Trump fala em ataque sem precedentes caso haja retaliação do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será atingido com “uma força nunca vista antes” caso leve adiante ameaças de novos ataques. A declaração foi publicada na rede Truth Social na madrugada deste domingo (1º), após Teerã prometer retaliar bombardeios realizados no sábado. A informação é do G1.

Segundo autoridades iranianas, a morte do líder supremo Ali Khamenei — atribuída a uma ação coordenada entre EUA e Israel — é considerada “um grande crime” que não ficará impune. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, prometeram resposta e acusaram Washington e Tel Aviv de cruzar uma “linha vermelha”.

O conflito se intensificou após o Irã lançar centenas de mísseis e drones contra tropas americanas e cidades em Israel e países árabes aliados dos EUA. A escalada eleva a tensão no Oriente Médio e amplia o risco de novos confrontos nos próximos dias.

Por Redação

“Vamos à luta e na missão de tirar o PT de uma vez por todas do nosso estado”, diz João Roma em ato na Barra

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, participou na manhã deste domingo (1º) do ato “Acorda Brasil”, realizado no Farol da Barra, em Salvador, e em dezenas de cidades do país. A mobilização reuniu deputados, lideranças políticas, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e centenas de pessoas que foram às ruas protestar contra o que chamam de perseguição política sofrida pelo ex-presidente, além de criticar o governo Lula e a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que estamos vendo hoje no Brasil é uma onda de mobilização popular que não se esconde mais. O Acorda Brasil está nas ruas de dezenas de cidades, mostrando que o povo está atento, indignado e disposto a lutar por justiça e liberdade. É o Brasil dizendo basta à perseguição política e basta à manipulação que tenta calar milhões de vozes”, afirmou João Roma.

O ato fez parte de uma convocação nacional que ocorre simultaneamente em dezenas de cidades brasileiras. Para Roma, a expressiva adesão popular mostra que a direita tem conseguido mobilizar a população e consolidar um movimento crescente em defesa das liberdades individuais e contra o que ele chamou de “abusos e arbitrariedades do poder”.

João Roma ressaltou que a Bahia tem se destacado pela crescente rejeição ao PT, partido que governa o estado há quase 20 anos.

“A Bahia acordou. O que vimos aqui na Barra mostra que o nosso povo cansou de ser tratado como curral eleitoral. A rejeição ao PT só cresce porque o baiano está vendo que nada mudou, que a violência aumentou, que a pobreza cresce e que os grandes projetos continuam engavetados. Vamos à luta e na missão de tirar o PT de uma vez por todas do nosso estado”, declarou.

Durante o ato, manifestantes carregavam faixas e cartazes contra o governo federal e contra decisões recentes do Supremo Tribunal Federal. Os discursos criticavam a prisão de Jair Bolsonaro. “O que estão fazendo com o presidente Bolsonaro é um ataque sem precedentes ao Estado de Direito. Estão tentando destruir sua imagem, destruir seu legado e destruir o apoio popular que ele tem. Mas o povo está na rua para dizer que ele não está sozinho”, ressaltou.

Para o dirigente do PL, o ato deste domingo demonstra que o campo da direita entra em 2026 mais forte, mais unido e mais organizado. “A direita, que muitos diziam estar enfraquecida, está hoje mais viva do que nunca. Movimentos espontâneos, atos cheios, lideranças mobilizadas e um Brasil que pede mudança. Estamos no caminho certo, e a Bahia fará parte dessa virada”, afirmou.
Por Redação

Relatório dos EUA diz que China tem base militar secreta em Salvador

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos afirma que a China mantém uma base classificada como “não oficial” no Brasil, com sede em Salvador
Um relatório do Congresso dos Estados Unidos afirma que a China mantém uma base classificada como “não oficial” no Brasil, com sede em Salvador (BA). Segundo o documento, a chamada Estação Terrestre de Tucano funcionaria nas instalações da empresa brasileira Ayla Space, em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, com foco na análise de dados de satélites. A informação é do Poder360.

O texto sustenta que a estrutura na capital baiana permitiria à República Popular da China identificar ativos militares estrangeiros e rastrear objetos espaciais em tempo real na América do Sul. Para os autores, a presença em Salvador também poderia influenciar a doutrina espacial militar brasileira e consolidar uma posição estratégica em área considerada sensível para a segurança dos EUA.

O relatório ainda menciona outra cooperação no país: o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia, na Paraíba. O Congresso norte-americano afirma monitorar essas iniciativas por considerar que tecnologias espaciais podem ter uso duplo, civil e militar, e aponta que a China mantém ao menos dez instalações semelhantes na América do Sul.

Por Redação

Com presença de políticos, atos da direita começam em Brasília, BH e Rio

Pré-candidatos e lideranças da direita participam neste domingo (1º) de manifestações em mais de 20 cidades, sob o lema “Acorda Brasil”. Os atos reúnem críticas ao governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, em razão de desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A informação é da CNN.

As mobilizações ocorrem pela manhã em Brasilia, Belo Horizonte, Copacabana e Salvador. Em São Paulo, está previsto ato com a presença do deputado Nikolas Ferreira, do senador Flavio Bolsonaro e dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Em Brasília, a mobilização é liderada pela deputada Bia Kicis e conta com a participação do senador Rogerio Marinho, líder da oposição no Senado. Já em Belo Horizonte, Nikolas deve discursar ao público.

Ministro do TCU oferece curso, por R$ 4 mil, sobre como não ser condenado no tribunal

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler oferece um curso de dois dias em Brasília, a um custo de R$ 3.997 por inscrição, sobre como não ser condenado na Corte de contas em casos de contratos feitos sem licitação.

As palestras, que têm como público alvo servidores públicos, são ofertadas por meio de um instituto que disponibiliza aos interessados modelos prontos de contrato, pesquisa de preços de mercado e justificativas para a contratação da entidade.

Procurado para esclarecer a participação e como se daria remuneração, o TCU afirmou que o ministro não se manifestaria.

O curso, que tem como título “Contratação direta sem licitação e sem problemas”, está em sua quarta edição, e será realizado nos dias 16 e 17 de março, em Brasília.

Para a divulgação, Zymler gravou um vídeo no seu local de trabalho no qual afirma que decisões mal fundamentadas de gestores públicos “geram condenações aqui no Tribunal de Contas da União e, eventualmente, o desfazimento dos atos”.

Também diz na gravação que o curso servirá para “discutir de forma teórica e prática os requisitos legais para que haja uma boa contratação direta”.

Em um dos materiais publicitários do curso, a promessa é fazer os alunos dominarem “do básico ao avançado” e ensinar “como instruir corretamente um processo, justificar preços, escolher fornecedores e, principalmente, como se defender diante dos órgãos de controle”.

As palestras estão sendo vendidas pelo Instituto Brasil Planeja (IBP), fundado em 2024 e que tem como sócio-administrador Renato Andrade Gonçalves - que tem como negócio principal uma produtora de vídeos.

Os ministros podem ter atividades acadêmicas e de docência, conforme a legislação. Também podem ser sócios de empresas, desde que não tenham posição de administração ou direção sobre elas.

O curso do qual participará Zymler acontecerá na companhia do advogado Jacoby Fernandes, que foi conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal e hoje tem escritório de advocacia com atuação especializada em tribunais de contas. O site oficial dele tem como foto principal uma da sede do TCU.

Entre os temas abordados pelo ministro estão “aspectos jurídicos e éticos nas contratações, responsabilidade dos agentes públicos nas contratações diretas, contratações diretas e emergenciais e propostas com preços superiores”. A programação ainda reserva janela para “conselhos adicionais”.

O ingresso de R$ 3.997 é para a participação presencial nas palestras, que serão realizadas em um hotel de Brasília. A participação online custa R$ 2.997.

O IBP enviou nota na qual afirma o ministro cobra do instituto “o mesmo que cobra de outras instituições para as quais ministra cursos” e que ele apenas faz as palestras para as quais é contratado, sem opinar sobre os cursos ou sobre quem o instituto contrata.

Disse também que Zymler não tem qualquer participação na elaboração dos materiais disponibilizados para prefeituras nem sobre os cursos e temas tratados.

Esses documentos são necessários, segundo o IBP, porque “muitos órgãos públicos não sabem instruir um processo de contratação de treinamento” e, com isso, “perdem recursos, por falta orientação”.

“No início do curso, todos os professores dão os avisos para que o limite ético seja observado. Fazem-no para a própria proteção da reputação, elemento essencial à atividade”, ressaltou o IBP.

Contudo, Rafael R. Viegas, pesquisador e professor da pós-graduação da FGV/EAESP e da ENAP, pontua que o problema não é a atividade acadêmica em si, mas o escopo do curso e seu público alvo.

Para Viegas, a promessa implícita de ensinar “como não ser condenado” gera um “evidente desconforto ético e risco reputacional”.

“A presença de advogado que atua em Tribunais de Contas e o uso da imagem do próprio Tribunal na divulgação reforçam a percepção de proximidade excessiva entre quem julga e quem é julgado. Pode não haver ilegalidade formal, mas a prática é institucionalmente imprudente e eticamente questionável, pois afeta a credibilidade do sistema de controle”, afirmou.

Por Vinícius Valfré/Estadão Conteúdo

Nikolas articula bancada própria com candidaturas ao Legislativo para ampliar influência no bolsonarismo

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) tem se movimentado para montar uma rede própria de candidaturas ao Legislativo e ampliar sua influência no bolsonarismo, em meio a cobranças para se engajar na pré-candidatura presidencial do senador Flavio Bolsonaro. A estratégia passa por fortalecer aliados em Minas Gerais e em outros estados, consolidando capital político próprio sem disputar o governo mineiro. A informação é do jornal O Globo.

Em Minas, Nikolas articula o lançamento do pai, o pastor Edésio de Oliveira, ao Senado, embora o partido também avalie nomes como Domingos Savio e Carlos Viana. O deputado tem cumprido agendas ao lado do vice-governador Mateus Simoes (PSD), apoiado por ele ao Palácio Tiradentes, mesmo diante de resistências dentro do PL. Em Juiz de Fora, participou de evento com a vereadora Roberta Lopes (PL), que se apresenta como sua candidata a deputada estadual.

Fora do estado, Nikolas planeja impulsionar candidaturas à Câmara em São Paulo, Ceará e Pernambuco, além de manter aliança com a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC). A movimentação ocorre após atritos com Eduardo Bolsonaro e sinaliza a prioridade do parlamentar em buscar a reeleição para “construir base” e ampliar sua influência interna no campo bolsonarista.

Direita articula sabotagem para não ter que votar fim da escala 6x1

Lideranças da direita intensificaram a ofensiva contra a proposta que prevê dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, conhecida como fim da escala 6x1. Presidentes de partidos como Antonio Rueda, Valdemar Costa Neto e Marcos Pereira criticaram publicamente a mudança e alertaram para impactos negativos na economia. A reportagem é do jornal O Globo.

Em encontros com empresários em São Paulo, Rueda e Valdemar defenderam atuar para impedir que o projeto avance no Congresso. Ambos reconheceram que, se a proposta for levada ao plenário, há grande chance de aprovação, o que reforça a estratégia de tentar barrar sua tramitação antes da votação.

Enquanto entidades patronais projetam efeitos como aumento de custos e demissões, defensores da mudança argumentam que a medida atende trabalhadores de baixa renda que atuam em jornadas extensas e buscam mais tempo de descanso. O embate deve se concentrar na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde a discussão promete ser acirrada.

Por Redação

Estrada sem fim? Bahia abriga reta de 145 km, uma das maiores do mundo

Segmento no oeste baiano tem cerca de 145 km sem curvas
Quem percorre o oeste da Bahia pode ter a sensação de que o asfalto nunca termina. No trecho da BR-020 entre os povoados de Rosário, em Correntina, e Roda Velha, em São Desidério, o horizonte parece desenhado com régua.

São aproximadamente 145 quilômetros praticamente em linha reta — um feito que coloca a estrada brasileira no mesmo patamar de retas mundialmente conhecidas.

A comparação não é exagero. Com essa extensão, o segmento baiano se aproxima de marcas celebradas internacionalmente, como a Eyre Highway, na Austrália, frequentemente citada como uma das maiores retas contínuas do mundo.

No contexto sul-americano, o trecho direto da BR-020 desponta como um dos mais extensos já registrados em pista pavimentada.

135,9 km revitalizados

Em 2024, o Governo Federal concluiu a revitalização de 135,9 km da BR-020/BA, no segmento que liga Rosário, distrito de Correntina, a Roda Velha, em São Desidério. As intervenções foram executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os serviços incluíram fresagem contínua do pavimento e aplicação de Concreto Asfáltico Usinado a Quente (CAUQ), recuperação de acostamentos e implantação de sinalização horizontal provisória. Ao longo de todo o trecho — do km 0 ao km 135,9 — também foram realizadas roçadas e limpeza da faixa de domínio.

O investimento total foi de aproximadamente R$ 35,3 milhões.

Corredor estratégico do agronegócio

Mais do que um fenômeno geográfico, a reta da BR-020 é um eixo logístico fundamental. A rodovia é classificada como radial e conecta o Distrito Federal ao Nordeste, atravessando Goiás, Bahia, Piauí e Ceará até chegar a Fortaleza.

No oeste baiano, a estrada corta uma das regiões mais produtivas do país. O território integra o Matopiba — área que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — e concentra forte produção de grãos, especialmente soja, milho e algodão.

A melhoria da malha viária reduz custos de transporte, facilita o escoamento da safra e fortalece cadeias ligadas ao comércio, serviços, agroindústria e logística.

Com a revitalização, a expectativa é ampliar a segurança viária e garantir maior fluidez ao tráfego pesado que domina a região.

Sensação de estrada sem fim

O traçado quase perfeitamente linear atravessa o cerrado baiano, em uma paisagem de planaltos amplos e horizonte aberto. Para motoristas, a experiência pode ser hipnotizante: são quilômetros seguidos sem curvas significativas, interferências urbanas ou mudanças bruscas de direção.

Essa característica, embora impressionante, exige atenção redobrada. A monotonia visual pode provocar fadiga, especialmente em trajetos longos percorridos por caminhoneiros e viajantes que cruzam estados.

Ainda assim, é justamente essa combinação entre extensão, linearidade e importância econômica que transforma o trecho em um símbolo da infraestrutura rodoviária nacional.

No mapa, parece um traço reto cortando o interior do país. No chão, é uma das estradas mais estratégicas do Brasil — e, possivelmente, a reta (não perfeita) mais impressionante da América do Sul.

Maiores estradas em linha reta do mundo

Highway 10 – Arábia Saudita - (extensão aproximada: 240–260 km em linha reta): o trecho no deserto entre Haradh e Al Batha. É frequentemente citado como o mais longo do planeta em linha praticamente contínua, cortando paisagem árida sem grandes interferências.
Eyre Highway – Austrália - (Extensão aproximada: 146 km): conhecida como “90 Mile Straight”, fica na planície de Nullarbor. É uma das retas mais famosas do mundo e virou referência quando o assunto é estrada sem curvas.

Ruta Nacional 26 – Argentina - (extensão aproximada: 130–133 km): localizada na Patagônia, atravessa áreas planas e pouco povoadas, com um dos maiores segmentos contínuos em linha reta da América do Sul.

Interstate 80 – Estados Unidos - (extensão aproximada: 120 km): no estado de Utah, cruza os Bonneville Salt Flats. É uma das maiores retas contínuas da América do Norte.
Por Iarla Queiroz/Atarde

Trump cruzou uma "linha vermelha muito perigosa", diz autoridade iraniana

Em entrevista exclusiva à CNN, autoridade do Irã afirmou que irão responder os ataques dos EUA-Israel
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cruzou "uma linha vermelha muito perigosa" ao matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, à CNN em entrevista exclusiva neste domingo (1º).

Khatibzadeh disse que muitos seguidores xiitas em todo o mundo reagirão ao assassinato de Khamenei.

“É claro que, do ponto de vista religioso, ele foi um grande líder religioso, então muitos seguidores xiitas em toda a região e no mundo vão reagir a isso, e isso é muito óbvio porque o presidente Trump ultrapassou uma linha vermelha muito perigosa”, disse Khatibzadeh.

A fonte oficial afirmou que o Irã comunicou-se com os estados árabes do Golfo para que fechassem as bases americanas que Teerã considera uma ameaça.

“Nós comunicamos a eles: ou fecham essas bases americanas que estão constantemente ameaçando o Irã e que são constantemente usadas para atacar o Irã, ou não temos outra opção a não ser reagir”, disse ele.

O Irã “não consegue alcançar território americano, então não temos outra opção a não ser atacar quaisquer bases que estejam sob jurisdição dos EUA”, acrescentou.
O que está acontecendo?

Trump anunciou no sábado que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

A CNN Internacional havia relatado anteriormente que Khamenei era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, juntamente com outros líderes importantes.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Mostafa Salem e Frederik Pleitgen, da CNN

Desiludida, geração Z de esquerda tem revolta anticapitalista e críticas a Lula e Nikolas

Nos últimos anos, a revolta da geração Z, expressão que faz referência aos nascidos entre o fim dos anos 1990 e 2010, desencadeou protestos em países como Peru, Bangladesh, Indonésia e Quênia
Todos os dias, o pequeno comércio se instala ao redor da estação Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista. Em meio à maré humana, um estabelecimento chama a atenção: a Casa Marx, espaço cultural com livraria, sebo, café e brechó, dedicado a difundir o pensamento de esquerda. Funciona ali também a sede do Faísca Revolucionária, coletivo de jovens anticapitalistas, atuante em 15 países.

"O termo ‘anticapitalista’ tenta dar conta de diversos fenômenos relacionados ao sentimento de que o sistema atual não oferece mais esperança para nós", diz Pedro Ferreira, 26, líder do grupo, nos fundos da casa, de paredes cobertas por lambe-lambes, com gravuras de Vladimir Lênin e de Leon Trótski.

A existência do Faísca se relaciona com o surgimento de outros coletivos de jovens que lutam pela mesma causa, dentro e fora das universidades. Em comum, fazem oposição ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e aos integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), hoje apoiados por parte expressiva da juventude. Ao mesmo tempo, criticam o presidente Lula (PT) e não se sentem representados pelos políticos que despontam como candidatos. Na origem, o sentimento anticapitalista é um traço da chamada revolta da geração Z, jovens desiludidos que agora organizam protestos ao redor do mundo.

Ligado ao MRT (Movimento Revolucionário dos Trabalhadores), o Faísa, criado há uma década, tornou-se conhecido por promover oficinas de estudo sobre comunismo nas universidades. Seus integrantes se tratam por "camarada" e, em vez do ChatGPT, utilizam o ChatMarx, aplicativo de inteligência artificial de orientação marxista.

Noah Brandsch, 21, outro líder do Faísca, está à procura de uma alternativa a Lula. "Utopia é a gente acreditar que é possível mudar as coisas por dentro do sistema capitalista", afirma. "É uma tarefa da esquerda superar o que foi a conciliação de classes do PT, que só reforçou a extrema direita."

A insatisfação com o governo também está presente no Movimento Correnteza, organização estudantil criada há oito anos sob o lema "organize a sua revolta" e voltado à luta pela educação. Thaís Rachel, 32, liderança do Correnteza e vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), prefere votar na candidata Samara Martins, do UP (Unidade Popular).

Segundo Rachel, os jovens estão subrepresentados na política. "Até existem novas lideranças, mas o sistema eleitoral é injusto e só favorece os partidos que estão aí há anos", diz.

Nos últimos anos, a revolta da geração Z, expressão que faz referência aos nascidos entre o fim dos anos 1990 e 2010, desencadeou protestos em países como Peru, Bangladesh, Indonésia e Quênia. Cada um deles tinha motivação própria, mas todos ambicionavam a mudança do status quo. Para tanto, apropriaram-se do mesmo símbolo: a bandeira do "One Piece", mangá em que os protagonistas lutam contra o sistema.

Nos Estados Unidos, o democrata Zohran Mamdani, 34, foi eleito prefeito de Nova York graças a uma articulação com a juventude, excitada com a plataforma socialista apresentada na campanha —78% dos eleitores com idade inferior a 30 anos votaram nele. A realidade é bem diferente no Brasil. Por aqui, a esquerda anticapitalista é minoritária entre os jovens.

Pesquisa Atlas Intel, publicada em dezembro, mostrou que 52% da geração Z se diz de direita ou de centro-direita. Deputados como Nikolas Ferreira (PL) e Kim Kataguiri, do MBL, têm especial ligação com esse eleitorado, que absorve e propaga noções de meritocracia, empreendedorismo e até um desprezo pela CLT, tema que ficou em alta em postagens no TikTok.

"As redes do Nikolas são usadas para referenciar a figura dele. Podem até chamar para atos, mas não para uma organização coletiva a longo prazo", afirma Theo Lobato, 30, líder do coletivo Juntos! —assim mesmo, com ponto de exclamação ao final. Ele se angustia com a crise climática, o avanço tecnológico e a precarização do trabalho. Tendo entrado no Juntos! há uma década, ainda sob o impacto das Jornadas de Junho de 2013, Lobato esteve, em novembro, na COP30, em Belém.

Para Julia Andrade Maia, 27, também militante do Juntos!, a direita tem eficiência na internet porque tem mais poder econômico, em um contexto de crise de representatividade na esquerda. Diante da ausência de opções, ela votaria no Lula, mas não "fará o L" — referência ao símbolo do petista, feito com as mãos pelos apoiadores.

A militante critica o arcabouço fiscal, que limita os gastos do governo, a morosidade da discussão sobre a escala 6x1 e a exploração da Foz do Amazonas. "Quando eu era mais nova, os meus pais me falavam que, se eu estudasse, teria um emprego, uma casa e um carro. Estou na segunda graduação e tudo isso está longe de acontecer."

Na noite da quarta-feira (25), o Juntos! organizou um debate, no campus da USP, com o título de "Os Povos do Mundo Contra Os Imperalismos: A Luta Antifascista e Antirracista para Salvar o Planeta". Na mesa, estavam o professor de filosofia da USP, Vladimir Safatle, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), revelada pelo Juntos!, a codeputada estadual Ana Laura (PSOL-SP) e o filósofo Douglas Barros.

Na plateia, havia cerca de cem calouros de ciências humanas. Bomfim, 36, diz ser preciso que a esquerda proponha uma alternativa ao capitalismo. "Não tinha extrema direita na minha época de militância estudantil, tudo era mais fácil. Ao mesmo tempo, o peso da extrema direita possibilita a construção de uma unidade."

No evento, ficou evidente a proposta ecossocialista que define o coletivo. Estudantes e palestrantes enfatizaram algumas preocupações urgentes: o avanço da inteligência artificial, a terminalidade do capitalismo, a questão identitária e as formas modernas de colonialismo. Nesse ponto, a Palestina surge como tema prioritário da geração Z anticapitalista, que trata Gaza como um bairro da capital paulista.

"A solidariedade internacional é um elemento fundamental para nós, porque o povo palestino está sendo genocidado, isso não é coisa da esquerda, todo mundo sabe o que está acontecendo", diz Pedro Antônio Chiquitti, 21, organizador do evento.

Safatle, que lança agora o livro "A Ameaça Interna", afirma que os coletivos progressistas têm a missão de criar uma nova linguagem para a esquerda. Ele observa uma grande quantidade de produtos da indústria cultural tematizando realidades distópicas, o que seria sintoma do sofrimento psíquico que acomete a geração Z. "Um jovem de 18 anos não tem condições ambientais de vida asseguradas para quando ele completar 40 anos", afirma Safatle. "Talvez a cidade desse jovem não terá ar limpo para ele respirar. Você tem ideia do que é isso?"

Por Gustavo Zeitel/Folhapress

Jovem de 20 anos é preso acusado de importunação sexual em loja no centro de Ipiaú

Um homem de 20 anos foi preso na manhã deste sábado (28), na Rua Dois de Julho, no centro de Ipiaú, suspeito de importunação sexual contra uma funcionária de uma loja da operadora de telefonia Claro. De acordo com informações da Polícia Militar, o caso foi registrado por volta das 11h. A vítima relatou que o homem entrou no estabelecimento solicitando atendimento e, em seguida, pediu autorização para utilizar o banheiro do local.

Segundo o relato, após ter acesso ao ambiente, o suspeito chamou a funcionária e passou a agir de forma repentina, tentando agarrá-la contra a vontade dela. A Polícia Militar foi acionada e uma guarnição que estava nas proximidades se deslocou até a loja. O suspeito ainda se encontrava no estabelecimento quando foi abordado. Ele foi conduzido, juntamente com a vítima, ao plantão central da 9ª Coorpin, onde o caso foi apresentado à autoridade policial para as medidas cabíveis. Por: Giro Ipiaú.

Prefeita Laryssa comenta situação do municcipio depois da fortes chuvas e elevação dos rios.

Estamos acompanhando, de forma permanente, a situação das chuvas e a elevação dos rios, em articulação com a Defesa Civil e nossas equipes técnicas.

Neste sábado, visitamos as áreas de risco e pontos de alagamento e nos reunimos com a equipe do Governo do Estado, que esteve no município para analisar a conjuntura atual e alinhar estratégias de atuação conjunta.

Seguimos vigilantes, organizando medidas preventivas e priorizando a proteção de vidas. Cuidar das pessoas é o princípio que orienta cada decisão da nossa gestão. Falou Laryssa Dias, Prefeita de Ipiaú

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Futuca acompanha áreas afetadas pelas chuvas e reforça ações preventivas em Ibirataia

Gestor vistoria áreas com histórico de alagamentos em Ibirataia e destaca importância da manutenção contínua da drenagem urbana
Na tarde deste sábado (28), o prefeito Sandro Futuca percorreu diversos bairros do município de Ibirataia para acompanhar de perto a situação das localidades após as fortes chuvas registradas nos últimos dias. A agenda incluiu visitas aos bairros Mirassol, Alto do Mirante, AABB, José Firmino e ao Beco da Baiúca, regiões que historicamente apresentam pontos de alagamento em períodos de precipitação intensa.
A vistoria foi realizada ao lado do vice-prefeito e de integrantes do primeiro escalão do governo municipal, entre eles o secretário de Educação, Caio Pina; o secretário de Infraestrutura, Weligton Sobrinho; a secretária de Desenvolvimento Social, Luanna Figueiredo; e o secretário de Planejamento, Onasses Reis, além de equipes técnicas responsáveis pela manutenção urbana e pelo sistema de drenagem.
Durante o percurso, o prefeito conversou com moradores, ouviu relatos sobre os impactos causados pela chuva e avaliou as condições das vias públicas, encostas e do escoamento pluvial. Em alguns trechos, as equipes verificaram o funcionamento de bueiros e canais, observando o fluxo da água e identificando possíveis pontos que necessitem de reforço nos serviços.
De acordo com Sandro Futuca, o trabalho preventivo desenvolvido pela Secretaria de Infraestrutura foi determinante para minimizar os efeitos do grande volume de chuva registrado no município. Ele ressaltou que a limpeza periódica de bueiros, canais e rios contribuiu significativamente para evitar enchentes de maiores proporções.

“O serviço de manutenção é permanente. A limpeza constante dos bueiros e dos rios fez a diferença para que não enfrentássemos grandes enchentes. Seguimos com planejamento, responsabilidade e presença ativa nos bairros, acompanhando de perto cada situação”, afirmou o prefeito durante a visita.

A Secretaria de Infraestrutura informou que as equipes seguem em regime de monitoramento, principalmente nas áreas consideradas mais sensíveis. Caso haja necessidade, novos serviços de desobstrução e reforço da drenagem poderão ser executados de forma imediata.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social mantém atenção às famílias que eventualmente tenham sido impactadas pelas chuvas, garantindo suporte e acompanhamento quando necessário.

A gestão municipal reafirmou que continuará investindo em ações preventivas e estruturais, priorizando a manutenção da rede de drenagem e o diálogo direto com a população. A iniciativa, segundo a prefeitura, visa garantir mais segurança, reduzir riscos e assegurar tranquilidade aos moradores, especialmente durante períodos de instabilidade climática.
Fonte: Ascom/Prefeitura de Ibirataia

Brasil deve adotar cautela entre EUA e Irã, parceiro do Brics

O Brasil deve adotar postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28). Esse comportamento é explicado por um cenário em que o governo brasileiro conduz negociações tarifárias com os americanos e tem nos iranianos um aliado que forma o Brics, grupo de nações do chamado Sul Global.

A avaliação é de especialistas em relações internacionais ouvidos pela Agência Brasil. Na manhã deste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz.

Negociação é a “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota do governo, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, completa o comunicado.

Mesmo em meio a negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra alvos no território iraniano. Israel também executou ataques.

O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a países vizinhos que ostentam bases americanas. O país do Oriente Médio sustenta que o desenvolvimento de tecnologia nuclear tem fins pacíficos.
Por Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Israel diz que ataque com os EUA matou Khamenei, líder supremo do Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) no ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra a teocracia, cujo futuro após 47 anos está em suspenso. A informação foi passada por Tel Aviv para Washington e por autoridades israelenses a uma série de veículos de imprensa.

O Irã negou que Khamenei tivesse morrido, mas não apresentou nenhuma prova de sua sobrevivência. Mais cedo, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, havia dito publicamente que "há muitos sinais" de que o líder "não está mais entre nós".

Ele citou que o complexo em que Khamenei morava foi destruído por sua aviação em Teerã. O estrago já era verificável por meio de uma foto de satélite divulgada mais cedo pelo New York Times, mas a mídia estatal iraniana afirmava que o líder e o presidente, Masoud Pezeskhian, estavam vivos.

Já o chanceler Abbas Araghchi disse que Khamenei tinha sobrevivido "pelo que ele sabia". O porta-voz diplomático Esmaeil Baghaei, entretanto, afirmou à rede americana ABC que "não podia confirmar" a condição dos dois líderes. "O que importa é que nosso país, nossa nação, está focada em se defender", disse.

Netanyahu também afirmou que "diversos comandantes da Guarda Revolucionária e cientistas nucleares" foram alvejados na ação com 200 aviões contra 500 alvos, que levou a uma retaliação também inédita contra aliados americanos no golfo Pérsico.

Mais cedo, o Irã tinha dito que havia ocorrido algumas baixas nos quadros de liderança do país, mas nada de impacto sobre a governabilidade ou capacidade de defesa. Segundo o Crescente Vermelho, 201 pessoas foram mortas nos ataques e 747 ficaram feridas. Não houve baixas americanas, segundo o Pentágono, e ao menos um civil morreu em Abu Dhabi.

A ação militar ocorreu mesmo após o anúncio de mais uma rodada de negociações entre americanos e iranianos acerca do programa nuclear de Teerã, que o presidente Donald Trump disse querer ver desmantelado completamente.

Se confirmada, a morte de Khamenei, 86, o torna o primeiro chefe de Estado no poder assassinado em uma operação comandada por Washington na história, com o aparente agravante que talvez tenham sido aviões do arquirrival Estado judeu que lançaram as bombas.

Trump e Netanyahu pediram para o povo iraniano ir às ruas para tomar o poder. "Acabem o serviço", disse o premiê israelense.

O iraniano liderava seu país desde 1989, quando morreu o fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini.

Outros líderes hostis a Washington morreram após ações ocidentais na história recente, mas nunca diretamente. O ditador iraquiano Saddam Hussein, por exemplo, foi capturado por americanos em 2003, após a invasão de seu país, mas acabou enforcado após julgamento em uma corte local três anos depois.

Já o ditador líbio Muammar Gaddafi, que sobrevivera a um bombardeio americano em 1986, foi morto por rivais numa sarjeta em 2011 após ser destituído na esteira de uma ação ocidental autorizada pela ONU com participação dos EUA.

Sob Trump, se havia regra limitando ações diretas, ele a ignorou. O americano havia capturado no dia 3 de janeiro o ditador Nicolás Maduro e sua mulher num ataque à Venezuela, de resto uma aliada do Irã, da Rússia e da China.

O que acontece se Khamenei morrer é incerto e depende do escopo e da duração da operação americana, que pode visar a destruição da cadeia de comando da Guarda Revolucionária, o principal ente militar da teocracia.

Do ponto de vista sucessório, na ausência do líder é prevista a criação de uma junta formada pelo presidente do país, o chefe do Judiciário e um membro do Conselho dos Guardiões, órgão com seis clérigos e seis juristas.

O grupo governa até a reunião dos 88 membros da Assembleia de Peritos, clérigos eleitos mas que precisam do aval do Conselho, que definirá o nome do sucessor de Khamenei. Com a suspeita morte em acidente aéreo do presidente radical Ebrahim Raisi, em 2024, o favorito era um dos filhos de Khamenei, Mojtaba, 56.

Nada disso é provável com o país sob ataque. A chance de a Guarda tomar as rédeas, se sobreviver de forma organizada, não é desprezível também, tornando o autocrático Estado religioso numa ditadura militar sob linhas semelhantes.

Outra opção é uma guerra civil, dado que não está nos planos e na capacidade mobilizada de Trump a hipótese de uma ação terrestre para empoderar algum grupo no comando.

Este era um temor de ativistas, que buscaram eleger a figura do filho do xá deposto pelos aiatolás, Reza Pahlavi, como nome consensual, o que parecia ilusório dado o distanciamento do príncipe homônimo, radicado nos EUA.

Por Igor Gielow/Folhapress

PF e BPFRON apreendem mais de 1.260 kg de maconha em Porto Mendes/PR

Guaíra/PR. Na sexta-feira (27/2), a Polícia Federal, em ação integrada com a Polícia Militar do Paraná, por meio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), no âmbito da Operação Protetor de Divisas e Fronteiras, visualizou uma embarcação vindo do Paraguai em direção ao Brasil. Ao tentar realizar a abordagem, o condutor da embarcação fugiu, adentrando com o barco em meio à vegetação às margens do lago e posteriormente fugindo a pé, naõ tendo sido localizado.

Foram realizadas buscas no local, onde foram encontrados diversos volumes de maconha espalhados pela área e dentro da embarcação, totalizando 1.263 kg de maconha.

Comunicação Social da Polícia Federal em Guaíra
Disque denúncia: (45) 98824-6579

PRF apreende SUV "recheado" de maconha no Oeste do Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 137 quilos de maconha na manhã de sexta-feira (27), por volta das 6h15, na BR-369, em Ubiratã (PR).

A PRF abordou o motorista de um SUV e, durante a vistoria, os policiais encontraram grande quantidade de maconha escondida em compartimentos ocultos no assoalho do porta-malas, nas laterais traseiras e nas caixas de ar do veículo. Foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros do Paraná para a abertura da lataria do veículo.

O condutor, um homem de 22 anos, de nacionalidade paraguaia, foi detido no local. Além da droga, também foram apreendidos 4 mil em moeda estrangeira e um telefone celular.

O detido, junto com a droga, foi encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Cascavel (PR).

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Justiça e Segurança

PRF apreende aproximandamente 1,8 tonelada de Maconha durante fiscalização de caminhão na BR-262 em Juatuba (MG)

               Droga escondida em carregamento de polvilho seguia do Paraná para Contagem (MG)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na tarde desta sexta-feira (27/02), a apreensão de aproximadamente 1.800 Kg de Maconha, no Km 363 da BR-262, no município de Juatuba (MG).

A apreensão ocorreu, durante a fiscalização de um caminhão VW/24.280, com placas de maringá (PR), abordado após efutuar uma manobra que colocou em risco os demais veículos que transitavam pela rodovia.

No decorrer da abordagem, após o caminhoneiro (33 anos) apresentar diversas informações contraditórias, sobre a viagem, os policiais conseguiram visualizar que a carga transportada apresentava uma altura excessiva e um formato bastante irregular.

Ao realizarem uma vistoria na carga que era transportada, os policiais acabaram por localizar diversos fardos com tabletes de Maconha, escondidos no meio do carregamento.

O caminhoneiro, de forma livre e espontânea, declarou que foi abordado por um indivíduo, em um posto de combustível no estado do Paraná, recebendo uma oferta em dinheiro para realizar o transporte da droga até o município de Contagem (MG).

Alegou que permaneceu no referido posto de combustível, enquanto o caminhão foi levado até outro local para a inserção da Maconha, no meio da carga de polvilho que transportava.

Informou que quando chegasse na cidade de Contagem (MG) seria contatado para levar o caminhão em um endereço, que não sabe dizer qual, para retirar o produto ilícito antes de descarregar a carga de polvilho na cidade de Belo Horizonte (MG).

Diante dos fatos o caminhoneiro foi detido e encaminhado juntamente com a Maconha apreendida para Depol em Betim (MG).
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Justiça e Segurança

Trump diz que ataque tem objetivo de defender americanos; veja íntegra de pronunciamento

Em vídeo de oito minutos publicado no sábado (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington havia iniciado uma campanha militar "massiva e contínua" contra o Irã para destruir suas forças armadas, eliminar seu programa nuclear e promover uma mudança de governo.

"Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel de pessoas", disse Trump no vídeo postado na rede social Truth Social às 2h30 da manhã, horário do leste dos EUA (4h30 no Brasil). "Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo."

No vídeo, Trump insta o povo americano a derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei.

"Por muitos anos, vocês pediram a ajuda da América, mas nunca a receberam", disse. "Nenhum presidente estava disposto a fazer o que estou disposto a fazer esta noite. Agora vocês têm um presidente que está dando o que vocês querem, então vamos ver como vocês respondem. A América está apoiando vocês com força esmagadora e poder devastador."

Trump está em Mar-a-Lago, seu clube privado e residência em Palm Beach, Flórida, neste fim de semana.

Por Folhapress

Ipiaú: Chuva provoca alagamentos em vários pontos neste sábado

A forte chuva que caiu em Ipiaú por volta do meio-dia deste sábado (28) mostrou a necessidade da urgência da conclusão da terceira etapa da obra de drenagem no Bairro Antonio Carlos Magalhães (ACM) Ipiaú-Ba iniciado na gestão da prefeita Maria Das Graças, a chuva desse sábado 28 provocou alagamento em toda extensão central do Bairro, causando impedimento de trafego de veiculo como mostra Vídeos do Ipiaú urgente. onde moradores enfrentaram a dificuldade devido ao grande volume de aguas que invadiram alguns estabelecimentos comerciais e residenciais
Equipes da Prefeitura de Ipiaú ja enviou uma equipe para acompanhar e monitorar a situação, não somente no ACM, mas em todo cidade aonde foram registrados pontos mais críticos. Até o momento, não foi houve registro acidentes ou pessoas desabrigadas. 
A previsão indica continuidade das chuvas ao longo do fim de semana na maior parte da Bahia, incluindo a região de Ipiaú com até 300 milímetros de agua em diversas regiões, inclusive em Ipiaú.

Decisão de Gilmar provoca nova divergência entre Congresso e STF sobre papel das CPIs

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de anular a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, que pertence ao ministro Dias Toffoli e irmãos dele, abriu um novo flanco de divergência entre parlamentares e os membros da Corte.

Senadores da CPI do Crime Organizado aprovaram a medida na última quarta-feira, 25, junto com outros requerimentos, como os que pedem o convite de Toffoli, do também ministro Alexandre de Moraes e da mulher dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, para depor na comissão.

Na decisão, Gilmar diz que o requerimento relativo à firma dos Toffoli é ilegal e configura abuso de autoridade, porque avança sobre temas distintos do escopo dos trabalhos do colegiado. “A imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da Comissão”, escreveu.

A CPI foi instituída em novembro do ano passado após operação policial que deixou mais de 100 mortos no Rio de Janeiro. Os integrantes do colegiado, no entanto, avaliam que a apuração do uso de instituições financeiras, fundos de investimento e outros dispositivos do mercado lícito por facções criminosas faz parte do objeto de investigação proposto no plano de trabalho.

O requerimento que mira os negócios dos Toffoli se justificaria, segundo eles, devido à relação da empresa com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central por causa da crise de liquidez que impossibilitaria o cumprimento de compromissos com os credores.

O banqueiro é acusado de utilizar a instituição financeira para operar fraude de R$ 12 bilhões na emissão de títulos falsos no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Outra investigação, a Carbono Oculto, aponta que gestoras ligadas a executivos do banco custodiavam ativos do crime organizado.

A Maridt, que tem Toffoli como sócio anônimo e está em nome de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, recebeu R$ 20 milhões de um fundo cujo único cotista era Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, como revelou o Estadão.

Como relator do caso no STF, Toffoli tomou diversas medidas controversas, como a que restringiu o acesso da PF às provas coletadas. O ministro deixou o processo e teve decisões revistas pelo novo relator, o ministro André Mendonça.

Senadores da oposição da oposição ao governo Lula classificaram a decisão como ação “corporativista”, “uma pedrada na instituição” da Suprema Corte e uma “interferência indevida”.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), rebateu a decisão de Gilmar. Segundo ele, o plano de trabalho prevê investigações sobre crimes cometidos por meio de instituições financeiras.

“O colegiado da CPI do Crime Organizado firmou entendimento quanto à existência de nexo causal entre a investigação envolvendo o Banco Master e o plano de trabalho aprovado, que prevê de forma expressa a apuração do uso de instituições financeiras pelo crime organizado. A decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal adotou interpretação diferente. Ainda não fomos intimados, e, tão logo haja a comunicação oficial, darei conhecimento aos membros da Comissão e avaliaremos com responsabilidade os caminhos processuais cabíveis”, disse Contarato em nota.

O relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), manifestou “grande preocupação” com a decisão de Gilmar Mendes e disse que vai recorrer. “Como relator da CPI do Crime Organizado, informo que vamos enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”, afirmou, por nota.

“Desse emaranhado de decisões judiciais consideradas atípicas e de movimentações financeiras milionárias e suspeitas, impõe-se uma conclusão: este escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete”, acrescentou.

Plano de trabalho da CPI trata de crimes em setores econômicos lícitos

O plano de trabalho da comissão propõe, logo nas primeiras páginas, aprofundar investigações sobre o uso de meios aparentemente lícitos para dar verniz de legitimidade aos negócios de organizações criminosas.

“Esse fenômeno, conhecido como ‘novos ilegalismos’, torna o combate à criminalidade algo muito mais complexo, considerando que a penetração do crime em setores econômicos lícitos envolve diversos atores, como contadores e advogados, bem como a criação de empresas de fachada para efetivar a lavagem de dinheiro”, diz o documento.

O segundo dos nove tópicos temáticos propostos é “lavagem de dinheiro” e cita diretamente “fintechs e criptomoedas”, “patrimônio sem lastro”, “segmentos econômicos lícitos” e “mercado imobiliário”.

Gilmar diz que não há elemento concreto para vincular Maridt ao escopo da CPI

Para Gilmar, “o requerimento (da CPI) apresenta narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”. “Há, na espécie, um verdadeiro salto lógico e jurídico: sob o pretexto de combater o crime organizado, a Comissão decreta a quebra de sigilos e a produção de relatórios sem a indicação de um único elemento concreto que vincule a ora requerente aos fatos narrados no requerimento de criação”, disse.

O ministro do STF também argumentou que medidas “invasivas” tomadas pelas CPIs devem ter uma fundamentação válida, o que, na sua visão, não foi o caso. “Uma simples e rápida leitura da justificativa apresentada junto ao requerimento de quebra de sigilos permite vislumbrar elementos vazios, destituídos de fundamentação concreta e sem amparo em base documental idônea”, afirmou.

“A defesa (da Maridt) mostra que o requerimento aprovado pela CPI, sem qualquer filtro pelo Judiciário, pode conduzir a uma verdadeira devassa na vida dos envolvidos”, acrescentou.
Por Gustavo Côrtes/Estadão Conteúdo

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