PF, em operação conjunta, inutiliza minas subterrâneas e resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão no AM


Manaus/AM. Realizada entre os dias 31/01 e 03/02, a Operação Mineração Obscura 2 teve como objetivo inutilizar minas subterrâneas de garimpo ilegal e resgatar trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em Maués/AM. A operação contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

A investigação teve início a partir de denúncias de exploração de mão-de-obra degradante e uso de cianeto na extração ilegal de ouro, sendo esta operação um desdobramento da Operação Déjà Vu, que já identificara práticas semelhantes na região. 

Durante a ação, as equipes de campo constataram que os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas sem acesso a direitos básicos e estavam expostos aos riscos decorrentes do uso de substâncias químicas tóxicas. 

Além disso, verificou-se que a extração do minério ocorria por meio de minas subterrâneas – um método incomum e de alto risco –, e os danos ambientais já avaliados superam R$ 1 bilhão, considerando desmatamento, contaminação de lençóis freáticos e degradação de áreas de preservação.

O garimpo alvo desta operação é um dos mais antigos do Brasil, sendo esta a primeira vez que a Polícia Federal realiza a desintrusão de um garimpo subterrâneo. 

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

PF e BPFRON/PMPR apreendem caminhão, embarcação, cinco motocicletas e 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados

Guaíra/PR. Neste domingo (2/2), durante ação integrada pela PF e BPFRON da PMPR, foi observada movimentação suspeita em porto clandestino da Região de Porto Mendes, e equipes iniciaram procedimento de aproximação para melhor fiscalização.
Na tentativa de abordagem, os criminosos perceberam movimentação policial e empreenderam fuga em meio a mata fechada da região, não sendo localizados; 
 
No local, foram encontrados 1 caminhão que estava estacionado na barranca do rio, 1 barco de 12 metros e aproximadamente 25 mil pacotes de cigarros de origem Paraguaia.
Diante dos fatos, todos os objetivos foram apreendidos e encaminhados junto com os cigarros para a Delegacia de Polícia Federal de Guaíra, para os procedimentos cabíveis. Comunicação Social da Polícia Federal em Guaíra

FICCO/SP apreende 825 kg de maconha

Bauru/SP. Neste sábado (1/2), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (FICCO/SP), com apoio do Tático Ostensivo Rodoviário da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo (TOR), prendeu uma mulher por tráfico de drogas na Rodovia SP 300, no município de Guarantã/SP.

Após a abordagem do veículo, foram localizados tanto no bagageiro como nos bancos traseiros do veículo diversos tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 825 kg.

Diante dos fatos, a motorista do veículo foi presa em flagrante e declarou ter sido contratada para realizar o transporte do carregamento de drogas de Lins/SP até o município do Rio de Janeiro/SP.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia Federal em Bauru/SP, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante pela prática do delito de tráfico de drogas. A presa se encontra à disposição da Justiça e aguarda a realização da audiência de custódia.

FICCO/SP
As ações policiais desencadeadas na FICCO são produto de cooperação interagências, com foco na inteligência de segurança pública.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo - FICCO/SP é composta atualmente pela Polícia Federal (PF), Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo SSP/SP, Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo - SAP/SP e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

Comunicação Social da Polícia Federal em Bauru/SP
Telefone: 14 99198-0321

Musk chama agência de ajuda externa dos EUA de criminosa e fala em fechá-la

O bilionário Elon Musk, que integra a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Usaid, agência do país para o desenvolvimento internacional, de “organização criminosa” e disse que vai fechar o órgão. “É hora de ela morrer”, afirmou, neste domingo (2).

As afirmações estão na sua rede social, o X, onde o empresário mais rico do mundo tem feito diversas publicações sobre a agência nos últimos dias.

Em uma delas, Musk comenta um vídeo no qual a agência é acusada de estar envolvida “em trabalhos sujos da CIA” e na “censura da internet”. Em outro, sem apresentar provas, o bilionário pergunta a seus 215 milhões de seguidores: “Sabiam que a Usaid, usando seus impostos, financiou pesquisas de armas biológicas, incluindo a Covid-19, que matou milhões de pessoas?”.

Musk lidera o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), que, apesar do nome, não é um departamento propriamente dito, mas uma equipe dentro do governo. A iniciativa foi desenhada para buscar maneiras de cortar gastos federais.

Os limites da atuação do Doge tornam os planos incertos. Na manhã desta segunda (3), porém, o bilionário voltou a mencionar o fechamento da agência em um evento transmitido no X —decisão que teria sido aprovada pelo presidente americano. “Eu conversei com ele em detalhes, e ele concordou que deveríamos encerrar”, afirmou. “Então, estamos encerrando.”

No domingo, Trump afirmou a jornalistas que a agência é administrada por “lunáticos radicais”. No entanto, tergiversou ao falar sobre o fechamento do órgão. “Vamos tirá-los de lá e depois tomaremos uma decisão”, disse.

Parte da equipe de mais de 10 mil pessoas da Usaid já foi afastada. A gestão Trump suspendeu dezenas de altos funcionários da agência e emitiu ordens de paralisação de trabalho que levaram à demissão de centenas de contratados. Além disso, no sábado (1º), os dois principais funcionários de segurança da agência foram colocados em licença administrativa após recusarem a membros do Doge o acesso a sistemas internos, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

A medida faz parte da política conhecida como “América Primeiro” de Trump, que ordenou um congelamento global na maior parte da ajuda externa dos EUA, impactando grupos humanitários de todo o mundo. Hospitais de campanha em campos de refugiados na Tailândia e programas de medicamentos para quem sofre de doenças como o HIV estão entre as iniciativas em risco, que incluem organizações brasileiras.

No ano fiscal de 2023, a Usaid gastou cerca de US$ 38,1 bilhões (mais de R$ 222 bilhões) em serviços de saúde, assistência a desastres e outros programas, o que representa menos de 1% do orçamento federal.

Também nesta segunda, Musk afirmou que a redução de despesas nos EUA pode levar a um corte de US$ 1 trilhão do déficit dos EUA no próximo ano, sem dizer como teria chegado ao valor. Ele ainda afirmou, sem apresentar provas, que ” profissionais em fraude estrangeira” estariam roubando grandes somas se passando por cidadãos digitais do país.

As afirmações ocorrem após o controverso acesso de Musk ao sistema do Tesouro, que envia mais de US$ 6 trilhões por ano em pagamentos em nome de agências federais e contém informações pessoais de milhões de americanos que recebem pagamentos da Previdência Social, reembolsos de impostos e outros valores do governo.

O democrata Peter Welch, membro do Comitê de Finanças do Senado, pediu explicações sobre por que Musk teve acesso ao sistema de pagamentos. “É um abuso grosseiro de poder por parte de um burocrata não eleito e mostra que o dinheiro pode comprar poder na Casa Branca de Trump”, disse Welch em um comunicado.

Folhapress

Lula chama Hugo e Alcolumbre de amigos e promete ouvir Congresso antes de mandar projetos

O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (3) que os novos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), são seus amigos e que vai sempre ouvir Congresso antes de mandar projetos do governo.

“Eu estou muito feliz porque, primeiro, sou amigo dos dois. Tenho conhecimento do compromisso democrático que os dois têm”, disse o presidente. “E quero dizer que eles não terão problema na relação política com o Poder Executivo.”

“Jamais eu mandarei um projeto para a Câmara dos Deputados ou para o Senado sem antes ouvir as lideranças dos partidos políticos, que são os que vão brigar lá dentro para aprovar os projetos. Jamais mandaremos um projeto sem que haja anuência daqueles que trabalham para que as coisas deem certo no Brasil.”

O presidente do Senado reforçou o compromisso feito no sábado (1º) com a agenda do governo e afirmou que o país não tem tempo para crises. Na mesma linha, Hugo pregou harmonia e independência entre os Poderes e disse buscar uma agenda produtiva para o país.

“A Câmara estará à disposição para construirmos uma pauta positiva para o país. a nossa democracia rege a nossa Constituição que os Poderes devem ser independentes e harmônicos. E essa harmonia, penso eu, é o que o Brasil precisa”, disse Hugo.

“O Poder Legislativo não pode se furtar em ajudar o governo do Brasil a melhorar a vida dos brasileiros. E eu tenho certeza que esse é o espírito colaborativo”, disse Alcolumbre. “Precisamos apoiar a agenda do governo.”

Lula recebeu a dupla no Palácio do Planalto ao lado dos líderes do governo e dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação da Presidência) e Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência).

Mais cedo, Hugo participou de uma missa na Câmara que contou com a participação do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Alckmin afirmou que gostou dos discursos de posse dos dois novos presidentes do Congresso, citando a defesa da democracia e o protagonismo do povo, destacando o diálogo. “Esse é o bom caminho”, afirmou.

Alcolumbre foi eleito no sábado com 73 dos 81 votos. Momentos após o anúncio do resultado, ele recebeu um telefonema do presidente Lula e outro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Horas mais tarde, foi a vez de Hugo Motta ser eleito, com o voto de 444 dos 513 deputados federais. Ele também conversou com Lula por telefone, mas neste domingo (2).

Lula afirmava oficialmente que não iria se intrometer na eleição para as duas Casas do Congresso Nacional. Os dois nomes, no entanto, contaram com o apoio e o aval do Palácio do Planalto.

Thaísa Oliveira , Victoria Azevedo , Renato Machado e Mariana Brasil/Folhapress

Itagibá: Secretaria de Assistência Social realiza entrega de cestas básicas.

       49 meses de compromisso: distribuição de cestas básicas segue beneficiando famílias em Itagibá

A Prefeitura de Itagibá, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou a primeira entrega de cestas básicas de 2025, garantindo segurança alimentar para as famílias que mais precisam. Esse é um trabalho contínuo, que não vai parar!
Nos últimos 48 meses, milhares de cestas básicas foram entregues, levando dignidade, esperança e conforto aos lares de nossa população. E seguimos firmes nesse compromisso, sempre buscando avanços e melhorias para atender quem mais precisa.

Cuidar da nossa gente é mais do que um compromisso, é a nossa missão!

O trabalho continua, porque cuidar das pessoas é prioridade!
Ascom/Prefeitura de Itagibá

Novo conversa com deputados de outros partidos e sonda sobre filiação

Deputado federal Marcos Pollon (dir.) em foto de 2022 ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O Partido Novo abriu conversas com diversos deputados federais com o objetivo de filiá-los até a eleição de 2026.

Houve contatos, entre outros, com Filipe Martins (PL-TO), Marcos Pollon (PL-MS), Lucas Redecker (PSDB-RS) e Delegado Palumbo (MDB-SP).

A ideia seria que eles migrassem para a legenda na janela de transferência partidária, em março do ano que vem, ou antes disso, caso tenham autorização de seus partidos atuais.

O Novo colocou como prioridade para 2026 eleger uma bancada expressiva na Câmara, e assim cumprir a cláusula de barreira.

Como mostrou o Painel, também há um esforço para aumentar a bancada de senadores. Uma sondagem já foi feita a Marcos Pontes (PL-SP).

Fábio Zanini/Folhapress

Regra de Trump fez governo Biden ter 2º maior fluxo de expulsão de imigrantes do século

Uma norma de controle de fronteira acionada em 2020 no primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mantida por Joe Biden, fez com que a deportação de imigrantes em situação irregular no país atingisse milhares na gestão do democrata, um patamar que não era visto desde os anos pós-11 de Setembro.

De 2020 a maio de 2023, 2,9 milhões de imigrantes foram expulsos dos Estados Unidos, 93% deles na gestão Biden. A base jurídica era a lei de poderes de emergência de saúde pública, conhecida como Título 42, que negava o direito ao pedido formal de asilo. O contexto era o da pandemia de Covid-19.

O pico foi em 2022, com mais de 1,1 milhão de expulsões sob a rubrica sanitária.

Considerando todas as vias de deportação, 2022 foi o quarto ano com mais casos no século 21. O ano com mais registros foi o de 2001, primeiro do mandato de George W. Bush, com 1,4 milhão de casos. O segundo e o terceiro ano foram 2004, com 1,3 milhão, e 2005, com 1,25 milhão.

A Folha analisou dados revisados desde 2001 dos relatórios anuais do Escritório de Estatísticas de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês). O levantamento considerou as deportações de imigrantes sem condenação criminal, regressos forçados (uma deportação mais ágil) e expulsões sob o Título 42.

Os números mostram como as diferentes formas de deportação de imigrantes em situação irregular constituem uma política que se mantém independentemente do partido no poder da Casa Branca.

Sob Bush filho predominou a política de regresso forçado, em que o imigrante autuado por agentes de fronteira é submetido a um trâmite legal mais rápido ou pode retornar voluntariamente. A partir de 2012, no primeiro governo Obama, preponderaram as deportações, em que há um processo judicial completo antes da remoção. Nesse quesito, o democrata foi quem mais deportou neste século.

As deportações foram a principal política também sob Trump. Embora em termos numéricos o contingente de deportados pelo republicano em seu primeiro governo (2017-2021) seja inferior ao período Obama, políticas como a de separar crianças imigrantes de suas famílias geraram comoção internacional.

Ao todo, foram 650 mil deportações e 307 mil regressos no governo Trump, que adotou o “Fique no México”, um programa que obrigava estrangeiros a esperar a resolução de seus processos migratórios fora do país, reativada neste mês.

Já no primeiro mandato de Obama (2009-2013), foram 879 mil deportações e 1,3 milhão de regressos. Em seu segundo governo (2013-2017), 883 mil e 415 mil, respectivamente.

Em 2020, o Título 42 foi usado para expulsar 206 mil imigrantes em situação irregular. Somada às outras políticas, 378 mil pessoas foram obrigadas a deixar o país, o maior registro de sua gestão.

No governo Biden, enquanto o quadro de expulsões chegou aos milhões, o de deportados pela via legal atingiu 24 mil, o mais baixo desde 2001, 7% a menos em relação ao registrado no último ano de Trump e 34% a menos em comparação ao último ano de Obama.

Porém, em 2024, após findarem as expulsões do Título 42, a situação se inverteu, com o total de regressos forçados superando o de deportados.

Doutor em sociologia pela Goldsmiths Universidade de Londres e pesquisador de imigração internacional e fronteiras, o professor Gustavo Dias afirma que, durante a gestão Biden, o que se viu foi uma política de controle feita nos países de origem ou trânsito.

Como exemplo, cita a exigência de visto para viajar ao México a partir de agosto de 2022 e o discurso feito na Guatemala pela vice-presidente Kamala Harris, em 2021, que desestimulou o fluxo de imigração em situação irregular. “Se você vier, será enviado de volta”, afirmou à época.

“Biden tinha a figura da Kamala, que estava percorrendo a América Latina e fazendo acordos, para fazer que chamo de externalizar fronteiras. Quando começa a corrida eleitoral, Trump volta a visitar o muro, e o próprio Biden muda o foco. Biden deportou muito mais do que o Trump, só que as deportações não ganharam essa espetacularização”, afirma Dias, que leciona na Universidade Estadual de Montes Claros, no norte de Minas.

Deportação por nacionalidade
Mexicanos, guatemaltecos e hondurenhos foram as nacionalidades com mais expulsões sob o Título 42 e por meio de deportações. Colombianos, venezuelanos e haitianos também figuravam entre os principais fluxos.

O Brasil foi o sétimo país em número de deportados dos EUA desde 2001, com 127,7 mil casos. O pico ocorreu em 2005, com quase 38 mil, mesmo número de venezuelanos expulsos do país em 2023.

Dias atribui esse fluxo ao cenário econômico do país no primeiro governo Lula, quando ainda não havia medidas de amplo impacto, e a migração parecia uma perspectiva atraente. Em 2005, a TV Globo exibiu a novela “América”, sobre imigrantes que tentavam cruzar a fronteira do país. À época, a emissora negou que a trama tenha estimulado fluxos de brasileiros.

O governo americano estima que ao menos 200 mil imigrantes entraram no país de maneira irregular desde o ano 2000, e mais da metade deles eram mexicanos, principal fluxo para o país, seguido de longe por nacionais de El Salvador, com 11 mil imigrantes, e Guatemala, com quase 10 mil. O total não inclui entradas de 2001 a 2004 e em 2021, por conta da pandemia.

De 2001 a 2023, o governo dos Estados Unidos concedeu residência permanente a mais de 23,7 milhões, em média cerca de um milhão por ano. O número de concessões tem caído desde o último ano do governo Obama.

Em termos de nacionalidades, países da América Latina e Ásia têm o maior número de residentes no período. A lista é liderada pelo México, com mais que o dobro de concessões que o segundo lugar, a Índia. A China aparece na sequência.

Biden é o presidente que menos concedeu residência a mexicanos nos últimos 24 anos. Ao mesmo tempo, nenhum outro presidente se aproxima da média concedida aos indianos.

Apesar da retórica agressiva contra latinos, Trump é o líder em residências permanentes para imigrantes de Cuba –em 2016, Obama foi o primeiro presidente a visitar o país desde 1928– e da República Dominicana. Já no governo Obama, a maior média anual foi para chineses.

Géssica Brandino e Nicholas Pretto/Folhapress

Centrão domina eleição do Congresso, cobra de Lula fatura alta e não dá garantia de apoio em 2026

Líderes do centrão celebraram a folgada vitória para o comando do Congresso Nacional como um trunfo para a ampliação de poder sobre o governo e para o aumento de influência sobre a verba pública, num momento de queda de popularidade do presidente Lula (PT).

Já na noite de sábado (1º), após a eleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de Hugo Motta (Republicanos-PB) para as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados, aliados da dupla discutiam cenários de um possível redesenho do governo e de retomada do controle sobre as emendas parlamentares.

Fortalecidos, líderes do grupo passaram a defender um choque na estrutura da gestão Lula, que poderia incluir a redução do peso do PT na chamada cozinha do Palácio do Planalto, responsável pela coordenação do governo.

Representantes desses partidos têm alertado que uma simples acomodação de suas legendas no ministério de Lula não basta para garantir uma adesão a todos projetos de interesse do governo no Congresso e, menos ainda, para assegurar apoio à uma candidatura de Lula à reeleição em 2026.

Para que esses partidos ampliem o alinhamento com o governo e, depois, subam no palanque petista, Lula precisaria reorganizar o governo e recuperar popularidade —principal desafio do governo neste momento.

Líderes do centrão manifestam resistência a adensar sua participação no mandato do petista num momento de queda dos índices de avaliação do presidente. O argumento é que, com esse movimento, eles arriscariam seu capital político entre eleitores de direita.

Um integrante da cúpula da Câmara aponta que, atualmente, deputados e senadores já são “unidades orçamentárias”, graças ao aumento expressivo das emendas parlamentares, e que não são mais dependentes da força do governo para abastecer seus redutos eleitorais. Por isso, a retomada do poder sobre as emendas, alvo de bloqueio do STF, soa até mais urgente do que uma reforma ministerial.

Essas constatações são interpretadas, tanto no governo como no próprio centrão, como um diagnóstico legítimo do quadro político, mas também como um argumento para ampliar o poder de barganha do Congresso na negociação de cargos no primeiro escalão.

Um dirigente desses partidos afirma que a ideia de participação na equipe de Lula não é totalmente descartada porque há, sim, chances de reeleição do presidente em 2026, principalmente diante da possibilidade de um racha da direita.

Com esse cenário, aliados de Lula afirmam que ele já admite, em conversas reservadas, a necessidade de fazer um gesto mais amplo para esses partidos, com uma reforma ministerial mais abrangente. Para isso, poderia ser necessário sacrificar aliados próximos e o próprio PT.

Nesta segunda-feira (3), Lula dará início a uma nova rodada de conversas políticas. À tarde, ele se reunirá com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), que deve assumir o cargo de ministra-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Há uma expectativa de que Lula receba também Alcolumbre e Hugo.

O presidente teria sinalizado a intenção de reacomodar o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), na Saúde. Lula vem demonstrando insatisfação com o desempenho da atual titular, Nísia Trindade, embora resista a demiti-la. Padilha seria um substituto natural porque já ocupou o cargo no governo Dilma Rousseff (PT).

Caso a troca seja feita, Lula faria uma mudança na cozinha do Planalto. O ministério responsável pela articulação política poderia ficar com um não petista. O mais cotado hoje seria o ministro Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), do Republicanos, partido de Hugo Motta.

A cúpula da Câmara, por sua vez, ainda trabalha para emplacar no posto o líder do MDB na Casa, Isnaldo Bulhões Jr (AL), devido à boa relação que ele mantém com Hugo e com Alcolumbre.

As discussões no governo para ampliar laços com partidos de centro e centro-direita refletem um comportamento crítico de líderes dessas legendas em relação ao governo. O caso mais emblemático é o do PSD, cujo presidente, Gilberto Kassab, disse na semana passada que Lula não conquistaria um novo mandato se a eleição ocorresse agora.

Nessa lógica, ganhou mais força a aposta no ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o ministério de Lula. Emissários chegaram a pleitear para ele a pasta da Justiça, mas o presidente não gostaria de tirar do cargo o atual titular, Ricardo Lewandowski.

O Ministério de Minas e Energia, atualmente controlado por Alexandre Silveira (PSD), poderia ser um destino para Pacheco. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ocupado pelo vice Geraldo Alckmin (PSB), também seria alvo de interesse, o que ainda dependeria de uma negociação com Alckmin.

Dentro da estratégia de atrair o centrão, há expectativa de negociação com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), a quem é creditado o desempenho de Hugo na eleição para a Casa.

Segundo aliados de Lula, o presidente tem a opinião de que Lira não impôs tantos obstáculos à agenda do governo na Câmara e, por isso, não estaria descartada a possibilidade de sua nomeação para um ministério como o da Agricultura, ainda que o trabalho do atual ministro, Carlos Fávaro (PSD), seja bem avaliado.

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), também é citado na bolsa de apostas. Integrantes do governo avaliam que ele ajudaria o governo a se aproximar do segmento evangélico, além de ser uma sinalização ao próprio partido.

Interlocutores do presidente citam um remanejamento, considerado muito provável, da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PC do B), para a pasta das Mulheres. Seria uma prova de que Lula está disposto a reduzir o espaço de um aliado histórico no xadrez que poderia acomodar partidos de centro.

O desenho foi esboçado diante da constatação do fortalecimento do centrão. Elaborado no calor das eleições no Congresso, o modelo pode ser revisto, como já aconteceu em discussões de reformas ministeriais passadas.

Lula tem insistido para que os ministros de estados do Nordeste trabalhem para reverter tendência de queda de sua aprovação na região —o que tem sido motivo de preocupação do presidente. Aliados do presidente afirmam que a reforma deve consumir mais 15 dias.

Catia Seabra e Victoria Azevedo/Folhapress

STF adota perfil político e de unidade em contraposição a rachas do passado

O STF (Supremo Tribunal Federal) volta aos trabalhos nesta segunda-feira (3) após ter reforçado, em 2024, o papel de ator político nos casos que julga e um discurso da defesa institucional que tem feito o plenário demonstrar alinhamento interno.

Ao menos em casos de grande repercussão política e midiática, a corte tem se empenhado em exibir uma atuação colegiada, diferente dos tempos de “11 ilhas isoladas”, metáfora usada pelo então ministro Sepúlveda Pertence.

Nesta segunda, o STF realiza a sessão solene de abertura do ano judiciário, e as sessões no plenário serão retomadas na quarta-feira (5).

Até setembro, Luís Roberto Barroso presidirá os trabalhos, quando será substituído pelo atual vice-presidente, Edson Fachin. Nenhum dos dois é apontado como bom articulador político.

Antigos desafetos, Barroso e o decano da corte, Gilmar Mendes, agora têm uma relação mais próxima. Frequentam jantares juntos e, mais do que isso, Gilmar auxilia Barroso na articulação política.

O tribunal tem sido demandado e se colocado no centro de questões políticas, como na análise da trama golpista contra a posse de Lula (PT) após a eleição de 2022 ou na relação entre Palácio do Planalto e Congresso Nacional por meio da discussão das emendas parlamentares.

Para além de serem acionados, ministros também se apresentam espontaneamente como atores políticos, como Gilmar e Dias Toffoli, entre outros, que participaram de encontros fora da agenda com autoridades de outros Poderes.

O plenário virtual tem sido uma ferramenta usada para demonstrar união. Ao julgar o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tirar Alexandre de Moraes dos casos da trama golpista, em dezembro, em poucas horas a maioria foi formada, apesar de eles terem uma semana para incluir os votos no ambiente remoto.

Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram os únicos a votarem no último dia, e apenas o segundo defendeu o impedimento de Moraes. Os dois, indicados pelo ex-presidente, têm posturas distintas em relação à integração na corte.

Kassio tem um perfil mais pragmático e de diálogo aberto com os outros magistrados. Até aqui, Mendonça é tido por integrantes da corte como o mais “ideológico”, mesmo que isso signifique certo isolamento no tribunal.

É hoje o mais afastado dos demais, ainda que ele e Kassio tenham discordado, integralmente ou em parte, de decisões de Moraes que tratam de temas relacionados a apoiadores do ex-presidente, como os processos sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Outras manifestações de unidade ocorreram em setembro, na decisão de Moraes de suspender a rede social X (ex-Twitter) no país, e depois de determinação de Luiz Fux ao governo para criar ferramentas para impedir o uso de recursos de benefícios sociais em bets, em novembro.

Assessores avaliam que a mudança de composição da corte nos últimos anos impactou na virada de perfil. Os ministros, hoje, são vistos como mais políticos e menos técnicos. Isso significa que são mais inclinados a tratativas para alcançarem maioria mais expressiva ou comporem com colegas.

No plenário e nos bastidores, os ministros mantêm relações, segundo classificam assessores da corte, mais cordiais que no passado.

Há seis anos, Barroso e Gilmar protagonizaram um bate-boca transmitido ao vivo.

“O senhor é a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”, disse Barroso, que ouviu, como réplica, que deveria “fechar seu escritório de advocacia”.

Gilmar também protagonizou um memorável entrevero com o então ministro Joaquim Barbosa, em 2009, ocasião em que esse disse ao colega que era para ele modular o tom porque não estava falando com “um de seus capangas do Mato Grosso”.

Enfrentamentos desse tipo não têm se repetido. O início dessa virada tem como marca a chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2019 e a deflagração dos ataques do ex-presidente, sobretudo a partir de 2020.

No período anterior, os confrontos, velados ou não, eram rotina nos casos decorrentes da Operação Lava Jato, por exemplo.

A abertura do inquérito das fake news pelo então presidente Dias Toffoli em 2019, de forma incomum, sem pedido do Ministério Público e sem ser submetido a sorteio para definição do relator, serviu também como objeto em torno do qual o colegiado se uniu. Cinco anos mais tarde, segue servindo a esse propósito.

A pandemia da Covid-19 foi também um ponto de inflexão. Diante da postura negacionista do governo a respeito das medidas de contenção do coronavírus, da vacinação e a propaganda de medicamentos sem comprovação científica, partidos de oposição e governadores recorreram ao STF para contornar a emergência social, econômica e sanitária.

Recentemente, o caso que debateu a estrutura da Justiça criminal em São Paulo, pelos Departamentos de Execução Criminal (Decrim) e de Inquérito (Dipo), parecia que seria uma exceção a mobilizar um debate mais acalorado.

Em agosto, o caso foi retomado no plenário físico depois de ter sido iniciado no virtual, mas interrompido a pedido de Moraes. Na ocasião, os ministros discutiram detalhes do assunto e possível relação da matéria com o juiz de garantias. Sem consenso, André Mendonça pediu o adiamento.

Na retomada, no entanto, em 7 de novembro, a disputa foi resolvida em questão de minutos. Barroso citou debates feitos no cafezinho antes da entrada no plenário, quando os magistrados chegaram a um consenso.

Não foi a única vez. Em algumas ocasiões o presidente indica que os ministros discutiram os processos em pauta para azeitar os entendimentos, e, mesmo com divergências, não elevarem os ânimos no plenário.

Ana Pompeu/Folhapress

Mulher com uma carabina e drogas é detida pela PM em Macarani

Policiais militares da 8ª CIPM detiveram uma suspeita com arma, munições e drogas no município de Maracani, na tarde de sexta-feira (31).

Os militares realizavam intensificação de patrulhamento, quando foram informados de que havia um grupo de pessoas armadas comercializando drogas na Rua Arlindo Nascimento. Em ação conjunta com a Guarda Municipal, os policiais confirmaram o fato. Com a aproximação policial, dois indivíduos fugiram e uma mulher foi presa.

Na ação, foram apreendidas uma carabina calibre 9mm com dois carregadores e 50 cartuchos, porções de maconha, 32 pinos de cocaína, dois celulares, uma balança de precisão, uma roupa de camuflagem e dinheiro em espécie.

A suspeita e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Itapetinga, onde a ocorrência foi registrada.

PM detém suspeito de caça ilegal em Eunápolis

Policiais militares da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) Porto Seguro foram acionados após denúncia de caça ilegal, na noite de quinta-feira (30), na zona rural de Eunápolis.

No local, os militares prenderam um homem que caçava ilegalmente. Com o suspeito, foram encontradas uma carabina, calibre 36, uma carabina artesanal, uma motocicleta e um animal silvestre abatido.

Em continuação à diligência, a guarnição PM ainda apreendeu na posse do suspeito outra carcaça de animal abatido (tatu) e o couro de um terceiro animal silvestre (jacaré), além de outros itens utilizados para a prática de caça, como (pólvora, chumbo, espoleta e armadilhas).

O homem e todo o material apreendido foram encaminhados para a delegacia que atende à região, para fins de adoção das medidas cabíveis.

PM apreende drogas em Jequié

Policiais militares da Cipe Central apreenderam drogas, no bairro Jequiezinho, cidade de Jequié, na noite de sábado (1).

Os militares realizavam a Operação Hórus, quando avistaram três indivíduos, sendo dois em uma motocicleta. Ao darem a voz de abordagem, dois homens fugiram e um foi capturado.

Com o suspeito, foram encontradas quatro porções de cocaína, dois celulares e dinheiro em espécie. O suspeito e todo o material apreendido foram apresentados na delegacia territorial de Jequié para tomada das medidas cabíveis.

Foto(s) : Cipe Central

Aulas na Rede Estadual da Bahia serão retomadas no dia 10: confira o Calendário Escolar 2025

     Mais informações e acesso ao calendário completo podem ser obtidos no site da SEC

Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) divulgou o Calendário Escolar 2025, que já está disponível para consulta no site oficial educacao.ba.gov.br. De acordo com o documento, as aulas na rede estadual de ensino serão retomadas no próximo dia 10 de fevereiro.

O calendário traz, também, informações detalhadas sobre as principais ações programadas para o ano letivo, garantindo organização e planejamento para toda a comunidade escolar. A Secretaria de Educação anunciou que, em breve, será divulgada a data do Encontro Estudantil 2025, que promete ser ainda maior e repleto de novidades para os estudantes.

Mais informações e acesso ao calendário completo podem ser obtidos no site da SEC

Violência: Jequié registra 16 homicídios em um mês e se torna referência negativa em violência


A cidade de Jequié registrou mais um homicídio na noite deste sábado, 1º de fevereiro, no bairro Joaquim Romão. Ramon Bispo, 38 anos, conhecido como "Pé de Pato", foi morto com vários tiros e não resistiu aos ferimentos.

Esse é o 16º homicídio registrado em Jequié nos últimos 30 dias, com três mulheres entre as vítimas, todas na região do bairro Mandacaru.

A série de homicídios acontece apesar da operação "Horus" da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que visa combater a violência na cidade.

A guerra entre facções elevou Jequié a uma das cidades mais violentas do Brasil, de acordo com o Fórum Brasileiro da Violência.

Além disso, o corpo de Iandra, 23 anos, que estava desaparecida desde o último dia 31 de janeiro, foi encontrado no mesmo dia. Ela havia sido levada de uma residência no Mandacaru por homens armados.

Crédito: marcoscangussu

Pagamento de boletos por Pix começa nesta segunda (3); veja como vai funcionar

Boletos poderão ser pagos por meio de um QR Code inserido no próprio documento
A partir desta segunda-feira (3), entra em vigor a resolução do BC (Banco Central) que autoriza o pagamento de boletos via Pix e cria uma nova modalidade de cobrança chamada de “boleto dinâmico”.

Segundo a autarquia, os boletos poderão ser pagos por meio de um QR Code inserido no próprio documento.

“Assim, serão incorporadas a agilidade, a conveniência e a grande aceitação do Pix à experiência do uso do boleto de pagamento, instrumento amplamente utilizado e objeto de diversos aperfeiçoamentos de segurança ao longo dos últimos anos”, diz o BC em comunicado oficial.

A medida, anunciada em dezembro, ganhou o apelido de “bolepix”.

A resolução regulamenta o modelo de pagamento, já usado de forma experimental por algumas instituições, de acordo com a autoridade monetária.

Já o boleto dinâmico é voltado para pagamentos de dívidas em cobranças representadas por certos tipos de títulos, como duplicatas escriturais, e permite alterar a instituição destinatária, assim como o beneficiário, que passa a ser o titular de direitos.

O BC afirma que a novidade trará segurança para o devedor, que saberá que os recursos pagos serão direcionados de forma automática para o credor. O boleto dinâmico será vinculado diretamente ao título, emitido de forma digital em sistemas autorizados pela autoridade monetária.

“A criação do boleto dinâmico representa, portanto, enorme avanço no sentido de modernizar o sistema financeiro e dar mais segurança na negociação de importantes tipos de títulos essenciais ao fomento de uma ampla gama de empresas integrantes da economia real, principalmente as de pequeno e médio porte”, disse.

Ainda serão definidos -por meio de uma instrução normativa a ser editada- os tipos de ativos financeiros que poderão entrar no escopo do boleto dinâmico. Neste primeiro momento, a novidade se estende apenas a duplicatas escriturais e recebíveis imobiliários.

A autarquia informou que o boleto dinâmico deve entrar em operação em até seis meses após a aprovação de ao menos um dos sistemas de escrituração ou de registro que darão suporte digital a esses títulos ou ativos. Ambos ainda estão em processo de implementação.

Folhapress

PF, FAB, Gefron-MT e PM-MT apreendem 500 kg de skunk após aeronave com irregularidades realizar pouso forçado

Cuiabá/MT. A Polícia Federal, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), o Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (Gefron-MT) e a Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT) deflagrou em 2/2 uma operação integrada de enfrentamento ao tráfico de drogas, resultando na apreensão de aproximadamente 500 kg de Skunk. A ação foi conduzida a partir do compartilhamento de informações entre as forças de segurança, que possibilitou a identificação, por meio de monitoramento aéreo, de uma aeronave circulando no espaço aéreo brasileiro sem plano de voo.

A FAB e a Polícia Federal acompanharam a aeronave até que, seguindo os protocolos institucionais, foi iniciado o procedimento de interceptação. Durante a operação, a aeronave realizou um pouso forçado em área rural próxima ao município de Manacapuru, no estado do Amazonas. Embora o piloto tenha conseguido fugir do local após incendiar a aeronave, uma equipe da Polícia Federal apreendeu o carregamento de drogas antes que as chamas consumissem o avião.

Essa ação integra o esforço conjunto das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, e as investigações seguem em curso, com especial atenção à prisão das lideranças e à descapitalização das organizações criminosas.

Comunicação Social da Polícia Federal em MT

Bispa Keila Ferreira, líder da Assembleia de Deus no Brás, morre aos 52 anos

A líder religiosa era casada com o bispo Samuel Ferreira e deixa dois filhos e dois netos. A causa da morte não foi divulgada.

A bispa Keila Ferreira, líder da Assembleia de Deus no Brás, no Centro de São Paulo, morreu aos 52 anos neste sábado (1°). A causa da morte não foi divulgada.

Líder evangélica conhecida nacionalmente, Keila presidia a Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Nacional (CIBEN), o Congresso Feminino de Oração e Ação do Estado de São Paulo (CORAFESP) e o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Assistência Social (IDEAS).

A bispa era casada com o bispo Samuel Ferreira, tinha dois filhos, o pastor Manoel Ferreira Neto e a evangelista Marinna Ferreira e dois netos. 

 O presidente Lula (PT) lamentou a morte da líder religiosa e publicou uma nota de pesar neste domingo (2).

 "Importante liderança das mulheres, a bispa Keila era uma referência de fé inabalável e amor genuíno ao próximo. Sua vida foi marcada pelo compromisso incansável em servir, inspirando muitos com seu exemplo e ensinamentos", escreveu o presidente.

Integrantes da bancada evangélica também lamentaram a morte da bispa.

"De coração apertado venho aqui me despedir da amada @bispakeilaferreira, que nos deixou hoje. Que Deus conforte a família neste momento de dor e saudade. Recebam o meu abraço apertado", disse a senadora Damares Alves em uma rede social.

O senador Magno Malta descreveu Keila como "uma mulher de fé, amor e dedicação, cujo ministério impactou milhares de vidas".

"Uno-me em oração ao Bispo Samuel, seus filhos e toda a família, pedindo que o Espírito Santo traga conforto nesse momento de dor. Que a certeza da ressurreição em Cristo seja o alento para todos nós", afirmou o parlamentar.

BAVI dos 200 anos: clássico homenageia história da Polícia Militar


Quem garante a segurança de torcedores, jogadores e todos os envolvidos dentro e fora dos estádios ganhou um destaque especial durante o primeiro BAVI do ano, a partida de n° 500 na histórica rivalidade entre os clubes e realizada na tarde deste sábado (1º). A ação faz parte das comemorações do bicentenário da PMBA e tem o objetivo de promover a paz nos estádios, com uma campanha que reforça a importância da segurança e da harmonia entre as torcidas.
Antes de iniciar a partida, os hinos foram tocados pela Banda de Música da Polícia Militar da Bahia (PMBA) e foi exibida uma faixa alusiva à campanha “BAVI da Paz”. As crianças e a equipe de arbitragem entraram em campo utilizando camisas brancas com a logo “BAVI da Paz” e a marca dos 200 anos da PMBA. Uma faixa alusiva à campanha, foi exibida, destacando o compromisso com a paz nos estádios.

Ainda antes da partida, foi exibido também um clip institucional com a música comemorativa ao bicentenário da PMBA cantada pelo cantor Jau, destacando os 200 anos da instituição.

No intervalo do clássico, o sistema de som da Arena Fonte Nova transmitiu uma mensagem oficial da PMBA, que reforçou o papel da Polícia Militar na promoção da segurança pública.

Duas camisas da campanha foram autografadas pelos jogadores dos dois clubes (Bahia e Vitória) e entregues ao coronel Henrique Melo, que representou a instituição no evento.

“O nosso compromisso é com a segurança e a convivência pacífica no futebol. Estamos completando 200 anos de história, cumprindo, com técnica e qualidade, missões importantes, como a manutenção da ordem pública dentro e no entorno dos estádios. Aqui estamos para garantir que famílias e torcedores aproveitem um momento de lazer em paz, como deve ser. A sociedade sempre contará conosco, como uma força a serviço do cidadão em qualquer circunstância”, ressaltou o coronel Coutinho.

As camisas ficarão expostas no Museu da Polícia Militar, localizado no Quartel do Comando Geral (QCG), nos Aflitos.

Policiamento

Fora das quatro linhas do campo, a atuação da corporação também deu um show. Patrulhas do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe) na área interna e da 2ª CIPM e de outras unidades convencionais e da tropa especializada nos arredores da Arena Fonte Nova garantiram a segurança dos torcedores. O Bepe realizou ainda o acompanhamento das delegações, com o apoio de outras unidades da Polícia Militar.

O policiamento convencional e especializado também intensificou as ações nas estações de transbordo, nos grandes corredores de tráfego, assim como nos locais de grande circulação.

Ex-governador de MG Newton Cardoso morre em Belo Horizonte

O ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (MDB), de 86 anos, morreu, na madrugada deste domingo (2), em Belo Horizonte. Apesar de estar internado há alguns dias, a causa da morte ainda não foi revelada.

O velório será na manhã desta segunda-feira (3), às 10h, no Palácio da Liberdade, onde será realizado com honrarias, por ele ter sido governador do estado e pela carreira política.
Newton Cardoso Júnior disse ainda que o corpo do pai será cremado, com cerimônia reservada apenas à família.

China vai apresentar medida judicial contra EUA na OMC pelo aumento de tarifas

O Ministério do Comércio da China afirma, em nota publicada neste domingo, 2, que apresentará uma medida judicial contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e “tomará medidas correspondentes para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses”, sem entrar em mais detalhes.

A declaração ocorre no contexto da aplicação de tarifas de 10% dos Estados Unidos contra produtos chineses, que deve começar a valer a partir de terça-feira, 4, após decreto assinado pelo presidente Donald Trump no sábado, 1º, relacionando a decisão a “questões como o fentanil”.

A China diz que “o aumento unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio” e destaca estar “fortemente insatisfeita” com a decisão.

Para a segunda maior economia do mundo, a medida de aplicar tarifas por parte dos EUA “não só é ineficaz na resolução dos seus próprios problemas, mas também prejudica a cooperação econômica e comercial normal entre a China e os Estados Unidos”

“A China espera que os Estados Unidos vejam e tratem o seu próprio fentanil e outras questões de forma objetiva e racional, em vez de ameaçarem outros países com tarifas. A China insta os Estados Unidos a corrigirem as suas práticas erradas, a encontrarem um meio caminho com a China, a enfrentarem os problemas de frente, a se envolverem num diálogo sincero, a reforçarem a cooperação e a gerirem as diferenças com base na igualdade, no benefício mútuo e no respeito mútuo”, completa a nota.

Caroline Aragaki / Estadão Conteúdo

Unlabelled

Governo retira PMs de cidades baianas para ensaios e causa temor

Os agentes foram retirados por conta da celebração de 200 anos da Polícia Militar

O governo estadual retirou policiais militares de cidades baianas a fim de ensaiar para a celebração de 200 anos da Polícia Militar, que acontecerá nesta segunda-feira (3). 

A informação foi confirmada à coluna por Marco Prisco, comandante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra).

Cerca de 1,2 mil estariam participando dos ensaios para a celebrações, segundo Prisco. “É PMs de Salvador, Juazeiro, de vários cantos do estado. Agora você vê. As cidades pegando fogo e tiram policias”, afirmou. 

 A coluna pediu uma posição da PM, que será publicada assim que a corporação enviar. 

Por: Correio.

Entenda como vai funcionar a nova caixa postal digital e personalizada brasil

Os usuários do portal de serviços digitais do governo federal Gov.br terão uma caixa postal individual dentro da plataforma para receberem comunicados diretamente de órgãos públicos federais.

A nova ferramenta é gratuita e foi desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A caixa postal será automaticamente criada dentro da área pessoal de todos os cidadãos já cadastrados na plataforma Gov.br. O usuário não precisará fazer nada para ter acesso às mensagens.

O secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação nos Serviços Públicos (MGI), Rogério Mascarenhas, comentou que a comunicação será personalizada para cada cidadão, com conteúdo de interesse direto de cada pessoa.

“Quando falamos de governo digital, a impressão que queremos dar ao cidadão que se relaciona com o governo é que ele tem um governo só para ele. Isto porque chegaremos a um nível de customização dos serviços olhando exatamente para este momento de vida dele.”

Canal unificado e seguro
Pela nova caixa postal do Gov.br, os órgãos públicos poderão encaminhar comunicados diretamente à pessoa com quem querem falar e por meio de apenas um canal unificado do próprio governo federal.

O MGI destaca que a caixa postal tem outra vantagem que é a garantia de segurança ao usuário, que poderá ter confiança de que a mensagem recebida não é falsa ou uma tentativa de fraude.

“À medida que o cidadão entra na ferramenta GOV.BR, autenticada por ele, permitirá inclusive, que informações sejam checadas neste ambiente”, diz secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação nos Serviços Públicos (MGI), Rogério Mascarenhas.

Na outra ponta, a administração pública federal terá certeza de que não passará informações a potenciais fraudadores tentando tirar vantagem de serviços a que não têm direito, porque as contas gov.br têm duplo fator de verificação, como a biometria facial da carteira de motorista (CNH) e dados bancários (internet banking ou banco credenciado).

Universo
Atualmente, o Gov.Br contabiliza cerca de 164 milhões de usuários cadastrados e possibilita o acesso a 4,5 mil serviços digitais.

A plataforma Gov.br possui três níveis de segurança: bronze, prata e ouro. Quanto maior o nível da conta, maior a segurança da validação dos dados do usuário, o que pode possibilitar acesso a mais tipos de serviços e transações digitais pelo Gov.br. Do total de cidadãos brasileiros cadastrados, 94,8 milhões são usuários de prata e ouro.

Somente os usuários com cadastro com selos de confiabilidade nível prata e ouro poderão acessar a caixa postal da plataforma. O acesso poderá ser acessado diretamente pelo aplicativo e pelo site Gov.br.

O MGI orienta o cidadão a baixar o aplicativo Gov.br e ativar as notificações no próprio smartphone ou tablet.

Serviços

O Gov.Br possibilita o acesso a 4,5 mil serviços digitais. Entre os serviços que podem ser comunicados na nova caixa postal estão o prazo do alistamento militar obrigatório ao cidadão de 18 anos do sexo masculino; campanha de vacinação para proteção individual contra diversas doenças; pagamento de benefícios como o programa Bolsa Família, Seguro Desemprego, direito à aposentadoria por tempo de contribuição, salário maternidade, etc.

O Ministério da Gestão adiantou que a estreia da caixa postal do Gov.br deve ocorrer no chamamento individualizado dos candidatos aprovados do bloco temático 8, de nível médio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) e na convocação para os cursos de formação dos candidatos de nove cargos de nível superior do certame, a partir da próxima semana, com devidas orientações para os próximos passos.

Além da nova ferramenta, os candidatos serão informados por outros canais oficiais, como o Diário Oficial da União (DOU) e a área do candidato, no site do certame.

Rogério Mascarenhas explica que as comunicações dos serviços do governo federal continuarão pelos canais habituais, mesmo após a estreia da nova ferramenta. “A ideia não é limitar, mas ter um canal mais seguro que a gente possa fazer a comunicação personalizada, à medida em que a gente vai automatizando o sistema e gerando a informação para que o usuário possa confirmar a veracidade da informação recebida.”

Agência Brasil

Destaques