Hemoba reforça serviços de doação de sangue durante o Carnaval

Durante o período do Carnaval, entre os dias 12 e 18 de fevereiro, a Fundação Hemoba manterá o atendimento na capital e no interior do estado com o objetivo de garantir a manutenção dos estoques de sangue e salvar vidas. Tradicionalmente, o período carnavalesco é marcado por uma queda no número de doações de sangue, em decorrência das férias, viagens e festas. 

Ao mesmo tempo, a demanda por hemocomponentes nas unidades de saúde permanece elevada, especialmente nos serviços de urgência e emergência. Como parte das ações que antecedem o Carnaval, no dia 10 de fevereiro (terça-feira), a sede da Hemoba receberá, às 9h, o Rei Momo eleito em 2025, o influenciador digital Hudson Marcello, além da banda Paroano Sai Milhó, que há 58 anos reúne amigos para cantar músicas clássicas e atuais do carnaval de rua.

Horário de funcionamento - Em Salvador, no dia 12 de fevereiro (quinta-feira), todas as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal. Já na sexta-feira, 13 de fevereiro, o atendimento ocorrerá no Hemocentro Coordenador, das 7h30 às 18h, no posto temporário do Shopping Bela Vista, das 9h às 18h, e na unidade móvel de coleta (hemóvel), no Salvador Shopping, das 8h às 17h, enquanto as demais unidades da capital permanecerão fechadas. No sábado, 14 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador seguirá aberto das 7h30 às 16h30, o posto do Shopping Bela Vista manterá atendimento das 9h às 18h, e o hemóvel no Salvador Shopping funcionará das 8h às 17h, permanecendo fechadas as demais unidades da capital. No domingo de Carnaval, dia 15, todas as unidades da Hemoba em Salvador estarão fechadas.

Na segunda-feira, 16 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador retoma o atendimento das 7h30 às 18h e o posto do Shopping Bela Vista funciona das 9h às 18h, enquanto as demais unidades seguem fechadas. Na terça-feira, 17 de fevereiro, o Hemocentro Coordenador atende das 7h30 às 16h30, com suspensão das atividades nas demais unidades. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, as unidades retomam o atendimento a partir das 12h, com exceção daquelas localizadas no Hospital Ana Nery e no Hospital Irmã Dulce (OSID), que não funcionarão nesse dia. O Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim terá suas atividades suspensas entre os dias 12 e 17 de fevereiro, com retorno no dia 18, a partir das 13h.
No interior do estado, as unidades da Hemoba funcionarão em horário normal nos dias 12 e 13 de fevereiro. No sábado (14/02), abrirão apenas as unidades que tradicionalmente operam nesse dia, localizadas em Vitória da Conquista, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. As unidades permanecerão fechadas nos dias 15 e 17 de fevereiro. Na segunda-feira (16/02), não haverá funcionamento das unidades de Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Itapetinga e Seabra, enquanto as demais operarão normalmente. No dia 18 de fevereiro, o atendimento no interior será retomado a partir das 14h.
Critérios para doação – Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsável legal, e pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado anteriormente. No dia da doação, o voluntário não deve estar em jejum, nem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, além de não fumar por pelo menos duas horas antes do procedimento. É necessário ter dormido, no mínimo, seis horas na noite anterior e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, válido em todo o território nacional.

Assessoria de comunicação - Saude <jornalismo@saude.ba.gov.br>

Nova sala cirúrgica do Hospital Santo Antônio reforça atendimento do SUS com apoio dos governos da Bahia e Federal

A rede pública de saúde da Bahia ganhou um reforço com a entrega de uma nova sala de cirurgias gerais totalmente modernizada no Hospital Santo Antônio, unidade das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador. A iniciativa integra parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal para fortalecimento da rede filantrópica de saúde no estado. 

A cerimônia de entrega ocorreu nesta sexta-feira (6) e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues

A nova sala cirúrgica amplia e qualifica os atendimentos da unidade, referência no atendimento integral e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O espaço foi equipado com aparelho de anestesia, monitor multiparamétrico, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente, arco cirúrgico (fluoroscopia), sistema de videoendoscopia rígida e equipamento de ultrassonografia.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o balanço de mais de 14,7 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS em 2025 e ressaltou que a ação integra um conjunto de iniciativas nacionais para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. “Estamos iniciando a entrega de 150 salas cirúrgicas modernizadas em todo o país, o que permitirá a realização de mais de 214 mil cirurgias adicionais apenas com a renovação dos equipamentos. Também estamos fortalecendo a atenção básica e garantindo financiamento permanente para serviços já em funcionamento”, pontuou.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destacou o impacto das ações na redução das filas por cirurgias e exames especializados e na ampliação do acesso à saúde pública na Bahia. “Avançamos na habilitação de novos serviços, como oncologia, cardiovascular e nutrição parenteral e enteral, fortalecendo a rede filantrópica e a parceria com o Governo Federal”, afirmou.

Durante a programação, também foram anunciadas a adesão da Santa Casa de Feira de Santana ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal voltada à ampliação do acesso a consultas e exames especializados e a publicação de portaria que autoriza novos repasses financeiros às Obras Sociais Irmã Dulce.. O ministro Padilha ressaltou ainda a assinatura de portaria que garante mais de R$ 23 milhões em custeio permanente para o Governo da Bahia, além da medida provisória que cria linha de financiamento específica para hospitais filantrópicos, a partir de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Durante a agenda, o presidente Lula visitou o Memorial Santa Dulce dos Pobres, o antigo quarto da santa e o mausoléu, localizados na sede da OSID, no bairro de Roma, em Salvador.

Sobre a OSID
As Obras Sociais Irmã Dulce formam um dos maiores complexos de saúde integralmente gratuitos do Brasil. Anualmente, a instituição realiza cerca de 40 mil cirurgias e 59 mil internamentos, oferecendo desde atenção básica até procedimentos de alta complexidade, com atuação em aproximadamente 40 especialidades médicas.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

Lula dá largada para eleição com base mobilizada e discurso contra privilégios

O presidente Lula (PT) vai dar uma espécie de pontapé inicial na campanha eleitoral e reafirmar sua candidatura à reeleição neste sábado (7) em Salvador, quando participa da celebração dos 46 anos do PT.

O evento servirá para o presidente marcar posição, mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, a comparação com os adversários e pautas como o fim da escala 6x1.

A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista. O PT vai se reafirmar como partido que "nasceu antissistema", contra as desigualdades e contra os privilégios.

O PT vai para a campanha deixando as turbulências institucionais sob Jair Bolsonaro (PL) em segundo plano, com o lema "a democracia venceu, rumo ao tetra".

Ao contrário de 2022, quando a campanha girou em torno do combate a Bolsonaro, o entendimento é que eleição atual será um plebiscito sobre os quatro anos do governo Lula.

Dessa forma, o PT vai buscar demarcar seu território no campo ideológico e defender o legado da gestão, impulsionando sobretudo novas marcas como os programas Pé-de-meia, Gás do Povo, Desenrola, além da flexibilização das regras para a Carteira Nacional de Habilitação.

A visão no partido é que setores específicos da sociedade serão determinantes no resultado das eleições, incluindo os trabalhadores precarizados, os jovens, os pequenos empreendedores e os eleitores que oscilam politicamente.

Em palestra a militantes e dirigentes petistas em Salvador na quinta-feira (5), o marqueteiro Otávio Antunes indicou que a campanha terá um forte componente de luta política e que não bastará repetir números de feitos alcançados pelo governo.

O caminho será se contrapor à direita, apontada como defensora das elites e dos privilégios, e buscar desnudar o discurso antissistema do bolsonarismo.

"Nós fomos, na nossa origem, o partido que enfrentou o sistema. E o sistema não são as instituições democráticas, como um pedaço da extrema direita aponta. O sistema são aqueles que querem sempre tomar um pedaço do Estado para si, que não permitem que os mais pobres prosperem", afirmou.

A resolução política do Diretório Nacional, aprovada após o encontro em Salvador, define o PT como um partido "guiado pelo compromisso de lutar contra um sistema que permite que milhões de pessoas passem fome para que poucos sejam bilionários, que mata jovens pobres e pretos nas periferias e fecha os olhos para os bilhões movimentados por crimes financeiros."

O partido vai apostar em pautas como o fim da escala 6x1, a tarifa zero no transporte público e a taxação dos super-ricos.

"A gente vai deixar o governismo de lado, no sentido de apenas apresentar as coisas que o governo fez. Vamos falar de coisas que mexem com o imaginário coletivo, lutar contra os privilégios e contra os poderosos que nunca enfrentaram a Justiça", diz o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.

A crise envolvendo o Banco Master também está no radar do partido, que vai definir uma estratégia de comunicação para reafirmar que Lula defende as investigações e que a liquidação do banco aconteceu na gestão petista.

Na quinta-feira, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu que o partido apoie a abertura da CPI do Master.

"O que aconteceu no Banco Master precisa ser investigado e os responsáveis precisam ser penalizados. Se isso atinge a esfera política, se você tem lideranças que tiraram proveito de fraudes, elas têm que ser responsabilizadas", afirmou.

Lula desembarcou nesta sexta-feira (6) em Salvador para cumprir uma agenda institucional do governo e na sequência faz uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres.

Neste sábado, o presidente participa do evento que vai celebrar os 46 anos do PT. A festa acontece no Trapiche Barnabé e será encerrada com uma apresentação do Cortejo Afro.

Aliados tem evitado tratar o evento como um lançamento da pré-campanha. A avaliação é que Lula deve priorizar as ações de governo e inaugurações até meados do ano.

A Bahia foi escolhida para sediar o evento como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Bolsonaro em 2022.

Assim, Lula inicia o seu périplo pré-eleitoral pelo Nordeste, região onde o PT tem quatro governadores, mas enfrenta desgastes nas gestões locais em temas como a segurança pública.

O PT também enfrenta turbulências na região campo político. Na Bahia, o governador petista Jerônimo Rodrigues também vive uma crise em sua base aliada que ganhou corpo com o rompimento do senador Angelo Coronel, que anunciou que vai se desfiliar do PSD e se aproxima da oposição.

O cenário é parecido no Ceará, onde a segurança pública se tornou o principal motor da disputa política, que pode ter o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) como adversário do governador Elmano de Freitas (PT).

No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra planeja renunciar para concorrer ao Senado, mas não tem o apoio de seu vice nem maioria na Assembleia em uma provável eleição indireta.

No partido, a avaliação é que voto de gratidão, que embalou votação do PT nas últimas eleições, pode não ser suficiente para garantir uma margem ampla de votos.

"Gratidão não é valor universal em eleição. Esse cheque de que criamos o Bolsa Família, que o filho do pobre na está universidade, nós descontamos um monte de vezes. Mas só isso não dá mais voto. Só a gratidão não organiza, é importante organizar isso a partir da luta política", afirmou Otávio Antunes.

Por João Pedro Pitombo e Catia Seabra, Folhapress

Polícia Civil prende mais um suspeito de integrar esquema de fabricação clandestina de armas

O grupo investigado produziu mais de 170 submetralhadoras artesanais destinadas a organizações criminosas

Mais um integrante do grupo criminoso investigado no âmbito da Operação Forja Clandestina foi preso na manhã desta sexta-feira (6), no bairro de Piatã, em Salvador, por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). Segundo as investigações, a organização efetuava compras de simulacros por meio de plataformas digitais e os transformava em armas de fogo por meio da substituição do mecanismo interno.

O investigado é apontado como um dos principais responsáveis pela confecção de armas artesanais do tipo submetralhadoras semiautomáticas, que utilizavam calibre 9 mm. O material era fornecido a organizações criminosas especializadas em tráfico de drogas, roubos, extorsões mediante sequestro e homicídios. A prática ocorria há pelo menos dois anos, período em que foram fabricadas mais de 170 submetralhadoras artesanais.

Na fase inicial da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. Dois investigados foram presos no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Eles são apontados como responsáveis pelo local onde funcionava parte do esquema criminoso, juntamente com uma mulher.

As diligências seguem em andamento, com o objetivo de localizar outros envolvidos na prática. O suspeito preso nesta sexta-feira passou pelos procedimentos de praxe e segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte
Guilherme Santos / Ascom PCBA

Ciro Nogueira diz que vai votar em Messias para o STF

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, ele afirma que indicado por Lula para a corte é seu amigo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirma que vai votar em Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração é simbólica por duas razões: ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o parlamentar foi nos últimos três anos um dos principais líderes da oposição ao governo Lula.

Ao explicitar o apoio, ele consolida a impressão de que as resistências a Messias no Senado, que precisa aprovar seu nome, já estão sendo superadas.

Indicado por Lula em novembro, o atual advogado-geral da União enfrentou bombardeio cerrado, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Que também já teria suspendido a artilharia para ajudar na aprovação.

"Eu gostaria que Bolsonaro estivesse indicando o Messias. Agora, mesmo sendo o Lula, eu vou votar nele. Mais do que isso: eu vou me expor e vou fazer campanha", afirma. "Messias nasceu em Pernambuco, mas viveu por muitos anos no Piauí. Eu o conheço há muitos anos. Ele é preparadíssimo. Além disso, é honesto e tem um coração muito bom", diz Ciro.

Ele compara o perfil de Messias ao do ministro Cristiano Zanin, também indicado por Lula ao STF. "Os dois são humildes, não gostam de holofotes", afirma.

O senador diz ainda que, apesar de ser oposição, não vota contra indicações para o STF que preenchem os requisitos jurídicos.

A segunda razão que torna a declaração de voto simbólica é que Ciro esteve com Lula em dezembro para buscar um acordo em torno das eleições deste ano.

O encontro ocorreu na Granja do Torto, a pedido do senador, no dia 23 de dezembro, e contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O senador nega e diz que nesta data estava no Piauí.

Descrita pelos participantes como cordial, a conversa, não registrada na agenda do petista, teve o objetivo de reaproximar Nogueira de Lula, sob o patrocínio de Motta. Segundo relatos, o chefe do PP procurou o presidente em busca de um acordo para renovar seu mandato de senador pelo Piauí, estado governado pelo PT.

De acordo com políticos que estão dos dois lados da negociação, Nogueira articula a formação de um pacto segundo o qual Lula apoiaria enfaticamente apenas um candidato para o Senado, o também senador Marcelo Castro (MDB). Isso facilitaria a reeleição do presidente do PP, uma vez que haverá duas vagas em disputa em outubro deste ano.

Ao confirmar o encontro, um aliado de Nogueira disse que ele quer que o governo e o PT não atrapalhem sua candidatura, acenando, em troca, com uma neutralidade do PP na disputa presidencial. Por essa proposta, o partido não se aliaria formalmente ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa contra Lula.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento em perfuração na Foz do Amazonas

Segundo órgão ambiental, líquido descarregado no mar tem componentes que colocam em risco a saúde humana e o ambiente aquático

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) lavrou um auto de infração contra a Petrobras no valor de R$ 2,5 milhões pelo vazamento de fluido durante a perfuração de poço na bacia Foz do Amazonas. O acidente ocorreu em janeiro.

Segundo o Ibama, a autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda do navio sonda 42 (NS-42).

O fluido de perfuração é uma mistura de produtos utilizada durante o processo de perfuração de poços nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás.

De acordo com o Ibama, o líquido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático.

A partir do auto de infração, a Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.

Após o acidente, a petroleira afirmou que o material é biodegradável e não causa impactos ambientais. Procurada pela agência Reuters para comentar a multa, a Petrobras não respondeu até a publicação.

Nesta semana, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido paralisada no início do ano devido ao vazamento, impondo algumas condicionantes.

Inicialmente, a estatal previa concluir as atividades no poço em aproximadamente cinco meses.

O vazamento do fluido gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.

O presidente do Ibama disse à Reuters, mais cedo, que o órgão é muito rigoroso na concessão de licenciamento de exploração porque, embora acidentes aconteçam, os planos de gerenciamento são feitos para "reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação".

"É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio", comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é "mais sensível" porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa.

O presidente do Ibama citou que a Petrobras é a autuada número 1 do órgão ambiental, "normalmente por causa de pequenos incidentes".

Por Ricardo Brito/Folhapress

Infarto fulminante foi a causa da morte de Muquiado; corpo foi encontrado em terreno incendiado.

O comerciante Reinan de Araújo Lopes, de 73 anos, conhecido popularmente como Muquiado, foi encontrado morto por volta das 19h desta sexta-feira (6), no município de Ipiaú. O corpo estava em um terreno localizado ao lado da residência da vítima, na Rua Tomé de Souza, região central da cidade.

No local, havia sido registrada uma queimada durante a tarde, situação que chamou a atenção de moradores da área. O terreno, conforme relatos, havia sido limpo recentemente. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para controlar as chamas e pouco tempo após iniciar o trabalho de combate ao fogo, encontrou o corpo do comerciante.
A suspeita inicial é de que Muquiado tenha passado mal e morrido no local, não sendo possível afirmar, até o momento, se a causa da morte tem relação com a fumaça da queimada ou com algum problema de saúde, já que o corpo não apresentava grandes ferimentos causados pelo fogo.
O corpo será removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará pelos procedimentos de praxe que irão apontar a causa da morte.

Figura bastante conhecida em Ipiaú, Muquiado era proprietário de uma tradicional banca de revistas no município, recentemente tema de reportagem do GIRO, além de dono do trailer “Boris Lanches”, localizado na Praça do Cinquentenário. A família deverá divulgar nas próximas horas informações sobre velório e sepultamento.

Atualizado com informações de familiares.

Infarto fulminante foi a causa da morte de Muquiado; corpo foi encontrado em terreno incendiado.

A causa da morte do comerciante Reinan de Araújo Lopes, conhecido como Muquiado, foi confirmada após exames de necrópsia. Segundo apurou o GIRO, ele morreu em decorrência de um infarto fulminante.

Muquiado, de 73 anos, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros sem vida na noite de sexta-feira (6), em um terreno ao lado de sua residência, na Rua Tomé de Souza, no centro de Ipiaú. No local havia sido registrada uma queimada horas antes.

A suspeita é de que o comerciante tenha passado mal logo após atear fogo na vegetação que havia sido capinada no terreno. Conforme informações, ele já possuía histórico de problemas cardíacos, inclusive com implantação de pontes de safena. O corpo está sendo velado na Loja Maçônica de Ipiaú. Até o momento, a família não divulgou horário e local do sepultamento.

Muquiado era bastante conhecido em Ipiaú e em cidades da região. Foi proprietário, por 22 anos, de uma tradicional banca de revistas instalada na Praça Rui Barbosa e nos últimos anos atuava ao lado da família na administração do trailer do “Boris”, com unidades em Ipiaú, Jequié e outras cidades do sul da Bahia.
Crédito: Giro Ipiaú

Lewandowski comprou imóvel de alvo da PF por R$ 9,4 milhões antes de bloqueio judicial

Ex-ministro da Justiça diz que não conhecia os proprietários e que vem cobrando a regularização da residência ou a rescisão da venda

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Em 2024, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comprou, por R$ 9,4 milhões, um imóvel de Alan de Souza Yang, conhecido como “China”, alvo da Polícia Federal por sonegação bilionária no setor de combustíveis. A aquisição foi feita com uso da empresa familiar que mantinha em sociedade com seus filhos.

Meses antes desse negócio, a casa havia sido vendida à esposa de China por R$ 4 milhões. Um mês após a venda, a residência foi bloqueada pela Justiça Federal de São Paulo em virtude do desdobramento das investigações contra China. Isso significa que ela não pode ser vendida e que, se os investigados forem condenados, ela poderá até ir a leilão.

A compra da residência foi efetivada em março de 2024, um mês após a posse de Lewandowski como ministro da Justiça. Naquele momento, China era investigado havia anos pela PF, já havia sido condenado por adulteração de gasolina e era alvo de uma operação por sonegação em postos de combustíveis.

No ano seguinte, ele passaria a ser alvo da Operação Carbono Oculto, sob suspeita de ser um dos braços de um grupo de empresários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação foi deflagrada durante a gestão do próprio Lewandowski no Ministério da Justiça.

Em conversa com o jornal O Estado de São Paulo, Lewandowski garante que a compra foi feita de boa-fé, que não conhecia e nunca tinha tido contato com os vendedores e que tem brigado para resolver a questão, com a regularização do imóvel ou, eventualmente, até com a sua devolução e ressarcimento do valor pago, uma vez que ele nunca pôde ser efetivamente considerado o dono da residência.

Segundo o ex-ministro, a compra foi feita logo após assumir o cargo no Ministério da Justiça por uma questão de segurança. Ele morava em uma casa de rua, e preferia, naquele momento, a segurança de um condomínio fechado.

A casa em questão foi apresentada a ele por um corretor de imóveis. “Eu fui na verdade ver uma outra casa, mas achei que era muito próxima ao muro, não tinha a segurança que eu buscava. Aí o corretor me falou dessa outra casa que estava à venda, e fomos ver.”

Lewandowski diz ter conhecido os proprietários apenas na ocasião do negócio, e que eles apresentaram todas as certidões e documentos comprovando que a casa estava numa situação regular. Ainda segundo o ex-ministro, não teria como saber que Alan de Souza Yang era investigado porque todos os processos relativos a ele corriam em segredo de Justiça.

“O preço pago foi o valor de mercado”, disse. O fato de os donos anteriores terem pago bem menos pelo imóvel foi simplesmente pela questão de ele ter sido vendido em leilão. O ex-ministro também enviou uma nota à reportagem, cuja íntegra pode ser lida ao fim desse texto.

Procurada, a defesa de China e de seus familiares não se manifestou.

Histórico de bloqueios

Documentos de cartório obtidos pelo Estadão mostram que a casa tem 777 metros quadrados e fica em um condomínio fechado na Zona Sul de São Paulo, região onde o ex-ministro já residiu em outros imóveis. Após um longo histórico de bloqueios judiciais sobre seus antigos donos em razão de dívidas com bancos, a residência foi comprada em leilão em 2019 pelo pai de China - que também é alvo de investigações da PF -, por R$ 4,9 milhões.

Em dezembro de 2023, o pai de Alan de Souza Yang vendeu o imóvel à sua nora, Anajá de Oliveira Santos Yang, que é casada com China, por R$ 4 milhões. Documentos da Polícia Federal mostram que ela está sob suspeita de ser laranja em transações do marido, que tem parcos recursos em suas contas bancárias.

A compra do imóvel pela mulher de China foi registrada no cartório de imóveis em fevereiro de 2024. Um mês depois, a empresa Eryal Empreendimentos e Participações, do recém-empossado ministro da Justiça e de seus familiares, comprou o imóvel por R$ 9,4 milhões. No 27.º Tabelionato de Notas de São Paulo, o registro da transação entre a mulher de China e a empresa da família Lewandowski mostra que o imóvel foi pago à vista, por meio de uma transferência bancária para a conta de Anajá na Caixa Econômica Federal.

Até dezembro de 2024, Lewandowski teve capital de R$ 2,1 milhões na Eryal. Depois, doou sua participação aos filhos sob condição de manter usufruto dos imóveis. A empresa foi aberta em 2016 e é dona de dois apartamentos no bairro do Brooklin. Um deles já foi a residência de Lewandowski no passado. A empresa ainda é dona de outro apartamento no Itaim Bibi, em São Paulo, de uma chácara em Itu e de um imóvel comercial em Brasília.

Família investigada

A vendedora formal do imóvel dos Lewandowski, Anajá de Oliveira Santos Yang, tem 37 anos, assim como o marido, e é de Maringá, no Paraná. Foi em postos de combustíveis naquele Estado que investigadores passaram em 2011 a seguir o rastro do casal - em processos públicos no Judiciário e no Diário Oficial de Justiça há pelo menos 10 anos. Eles acumulam investigações por adulteração de combustíveis.

Em depoimento, um ex-sócio dela em um posto no Paraná disse que, apesar de Anajá constar nos quadros da empresa, quem realmente administrava era China. O pai de China, que vendeu a casa a Anajá, também já foi alvo de investigações porque tem participações nos postos de combustível, punidos diversas vezes pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e investigados pelo Ministério Público.

China já foi investigado ao lado do pai e condenado a penas mais brandas, como uma de dois anos convertida em multa, por adulteração de combustíveis. Em 2021, passou a ser alvo de um inquérito mais robusto da Polícia Federal, sobre sonegação de R$ 2 bilhões em distribuidoras de combustíveis.

A investigação culminou, em 2023, com a deflagração da Operação Ilusão, da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra o empresário. No âmbito das investigações, a Receita Federal concluiu que ele era o sócio oculto da distribuidora suspeita de sonegação bilionária.

Quebras de sigilo fiscal e bancário mostraram que China declarava rendimentos anuais de R$ 84 mil, mas as cifras milionárias de seus negócios estavam mesmo em nome de Anajá, sua mulher. Para se ter uma ideia, em apenas um mês, mais de R$ 3 milhões entraram e saíram das contas bancárias dela. Ela é ligada a mais de 30 empresas. O marido, a um posto de combustível.

Operação Carbono Oculto

Em 2025, China passou a ser um dos investigados no âmbito da Operação Carbono Oculto, que apura sonegação e lavagem de R$ 52 bilhões atribuída aos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. O esquema passava pelo uso de fundos de investimento do mercado financeiro.

Na decisão que deflagrou a Carbono Oculto, China é descrito como um braço da dupla, que está foragida e negocia delação premiada. Ele seria ligado ao fundo de investimentos Zeus, suspeito de lavagem de dinheiro para Mouhamad e Beto Louco.

As investigações também mencionam que uma empresa usada para aquisição de usinas sucroalcooleiras pelos empresários é ligada a China, citado na investigação como “proprietário de uma rede de distribuidoras e com relações com Mohamad, e conhecido pela adulteração de combustíveis”.

“A organização criminosa de Mohamad tem fortes laços com o Primeiro Comando da Capital (PCC), e as redes de postos, conveniências e distribuidoras estão conectadas a pessoas com histórico criminal por fraudes em bombas, tráfico internacional de drogas, e lavagem de capitais”, conclui o Ministério Público de São Paulo.

Lewandowski considera que a Operação Carbono Oculto, deflagrada durante a sua gestão no Ministério da Justiça, foi um passo fundamental no combate ao crime organizado.

Leia a íntegra do posicionamento do ex-ministro Ricardo Lewandowski

Antes de adquirir a casa onde reside, por meio de empresa de administração de bens, o ministro jamais teve qualquer contato com a antiga proprietária nem com seu marido, tendo sido apresentado ao casal por um corretor de imóveis no início de 2024.

O imóvel foi comprado pela vendedora por um preço equivalente àquele pago por seu antecessor, que, por sua vez, o adquiriu de um banco privado, mediante alienação fiduciária, posteriormente cancelada, a qual teve origem numa ação de execução por falta de pagamento, seguida de hasta pública frustrada.

Previamente à compra do imóvel, a atual adquirente tomou os cuidados de praxe, exigindo da vendedora a exibição de certidões negativas dos distribuidores da Justiça Estadual e da Justiça Federal, bem como de débitos tributários e trabalhistas, além de certidão de inteiro teor do Registro de Imóveis, dentre outras, as quais foram apresentadas e arquivadas no cartório que lavrou a escritura de venda e compra.

A vendedora, ademais, declarou, formalmente, sob as penas da lei, que “não existem fatos, ações, protestos, execuções ou quaisquer medidas judiciais ou extrajudiciais que afetem o imóvel objeto desta escritura e a segurança deste negócio”.

Declarou, ainda, que não possui “domicílio em paraíso fiscal no exterior ou em país com tributação favorecida ou regime privilegiado”.

Na sequência, a vendedora alienou o imóvel pelo valor de mercado praticado à época, lavrando-se a escritura correspondente, que foi registrada, sem qualquer impedimento, no Registro de Imóveis competente, transação essa regularmente contabilizada e declarada à Receita Federal.

Posteriormente, a adquirente veio a saber que o imóvel foi objeto de sequestro por parte da Justiça Federal, passando a respectiva anotação a constar da matrícula do imóvel.

Tendo em conta que a transação foi integral e legalmente concluída, tratando-se de ato jurídico perfeito, a adquirente, na qualidade de terceira de boa fé, está cobrando da vendedora a regularização do imóvel, sob pena de responder pela evicção de direito.
Por Luiz Vassallo/Carlos Eduardo Valim/Estadão

Governo divulga tabela de pagamento dos servidores públicos; confira

A gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) desembolsa, mensalmente, cerca de R$ 1,5 bilhão com o pagamento da folha

A tabela de pagamento do funcionalismo público estadual para 2026 — que contempla servidores e militares ativos, inativos e pensionistas das administrações direta e indireta — já está disponível no Portal RH Bahia. O Governo desembolsa, mensalmente, cerca de R$ 1,5 bilhão com o pagamento da folha.

Divulgada pelas secretarias da Administração (Saeb) e da Fazenda (Sefaz-Ba), a nova tabela informa as datas de pagamento de todos os meses do ano, incluindo o décimo terceiro salário, para os mais de 285 mil servidores estaduais.

O calendário é rigorosamente cumprido pelo Estado da Bahia, garantindo previsibilidade, pontualidade e segurança para o planejamento financeiro das famílias dos servidores.

“Graças à gestão responsável das finanças públicas e à manutenção do equilíbrio fiscal, é possível estabelecer o cronograma anual de pagamentos e cumpri-lo, assegurando ao mesmo tempo os recursos necessários para que os serviços públicos sigam em pleno funcionamento, além de mantermos um dos maiores volumes de investimentos do país”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

O secretário da Administração do Estado, Rodrigo Pimentel, destaca que a política de gestão administrativo-financeira adotada pelo Governo da Bahia permite inclusive que o pagamento dos salários seja realizado ainda dentro do mês trabalhado, o que representa uma vantagem importante para os servidores.

“Ao saberem com antecedência a data exata de pagamento do salário, os servidores públicos baianos podem organizar melhor a sua vida financeira”, afirma.

Os vencimentos de inativos e pensionistas serão pagos no penúltimo dia útil de cada mês, enquanto os salários dos servidores ativos serão depositados no último dia útil do mês trabalhado.

A primeira parcela do 13º salário será quitada ao longo do ano, junto com as férias, se esta for a opção do servidor, ou no mês do aniversário. Já a segunda parcela será paga no dia 18 de dezembro.
Redação: Bahia.Ba

Prefeitos e MP-BA firmam acordo para limitar cachês em R$ 700 mil no São João

Acordo também incentiva que os municípios priorizem a contratação de artistas locais e regionais

Em uma tentativa de conter o avanço desenfreado dos gastos públicos com festas populares, a União dos Municípios da Bahia (UPB) e o Ministério Público do Estado (MP-BA) firmaram, nesta quarta-feira (4), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece regras rígidas para as contratações do São João 2026. O principal ponto do acordo é a criação de um teto de R$ 700 mil para o cachê de qualquer atração musical.

Além do limite individual por artista, o documento determina que o orçamento total das prefeituras para os festejos juninos deste ano não poderá ultrapassar o montante gasto em 2025. O único reajuste permitido será a correção monetária baseada na inflação do período.

A decisão ocorre em um momento de fiscalização intensa sobre municípios que, muitas vezes, enfrentam dificuldades em setores básicos como saúde e educação, mas destinam vultosas quantias para eventos de curto prazo.

O descumprimento das cláusulas do TAC poderá resultar em multas pessoais aos gestores e no bloqueio judicial dos recursos destinados aos eventos. Com essa medida, o Ministério Público espera garantir que a tradição cultural baiana seja preservada sem comprometer a saúde financeira das cidades.

O acordo também incentiva que os municípios priorizem a contratação de artistas locais e regionais, equilibrando a grade de programação entre nomes de apelo nacional e as raízes do forró tradicional.
Por: Bahia.Ba

Kátia Bacelar critica importação de cacau e diz que prática ameaça produtores do Sul da Bahia

A produtora rural e pré-candidata a deputada estadual Kátia Bacelar (PL) afirmou que a importação de cacau estrangeiro tem pressionado os preços pagos ao produtor no Sul da Bahia e colocado em risco a sustentabilidade econômica da agricultura familiar na região. Em manifestação pública, ela classificou a prática como prejudicial ao setor justamente no momento em que o mercado internacional começa a reagir.

Segundo Bacelar, a entrada de cacau importado, especialmente de países africanos, ocorre em períodos de alta de preços e acaba derrubando o valor da arroba no mercado interno. Para ela, o impacto recai principalmente sobre pequenos e médios produtores, muitos inseridos no sistema de cabruca, modelo de cultivo que preserva áreas de Mata Atlântica.

“O Sul da Bahia, berço histórico do cacau brasileiro, vive mais um capítulo de injustiça econômica. Quando o preço começa a reagir, a importação pressiona artificialmente o mercado e quem sente primeiro são os agricultores familiares”, afirmou.

A produtora sustenta que o movimento não é isolado e se repete em ciclos de valorização da commodity. De acordo com ela, faltam transparência e debate público sobre os efeitos regionais da entrada de grandes volumes de produto importado.

Na avaliação de Kátia Bacelar, a região cacaueira já acumula perdas históricas com pragas e dificuldades estruturais. Ela cita impactos prolongados da vassoura-de-bruxa e da podridão-parda, além de limitações de crédito, assistência técnica insuficiente e êxodo rural.

“Durante anos, os produtores enfrentaram doenças nas lavouras, falta de apoio e empobrecimento. Agora que o mercado começa a valorizar o cacau, o produtor baiano é novamente penalizado”, declarou.

Ao comentar o tema, Bacelar destacou que fala também na condição de produtora. “Conheço o custo da adubação, da mão de obra, da colheita e do manejo sanitário. Conheço o peso de uma arroba mal paga. Não me calo”, disse.

Ela anunciou que pretende levar a denúncia a órgãos federais e ministérios, além de dialogar com a bancada baiana no Congresso Nacional. Entre as medidas defendidas estão maior transparência nas importações, critérios técnicos e sanitários mais claros, exigências de qualidade do produto importado e políticas de proteção ao produtor nacional.

A pré-candidata também defendeu mecanismos que garantam previsibilidade e preço justo para o cacau baiano. “O cacau não é apenas uma commodity. É emprego, renda, floresta em pé, identidade cultural e desenvolvimento regional”, afirmou.

Para Kátia Bacelar, o debate não deve ser tratado como pauta ideológica, mas econômica e social. “O produtor baiano precisa ser respeitado e protegido. Essa pauta vai chegar a Brasília”, concluiu.

Por Redação/Politica Livre

Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

Chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), foi recebido pelo presidente Lula (PT) na antevéspera do Natal. O encontro ocorreu na Granja do Torto, a pedido do senador, no dia 23 de dezembro e contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Descrita pelos participantes como cordial, a conversa, não registrada na agenda do petista, teve o objetivo de reaproximar Nogueira de Lula, sob o patrocínio de Motta. Segundo relatos, o chefe do PP procurou o presidente em busca de um acordo para renovar seu mandato de senador pelo Piauí, estado governado pelo PT.

De acordo com políticos que estão dos dois lados da negociação, Nogueira articula a formação de um pacto segundo o qual Lula apoiaria enfaticamente apenas um candidato para o Senado, o também senador Marcelo Castro (MDB). Isso facilitaria a reeleição do presidente do PP, uma vez que haverá duas vagas em disputa em outubro deste ano.

Ao confirmar o encontro, um aliado de Nogueira disse que ele quer que o governo e o PT não atrapalhem sua candidatura, acenando, em troca, com uma neutralidade do PP na disputa presidencial. Por essa proposta, o partido não se aliaria formalmente ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa contra Lula.

O PP anunciou a formação de uma federação partidária com o União Brasil, chamada União Progressista. As duas legendas, juntas, constituiriam a maior bancada da Câmara dos Deputados e seriam obrigadas a agir em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos principais líderes dessa associação de partidos, que ainda não foi definitivamente reconhecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Confirmada por cinco pessoas, a reunião entre o presidente e o senador serviu para reduzir tensões entre os dois, que, ao final, trocaram juras de afeição. Ao falar sobre a possibilidade de um acordo com o senador no Piauí, um aliado de Lula –simpático à articulação– disse que o presidente gosta de Nogueira.

Na conversa, o senador fez questão de ressaltar a boa relação com Motta, referindo-se ao presidente da Câmara como uma espécie de filho seu.

De acordo com relatos, Ciro Nogueira também destacou que manteve lealdade a Bolsonaro até o fim, mas mencionou ter sido um dos primeiros a reconhecer a vitória de Lula em 2022 —enquanto o bolsonarismo relutava em admitir a derrota. Essa parte da conversa foi entendida como um sinal de que o senador pode ser leal ao petista em um eventual novo mandato.

Na avaliação de aliados com quem Lula conversou, o presidente dá sinais de simpatia à proposta de Nogueira.

Nesse encontro, o senador mostrou preocupação com a possibilidade de vazamento da conversa —tanto que, procurado pela Folha, negou ter falado com Lula. Mesmo aliados do presidente do PP confirmaram que ele tem estreitado conversas com vistas à campanha eleitoral.

O senador ficou identificado com o bolsonarismo nos últimos anos, e o fato de ter se encontrado com o atual presidente deverá causar desgaste junto a esse público e a políticos de direita.

Um realinhamento entre Lula e Ciro Nogueira enfrentaria forte rejeição no PT do Piauí. Por isso, o governador Rafael Fonteles (PT), que concorrerá à reeleição, e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) ainda não teriam sido informados do encontro.

Dizendo desconhecer essa conversa, o presidente estadual do PT do Piauí, Fábio Novo, recorda que Nogueira se elegeu duas vezes com aval de Lula, tendo traído esse acordo depois. "Não temos o direito de errar uma terceira vez", disse. Líderes nacionais do partido também não gostariam de ajudar Ciro Nogueira.

Além disso, a chapa costurada pelo PT no estado tem o deputado Júlio César (PSD) como pré-candidato ao Senado. E uma ruptura poderia contrariar o presidente do PSD, Gilberto Kassab, com quem Lula também precisa manter boa relação.

O Piauí é um estado majoritariamente lulista. Na eleição de 2022, o petista recebeu 76,8% dos votos válidos na disputa contra Bolsonaro no segundo turno. Dessa forma, caciques da política piauiense consideram que candidatos que concorram com apoio oficial do Planalto têm uma grande chance de serem eleitos.

Ainda assim, até aliados de Lula reconhecem que o ex-ministro de Bolsonaro tem apoio de muitos prefeitos piauienses –inclusive alguns do PT–, o que lhe dá força eleitoral. O de Cajueiro da Praia (PI), o petista Felipe Ribeiro, por exemplo, declarou apoio ao parlamentar.

Nogueira está em seu segundo mandato como senador. Em 2018 ele foi eleito com apoio de Lula e do PT, fazendo campanha com Fernando Haddad, que venceu Bolsonaro no Piauí com 77,1% dos votos válidos no segundo turno. O senador foi eleito com 29,8% dos votos, sendo o mais votado, com o emedebista Marcelo Castro na segunda vaga, com 27,1%.

Após a derrota de Haddad, porém, Nogueira se aproximou do governo Bolsonaro. A aliança o levou à Casa Civil em julho de 2021. O senador passou a conduzir o PP rumo ao bolsonarismo, mesmo após o ex-chefe ficar sem mandato, rompendo com a tradição do centrão de alinhamento com quem está no poder.

Sem Bolsonaro, Nogueira se tornou entusiasta da candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência. Como o ex-colega de governo Bolsonaro decidiu permanecer em São Paulo, o presidente do PP agora avalia como lidar com o candidato ungido pelo ex-chefe, Flávio Bolsonaro.

Aliados do PP indicam que Ciro sonhou em ser vice de Tarcísio e foi cotado para a vice de Flávio, mas agora tal desejo esfriou. A sigla, que tem uma ala lulista, incluindo um ministro, pode não apoiar formalmente o filho de Bolsonaro e liberar os filiados para aderirem a qualquer campanha nacional.
Por Catia Seabra, Caio Spechoto e Augusto Tenório/Folhapress

Ibirataia: Prefeitura atualiza valor da Bolsa de Estudos da EJA; Confira

Incentivo financeiro passa a ser de R$ 120,00 para alunos da Educação de Jovens e Adultos em 2026
A Prefeitura de Ibirataia, por meio do Decreto nº 6.533, de 5 de fevereiro de 2026, atualizou o valor do incentivo-financeiro do Programa de Bolsa de Estudos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A medida segue o previsto na Lei Municipal nº 1.276/2025, que prevê a atualização anual do benefício. O novo valor da bolsa será de R$ 120,00, mantendo o caráter pedagógico, social e de estímulo à permanência e conclusão dos estudos.
O pagamento será realizado trimestralmente, mediante crédito direto na conta dos beneficiários, observando critérios de frequência, aproveitamento escolar e controle estabelecidos pela legislação municipal. A Secretaria Municipal de Educação é responsável pela execução do decreto e pelo envio da relação dos alunos à Secretaria de Finanças. Tal medida busca garantir transparência e organização no repasse do incentivo.

As despesas decorrentes do pagamento das bolsas serão custeadas com recursos próprios do orçamento municipal, podendo ser suplementadas se necessário. O decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir do ano letivo de 2026. Com a atualização, a Prefeitura reforça o compromisso com a educação e o apoio aos estudantes da EJA.
Fonte: Ascom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

Polícia Técnica inaugura Sala Lilás na Coordenadoria Regional de Jequié

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) inaugurou, por meio da Coordenadoria Regional de Polícia Técnica (CRPT) de Jequié, a Sala Lilás, um espaço destinado ao atendimento pericial humanizado de mulheres e crianças vítimas de violência doméstica ou sexual. A solenidade contou com a presença do diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, e do subsecretário da Segurança Pública da Bahia, Marcel Ahringsman de Oliveira, além de servidores e representantes das forças de segurança.

A Sala Lilás foi projetada para oferecer um ambiente acolhedor, seguro e reservado, garantindo privacidade, conforto e atendimento prioritário às vítimas, contribuindo para a prevenção da revitimização e para a preservação da integridade física e emocional das mulheres e crianças atendidas.
A iniciativa está alinhada ao Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (PEEVCM 2023–2032), instituído pelo Governo do Estado da Bahia por meio do Decreto nº 21.975/2023, que orienta as ações da Segurança Pública no enfrentamento à violência contra as mulheres.

De acordo com o diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, a implantação da Sala Lilás representa um avanço na política de atendimento humanizado da Polícia Técnica.
“A Sala Lilás é um espaço pensado para acolher mulheres e crianças em um momento de extrema vulnerabilidade, garantindo um atendimento pericial de excelência, com cuidado humano, privacidade e respeito”, destacou.
Para o subsecretário da Segurança Pública, Marcel Ahringsman de Oliveira, a inauguração reforça o compromisso do Estado com a proteção das mulheres.
“A implantação da Sala Lilás em Jequié fortalece as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, assegurando um atendimento mais digno, seguro e humanizado em todas as regiões da Bahia”, afirmou.

A CRPT de Jequié atende 24 municípios da região, conta com 42 servidores e foi reforçada com 19 novos profissionais, ingressos em 2024 por meio do Concurso Público.

Com a inauguração da Sala Lilás, o DPT amplia a rede de acolhimento e proteção às mulheres e crianças vítimas de violência, reafirmando seu compromisso com a justiça, a cidadania e os direitos humanos.
Fonte
Ascom/DPT

Homem foragido da Justiça por violência doméstica é preso em São Sebastião do Passé

Um homem de 20 anos foi preso nesta quinta-feira (5), no bairro de Lamarão, em São Sebastião do Passé. O suspeito estava foragido da Justiça pelo crime de violência doméstica, após ter agredido duas vezes a ex-companheira, de 34 anos, com quem conviveu por três anos. A primeira agressão registrada ocorreu em janeiro, e a segunda no dia 2 de fevereiro de 2026. Nas duas oportunidades, o suspeito atingiu a vítima com socos, chutes e golpes com pedras.

Durante a ação, os policiais civis se dirigiram até o local. Ao perceber a chegada da equipe, o acusado tentou fugir pelos fundos da residência. No entanto, foi surpreendido por outra equipe que já se encontrava na parte posterior do imóvel. Diante da tentativa frustrada de fuga, foi dada voz de prisão ao foragido, que foi devidamente conduzido à unidade da Polinter para as medidas legais cabíveis.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Criminal de São Sebastião do Passé. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 37ª Delegacia Territorial de São Sebastião do Passé. O homem permanece preso à disposição do Poder Judiciário.

Fonte
Camila Souza / Ascom PCBA

Tiago Correia rebate Olívia Santana e sai em defesa de Edson Gomes: “ele sempre defendeu a liberdade humana”

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), afirmou que causa estranheza e preocupação a tentativa da deputada Olívia Santana (PCdoB) de desqualificar e constranger publicamente o músico Edson Gomes pelo simples fato de ele expressar, de forma legítima, uma visão crítica ao comunismo.

“O que se vê não é um debate de ideias, mas uma investida clara para rotular, intimidar e, no limite, silenciar uma voz artística historicamente comprometida com a liberdade e com a denúncia da opressão”, afirmou o deputado.

Correia avalia que ao afirmar que Edson Gomes “compõe como comunista”, a deputada parece ignorar, ou deliberadamente distorcer, que criticar injustiças sociais, desigualdades e abusos de poder não é monopólio de nenhuma ideologia. Trata-se de um exercício universal de consciência crítica, muito anterior e muito mais amplo do que qualquer doutrina política específica.

O líder da oposição chama a atenção que a fala do artista, ao denunciar que o comunismo transforma indivíduos, inclusive crianças, em instrumentos de projetos de poder, não é gratuita nem desprovida de lastro histórico. “Basta recorrer às próprias bases teóricas do marxismo, que defendem a subordinação do indivíduo ao coletivo e à luta de classes, e, sobretudo, à experiência concreta dos regimes comunistas ao longo do século 20 e 21. União Soviética, China maoísta, Cuba, Coreia do Norte, Camboja de Pol Pot e, mais recentemente, Venezuela, são exemplos amplamente documentados de sistemas marcados por supressão de liberdades, perseguição política, censura, encarceramento em massa, fome e milhões de mortes”, relembrou Correia.

O deputado ainda afirma que “diante desse histórico, soa como contradição insolúvel a expressão “comunismo democrático”. “Não há, na prática histórica, um único regime comunista que tenha preservado liberdades civis plenas, alternância real de poder, imprensa livre e oposição independente. O comunismo, onde foi implementado, sempre exigiu concentração de poder, controle do pensamento e repressão aos dissidentes, exatamente o oposto dos valores democráticos”.

O ponto mais grave, segundo Tiago Correia, é a tentativa de impor uma visão ideológica única, classificando como “reacionário” todo aquele que ouse discordar. “Ao atacar Edson Gomes e sugerir que suas opiniões devem ser combatidas ou deslegitimadas, a deputada adota a mesma lógica autoritária que marca os regimes que ela se dispõe a defender: a lógica da intolerância ao pensamento divergente” ressaltou o deputado.

“Tentar calar um artista com essa história não é apenas um ataque individual, mas um ataque direto à liberdade de expressão, pilar essencial de qualquer sociedade verdadeiramente democrática”, frisou o líder da oposição, ao acrescentar que democracia não se sustenta pela imposição de dogmas, mas pelo confronto livre de ideias. “Quem realmente acredita na democracia não teme a crítica, não rotula adversários e não tenta silenciar vozes dissonantes” finalizou.
Por Redação/Politica Livre

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