Ibirataia: São João Raiz consagra terceira noite de tradição e grandes shows

Com uma programação diversificada e grandes atrações, na noite de terça-feira (23)  a Praça 7 de Setembro recebeu milhares de pessoas, o público celebrou a cultura nordestina em mais uma noite de muito forró, animação e valorização das tradições juninas.

A programação teve início com a banda Forró Cabra da Peste, que abriu os festejos levando ao palco o autêntico forró nordestino. Em seguida, Leon Silva animou o público com um repertório contagiante, preparando o clima para uma das apresentações mais aguardadas da noite.

Às 23h, o cantor Eric Land subiu ao palco e levou os fãs ao delírio com seus sucessos, proporcionando um dos momentos mais vibrantes da festa. Já na madrugada, a Cia do Caprixo manteve o ritmo da celebração, seguida por Nadson Ferinha, que arrastou uma multidão e protagonizou um dos shows mais concorridos da programação. Encerrando a maratona musical, Vanoli Cigano garantiu a animação até o fim. 
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Sílvio Brandão, comemorou o sucesso da noite e destacou o compromisso da gestão com a preservação das tradições culturais do município.

“Vivemos mais uma noite especial do São João Raiz. É gratificante ver o publico participando e a nossa cultura sendo valorizada. Esse evento representa a identidade do povo de Ibirataia e fortalece nossas tradições”, afirmou.

O prefeito Sandro Futuca também celebrou o sucesso do evento e ressaltou os impactos positivos para a economia local.

“Tivemos uma festa bonita, organizada, segura e que movimentou o comércio, gerando renda para ambulantes, comerciantes e diversos setores da economia em nosso município. Ver a alegria das pessoas aproveitando os festejos juninos é a maior recompensa de todo esse trabalho”, destacou o gestor.

Realizado pela Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o São João Raiz 2026 consolidou o município como um dos principais destinos juninos da região, reunindo tradição, cultura, segurança e grandes atrações em uma festa que encanta moradores e visitantes.
Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia

Rope jump: polícia identifica quem retirou câmera de jovem morta em queda

 

Autor da ação foi identificado como João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e está preso desde o fim de semana
                        Tragédia no Rope Jumping: Três Presos por Morte em Salto Ilegal
A Polícia Civil e o MP identificaram João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, como o responsável por remover a câmera de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas após sua morte em um salto de rope jumping. Ele e mais dois, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins, foram presos. A atividade não era formalizada, e a corda de segurança não foi conectada, resultando na tragédia.
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A Polícia Civil e o Ministério Público (MP) apontam que um dos três presos no fim de semana pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — lançada sem corda durante um salto de rope jumping — foi o responsável por retirar a câmera que estava presa nela logo após a tragédia. O autor da ação foi identificado como João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos. A informação consta no pedido de prisão feito à Justiça.

Após alta nos casos de violência digital: Governo inclui estupro virtual no Ligue 180; veja como denunciar

A Polícia Civil, por meio do delegado Antônio Luís Tuckmantel, informou que os três novos suspeitos detidos no fim de semana são do estado do Rio de Janeiro. Além de Silva, também foram presos temporariamente Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, que é apontada como responsável pelo grupo que realizava os saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos.

Eles se juntam a Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, instrutores de salto que tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual.

No dia da tragédia, seis pessoas foram encaminhadas para a delegacia e três instrutores permaneceram presos desde então no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. Na sexta-feira passada, a Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus apresentado pelas defesas de dois dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

As seis pessoas integram um grupo que oferecia saltos de 40 metros de altura na ponte, com valores de até R$ 180. As imagens do acidente mostram Maria Eduarda sendo carregada pelos instrutores até a extremidade da plataforma e lançada para frente.

De acordo com a polícia, a atividade era promovida por grupos informais e não havia uma empresa formalmente constituída responsável pela operação. Após a repercussão do caso, os perfis vinculados aos organizadores foram retirados das redes sociais.

Segundo a delegada responsável pelo caso, os investigados afirmaram não se recordar de quem era a responsabilidade de conectar a corda de segurança nem por que a checagem final deixou de ser feita antes do salto.

Tragédia

Maria Eduarda morreu após cair de uma altura de cerca de 40 metros durante a atividade. Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria estar conectada ao equipamento de segurança da jovem não foi presa e permaneceu enrolada na estrutura utilizada para o salto.

Testemunhas ouvidas pela investigação relataram que os procedimentos de conferência dos equipamentos não teriam sido realizados antes da queda. De acordo com a polícia, o grupo responsável pela atividade não possuía empresa formalizada.
Por O Globo — Rio de Janeiro

Copa do Mundo 2026: com Brasil de volta a campo, confira jogos decisivos desta quarta-feira

A última rodada da fase de grupos tem início nesta quarta-feira (24), batendo o martelo para as definições dos grupos A, B e C da Copa do Mundo de 2026. Até o momento, o México (Grupo A) já está matematicamente classificado para a próxima fase. Por outro lado, o Haiti (Grupo C) é a única seleção destas chaves que já entra em campo eliminada. As demais equipes continuam na disputa pelas vagas restantes para o mata-mata.

O Brasil entra em campo contra a Escócia no mesmo horário em que jogam Marrocos e Haiti, às 19h (de Brasília). Com os haitianos fora da disputa pelas vagas, os três classificados restantes buscam a melhor posição possível na tabela para decidir o chaveamento ideal na fase de 16 avos de final.

Já no Grupo A, África do Sul e Coreia do Sul brigam diretamente pela permanência na zona de classificação, enquanto torcem pelo resultado do outro confronto da chave. Com o México isolado na liderança com 6 pontos, a disputa pelas vagas restantes ferve entre os demais colocados: os sul-coreanos aparecem na segunda posição com 3 pontos, enquanto África do Sul e Tchéquia empatam na sequência com 1 ponto cada.

No embolado Grupo B, as confirmações dependem 100% dos resultados desta quarta-feira. Após aplicar uma goleada por 6 a 0 sobre o Catar, o Canadá assumiu a liderança da chave. Embora esteja empatado com a Suíça com 4 pontos, o time canadense leva vantagem devido ao saldo de gols. Na parte de baixo da tabela, Bósnia e Herzegovina e Catar aparecem empatados com apenas um ponto cada.

CONFIRA JOGOS DESTA QUARTA-FEIRA (24)
16h - Bósnia e Herzegovina x Catar
Local: Lumen Field, Seattle (EUA)
Transmissão: CazéTV

16h - Suíça x Canadá
Local: BC Place, Vancouver (Canadá)
Transmissão: CazéTV

19h - Escócia x Brasil
Local: Hard Rock Stadium, Miami Gardens (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, GE, SBT, NSports e CazéTV

19h - Marrocos x Haiti
Local: Gillette Stadium, Foxborough (EUA)
Transmissão: CazéTV

22h - África do Sul x Coreia do Sul
Local: Estádio BBVA, Monterrey (México)
Transmissão: CazéTV

22h - Tchéquia x México
Local: Estádio Azteca, Cidade do México (México)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

RESULTADOS DESTA TERÇA-FEIRA (23)
Jordânia 1 x 2 Argélia
Portugal 5 x 0 Uzubequistão
Inglaterra 0 x 0 Gana
Panamá 0 x1 Croácia
Colômbia 1 x0 RD do Congo
Por Sara Santos/Bahia noticias

Deputado pede que Wagner siga exemplo de ex-ministro de Itamar e deixe cargo de líder

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) pede que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), adote o "protocolo Hargreaves" e se afaste do cargo, após ter sido envolvido no caso Master.

A referência é Henrique Hargreaves, que era chefe da Casa Civil no governo Itamar Franco e se afastou do posto para se defender, após ter sido citado em uma acusação de corrupção. Ele depois retornou ao ministério, uma vez que as denúncias foram consideradas sem fundamento.

"Dá para contar nos dedos da mão esquerda os parlamentares do campo progressista que se manifestaram quanto ao caso do Jaques Wagner, pedindo seu afastamento da liderança do governo no Senado. A grande maioria prefere aguardar a decisão do Lula", diz o deputado.

"De minha parte, considero que devemos tratar todos os investigados de maneira igual. Que se defendam, assumindo a responsabilidade por seus atos. E que a PF siga no seu trabalho, sem proteger nem perseguir ninguém", acrescenta.

Por Fábio Zanini/Folhapress

Homem invade casa da família de Daniel Vorcaro e rouba relógio de R$ 1 milhão

Polícia Civil prendeu em flagrante homem de 41 anos

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta terça-feira, 23, o suspeito de invadir a casa do pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O homem teria roubado artigos de luxo, o que inclui um relógio avaliado em R$ 1 milhão.

Em nota, a corporação informou que abriu inquérito para investigar o ocorrido e que efetuou a prisão do suspeito, de 41 anos, em flagrante. Ele foi ouvido depois preso. “Os bens localizados foram restituídos às vítimas.”

Além do relógio, joias e calçados estariam na lista de itens recuperados pela polícia. A casa pertence ao pai do banqueiro, o empresário Henrique Vorcaro, que, assim como o filho, é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero.

Henrique está preso preventivamente por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, confirmada pela Segunda Turma da Corte, Ele é acusado de integrar e coordenar os trabalhos de um braço violento da organização criminosa de Vorcaro. O grupo planejava e executava ações de intimidações contra adversários.
Por Gustavo Côrtes/Estadão

Investigadores temem dificuldade em recuperar dinheiro de Vorcaro fora do país e insistem em delação

Sem a delação premiada de Daniel Vorcaro, integrantes das equipes envolvidas na investigação do caso do Banco Master se preocupam com os caminhos para a recuperação de valores desviados e ocultados no exterior. Interlocutores do Ministério Público, da Polícia Federal e mesmo do STF (Supremo Tribunal Federal) têm manifestado o receio diante do fracasso da delação.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) rejeitou a proposta apresentada pelo ex-banqueiro no último dia 15, quatro dias depois de a Polícia Federal ter feito o mesmo. Foi a segunda tentativa frustrada de delação —a primeira ocorreu em 20 de maio.

Autoridades que participam das negociações afirmaram à reportagem, sob reserva, que as portas não estão fechadas a Vorcaro, mas ele precisa ampliar os relatos e, como mostrou a Folha, não mentir.

Uma das razões da insistência dos investigadores em negociar um acordo com o ex-dono do Master é a agilidade que a colaboração gera na repatriação de valores supostamente obtidos de forma ilícita.

Sem a delação, a operação de retomada dos valores se torna "bem mais complexa", "muito difícil" ou uma "corrida de obstáculos", segundo investigadores.

Existe ainda o risco de perda dos recursos pelo processo tradicional —ou seja, esperar a ação tramitar, a eventual condenação do ex-banqueiro e o trânsito em julgado, além de os investigadores encontrarem os valores por conta própria.

O arranjo mais usual, na falta de um tratado específico sobre partilha de ativos, é a divisão pela metade dos recursos localizados. A lógica é a de que os outros países também movimentaram suas máquinas, promotores, policiais, juízes, e, assim, gastaram dinheiro no auxílio à recuperação brasileira.

O Brasil tem tratado assinado apenas com o Cazaquistão, além de um do Mercosul, mas que ainda não está em vigor, que estabelece os parâmetros de negociação para a divisão dos valores recuperados.

A proposta de delação apresentada pela defesa do ex-banqueiro, segundo pessoas que acompanham as apurações, propôs a devolução de cerca de R$ 40 bilhões em dez anos. Tanto o valor quanto o prazo desagradaram os integrantes da PF, da PGR e do STF, que defendem a devolução completa do dano, estimado em cerca de R$ 60 bilhões.

O interesse em uma colaboração premiada se dá, no geral, de acordo com a legislação, pela identificação de coautores, a localização de provas e também a recuperação de ativos —a depender do crime, há também a localização de vítimas.

Envolvidos nas conversas com Vorcaro têm afirmado que a investigação já tem, de forma autônoma, muito material reunido, além daquele colhido por meio das operações. Ainda, que o caso não chegou à metade e, portanto, há mais elementos a reunir por conta própria. Dessa forma, os investigadores têm afirmado não dependerem da delação de Vorcaro para uma eventual condenação.

Mas, por outro lado, a disponibilidade do ex-banqueiro em colaborar faria a repatriação de valores no exterior pular várias etapas.

Um integrante da equipe de negociação afirmou que o grupo sabe que existe dinheiro remetido ao exterior, mas não "onde ou quanto", e esse seria um dado importante que ele poderia levar para a mesa.

Pessoas ligadas à investigação afirmam ser muito mais difícil o rastreio e a recuperação desses valores sem a participação de Vorcaro. Além disso, há mais tempo hábil de a organização criminosa realocar dinheiro e bens, vender imóveis, movimentar recursos entre offshores.

Um dado positivo, até aqui, foi o reconhecimento em maio, pela Justiça das Bahamas, da liquidação do Banco Master, em uma tentativa de encontrar recursos que a instituição financeira possa manter no paraíso fiscal.

Um tribunal americano já havia tomado decisão semelhante em janeiro. A Folha apurou com pessoa com conhecimento do assunto que há iniciativas similares em outros países.

As autoridades precisam identificar quanto recurso Vorcaro alocou fora do país e de que forma. Por lei, o delator deve indicar onde tem patrimônio e pode, ele próprio, repatriar os valores. Assim, essa recuperação é bastante acelerada com um acordo voluntário, com as transações feitas sob controle da Justiça.

Sem isso, além de todo o processo de investigação autônoma, há a necessidade de se aguardar o trânsito em julgado, ou seja, a conclusão do processo e da condenação.

Nesse contexto, a Polícia Federal pediu um bloqueio internacional por difusão prateada à Interpol no caso Vorcaro, um modelo novo de cooperação criado em janeiro de 2025.

São várias as etapas envolvidas. É preciso identificar que bens os investigados têm, de que tipo, se estão em nome próprio ou de laranjas, em dinheiro vivo, em criptoativos, em imóveis. Para cada tipo de bem, há ferramentas diferentes de rastreio.

Em novembro passado, o Brasil aprovou uma instrução normativa, por meio da Receita Federal, que cria uma declaração chamada DeCripto, para intensificar a cooperação com as administrações tributárias dos demais países que adotam o padrão da OCDE no combate à evasão, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas.

Também há mecanismos para localizar imóveis, por cooperação em rede dos ministérios públicos e polícias para levantamento de dados e, na sequência, pedidos de bloqueios.

Para isso, o Brasil já contratou, em outros casos, advogados no exterior para que esse representante proponha, de acordo com as leis locais, um pedido de bloqueio civil ou penal, de acordo com o marco jurídico do país. A depender de onde estão os recursos, o processo do rastreamento até a repatriação se torna mais simples ou mais difícil.

Alguns países têm histórico de menor cooperação, justamente aqueles chamados de refúgios seguros para lavagem de capitais. Há, portanto, uma série de complicações e, por isso, o interesse dos agentes públicos na colaboração premiada para reduzir essa dificuldade.

Por Ana Pompeu/Folhapress

Talentos da Nossa Terra: Adriano Ryos e Carol Souza prometem forró e romantismo no São Pedro de Ipiaú

Foto: Divulgação

A dupla Adriano Ryos e Carol Souza será uma das atrações da primeira noite da Festa de São Pedro de Ipiaú. Com apresentação marcada para as 20 horas do dia 27 de junho, os artistas prometem levar ao público um repertório recheado de forró, arrocha e outros ritmos que vêm conquistando fãs em toda a região.

A história musical da dupla teve início em 2021, com um repertório voltado para a MPB, que aos poucos foi sendo mesclado a outros gêneros, abrindo caminho para o sucesso. O reconhecimento ganhou força em 2023, quando a música autoral “Eu Já Te Superei” foi amplamente divulgada nas rádios e redes sociais.

Foto: Divulgação

Com quatro albuns gravados e quatro anos consecutivos de apresentações marcadas pelo carinho e aplausos do público, Adriano Ryos e Carol Souza prometem mais um grande show na edição 2026 do tradicional festejo. Nessa apresentação, a dupla será acompanhada por Raimundo, nos teclados; Gênesis, no sax; Milo, no baixo; Fernando, na guitarra; e Gislan, na percussão. Adriano executará o violão, enquanto Carol Souza mostrará todo o talento que a consagra como uma exímia vocalista. (Giro / José Américo Castro).

Ibirataia: Grandes nomes do cenário musical nacional marcam a segunda noite do São João Raiz 2026

Com grandes apresentações musicais e forte participação popular, o segundo dia dos festejos consolidou o sucesso do São João Raiz 2026 na Praça Sete de Setembro.

A segunda noite do São João Raiz 2026, realizada no último dia 22 de junho, foi marcada por muita animação, forró e valorização da cultura nordestina em Ibirataia. A Praça Sete de Setembro voltou a receber um grande público, formado por moradores e visitantes de diversas cidades da região, que prestigiaram uma programação diversificada e repleta de talentos. O evento faz parte da programação oficial promovida pela Prefeitura Municipal de Ibirataia através da Secretária Municipal de Cultura e Turismo.

A festa teve início com a apresentação de Jhonatan Mota, que abriu a noite levando energia ao público, depois foi a vez do cantor Naldo reforçou a valorização dos artistas da terra, um dos compromissos assumidos pela gestão municipal para os festejos deste ano. Na sequência, Edgar Mão Branca trouxe o autêntico forró nordestino.

Frank Aguiar colocou o público para dançar com seu repertório de grandes sucessos, transformando a Praça Sete de Setembro em um verdadeiro arrasta-pé, seguido pelo cantor Batista Lima, que emocionou os presentes com sucessos românticos que marcaram gerações. A mistura de estilos agradou diferentes públicos e manteve a praça lotada durante toda a programação.

Encerrando a segunda noite em clima de festa, a banda Forrozão Fernandes subiu ao palco na madrugada e manteve o ritmo contagiante do São João Raiz. Com organização, segurança e uma programação que valoriza tanto artistas consagrados quanto talentos locais, o evento segue fortalecendo a tradição junina de Ibirataia e movimentando a economia do município durante o período festivo.

Fonte: Ascom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

FICCO/PR apreende 319 kg de maconha em Balsa Nova

Curitiba/PR. Nessa segunda-feira (22/6), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) apreendeu 319 kg de maconha e prendeu um suspeito em flagrante, no município paranaense de Balsa Nova. A ação contou com o apoio da PRF e da PM/PR.

No interior do veículo localizado, foram apreendidos 319 kg de maconha. O investigado, a droga apreendida e o automóvel foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis.

As equipes realizaram buscas na região e prenderam o motorista do veículo em flagrante.

A ação foi realizada de forma conjunta, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar do Paraná, por meio da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC) e do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

Polícia Federal aponta fraudes que geraram renda fictícia de R$ 199 milhões em banco de Edir Macedo

                       Viaturas da Polícia Federal paradas em Maceió, após ação da corporação
Investigação da Polícia Federal sobre o banco Digimais, aponta o uso de sucessivas reavaliações de direitos creditórios de uma mesma ação para inflar o valor dos ativos da instituição. Isso gerou uma renda fictícia de R$ 199 milhões nos balanços.

O crédito seria uma ação judicial de 1967 contra a União. Gestores do banco teriam usado fundos de investimento para comprar fatias do processo em etapas. Em seguida, registraram aumentos sem justificativa real, inflando o patrimônio líquido do banco e a fazendo parecer mais saudável do que ela era na realidade.

Nesta terça (23), Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, que apura crimes contra o sistema financeiro. A diligência busca desarticular suspeitas de um esquema fraudulento no Digimais, banco do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV.


A decisão judicial da Justiça Federal em São Paulo autoriza o bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo a investigação da PF, a manobra aconteceu em duas etapas: o fundo ID112 comprou 7,7% dos direitos da ação de 1967 por R$ 9 milhões. Após transferências entre fundos, o valor saltou para R$ 100 milhões. Outra parcela de 9,25% foi adquirida por R$ 22 milhões. O expediente foi repetido até chegar a R$ 130 milhões.

Na segunda etapa, mais duas parcelas foram compradas por R$ 20 milhões cada e infladas para R$ 174,5 milhões cada. O custo real foi de R$ 71 milhões para R$ 741,3 milhões nos demonstrativos contábeis.

O Banco Central determinou que o Digimais refizesse as avaliações e colocasse o valor original de custo. Para evitar a perda do valor inflado, os gestores fizeram contrato simulado a prazo dessas cotas para a própria empresa controladora do banco, a B.A Empreendimentos, jogando o pagamento para 2032. O valor inflado seguiu nos balanços como dinheiro a receber.

Como o contrato previa a cobrança do IPCA mais 0,5% ao ano, o Banco Central sinalizou que se tratava de uma venda como financiamento ilegal do banco ao seu dono

Por Alex Sabino, Folhapress

Garis e margaridas voltam gradativamente após avanços em negociações com empresas

Trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana voltam ao trabalho de forma gradativa na Bahia
A greve nacional dos garis e margaridas para pressionar a votação do PL 4146 no Senado Federal termina na Bahia, seguindo assembleia de sindicatos do país. No estado baiano, o SindilimpBA informa que há avanços em negociações com empresas para garantia de benefícios, mas que a greve acabou.

Nesta terça-feira (23), a coordenadora-geral do sindicato Ana Angélica Rabello confirmou que a greve avançou com a conquista de benefícios, que os trabalhadores e trabalhadoras não tinham no período junino.

"A greve acabou, mas precisamos apoiar os garis e margaridas e reforçar a valorização deles como profissionais e garantir os direitos trabalhistas. Salário base, carga horária definida, índice de insalubridade, aposentadoria especial entre outros benefícios como qualquer trabalhador deste país. É um reparo histórico que precisa ser reconhecido urgente no Senado", volta a cobrar Ana Angélica.

Ela também apresentou alguns avanços para os trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana na Bahia. Segundo Ana, o SindilimpBA conseguiu avanços. Ana diz ainda que a varrição volta, e que nas assembleais os trabalhadores aceitaram as conquistas.

"Na verdade o que avançamos foi horas extras no dia do São João, além de uma folga, que não tinha, e a escala 5x2, continua na mesa de negociação. Tem ainda 40% para o trabalhador da especial, que continua na luta. A briga para aprovação do PL dos Garis e Margaridas segue no Senado", completa Ana.

Por Redação/Politica Livre

Polícia prende servidores do BRB por golpe contra mais de 3.500 aposentados

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira (23) três servidores do BRB (Banco de Brasília) por suspeita de envolvimento em descontos associativos feitos sem autorização em contas de aposentados e pensionistas.

As prisões foram realizadas na Operação Parasitas, que apura descontos ilegais a aposentados e pensionistas. A ação aponta que associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários.

Segundo as investigações da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes) da Polícia Civil, mais de 3.500 contas podem ter sido atingidas, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões. As vítimas relataram não ter autorizado os descontos.

Outros 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Além das prisões preventivas, também foram realizadas buscas nas sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema. Os mandados são cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais.

O BRB afirma em nota que a ação foi originada em denúncia do próprio banco. A instituição financeira aponta que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração e reforça que qualquer irregularidade será punida com os "procedimentos normativamente estabelecidos".

Afirma, ainda, que os servidores foram afastados das funções em medida administrativa. Segundo o banco, o desligamento persistirá até a conclusão das investigações e a verificação de eventual responsabilidade dos profissionais.

"O BRB repudia quaisquer práticas criminosas, em especial aquelas que violem direitos de públicos vulneráveis, e reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e sua colaboração permanente e integral com as autoridades competentes", reforçou o banco.

A participação de terceiros também é investigada pelos agentes. A investigação aponta que outras pessoas estão ligadas à operacionalização dos descontos e à manutenção do modelo de arrecadação investigado.
Por Folhapress

Polícia Civil desarticula laboratório de drogas e apreende fuzil e mais de 160 quilos de cocaína em Cafarnaum

Operação Timeline, desdobramento da Operação Strike, causou prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões ao crime organizado.
Um laboratório de drogas foi desarticulado na noite de segunda-feira (22), no município de Cafarnaum, durante diligências da Operação Timeline. Na ação, foram apreendidos um fuzil calibre 7.62, além de aproximadamente 160 quilos de cocaína, entre pasta base e insumos utilizados na fabricação da droga.

A operação é um desdobramento da Operação Strike, que investiga uma organização criminosa atuante nos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios e lavagem de dinheiro na região de Jacobina. As apurações indicam ainda a atuação do grupo em áreas da Chapada Diamantina, com atividades de distribuição, armazenamento e comercialização de entorpecentes.

Após ações de inteligência, a Polícia Civil da Bahia antecipou a deflagração da Operação Timeline e localizou um imóvel utilizado como laboratório de drogas no povoado de Grama 1, zona rural de Cafarnaum.

Durante a incursão, também foram apreendidos nove quilos de cocaína em tabletes, cerca de 10 mil sementes de maconha, aproximadamente 2.143 munições de diversos calibres (7.62, 5.56, .40, 9 mm, .380 e 12), além de carregadores de fuzil e três prensas hidráulicas utilizadas na produção dos entorpecentes.

A ação foi realizada por policiais civis do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Chapada), da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê).

Com a apreensão do material, a Polícia Civil estima um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao grupo criminoso. As diligências seguem em andamento para identificar e localizar os demais envolvidos.
Fonte
Guilherme Santos/Ascom PCBA

Irmão de Adolpho Loyola seria um dos donos de empresa acusada de dar calote em artistas

Uma matéria veiculada pelo Jornal da Manhã, exibido pela Rede Globo, revelou, através de entrevista com diversos artistas, que o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Teixeira de Freitas, David Loyola, seria um dos proprietários da empresa Usina Mix, acusada de dar calote em diversos artistas, além de superfaturamento em contratação de artistas através de cachês milionários, em sua maioria superfaturados.

Segundo o Jornal da Manhã, através da empresa Usina Mix, contratos milionários eram assinados com artistas, através de shows e eventos, que recebiam até 800 vezes menos dos valores que constavam nas notas fiscais.

Um esquema envolvendo produtoras de shows, que durou pelo menos de 2015 a 2024, superfaturou em milhões os cachês de artistas pagos com verba pública e sem licitação, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur).

David Loyola é irmão de Adolpho Loyola, secretário da Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia. Segundo a matéria exibida pela Rede Globo na sexta-feira (19), no Extremo Sul da Bahia diversas prefeituras contrataram a empresa acusada de promover as fraudes, a Usina Mix, para realização de eventos e shows.
Por Política Livre

Lula: 'Não me candidatei a presidente para fazer coisa para rico, rico não precisa do governo'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 23, que não se candidatou à Presidência da República para destinar iniciativas aos mais ricos. Na fala de tom eleitoral e voltada para pessoas de menor renda, o presidente afirmou que quem precisa do governo federal são os pobres e a classe média.

"Não me candidatei a presidente da República para fazer coisa para rico, o rico não precisa do governo. Quem precisa do governo são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias profissionais", declarou o presidente durante a inauguração de um trecho da Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.

Como costume nas agendas pelo País, Lula disse que foram os governos petistas que forneceram mais investimentos para os Estados, neste caso, para o Rio de Janeiro. "Queria que vocês pesquisassem para saber se, na história da República, houve um presidente que colocou mais dinheiro no Rio de Janeiro do que eu e a Dilma Rousseff. (...) Eu duvido que algum governador tenha recebido de algum presidente mais ajuda do que receberam nos governos Lula e Dilma", declarou.

Lula inaugurou nesta terça, a primeira etapa das obras do trecho da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. Foram lançados quatro quilômetros de pista de subida. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão.
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi/Estadão Conteúdo

Saiba mais sobre o banco do bispo Edir Macedo- Por Júlia Moura/Folhapress

Alvo de nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, da Polícia Federal, nesta terça-feira (23), o Digimais teve seu controle adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2020. Antes, o banco se chamava Renner e pertencia à família que fundou a varejista de roupas.

Segundo interlocutores, o dono da Record TV e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus buscava, com a instituição, canalizar a parte financeira de suas operações, em especial da Igreja Universal.

Com a aquisição, o nome mudou para Digimais, a sede foi transferida do Rio Grande do Sul para São Paulo e Macedo colocou o bispo João Luiz Urbaneja para comandar a instituição.

Até então, o foco era o financiamento de veículos no estado gaúcho, mas a nova direção começou a diversificar a receita, comprando carteiras de crédito e títulos e valores mobiliários. Segundo dados de março de 2026, divulgados pela plataforma IF Data do Banco Central, o banco tinha R$ 10 bilhões em ativos.

Mais recentemente, o banco também passou a originar crédito consignado, com contratos com a Prefeitura de São Paulo. Porém, a carteira de crédito de R$ 1,57 bilhão ainda é em sua maioria de financiamento de veículos, seguida de consignado.

No primeiro trimestre, a instituição reportou um prejuízo líquido de R$ 108,35 milhões. No ano passado, o balanço apontou lucro líquido de R$ 31 milhões.

Há anos o banco enfrenta deterioração financeira e Edir Macedo precisou injetar recursos na instituição, ao passo que começou a tentar vendê-lo.

O estresse financeiro se refletiu na alta rentabilidade dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) oferecidos pelo Digimais, que chegou a 130% do CDI, acima da média do mercado, levantando alertas.

Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, chegou a anunciar a aquisição em janeiro de 2025, em troca de uma injeção de R$ 800 milhões no Digimais, mas o negócio foi cancelado dois meses depois, com o avanço das investigações sobre Quadrado.

Para facilitar a venda, Macedo deu a administração do banco para um executivo com mais experiência no setor. Desde o fim de 2025, a instituição é comandada por Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, que tem a missão de deixar a casa em ordem e vendê-la. Já o bispo Urbaneja ficou no comando do conselho de administração.

Em abril deste ano, o BTG Pactual anunciou acordo para adquirir a instituição. A informação foi confirmada pelo banco de André Esteves em comunicado ao mercado. O Digimais não se pronunciou. Procurado nesta terça, o BTG disse que não iria comentar.

A Folha apurou com pessoas próximas ao assunto que a conclusão da transação dependia de uma série de tratativas, inclusive um acerto com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para financiar a transação. Outras instituições financeiras interessadas no Digimais também poderiam entrar em uma eventual disputa pelo banco de Edir Macedo com patrocínio do fundo. Na prática, outros proponentes poderiam fazer uma oferta de compra do banco.

No comunicado, o BTG afirmou que o objetivo da disputa é estabelecer um valor de referência para a alienação da totalidade das ações do Digimais, "em um processo competitivo a ser oportunamente lançado". Entre outros fatores, será necessária a aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Nos bastidores, a venda era vista com bons olhos por ser uma forma de evitar uma eventual liquidação do Digimais, cujos depósitos teriam que ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a alienação para outro banco, a tendência é que as perdas do fundo sejam menores, mesmo que o FGC tenha que cobrir parte do passivo.

RAIO-X | Digimais em 2025

Fundação: 1981
Lucro líquido: R$ R$ 31 milhões
Patrimônio líquido: R$ 787,3 milhões
Concorrentes: Santander, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil

Bilionário e fundador da Igreja Universal; conheça Edir Macedo, dono de banco alvo da PF

O Banco Digimais, alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23) pertence ao bispo Edir Macedo, 81. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono do Grupo Record de comunicação, tem patrimônio estimado de R$ 9,6 bilhões, segundo lista de bilionários da Forbes.

Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 1945. Criado em família católica, tornou-se protestante aos 19. No início da vida adulta, trabalhou em órgãos públicos do estado natal. Criou, em 1975, a instituição Cruzada Religiosa do Caminho Eterno.

Dois anos depois, ao lado do cunhado Romildo Ribeiro Soares —conhecido como R. R. Soares— deu início à Universal. Em 1980, a parceria foi rompida e Soares fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Nos primeiros oito anos, a Universal chegou a 195 templos em 15 estados brasileiros, segundo a própria instituição. Quando Edir Macedo iniciou a compra da TV Record, em 1989, somava 571 espaços religiosos dentro e fora do Brasil. Hoje a igreja de Macedo está em 150 países, segundo a Universal, e prega o evangelho em 102 línguas.

O bispo adquiriu a TV Record por US$ 45 milhões em valores da época (cerca de R$ 620 milhões hoje). A rede de televisão pertencia antes ao grupo Sílvio Santos e à familia Machado de Carvalho. Para garantir a operação, Macedo não participou das negociações.

Em 1992, o bispo foi preso em São Paulo sob acusação de charlatanismo. O Ministério Público de São Paulo alegava que o patrimônio de Macedo bispo seria proveniente, na maioria, da atividade à frente da Igreja Universal. A prisão durou 11 dias e terminou após pressão de fieis e artistas, e o caso foi arquivado.

Na política, sempre esteve próximo do poder. Apoiou todos os presidentes eleitos desde a redemocratização. Em 2022, declarou voto em Jair Bolsonaro (PL), mas declarou logo após o resultado do segundo turno que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito por vontade de Deus.

A entrada de Edir Macedo no mundo financeiro se deu em 2020, quando ele comprou o antigo banco Renner, ligado à família que fundou a varejista de roupas. Com a aquisição, o nome mudou para Digimais, a sede foi transferida do Rio Grande do Sul para São Paulo. Macedo, por meio do grupo Record, já era acionista minoritário do banco desde 2009.
Por Folhapress

Digimais replicou tática do Master de superavaliar ativos com rentabilidade desproporcional, diz PF

A Polícia Federal (PF) acusa o Banco Digimais de ter replicado a tática usada pelo Banco Master
A Polícia Federal (PF) acusa o Banco Digimais de ter replicado a tática usada pelo Banco Master, aproveitando da confiança dos depositantes na proteção institucional proporcionada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Assim, a direção do banco teria superavaliado ativos “mediante a emissão de títulos com rentabilidade desproporcionais aos indicadores de mercado”.

De acordo com os policiais responsáveis pela investigação sobre o banco do bispo Edir Macedo, o desdobramento das operações financeiras sob investigação culmina na proposta de alienação do controle societário do Banco Digimais ao Banco BTG Pactual. Trata-se, segundo os federais, de “uma transação de mercado que, segundo informações oriundas de fontes abertas , encontra-se estritamente condicionada à injeção estrutural de recursos por parte do FGC”.

A necessidade de aporte para a concretizar a venda seria de R$ 7 bilhões, montante que seria destinado a cobrir o déficit do Digimais. Para os federais, isso significa que o prejuízo seria repassado em larga medida ao FGC, evidenciando a “concretização da transferência do risco inerente à atividade bancária, uma vez que permite aos operadores e administradores do Banco Digimais eximirem-se da obrigação de suportar o passivo resultante das suas condutas de gestão, consolidando a terceirização do ônus financeiro para a referida entidade garantidora”.

Ou seja, cria-se desta forma uma “dinâmica”, na qual os “causadores da insolvência” repassam “a integralidade do prejuízo para o sistema de proteção, logrando isolar os seus respectivos patrimônios dos resultados da atividade desempenhada e afastando-se da operação sem arcar com a responsabilidade pecuniária pelas obrigações contraídas”. Caso a operação com o BTG não se concretiza, afirmaram os federais a liquidação do banco der Macedo poderia ser decretada.

Para os federais, assim, a direção do banco preservaria seus patrimônios pessoais, transferindo o ônus do desequilíbrio contábil da instituição para o sistema de proteção institucional. Para a PF, isso configuraria um “desvio da finalidade da norma e da própria instituição garantidora”.

É assim que os federais concluem no documento enviado à Justiça que “o uso dos instrumentos de assistência em cenários de delitos de autoria de controladores ou de administradores culminaria na blindagem de pessoas que operam à margem da lei, fato que se opõe ao propósito de resguardar as poupanças de cidadãos e a manutenção de confiança no sistema”.

Histórico do banco e a liquidação do Master

Os federais analisaram ainda o histórico do Banco Digimais, desde quando ele ainda se chamava Banco Renner. Fundado em 1981 na cidade de Porto Alegre, ele pertencia à família Renner, direcionando as suas atividades para a concessão de crédito para o segmento de empréstimos consignados e para o financiamento de veículos, estruturando uma carteira de clientes voltada ao varejo.

Em 2009, o grupo Record comprou 40% das ações do Renner. Mas a formalização dessa operação de ingresso de novos acionistas só obteve a confirmação do Banco Central em 2013, quando foi adquirido o montante de 49% do Renner por Edir Macedo e sua mulher, Ester Bezerra. A compra do restante do banco pelo casal aconteceu em 2020, com a mudança do nome do banco para Digimais.

“Nos anos subsequentes, a administração do banco Digimais implementou rotinas de captação de recursos e de cessão de crédito que, conforme documentado pelas autoridades de fiscalização, resultaram em descompassos nos balanços contábeis e na apuração de um patrimônio líquido a descoberto na ordem de bilhões de reais no início de 2026″, afirmaram os federais.

E foi, de acordo com a PF, em razão da ausência de liquidez para honrar compromisso que em abril de 2026 Macedo concordou em vender seu banco para o BTG. Segundo a PF, pós a liquidação do banco Master, “evidenciou-se uma exposição de aproximadamente de R$ 600 milhões do banco Digimais a carteiras de crédito” do Master, “cujos ativos passaram a ser objeto de questionamentos quanto à qualidade, lastro e regularidade documental”.

Em janeiro de 2025, houve uma tentativa de aquisição do Digimais por Maurício Quadrado, executivo egresso do Master, por meio do Bluebank, mas a operção foi vetada pelo BC. De acordo com informação policial produzida pela PF, “uma controversa operação de cessão de créditos no montante estimado de R$ 660 milhões ao fundo FIDC EXP 1, ocorrida em março de 2025, resultou em um litígio judicial motivado pela denúncia de que os títulos cedidos pelo Digimais apresentavam inconsistências e ausência de lastro documental exigível”.

A denúncia do BC

Foi nesse contexto que a PF recebeu do Banco Central o processo eletrônico 303924 de supervisão bancária no qual a fiscalização do banco dizia ter identificado a existência de irregularidades cometidas por gestores do Digimais, “as quais configurariam fatos criminosos. O BC informava que havia encaminhado tudo ao Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a notícia do BC, constatou manobras de contabilidade perpetradas pelos diretores Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e por Rodrigo Ruggero, este último diretor de contabilidade da instituição financeira, “em conluio com a pessoa jurídica B.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES, na qualidade de controladora da instituição de finanças”.

A engrenagem, a engrenagem teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados, cujos valores foram registrados nos balanços da instituição pelo montante de R$ 741.348.945,70. Ao mesmo tempo, o fundo é detentor de direitos de crédito originados de uma ação de indenização ajuizada no ano de 1967 por herdeiros da Família Villela em face da União, tratando-se de direitos que foram adquiridos em etapas mediante a utilização de veículos de investimento.

Em fevereiro de 2023, ocorreu a primeira etapa de aquisições, quando o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizado adquiriu 7,7% do crédito de indenização pela quantia de R$ 9 milhões. Em seguida, Em seguida, essa parcela foi transferida para o Fundo Guidare, momento em que ocorreu uma reavaliação do ativo para R$ 100 milhões, baseado em pareceres de direito, com a integralização no RIO DOCE FIDC NP.

A operação não terminou aí. Na sequência, em junho de 2023, repetiu-se o procedimento com outra parcela de 9,25%, adquirida por R$ 22 milhões e reavaliada para R$ 130 milhões, de modo que os ativos totais adquiridos por R$ 31 milhões passaram a figurar nos registros de patrimônio por R$ 230 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais S.A. em função da valorização das cotas do fundo”, afirmaram os federais.

Ainda segundo a PF, com base no documento do BC, em uma segunda etapa da operação, realizada no mês de setembro de 2023 diretamente no âmbito do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditório Não-Padronizados, “concretizaram-se mais duas compras de direitos de crédito junto aos membros da Família Villela, cada uma no importe de R$ 20 milhões”.

Segundo a PF, novamente, as aquisições passaram por procedimento de reavaliação e atingiram a monta de R$ 174.590.281,80 cada, o que elevou o registro de patrimônio do fundo para o patamar de R$ 741.348.945,70, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”.

No curso de suas atividades de auditoria de contas, o BC constatou a infração “às normas nas reavaliações de patrimônio e, por intermédio de termo de comparecimento lavrado no dia 26 de outubro de 2023, determinou a reversão das rendas com o objetivo de que os valores das cotas retornassem ao custo de aquisição de R$ 71 milhões”. O Digimais então solicitou o parcelamento do impacto na contabilidade do banco ao longo de cinco anos.

Mas, a despeito da determinação do BC, no dia 29 de dezembro de 2025, o Digimais celebrou contrato de compra e venda a prazo das cotas de fundos com a sua controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações, pelo valor total de R$ 741.348.945,70, sem que houvesse ingresso de recursos no caixa da instituição financeiras. Havia ainda previsão de pagamento estipulada para o ano de 2032 e, segundo a PF, “com a reversão das provisões que haviam sido determinadas pelo Banco Central”.

Em razão disso, a equipe de fiscalização do BC verificou que o contrato de alienação de cotas resultou na manutenção dos valores gerados pelas reavaliações de ativos nos demonstrativos de contabilidade do Digimais, com o registro “sob a rubrica de valores a receber do controlador, o que funcionou como via de burla à determinação de correção outrora proferida”.

Por isso, no relatório encaminhado à PF, o BC foi taxativo: “a operação suplantou os limites de exposição de crédito previstos nas normativas do Conselho Monetário Nacional (Resolução CMN nº 4.693/2018, que regulamenta o art. 34 da Lei nº 4.595/1964), visto que a transação excedeu o teto de 10% do PLA (patrimônio líquido ajustado) da instituição, o que gerou uma extrapolação de limite na ordem de R$ 699.635.653,47″.

Além disso, o documento do Banco Central apontou que a operação financeira previu a incidência de IPCA + 0,5% ao ano, o que “caracteriza a remuneração de capital no tempo e transmuta a operação em um financiamento ao controlador, reforçando os indícios de operação vedada pelo art. 17 da Lei 7492/86 (Lei de Crimes do Colarinho Branco)″. A razão disso é que a “adoção de um indexador inflacionário somado a juros reais caracteriza típica remuneração de capital no tempo, elemento essencial das operações de crédito”.

É a famosa operação ‘Zé com Zé’, conforme publicado pelo Estadão. Ou nas palavras da PF: “o Banco estaria financiando o controlador no tempo, assumindo o risco de crédito decorrente do prazo, passando o controlador a ser devedor do Banco”. Assim, o Digimais manteria a aparência de boa saúde de suas finanças em seus balanços, induzindo a erro investidores do mercado e o próprio BC.

Ou ainda segundo a investigação da PF, “a articulação em sucessão de fundos de investimentos para mascarar a aquisição de direitos creditórios por valores em inferioridade aos declarados no passo de avaliação, com a utilização de pareceres com o intuito de inflar o patrimônio da instituição de finanças, configura indícios de crime de gestão fraudulenta, delito previsto no artigo 4º da Lei nº 7.492/1986″.

Os federais concluíram que a inserção e a manutenção de elementos em desconformidade com a realidade de patrimônio nos demonstrativos de contabilidade, após a determinação de correção por parte da autarquia monetária, “alinham-se ao tipo de penalidade do artigo 10 da mesma Lei nº 7.492/1986, visto que a manobra de venda a prazo das cotas objetivou manter a aparência de riqueza nos balanços da instituição financeira”.

Por fim, a venda das cotas em estrutura que beneficia a empresa controladora, com desrespeito aos tetos de limite de crédito e com previsão de remuneração de capital em prazo de anos, amolda-se à conduta tipificada no artigo 17 da Lei nº 7.492/1986, que veda a concessão de empréstimos e de adiantamentos a partes com relação de controle.

Por Luiz Vassallo, Marcelo Godoy e Fausto Macedo/Estadão Conteúdo

São João no Pelourinho reúne multidão com shows de Canários do Reino, Mastruz com Leite, Falamansa e outras atrações nesta segunda-feira

O São João da Bahia segue movimentado no Centro Histórico de Salvador e atraindo milhares de pessoas ao Pelourinho. Nesta segunda-feira (22), baianos e turistas lotaram largos e praças para acompanhar uma programação marcada pelo forró tradicional, pela diversidade musical e pelo clima típico dos festejos juninos.

No Largo do Pelourinho, um dos espaços mais disputados da festa, os shows de Canários do Reino, Mastruz com Leite e Falamansa embalaram o público com sucessos que atravessam gerações. Entre casais dançando forró e grupos cantando em coro os clássicos do gênero, a noite reafirmou a força da tradição nordestina no principal palco junino da capital baiana.

A estudante Mariana Oliveira, de Feira de Santana, visitou o evento pela primeira vez e aprovou a experiência. “É a primeira vez que venho ao São João do Pelourinho e estou achando tudo muito organizado. Os shows são ótimos, a energia do lugar é diferente e dá vontade de ficar a noite toda”, afirmou.
Para os artistas, a festa cumpre um papel importante na valorização da cultura popular e na democratização do acesso aos festejos. “É muito importante ver uma festa desse tamanho aberta para todos, valorizando nossa cultura e aproximando as pessoas do São João”, destacou Aline Fernandes, da banda Canários do Reino.

O cantor Vaqueiro Karkará também ressaltou a importância do investimento público para fortalecer as tradições nordestinas. “Esse incentivo fortalece a tradição e permite que baianos e turistas aproveitem gratuitamente grandes apresentações”, disse o vocalista da Canários do Reino.

A programação segue ao longo da noite em diferentes espaços do Centro Histórico. Na Praça Quincas Berro D’Água, Gerônimo e Carla Cristina comandam a festa com repertórios que dialogam com diferentes vertentes da música baiana. No Terreiro de Jesus, Arnaldo Neto e Forró Casa Nova mantêm vivo o autêntico clima junino. Já na Praça Tereza Batista, Luciano Calazans e João Vaqueiro levam ao público mais uma noite dedicada à música nordestina.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA

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