Sandro Futuca reúne lideranças e garante climatização de paróquia em Ibirataia

Iniciativa coletiva reúne prefeito, vice, deputados e ex-prefeito em benefício da comunidade católica
O aniversário do prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, foi marcado por um gesto que transformou a data em um presente coletivo para a comunidade católica do município. Durante a missa solene em louvor a São José, padroeiro da cidade, o gestor anunciou e oficializou a doação de equipamentos de climatização para a Paróquia de São José.
Coincidentemente realizada na mesma data do aniversário do prefeito, a ocasião ganhou um significado ainda mais especial ao transformar a comemoração pessoal do gestor em um benefício direto para a população.
Ao final da missa, Futuca realizou a entrega de dois aparelhos de ar-condicionado de 60 mil BTUs, destinados à climatização da igreja matriz. A doação é fruto de uma ação conjunta que reuniu importantes lideranças políticas, dentre elas o prefeito Sandro Futuca, o vice-prefeito Caio, os deputados Patrick Lopes e Eduardo Salles, além dos ex-prefeitos Marcos Aurélio e Ana Cléia.
A instalação dos novos equipamentos, visa tornar o ambiente mais acolhedor e adequado para receber os fiéis, incentivando ainda mais a participação nas atividades religiosas e fortalecendo a vivência da fé no município.

A Missa Solene, foi conduzida pelo pároco Romenic Pereira e contou com a presença do bispo diocesano de Ilhéus, Dom Giovanni Crippa.
O evento também reuniu diversas autoridades, entre elas o presidente da Câmara, Antonio Santos de Jesus, os vereadores Fala da Banca, Marcio Fatel e Hueris da Pax, além do ex-prefeito Marcos Aurélio e dos deputados Eduardo Salles e Patrick Lopes. Secretários municipais também estiveram presentes, acompanhando a celebração.
Fonte: Decom/Prefeitura de Ibirataia. 

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, deu detalhes sobre as investigações sobre o desaparecimento da adolescente Thaimiris Pereira, de 14 anos, em coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira (19).

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, deu detalhes sobre as investigações sobre o desaparecimento da adolescente Thaimiris Pereira, de 14 anos, em coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira (19).

De acordo com o delegado, a menina teria sido morta por “vingança” após ser atribuída a uma denúncia que levou à prisão de um traficante da região do Jardim das Margaridas.
Damasceno também detalhou que foram cumpridos dois mandados de prisão nesta quinta, sendo um contra um vizinho de Thamiris e outro contra um traficante já preso desde o dia 20 de fevereiro, por violência doméstica. O criminoso, de dentro do presídio, teria orquestrado o sequestro e morte da jovem por considerar que ela teria acionado a polícia durante as agressões.

“A investigação indica que houve uma prisão no dia 20 de fevereiro de um dos líderes do tráfico de drogas daquela região e este indivíduo que foi preso, não por tráfico, mas por violência doméstica, teria atribuído a Thamiris o acionamento da polícia para prendê-lo. Então esse indivíduo já se encontra preso e hoje cumprimos um outro mandado de prisão”, afirmou o delegado.

O diretor do Depom também informou que o vizinho de Thamiris é suspeito de atraí-la para posteriormente matá-la. Ainda segundo Damascedo, o corpo foi encontrado após um popular sentir o mau cheiro no local onde o cadáver estava, em uma região de mata no bairro do Cassange.

“Quem atraiu Thamiris para o local queria matá-la. Esse indivíduo que foi preso hoje teria chamado Thamiris para passar lá. Por isso, quando ela chegou a determinado ponto, em vez dela virar para a cada dela, ela virou para o lado contrário, para a casa desse cidadão onde pode ter acontecido o crime. (...) Um popular passando pelo local sentiu o mal cheiro e visualizou o corpo, então esse popular ligou para o 190 e o Cicom acionou o Serviço de Investigação de Local de Crime. Agora estamos aguardando a perícia para confirmar se é ou não o corpo da adolescente”, detalhou Damasceno.

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 Paulo Dourado/ Bahia Notícias

13º do INSS é antecipado oficialmente; veja os meses de pagamento

Antecipação do abono salarial de 2026 deverá injetar R$ 78.2 milhões na economia do país, consideradas as duas parcelas, segundo cálculos do governo (Por Marcia Bessa Martins) - foto reprodução -
INSS já definiu os meses para o adiantamento do décimo-terceiro salário.

O governo federal publicou decreto, nesta quinta-feira (19), antecipando o pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS.

O abano salarial de 2026 aos beneficiários e dependentes será pago àqueles que, durante o ano passado, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

O decreto foi publicado nesta quinta-feira, 19 de março, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O iG já havia adiantado a possibilidade de antecipação do pagamento que, neste ano, excepcionalmente, ocorrerá em duas parcelas.

Abril e maio
A primeira parcela será correspondente a 50% sobre o valor do benefício devido em abril, juntamente com os benefícios do mês.

A segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela antecipada e será paga da mesma forma, em maio.

Nos anos anteriores em que o abono foi antecipado, as datas de pagamento seguiram o final do cartão do NIS. É o que dever ocorrer novamente, mas o Ministério da Previdência Social (MPS) ainda não divulgou essas datas.

De acordo com o MPS, o objetivo dessa medida é antecipar a renda dos beneficiários que têm direito ao abono, o que deverá injetar R$ 78.2 milhões na economia do país, consideradas as duas parcelas.

O decreto ainda destaca que, na hipótese de interrupção programada do benefício antes de 31 de dezembro de 2026, o valor do abono anual será calculado proporcionalmente ao período utilizado.

O texto também aponta que haverá o encontro de contas entre o valor recebido pelo beneficiário e o efetivamente pago, caso haja interrupção antes da data programada para os benefícios temporários, ou antes de 31 de dezembro de 2026, para os benefícios permanentes. (Fonte: iG Economia)

Notícias FEEB PR

Master e JBS repassaram R$ 18 milhões a consultoria que pagou filho de Nunes Marques

O Banco Master e a JBS repassaram R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que fez pagamentos ao filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os repasses, realizados entre agosto de 2024 e julho de 2025, aparecem em documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) referentes a movimentações do Master.

O banco de Daniel Vorcaro enviou R$ 6,6 milhões à Consult. A JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, outros R$ 11,3 milhões. As transações correspondem à totalidade do que foi recebido no período analisado pelo Coaf pela empresa, que declarou faturamento de R$ 25,5 mil.

A discrepância levou o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda a classificar as transações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa, “indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”. Ou seja, o documento aponta que o entra e sai de dinheiro não bate com o volume movimentado até ali e que os altos repasses repentinos poderiam representar uso da firma apenas para passagem de recursos.

Além do que a Consult recebeu de JBS e Master, o Coaf levantou o que a consultoria pagou no período.

Entre os pagamentos realizados pela Consult, levantados pelo Coaf por amostragem, foram identificados 11 transferências, que totalizam R$ 281.630,00, ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho do ministro Nunes Marques.

Os pagamentos foram feitos por meio do escritório de Kevin Marques, do qual ele é o único responsável, segundo os registros da Ordem dos Advogados do Brasil.

O advogado Kevin de Carvalho Marques afirmou que o pagamento é lícito, oriundo do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo” (leia mais abaixo). O ministro não comentou.

No site sobre sua atividade que foi retirado do ar, Kevin se apresentava no ano passado como advogado “com um ano de experiência na OAB”. “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”, dizia o texto de apresentação.

Em nota, a JBS disse que “como toda grande empresa brasileira que lida com a complexidade do sistema tributário nacional”, contrata consultores “para apoiar sua atuação nessa área, entre eles a Consult Inteligência Tributária”. O Master foi procurado, mas não comentou.

O escritório de Kevin de Carvalho Marques, por sua vez, afirmou que o pagamento citado é lícito e decorrente do exercício regular da advocacia. “A atuação para a empresa mencionada foi voltada ao fisco administrativo”, disse.

Em nota, pontuou ainda que o filho do ministro do STF “nunca defendeu nenhum caso” na Suprema Corte e rechaçou o que chamou de “tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional”.

Jovem advogado, Kevin Marques tornou-se um dos procuradores da Refit, a antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O pai dele era desembargador desse tribunal quando foi escolhido, em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma cadeira no STF.

A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, um empresário e contador de Teresina (PI) — cidade natal do ministro Nunes Marques. A empresa tem endereços em Barueri (SP) e Brasília (DF).

Em nota, a Consult afirmou que a empresa foi criada há quatro anos para “expandir o atendimento às regiões Sul e Sudeste”, mas que o grupo atua desde 2004, com outro CNPJ, atendendo mais de 300 empresas.

Sobre os pagamentos feitos por Master e JBS, a empresa de Craveiro Junior disse que “prestou serviços de auditoria e consultoria tributária, bem como de desenvolvimento e implantação de sistemas destinados à execução e ao processamento de dados para fins de auditoria tributária, além de serviços de migração de dados às empresas desses grupos”.

Em novembro de 2025, após os pagamentos de Master e JBS, Craveiro se retirou da empresa e a repassou a um irmão. Na saída, negociou o recebimento de R$ 13 milhões da divisão de lucros, que serão repassados em três parcelas até 2028. No último dia 6 de março, ele voltou a ser sócio da empresa.

Segundo a Consult informou à reportagem, a saída temporária “fez parte de um processo de reorganização societária do grupo”.

A reportagem perguntou à Consult quais os serviços de Kevin Marques que contratou e o porquê da escolha do filho do ministro do STF.

A empresa disse somente que o valor pago ao advogado era por uma “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025″.

Dono da Consult, Craveiro Junior tem pelo menos outras duas empresas: uma administradora de imóveis, aberta em 2025, em Teresina, e uma consultoria de informática, aberta em 2021, em São Paulo.

O telefone celular de Daniel Vorcaro apreendido pela PF traz registros de conversas dele com o próprio Kássio Nunes Marques, de acordo com pessoas com acesso às investigações.

Procurado, Nunes Marques disse não ter relação de proximidade com o empresário. “O ministro Nunes Marques informa que não possui relação de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro e não se recorda de troca de mensagens para tratar de amenidades ou eventos sociais”, afirmou em nota enviada pelo STF.

Os dados da agenda de contatos de Vorcaro identificam que o telefone de Nunes Marques foi salvo em junho de 2024, sob o nome “Min Kassio Nunes”. O número corresponde efetivamente ao celular usado pelo ministro. Também foram encontradas conversas entre eles no aparelho celular do banqueiro.

De acordo com fontes com acesso às informações, esses diálogos tinham teor “superficial” e mostram que o ministro e Vorcaro se conheciam e já se encontraram. As conversas, segundo essas fontes, não indicavam uma intimidade nem suspeitas de irregularidades na relação entre eles.

No final de novembro, quando a defesa de Vorcaro pediu que a investigação sobre o Banco Master fosse remetida ao STF, os advogados haviam solicitado que o caso fosse distribuído diretamente ao ministro Nunes Marques. Na ocasião, porém, a Presidência da Corte entendeu que a distribuição deveria ser feita por sorteio e o processo acabou ficando com o ministro Dias Toffoli.
Por Vinícius Valfré, Aguirre Talento e Levy Teles / Folha de São Paulo

PT privilegia disputa ao Congresso na distribuição de fundo eleitoral e joga governos estaduais para o fim da fila

O PT vai aumentar a prioridade às eleições para o Senado e a Câmara dos Deputados na distribuição do seu fundo eleitoral, deixando candidatos a governador mais para o fim da fila.

A ordem foi definida internamente por uma resolução aprovada no final do ano passado e deverá ser ratificada pelo diretório nacional em abril.

A sequência é encabeçada pela eleição presidencial. A mudança vem a seguir, com as disputas ao Senado ficando em segundo lugar e à Câmara, em terceiro. Os governos estaduais vêm em quarto, superando apenas as corridas pelas Assembleias Legislativas.

Na eleição de 2022, os governos estaduais figuravam logo após a disputa presidencial, à frente, portanto, das eleições congressuais.

Desde então, o cenário político mudou, com as críticas ao Supremo Tribunal Federal virando prioridade para o bolsonarismo. Neste contexto, aumentar a bancada ao Senado, que terá dois terços renovados neste ano, virou o foco da direita. São os senadores que votam o impeachment de ministros do STF

O PT acordou tarde para a ameaça de um Senado bolsonarista e corre atrás do prejuízo. O próprio presidente Lula tem dito que prefere vencer uma eleição para senador do que cinco para governador.

Integrantes da direção nacional petista preveem, no entanto, que haverá chiadeira de candidatos aos governos por causa da divisão do bolo.

Membros da Executiva Nacional respondem que campanhas estaduais têm de fazer sua parte, ajudando a captar doações, e não apenas depender do fundo eleitoral.

Os valores exatos para as campanhas ainda não foram definidos, porque o PT espera a indicação dos tetos de gastos pelo TSE e o valor exato do fundo.

A única decisão já tomada é que a campanha de Lula terá direito ao teto previsto. A estimativa é de cerca de R$ 130 milhões.
Por Folha de São Paulo

Quatro suspeitos de integrar facção morrem em confronto com a PM no centro de Ipiaú

Seis homens suspeitos de integrar uma facção criminosa morreram após um confronto com policiais militares na noite desta quinta-feira (19), no centro de Ipiaú. A ação teve início ainda no município de Ibirataia e terminou após intensa troca de tiros em vias da cidade.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do GIRO, os indivíduos estavam a bordo de um carro modelo Gol e fugiam de uma abordagem policial iniciada em Ibirataia. Durante a perseguição, já em Ipiaú, ao passarem pela Avenida Getúlio Vargas, os suspeitos teriam iniciado disparos contra uma guarnição do PETO.

De acordo com informações da Polícia Militar, a ação teve início após um alerta repassado por um policial da própria unidade, indicando que um veículo modelo Gol, estaria circulando com quatro indivíduos armados, utilizando roupas camufladas, e que haviam saído da cidade de Ibirataia com destino ignorado.
Diante da informação, foi montado um cerco policial em toda a área de atuação da companhia. O veículo foi localizado na entrada de Ipiaú, momento em que foi dada ordem de abordagem. Conforme a PM, os suspeitos reagiram e iniciaram uma intensa troca de tiros contra a guarnição do PETO. O confronto seguiu durante o acompanhamento policial, passando pela Avenida Getúlio Vargas e se estendendo até a Praça do Cinquentenário. A troca de tiros só cessou após os indivíduos serem atingidos. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú (HGI), mas não resistiram aos ferimentos.


Ainda segundo a Polícia Militar, os suspeitos são apontados como responsáveis por inúmeros ataques contra integrantes de facções rivais, além de práticas de intimidação contra moradores e tentativas de tomada de território, sendo considerados de alta periculosidade.

Durante a ação, foram apreendidos três pistolas, um revólver, drogas, uma balança de precisão, roupas camufladas, uma barraca de camping, uma rede de dormir, um facão, uma lanterna e um aparelho conhecido como “banking” para carregamento de celular. O material apreendido foi apresentado à autoridade competente. O caso foi registrado pela 55ª CIPM e será investigado para esclarecimento completo das circunstâncias da ocorrência. *Redação / Giro Ipiaú
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As identidades dos suspeitos mortos não haviam sido divulgadas até a publicação desta matéria. O caso será investigado pelas autoridades competentes. (Giro em Ipiaú)

Daniel Vorcaro assina acordo de confidencialidade para iniciar delação premiada

Documento é primeiro passo para negociar colaboração e foi assinado com PGR e Polícia Federal.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com as autoridades envolvidas na investigação do caso da fraude do Banco Master. Esta é a primeira etapa formal para dar início às negociações para um acordo de colaboração premiada.

O documento foi assinado entre o empresário, a defesa dele, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.

Também nesta quinta-feira (19), o dono do Banco Master foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, para discutir os termos de seu acordo.

A transferência foi feita de helicópetero e com medidas para tanto garantir a segurança de Vorcaro quanto evitar risco de fuga.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata o inquérito sobre irregularidades relacionadas à instituição financeira.

A rotina na penitenciária federal é a mais rígida do sistema de privação de liberdade. No local, Vorcaro só tinha contato com seus advogados por meio de um parlatório, com divisão de vidro e gravação. A defesa pediu a Mendonça para que pudesse falar com o cliente sem serem gravados, o que foi concedido pelo relator.

A partir de agora, ele começa a ter reuniões com os próprios advogados para debater os fatos investigados. As primeiras reuniões são feitas internamente, entre colaborador e defesa.

Quando eles entenderem que estão preparados, passam a discutir o material reunido com as autoridades.

Neste momento, tem início um processo de checagem, sobre o que os investigadores entendem fazer ou não sentido, ser insuficiente, se tem ou não prova para corroborar a narrativa feita por Vorcaro. Esta etapa serve para fechar uma base de fatos e depois disso é que se avança para os depoimentos em si.

Em nota, a Polícia Federal informou que "em cumprimento à decisão judicial proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, no âmbito da PET 15.711, realizou, nesta quinta-feira (19/3), a transferência do custodiado Daniel Bueno Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal".

A decisão de Mendonça foi tomada a pedido da defesa de Vorcaro. Ele foi transferido de helicóptero. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também ficou preso na Superintendência até janeiro deste ano, quando foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.

Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março deste ano, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central.

Na última semana, ele anunciou que uma troca na sua defesa, e substabeleceu procuração para o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Juca já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro na Operação Lava Jato.

O advogado também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.


Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.

Por Ana Pompeu/Luísa Martins/José Marques/Folhapress

Prestes a ser anunciado como vice de ACM Neto, Zé Cocá ignora visita de caciques petistas a Jequié

Foto: Divulgação
O ministro Rui Costa (Casa Civil) e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP)
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), descartou junto a colaboradores a presença na agenda do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), à cidade, nesta sexta-feira (20). Ao lado do senador Jaques Wagner (PT), o integrante do governo federal assina ordem de serviço para as obras de restauração da BR-330, no trecho até Ubaitaba.

A ausência de Zé Cocá no evento representa o afastamento político definitivo dele com o PT baiano após um processo de reaproximação que aconteceu ao longo de 2025, quando se reuniu algumas vezes com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Salvador e em Jequié, sinalizando uma aliança eleitoral para 2026. Agora, o prefeito está prestes a anunciar oficialmente que aceita o convite para ser o vice na chapa do candidato da oposição ao Palácio de Ondina, ACM Neto (União).

Cocá havia condicionado o apoio à reeleição de Jerônimo ao início da construção de um aeroporto para a região, cuja obra não começou. Essa foi a justificativa usada pelo gestor para retomar o diálogo com ACM Neto, a quem apoiou no pleito de 2022, seguindo a decisão do comando do PP, na época presidido pelo atual deputado federal João Leão, aliado e amigo pessoal do prefeito de Jequié.

A expectativa é que a aliança com ACM Neto seja oficializada no dia 30, num evento em Feira de Santana com a presença do prefeito José Ronaldo (União), que recusou ser vice na chapa para seguir com o mandato. Cocá, por sua vez, nunca escondeu o desejo de ocupar um posto de destaque no Executivo estadual.

Vale lembrar que, antes mesmo das eleições de 2022, o clima entre Zé Cocá e Rui Costa, que eram próximos, azedou por conta do apoio do prefeito a ACM Neto. Os dois, no entanto, se reaproximaram num encontro ocorrido em outubro do ano passado, durante uma agenda de Jerônimo em Jequié.

Agenda de Rui

A agenda capitaneada por Rui Costa em Jequié terá início às 9h, na Rua Antônio Rebouças, local onde está em construção o Residencial Vila Getúlia I e II, do programa Minha Casa, Minha Vida. Antes da cerimônia, por volta das 8h30, o ministro acompanhará o andamento das obras do conjunto habitacional, que contará com 496 unidades.

A restauração abrangerá 128,7 quilômetros da BR-330/BA, incluindo ainda 12,9 quilômetros do semi-anel viário (BA-130). A previsão é de que a recuperação do semi-anel seja concluída em até seis meses. O contrato também prevê três anos de manutenção ao longo de toda a rodovia.

Por Política Livre

LAMENTÁVEL: corpo da adolescente Thamiris é localizado e Juca acompanha com exclusividade

O corpo da adolescente Thamiris, de 14 anos, foi localizado na tarde desta quinta-feira (19), em uma estrada de barro no bairro de Cassange, município de Salvador. A equipe do Alô Juca, com exclusividade, acompanhou todos os detalhes.

A farda do colégio, o sapato, relógio e outros objetos pessoais foram encontrados ao lado do corpo. As equipes do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) foram acionadas e após verificação no local do crime confirmaram a informação de que era o corpo da garota.

O delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), é o responsável pela investigação e deve divulgar novos detalhes a qualquer momento.

Veja a reportagem:


Fonte: Alô Juca

Gilmar exalta Moraes e diz que Brasil tem dívida com o ministro em meio a crise de imagem da corte

O ministro Gilmar Mendes (STF)
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o Brasil tem uma dívida com Alexandre de Moraes. Em meio a uma crise de imagem da corte em decorrência da investigação da fralde do Banco Master, o decano discursou em defesa da atuação do colega.

As declarações foram dadas na abertura da sessão do plenário desta quinta-feira (19). No próximo domingo (22), Moraes completa nove anos de sua posse no STF.

"O Brasil tem uma dívida para com vossa excelência, ministro Alexandre. As futuras gerações saberão reconhecê-lo", disse.

Atualmente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão no centro dos desgastes, devido às menções localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Ambos negam qualquer irregularidade.

As investigações encontraram a contratação, pelo Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

"Vossa Excelência, que, com ânimo inquebrantável, já suportou nestes nove anos tantas tribulações em virtude da sua irretocável, proba e sacrificante atuação, terá forças para suportar tantas outras quantas surgirem", disse Gilmar Mendes.

De acordo com o decano, o STF se orgulha e o povo brasileiro pode se tranquilizar por ter o ministro na corte. O ministro se emocionou ao final da fala.

Gilmar citou a relatoria da trama golpista de 2022, a presidência de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) naquele ano, o inquérito das fake news, as suspensões do X (ex-Twitter) e os embates com o bilionário Elon Musk, as sanções da Lei Magnitsky.
Por Ana Pompeu, Folhapress

Relator da CPI do Crime Organizado diz que decisão de Gilmar visa garantir impunidade de poderosos

Alessandro Vieira
Relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou nesta quinta-feira, 19, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela comissão. O parlamentar afirmou que o magistrado tem atuado para proteger o também integrante da Corte Dias Toffoli, cujos negócios receberam aporte do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Infelizmente, não é surpresa. Ainda ontem (quarta-feira, 18) alertei no plenário do Senado para essa ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos. Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça”, escreveu o senador no X.

Vieira afirmou que o colegiado poderá recorrer da decisão, para investigar o envolvimento de ministros do STF com o Master. “Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”, completou.

Conforme revelou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e comprou cotas do resort Tayaya, no interior do Paraná, do qual Toffoli, seus irmãos e um de seus primos eram sócios. No total, o empreendimento recebeu R$ 20 milhões. Gilmar já havia anulado a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos Toffoli que foi beneficiada pelos aportes.

Desta vez, o ministro considerou que o requerimento de autoria do senador Sérgio Moro (União-PR) e aprovado nesta quarta-feira, 18, não é válido, porque foi aprovado em bloco. Ele citou decisão do ministro Flávio Dino, que anulou quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela CPI do INSS.

“Nesse ponto, sem me alongar de forma excessiva, relembro que o Ministro Flávio Dino (...) registrou que a votação em bloco (ou em globo) de requerimentos de quebra de sigilo ‘parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais’”, escreveu.

Por Gustavo Côrtes / Estadão

Republicanos 'ganha demais' com chegada de Leo Prates, avalia Márcio Marinho

Márcio Marinho, deputado federal e presidente estadual do Republicanos
Presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Márcio Marinho comentou, nesta quinta-feira (19), a filiação do também deputado Leo Prates à legenda. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Baiana FM.

De acordo com Marinho, a articulação para a entrada de Prates no partido começou em um encontro realizado na residência do parlamentar, que contou com a presença de lideranças políticas, entre elas o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto.

“Quando ele fez o jantar na casa dele, ACM Neto perguntou se eu aceitaria ele no partido. Eu, de pronto e sem pestanear, disse que receberia de tapete azul. Pelo carinho, atenção, reciprocidade, pelo político que é, um homem grato e leal que é, não hesitaria em recepcioná-lo com muito carinho", disse.

"Da mesma forma por onde Leo passou e que fez grandes amigos, engrandeceu as atuações, fará isso por seu trabalho. O partido ganha demais e vai fazer história no Republicanos. Agradeço a ele a confiança de dar essa oportunidade”, acrescentou o dirigente.

Durante a entrevista, Marinho também abordou o cenário eleitoral para 2026 e o processo de fortalecimento da sigla no estado. Ele destacou a chegada de novas lideranças, como o senador Angelo Coronel, além dos filhos dele, o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Ângelo Coronel Filho.

“A cada eleição, nós nos fortalecemos. Antes da entrada de Leo, Ângelo Coronel e Diego, temos quase 200 vereadores no estado. Temos cinco prefeitos e 13 vice-prefeitos, três estaduais e três federais", contou.

"Com esse número, já nos permitiria lançar a Ana Coelho como vice na chapa de ACM Neto. E agora a vaga de senador com Ângelo Coronel. Eu estava pleiteando em algum momento de um dia estar na frente do espaço de uma chapa majoritária, sem prejudicar ninguém, mas com pulso firme”, completou Marinho.

Por Política Livre

Suspeito de roubo a canetas emagrecedoras é preso em academia durante Operação Skinny Shot em Seabra

Irmão do investigado também foi detido durante a ação policial
O principal suspeito de roubar aproximadamente 40 canetas emagrecedoras de uma farmácia foi preso enquanto se exercitava em uma academia, no distrito do Capão, em Palmeiras, durante a Operação Skinny Shot. A ação foi deflagrada na quarta-feira (18) por equipes da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra), por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Diamantina) da Polícia Civil da Bahia.

O crime ocorreu no dia 17 de fevereiro, em um estabelecimento localizado no centro de Seabra, e foi registrado por câmeras de segurança. A partir da ocorrência, equipes do Serviço de Investigação (SI) iniciaram diligências para identificar o autor.

Durante as apurações, os investigadores constataram que o suspeito, que possui histórico criminal, contou com o apoio de um veículo na fuga. Após análise das imagens e consultas a bancos de dados, o automóvel foi identificado e vinculado ao irmão do investigado.

Com base nos elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão temporária do irmão do suspeito, que foi localizado em sua residência. No local, os investigadores apreenderam um revólver calibre 38 e munições. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A ação contou com o apoio de equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), da Polícia Militar.

Os dois irmãos foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. O material apreendido foi encaminhado para análise no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Fonte: Nicolas Melo / Ascom-PCBA

Operação Cavalo de Troia prende 11 suspeitos, apreende fuzil, armas e drogas em Feira de Santana

           Material apreendido durante a ação está avaliado em cerca de R$ 1 milhão de reais

A Polícia Civil da Bahia prendeu 11 pessoas, nove homens e duas mulheres, durante a Operação Cavalo de Troia, realizada nesta quinta-feira (19), em Feira de Santana. A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas, homicídios e crimes correlatos no município.

Coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (9ª DTE), em conjunto com equipes da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin/Feira de Santana), a operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da cidade, entre eles Pedra Ferrada, Parque Ipê, Campo Limpo, Queimadinha e Alto do Rosário.

Investigações e material apreendido
As investigações tiveram início em junho de 2025, após uma apreensão realizada em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-324, quando foram localizados drogas e um fuzil. A partir da análise de dados e de ações de inteligência, os investigadores identificaram integrantes do grupo criminoso e a forma de atuação da organização.

Durante as diligências, uma mulher apontada como responsável pela guarda e apoio logístico de entorpecentes foi presa no bairro Parque Ipê. Na residência dela, os policiais localizaram um fuzil e grande quantidade de drogas, além de outros materiais relacionados à atividade criminosa.

Ao todo, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola 9 mm com seletor de rajada, munições de diversos calibres, quatro tabletes de crack, 11 tabletes de cocaína, quatro tabletes de maconha, porções de maconha prontas para distribuição, cinco mil comprimidos de ecstasy, 14 aparelhos celulares, uma motocicleta, balança, materiais utilizados para acondicionamento de drogas e dinheiro em espécie.

A estimativa é de que o material apreendido, entre armas e entorpecentes, alcance cerca de R$ 1 milhão.

Todo o material recolhido será submetido a perícias técnicas, e as investigações seguem em andamento. A análise dos objetos apreendidos e dos elementos coletados durante a operação poderá gerar novos desdobramentos investigativos e diligências para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

A operação mobilizou cerca de 120 policiais civis, com equipes do Denarc, da Diretoria de Polícia do Interior Leste (Dirpin/Leste), da 1ª Coorpin, do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP), e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sertão).

Fonte: Marcela Correia / Ascom PCBA

CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo usado por Zettel para comprar resort de Dias Toffoli

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quebrou o sigilo do fundo Arleen, usado para a compra do resort Tayayá de Dias Toffoli e de seus familiares.

Como mostrou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista outro fundo, o Leal, que por sua vez tinha, de 2021 a 2025, como único cotista Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Documentos obtidos pela reportagem mostraram que foi com esse fundo que o pastor passou a ser sócio do resort Tayayá, por meio de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, os familiares de Toffoli apareciam como administradores do empreendimento por meio da Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio.

O requerimento de quebra do sigilo fiscal e bancário do Arleen foi apresentado pelo senador Sérgio Moro.

A revelação dos negócios de Toffoli com o fundo Arleen no resort foi o que motivou a retirada do ministro da relatoria do caso Master. Após sua saída, negociada com os demais ministros da Corte, o caso foi assumido por André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e Zettel.

Por Estadão

Organização criminosa é alvo da Operação Cavalo de Troia em Feira de Santana

Ação cumpre mandados judiciais e mobiliza cerca de 120 policiais civis no município

Desarticular a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios e crimes correlatos é o objetivo da Operação Cavalo de Troia, deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (19), em Feira de Santana.
A ação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (9ª DTE), em conjunto com equipes da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin/Feira de Santana).

Mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário, estão sendo cumpridos e fazem parte do desdobramento de uma investigação que apura a atuação do grupo criminoso.

As investigações apontam que os integrantes da organização atuam de forma estruturada na prática de crimes violentos e no comércio ilícito de entorpecentes na região.

Para o cumprimento das medidas judiciais, cerca de 120 policiais civis participam da operação, com equipes do Denarc, da Diretoria de Polícia do Interior Leste (Dirpin/Leste), da 1ª COORPIN, do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Leste).
Fonte: Marcela Correia/Ascom-PCBA

Petrobras diz que importadores estão desviando diesel que viria ao Brasil

Magda Chambriard afirma que estatal faz 'das tripas coração' para aumentar oferta nacional

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (18) que importadores privados de combustíveis estão desviando para outros países navios contratados inicialmente para abastecer o Brasil.

A estratégia, diz ela, tem criado incertezas sobre o abastecimento nacional após o início da guerra no Irã. A estatal, afirmou Magda, tem feito "das tripas coração" para ampliar a produção do combustível em suas refinarias.

"A inteligência competitiva da Petrobras monitorou seis navios de terceiros direcionados ao Brasil. Alguns chegaram até perto de portos brasileiros e tiveram os seus destinos desviados", disse Magda em evento no Rio de Janeiro.

A presidente da Petrobras insinuou que o desvio dos navios ocorreu porque os proprietários da carga buscaram mercados com maiores preços nesse momento de escassez global do produto. Disse ainda que a petroleira tem tomado medidas para garantir o abastecimento, mas tem capacidade limitada de importação.

Na abertura do mercado desta quarta, o diesel vendido pelas refinarias da Petrobras custava R$ 2,15 por litro a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom. Na gasolina, a diferença era de R$ 1,33 por litro.

"Nossa capacidade de importação não atende toda a demanda do Brasil. Isso é bom que se diga. Por que isso aconteceu? Porque o Estado brasileiro, num determinado momento, decidiu que a Petrobras não ficaria sozinha nesse mercado", afirmou.

Nesta quarta, entidades ligadas à distribuição e importação de combustíveis enviaram carta ao governo pedindo aumento do preço do diesel, sob a justificativa de que os preços atuais, defasados em relação ao mercado internacional, tornam as importações inviáveis economicamente.

"O caminho mais sustentável para o setor passa pelo equilíbrio de preços com o mercado internacional, pela previsibilidade regulatória, pela concorrência saudável e por políticas que assegurem o equilíbrio entre oferta e demanda", escreveram.

O texto, assinado pela Abicom, IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás) e Brasilcom (federação que representa distribuidoras de combustíveis de médio porte), diz que o reajuste anunciado pela Petrobras na semana passada "é uma resposta parcial" ao problema.

O Sindicom, que representa as grandes distribuidoras, também enviou carta ao governo cobrando a continuidade dos leilões de volumes adicionais pela Petrobras, como medida para garantir o abastecimento nacional.

As empresas dizem que vêm observando aumento da demanda, ao mesmo tempo em que a estatal corta cotas de fornecimento e nega pedidos adicionais do mercado. É grande a preocupação no mercado com o abastecimento em abril.

Na terça (17), a estatal comunicou ao mercado cancelamento de leilões de combustíveis que realizaria neste início de semana. Magda disse nesta quarta que a empresa decidiu reavaliar o cenário antes de colocar mais produtos à venda.

A estatal diz que vem entregando ao mercado volumes 15% superiores aos contratados e adiou paradas para manutenção em refinarias para garantir o abastecimento enquanto durar a guerra.
Por Nicola Pamplona/Folhapress

Vorcaro disse a interlocutores que não quer envolver ministros do STF em delação premiada

Ex-banqueiro relatou a interlocutores, antes mesmo de decidir por colaboração, que não pretende atingir magistrados

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não pretende envolver ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em um eventual acordo de delação premiada no processo que apura a gestão fraudulenta do Banco Master.

Ele manifestou a intenção a diversas pessoas antes mesmo de decidir partir de vez para um acordo de colaboração com a Justiça.

Em primeiro lugar, Vorcaro dizia ter a consciência de que, para arrastar um magistrado da mais alta Corte do país para o centro do furacão, precisaria ter provas irrefutáveis do cometimento de crimes _sob o risco de sua delação ser sumariamente rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), por setores da PF (Polícia Federal) e pelo próprio STF.

Depois de ouvir conselhos de interlocutores que conhecem os meandros do poder e do Judiciário, ele manifestava também a certeza de que envolver um magistrado na colaboração poderia despertar o espírito de corpo da maioria da Corte, dificultando a solução de seus problemas criminais.

Ele só deve falar da relação com magistrados em depoimentos, portanto, caso seja pressionado pelas autoridades a discorrer sobre essa convivência.

A interlocutores que recebia com frequência antes de ser preso pela segunda vez, no começo do mês, Vorcaro sempre manifestava apreço, por exemplo, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Ele dizia que o magistrado era um amigo. E defendia a contratação, pelo Banco Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

Vorcaro afirmava que ela de fato trabalhou para o banco, mobilizando dezenas de advogados para cuidar dos mais diversos temas _da elaboração de cartilhas de compliance para a instituição a processos previdenciários.

Dias Toffoli, que é sócio da Maridt, empresa que vendeu a um fundo ligado ao Master a participação que tinha em um resort no Paraná, era poucas vezes citado por Vorcaro nas conversas.

O ex-banqueiro ficou especialmente contrariado quando soube que o ministro Kassio Nunes Marques votou pela manutenção de sua prisão, na semana passada. Ele acreditava que líderes do Centrão de quem é próximo, e que têm amizade com o magistrado, pudessem convencê-lo a votar por sua liberdade.

O sentimento negativo, no entanto, não seria suficiente para que ele decidisse envolver o STF na delação.
Por Mônica Bergamo/Folhapress

Moro decide se filiar ao PL para concorrer ao Governo do Paraná com o apoio de Flávio Bolsonaro

Sigla já havia definido apoio a ex-juiz no estado, rompendo aliança com Ratinho Jr.

Depois de acertar o apoio do PL à sua candidatura ao Governo do Paraná, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) decidiu, nesta quarta-feira (18), deixar seu partido e se filiar à legenda de Flávio Bolsonaro para disputar a eleição. Moro tem aparecido à frente em pesquisas de intenção de voto no estado.

O senador se reuniu, durante a tarde, com a cúpula da federação União Brasil-PP para decidir por qual partido iria concorrer —o PL também havia lhe oferecido a legenda. A tendência do União Brasil era apoiar a candidatura de Moro, mas o senador enfrenta resistências no PP do Paraná.

A ideia, segundo a reportagem apurou, é de que a vaga de vice na chapa do senador seja oferecida à federação. O PL pretende também lançar o deputado Filipe Barros (PL-PR) ao Senado, e a segunda vaga de candidato a senador seria de Deltan Dallagnol (Novo-PR).

Mais cedo nesta quarta, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com Moro e declarou o apoio do PL à candidatura do senador, o que representou um rompimento com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

Como afirmou Valdemar, a preocupação do PL era a de garantir um palanque para Flávio no estado, já que Ratinho Jr. deve ser escolhido candidato do PSD à Presidência da República na próxima semana.

"Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele ganhar a eleição no primeiro turno. Senão nós estamos mortos por causa do Ratinho", disse Valdemar, pouco antes de Moro decidir trocar o União Brasil pelo PL.

Questionado sobre o rompimento entre o PL e Ratinho Jr, Valdemar respondeu que o governador do Paraná mora no seu coração. "Mas acontece que ele vai sair de candidato a presidente, então vamos fazer zero votos no Paraná? E Moro está lá explodindo. Talvez, com 22 [na legenda], Moro ganhe até a eleição no primeiro turno".

Na semana passada, Ratinho Jr. chegou a se reunir com o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para tentar barrar o apoio do PL a Moro, o que atrapalharia seus planos de sucessão no Estado.

A condição colocada pelo PL, no entanto, foi de que Ratinho Jr. desistisse de concorrer ao Palácio do Planalto para apoiar Flávio —o governador é cotado inclusive como possível vice do presidenciável bolsonarista. Mas o que ocorreu foi o oposto: o PSD consolidou a decisão de lançar Ratinho nos próximos dias, o que acelerou o acordo entre o PL e Moro.

Até esta quarta, havia um acordo para que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se aliasse ao candidato de Ratinho no Estado, em troca de Filipe Barros concorrer ao Senado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), trabalha para ser escolhido por Ratinho como seu sucessor, mas o governador demonstra preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva (PSD).

O acordo entre o ex-juiz da Lava Jato e o partido de Bolsonaro marca uma nova reviravolta na relação dele com o bolsonarismo. Em 2018, o hoje senador do União Brasil largou a magistratura para ser ministro da Justiça do então presidente eleito. Deixou o governo em 2020, acusando o ex-aliado de querer intervir na Polícia Federal.

Em 2022, tentou se lançar à Presidência da República, com discurso crítico ao bolsonarismo, mas não conseguiu apoio partidário no União Brasil.

"Chega de rachadinha", disse ele em pronunciamento em 2021, em uma referência a acusações contra o filho mais velho do então presidente.

Ainda em 2022, mudou de posição e fez campanha para Bolsonaro no segundo turno da eleição, tendo inclusive acompanhado o aliado em debate na TV Bandeirantes.
Por Carolina Linhares/Raphael Di Cunto/Folhapress

Gestor da Esh Capital afirma que Nelson Tanure era um dos reais donos do Master

Declarações foram dadas por Vladimir Timerman em depoimento à CPI do Senado sobre o crime organizado
Foto: Divulgação
O empresário baiano Nelson Tanure
O gestor de fundos Vladimir Timerman, da Esh Capital, disse que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro era "pau-mandado" e "um garoto de recados" dos verdadeiros donos do Banco Master e que um dos proprietários da instituição seria o empresário baiano Nelson Tanure.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (18), em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado sobre o crime organizado, na qual Timerman falou como testemunha.

"O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, o mais alto da hierarquia. O meu sentimento é que ele [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara do Master para fazer as conexões políticas", afirmou.

O gestor ainda fez críticas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), à Polícia Federal e ao Banco Central, quando foi questionado de quem seria a culpa pela suposta demora na apuração das fraudes.

"Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A (da qual Tanure é acionista) se iniciaram em 2019, até 2021. A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo", afirmou.

Ele ainda disse ter sofrido ameaças de morte e recebido mais de 30 ações criminais como retaliação por suas denúncias.

Em nota, a assessoria de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e "jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista".

Ele também declarou que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master, "tendo mantido com a instituição apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras".

Timerman foi condenado em março do ano passado, pela Justiça de São Paulo, a pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão pelo crime de perseguição contra Tanure.

A condenação está relacionada ao histórico de conflito entre os dois.

Em sua sentença, a juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 12ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), substituiu a detenção por prestação de serviços gratuitos beneficentes durante o período da condenação, na frequência de oito horas semanais. Também foi determinado o pagamento de 36 dias-multa.

A disputa entre os dois teve início em 2021, quando Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliar, uma empresa de exames médicos, na qual o empresário tem participação e que hoje é conhecida como Alliança Saúde e Participações.

Timerman chegou a ter suas redes sociais suspensas por descumprir uma decisão judicial em que ficou proibido de postar ataques e ofensas a Tanure.

No interrogatório judicial, ele negou que tenha feito as postagens agressivas ou ameaçadoras contra Tanure. "Eu fiz postagens que eram verdadeiras", afirmou.

Para a magistrada, porém, ficou comprovado que o "acusado excedeu o direito de liberdade de expressão, causando danos na vida pessoal da vítima e também na de pessoas a ele relacionadas, bem como para a empresa, que enfrentou queda nas ações".

Por Constança Rezende/Folhapress

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