Perda muscular avança após os 50 e exige reação

Proteína, treino de força e sono ajudam a preservar autonomia
A partir dos 50 anos, o corpo inicia um processo natural de perda progressiva de massa e força muscular, conhecido como sarcopenia, condição que pode comprometer a autonomia, aumentar o risco de quedas e impactar diretamente a qualidade de vida. A boa notícia é que há formas de reação. Maior ingestão de proteínas ao longo do dia, prática regular de treino de força e sono reparador são hoje apontados como os principais pilares para frear esse declínio e preservar a funcionalidade no envelhecimento.

Sem intervenção, a perda pode chegar a 1% a 2% de massa muscular por ano, enquanto a força diminui até 3% ao ano. “Preservar massa muscular é essencial para manter independência e qualidade de vida. E isso é possível com medidas relativamente simples, quando bem orientadas”, afirma a geriatra do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), Lívia Cedraz.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 30% das pessoas acima de 60 anos apresentam algum grau de sarcopenia, percentual que pode ultrapassar 50% após os 80, tornando o tema uma prioridade crescente em saúde pública.

Declínio - Biologicamente, a sarcopenia resulta de uma combinação de fatores. Há redução da síntese proteica muscular, alterações hormonais — como queda de testosterona e hormônio do crescimento — e um estado de inflamação crônica de baixo grau associado ao envelhecimento.

Esse conjunto leva à chamada resistência anabólica, quando o organismo passa a responder menos aos estímulos de construção muscular. “O corpo envelhece, mas não perde a capacidade de resposta. Ele apenas precisa de estímulos mais adequados e consistentes”, explica Lívia Cedraz.

Impacto - A perda de massa muscular vai além da força física. Está associada à perda de autonomia, maior dependência de cuidadores, piora metabólica e aumento do risco de doenças como diabetes tipo 2.

Também compromete a recuperação após cirurgias e infecções. “O músculo é um órgão metabólico importante. Quando ele diminui, o corpo inteiro perde capacidade de reagir a agressões”, afirma a geriatra do Mater Dei Emec.

Proteína - Diante da resistência anabólica, a ingestão de proteína torna-se estratégica. Evidências atuais sugerem entre 25 g e 40 g por refeição para estimular a síntese muscular em pessoas acima dos 50 anos.

Mais do que a quantidade total diária, a distribuição ao longo do dia é determinante. “Não adianta concentrar toda a proteína em uma única refeição. O estímulo precisa ser constante”, orienta Cedraz.

Treino - A musculação é considerada o estímulo mais potente para preservar e aumentar massa muscular no envelhecimento. Além do ganho de força, promove melhora do equilíbrio, redução de quedas, aumento da densidade óssea e benefícios metabólicos e cognitivos.

“O músculo continua altamente adaptável, mesmo em idades avançadas. Já vemos pacientes com mais de 80 anos evoluindo com treino adequado”, destaca a especialista. Para iniciantes, a recomendação é avaliação médica, supervisão profissional e progressão gradual, com frequência de duas a três vezes por semana.

Suplementos - Whey protein e creatina podem ser aliados, mas não são obrigatórios. O whey pode ajudar quando há dificuldade de atingir a ingestão proteica pela alimentação.

Já a creatina tem evidências consistentes de benefício em força e funcionalidade. “Mas o uso deve ser individualizado, principalmente em pessoas com doença renal ou múltiplas medicações”, alerta Cedraz.

Hábitos - O sono e o controle do estresse também desempenham papel fundamental. Durante o sono profundo ocorre liberação de hormônios importantes para recuperação muscular.

Já o estresse crônico eleva o cortisol, favorecendo a perda de massa magra. “Sem sono adequado e controle do estresse, o corpo não consegue responder bem aos estímulos”, resume a médica.

Mitos - No consultório, ainda persistem equívocos comuns: a ideia de que idosos não podem fazer musculação, de que caminhar é suficiente para manter músculos ou de que proteína prejudica os rins em pessoas saudáveis.

“Na prática, o que vemos é o oposto. O treino de força é essencial, e a ingestão adequada de proteína é segura quando bem indicada”, afirma Cedraz. “A sarcopenia pode avançar com o tempo, mas a velocidade e o impacto desse processo dependem, cada vez mais, das escolhas feitas ao longo do envelhecimento”, conclui a geriatra.

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PF desarticula organização criminosa de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro

A Operação Maat cumpre 13 mandados de busca e apreensão domiciliar nos estados da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.
João Pessoa/PB. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (23/3), a Operação Maat, que visa desarticular uma organização criminosa de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro.

A investigação, desdobramento da Operação Sol Nascente, revelou o funcionamento de uma vasta rede interestadual de negociação, de transporte e de distribuição de entorpecentes, especialmente cocaína e haxixe. O aprofundamento das apurações ocorreu após a prisão do líder da organização, ocasião em que a extração de dados de celulares revelou toda a contabilidade do tráfico e a logística do grupo.

Os investigados utilizavam contas de interpostas pessoas, empresas de fachada e depósitos bancários fracionados para ocultar a origem ilícita dos recursos movimentados. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico, de lavagem de dinheiro e de uso de documentos falsos.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

PF apreende 115 kg de entorpecentes e realiza prisões por tráfico internacional de drogas

Guarulhos/SP. A Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, prendeu cinco pessoas em flagrante por tráfico internacional de drogas e apreendeu, aproximadamente, 115 kg de entorpecentes, em ações realizadas entre os dias 20 e 22 de março de 2026.

Entre os dias 20 e 21 de março, após acionamento da Receita Federal do Brasil, foi realizada a prisão de um cidadão canadense que tentava ingressar no país transportando 37 kg de haxixe em duas malas de viagem, além da apreensão de outros 65 kg da mesma droga, ocultos em uma carga de painéis solares procedente dos Estados Unidos.

Ainda no dia 21 de março, no controle migratório, policiais federais prenderam duas pessoas que tentavam deixar o Brasil transportando cocaína. Um brasileiro foi detido ao tentar embarcar para a Índia, com conexão no Catar, levando 1,6 kg da droga ocultos na bagagem. Na mesma data, uma brasileira foi presa ao tentar embarcar para Barcelona, transportando cerca de 2 kg de cocaína ocultos junto ao corpo.

Também no dia 21 de março, dois brasileiros foram detidos ao tentarem embarcar com destino à França transportando cápsulas de cocaína no interior do organismo. Por questões de saúde e de segurança, eles foram encaminhados ao hospital, onde permanecem sob acompanhamento médico e sob escolta policial.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

PRF apreende 500 kg de cocaína escondidos em caminhão na BR-153, em Guaraí/TO

Carga estava oculta em assoalho adulterado do veículo
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde deste domingo (22), aproximadamente 500 kg de substância análoga à cocaína durante fiscalização na BR-153, no município de Guaraí/TO.

Por volta das 15h30, no km 333, a equipe visualizou um caminhão trafegando em alta velocidade no perímetro urbano e acessando uma rodovia estadual. Após a abordagem, o condutor, um homem de 40 anos, apresentou documentos regulares, porém demonstrou nervosismo e forneceu informações vagas e contraditórias sobre origem e destino da carga, afirmando ter vindo de Goiás, sem detalhar a cidade.

Durante a fiscalização do veículo, os policiais identificaram indícios de adulteração no compartimento de carga, com alteração no assoalho da caçamba. Diante da suspeita, o veículo foi encaminhado à Unidade Operacional da PRF, onde, após verificação mais detalhada, foram localizados diversos tabletes de entorpecente ocultos no compartimento adulterado, totalizando cerca de 500 kg.

Diante dos fatos, o homem foi preso por tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Palmas/TO, para as providências legais cabíveis.

Justiça e Segurança

Com ida de Cocá, Hassan e Cajado para Neto, operação para manter PP no governo é chamada de 'fracasso'

     Conflitos com o PP surgiram depois que a sigla deixou o governo, na campanha de 2022
Entre partidos governistas, recrudescem as críticas ao que passaram a chamar de fracasso da 'Operação PP', destinada a manter o partido na base. Eles alegam que, apesar de o governo ter entregue o Detran de porteira fechada ao partido, a coordenação política de Jerônimo Rodrigues (PT) viu escorrer pelos dedos o prefeito de Jequié, Zé Cocá, o deputado federal Cláudio Cajado e o deputado estadual Hassan Yossef.

Eles ainda apontam que o governo corre sério risco de perder também outro progressista, o deputado federal Mário Negromonte Jr., que condiciona sua permanência na base à nomeação da mulher ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Os conflitos com o PP surgiram depois que a sigla deixou o governo, na campanha de 2022, para apoiar ACM Neto, que concorria ao governo da Bahia pela primeira vez pelo União Brasil.

Depois das eleições, os quatro deputados estaduais da legenda - Niltinho, Eduardo Salles, Antônio Henrique e Hassan - pavimentaram o caminho de retorno ao governo por meio de uma renegociação por espaços que haviam deixado para trás com o rompimento que demorou, no entanto, a se concretizar. No final de 2025, o partido parecia finalmente ter se realinhado à base mediante a entrega do Detran.

Não foi, no entanto, o que se viu no princípio deste ano, quando vários quadros da sigla, como Cocá, Hassan, Cajado e Negromonte Jr., passaram a se movimentar com independência, sinalizando que poderiam migrar para Neto, o que os três primeiros já fizeram. O prefeito de Jequié, inclusive, deve ser escolhido vice do candidato do União Brasil ao governo. Antes disso, o partido foi bombardeado na Bahia com a federação fechada nacionalmente com o União Brasil.

"Esta operação para trazer o PP para a base foi um fracasso. O partido ofereceu o Detran e ficou com gente que, inclusive, pode nem ficar na legenda", diz um deputado do PT, referindo-se ao fato de que os deputados estaduais do PP sequer devem ficar no partido, com o apoio oficial que a legenda dará a Neto. "Eles (o governo) não sabem para onde vão Niltinho, Eduardo e Antônio Henrique, nem Mário Jr. Tá tudo errado", complementa.

Por Política Livre

PGR se manifesta a favor da prisão domiciliar de Bolsonaro

Jair Bolsonaro
A PGR (Procuradoria-Geral da República) opinou, nesta segunda-feira (23), em favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente está preso no processo da trama golpista, mas precisou ser transferido para um hospital em 13 de março após passar mal. Ele foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia.

"Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-Presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro", escreveu o Procurador-Geral, Paulo Gonet, na manifestação.

Na quarta-feira (18), o Ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu ao hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, informações sobre o quadro clínico do ex-presidente. A instituição enviou ao ministro os boletins médicos e um prontuário completo.

O ex-presidente trata uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Apesar de o hospital afirmar que o quadro é de "boa evolução", ainda não há previsão de alta.

Como mostrou a Folha, a ofensiva pela domiciliar teve a participação de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da bancada bolsonarista no Congresso Nacional e de ministros do STF.

Um argumento utilizado por políticos e por outros ministros junto a Moraes foi o risco de que a eventual morte de Bolsonaro fosse encarada politicamente como responsabilidade do Supremo.

Pelo menos metade da composição atual da corte entende que deixar Bolsonaro cumprir a pena em casa, mediante a aplicação de outras medidas cautelares, é a melhor opção.

Ao atender Bolsonaro na manhã em que ele teve a crise de saúde, a equipe médica de plantão na Papudinha citou "risco de morte" do ex-presidente como motivo para a transferência ao hospital.

Ao solicitar a domiciliar para Bolsonaro, a defesa afirmou que houve uma piora no seu quadro de saúde e que a Papudinha é incompatível com a preservação da saúde e da integridade física do ex-presidente.

A internação foi colocada pelos advogados como um fato superveniente à decisão de Moraes que, em 2 de março, havia negado a domiciliar. Por isso, foi requerida uma reconsideração.
Por Luísa Martins e Ana Pompeu / Folha de São Paulo

Prefeitura de Ibirataia lança Projeto Agricultura Itinerante e leva serviços direto ao campo

Iniciativa da SEAMA oferece assistência técnica, crédito e apoio ao produtor rural nas comunidades
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAMA), deu início ao Projeto Agricultura Itinerante, uma ação voltada para aproximar os serviços públicos dos produtores rurais e fortalecer a agricultura familiar no município. O lançamento aconteceu na região do Feto, na Associação da Sapucaia, reunindo agricultores e representantes da gestão municipal.

A proposta do projeto é descentralizar o atendimento da Secretaria de Agricultura, levando diretamente às comunidades rurais serviços como assistência técnica, orientações sobre crédito rural, acesso a maquinário, além de cadastros e palestras informativas. A iniciativa busca facilitar o acesso dos produtores às políticas públicas e ampliar o suporte oferecido no campo.

Durante o lançamento, a secretária de Agricultura, Lais Nascimento, destacou a importância da ação para o desenvolvimento rural do município. Ela esteve acompanhada do técnico ambiental Cosme e do técnico agropecuário Geraldo, que também participaram das atividades junto aos produtores.

Na oportunidade, a secretária ressaltou que a equipe da pasta está à disposição para atender as demandas dos agricultores, contando ainda com profissionais como médica veterinária e engenheiro agrônomo, formando um corpo técnico preparado para oferecer suporte qualificado em diversas áreas da produção rural.

Além dos atendimentos técnicos, o projeto também tem como foco a organização dos produtores, incentivando a regularização documental das propriedades e fortalecendo o associativismo nas comunidades. A proposta é garantir que os agricultores estejam aptos a acessar programas, financiamentos e demais benefícios voltados ao setor.

O Agricultura Itinerante surge como uma estratégia para levar a gestão pública até quem mais precisa, promovendo inclusão, desenvolvimento e valorização do homem e da mulher do campo. A ação também reforça o compromisso da administração municipal em investir no fortalecimento da agricultura local.

Suplente acusado de lavar dinheiro para Careca do INSS pagou boleto de R$ 51 mil de senador

Alvo de tornozeleira eletrônica sob suspeita de atuar na lavagem de dinheiro de desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Erik Janson Marinho pagou um boleto de R$ 51 mil para o senador Efraim Filho (PB), líder do União Brasil no Senado. Erik é segundo suplente de Efraim e foi alvo da Polícia Federal em uma das fases da Operação Sem Desconto.

A transação apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) produzido dentro da investigação. Efraim Filho não é investigado pelos desvios no INSS.

Procurado, ele afirmou que pediu ao seu segundo suplente “ajuda” para quitar o boleto porque não tinha o valor em conta no dia do vencimento. “Se trata de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta. Pela nossa relação de suplente, perguntei se ele podia me ajudar a quitar o boleto, e ele disse que sim, e assim o fez”, afirmou o senador ao Estadão.

Questionado se havia ressarcido o valor, Efraim disse que seu suplente não quis cobrar a dívida. “Quis pagar, mas acredito que pela relação de suplente, ele nunca decidiu me cobrar até hoje”, afirmou.

Erik Marinho foi alvo de uma das fases da Operação Sem Desconto em dezembro e é suspeito de auxiliar o Careca do INSS na lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Segundo a PF, ele e a esposa abriram empresas com capital social irrisório que serviam para ocultar a propriedade de aeronaves do empresário.

“Já é possível afirmar que ERIK MARINHO se vinculou a ANTONIO em etapas relevantes do processo de lavagem de capitais, inserindo-se em fases específicas destinadas à ocultação e dissimulação de bens e valores”, escreveu a PF em relatório da investigação. A defesa de Erik Marinho não retornou aos contatos.

O senador Efraim Filho não foi alvo, nem é investigado na operação, mas seu nome apareceu em um relatório do Coaf sobre as movimentações financeiras de seu segundo suplente.

Diz o relatório: “Identificamos a realização de pagamentos de boletos de cobrança em nome de terceiros. Por amostragem, demonstramos os principais sacados: (...) 51.632,64 01 Efraim de Araújo Morais Filho”.

Por Aguirre Talento / Estadão

Trump diz que negociações avançam e suspende ataques à infraestrutura do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 23, por meio de sua conta na rede social Truth Social que houve avanço nas negociações com o Irã para o fim das hostilidades no Oriente Médio e, com isso, determinou a suspensão dos ataques à infraestrutura civil do país.

No sábado, Trump dera um ultimato ao Irã de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz.

Depois do anúncio do republicano, o chanceler de Omã, Badr al-Busaidi, emitiu um comunicado em que afirma estar “trabalhando intensamente para implementar medidas de passagem segura no Estreito de Ormuz”.

Omã tem atuado frequentemente como mediador entre os Estados Unidos e o Irã. “Independentemente da sua opinião sobre o Irã, esta guerra não foi criada por eles”, disse ele. “O conflito já está causando problemas econômicos generalizados e temo que a situação piore muito se a guerra continuar.”

A televisão estatal iraniana apresentou a primeira reação de Teerã à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de estender por cinco dias o prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em resposta à notícia, o canal iraniano exibiu um gráfico na tela: “Presidente dos EUA recua após firme advertência do Irã”.

Petróleo

Após a postagem de Trump, os preços do petróleo despencaram. Depois das cifras atingirem quase US$ 110 o barril durante o dia, o preço do petróleo Brent, referência global, caiu para menos de US$ 100.

Trump não deu detalhes sobre como o Irã e os Estados Unidos poderiam chegar a um acordo para uma “resolução completa e total” de suas hostilidades. Analistas afirmaram ser difícil identificar uma possível saída para o conflito, visto que Israel e os Estados Unidos pediram a destituição do governo iraniano, que permanece no poder apesar do assassinato de importantes líderes, incluindo o aiatolá Ali Khamenei.

A questão prioritária para o governo Trump é garantir o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Mas igualmente importante é decidir como lidar com os 440 quilos de urânio enriquecido, quase de grau bélico, que se acredita que o Irã tenha armazenado em instalações nucleares em Isfahan e Natanz, bem como se os Estados Unidos e Israel estão prontos para encerrar as hostilidades com a Guarda Revolucionária Islâmica e o novo Líder Supremo.

Se encerrar a guerra com a República Islâmica ainda no comando do Irã, Trump poderá ser visto como alguém que abandonou o povo iraniano, que foi às ruas em janeiro em protestos por todo o país — e foi massacrado pelas forças iranianas. Essas manifestações foram parte do que levou Trump a participar da guerra.

O republicano prometeu uma trégua de cinco dias em relação a ataques dos EUA contra instalações de energia de Teerã, mas não um cessar-fogo mais amplo.
Por Estadão

Alcolumbre se irrita com cúpula de CPMI do INSS e reclama de vazamento de conteúdo íntimo de Vorcaro

Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstrou irritação com a cúpula da CPMI do INSS e reclamou do vazamento de mensagens íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Pessoas próximas ao senador afirmam que, na visão dele, o próprio Congresso ficou desmoralizado com a situação dos últimos dias, quando as conversas entre Vorcaro e a ex-noiva Martha Graeff chegaram ao conhecimento de milhares de brasileiros e viraram piada nas redes sociais.

A vida sexual de Vorcaro (e de alguns amigos políticos) ficou ainda mais exposta depois que a CPMI teve acesso a fotos que estavam armazenadas em equipamentos da marca Apple usados por ele. O conteúdo foi retirado do Congresso por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça na última segunda (16).

Segundo relatos, Alcolumbre tem afirmado que a CPMI virou um espetáculo com interesses meramente eleitoreiros. Tanto o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), como o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vão disputar as eleições neste ano.

A comissão deve votar o relatório final de Gaspar nesta semana. Alcolumbre ignorou os pedidos de prorrogação. Tampouco houve resposta de Mendonça, acionado pelos parlamentares para obrigar o presidente do Senado a estender o colegiado.

Aberta para investigar os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a CPMI mirou a atuação do Master após a operação que prendeu Vorcaro e passou por diferentes personagens.

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), se tornou um dos principais alvos da oposição pelo contato com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

No mês passado, parlamentares protagonizaram uma briga generalizada depois que Viana anunciou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, ignorando o placar verdadeiro. A quebra foi suspensa pelo ministro do STF Flávio Dino.

O ministro também mandou Viana e o Senado se manifestarem judicialmente sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte. O Painel procurou Viana neste domingo (22), mas não conseguiu contato.

Por Thaísa Oliveira / Folha de São Paulo

Jequié: Operação “Elas por Elas” apura tortura e desvios em entidade de apoio a mulheres

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta segunda-feira (23), a Operação Elas por Elas, com o objetivo de cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no município. A ação investiga a prática dos crimes de tortura, peculato, estelionato e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, há indícios envolvendo uma pessoa ligada a uma associação voltada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. Um vídeo obtido pela polícia mostra a suspeita praticando agressões físicas e psicológicas contra mulheres acolhidas na instituição, entre elas uma adolescente de 17 anos.

Além das denúncias de violência, também foram identificadas possíveis irregularidades financeiras, como desvio de recursos públicos e movimentações consideradas atípicas. Outro ponto apurado é a instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados da instituição, o que pode configurar violação à intimidade das acolhidas.

Diante dos indícios, a Justiça autorizou o afastamento cautelar da diretoria da entidade e determinou a nomeação de um interventor judicial para a administração provisória. A decisão também garante o acesso a informações da instituição e prevê o encaminhamento das possíveis vítimas à rede de proteção social, com acompanhamento especializado.

As diligências estão sendo conduzidas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Jequié), com o apoio da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), da Deam de Vitória da Conquista, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), além das Delegacias Territoriais de Jequié, Jaguaquara e Ipiaú e da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste).

Sandro Futuca fecha festejos de São José em grande estilo em Ibirataia

Evento reuniu milhares de pessoas na Praça 7 de Setembro e reforçou tradição cultural e religiosa do município


Ibirataia viveu uma noite de casa cheia e muita animação com o encerramento dos festejos de São José. O prefeito Sandro Futuca apostou alto e promoveu uma grande festa na Praça 7 de Setembro, que ficou completamente lotada tornando-se palco de um verdadeiro espetáculo.
A programação não decepcionou. Com uma sequência de shows que manteve o público animado do início ao fim, passaram pelo palco Kevin Jonny, Guig, Asas Livres, Naldo Silva e Ney Talles. O resultado? Público cantando junto, muita dança e uma praça tomada por gente até altas horas.
A festa foi realizada pela Prefeitura de Ibirataia, com apoio da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia e do Governo do Estado da Bahia, mostrando que o município segue investindo forte para manter viva uma das tradições mais importantes da cidade.
E não foi só diversão: o evento também aqueceu a economia local. Ambulantes, comerciantes e pequenos empreendedores aproveitaram o grande fluxo de pessoas para aumentar as vendas e garantir uma renda extra.
Nos bastidores, a avaliação foi positiva. Autoridades, vereadores e lideranças locais marcaram presença e destacaram a organização do evento. Para o prefeito Sandro Futuca, o objetivo foi alcançado. “Ver a praça cheia e o povo feliz mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.
Já o secretário de Cultura, Silvio Brandão, destacou o cuidado na escolha das atrações e na montagem da programação, que conseguiu atrair diferentes públicos.

Com grande público, shows de peso e clima de festa do começo ao fim, o encerramento dos festejos de São José confirmou o que muita gente já esperava: Ibirataia sabe fazer evento grande e faz bem feito.

BTG suspende Pix após ataque hacker desviar R$ 100 milhões

         Instituição afirma que contas e dados de clientes não foram acessados ou expostos

O BTG Pactual suspendeu temporariamente as operações via Pix neste domingo (22) após identificar movimentações consideradas atípicas no sistema. O episódio envolve um ataque hacker que teria desviado cerca de R$ 100 milhões, segundo estimativas preliminares.

Em nota, o banco afirmou que detectou as irregularidades ainda pela manhã e adotou a interrupção do serviço como medida preventiva.

"O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto".

A instituição acrescentou que a suspensão das transações ocorre enquanto o caso é investigado internamente.

O banco também afirmou que permanece disponível para atender clientes por meio de seus canais oficiais e que a segurança das informações é tratada como prioridade.

Segundo apurou a reportagem, o BTG já teria recuperado a maior parte dos valores desviados, e estima-se que ainda faltem entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões para a recomposição integral.

O Banco Central ainda não se manifestou sobre o ataque.
Por Ana Paula Branco/Diego Felix/Folhapress

Diretor de presídio em Paulo Afonso é suspeito de feminicídio em Sergipe

Empresária Flávia Barros foi encontrada morta em quarto de hotel em
A empresária e estudante de Direito Flávia Barros
A empresária e estudante de Direito Flávia Barros foi encontrada morta na manhã deste domingo (22) em um quarto de hotel no bairro Coroa do Meio, em Aracaju, Sergipe. O caso é investigado como feminicídio.

O principal suspeito do crime é Tiago Sostenes Miranda de Matos, diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, cidade do norte da Bahia a 480 quilômetros de Salvador.

A Polícia Militar de Sergipe foi acionada nas primeiras horas da manhã deste domingo após hóspedes ouvirem os barulhos de disparos em um dos quartos. A porta do quarto estava arrombada e vítima foi encontrada sem vida.

O suspeito foi encontrado no local com indícios de tentativa de suicídio, segundo a Secretaria de Segurança de Sergipe. Ele foi levado ao Hospital de Urgência de Sergipe, onde permanece internado em estado grave e passa por cirurgia.

A Polícia Civil de Sergipe investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do crime. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal da capital sergipana. Uma arma foi apreendida no local do crime e será periciada.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia afirmou que acompanha o caso por meio da Corregedoria, destacou que Sostenes não responde a processo administrativo disciplinar e possuía histórico funcional considerado regular.

A pasta manifestou solidariedade aos familiares da vítima e reiterou seu repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher.

O Centro Universitário UniRios, onde a vítima cursava direito, emitiu uma nota de pesar lamentando a morte da aluna e propondo uma reflexão sobre a violência de gênero.

"Que a memória de Flávia seja um lembrete constante da nossa responsabilidade em educar, proteger e lutar por um mundo onde nenhuma mulher tenha seu futuro roubado".

AracajuPor Folhapress

Dino fala em anomalias em emendas enviadas à Codevasf e Dnocs e dá prazo para aprimorar fiscalização

Ministro destaca que Dnocs apresenta quadro de anomalias, descontroles e víciosO ministro Flávio

Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), fixou neste domingo (22) novos prazos para que órgãos aprimorem os mecanismos de controle sobre a execução de emendas parlamentares. As datas foram determinadas depois de o governo federal enviar à corte uma nota técnica sobre um plano de trabalho em relação às emendas.


A AGU (Advocacia-Geral da União), Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) e DenaSus (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde), especialmente, têm novas respostas a dar ao ministro até o fim do semestre.

"Realço que a maioria das medidas definidas na Nota Técnica deve estar concretizada até 30/05/2026, especialmente no âmbito do Dnocs, em que —aparentemente— reina um quadro de mais anomalias, descontroles e vícios", disse o ministro.

A partir de então, a Codevasf tem 60 dias para instaurar procedimento de apuração e ressarcimento de valores aplicados irregularmente. Trata-se das TCEs (Tomadas de Contas Especiais), um processo para quando se constata desfalque, desvios, omissão na prestação de contas ou não comprovação da aplicação correta de recursos.

Na decisão, o relator renovou exigências de cumprimento das decisões do Supremo de transparência e rastreabilidade das emendas.

Em relação ao Dnocs, há orientações detalhadas, como priorizar contratos de repasse em vez de convênios para aumentar o controle, exigir memórias de cálculo e ensaios técnicos para comprovar a qualidade e quantidade dos serviços faturados, estabelecer critérios objetivos para a escolha de vias a serem pavimentadas.

Para a continuidade do acompanhamento do plano de trabalho encaminhado pelo Executivo e pelo Legislativo, o ministro fixou a data de 10 de junho para que os Poderes prestem novas informações, sobretudo sobre as emendas de relator e as de comissão.

Além disso, o relator voltar a reforçar determinação pela reestruturação do Denasus para garantir auditorias eficazes sobre as verbas destinadas à saúde pública. Dino deu mais 30 dias para a apresentação de um plano emergencial de recomposição dos quadros do órgão para melhorar a capacidade de fiscalização dos valores.

A primeira decisão nesse sentido foi dada em 16 de janeiro.

"Caso não haja a recomposição do Denasus em prazo razoável, serão adotadas imediatas medidas excepcionais de auditoria e fiscalização, já que um segmento como a Saúde Pública não pode permanecer executando dezenas de bilhões de reais em emendas parlamentares (e outras transferências) sem os controles estabelecidos na Constituição Federal", afirmou.

A decisão também prorroga prazos para que diversos ministérios ajustem suas normas internas, visando alinhar as indicações políticas ao planejamento estratégico do governo federal.

Dino é relator de uma ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental) que trata da falta de transparência e de rastreabilidade na indicação e execução das emendas parlamentares. Trata-se de uma verba que deputados e senadores enviam às suas bases eleitorais, cujo valor cresceu diante de uma hipertrofia do Congresso.

Em 2026, o valor previsto para emendas com pagamento obrigatório pelo governo chegou a R$ 37,8 bilhões. Desde 2024, Dino tem dado decisões que contrariam o Congresso, exigindo mais transparência e metodologia para indicação desses valores, principalmente das rubricas de comissões temáticas e bancadas estaduais, que são assinadas coletivamente.
Por Ana Pompeu/Folhapress

Dia Mundial da Água: desigualdades no acesso ainda são profundas

Os dados mais recentes da Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) sobre o comprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 6 da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o Brasil realizou avanços importantes, mas mantém desigualdades profundas no acesso à água e ao saneamento.

O Objetivo 6 da ONU, para 2030, prevê que o país deva assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

No acesso à água, os dados mais recentes mostram que, em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura. Porém, segundo a ANA, o índice não evidencia desigualdades relevantes: em áreas rurais, o acesso cai para 88% e atinge números ainda menores nas regiões Norte (79,4%) e Nordeste (81,9%). As diferenças também aparecem no recorte racial, com menores níveis de acesso entre a população não branca.

Já em relação ao saneamento, os dados mostram que, em 2023, apenas 59,9% da população contava com esgotamento sanitário seguro. Na Região Norte, esse percentual era de apenas 39,6%. O Brasil trata apenas 57,6% do esgoto gerado, o que, na prática, significa que quase metade dos resíduos ainda é descartada sem tratamento adequado, com impactos diretos sobre a saúde, o meio ambiente e a segurança hídrica do país.

“Mais do que uma questão de cobertura, o problema está em quem ainda fica para trás. Populações em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos concentram os maiores déficits de acesso à água, ao saneamento e à higiene”, destacou a ANA, em nota.
Mulheres

De acordo com a Agência, os impactos da ausência desses serviços recaem de forma desproporcional sobre mulheres e meninas.

“Sem água na torneira, são elas as principais responsáveis pela coleta de água e pelos cuidados com a casa e com a família – tarefas que se tornam mais difíceis, demoradas e exaustivas quando faltam serviços adequados. Sobrecarregadas, ainda são expostas a graves riscos sanitários e de violência nesse contexto de vulnerabilidade”, acrescentou a Agência.

A ANA ressalta ainda que a falta de acesso à água torna a equidade de gênero uma meta inatingível, porque prejudica diretamente a saúde, a dignidade e as oportunidades das mulheres, ampliando a carga de trabalho não remunerado e limitando o acesso delas à educação e à geração de renda. “Sem água e sem saneamento, a desigualdade se perpetua”, frisou a agência.

“Não há mais espaço para tratar água, saneamento, clima e justiça social como agendas separadas. Garantir acesso seguro à água e ao esgotamento sanitário, fortalecer a gestão dos recursos hídricos e avançar na adaptação à mudança do clima são ações que precisam caminhar juntas”, acrescentou a ANA.
Protagonismo feminino

Segundo a professora da Universidade de Brasília (UNB) e ecopedagoga Vera Lessa Catalão, a preservação dos recursos hídricos no país passa obrigatoriamente por uma mudança no padrão de consumo e pelo reconhecimento do papel central das mulheres na gestão da água.

Segundo a educadora, a gestão da água para as mulheres não é um conceito abstrato, mas uma realidade cotidiana e concreta. São elas as principais responsáveis por garantir o recurso para a saúde e a higiene da família, especialmente em regiões onde o acesso é precário, como em comunidades ribeirinhas e periferias urbanas.

“Elas que providenciam ou que reclamam do direito à água para lavar as roupas, para mandar seus filhos para a escola. Elas fazem uma gestão mais consciente da água, da importância da água como direito. Eu acho que a mulher sente isso fortemente. Para ela não é uma abstração, é um fato concreto. E por isso eu acho que nós, mulheres, somos as principais convidadas a pensar que cuidados precisamos ter para que a água nossa de cada dia não nos falte”, destacou Catalão, em entrevista no programa Viva Maria, da Rádio Nacional.
Economia e educação

Para a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o cenário atual de desigualdade no saneamento básico reflete diretamente no futuro econômico e educacional do país. Segundo ela, os mais afetados, novamente, são os grupos mais vulneráveis.

“A escolaridade média hoje de uma criança que teve acesso ao saneamento é de 9,5 anos. Uma criança que não teve acesso ao saneamento é de 7,5 anos, ou seja, a criança que tem acesso ao saneamento, ela estuda dois anos a mais. E isso pode impactar depois na renda média, na possibilidade de ingressar numa faculdade”, disse em entrevista à Rádio Nacional.

“E o perfil hoje de quem não tem acesso ao saneamento são pessoas pretas, pardas, indígenas, pessoas jovens de até 20 anos de idade, pessoas com escolaridade média baixa, e pessoas com uma renda média baixa”, acrescentou.

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Trump diz que o Irã 'está morto' e aponta o Partido Democrata como o 'maior inimigo' dos EUA

Fala do presidente norte-americano neste domingo (22) pareceu redirecionar atenções para cenário doméstico em meio a primárias dos midterms. Eleição de meio de mandato está marcada para novembro. Conflito entre EUA, Israel e Irã continua sem perspectiva de trégua.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (22) que o "maior inimigo" do país é o Partido Democrata "agora que o Irã está morto".

“Agora, com a morte do Irã, o maior inimigo que os Estados Unidos têm é a esquerda radical, altamente incompetente, o Partido Democrata! Obrigado pela atenção a este assunto”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

A fala de Trump pareceu redirecionar as atenções para cenário interno dos EUA em meio ao "esquenta" para as eleições de meio de mandato, os famosos "midterms". Os partidos Republicano e Democrata já começaram a realizar primárias para escolher os candidatos que concorrerão a cargos do Executivo e do Legislativo no pleito, que está marcado para novembro.

Nos últimos dias, Trump tem começado a influenciar o pleito de forma mais intensa, declarando apoio a diversos candidatos por meio de suas redes sociais.

A afirmação de que "o Irã está morto", além de conceitualmente equivocada, não parece ter base na realidade, porque o regime em Teerã continua operante em meio à guerra que trava contra os EUA e Israel. O conflito, inclusive, que não parecer ter um fim em vista e se alastrou pelo Oriente Médio, entrou na 4ª semana no sábado.

Os midterms, que estão marcados para o dia 3 de novembro, terão eleições para governador em 36 estados e 3 territórios não incorporados dos EUA, todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados serão renovados e também haverá votação para 35 dos 100 assentos do Senado.

PM apreende drogas em Feira de Santana

Na manhã deste sábado (21), militares do 25º BPM apreenderam drogas, no bairro de Mangabeira, em Feira de Santana.

Na manhã deste sábado (21), militares do 25º BPM apreenderam drogas, no bairro de Mangabeira, em Feira de Santana.

Durante rondas na Rua Ibicuí, as equipes visualizaram um homem saindo de uma edificação que, ao perceber a presença policial, fugiu a bordo de uma motocicleta. Em seguida, ao realizar incursão na área, os policiais encontraram um depósito de drogas que armazenavam 479 tabletes de maconha prensada, seis sacos pretos com maconha in natura, três porções de cocaína, nove lança perfumes e duas balanças de precisão.

Todo o material apreendido foi apresentado à autoridade policial para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: Polícia MIlitar - DCS

Ipiaú: Homem é conduzido a Delegacia por perturbação do sossego, desobediência e resistência

A Polícia Militar da Bahia, por meio da 55ª CIPM, conduziu um indivíduo por perturbação do sossego, desobediência e resistência na manhã deste domingo (22), no bairro Constância, em Ipiaú.
Após acionamento do CICOM, a guarnição constatou som automotivo em alto volume em via pública. O responsável recusou-se a atender à ordem policial e apresentou resistência à abordagem, sendo contido e conduzido à Delegacia Territorial, juntamente com o veículo e o equipamento de som, para adoção das medidas cabíveis.

Fonte: ASCOM/55ªCIPM./PMBA, uma Força a serviço do cidadão

Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL

Criticada por falta de empenho por Flávio, ex-primeira-dama já articulou em estados e obteve vitórias
Michelle Bolsonaro (ao centro) com as pré-candidatas ao Senado Priscila Costa (PL-CE) e Bia Kicis (PL-DF)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve emplacar uma bancada de aliadas entre os candidatos do PL para as eleições deste ano, além de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Presidente do PL Mulher, Michelle trabalha pelo apoio do partido a nomes próximos dela para disputar o Senado, como Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Priscila Costa (PL-CE) e Rosana Valle (PL-SP), e o governo, como Celina Leão (PP-DF) e Maria do Carmo (PL-AM). A ex-primeira-dama já obteve vitórias em embates internos na cúpula do PL.

Por outro lado, a ex-primeira-dama tem sido criticada internamente pela falta de empenho em relação à eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência. Para atenuar a crise, o senador tem dito que Michelle vai embarcar na sua campanha no tempo certo.

Michelle reduziu suas funções partidárias desde que o ex-presidente deixou a prisão domiciliar, em novembro do ano passado, para cumprir pena por tentativa de golpe de Estado em uma unidade da Polícia Federal e, depois, na Papudinha.

Ainda assim, ela tem influenciado as escolhas do partido e assegurado apoio do PL a candidatas de sua preferência, como no caso da deputada federal Caroline de Toni, que chegou a ser preterida pelo partido na disputa do Senado, mas acabou tendo a candidatura confirmada por Bolsonaro.

Na mesma semana em que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comunicou a De Toni que ela ficaria de fora da chapa do partido, a ex-primeira-dama publicou uma foto ao lado da deputada com uma mensagem de apoio.

Naquele momento, no início de fevereiro, o partido havia decidido que a chapa ao Senado seria composta por Carlos Bolsonaro (PL) e pelo senador Esperidião Amin (PP), e restava a De Toni deixar a legenda. Políticos que visitaram Bolsonaro na prisão, no entanto, afirmaram que ele deixou clara sua preferência pela deputada no lugar de Amin, e Valdemar cedeu.

Quando a chapa foi formalmente anunciada por Flávio no fim do mês passado, Michelle compartilhou sua primeira publicação como uma lembrança, e De Toni agradeceu. "Você foi peça fundamental para o dia de hoje. Muito obrigada pela amizade, apoio e carinho de sempre. Conta sempre comigo", escreveu a deputada.

No Distrito Federal, a chapa do PL também deve ser composta por aliadas de Michelle após o rompimento entre o partido e o governador, Ibaneis Rocha (MDB), implicado no caso Master. O PL propôs a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do DF para investigar a fraude que envolve o BRB (Banco de Brasília).

O plano de Ibaneis era concorrer ao Senado com o apoio do PL, que agora caminha para lançar duas mulheres ao Senado, Michelle e a deputada federal Bia Kicis, além de apoiar a eleição para o governo da vice-governadora Celina Leão. Celina e Bia mantêm relação próxima com a ex-primeira-dama.

Interlocutores da ex-primeira-dama dizem que a vontade de Bolsonaro é que ela concorra ao Senado, mas sua candidatura depende da situação de saúde do marido.

Quem convive com Michelle relata que ela tem dito que seu futuro político está nas mãos de Deus. O acompanhamento da rotina de Bolsonaro na prisão e problemas de saúde fizeram a ex-primeira-dama adiar atos do PL Mulher que estavam previstos no Rio de Janeiro e no Tocantins em dezembro e fevereiro, respectivamente.

Apesar de concordarem que a prisão domiciliar é necessária diante das crises de soluço do ex-presidente, bolsonaristas também observam que tal mudança teria como efeito uma influência ainda maior da ex-primeira-dama sobre o marido no período eleitoral.

Um acordo com Valdemar estabeleceu que Bolsonaro definirá os nomes que disputarão o Senado pela sigla, mas Michelle trabalha em paralelo em prol da sua própria bancada.

No Nordeste, ela declarou apoio à vereadora Priscila Costa para concorrer a senadora pelo Ceará, onde a aliada preside o PL Mulher. O partido ainda não bateu o martelo em relação a lançar a vereadora.

No Amazonas, a professora Maria do Carmo também tem o apoio de Michelle para concorrer ao governo do estado. Em 2024, ela disputou o cargo de vice-prefeita e perdeu. Maria do Carmo aparece nas anotações de Flávio, reveladas pela Folha, como principal opção para o cargo.

Outro nome apoiado por Michelle para o Senado é o da deputada federal Rosana Valle, que por enquanto mantém a ideia de se candidatar à reeleição. A hipótese foi aventada porque ainda resta ao PL escolher um candidato a senador em São Paulo —a outra vaga na chapa será de Guilherme Derrite (PP).

Rosana preside o PL Mulher em São Paulo e é próxima de Michelle, mas também concorrem para o posto políticos ligados ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como Mário Frias, Gil Diniz e Sonaira Fernandes, além de pessoas da confiança de Bolsonaro, como o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo.

Michelle também filiou ao PL a deputada Carla Dickson (RN), que era do União Brasil, para concorrer à reeleição. Na Câmara, a ex-primeira-dama apoia uma série de deputadas: Coronel Fernanda (PL-MT), Soraya Santos (PL-RJ), Roberta Roma (PL), Daniela Reinehr (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Julia Zanatta (PL-SC) e Rosângela Reis (PL-MG).
Por Carolina Linhares/Folhapress

Guerra no Irã eleva risco de inflação mais alta no mundo e dificulta vida dos BCs globais; entenda

Entre os analistas, há uma discussão sobre se o mundo já não tem uma alta de preços ‘contratada’, independentemente da duração da guerra
Refinaria Pars Sul no Irã pega fogo após ataque de Israel
Entrando na quarta semana, o conflito no Oriente Médio acendeu um sinal de alerta na economia global. Entre os analistas, há uma discussão sobre se o mundo já tem uma inflação mais alta “contratada”, independentemente da duração da guerra, o que tende a tornar a atuação dos bancos centrais mais difícil daqui em diante.

Até agora, a guerra já levou a cotação do barril de petróleo acima de US$ 100, com picos próximos aos US$ 120. Antes do início do conflito, o preço estava por volta de US$ 70.

Também destruiu uma série de instalações de petróleo e gás no Oriente Médio, que podem não ser restabelecidas rapidamente e manter os preços pressionados por algum tempo mesmo com o fim do conflito. Há ainda outro fator de preocupação: o aumento no preço dos fertilizantes, que pode se traduzir em mais inflação de alimentos, dado que o plantio das safras no hemisfério Norte ocorre nos próximos meses.

Por ora, o cenário econômico que se desenha caminha para ser diferente do que se esperava na virada do ano, quando a expectativa de queda de juros ao longo de 2026 era praticamente um consenso.

“Podemos estar falando de um choque não só de energia, mas também de alimentos, que pode impactar o mundo todo, dada a importância dos Estados Unidos como exportador agrícola”, diz Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management. “Acho que pode ser um choque bastante inflacionário e, obviamente, tudo depende da persistência do conflito, da destruição e da capacidade produtiva de energia e de fertilizantes nos próximos meses".

Ainda é difícil dimensionar qual será a duração do conflito e o impacto total da guerra para a economia global. Na última quinta-feira, 19, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não há um “prazo definitivo” para o fim da guerra contra o Irã, mas disse que Washington está “no caminho certo”. Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump disse que a guerra terminará em breve, sem estabelecer um prazo.

Desde o início do conflito, os preços de energia escalaram com o fechamento, pelo Irã, do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção global de petróleo. Pelo estreito, também são transportados ureia e materiais fosfatados, utilizados para a fabricação de fertilizantes.

“Agora, eu acho que não é só a extensão, mas as consequências desse conflito”, afirma Luis Otávio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners. “Vamos discutir também se esse conflito vai provocar danos de monta suficiente para que a produção, mesmo após acabar o conflito, demore para voltar ao normal.”

Para o economista-chefe do banco C6, Felipe Salles, o impacto da guerra na inflação pode não ser temporário, como se esperaria de um choque de oferta como o que está ocorrendo agora. Isso porque, desde a pandemia, a inflação está pressionada e acima da meta em vários países, como os Estados Unidos.

“Esse ponto de partida da inflação importa. Muito possivelmente, os agentes econômicos terão na memória que, no último choque que tivemos – o da pandemia –, a inflação subiu e não cedeu depois. Tem um risco de que as expectativas sejam contaminadas e de que a inflação permaneça alta depois.”

A inflação elevada deve fazer com que bancos centrais em todo o mundo adotem posições mais conservadoras, mantendo juros altos ou diminuindo a velocidade de corte dos juros, diz Salles.

Mais dificuldade para os BCs

Na semana passada, vários bancos centrais importantes, como o da Europa, o da Inglaterra e o dos Estados Unidos, mantiveram as taxas de juros inalteradas e sinalizaram uma cautela maior na condução da política monetária daqui em diante.

Na quarta-feira, 18, o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) manteve as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%. Depois da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em coletiva de imprensa, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, chegou a colocar no radar o risco de altas das taxas de juros.

“No caso americano, a inflação estava subindo. É um cenário em que a inflação já estava pressionada e já colocava uma dor de cabeça para o banco central dos EUA, porque ele já estava parando de reduzir os juros por causa disso”, diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

Vale destaca que o preço da gasolina nos Estados Unidos já subiu 34% e o diesel, 40%. “Com um choque dessa magnitude, começa a aumentar a chance de não só ficar com os juros parados, mas pensar, talvez, em aumentar os juros”, acrescenta.

Na quinta-feira, foi a vez de o Banco da Inglaterra (BoE) deixar os juros inalterados em 3,75% ao ano, diante das incertezas provocadas pelo conflito no Irã. O BC inglês destacou que o conflito no Oriente Médio deve provocar um aumento da inflação no curto prazo. No mesmo dia, o Banco Central Europeu (BCE) seguiu pelo mesmo caminho e não alterou as principais taxas de juros.

“Quando há incerteza, a tendência é aumentar o conservadorismo”, diz Leal, da G5 Partners.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, levando a Selic para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte em quase dois anos. Mas, antes do início do conflito, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de que haveria um corte de 0,50 ponto porcentual.

No último relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 3,91% para 4,1%. Para 2027 e 2028, as previsões foram mantidas em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

“Vai ser preciso ter muita cautela para conduzir esse processo sem deixar as expectativas se desancorarem fortemente”, afirma Solange, do UBS.

Atividade global

Embora o cenário para a inflação esteja mais complicado e os juros possam permanecer num patamar elevado, os economistas ainda não enxergam um impacto relevante para a atividade global, que tem se mostrado bastante resiliente ao longo dos últimos anos.

“O mercado, pelo menos, está precificando um impacto mais modesto na atividade. Normalmente, quando o impacto é maior, a gente vê isso já no preço das ações (que cairia de forma mais acentuada). As cotações não estão compatíveis com uma desaceleração brusca da atividade”, diz Felipe Salles, do C6. Ele alerta, no entanto, que o cenário pode mudar a qualquer momento dependendo do que acontecer na guerra.

O banco Itaú deve incorporar o impacto do conflito nas projeções de crescimento para a economia global nas próximas semanas. Mas, por ora, prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresça 3,6% neste ano, um pouco acima dos 3,3% observados em 2025.

“A economia mundial tem se mostrado bem resiliente nos últimos anos. Já estamos vindo de alguns anos de surpresas positivas para o crescimento global”, afirma Pedro Schneider, economista do Itaú Unibanco. “No ano passado, por exemplo, mesmo com todo o aumento das tarifas do Trump, a economia global aguentou bem".
Por Luiz Guilherme Gerbelli/Luciana Dyniewicz/Estadão

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