Por Dentro das Eleições: saiba os ilícitos eleitorais e as condutas vedadas a agentes públicos

Das proibições a servidores às infrações mais graves: confira o que a legislação proíbe para manter a disputa justa nas urnas
Para garantir o equilíbrio da disputa, a lisura do voto e a legitimidade da vontade popular, a legislação eleitoral estabelece regras rigorosas sobre o que pode e o que não pode ser feito no período de campanha, especialmente quanto aos ilícitos e às condutas vedadas a agentes públicos no período conhecido popularmente como “defeso eleitoral”.

Na série Por Dentro das Eleições desta semana, o Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalha as diretrizes consolidadas pela Resolução nº 23.735/2024, com as alterações introduzidas pela Resolução nº 23.757/2026.

O texto normativo atua em duas frentes fundamentais: os ilícitos eleitorais gerais (do artigo 1º ao 14) e as condutas vedadas especificamente a agentes públicos (a partir do artigo 15).

Os ilícitos eleitorais

A primeira metade da norma estabelece o núcleo das infrações mais graves que afetam diretamente a autenticidade do voto e a igualdade de oportunidades entre os concorrentes. São elas:

Abuso de poder: dividido nas modalidades de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

Fraude e corrupção: práticas que desvirtuam a liberdade do eleitor ou fraudam as regras de representatividade.

Captação ilícita de sufrágio: a chamada “compra de votos” (doação, oferecimento ou promessa de vantagem pessoal ao eleitor em troca do voto).

Gasto ou arrecadação ilícita de recursos: movimentações financeiras de campanha fora das regras declaradas.

O que mudou neste ano?

A Resolução nº 23.757/2026 trouxe refinamentos importantes para esse bloco de artigos:

Desvio de verbas afirmativas: o texto de 2026 unificou e endureceu o entendimento sobre o desvio de finalidade dos recursos públicos destinados a candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. A norma crava que a gravidade desse desvio independe do montante financeiro, bastando comprovar que o dinheiro não foi efetivamente empregado em benefício dessas candidaturas específicas.

Desinformação e inteligência artificial: no combate às mentiras estruturadas, a internet e os serviços de mensageria não podem ser usados para espalhar mentiras em prejuízo de adversários ou contra o sistema eletrônico de votação. O uso de conteúdos sintéticos (gerados ou modificados por IA/deepfakes) sem o devido aviso também entra na mira fiscalizadora do Tribunal.

Condutas vedadas

A partir do artigo 15, o foco da resolução se volta para quem ocupa cargos na Administração Pública. O princípio aqui é a paridade de armas: quem está no poder não pode usar a estrutura da máquina pública para impulsionar sua candidatura ou de seus aliados.

Confira abaixo o resumo das principais proibições que passam a valer de forma intensificada nos três meses que antecedem o pleito:

Uso de bens móveis ou imóveis: é expressamente proibido ceder ou utilizar prédios, veículos, materiais ou serviços pertencentes à Administração Pública em prol de qualquer campanha eleitoral. A única exceção prevista na norma é a realização de convenções partidárias. O descumprimento dessa regra pode resultar em multa e na cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado.

Uso de servidores públicos: os agentes públicos não podem ceder ou colocar funcionários, servidores ou empregados da Administração Pública para trabalhar em campanhas eleitorais durante o horário de expediente normal. A punição para essa conduta envolve a aplicação de multa e a devida responsabilização política.

Publicidade institucional: nos três meses anteriores ao pleito, fica vedado autorizar ou veicular publicidade institucional de atos, programas, obras ou serviços públicos. As únicas exceções são os casos de grave e urgente necessidade pública, que exigem o aval prévio do TSE. A violação dessa norma acarreta multa e cassação do registro ou diploma.

Inaugurações e shows: também nos três meses que antecedem a votação, é proibido contratar shows artísticos pagos com recursos públicos para a inauguração de obras. Além disso, os candidatos estão totalmente proibidos de comparecer a qualquer inauguração de obra pública nesse período. O desrespeito a essa regra gera a cassação imediata do registro ou do diploma.

Publicidade institucional

A nova redação dada pela Resolução nº 23.757/2026 estabelece critérios bem definidos sobre as mídias governamentais:

A publicidade vedada é comprovada pela simples indicação de nomes, slogans, símbolos ou imagens que permitam identificar autoridades ou governos cujos cargos estejam em disputa.

Os agentes públicos têm a obrigação de limpar ou adequar o conteúdo de sites, canais e redes sociais oficiais três meses antes do pleito.

Consequências das infrações

Ignorar essas balizas jurídicas gera penalidades pesadas. A depender da gravidade qualitativa e quantitativa da conduta, a Justiça Eleitoral pode aplicar multas pecuniárias imediatas, determinar a suspensão do ato ilícito via tutela de urgência, negar ou cassar o diploma do candidato eleito e decretar a inelegibilidade por oito anos.

OA/LC/DB

Eleições 2026: propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa neste domingo (16)

Calendário eleitoral traz marcos sobre lives, uso de alto-falantes, comícios, atuação da imprensa, enquetes, serviços telefônicos e proteção de dados
A propaganda eleitoral das Eleições Gerais de 2026 nas ruas e na internet começa neste domingo (16), segundo o calendário eleitoral (Resolução TSE nº 23.760/2026).


Propaganda na internet e lives

De acordo com o calendário, a partir de 16 de agosto, será permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet. De 16 de agosto a 1º de outubro, poderá haver circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet.

Também a partir dessa data, a utilização de live por pessoa candidata para promoção pessoal ou de atos referentes ao exercício de mandato, mesmo sem menção às eleições, passa a equivaler à promoção de candidatura, constituindo ato de campanha eleitoral de natureza pública.

Enquetes

A partir de 16 de agosto, não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral, podendo ser exercido o poder de polícia contra a divulgação desse tipo de levantamento.

Alto-falantes, comícios e atos de rua

De 16 de agosto a 3 de outubro, candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações poderão fazer funcionar alto-falantes ou amplificadores de som entre 8h e 22h.

Os equipamentos deverão ficar a pelo menos 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, das sedes dos tribunais judiciais, dos quartéis e dos demais estabelecimentos militares, dos hospitais e das casas de saúde, bem como das escolas, das bibliotecas públicas, das igrejas e dos teatros, quando estiverem em funcionamento.

Os comícios e o uso de aparelhagem de sonorização fixa serão permitidos de 16 de agosto a 1º de outubro, entre 8h e 24h. O comício de encerramento da campanha poderá ser prorrogado por mais duas horas.

Até as 22h do dia 3 de outubro (véspera do 1º turno), poderá haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata em que sejam utilizados outros meios de locomoção das pessoas, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio.

Propaganda na imprensa escrita

De 16 de agosto a 2 de outubro, a divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita e a reprodução, na internet, do jornal impresso serão permitidas.

Poderão ser publicados até dez anúncios de propaganda eleitoral por veículo, em datas diferentes, para cada candidata ou candidato. O espaço máximo, por edição, será de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide.

Outros marcos de 16 de agosto

Ainda segundo o calendário, a partir de 16 de agosto, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios partidários, os telefones necessários, por meio de requerimento da presidência da legenda e do pagamento das taxas devidas. A Resolução TSE nº 23.610/2019 especifica que a regra alcança os diretórios nacionais, regionais e municipais devidamente registrados na Justiça Eleitoral.

O dia 16 de agosto é também o prazo final para que as autoridades eleitorais competentes que concluírem pela necessidade de relatórios de impacto à proteção de dados na circunscrição enviem ofício a todos os partidos, às federações e às coligações que registrarem candidaturas aos cargos de presidente da República, governador e senador. O comunicado deverá informar o prazo para atendimento da requisição.


NV/LC/DB

Cleitinho confirma candidatura ao governo de Minas no último dia

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) registrou neste sábado sua candidatura ao governo de Minas Gerais, encerrando uma sequência de indefinições sobre sua participação na disputa. Após anunciar que não concorreria e depois voltar atrás, o parlamentar terá o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como candidato a vice. A chapa também contará com o apoio do Podemos. A informação é do jornal O Globo.

A indefinição afetou o cenário da direita mineira. Durante o período em que Cleitinho esteve fora da disputa, o PL lançou Flávio Roscoe, com apoio do deputado Nikolas Ferreira. Com o retorno do senador, os dois passam a disputar espaço entre o eleitorado de direita. Cleitinho reconheceu que perdeu apoios e palanques durante o período de incerteza. O lançamento oficial da campanha está previsto para domingo, em Medina.

Na declaração entregue à Justiça Eleitoral, Cleitinho informou patrimônio de R$ 956,6 mil, contra R$ 544,6 mil declarados em 2022. Considerando a inflação do período, o valor atual representa crescimento real de aproximadamente 47,1%. A maior parte dos bens está concentrada em três veículos, avaliados em R$ 518,9 mil, além de uma casa em Divinópolis, declarada por R$ 300 mil, participação em empresa e recursos mantidos em contas e investimentos.
Por Redação

Bradesco anuncia fechamento da única agência bancária na cidade de Dário Meira

Moradores de Dário Meira foram surpreendidos com o anúncio do encerramento das atividades da agência do Bradesco no município. A unidade é atualmente a única agência bancária em funcionamento na cidade e atende moradores, comerciantes e aposentados.

De acordo com um comunicado afixado na porta da unidade, o atendimento será mantido até o dia 18 de setembro, ao meio-dia. A partir do dia 21, os clientes que necessitarem de atendimento em agência deverão procurar a unidade do Bradesco em Ipiaú.

No aviso, o banco informa ainda que Dário Meira contará com três correspondentes Bradesco Expresso. Nesses pontos, os clientes poderão realizar serviços como pagamentos, saques e depósitos, além de solicitar cartão de crédito, contratar crédito consignado, seguros e outros produtos.

O encerramento da agência preocupa principalmente aposentados, comerciantes e clientes que dependem do atendimento presencial. A mudança também deverá aumentar a procura pela agência de Ipiaú, município para onde os correntistas estão sendo direcionados.

Diante da decisão, moradores de Dário Meira estão se mobilizando e organizando um protesto na tentativa de impedir o fechamento da unidade, que funciona há muitos anos no município.

O fechamento ocorre em meio a um processo de reestruturação do Bradesco, que vem reduzindo o número de agências físicas em diferentes regiões da Bahia e do país. A estratégia envolve redução de custos e ampliação do atendimento por canais digitais e correspondentes bancários. A medida, no entanto, tem provocado críticas de entidades sindicais e reações em municípios afetados pelo encerramento das unidades. *Giro Ipiaú

Morador de Juiz de Fora é alvo de busca e apreensão por suposta ameaça a Flávio Bolsonaro

Um morador de Juiz de Fora (MG) foi alvo de busca e apreensão neste sábado (15) e levado para prestar depoimento por suposta ameaça nas redes sociais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República.

Flávio fará uma motociata na segunda-feira (17) em Juiz de Fora, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu uma facada na campanha presidencial de 2018. O homem escreveu a frase "dessa vez deixa cmg [comigo]", junto a emojis de facas, em uma publicação no Facebook sobre a agenda.

A pedido da Polícia Legislativa, responsável pela segurança de Flávio, ele foi proibido pela Justiça de se aproximar do senador em Juiz de Fora e teve o sigilo telemático (de mensagens) quebrado.

O suspeito mora a cerca de 400 metros do local onde ocorrerá o ato de campanha. Segundo as autoridades, ele é dono de um estúdio de tatuagem e tem oito passagens pela polícia pelos crimes de agressão, lesão corporal e ameaça.

A ameaça foi identificada na quinta-feira (13). Na sexta (14), a Polícia Legislativa recebeu da Meta os dados do responsável pela publicação e acionou a Justiça com pedidos de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e cautelares que o impeçam de se aproximar do candidato. As medidas foram autorizadas pela Justiça neste sábado.

Por Thaísa Oliveira/Folhapress

Débora Régis reforça mobilização por ACM Neto e articula base política na Região Metropolitana

A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União Brasil), reforçou o apoio a ACM Neto
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União Brasil), reforçou o apoio a ACM Neto durante agenda política realizada nesta sexta-feira (14), em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. Ao lado do ex-prefeito de Salvador, Débora destacou a mobilização do grupo para o início da campanha e afirmou que a região está preparada para os próximos 45 dias de disputa pelo Governo da Bahia.

Coordenadora da campanha de Neto na Região Metropolitana, Débora afirmou perceber entre a população um sentimento de mudança e disse que o grupo pretende intensificar a presença nas ruas ao longo do período eleitoral. “A Região Metropolitana está superpreparada para enfrentar essa maratona dos 45 dias. Nós não vamos parar um segundo”, declarou.

Durante a agenda, a prefeita também destacou a experiência e as propostas apresentadas por ACM Neto e defendeu a realização de debates que permitam ao eleitor conhecer e comparar os projetos colocados na disputa pelo governo estadual. “É perceptível que não somente na Região Metropolitana, mas também na Bahia, a população clama por mudança. E a mudança tem cor, que é azul, e tem nome: ACM Neto”, afirmou.

Mesmo assumindo papel ativo na campanha, Débora ressalta que sua principal responsabilidade continua sendo a administração de Lauro de Freitas. A prefeita, no entanto, relaciona o projeto político estadual ao futuro do município e afirma que estará empenhada na eleição de ACM Neto e no fortalecimento do grupo político. Na avaliação dela, um governo estadual alinhado às demandas locais pode contribuir para que Lauro de Freitas continue avançando e tenha melhores condições de atrair investimentos.

A mobilização conduzida por Débora também se estende à eleição proporcional, com a articulação das diferentes candidaturas que integram a base política em Lauro de Freitas. Para deputado federal, o grupo reúne os nomes de Cacá Leão, Cibele de Teobaldo, Decinho, Leandro de Jesus, Adolfo Viana, Abraão, Roberta Roma, Márcio Marinho, Léo Prates e Paulo Azi. Já para a Assembleia Legislativa da Bahia, estão Elinaldo Araújo, Pedro Tavares, Tenório e Rosalvo. A estratégia é organizar os diferentes apoios existentes no município, fortalecer a mobilização da base e buscar um resultado expressivo para o conjunto de candidatos alinhados ao projeto político liderado por ACM Neto.

A participação na agenda de Candeias reforça o papel assumido por Débora na campanha de ACM Neto na Região Metropolitana. Com o início oficial da disputa, a prefeita passa a conciliar a mobilização pela chapa majoritária com a articulação da própria base em Lauro de Freitas, buscando manter o grupo unido e ampliar a presença dos aliados nas ruas ao longo dos 45 dias de campanha.

Por Redação/polittica Livre

Bahia desarticula 300 líderes de facções com policiamento orientado pela Inteligência

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) atingiu a marca de 300 líderes de facções criminosas alcançados, consolidando a eficácia da política de Policiamento Orientado pela Inteligência (POI). O modelo estratégico tem sido o pilar para qualificar e desarticular o crime organizado no estado.

A última operação de destaque ocorreu nas últimas 24 horas, quando o foragido conhecido como "3 Bond", que figurava no Baralho do Crime da SSP, foi localizado durante uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar. Com ele, as forças de segurança apreenderam um fuzil, uma pistola, carregadores, munições e um veículo roubado.

Somente entre janeiro e agosto de 2026, 55 criminosos de alta periculosidade, envolvidos com tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, foram interceptados por forças estaduais e federais.

Seis líderes de facções foram capturados em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, fruto de uma ação integrada entre as Polícias Militar, Civil e Federal, além da FICCO Bahia, INTERPOL e da Polícia Boliviana. Outras 21 lideranças foram interceptadas em sete estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe e Pernambuco.

De acordo com o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, a aplicação do POI vai além das capturas, focando na desestabilização econômica das organizações criminosas. "Com a utilização da política do Policiamento Orientado pela Inteligência, além da captura de lideranças, intensificamos o asfixiamento financeiro do crime organizado. Cerca de R$ 7 bilhões foram apreendidos em contas bancárias, imóveis e veículos de luxo", destacou o secretário.

Werner também ressaltou o empenho e a bravura dos operadores da segurança pública: "Os policiais e peritos têm trabalhado de forma incansável para proteger a população baiana. Não daremos trégua para as facções", concluiu.

Solicitações de certidão brasileira para menores nascidos nos EUA disparam

Nunca antes os 11 consulados-gerais do Brasil nos Estados Unidos registraram tantas solicitações de certidão de nascimento para crianças que nasceram no país filhas de ao menos um genitor brasileiro e que, portanto, também têm direito à nacionalidade brasileira.

Os números mais atualizados, obtidos junto ao Itamaraty, mostram que houve mais de 21 mil pedidos de certidão de nascimento no ano passado. Quatro anos antes, eram 5.660. O aumento foi registrado em todos os postos em 2025 de maneira vertiginosa.

Não há apenas uma causa para o crescimento das cifras, mas pessoas que lidam com o tema consular e brasileiros que vivem no país relatam que o principal motivo tem sido a política imigratória do governo de Donald Trump. Depois, a obrigatoriedade de vistos para viajar ao Brasil, que passou a valer no primeiro semestre do ano passado.

O caso de A, que tem o nome aqui omitido, a seu pedido, por temer estigmatização, exemplifica a primeira possibilidade. Mãe de trigêmeas que nasceram em Boston, um dos bastiões da comunidade brasileira nos EUA, ela retornou ao Brasil há um mês, após o marido ser detido pela imigração em janeiro e, posteriormente, deportado.

Ela possuía um pedido de visto de trabalho pendente de aprovação no país, enquanto o marido estava com o visto de turista vencido. Para se mudar com as meninas ao Brasil e, assim, não separar a família, ela recorreu ao consulado do Brasil na região e, em regime de urgência, conseguiu as certidões de nascimento das filhas e seus passaportes.

Em muitos outros casos, os pais buscaram a certidão para os filhos porque acreditavam que, caso fossem detidos pelo ICE, a agência de imigração, e seus filhos não possuíssem a nacionalidade brasileira, eles seriam deportados, e as crianças permaneceriam em um abrigo para menores nos EUA, separando a família.

Essa foi uma prática comum no governo Trump 1 (2017-2021). Durante sua primeira incursão na Casa Branca, o republicano separou milhares de famílias, enviando crianças para centros de detenção separados dos pais, que ou ficavam presos ou eram deportados.

Neste segundo mandato, também há relatos de casos semelhantes, ainda que em menor escala e ainda que o governo não assuma que essa é uma política oficial, como o fez antes. O Brasil, no entanto, não recebeu nenhum relato de casos envolvendo brasileiros.

Existem, ainda, os casos nos quais a certidão é solicitada para poder viajar com a criança para o Brasil. Isso porque, desde abril de 2025, cidadãos americanos precisam de visto de turista para ir ao Brasil. Quando as crianças são filhas de pais brasileiros, muitas vezes eles tiram sua certidão e passaporte no consulado para que elas possam viajar sem a necessidade do documento.

Os consulados que mais receberam solicitações são, respectivamente, os de Boston, Nova York e Miami, não por coincidência os que prestam serviços consulares às maiores comunidades de brasileiros nos EUA, também segundo o Itamaraty (440 mil, 500 mil e 400 mil, respectivamente). As unidades tiveram de se organizar para acomodar todos os pedidos, muito superiores aos de anos anteriores.

Nestas mesmas unidades consulares, o número de pedidos cresceu, respectivamente, 551%, 339% e 119% de 2021 a 2025. Se considerados todos os consulados, o crescimento foi de 271% no mesmo período.

Para solicitar certidão de nascimento para uma criança menor de 12 anos nascida nos EUA (ou em outra parte do mundo) com ao menos um genitor brasileiro, a família deve apresentar a certidão de nascimento do menor; a certidão brasileira do pai ou mãe brasileiro, e, caso se aplique, a certidão do genitor estrangeiro. Para maiores de 12 há exigências adicionais, como a declaração de duas testemunhas.

Muitos pais, por suas razões, não solicitam a certidão brasileira dos filhos nascidos nos EUA. O próprio governo brasileiro, porém, indica que esse processo é mais fácil e menos oneroso. Solicitar o documento em um consulado local é um processo gratuito.

Quando se tira a certidão em um cartório no Brasil, além de custos com apostilamento de documentos e traduções juramentadas, há um fator adicional: ao completar 18 anos, a pessoa terá de confirmar perante a Justiça a nacionalidade brasileira. É um processo simples, mas que muitas vezes é esquecido e que demanda algum tempo.

Ao menos 5.000 brasileiros foram deportados pelos EUA desde janeiro de 2025 em 63 voos que saem do Aeroporto de Alexandria, no estado de Louisiana, fazem escala em Bogotá e seguem para Confins, em Minas Gerais. A maioria é formada por homens solteiros. Nesses voos, no entanto, também chegaram 164 menores de idade, de acordo com os dados oficiais mais atualizados.

A maioria é formada por crianças que retornaram no voo do ICE junto com um dos (ou os dois) pais que foram deportados. Em geral, explicou o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania à reportagem, as crianças chegam apenas com documentos americanos, e logo são encaminhadas para tirar os documentos brasileiros.

Houve também o caso de ao menos nove menores de idade, todos adolescentes, que foram deportados sozinhos e, ao chegar ao Brasil, encaminhados para a casa de algum familiar.

Por Mayara Paixão/Folhapress

Fabricante de iate de R$ 2 bi que pertenceu a Vorcaro é intimada a prestar depoimento no caso Master

O estaleiro alemão Lürssen, que fabricou um superiate do qual Daniel Vorcaro foi dono, foi intimado a entregar documentos e a indicar dirigentes para prestar depoimentos sobre eventuais negócios com o banqueiro e outras pessoas ligadas ao Banco Master.

A intimação foi feita pelo liquidante do Banco Master, Eduardo Felix Bianchini, e faz parte do processo de liquidação da instituição financeira que corre nos Estados Unidos. A intimação foi feita em 15 de junho e deu prazo para que a empresa entregasse os documentos até 2 de julho.

A Folha de S.Paulo procurou a Lurssen e perguntou se a empresa entregou os documentos e se prestou o depoimento. Em nota, o estaleiro disse que não se pronunciará sobre o tema, conforme a política corporativa da companhia.

Procurada por email na tarde desta quinta-feira (13), a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Nos Estados Unidos, quando um processo de falência ou liquidação estrangeiro recebe aval da Justiça americana, no chamado "Chapter 15" do código de falências, o responsável por essa liquidação no exterior ganha o direito de buscar informações e documentos dentro do país.

A lei permite que esse representante estrangeiro solicite, por meio de seus advogados, a expedição de intimações a empresas ou pessoas que possam ter documentos ou bens relevantes para a investigação.

Como mostrou o jornal Financial Times, o iate Nixie, produzido pela Lürssen, foi inicialmente encomendado pelo empresário e ex-jogador canadense Patrick Dovigi e vendido depois a Vorcaro.

Dovigi recomprou o iate depois da prisão do banqueiro em novembro de 2025 e, posteriormente, a revendeu a Nik Storonsky, fundador da fintech Revolut.

A embarcação virou alvo de uma disputa judicial entre Storonsky e a corretora de iates britânica Cecil Wright & Partners, que afirma ter sugerido a Storonsky a compra do veículo, avaliado em 350 milhões de euros (cerca de R$ 2,1 bilhões na cotação atual).

Segundo o Financial Times, a corretora afirma que Storonsky agiu "pelas suas costas" para evitar o pagamento de comissão pela compra do superiate. A corretora processou o executivo em 17,5 milhões de euros.

Procurada pela Folha, a Cecil Wright & Partners disse que não comentará o tema, "pois se trata de um assunto jurídico privado". A Revolut não respondeu ao pedido de resposta da reportagem.

A Lürssen é uma companhia alemã fundada há mais de 150 anos. O Nixie tem mais de 102,4 metros de comprimento e conta com uma piscina de vidro parcialmente suspensa e um heliponto na parte dianteira do iate.

A embarcação tem um dos maiores beach clubs já instalados pela Lürssen: são quatro terraços com 270 metros quadrados de espaço de convivência à beira-mar. O veículo funciona por meio de um sistema de propulsão diesel-elétrico, com um sistema de armazenamento de energia.

Na intimação do processo de liquidação do Master, o Nixie não é citado. O liquidante pede que a Lürssen forneça dados de transação ou negócio com Vorcaro e outras pessoas ligadas ao caso Master.

Entre os documentos solicitados estão contratos, acordos e cartas de intenção entre a Lurssen e o Banco Master ou uma lista de pessoas ligadas ao caso.

Abrange também eventuais transferências de dinheiro ou de bens para a Lurssen pelo banco ou de pessoas ligadas a eles, o que inclui cheques, avisos de transferência eletrônica de fundos, extratos de conta bancária e comprovantes de depósito.

Além de negócios relacionados ao Banco Master, o pedido inclui também informações sobre transações que envolvam LetsBank, Banco Master de Investimentos e Master Corretora De Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O LetsBank integrava o grupo Master e foi liquidado pelo Banco Central.

O documento também cita pessoas ligadas ao caso Master que foram alvo de congelamento de bens pelo Banco Central brasileiro. A Lürssen terá de informar se fez negócios ou recebeu dinheiro dessas pessoas. Além de Vorcaro, a lista inclui Maurício Quadrado (ex-sócio do Master), Luiz Antonio Bull (ex-diretor de Compliance do Master), Reinaldo Hossepian (ex-diretor do Letsbank), Felipe Simonsen (ex-sócio do Master) e Armando Gallo (ex-sócio do Master).

Procurada pela Folha, a defesa de Luiz Antonio Bull disse que ele não tem conhecimento dos fatos relatados. "Tampouco foi comunicado acerca de qualquer assunto ou procedimento relacionado ao tema mencionado", escreveu em nota.

A assessoria de Maurício Quadrado e Reinaldo Hossepian disse que os executivos nunca tiveram relação comercial nem realizaram qualquer transação com a empresa Lürssen.

A reportagem procurou Felipe Simonsen e Armando Gallo por meio do email registrado no cadastro da empresa nesta quinta-feira (13), mas não obteve resposta.

Por Paulo Ricardo Martins | Folhapress

ACM Neto mostra cratera na BR-324 e dispara contra Jerônimo: “A realidade é diferente da sua propaganda”/ Por Redação

O candidato a governador ACM Neto voltou a criticar, na noite desta sexta-feira (14), a situação da BR-324 e a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante dos problemas enfrentados por quem trafega pela rodovia. A caminho de Candeias, onde participou das celebrações do aniversário da cidade, Neto parou no trecho onde uma cratera se abriu na pista e mostrou a situação do local.

Diante da cratera, Neto lembrou que Jerônimo chegou a afirmar, em entrevista, que o problema já havia sido resolvido. O trecho ganhou repercussão nas redes sociais após motoristas registrarem que a situação persistia e apelidarem o local de “Buraco do Jero”.

“Eu não podia deixar de parar diante desse buraco, ou melhor, dessa cratera, que o governador disse que não existia mais. Em entrevista, ele falou que o buraco tinha sido tapado, que o problema tinha sido resolvido. As pessoas passaram por aqui, filmaram e, é claro, batizaram como o 'Buraco do Jero'”, afirmou Neto.

O candidato disse que a situação da rodovia expõe uma diferença entre o discurso do governo e os problemas enfrentados diariamente pela população. Ele ressaltou a importância da BR-324 como principal ligação rodoviária de Salvador com Feira de Santana e outras regiões do estado.

“Infelizmente, governador Jerônimo Rodrigues, o dia a dia do povo baiano é bem diferente da sua propaganda e do seu discurso, da realidade que você tenta vender. Por aqui passam milhares de pessoas que querem chegar em Salvador ou que querem sair da nossa cidade. Essas pessoas sofrem com o engarrafamento, com os buracos, com a insegurança, e não é de hoje”, declarou.

Neto também acusou Jerônimo de transferir responsabilidades pela situação da BR-324 e citou as cobranças feitas pelo governador ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), à antiga concessionária ViaBahia e ao governo federal.

Quaest aponta avanço de Flávio entre eleitores independentes /Por Redação

Foto: Reprodução/Arquivo
A nova pesquisa Quaest mostra uma mudança no comportamento dos eleitores independentes, grupo que representa cerca de um terço do eleitorado e pode ter papel decisivo na eleição presidencial. No segundo turno, a intenção de voto nesse segmento passou a ser de 35% para Flávio Bolsonaro (PL), contra 29% para Lula (PT). Na pesquisa anterior, os números eram 30% e 33%, respectivamente. As variações, porém, estão dentro da margem de erro de quatro pontos para esse grupo. A reportagem é do jornal O Globo.

O levantamento também indica aumento da insatisfação dos independentes com o governo Lula. Pela primeira vez desde maio, a avaliação negativa (36%) superou a regular (34%), enquanto 26% consideram a gestão positiva. Além disso, 48% desaprovam o governo e 58% avaliam que o Brasil está seguindo na direção errada. O grupo é majoritariamente conservador (51%) e aponta a violência como sua principal preocupação, justamente uma das áreas em que o governo tem avaliação mais negativa.

No cenário geral de segundo turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença caiu de cinco pontos no início de agosto para três agora. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Zé Cocá é questionado sobre plano político caso projeto eleitoral não tenha êxito este ano

Em visita ao município de Ipiaú nesta sexta-feira (14), o ex-prefeito de Jequié e candidato a vice-governador da Bahia, Zé Cocá (PP), participou de uma entrevista coletiva e respondeu a questionamentos da imprensa local sobre o cenário político estadual e as eleições de 2026.

Durante a coletiva, a reportagem do GIRO questionou Zé Cocá sobre seus planos para o futuro, caso o projeto eleitoral do qual faz parte não obtenha êxito nas urnas em outubro. A pergunta buscou saber se o ex-prefeito já projeta algum caminho político a partir de 2027 e quais seriam seus próximos passos após ter deixado a Prefeitura de Jequié para disputar o cargo de vice-governador da Bahia. Por Giro Ipiaú

Homem natural de Itagibá morre após colisão entre moto e caminhão em Itiruçu

Um motociclista de 52 anos, natural de Itagibá, morreu após uma colisão frontal com um caminhão na noite de sexta-feira (14), na BA-250, na zona rural de Itiruçu. O acidente ocorreu por volta das 19h40, no trecho entre o entroncamento de Jaguaquara e Itiruçu.

A vítima foi identificada como Andrelino Jesus de Novaes. Segundo informações registradas pela equipe responsável pelo atendimento da ocorrência, ele conduzia uma motocicleta Yamaha T115 Crypton, de cor preta, quando ocorreu a colisão com um caminhão Mercedes-Benz Atego 2426.
Foto: PRE / Divulgação
Com a força do impacto, Andrelino não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O motorista do caminhão permaneceu na área do acidente e não apresentava lesões aparentes. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia e a remoção do corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié.

Após os procedimentos periciais, o caminhão foi liberado no local. A motocicleta foi removida e apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Jaguaquara. As circunstâncias que provocaram a colisão deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Câmara veta termo 'ditadura militar' e propõe cortes em livro sobre Independência

Câmara dos Deputados informou que discutiu ajustes nos textos, mas não vai publicar livro

Uma comissão da Câmara dos Deputados vetou o uso da expressão "ditadura militar" em um livro sobre a Independência do Brasil e propôs a supressão de frases e parágrafos inteiros da obra, que seria lançada pela Edições Câmara, editora da Casa Legislativa.

As intervenções, relatadas em uma carta divulgada por um grupo de historiadores, atingiram também trechos sobre direitos indígenas, uma comparação entre Brasil e Haiti e até uma referência ao samba-enredo da Mangueira de 2019.

O livro reúne uma seleção de textos publicados entre 2022 e 2023 no Blog das Independências, projeto da Associação Nacional de História (ANPUH), da revista acadêmica Almanack e da Sociedade de Estudos do Oitocentos, que reúne especialistas neste período histórico.

As mudanças foram propostas pela Comissão Especial dos 200 anos da Câmara, criada para atuar nas comemorações do bicentenário do Parlamento. O grupo é composto por 15 parlamentares, incluindo o presidente Lafayette de Andrada (PL-MG) .

Em nota, a Câmara dos Deputados informou que discutiu ajustes nos textos apresentados, sem que se chegasse a uma versão final considerada adequada para publicação institucional. Também alegou que o encaminhamento de uma proposta não gera compromisso de publicação.

"As decisões relacionadas à seleção e à publicação de obras pela Edições Câmara inserem-se na autonomia administrativa e editorial da instituição e são tomadas de acordo com as normas internas e com o planejamento editorial da Casa", informou.

A Câmara foi questionada pela Folha sobre a pertinência das mudanças sugeridas, entre elas a exclusão da palavra ditadura nos textos, mas não respondeu.

O livro, organizado pelos professores André Machado (Unifesp), Andréa Slemian (Unifesp) e Claudia Chaves (UFOP), estava em estágio avançado. Os cerca de 50 autores já haviam assinado contratos de cessão de direitos autorais, e a obra havia sido revisada e diagramada.

O lançamento estava previsto para julho de 2025, durante o Encontro Nacional de História, maior evento nacional da área.

Após passar pela análise da comissão, a edição foi devolvida com apontamentos e sugestões de mudanças. Os autores responderam indicando quais alterações aceitariam, pois seriam de caráter editorial, e quais consideravam inaceitáveis, por alterar o sentido do artigo.

As negociações perduraram por cerca de um ano, mas não houve acordo.

Em uma carta aberta, os organizadores classificam as intervenções como censura e afirmam que consideram os cortes uma tentativa de adulterar ou amenizar interpretações sobre o passado.

"A censura em si mesma é sempre uma coisa absurda, mas nesse caso tem também uma tentativa de desqualificação profissional das pessoas envolvidas, que pesquisadores que trabalham os temas", afirma Andréa Slemian, uma das organizadoras do livro.

Ao todo, há apontamentos em ao menos 13 trechos do livro nos quais se sugere a troca do termo ditadura por palavras como regime e governo militar. Também há uma tentativa de suavizar trechos que falam sobre episódios de tortura no período.

Os vetos também alcançaram um artigo que fala sobre a participação dos indígenas na guerra da Independência, que destaca em um trecho breve as lutas atuais dos povos originários e fala em tom crítico sobre o marco temporal, aprovado pelo Congresso e invalidado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Em outros trechos, a expressão "quando o Haiti foi aqui" é suprimida do título de um dos artigos e são sugeridos cortes em um artigo que fala sobre a participação do Brasil na Guerra do Paraguai.

Até mesmo um parágrafo que fazia referência ao samba-enredo da Mangueira de 2019, com crítica da escola de samba à historiografia tradicional, foi alvo de veto.

"Como bem disse o samba-enredo da Mangueira, vencedor do Carnaval de 2019, 'ao procurarmos a história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar’, veremos que um outro 7 de setembro pode e deve ser nosso. Lutemos por ele", dizia o trecho do artigo que a comissão sugeriu cortar.

O texto que sofreu mais intervenções foi o artigo de Janaína Cordeiro, professora da UFRJ, que tratava das comemorações dos 150 anos da Independência, realizadas na ditadura militar. Além da troca de termos, algumas frases da autora tiveram seu sentido alterado ou suavizado.

A comissão ainda argumentou que, por ser uma obra sobre a Independência, os textos deveriam se concentrar no passado. Os historiadores, contudo, afirmam que a maneira como a Independência é lembrada em diferentes períodos também é parte da história do processo.

Até o momento, não houve uma comunicação formal aos autores de que a Câmara não vai publicar o livro. Os historiadores defendem que a Câmara publique a obra sem as mudanças e cortes propostos pela comissão.

"A gente quer que a Câmara publique nosso livro. Claro que eles podem dizer que não publicam, mas acho que não deixa de ser uma violência esse processo", afirma Andréa Slemian.

A Câmara dos Deputados, contudo, sinalizou que não vai publicar o livro: "Encerrado o ciclo de comemorações do Bicentenário da Independência, e diante das atuais prioridades editoriais da Câmara dos Deputados, a publicação da obra pela Edições Câmara não está prevista".
Por João Pedro Pitombo/Folhapress

Quaest: 48% desaprovam o governo Lula e 46% aprovam

 Levantamento aponta que 37% têm visão negativa sobre o governo, enquanto 36% o veem como positivo

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira, 14, aponta que 48% dos brasileiros desaprovam atualmente o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto isso, 46% dos eleitores aprovam como o petista conduz a gestão. Os que não sabem ou não responderam são 6%.

A aprovação do presidente oscilou dois pontos porcentuais para cima, no limite da margem de de erro, na comparação com a pesquisa da Quaest divulgada no dia 5 de agosto. Já a desaprovação oscilou um ponto negativamente.

O levantamento também mostra a avaliação do governo. De acordo com a pesquisa, os que consideram a atual gestão negativa são 37%. Os que a veem como positiva são 36%. Outros 25% apontam o trabalho do governo como regular. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

Os resultados apontam que a avaliação do governo é estável. Há cerca de um mês, em 15 de julho, 36% avaliavam a gestão como negativa, 36% como positiva e 26% como regular.

Para 53% dos eleitores, o Brasil hoje está indo para a direção errada. Os que acham que está caminhando na direção certa são 38%. Os que não sabem ou não responderam são 9%.

A pesquisa Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06773/2026.

Os levantamentos anteriores foram contratados pela Genial Investimentos. Já a pesquisa divulgada nesta sexta-feira foi contratada pelo grupo Globo. Apesar dessa diferença, os resultados são diretamente comparáveis porque a metodologia é a mesma.
Por Pedro Augusto Figueiredo/Juliano Galisi/Estadão

Rogério Marinho rebate Kassab e diz que candidatura de Caiado ‘não é para valer’

Presidente do PSD havia afirmado que Flávio Bolsonaro não teria chance de vencer as eleições

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), rebateu nesta quinta-feira, 14, uma declaração do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e afirmou que a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) “não é para valer”.


“O PSD do Kassab tem três ministros no governo do PT e se comporta de forma previsível como linha auxiliar, para tentar de qualquer forma eleger Lula, está cada vez mais claro que a candidatura apresentada não é para valer e que o sistema se uniu por se sentir ameaçado”, escreveu Marinho em suas redes sociais.

Na quinta-feira, 13, Kassab afirmou que os partidos do Centrão não estão neutros, mas sim com Lula e que Flávio não teria chance de se eleger. “Discordo que os partidos de centro estejam neutros. Eu acho que eles estão com o Lula [...] Posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero. Não tem a menor chance”, falou.

A declaração de Marinho vem em meio às especulações de como as campanhas de Flávio e de Caiado vão se comportar, já que ambas disputam o eleitorado de centro-direita. Caiado tem feito críticas a Flávio, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem dito esperar receber o apoio do adversário em um eventual segundo turno.
Por Naomi Matsui/Folhapress

Lula cita Rui Costa como provável sucessor em 2030 /Por Política Livre

                           O presidente Lula (PT) e o então ministro Rui Costa (PTe
O presidente Lula (PT) defendeu nesta sexta-feira (14), em entrevista ao podcast "Não Inviabilize", que o Brasil necessita de novas lideranças políticas no campo da esquerda a partir de 2030, quando não pode disputar uma nova reeleição, caso ganhe o atual pleito.

Entre os nomes citados por Lula como possíveis sucessores, ele mencionou o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia e candidato ao Senado no pleito deste ano. Os outros citados foram o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

Segundo o petista, o Brasil tem uma tradição de formar lideranças regionais, mas carece de nomes com alcance nacional. Ele citou como exemplo partidos de centro, como o MDB, que, em sua avaliação, possuem figuras fortes em determinados estados, mas não uma liderança nacional consolidada.

“O Brasil não tem partido nacional. Não tem o hábito de liderança nacional. As lideranças são locais. O MDB tem o cacique do Ceará, Pernambuco e São Paulo. Não tem lideranças nacionais”, disse o presidente.

Ibirataia: Sandro Futuca se reúne com associações rurais para ouvir demandas e fortalecer agricultura no município

O prefeito Sandro Futuca, se reuniu nesta sexta-feira (14) com representantes de sete associações de produtores rurais do município para ouvir as principais demandas das comunidades do campo. O encontro teve como foco o diálogo direto com agricultores e a identificação das necessidades da zona rural.
Durante a reunião, o prefeito destacou a importância de manter uma gestão próxima de quem vive e trabalha no campo. Segundo Sandro Futuca, ouvir os produtores é fundamental para construir ações capazes de fortalecer a agricultura e apoiar o desenvolvimento das comunidades rurais.
O encontro também buscou discutir caminhos para ampliar o apoio aos produtores e levar novas ações para a zona rural. A iniciativa reforça a proposta de aproximar o poder público das associações e construir soluções de forma conjunta.

Sandro Futuca afirmou ainda que a administração municipal continuará trabalhando ao lado do homem e da mulher do campo. Para o prefeito, valorizar quem produz é também contribuir para o crescimento e o desenvolvimento de Ibirataia.

Itagibá inicia comemorações pelos 68 anos de emancipação política com programação cívica

A Prefeitura de Itagibá iniciou, na manhã desta sexta-feira (14), a programação comemorativa pelos 68 anos de emancipação política do município, com uma série de atos cívicos que reuniram a comunidade, autoridades e representantes de diversos segmentos.
As celebrações começaram com o hasteamento das bandeiras, seguido pelo desfile cívico, que levou às ruas estudantes, servidores municipais, instituições e grupos representativos da sociedade, em um momento marcado pela valorização da história e pelo orgulho de ser itagibense.
O prefeito Marquinhos acompanhou a programação ao lado da primeira-dama Bete, secretários municipais, vereadores e demais autoridades. Também prestigiaram as comemorações os deputados estaduais Fabrício Falcão e Patrick Lopes e o deputado federal Neto Carletto, além de lideranças políticas e representantes da região.
“Hoje celebramos a história de Itagibá e, principalmente, a nossa gente. São 68 anos de muitas conquistas, construídas por homens e mulheres que acreditam nesta terra. Temos muito orgulho do caminho que já percorremos e seguimos trabalhando para construir uma cidade cada vez melhor, com desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para todos”, destacou o prefeito Marquinhos.
A programação de aniversário continua ao longo desta sexta-feira. À noite, a comemoração será no Parque do Vaqueiro, com uma grande festa preparada para a população e apresentação de Micael Santos, entre outras atrações.

Os 68 anos de Itagibá celebram sua história, as conquistas do presente e a confiança em um futuro de ainda mais desenvolvimento.

https://www.ipiauurgente.com.br/Itagibá, 68 anos. A cidade que cresce sem parar.

Eleições 2026: campanha eleitoral começa no domingo com atos dos presidenciáveis

O prazo final para registrar as chapas na Justiça Eleitoral é no sábado, às 19 horas

A campanha eleitoral começa oficialmente no domingo, 16, dando início à reta final do processo eleitoral. A data marca a liberação da propaganda na internet e nas ruas, como comícios, carreatas, motociatas e distribuição de "santinhos".

Os presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto realizam atos de inauguração da campanha em seus berços eleitorais: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Bernardo do Campo (SP), Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro (RJ), Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás e Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais.

O prazo final para registrar as chapas na Justiça Eleitoral é no sábado, às 19 horas. Os candidatos que vão disputar o pleito foram definidos em convenções realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto.

Veja as principais agendas dos candidatos no domingo:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente da República lança sua campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio 1º de Maio, também conhecido como Estádio da Vila Euclides. A escolha do local foi por se tratar do berço político do petista. Nos anos 1970 e 1980, o estádio foi palco das assembleias das históricas greves dos metalúrgicos do ABC Paulista.

O evento começará às 10h, mas a concentração no local ocorrerá a partir das 9h. A campanha de Lula tem adotado a frase "Onde tudo começou" como slogan para o lançamento da campanha neste domingo Aliados de toda a trajetória do presidente devem participar do evento.

Flávio Bolsonaro (PL)

O senador vai lançar sua campanha com um comício na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - mesmo local onde já foram realizados atos de apoio ao seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

O evento em Copacabana está previsto para começar às 11 horas.

Flávio é natural de Resende, no interior do Estado, e seu primeiro cargo político foi como deputado estadual pelo Rio em 2002.

Ronaldo Caiado (PSD)

O candidato optou por inaugurar sua campanha em Goiás, Estado que governou por dois mandatos até março deste ano. Serão realizadas carreatas em seis cidades goianas do entorno de Brasília: Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia.

O primeiro ato está previsto para as 8h, e cada um terá cerca de duas horas de duração.

Romeu Zema (Novo)

O lançamento da campanha será em Minas Gerais, onde Zema iniciou sua carreira política e foi governador por dois mandatos. O ato será realizado no Mercado Municipal de Montes Claros, principal cidade do norte do Estado, às 8h30, e não deve ter a presença do senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice na chapa.

Renan Santos (Missão)

A campanha do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, será iniciada com um ato no Largo São Francisco, em São Paulo, no domingo, 16, às 13h. O local abriga a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde o ativista iniciou sua carreira política, ainda no movimento estudantil.

Além de Renan, estão previstos discursos da coordenadora de campanha, a vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União), do deputado federal e coordenador econômico Kim Kataguiri (Missão-SP), e do candidato a vice na chapa, tenente-coronel Aroldo Medina.

A escolha do Largo São Francisco como local de inauguração da campanha de Renan gerou reação de estudantes de Direito, que levantaram uma bandeira "antifascista" no local e realizaram um protesto contra o ato de Renan na quinta-feira, 13.
Por Lavínia Kaucz, Gabriel Hirabahasi, Victor Ohana, Gabriel Máximo e Naomi Matsui, Estadão Conteúdo

Postagem em destaque

Postagens mais visitadas