste ano, o tribunal tem pendentes julgamentos importantes que podem ser colocados em pauta ainda na gestão de Cármen Lúcia, no primeiro semestre, relacionados às eleições de 2022.

Como a Folha mostrou, há ações abertas contra dois governadores e ao menos dois parlamentares, além de consultas sobre regras eleitorais ainda não analisadas, o que pode ter efeitos sobre as estratégias dos candidatos e sobre a formação de palanques nos estados envolvidos.

Entre os que enfrentam processos de cassação na corte eleitoral, estão os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Antônio Denarium (PP), de Roraima, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS).

Os políticos permanecem nos cargos enquanto aguardam a análise da última instância da Justiça Eleitoral.

Por José Marques / Folhapress

Governo Lula convoca reunião ministerial neste sábado para discutir ataque de Trump à Venezuela

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião neste sábado (3) para tratar sobre o ataque do governo dos Estados Unidos à Venezuela. A informação foi confirmada à GloboNews.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta manhã que forças americanas realizaram, durante a madrugada, um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.

O encontro será pela manhã, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Ainda não há confirmação oficial sobre quais ministros participarão da reunião.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entrou de férias em 21 de dezembro com previsão de término do período de recesso em 6 de janeiro, segundo o Diário Oficial da União.

Por Redação

Rússia condena ataque dos EUA à Venezuela

A Rússia condenou a ação militar dos EUA na Venezuela neste sábado (3), afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a "hostilidade ideológica" prevaleceu sobre a diplomacia."Na manhã de hoje, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após ataque à Venezuela. O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.
Por Folhapress

EUA atacam a Venezuela, e Trump afirma ter capturado Maduro

Donald Trump afirmou neste sábado (3) que Nicolas Maduro e sua esposa foram capturados após ataque à Venezuela. O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

O governo dos EUA não havia confirmado a autoria dos ataques. No entanto, segundo a emissora americana CBS News, fontes com conhecimento no assunto disseram que o presidente Donald Trump ordenou o bombardeio.

Segundo comunicado do governo venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou o ditador Nicolás Maduro a decretar estado de emergência nacional e a mobilizar as forças de defesa.

De acordo com testemunhas da Reuters e com imagens que circulam nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram vistas em diferentes pontos da capital a partir de cerca das 2h (6h de Brasília).

Moradores relataram ainda uma queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

Os EUA enviaram uma flotilha militar ao Caribe em agosto e já bombardearam quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes. Caracas afirma que as manobras pretendem derrubar o regime venezuelano.

Na terça-feira (30), Washington realizou ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais, informou o Comando Sul, responsável por operações em uma área que vai do Caribe ao sul da Argentina. As embarcações viajavam em comboio, segundo as Forças Armadas americanas.

Trump havia alertado em novembro que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e autorizou operações da CIA, a agência de inteligência dos EUA, no país sul-americano.

O presidente da Colombia, Gustavo Preto, publicou em seu perfil no X (ex-Twitter) um comunicado oficial sobre os ataques na Venezuela, afirmando que seu governo enxerga com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas no país vizinho.
Por Folhapress

Jequié: Corpo de empresário foi encontrado à 12 metros de profundidade no lago da Barragem de Pedra

Equipes de salvamento aquático do 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Jequié localizaram, na manhã desta sexta-feira (02/01) o corpo do contador Jonadabe Morcbeck, que havia desaparecido nas águas do Rio de Contas, no Lago da Barragem da Pedra, estrada de Monte Branco, no final da tarde de quinta-feira (1º).

Depois de resgatado por bombeiros militares, com ajuda de populares, o corpo do empresário foi periciado no local por uma equipe do Departamento de Polícia Técnica e chegou ao Instituto Médico Legal por volta das 10h, com a cidade em clima de comoção. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Jonadabe em momento social com amigos e familiares no dia do ocorrido, um grupo de Testemunha de Jeová, no Lago da Barragem, celebrando a chegada do Ano-Novo.

As informações divulgadas por pessoas que acompanhavam Jonadabe dão conta de que a lancha de sua propriedade havia se soltado da atracação no píer e ele tomou a decisão sair nadando na tentativa de trazer de volta a embarcação que estava à deriva, em área considerada de grande profundidade, quando se afogou.

O corpo foi localizado após a equipe retomar as buscas na manhã desta sexta (02), por volta das 08h20, num local de cerca de 12 metros de profundidade. A morte do contador gerou comoção em Jequié e região, onde o mesmo atuava como contador e era uma figura bastante querida, comunicativa e conhecida nas cidades da macrorregião.

Além do corpo do contador, também foi resgatado das águas do Rio de Contas o corpo de um jovem de 18 anos, Iran Alves Meira, oriundo da localidade de Caatingal, em Manoel Vitorino, que teria desaparecido no Rio e foi localizado na região de Porto Alegre, trecho de Maracás. *Por Marcos Frahm / BMF

Aldo Rebelo conversa com Fábio Wajngarten para que seja seu vice na disputa pela Presidência

Aldo Rebelo, ex-ministro de governos do PT, e Fábio Wajngarten, que participou do governo Jair Bolsonaro (PL), têm conversado sobre uma aliança para disputar a eleição presidencial de 2026.

Aldo, que anunciou sua pré-candidatura pelo partido DC (Democracia Cristã), recebeu de amigos e empresários no final do ano a sugestão de que Wajngarten seja seu vice na chapa.

O pré-candidato a presidente disse a interlocutores que gostou da ideia e consultou Wajngarten, que também se entusiasmou com a possibilidade. Para isso, ele teria de se filiar à DC até o início de abril.

A ideia seria formar uma aliança nacional-conservadora, juntando as posições nacionalistas de Aldo com o trânsito de Wajngarten na direita.

A estratégia seria apresentar o maior número de candidaturas possível de oposição a Lula, para que todos se unissem no segundo turno contra o petista.

Aldo passou décadas de sua vida política no PCdoB, ocupando pastas como Defesa, Relações Institucionais, Esporte e Ciência e Tecnologia, nos governos Lula e Dilma Rousseff. Também foi presidente da Câmara dos Deputados. Nos últimos anos, no entanto, ele distanciou-se da esquerda.

Já Wanjgarten, que foi Secretário de Comunicação Social da Presidência, tem sido um dos mais fiéis assessores de Bolsonaro, atuando como advogado, assessor de imprensa e estrategista político do ex-presidente.

O lançamento da pré-candidatura de Aldo está marcado a princípio para 31 de janeiro na sede do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo.

Por Fábio Zanini/Folhapress

Caso Master: Inspeção do TCU no BC causa desconforto em bancos, que temem reversão de liquidação

Ao menos sete federações e associações de bancos e do setor financeiro já manifestaram apoio público ao Banco Central

Ainda que justificada como um movimento técnico, a inspeção em documentos referentes ao Banco Master em poder do Banco Central pelo Tribunal de Contas da União (TCU) causou desconforto nos bancos, em um momento que tem crescido a defesa da decisão de liquidação pelo regulador da instituição de Daniel Vorcaro. Ao menos sete federações e associações de bancos e do setor financeiro já manifestaram apoio público ao BC.

Um dos maiores temores na Faria Lima é de que o ministro do TCU Jhonatan de Jesus, que é o responsável pelo caso Master dentro do órgão, possa suspender, em liminar, a liquidação do banco. O ministro deu declarações em dezembro classificando de “precipitada” a liquidação e pediu explicações ao BC.

Na visão de um alto executivo de um banco, a reversão da liquidação poderia ter consequências muito danosas e imprevisíveis para o sistema financeiro e para o mercado como um todo, com capacidade para afetar a estabilidade do sistema.

Para o diretor de um banco, a inspeção do TCU é mais uma intervenção nas ações do BC que incomoda, pois não há relatos de que tenha havido no passado recente com bancos do tamanho do Master, e com o nível de problemas que se falava sobre ele.

Mesmo em momentos de crises complicadas, como em 2008 e 2009, se viu algo do tipo, comenta na condição de anonimato. Além disso, este interlocutor ressalta que a inspeção nesta sexta-feira foi decretada em meio ao recesso do Tribunal - o que ajuda a alimentar desconfianças.

No caso da decisão do TCU desta sexta, técnicos vão diretamente ao prédio do BC inspecionar documentos ligados ao Master. Por questões de sigilo, eles não podem sair da sede do regulador em Brasília. Estes documentos são citados em relatório do BC sobre o Master e encaminhado ao TCU e mencionam problemas de liquidez do banco, que estava sem caixa para honrar compromissos de curto prazo - além de informar sobre novas comunicações de crime do Master enviadas pelo BC ao Ministério Público Federal (MPF).

Entre as entidades do mercado que defenderam publicamente o BC estão a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Anbima, que representa as gestoras de recursos, e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), que tem entre os associados Banco do Brasil, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“A ABDE defende a preservação da autoridade técnica e do pleno e autônomo exercício das funções do Banco Central do Brasil como condição indispensável para a manutenção da estabilidade, credibilidade, confiança, higidez e bom funcionamento do sistema financeiro nacional”, comenta nota da associação.

Assim como as demais associações, o posicionamento da ABDE não menciona o caso Master ou as investigações no TCU e no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liquidação do banco pelo BC, mas todos os posicionamentos saem em defesa da independência e da capacidade técnica do regulador para tais ações.

“A presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente”, ressalta o documento conjunto da Febraban e mais quatro associações do setor.

Por Altamiro Silva Junior/Estadão

Metade das agendas de ministro do caso Master no TCU é com políticos do Centrão e de Roraima

.Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados/Arquivo
A agenda pública do ministro relator do processo do Banco Master no Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, é concentrada em encontros com políticos do Centrão e com lideranças de Roraima, onde ele fez carreira com quatro mandatos de deputado federal seguidos até ser nomeado para o cargo vitalício na Corte de Contas, aos 39 anos.

A lista de compromissos indica 47 agendas públicas, além de 132 sessões ordinárias, extraordinárias e solenes. Os dados são do período entre março de 2023, quando ele tomou posse, e dezembro de 2025.

Das 47 reuniões, 24 foram com deputados, senadores, políticos de Roraima ou dirigentes de órgãos controlados pelo Centrão, como o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

O número corresponde a 51% dos compromissos que não eram a simples participação nas sessões plenárias do TCU. O levantamento não considerou as reuniões que ele teve com o consultor-geral da Câmara e com a diretora-geral do Senado.

Procurado para comentar, o ministro não se manifestou. De Jesus é o responsável pelo caso no TCU. O ministro abriu uma frente de conflito com o Banco Central ao questionar a liquidação do Banco Master, decretada em novembro. A iniciativa é vista como um instrumento de pressão, que pode, no futuro, significar a reversão da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Nesta sexta-feira, 2, o TCU instaurou uma inspeção no BC para avaliar a decisão sobre o Master. O despacho foi assinado pelo presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo.

Das outras 23 agendas, oito dizem respeito a encontros com representantes do governo e ministros de Estado, como Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Celso Sabino (à época no Turismo), Renan Filho (Transportes) e André de Paula (Pesca).

As demais são pulverizadas entre desembargadores regionais, empresas como a Santos Brasil e a Vinci Airports Brasil, e representantes de entidades como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi recebido uma vez pelo ministro.

De Jesus é visto pelos pares como o ministro mais ligado a políticos, embora essa tenha se tornado uma característica da Corte de Contas como um todo. A escolha dele ao TCU foi um arranjo do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em troca de apoio do Centrão à reeleição dele à presidência da Casa.

Os deputados mais frequentes no gabinete de Jhonatan de Jesus são do Republicanos, partido do qual era integrante na época de deputado, PSD, PL e União.

No histórico de visitantes está o deputado João Carlos Bacelar (PL). O parlamentar, que esteve com o ministro no início da tarde do dia 20 de agosto de 2024, é o motivo pelo qual o caso Master saiu da primeira instância da Justiça e foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). A venda do Master ao Banco de Brasília (BRB) foi anunciada ao mercado no fim de março de 2025.

A Polícia Federal encontrou documentos de Bacelar relacionados a um negócio imobiliário em um envelope que estava em um dos endereços de Daniel Vorcaro. Como o político tem foro privilegiado, o fato foi usado para que a competência para julgar as suspeitas de fraudes no Banco Master fossem transferidas para o STF.

“Ele me fez uma consulta sobre um imóvel em Porto Seguro, que não se concretizou. Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”, afirmou Bacelar ao Estadão, que revelou a apreensão.

O processo seguiu ao STF mesmo sem clareza entre a relação da transação imobiliária e a operação de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), que é o objeto principal do inquérito da Polícia Federal. De Jesus recebeu por duas vezes o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em abril e outubro de 2024. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, uma vez, em setembro de 2024.

Egresso da Câmara e filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), o ministro segue em contato com agentes de seu Estado de origem. Na lista de encontros no gabinete em Brasília também aparecem o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Roraima e a presidente da estatal Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima).

Jhonatan de Jesus é relator do processo do TCU que analisa as providências do Banco Central no processo que resultou na liquidação do Banco Master após evidências de que a empresa de Vorcaro vendeu falsas carteiras de crédito consignado no valor de R$ 12,2 bilhões ao BRB, e que o banco do governo do Distrito Federal não tomou os cuidados necessários para a aquisição desses ativos.

A PF investiga crimes contra o sistema financeiro com o objetivo de arquitetar uma operação fraudulenta de compra e venda para salvar o Master.

Em um despacho, o ministro pediu para que o Banco Central explicasse o que apontou como precipitação na liquidação do Master. Em vez de pressionar os envolvidos na compra e venda, Jhonatan de Jesus acabou colocando sob suspeição os técnicos do Banco Central que detectaram os problemas na operação.

Regulador do setor financeiro, o Banco Central apresentou o pedido de explicações, na segunda-feira, 29. Como mostrou o Estadão, o BC afirmou ao TCU que a liquidação do Banco Master se deu em razão de uma “profunda e crônica crise de liquidez” da instituição e de um “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade” por parte da empresa de Daniel Vorcaro.

O processo tramita sob sigilo. Primeiro, a manifestação passará por análise da área técnica e depois será submetida ao relator.

Show de Zezé Di Camargo no réveillon de Marabá gera críticas por suposto playback

A apresentação de réveillon do cantor Zezé Di Camargo em Marabá, no sudeste do Pará, terminou cercada por críticas do público. O show, contratado por cerca de R$ 1 milhão com recursos de um convênio com o governo federal, foi marcado por acusações de uso de playback em músicas do repertório mais antigo do artista.

Desde o início da apresentação, espectadores relataram que as canções não estariam sendo executadas ao vivo. Segundo quem acompanhava o espetáculo, a voz reproduzida durante as músicas parecia pré-gravada, sem variações compatíveis com uma performance em tempo real. Para parte do público, apenas os momentos de fala entre as músicas, além de respirações e pausas pontuais, indicavam som ao vivo.

A situação gerou reação imediata de insatisfação entre os presentes, que passaram a comentar a suposta dublagem ainda durante o show. A percepção de playback vocal do próprio cantor acabou dominando as críticas feitas ao espetáculo.

A repercussão ganhou força após a transmissão ao vivo realizada pela Prefeitura de Marabá ser interrompida antes do fim da primeira música. Uma nova live foi iniciada apenas quando o cantor já se aproximava do encerramento da apresentação. Nos comentários da transmissão retirada do ar, internautas levantaram a hipótese de que a interrupção teria ocorrido porque, no ambiente digital, a dublagem ficava ainda mais evidente.

Após a queda da live, as críticas se intensificaram nas redes sociais, ampliando a repercussão negativa do show e reforçando a avaliação de parte do público de que a apresentação não correspondeu às expectativas criadas para a virada do ano.


Precedente de Dilma impõe dilema ao STF em análise sobre impeachment de ministros

Ao julgar a ação que questionava diferentes aspectos do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o STF (Supremo Tribunal Federal) adotou a posição de restringir sua análise ao rito do processo, sem adentrar no mérito o que poderia resultar na avaliação da corte quanto a se havia ou não embasamento para a configuração de crime de responsabilidade.

Até hoje, nenhum dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo andou. Caso isso venha a acontecer, a corte se verá diante do dilema de reforçar a posição que adotou no caso Dilma, ou eventualmente rever tal entendimento, permitindo que o tribunal possa barrar eventuais processos que, por exemplo, busquem afastar magistrados pelo mérito das suas decisões.

Se de um lado isso permitiria ao Supremo ser um obstáculo a pedidos que fossem em verdade uma retaliação a ministros por desacordo com suas ordens, de outro, tal movimento dificilmente ocorreria sem dar combustível à já acalorada disputa a respeito dos freios e contrapesos de um Poder sobre o outro.

Tanto a decisão recente do ministro do STF Gilmar Mendes sobre pedidos de impeachment contra magistrados da corte quanto o projeto em tramitação no Senado sobre o tema preveem explicitamente que esse tipo de punição não poderia se dar com base no teor das decisões dos ministros.

Entre especialistas, há quem entenda que essa limitação já existe, apesar de não estar explícita na legislação.

Em 2021, o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rejeitou o pedido de impeachment que havia sido apresentado pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (à época sem partido), contra Alexandre de Moraes, argumentando que ela se baseava no mérito de atos e decisões do ministro.

Ao comentar especificamente as ações das quais o ministro Gilmar é relator, a professora de direito da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Ana Laura Pereira Barbosa avalia que o Supremo poderia excluir qualquer possibilidade que autorize que a Lei do Impeachment seja interpretada para enquadrar o mérito de decisões judiciais como motivo de afastamento.

"Na minha visão, não seria um problema e eu acho que estaria simplesmente reforçando algo que já está na natureza das determinações constitucionais, na natureza da legislação", diz ela, que viu, em outros pontos levantados pelo ministro, ausência de justificativa adequada.

Caso a visão de Gilmar prevaleça no plenário ou mesmo se essa restrição for incluída explicitamente na legislação, como discute o Senado seguirá a questão quanto aos limites do Supremo para avaliar a adequação de um eventual pedido em tramitação, situação ainda inédita para ministros da corte.

"De fato, o Supremo se recusou a entrar no mérito [no caso de impeachment presidencial], mas ele fez controle do procedimento, às vezes de uma maneira bem incisiva, na medida, preenchendo lacunas, revisando procedimentos, coisas desse tipo", afirma a professora de direito da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Juliana Cesario Alvim, acrescentando que, nos EUA, a Suprema Corte não adentrou nem mesmo neste tipo de discussão, entendendo que isso seria uma competência política.

No caso brasileiro, ela diz que será preciso observar no futuro o que ocorreria na hipótese de um pedido contra ministro ser instaurado. "Nós teríamos que ver se, por acaso, isso ensejaria ter uma mudança na jurisprudência do Supremo, no sentido de, eventualmente, controlar mais o que está sendo discutido no caso do ministro do Supremo, de forma a talvez intervir mais na proteção das prerrogativas", diz ela.

O professor de direito constitucional da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Miguel Gualano de Godoy considera que, no caso de Dilma, o esforço de enquadramento jurídico da denúncia feito pelo Legislativo foi fraco e que isso acabou chancelado pelo STF o que em sua avaliação foi um erro e não deveria ser replicado no caso de pedidos contra ministros.

"Pela jurisprudência do Supremo, ele [o STF] não poderia fazer esse tipo de juízo, porque foi isso que ele decidiu no caso Dilma, que quem faz o enquadramento da tipificação do crime de responsabilidade é o Legislativo, ponto. E que o Supremo não faz esse controle", diz.

"Crimes de hermenêutica, ou seja, desacordos do Legislativo com o mérito de decisões do Judiciário, não constituem crime de responsabilidade e isso deve sim ser passível de controle pelo próprio Supremo", defende ele.

O advogado e professor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) Rafael Mafei avalia que o STF deveria poder impor limites.

"Tendo a aceitar que o STF possa impedir que o Senado Federal receba uma denúncia contra o ministro, se o objeto da denúncia for uma decisão tomada pelo magistrado", diz ele. "Senão, na prática, a possibilidade de que o Supremo pudesse tomar medidas que contrariassem o interesse predominante no Senado seria nenhuma."

Mafei cita como exemplo a atuação da corte a respeito das emendas parlamentares e acrescenta que, caso fosse possível o afastamento por conta deste tipo de decisão, a independência judicial dos ministros estaria muito comprometida.

Ele afirma reconhecer, por outro lado, que o desenho de ser o próprio Supremo a dizer se a denúncia tem por objeto uma interpretação de ministro não é perfeito. "Mas eu não consigo imaginar nenhuma outra melhor [instituição] do que o Supremo para que essa regra minimamente funcione", diz.
Por Renata Galf / Folhapress

Site de Goiás aponta rompimento de ACM Neto com Ronaldo Caiado, que teria desistido de candidatura à presidência

Uma das notícias que passou a circular nos bastidores da política nacional, desde esta quinta-feira (1º), foi a do possível rompimento entre o pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), com o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil).

Informações do site Goiás 24 horas apontam que Caiado teria cobrado de ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, mais empenho do partido quanto a sua candidatura à presidência da República e defendido que Neto assumisse a articulação interna do processo. O site afirma que diante da rejeição dentro do União Brasil, o governador teria declinado da empreitada e decidido tentar retornar ao Senado Federal nas eleições de 2026. As informações foram atribuídas a uma fonte da Bahia.

Vale lembrar que Ronaldo Caiado lançou sua candidatura à presidência, em Salvador, em abril do ano passado. Entretanto, seu nome nunca foi uma unanimidade dentro do partido cujas lideranças, incluindo o próprio ACM Neto, nunca esconderam preferência pelo governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado o único capaz de unificar a direita e a extrema-direita no embate contra o presidente Lula, candidato à reeleição.

O site também põe em xeque a força de Ronaldo Caiado e afirma que o evento realizado em solo soteropolitano não teve adesão relevante de lideranças nacionais, governadores ou prefeitos de outros estados e apenas contou com políticos e servidores de Goiás.

Com o possível declínio de Caiado, um outro cenário que passou a ser aventado é o de sua esposa Gracinha Caiado, que é baiana de Feira de Santana, disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

O casal esteve em Salvador, na véspera do ano novo, onde visitou a Basílica Santuário do Senhor do Bonfim.

Por Carine Andrade, Política Livre

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de policial federal no RJ

A Polícia Federal (PF) determinou nesta sexta-feira, 2, que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retorne imediatamente ao exercício do cargo efetivo de policial federal. Ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) declara a cessação do afastamento para o cumprimento do mandato eletivo a partir de 19 de dezembro de 2025 e determina que Eduardo volte à sua lotação de origem, que é o Estado do Rio de Janeiro.

O ato diz ainda que "a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis".

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde março do ano passado. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o seu mandato. A cassação ocorreu porque o parlamentar deixou de comparecer a, pelo menos, um terço das sessões deliberativas da Câmara na sessão legislativa.

Por Luci Ribeiro / Estadão Conteúdo

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