Fogos atingem residência durante evento político no bairro ACM, danifica telhado e assusta moradora

Nota de Esclarecimento

A coordenação da campanha vem a público esclarecer o ocorrido na noite de sexta-feira, durante evento realizado no espaço ACM, em Ipiaú, quando fogos de artifício atingiram o telhado de uma residência vizinha, causando danos à estrutura.

Imediatamente após tomar conhecimento do fato, a equipe se mobilizou para prestar o devido apoio. A mão de obra especializada em serviços, foi custeada pela coordenação da campanha, garantindo o reparo dos danos ocasionados.

Reforçamos nosso compromisso com o respeito à comunidade e com a realização de eventos de forma responsável e segura. Lamentamos o transtorno causado e reiteramos que todas as providências necessárias foram tomadas para reparar os prejuízos.


China e EUA concordam com redução tarifária de US$ 30 bi e diálogo sobre IA, diz Pequim

      Conselho comercial amplia tratativas iniciadas antes do encontro em Washingto                   

A China afirmou neste sábado (26) que chegou a um acordo com os Estados Unidos sobre um mecanismo recíproco de redução tarifária no valor de US$ 30 bilhões e sobre o início de um diálogo a respeito de inteligência artificial, como parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente Xi Jinping a Washington, nos EUA.

Os dois lados também concordaram em criar um conselho comercial e ampliar os resultados das negociações anteriores em Kuala Lumpur, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

O acordo ocorre após uma medida anterior das duas maiores economias do mundo para prorrogar por dois meses uma trégua comercial que expiraria em 10 de novembro, dando mais tempo para trabalhar em um possível acordo comercial mais amplo, disse na última quarta-feira (23) o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

A cúpula de três dias entre Xi e o presidente Donald Trump, encerrada na sexta-feira (25), destacou a diplomacia pessoal, em vez de grandes avanços anunciados publicamente. Xi já desembarcou em Pequim, informou neste sábado a agência estatal chinesa de notícias Xinhua.

"Esta visita histórica fortaleceu a relação construtiva e estável entre China e Estados Unidos, preservou a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações sino-americanas e terá um impacto de longo alcance sobre a paz e o desenvolvimento mundiais", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em comunicado.

DIÁLOGO SOBRE IA

Sobre inteligência artificial, os dois lados concordaram em manter um diálogo a respeito dos riscos e benefícios da tecnologia, com a próxima rodada de discussões prevista para novembro, e em criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

Em outro comunicado, o ministério também afirmou que Pequim valorizava o uso, por Washington, do termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial". À medida que a tecnologia de IA continua avançando, os dois lados devem intensificar as trocas e trabalhar para chegar a um consenso em sintonia com os novos desenvolvimentos, acrescentou.

Os dois lados também concordaram em apoiar um ao outro na realização da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico e da cúpula do G20, e ambos os líderes planejam comparecer aos encontros organizados pelo outro país.

Em relação à política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir seu compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve impor tarifas de trânsito em vias navegáveis internacionais, informou o ministério.

A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.
Por Folhapress

'Nova direita nasceu porque ninguém mais aguentava Caetano Veloso', diz cineasta Josias Teófilo

Em entrevista ao podcast A Máquina, diretor de documentário sobre Olavo de Carvalho afirma que comunicação da direita está muito agressiva e isso é perigoso

"A nova direita nasceu porque ninguém mais aguentava o Caetano Veloso." É assim que o cineasta conservador Josias Teófilo resume a reação da direita contra uma suposta hegemonia da esquerda na cultura. Teófilo dirigiu documentários sobre Olavo de Carvalho, "Jardim das Aflições", e sobre a ascensão do bolsonarismo, "Nem tudo se desfaz".

Em entrevista ao podcast A Máquina, ele diz que a internet permitiu romper a hegemonia da esquerda, mas que a comunicação digital da direita está ficando muito agressiva e isso é perigoso. E ele critica "Dark Horse", o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Achei péssimo (trailer). O projeto do filme é uma desculpa para arrecadar dinheiro para um grupo político".

No seu último filme, "Nem Tudo se Desfaz", o senhor discute o papel dos memes e das redes sociais na ascensão da nova direita. Qual foi a importância deles?

O bolsonarismo é um fenômeno de internet, seria impensável antes da internet. E aí temos uma interseção entre o olavismo e o bolsonarismo. No começo dos anos 2000, a imprensa foi se fechando em variações da esquerda. Então Olavo [de Carvalho] perdeu as colunas que ele tinha e não tinha matéria nenhuma sobre ele. Isso se manteve até quando eu fiz o filme [documentário 'Jardim das Aflições', de 2017]. Olavo precisava pagar as contas nos Estados Unidos, então criou um curso online pioneiro, em 2008. Para divulgar, ele criou o True Outspeak, que é a ideia genial de juntar Aristóteles com Alborghetti [jornalista policial e ex-deputado estadual paranaense].

Parece piada, mas era essa a ideia mesmo: aquele jeito de falar do Alborghetti e temas aristotélicos. Ele falava muito palavrão, ofendia, coisas que não se falavam em canais. Esse é um elemento fundamental da nova direita, a ideia da polêmica como iniciação. Chamar a atenção através da polêmica virou um modelo de negócios. O True Outspeak trazia muita gente para dentro do curso online de Filosofia, que chegou a ter cinco mil alunos. E formou várias pessoas que viriam a participar do governo Bolsonaro.

Um grupo específico tem grande relevância. Aqueles meninos da periferia de Fortaleza [José Mateus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz] eram alunos do Olavo, viam o programa True Outspeak, e colocaram essas ideias em prática para criar uma página de memes pro Bolsonaro, o Bolsonaro Zoeiro.

Eles depois foram trabalhar na Presidência de Bolsonaro, naquele que ficou conhecido como o "gabinete do ódio"...

Eu não concordo com o nome. Não duvido que exista uma rede de difamação aí, existe até hoje. Mas não acho que seja desses rapazes. Eles estavam ali para fazer memes mesmo e moldaram a imagem do bolsonarismo. Carlos Bolsonaro chamou essas pessoas. Não à toa Carlos foi colocado no Rolls-Royce presidencial junto com o Bolsonaro e a Michelle [Bolsonaro]. Ele é importantíssimo, criou a imagem e a comunicação do bolsonarismo.

O que mudou na comunicação da nova direita desde Olavo de Carvalho?

Alguns elementos permanecem, como o uso massivo de memes e a comunicação bastante agressiva. Acho que a mudança principal é de IA, que me desagrada um pouco, porque é muito artificial, mas eles estão usando bastante.

A principal característica é usar todas as modas da internet. Apareceu o TikTok, vamos usar o TikTok. Apareceu IA, vamos usar. A esquerda é muito mais conservadora na comunicação. Aliás, é uma característica: a esquerda no Brasil é reacionária e a direita é revolucionária. A esquerda tem as instituições, o establishment, e a direita tem o uso da internet.

Agora, estou notando um aumento da agressividade. Tem muito candidato usando os embates diretos, vai para a Avenida Paulista, a gente não sabe onde é que vai parar. Acho perigoso, mas tem a ver com as coisas que o Olavo começou. Na verdade, tem a ver com o Bruno Tolentino (poeta e escritor de direita, tema de filme de Teófilo), que estabeleceu um novo grau de hostilidade. Tem o livro "Sapos de Ontem", em que ele critica os irmãos [Augusto e Haroldo de] Campos.

Quais os erros de comunicação da esquerda?

A esquerda não sabe fazer meme. Ela quer explicar demais. A linguagem tem que ser visual, não pode ser baseada no texto. Mas ela não sabe porque não precisa fazer. Ela tem os movimentos sociais, toda essa capilaridade social que a direita não tem, então não precisa.

O senhor assistiu ao trailer do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro. O que achou?

Achei péssimo. É um filme que está errado desde o começo, filmado em inglês, diz que é "produção hollywoodiana", não tem nada de hollywoodiana. O projeto do filme é uma desculpa para arrecadar dinheiro para um grupo político. Custou caríssimo e a gente não vê esse valor de produção no filme. Realmente, é de se pensar onde foi parar esse dinheiro.

O senhor faria um filme sobre o Bolsonaro?

Esse filme aí não, jamais. Se você faz um filme para louvar um personagem assim, tem grandes chances de dar errado. Eu tive grande cuidado no "Nem Tudo se Desfaz" para que não se tornasse uma coisa, não digo nem partidária, mas retórica.

No final do seu filme, há uma fala do pesquisador João Cezar de Castro Rocha dizendo que Lula foi o bode expiatório das massas digitais após ter sido o presidente mais popular da história, e que as massas digitais precisam de sangue e elegerão um novo bode expiatório. Depois que seu filme saiu, em 2021, Bolsonaro foi julgado e preso. Quem será o próximo bode expiatório?

A gente precisaria é de um Napoleão, alguém que pegue esse processo revolucionário e dê uma forma estável. Os ganhos da revolução têm que ficar estabelecidos, a gente precisa parar com isso, e Flávio Bolsonaro não está com cara de ser essa figura. Acho que continua o processo revolucionário de busca por um bode expiatório. E aí ficam os dois lados tentando que o outro vire o bode expiatório indefinidamente.

O lado da esquerda não é nem Lula, eu acho que é o STF, porque o presidente muda de quatro em quatro anos, mas o ministro do STF fica. O problema é o seguinte: quando vai parar? É preciso ter uma estabilidade institucional e periga parar só com o fim da Nova República. A Nova República se estabeleceu muito formatada pela esquerda, com a Constituição Cidadã e no âmbito da cultura. Bruno Tolentino (poeta e escritor de direita, tema do próximo filme de Teófilo) veio para o Brasil em 1992 e quando chegou aqui ficou chocado com a hegemonia da esquerda.

A nova direita tem vários mitos fundadores. Um deles foi a entrevista que Tolentino deu à Veja, em que disse "Quero o país de volta". Ele criticou o establishment cultural da esquerda, a academia, a USP, a Folha. Tudo isso viria a ser o caldo da nova direita. E principalmente Caetano Veloso. A nova direita nasceu porque ninguém aguentava mais o Caetano Veloso. A nova direita tem militar, republicano, tem bolsonarista e antibolsonarista, como o MBL, tem todo tipo de gente, mas o que tem em comum é odiar o establishment cultural da esquerda. Caetano Veloso, Gilberto Gil, toda aquela cultura que foi elevada à cultura brasileira para exportação no governo Lula.

Outro mito fundador da nova direita foi o [filme] Tropa de Elite, que existe no nosso imaginário até hoje. O [diretor José] Padilha sabia que ele ia atingir um público de direita, conservador. Wagner Moura tá tentando fugir desse fantasma até hoje, mas não consegue. Então os mitos fundadores são: a entrevista de Bruno Tolentino, Tropa de Elite e a obra de Olavo. Tudo isso não chegou a ser expresso no Ministério da Cultura (secretaria) do governo Bolsonaro. Nem chegaram a saber quem é Bruno Tolentino, a colocar em prática as ideias de Olavo. Olavo morreu muito desgostoso com o governo Bolsonaro.

A cultura no governo Bolsonaro foi uma decepção?

Foi uma decepção profunda. Bolsonaro colaborou muito com a hegemonia da esquerda na cultura. Regina Duarte me falou uma vez que ele tinha um trauma na cultura por causa da facada, porque muita gente da cultura comemorou. Não todo mundo, evidentemente. Tem gente de direita, de esquerda, de centro, liberal, conservador, inclusive no cinema produzindo. Só que existe uma sub-representação do pessoal da direita, porque para não haver confusão, as pessoas acabam não falando de política. Muita gente não se expõe. Até eu, durante muito tempo, não me expus.

O senhor criou a associação Artistas Livres para lutar contra o que vê como viés de esquerda na cultura.

Criei junto com o (cineasta) Newton Cannito, que foi secretário do audiovisual do governo Lula, para lutar pela liberdade na arte, porque existe a censura oficial, gente de direita que não consegue aprovar um projeto no edital, porque há uma hegemonia da esquerda dentro das comissões, mas existe uma coisa velada também.

A gente está participando das conversas sobre os programas de cultura de vários candidatos. Temos diálogo com o governo do Estado e com a prefeitura de São Paulo. Existe muito espaço aí para pensar o que pode ser uma gestão que abra espaço para os cristãos, para os católicos, para os evangélicos.

A ideia é tirar um suposto viés woke da cultura ou das licitações?

Principalmente as cotas. Quem é homem, branco e heterossexual tem grande dificuldade de aprovar projeto, porque tem cotas. Já conversei com [Ronaldo] Caiado, com [Romeu] Zema, e tenho conversado também com a equipe do Flávio, mas estou um pouco desgostoso porque já vi que o caminho do Mário Frias está sendo seguido. Não acho que o Mário Frias volta, acho que ele volta é para a cadeia, não para secretaria nenhuma. Mas ainda acho que podem repetir todos os erros. Não atuar na cultura é não deixar um legado.

Numa gestão cultural anti-woke, quais seriam os temas privilegiados?

O principal é resgatar personagens da nossa história que foram negligenciados, como Gilberto Freyre e José Geraldo Vieira. Não tem um filme sobre Dom Pedro 2°, não tem um filme relevante sobre José Bonifácio.

Quem pode ocupar o espaço de Olavo de Carvalho como pensador da nova direita?

Tem o [escritor e acadêmico] Ronald Robson, um excelente pensador, que está continuando o trabalho do Olavo. Tem o Juliano Cazarré, tem o [diretor] Breno Moreira. Mas o pessoal confunde cultura na direita com marketing digital. E marketing digital é uma coisa efêmera, você vende o produto e isso não repercute.

Por Patrícia Campos Mello/Folhapress

Associação de bets reage à proibição e diz que vai levar caso à Justiça

ANJL afirma que medida desmonta regras criadas em 2024 e que Lula busca ganho eleitoral com veto

Entidades que representam as bets reguladas no Brasil reagiram à proibição das apostas, anunciada pelo governo Lula nesta sexta-feira (25), com críticas à medida e ameaça de ir à Justiça.

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) classificou a proibição das apostas online como a aniquilação da livre iniciativa e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) calcula que só as outorgas pagas representam um risco jurídico de R$ 2,55 bilhões para a União.

Segundo a ANJL, mais de 30 milhões de apostadores serão jogados nas mãos de milhares de sites ilegais. O entendimento da associação é de que o governo Lula adotou "um movimento jamais visto internacionalmente pela indústria" de apostas visando obter um "suposto ganho eleitoral na corrida à Presidência da República".

A proibição das bets consta de uma MP (medida provisória) anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que proíbe o depósito de recursos nas plataformas de apostas imediatamente após a publicação do texto. Os sites ficam no ar até as 23h59 de 5 de outubro somente para que os apostadores resgatem seus depósitos.

A ANJL fala em insegurança jurídica com a medida. Quando as regras de apostas foram estruturadas pelo governo, em 2024, cada empresa interessada em operar no setor foi obrigada a pagar uma outorga de R$ 30 milhões com permissão para explorar a atividade por cinco anos.

A associação afirma que já está adotando providências para reverter a MP e vai levar o caso à Justiça.

Presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge diz que a outorga é uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração e que o eventual pedido de ressarcimento que será debatido no Judiciário deve abranger não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais.

"O país transmite o recado de total desrespeito a uma série de investimentos realizados e ao cumprimento, pelas bets, de todas as contrapartidas fixadas pela legislação, entre elas o pagamento de outorgas que previam o direito à exploração dos serviços de apostas pelo período de cinco anos", afirma a ANJL.

Em coletiva após a cerimônia de anúncio da MP, o ministro Durigan disse que o governo não vai devolver os valores pagos pelas bets com as outorgas.

"Como o presidente [Lula] disse, a arrecadação nunca foi um tema central. Sempre foi exigido que qualquer atividade contribua com arrecadação. Só resolvemos a questão da imunidade durante o governo Bolsonaro", disse o ministro em entrevista a jornalistas após o anúncio da medida.

Na declaração, a associação afirma que a instalação das companhias demandou a contratação de milhares de profissionais, instalação de escritórios e a promoção de inúmeros eventos que beneficiaram uma extensa cadeia de trabalhadores.

Fora o gasto direto das empresas, a ANJL também afirma que só com arrecadação tributária no primeiro semestre deste ano foram pagos quase R$ 10 bilhões pela indústria regulada. Para a associação, são recursos que deixarão de ir para setores como a saúde, previdência social, esporte e segurança pública.

INSTITUTO DEFENDE REGULAÇÃO

O IBJR, outra entidade que reúne operadoras de apostas, afirmou em comunicado que a proibição total das apostas de quota fixa representa uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado.

"Encerrar esse mercado pouco tempo depois de sua implementação produzirá impactos econômicos e jurídicos significativos e comprometerá os avanços obtidos na formalização e no controle de uma atividade que já existia no país", diz o IBJR em nota.

A entidade defende ampliar a discussão sobre a regulamentação e ampliar medidas de fiscalização, adotando uma política mais responsável contra o vício.

"Para o IBJR e seus associados, o caminho para enfrentar os problemas associados às apostas é fortalecer a regulamentação, a fiscalização e as políticas de Jogo Responsável, além de intensificar o combate ao mercado clandestino. A preservação de um ambiente regulado permite que o Estado fiscalize a atividade, imponha obrigações aos operadores e mantenha instrumentos de proteção aos consumidores".

Considerando apenas as outorgas já pagas, o risco jurídico para o governo federal parte de R$ 2,55 bilhões, sem incluir investimentos e contratos firmados pelas empresas. O cálculo é feito com base em levantamento da LCA Consultores.

Segundo o instituto, a proibição não elimina uma demanda existente e vai empurrar os apostadores para o mercado ilegal. Hoje, estima-se que de 38% a 44% das apostas online ainda ocorram em plataformas clandestinas. Em 2025, quando as casas começaram a operar legalmente, esse índice variava entre 41% e 51%.

"A medida também elimina, para os consumidores que migrarem para a ilegalidade, o acesso a mecanismos de proteção previstos no ambiente regulado, como identificação, reconhecimento facial, limites, monitoramento de transações, autoexclusão e ferramentas de Jogo Responsável", diz o instituto.

"Ao retirar a atividade do ambiente regulamentado, o Estado também perde instrumentos de fiscalização e rastreamento das operações financeiras."

A LCA projeta ainda que a proibição pode colocar em risco de R$ 58 bilhões a R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030, em cenários nos quais 80% a 100% da demanda atendida pelo mercado regulado migre para a ilegalidade.

IMPACTO NO ESPORTE

Responsável pela Betnacional e a Betfair no país, a Flutter Brazil diz que reconhece os desafios associados às apostas, mas que recebeu a proibição com surpresa e preocupação contra o que representará o desmonte de uma atividade autorizada e regulamentada.

A Flutter avalia que o impacto alcançará o esporte. Em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A do campeonato brasileiro tinham bets como patrocinadoras máster, com mais de R$ 1,1 bilhão por temporada nesses contratos. Além disso, R$ 1,6 bilhão em recursos das apostas de quota fixa foi destinado ao esporte brasileiro, incluindo o esporte olímpico e paralímpico.

"Diante desse cenário, a Flutter Brazil defende a manutenção do mercado regulado e acredita que proteger a sociedade passa por fortalecer a fiscalização, o jogo responsável e o combate à ilegalidade."

A companhia endossou o coro das associações do setor sobre a MP do governo deslocar a demanda dos jogadores para o mercado clandestino ao invés de resolver a aposta compulsiva.

"A experiência internacional da Flutter em mercados regulados reforça que manter essa demanda no ambiente autorizado é uma das formas mais eficazes de combater a ilegalidade e proteger o consumidor", diz a companhia em nota.
Por Diego Felix/Folhapress

Acidente com ônibus deixa 7 mortos e 13 feridos na Chapada Diamantina

Foto: Redes Sociais

Ao menos sete pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas após um ônibus tombar na BR-122, nas proximidades de Iraquara, região da Chapada Diamantina. O acidente ocorreu por volta das 23h de sexta-feira (25), a aproximadamente 15 quilômetros da cidade.

As equipes de resgate prestaram os primeiros socorros aos feridos ainda no local. Doze vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Seabra e uma para o Hospital Municipal Américo Chagas, em Iraquara. Outras duas pessoas, que seriam motoristas da empresa responsável pelo ônibus, não sofreram ferimentos.

Inicialmente, três corpos foram retirados das ferragens. Após o destombamento do veículo, os socorristas localizaram outras quatro vítimas fatais: dois homens, uma mulher e uma criança. As idades e identidades da maioria das vítimas ainda não haviam sido divulgadas.

Foto: Redes Sociais

Uma das vítimas fatais foi identificada como Lucas José Jesus Santana, soldado da Polícia Militar lotado na 28ª CIPM, em Ibotirama. Conforme as informações divulgadas, ele viajava de carona e estava fardado no momento do acidente.

Segundo apuração da TV Bahia, o ônibus pertence à empresa Real Maia e havia partido de Fortaleza, no Ceará. O destino informado era Palmas, no Tocantins. Por circunstâncias ainda desconhecidas, o veículo tombou na rodovia.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e permaneciam trabalhando no local na manhã deste sábado (26). As causas do acidente ainda serão investigadas.

Informaões: Giro Ipiaú

Rockbridge, grupo conservador do vice-presidente dos EUA, iniciou instalação no Brasil

Estratégia previa atuação em três frentes: mídia, formação de jovens e atividade legislativa

"O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance"

O Brasil entrou há alguns meses no foco da Rockbridge Network, um grupo privado americano de direita —meio político, meio empresarial— fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. Seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação.

O grupo ganhou projeção no país nas últimas semanas após o presidenciável Renan Santos (Missão) sugerir que os americanos apoiam a campanha de Flávio Bolsonaro —o que os citados negam, mas a acusação levou a um pedido de investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A Rockbridge reúne grandes investidores, empresários e executivos conservadores que criam a tecnologia de ponta no mundo. Segundo o jornal Folha de São Paulo apurou, já tiveram contato com representantes do grupo o empresário Joesley Batista, da J&F, e o banqueiro André Esteves, do BTG. Procurados, ambos não comentaram. Entre os políticos, os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes. Nenhum deles quis comentar.

Na semana do Brasil em Nova York neste ano, o outro cofundador da Rockbridge, Chris Buskirk, falou a empresários brasileiros num encontro mediado por Talles Gomes, fundador da Easy Taxi e da G4 Educação e integrante da rede nos EUA.

Fora do país de origem, a Rockbridge tem representação oficial apenas na Coreia do Sul. Quem acompanhou o processo no Brasil diz que ele foi suspenso devido ao ambiente eleitoral, considerado tumultuado.

A reportagem teve acesso ao material de apresentação do grupo e aos trâmites para a adesão no Brasil.

Documentos detalhados

Um dos documentos que circulou no Brasil explicava como se tornar membro e oferecia duas categorias: Keystone, com contribuição anual de US$ 500 mil, e Visionary, de US$ 1 milhão. Os pagamentos poderiam ser feitos em dólar, criptomoedas, ações de empresas abertas ou fechadas e por meio de estruturas corporativas e trusts. O formulário informava que os pagamentos deveriam ser feitos para a Rockbridge Brazil LLC, criada pelo grupo nos EUA.

Ambas dariam acesso a encontros fechados, dois summits anuais, videoconferências. A Visionary teria um plus: assento no conselho estratégico da Rockbridge Brasil, com participação na definição de prioridades, além de acesso a encontros descritos como "ultraexclusivos", incluindo jantares privados com grandes doadores e políticos internacionais.

Outro documento explicava que a Rockbridge Brasil atuaria aqui de um jeito parecido com o adotado nos EUA: seria um "fundo de venture capital político, dedicado à construção de uma plataforma para investir na infraestrutura política e social brasileira".

O texto dizia que o Brasil já é o maior país con servador do mundo, mas que falta um movimento para organizar essa força político-social. A Rockbridge Brasil poderia atuar como esse instrumento, financiando áreas citadas como restritas aos conservadores, porque estariam sob controle da esquerda.

A estratégia descrita previa atuação em três frentes: mídia (com apoio e organização de veículos conservadores); formação de jovens (com financiamentos a movimentos em ambientes acadêmicos); e atividade legislativa (fornecendo dados e pesquisas a parlamentares de direita). A definição do trabalho ficaria a cargo de "microconselhos temáticos", formados por cidadãos e empresas com atuação reconhecida em cada área.

Um outro documento, intitulado "Conselho de Tecnologia — O Atalho para a Prosperidade e Soberania Nacional", apresentou as vantagens num eventual alinhamento do setor empresarial brasileiro aos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Era datado de abril e tinha como destinatário o então pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O texto afirmava que o conselho tinha potencial para ser "um instrumento não governamental e não público" destinado a reunir grandes nomes da tecnologia e do capital "a serviço do Brasil", apoiando o desenvolvimento desse setor no país.

Previa que o impacto econômico poderia ser superior a US$ 100 bilhões em dez anos, entre investimentos, ganhos de produtividade e outros benefícios, como a geração de mais de 500 mil empregos e o desenvolvimento de 12 setores estratégicos ligados a tecnologia, energia e mineração.

A sugestão era que o conselho contasse com 23 integrantes —19 seriam estrangeiros, entre executivos, fundadores e investidores ligados à tecnologia. O documento afirmava que garantir a presença deles daria "credibilidade instantânea" ao organismo.

Nesse conselho haveria quatro brasileiros: Talles Gomes, da G4 Educação; Mario Araripe, fundador da Casa dos Ventos; David Peixoto, fundador da Pax AI; e Pedro Sang, apresentado no documento como CEO da Rockbridge Brasil.

Procurado pela reportagem para comentar a citação, Araripe não se manifestou.

A assessoria de imprensa da Pax afirmou que "Peixoto não recebeu convite para integrar o conselho nem jamais integrou qualquer iniciativa ligada à Rockbridge Network Brasil e nunca autorizou que seu nome fosse associado à entidade".

Sang afirmou não ter se associado ou exercido papel formal na Rockbridge, embora tenha sido apresentado ao grupo em outubro do ano passado por André Marinho, seu amigo de infância e candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Novo.

"Interessei-me pela proposta de reunir investidores e empresários de tecnologia em uma rede que estimula negócios entre seus membros e, como entusiasta da inteligência artificial e da tecnologia como um todo, vi ali a oportunidade de atrair para o Brasil parte dos US$ 7 trilhões previstos em investimentos globais no setor, com potencial para gerar emprego e renda no país. A iniciativa, no entanto, está suspensa desde maio", explicou.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Gomes reforçou que o projeto não evoluiu. "O conselho de tecnologia foi apenas uma proposta que ficou no papel: nunca foi constituído, nem se reuniu."

A assessoria de imprensa da Rockbridge nos EUA disse, em nota, que mediante interesse de brasileiros, foi criada a Rockbridge Brasil, mas o projeto foi depois rejeitado. "A Rockbridge criou a empresa [entidade jurídica] exclusivamente prevendo a possibilidade de levar adiante o negócio proposto. A iniciativa não prosseguiu, e a empresa nunca recebeu recursos, entrou em operação ou foi utilizada para qualquer atividade empresarial".

Segundo a assessoria, nunca foi cogitada a participação em política. "A proposta era a criação de um fórum empresarial, como também demonstra a apresentação elaborada por Marinho de forma independente e sem o conhecimento ou a autorização da Rockbridge".

Diz ainda que "brasileiros fizeram declarações falsas sobre sua relação com a Rockbridge e produziram documentos que apresentavam ou faziam referência à Rockbridge sem o conhecimento ou consentimento da organização".

André Marinho disse ao jornal Folha de São Paulo que o projeto de fato não evoluiu, mas nega que tenha produzido os documentos com as metas de atuação e termos de adesão.

"Reitero que este material jamais foi enviado nem apresentado por mim à campanha do Flávio Bolsonaro, a autoridades ou organizações americanas nem foi objeto de qualquer reunião ou tratativa", afirmou.

O candidato afirma que não faz parte da Rockbridge nem pretende se associar.

Polêmica eleitoral

A percepção de que pessoas ligadas à Rockbridge estariam apoiando a campanha de Flávio Bolsonaro chamou a atenção de Renan Santos. Em discurso em Fortaleza, em 5 de setembro, ele afirmou que Talles Gomes e Pedro Sang estariam interessados na exploração de terras raras brasileiras em caso de vitória de Flávio —o que ambos negam.

"A Rockbridge é uma iniciativa eleitoral norte-americana com o objetivo bem claro de eleger pessoas alinhadas ideologicamente com eles e fazer negócios. O interesse deles aqui vai passar por dinheiro e por uso de tecnologia na campanha —é o que eles fazem em todos os lugares", disse Renan à reportagem.

Talles Gomes, após embates com Renan nas redes sociais, entrou na Justiça, no dia 11, com notícia-crime contra o candidato por calúnia, difamação e injúria eleitoral. "Nunca houve, por meu intermédio ou com meu conhecimento, qualquer recurso estrangeiro destinado a campanha eleitoral no Brasil, direta ou indiretamente", afirma Gomes.

Outras reações foram parar na Justiça. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF para que investigue se a campanha de Bolsonaro recebe recursos estrangeiros direta ou indiretamente. Na quarta-feira (23), a polêmica escalou. O PT protocolou no STF um pedido de abertura de inquérito policial para que se investigue se houve financiamento ilegal da campanha de Flávio.
Por Alexa Salomão/Flhapress

Telhado de residência é atingido por fogos de artifício durante evento político em Ipiaú

Um incidente preocupante marcou a noite desta sexta feira (25) no bairro ACM, em Ipiaú. Durante um evento político, fogos de artifício disparados para celebrar a ocasião acabaram atingindo o telhado de uma residência próxima. No momento do incidente estava na residência somente a senhora Roselita Schramm esposa do radialista Zé Gomes que estava trabalhando, âncora do Programa Alerta Cidade na Rádio Ipiaú FM, deslocou para acompanhar de perto a situação, e encontrou sua esposa muito nervosa e com a "pressão alta" devido ao susto em decorrência da explosão no telhado da garagem do imóvel que no momento havia uma motocicleta, que não causou nenhum dano no veiculo.

Embora não tenham sido registrados feridos, moradores relataram momentos de tensão e indignação. O episódio expôs os riscos do uso de fogos em áreas residenciais, especialmente em eventos que atraem grande público e ocorrem em espaços urbanos.

A situação levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos organizadores e a necessidade de maior fiscalização por parte das autoridades. O uso de artefatos explosivos em locais inadequados não apenas coloca em risco a segurança das pessoas, como também pode causar danos materiais e gerar transtornos à comunidade.

Moradores esperam que medidas sejam adotadas para evitar que episódios semelhantes se repitam, reforçando a importância de conciliar manifestações políticas com segurança e respeito ao espaço coletivo.


 

VÍDEO: Bruno Reis dispara contra ausência de Jerônimo em debate: 'Foge e usa o presidente como desculpa' sexta-feira,

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), criticou a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT), diante da possível ausência no debate promovido pela TV Bahia, afirmando que o adversário "foge do debate e usa o presidente como desculpa". As declarações foram feitas nesta sexta-feira (25), durante a cerimônia de reinauguração do Teatro Vila Velha.

As declarações ocorrem no contexto em que o candidato que busca a reeleição pode não comparecer devido à visita do presidente Lula da Silva (PT) em Feira de Santana. De fato, o dia do debate promovido pela TV Bahia, é o mesmo da visita. Também é esperado a participação dos candidatos Ronaldo Mansur (PSOL) e Antonio Carlos Magalhães (ACM) 

Em sua fala, Bruno Reis avaliou que estratégias voltadas a criar polarizações: "O povo da Bahia vai escolher, independentemente das escolhas políticas locais. Mesma coisa, 'time de Lula', debate da mediocridade. As pessoas querem saber o que pode fazer de melhor da sua vida. Isso é querer fazer cortina de fumaça, isso é irrelevante para a decisão do eleitor. Não vai cair nesse golpe pela sétima vez consecutiva", dispara.

Segundo o aliado de ACM Neto (União), a decisão do eleitorado baiano será pautada pela avaliação de resultados e propostas concretas para o cotidiano das pessoas, em detrimento da utilização de apoios e apadrinhamentos políticos nacionais como pauta central das discussões no estado.

Confira o momento em vídeo:

Por Ana Beatriz Soares / Ronne Oliveira

Veto a bets deve reduzir apostas, mas empurrar viciados para a ilegalidade, dizem especialistas



Compulsivos tendem a buscar plataformas fora do alcance do Estado para manter hábito
A proibição das apostas online anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25) tem potencial para diminuir o volume de jogo no país, mas dificilmente acabará com ele, avaliam especialistas em mercados ilegais e regulação.

Para eles, os apostadores compulsivos tendem a migrar para sites clandestinos, sobre os quais o Estado não tem controle.

O depósito nas bets fica proibido a partir da publicação da medida provisória. Os sites ficam no ar até às 23h59 do dia 5 de outubro para que os apostadores possam resgatar seus depósitos. No dia seguinte, o governo inicia uma força-tarefa, com Anatel e CGI (Comitê Gestor da Internet) para tirar todas as plataformas do ar.

Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV Ibre e responsável pelo Índice de Economia Subterrânea, calculado com o ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), diz que não é a medida que vai acabar com o jogo.

Ele diz que quem quiser apostar vai usar VPN (rede virtual privada), um serviço online que desvia a conexão do usuário por um servidor em outro país. Com isso, os sites passam a "enxergar" o acesso como se viesse do exterior, não do Brasil.

Segundo Barbosa Filho, o governo pode bloquear sites e meios de pagamento, mas não terá fôlego para acompanhar o mercado. "A criação de sites de pagamento é muito ágil, quem quiser cria 300 sites para isso. A criatividade deles é muito maior do que a capacidade do governo de bloquear".

O economista afirma que a demanda vai existir, mesmo com a proibição. Ele não acredita, porém, que o jogo volte ao modelo informal tradicional. "O jogo do bicho está até acabando, o caminho mais provável são os aplicativos estrangeiros acessados por VPN", afirma.

O volume de apostas deve cair, diz, mas o principal efeito será a perda de arrecadação para o governo.

Vinicius Padrão, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Direito da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), também vê pouca margem para impedir quem está determinado a apostar. O jogador pode se passar por usuário de outro país, acessar um site estrangeiro e depositar via criptomoedas.

Esse caminho, no entanto, não é trivial para muita gente, especialmente quem usa a internet pelo celular, afirma. Na avaliação dele, o entendimento do governo é que o jogador menos habilidoso com a tecnologia vai desistir das apostas. Trata-se, segundo o pesquisador, de uma medida para "estancar a sangria", ou seja, evitar que as bets cresçam mais.

Flávio Ataliba, pesquisador da FGV que estuda a regulação do setor, afirma que quem vai migrar para o jogo com VPN é justamente quem mais precisa de proteção.

"O apostador casual normalmente não migra, mas ele não é o problema. O problema são os apostadores compulsivos", afirma. Nesse outro mercado, diz, a capacidade de regulação do governo é quase nenhuma.

Em artigo publicado no blog do Ibre, Ataliba cita a Holanda, onde limites de depósito reduziram em 31% a perda média dos apostadores, mas as buscas por sites ilegais subiram 23% no mesmo período. A Índia, lembra, proibiu os jogos online em 2025.

O pesquisador defende aprofundar a regulação em vigor desde janeiro de 2025, com foco no desenho das plataformas: fim da jogada automática, aposta máxima, intervalo obrigatório entre rodadas e limite de perdas. "O objetivo é nobre, mas o tiro pode sair pela culatra."

Ataliba diz ainda que a proibição vai trazer insegurança jurídica. As empresas pagaram R$ 30 milhões pela licença, e clubes de futebol montaram orçamentos com base em patrocínios que devem ser cancelados.

Padrão lembra que, antes da regulação, eram comuns golpes de sites ilegais divulgados por influenciadores, que sumiam com o dinheiro dos apostadores. Para ele, seria possível tentar diminuir os jogos com alguma outra política que não fosse a proibição, como manter as apostas esportivas, ou permitir o jogo com limite de depósito e sem publicidade.
Por Felipe Gutierrez/Folhapress

Coronel chama Capitão Alden de "moleque" em Juazeiro e deputado aciona Corregedoria da PM-BA

O deputado federal Capitão Alden (PL) anunciou que vai representar na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) contra o coronel Wildon Teixeira, comandante do Policiamento da Região Norte (CPR-N), após o oficial chamá-lo de "moleque" e classificar como "covardia" e "palhaçada" a atuação do parlamentar em Juazeiro, no norte do estado.

A declaração do coronel ocorreu após Alden divulgar um vídeo mostrando pichações encontradas em uma quadra pública do município. Segundo o deputado, as inscrições fazem referência a organizações criminosas, e moradores ouvidos durante a gravação confirmaram a situação encontrada no local.

Em resposta às críticas do coronel, Alden afirmou que vai cobrar providências independentemente da patente do oficial e declarou que pretende "representar à Corregedoria e cobrar providências do Governo do Estado."

Confira:

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