Rússia e Ucrânia aceitam 1º cessar-fogo da guerra, com mediação dos EUA

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Rússia e Ucrânia concordaram nesta quarta (25) com o primeiro cessar-fogo por escrito desde que Vladimir Putin atacou o vizinho em fevereiro de 2022.

Mediada pelos Estados Unidos, a trégua passa a a valer para o mar Negro, fronteira da guerra que margeia as áreas conflagradas e que vivia uma calma relativa, e também para uma lista de alvos no sistema energético de ambos os países.

O arranjo foi anunciado pelos EUA e confirmado em Kiev e Moscou. Delegações dos rivais tiveram encontros separados nos últimos dias com americanos na Arábia Saudita, e os países divulgaram comunicados semelhantes sobre o acertado —mas com algumas diferenças.

A principal era que a Ucrânia também disse aceitar a trégua nos ataques à infraestrutura energética russa, algo que Volodimir Zelenski havia aceitado após conversar com o presidente americano, Donald Trump. Já o Kremlin, que também havia topado ao telefone, disse que haverá mecanismos para a implementação desse item.

Mais tarde, contudo, o governo russo divulgou uma lista de alvos em seu território e no vizinho que serão objeto da trégua, concordando com sua validade.

Nos comunicados, as partes concordam “garantir a navegação segura, eliminar o uso da força e evitar o uso de embarcações comerciais para fins militares no mar Negro”.

O cessar-fogo parcial tinha 30 dias na área energética foi largamente desrespeitado pelos dois rivais, que se acusaram mutuamente de violar o acordado. Diferentemente das conversas anteriores, contudo, desta vez há documentos formais.

A trégua no mar Negro não tem prazo determinado e é o começo de um trabalho, segundo os textos, “para alcançar uma paz duradoura e durável”. Se efetiva na prática, será a primeira do tipo no conflito.

Em janeiro de 2023, os russos propuseram um dia e meio de cessar-fogo para o Natal ortodoxo, que foi observado parcialmente apenas pelo Kremlin. Agora, com a intervenção de Trump, que mudou a orientação americana e passou a negociar inicialmente com Moscou, lentamente parece haver algum avanço.

O mar Negro era o ponto mais fácil para começar, dado que está relativamente calmo nos últimos meses. De julho de 2022 a julho de 2023, esteve em vigor uma iniciativa mediada pela ONU e pela Turquia que permitia o escoamento de grãos vitais para economia ucraniana pelo corpo d’água.

Putin deixou o arranjo acusando Kiev de não cumprir sua parte, ameaçando navios mercantes russos com fertilizantes e petróleo na região —Ancara apoiou Moscou na queixa. A partir daí, passou a bombardear mais sistematicamente os portos ucranianos.

A saída de Zelenski foi concentrar a saída de navios pela costa oeste do mar, procurando abrigo nas águas territoriais da Otan da Romênia, Bulgária e Turquia. Mas seus portos seguiram sendo objetivo de ataques, o que em tese irá parar agora.

Para Moscou, que destruiu praticamente toda a Marinha ucraniana mas passou a ser alvo de uma guerra assimétrica com drones aquáticos, pode ser a retomada da exportação por uma via mais rápida e barata, já que o mar Negro se liga ao Mediterrâneo e, dali, para o resto do mundo.

“O acesso será restaurado”, diz o texto específico russo. Ambas as versões voltam a falar do comprometimento de Trump em buscar a paz, enquanto a versão ucraniana lembra da “troca de prisioneiros” e da “volta de crianças deportadas”, itens caros a Kiev.

Outro ponto diferente é que o texto ucraniano diz que não deve haver movimentação de navios de guerra russos além da região leste do mar Negro. Hoje isso não muda muita coisa, já que os mísseis de cruzeiro Kalibr lançados de embarcações na região não ocorrem perto da costa controlada por Kiev.

Há alguns nós potenciais. Zelenski, ao comentar o acordo, disse que será preciso ainda determinar qual a punição caso a Rússia descumpra o cessar-fogo.

Já o Kremlin afirmou que para retomar sua exportação na região é preciso que governos ocidentais retirem as sanções sobre a agência de promoção do setor da Rússia. O presidente ucraniano acusou Moscou de “começar a manipular” os termos da trégua.

Depois do anúncio, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia também disse que não está em questão a devolução do controle da maior usina nuclear da Europa, em Zaporíjia, para Kiev ou sua cessão para Washington, como foi especulado por Trump.

RÚSSIA SUGERE ENTRADA DA ONU NA NEGOCIAÇÃO

Mais cedo, a Rússia havia sugerido pela primeira vez a inclusão da ONU e de “certos países” nas negociações para tentar encerrar a guerra. Até aqui, as conversas são comandadas pelos Estados Unidos de forma separada com Moscou e Kiev.

A ideia foi ventilada nesta terça (25) por um dos chefes da delegação russa que encontrou-se com os americanos em Riad, capital da Arábia Saudita, em uma conversa de 12 horas na véspera. Segundo Grigori Karasin, a ampliação poderá contar “acima de tudo com as Nações Unidas e certos países”.

O diplomata, que chefia a Comissão de Relações Exteriores do Senado russo, não elaborou. Dado o protagonismo assumido por Trump, que deu uma guinada de 180 graus na política americana e alinhou-se aos termos gerais de Putin acerca das origem e da resolução possível do conflito, é incerto como tal ampliação ocorreria.

Trump é um notório crítico da ONU e de outras instâncias do multilateralismo, mas já disse que a Europa precisará participar do debate sobre a guerra, em especial quando for a hora de levantar as sanções draconianas impostas à Rússia pela guerra.

O americano também havia concordado com a ideia de uma força de paz europeia para salvaguardar a segurança de Kiev após um eventual cessar-fogo, o que Putin descarta por significar a aproximação da aliança militar Otan de suas fronteiras. Com isso, a hipótese de novos atores à mesa de negociação pode, ou não, incluir até o Brasil.

Na semana retrasada, quando rejeitou um cessar-fogo temporário de 30 dias no conflito, Putin aproveitou a fala para fazer um agradecimento específico aos líderes do Brasil, China e África do Sul, seus colegas no centro do bloco Brics.

No ano passado, o Brasil aliou-se à China na elaboração de uma proposta de paz que envolvia uma cúpula envolvendo os rivais e outros países. A iniciativa foi elogiada por Putin, ao menos de forma protocolar, mas nunca andou —não menos porque aos olhos do Ocidente Pequim, como aliada principal do Kremlin, não seria um agente neutro.

Isso não demoveu países ocidentais de realizar, na Suíça, uma conferência de paz que igualmente excluía os russos e trabalhava apenas a proposta maximalista de Zelenski para o fim da guerra. O evento acabou esvaziado pela falta de apoio de países mais neutros, como os integrantes dos Brics.

Nos meios diplomáticos brasileiros, todas as insinuações de participação do país no atual estágio das negociações são vistas com desconfiança, o que não significa que não possam eventualmente avançar. Sugestões de que Brasília poderia colaborar com tropas em uma eventual “força de paz dos Brics” são vistas nos bastidores como diversionistas, e a chancelaria chinesa foi a público negar a hipótese.

Na prática, a postergação do debate é vista como favorável a Putin, que vem buscando completar a conquista das quatro regiões que anexou em 2022 no vizinho, e deseja seu reconhecimento —o que Trump, segundo relatos, poderá fazer ao lado da aceitação da absorção da Crimeia, ocorrida em 2014.

Militarmente, os russos avançam lentamente, mas não parece haver recursos suficientes para por exemplo cruzar o rio Dnieper e tomar Kherson, a capital da província homônima. Assim, a troca mais chamativa de fogo segue sendo pelo ar.

Os ucranianos disseram ter abatido 78 de 139 drones russos nesta noite de terça, e Moscou ainda não divulgou seu balanço na via inversa. Ambos os lados têm ignorado na prática a trégua parcial de ataques contra a infraestrutura energética acertado por Trump com Putin e Zelenski na semana passada.

Igor Gielow/Folhapress

Com mudança em polícias, Jerônimo chacoalha segurança pública e põe fim a regalias de vice-governador

Foto: Divulgação/Arquivo
Elogiada dentro e fora do governo, a iniciativa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de trocar o comando das Polícias (Militar e Civil) atendeu a pelo menos duas boas exigências que vinham se colocando à sua gestão há algum tempo. A primeira delas era a necessidade de dar uma chacoalhada na política de segurança pública estadual, herdeira de arranjos feitos pelo governo anterior, de Rui Costa (PT), que demandavam uma atualização num setor que se apresenta hoje como um dos focos principais de desgaste do governo, apontado por pesquisas.

Não se concebia, por exemplo, que o secretário Marcelo Werner tivesse que conviver com responsáveis pelas duas corporações com os quais não tinha plena integração, ou seja, que não tivessem sido escolhidos diretamente por ele, lacuna que o governador buscou preencher, sobretudo, com a nomeação do coronel Magalhães para o comando da PM e do policial André Viana para o cargo de Delegado Geral da Polícia Civil. Agora, Werner pode se sentir plenamente responsável por sua pasta, sabendo, no entanto, que a pressão por resultados tenderá a recrudescer.

Basicamente por este motivo, Jerônimo fez questão de destacar, ontem, durante a coletiva em que as mudanças foram anunciadas, a qualidade do serviço prestado neste período pela ex-delegada Heloísa Brito e o ex-comandante militar Paulo Coutinho, cuja trajetória, de forma justa, cobriu de elogios. Um outro ponto que permanecia sob silêncio mas era motivo de fortes críticas internas e vinha incomodando bastante um governador que se pauta pela civilidade na relação com auxiliares e subordinados era o regime de portas abertas para o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na PM.

Por se tratar de comportamento condenável para os padrões republicanos, não é de agora que causa constrangimentos ao governo e especialmente ao seu chefe o abuso com que o vice-governador passou a se utilizar da Polícia Militar para interesses pessoais, notadamente a determinação para que policiais militares qualificados, que deveriam estar prestando serviço de relevância à sociedade, façam escolta a familiares, tais como o filho deputado, a filha pequena, a mulher e até uma parente para quem, contam na corporação, um comandante teve que bater continência em plenas férias na Ilha de Itaparica no último verão.

A obsessão pelos fardados do vice inglório, que legou ao governo uma vexatória derrota nas eleições municipais passadas, é conhecida, e fez com que ele buscasse se cercar de uma ‘pequena’ tropa de 30 homens em seu gabinete desde a posse e ainda anunciar que precisaria de mais policiais por se tratar, segundo suas pobres palavras, da segunda autoridade do Estado, fala inapropriada e desconectada da realidade que, repetida pelo adversário, o submeteu a grande desgaste na campanha passada.

Por discordar abertamente das práticas, contra as quais muitos policiais empregados nas missões de baixo calibre do vice já vinham se posicionando, um assistente da Casa Militar na vice-governadoria chegou a deixar o posto na semana passada, muito antes de o governador concretizar as mudanças. Não à toa corre à boca pequena no governo que, ao tomar conhecimento de que as alterações, noticiadas em primeira mão por este Política Livre, estavam em curso o vice teria se dirigido ao gabinete do governador ainda na segunda-feira de manhã para tentar desaconselhá-lo a promovê-las.

Estava, naturalmente, focado em impedir a suspensão das regalias, as quais, por ato dos novos comandantes da PM e do Corpo de Bombeiros, começaram hoje a ser eliminadas – pelas primeiras informações obtidas dos novos comandos são 10 policiais cedidos informalmente à vice-governadoria para servir a ele próprio e à família, além de cinco automóveis pertencentes ao Corpo de Bombeiros e outros tantos da PM espalhados por seus vários endereços -, embora não se saiba ainda se permitirão que continue andando pela cidade sob a escolta do Esquadrão Águia.

A guarnição, formada também por 10 policiais, na qual dois se revezam na condição de batedores por dia, é considerada uma outra irregularidade. O fato é que o governador repeliu energicamente sua tentativa de interferência e ainda o obrigou a comparecer ao anúncio das mudanças ontem, no qual lhe restou o conhecido protesto silencioso da cara feia.

Política Livre

Governador Jerônimo Rodrigues anuncia que voltará à Ipiaú para entregar pavimentação asfáltica da estrada da Fazenda do Povo

Durante o ato de  lançamento do projeto Parceiros da Mata, ocorrido na última quinta-feira, 20, na Praça de Eventos Álvaro Jardim, em Ipiaú, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou que voltará à cidade para entregar a obra de pavimentação asfáltica da rodovia  que liga a sede do município à Fazenda do Povo, numa extensão de 11 km. Três quilômetros da estrada já se encontram asfaltados, enquanto outros dois estão em fase de conclusão. A previsão é que a obra esteja concluída no próximo mês de junho, período em que aumenta o fluxo de visitantes na cidade e região para comemorar os festejos juninos, destacando-se a festa de São Pedro. 

O projeto é de grande importância para  o desenvolvimento da região, pois além de facilitar o escoamento da produção agrícola, vai incrementar o turismo rural, impulsionando a economia e gerando mais emprego e renda.

Foi na  Fazenda do Povo que se deu a primeira experiência de reforma agrária na Bahia, através de uma iniciativa do ex-prefeito Euclides Neto, cujo centenário de seu nascimento vem sendo comemorado com diversas atividades em Ipiaú. 

A pavimentação da rodovia que liga a sede do município ao povoado da Fazenda do Povo foi reivindicada e iniciada na gestão passada, sob a responsabilidade da então prefeita Maria das Graças. O projeto em  parceria com o Governo da Bahia, representa um investimento de mais de 11 milhões de reais.

(José Américo Castro)

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Presidente consagra Brasil a Nossa Senhora Aparecida


 
No dia 24 de outubro, às 20h, o Presidente Jair Messias Bolsonaro realizou, na Capela do Palácio do Alvorada, o Ato de Consagração do Brasil a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, voltou a ter caráter religioso em 2016, após período em que foi utilizada como escritório.

No texto, o Presidente pediu, enquanto chefe da nação, que Nossa Senhora seja a governante do Brasil. Semelhante pedido foi feito no passado também pela Princesa Isabel. A data em que a consagração foi realizada coincide com o Dia de São Rafael Arcanjo, anjo a quem os brasileiros tradicionalmente recorrem nos momentos de maior tensão nacional.

Ao fim do ato, o Presidente solicitou aos sacerdotes brasileiros que apresentassem a Deus, nas missas que celebrassem, a Consagração realizada.

Confira a íntegra do texto da oração:

ORAÇÃO DE S. EXCIA. O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA JAIR MESSIAS BOLSONARO À NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL.

Ave, cheia e mais do que cheia da graça de Deus!

Maria, testamento que Deus Crucificado entregou aos homens, dom pascal ofertado à humanidade pelo próprio Cristo Redentor, Filha bem-amada do Eterno Pai, Mãe Castíssima de Deus Filho, Esposa fiel do Espírito Santo, Mãe da Igreja, Auxílio dos cristãos, Mãe do Brasil, minha Mãe.

Eu, Jair Messias Bolsonaro, Presidente do Brasil, desejo humildemente ingressar naquela romaria de devotos, ilustres e anônimos, de Papas ao mais simples dos padres, de Imperadores ao mais humilde dos trabalhadores do campo, que, genuflexos, gastaram o piso das casas de Deus por todo esse generoso Brasil, a fim de alcançar de vós, Mãe de misericórdia, Medianeira das graças do Senhor, Trono vivo do Deus vivo, o auxílio necessário para bem corresponder ao vosso único conselho dado aos homens na Sagrada Escritura: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Há graças materiais de que necessitamos, e que eu, Chefe desta Nação, rogo à Senhora que nos ajude a prover ao povo brasileiro; mas há sobretudo, Mãe do Belo Amor e da Santa Esperança, graças espirituais, que certamente desejais com mais benevolência nos conceder.

E a graça espiritual de que mais necessitamos nesse momento crucial de nossa história, é a de que o Brasil, esta nação que não nasceu de uma guerra, mas de uma Missa, esta nação pela qual Vosso Amado Filho já concedeu tantos sinais de predileção, esta nação que, dentre tantas graças, já pode contar até mesmo com as mensagens que nos destinastes em Cimbres, Pernambuco, seja livre do comunismo, que é essencialmente inimigo de Deus e inimigo da humanidade.

Em vós, Maria, encontramos plenificadas todas as grandes mulheres da História do Povo de Deus. Vós sois mais do que Eva, pois nos gerais para a Vida. Sois mais do que Judite, porque esmagais a cabeça da serpente infernal. Sois mais do que Ester, porque intercedeis continuamente pela vida do vosso povo. Vós, Mulher, como vos chamou vosso Filho no Evangelho, sois para sempre glória de Jerusalém, alegria de Israel e honra de nosso povo.

Sois de nossa raça! Conheceis bem o sofrimento, a perseguição, o exílio, a fome, a calúnia, a injustiça.

Sabeis o que é sofrer e sabeis ainda mais o que é o sofrimento de uma Mãe.

Defendei-nos, pois, Rainha e Senhora nossa, dos inimigos de Deus e dos inimigos da pátria. Olhai para as mães desse Brasil e concedei que tenham e criem seus filhos na paz de Deus e num país livre dos males do socialismo e do comunismo, num Brasil, sobretudo, livre do aborto.

Olhai para as famílias do Brasil e restituí a nossa unidade, a nossa alegria, a nossa hospitalidade, a nossa acolhida, a nossa fé.

A vitória de vosso Filho já está certa. É Ele quem detém a palavra final sobre todas as coisas. É Ele o vencedor imortal. É Ele o único Rei do Brasil. Presidentes vêm e vão, mas o vosso Filho permanece para sempre. Que esta nação jamais renegue o Sangue que a batizou e a conquistou para Deus.

Concedei, Mãe tão terna para vossos filhos e tão terrível para os inimigos de Deus, que o Brasil jamais se curve à escravidão do comunismo.

Guardai na santa religião os Bispos e todo o clero, protegei as crianças, amparai os necessitados, abri o coração dos abastados, guiai os jovens, confortai os idosos, dai vida ao Brasil, abençoai todos os brasileiros de nascimento e de coração.

Escutai, pois, minha Mãe tão querida, essas súplicas que eu, como mais um de vossos filhos, mas também como chefe desta nação, deposito hoje diante de vossa imagem aparecida — diante desta imagem que o dragão quis esconder, mas que Deus, pelas mãos de pobres pescadores, concedeu como penhor de graças para esta eterna Terra de Santa Cruz.

Rainha dos Céus e da Terra, como Chefe da Nação Brasileira, renovo aquele pedido que um dia vos fez a Redentora Princesa Isabel: seja a Senhora a Suprema Governante deste País! Se o Brasil for vosso, e POR ESTE ATO ASSIM O CONSAGRO, será uma nação cujo Deus é o Senhor, porque vós sois inteiramente de Deus. Vós, Maria, sois nova Betel, sois Casa de Deus e Feliz Porta do Céu.

Eu vos entrego, Senhora do Mundo, como ato público a faixa presidencial brasileira, para que nunca seja usada por inimigos da fé e, portanto, inimigos do povo brasileiro. Perpetuamente, Mãe de Deus e nossa, governai com plenos poderes esses filhos que Cristo vos confiou do alto da Cruz.

Vós, Augusta Rainha dos Anjos, intercedei pelo Brasil e esmagai a cabeça de Satanás, chefe de nossos inimigos, para que possamos louvar o vosso Filho, nosso Senhor, na paz que só Ele pode nos conceder.

Que assim seja. Amém.

Consagrado no dia 24 de outubro de 2022.
Jair Bolsonaro.
https://www.gov.br/

Denúncia contra Bolsonaro analisada no STF prevê penas que podem chegar a 43 anos


Caso seja condenado pelos crimes de que é acusado na denúncia sobre a trama golpista de 2022, Jair Bolsonaro (PL) poderá receber pena de 43 anos de prisão, além de agravantes que podem aumentar esse tempo.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) analisa nesta terça-feira (25) se torna réus o ex-presidente e outras sete pessoas apontadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como integrantes do núcleo central que tentou impedir a posse do presidente Lula (PT) após a última eleição presidencial.

Bolsonaro é acusado dos crimes de liderar organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

Se condenado às penas máximas, o maior tempo de condenação viria pelo crime de organização criminosa armada, que pode somar 17 anos com as circunstâncias descritas pela denúncia (uso de arma de fogo e participação de funcionário público).

Veja abaixo as penas dos crimes pelos quais Bolsonaro é denunciado:

Organização criminosa: 3 a 8 de reclusão, aumentada para 17 anos;
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 4 a 8 anos;
Golpe de Estado: 4 a 12 anos;
Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público: 6 meses a 3 anos;
Deterioração do patrimônio tombado: reclusão de 1 a 3 anos.
A essas sanções podem ainda se somar agravantes como uso da violência.

Eventual condenação às penas máximas não significaria que Bolsonaro passaria todo o tempo preso, pois o limite de cumprimento de pena no Brasil é de 30 anos, e ainda há o direito à progressão de regime no sistema penitenciário.

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é alvo de diferentes outras investigações no STF (Supremo Tribunal Federal). Neste momento, ele não pode disputar eleições ao menos até 2030.

Na hipótese de uma sentença criminal condenatória em torno de um plano de golpe, o ex-presidente provavelmente também ficará inelegível por mais tempo, em razão da Lei da Ficha Limpa.

Isso porque, pela norma, condenados ficam inelegíveis desde a condenação por órgão colegiado até oito anos depois do cumprimento da pena.

No julgamento desta terça, a defesa do ex-presidente questionou aspectos da denúncia já afastados pelo Supremo, como o julgamento pela Primeira Turma, e negou que ele tenha liderado uma tentativa de golpe.

Em sustentação oral na corte, o advogado Celso Vilardi afirmou que ele ajudou na transição do comando das Forças Armadas.

“Foi o presidente que determinou a transição, que eles [chefes das Forças] atendessem o ministro da Defesa [José Mucio] que assumiria em janeiro. Não é possível dizer que é compatível com uma tentativa de golpe e com o uso do comando militar quando o presidente da República autoriza a transmissão do poderio militar em dezembro”, disse, citando entrevista de Mucio no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Caso a denúncia seja aceita pela Primeira Turma, o processo correrá sob a relatoria de Moraes, até o julgamento que decidirá pela condenação ou absolvição dos acusados.

A denúncia

A denúncia da PGR sobre a trama golpista afirma que Bolsonaro liderou a tentativa de golpe.

A acusação diz que ele adotou um tom de ruptura da normalidade institucional a partir de 2021, com os pronunciamentos em que se mostrava descontentes com as decisões de tribunais superiores e com as urnas eletrônicas.

Essa escalada, diz a Procuradoria, “ganhou impulso mais notável” quando Lula voltou a se tornar elegível após as anulações de suas condenações criminais.

Durante o segundo turno das eleições de 2022, afirma a PGR, “a organização pôs de novo em prática o seu plano de prolongar a permanência do líder no poder”.

É citado que foram ilicitamente mobilizados aparatos de segurança no Ministério da Justiça para mapear os lugares em que Lula teve votação mais expressiva no primeiro turno e que a Polícia Rodoviária Federal foi levada a realizar operações nesses lugares para dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação.

Após as eleições, o PGR afirma que “foram concebidas minutas de atos de formalização de quebra da ordem constitucional”, uma referência às chamadas “minutas do golpe”.

“O presidente da República à época chegou a apresentar uma delas, em que se cogitava da prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal e do Presidente do Senado Federal. Mais adiante, numa revisão, concentrou a providência na pessoa do ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, diz a denúncia.

Depois que as tentativas foram frustradas e Lula tomou posse, o grupo viu a manifestação do 8 de janeiro como “a última esperança da organização”. “Os seus membros trocavam mensagens, apontando que ainda aguardavam uma boa notícia.”

Folhapress

Desembargador aposentado interrompe sessão no STF e é detido por desacato

Foto: Reprodução /Sebastião Coelho
O advogado e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Sebastião Coelho, foi detido nesta terça-feira (25/03) após interromper a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não havia realizado o credenciamento prévio exigido para advogados que desejam acompanhar o julgamento presencialmente. A informação é do “Metrópoles”.

Coelho conseguiu acessar o terceiro andar do STF, onde a sessão ocorria, e começou a gritar em frente ao plenário, interrompendo momentaneamente a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. A sessão analisava a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados.

Diante da confusão, a Polícia Judicial do STF retirou Coelho do local e o deteve em flagrante por desacato e ofensas ao tribunal. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, determinou a lavratura de um boletim de ocorrência e, em seguida, a liberação do advogado.

Sebastião Coelho atua na defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro. Apesar disso, o julgamento de Martins não estava previsto para esta terça-feira.

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