Vorcaro deixou pistas ao capturar imagem do bloco de notas, dizem funcionários de WhatsApp e Signal

O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF
Os prints do bloco de notas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, permitiram que as autoridades periciassem as mensagens de visualização única enviadas ao telefone do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, segundo funcionários de WhatsApp e Signal (um concorrente que fornece tecnologia ao WhatsApp) ouvidos pela Folha sob condição de anonimato.

A captura de tela deixa vestígios no aparelho em várias etapas: quando é tirado, quando é copiado e quando é colado em uma conversa. Caso Vorcaro tivesse tirado uma foto de uma anotação ou gravado um áudio usando as ferramentas do próprio app, o conteúdo não ficaria salvo no aparelho e teria sido criptografado de ponta à ponta —isto é, dependeria de uma chave para ser visualizado.

Procurado desde segunda-feira (9), o WhatsApp não se pronunciou sobre o relatório da Polícia Federal que liga as imagens do bloco de notas de Vorcaro às mensagens de visualização única enviadas a Moraes. O app promete que as mensagens de visualização única "desapareceriam da conversa" depois de ser aberta.

Esses profissionais de WhatsApp e Signal dizem que, embora seja improvável recuperar no aplicativo a imagem enviada no modo de visualização única, as autoridades podem ter evidências o suficiente para ter uma conclusão pericial precisa.

Nas perícias de smartphones, a PF usa um software israelense chamado Cellebrite, que dá acesso a dados ocultos de iPhones e smartphones Android. A ferramenta, de uso restrito às forças policiais quando há decisão judicial, garante acesso privilegiado aos cartões de armazenamento do dispositivo.

Desta forma, as autoridades conseguem recuperar a base de mensagens, a chave de criptografia para revelá-las, além de interlocutores do investigado e a hora das mensagens. Mesmo arquivos apagados podem ser recuperados.

Esse acesso só é possível se as autoridades obtiverem o aparelho —por isso, não se sabe o conteúdo das mensagens que Moraes teria enviado, por exemplo, já que o telefone dele não foi apreendido.

Isso, contudo, é entregue em uma grande lista de dados. A PF, então, usa um software próprio, chamado Iped, que organiza todos os arquivos usando as informações dos aplicativos como referência para gerar relatórios. Assim, as autoridades conseguem inferir quais foram as mensagens enviadas no modo de visualização única.

Com as duas ferramentas, a Polícia Federal consegue juntar as informações sobre a mensagem no WhatsApp —tipo (texto ou mídia), o número do contato que recebeu, o status e o horário de envio— e os arquivos que estão na galeria de Vorcaro. O próprio bloco de notas tem marcações temporais. A ferramenta de copiar também indica o que foi copiado e a hora da cópia.

Nos sistemas operacionais dos aparelhos mais recentes, é quase impossível apagar um arquivo completamente. O sistema, na verdade, exclui o caminho para aquele arquivo, mas preserva o arquivo em si. "Se o smartphone precisar gravar algo, pode usar aquele espaço como se nada houvesse ali", explica Marco Simplicio, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialista em criptografia.

Diferentemente do sistema operacional, que recorre à tabela de caminhos para os arquivos, a ferramenta forense faz uma varredura em tudo o que está gravado no disco rígido ou no cartão de memória. É a mesma técnica usada para recuperar fotos ou vídeos apagados de um HD corrompido.

Os policiais federais conseguem acessar os chamados metadados dos aplicativos —as informações de como o usuário estava usando o aparelho. Isso só é possível com acesso privilegiado, que consegue chegar à parte posterior da interface do sistema operacional.

De acordo com o perito judicial Rodrigo Passerini, as técnicas de perícia digital atuais protegem a cadeia de custódia, garantem reprodutibilidade da investigação e entregam evidências confiáveis e auditáveis. Cadeia de custódia é organização cronológica das evidências encontradas na investigação.

O diretor-executivo do ITS-Rio (Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), Fabro Steibel, afirma que o envio de uma mensagem única torna bastante difícil, senão impossível, apontar qual foi a mensagem já visualizada de maneira categórica —o que serviria de prova material.

"Se, para além do WhatsApp, o usuário usou outros programas, é possível encontrar evidências circunstanciais", diz Steibel.

Além de dar acesso aos dados de comunicação, a PF também sabe se a mensagem foi visualizada ou não, além de dados como a rede wifi de acesso e a localização. Cada informação pode ser útil no reforço da tese das autoridades.

Por Pedro S. Teixeira, Folhapress

Vorcaro pagou degustação de whisky em Londres com Moraes, Gonet, Toffoli e diretor-geral da PF

O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou uma degustação de whisky em Londres, para autoridades de Brasília quando ele financiou um fórum jurídico na capital britânica, em abril de 2024.

Entre os participantes do convescote, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A informação foi publicada pelo site Poder360, que cruzou duas informações. A dos dados do celular de Daniel Vorcaro recuperados pela PF e enviados à CPI do INSS e dos registros obtidos na sessão secreta realizada pelo STF em 12 de fevereiro para tratar do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master.

Segundo o Poder360, estiveram na degustação de Whisky:

No conjunto de dados do celular de Vorcaro há emails com relatórios de custos do I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, evento organizado pelo Grupo Voto, entre 23 e 27 de abril de 2024, com o financiamento do Banco Master

A anotação aponta a contratação de um “serviço de degustação Macallan no George Club”. Trata-se de um prestigiado whisky escocês que na internet aparece vendido com preços que variam entre R$ 800 e R$ 5 mil, a depender da versão da bebida.

O custo da degustação está registrado por US$ 640.831,88. Convertendo com base no valor do dólar da época, o montante equivale a R$ 3,3 milhões.

Os emails não fazem referência aos participantes da degustação. O site Poder360 afirmou que o próprio ministro Alexandre de Moraes fez uma citação ao evento durante a sessão secreta do STF.

“Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o whisky escocês]”, disse.

O site já havia publicado transcrições literais das afirmações feitas por ministros durante a reunião do dia 12 de fevereiro que resultou no afastamento de Toffoli do caso.

O fórum jurídico teve uma série de empresários e autoridades na lista de palestrantes e na plateia.

Entre os debatedores, o ex-presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro.

Moraes, Toffoli e Andrei Rodrigues também participaram como debatedores, além do ministro Gilmar Mendes, do STF.

O evento contou ainda com o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Ao definir a lista de convidados para a plateia do fórum, Daniel Vorcaro consultou Alexandre de Moraes. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou a determinação à organização do fórum.

O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em conversa com o jornalista Márcio Chaer, diretor do portal de notícias jurídicas (ConJur), o banqueiro recebe uma lista de possíveis convidados e responde, em uma sequência de três mensagens:

“Boa. Só Joesley foi bloqueado. Não comentou os demais. Entendo que aprovou. Ainda assim, reperguntei. Possível que ele não queira explicitar a concordância. Mas concordo ao afastar um só nome”, disse Vorcaro ao jornalista, que mediou as mesas de debates.

Por Estadão Conteúdo

Prefeito Sandro Futuca inaugura Unidade de Ensino Cívico-Militar no Colégio José Firmino da Silva

Implantação do modelo com gestão compartilhada chega acompanhada de investimentos em infraestrutura e reforça proposta de fortalecer disciplina e qualidade do ensino
O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, inaugurou nesta terça-feira (10) a Unidade de Ensino Cívico-Militar com gestão compartilhada no Colégio José Firmino da Silva, iniciativa que marca uma nova etapa para a educação pública no município. A cerimônia de inauguração reuniu autoridades locais, profissionais da educação, estudantes e representantes da comunidade escolar, que acompanharam o momento considerado simbólico para o fortalecimento do ensino na rede municipal.
O evento contou com a presença de secretários municipais, vereadores, do Capitão PM Eliel e de policiais militares que atuarão como monitores no novo modelo educacional, além de professores, funcionários da escola, pais e alunos. Durante a solenidade, os participantes destacaram a importância da iniciativa como parte de um conjunto de ações voltadas à melhoria da qualidade da educação no município.
A implantação da unidade de ensino cívico-militar com gestão compartilhada tem como objetivo fortalecer aspectos como disciplina, organização e responsabilidade no ambiente escolar, ao mesmo tempo em que mantém o foco nas atividades pedagógicas conduzidas pelos profissionais da educação. O modelo busca integrar a atuação da equipe pedagógica com o apoio dos monitores militares, contribuindo para um ambiente escolar mais estruturado e propício ao aprendizado.
Além da implantação do novo modelo educacional, a Prefeitura também realizou investimentos na infraestrutura do Colégio José Firmino da Silva para adequar o espaço às exigências do programa. Entre as melhorias realizadas estão a climatização das salas de aula, a adequação do refeitório para melhor atender os estudantes, a reforma da quadra poliesportiva e a requalificação completa do auditório da unidade.
As intervenções foram planejadas para oferecer melhores condições de ensino e aprendizagem, além de proporcionar um ambiente mais confortável e seguro para estudantes, professores e servidores da escola. De acordo com a administração municipal, as melhorias fazem parte de um conjunto de investimentos que vêm sendo realizados com o objetivo de fortalecer a rede pública de ensino de Ibirataia.
Durante o evento, o prefeito Sandro Futuca destacou que a educação tem ocupado papel central nas ações da gestão municipal e ressaltou que o investimento em infraestrutura escolar, aliado a novos modelos pedagógicos, é fundamental para ampliar as oportunidades educacionais no município.

Segundo o gestor, a implantação da unidade cívico-militar representa mais uma etapa no esforço da administração municipal para melhorar as condições de ensino nas escolas públicas e oferecer aos estudantes um ambiente que favoreça o desenvolvimento acadêmico e pessoal.

“Nossa prioridade é oferecer uma educação de qualidade para os estudantes de Ibirataia. A implantação do colégio cívico-militar garante infraestrutura adequada, conforto e segurança, fortalecendo o aprendizado e preparando nossos jovens para o futuro”, afirmou o prefeito.

A expectativa é que o novo modelo contribua para fortalecer o ambiente escolar e ampliar as perspectivas educacionais dos estudantes atendidos pela unidade, consolidando o Colégio José Firmino da Silva como um espaço de formação e desenvolvimento para crianças e adolescentes do município.

Fonte: Ascom/Prefeitura Municipal de Ibirataia

Investigado por duplo homicídio é preso em Barreiras

Crime ocorreu em setembro de 2025, quando duas pessoas foram baleadas enquanto jogavam sinuca

Um homem de 21 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (9), no município de Barreiras, durante cumprimento de mandado de prisão preventiva por envolvimento em um duplo homicídio ocorrido em setembro de 2025. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Barreiras, o crime aconteceu no dia 12 de setembro de 2025, no bairro Santa Luzia.

Na ocasião, dois homens foram atingidos por disparos de arma de fogo enquanto jogavam sinuca em um bar. As vítimas foram identificadas como Ulisses Alves Nunes, de 33 anos, que morreu no local, e Isaac Barbosa de Oliveira, de 26, socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital do Oeste, mas que não resistiu aos ferimentos.

As apurações indicam que os autores chegaram ao local a pé e efetuaram diversos disparos de arma de fogo antes de fugirem. A investigação também identificou a participação de um adolescente no crime, cujo procedimento foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Comarca.

Com base nos elementos reunidos durante o inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado maior de idade. A ordem judicial foi expedida pela Justiça e cumprida por equipes da Delegacia de Homicídios de Barreiras.O preso foi conduzido à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Ação integrada das Polícias Civil e Militar prende suspeitos de tráfico de drogas em Maraú

As Polícias Civil e Militar, em mais uma ação integrada de combate às organizações criminosas, prenderam na manhã desta terça-feira (10), em Maraú, no Baixo Sul do estado, dois suspeitos responsáveis por tráfico de drogas e crimes contra a vida na região.

A operação, coordenada com a Delegacia Territorial da cidade com apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/SUL) e guarnições do Comando de Policiamento da Região Sul da PMBA (CPR-S), cumpriu seis mandados de busca e apreensão em imóveis, além de incursões táticas em zonas de matas e mangues usados como pontos de apoio de criminosos.

Durante o cumprimento dos mandados, quatro suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo contra os policiais, ocasionando confronto armado. Eles ficaram feridos, foram socorridos e levados para uma unidade de saúde de Maraú, mas não resistiram. Os indivíduos presos foram conduzidos à unidade policial, onde permanecem à disposição da Justiça.

Uma submetralhadora, uma metralhadora artesanal, duas pistolas, munições, porções de drogas e rádios comunicadores foram apreendidos pelas equipes policiais. As Forças de Segurança Estaduais seguem com as operações, visando identificar outros integrantes das organizações criminosas responsáveis pelos crimes na região.
Fonte
ASCOM SSP

Santa Casa de Jequié forma primeira turma de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia

Com 10 médicos residentes, a instituição se consolida como o único hospital de Jequié a concluir a formação de especialistas,
Na noite desta segunda-feira (09/03), a Santa Casa de Jequié, complexo de saúde da Fundação José Silveira, celebrou um marco histórico: a formatura da primeira turma do Programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia. As médicas Dra. Larissa Noleto Isidoro e Dra. Raylene Laíse Souza Castro encerraram uma trajetória iniciada em 2023, marcada por intenso aprendizado e dedicação à saúde da mulher e do recém-nascido.

Com 10 médicos residentes, a instituição se consolida como o único hospital de Jequié a concluir a formação de especialistas, ampliando o atendimento de qualidade para a população da região. “Essa primeira turma representa muito mais do que a conclusão de um curso: é um verdadeiro marco para a saúde de Jequié e do interior da Bahia. São médicos que se formaram aqui, conhecem a realidade da nossa população e estão preparados para oferecer um atendimento de excelência”, destaca Dr. Geraldo Leite, presidente da Fundação José Silveira. Sobre a experiência, a Dra. Raylene acrescenta: “Agradeço à Fundação por criar um programa de residência e plantar uma árvore cujo fruto será colhido por muitos pacientes e colegas profissionais. Levaremos conosco as histórias vividas e as lições de cuidado”.

O avanço na formação de especialistas se soma a importantes conquistas institucionais da Santa Casa, que possui certificação ONA nível 3, o mais alto padrão nacional de qualidade hospitalar, além de reconhecimento por distinção em Integridade na Gestão da Saúde, reafirmando o compromisso da instituição com excelência, transparência e cuidado com a população.
Por Redação/Politica livre

TJ-BA converte aposentadoria de desembargadora em compulsória após decisão do CNJ

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a conversão da aposentadoria da desembargadora Ilona Márcia Reis em aposentadoria compulsória com proventos proporcionais ao tempo de serviço, em cumprimento a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A medida foi formalizada por meio de decreto assinado pelo presidente do tribunal, o desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, com base em acórdão do Tribunal Pleno do CNJ proferido no âmbito de um Processo Administrativo Disciplinar.

De acordo com o ato, a aposentadoria que havia ocorrido inicialmente de forma involuntária, em razão do limite de idade, foi convertida em aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar, conforme previsto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e na Resolução nº 135/2011 do CNJ.

O acórdão do CNJ foi publicado em 22 de setembro de 2025 e determinou a aplicação da penalidade após a análise do processo disciplinar aberto contra a magistrada. Com a decisão, a aposentadoria passa a ser considerada compulsória, com pagamento de proventos proporcionais ao tempo de serviço.

O decreto que efetiva a conversão foi publicado pelo Tribunal de Justiça da Bahia no início de março e cumpre formalmente a determinação do CNJ no âmbito administrativo do tribunal.

Por Redação

Família Coronel pode desembarcar no Podemos e tirar partido da base de Jerônimo

Angelo Coronel e os filhos, Diego e Angelo Filho, e a esposa Eleusa
De saída do PSD, senador Angelo Coronel passou a considerar o Podemos como possível destino partidário para sua candidatura de reeleição, assim como dos seus dois filhos - o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Angelo Coronel Filho - num movimento que tiraria a legenda da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

As conversas já teriam recebido aval da executiva nacional do Podemos e estão agora na fase de mensurar a viabilidade das nominatas para deputado estadual e federal, podendo atrair parlamentares de mandato, como o federal Léo Prates - que já tinha um acerto encaminhado para trocar o PDT pelo Republicanos.

Com as saídas do deputado federal Raimundo da Pesca (para o PSD) e do estadual Laerte do Vando (para o Avante), o Podemos ficou sem representação baiana na Câmara dos Deputados e também na Assembleia Legislativa, o que, em parte, torna a sigla ainda mais atrativa.

Por outro lado, mesmo esvaziado, há um ponto de indefinição na negociação, uma vez que o Podemos continua presidido na Bahia pelo ex-deputado Heber Santana, que mantém indicações no governo Jerônimo Rodrigues.

Por Política Livre

‘Tanto faz’ na Bahia, Júnior Marabá compartilha post de Flávio Bolsonaro com ataques a Lula

Apesar de ter descartado fazer oposição à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), está publicamente engajado na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal oponente do presidente Lula.

Nesta segunda-feira (9), ele compartilhou no seu perfil pessoal do Instagram o post em que Flávio faz severas críticas à postura do governo brasileiro, ao tempo que apoia a proposta dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. “Vamos libertar o Brasil do narcoterrorismo”, inicia a publicação.

Na postagem, Flávio afirma que “libertar milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas por narcoterroristas deveria ser prioridade do governo federal” e acusa Lula de fazer lobby para tentar impedir a classificação das facções.

“O governo dos Estados Unidos deve classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Isso permite bloquear dinheiro, perseguir financiadores e sufocar essas facções. Mas fica a pergunta: por que o governo Lula fez lobby para tentar impedir isso?”, escreveu Flávio Bolsonaro.

O senador disse ainda que o presidente evita medidas mais duras para “não desagradar aqueles que comemoram sua eleição dentro dos presídios”.

O conteúdo compartilhado por Marabá aponta para um alinhamento com o discurso da direita no debate nacional sobre segurança pública. O gesto contrasta, todavia, com a posição adotada pelo prefeito na Bahia - estado que tem o maior número facções e a maior taxa de homicídios do país.
Por Política Livre

PF faz operação no Rio para prender policiais civis suspeitos de extorquir traficantes

A Polícia Federal realiza na manhã desta terça (10) uma operação contra um suposto grupo criminoso formado por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros. A ação é mais uma fase da Operação Anomalia, que na segunda (9) prendeu o delegado federal Fabrizio Romando sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.

Quarenta policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a Polícia Federal, o grupo é investigado por usar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.

O STF determinou também o afastamento dos policiais investigados de suas funções e a suspensão do exercício das atividades empresariais das pessoas jurídicas que seriam usadas na organização criminosa, além do bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos.

A investigação mostra que os policiais intimavam traficantes para coagi-los, exigindo o pagamento de propinas. Eles fariam cobranças incisivas, inclusive com a imposição de prazos, com a ajuda de dois intermediários.

"A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos", diz nota da polícia.

Uma rede de empresas de fachada, registradas em nome de familiares dos envolvidos, seria usada para lavar os valores recebidos.

Por Folhapress

Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master

O escândalo do Banco Master tem provocado intensa troca de ataques entre governistas e opositores, que se acusam de envolvimento com os negócios suspeitos de Daniel Vorcaro, preso novamente na última quarta-feira (4).

Desde o ano passado, quando o banco foi liquidado, já foram citadas no caso, direta ou indiretamente, lideranças políticas dos dois lados, incluindo nomes do Congresso, governadores, ex-ministros e prefeitos —sem falar nos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A proposta de uma CPI sobre a instituição financeira foi apresentada, mas o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já indicou que não vai abrir a comissão.

Veja o que já se sabe sobre as relações do banqueiro com líderes políticos e autoridades à direita e à esquerda:

Nomes ligados a Vorcaro

Antônio Rueda

Ciro Nogueira

Cláudio Castro

Davi Alcolumbre

Guido Mantega

Ibaneis Rocha

Jair Bolsonaro

Jaques Wagner

João Carlos Bacelar

João Henrique Caldas

Lula

Nikolas Ferreira

Ricardo Lewandowski

Roberto Campos Neto

Rui Costa

Tarcísio de Freitas

Antônio Rueda

A quebra de sigilo do telefone de Vorcaro revelou que ele ofereceu carona de helicóptero para Antônio Rueda, presidente do União Brasil, durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos, em 2024, e também para o presidente do PP, Ciro Nogueira. Rueda não se manifestou sobre o tema.

Ciro Nogueira

Vorcaro se referiu ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), como "grande amigo de vida" em mensagem de celular. O parlamentar apresentou em 2024 no Congresso uma proposta que foi apelidada de "emenda Master". Ela aumentaria a garantia de cobertura de correntistas no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão em caso de liquidação da instituição financeira.

O senador diz que "não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração".

Cláudio Castro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi arrastado para o escândalo com a Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, relativa a suspeitas no fundo de previdência dos servidores do estado, o Rioprevidência, que aplicou recursos no Master.

O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) também instaurou apuração sobre os investimentos da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) no banco.

Em janeiro, o governador exonerou Deivis Marcon Antunes, então diretor-presidente do Rioprevidência, disse que o governo realiza procedimento interno para apurar os fatos e que a intenção é reforçar o "compromisso com a proteção do patrimônio previdenciário do funcionalismo".

Davi Alcolumbre

O dono do Banco Master disse em mensagens que teve uma reunião na residência oficial do Senado em agosto passado, sem citar nominalmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Além disso, as investigações sobre o Master têm como um dos alvos Jocildo Silva Lemos, que dirigiu a Amprev (Amapá Previdência). Lemos foi nomeado para a instituição em 2023 pelo governador Clécio Luís (União Brasil), mas foi indicado por Alcolumbre, de quem foi tesoureiro na campanha das eleições de 2022.

A Polícia Federal apura investimentos realizados pela autarquia estadual em letras financeiras emitidas pelo Master, com acusações de gestão temerária. Documentos mostram que, em menos de 20 dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas, que totalizam quase R$ 400 milhões.

Alcolumbre foi procurado por meio da assessoria, mas não se manifestou sobre o caso.

Guido Mantega

Ministro da Fazenda de 2006 a 2014 (governos Lula e Dilma Rousseff), Mantega foi contratado para ser consultor do Master. Segundo o próprio Lula afirmou, foi o ex-ministro quem intermediou um encontro entre o presidente e Vorcaro em 2024, no Palácio do Planalto.

Ibaneis Rocha

Em março de 2025, o BRB (Banco de Brasília), vinculado ao Governo do Distrito Federal, anunciou a aquisição de 58% das ações do Master. A iniciativa acabou na mira de órgãos de controle, e, em novembro, foi deflagrada operação da PF para apurar a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas à instituição do DF.

Vorcaro já afirmou ter discutido a compra do banco com Ibaneis Rocha (MDB), que confirmou ter se encontrado com o empresário, mas disse não ter debatido o tema.

Jair Bolsonaro

O ex-presidente teve como maior doador na eleição de 2022 o pastor da Igreja Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que deu R$ 3 milhões à campanha de Bolsonaro.

Zettel foi preso na última quarta-feira. Segundo a PF, ele integrava grupo de Vorcaro responsável por intimidar adversários e pessoas ligadas às investigações.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou a importância do repasse, durante entrevista à GloboNews: "Todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro."

Jaques Wagner

Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) confirmou ter indicado Ricardo Lewandowski como consultor do Banco Master depois que o ex-ministro do STF deixou a corte.

Além disso, o parlamentar era secretário de Desenvolvimento Econômico na Bahia quando conduziu a privatização da estatal Ebal. A partir de um dos ativos vendidos, Augusto Lima, que foi sócio do Master, criou o Credcesta, um cartão de benefício consignado usado pelo banco. Lima e Wagner se tornaram amigos.

O senador tem afirmado que a privatização foi um bom negócio para a Bahia.

João Carlos Bacelar

O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) foi o elo que levou o caso Master ao Supremo, ainda em 2025. O parlamentar aparece em documento apreendido com Vorcaro sobre um negócio imobiliário em Trancoso, na Bahia. Segundo o deputado, o documento fazia referência à criação de um fundo destinado à construção do empreendimento.

Vorcaro teria demonstrado interesse na aquisição de parte do projeto, mas a transação não avançou, de acordo com o deputado.

João Henrique Caldas

Há investigação em Maceió (AL), capital administrada por João Henrique Caldas (PL), em razão de aplicação, feita pelo instituto de previdência local, de R$ 97 milhões em letras financeiras do Master. O Maceió Previdência afirma que os investimentos são regulares e que, à época, o Master estava habilitado no Banco Central e no Ministério da Previdência.

O Ministério Público também faz investigação em outras cidades, como Aparecida de Goiânia (GO). O fundo do município aplicou R$ 40 milhões no Master. A Folha tentou contato com a prefeitura, de Leandro Vilela (MDB), e com o fundo, mas não teve retorno.

Lula

O presidente da República se encontrou com Vorcaro fora de sua agenda oficial em dezembro de 2024, antes de as acusações contra o banco virem a público.

O mandatário justificou o encontro dizendo receber todos os bancos no mandato, sendo a reunião um pedido do ex-ministro Guido Mantega. Também afirmou que convidou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a reunião.

Segundo o presidente, na ocasião da conversa entre eles, o banqueiro disse que estava sendo alvo de "perseguição" e que "tinha gente interessada" em derrubá-lo.

"O que eu disse para ele? Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa", disse Lula, em entrevista em fevereiro.

Em mensagens trocadas com a sua namorada, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro elogiou a reunião: "Foi ótimo".

O dono do Master esteve outras vezes no Planalto. Há ao menos três registros de entrada do banqueiro na portaria da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo.

Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou um jatinho ligado a Vorcaro para fazer campanha pelo então presidente Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022. O avião passou por todas as capitais nordestinas e por cidades do interior mineiro entre 20 e 28 de outubro de 2022.

Nikolas afirmou que não sabia quem era o dono da aeronave e que, naquela época, não existia suspeita sobre Vorcaro.

Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski prestou serviços ao banco, segundo ele, no hiato entre deixar o Supremo, em 2023, e virar ministro da Justiça de Lula, em 2024. Porém seu escritório de advocacia, a cargo da esposa e um filho, seguiu prestando serviços ao Master até agosto de 2025. O Ministério da Justiça é o responsável pela Polícia Federal, que investiga o banco.

Na época em que a informação foi revelada, Lewandowski afirmou que, ao ser convidado para assumir a pasta de Lula, "retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos".

Roberto Campos Neto

Foi na gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto que o Banco Master foi criado e cresceu em meio a fraudes, fato usado pela oposição para atrelar o escândalo a Bolsonaro, presidente que indicou Campos Neto para o cargo.

O ex-presidente do BC nega inércia no caso e argumenta que a autoridade monetária fez alertas ao Master para que ajustasse as condutas às regras vigentes.

Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados na casa do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, que cumpriu a função entre 2019 e 2023, na gestão Campos Neto. O ministro André Mendonça afirmou, ao autorizar os mandados, que Souza atuou como uma "espécie de empregado/consultor" de Vorcaro.

Rui Costa

O nome de Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil, aparece na teia de relações do Banco Master porque o Credcesta, benefício consignado usado pelo banco, teve contrato de exclusividade de 15 anos durante a gestão do petista na Bahia, o que beneficiou o produto.

O Credcesta se expandiu pelo país, chegando a 24 estados e 176 municípios no final de 2024. Agora, o benefício está envolto em acusações de irregularidade.

Tarcísio de Freitas

Fabiano Zettel também foi o maior doador da campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Zettel repassou R$ 2 milhões para a candidatura de Tarcísio.

Trump diz que guerra contra o Irã acabará 'em breve', mas indica que ataques seguirão até 'vitória final'

Em discurso, presidente dos EUA disse que conflito está 'muito à frente' do prazo inicial estimado. Trump afirmou que ofensiva seguirá até a 'vitória final'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã deve acabar em breve e está “praticamente concluída”. As declarações foram feitas em discurso e em entrevista por telefone à CBS News.

No início da noite, durante entrevista à imprensa, Trump voltou a afirmar que a guerra terminará “muito em breve”, mas negou que seja nesta semana. O republicano também disse que, quando o conflito terminar, o Irã não terá mais capacidade bélica para usar contra os EUA, Israel ou aliados americanos, “por muito tempo”.

O conflito no Oriente Médio entrou no 10º dia nesta segunda. Em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã, Trump disse que a guerra poderia durar até cinco semanas.

Em um evento com integrantes do Partido Republicano na Flórida, Trump afirmou que a guerra será uma “incursão de curto prazo”. Ao mesmo tempo, declarou que a ofensiva continuará “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”.

O presidente também disse que o Irã se preparava para atacar os Estados Unidos e países do Oriente Médio. Segundo ele, Teerã estava muito próximo de obter uma arma nuclear, que seria usada contra Israel em um “grande ataque”.

“Seguimos em frente mais determinados do que nunca para alcançar a vitória final que acabará de vez com esse perigo persistente”, afirmou. “Já vencemos de muitas maneiras, mas ainda não vencemos o suficiente.”

Mais cedo, em entrevista à CBS News, Trump disse que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o conflito.

"Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse, segundo a jornalista.

"Os mísseis estão dispersos. Os drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive as fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada. Não restou nada do ponto de vista militar."

As declarações foram feitas em meio à pressão do mercado e à alta do preço do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo.

A alta no petróleo pode impactar diretamente a economia americana e interferir no desempenho das eleições do partido do presidente nas eleições de novembro.

Além disso, a guerra no Irã dividiu a base eleitoral do Trump. Parte do movimento MAGA (sigla em inglês para 'Faça a América Grande Novamente') é contra o envolvimento dos EUA em conflitos no exterior, especialmente em guerras e intervenções militares prolongadas.

Mais cedo, Trump afirmou que tinha um plano para os preços do petróleo que "agradaria".
Depois das falas sobre o plano e o fim da guerra, o valor do petróleo começou a cair.

Ainda na entrevista à CBS News, Trump também foi questionado sobre a nomeação do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Ele afirmou que não tinha mensagem para ele e disse ter alguém em mente para o cargo, mas não deu detalhes.

Mojtaba Khamenei é filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque no primeiro dia da guerra. Mais cedo, nesta segunda-feira, Trump disse que não estava satisfeito com o sucessor iraniano.

Sem cessar-fogo

O governo do Irã descartou nesta segunda-feira a possibilidade de um cessar-fogo no conflito com Israel e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o porta-voz Esmail Baghaei afirmou que "não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos".

Baghaei também acusou os EUA de estarem atrás do petróleo iraniano. Segundo ele, "não há dúvidas" de que Washington busca os recursos petrolíferos do país e tenta enfraquecê-lo e dividi-lo.

Em seguida, a imprensa estatal iraniana informou que a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária vai aumentar a intensidade e a frequência dos lançamentos de mísseis. O comandante Majid Mousavi afirmou que, a partir de agora, nenhum míssil será lançado com ogivas de menos de uma tonelada.

Novos ataques foram registrados ao longo do dia. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o Irã lançou mísseis contra o território israelense e orientaram a população a buscar abrigo.

Por outro lado, ainda segundo as IDF, os militares israelenses atacaram seis bases aéreas iranianas e destruíram várias aeronaves da Guarda Revolucionária.

Irmãos Vieira Lima silenciam diante de pressão para saída de Geraldo Júnior da chapa de Jerônimo

           Os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, Jerônimo Rodrigues, Larissa Moraes e Geraldo Jr.
Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do MDB no Estado, silenciaram sobre o aumento da pressão para que o vice-governador Geraldo Júnior, filiado à sigla, deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições deste ano.

O silêncio ocorre em meio ao crescimento das especulações sobre mudanças na composição da chapa governista, capitaneadas sobretudo pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pelo senador Otto Alencar (PSD). Pela manhã, durante coletiva de imprensa, Jerônimo admitiu a possibilidade de alterações para contemplar o PSD.

“Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele, a lealdade dele ao projeto, a responsabilidade que ele tem. Ele terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo”, afirmou o governador.

As especulações ganharam força após Geraldo Júnior compartilhar, na semana passada, em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas, uma mensagem com críticas a Rui Costa. A publicação foi apagada pouco depois, mas gerou forte repercussão nos bastidores do governo. Rui chegou a mandar uma indireta para o vice-governador.

Dentro do Palácio de Ondina, aliados avaliam que a permanência do vice-governador na chapa se tornou cada vez mais difícil diante da pressão de partidos da base aliada. No domingo (8), Rui, Otto e o senador Jaques Wagner (PT), principal responsável pelo retorno dos emedebistas à base governista, em 2022, se reuniram para discutir o futuro da chapa e alternativas para a vice do PSD, incluindo a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos (PSD).

A principal incógnita agora é o futuro do MDB dentro da coalizão governista. Nos bastidores, já circulam informações de que lideranças do partido estariam dialogando com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre uma possível reaproximação com o grupo oposicionista.

O cenário político se tornou ainda mais turbulento após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente a saída do PSD e do grupo governista, após perder espaço na chapa majoritária. O parlamentar estaria negociando filiação ao Podemos, legenda que ficou sem representantes na Assembleia e na Câmara dos Deputados logo no início da janela partidária.

Por Política Livre

Lula conversa com filho e pede que ele ele 'puxe para si' investigação e não deixe respingar no governo

O presidente Lula (PT) ligou para o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na semana passada, e voltou a pedir que ele preste os esclarecimentos necessários em relação a qualquer envolvimento com nomes investigados nas fraudes do INSS.

A ligação ocorreu na última terça-feira (3), dias após Lulinha ter tido os sigilos quebrados pela CPMI do INSS. Foi a segunda conversa que os dois tiveram em meio às investigações.

Fontes a par do assunto disseram, sob reserva, que Lula tratou de pedir que o filho "puxe pra si" toda a responsabilidade do caso. A ordem, no Palácio do Planalto, é evitar que o assunto respingue no presidente.

O entorno de Lula sabe que o tema será usado pela oposição durante a campanha eleitoral. A avaliação, portanto, é que quanto mais rápido o filho do presidente esclarecer o que tiver que ser esclarecido, melhor. Aliados dizem que é fundamental evitar ao máximo a exploração do assunto pelos adversários.

Depois que os dois tiveram a primeira conversa, Lula foi a público dizer que o filho vai pagar o preço se tiver feito alguma coisa. No ano passado, já tinha dito que o filho dele não seria poupado, caso tivesse qualquer envolvimento.

O nome de Fábio Luís Lula da Silva aparece nas investigações de fraudes do INSS. Ele não é investigado, mas a suspeita é de uma suposta ligação dele com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Por Gabriela Echenique, Folhapress

Senador obtém número mínimo de 27 assinaturas para abrir CPI contra Moraes e Toffoli por caso Master

Alessandro Vieira coletará mais assinaturas para fazer protocolo: ‘Vamos realizar investigação para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições’
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que reuniu, nesta segunda-feira, 9, o número mínimo de assinaturas para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo do Banco Master. São necessários 27 apoiamentos para protocolar o texto e, até a tarde desta segunda, já eram 29 assinaturas.

Mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha conversas com Moraes. O jornal o Estado de São Paulo mostrou a ligação de um empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro.

O senador diz que continuará a coleta dos apoios para protocolar o pedido quando tiver um “número mais seguro”.

“Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, disse Vieira. “O Brasil só será uma verdadeira República democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei.”

A oposição no Senado Federal é quem move a linha de frente contra os dois ministros do Supremo. Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, só assinou o requerimento depois que os 27 apoiamentos mínimos já haviam sido obtidos. A assinatura de Flávio foi a 29ª da lista. Flávio vinha sendo cobrado, sobretudo nas redes sociais, para que prestasse seu apoio ao requerimento.

Nesta mesma segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) irá protocolar pedido de impeachment contra Moraes.

Será o décimo pedido de impeachment de ministro do STF protocolado no Senado apenas neste ano. Moraes já foi alvo de um desses requerimentos, baseado na revelação do jornal O Globo sobre a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes.

No dia seguinte deverá haver o décimo primeiro. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que irá protocolar outro pedido na terça-feira, 10.

Os outros oito pedidos já protocolados no período pedem o impeachment de Dias Toffoli, também com acusações sobre a proximidade do ministro e o banco de Vorcaro.

Segundo a lei brasileira, os pedidos de impeachments de ministros são analisados pelo Senado. Cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), determinar a abertura ou não do processo.

Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou o tema à organização do fórum.

Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas do dono do Master permaneceram acessíveis no histórico do aparelho celular do banqueiro.

Veja quem assinou a lista pedindo a CPI:

  1. Alessandro Vieira (MDB-SE)
  2. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  3. Eduardo Girão (Novo-CE)
  4. Magno Malta (PL-ES)
  5. Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  6. Sergio Moro (União-PR)
  7. Esperidião Amin (PP-SC)
  8. Carlos portinho (PL-RJ)
  9. Styvenson Valentim (PSDB-RN)
  10. Marcio Bittar (PL-AC)
  11. Plínio Valério (PSDB-AM)
  12. Jaime Bagattoli (PL-RO)
  13. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  14. Damares Alves (Republicanos-DF)
  15. Cleitinho (Republicanos-MG)
  16. Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  17. Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  18. Jorge Kajuru (PSB-GO)
  19. Margareth BUzetti (PP-MT)
  20. Alan Rick (Republicanos-AC)
  21. Wilder Morais (PL-GO)
  22. Izalci Lucas (PL-DF)
  23. Mara Gabrilli (PSD-SP)
  24. Marcos do Val (Podemos-ES)
  25. Rogério Marinho (PL-RN)
  26. Flávio Arns (PSB-PR)
  27. Laércio Oliveira (PP-SE)
  28. Dr. Hian (PP-RR)
  29. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 
      Por Levy Teles/Estadão

Operação mira fraudes bancárias do Comando Vermelho que movimentaram R$ 136 milhões

                Polícia em casa de suspeito em Rio das Ostras, região dos Lagos do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta segunda-feira (9) uma operação em dois estados contra um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV), que teria movimentado ao menos R$ 136 milhões em um ano.

Em nota, a corporação afirmou que, além do Rio de Janeiro, há mandados no sul do país. "Os agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no estado do Rio Grande do Sul. Além das medidas de busca e apreensão, também foi determinado o bloqueio de bens, imóveis de luxo do grupo e contas bancárias dos envolvidos", disse.

No estado do Rio, na garagem de uma casa localizada na Baixada Fluminense, os agentes encontraram um carro Jaguar roubado. O suspeito, que estava na Região dos Lagos, acabou preso em flagrante.

A investigação começou após uma instituição financeira denunciar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, o que inicialmente gerou um prejuízo de R$ 5,2 milhões.

Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações de valores elevados e incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo os policiais, foi descoberto um esquema para movimentar e ocultar grandes quantias de dinheiro de origem ilícita.

Ainda de acordo com a polícia, o principal operador financeiro do grupo movimentou o montante de R$ 136 milhões em apenas dez meses, mas a corporação não informou o ano em que isso ocorreu. Ele já era investigado anteriormente por aplicar golpes contra seguradoras.

Durante as diligências desta segunda-feira, as equipes buscam apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, dinheiro e bens de alto valor que possam estar relacionados às atividades ilegais.

Por Bruna Fantti, Folhapress

Carletto resiste a aceitar vice e cria embaraço para Jerônimo substituir Geraldo Jr.

Presidente do Avante preferiria ser indicado à suplência de Rui Costa ao Senado; para não perder tempo, Jerônimo abriu negociações com o PSD, onde aparecem nomes de Augusto Castro, Cláudia Oliveira e Ivana Bastos
A resistência do presidente do Avante na Bahia, o ex-deputado Ronaldo Carletto, em aceitar a vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues está se transformando na principal dificuldade da articulação política do governo para oficializar a substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB).

Carletto prefere ser indicado à suplência do candidato a senador Rui Costa certo de que o presidente Lula (PT) será reeleito e chamará o baiano para permanecer na chefia de sua Casa Civil no próximo mandato, o que permitiria que ele assuma o mandato no Senado por pelo menos quatro anos.

A decisão do presidente do Avante cria, no entanto, uma dificuldade para a rearrumação da chapa de Jerônimo, espaço no qual a permanência de Geraldo foi vetada por Rui depois que o vice-governador foi pego disparando mensagem com ataques ao ministro.

Carletto seria uma opção do próprio Rui para a vaga, mas o ministro já admitiu que não acha justo impor ao amigo a decisão de concorrer à vice. Preocupado com a demora na definição, Jerônimo admitiu hoje que abriu negociações com o PSD do senador Otto Alencar para substituir Geraldo Jr.

Entre os nomes cotados para a vaga no partido estariam o do prefeito Augusto Castro, de Itabuna, e o da deputada estadual Cláudia Oliveira, da região de Eunápolis, além do da presidente da Assembleia, Ivana Bastos - os três, entretanto, também oporiam resistência a assumir a posição.

Nos bastidores, a articulação do governador vem sendo bastante criticada por partidos da base por não estar conseguindo manter quadros que atraiu para demonstrar força e prestígio em relação ao adversário ACM Neto (União), favorito à sucessão segundo as pesquisas de opinião.

Um dos exemplos mais vistosos da baixa resolutividade das negociações seria o do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PT), um nome lembrado para a vice que, no entanto, estaria na iminência de anunciar apoio ao oposicionista, que também articula para emplacá-lo na vaga em sua chapa.

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Por Política Livre

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