PRF e PF apreendem 560 Kg de maconha em Ivinhema (MS)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) apreenderam 560 quilos de maconha, neste domingo (1), durante uma ação conjunta em Ivinhema (MS).

Durante a ação conjunta foram realizadas buscas para localizar um veículo. O automóvel, um Nissan/Sentra, foi localizado na BR-376.

Foi dada ordem de parada, porém o condutor não obedeceu. Durante o acompanhamento tático, o motorista abandonou o veículo e empreendeu fuga a pé, não sendo localizado.

No carro foram encontrados 555 quilos de maconha e 5 quilos de skunk. Os policiais também descobriram que o carro possuía registro de roubo/furto, desde dezembro de 2025, em Araçatuba (SP).

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Naviraí (MS).

Categoria
Justiça e Segurança

PRF apreende mais de 130 kg de drogas de alto valor escondidas em veículos no Paraná

Ocultações incluíam tanque de combustível e fundo falso sob assoalho de caminhonetes; um casal e um homem foram presos
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 133,38 quilos de droga em duas ocorrências registradas na sexta-feira (27) e no sábado (28), nas rodovias federais que cortam o interior do Paraná. As cargas estavam escondidas em compartimentos preparados em caminhonetes abordadas pelos policiais.

Na sexta-feira (27), na BR-487, em Icaraíma (PR), a PRF abordou um motorista que dirigia uma caminhonete com placas paraguaias. Durante a fiscalização, os policiais perceberam forte odor de óleo diesel dentro da cabine e sinais de manipulação no tanque de combustível. Após vistoria no reservatório, foram localizados invólucros submersos no combustível. A pesagem apontou 11,9 quilos de haxixe e 7,6 quilos de skunk, totalizando 19,5 quilos de droga. O motorista, de 33 anos, foi preso em flagrante.

Já no sábado (28), na BR-376, em Maringá (PR), a PRF abordou um casal que ocupavam uma caminhonete Fiat Toro. Os policiais identificaram alterações estruturais no assoalho incompatíveis com o projeto original do veículo. Com apoio do Corpo de Bombeiros, foi realizado o corte da estrutura, permitindo acesso ao compartimento oculto. No local, foram encontrados 63,32 quilos de cocaína e 50,56 quilos de pasta base de cocaína, totalizando 113,88 quilos de droga. O homem, de 28 anos, e a mulher, de 25 anos, foram presos em flagrante.

Os presos, junto com as drogas e as caminhonetes, foram encaminhados às Delegacias da Polícia Civil em Icaraíma e em Maringá.

PRF intercepta carga de 657 quilos de maconha no Norte catarinense

                                 Ação impediu que o entorpecente fosse distribuído em Joinville.
Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 657 quilos de maconha no final da manhã desta segunda-
feira (2), em Joinville. A droga estava sendo transportada em um carro que vinha do Paraná e foi interceptado na BR-101.

Ao revistar o utilitário, os agentes encontraram diversos tabletes da droga espalhados pelo interior do
compartimento de carga e nos bancos. O motorista, de 36 anos, confessou aos policiais que receberia R$ 2
mil pelo transporte da carga, que teria como destino final a própria cidade de Joinville.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia. Ele deve responder por tráfico de
drogas, cuja a pena pode chegar a 15 anos de reclusão. O veículo e o carregamento de maconha também
foram entregues às autoridades judiciárias para o prosseguimento das investigações e posterior destruição
do entorpecente.
Categoria
Justiça e Segurança

Prefeitura de Itagibá: NOTA OFICIAL

A Prefeitura de Itagibá informa que, em razão das fortes chuvas que atingem o município e do aumento do nível do Rio do Peixe, toda a gestão municipal está mobilizada para prestar assistência às famílias impactadas.
A Defesa Civil do Município, juntamente com o prefeito Marquinhos, a secretária de Assistência Social, Rosebete Barreto, e toda a equipe da administração municipal, estão atuando de forma integrada e permanente no monitoramento da situação e no atendimento às necessidades das famílias atingidas.
 Equipes estão em campo realizando levantamentos, oferecendo suporte e adotando as medidas necessárias para garantir segurança, acolhimento e assistência à população. A Prefeitura reforça que segue acompanhando a situação de forma contínua e orienta que, em caso de emergência, a população entre em contato com a Defesa Civil do município.
Seguimos firmes, com responsabilidade e compromisso com o nosso povo.

Falta de energia deixa Rádio FM Ipiaú fora do ar desde sábado

A Rádio FM Ipiaú está fora do ar desde o início da manhã deste sábado (28) devido à falta de energia elétrica na torre de transmissão da emissora. De acordo com informações apuradas, a interrupção no fornecimento teria sido provocada, possivelmente, pela queda de árvores sobre a rede elétrica, em consequência das fortes chuvas que atingem a região desde a noite da última sexta-feira (27). A Coelba já foi acionada e equipes trabalham para restabelecer a energia na localidade onde está instalada a torre. A situação da emissora ocorre em meio a diversas ocorrências de falta de energia registradas em vários municípios da região, também impactados pelos temporais.

Por Giro Ipiaú postado em 2 de março de 2026 às 08:07

Reação do governo brasileiro é valorosa, e regime não está em risco, diz embaixador do Irã no Brasil

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou nesta segunda-feira (2) que a reação do governo brasileiro aos ataques americanos e israelenses foi "valorosa", e disse que a operação militar não coloca em risco o regime no país persa.

"A gestão e administração do país está em vigor de forma plena", afirmou Nekounam, em coletiva de imprensa na Embaixada do Irã em Brasília, segundo tradução oferecida pela própria missão diplomática.

"Vemos essa ação da parte do governo brasileiro como uma ação valorosa, que dá atenção aos valores do ser humano, soberania, integridade territorial e também à independência dos governos".

Na conversa com jornalistas, o embaixador deu destaque à morte de 170 meninas que o regime iraniano diz terem sido vítimas de bombardeio em uma escola feminina no sul do Irã, e sustentou que as relações com países vizinhos como Catar, Jordânia e Kuwait não foram afetadas pelos ataques retaliatórios iranianos.

"Não há nenhum desentendimento com nossos países vizinhos", disse. Segundo ele, os alvos das ações iranianas são EUA e Israel.

Uma operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel matou no último sábado (28) o líder supremo do Irã, aiátolá Ali Khamenei. Ele foi alvo de um bombardeio aéreo enquanto se reunia com chefes miliares em Teerã –boa parte da cúpula militar também morreu no ataque.

Os bombardeios continuaram no domingo (1º), assim como os ataques retaliatório iranianos em alvos israelenses e bases americanas na Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia.

O governo brasileiro reagiu ao conflito afirmando que "a escalada de hostilidades na região do Golfo representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance".

"Ao fazer apelo à interrupção de ações militares ofensivas, o Brasil insta todas as partes a respeitar o Direito Internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis", diz nota emitida pelo Itamaraty.

A chancelaria brasileira também se solidarizou com países vizinhos ao Irã atingidos pelos ataques retaliatórios. Na conversa desta segunda-feira (2), o embaixador do Irã não respondeu se esperava uma posição mais enérgica do governo brasileiro.

Por Marcos Hermanson/Folhapress
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PT Bahia cria colegiados territoriais para organizar a campanha de Jerônimo Rodrigues no estado

A rodada de encontros se encerrou em Irecê, após percorrer todos os 27 territórios de identidade da Bahia, para organização partidária e eleitoral
O Partido dos Trabalhadores da Bahia reuniu sua militância em Irecê, no último sábado (28), para concluir a construção de colegiados territoriais nos 27 territórios de identidade do estado. Os colegiados funcionam como um fórum interno de debate para organização partidária e eleitoral e foram criados durante a rodada de Encontros Territoriais - projeto retomado logo no início da gestão do presidente Tássio Brito com a proposta de fortalecer a interiorização da legenda e a conexão com suas bases.

De caráter organizativo, o encontro, que foi um dos maiores da temporada, recebeu na Câmara de Vereadores de Irecê os deputados Robinson Almeida, Afonso Florence, Neusa Cadore, Osni Cardoso, Jacó, Ivoneide Caetano, o chefe de gabinete Lucas Reis, além de presidentes municipais e lideranças do partido. Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, finalizar a rodada em Irecê é significativo, pois o território reúne muita força política.

“Um dos principais projetos da atual gestão do PT Bahia é ampliar os espaços de diálogo com os municípios para organização e construção coletiva do partido, além da elaboração de projetos para o ano eleitoral. Rodar a Bahia não é só cumprir agenda, é escuta ativa, troca de experiências e fortalecimento da organização. A certeza é que encerramos essa etapa com uma militância ainda mais potente, mobilizada e preparada para os próximos desafios”, afirmou.

No encontro, as lideranças reforçaram pautas urgentes em defesa do povo, como o fim da violência contra a mulher e o fim da escala 6x1. E comemoraram conquistas do governo, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, taxação de super ricos e grandes entregas nas áreas de saúde e educação. “Somos um partido que nasce do povo e só faz sentido caminhando com ele, construindo futuro junto”, reforçou o presidente.
Por Redação/Politica livre

Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS em viagem a Portugal

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse a pessoas próximas que teve viagem e hospedagem em Portugal pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de corrupção de agentes públicos para manter o esquema bilionário de fraudes que lesou aposentados. Lulinha afirmou ter viajado com Antunes para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais, mas negou ter fechado negócio ou ter recebido qualquer outro pagamento do lobista.

O nome de um foi conectado ao do outro quando um ex-funcionário do Careca do INSS afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o lobista pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. As investigações também encontraram trocas de mensagens em que Careca providenciava pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, que não é identificado nas conversas. A PF abriu investigação para apurar se o tal “filho do rapaz” é Lulinha.

Além da investigação da PF, Lulinha teve o sigilo bancário quebrado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS em razão de sua relação com o lobista. O Careca está preso em razão de pagamentos milionários a ex-dirigentes do INSS. Ele representava entidades suspeitas de descontos indevidos junto ao órgão e as transferências a familiares desses agentes públicos são tidas pela polícia como indícios de propina pelos acordos entre as associações e o INSS.

O Estadão apurou com pessoas próximas do filho do presidente qual é sua versão a respeito da ligação com o Careca do INSS. Fábio Luís Lula da Silva disse ter se aproximado do lobista porque ele era um amigo em comum com a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela Polícia Federal por ter recebido pagamentos de Antunes. Procurados, Lulinha e o Careca do INSS não se manifestaram. Roberta Luchsinger não foi localizada.

Os interlocutores de Lulinha relataram ao Estadão que ele teria sido convidado a visitar uma fábrica de cannabis medicinal com Antunes em Portugal. Voou com o lobista no fim de 2024, em primeira classe, e ficou em hotel com tudo pago por Antunes. Diz ainda que houve um convite a se associar ao lobista na empreitada da cannabis, que não se concretizou. O filho do presidente afirma não ter qualquer relação com o esquema do INSS e que não sabia do envolvimento de Antunes com os fatos investigados.

Churrasco no Lago Sul e lobby

Segundo interlocutores de Lulinha, o filho do presidente afirma ter sido apresentado a Antunes por Roberta Luchsinger, ex-mulher do ex-delegado e ex-deputado Protógenes Queiroz. Petista de carteirinha, concorreu, sem êxito pelo partido a deputada estadual, em 2018. Um ano antes, prometeu doar R$ 500 mil a Lula para pagar a conta de um bloqueio bancário imposto na Operação Lava Jato – o que foi barrado pela Justiça, que lhe impunha o pagamento de uma dívida com um fornecedor.

Nos últimos anos, Roberta ficou próxima e ganhou a amizade de Lulinha e sua família. Ela vende serviços de “advocacy”, o famoso lobby, em Brasília, para empresas com interesses em ministérios e agências reguladoras. Já Antunes, além dos esquemas no INSS, também é dono de uma empresa de maconha medicinal, a World Cannabis, sediada em Brasília. Como mostrou o site Metrópoles, Roberta e Antunes estiveram no Ministério da Saúde. O Careca queria vender os serviços da World Cannabis. Roberta representava os interesses de uma empresa de tecnologia. Na catraca da entrada do Ministério, o Careca também constou como representante da mesma empresa, que negou vínculo com ele.

O lobista, segundo a versão de Lulinha, também queria entender questões regulatórias da cannabis medicinal relacionadas à Anvisa com Roberta, que teria prestado serviços a empresas em questões regulatórias. Segundo as fontes próximas de Lulinha, encontros do filho do presidente com o Careca do INSS passaram a ocorrer na mansão de Roberta no Lago Sul, em Brasília. O trio fazia churrascos com caipirinha e, no fim da tarde, Lulinha ainda levava os netos para ver o avô antes de deixar a capital federal. Lulinha afirma ter procurado entender do assunto, ter falado sobre o cultivo indoor e o controle de temperatura das estufas e ter sugerido até uma solução tecnológica para acompanhar o desenvolvimento da planta.

Maconha na ‘Veneza de Portugal’

Antunes afirmou que queria comprar uma fábrica onde a cannabis era cultivada na região de Aveiro, cidade costeira conhecida como a “Veneza” de Portugal. Foi então que propôs viajar com o filho do presidente e conhecer as instalações. No dia 8 de novembro de 2024, ambos embarcaram em voo de primeira classe para Lisboa, partindo do Aeroporto de Guarulhos. A existência da viagem foi revelada pelo Metrópoles e também foi mencionada por Edson Claro, ex-funcionário do Careca, à Polícia Federal, mas até o momento a investigação não obteve documentos sobre quem teria pagado o deslocamento.

Lulinha, entretanto, afirmou a interlocutores ouvidos pelo Estadão que pretende admitir que foi o Careca do INSS quem custeou suas passagens e sua hospedagem em Portugal.

Antunes tinha até montado uma empresa, a Candango Consulting, na cidade de Porto, da qual é sócio ao lado de seu filho, Romeu. Lulinha diz que o negócio com ele não avançou e que nunca recebeu qualquer tipo de dinheiro do Careca do INSS. Ele afirma que isso será comprovado com a apresentação do saldo de sua conta bancária, que tem apenas recebimento de dividendos de suas empresas. E diz que elas não prestaram serviços ao lobista.

Um galpão em Portugal

O Estadão obteve acesso a documentos apreendidos pela Polícia Federal que mostram que o negócio do Careca do INSS andou em Portugal. Um deles é um contrato para a compra de um galpão pelo valor de 2,7 milhões de euros em Aveiro, datado do início de fevereiro de 2025.

Também há uma troca de e-mails sobre a compra do imóvel. Os documentos não citam o filho do presidente. Na viagem a Portugal, meses antes, Lulinha foi com o Careca do INSS conhecer o galpão e também conhecer uma fábrica de produção de cannabis medicinal.

De acordo com as informações obtidas pela PF, o Careca do INSS chegou a assinar contrato e pagar uma entrada de 100 mil euros para a aquisição do galpão. Interlocutores do empresário que acompanharam as tratativas afirmam que o negócio só não foi adiante porque ele se tornou alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto.

Por Luiz Vassallo e Aguirre Talento/Estadão Conteúdo

EUA x Irã: veja principais acontecimentos das últimas horas

 


Continuamos acompanhando os últimos acontecimentos no Oriente Médio após o Irã e Israel lançarem novas ondas de ataques neste domingo (1º)

O Irã prometeu vingar a morte do Líder Supremo, Ali Khamenei, que foi morto em ataques realizados pelos EUA e por Israel ontem.

Desde então, soubemos que três militares americanos foram mortos em combate e outros cinco ficaram gravemente feridos na Operação Epic Fury, segundo as Forças Armadas dos EUA. Não está claro como os soldados foram mortos, mas o Irã tem atacado bases militares americanas em toda a região.

Se você acabou de chegar, aqui estão mais algumas das últimas notícias:

  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um novo líder supremo poderá ser escolhido em poucos dias.
  • Um ataque com mísseis perto de Jerusalém matou nove pessoas em um abrigo antiaéreo, informou o serviço de resposta a emergências de Israel. Em outro incidente, uma pessoa morreu e 32 estrangeiros ficaram feridos em ataques iranianos contra o Kuwait , segundo o Ministério da Saúde do país.
  • O número de mortos em um ataque a uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do Irã, subiu para mais de 150, disse um porta-voz do ministro da Educação do país, de acordo com a mídia estatal iraniana.
  • A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou a suspensão de todas as travessias de embarcações no Estreito de Ormuz até novo aviso. Araghchi afirmou que o Irã não tem intenção de fechar essa importante rota marítima no momento, nem planeja fazer "nada que possa interromper a navegação nesta fase".
  • As forças armadas dos EUA atacaram um navio da Marinha iraniana durante as primeiras horas da Operação Epic Fury, no último sábado (28), e o navio agora está "afundando no fundo do Golfo de Omã", disse o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
O que está acontecendo?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, , prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-confirma-ataque-ao-ira-e-diz-que-pretende-defender-o-povo-americano/)

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.
A CNN Internacional havia relatado anteriormente que juntamente com outros líderes importantes. 

Fontes do regime iraniano afirmam que Khamenei está vivo, enquanto .

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Mulher interrompe discurso de Wagner, declara apoio a Neto e é retirada de evento do PT em Itapetinga

Um episódio envolvendo uma manifestação política chamou atenção em um evento promovido por lideranças do Jerônimo Rodrigues e do Jaques Wagner neste final de semana, no município de Itapetinga, interior da Bahia. Uma mulher que declarou voto no ex-prefeito de Salvador ACM Neto foi retirada à força do local após sua manifestação durante o encontro, segundo imagens que circulam nas redes sociais e registros nas redes sociais.

A mulher teria se levantado para protestar e, durante a sua manifestação, afirmou seu voto em ACM Neto, pré-candidato do União Brasil na corrida pelo governo da Bahia. Após a fala, ela foi retirada do local por seguranças.

Veja o vídeo:

Por Política Livre
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PF quer 458 agentes, sistema antidrone e R$ 200 milhões para proteger candidatos a presidente

A Polícia Federal prevê expandir as operações de segurança de candidatos a presidente em 2026 e pede um reforço de R$ 200 milhões no Orçamento para a compra de sistema antidrone e dispositivo de reconhecimento facial, além da mobilização de 458 agentes.

No plano preliminar, o órgão diz que 48 policiais vão atuar na segurança dos candidatos mais expostos, enquanto outros 24 acompanharão presidenciáveis sob menor risco. A PF ainda avalia que até dez candidatos devem exigir cobertura neste ano e pondera que o plano será redesenhado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmar que disputará a reeleição.

A estratégia foi apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao Planalto e à equipe econômica do governo. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma na mesma documentação que a necessidade de ampliar a segurança dos candidatos reflete o "conturbado momento pelo qual passamos".

Rodrigues diz que o cenário internacional está marcado por guerras e disputas comerciais, enquanto o Brasil atravessa período de "questionamentos sobre a legitimidade de atuação das instituições", sob ambiente político "extremamente polarizado".

"Não é processo trivial e, considerando os perigos dos ambientes interno e externo, tal processo demanda medidas de segurança cada vez mais bem preparadas e executadas, motivo pelo qual o respectivo custeio não pode ser objeto de qualquer insegurança, seja orçamentária, seja quanto à tempestividade de empenho e execução", afirmou o chefe da PF.

O plano preliminar desenhado pela PF tem 29 páginas, divididas em nove capítulos sobre temas como "planejamento logístico" e "resposta a incidentes críticos".

Entre os agentes que serão mobilizados, a previsão é de que haja 30 delegados da Polícia Federal atuando como chefes ou substitutos das equipes que vão acompanhar os candidatos. Outros 60 agentes devem participar das ações de inteligência.

Até 316 policiais serão "operadores de proteção" dos candidatos, diz ainda o plano.

Na eleição de 2022, a PF afirmou que de 300 a 400 agentes participariam das operações e que gastaria R$ 57 milhões. Questionada se o valor foi ampliado durante a campanha e quais são as diferenças sobre o plano atual, o órgão não se manifestou.

A PF também deseja estruturar ou expandir salas reservadas para autoridades em aeroportos. A corporação afirma que o aumento do valor do fundo eleitoral deve ampliar os deslocamentos das campanhas, exigindo verbas de diárias e passagens para a segurança dos candidatos.

O órgão diz que, em 2026, há uma diferença na segurança do ciclo eleitoral, pois a PF atua diretamente na proteção ao presidente da República, o que antes era feito apenas pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional). "Esses marcos institucionais exigem ajustes operacionais, pois o presidente da República pode ser candidato à reeleição, o que demanda estrutura exclusiva para proteção presidencial", afirma o plano.

O plano diz que é preciso considerar o "histórico de violência" contra candidatos à presidência, além de possíveis hostilidades e "tentativas de desmoralização planejadas" por adversários, como jogar ovos ou "balões com urina", bloqueios de carreatas, entre outras situações.

Dos cerca de R$ 200 milhões que a PF pede, mais de R$ 92 milhões seriam utilizados para a compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados. O plano inclui R$ 39,5 milhões para a compra de equipamentos de sistema antidrone EnforceAir, que utiliza radiofrequência para localizar e controlar os aparelhos, além de bloqueadores portáteis.

O órgão ainda prevê gastar cerca de R$ 50 milhões entre diárias, passagens e suprimentos de fundos.

A PF afirma que as compras devem incluir, "no mínimo", coletes balísticos velados, binóculos com câmera, dispositivos de reconhecimento facial, entre outros dispositivos.

A estratégia da PF classifica tipos de incidentes que podem ser observados durante a campanha e aponta quais devem ser as reações dos agentes. Há desde casos de "baixo impacto", como gritos e pequenos tumultos, até ameaças de bomba, agressão ou assassinato do candidato e "colapso estrutural", casos tidos como de "alto impacto" ou fatais.

A resposta dos agentes inclui desde isolar a área e acionar equipes antibomba até atuar contra ameaças cibernéticas.

A documentação obtida pela reportagem mostra que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, repetiu o alerta da PF, além do pleito por mais verba, ao encaminhar o plano a colegas de governo. Ele afirmou que a "sensibilidade institucional e democrática" do tema exige o aporte.

Por Mateus Vargas/Folhapress

Tribunais desmentem falta de lanche, auxílio-saúde e carro para juízes e desembargadores

Lanche, vale-alimentação, plano de saúde, auxílio-creche, carro e motorista fazem parte dos benefícios de juízes e desembargadores de diferentes tribunais do país, na contramão do que foi dito, na quarta-feira (25) no STF (Supremo Tribunal Federal), por uma representante de uma associação de magistrados.

Claudia Marcia de Carvalho Soares, que representava a ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho), afirmou que "juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café. Desembargador não tem quase nada, a não ser um carro, mal tem lanche".

A declaração foi dada durante sessão no Supremo que discutiu a restrição de verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos, à categoria. O julgamento, adiado para o final de março, vem na esteira de decisões dos ministros do STF Flávio Dino e Gilmar Mendes, que limitaram a autorização para o pagamento das verbas.

Soares é juíza aposentada e, segundo dados do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, recebeu mais de R$ 700 mil em rendimento líquido em 2025. Desse valor, quase R$ 300 mil correspondem aos meses de outubro, novembro e dezembro, período de pagamento de abonos como o décimo terceiro. Nos outros meses, o rendimento líquido ficou, no geral, na casa de R$ 44 mil mensais.

A Folha tentou contato com todos os 27 Tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, os seis Tribunais Regionais Federais e os 24 Tribunais Regionais do Trabalho para saber a que benefícios juízes e desembargadores têm acesso.

Os Tribunais Regionais do Trabalho responderam à reportagem de forma conjunta, por meio do CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). O Conselho informou que o padrão é disponibilizar carros para a magistratura de segundo grau, vinculado às atividades funcionais, "sendo que em alguns casos, como nos tribunais de grande porte, o atendimento é individualizado e voltado ao transporte de desembargadores".

Sobre lanches, confirma o oferecimento em alguns casos. "Quando há sessões de manhã e à tarde, alguns regionais disponibilizam lanche aos magistrados e magistradas". Cita, ainda, a oferta de planos de saúde ou ressarcimento de assistência médica.

O TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) informou que juízes, desembargadores e servidores recebem vale-alimentação de R$ 2.000 e auxílio-saúde com valores que vão de R$ 1.200 a R$ 1.900. Além disso, desembargadores têm direito a veículos funcionais.

O TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) disse que apenas o presidente, os vices e o corregedor-geral têm carro. A corte diz ter auxílio-alimentação, auxílio-saúde, auxílio-creche/babá com limitação de idade da criança e, para os desembargadores, lanche em dias de julgamento.

Magistrados do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) recebem auxílio-saúde, de alimentação e de creche. Além disso, "os desembargadores podem optar por contar com carro e motorista exclusivamente para o exercício de suas atividades funcionais".

Por meio da assessoria, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) disse oferecer auxílio-saúde, que contempla reembolso das despesas médicas comprovadas "até determinado limite".

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) e o TJ-AM (Tribunal de Justiça do Amazonas) não nomearam os benefícios dados.

Segundo a assessoria do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), a corte não paga qualquer benefício além dos determinados pelo CNJ. O tribunal disse disponibilizar aos magistrados veículos oficiais para deslocamentos justificados e a trabalho.

O TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso) afirmou, de maneira genérica, que "não são pagos os referidos benefícios", como carro e ajuda para combustível. A corte disse pagar apenas a remuneração prevista em lei, assim como o TJ-RR (Tribunal de Justiça de Roraima).

Já o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) informou que apenas desembargadores têm direito a veículo institucional blindado, e citou plano de saúde a servidores e de autogestão a seus magistrados. Além disso, "o tribunal disponibiliza área para o Sesc treinar profissionais na área de alimentação, através do chamado restaurante-escola, que é aberto a todo o público usuário da instituição e as refeições são pagas pelos próprios."

Para a Transparência Brasil, ainda que existam variações nos benefícios dados a magistrados em diferentes instituições e níveis de carreira, o montante recebido com indenizações e gratificações viola reiteradamente o teto constitucional.

"Alguns magistrados podem receber mais que outros, mas a maioria ganha acima do teto, principalmente nos tribunais de primeira e segunda instâncias. É um fenômeno sistêmico no Judiciário."

Vitor Rhein Schirato, professor de direito administrativo da USP, classifica como "absurda" a manifestação sobre falta de lanche e auxílio a juízes e desembargadores.

"É óbvio que o juiz tem que pagar o combustível e o carro. Por que todas as profissões do mundo pagam o próprio carro e o próprio combustível e o juiz não? Isso não faz o menor sentido, é um absurdo", diz Schirato.
Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Petróleo sobe após ataques de EUA e Israel ao Irã

Os preços do petróleo apresentaram forte alta no início das negociações deste domingo (1º), a primeira sessão após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã que mataram o líder supremo do país, Ali Khamenei.

Por volta das 6h46 (horário de Brasília) desta segunda-feira (2), o barril do tipo Brent, referência mundial, era negociado com alta de 8,%, cotado a cerca de US$ 78,61, após um pico de 13% na abertura, às 20h. É o maior nível desde junho de 2025. Os contratos futuros para índices da Bolsa americana, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, caíam por volta de 1% nesta noite, enquanto o ouro subia 1,5%.

O aumento está relacionado às preocupações dos investidores com as restrições de tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e que é em grande parte controlado pelos iranianos. Analistas estimam que os preços possam superar a faixa dos US$ 100.

Embora a Opep+, o grupo de grandes produtores de petróleo liderado pela Arábia Saudita, tenha concordado neste domingo em aumentar sua produção em 206 mil barris por dia a partir de abril, analistas alertaram que o petróleo adicional teria pouco impacto no mercado se houver interrupção no fornecimento devido ao conflito. O aumento acordado representa menos de 0,2% da oferta global.

Os riscos para a navegação comercial dispararam nas últimas 24 horas após os ataques. Mais de 200 navios —incluindo petroleiros e embarcações de gás natural liquefeito— se ancoraram nas imediações do estreito de Hormuz e em águas próximas, segundo dados de tráfego marítimo.

Os preços já haviam subido cerca de 2% na última sexta (27), quando o Brent fechou cotado a US$ 72,48, com os investidores se preparando para possíveis interrupções no fornecimento da commodity. A commodity subiu cerca de 19% desde o início do ano.

Enquanto empresas petrolíferas e países exportadores da commodity, como a Petrobras e o Brasil, tendem a se beneficiar de um cenário com o petróleo mais caro por um período maior, a alta também pode acarretar no aumento da inflação no mundo, pressionando governos e bancos centrais.

"Vemos o petróleo Brent sendo negociado no terreno entre US$ 80 e US$ 90 no nosso cenário base ao longo desta semana", disseram analistas do Citigroup em relatório divulgado antes do início das negociações.

No sábado, banco britânico Barclays elevou a previsão para o preço futuro do petróleo Brent de US$ 80 para cerca de US$ 100 por barril.

"Os mercados de petróleo podem ter que enfrentar seus piores temores na segunda-feira. No momento, acreditamos que o Brent pode chegar a US$ 100 (por barril), enquanto o mercado lida com a ameaça de uma potencial interrupção no fornecimento em meio à crescente tensão de segurança no Oriente Médio", afirmou em relatório.

Outro ponto que impulsiona os preços do petróleo é o fato de que seguradoras informaram aos armadores que cancelariam as apólices e aumentariam os preços dos seguros para embarcações que transitassem pelo golfo Pérsico e pelo estreito, segundo o Financial Times.

De acordo com o jornal, seguradoras de risco de guerra enviaram neste sábado (28) avisos de cancelamento para apólices que cobrem navios que transitam pelo estreito, com os preços previstos para subir até 50% nos próximos dias.

Boa parte do petróleo que passa por Hormuz é vendida por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Kuwait e Iraque à Ásia, em especial a China, e a países da Europa.

As restrições ao tráfego no estreito são consideradas ainda mais preocupantes que os eventuais impactos do petróleo iraniano sobre o mercado mundial.

O Irã possui a quarta maior reserva provada de petróleo bruto do mundo, mas anos de sanções e falta de investimentos limitaram suas exportações. O país produziu 3,45 milhões de barris por dia (bpd) em janeiro, segundo a Agência Internacional de Energia —menos de 3% da oferta global no período. Quase toda a produção vai para a China.

Para Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o aumento nos preços do petróleo pode beneficiar as exportações brasileiras. No ano passado, o Brasil exportou US$ 44,5 bilhões (R$ 228 bilhões) da commodity, o equivalente a 12,8% de todas as vendas a outros países.

"Dependendo de como a guerra continuar, a commodity vai subir. Mas só ultrapassa os US$ 100 se o estreito for fechado", avalia. Analistas apontam, porém, para o risco de inflação global com a alta dos preços do combustível fóssil.

Ainda neste domingo, o Irã bombardeou ao menos dois petroleiros no estreito. Primeiro, um petroleiro de bandeira de Palau foi atingido por um projetil perto da costa de Omã, deixando quatro feridos e forçando a evacuação da embarcação.

Depois, o site de rastreamento marítimo Marine Traffic anunciou que outro petroleiro, o MKD Vyon, também foi atingido na região. O navio tem bandeira das ilhas Marshall, país que tem uma associação especial com os EUA.

Dados da MarineTraffic mostram que houve uma drástica redução no tráfego de embarcações no fim de semana.

Duas das maiores transportadoras marítimas do mundo, CMA CGM e Hapag-Lloyd, ordenaram a seus navios que não naveguem pela região. "Todos os navios que se encontram atualmente no golfo Pérsico, ou que se dirigem para o golfo Pérsico, receberam instruções, com efeito imediato, de permanecerem em segurança", declarou a CMA CGM, a terceira maior transportadora marítima do mundo, em comunicado.

A alemã Hapag-Lloyd também congelou o trânsito de suas embarcações pelo estreito, assim como as empresas de transporte marítimo Mitsui OSK Lines e NYK Lines. "Estamos priorizando a segurança de nossos marinheiros, cargas e navios", afirmou a Mitsui, acrescentando que vários navios estavam no golfo e no estreito de Hormuz, mas aguardariam por uma passagem segura.
Por Folhapress

Acusado de milícia e grilagem no oeste da Bahia recebeu R$ 15 milhões do agronegócio

Investigação sobre grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, encontrou repasses de R$ 15 milhões em dois anos e meio para um policial militar aposentado que está preso e é réu por suspeita de comandar uma milícia privada que atuava na grilagem de terras na região.

O Ministério Público identificou que repasses foram feitos por empresas e pessoas ligadas à agropecuária na região.

As transferências aconteceram de agosto de 2021 a abril de 2024 e foram identificadas a partir de relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que está sob sigilo e foi obtido pela Folha.

O documento aponta movimentação financeira atípica de Carlos Erlani Gonçalves do Santos, que foi sargento da PM da Bahia.

O dinheiro ia para Erlani ou para a sua empresa de segurança e, depois, era encaminhado a contas suspeitas de serem de laranjas, segundo o Ministério Público.

As transferências de maiores valores feitas a Erlani nesse período são de uma empresa de agropecuária que pertence à família dona do Grupo SEB, conglomerado do ramo da educação.

Em segundo lugar, está uma empresa do suspeito de liderar um esquema de grilagem na região, segundo a Promotoria. Em terceiro, um grupo famoso pelo cultivo de batata inglesa.

"Chama atenção que os principais remetentes de valores para as contas do denunciado sejam empresas de agropecuária atuantes na região de Correntina e arredores, possíveis contratantes dos serviços espúrios da milícia armada", diz a denúncia assinada pelo Gaeco (grupo de combate às organizações criminosas) do Ministério Público da Bahia.

Procurados pela reportagem, todos os empresários que repassaram dinheiro a Erlani disseram que fizeram uma contratação legítima e negam irregularidades.

As investigações sobre o tema estão em andamento e, apesar de serem citados nos relatórios, as empresas não são mencionadas nas denúncias.

O oeste da Bahia é um dos principais polos agropecuários do Brasil, com um histórico de conflitos fundiários. A região também foi palco de uma das maiores operações da Polícia Federal sobre venda de decisões judiciais do Brasil, a Faroeste —que tratava de julgamentos relacionados a disputas de terras.

Erlani é réu em dois processos, sob acusação de constituição de milícia privada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além dele, um suspeito de ser seu ajudante está preso. Um representante da sua defesa afirma que o PM aposentado não cometeu irregularidades.

De acordo com duas denúncias que deram origem às ações, Erlani comandava um grupo responsável por suspeitas de ameaças, agressões e sequestros na região.

O primeiro processo contra Erlani trata das ações violentas do grupo, e o segundo da circulação de dinheiro de sua empresa de segurança, que a Promotoria afirma que tinha "movimentação financeira absolutamente incompatível com a sua renda".

A análise financeira mostra que a Agrothathi Ltda. transferiu R$ 2,6 milhões para Erlani no período investigado. A empresa tem como sócia Adriana Baptiston Cefali Zaher, casada com Chaim Zaher. Eles são sócios do Grupo SEB.

Procurada, a Agrothathi afirma que foi fundada em 2020 e que firmou em meados de 2022 uma avença com a empresa de Erlani "com o objeto de prestação de serviços agrícolas e segurança patrimonial. Toda a contraprestação dos serviços foi feita mediante medições, e pagamentos por meio da emissão das respectivas notas fiscais pelo sistema eletrônico".

"A avença foi imediatamente rescindida quando a empresa tomou conhecimento, pela mídia, em abril de 2025, dos fatos relacionadas à Empreiteira & Segurança CE do Corrente e seus sócios", diz a nota da empresa.

O segundo lugar em transferência para Erlani, de quase R$ 1 milhão no período sob investigação, é a Agropecuária Ubatuba, que pertence ao empresário Nestor Hermes. As investigações do Gaeco afirmam que Hermes é "apontado como suposto líder do esquema de grilagem de terras na região de Cocos (BA)".

Como a Folha mostrou em 2023, mais de uma dezena de magistrados se declarou suspeita em um ano e meio e declinou de julgar processos relacionados a ele. Diversos proprietários da região têm ações na Justiça contra Hermes. Um dos exemplos é Inácio Urban, cujo advogado, Wallysson Silva, diz que há "saltos artificiais" de terras relacionadas a ele.

Procurado, o advogado de Hermes, Pablo Domingues, afirma que as suspeitas "não resistem a uma análise documental simples e objetiva" e que o fazendeiro não é denunciado ou réu e não responde a qualquer processo criminal envolvendo contratação de milícia, organização criminosa ou grilagem.

"Os valores atribuídos à Agropecuária Ubatuba Ltda. decorrem de contrato empresarial formal e lícito, com pagamentos realizados mediante emissão regular de notas fiscais, devidamente declaradas à Receita Federal", diz o advogado, em nota.

"O objeto contratual não se limitava à vigilância. No que se refere à segurança, tratava-se expressamente de segurança patrimonial desarmada, além de diversos serviços agro-operacionais regularmente contratados, como manutenção de cercas, limpeza e roçagem de pastagens, preparo de solo com maquinário agrícola e manejo de animais."

A defesa afirma ainda que desde setembro de 2025 se colocou à disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos, "o que demonstra transparência e ausência de qualquer receio quanto à apuração dos fatos". "A afirmação de que teria sido 'líder de organização criminosa' é absolutamente inverídica e não encontra respaldo técnico ou jurídico", diz.

Erlani recebeu mais R$ 1 milhão, no mesmo período, do agricultor José Emilio Rocheto, da Água Santa, especializada no cultivo de batata-inglesa.

Em nota, a Água Santa diz que "o contrato com a Empreiteira & Segurança CE do Corrente Ltda. foi encerrado em fevereiro de 2025, de forma regular, em conformidade com seus protocolos internos de compliance e governança".

"Durante a vigência contratual, todos os pagamentos foram realizados com base em documentação fiscal adequada e declarada", diz a empresa, em nota.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Erlani nos processos criminais, mas outro advogado dele em diversas causas, Oswaldo Correia Viana, diz que o PM aposentado tem uma empresa de segurança que trabalha para os fazendeiros da região, e que ele não é um miliciano.

"[Erlani] Nunca matou ninguém, nunca roubou de ninguém, é pastor, trabalha direitinho. Mas é um cara de coragem, coragem ele tem. Ninguém encosta nas fazendas [que ele cuida]", afirma o advogado.

"Erlani é um cara honesto e que ajuda todo mundo, é um cara bom. Estou aqui há muitos anos e nunca ouvi dizer que Erlani bateu num cara."

Por José Marques e João Pedro Pitombo/Folhapress

Em Itagibá, chuva causa deslizamentos, faz rio transbordar, invade casas e derruba muro de estádio

Moradores de Itagibá enfrentaram transtornos neste domingo (1º de março) em decorrência das fortes chuvas que atingem a região desde a última sexta-feira (27). O volume de água provocou a elevação do nível do Rio do Peixe, que transbordou em diversas localidades do município. Em alguns pontos, além da cheia do rio, o acúmulo de água da chuva acabou represado, agravando a situação. Residências e estabelecimentos comerciais foram invadidos pela água. Parte do muro do estádio de futebol da cidade também foi derrubada pela força da enxurrada.

A chuva ainda provocou deslizamentos de terra e queda de árvores nas rodovias que ligam Itagibá a Dário Meira e Itagibá a Ipiaú, causando preocupação entre motoristas que trafegam pelos trechos. Vídeos gravados por moradores mostram os estragos causados pela enchente e pela força da água, que se espalhou rapidamente por ruas e áreas próximas ao rio. A previsão de continuidade das chuvas mantém a população em alerta.

Por: Giro Ipiaú

Aparentando embriaguez, deputado interrompe show de Tayrone em São Gabriel; assista

          Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o parlamentar aparentava estar embriagado
Um episódio constrangedor marcou a noite deste sábado durante os festejos de São Gabriel, município vizinho a cidade de Irecê. O deputado estadual Ricardo Rodrigues (PSD) protagonizou uma cena de tumulto ao subir ao palco durante a apresentação do cantor Tayrone e interromper o show diante de milhares de pessoas.

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o parlamentar aparentava estar embriagado. Ao tomar o microfone, passou a falar de forma desconexa, sem conseguir manter uma linha clara de raciocínio, o que levou o artista a interromper a apresentação. Parte do público reagiu com vaias e pedidos para que o show tivesse continuidade.

Testemunhas afirmam que, durante o episódio, o deputado segurava o cantor insistentemente, dificultando o andamento da apresentação. O artista tentou retomar o controle do palco e dar sequência ao show, mas a interrupção se estendeu por vários minutos, gerando desconforto entre os presentes.

Ao deixar o palco, o deputado precisou ser amparado por pessoas próximas para evitar uma queda, já que demonstrava dificuldade para se manter em pé. O momento foi registrado por diversos celulares e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, com vídeos circulando em grupos e perfis de todo o estado.

Até o momento, não houve manifestação oficial do parlamentar ou de sua assessoria sobre o ocorrido. A organização do evento também não se pronunciou publicamente.

O caso gerou forte repercussão política e social na região de Irecê, reacendendo debates sobre postura pública, responsabilidade institucional e comportamento de agentes políticos em eventos oficiais e festividades populares.
Por Política Livre

Atos contra Lula e STF mobilizam capitais pelo país; Rio registra 4,7 mil pessoas e Salvador tem manifestação no Farol

Manifestações convocadas com o mote “Fora Lula, Moraes e Toffoli” foram realizadas neste domingo (1º) em diversas capitais brasileiras, reunindo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os atos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador e outras cidades. A convocação foi liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Em São Paulo, o ato ocupou dois quarteirões da Avenida Paulista, nas proximidades do Masp. Estiveram presentes o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência com aval do pai, além do pastor Silas Malafaia, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e dos governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG).

Discursos defenderam anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, criticaram decisões do STF e pediram o impeachment de ministros da Corte. Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo é favorável ao afastamento de ministros que, segundo ele, descumpram a lei, e disse que a prioridade será eleger parlamentares comprometidos com essa pauta.

MENOR PÚBLICO NO RJ
No Rio de Janeiro, o ato ocorreu na Praia de Copacabana e reuniu 4,7 mil pessoas no momento de pico, segundo estimativa do grupo Monitor do Debate Político, do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. A contagem foi feita a partir de imagens aéreas analisadas por software com aplicação do método P2PNet.

De acordo com o levantamento, trata-se da menor manifestação bolsonarista registrada pelo grupo na capital fluminense. Em setembro de 2025, o público estimado foi de 42,7 mil pessoas; em março de 2025, 18,3 mil; e, em abril de 2024, 32,7 mil.

O ato no Rio marcou a primeira aparição pública do deputado estadual Douglas Ruas (PL) após ser anunciado como pré-candidato ao governo do estado pelo campo bolsonarista. Discursos também defenderam a saída de Lula e criticaram ministros do STF.

SALVADOR
Em Salvador, apoiadores realizaram manifestação no Farol da Barra durante a manhã. Os participantes utilizaram camisas da seleção brasileira e carregaram bandeiras do Brasil e de Israel. O ato integrou a mobilização nacional convocada sob o lema “Acorda Brasil”.

A manifestação na capital baiana ocorreu de forma pacífica, com acompanhamento das forças de segurança. Não houve registro de ocorrências graves até o fechamento da matéria.
Por: Bahia noticias

Trump fala em ataque sem precedentes caso haja retaliação do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será atingido com “uma força nunca vista antes” caso leve adiante ameaças de novos ataques. A declaração foi publicada na rede Truth Social na madrugada deste domingo (1º), após Teerã prometer retaliar bombardeios realizados no sábado. A informação é do G1.

Segundo autoridades iranianas, a morte do líder supremo Ali Khamenei — atribuída a uma ação coordenada entre EUA e Israel — é considerada “um grande crime” que não ficará impune. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, prometeram resposta e acusaram Washington e Tel Aviv de cruzar uma “linha vermelha”.

O conflito se intensificou após o Irã lançar centenas de mísseis e drones contra tropas americanas e cidades em Israel e países árabes aliados dos EUA. A escalada eleva a tensão no Oriente Médio e amplia o risco de novos confrontos nos próximos dias.

Por Redação

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