Flávio lança candidatura ao Planalto e mira memória de Jair Bolsonaro em fala ao lado de Milei e Tarcísio

                       Evento teve a presença de Milei, Tarcísio e mensagem de Michell
O PL oficializou a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência da República em uma convenção verde-amarela no Pacaembu, em São Paulo, neste sábado (25).

O discurso de Flávio foi em grande parte dedicado a menções ao pai, com referências a si próprio como "o filho mais velho do capitão".

No telão, foi transmitida uma reprodução de inteligência artificial do ex-presidente, com um recado de apoio ao filho. "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio", disse o Bolsonaro de conteúdo sintético.

O senador chorou ao começar a falar do ex-presidente, ao mesmo tempo que a produção do evento colocou uma música triste para tocar.

Flávio disse que o pai é perseguido, injustiçado e vítima "da maior farsa" da história do país. "Faço questão de dizer a cada um de vocês que sei exatamente o tamanho da responsabilidade que meu nome carrega, o filho mais velho do capitão, o homem que defendeu a liberdade com a própria vida."

O presidenciável do PL disse que, se Lula for reeleito, o Brasil vai caminhar para a ditadura. "Imagina ele indicando [ao STF] mais quatro Alexandres de Moraes para onde o Brasil vai?", questionou. Defendeu também que os "poderes voltem a respeitar a Constituição e sejam independentes e harmônicos entre si".

Flávio resumiu suas propostas ao dizer que filhos devem ser "estudantes e não militantes", que o agro deve ser "respeitado e não endividado" e que o salário vai voltar a durar até o fim do mês. Também defendeu castração química para estupradores de crianças e que fiquem mais tempo presos os que "enfiam o cacete em mulher".

Também foi transmitido no telão um recado de Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, que afirmou que Flávio é um grande defensor do Brasil. "Você é um campeão da amizade entre nossos povos (...) Eu sei que você conduzirá o Brasil a patamares cada vez mais elevados", disse.

No palco, Flávio, que tenta diminuir a rejeição das mulheres à sua candidatura, se cercou de figuras femininas: sua mãe, Rogéria; sua mulher, Fernanda, que deve ganhar protagonismo na campanha; e sua aliada e nome preferido para a vice, Daniella Marques (Republicanos). "Você é muito mais que só meu pilar, você é minha coluna vertebral", afirmou à mulher.

O presidente da Argentina, Javier Milei, veio ao Brasil especialmente para a convenção, que teve também a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além de uma série de congressistas e candidatos do PL.

Milei chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo" por não ter autorizado que ele visitasse Bolsonaro. Também exaltou a liberdade, criticou o socialismo e disse a Flávio que se prepare para uma grande batalha.

Apesar da festa, os sinais de isolamento de Flávio ficaram evidentes no evento, que não teve a presença de nenhum presidente nacional de outros partidos. O PL quer repetir a coligação de Bolsonaro em 2022 com a federação União Brasil-PP e o Republicanos, mas as legendas indicam preferir a neutralidade desta vez.

A falta de uma coligação deixou Flávio sem um candidato a vice a ser apresentado em sua convenção —a expectativa era de que partidos aliados indicassem um nome, de preferência uma mulher. A campanha quer bater o martelo até 5 de agosto, prazo final das convenções.

Em seu discurso, Tarcísio, que foi preterido por Bolsonaro para o Planalto, disse que "Flávio está aqui não pelo sobrenome". Afirmou ainda que a esperança está com Flávio, "uma pessoa que vai honrar o pai e o legado" e será "o maior presidente da história".

Tarcísio criticou o PT e disse que "São Paulo prospera porque nunca foi governado pela esquerda". Ele pediu ao público que busque votos e convença os indecisos: "não tem espaço mais para o cansaço, a gente não pode mais se poupar, são 70 dias de trabalho e sacrifício".

Estavam no palco ainda o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e candidatos a governador pelo PL, como Sergio Moro (PR), e ao Senado, como André do Prado (SP). O evento começou com o hino nacional e 22 segundos de silêncio em alusão à suposta tentativa de calar a direita no Brasil, nas palavras do cerimonialista.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) participou por meio de um recado em vídeo. Ela afirmou que não pode estar no evento por estar em casa cuidando do "seu galego". Seu discurso foi voltado para a importância da participação das mulheres na política, assim como o desenvolvimento do PL Mulher, do qual ela deixou a presidência em meio ao conflito público com o enteado.

Michelle não elogiou Flávio diretamente, mas pediu "que Deus abençoe e proteja" sua candidatura e desejou força para a família dele para cumprir a missão "com a lealdade que nosso povo merece". "Quando mulheres e homens de bens se unem para fazer o que é certo nenhuma dificuldade é maior que nossa coragem."

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que disse não ter conseguido comparecer ao evento por não ter conseguido decolar devido ao mau tempo, também enviou um recado de vídeo apoiando Flávio.

O evento ocorreu num centro de convenções no interior do estádio do Pacaembu, na região central de São Paulo, com a presença de milhares de apoiadores vestidos de verde e amarelo. Havia algumas pessoas com roupas ou bandeiras que faziam referência a Israel, aos Estados Unidos e ao presidente americano Donald Trump. Nas bandeiras, aparecia o slogan "Vem com fé que o Brasil vai prosperar", numa alusão ao jingle da campanha de Flávio.

Havia também bonecos de papelão do ex-presidente Bolsonaro, de Flávio, do candidato do PL ao Senado por SP, deputado André do Prado (PL), e de Michelle, com quem o candidato à Presidência trocou gestos de reconciliação há dois dias.

Em meio ao discurso de Flávio, cerca de duas horas após o início do evento, grupos de apoiadores começaram a deixar o centro de convenções, que foi ganhando espaços vazios.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos EUA alegando ser perseguido, enviou um recado em vídeo, em tom mais radical. Disse que "vai ser todo dia estressante" e que tem gente da direita que acredita "que a gente tenha feito um acordo com o sistema".

Ele afirmou que a missão do irmão é "combater essa corja do Foro de São Paulo" e "soltar Bolsonaro e os presos do 8 de Janeiro", fazendo a onda azul da América Latina chegar ao Brasil.

Pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) também participou por vídeo. "Como qualquer família, tivemos momentos de concordância e divergência", disse em um discurso que fez o irmão chorar.

Carlos disse que foi seu pai quem "abriu os olhos das pessoas para a força do sistema e o que ele faz contra quem se levanta contra ele".

Rogério Marinho afirmou em seu discurso que, "mais do que nunca", é preciso "radicalizar". "Somos acusados de radicais porque defendemos o direito de propriedade, porque radicalizamos a defesa dos valores que inspiram a sociedade brasileira."

Disse, também, que o grupo será o porta-voz da mensagem de Bolsonaro e que a "grande responsabilidade" assumida por Flávio será compartilhada por todos, para que o "fardo" se torne mais leve. "Tentaram calar Bolsonaro, mas nós seremos a sua voz."

Em sua fala, André do Prado procurou Flávio e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que também disputa o Senado em SP, para darem as mãos.

Pupilo de Valdemar que vem buscando validação no meio bolsonarista, André afirmou que "ninguém está acima da lei" e, em referência ao Judiciário, disse que "se cometeu crime de responsabilidade tem que arcar com as consequências". A direita bolsonarista tem a expectativa de fazer uma grande bancada no Senado para pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na véspera da convenção, o Datafolha mostrou um cenário de estabilidade na intenção de votos, com Lula (PT) à frente, marcando 48% num eventual segundo turno contra Flávio, que tem 43%.

A convenção partidária é o ato formal em que partidos e federações se reúnem para escolher os candidatos que disputarão os cargos em outubro. Os candidatos escolhidos têm que ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, e a campanha começa oficialmente no dia seguinte.

Por Ana Luiza Albuquerque e Carolina Linhares, Folhapress

Trump tenta enviar assessores ao Brasil para questionar eleições, mas Itamaraty nega vistos

O governo Lula e o Itamaraty ligaram o alerta, temendo a instrumentalização da viagem
O Itamaraty negou o visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viajariam ao Brasil nos próximos dias.

Segundo revelou o The Washington Post neste sábado (25), o presidente americano, Donald Trump, planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro, segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal.

À Folha, integrantes do corpo diplomático brasileiro afirmaram que a decisão de negar o visto foi tomada após detectarem uma possível ligação entre o ataque às urnas promovido pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governo Donald Trump.

Os vistos foram solicitados no dia 20 de julho pelo secretário-assistente Riley M. Barnes e o subsecretário-assistente Samuel Samson. A divulgação de informação falsa sobre as urnas por Flávio ocorreu no dia 21, e a negativa do Itamaraty foi na sexta-feira (24).

A intenção dos funcionários do governo americano era chegar ao Brasil semanas antes do primeiro turno, que acontecerá no dia 4 de outubro. O governo Lula e o Itamaraty ligaram o alerta, temendo a instrumentalização da viagem.

A avaliação é que quando Flávio Bolsonaro repetiu uma informação falsa citando a CIA (sigla para Agência Central de Inteligência dos EUA), estava preparando seu discurso para caso de derrota na eleição. Isso poderia fomentar uma tentativa de intervenção.

Durante uma conversa com embaixadores na segunda-feira, Flávio afirmou: "Há poucos dias, por coincidência, há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. [...] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma... Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana".

Na convenção estadual do PT, neste sábado (25), Lula disse: "Quem de fora quiser vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo, vai apanhar muito nas eleições".

"É uma manobra completamente incompatível com a democracia brasileira", disse uma autoridade ao Washington Post, que falou sob condição de anonimato porque não estava autorizada a dar entrevista.

O Departamento de Estado confirmou, em comunicado, que a viagem ao Brasil está na agenda de Barnes e Samson, mas não deu detalhes sobre o motivo da visita.

Nem Barnes nem Samson responderam à reportagem do Post solicitando comentários.

Esta é a segunda vez que o Itamaraty nega vistos a funcionários dos EUA neste ano. Em março, o governo Lula proibiu a entrada no país de Darren Beattie, conselheiro de Trump para o Brasil. À época, Beattie pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas o pedido foi negado. Integrantes do governo viram uma tentativa de tumultuar o processo pré-eleitoral no Brasil.

Além disso, segundo próprio presidente Lula disse à época, o cancelamento do visto de Beattie era uma resposta ao cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

"Aquele cara americano [Darren Beattie] que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar [Bolsonaro] e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde, que está bloqueado", disse Lula na época.

Riley M. Barnes, natural de Uvalde, Texas, é cientista político pela Universidade de Washington, e Lee é mestre em relações internacionais pela Escola Bush de Serviço Público e Governança do Texas.

Barnes ocupa o cargo de secretário-assistente de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL, na sigla em inglês). Foi designado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em fevereiro deste ano, para atuar também como coordenador especial do governo americano no Tibet. Em abril, o secretário delegou a ele as atribuições de embaixador itinerante para a Liberdade Religiosa Internaciona, além de ter sido indicado para presidir a agência Corpos da Paz.

Já Samuel D. Samson, natural de Boston, Massachusetts, diz ser um "texano orgulhoso". Nomeado para o cargo de subsecretário-assistente do DRL, sua função inclui a proteção de direitos naturais e o desenvolvimento de políticas para preservar a herança das sociedades ocidentais, incluindo os Estados Unidos, de acordo com sua biografia na página do Departamento de Estado.

Ele é autor de textos que falam sobre a importância de "preservar civilizações ocidentais", formar parcerias entre os Estados Unidos e países da Europa e o "combate a governos que transformam instituições políticas em armas contra seus próprios cidadãos e nossa herança em comum". Samson afirma que a "Europa se transformou em um foco de censura digital, migração em massa, restrições à liberdade religiosa e inúmeros ataques à autogovernança democrática".

A sua agenda global inclui visitar países, sobretudo do continente africano, em defesa da "América em primeiro lugar", principal bandeira de Trump a seus apoiadores.

Por Augusto Tenório e Ana Bottallo, Folhapress

Ibirataia: Feira da Agricultura Familiar e Mutirão de Saúde levam desenvolvimento e atendimento ao Distrito de Algodão

Ação realizada neste sábado (25) fortaleceu os produtores rurais, movimentou a economia local e ampliou o acesso da população aos serviços de saúde.

Neste sábado (25), a Prefeitura de Ibirataia promoveu, no Distrito de Algodão, mais uma importante ação voltada ao desenvolvimento local e ao bem-estar da população. A programação reuniu a Feira da Agricultura Familiar e o Mutirão de Saúde, proporcionando geração de renda para os produtores rurais e ampliando o acesso dos moradores a atendimentos e serviços essenciais.
A Feira da Agricultura Familiar incentivou a comercialização dos produtos cultivados na região, fortalecendo a economia local e valorizando o trabalho dos agricultores. Paralelamente, o Mutirão de Saúde ofereceu diversos serviços à comunidade, aproximando o atendimento da população e reafirmando o compromisso da gestão municipal com a promoção da qualidade de vida.

O prefeito Sandro Futuca acompanhou as atividades e destacou a importância de levar ações integradas para todas as localidades do município. “Nosso compromisso é trabalhar para que iniciativas como essa cheguem a cada comunidade, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à saúde e promovendo mais oportunidades, qualidade de vida e dignidade para o nosso povo. Seguiremos investindo em ações que aproximem os serviços públicos da população”, afirmou o gestor.

Fonte: Ascom/PMI

Renan Santos denuncia cantora à PF por fala interpretada como incitação à violência

A campanha do candidato Renan Santos (Missão) acionou a Polícia Federal (PF) por uma suposta incitação à violência. A denúncia trata de manifestação da cantora Sophia Chablau em palco de casa de shows na cidade de São Paulo (SP) na última quarta-feira, 22.

"A gente vê um vice-candidato à Presidência [Renan é candidato a presidente] que não deveria ser nem síndico de prédio, tocando nas mesmas casas de show independentes que a gente luta, e que a gente faz questão de tocar principalmente para encontrar a uma galera. É nesse momento que a gente tem de fazer certos divisores de água. Vocês no canto de vocês, cada vez mais longe, cada vez mais mortos, e nós cada vez mais vivos no nosso canto", disse a cantora.

A denúncia foi enviada à PF na noite de quinta-feira, 23. "Repasso nossa preocupação para que em novos shows, principalmente em grandes capitais, tenha pessoas que queiram causar alguma situação contra o Renan", afirma a denúncia.

A cantora Sophia Chablau foi procurada, mas não havia dado um retorno à reportagem até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Renan Santos é integrante da banda Limão Rosa, que se apresenta em casas de show como a em que Sophia fez a fala. Segundo o candidato, o grupo batizado de Limão Rosa sofre com tentativas de boicote, apesar de não tratar de temas políticos no palco.

Em 16 de julho, em nota encaminhada à imprensa, o candidato afirmou que apresentação no Rio de Janeiro foi cancelada depois de o estabelecimento sofrer pressão nas redes sociais. Para Renan, existem "campanhas promovidas por militantes de esquerda", que "estariam pressionando estabelecimentos a cancelar apresentações da banda".

Por Guilherme Matos, Estadão Conteúdo

Frigorífico na zona rural de Jequié é evacuado após vazamento de amônia

Um vazamento de amônia mobilizou equipes de emergência e levou à evacuação de um frigorífico localizado na zona rural de Jequié, cidade situada no sudoeste da Bahia, nesta sexta-feira (24). Após o incidente, a área foi completamente isolada por medida de prevenção. A amônia é um composto químico gasoso, incolor, tóxico e de odor acentuado, amplamente empregado na refrigeração industrial.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros ao portal Aratu On, que permaneceu no local durante o atendimento da ocorrência, não houve registro de feridos. As causas e a origem exata do vazamento ainda não foram identificadas e seguem sob avaliação.

Em nota oficial, o Frigorífico Vale do Sol informou que adotou imediatamente os protocolos de segurança estabelecidos para a situação:

"O Frigorífico Vale do Sol informa que, na data de hoje, foi identificada uma ocorrência envolvendo a suspeita de vazamento de amônia em suas instalações.

Imediatamente após a identificação da situação, foram adotados todos os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência, incluindo o acionamento do Corpo de Bombeiros, a evacuação preventiva de todos os colaboradores e o isolamento da área afetada, com o objetivo de preservar a integridade física das pessoas e permitir a atuação segura das equipes técnicas.

O Frigorífico Vale do Sol reafirma seu compromisso com a segurança de seus colaboradores, da comunidade e com a transparência na prestação de informações, permanecendo à disposição das autoridades competentes e informando que novas atualizações serão divulgadas, caso necessárias, após a conclusão das avaliações técnicas".
Informações: Bahia noticias

Após cerco contra penduricalhos no STF, gastos com “vantagens eventuais” despencam 75% na folha do TJ-BA

Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu uma série de regras para o pagamento de verbas indenizatórias ou complementares no âmbito do Judiciário brasileiro. Desde então, no Tribunal de Justiça da Bahia, que é o sexto maior do país, o orçamento dedicado ao pagamento da folha mensal de desembargadores despencou cerca de 75%. Isso é o que apontam os dados do Portal da Transparência da Corte.

O Bahia Notícias analisou a folha de pagamento de março de 2026, última folha de pagamento que ainda não contava com as regras fixadas pelo Supremo, e junho, último relatório disponibilizado, três meses depois da decisão do STF.

No dia 25 de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para limitar em 35% acima do teto constitucional o pagamento dos “penduricalhos” a membros do Judiciário e do Ministério Público em todo o país. Considerando que o teto constitucional está fixado em R$ 46,3 mil, o principal ponto da tese é o escalonamento das verbas que podem ser pagas acima do subsídio mensal.

O Tribunal definiu que a soma de todas as vantagens não pode exceder o limite de 70% do valor do teto, sendo este dividido em dois blocos de 35%: um deles por antiguidade, parcela paga como valorização do tempo de carreira, com aumento de 5% a cada cinco anos, limitada ao teto de 35 anos de exercício; e verbas indenizatórias, soma das diárias, ajudas de custo, gratificações, férias não gozadas e auxílios.

Os pagamentos retroativos a fevereiro de 2026 também ficaram suspensos. A decisão de caráter estrutural ficou sob a fiscalização da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As novas regras começaram a valer já no mês-base de abril, impactando a remuneração a ser paga em maio.

A decisão foi revista em junho deste ano. Após a decisão de março, os penduricalhos ficaram limitados a até R$ 16.228,16, considerando todos os penduricalhos e pagamentos extras. Já nesta nova votação, passou a ser permitido, por exemplo, o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes do julgamento. O impacto dessa decisão, no entanto, só deve ser sentido na folha de julho ou de agosto.

COMO SÃO FEITOS OS PAGAMENTOS?
As tabelas exibem informações minuciosas sobre os rendimentos brutos, incluindo salários-base, gratificações e diversas indenizações – que são os chamados penduricalhos – recebidos pelos magistrados. O levantamento desconsidera os ganhos individuais dos magistrados e destaca os gastos do Tribunal com os pagamentos em cada categoria.

Os valores descritos nesses relatórios de pagamentos do Tribunal são divididos em rendimentos, débitos, valores finais e outros.

Nos rendimentos, ou créditos, constam a Remuneração Paradigma, os valores destinados com base no salário-base ou inicial dos desembargadores, sem as verbas indenizatórias ou diárias; Vantagens Pessoais, adicional por tempo de serviço, quintos, décimos, entre outros; Indenizações, que são valores destinados a ressarcimentos, como auxílio-alimentação e ajudas de custo; Vantagens Eventuais, que são pagamentos não fixos, como o abono constitucional de 1/3 de férias e indenização, por exemplo, que são os chamados penduricalhos; e Gratificações.

Nos débitos, ou descontos, estão inseridas as categorias que são pagas pelo Tribunal para pagamento de impostos ou fundos sobre a folha de pagamento. As categorias são: Previdência Pública; Imposto de Renda; Descontos Diversos, que são extraordinários; e Retenção por Teto Constitucional, que são os valores descontados por excederem o limite remuneratório.

Já os valores finais e outros são os Rendimentos Líquidos, parte dos valores que é diretamente paga aos desembargadores; Remunerações do Órgão de Origem, pagas aos magistrados ou servidores cedidos a outras unidades; e as Diárias, pagamento de natureza indenizatória por afastamento motivado por serviço.

QUEDA MILIONÁRIA
Na análise dos pagamentos do TJ-BA, com relação aos penduricalhos, foram consideradas apenas cinco categorias de pagamentos: a Remuneração Paradigma, as Vantagens Eventuais, o Total de Créditos – total de gastos da Corte, que inclui a Remuneração Paradigma e as Vantagens Eventuais – e o Rendimento Líquido.

Quando observada a remuneração paradigma entre os meses de março e junho, os valores se mantêm praticamente inalterados: R$ 2,929 milhões em março e R$ 2,845 milhões em junho. O que chama a atenção, no entanto, são justamente as vantagens eventuais, que podem ser atribuídas como penduricalhos.

Em março de 2026, as vantagens eventuais somavam R$ 7,3 milhões; já em junho, após as diretrizes do STF, esse valor desabou para R$ 1,77 milhão. Entre os meses, a queda, de mais de R$ 5,54 milhões, representa mais de 75% de redução.

O resultado dessa queda aparece diretamente no total de gastos do Tribunal de Justiça da Bahia. No mês em que as diretrizes do STF foram estabelecidas, mas ainda não aplicadas, o valor total gasto pelo TJ-BA foi de R$ 10,852 milhões, considerando o que foi pago aos desembargadores e os impostos e os encargos desses pagamentos. Três meses depois, o valor caiu quase pela metade: foram registrados R$ 5,490 milhões em pagamentos.

O que diferencia ambos os meses é justamente o valor dos penduricalhos e das diárias pagas aos magistrados: em março, o Tribunal baiano desembolsou R$ 56 mil em diárias indenizatórias aos desembargadores, e em junho o valor mais que triplicou para R$ 171,7 mil.

No fim, a parte desse valor que foi embolsada pelos desembargadores, ou seja, o Rendimento Líquido, foi de R$ 9,111 milhões em março e R$ 3,790 milhões em junho.

Para garantir mais transparência na análise, o Bahia Notícias também comparou os pagamentos de março e junho de 2025, quando o tema dos penduricalhos ainda não havia sido debatido pelo Supremo. Essa observação tem como objetivo considerar as flutuações comuns de pagamentos entre os meses, considerando os recessos do Judiciário e outros pagamentos sazonais.

No ano passado, a remuneração paradigma foi a mesma nos dois meses: R$ 2,887 milhões. Assim, o destaque segue sendo o valor destinado às vantagens eventuais. Em março de 2025, estes pagamentos somaram R$ 6,1 milhões em gastos para o Tribunal de Justiça da Bahia, enquanto em junho o valor foi de R$ 3,4 milhões, uma queda relevante de 43,75%, mas bem menor do que a apontada em 2026.

Uma possibilidade de análise é observar que, no início do ano, o Judiciário volta de um recesso entre dezembro e janeiro, o que pode impactar os pagamentos posteriores, além dos regimes especiais de plantão de Carnaval, por exemplo.

No fim, o pico de gastos de 2025 ainda seria menor do que o visto em 2026. Em março de 2025, o valor total desembolsado pelo TJ-BA – considerando a folha completa – foi de R$ 9,56 milhões, um valor 13,48% menor do que foi pago em 2026, mas foi 27,79% maior que o que foi pago em junho do mesmo ano, quando a folha fechou em R$ 6,90 milhões.

Já a comparação entre junho de 2025, com o valor de R$ 6,90 milhões, seria 20,48% maior que o valor final desembolsado pela Corte baiana em junho de 2026.

Para mapear o impacto financeiro e institucional da medida, o Bahia Notícias entrou em contato com o STF e o TJ-BA. Ao Supremo, foram solicitados dados sobre a economia nacional pós-corte e o monitoramento do cumprimento das regras pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já ao tribunal baiano, os questionamentos miraram a estimativa anual de recursos poupados, o número exato de magistrados atingidos pela limitação do teto e a destinação dessa verba economizada. O espaço segue aberto para a manifestação dos órgãos.

Renan Santos aciona PF após artista dizer que o quer 'cada vez mais morto'

Declaração ocorreu durante show de Sophia Chablau em SP, na última quarta-feira (22)

O candidato a presidente da República Renan Santos (Missão

A campanha presidencial de Renan Santos (Missão) acionou a Polícia Federal após uma artista ter desejado que o candidato esteja "cada vez mais morto", em um show na última quarta-feira (22), em São Paulo.

"A gente vê um vice-candidato à Presidência [na verdade, a presidente] que não deveria ser nem síndico de prédio, tocando nas mesmas casas de show independentes que a gente luta, e que a gente faz questão de tocar, e é nesse momento que a gente tem de fazer certos divisores de água. Vocês no canto de vocês, cada vez mais longe, cada vez mais mortos, e nós cada vez mais vivos no nosso canto", disse a vocalista Sophia Chablau, durante evento na Casa de Francisca, na região central da cidade.

A referência dela foi ao cancelamento de um show da banda Limão Rosa, que tem Renan como vocalista, na semana passada, por uma casa de espetáculos no Rio de Janeiro.

A justificativa do local foi de que não queria ter a imagem associada à disputa política, mas o candidato atribuiu o veto à pressão de setores da esquerda.

Em email à PF, a campanha diz que a artista "incita violência por parte de grupos mais à esquerda contra Renan".

O candidato do Missão conta com proteção do órgão federal desde que oficializou sua candidatura, na última segunda-feira (20). Ele tem dito que sofre crescente número de ameaças desde que se apresentou para a disputa.

Procurada, a assessoria da artista não quis se manifestar.
Por Fábio Zanini/Folhapress

Datafolha revela que eleitores de centro seguem sem candidato definido

A nova pesquisa Datafolha mostra que o eleitorado de centro ainda tem dificuldade de encontrar seu candidato preferido. Os nomes que buscam fugir à polarização e poderiam ser uma alternativa têm baixa pontuação neste segmento.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 7%, empatados tecnicamente com Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), ambos com 5%. Lula (PT) lidera com 31%, e Flávio Bolsonaro (PL) marca 17% no segmento de centro.

Os eleitores que se declaram com esta posição política perfazem 17% do total e são considerados cruciais na eleição.

Em um segundo turno entre Lula e Flávio, o centro fica ainda mais órfão. Enquanto no eleitorado total, o patamar dos que votam nulo/branco e indecisos é de 10%, no segmento dos eleitores de centro, são 22%.

Por Fábio Zanini, Folhapress

Trump afirma que venezuelanos 'ainda não estão prontos' para eleição e elogia Delcy Rodríguez

Declaração do presidente americano afasta expectativas de normalidade democrática no país sul-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que a Venezuela ainda não está pronta para eleições, afastando as expectativas de uma normalidade democrática após o ataque de Washington a Caracas para prender o ditador Nicolás Maduro, em janeiro.

"Eles ainda não estão prontos para [as eleições], mas muito progresso foi feito", afirmou o republicano a jornalistas na Casa Branca. Em seguida, elogiou a líder interina, Delcy Rodríguez, número dois do regime que assumiu o poder após a deposição do ditador. "Delcy está fazendo um trabalho fantástico, como vocês sabem".

Depois, elogiou a produção de petróleo da Venezuela. "A quantidade de petróleo que está saindo da Venezuela neste momento, mesmo antes de todas as grandes empresas começarem a operar lá... É um território muito fértil", afirmou.

E continuou: "A quantidade de lucro que os venezuelanos estão tendo, muito mais do que jamais tiveram. E estamos pegando bastante também por nossos esforços. O petróleo está sendo enviado para Houston [cidade no Texas, nos EUA] e para [o estado americano de] Louisiana para ser refinado. [Com isso,] já pagamos pela guerra muitas vezes".

Após a intervenção americana, o regime libertou centenas de presos políticos e anunciou o fechamento do Helicóide, centro de tortura que virou símbolo da repressão no país. Apesar disso, outras centenas de pessoas continuam presas sem julgamento justo, de acordo com organizações de direitos humanos, e dezenas foram presas desde então.

Em março, um relatório da missão de investigação da ONU a respeito da Venezuela apontou que "as estruturas institucionais que facilitam as violações dos direitos humanos não foram desmanteladas" no país.

"Não se pode dizer que a Venezuela esteja verdadeiramente no caminho da reforma dos direitos humanos enquanto esse aparato repressivo não for desmantelado", disse na ocasião a advogada Maria Eloisa Quintero, que representava o grupo.

Se houve algo que mudou, foi o aumento do capital dos EUA no petróleo do país, que tem as maiores reservas da commodity no mundo. Desde a queda de Maduro, a americana Chevron, uma das maiores empresas de energia do mundo, ampliou seu investimento na Venezuela.

"Este não é um investimento passageiro ou temporário", afirmou Delcy em abril, quando anunciou novos acordos com a multinacional. "Este acordo nos permitirá avançar de forma significativa na produção, e a receita gerada por essa produção beneficiará diretamente o povo venezuelano", continuou.

A declaração de Trump é mais um balde de água fria na oposição venezuelana, que, de acordo com instituições independentes, foi vítima de uma fraude nas eleições de 2024, que reconduziram Maduro ao poder pela terceira vez.

Após a captura do ditador, a líder opositora María Corina Machado falou em transferir o poder a Edmundo González, seu aliado e provável vencedor do pleito de dois anos atrás, o que foi desencorajado pelo republicano.

"Seria muito difícil para ela, que não tem o suporte ou respeito do povo. Ela é uma mulher muito legal, mas não tem o respeito", disse Trump —que, mesmo assim, recebeu de presente da venezuelana, dias depois, a medalha do Nobel da Paz que ela havia recebido no ano anterior.

A líder opositora, que deixou o país após o aumento da repressão desencadeada pela eleição de 2024, continua tentando articular a oposição à distância. Após os terremotos que atingiram a Venezuela há um mês, ela chegou a planejar seu retorno, mas recuou.

Nesta sexta, ela se manifestou a respeito da tragédia que matou ao menos 5.398 pessoas, de acordo com números oficiais, mas que pode chegar a dezenas de milhares de mortos.

"Hoje é um momento para nos apoiarmos mutuamente, para cuidarmos uns dos outros, porque há algo que nenhuma tragédia pode tirar: nossa capacidade de nos abraçarmos, de nos acompanharmos, de nos reerguermos juntos", escreveu em suas redes sociais.

Na véspera, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a líder poderia "ter um papel" na reconciliação do país. "Em última análise, para que a Venezuela alcance a reconciliação necessária para avançar, todos os segmentos da sociedade venezuelana precisam estar representados e, obviamente, María Corina Machado representa um elemento importante", disse.
Por Daniela Arcanjo/Folhapress

Governo dos EUA é processado por 24 estados: "Não sairá impune"

O governo norte-americano foi processado na sexta-feira por 24 estados que contestam o condicionamento de financiamento federal, avaliado em bilhões de dólares, ao cumprimento de condições relacionadas com processos eleitorais e imigração.
Apresentado em Rhode Island, o processo contesta as políticas da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) e do Departamento de Segurança Interna (DHS), defendendo que o governo está exigindo que os estados alterem seus sistemas eleitorais e auxiliem o DHS na fiscalização da imigração.

As condições permitiriam também que o DHS cancelasse as verbas a qualquer momento e por qualquer motivo.

O procurador-geral de Rhode Island, Peter Neronha, acusou o governo de Donald Trump de "mais uma vez, ameaçar colocar em risco a segurança pública ao reter ilegalmente bilhões em financiamento essencial", prometendo que "mais uma vez, não sairá impune".

"Este governo está usando a segurança dos americanos como garantia, tentando coagir os estados a abrirem mão do seu direito constitucional de promulgar políticas e leis que melhor sirvam aos seus residentes", declarou Neronha.

Os estados argumentam que a imposição de condições ao financiamento aprovado pelo Congresso viola a Lei de Procedimento Administrativo e a cláusula de despesas da Constituição.

O DHS não se pronunciou sobre a ação judicial.

O processo é um dos muitos contra os esforços do governo Trump para coagir os estados, em sua maioria governados por democratas, a se adaptarem às suas prioridades — especialmente medidas de fiscalização da imigração — para terem acesso a fundos federais. A estratégia tem sido utilizada no financiamento para a educação, combate à violência doméstica e até para as rodovias.

Os tribunais têm considerado essa estratégia ilegal e inconstitucional reiteradas vezes. Uma decisão do ano passado impediu o governo de impor condições a outros financiamentos da FEMA, e uma segunda decisão deste ano impediu o governo de redirecionar fundos do DHS de estados que não sejam considerados favoráveis à sua agenda.

O processo mais recente defende que o governo está tentando aplicar algumas das mesmas condições ao financiamento de 2026, da mesma forma que não conseguiu fazer com o financiamento do ano passado.

Entre as exigências contestadas no processo de quinta-feira está a alteração dos sistemas eleitorais por parte dos estados. Eles devem fazer a transição para sistemas de votação em papel, realizar uma auditoria manual dos sistemas de votação, auditar cadastros de eleitores e verificar a cidadania de todos os eleitores registrados nas bases de dados eleitorais do estado.

Se os estados não cumprirem as exigências, correm o risco de perder pelo menos 20% do financiamento do Programa de Concessão de Verbas para a Segurança Interna. Esses fundos são utilizados para financiar medidas de proteção dos cidadãos contra ciberataques e terrorismo.

Desde sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 para o democrata Joe Biden, Trump alega, sem provas, que o voto por correio está repleto de fraudes e iniciou uma investigação federal sobre a votação daquele ano.

Auditorias e investigações repetidas, incluindo algumas conduzidas por republicanos, constataram que não houve fraude generalizada em 2020, mas Trump afirmou que pretende "assumir o controle" da administração eleitoral em áreas governadas por democratas.
hora por Notícias ao Minuto Brasil

Jovem Liderança Marcel Hohlenwerger desponta como aposta para fortalecer o interior baiano

Nome promissor e pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, (PT) Marcel Hohlenwerger surge como uma nova liderança política do interior da Bahia, com foco no fortalecimento dos municípios do Território do Médio Rio de Contas e Litoral Sul.

O cenário político regional começa a ganhar um novo protagonista. Natural de Ipiaú, o empresário, jornalista e publicitário Marcel Hohlenwerger foi lançado pelo Governador Jerônimo Rodrigues, como pré-candidato a deputado estadual, consolidando seu nome como uma das lideranças de expressão no sul do estado.

Filho do interior, Marcel representa uma geração que acredita no diálogo, na inovação, na construção de políticas públicas voltadas para quem vive e produz nos municípios baianos.

Marcel defende também a maior presença dos cidadãos no processo eleitoral, para estimular o voto consciente e levar o eleitor a escolher melhor seus representantes políticos. 

Sua trajetória empresarial, aliada ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos em comunicação, desenvolvimento regional e fortalecimento de iniciativas locais, reforçam um perfil voltado para resultados e compromisso com as pessoas.

Entre as prioridades defendidas por Marcel estão o incentivo à comunicação, cultura, a preservação do meio ambiente, o fortalecimento da educação, o apoio ao esporte como ferramenta de inclusão social, o estímulo à economia criativa para que o interior saiba aproveitar bem os avanços tecnológicos e a promoção do empreendedorismo como vetor para geração de emprego e renda.

Com um discurso voltado para a valorização do interior, Marcel Hohlenwerger defende que o desenvolvimento da Bahia passe, necessariamente, pelo fortalecimento dos municípios, ouvindo as demandas da população e construindo soluções em parceria com lideranças locais, entidades e a sociedade civil.

“O diálogo sempre será  o melhor meio de transformação social. É ouvindo quem vive a realidade de cada comunidade que surgem as melhores ideias, as decisões mais justas e os caminhos capazes de construir um interior cada vez mais forte, desenvolvido e cheio de oportunidades.”

Jovem, pai de família e profundamente ligado às raízes do Médio Rio de Contas, Marcel apresenta um perfil de proximidade com a população. Sua atuação é marcada pela defesa de um mandato participativo, que tenha como principal compromisso transformar as necessidades das comunidades em políticas públicas concretas.

A chegada de um novo nome ao cenário político regional amplia a representação no debate sobre o futuro dos Territórios de Identidade e reforça a expectativa sobre as soluções de demandas dos municípios. 

Marcel Hohlenwerger inicia sua caminhada política levando consigo a identidade de quem conhece os desafios do interior e acredita no potencial transformador da região.

O lançamento de sua pré-candidatura representa o surgimento de uma nova voz com experiência, capacidade de diálogo e a disposição de contribuir para a construção de uma Bahia mais justa, desenvolvida e com mais oportunidades para todos.

Convenção da federação PRD/Solidariedade confirma candidato ao Senado e apoio a ACM Neto

Foto: Divulgação
A federação formada pelo PRD/Solidariedade realizou, nesta sexta-feira (24), a sua convenção estadual e confirmou o nome do vereador de Tancredo Neves Josemar Andrade, filiado ao segundo partido, como candidato ao Senado. O segundo postulante a senador ficou a critério de cada um dos filiados, mas foi aprovada a indicação de apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) para o governo.

De acordo com o presidente estadual da federação, Jean Sacramento, que comanda a Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal) e é ligado ao prefeito Bruno Reis (União), foram aprovadas as candidaturas de 36 deputados federais. Outros quatro nomes estão no aguardo do envio da documentação necessária para registro.

"Podemos chegar aos 40 candidatos a federal, que é o teto. Estamos apenas aguardando o envio da documentação. Não teremos candidato a deputado estadual. Outro ponto importante é que daremos a ACM Neto o mesmo tempo de TV do PSDB", declarou Jean, que era tucano até meados deste ano.

Havia a expectativa da derrubada da candidatura do senador, o que acabou não se concretizando, gerando insatisfações pontuais na base de ACM Neto. Jean disse que Josemar Andrade assumiu o compromisso de votar no ex-prefeito da capital. O mesmo vale para a maioria do partido.

"A gente conseguiu convencer de 25 a 30 candidatos a votarem na oposição, em Neto. Precisamos lembrar que esses nomes estavam na base do governador quando pegamos o partido há pouco tempo", argumentou o presidente.

Jean agradeceu ao apoio de Bruno Reis na montagem do partido e das lideranças que estiveram na convenção, a exemplo do deputado federal Leo Prates (Republicano). A convenção aconteceu no Edifício Thomé de Souza, localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM).
Por Política Livre

Ibirataia: Novo Complexo Poliesportivo é entregue à população ampliando investimentos no esporte, educação e convivência social.

A Prefeitura de Ibirataia inaugurou, nesta sexta-feira (24), o novo Complexo Poliesportivo, consolidando mais um importante investimento voltado ao fortalecimento do esporte, da educação e da convivência social. A solenidade reuniu o prefeito Sandro Futuca, o secretário da Educação do Estado da Bahia, Marcius Gomes, vereadores, secretários municipais, lideranças locais, estudantes e a comunidade. Também participou do evento a diretora do Colégio Estadual de Ibirataia Juliane Machado, reforçando a integração entre a rede estadual de ensino e as ações desenvolvidas no município.
Durante a cerimônia, as autoridades destacaram a importância da parceria entre a Prefeitura de Ibirataia e o Governo do Estado para a execução de obras que promovem inclusão, qualidade de vida e oportunidades para crianças, adolescentes, jovens e adultos. O novo Complexo Poliesportivo oferece uma estrutura moderna para práticas esportivas, atividades educacionais e ações de integração comunitária, ampliando os espaços públicos destinados ao desenvolvimento social.
O prefeito Sandro Futuca ressaltou que a entrega do equipamento representa mais um compromisso cumprido pela gestão municipal em parceria com o Governo Estadual. "Este Complexo Poliesportivo é um patrimônio da população de Ibirataia. É um espaço que incentiva o esporte, fortalece a educação, promove saúde e aproxima as famílias. Seguiremos trabalhando, em parceria com o Governo do Estado, para construir uma cidade com mais oportunidades e qualidade de vida para todos", afirmou. A inauguração marcou mais um avanço na infraestrutura esportiva e educacional do município.
Fonte: Ascom/PMI

Milei chega a São Paulo para dar apoio a Flávio em meio a avanço da direita na América do Sul

Ultraliberal pretendia se encontrar com Jair Bolsonaro, mas Moraes vetou visitaO presidente da

Argentina, Javier Milei, chegou a São Paulo na noite desta sexta-feira (24) para o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, que deve concorrer à Presidência pelo PL nas eleições de outubro.

O encontro ocorre após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ir a Buenos Aires no final de junho para se reunir com o aliado. "A onda azul está chegando ao Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro", afirmou o argentino na rede social X após o encontro.

Após a "onda rosa" do início dos anos 2000, que colocou diversos líderes de esquerda no poder na América do Sul, a região é palco do avanço da direita, o que vem sendo chamado de "onda azul" e tem em Milei um de seus mais vocais entusiastas.

Quando José Antonio Kast venceu as eleições no Chile, em dezembro do ano passado, o ultraliberal publicou em sua conta no Instagram um mapa no qual Brasil, Colômbia, Guiana, Uruguai, Suriname e Venezuela, todos governados pela esquerda, estavam preenchidos por uma imagem de favela. Em contraposição, o restante dos países, governados pela direita, era representado por um cenário futurista.

Desde então, o mapa ideológico da região mudou —há pouco mais de um mês, a Colômbia, governada pelo primeiro presidente de esquerda da história do país, Gustavo Petro, elegeu o ultradireitista Abelardo de la Espriella. O Peru, que já era governado pela direita, votou por Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori. A Venezuela, por fim, está desde janeiro sob tutela dos Estados Unidos, embora os chavistas ainda estejam no poder após a captura de Nicolás Maduro por Washington.

Quando Milei publicou a provocação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu. "Com o presidente Lula na Presidência, o Brasil se moderniza e enfrenta seus problemas sociais, não os varre para baixo do tapete", afirmou o chanceler Mauro Vieira, citando dados em uma clara comparação com o país vizinho.

A rusga não foi a pior entre os dois governos. Em junho de 2024, por exemplo, Lula sugeriu que Milei pedisse desculpas por ofensas que ocorreram ao longo da campanha no país vizinho, ao que o argentino respondeu que havia coisas mais importantes do que "o ego inflado de algum esquerdinha".

Os dois estavam às vésperas de se encontrar na cúpula do G20 no Rio de Janeiro —um dos únicos eventos em que os dois se viram ao vivo, uma tendência que deve se manter.

Não há previsão de que os líderes se vejam nesta viagem. Milei, aliás, queria encontrar Bolsonaro, mas foi impedido por uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que negou pedido da defesa do ex-presidente, em prisão domiciliar em Brasília, para receber o aliado.

Após a visita ao Brasil, Milei vai emendar outras duas viagens a aliados. No dia 28 de julho, estará no Peru para a cerimônia de posse de Keiko; em 7 de agosto, vai para Bogotá prestigiar o início do governo de Espriella.

São destinos incomuns para o ultraliberal, que até agora focou a sua diplomacia em Israel e nos EUA —para este país, foram 16 visitas ao longo de seu mandato até agora. É de interesse do argentino que a "onda azul" se mantenha pelos próximos anos, tendo em vista as eleições presidenciais no país vizinho, em outubro de 2027.
Por Daniela Arcanjo/Folhapress

Justiça manda bloquear R$ 135 mi para recuperar prejuízo do Rioprevidência ligado ao Master

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quinta-feira (23) o bloqueio de até R$ 135,2 milhões da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, da Axor Asset e dos diretores da gestora Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues.

As instituições e os executivos são citados pela Justiça como réus em uma ação movida pelo Estado do Rio de Janeiro para tentar reaver o prejuízo de um investimento do Rioprevidência em um fundo ligado ao Banco Master, o Texas I Fia.

O Rioprevidência é o órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. A decisão que determinou o bloqueio é assinada pelo juiz Wladimir Hungria, da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital fluminense.

Segundo a ação judicial, o Rioprevidência realizou, de 4 de junho a 8 de agosto de 2025, um aporte de R$ 150 milhões no fundo Texas I Fia, cuja carteira estava exposta, quase em sua totalidade, às ações da Ambipar.

Os papéis sofreram forte desvalorização, e o saldo teria sido reduzido a R$ 14,8 milhões. Com isso, o prejuízo é calculado em cerca de R$ 135,2 milhões.

Em sua decisão, o juiz responsável acatou os argumentos dos autores da ação, que apontaram a responsabilidade da Trustee na compra "massiva e coordenada" de papéis da Ambipar em nome de fundos geridos por ela, incluindo o Texas I Fia. A gestora nega envolvimento.

A oferta da carteira de títulos ao Rioprevidência teria sido feita pela Axor Asset, conforme as informações do processo.

A Trustee disse à Folha que deixou a administração e a gestão do Texas I Fia em outubro de 2024. A empresa afirmou que vai recorrer da decisão.

Segundo a instituição, o Rioprevidência adquiriu cotas somente a partir de junho de 2025, cerca de oito meses depois, quando o fundo já estava sob responsabilidade de outros prestadores.

"As ações da Ambipar mencionadas na decisão haviam sido adquiridas em julho de 2024, quase um ano antes do ingresso do Rioprevidência", disse.

"Portanto, a Trustee não vendeu cotas ao Rioprevidência, não participou da decisão de investimento do instituto e não administrava nem geria o fundo quando os aportes foram realizados", acrescentou.

A Folha não conseguiu localizar os contatos da Axor nem dos executivos alvos do bloqueio até a publicação deste texto. A reportagem procurou por email na manhã desta sexta-feira (24) a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mas não teve retorno.

A decisão judicial também determinou que o administrador da Master Corretora, atualmente em liquidação extrajudicial, apresente parecer de auditoria externa independente em relação ao fundo Texas I Fia em até 15 dias.

O Rioprevidência virou alvo de investigações da PF (Polícia Federal) por investimentos bilionários em ativos ligados ao Master durante o governo de Cláudio Castro (PL).

Castro renunciou ao cargo de governador em março e foi substituído de modo interino pelo desembargador Ricardo Couto.

A gestão de Couto tem anunciado trocas de nomes e mudanças na estrutura do Rioprevidência após a explosão do escândalo do Master.

Por Leonardo Vieceli, Folhapress

CASO LÉO LANCHES: Policiais são afastados e câmeras corporais podem esclarecer morte em São Cristóvão

Os policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como Léo Lanches, foram afastados das atividades operacionais. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (23), no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Militar da Bahia informou que equipes da 49ª CIPM realizavam patrulhamento quando identificaram disparos de arma de fogo em uma região marcada por constantes confrontos entre grupos criminosos. Durante a ação, os policiais encontraram Leonardo ferido.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

O comandante-geral da PMBA, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, determinou o afastamento dos agentes envolvidos e instaurou um procedimento administrativo para apurar a atuação dos policiais na ocorrência.

Segundo a corporação, os militares utilizavam câmeras corporais durante a operação, e as imagens gravadas poderão contribuir com as investigações sobre as circunstâncias da morte de Léo Lanches.

Por: Redação/Alô Juca

Ipiaú: Prefeita Laryssa Dias Acompanhando o andamento da nova Unidade Básica de Saúde do bairro ACM.

Acompanhando de perto o andamento da nova Unidade Básica de Saúde do bairro ACM. Uma obra do PAC, com investimento de quase R$ 2 milhões, que segue em ritmo acelerado. A UBS Porte I contará com toda a estrutura preconizada pelo Ministério da Saúde para oferecer mais qualidade, dignidade e acesso aos serviços de saúde.

E os investimentos no bairro ACM não param por aqui. Já autorizamos a construção de 50 novas unidades habitacionais e, em breve, também teremos um novo CRAS. É o #AvançaIpiaú levando investimentos estruturantes que transformam bairros, ampliam oportunidades e melhoram a qualidade de vida da nossa população.

Laryssa Dias Prefeita de Ipiaú 

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